Nota do editor
Os dados do PIB do segundo trimestre de 2019 divulgados ontem ocultaram informações importantes: os gastos do governo caíram, as importações cresceram e as exportações diminuíram. (Eis um bom gráfico resumindo isso).
Esses três fenômenos reduzem o valor do PIB.
Ou seja, se o governo gastasse mais (com qualquer coisa), se parássemos de trazer maquinários para o país (o que aumenta a produtividade das indústrias) e se enviássemos mais produtos para fora do país (desabastecendo o mercado interno), o valor do PIB seria ainda maior — algo que qualquer leigo sabe ser totalmente insensato.
O artigo abaixo explica como surgiu a mensuração do PIB e por que ele apresenta essas “distorções”.
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A maneira tradicional de se calcular o PIB de um país é por meio da seguinte (e extremamente simples) equação:
C representa os gastos do setor privado, I representa o total de investimentos realizados na economia, G representa os gastos do governo, X é o total de exportações e M, o de importações.
Logo de partida, já é possível notar dois problemas graves: gastos governamentais são considerados atividades econômicas viáveis; e importações são consideradas negativas, e são subtraídas das exportações, que são consideradas positivas.
Mas não é só. Há inúmeras distorções
1. O mensurador não mensura
O cálculo do PIB tem o propósito de mensurar a atividade econômica. Só que ele não mensura — e nem tem como mensurar — a qualidade, a lucratividade, a amplitude, as melhorias e os avanços dos bens e serviços produzidos. E é isso o que realmente importa para uma economia.
Por exemplo, se um navio — construído a custos altos — estiver navegando sem passageiros, sem cargas, e sem conseguir pescar nada, ainda assim sua construção terá contribuído para o crescimento do PIB. Não importa se tal navio foi lucrativo para os investidores ou se ele atolou na areia; ele contribuiu para aumentar o PIB. Navegando nos mares ou enferrujando abandonado em um estaleiro, o PIB do país cresceu por causa de sua construção.
Colocando de outra maneira, o PIB não avalia corretamente o valor dos bens e serviços fornecidos por uma economia, e, consequentemente, é incapaz de estimar o padrão de vida de uma sociedade. O PIB é uma régua com uma métrica totalmente irregular.
Eis uma evidência empírica que comprova esse absurdo: em 1990, o PIB soviético equivalia à metade do PIB americano, de acordo com o CIA Factbook de 1991. Só que ninguém que visitasse a União Soviética em 1990 iria acreditar que a economia deles sequer chegasse perto de ter 50% da qualidade e da quantidade dos bens e serviços produzidos nos EUA. As estatísticas de produção definidas pelo PIB podiam ser robustas, mas construir estradas que vão do nada a lugar nenhum, fundir aço que não será utilizado na fabricação de nenhum produto, e fazer pães intragáveis é forçar demais a definição de “produção”.
2. Gastos, de qualquer tipo, aumentam o PIB
A equação do PIB não distingue as transações econômicas que beneficiam a saúde da economia do país daquelas que apenas a enfraquecem. Atividades destruidoras de riqueza são incluídas em pé de igualdade com atividades produtoras de riqueza.
Quando há um furacão ou uma enchente devastadora, os esforços de reconstrução fazem o PIB aumentar, não obstante toda a destruição e todas as perdas trágicas enfrentadas pela população. Outras despesas negativas, como gastos para se proteger contra a criminalidade, gastos com médicos, gastos com divórcios, gastos com a defesa nacional, gastos para se reparar depredações etc., tudo isso aumenta o valor do PIB, sendo, portanto, considerado geração de riqueza e bem-estar econômico.
Quando alguma indústria, para produzir algum bem, consome recursos naturais até seu completo esgotamento, isso também gera um aumento no PIB. Quando uma petroleira faz lambança e deixa vazar petróleo no mar, o dinheiro gasto para limpar o oceano aumenta o PIB. Se algum lixo tóxico é derramado em um rio, o dinheiro gasto para descontaminar o rio estimula o PIB.
Mais absurdo ainda: o dinheiro que foi gasto para criar esse lixo tóxico também gera acréscimos ao PIB.
3. Atribui importância exagerada ao consumismo
Quais transações deveriam ser incluídas no cálculo do PIB? Dado que a maioria dos produtos foi produzida utilizando outros produtos que já haviam sido produzidos, os arquitetos do cálculo do PIB tentam evitar essa “dupla contagem” incluindo na equação apenas bens e serviços finais.
Por esse método, a produção de um carro é contabilizada (como um aumento nos estoques), mas os metais, as borrachas e os plásticos comprados durante o processo de produção do carro são desconsiderados. Essa exclusão de determinadas transações “intermediárias” simplesmente exclui volumes significativos da atividade econômica. Sendo assim, o PIB simplifica em demasia a real situação da economia ao superestimar o consumo em detrimento dos investimentos produtivos.
Só que variações no investimento e nas cadeias produtivas influenciam muito mais a economia do que variações no consumo.
