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A violência em Charlottesville e a ascensão neonazista

Em qualquer país, a vasta maioria da população não
tem nenhum interesse em conflitos de rua envolvendo grupos ideologicamente
diferentes. As pessoas já têm muitos problemas com os quais se preocupar, como
contas a pagar, criar os filhos, pagar planos de saúde, e manter o padrão de
vida sob as contínuas dificuldades do cotidiano, de modo que tudo o que elas
querem é que esses desajustados sumam.

Por isso, é claro que as pessoas normais ficaram
perplexas com as cenas ocorridas nas ruas de Charlottesville — uma pitoresca
cidadezinha no estado americano da Virginia, com uma universidade fundada por
Thomas Jefferson –, que foram tomadas por aproximadamente 500 neonazistas
gritando “os judeus não irão tomar nosso lugar!”.

O que vimos nos vídeos e nas reportagens (veja pelo
menos os três primeiros minutos deste
vídeo
) foi algo apavorante: um grupo de supremacistas que mais se parecia
com uma perigosa força paramilitar, oriundo de todos os cantos do EUA (nenhum
integrante da própria cidade), com uma visão de mundo que remetia ao período da
Segunda Guerra Mundial, carregando tochas, bandeiras e insígnias de estilo
nazista, e gritando slogans racistas e anti-semitas.

Era uma marcha completamente diferente de qualquer
outra coisa já vista no país. Não tinha absolutamente nada de semelhante com
nenhuma manifestação do Tea Party. Foi algo totalmente atípico e
verdadeiramente aterrorizante para os residentes daquela idílica cidade.

Em si, o movimento era completamente avesso aos
valores americanos, repleto de ódio, contrário às normas do comportamento
civilizado, verdadeiramente perigoso para a ordem pública, e de estranha origem
estrangeira. Não havia nada de liberdade de expressão naquilo tudo; era apenas
um grupo de pessoas fazendo ameaças. Não se tratava de pessoas querendo liberdade,
mas sim exigindo poder. Não se tratava de uma marcha sobre direitos humanos,
mas sim uma marcha fazendo ameaças a terceiros e exigindo poderes totalitários.

Em outras palavras, foi algo abertamente
deplorável. Na prática, representou a saída do armário de uma ideologia que até
então subsistia apenas nas franjas da internet, tornando-se agora mundialmente
conhecida.

As principais consequências práticas de toda essa
manifestação explícita de neonazismo serão um aumento da vigilância
governamental sobre todo e qualquer grupo que venha a ser considerado
(arbitrariamente ou não) uma ameaça à ordem pública, mais monitoramentos das
comunicações online, e mais restrições às organizações de cunho político —
tudo em reação às cenas ocorridas, e contando com a aprovação de um público
compreensivelmente assustado.

São exatamente eventos como este que fazem as
pessoas perderem suas liberdades básicas. Se os participantes desta marcha
neonazista realmente acreditavam estar lutando pela liberdade, conseguiram exatamente
o oposto. Mas também há o seguinte: grupos como estes prosperam com o
vitimismo. Eles nunca desaparecem, especialmente este, pois boa parte de seu
etos se resume a uma apologia ao coitadismo, dizendo o quanto as suas demandas
foram suprimidas e oprimidas por todos. Torne-os vítimas e eles prosperarão
ainda mais.

A mentalidade grupal

É difícil de ver e doloroso de ouvir. Mas essa
gente não desaparecerá tão cedo. Para pessoas cujas cabeças estão repletas de
uma ideologia violenta, o que aconteceu até agora (3
mortos e 20 feridos
) ainda não é o bastante. Elas imaginam que com suas
marchas, suas bandeiras, seus uniformes, seus slogans, seus cantos e seus
gritos irão fazer com que a história dramaticamente mude a seu favor e contra
as pessoas que eles odeiam (majoritariamente, negros e judeus).

