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O Brasil está “dividido”? Ao contrário: está mais plural do que nunca. Para desespero da esquerda

Até o início dos anos 2000, era comum jornalistas,
escritores, professores e políticos “que combateram a ditadura” lamentarem a
alienação dos jovens em relação à política.

Aquela “geração de 1968, o ano que não terminou”
parecia muita preocupada com esse distanciamento dos jovens, o qual, segundo
ela, resultava no alheamento das discussões políticas e numa falta de
preocupação com os rumos do país.

Agora, esses mesmos “formadores de opinião” e as
novas gerações que eles ajudaram a formar reagem horrorizados ao verem se
concretizar este mesmo envolvimento pelo qual sempre clamaram. E estão horrorizados
porque os jovens e adultos de hoje já não seguem mais o mesmo caminho
ideológico.

Pior: não apenas não seguem como ainda se tornaram
os seus antagonistas, alvos a quem eles dedicam insultos dos mais variados, que
vão do fas até cistas.

Para criar uma narrativa que soasse verossímil e
palatável, a intelectualidade que não pensa e a intelligentsia que
rumina passaram a difundir a ideia de que “o país está dividido”. Se o país
está dividido, isso significa, para eles, que metade do país está ao seu lado.
É o exemplo perfeito e acabado do Método Artificial de Inflação Estatística: se
você precisa demonstrar um apoio numérico que não tem, seja o arauto da divisão
social.

Afinal, o que é essa “divisão do país” se não o fato
de as pessoas terem acordado para a eficiente ofensiva cultural esquerdista,
para a sua vitoriosa batalha pelo poder político e para as consequências trágicas
da esquerda no poder?

Mesmo que você ainda não tenha se dado conta da
dimensão do domínio da esquerda na cultura e na política brasileira, para
atestar o que digo basta verificar que quase todos aqueles que reclamam que o
país está dividido são de esquerda, simpatizantes da causa ou inocentes úteis.

Aqueles que hoje lamentam o acirramento das
discussões sobre política assim o fazem porque estavam acostumados a falar apenas
para companheiros de ideologia e de luta. Não tinham até então quem lhes
questionasse ou fizesse frente. Assim, padronizaram o discurso, estabeleceram
as regras do debate permitido, formaram a cabeça de professores, e definiram o
que os alunos deveriam aprender nas salas de aula. Forjaram, em suma, todos os
alicerces mentais e programáticos para que nós, brasileiros, aceitássemos sem
resistências o seu projeto de sociedade.

Tudo isso está muito bem explicado no excelente e
recém-lançado livro A
Corrupção da Inteligência – Intelectuais e Poder no Brasil
, do
antropólogo Flávio Gordon.

Os intelectuais revolucionários brasileiros, como
bem mostra Gordon, pretendem nos conduzir — nós os simplórios
“a uma concepção de vida superior”, pois não somos considerados pessoas de verdade,
mas sim “um problema social” ou “representantes de uma classe que é preciso
emancipar” (p. 96-97).

Como no poema de Bruno Tolentino, eles hesitam “em
aceitar o mundo como tal,/ no drama intelectivo da pintura/” e assumem “toda a
condição do mal/ cognitivo do ser: o universal,/ a Ideia, a abstração em que a
figura,/ servida na bandeja ao Ideal,/ é referencial, ou seja, é a pura/ e
simples figurante de um esquema” (O
Mundo como Ideia
, Editora Globo, 2002, p. 392).

Quando, porém, os intelectuais e a intelligentsia começaram
a ser confrontados, de forma polida ou agressiva, passaram a identificar nessa
divisão do país um mal a ser revelado, combatido e destruído.

Aí é que está: quando viram ruir a sua grande
muralha, iniciaram a denúncia da agressividade das discussões e da divisão da
sociedade por causa da política. Mesmo que o discurso agressivo estivesse bem
fundamentado, era ilegítimo porque violento, uma violência verbal similar à que
eles próprios usaram, legitimaram ou de que foram beneficiários.