E tudo piora: se toda a população resolvesse gastar tudo o que tem isso elevaria enormemente o PIB. Só que o consumismo não gera nenhum crescimento econômico. O que gera crescimento são investimentos, e investimentos só são possíveis quando há poupança, que é o exato oposto do consumismo.
Uma sociedade que consumisse 100% da sua renda teria um PIB bastante aditivado, mas não haveria um único bem de capital existente. Dado que ela não poupa, ela não consegue acumular capital. Sem capital acumulado, não consegue aumentar sua produtividade. Sem aumento de produtividade, não sai da pobreza.
Assim, em uma sociedade extremamente consumista não haveria moradias, não haveria fábricas, não haveria infraestruturas, não haveria meios de transporte, não haveria maquinários, não haveria escritórios e imóveis comerciais, não haveria laboratórios, não haveria cientistas, não haveria arquitetos, não haveria universidades, não haveria nada.
Simplesmente, todos os indivíduos estariam permanentemente ocupados produzindo bens de consumo básicos — comidas e vestes — e não se dedicariam à produção de bens de capital, que são investimentos de longo prazo que geram bens futuros. Por definição, se uma sociedade consumisse 100% da sua renda, ela não produziria nenhum outro bem que não fosse de consumo imediato.
Mas o PIB seria bastante impulsionado por esse consumismo.
4. Os gastos do governo impulsionam o PIB, sendo que são maléficos para a economia
Talvez o mais sério problema com o PIB esteja no fato de que ele inclui os gastos do governo como se fossem um componente tão legítimo quanto os outros.
Para começar, os gastos do governo só são possíveis porque ele tem o poder de extrair dinheiro do setor produtivo: dos trabalhadores assalariados e dos empreendedores. Consequentemente, as receitas do governo são auferidas de maneira coercitiva, e advêm do setor produtivo da economia.
Logo, um aumento dos gastos do governo (o que aumenta a equação do PIB) significa, de maneira muito simples, que o governo ou aumentará os impostos para fazer frente a esses novos gastos ou irá se endividar ainda mais — o que significa que, dado que o governo está tomando mais crédito, sobrará menos crédito disponível para financiar empreendimentos produtivos.
Assim, dado que os gastos do governo são financiados via impostos e endividamento do governo, eles desestimulam a poupança, a produção e o investimento futuros.
Nada disso pode ser visto como positivo para a economia.
Mas piora: o gasto do governo é inevitavelmente de má qualidade. O governo gasta o dinheiro alheio (dos impostos) com terceiros (funcionalismo público, subsídios para grandes empresários amigos do regime, obras públicas feitas por empreiteiras ligadas a políticos, artistas e eventos culturais etc.) e consigo próprio (salários, benefícios e mordomias para políticos; ministérios, agências reguladoras, secretarias e estatais; campanhas eleitorais; contratação de apadrinhados; propagandas etc.).
Nenhum desses gastos está ligado à maximização do bem-estar social.
Gastos, de qualquer natureza, só podem gerar benefícios na economia quando são feitos voluntariamente em troca de bens e serviços prestados. Porém, no que tange ao governo, a situação é totalmente diferente: os gastos do governo se baseiam na coerção (impostos) e não necessariamente têm relação com os serviços que ele presta à população (queira ela ou não). Com efeito, é simplesmente impossível mensurar estes serviços.
E há também o problema dos custos de oportunidade. Se o governo, por exemplo, construir uma ponte ligando o nada a lugar nenhum, e fizer tal obra utilizando materiais caros e pagando preços superfaturados (os fornecedores, por saberem que o governo não tem preocupação com custos, irão cobrar o máximo possível por seus materiais), o PIB subirá.
Só que estes mesmos recursos poderiam ter sido mais bem utilizados pelo setor privado, o qual é sensível à demanda e tem de se preocupar com custos e com o sistema de lucros e prejuízos. Aquilo que foi utilizado pelo governo em um setor será necessariamente retirado de outro setor. Se os gastos do governo imobilizam recursos em um setor, então outros setores ficaram sem estes mesmos recursos.
Consequentemente, por ter sido despojada de recursos escassos (os quais foram imobilizados pelo governo em obras esbanjadoras), a riqueza futura desta economia será menor.
Dado que os serviços do governo não são vendidos voluntariamente no mercado, eles não possuem preços determinados pelo mercado. Logo, não há como calcular seu real valor de mercado para aqueles que se beneficiam deles. E quanto mais esbanjadores forem os gastos do governo, maior será o PIB — uma contradição total.
Uma descrição mais acurada da atividade econômica seria eliminar os gastos do governo do cálculo do PIB. Ou, indo mais além, deduzir do PIB todos os gastos do governo, uma vez que todo o gasto governamental representa uma clara depredação, e não uma adição, à atividade econômica. Veja mais detalhes sobre esse método aqui.
5. As importações são subtraídas das exportações
O cálculo do PIB considera que as importações subtraem riqueza da economia. Isso possui várias implicações contraditórias.