O que realmente causa essas coisas? É um erro dizer
que são apenas “pessoas ruins”. Não se trata apenas de “pessoas ruins”, mas sim
de idéias ruins. Idéias ruins são
como vírus que entram no cérebro e fazem pessoas imaginar coisas que não
existem. É como uma doença que a pessoa nem sabe que tem. Faz a pessoa
fervilhar de ódio por nenhum motivo aparente, desejar o extermínio de pessoas
que jamais fizeram nada de errado, e imaginar que batalhas sociais — que têm
zero chance de ser bem-sucedidas — trarão resultados positivos para elas.

A implausibilidade de suas idéias é mascarada por
uma psicologia de grupo. São pessoas que formam grupos compostos exclusivamente
por indivíduos que pensam exatamente igual e que incitam uns aos outros a ter
os mesmos ressentimentos em relação a terceiros e a sonhar com novos poderes
que conseguirão adquirir caso ajam agressivamente, impetuosamente e com
determinação. Eles evocam os “culpados de sempre” (negros, judeus, mulheres,
gays) e passam a acreditar que a única solução para as suas aflições (como
dito, são pessoas inerentemente vitimistas) é destruir todos esses culpados por
meio de uma grande insurreição, após a qual eles assumirão o poder e governarão
para sempre.

Sim, parece insano. Mas se há algo que a história
sempre demonstrou é que nenhuma ideia é insana demais para ser descartada por
um grupo infectado pelo desejo de mandar. Qualquer meio para se alcançar este
fim serve.

As raízes ideológicas

Com efeito, tudo o que já aconteceu até agora, com
uma real destruição de vidas e propriedade, já foi muito além da política
convencional, e pressagia algo verdadeiramente terrível do passado, algo que
muitos de nós imaginávamos que não mais se repetiria.

Boa parte da mídia relata que tudo começou com uma
desavença sobre o destino de uma estátua do general Robert E. Lee, que comandou
os confederados durante a Guerra Civil americana. A estátua está localizada no
centro de Charlotesville e a câmara de vereadores aprovou sua derrubada. Os
neonazistas não teriam gostado disso e teriam ido para lá para protestar, com
tudo terminando em violência.

Mas a
realidade é que essa questão da estátua foi apenas um pretexto, e se tornou uma
forma de desviar a atenção em relação à real motivação de tudo.

O que
realmente aconteceu foi uma explosiva expressão de uma ideia que já vinha sendo
fermentada há um bom tempo, e que foi transformada em um movimento maligno que
já vinha ganhando tração nos subterrâneos. Após o fim da Segunda Guerra, quase
todo mundo imaginava que a ideologia nazista estava extinta da terra e que a
única ideia totalitária que ainda trazia ameaças à liberdade era o comunismo.
Isso pode até ter sido verdade por algumas décadas, mas as coisas começaram a
mudar na década de 1990, quando novas e violentas tendências estatistas
começaram a surgir.

Nos
últimos dois anos, escrevi copiosamente sobre a história mais profunda destas
violentas tendências estatistas, as quais podem ser alternadamente descritas
como nazismo, fascismo, direita alternativa, supremacia branca, nacionalismo
branco e, o meu preferido (criado
por Ludwig von Mises), hegelianismo de direita.

Analisei
as obras de pessoas como Johann Fichte, Friedrich List, Houston Stewart
Chamberlain, Thomas Carlyle, John Ruskin, Charles Davenport, Oswald Spengler,
Carl Schmitt, Julius Evola, Giovanni Gentile e outros (vários de meus escritos
sobre essas pessoas podem ser encontrados aqui). Todas essas
idéias já existiam muito antes de Hitler e dos nazistas — e causaram enormes
estragos no mundo muito antes do Holocausto — e continuam existindo muito
depois deles.

Sim, é bem
verdade que provavelmente nenhum daqueles criminosos em Charlotesville tenha
lido esses pensadores. Sendo assim, como podemos atribuir alguma culpa a eles?

