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Produtos importados baratos são tão prejudiciais à economia quanto a gratuita luz do sol

Em meados dos anos 1800, o
governo francês impôs tarifas de importação a uma enorme variedade de produtos,
que iam desde agulhas até locomotivas. A intenção era proteger as indústrias
francesas dos concorrentes estrangeiros mais eficientes, os quais eram capazes
de produzir e vender aos franceses produtos mais baratos do que os similares
produzidos nacionalmente.

À época, o economista francês
Frédéric Bastiat publicou uma satírica proposta ao governo francês (a qual se
tornou tão famosa, que hoje é conteúdo obrigatório em vários livros-texto de
economia e comércio internacional) intitulada Petição dos fabricantes de
velas
.

Seu texto sarcástico tinha
por objetivo ajudar os parlamentares franceses a entender que o protecionismo e
o mercantilismo não só não podem transformar um país em uma potência econômica,
como ainda encarecem a produção, aumentam todos os preços e criam várias ineficiências.

A seguir, uma versão encurtada
e editada do clássico
ensaio econômico de Bastiat
:

Petição dos
fabricantes de velas, candeias, lâmpadas, candelabros, lanternas, corta-pavios,
apagadores de velas, e dos produtores de sebo, óleo, resina, álcool, e em geral
de tudo relativo à iluminação.

Aos
membros da Câmara dos Deputados.

Cavalheiros:

Sua
principal responsabilidade é para com os interesses do produtor. Os senhores desejam protegê-lo da competição estrangeira e reservar o mercado doméstico para os
produtores nacionais.

Estamos
sofrendo a intolerável concorrência de um rival estrangeiro, o qual possui uma
vantagem competitiva tão incrivelmente superior no que diz respeito à produção
de luz, que ele consegue inundar nosso mercado doméstico com esse produto a um
preço impressionantemente baixo.

No
momento em que ele fornece seu produto, nossos consumidores nos abandonam e
correm para esse nosso rival, e assim uma importante indústria nacional com inúmeras
ramificações é deixada completamente estagnada.

Este rival,
que vem a ser ninguém menos que o sol, faz-nos uma concorrência tão impiedosa
, que suspeitamos ser
incitado pela pérfida Inglaterra (boa diplomacia nos tempos que correm!), visto
que o mesmo tem por aquela esnobe ilha uma condescendência que se dispensa de
ter para conosco.

Pedimos-vos
encarecidamente, pois, a gentileza de criardes uma lei que ordene o fechamento
de todas as janelas, clarabóias, frestas, gelosias, portadas, cortinas,
persianas, postigos e olhos-de-boi; numa palavra, de todas as aberturas,
buracos, fendas e fissuras pelas quais a luz do sol tem o costume de penetrar
nas casas, para prejuízo das meritórias indústrias de que nos orgulhamos de ter
dotado o país — um país que, por gratidão, não deve nos abandonar agora em
prol de tão desigual concorrência estrangeira.

Se
os senhores impedirem ao máximo todo o acesso à luz natural, criando assim uma
demanda por luz artificial, qual indústria francesa não se sentirá estimulada? Qual
indústria francesa não será beneficiada por tal protecionismo?

Se
mais sebo for consumido, terá de haver mais gado bovino e ovino; e,
consequentemente, ver-se-á multiplicarem-se as pastagens, a carne, a lã, o
couro e, sobretudo, o estrume, que é o alicerce de toda a riqueza agrícola.

Se
mais óleos forem consumidos, estaremos estimulando a cultura da papoula, da oliveira
e do nabo. Estas plantas ricas e erosivas oportunamente nos permitirão
aproveitarmo-nos da crescente fertilidade que o rebanho adicional trará às
nossas terras.

Nossas
terras áridas serão cobertas com árvores repletas de resina. Numerosos enxames
de abelhas recolherão, nas nossas montanhas, tesouros perfumados que emanam das
flores – as quais hoje desperdiçam suas fragrâncias no ar desértico.  Não
haverá, pois, um único ramo da agricultura que não se beneficiará enormemente
de tal política.

As
mesmas observações se aplicam à industrial naval. Milhares de barcos seguirão
para a pesca da baleia e, em pouco tempo, possuiremos uma marinha digna de manter
a honra da França e de atender às aspirações patrióticas de seus peticionários,
os abaixo-assinados fabricantes de velas e outros.