Para começar, ao subtrair as importações, a equação do PIB seriamente subestima a contribuição do comércio para a atividade econômica como um todo. Uma economia que exporta $1 e importa $1 terá a mesma contribuição ao PIB (zero) que uma economia que exporta $100 bilhões e que importa $100 bilhões.
No entanto, por motivos óbvios, a segunda economia é muito mais dinâmica e rica.
Ademais, dar às importações uma conotação negativa não faz nenhum sentido econômico. Se, por exemplo, a economia está importando maquinário e bens de capital, isso irá torná-la mais produtiva, e não menos, que é o que a equação sinaliza.
Olhando-se estritamente do ponto de vista contábil, as importações são subtraídas porque o PIB está preocupado apenas com aquilo que é transacionado dentro das fronteiras do país, sem se importar com a nacionalidade do produtor. Assim, um Audi fabricado no Paraná gera um aumento no PIB; porém, se uma empresa brasileira atuando no exterior vendesse para o Brasil um produto seu fabricado lá fora, mesmo que fosse um bem de capital que aumentasse a produtividade da economia, tal transação diminuiria o PIB.
Tratar as exportações como algo positivo e as importações como algo negativo é um resquício da mentalidade mercantilista. Se o objetivo do PIB é mensurar os bens e serviços fornecidos às pessoas que vivem dentro de uma região geográfica, então as importações — e não as exportações — é que são benéficas. Um aumento das importações indica que o poder aquisitivo da população aumentou; indica que o bem-estar da população aumentou. Já um aumento das exportações indica que a população agora possui menos bens ao seu dispor, pois estes foram enviados para fora. Pode também indicar que o poder de compra da população está em queda, o que significa que a exportação foi a maneira de as empresas se livrarem de seus excedentes não consumidos. Em ambos os casos, o padrão de vida da população diminuiu.
O PIB foi criado com o intuito de avançar a agenda keynesiana
O russo Simon Kuznets (1901-1985) foi quem revolucionou a econometria e padronizou a mensuração do PIB. Após ter afiado suas habilidades estatísticas na Rússia bolchevista, ele se mudou para os EUA para continuar suas pesquisas, as quais culminaram em seu livro, lançado em 1941, chamado National Income and Its Composition, 1919–1938 (A Renda Nacional e sua Composição, 1919-1938).
Embora não fosse um keynesiano per se, a natureza e o momento exato de suas pesquisas serviram para aditivar a revolução keynesiana, uma vez que o planejamento central requer estatísticas econômicas: afinal, as estatísticas são os olhos e os ouvidos do burocrata, do político, do reformador socialista. É somente pelas estatísticas que eles conseguem descobrir, em toda a economia, quem “necessita” do quê, e quanto de dinheiro o governo deve gastar para fazer isso acontecer.
As instáveis bases teóricas do PIB, bem como sua aceitação politicamente conveniente, distorcem o desempenho e a natureza de uma economia ao mesmo tempo em que são incapazes de estimar de maneira satisfatória o real padrão de vida de uma sociedade. Com efeito, o próprio Kuznets entendeu isso. Em seu primeiro relatório ao Congresso americano, em 1934, ele disse que “o bem-estar de uma nação dificilmente pode ser inferido de uma mensuração da renda nacional”.
Ainda assim, o uso cego e fanatizado do PIB persiste até hoje. O fato de que sua existência e persistência servem apenas às políticas keynesianas de estimular o consumismo, defender aumentos dos gastos governamentais, incentivar as exportações por meio de desvalorizações cambiais e restringir as importações por meio de tarifas protecionistas não é algo que deve ser considerado uma mera coincidência.
Infelizmente, as consequências de tudo isso — estagnações econômicas, aumento do endividamento e inflação — são tão inevitáveis quanto previsíveis.
Para mim, a questão dos gastos do governo é a pior de todas.
Obras governamentais faraônicas e sem nenhum sentido econômico aditivam o PIB. Estádios da Copa, refinaria Abreu e Lima, estaleiros (abandonados) da Sete Brasil (falida): tudo aumentou o PIB.
Já um governo prudente, que realmente reduza os gastos com burocracia, será imediatamente acusado de derrubar o PIB.
O que pode dar errado?
É perfeitamente possível turbinar o PIB ao simplesmente imprimir dinheiro e dar para as pessoas cavarem buracos. Como os preços não subirão imediatamente, o PIB real crescerá bastante em um ano. E trará muita popularidade ao governo.
O principal problema do PIB é que ele não mensura a satisfação dos consumidores. Um governo pode desviar recursos para setores escolhidos arbitrariamente por ele em vez daqueles que atenderiam melhor os consumidores.
Para o PIB está tudo ok, mas para os indivíduos não.
Para o PIB a produção é um fim, mas para os indivíduos é só um meio.
