Em resposta ao anúncio do governo Trump de que estava os retirando os EUA do Acordo Climático de Paris, alguns de seus críticos declararam que qualquer pessoa que goste de “ciência” teria apoiado o acordo.
Não surpreendentemente, o cientista-celebridade Neil deGrasse Tyson não perdeu tempo em declarar que Trump defendeu a retirada porque sua administração “nunca aprendeu o que é Ciência nem como e por que ela funciona“.
Mas o que exatamente a “Ciência” (Tyson escreve com maiúscula por algum motivo insondável) tem a ver com acordos políticos?
“Se eu e meus conselheiros jamais tivéssemos aprendido o que é a Ciência ou como e por que ela funciona, eu também sairia do Acordo Climático de Paris.”
Sabemos que Tyson é da opinião de que há aquecimento global. Também sabemos que vários outros cientistas concordam com ele.
Porém, concordar com Tyson na questão das mudanças climáticas não significa que alguém deve, lógica e necessariamente, defender o Acordo Climático de Paris. Afinal, o Acordo Climático de Paris não é um estudo científico. Trata-se meramente de um documento político que estipula uma agenda específica de políticas públicas a serem adotadas por vários governos ao redor do mundo.
Você concordar ou discordar com os termos do Acordo pode até ser um indicador do que você pensa sobre a ciência climática. Mas pode também não ser indicador nenhum. É perfeitamente possível aceitar que há mudanças climáticas e que os seres humanos têm um grande papel neste fenômeno; entretanto, concordar com isso não significa que você tem necessariamente de aceitar se submeter às políticas públicas compulsórias impostas pelo documento de Paris.
Ambos são fenômenos totalmente independentes.
Ciência e política não são a mesma coisa
Uma analogia pode ajudar a ilustrar essa dicotomia.
Pesquisas científicas mostram que a obesidade faz mal para a saúde. Imaginemos, então, que, em resposta a crescentes taxas de obesidade, vários políticos decidem se reunir e assinar um acordo para dizer ‘não’ à obesidade — chamemos esse acordo de Força Orquestrada pelo Fim da Obesidade (FOFO). Os políticos que defendem tal acordo alegam que o tratado irá reduzir a obesidade, e afirmam peremptoriamente que o país que não aderir aos seus ditames estará condenando a humanidade a uma grave crise de saúde.
Pergunta: algum político que eventualmente não assinar este acordo é automaticamente um “negacionista da obesidade”[1]? Uma recusa em não fazer parte de tal acordo prova que os dissidentes acreditam que a obesidade não é uma coisa real?
Obviamente que não.
Aqueles que se recusam a assinar o acordo podem ser da opinião de que o FOFO nada faz para efetivamente reduzir a obesidade. Ou então acreditam que o acordo não faz uma ponderação adequada entre os custos e os benefícios de impor suas diretivas. Em suma, os oponentes podem simplesmente acreditar que “a cura é pior que a doença”.
Em qualquer caso, discordar do acordo nada tem a ver com negar a existência da obesidade ou a ciência por trás dos estudos da questão.
O problema com Paris
O mesmo é válido para o acordo de Paris. Aqueles que discordam do documento podem perfeitamente estar — e provavelmente estão — se opondo a algumas cláusulas específicas do acordo, as quais podem, com efeito, acabar sendo muito mais custosas para as pessoas do que o suposto aquecimento global propriamente dito.
Porém, para cientistas como Tyson — isto é, pessoas que nada sabem sobre economia ou instituições políticas –, políticas públicas funcionam como truques de mágica: um grupo de políticos se reúne, declara que irá solucionar o problema X, e então, voilà!, o problema X é magicamente solucionado — desde que, é claro, todos apóiem irrestritamente a “solução”.
Mas e se as soluções políticas propostas pelos políticos reunidos em Paris forem erradas? Ou, e se a cura for pior que a doença?
Presumivelmente, o acordo deveria melhorar as vidas de todos os seres humanos do planeta em decorrência de políticas que irão aprimorar seu padrão de vida. Se isso for verdade, então, por definição, o acordo de Paris tem necessariamente de realizar várias coisas:
1. Ele deve se basear em uma ciência sólida e irrefutável sobre o clima.
2. Ele deve prever, com perfeição e acurácia, os efeitos das mudanças climáticas nos padrões de vida.
3. Ele deve endossar políticas públicas que irão mitigar os efeitos negativos das mudanças climáticas nos padrões de vida de todos.
4. Ele deve demonstrar que essas políticas públicas irão realmente mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
5. Ele deve demonstrar que os custos das políticas públicas propostas são menores que os eventuais custos das mudanças climáticas.
Se o acordo de Paris for incapaz de efetuar qualquer um destes itens, então ele deve ser sumariamente rejeitado. Se o resultado líquido do acordo for o de deixar as pessoas economicamente mais pobres, então o acordo não possui valor nenhum.
Agora, sem fazer qualquer juízo quanto à ciência climática em si, podemos constatar ao simplesmente lermos o acordo de Paris que ele pode facilmente ser rejeitado com base nos itens dois, três, quatro e cinco da lista acima.
Afinal, o acordo é baseado em previsões políticas que são totalmente especulativas. O acordo tenta fazer previsões sobre como será a economia global daqui a décadas (um comportamento notoriamente falível e nada confiável) e é incapaz de honestamente levar em conta as verdadeiras consequências de se impor, coercivamente, custos energéticos extremamente mais caros para as pessoas mais pobres e trabalhadoras do mundo — que é o que o acordo quer fazer na prática.