Apenas
tenham a bondade de refletir, cavalheiros, e os senhores se convencerão de que
talvez não haja nenhum francês, desde o rico dono de carvoaria ao mais humilde
vendedor de fósforos, cuja vida não será melhorada por essa nossa petição.

Dado
que os senhores cavalheiros já rejeitam o carvão, o ferro, o trigo e os têxteis estrangeiros pelo fato de seus
preços serem baixos, que inconsistência seria permitir a luz do sol, cujo preço
é zero, durante todo o dia!

Lições econômicas

1. Se você não se opõe a receber a luz do sol gratuitamente, então você também
não pode se opor a ter ao seu dispor produtos estrangeiros baratos e de
qualidade, sejam eles produzidos na China, na Alemanha, no Vietnã ou no México.
Não faz nenhum sentido econômico dizer que o fato de a população do país poder
importar produtos mais baratos do que os similares nacionais é algo deletério.

2. Se você não se opõe ao fato de o sol “despejar”, todos os dias, luz gratuita
na nossa economia, então você não deveria reclamar dos produtores
estrangeiros que estariam “despejando” mercadorias baratas na nossa economia, a
preços supostamente abaixo do custo de produção.

3. Vamos supor que o sol só seja capaz de nos fornecer luz gratuitamente
porque os “habitantes do sol” subsidiam a produção de luz naquela estrela. Se
você não se opõe que a luz do sol seja disponibilizada de graça devido ao fato
de alguém subsidiar essa produção, então você não deveria ser contra o fato de
mercadorias estrangeiras serem oferecidas de forma barata para você por causa
de subsídios fornecidos pelos governos daqueles estrangeiros. Se eles querem
pagar mais impostos apenas para poder vender a você produtos mais baratos, simplesmente
aceite tão generosa oferta.

4. Se você não seria tolo ao ponto de acreditar que o sol está
roubando nossos empregos, prosperidade e riqueza ao nos fornecer luz gratuita,
igualmente não deveria ser tão tolo ao ponto de pensar que a China está
roubando nossos empregos, prosperidade e riqueza ao nos fornecer produtos
baratos.

5. Se você não se opõe ao fato de o sol nos fornecer uma enorme quantidade
de luz gratuita sem que, em troca, “seus habitantes” comprem de nós qualquer
produto fabricado aqui no país, então você também não deveria se opor ao
fato de os cidadãos do nosso país comprarem (importarem) mais produtos do
exterior do que vendem (exportam).

O
medo da abundância

A força ideológica mais poderosa na defesa do
protecionismo é o temor de que, com o livre comércio — isto é, com as pessoas
podendo comprar coisas baratas do exterior –, haverá poucos empregos para os
trabalhadores na economia doméstica.

Mas, ora, o que seria esse temor senão o medo de que
o livre comércio irá gerar uma abundância tão plena, que ninguém mais terá de
trabalhar para produzir? O que seria esse temor senão a noção de que, com o
livre comércio, todos os desejos da humanidade seriam tão completamente
satisfeitos, que chegaremos ao ponto em que não mais seremos úteis em fornecer
bens e serviços uns aos outros?

O temor do cidadão comum em relação ao livre
comércio se baseia em um entendimento completamente equivocado em relação à
realidade do mundo. É um temor de que nós humanos (ou pelo menos os humanos de
um determinado país) estamos no limiar de abolir a escassez e,
consequentemente, de transformar o mundo (ou ao menos o nosso país) em um
ambiente de superabundância.

Por isso, o protecionismo é uma política baseada no
calamitoso e errôneo temor de que um dos maiores problemas enfrentados pelos
seres humanos não é a escassez, mas sim a superabundância. O protecionismo é a
política implantada para criar escassez e para impedir
a abundância
. Tal política é destruidora do padrão de vida humano. Não
há meias palavras.

Conclusão

Quando o governo impõe uma sobretaxa aos produtos
importados, o consumidor é o maior perdedor. O encarecimento artificial dos
produtos importados significa que os produtores nacionais estarão agora livres
e despreocupados para elevar seus preços e reduzir a qualidade de seus
produtos. Como não há mais concorrência estrangeira a quem os consumidores
nacionais recorrerem, estes agora são obrigados a pagar mais caro por bens
nacionais de qualidade mais baixa.

