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Dica aos empreendedores: o preço já está dado. Agora, escolham seus custos

Foi ainda em minha juventude que, ao dialogar com um
amigo, tive uma constatação que alterou para sempre a minha visão de mundo
sobre a economia.

Este amigo queria abrir um restaurante simples. Como
eu cursava economia, ele me pediu dicas.

Automaticamente, fiz a ele duas perguntas:

— Quanto você acha que as pessoas estarão dispostas
a pagar pelo seu serviço?

Em seguida:

— O que você consegue fornecer a este preço?

Isto ocorreu ainda antes de eu descobrir a Escola
Austríaca de economia e todas as suas implicações. Para mim, tal abordagem
simplesmente parecia ser o método mais lógico e racional. Você simplesmente não
conseguirá vender algo se as pessoas não concordarem com o preço. 

Consequentemente, você não pode estipular um preço que as pessoas não estão
dispostas a pagar.

Não é o empreendedor quem
determina os preços dos bens e serviços, mas sim o consumidor. O consumidor
estipula o quanto ele está disposto a pagar por um bem ou serviço, cabendo ao
empreendedor se virar para tentar fornecer este bem ou serviço a um custo
operacional que viabilize sua operação.

O empreendedor bem-sucedido será
aquele que, de um lado, consiga vender aquilo que seu público consumidor está
disposto a comprar e, de outro, faça isso a um custo operacional que viabilize
lucros.

Custos
de produção não determinam preços

Ao contrário do que muitos imaginam — inclusive
vários empreendedores –, os preços não são determinados pelos custos de
produção. Com efeito, é exatamente o contrário: os custos de produção são incorridos
de acordo com o preço do produto final.

Os consumidores determinam quanto estão dispostos a
pagar por cada bem e serviço ofertado, cabendo então ao empreendedor saber
ofertá-los a este preço e a um custo operacionalmente viável.

Mais especificamente, os preços não são estipulados
por empreendedores e empresas; eles são descobertos
por eles. Já os custos, por sua vez, são escolhidos e assumidos pelos
produtores: os produtores irão escolher aquele processo de produção cujo custo
eles estimam ser menor que o preço final pelo qual eles imaginam que seu
produto será vendido no mercado.

Como sempre enfatizou Mises, o empreendedor é, na
realidade, é um especulador, alguém que possui uma estimativa
quanto às futuras condições do mercado e, baseado nessa estimativa, realiza
empreendimentos que, caso antecipem corretamente as futuras demandas dos
consumidores, irão resultar em lucros. Disse ele:

Um
empreendedor tem de estar sempre estimando quais serão os preços futuros dos
bens e serviços por ele produzidos. Ao estimar os preços futuros, ele irá
analisar os preços atuais dos fatores de produção necessários para produzir
estes bens e serviços futuros. 

Caso avalie que os preços dos fatores de
produção estão baixos em relação aos possíveis preços futuros de seus bens e
serviços produzidos, ele irá adquirir estes fatores de produção. Caso sua
estimativa se revele correta, ele auferirá lucros.

Portanto,
o que permite o surgimento do lucro é o fato de que aquele empreendedor que
estima quais serão os preços futuros de alguns bens e serviços de maneira mais
acurada que seus concorrentes irá comprar fatores de produção a preços que, do
ponto de vista do estado futuro do mercado, estão hoje muito baixos.

Consequentemente,
os custos totais de produção serão menores que a receita total que o
empreendedor irá receber pelo seu produto final.

Por isso, os custos operacionais são, para cada
empreendimento, uma escolha baseada no julgamento do produtor.

Vale também observar que os preços finais dos bens e
serviços, e os custos operacionais incorridos em sua produção, nem sequer são
determinados pelos mesmos agentes econômicos. Os preços são determinados pelos
consumidores; os custos, escolhidos pelos produtores.