Excelente artigo que corrobora a visão que tenho do mundo. O PIB esconde a verdadeira tragédia econômica europeia, por exemplo. Nitidamente, sul da França e Itália são hoje lugares pobres. Por mais que o PIB diga outra coisa, não dá para considerar que não seja pobre um lugar em que as pessoas não têm dinheiro sequer para consertar o reboco de suas casas, ou para trocar seus carros velhos, de aparência surrada, que raramente apresentam algo comum no Brasil, como câmbios automáticos ou vidros elétricos.
Além disso, país que tem mais de 60% do PIB composto por governo, só pode ter suas estatísticas maquiadas. É preciso desarmar essa falácia o quanto antes. Nosso bem estar e até nossas vidas dependem disso.
Achar que PIB maior é sinônimo de uma economia melhor cria incentivos ao aumento do número do PIB sem que isso se reflita na qualidade de vida.
Aplicação da Lei de Goodhart: “When a measure becomes a target, it ceases to be a good measure.”(Quando uma medida se torna uma meta, ela deixa de ser uma boa medida).
“As estatísticas de produção definidas pelo PIB podiam ser robustas, mas construir estradas que vão do nada a lugar nenhum, fundir aço que não será utilizado na fabricação de nenhum produto, e fazer pães intragáveis é forçar demais a definição de “produção”.”
Algo semelhante a isso está em curso na China, vide suas inúmeras cidades-fantasmas. Ainda vai demorar, mas quando aquilo estourar não será algo bonito de se ver (nem de viver).
qual outra medida poderia ser utilizada para avaliar o crescimento economico/enriquecimento de um cidade/estado/regiao?
PIB não mede nem pretende medir bem-estar. Seu objetivo é tão-somente medir a capacidade produtiva de uma economia, e deve portanto ser julgado de acordo. PIB desconta importações precisamente porque o que foi produzido fora não ajuda a medir a capacidade de produção interna. Pelo mesmo motivo, exportações de produção interna conta positivamente no PIB.
Sobre esse conto de fadas que é o PIB, vale lembrar que a Venezuela — país onde as pessoas literalmente morrem de fome, há escassez generalizada de itens básicos e remédios, e a taxa de pobreza superou os 85% — é a terceira maior economia da América Latina, atrás apenas de Brasil e Argentina!
Ou seja, a Venezuela é mais "rica" que Colômbia e Chile!
Caramba, é a primeira vez que eu vejo a fórmula do PIB. Na escola, o professor e os livros didáticos abordam esse conceito como se fossem algo consolidado no senso comum. E sobre as importações, acho que não devem lhe ser dadas conotações nem positivas nem negativas, já que , como disse o autor do artigo, podem ter sentido positivo (poder aquisitivo aumentou) ou negativo (país tem parque industrial precário, o que, diante da terceira revolução industrial, na qual a tecnologia agrega valor como nunca antes, é algo péssimo). Outra dúvida é o que acontece com o fluxo de serviços como netflix e compra de jogos digitais, são também contados como importações ?
Excelente artigo, muito bem elabora e abre caminho para futuras discussões a respeito dessas mensurações agregadas macroeconômicas e seus descolamentos da realidade empresarial.
Aproveitando que o assunto é o PIB
Internacional
Imigrantes na Itália geram PIB superior ao da Hungria, diz estudo
http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/Internacional/2017/10/631731/Imigrantes-na-Italia-geram-PIB-superior-ao-da-Hungria,-diz-estudo
Agora tem de ver se gerando riqueza ou extraindo riqueza
Sou argentino e trabalhei muito no Brasil, agora como consultor em viabilidade econômica de negócios por todo o continente e fico demasiado desconfiado desta fórmula do PIB, muito por as importações subtraírem PIB, segue comparações:
Argentina, país que diz crescer 2,5% que tem certa industrialização em 2017, não há investimentos e os trabalhos para mim são apenas adaptar uso ou recuperar máquinas velhas e encerrar negócios pouco viáveis;
Paraguay, país que diz crescer 3,8% importa quase tudo, sobra trabalho de novos galpões, máquinas novas, ferramentas novas e projetos novos, quem lá vive diz sentir que o PIB parece crescer 10%;
Chile, país que diz crescer 1,4%, importador, este sim está estagnado, investimentos apenas para manter market share, quase nenhuma expansão da produção, muitos profissionais liberais com poucos trabalhos
Brasil, 0,7%, bom nível de industrialização, não tem investimentos para expansão de produção, as empresas apresentam uma consistente recuperação no faturamento e no lucro.
O cálculo do PIB é o mesmo em todos os países ou existem países onde o cálculo é feito conforme proposto no artigo?
A mensuração do PIB foi introduzida nos EUA durante a Segunda Guerra Mundial unicamente para mensurar a capacidade de produção da economia americana naquele período belicoso. Sua intenção inicial era exclusivamente essa. Sendo assim, ele até fazia algum sentido para aquele período. Hoje, não mais. Hoje, ele inadvertidamente passou a ser visto como mensurador de bem-estar, de modo que todas as transações monetárias por ele calculadas passaram a ser vistas como sendo um progresso e uma contribuição para a saúde econômica do país.