Com o protecionismo, o intuito do governo é proteger
as empresas nacionais e blindá-las contra os desejos dos consumidores —
principalmente dos mais pobres, que ficam sem poder aquisitivo para comprar
produtos bons e baratos feitos no exterior.

Pior: quando a população é obrigada a comprar
produtos nacionais artificialmente mais caros, sobra menos dinheiro para
investir ou gastar em outros setores da economia, como lazer, alimentação,
educação, vestuário, o que acaba reduzindo o emprego e a renda nestas áreas.

Consequentemente, a capacidade de consumo e de
investimento da população torna-se artificialmente reduzida. Isso é um desastre
para todos, só que se manifesta mais intensamente sobre os mais pobres, que,
além de não poderem comprar bens mais baratos do estrangeiro, tornam-se
obrigados a bancar os grandes industriais.

Por isso, Frédéric Bastiat ensinava “Sempre trate todas as questões
econômicas do ponto de vista do consumidor, pois os interesses dos consumidores
são os interesses da raça humana”.

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Leia
também:

Como o capitalismo e a
globalização reduziram os preços e trouxeram progresso para todos

A abertura comercial é
imprescindível para o crescimento econômico – e isso não é folclore

Defender o protecionismo é
defender a escassez – defender o livre comércio é defender a abundância

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91 comentários em “Produtos importados baratos são tão prejudiciais à economia quanto a gratuita luz do sol”

  1. Sugestão aos que desejarem reproduzir a brilhante carta de Bastiat: favor antes deixarem claro que se trata de material satírico. Caso contrário, é bastante provável que algum político bananense a leia e se torne convencido por tão embasados argumentos que decida criar uma lei impondo o total bloqueio do sol.

  2. Outro clássico de Bastiat é o ensaio da "estrada de ferro negativa".

    Quando propuseram uma nova ferrovia ligando a França à Espanha, a cidade francesa de Bordeaux fez lobby pedindo que houvesse uma interrupção na ferrovia naquela cidade, para que todos os passageiros tivessem de desembarcar e embarcar em outro trem. Ao obrigaram os passageiros a parar na cidade para trocar de trem, eles gastariam dinheiro ali e isso "traria lucros para todos os negócios da cidade".

    Utilizando o reductio ad absurdum, Bastiat fez uma proposta: se uma interrupção na linha fornece benefícios econômicos e gera empregos para uma cidade, servindo ao "interesse geral do povo", então o ideal seria fazer interrupções em absolutamente todas as cidades francesas por onde passam estradas de ferro, até chegar ao absurdo de haver uma ferrovia formada inteiramente por trilhos interrompidos, o que equivaleria a uma "estrada de ferro negativa".

    A lógica é absolutamente a mesma para "subsídios a empresas estratégicas" pelo BNDES e protecionismo para, por exemplo, montadoras.

  3. Leandrinho do rock e as narrativas econômicas.

    A ciência econômica, assim como outras ciências, se propõe a compreender a realidade e torná-la visível para os leigos. Durante a história do socialismo, houve grandes economistas como: Nikolai Kondratiev, Mikhail Tugan-Baranovsky, Wassily Leontief, entre tantos outros que defenderam a verdade econômica. Todos tinham em comum o fato de defender o socialismo pois socialismo e verdade são inseparáveis. O que quero dizer com tudo isso? Quero dizer que a principal mentira atualmente são as chamadas narrativas econômicas, cujo o único objetivo é defender o injustificável, ou seja, o capitalismo de livre mercado.

    Narrativas econômicas.

    Um exemplo bem claro de narrativa econômica foi a curva de Laffer. O conceito acabou popularizando em 1978, com o artigo do jornalista americano Jude Wanniski. Seu texto retratava um jantar entre Laffer e dois figurões do alto escalão do governo americano. Em um guardanapo de pano, Laffer teria desenhado seu diagrama que representava uma ideia simples: com uma tributação de 0% sobre a renda o governo não arrecadaria. Com uma tributação de 100%, também não. Afinal, as pessoas não trabalhariam caso toda sua renda fosse tomada pelo governo. Wanniski sugeriu que os EUA se encontravam no lado direito da curva e que o corte de impostos traria novo fôlego à economia americana. O curioso é que tal afirmação não tinha base estatística alguma, pelo contrário, economistas proclamavam que se tratava de uma falácia.