Portanto, a crucial escolha sobre ofertar ou não um
bem ou serviço segue duas etapas: 

a) primeiro, o empreendedor tem de antecipar corretamente
qual preço poderá ser cobrado pelo produto final (o preço determinado pelo
consumidor); 

b) em seguida, o empreendedor tem de ver se será capaz de produzir este
bem a um custo suficientemente baixo, de modo a tornar o empreendimento viável
(sua escolha de custo).

O erro de apenas “adicionar o custo ao preço”

Por tudo isso, empresas que aplicam o método da “adição
do custo” — que estipulam o preço de acordo com custo total mais uma margem de
lucro — estão abrindo mão de serem empreendedoras. 

Elas simplesmente assumem
que os custos já estão dados e, com isso, “escolhem” o preço final do produto de
acordo com o custo (utilizando uma aritmética simples, do tipo “custo mais 15%
de lucro”).

Embora o método seja consideravelmente mais rápido,
a empresa que o adota corre o risco de ir mais rapidamente à falência.

O preço baseado no custo pode acabar se revelando
alto demais (consequentemente não satisfazendo um número suficiente de
consumidores) ou baixo demais (consequentemente reduzindo o lucro possível).

A chance de se estipular o preço correto ao
simplesmente acrescentar uma margem de lucro sobre o custo é muito pequena.

O preço está certo — agora, escolha seu
custo

Empreendedores frequentemente
desperdiçam uma enorme quantidade de tempo tentando decidir o preço de seus
produtos — ou, pior ainda, escolhendo qual o método para precificá-los. 

O problema
é que, não importa o quanto eles tentem lutar contra, o fato é que eles nunca
têm controle sobre quanto os consumidores estão dispostos a pagar.

E isso se aplica inclusive
para grandes empresas.

Em 1983, a Apple
apresentou o computador Lisa,
gabando-se de que ele iria dominar todo o mercado de computadores da época e prometendo
que ele levaria a concorrente IBM à falência. A Apple estipulou que Lisa teria
um preço de varejo de US$ 9.995 (quase US$ 24.000 em valores de hoje).

Ninguém comprou. O
fracasso desta máquina foi um dos maiores da história da empresa. A Apple tentou
estipular o preço do seu equipamento baseando-se no custo de US$ 50 milhões que
a empresa teve para desenvolvê-lo, mas o público discordou. Isso deixou a empresa
com um prejuízo enorme (para a época).

Já a Mulberry, a famosa empresa
especializada em elegantes bolsas de couro, optou recentemente pelo caminho
oposto. A empresa estava perdendo receitas e os lucros estavam caindo
anualmente. E então, ela decidiu reduzir os preços de suas bolsas de couro para
torná-las mais acessíveis para sua clientela. Apesar de agora ter um lucro
menor por bolsa, o maior volume de bolsas vendidas fez com que as receitas da
empresa voltassem a subir.

A estipulação arbitrária
de preços é um mito. Em última instância, você não tem com estipular o preço de
mercado de seus produtos. Somente os consumidores podem fazer isso. O preço que
eles estipulam é o único que vale. Como empreendedor, tudo o que você pode
fazer é descobrir quanto os consumidores estão dispostos a pagar por seu
produto e então avaliar se há como você fornecê-lo a um custo que viabilize o
empreendimento. 

Se você cobrar caro, não vai vender muito; se cobrar barato, não
terá lucro.

O problema com os monopólios e cartéis protegidos
pelo estado — e o câmbio

No entanto, há uma exceção
a esta regra.

Ela ocorre sob um arranjo
de grande intervencionismo estatal, no qual uma grande empresa opera dentro de
um mercado regulado e protegido pelo governo, blindada da concorrência. 

Empresas
telefônicas, companhias aéreas, postos de combustíveis, empresas de ônibus,
bancos e grandes indústrias (como a automotiva) são exemplos de empreendimentos
que operam em mercados protegidos por agências reguladoras ou por tarifas de importação
.

