Aproveitei o sábado e saí para um programa pouco
usual, pelo menos para mim. Precisava comprar um par de tênis, além de estar
devendo à minha mulher uma ida ao cinema. Estava na hora, portanto, de
enfrentar as agruras de um shopping.
Para quem é avesso a tumultos, um shopping lotado,
sábado à tarde, pode ser um martírio dos grandes. Por isso, aquele fim de
semana parecia o momento ideal, já que a cidade estaria vazia e deveria haver
muito menos gente que o normal.
A primeira parada foi no cinema. Um enorme complexo,
com quase vinte salas, modernas e confortabilíssimas, som e imagem perfeitos. O
ingresso foi caro, já que estamos entre aqueles que financiam a benemerência
dos políticos com idosos e estudantes, além da contumaz malandragem dos
falsários. Esse, aliás, é um dos motivos que me afastaram dos cinemas,
afinal, como todo mundo, não gosto de fazer o papel de otário.
Porém, como muito bem lembrou minha mulher, eu não
estava ali para aporrinhações, mas para me divertir.
Depois do filme, uma parada para um chopinho gelado.
O bar ficava bem em frente à saída do cinema, em um ponto estratégico, cujo
aluguel deve custar uma fortuna. O sujeito sai do cinema, com sede, e é quase
impossível resistir à visão daquele letreiro luminoso.
O serviço, porém, era muito ruim. O garçom demorou
uma eternidade para nos atender e o chope não era bom. Desse jeito, pensei,
esses caras não irão durar muito tempo neste local. Saímos dali correndo, já
que um pouco mais adiante havia outro bar.
Desta vez, não houve erro e degustamos alguns deliciosos
chopes gelados, cremosos, com espuma no ponto certo, sem falar no atendimento
cordial e eficiente.
Eis uma das grandes vantagens do regime de
concorrência. Caso não goste de um produto ou serviço, o consumidor é livre
para buscar outro fornecedor. A fuga dos clientes — e a consequente perda de
receitas — é, aliás, a maior punição que empresários ineficientes podem
receber, muito mais efetiva e dolorosa do que qualquer multa prevista nos
famigerados códigos de defesa do consumidor.
A terceira parada foi na sapataria. Confesso que,
atualmente, as opções são tantas que torna-se difícil a escolha. Havia centenas
de pares ali expostos, nas cores e modelos os mais variados possíveis. Os
preços, novamente, eram salgados, porém, se lembrarmos que perto de 50% do
preço são tributos, não dá para crucificar o comerciante.
Escolhi, inicialmente, três modelos para
experimentar. Não gostei de nenhum deles e pedi ao atendente para ver outros
dois. Ele sorriu e correu para apanhá-los. Enquanto esperava, comentei com
minha mulher sobre o fato de o funcionário haver permanecido cordial e
solícito, ainda que eu fosse um cliente muito chato e indeciso. Já ia começar
mais um daqueles discursos sobre a soberania do consumidor no capitalismo, ou
de como os interesses individuais daquele vendedor estão atrelados à minha
satisfação, quando (para sorte dela) o rapaz retornou.
Enquanto esperava na fila do caixa, minha veia de
administrador raciocinava sobre o destino do dinheiro que eu deixaria ali. Uma
parcela seria destinada a pagar os salários do atendente, do balconista, dos
funcionários administrativos. Outra parte serviria para o aluguel das
instalações, para os impostos, taxas, emolumentos e comissões. Um bom pedaço
proporcionaria a reposição do estoque, que envolve custos de transporte, armazenagem,
mais impostos etc. A última porção, provavelmente a menor de todas, seria
contabilizada como lucro e, mesmo assim, apenas depois de pagos todos os demais
custos e despesas inerentes ao negócio.
Eis um lado da moeda que muita gente ignora ou sequer
pensa a respeito. A maioria entra numa loja dessas, examina as mercadorias
expostas, não raro aluga o tempo dos funcionários e, no fim, vai embora sem
comprar nada. Faz parte do negócio. Cabe a nós, e somente a nós, consumidores,
decidir, voluntária e espontaneamente, se iremos trocar nosso dinheiro por
algum produto ou não. Ninguém pode nos forçar a nada. Se eu, por exemplo,
depois de ter experimentado todos aqueles pares de tênis, resolvesse finalmente
que nenhum deles me agradou, não haveria qualquer penalidade por isso.