    Era apenas um homem desenhando em um guardanapo e um jornalista criando uma narrativa deste desenho.

    O que aconteceu posteriormente foi um avanço gradual da agenda neoliberal através das falsas narrativas econômicas. O que antes era restrito somente às universidades e ao governo, tornou-se algo em que qualquer instituto meia boca – vide instituto Mises – pudesse meter o bedelho. Com que direito? Por acaso este instituto é melhor que a USP? acho que não.

    Leandrinho do rock e os gráficos do Banco Central

    Como o Brasileiro é um povo inculto, logo ele fica abobalhado diante de um gráfico e um textão na internet. Todos artigos do Leandrinho trabalham com essa técnica; O primeiro passo é criar uma falsa narrativa de que as causas de nosso problemas foi o controle governamental e não, justamente, o boicote do capitalismo, que não quis colaborar. Sim! O livre mercado sempre tentou derrubar a República porque eles não gostam do Socialismo. Portanto, ele pega um gráfico – sem pedir permissão – e cria qualquer narrativa que irá pôr como culpado “as intervenções estatais na economia.” Claro que a conclusão tem que ser algo digno de jornal sensacionalista:”Vamos perecer! Vamos perecer!”, afirma o gordinho. Sim, estamos perecendo, só não está perecendo a pança desse gordinho neoliberal. O que ele faz é pegar gráficos e criar narrativas assim como Jude Wanniski.

    Conclusão

    Até quando o Brasil será vítima do “Fake economic”? Não podemos aceitar que qualquer pessoa venha na internet e crie essas falsas narrativas que podem desestabilizar a república. Leandrinho deveria ser preso porque ele está tentando desestabilizar a república do Brasil. A coisa ficou tão suja, tão imunda, que até mesmo o moleque do Raphael Ride a Bike está dando pitacos sobre a economia do Brasil. Quem é esse cocô para vim falar de economia no Brasil? Vá fazer uma faculdade, muleke. Decore todos keynesianos e socialistas antes de dar pitacos na internet. Deveriam criar um projeto de lei que regula quem pode ou não falar de economia na interneta. Irei propor este projeto de lei para meus amigos no congresso.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  4. Se eu quiser comprar produtos baratos chineses em vez do lixo produzido pela FIESP, por que devo ser proibido disso? Qual a justificativa lógica e moral para tamanho autoritarismo?

  5. Dúvida: E o que acontece caso as empresas brasileiras percam toda a demanda para as empresas do exterior, consequentemente indo a falência, que por acaso também leva ao desemprego dos empregados daquela indústria?

    A população vai gastar menos com produtos estrangeiros, porém, como lidar com a perca da renda?

    Essa é uma das coisas que ainda me deixa com pé atrás em relação ao livre mercado.

  6. Havia encomendado um produto químico, importado da China, para uma aplicação industrial totalizando 2 kgs do material em questão. Fornecedor enviou a um custo 0 (zero), pois trata-se de desenvolvimento. Quando chegou no brasil (minúsculo mesmo), o mesmo não foi liberado sem antes pagar a quantia de R$ 288,27 referente a taxa de importação; R$ 157,44 de ICMS, R$ 51,26 de desembaraço alfandegário e R$ 4,62 de reembolso da infraero totalizando assim R$ 501,59. Essas taxas foram baseadas em um valor arbitrário de R$ 480,45 / kg. Porém na realidade, tal material não chega a custar R$ 15,00/Kg.

    Nestas horas eu percebo que o brasil não tem como dar certo com o tamanho do estado atual.

  7. No fundo, tudo é uma questão de lógica pura: na prática, quem diz que protecionismo gera potência industrial está, na prática, dizendo que reserva de mercado e abolição da concorrência é exatamente o que faz algo prosperar, se modernizar e se tornar pujante.

    Na prática, está dizendo que economia fechada e reserva de mercado é o que cria pujança e prosperidade. Atentado à lógica.

    Para a piorar a situação dos protecionistas, vale lembrar que o Brasil já é um país completamente fechado e protecionista desde que foi descoberto em 1500. Por favor, citem um único período do país em que tivemos tarifa de importação zero. Aliás, facilito: citem um único período que tivemos baixas tarifas de importação.

    Temos a economia mais fechada entre os países sérios, e nada de a indústria progredir e ficar pujante.