O
problema é que idéias são estranhamente mágicas, como um DNA espiritual que
viaja no tempo, movendo-se de cérebro para cérebro como uma mutação genética, e
tão imprevisível quanto. Keynes estava certo ao dizer que a maioria dos
políticos é escrava de algum economista defunto; da mesma maneira, aqueles
violentos baderneiros são escravos de algum filósofo defunto que odiava a
ascensão de uma liberdade universal ao redor do mundo durante o século XIX, e
que estava determinado a refreá-la.

Ao mesmo
tempo, é necessário haver algum canal de transmissão para as idéias. Os líderes
deste movimento servem bem ao propósito, mas há uma raiz mais profunda.

Sempre
fui extremamente relutante em mencionar aquele que pode ser o mais influente
tratado neonazista da história, e que certamente está por trás da ascensão deste
violento movimento nas décadas mais recentes. No entanto, considerando-se os
últimos acontecimentos, chegou a hora. O livro se chama The Turner
Diaries
, escrito por “Andrew McDonald”, que na verdade era apenas um
pseudônimo para William L. Pierce, um brilhante cientista cuja mente foi
completamente infectada pela ideologia nazista exatamente por ele ter sido um
voraz leitor dos autores acima mencionados.

Recomendo
ferrenhamente não ler este livro.
Uma vez lido, é impossível esquecê-lo. Não dá para apagá-lo de sua mente. Este livro se tornou a bíblia dos
neonazistas. Lembro-me vivamente da primeira vez que o li. Foi uma experiência
aterrorizante, a qual me abalou profundamente. Foi ali que comecei a perceber a
nova tarefa que nos esperava: combater este horror com cada joule de nossa
energia intelectual.

O livro,
que é uma história de ficção, narra o surgimento de uma pequena junta de
nacionalistas brancos que decide reverter o curso da história mundial por meio
de uma série de assassinatos, começando com judeus, depois indo para os negros,
depois para os comunistas, depois para os comerciantes e empreendedores e,
então, inevitavelmente, para os libertários (sim, eles também nos odeiam).

O que
você aprende no livro é que este movimento é absolutamente socialista, só que
de uma maneira distinta do típico socialismo de esquerda. Eles não são camisas
vermelhas, mas sim camisas marrons. Logo, eles têm uma agenda diferente. A luta
deles não é a luta de classes, mas sim a luta de raças, a luta de religião, a
luta de gêneros, e a luta pela identidade nacional. O que é totalmente
explícito é que se trata de um movimento coletivista, anti-mercado,
anti-libertário e estatizante até o âmago. 

E o que ocorre no livro? A junta insufla as massas a ficar do seu lado por meio
de um crescente banho de sangue, adquire o controle do governo, estabelece um
estado socialista responsável por planejar centralizadamente a economia, assume
o controle de todo o estoque nuclear do mundo e então dizima todos os
não-brancos do mundo.

Desculpe
o spoiler.

O código genético

Não é
segredo nenhum que este livro sempre foi o manifesto que converte, agrega e
norteia os neonazistas. O verbete da Wikipéedia
traz várias fontes a respeito.

Sendo assim,
por que alguém criaria todo um movimento baseado nas ideias de um livro tão
horrendo? De novo, a mente humana é capaz de imaginar coisas terríveis, e aquilo
que imaginamos ser verdade influencia ações. Idéias têm consequências. Uma
pessoa que tenha acompanhado a transmissão dessas idéias ao longo das últimas
décadas consegue ver para onde tudo isso pode ir.

O que
acontece agora? De um lado, um robusto movimento de esquerda está explorando esses
acontecimentos com o intuito de contra-balançar essa crescente ameaça
neonazista, a qual eles atribuem à ascensão da “direita”. De outro, há um
governo pronto para explorar o conflito entre esses dois grupos estatistas para
atacar ainda mais nossas liberdades. Trata-se da tempestade perfeita.