Isso é trágico, pois de um lado estimula o populismo e a irresponsabilidade fiscal e monetária, e de outro desencoraja a austeridade, a prudência e a frugalidade.
Dúvida: de onde surgiu a informação de que o Brasil é um dos países mais ricos do mundo? Esse dado é baseado no PIB?
O problema não é se o PIB tem ou não erros ou que tenha mais furos que um queijo suíço, mas o seu significado e a função que passa a ter no novo cenário em que toda a humanidade se virou para o socialismo e o controle total da economia pelo estado passa ser a nova realidade. A velha e eficiente contabilidade que orienta o homem de negócio na busca do lucro, agora com o estado no comando não tem mais serventia. O controle estatal da economia visa, entre outros, a eliminação do lucro, uma excrescência capitalista, e a realização de um dos mandamentos marxista que é a distribuição da riqueza que os malvados capitalistas impedem que ocorra. O PIB tem como função apagar o conceito da economia de mercado, de que indivíduos laboriosos e produtivos são os responsáveis pelo progresso econômico agora substituído pela figura do estado. Assim tem-se uma produção que surge do nada e que o governo se incumbe de distribuir eliminando assim a “desigualdade” promovendo então a produção de bens e sua justa distribuição. Deste modo a ideia marxista de que os bens são socialmente produzidos e devem ser distribuídos socialmente se vê realizada. É claro que isso não funciona. Mas tem enganado muita gente. Principalmente aqueles que entram na discussão bizantina se o PIB tem ou não validade para a economia ou querem invalida-la apontando os seus furos. O PIB é como o Chacrinha: não vim para explicar, vim para confundir.
Quem criou esse conceito de PIB ou é analfabeto ou vigarista.
PIB Austriaco = P + I + M – 2G – X
Onde:
P é o tudo o que foi produzido e vendido (somente produtos vendidos são realmente os necessários)
I é o investimento em bens de capital
M é o que foi importado
G é todo o gasto do governo (na fórmula aparece sendo subtraído duas vezes para indicar a depredação dos gastos do governo na economia)
X é o valor das exportações (riqueza não é dinheiro, são bens e serviços produzidos e consumidos em uma determinada geografia)
Taí, gostaria de ver um gráfico do PIB dos principais países do mundo e do Brasil sendo calculado assim.
O artigo trata de um tópico que muita pouca gente presta atenção : qualidade do investimento.
O navio construido e deixado para enferrujar é supimpa.
Mas vamos falar de algo semelhante . O Bolsa Familia . Dar dinheiro para pobre é um bom investimento ?
Dar dinheiro de forma indiscriminada não é um bom investimento , mas existem casos que não dá para fugir.
No Nordeste é muito comum encontrar meninas de 15 anos com 3 filhos , cada filho de um pai diferente . Por lá , ser machão é trepar com uma menina que teve a primeira menstruação há um mes atrás e depois de fazer um filho , sair correndo atrás de outra menina . Esta jovem mão , sem escola e sem experiencia , cria seus filhos para serem escravos da pobreza e miséria , sendo que alguns deles passarão toda a vida nas cadeias. Na pratica dependerão do dinheiro publico por todas suas vidas .
Como resolver isto ? Se alguem sabe , por favor , diga.
Apenas uma discordância: gastos com defesa nacional, na minha opinião influenciam positivamente na economia. Posso citar alguns exemplos: diversas tecnologias militares passaram a ser usadas para algum tipo de bem estar da população, ou geraram capital. Satélites de comunicação, GPS, aplicação de raios laser, energia nuclear, etc, etc….
As maiores potências econômicas possuem alto orçamento para a defesa. É difícil imaginar que o gasto dos EUA em defesa não influencie no PIB daquele país, exatamente porque a pesquisa e desenvolvimento na área militar gera retorno para diversas áreas.
No Brasil vou citar apenas o satélite que recentemente foi posto em órbita e tem capacidade para gerar comunicação segura sem precisar alugar satélites de outros países para esta finalidade. Tem também a capacidade de melhorar a cobertura de internet banda larga no país. Poderia ter sido feito pela iniciativa privada? Acho difícil, porque o risco é alto e o valor envolvido para colocar um satélite em órbita também é alto.
Algumas vezes é preciso investir onde ninguém da iniciativa privada colocaria dinheiro. Exemplo: Amazônia. Nenhuma empresa privada irá construir uma pista de pouso no meio da selva se não houver um retorno financeiro para este investimento. A COMARA (Comissão de Aeroportos da Região Amazônica), subordinada à Força Aérea Brasileira, construiu praticamente todas as pista de pouso espalhadas na Amazônia. Para que? Para buscar manter a soberania do Brasil sobre aquela região, para dar apoio logístico aos Pelotões de Fronteira do Exército Brasileiro, para levar as urnas de votação nas eleições, para levar médicos nas campanhas de vacinação, para levar desenvolvimento e bem estar para a população que lá reside.