O problema, claro, jamais foi a agressividade, posto
que acostumados estavam com esse tipo de estratégia política. Diante da
progressiva perda de prestígio e de influência na sociedade, e perante a
própria falta de argumentos e de dados empíricos que sustentassem o seu
discurso ideológico carcomido, a intelectualidade e a intelligentsia passaram
também a usar a vitimização como instrumento defensivo para tumultuar o debate
sem ter razão.

O que intelectualidade e a intelligentsia queriam
era que tudo continuasse como dantes no quartel d’Abrantes, que todos nós nos
mantivéssemos apáticos, indiferentes e calados. Que continuássemos a ser a
prova da estupidez de muitos, como apontou o Marquês
de Maricá
, dado que somente em pouquíssimos casos apatia e indiferença
demonstram profunda sapiência. Se livres, lépidos e fagueiros, os
revolucionários poderiam continuar militando, distorcendo e mentindo
impunemente. Essa boa vida, porém, acabou.

Apesar de todos os erros cometidos neste momento de
transição pelo qual passa o país, é preferível os excessos que têm sido
cometidos na arena político-ideológica, imoderação própria de um processo de
maturidade, do que a passividade e a inércia que foram a marca do passado
recente, quando a sociedade brasileira parecia o artista da fome daquele conto
de Kafka que “não ousava queixar-se” e desculpava-se pelo que faziam contra
ele.

O Brasil, meus caros, não está dividido. O Brasil
está mais plural do que nunca. Só que a esquerda jamais aceitará que a
pluralidade não seja meras gradações de um mesmo tom de vermelho.

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Artigo originalmente publicado em outubro de 2017

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76 comentários em “O Brasil está “dividido”? Ao contrário: está mais plural do que nunca. Para desespero da esquerda”

  1. Não fossem o petismo e seus delirantes defensores, principalmente os intelectuais e os jornalistas engajados, jamais esse fenômeno de despertar teria ocorrido. Ao usarem a tática de desqualificar as vozes dissonantes, ajudaram a despertar do sono, milhões de brasileiros que até então não estavam nem aí para política e para ideologias totalitárias.

  2. Eis outro teste que não falha: sempre que a esquerda (de todas a gradações) denuncia uma “polarização” e um “radicalismo de direita” é porque eles estão sentindo que não mais conseguem fazer doutrinação sem resistência. Isso vai desde o aluno que questiona o professor de história até a reação em massa de evangélicos contra kit gay e ideologia de gênero.

  3. Bruno Garschagen sempre genial e preciso como uma navalha. A esquerda só aceita pluralidade quando ela é apenas uma variação da própria esquerda(PT-PSOL-PcDoB-PSTU). Essa é a pluralidade deles.

    Estão agora, inconformados com a perda do monopólio das ideias, com a perda do palco que julgavam ser apenas deles. E isso é lindo.

  4. Sempre foi fantasiosa essa ideia de que havia esquerda e direita no Brasil. Era tudo esquerda, pois só ela tinha espaço para se pronunciar na mídia. Na prática, só ela tinha direito de existir. Agora, pela primeira vez, estão surgindo movimentos genuinamente liberais e conservadores com voz ativo e espaço no debate público.

  5. Cairam por exaustao

    Em primeiro momento foi assim (os idiotas úteis):

    1 – Os anti-humano usaram estratégias desconhecidas.

    2 – Até então, o povo nem sabia o que estava acontecendo.

    3 – Houve de início o sucesso da doutrinação, porém, questionamentos ficaram no ar.

    4 – Se deram conta que estavam defendendo algo que não fazia sentido.

    5 – Começaram a perceber que os que doutrinavam, defendiam coisas obscenas, sem nexo, amoral, e mentirosas.

    Segunda parte (o povo):

    6 – Os que eram alvos dessa militância não sabiam combater esta doutrinação, pois não entendiam nem o que ocorria por de trás de tudo isso.

    7 – Então começou a ficar chato a mesma falácia e mentiras.

    8 – Daí se percebe que usam de várias ferramentas, e a principal é a desinformação.

    9 – A mesmice é enojante.

    Parte final:

    10 – Alguns do lado militante começam a perceber que estão sendo feitos de idiotas

    11 – O povo, começa então a aprender a se defender dos ataques feitos por massividade e exaustividade.