Mercados regulados são diferentes
de mercados abertos e livres porque possuem barreiras artificiais à entrada de
concorrentes. Consequentemente, tais mercados “redistribuem” seus custos
operacionais: como a entrada de novos concorrentes é burocraticamente protegida
pelo governo, os eventuais novos entrantes têm de arcar com custos
artificialmente altos caso queiram entrar no mercado. 

Essa barreira artificial protege
as empresas já estabelecidas — as quais têm maior poder de estipular preços —
e permite que elas imponham seus custos operacionais aos eventuais (e poucos)
novos entrantes.

Em outras palavras, há menos
empresas e, consequentemente, menos concorrência.

Sob esse arranjo
intervencionista, as empresas nem sempre precisam descobrir os preços corretos
para seus produtos, pois a ameaça de novos empreendedores se aproveitarem desta
ineficiência e entrarem no mercado é muito pequena. Consequentemente, sob este
arranjo, o método da “adição do custo” pode funcionar. A concorrência não irá
solapar sua escolha de preços, ao contrário do que ocorreria em um mercado
livre.

Por isso, grandes empresas
que operam protegidas em economias mistas e intervencionistas não necessariamente
precisam ser geridas por administradores com grande tino empreendedorial. Sua operação
pode rapidamente se tornar burocratizada.

Já em mercados altamente
inovadores, como o de tecnologia, os administradores das grandes empresas já estabelecidos
têm continuamente de assumir o papel do empreendedor: eles têm de descobrir
novos produtos, os quais requerem novos processos de produção. Por exemplo, a decisão
da Apple de produzir o iPhone foi necessariamente empreendedorial — e foi
empreendedorial não porque Steve Jobs não recorreu ao método da “adição do
custo”, mas sim porque não havia informação disponível relevante para este novo
tipo de produto.

O método da “adição do
custo”, portanto, só “funciona” quando há pouca inovação (dinamismo) no
mercado: ou seja, só funciona em mercados intervencionistas e com grandes
barreiras artificiais à entrada de concorrentes. E, ainda assim, ele está atrelado
ao (limitado) julgamento empreendedorial do administrador: o método da adição de
custo só pode realmente ser utilizado pelas empresas quando o preço final assim
calculado não é obviamente exorbitante.

Um óbvio exemplo prático
do método da “adição de custo” — e, consequentemente, de falta de
empreendedorismo — ocorre quando os preços de bens importados mudam
abruptamente de acordo com súbitas variações da taxa de câmbio. Em um mercado
sem barreiras à entrada (mas com taxas de câmbio flutuantes), os preços dos
bens de consumo nas lojas não subiriam com uma desvalorização do câmbio, ou
vice-versa. Afinal, as preferências dos consumidores não se alteraram neste
curto espaço de tempo.

Assim, em um mercado livre
e sem protecionismos, flutuações na taxa de câmbio não seriam refletidas — ao
menos não imediatamente — nos preços dos produtos nas lojas. Um empreendimento
em um arranjo competitivo iria ajustar a única coisa que é realmente variável:
sua estrutura de custos. Eles não seriam capazes de aumentar os preços.

Sendo assim, o uso do método
da “adição de custo” para a escolha de preços é um claro sintoma de uma ausência
de forças concorrenciais de mercado — ou então é apenas falta de conhecimento
empreendedorial do administrador. Quando tal método é utilizado em um mercado
livre e concorrencial, o empreendedor rapidamente é expulso do mercado pelos
consumidores. 

O único arranjo em que tal método parece sensato é em mercados
que não são livres, pois os empresários que o praticam, mesmo sem entender o
mercado, conseguem se safar sem sofrer grandes punições dos consumidores.

O método da “adição de
custo” representa o exato oposto de uma verdadeira precificação de mercado, colocando
o poder nas mãos do empresário burocratizado e blindando-o dos consumidores. Neste
arranjo, a satisfação do consumidor é algo totalmente secundário.