Um pensamento puxa o outro e comecei a imaginar
quanto os donos daquela loja teriam investido em instalações, estoques,
treinamento etc. sem que tivessem qualquer garantia de que eu, um dia, entraria
ali, disposto a trocar o meu dinheiro por um dos produtos da vitrine. Ou, indo
um pouco mais à frente, que outros milhares de consumidores fossem adentrar,
mensalmente, aquele estabelecimento para comprar suas mercadorias, na
quantidade e velocidade necessárias para que o negócio se tornasse lucrativo.
Concluí que foram necessários algumas centenas de
milhares de reais — investidos, repito, sem qualquer garantia de retorno.
E então, pensei, o que faz a loja com os eventuais
lucros, depois de pagar todas as despesas? Provavelmente, reinveste a maior
parte deles no próprio negócio. Porém, por que deveriam os donos daquela
empresa repor aquele par de tênis que eu acabara de comprar ou investir na
ampliação do negócio? Competição. Se quiserem permanecer no negócio, têm que
ofertar sempre o que houver de mais moderno no mercado, a um preço sempre mais
barato, sob o risco de serem engolidos pela concorrência. Tudo isso sem
qualquer garantia de que amanhã as vendas não irão cair ou que os clientes não irão
descobrir um concorrente melhor e mais em conta.
Pensando bem, não é nada fácil a vida dos
capitalistas. E, no entanto, essas pessoas são, frequentemente, as mais caluniadas
do pedaço. Ninguém pensa em quantos empreendedores “quebram a cara” todo santo
dia, pelos mais variados motivos, e que somente uma minoria consegue vencer os
percalços e se estabelecer. Ou que os grandes e odiados magnatas são pessoas
cuja renda provém, na maioria das vezes, do empenho para satisfazer o
consumidor e dos riscos inerentes à sua atividade.
Quase ninguém pára e pensa que a poupança de
gerações pode virar pó, da noite para o dia, bastando para isso um breve
cochilo ou a interferência nociva da mão pesada dos governos. A maioria só
costuma olhar, com grande inveja, para a riqueza de uns poucos “privilegiados”.
Paguei pelo tênis que comprara e despedi-me do
solícito vendedor com um “muito obrigado”. A resposta dele não foi outra:
“muito obrigado, senhor”. Já notaram como essa costuma ser a despedida padrão,
sempre que acabamos de comprar alguma coisa? E, pensando bem, o duplo
“obrigado” faz todo sentido. Encerrava-se ali uma transação que foi benéfica
para todos os envolvidos. Eu disse “obrigado” porque acabara de adquirir algo
que valia, para mim, mais do que o dinheiro que dei em troca. Já o vendedor
agradeceu por si — dado que certamente acabara de embolsar uma comissão — e
pelos donos da loja, que fizeram uma troca também lucrativa. No fim, todos saíram
ganhando.
Esta é a essência das trocas comerciais e o cerne da
magia que ocorre milhões, bilhões, trilhões de vezes todos os dias ao redor do
mundo. Ela ocorre em toda e qualquer transação econômica voluntária que é
empreendida em virtude da escolha humana. Ambos os lados — compradores e
vendedores — se beneficiam.
(É claro que um indivíduo pode mudar de ideia mais
tarde e se arrepender da transação. O futuro é incerto e os seres humanos são
volúveis. Porém, ao menos no momento da troca,
minha crença era a de que eu havia melhorado minha situação, caso contrário eu
sequer teria empreendido a transação.)
Assim, cada lado é um benfeitor do outro lado. Este
sistema de benfeitoria mútua, incessante e universal, leva à melhoria de todos
ao redor. Ele aumenta a sensação de bem-estar individual, que é o mesmo que
dizer que ele eleva o bem-estar social quando todo o mundo está envolvido na
atividade.