    12 – A tática caí em desgraça, pois táticas usadas demasiadamente, perdem seu efeito.

    13 – Agora a massa mal-intencionada, começa à ter um seu contra ponto, uma resistência. E ela cresce a cada dia.

    14 – A verdade vem à tona cada dia que passa, bastando olhar o que falam, com o que fazem, e o que é realmente verdade ou não.

    Resumindo, por overdose, o povo não só ficou imune, como passou a ser o antídoto para o mal que adentrou em nosso país.

    E realmente os ditadorezinhos estão perdidos, não sabem o que fazer. O que restou foi convencerem para si que são maioria, e usar todas as ferramentas já corrompidas (Como Ibope, DataFolha, Data 360, e muitas outras. Eles estão criando vários, pois sabem que Ibope, DataFolha, Instituto de Pesquisas e afins, só fazem pesquisas forjadas).

    Basta ver em comentários, pesquisas e nas ruas. O que eles tentam nos empurrar com seus números, está fora da realidade que vivemos. Apesar de o intuito ser manipular a massa (ou justificar o resultado virá das urnas eletrônicas -fraude) , não está convencendo.

    P.S.: Em muitas pesquisas independentes, Bolsonaro ganha de Lula, e sempre com uma margem de 70% para cima. Diferente dessas pesquisas encomendadas “que foram feitas em 1 milhão de municípios, com 2002 pessoas” – é para rir).

    Veja um exemplo: Lula tem 35%, Bolsonaro, 13%, e Marina, 8%, aponta pesquisa Ibope para eleição presidencial de 2018

    https://g1.globo.com/politica/noticia/lula-tem-35-bolsonaro-13-e-marina-8-aponta-pesquisa-ibope-para-eleicao-presidencial-de-2018.ghtml

    Mesmo sabendo que Lula tem uma rejeição de 70%, mentem, porque eles controlam a máquina e suas instituições. Isto Agora reparem se os comentários fossem usado para tal pesquisa. Melhor, reparem este comentário:

    Jobs

    HÁ 9 HORAS

    B0LSONAR02018 clica no verde: 2486

    Lu la clica no vermelho: 611

    Agora tirem suas conclusões. Para vocês verem. Estas pesquisas apenas funcionam como anestésicos, para que aceitemos calados o resultado de uma eleição fraudada.

    Nada mais além disso.

    Democracia? Não. Isso é Socialismo (à caminho de uma ruptura para a instalação do Bolivarianismo).

  6. Viram a última daquele lunático Leonardo Boff? Poderiam responder?

    Ganhei esse texto na aula de Análise do Discurso para analisar e fingir que levo a sério para o assunto da disciplina, tirado de blog ainda por cima.

    https://leonardoboff.wordpress.com/2017/10/24/a-ideologia-e-como-a-sombra-sempre-nos-acompanha/

    É incrível o cinismo desse cara em denunciar as ideologias nefastas e ocultas dos outros que discordam dele, mas não enxerga a própria canalhice ideológica partidarista da elite política.

    Também tive que corrigir muitos erros gráficos:

    “A ideologia é como a sombra: sempre nos acompanha”

    “O tema da ideologia está em pauta: ideologia de gênero, política, econômica, religiosa etc.

    Tentemos tirar a limpo esta questão.

    1.Todos têm uma determinada ideologia. Quer dizer, cada um se faz uma ideia (daí ideologia) da vida e do mundo. Tanto o pipoqueiro da esquina, quanto a atendente do telefone ou o professor universitário. Esta é inevitável, porque somos seres pensantes com ideias. Querer uma escola sem ideologia é não entender nada de ideologia.

    2.Cada grupo social ou classe projeta uma ideologia, uma visão geral das coisas. A razão é que a cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Se alguém tens os pés na favela, tem uma certa ideia de mundo e de sociedade. Se alguém tem os pés num apartamento de luxo junto à praia, tem outra ideia do mundo e da sociedade. Conclusão: não só o indivíduo, mas também cada grupo social ou classe, inevitavelmente elaboram sua visão da vida e do mundo a partir de seu lugar social.