Conclusão

Mercados protegidos pelo governo concedem um passe-livre
a empreendedores ineficientes e de mau juízo empreendedorial, os quais têm
grande liberdade para estipular preços. Já mercados concorrenciais — como são os
mercados em que operam as micro, pequenas e médias empresas — não permitem
erros na estipulação dos preços.

O pequeno ou médio empreendedor, tão logo descobre o
preço do seu bem ou serviço, possui algum controle sobre seus lucros. Ele tem
de escolher os custos que ainda permitam um lucro líquido sem reduzir a
qualidade de seu produto. Isso pode até incluir alterações no peso e no volume
do produto, mas não deve envolver alteração no preço nominal.

Estipular preços com base nos custos de produção é,
em mercados concorrenciais, a receita para o desastre. Em vez de agir assim, a
primeira pergunta que o empreendedor deve se fazer é: quanto os consumidores estão
dispostos a pagar pelo meu bem ou serviço? 

Depois: é possível manter os custos
baixos de modo a viabilizar o empreendimento?  Se a resposta é ‘sim’, então esse empreendedor
está no jogo.

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Leia também:

O que realmente faz com que os preços subam continuamente? Eis a explicação para o Brasil

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67 comentários em “Dica aos empreendedores: o preço já está dado. Agora, escolham seus custos”

  1. Rafael Lopes Cambraia

    Recentemente eu tive um debate sobre isso em meu MBA.

    Custo: valor em que você incorre para fazer um produto

    Preço: valor pelo qual esse produto pode ser vendido

    A diferença sinaliza se tal empreendimento deve continuar.

  2. Dono de empório

    O modelo da "adição do custo ao preço" é confortável e gostoso, mas para quem está em um mercado concorrencial, ele não funciona. Eu lido com isso diariamente. Tenho fornecedores que o tempo todo tentar aumentar seus preços justificando que tiveram de contratar um novato (e isso tem custos de aprendizado) ou que o sindicato está exigindo aumentos ou que a justiça do trabalho acabou de aplicar uma multa.

    Eu simplesmente respondo que ele que se vire para cortar custos em algum lugar, caso contrário vou para o concorrente. (Sei que os irmãos Klein da Casas Bahia sempre foram mestres em fazer isso).

    No final, todos os seus custos são completamente desimportantes se você não conseguir convencer o consumidor a pagar aquilo que você quer ou "acha justo". O empreendedor é que tem que se virar (a menos, é claro, que ele opere em mercado protegido pelo governo; ou então que o consumidor seja trouxa).

  3. O que o artigo não diz: Hora de Consciência Social.

    È algo muito bonito alguém chegar para você e dizer: Ei, eu tenho a solução para você ficar rico. leia este texto. Mas será mesmo que fazer parte do jogo sujo chamado livre mercado é a solução? A respostas é não.

    João que perdeu um dos braços e não sabe ler, queria ser empreendedor e estar "dentro do jogo", mas o jogo não quer que ele participe. Primeiro, porque ele não sabe ler, logo não pode ter acesso a "informação" que define quem irá escravizar quem. Logo, percebe-se que esse jogo não é igual para todo mundo; existe um elitismo do Capital. Como João vai determinar os custos, se ele recebe 300 reais de aposentadoria? Não dá nem para comer.

    Temos dois problemas portanto: João não sabe ler, portanto, não pode ter acesso a informação para determinar os custos; e o fato dele não saber ler, o impede de praticar comunicação e fazer negócios. O segundo problema é que joão não tem condições sociais para fazer parte do jogo do capital. A conclusão que chegamos é que a natureza do Capital é a desigualdade social, pois o jogo de oportunidades não é igual para todos.

    Isso revela a sujeira do livre mercado. Não deve existir livre mercado enquanto joão não estar nas mesmas condições sociais que Mark zuckerberg ou Abilio Dinis. Se isso é impossível então o livre mercado é impossível, portanto, o estado deve acabar com o Capitalismo e implantar o Socialismo para o bem de João.

    O homem traiu o homem.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  4. Off topic..