Seria interessante conhecer o ITA (Instituto Tecnológica da Aeronáutica) e o CTA para compreender que existem muitos projetos de pesquisa e desenvolvimento em andamento, e que serão aplicados em aviões fabricados pela EMBRAER, em satélites, em softwares de controle do espaço aéreo, em auxílio à navegação aérea, em infraestrutura aeroportuária, etc. Tenho certeza que tudo isto contribui para o desenvolvimento econômico do país, portanto, influencia positivamente no PIB.
Governo injeta 40 milhões na economia, de onde tiram esse dinheiro? Se não dos próprios
impostos, ou de algum empréstimo que fez, aumentando a dívida interna, elevando juros
e depois aumentando impostos em geral.
A questão é lógica, fácil de dedução, só que a burocracia no país é cabide de empregos, infelizmente.
A indústria bélica no Brasil é nanica perto da americana.
Apesar de ser chamado de analfabeto econômico vou continuar lendo os artigos deste site e vou continuar sendo educado nos meus comentários, conforme sugerido.
Furacões e terremotos geram destruição e não riqueza.
Também gosto de aprender. Não tenho intenção de ensinar nada aqui, apenas aprender, concordo com quase tudo que tenho lido neste site, e peço desculpas por expor pequenos contrapontos ao invés de apenas elogiar.
É muito confuso e ate engraçado ler um artigo criticando o metodo do pib e a utilização dele como indicador econômico aqui no mises.org, e neste mesmo site você le artigos utilizando o PIB como indicador para mostrar recuperações economicas e crises economicas. Nao temos algum trabalho academico austriaco sugerindo outro meio de medir sucesso ou crescimento econômico?
Pessoal,
Não concordei muito com essa afirmação “Um aumento das importações indica que o poder aquisitivo da população aumentou; indica que o bem-estar da população aumentou.” No caso de perda de poder aquisitivo no mercado nacional as importações poderiam continuar num mesmo ritmo ou até aumentar em função de fatores externos com a desvalorização de moedas estrangeiras como o Yuan?
Grato
Leonardo
Excelente artigo!
Mas, que influência realmente tem o PIB em decisões dos gestores? Por que o Sistema de Contas Nacionais me parece ser uma “tentativa”, se não muito diferente, mais sofisticada que o PIB para identificar o desempenho da atividade econômica. Além de ser mais fácil de se criticar, pois os dados do SCN não são tão agregados como são nessa estultice do PIB.
O PIB parece existir mais para satisfazer o imaginário popular sobre a atividade econômica. É uma ilusão, elevada ao quadrado.
Mudando um pouco de assunto, tem me chamado a atenção o fato do chamado “money velocity” dos EUA estarem caindo pelas tabelas. Entretanto ainda assim não há nenhum sinal de recessão, diferente do que tal situação daria a entender que aconteceria.
Oque será que está acontecendo? Talvez fique até uma pedida de artigo mais nessa área “macro”, pois o tema parece bastante interessante.
É comum ouvirmos notícias sobre o crescimento (ou a queda) do consumo em comparação com o mesmo período do ano passado: “Estima-se que neste Natal o consumo crescerá X%”. Mas raramente fala-se de como anda a produtividade.
E muitos ainda culpam o livre mercado pelo consumismo. O capitalismo é alicerçado na poupança e na produtividade. Consumismo destrói capital.
Quem estimula de diversas formas o consumismo é o governo/Estado: crédito artificial, subsídios, obriga as empresas a todo mês pagarem apenas 28 dias de trabalho e reter a diferença para dá-la toda de uma vez no fim do ano (“décimo-terceiro”), etc.
* * *
Eu estava mais ou menos refletindo obre isto estes dias. Minha inquietação surgiu quando percebi que um serviço inútil acrescenta “valor’ ao PIB. Mas como seria possível um serviço inútil gerar riqueza…. no limite esdrúxulo pensei na geração de valor de um serviço em que alguém conte estrelas no céu…. 🙂
A próxima pergunta imagino eu seria: como medir a riqueza….
Certa vez, fazendo um curso sobre a situação macroeconômica do Brasil, um dos professores – claramente keynesiano e “desenvolvimentista” – utilizou essa equação do PIB para “provar” que “para um país enriquecer, é preciso que outros empobreçam”. Eu quase não acreditei no que estava vendo (e ouvindo). Pensei comigo: “mais uma anta que acha que a Economia é um jogo de soma zero”. Pior ainda: como todo bom keynesiano, acha que essa equação do PIB é uma verdadeira “pedra filosofal” da Economia, acreditando que pode deduzir “verdades incontestáveis” só brincando com os termos dela e fazendo algumas substituições de variáveis. Inacreditável. O que mais me assustou, no entanto, foi perceber que a maior parte dos alunos – por absoluta falta de base – estava concordando com o professor e acreditando no que ele dizia.
Gostei de aprender sobre o PIB. De fato, agora me parece óbvio que ele é contraproducente. Se Hong Kong nunca teve nenhum, ou muito pouco, e chegou onde chegou, será sensato adotar indicadores? E qual indicador seria interessante? Ou melhor ainda: o mercado precisa de indicadores?