    3.Cada ideologia pessoal ou social, bem como todo saber, tem por detrás interesses, nem sempre explicitados. O interesse do operário é aumentar o seu salário. O do padrão, o de aumentar o seu lucro. O interesse de um morador da favela é sair daquela situação e ter sua casa decente. O interesse do morador de um apartamento de classe media é poder manter esse status social, sem ser ameaçado pela ascensão de gente do andar de baixo. Os interesses não convergem porque se aumenta o salário, diminui o lucro e vive versa. Aqui se instaura um conflito.

    4. O interesse escondido atrás do discurso ideológico deve ser qualificado: ele pode ser legítimo e importa explicitá-lo. Por exemplo: tenho interesse que esse grupo de famílias crie uma pequena cooperativa de produtos orgânicos, de hortaliças, tomates, milho etc. Esse interesse é legítimo e pode ser dito publicamente. O interesse pode ser ilegítimo e é mantido oculto para não prejudicar quem o propõe. Exemplo: há grupos que combatem o nu artístico para, na verdade, encobrirem a homofobia, a supremacia da raça branca e a perseguição aos grupos LGBT. Ou um político de um partido neoliberal cujo projeto é diminuir salários, reduzir as aposentadorias e privatizar bens públicos apresenta-se como alguém que vai lutar pelos direitos dos trabalhadores, dos aposentados e defender a riqueza do Brasil. Ele ideologicamente oculta os reais interesses partidários para não perder votos. Essa ocultação é a ideologia como falsidade e ele, um hipócrita.

    5.A ideologia é o discurso do poder especialmente do poder dominante. O poder é dominante porque ele domina várias áreas sociais. As elites brasileira têm tanto poder a ponto de comprarem as demais elites. Pelo fato de serem dominantes, impõem sua ideia sobre a crise brasileira, culpando o Estado como ineficiente e perdulário, os líderes como corruptos e a política como o mundo do sujo. Por outro lado, exaltam as virtudes do mercado, as vantagens das privatizações e a necessidade de reduzir as reservas florestais da Amazônia para permitir o avanço do agro-negócio. Aqui se oculta conscientemente a corrupção do mercado onde atuam as grandes empresas que subtraem milhões dos impostos devidos, mantém caixa dois, promovem juros altos que favorecem o sistema especulativo financeiro que drena dinheiro público, tirado do povo, para os bolsos de minorias, que, no caso brasileiro, são seis bilionários, possuindo igual riqueza que 100 milhões de brasileiros pobres. Essas elites ocultam as agressões ecológicas, a desnacionalização da indústria e fazem propaganda do Agro porque é pop. Praticam deslavada ideologia como enganação. Há redes de televisão que são máquinas produtoras de ideologia de ocultação, negando ao povo, dados sobre a gravidade da situação atual, gerando espectadores alienados, pois creem em tais versões irreais. Para encobrir sua dominação, apoiam projetos que beneficiam crianças ou secundam grandes eventos artísticos para parecerem benfeitores públicos. Por detrás ocultam falcatruas e apoiam abertamente determinados candidatos, satanizando a imagem do principal opositor.

    6.Há também a ideologia dos sem-poder, dos sem terra e sem teto e outros que para se sustentaram, elaboram discursos de resistência e de esperança. Mas essa ideologia é benéfica pois os ajuda a viver e a lutar.

    A ideologia é como uma sombra: sempre nos acompanha. Para superar as ilegítimas, faz-mister desmascará-la e trazer à luz os interesses escusos. E quando falamos a partir de um determinado lugar social, convém explicitar no discuro nossa ideologia. Conscientizada, a ideologia se legitima e democraticamente pode ser discutida ou aceita.”

    Leonardo Boff é articulista do JB online, terminou um livro sobre:Concluir a refundação ou prolongar a dependência do Brasil? Reflexões sobre a crise brasileira, a sair.

  7. Depois da falência da Venezuela, da Argentina e do Brasil, os modelos que os esquerdistas ocidentais louvaram por mais de 10 anos como os sistemas ideiais, os esquerdistas estão completamente desmoralizados.