    A constituinte do Maduro acabou de expropriar as fazendas, estatizou todas as empresas, estatizou os bancos, expropriou os imóveis de quem possui mais de um, pediu para a população entregar os dólares ao governo, estatizou escolas privadas, cancelou todos os documentos da população, controlou todos os salários, etc.

    Agora o socialismo foi implantado na sua forma mais radical.

  5. Como eu costumo dizer, a maior parte dos problemas enfrentados pelos brasileiros hoje são GERADOS pelo governo e não solucionados por ele.

  6. Hayek sempre dizia isto numa frase bem simples: Não é os custos que determinam os preços, mas ao contrario são os preços que determinam os custos. Ou seja devemos fazer uma pesquisa de preços no mercado para os nossos produtos a serem fabricados ou revendidos e estimar os custos desse produto. A diferença entre o preço de mercado e o preço de custo irá determinar a viabilidade do produto.

  7. No Brasil setores como automobilístico e imóveis além de outros estão com preços inflacionados em 66% por exemplo um carro fabricado aqui e com valor para venda de R$ 100 mil deveria valer R$ 33 mil.

  8. Exceto num ambiente de pleno emprego os empreendedores não estariam motivados a reduzir os salários e consequentemente explorar o trabalhador para reduzir os seus custos? Tem lógica este raciocínio?

    Grato pela atenção.

    Abraço.

  9. Essa onda das paletas mexicanas ilustram o que costumeiramente ocorre nas empresas: confundem grosseiramente modismo com tendência de mercado, um erro crasso de avaliação e interpretação.

  10. Há lições nesse texto, em especial a que está condensada no título, que é uma das mais importantes em economia, NMO.

    Uma vez eu participei de uma discussão feroz num fórum de automóveis, em que muitos estavam xingando as montadoras por cobrarem o preço que cobram nas nossas “carroças” e/ou agredindo os consumidores que “aceitam” os preços cobrados.

    Tive que passar um bom tempo apenas tentando explicar as diferenças “custo” X “preço desejado pelo vendedor” X “preço desejado pelo comprador”…

    Muito do que aprendo aqui eu tento transmitir adiante. Esse texto em tela é mais um que vai enriquecer minha biblioteca.

  11. Tenho uma dúvida quanto aos preços, tentei imaginar uma situação de exemplo.

    O custo para a produção de um certo item subiu recentemente para 100.

    O consumidor estava inicialmente disposto a pagar 90, que era o preço de mercado quando seu custo de produção era menor.

    Os produtores estavam dispostos a continuar produzindo o item, não existiam outros métodos para produção, portanto precisaria aumentar o preço para continuar a oferecer o produto e os consumidores aceitaram.

    Eu entendo que na verdade foi descoberto que os consumidores estavam dispostos a pagar mais, porém o que provocou incialmente, ou seja, a causa dessa mudança nos preços, foi o custo de produção.

    Eu gostaria de entender melhor o que realmente acontece nesses casos, se alguém puder me explicar ou me indicar algo para ler sobre isso agradeço.

  12. “Os preços são determinados pelos consumidores; os custos, escolhidos pelos produtores.”

    Um ponto extremamente importante é que nenhum agente econômico desempenha apenas um único papel: em nossas interações econômicas todos nós somos clientes, fornecedores, concorrentes e complementares.

    Os custos são escolhidos pelo produtor, que para produzir terá que contratar fornecedores de materiais e serviços, para os quais ele será o cliente e escolherá os melhores preços (de acordo com as opções disponíveis e suas preferências) e assim por diante.

    * * *

  13. Sou um novo jovem estudante da Escola Austríaca de economia, e atualmente trabalho na iniciativa privada como caixa em um restaurante, e pretendo migrar para a informalidade, entendo todos os motivos que levam meu salário a ser o que é, e não vislumbro nem de longe a possibilidade de mudança, dada as condições mercadológicas e a própria figura de meu superior. Pretendo voltar a faculdade, to no p10 de Direito, tive de abandoná-la por questões financeiras, mas o meu real sonho é de empreender, então vou dar a cara a tapa e ver que bicho dá, torçam por mim.