As distorções vemos em todos os lados. Por exemplo na Argentina que está em crise o PIB per capita é maior que o brasileiro. Pior no Paraguai o salário minimo é maior que o Brasileiro e o índice de desemprego inferior, além disso o preço dos produtos são mais em conta. Logo o PIB per capita está maior que o brasileiro. Porém por falta de gastos do governo(duplo gasto), se considera que eles são mais pobres.
Leandro,
como estaria a evolução do Produto Privado Remanescente (PPR)?
No artigo abaixo só vai até 2009.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=297
Preciso mostrar isso para meu professor da época do ensino médio, o cara se orgulha até hoje por causa do PIB brasileiro, e principalmente da época dos governos anteriores.
Alguém poderia apresentar e explicar uma nova fórmula adequada?
Esse artigo me fez lembrar do caso da China, cujo governo é uma verdadeira geringonça, uma máquina de torrar dinheiro com obras estatais inúteis e pomposas.
Existe um prolema grave com a teoria austríaca dos ciclos econômicos. Ela pressupõe que o câmbio sempre é flutuante e que o comitê central que define os juros nunca a acerta o valor correto dos juros num determinado momento. Adicionalmente, insinua que o valor definido quase sempre está abaixo do valor correto (excessão somente em recessões) e que isso causa uma expansão artificial do crédito que será revertida na recessão. Provo que estão errados lembrando que no começo do Plano Real tivemos juros de mais de 30%a.a.(poderiam os juros reais/corretos serem maiores?) e o crescimento do PIB foi positivo nesses anos. Além disso, em recessões os juros a diminuir naturalmente pois a demanda é reduzida. Ou seja, antes da recessão juros artificialmente reduzidos causaram o boom, mas em recessões esses mesmos juros diminuem mais ainda. Merece um prêmio Nobel essa teoria, simplesmente genial. A Escola Austríaca também não prova que o “valor correto dos juros” não é o valor definido pelo comitê. Ou seja, dizem que os juros estão sendo incorretamente definidos sem provar. E a falácia vai além, dizem que há uma desconexão entre poupadores e investidores. Mas, novamente, não dão um meio para provar que essa desconexão existe. É papo de buteco basicamente. Afirmam que a liberdade de preços é um pilar da civilização, como se qualquer desequilíbrio econômico pudesse ser resolvido pelo sistema de preços livres. Mas esquecem de mencionar que o preço dos bens de capital é definido livremente no sistema capitalista. O suposto desequilíbrio entre poupadores e investidores não deveria ser automaticamente solucionado no sistema de preços livres se o que dizem é verdade? Abram seus olhos, vocês são a Terra Plana das Ciências Econômicas.
Mas m artigo libertador. Ler os artigos do mises é como acender uma luz eliminando as trevas da escuridão. Impossível lê-los e não abrir nossa mente.
Prezados,
Eu realmente sempre fiquei incomodado com o cálculo do PIB (assim como cálculo da inflação oficial), mas tenho algumas dúvidas para as quais peço seus comentários:
1. Se o PIB for encarado como indicador de geração de riqueza, não deveríamos auferir somente os lucros líquidos de pessoas jurídicas? Porque assim já estamos descontado os efeitos de depreciação de maquinários por exemplo e da tributação governamental. Sei que existe o problema da informalidade, mas este gap é um problema em qualquer fórmula.
2. Obviamente concordo com a explanação generalizada sobre gastos governamentais, mas suponhamos que o governo realizasse de fato investimentos que agregassem valor à economia (infra, educação de qualidade, controle de fronteiras e segurança pública, etc). Não poderíamos encarar parte dos impostos como uma poupança coletiva?
3. Onde entram os ganhos advindos de compra de títulos, debêntures, ações, etc na fórmula do PIB?
4. Como deveria se contabilizar os estoques no PIB? Eles de fato não estão gerando bem-estar, mas possuem um valor nos balanços das empresas.
Obrigado pela ajuda.
Prezados,
Há pouco tempo foi noticiado na mídia o fato de que o índice IBC-Br indicava para recessão técnica, tendo apresentada queda de 0,13% no 2T19. No entanto, o PIB veio positivo, levando em conta as positividades como redução nos gastos do governo e aumento dos investimentos.
Tenho visto algumas contestações quanto ao resultado, questionando a integridade dos dados divulgados pelo IBGE, pois aparentemente o IBC-Br acompanhou o PIB no primeiro trimestre e agora apresenta uma divergência importante, de queda x crescimento.
Pergunta: o que poderia ser a causa da divergência nos indicadores? Um aumento dos investimentos não deveria ter provocado um aumento nos indicadores do IBC, ou a metodologia deste desconsidera dados importantes?
Que outras alternativa/ modelo matemáticos seria mais preciso? Mises sugeriu alguma?
Na opinião de vocês até quando o Brasil seguirá crescendo na casa de 1%?