Nossa tarefa

E é
exatamente por isso que é tão importante que nós libertários falemos
abertamente a verdade, e com convicção e coragem. Simplesmente não podermos
permitir que a esquerda seja a única voz ideológica de oposição a isso.

Sendo assim,
o que fazer? A resposta jaz na fonte do problema. Toda a bagunça começou com idéias
ruins. O único meio disponível — e é o mais poderoso de todos — é combater idéias
ruins com idéias boas. Todos nós temos de nos atirar, e com grande empenho, nesta
batalha intelectual, desmascarando esse inimigo.

E quais são
essas boas idéias? O progresso
dos últimos 500 anos nos mostra exatamente quais são: harmonia
social, direitos humanos (cada indivíduo tem o direito de que não retirem sua
vida, sua liberdade e sua propriedade honestamente adquirida), aspiração a uma
dignidade universal, a economia de mercado como um meio para a paz e a
prosperidade, a convicção de que todos nós podemos cooperar visando a uma
vantagem mútua, e, acima de tudo, a beleza e a magnificência da própria ideia
da liberdade.

Todos os
que veneram a paz, a prosperidade e o progresso humano não devem se desesperar,
mas sim se dedicar com ainda mais afinco à missão de substituir idéias ruins
pelas boas. Nossos antecessores nesta missão tinham chances muito menores que
as nossas, e ainda assim prevaleceram. E eram numericamente muito menores do que
nós.

Iremos prevalecer
também, desde que pensemos, falemos e atuemos com coragem e convicção em prol
de tudo aquilo que é verdadeiro. É assim que este ciclo de violência envolvendo
rótulos (fascismo e socialismo, nazismo e comunismo, direita e esquerda) será derrotado e substituído.

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Leia também:

Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário

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91 comentários em “A violência em Charlottesville e a ascensão neonazista”

  1. Eu queria ter a honra de passar todos os artigos do IMB para vídeos. Sempre colocarei o site na descrição dos vídeos, Se acharem a ideia interessante – responda esse comentário :D. Com Prazer, Um grande fã da IMB.

  2. Acho, porém, que o que muitos estão ignorando é o fato de que a ascensão dessa “direita alternativa” se deu por conta do aumento desenfreado da atuação de grupos radicais de esquerda, como Black Lives Matter e AntiiFa, com o apoio da mídia tradicional e de políticos importantes, como o então presidente Barack Obama.

    As ideias que esses grupos defendem são tão radicais e nocivas quanto as desses imbecis neo-nazistas, mas não ficam explícitas nos noticiários tradicionais.

  3. Absolutamente ridículo o instituto mises entrando nessa onda da ditadura do politicamente correto.

    Como já dito aqui, esses neo-nazistas (pra mim são simplesmente nazistas) são tão autoritários e intolerantes quanto os grupos contrários (antifas e black lives matter).

    Porém como a mídia e o establishment são todos esquerdistas e fazem apenas militância política criticam apenas os neo-nazistas, se esquecendo do pessoal do outro lado que são tão racistas quanto.

    Nunca pensei que iria ver o Instituto Mises se juntando ao coro autoritário e intolerantes dos “progressistas”.

  4. Seria bastante oportuno fazer uma análise meticulosa deste fato antes de fechar qualquer conclusão precipitada.

    Observando aquele evento de vários ângulos não fica difícil enxergar ali a mão do “Deep State”. Infelizmente quase toda a mídia global engoliu a isca.

    Os globalistas não pouparão tempo nem recursos para remover Donald Trump do poder.

    Aqueles “neo-nazis” foram estrategicamente plantados naquela manifestação que tinha tudo para ser uma simples manifestação pacífica e ordeira.

    Não seria loucura nem teoria conspiratória afirmar que esses grupos radicais são funcionários de George Soros.

  5. O fracasso real: Charlottesville chama 10000 policiais e não contém a violência por mais de duas horas de 5 mil civis desarmados.