E
o estado se torna visível
Já era noite quando saímos do shopping em busca de
um bom lugar para jantar. Para nosso azar, no entanto, encontramos pela frente
um enorme engarrafamento, causado por um semáforo apagado. Perdemos ali quase
uma hora, graças à incompetência e ao descaso do serviço público, pois, além do
problema elétrico — provavelmente causado por falha de manutenção –, não
havia no local um único guarda de trânsito para colocar alguma ordem naquele
tumulto.
“É notável como os serviços públicos, os únicos que
pagamos não por opção, mas pela mais absoluta coação, são exatamente aqueles
que mais deixam a desejar” — esbravejei, já de mau humor, depois de conseguir
ultrapassar o tal semáforo queimado. “Dá só uma olhada nesse asfalto, todo
esburacado. Assim não há suspensão que aguente! Em compensação, olhe quantos
radares para multar o excesso de velocidade. Quando é para multar, os caras não
economizam. Ainda bem que não dependo do estado para conseguir meus sapatos,
pois fatalmente estaria andando descalço…”.
Minha mulher, que conhece há bastante tempo o marido
irascível que tem, especialmente quando é vítima da inépcia dos governos,
esperou que eu acabasse aquele longo discurso anárquico para propor que, em vez
de jantarmos fora, pedíssemos algo para comer em casa, com o que concordei de
imediato.
E
o mercado volta para salvar
Pedimos, então, comida japonesa pelo “delivery”
habitual. Meia hora depois, embora já estivesse chovendo naquele momento, um
motoqueiro batia à nossa porta, trazendo consigo nossos sushis e sashimis, que,
além de deliciosos, trouxeram o meu bom humor de volta.
Enquanto pagava a conta ao solícito e eficiente
entregador, não por acaso lembrei da famosa sentença de Adam Smith:
Não é da benevolência do padeiro, do
açougueiro ou do cervejeiro que devemos esperar o nosso jantar, mas sim do
empenho deles em promover os seus próprios [e legítimos] interesses.
Sábias palavras.
Conclusão
O fato de várias pessoas não apreciarem como
deveriam as transações de mercado decorre da arraigada ideia de que o ato de
comprar e vender coisas não possui absolutamente nada de fantástico. Para elas,
tal ato não gera nada de positivo. Logo, a
sociedade poderia perfeitamente abolir tal prática e não piorar em nada sua
situação em decorrência disso.
É difícil tentar entender o que há na cabeça de
pessoas que pensam assim.
Se é verdade, como argumentei, que uma troca
econômica equivale a um ato benéfico bilateral, que é um exemplo de benfeitoria
mútua difundido por toda a sociedade, então se torna claro que a sociedade iria
soçobrar completamente caso não mais houvesse o máximo possível de
oportunidades para a ocorrência de transações econômicas.
Qualquer um que defenda o bem-estar da sociedade
deveria celebrar de maneira especial os centros comerciais, as bolsas de
valores, o comércio internacional, e todo e qualquer setor no qual o dinheiro
muda de mãos em troca de ativos ou bens. Tal ato significa apenas que as
pessoas estão descobrindo maneiras de ajudar umas às outras a sobreviver e a
prosperar.
Como escreveu o teólogo espanhol do século XVI Bartolomé de
Albornoz, conhecido principalmente por sua oposição à escravidão,
O
ato de comprar e vender é o nervo da vida humana que sustenta o universo. Em
decorrência deste ato, o mundo se torna unificado, as distâncias entre terras e
nações são enormemente encurtadas e pessoas de diferentes idiomas, leis,
culturas e modo de vida são aproximadas. Não fossem estes contratos, alguns
povos sofreriam escassez de bens que outros povos possuem em abundância, e não
poderiam também compartilhar os bens que possuem em excesso com aqueles países
que sofrem de sua escassez.
Se não formos capazes de ver a lógica por trás de
todo ato de troca e entender como ele atua para ajudar a todos, torna-se fácil
não valorizar o que o mercado e o comércio significam para a sociedade.
Raramente se dá ao mercado o crédito que ele merece
por ajudar a humanidade a melhorar sua situação econômica. Com efeito, o
mercado nada mais é do que a interação voluntária da humanidade com o intuito
de aprimorar o bem-estar público.