“O velho Milton se revira no túmulo….”
braziljournal.com/mr-friedman-we-have-a-problem-vem-ai-o-capitalismo-30
Pessoal, tenho algumas pequenas dúvidas.
Quanto aos EUA que apesar de no momento viverem uma fase de crescimento (Inflado pelo gasto estatal como já estamos bem acostumados) possuem aquela dívida estratosférica.
1 – Existe realmente a chance de que os EUA enfrentem uma crise severa ou até uma hiperinflação por causa dela como dizem os economistas “mainstream”? Ou seria algo que um corte de gastos resolveria?
2 – O fato de os EUA também serem um país desenvolvido permitiria que fizessem parecido com o Japão, ter uma dívida de ~240 % de PIB e continuar firme?
3 – Vocês vislumbram a possibilidade de o governo americano começar a trabalhar para conter a dívida? Pelo que acompanho por aí eles não parecem muito preocupados com toda essa situação.
Obrigado!
Boa noite!
Vcs acham que vai surtir mais efeitos positivos ou negativos o evento”a semana do Brasil” ?
Não seria melhor o governo incentivar a poupança, o investimento e a ter seu próprio negócio do que o consumo?
Esse Instituto vai colocar livros na promoção durante esse período?rsrss
Tenho alguma curiosidade quanto a mensuração das economias antes da equação do PIB. Fala-se, em grupos monarquistas, por exemplo, que o reinado de D. Pedro II teria sido bastante positivo para a economia, mas eu não faço a mínima ideia de por onde começar a perscrutar a riqueza das nações dos séculos XIX e anteriores, muito menos se daria para fazer uma comparação séria entre D. Pedro e qualquer dos chefes de governo da atualidade.
Não sou economista, mas acredito que uma mensuração da atividade econômica baseada na soma do faturamento de todas as empresas, de todos os portes, setores etc (incluindo as receitas dos microempreendedores) ajustada pela inflação do período seria mais adequada.
Só um pequeno adendo,no cálculo do PIB retira-se as importações M devido ao fato que estas estão inclusas no C. Isto anula a dupla contágem, percebi que todos os artigos deste site trazem esta crítica sem considerar este fato.
Olá
Uma dúvida
Segundo um economista keynesiano, Eduardo Moreira, o PIB brasileiro vem caindo desde 2012, mas a fortuna dos mais ricos aumentou. Ele julgou que isso era “imoral”.
A explicação para a diminuição do PIB e aumento da concentração de renda seria porque houve redução de gastos do Estado e aumento de importação? O PIB também leva em conta o trabalho informal?
Abraços
Como pode-se considerar gastos públicos um ônus pra população?
Como pode-se pensar que gastos públicos / serviços públicos são imensuráveis?
Quando o governo contrata uma empresa para desempenhar determinado serviço, ele (o governo) está abrindo um processo de licitação a fim de encontrar a melhor proposta de negócio.
Os gastos públicos representam o pagamento de servidores, aposentados, empregados públicos, agentes políticos, infraestrutura do país, construção de escolas, creches, hospitais, estradas, moradias populares e por ai vai…. podemos passar o dia listando os gastos públicos ou simplesmente ir no site do governo e olhar o Orçamento da União, dos Estados, do DF e dos Municípios.
A iniciativa privada acumula a riqueza na mão de poucos em detrimento de muitos.
O setor público define um limite de desigualdade, o qual (por força constitucional) não permite que essa desigualdade seja maior do que 40x um salário mínimo. Ou seja, temos um teto constitucional que visa reduzir as desigualdades de distribuição de renda. Como nada é perfeito nesse mundo, nem todos agentes públicos respeitam esse teto, porém eles não são a maioria e não representam a classe esmagadora de servidores que realizam um trabalho honesto e dentro do teto.
Não acredito que o problema do PIB seja gastos públicos, muito menos a remuneração da maioria esmagadora dos servidores do nosso país.
Acredito que o grande mal que assombra o Brasil está nessa pequena parcela da população (cerca de 200 bilionários) que acumulam 17% do PIB. Enquanto o resto dos 209 milhões de brasileiros permanecem na miséria, entregando cada vez mais sua riqueza e mão de obra para essa parcela de “bons investidores” que cada vez mais favorecem o aumento da desigualdade no país.
Quem escreveu essa matéria e todos que a revisaram não estudaram direito o básico da Macroeconomia. Isso ficou claríssimo no item 5. A explicação é super banal… As importações são excluídas do cálculo porque elas já estão incidindo dentro das outras parcelas… Quando ocorre consumo, há alguma fração de importação ali… quando há governo, pode ocorrer alguma despesa com importação… o mesmo, obviamente para investimentos… Aí no balanço é necessário, para não contar duas vezes a mesma coisa, excluir a parcela de importação, visto que essa componente não é de produção interna, devendo restar somente o que é produzido no país.
O que significa “curva de juros futuros positivamente inclinada”?
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Se o PIB não mostra a verdadeira situação econômica de um pais, qual indicador econômico deve ser usado?