    Ou foi uma brutal incompetência da polícia ou foi proposital. O prefeito não queria mesmo a manifestação pela proteção da estátua, então há uma tese que narra que a polícia abandonou propositalmente o plano de defesa, deixou a briga ocorrer e aí levou o governador a declarar estado de emergência para acabar de vez com a manifestação.

    Mas quem estamos enganado? Foi só incompetência mesmo. E eles querem que trabalhemos metade do ano por isso.

  6. Isso não vai acabar bem. Os muçulmanos são uma classe que possui muito dinheiro e o exemplo do que ocorreu com os judeus é um sinal. Só não ocorreu algo até agora porque eles não controlam bancos como os Rothschild, mas é só uma questão de tempo.

  7. Bom texto. O que mais me impressionou nessa história toda foi como a direita se deixa capitular pela esquerda, como são politicamente ingênuos e estéreis, sendo massacrados todo dia, exemplificadamente com a discussão nos principais jornais do país sobre qual era o lado do nazismo de acordo com a preferências destes. Essa coisa da narrativa é a tônica do século XXI. Basta uma simples associação pra mostrar quem rege as mentes difusas. Ainda há um candidato perfeito que resgata a antiga e preferida narrativa, a da ditadura militar, num momento de debilidade pra esquerda, um presente, a munição inesperada em ótima hora. Talvez pra ela seja até melhor que ele vença. Enquanto isso, colunistas se preocupam com o que acontece lá fora, com as eleições da França, com o Brexit. Acusar a esquerda nacional de ser abstrata – ao olharem para si mesmos no espelho – é engraçado e só revela juventude política de quem o faz.

  8. Infelizmente, essa interpretação está toda errada, pois parte de pressupostos errados.

    Esse conflito não foi e não é orgânico e foi apenas o primeiro capítulo. A política não é parte ingênuos.

  9. “O indivíduo acima — Pedro — está dizendo que movimentos progressistas que nem sequer estavam presentes no ato é que deveriam ser criticados como sendo os reais causadores da baderna causada integralmente por neonazistas!”

    Com todo o respeito, mas se estás falando que os antifas e Black Lives Mater não estavam presentes então ou tu vive em outro planeta ou tu é mal intencionado, porque ai já não é nem uma questão de interpretação mas sim de percepção da realidade.

    “Isso é o ápice da mentalidade coletivista: os culpados não são aqueles que realmente fizeram tudo, mas sim aqueles que existem mas que não estavam presentes. Incrível.”

    Tu não podes estar falando sério, agora criticar a hipocrisia da mídia em demonizar apenas UMA linha ideológica coletivista virou o “ápice da mentalidade coletivista”, cara tu só pode viver em um mundo paralelo ou ser extremamente cínico e mau caráter.

    “Por essa mesma lógica, quando esquerdistas fazem manifestação e saem quebrando tudo e depredando propriedade na avenida Paulista, então a culpa deve ser atribuída à direita, pois é contra ela que essa esquerda está protestando.”

    Depois dessa realmente tu só pode ser mau intencionado, quando esquerdista faz manifestação e quebra tudo a culpa é deles porque eles tomaram aquelas atitudes.

    A GRANDE QUESTÃO É QUE QUANDO ESQUERDISTA SAI QUEBRANDO TUDO A MIDIA ACHA BONITO ELES BRINCAREM DE REVOLUCIONÁRIOS REVOLTADINHOS, AGORA QUANDO ESSES NEO-NAZISTAS FAZEM A MESMA COISA VIRA UM ABSURDO SEM TAMANHO.

    DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS.

    O que eu não aguento é isso, essa hipocrisia cínica da mídia e do Establishment.

  10. Texto extremamente covarde.

    O KKK e companhia limitada está bem longe de ser uma ameaça para a sociedade liberal (que oops na América já virou sinônimo de socialismo). Basta uma demonstração e todos sentam o pau.