    Eu me lembro bem que que aconteceu algo parecido na década de 90 depois do fim da URSS (uma das razões por Lula não ser eleito foi essa). Logo logo a esquerda latino-americana irá se modificar novamente e enganar mais um vez o povão.

  8. Um bom livro para complementar o artigo é “La Trahison des Clercs” do Julien Benda. Em português, “A Traição dos intelectuais”. Vale a pena.

  9. “a intelectualidade que não pensa e a intelligentsia que rumina”

    É isso ae, tem que ofender esse povo mesmo. Fornique-se o politicamente correto. Boa, Garschagen.

  10. Texto mais do que apropriado. E falo isso por mim mesmo, que sou um exemplo de pessoa que acreditava sinceramente na narrativa da esquerda e que mudei minha cabeça severamente. Pra se ter uma ideia, eu tenho 37 anos e desde os meus 17 eu sempre votei na esquerda. Não só votei como era um dos idiotas úteis que faziam militância gratuita. Nas últimas eleições municipais, já decepcionado com o governo petista, eu votei em branco pela primeira vez. Nessas eleições que virão em 2018 eu não só não vou votar na esquerda,como tenho condição para que receba meu voto, que o candidato seja defensor do livre mercado e se comprometa a fazer o máximo de privatizações.

  11. Concordo plenamente com o ponto de vista abordado no texto. Esses dias no trabalho enxeram meu saco que um site o qual estou fazendo a identidade visual é machista e opressor. Fiquei sem entender nada, porque os conteúdos não falam nada de mais, além de produtos de sexo que são naturais e fazem bem para o corpo. Vou até deixar o site aqui:

    http://www.mensagens.inf.br/mensagens-de-amor-veja-aqui-as-melhores/

    Ele pode ser até malicioso, mas de jeito nenhum infringe a integridade da mulher, além dos produtos divulgado serem de uso mais consciente do que medicamentos, por ser natural e liberar menos toxinas nos rios através do esgoto. Mas a esquerda sempre dá um jeito de distorcer tudo. Não sei quem são os apoiadores dessa causa. Mas como sempre digo, não é direita contra a esquerda, é o povo contra o governo corrupto. As pessoas tem cada vez mais enxergado isso

  12. Aqui no Brasil estamos no momento numa encruzilhada, no campo da cultura e da economia, portanto o problema é duplo.

    Talvez o momento seja muito mais de uma guerra cultural do que da economia propriamente dita, apesar de que a economia também tem seus problemas culturais.

    Agora, muita gente pode ter certeza de que o liberalismo e o conservadorismo nunca deu o seu ar da graça no Brasil de fato. Temos a chance de começar uma vertente neste sentido, vai depender da vanguarda deste movimento.

  13. Thiago Ferreira de Araujo

    Vamos colocar em palavras claras: A esquerda desde 1964 trilhou todos os passos para que o marxismo se tornasse um pensamento cultural hegêmonico, essa transição foi marcada pelo infiltramento de todos os orgãos que constituem a opinião e formação pública, o nome claro dessa estratégia usada para a dominação do povo brasileiro é GRAMSCIMO, e o PT sem duvidas foi um dos maiores partidos Gramscistas da historia.

  14. Brilhante esse texto de Bruno Garschagen!

    Você escreveu o texto que eu gostaria de ter escrito. Cada vez que eu ouço essa patacoada de algum esquerdista na televisão eu penso: dividido nada! Está todo mundo contra os políticos!

    Lembremos que a Dilma saiu do poder com míseros 4% de aprovação e eles já diziam essa mentira: “o Brasil está dividido”… Bando de esquerdistas mentirosos.

  15. Veja aqui como Colastrina Comprar já existia nesse tempo e ninguém divulgava porque era tudo questão do governo manter isso em silêncio

  16. Quem escreveu este artigo está meio cego para a realidade? O país não está dividido? Ou você é coxinha ou petralha, não tem meio termo. Ou você é um porco de direita ou um comunista que come criancinhas, não tem meio termo. Aonde é esse Brasil que não está dividido? Me conta que quero me mudar para lá.