Interessante como o texto mostra a ineficiência do estado e a solicitude do setor privado em atender as demandas da população. Mais interessante ainda é alguns minarquistas defenderem que o estado é ineficiente e não serve para cuidar de empresas, mas serve para cuidar da justiça e segurança pública, o que é no mínimo contraditório. Quando um liberaleco incoerente desses diz que não sofreria violência estatal em uma minarquia, ele na pratica está dizendo que não seria estuprado pois existe um pau tampando o seu orifício anal.
Frequentemente somos tentados a crer que a farmácia, o restaurante, a padaria, a franquia de fast-food e o posto de gasolina são apenas coisas comuns à estrutura do nosso mundo, uma inevitabilidade do nosso meio. Mas não são.
A decisão de abrir um comércio é algo absolutamente desgastante e inquietante, pois o risco de dar errado e fazer com que o empreendedor perca tudo é muito alto. O futuro é desconhecido tanto no sentido macroeconômico (será que a economia vai entrar em recessão e fazer com que a renda dos consumidores caia?) quanto no sentido microeconômico (talvez ninguém realmente queira comprar minhas coisas).
Frequentemente a ideia exige que o empreendedor utilize todo o dinheiro que ele poupou — ou que ele vire refém dos bancos. Não importa qual seja a ideia do empreendimento: o ato de empreender sempre será algo amedrontador.
E não se trata apenas de dinheiro. Você acabará comprando vários objetos e equipamentos (o seu capital) que, caso o empreendimento dê errado, não serão facilmente convertidos para outros fins; muito menos poderão ser vendidos a preços sequer comparáveis àqueles pelos quais você os comprou. Cadeiras, mesas, placas, cartazes, letreiros e outras decorações revelar-se-ão um puro desperdício caso o empreendimento não dê certo.
E há também o problema com as outras pessoas. Você tem de contratar empregados, e estes têm de ser pagos muito antes de você vislumbrar qualquer perspectiva de lucro — se é que algum dia o lucro virá. Você repentinamente se torna o responsável por essas pessoas. […]
Jamais também subestime o problema dos estoques, algo que requer julgamentos empreendedoriais diários. Se você, por exemplo, está no ramo da venda de madeira compensada, e o seu primeiro mês de vendas ficou muito aquém das suas expectativas, sua batalha apenas começou. Você terá de fazer um melhor juízo acerca dos estoques do mês seguinte. Compre muito e você dissipará todos os seus lucros. Compre pouco e você perderá clientes que, ao não encontrarem um produto específico em seu estabelecimento, nunca mais voltarão.
Suas estimações terão de estar praticamente corretas o tempo todo. Mas você não possui uma bola de cristal. E esse problema da adivinhação nunca irá deixar de lhe importunar: não importa o quão bem sucedido você tenha sido em um dado mês, você jamais terá ideia do que lhe aguarda no mês seguinte. Um pequeno descuido e sua sorte estará selada.
E há ainda a concorrência. Qualquer um está livre para copiar e reproduzir o seu sucesso. Quanto mais bem sucedido for o seu empreendimento, mais imitadores você inspirará, os quais farão de tudo para copiar exatamente o que você faz, só que, de alguma forma, a um preço menor. Isso significa que você constantemente terá de se manter um passo à frente, sempre inovando.
Ao mesmo tempo, você constantemente terá de saber como se autoavaliar, sempre olhando para trás. Um dia ruim de vendas pode não significar nada, mas pode também significar tudo. Pode ser apenas um ligeiro solavanco em sua jornada rumo à glória, mas pode também ser o prenúncio do desastre. Simplesmente não há como saber de antemão.
As forças da concorrência em um mercado dinâmico estão constantemente atuando para solapar o seu sucesso futuro. Para os empreendimentos que hoje são bem sucedidos, o sistema de mercado equivale a uma gigantesca conspiração que visa a reduzir seus lucros a zero. A única maneira de resistir e contra-atacar é servindo seus clientes com ainda mais atenção e excelência.