    Agora, BLM, antifa e islamofacismo recebem o aval explícito da grande mídia. “Precisamos combater a supremacia branca” “Extremismo islâmico é uma ofensa à comunidade islâmica, 50 morreram hoje, mas islamofobia é algo muito mais grave que terrorismo”

    Pra quem não acredita, só procurar a reportagem da CNN (que até mudaram o título de tão mal que pegou) falando que os grupos de anti-protesto buscavam “paz através da violência.”

    Não é a toa que o último candidato libertário do EUA foi Gary Johnson.

  11. Todos esses grupos são criados pela esquerda como por exemplo KKK cria do Democratas, a esquerda serve só para criar problemas na sociedade.

  12. Lamentável o artigo condenar apenas os supremacistas e nem sequer mencionar os fanáticos do BLM e dos Antifas convocados pelos políticos democratas justamente para provocar um confronto e reforçar a narrativa esquerdista.

    NÃO estou dizendo que os supremacistas não estão errados também.

    NÃO estou dizendo que o comportamento do BLM e do Antifa justifica o dos supremacistas.

    Estou dizendo que políticos democratas (1) jogaram o grupo A e o grupo B um contra o outro para provocar um conflito para (2) depois dizer que toda a culpa foi apenas do grupo A e que o grupo B são heróis e (3) usar isso como justificativa para avançar a agenda esquerdista de controle total da economia, da cultura e de toda a vida da população.

    Deu certo, em grande medida: até libertários caíram na manipulação!

    Artigo e vídeos do Leandro Ruschel (que mora nos EUA) sobre o assunto:

    A manipulação da imprensa esquerdista sobre Charlottesville segue a todo vapor

    * * *

  13. É surpreendente que Jeffrey Tucker tenha sido tão inocente e desinformado a cerca deste episódio, e por tabela, do que realmente está aocntecendo nos EUA, principalmente desde a eleição do falsário comunista-keynesiano-muçulmano Obama.

  14. Para mim o erro só é colocar a direita no mesmo saco da esquerda, neo-nazismo, socialismo etc. Direita não tem nada a ver com isso, e nem é ideologia. A direita é a única que quer reduzir o Estado, a única que coloca a liberdade acima de tudo. Não está no mesmo saco.

  15. O pior texto que já li no mises. Desinformação pura e potencialmente eficaz na validação da narrativa anti-Trump. Muitíssimo infelizmente, começo a desconfiar da honestidade deste site, que leio há mais de 5 anos e indico à todas as pessoas que conheço.

  16. Engracado que durante os 8 anos do Obama, o primeiro presidente negro dos EUA, nao vimos sequer UM PROTESTO com violencia praticado pelos neo nazis, KKK, white supremacists… esse seria o momento para eles destilarem todo o odio mas nada aconteceu

    Foi o Trump ser eleito, a esquerda entrar em panico, partido democrata comecar a desmoronar, que do nada, vemos o “CRESCIMENTO DO ODIO DA DIREITA”

    incrivel… tem gente mto bobinha, acompanha noticia dos EUA atraves de CNN e Globo News da niso

  17. O estranho é que o “líder” do United the Right participava daquelas manifestações de extrema-esquerda, Occupy Wall Street. Quem diz isso é o próprio SPLCenter:

    https://www.splcenter.org/fighting-hate/extremist-files/individual/jason-kessler

    Agora ele quer “Unite the Right”?

    Muito estranho.

    Recomendo assistirem os videos do Alex Jones do InfoWars

    É fato que há um plano dos globalistas para acabar com o patrimônio cultural dos Sulistas (começando pela demolição das estátuas dos herois confederates) e para isso fazem uma campanha nacional e internacional para colocar a opinião pública contra o Sul.

    Vejam que o Sul é pintado “racista”, “escravocrata”…enquanto o Lincoln é considerado o “heroi” que “libertou os negros da escravidão”.

    Então, eu recomendo ter muito cuidado para não cair no jogo dos globalistas.