    Logo, quem deve explicações são os protecionistas. A teoria que eles defendem — "economia protecionista gera indústria pujante" — é aplicada no Brasil desde 1500. E nada de ela finalmente se comprovar. Até quando você esperar? 517 anos não bastam?

    Pela lógica protecionista, era para o Brasil (muito mais fechado e protecionista que EUA e Europa) ter uma indústria pujante e competitiva. Por que isso não ocorreu? Pois é.

    Algum dia espero que essa gente finalmente entende que protecionismo nada mais é que uma desculpa, disfarçada de teoria econômica, para proteger os lucros e as reservas de mercado do grande baronato industrial nacional. Quem defende protecionismo está a soldo da FIESP.

  8. “O protecionismo é a maior política de apartheid econômico já inventada: apenas os ricos podem ter bens, que são caros. Os pobres ficam sem nada.”

  9. Bastiat do sertão

    Eu acho que tudo tinha que ser de graça, igual ao Sol.

    Esse negócio de ter que pagar é muito ruim. Ninguém precisa pagar pro Sol iluminar sua testa.

    Se vc for perguntar para os consumidores, eles não querem pagar, eles querem ter de graça.

    Pra quê livre mercado ? Vamos ficar só com o livre… sem mercado. O mundo é tipo Cocanha…onde tudo é igual ao Sol.

    Pra quê protecionismo ? Pra quê marca ? Pra quê propriedade ? Ninguém é de ninguém.

  10. Se a China produz um PRODUTO X subsidiado através de seu “BNDS”, como um produtor brasileiro irá conseguir produzir e competir em um mercado desequilibrado pelo subsidio adotado pelo outro pais?

    A principio o consumidor irá se beneficiar do preço mais baixo do produto subsidiado mas a longo

    prazo isso pode destruir a industria nacional e deixar o consumidor refém de um monopólio.

    E um parque industria ou uma cadeia de produção não se constrói da noite para dia.

  11. Protecionismo é apenas uma forma de corrupção.

    O governo cria uma demanda forçada por produtos que em circunstâncias naturais (livre comércio) não teriam consumidores e em troca os capitalistas pagam propina e fazem doações de campanha para manter o esquema funcionando.

    Detalhe que quem defende esse tipo conluio são os mesmos que nunca perdem uma oportunidade para culpar o “livre mercado” por todos os nossos males.

  12. Perdão o OFF, mas, existe algum grafico correlacionando a desigualdade Brasileira)não que eu ache a desigualdade algo essencialmente ruim) e a expansão monetária?

    Quero mostrar dados de como a hiperinflação BR foi uma das principais culpadas pelo nosso nível de desigualdade

  13. Pergunte a qualquer mecânico em oficina, o que pensam das peças de reposição chinesas. Questione se ele trocaria um rolamento nacional, por exemplo, por um similar chinês. Produtos chineses são apenas baratos. Eles ganharam mercado devido ao preço altamente competitivo. Produtos de qualidade são caros em qualquer lugar do mundo. Os custos de produção são elevados nos países com indústrias de alta qualidade [Japão, Alemanha, Inglaterra, França, EUA], e porque não dizer Brasil? Um efeito perverso da inundação de produtos chineses de baixa qualidade é a queda da qualidade da indústria nacional, única forma de fazer frente a concorrência desleal da China. Tenho verificado, com tristeza, esse efeito sobre os outrora excepcionais produtos nacionais.

  14. Leandro

    Uma questão que fico matutando é em relação a busca pela moeda forte, uma vez que os preços dos produtos importados seriam reduzidos, os preços dos produtos exportados aumentariam trazendo consigo uma redução na exportação?

    Obs: Sei que aqui mesmo já divulgaram que com a moeda desvalorizando as empresas tiveram prejuízos e com a valorização da moeda, os lucros aumentaram, mas isso não significa que a exportação aumentou, apenas significa que por uma questão contábil a empresa obteve lucro, pode ser que a empresa manteve a mesma quantidade de exportação, só que agora com uma moeda valorizada o que no ponto de vista contábil se teve lucro.

  15. Estamos enxugando gelo. O combate finaceiro contra a esquerda é o único que funciona.

    Enquanto houver dinheiro nas mãos da esquerda, dos sindicatos, dos jornalistas pagos, etc, nós sempre seremos expropriados e prejudicados com o protecionismo.