E, ainda assim, não importa quão bem sucedidos tenham sido seus planos até aqui, não há absolutamente nada garantido para o futuro. A qualquer dia, a qualquer hora, tudo pode se esvanecer. Os consumidores podem desaparecer. As tendências podem mudar. As preferências e os gostos da classe consumidora podem sofrer uma guinada. Você é total e completamente dependente dos caprichos subjetivos de todo o resto. […]
E por que, mesmo assim, alguém ainda se arrisca? Por que uma pessoa decide se tornar comerciante ou empreendedora? A resposta típica é que as pessoas fazem isso por dinheiro. Mas não há absolutamente nenhuma garantia de que tal atitude será transmutada em dinheiro. O dinheiro tanto pode vir aos montes como pode vir em quantidades escassas. E, quando ele vem, ele normalmente acaba sendo reinvestido no próprio empreendimento, para que este se mantenha viável. Então, por que as pessoas se arriscam nisso?
Tudo tem a ver com o sonho do sucesso, a esperança de fazer a diferença, de ganhar a vida com a vocação, com a concretização da ambição de servir bem e ser reconhecido por isso. É isso que motiva e guia o empreendedor.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1035
No geral, as pessoas são rudes e deselegantes com os comerciantes, que os beneficiam. Porém, são amáveis e servis com membros governamentais, que os tributam. Por esses comportamentos, está o povo brasileiro numa triste situação.
O que seria de nós sem o capitalismo?
Segundo Marx e Engels seriamos todos irmãos proletariados vivendo no paraíso comunista sem a existência de um Estado, onde tudo é de todos, e ninguém oprime ninguém, já que, a burguesia foi extinta e o capitalismo enterrado vivo. Com ambos fora de cena, as discrepâncias, invejas, guerras e ambições, que só atrasam a bela e maravilhosa essência da humanidade, desapareceriam, e com isso, pela primeira vez na história da humanidade, todos viveriamos felizes para sempre.
Nós seríamos homens primatas, selvagens urbanos.
Estaríamos sem governo, afinal iam parasitar o que?
“E o estado se torna visível
Já era noite quando saímos do shopping em busca de um bom lugar para jantar. Para nosso azar, no entanto, encontramos pela frente um enorme engarrafamento, causado por um semáforo apagado. Perdemos ali quase uma hora, graças à incompetência e ao descaso do serviço público, pois, além do problema elétrico — provavelmente causado por falha de manutenção —, não havia no local um único guarda de trânsito para colocar alguma ordem naquele tumulto.”
Kogos já dizia que o congestionamento é um choque entre os carros que são fornecidos pelo mercado e as ruas que são fornecidas pelo estado. Qualquer burocrata fica de cabelo em pé com essa constatação.
Texto excepcional ! Mostra de maneira clara que o sistema capitalista é benéfico para ambas as partes(comprador e ofertante), e além disso, a sua descomunal concorrência origina maior qualidade na oferta de bens e serviço. Por fim, relembra a todos a precariedade do serviço público.
O instituto liberal no qual ele é diretor tem algo a ver com o Instituto liberal de São Paulo? Pergunto porque se houver, é difícil de acreditar que esse artigo saiu do mesmo lugar que aquele antro socialista.
artigo interessante, valeu cada minuto de leitura
A educação pública na Finlândia é paga. Custa 330 euros. Quem não tem dinheiro, não precisa pagar.
A saúde pública americana é paga. Quem não tem dinheiro, não precisa pagar.
Quem tem dinheiro precisa pagar pelos serviços públicos.
Só aqui existe essa farra de serviços grátis.
A cobrança por serviços públicos para quem pode pagar, traria muito mais qualidade para escolas e hospitais públicos. Essa cobrança por impostos não traz concorrência e nem meritocracia. Por isso nunca vai funcionar.
economia.estadao.com.br/noticias/geral,bc-quer-definir-teto-para-taxas-em-compras-com-cartao-de-debito,70002163582
BC, mais uma vez, pretende controlar preços.
A doutrinação ideológica deturpa a própria percepção das pessoas. É comum indivíduos que fazem várias transações voluntárias e mutuamente benéficas todos os dias acreditarem que o capitalismo é exclusivamente predatório, um jogo de soma zero.
“Um pensamento puxa o outro e comecei a imaginar quanto os donos daquela loja teriam investido… Concluí que foram necessários algumas centenas de milhares de reais — investidos, repito, sem qualquer garantia de retorno.”