  17. Sinceramente, a questão maior é que no Brasil, só é aceito algum argumento se ele for marxista, ou pós-marxista; a pluralidade espalhada e debatida em fóruns, se resume em “quem é mais socialista” na faculdade, nunca sequer me apresentaram outra forma de pensamento, de ideologia, de nada! Então, como podem dizer que é um ideal democrático, se o próprio conhecimento e as teorias sobre o assunto são totalmente relativos? Como haverá evolução se não forem apresentados vários caminhos? É sempre o mesmo caminho, com atalhos ou desvios, mas como no socialismo fabiano, o fim será o mesmo. Talvez escolas sem partido, sejam mesmo a solução para uma refundação da educação no Brasil.

  18. Dimas Gonçalves Pereira

    Caros, me sinto representado e muito por matérias como essa do Mises… Por pensar dessa forma que estou bloqueado no facebook… No face, um esquerdista pode te chamar do que quiser… de burro, gado, fascista, homofóbico, ect, mas se vc devolve a ele na mesma moeda, o facebook o acusa de quebrar as regras de uso da página e te bloqueia…. Mas isso é apenas o reflexo do que se diz na matéria, mas o intolerante somos nós… Como disse o Bolsonaro, o brasileiro não esta acostumado ou não suporta a verdade…

  19. Discordo do artigo. É verdade que antes havia uma hegemonia cultural de esquerda no país, em quase todos os campos, e que as vozes de direita praticamente inexistiam por aqui. Mas daí a dizer que agora o país está “mais plural do que nunca”, para mim é querer forçar demais a barra. O que vejo é um país dividido, sim: mais do que dividido, polarizado. Vejo uma esquerda radicalizando cada vez mais para a extremidade, uma direita conservadora cristã também radicalizando para o outro lado e, no meio disso tudo, um pequeno grupo de liberais de direita (como a maior parte dos que estão aqui neste site) tendo que lutar em duas frentes, contra os dois pólos opostos: uma esquerda burra, corrupta e retrógrada, e uma direita conservadora religiosa radical (ex: Olavo de Carvalho, Flávio Gordon, etc.) que também parece pensar como manada, neste quesito não ficando muito atrás da esquerda. Enfim, isso para mim não é pluralidade coisa alguma. Nós, liberais, ainda somos minoria – e bota minoria nisso – aqui no país. Experimente entrar num site qualquer de DIREITA (tipo O Antagonista, ou A Gazeta do Povo) e criticar alguma ação ou fala do Bolsonaro para você ver a “pluralidade” da direita. Ou então, entrem num Facebook da vida e vejam como 99% das postagens sobre política se dividem entre os radicais panacas de esquerda de sempre (que nem merecem comentário) e bolsonaristas fanáticos que acham que o cara é “mito” e quase um Deus, para quem qualquer um que faça uma crítica sequer a este governo é “petralha”. Isso não é pluralidade – é polarização sim. Sinto muito ter de discordar veementemente do autor deste artigo.

  20. Dimas Goncalves. Largue o facebook. Voce ja viu os lixos que comandam o facebook Brasil em Sao Paulo? Tudo lixo esquerdista. É uma luta perdida aquela merda. Tudo vendido ao governo em troca de monopolio.

  21. O Brasil está cada vez mais dividido!? Tomara que sim, pois estando concentrado, permanece nas mãos de poucos e isto não funcionou até agora (ao menos não para mim, que não sou um destes poucos)

  22. “A esquerda é abstrata e mau-caráter porque nega a realidade histórica humana a fim de construir seu domínio sobre o mundo. Vende elogios ao homem para assim tê-lo como um retardado mental a seu serviço. A esquerda é puro marketing. No fundo, não passa de autoajuda” Luiz Felipe Pondé (Por que virei à direita – Editora Três Estrelas, 2014, pág. 81)