  14. Como então descobrir o preço certo? E como saber o que é mais rentável: vender barato, porem com maior receita ou vender pouco porem com maior lucro, isso para cada tipo de produto que eu vender?

  15. Lendo várias vezes os artigos que tratam de custos e preços, consegui entender toda a lógica. Mas tenho uma dúvida que eu gostaria muito que alguém pudesse me explicar . Vou dar um exemplo:

    Todos os bolos no pote custam 6 reais na minha cidade. Eu pretendo entrar nesse mercado e vender por 3 reais cada. E meus custos foram beeem menores do que 3 reais. Mas sei que tem pessoas que nao irão comprar porque acreditam que meu bolo deve ser de má qualidade por ter um preço tao baixo. Mas não são. Devo me preocupar em valorizar meu produto colocando um preço mais alto? Pra mostrar que tenho qualidade?

  16. Uma coisa que sempre me provocou curiosidade, agora que estou morando nos EUA, é com relação ao trabalho. Segundo um colega meu, aqui os americanos são mais exigentes porque o salário é pago por hora, o que implica em ser o mais produtivo possível naquele período de tempo (aí eu já imagino um autômato executando coisas repetitivas). Mas no Brasil não ocorre o mesmo? Não sei se isso realmente ocorre e o que seria ser mais exigente na interpretação dele. Mesmo porque em todo lugar há profissionais molengas e que fazem corpo mole (moro com uma pessoa que simplesmente se atrasou duas vezes para chegar ao trabalho, por ter acordado bem mais tarde…). Ora, eu como consumidor, exijo que o produto e o serviço seja o melhor possível, e isso acontece em qualquer lugar no mundo. O que irá alterar de fato é a liberdade econômica, correto? Ou as raízes protestantes influenciaram os EUA?

    Na minha opinião o povo brasileiro é um povo trabalhador e empreendedor (apesar das regulações soviéticas).

    Existiria uma razão econômica para tal, ou é só um “achismo”? Talvez eu esteja delirando mesmo.

  17. NÚMERO 1

    Caso o Estado acabe as estradas serão posse de quem? Se a reposta for de ninguém, eu poderei dominar a estrada e botar ela como minha propriedade privada? Construindo uma casa em cima da BR 101? Por onde os carros vão passar se em todos lugares isso acontecer?

    NÚMERO 2

    Caso entre em vigor um sistema ancap e duas pessoas possuem um terreno porém não sabem os limites, elas discordam entre si e começam a querer parte do terreno cada um dizendo que é teu. No caso eles vão para um tribunal resolver correto? Como o juiz vai ser escolhido? Digamos que eu não quero nehum juiz e fique rejeitando a todos? Só para eu enrolar o cara e passar a perna nele.

    NÚMERO 3

    A praia continuará sendo pública? As pessoas poderão dominar a praia e se dizer donas de partes da praia?

    NÚMERO 4

    Xingar umas pessoas e ofendê-la seria algo errado? Pois fica subjetivo ofender, a pessoa pode se ofender de qualquer forma, algém disso não estou agredindo propriedade privada de ninguém.

    NÚMERO 5

    Ameaças de morte seriam “erradas”? Dentro da ética e “leis”??

  18. “Mais especificamente, os preços não são estipulados por empreendedores e empresas; eles são descobertos por eles. Já os custos, por sua vez, são escolhidos e assumidos pelos produtores: os produtores irão escolher aquele processo de produção cujo custo eles estimam ser menor que o preço final pelo qual eles imaginam que seu produto será vendido no mercado.”

    Ahhhh…Então:

    Ex: Eu fabrico e vendo artesanato e o PREÇO DE VENDA das minhas peças eu me baseio, TÉCNICAMENTE, pelos meus custos operacionais para produzi-las.