Sim. E seria muitíssimo mais cômodo e seguro simplesmente investir esse dinheiro e deixá-lo crescer sozinho via juros enquanto trabalha como empregado ou autônomo. No Brasil, abrir uma empresa (de qualquer tipo e tamanho) é quase um crime.
* * *
A miséria e a exploração infantil eram frequentes e, segundo Heilbroner (1996),
[…] em 1828, The Lion, uma revista radical para a época, publicou a incrível
história de Robert Blincoe, uma das oito paupérrimas crianças que haviam
sido enviadas para uma fábrica em Lowdham. Os meninos e as meninas —
tinham todos cerca de dez anos — eram chicoteados dia e noite, não apenas
pela menor falta, mas também para desestimular seu comportamento
preguiçoso. E comparadas com as de uma fábrica em Litton, para onde
Blincoe foi transferido a seguir, as condições de Lowdham eram quase
humanas. Em Litton, as crianças disputavam com os porcos a lavagem
que era jogada na lama para os bichos comerem; eram chutadas, socadas
e abusadas sexualmente; o patrão delas, um tal de Ellice Needham, tinha
o horrível hábito de beliscar as orelhas dos pequenos até que suas unhas
se encontrassem através da carne. O capataz da fábrica era ainda pior.
Pendurava Blincoe pelos pulsos por cima de uma máquina até que seus
joelhos se dobrassem e então colocava pesos sobre seus ombros. A criança e
seus pequenos companheiros de trabalho viviam quase nus durante o gélido
inverno e (aparentemente apenas por pura e gratuita brincadeira sádica) os
dentes deles eram limidados! (HEILBRONER, 1996, p. 101).
Heilbroner e Milberg (2008, p. 89) também relatam a trágica vida dos operários:
Era um período cruel. As intermináveis horas de trabalho, a sujeira
generalizada e o ruído pesado nas fábricas, a falta das mais elementares
precauções de segurança, tudo combinado para conferir ao início do
capitalismo industrial uma reputação de que jamais se recuperou na mente
de muitas pessoas neste mundo. Pior ainda eram as favelas para as quais
retornava a maioria dos operários após a jornada de trabalho. A expectativa
de vida ao nascer, em Manchester, era de 17 anos – número que re?etia uma
taxa de mortalidade infantil acima de 50%.
Isso procede?
A maior vítima do corona vírus e que ninguém está chorando a morte: a liberdade
pra mim o capitalismo é a melhor forma de economia e mais justa que temos até agora(note que eu falei mais justa, e não exatamente justa, pois não existe uma forma de economia perfeitamente justa) , no capitalismo é possível sim as pessoas serem mais igualitárias (não exatamente iguais, pois isso é basicamente impraticável até mesmo no socialismo) a prova disso é o japão que é capitalista e um dos melhores países para se viver, o importante mesmo é erradicar a pobreza , no socialismo basicamente quase todo mundo é miserável. se não fosse o capitalismo nem mesmo hoje teriamos um computador para criticá-la. a maior parte das coisas modernas que temos hoje surgiu do capitalismo, a forte concorrência para agradar o cliente e lucrar com isso. muitas das tecnologias e confortos que temos hoje não existiria se o capitalismo não tivesse existido também. antes do capitalismo até mesmo os ricos tinha uma qualidade de vida inferior às pessoas da Classe C de hoje, a expectativa de vida do país mais rico antes do capitalismo surgir raramente ultrapassava os 35 anos. e os trabalhos eram muito mais extenuantes do que hoje, a expectativa de vida hoje do país mais pobre do mundo está na casa dos 50, quem não acredita em mim é só pesquisar e vai encontrar tudo o que eu tô dizendo.