  23. Esse texto reflete a realidade hoje, em 2022, com as eleições e a imprensa em geral. Eu não consigo aguentar esses pseudojornalistas da Globo e o discurso do “antidemocrático” para esses “intelectuais” o fato de alguém atacar o congresso e qualquer outra autarquia opressora e monopolista é um ataque à democracia. Não é liberdade de expressão para esses pacóvios o fato de alguém se manifestar, mesmo que radicalmente, contra qualquer pessoa ou entidade. Ora, meu Deus, se eu não estou utilizando de violência contra ninguém e nada, eu não estou cometendo nenhum atentado contra nada e ninguém, é puramente liberdade de expressão. Mas esse pessoal utiliza-se de recursos capciosos para levar seus leitores e ouvintes, através de uma retórica falha, de malabarismos argumentativos, de que tal conduta vai contra a constituição. Que constituição cara-pálida? Uma constituição mal feita, que foi formulado por um monte de gente da esquerda radical inclusive, e que era chamada pelo Roberto Campos de constituição BESTEIROL? Por favor, vamos ter hombridade. O mais absurdo é que quando vemos gente que defende os ideias desses mesmos pseudojornalistas não tem atendado contra a democracia alguma. Como por exemplo, o Ciro Gomes, que recentemente teceu vários elogios (surreal) ao ditador, psicopata, genocida, Getúlio Vargas, um xenófobo de carteirinha (recomendo a leitura da lei 406 de 1938), bastião da esquerda, que foi o verdadeiro fascista da nação brasileira e que para eles foi o salvador da pátria. Eu chego a conclusão que quem é de esquerda não tem VERGONHA NA CARA mesmo, é o tipo de pessoa mau-caráter que devemos destruir com argumentos implacáveis e manter distância, porque são ervas daninhas.

  24. O brasil sempre estará dividido entre a imbecilidade direita e a imbecilidade esquerda. Sempre os esquerdistas achando que é fácil resolver todos os problemas com base no intervencionismo, e sempre os direitistas achando que é fácil resolver todos os problemas desregulando.

    É mais fácil vincular o ego à opinião, porque aí basta defender seja lá qual ela for de forma apaixonada e ignorar todo o resto.

    Enfim, anular o voto e torcer que o país se foda, eis a solução (filosófica).

  25. Infelizmente ,da mesma forma como eles perderam esse monopólio, o discurso em defesa da liberdade de expressão morreu junto. Existe um combate as ”fake news”, seja lá o que for isso ou quem é que vai ser o juíz da verdade..

    Ou seja. Partiram para a censura na incapacidade de vencer o debate de idéias

  26. Antes, o pessoal da esquerda tinha o monopólio da virtude. Era bonito alguém falar que é adepto à esta ideologia. Agora, ser de esquerda tem um custo. E este custo está sendo insuportável para eles. Pois eles deviam é agradecer por isso, pois se o Brasil virasse comunista de verdade, muitos dos atuais adeptos ao comunismo iriam para a vala. Ninguém matou tantos comunistas no mundo quando os próprios comunistas.

  27. Sou anti-político e super fã dos suíços, sendo estes os primeiros a colocarem freios nos políticos assim como um fazendeiro coloca freios nas bocas dos cavalos, lá não tem fã clube de ladrão como tem aqui (o chamado ladrão de estimação). Na Suíça não tem como um político corrupto se enraizar num sistema porque a duração de cada mandato é de apenas 1 ano e não sei se existe reeleição, aliás nunca ouvi falar no nome de qualquer político suíço a não ser por aqui no site do Instituto Mises.

    Ao citar os suíços eu tenho que discordar com o artigo, o Brasil está dividido sim, e a maioria da população acha que votar no Lula vai fazer chover picanha e cerveja do céu, tamanha é a falta de informação de qualidade e esclarecimento da população. Regiões do país como Norte, Nordeste e partes do Centro Oeste tem acesso ainda precário a Internet, o que mais tem lá ainda é a TV aberta (pública), e já sabemos que estão fazendo propaganda em peso à favor de Lula, tanto que isso está se refletindo nas pesquisas que o mostram na liderança. Pouquíssimos brasileiros sequer entendem o básico de Economia.

    Vou anular meus votos porque político nenhum nunca mais vai me enganar mas já é certo que Lula será eleito. O grande problema é o que virá depois disso, sendo que o povo sempre é o primeiro a pagar o pato por suas decisões nessa época.

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