    Mas se o meu potencial cliente NÃO estiver disposto a pagar o PREÇO DE VENDA, então meu trabalho é inúitil.

  19. “Como empreendedor, tudo o que você pode fazer é descobrir quanto os consumidores estão dispostos a pagar por seu produto e então avaliar se há como você fornecê-lo a um custo que viabilize o empreendimento. Se você cobrar caro, não vai vender muito; se cobrar barato, não terá lucro.”

    Disse tudo agora. Este é o “segredo do Universo”. Algo tão simples que poucos empreendedores entendem, por isso a maioria fracassa.

  20. A exchange Braziliex acabou de “fechar as portas”, parece que com hombridade segundo as fontes, não vai dar calote em ninguém, ora vejam só, quanta honestidade, deu prazo para os clientes sacarem seus fundos… Mas saiu chorando porque não conseguia competir por causa dos riscos de se atuar nesse ambiente com o crescimento da concorrência – leia-se Binance, e por isso as incertezas geradas pela falta de regulação – leia-se Binance novamente… Então boa sorte no resgate dos fundos a quem esteja operando lá, e um sonoro F.O.D.A.S.E. e vai pela sombra essa corretora e toda a abcripto junta um dia quem sabe…

  21. Bolsodilma ciroguedes

    vcs são a favor de impostos seletivos ou imposto unico?

    De modo geral, no Brasil, o consumo de alimentos e de serviços é menos tributado que o consumo de bens e de algumas utilidades, como eletricidade e telecomunicações. Por um lado, esse desenho favorece as famílias mais pobres (que consomem mais alimentos), mas, por outro, favorece as famílias mais ricas, que consomem mais serviços. Diversos estudos mostram que o efeito agregado é regressivo, ou seja, que a desoneração do consumo dos ricos é maior que a desoneração do consumo dos pobres. A mera adoção de uma alíquota uniforme sobre bens e serviços, portanto, já tornaria o sistema mais justo.

    A realidade é que a adoção de alíquota uniforme reduz custos e distorções e, junto com a desoneração das exportações e investimentos, tem um impacto muito positivo sobre o crescimento, o qual beneficia todos os setores. Esse impacto positivo resulta do aumento da renda da população (que favorece muito a demanda por serviços), mas também de outros efeitos, como a redução do custo das exportações (que favorece o setor agropecuário).

    No agregado, todos os setores tendem a ser beneficiados. Estudo dos economistas Edson Domingues e Debora Cardoso (disponível no site do Centro de Cidadania Fiscal) mostra que, mesmo com hipóteses conservadoras quanto ao impacto da reforma sobre o crescimento, o PIB do setor menos beneficiado (serviços pessoais) seria elevado em 3,8%.

    É verdade que o PIB de outros setores (mais prejudicados pelo sistema atual) teria um crescimento maior, mas o relevante é que, considerados todos os impactos da reforma tributária, nenhum setor será penalizado.

  22. Alguém poderia me explicar o que seria isso ” adição de custo ” ? Não conseguir entender muito bem, agradeço a quem responder.

  23. Lembrei da Mais Valia do Marx, que disse que o lucro é apropriação de parte do salário do empregado.

    Primeiro, é o salário que é debitado do lucro (conforme explicado em outro artigo).

    Segundo, o lucro futuro nunca é uma certeza (conforme explicado neste), enquanto o salário é.

    Ou seja: o empreendedor tem que pagar o salário do empregado na data certa, não importa (1) quando terá o lucro, (2) quanto será o lucro e (3) nem sequer se ele terá lucro ou prejuízo.

    Como um montante que é uma possibilidade poderia ser debitado de um pagamento que é uma certeza?

    Se o lucro fosse debitado do salário, ele seria uma certeza e não uma possibilidade, não teria prejuízo.

    * * *

  24. Pessoal, não confundam “preço” com “valor”.

    “Valor” é subjetivo.

    “Preço” é objetivo.

    Os dois são interligados, mas distintos.

    * * *

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