Graças ao capitalismo nações prosperam, tecnologia avança, anseios são antendidos, e dominamos o planeta Terra. Realmente é a forma mais justa inventada pelo homem ( até o momento) em benefício a ele mesmo. Não há sistema melhor,pois o nosso egocentrismo não permite. E sem ego como fica noção do ser? Por isso, o socialismo é facilmente corrompido. A defesa do eu e do meu acaba sendo maior que a do todo. Porém, tanto a competição quanto a cooperação se encontram em nossos genes. O sistema capitalista poderia, ao menos, ser mais atento a intederpendência que vivemos, já que isso diminuiria as discrepâncias sociais e aparentemente o fortalecia , mas parece que ele funciona a sustentar o caos ganhando força, assim, para encontrar soluções, presenteando aqueles que se empenham a achá-las com lucros. Ele, simplesmente, reproduz a forma que aprendemos a viver neste planeta: supere as adversidades e receba uma gratificação por sua resolução. Será que há limites para ele? É um sistema sustentável a longo prazo? Acredito que sejam essas as perguntas que permeiam.
um pouco equivocado
capitalismo sao trocas voluntarias
para satisfazer o eu primeiro eu tenho que satisfazer outrem
a partir do momento que voce pode se satisfazer sem antes atender as demandas dos outros voce esta entrando numa situaçao em que nem eu , nem voce , estaremos prosperando, no maximo estara melhor que outrem , o que é diferente de prosperidade
nao é o dinheiro que torna alguem prospero, é a quantidade de produtos e serviços que ele tem para trocar , e pra isso dependemos de outras pessoas , da divisao do trabalho , da especializaçao em cada area
recomendo ler ayn rand, ela explica bem o motivo do egoismo ser positivo ja que no fim é ele que move o mundo, as pessoas jamais vao levantar um dedo se elas mesmas nao puderem tirar algum beneficio daquele esforço, negar isso é negar a propria humanidade … e o capitalista é aquele que melhor explora essa ideia
Governo Bolsonaro, há exatos 2 minutos sem um caso de corrupção mas que não dará em nada pois a polícia federal, engaveta…procurador geral da república e demais instituições sempre "funcionando" foram cooptadas.
g1.globo.com/politica/video/ministro-da-educacao-diz-em-audio-que-prioriza-amigos-de-pastor-a-pedido-de-bolsonaro-10413735.ghtml
Com o Dolar caindo Bolsonaro sera reeleito. Será que ainda cai mais?
E o dollinho bateu 4.76 em algum momento
Dxy subindo a 98.56
Neste último fim de semana, no site Autoentusiastas, o editor-chefe publicou um editorial intitulado “Fabricantes de pneus estão fugindo à responsabilidade“. No texto, ele reclama que “certas medidas de pneus não existem mais, apesar da frota que as utiliza ser numerosa”.
Embora dê destaque para a medida de pneus usados no Fusca, ele também cita como exemplo, pneus para o Celta, Corsa, Uno e Ka que, segundo ele, é um “volume de carros que representa pelo menos 5 milhões”. “Já conversei com Pirelli, Goodyear e Dunlop para atender esse mercado, em vão”, lamenta.
Ele conta também que a Pirelli tem na Europa uma linha de pneus voltada para colecionadores, com as mesmas medidas e desenho de carros mais antigos. Consta que esses pneus são importados pela Pirelli brasileira, mas – como ocorre com todo produto importado aqui no Brasil – o preço é muito alto para quem pretende utilizar no dia a dia.
E ele finaliza o texto questionando: “O mais intrigante nessa questão toda é a indústria de pneus não atender uma parte considerável do mercado, fugindo à sua responsabilidade, e deixar de ganhar dinheiro com isso. Como pode?”.
Dito tudo isso, eu pergunto: há alguma regulamentação que atrapalhe a entrada de novos fabricantes que estejam dispostos a atender a essa demanda reprimida? Porque, se a demanda for tão significativa como o texto faz crer, seria de se imaginar que o primeiro que oferecesse esse tão demandado produto iria ser muito bem recompensado por satisfazer as necessidades dos consumidores. Por que, mesmo com esse incentivo, isso não ocorre?
http://www.google.com.br/amp/s/valorinveste.globo.com/google/amp/mercados/moedas-e-juros/noticia/2022/06/02/bancos-centrais-ao-redor-do-mundo-trocam-reservas-em-dolar-por-outras-moedas.ghtml?espv=1
Valha estejam errados. Será?
https://www.google.com.br/amp/s/www.moneytimes.com.br/nao-se-anime-dolar-tem-mais-motivos-para-voltar-a-subir-do-que-para-seguir-em-queda/amp/?espv=1