    Essa defesa da indústria nacional é uma falácia.

    A maioria dos políticos defendem empresas nacionais por interesses, populismo e ignorância.

    As empresas sérias clamam por liberdade, menos impostos, menos burocracia, etc.

    Esse protecionismo é uma tentativa de um último suspiro, em um ambiente que já foi sufocado pelo governo.

    Nem as grandes empresas americanas aguentaram tantos impostos.

    O nacionalismo indústrial quer produzir bugigangas, enquanto falta recursos para obras e construção civil.

  16. Leandro, como que a Suíça consegue manter uma moeda forte?

    eu pergunto isso porque dá pra entender o porque do real ser essa palhaçada, o dólar, o euro e etc serem moedas não mt fortes (ainda que o real seja a pior delas).

    Singapura eu também entendo ter uma moeda forte, pois mantem o cambio atrelado a uma cesta de moedas.

    Mas porque a Suíça que tem um Banco Central tão voraz pra desvalorizar a moeda não sofre da doença dos outros países? o que os impede?(chegaram até a recorrer ao cambio atrelado ao euro)

  17. Off topic, mas viram a última do governo do Rio? Por causa daquela espanhola que foi morta por policiais na favela, eles resolveram que a melhor solução é fiscalizar as agências de turismo. Ou seja, uma mulher que estava de férias foi morta PELO ESTADO e a culpa é da agência, aparentemente. É de cair o cú da bunda.

  18. E o que acontece caso as empresas brasileiras percam toda a demanda para as empresas do exterior?

    Levando-se em conta que as multinacionais capitalistas, que além de evidenciarem a ineficiência do sistema “cotista” atual, estariam também produzindo aqui – a boa localização de um site de produção é parte da eficiência, teríamos ao menos chance de buscarmos novas colocações, num mercado lucrativo, prospero, e em expansão.

    Estamos sentindo na pele os efeitos da regulação, as portas abertas estão em escassez.

    Portanto conectar produção ineficiente ao emprego perpétuo é o mesmo que, “FATAL ERROR”, (X=X-1), NO SENSE…

    A população vai gastar menos com produtos estrangeiros, porém, como lidar com a perca da renda?

    De onde viria a perda de renda? Teríamos indústria, comércio, serviços, tudo demandando…. Fica difícil até de imaginar como as pessoas estariam perdendo dinheiro. É como dizer que nenhuma multinacional, mesmo tendo lucro na venda de lá, não viria produzir aqui ??? Será que somos tão feios assim??? O argumento passa a plena sensação de desconexão.

    Quanto ao A população vai gastar menos com produtos estrangeiros, não faz sentido acho que você/ele se equivocou.

  19. Julio Cesar Paiva

    Acredito que o protecionismo do governo brasileiro, esteja diretamente relacionado com a captação de impostos. Pois facilmente (acredito eu) industrias iriam reinventar seus meios de produção, de uma forma que diminuísse o custo total do produto. Porém o inevitável iria bater a porta, que é o governo e toda aquela sopa de letras que são os impostos.

    E apenas para concluir, IMPOSTO É ROUBO.

  20. O argumento da esquerda faz sentido?

    Alguns deles dizem que os impostos fossem devidamente aplicados em saúde, educação nao haveria tanto descontentamento. É possível que isso der certo? Existe algum pais assim? Alemanha?

  21. O que acham da venda de estatais para companhias estatais pertencentes ao governo da China? Seria entregar recursos estratégicos nas mãos de um governo estrangeiro, colaborando com a agenda global comunista?

  22. Alexandre Nascentes Schmitt

    “Pedimos-vos encarecidamente, pois, a gentileza de criardes uma lei que ordene o fechamento de todas as janelas, clarabóias, frestas, gelosias, portadas, cortinas, persianas, postigos e olhos-de-boi; numa palavra, de todas as aberturas, buracos, fendas e fissuras pelas quais a luz do sol tem o costume de penetrar nas casas, para prejuízo das meritórias indústrias de que nos orgulhamos de ter dotado o país — um país que, por gratidão, não deve nos abandonar agora em prol de tão desigual concorrência estrangeira.”

    Pois é…Bastiat pediu e Portugal atendeu:

    https://brasil.elpais.com/brasil/2016/11/18/internacional/1479466797_084080.html

  23. Artigo bem vesgo. Falou vendo só um lado da questão. A maravilhosa China vendendo produtos xingling para que os pobres do BR possam consumir. Oh, que sonho maravilhoso!