  18. Isso é um problema causado pelo excesso de diversidade. Tão louvada aqui no Brasil.

    Em uma sociedade racialmente e culturalmente menos diversificada, movimentos como estes não teriam muito espaço.

    Um país muito diversificado só pode funcionar se o estado sumir, caso contrário, nunca será possível atender a tantos interesses e agendas diferentes. Daí essa merda toda.

    Mas por outro lado, para o estado, todo aquele conflito foi uma bênção.

  19. The Wrong Narrative in Charlottesville

    Jeff Deist

    “The political violence in Charlottesville yesterday was as predictable as it was futile. One person was killed and dozens badly injured, marking a new low in the political and cultural wars that are as heated as any time since in America since the 1960s.

    This relentless politicization of American culture has eroded goodwill and inflamed the worst impulses in society. Antifa and the alt-right may represent simple-minded expressions of hatred and fear, but both groups are animated entirely by politics: the perception that others can impose their will on us politically. The only lasting solution to political violence is to make politics matter less.

    We've allowed politics to invade every aspect of American life, from religion and family life to sex and sexuality, from bathrooms to ball fields to the workplace. But what has it gotten us besides identity politics on steroids? The "personal is political" is hardly the rallying cry of a free and confident nation. Even as we enjoy historically unparalleled material prosperity, we are dispirited by the 2016 election hangover and looking for scapegoats to explain the American malaise.

    It's easy to decry Antifa and its violent leftwing rhetoric. It's easy to decry the alt-Right, neo-Nazis, white supremacists, and fascists. It's more important to understand them as exemplars of a new political age. Progressives demanded permanent revolution; conservatives responded by becoming permanent reactionaries. And the media bias (overwhelmingly anti-right) makes things worse: one "side" becomes convinced of its moral superiority, while the other becomes convinced the fix is in.

    We suspect, without knowing, that a Hillary voter is just a step or two removed from a bandanna-clad Antifa, while a Mitt Romney voter is but a few degrees removed from an alt-Right nationalist marching in the streets. This may seem farcical, but the political society promoted by Clinton and Romney encourages it. Everyone must take a side, and live with the excesses.

    What we saw this weekend was a demonstration of the horseshoe effect, where both groups begin to sound and act like the other– both illiberal, both demanding omnipotent state solutions to problems mostly created by government in the first place.

    To be sure, Antifa and the alt-right represent only a tiny fraction of the population and have little economic, social, or political power. But they serve as perfect fodder for a media narrative that benefits from a sky-is-falling narrative to ratchet up viewership. The narrative is fed by our vanity and desire to imagine easy solutions to complex problems (e.g. more "education," hate speech laws, welfarism, etc.) And we play along, assuming the worst of others and issuing smug affirmations of our own superiority on Facebook and Twitter.

    In 2018 we will suffer through a round of mid-term congressional elections which will only intensify the political and cultural divide. Both political parties will use events like Charlottesville to serve their shameful partisan goals. The need for each side to vanquish the other, to punish and repudiate the other's existence, demonstrates why politics is termed war by other means. It's not a peaceable process. Yet underneath it all the "policy" differences between Democrats and Republicans are laughably small. Theirs is a turf battle, nothing more.

    In a winner takes all political world, elections are weapons. Unless and until we learn to reject politics as the overarching method for organizing society, hatred and fear of "the other" will remain pervasive. Americans understand viscerally that government has far too much power over who wins and loses in our society, but haven't fully grasped the degree to which the political class benefits from division. We still want to believe in grade-school notions of democracy and voting.

    People of goodwill don't impose themselves on others politically any more than they do militarily. Libertarianism, with its goal of radically diminishing the scope of government and politics in our lives, offers a path to a more peaceful future. Only libertarians can claim the mantle of anti-authoritarianism, because only libertarians would deny government the power and size to become authoritarian. The political world isn't working, so why do we insist on more politics to fix it?”

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