    Agora, e as barreiras comerciais que a China coloca nos produtos BR? Ela não deveria pensar também nos pobres de lá? Os chineses pobres não merecem um frango brasileiro, cheio de anabolizantes e mais barato????

    E a Europa e EUA, cheios de barreiras comerciais e sanitárias para bloquear os produtos agrícolas dos países mais pobres? Não deveriam pensar nos seus consumidores que poderiam comprar frutas, legumes e carnes por um preço menor e com mais qualidade???

    Espero que o autor do artigo seja apenas um ignorante em economia internacional.

  24. Acho engraçado como essas pessoas que defendem o protecionismo com o argumento de que os produtos seriam fabricados em um país com mão de obra barata não percebem que isso imediatamente implicaria na defesa da abolição das tarifas de importação em relação a todos os países que tem uma mão de obra MAIS CARA em relação à nossa. Estou aguardando ansioso por carros alemães!

    O raciocínio é mais ou menos assim: não podemos competir com países ricos por que eles são ricos mas também não podemos competir com países mais pobres por que a mão de obra é mais barata. Uma beleza, não?

  25. A meu ver, as coisas no Brasil custam mais caro, porque, em geral, estao voltadas para um publico restrito que não se importa de pagar mais. Só isso para explicar porque máquinas reflex custam o triplo na Brasil. No caso de equipamentos astronomicos, como o público é mais exigente e, em geral, pode comprar fora seus equipamentos, há alguns anos, foi inaugurada uma loja que vende equipamentos de alto nível com uma margem bem camarada. Recentemente comparei os precos desse pessoal com os praticados em lojas no exterior e vi que, varios equipamentos tinham um preco bastante competitivo e que valia a pena comprar no Brasil, pagando todos os impostos.

    Assim, existe uma cultura do privilégio que precisa ser combatida no Brasil.

    produtoimportadodachina.blogspot.com

  26. Se eu quiser comprar produtos baratos chineses em vez do lixo produzido pela FIESP, por que devo ser proibido disso? Qual a justificativa lógica e moral para tamanho autoritarismo? Renda Online

  27. Toda a forma de concorrência é saudável, o problema , a meu ver nesta questão é que a logística comum não somente à produtos chineses, mas importados de uma forma geral é o mercado “grease”, como por exemplo o Mercado livre, onde é possível preços fruto de contabilidade criativa capaz de, muitas vezes reduzir em mais de 50% o valor de um produto.

    Em média o preço de um produto eletrônico deve oscilar em torno do dobro do seu custo nos estados Unidos, por exemplo.

    Sendo assim uma câmera de vídeo profissional que custa U$3000,00 nos Estados Unidos, deve custar aqui em torno de U$ 6000,00 equivalentes em reais. Sendo assim seu preço aproximado é de R$25.000,00.

    Pois bem, esta mesma câmera pode ser encontrada no Mercado livre por R$11.500, ou seja menos que seu valor nos Estados unidos, além de ser vendida em parcelada em 12X , sem juros , com garantia no Brasil da Sony , nota fiscal etc…

    Deixo como exemplo para constatação do problema a camera Sony NX5 encontrada na maior revenda de equipamentos do planeta chamada BHPHOTO por U$2889 (www.bhphotovideo.com/c/search?Ntt=sony%20hxr-nx5r&N=0&InitialSearch=yes&sts=ps) sendo vendida no Mercado Livre por R$1.789,00 (produto.mercadolivre.com.br/MLB-714662024-filmadora-sony-hxr-nx5r-nx5-garantia-sony-brasil-com-nfe-_JM?quantity=1#position=18&type=item&tracking_id=d1bb5b07-2944-4895-bd9f-7e133ac43c35 ).

    Esta “estratégia criativa” , vem devastando o mercado do audiovisual quebrando empresas e profissionais do setor.

    Alguém pode explicar este milagre da Divisão por 2?

  28. E voce por acaso sabe se o vendedor esta tendo lucro ou prejuizo? Sabe dizer quanto o vendedor pagou no produto ou se nao fez uma boa compra para ter descontos? Provavelmente nao sabe,so pelo comentario,ja vemos que é um esquerdista amante de estatais que nunca teve sequer um boteco de vender pinga.

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