Com efeito, o acordo nem sequer menciona os custos para as famílias — as quais, caso o acordo entre em vigor, teriam de lidar com essa energia muito mais cara.
Os únicos custos mencionados são os custos de adaptar às mudanças climáticas. Em outras palavras, o acordo assume que não haverá absolutamente nenhum efeito negativo para as famílias. Difícil haver indício mais claro do que este de que se trata de uma farsa.
Também ignorado é o custo de oportunidade de se adotar as cláusulas do acordo. Na vida real, a adoção das prescrições políticas do acordo irá reduzir o crescimento econômico, pois haverá uma redução no acesso a recursos energéticos básicos.
E há também contradições insanáveis. Ironicamente, uma das consequências de se reduzir a riqueza das famílias será uma redução na arrecadação tributária dos governos. Dinheiro que será gasto — por pessoas e governos — com energia mais cara é dinheiro que não poderá ser gasto em outras áreas, como saúde, educação e pesquisa sobre melhores práticas agrícolas. Ao mesmo tempo, o acordo também requer uma volumosa política de redistribuição de renda e sugere amplos gastos governamentais em vários programas, como “preparações emergenciais” e “seguros” governamentais para bancar os efeitos dos desastres naturais.
Assim, o acordo clama por mais gastos públicos ao mesmo tempo em que reduz a capacidade tanto do setor público quanto do setor privado em incorrer em tais gastos.
Trata-se de um comportamento totalmente contraditório e, ao mesmo tempo, autodestrutivo.
Menos energia significa menos água limpa
Outro fator de extrema importância, e também ignorado pelo acordo, é a necessidade de energia para a produção e distribuição de água limpa. A água potável é um recurso escasso, mesmo que o governo goste de tratá-la como se não fosse.
Mesmo com a crescente demanda originada por populações cada vez maiores, água limpa e potável pode ser produzida por meio do uso de energia intensiva, como dessalinização e aquedutos com bombeamento.
Hoje, esses métodos ainda não são economicamente viáveis porque o problema da escassez de água pode ser resolvido por meios mais baratos, como transposição de rios e o uso de aquedutos que trabalham com a força da gravidade.
No futuro, no entanto, à medida que a população for crescendo e a água for se tornando cada vez mais escassa, a resposta mais prática para o problema terá inevitavelmente de passar por soluções que requerem um uso mais intenso da energia.
Só que, ao defender o planejamento centralizado e ao limitar artificialmente o uso de energia, o que o lobby do aquecimento global quer fazer é elevar o custo do processamento de água e, ao mesmo tempo, inibir o progresso tecnológico que resultaria da experiência prática na produção e processamento de água potável.
Os defensores do Acordo Climático de Paris irão, sem dúvida, responder dizendo que as cláusulas do acordo irão, de alguma maneira, surpreendentemente evitar a necessidade de mais gastos com água pura no futuro, pois as temperaturas globais serão reduzidas. Mas com que evidência afirmam isso? Baseando-se em modelos computacionais extremamente especulativos que estimam o que irá acontecer daqui a décadas?
Com evidências tão frágeis, é fácil ver por que é mais sensato manter as políticas que existem hoje (e que ao menos farão aparecer um pássaro na mão) a adotar as políticas públicas impostas pelo acordo de Paris (e suas promessas de dois pássaros voando).
Nem os próprios acreditam
Sabemos que podemos ajudar os pobres hoje com energia barata, maior capacidade produtiva, e uma economia robusta. Já o Acordo de Paris apenas promete ajudar pessoas hipotéticas no futuro baseando-se em um regime de políticas públicas teóricas e nunca tentadas.
Várias pessoas prudentes escolheriam a primeira opção.
Ademais, várias pessoas do próprio lobby do aquecimento global reconhecem que o Acordo do Paris nada fará para reduzir as temperaturas no futuro. Assim, a prudência sugere que investimentos em tecnologia e em medidas já conhecidas de alívio à pobreza (como aquelas que estimulam maior comércio e maior investimento em capacidade produtiva) irão ajudar os pobres agora mesmo. Já adotar políticas que afetam nossa capacidade de investir nestas medidas — como faz o Acordo de Paris — irá apenas piorar a situação.
Conclusão
Deixar a ciência econômica e a economia política nas mãos de cientistas climáticos e de políticos, os quais tendem a ser irrecuperavelmente obtusos no que tange ao conhecimento de como economias funcionam e de como os bens escassos podem ser preservados, obtidos ou manufaturados, é uma péssima ideia.
No mundo real, onde cabeças mais racionais tendem (ocasionalmente) a prevalecer, os custos de qualquer ação governamental devem ser comparados aos custos das alternativas. Mais ainda: o ônus da prova recai sobre aqueles que querem a intervenção estatal, já que seus planos dependem do uso da violência do estado para impingir o cumprimento das ordens propostas.
Mesmo as pesquisas convencionais (pró-regulação) reconhecem que os cortes de emissões propostos, como cortar “emissões de CO2 para 80% dos seus níveis de 1990“, são puramente arbitrários. Com efeito, eles têm de ser arbitrários, pois as próprias pessoas que defendem tais medidas não fazem a mais mínima idéia de em quanto as emissões de gás carbônico devem ser cortadas para atingir suas metas, ou mesmo se existe um nível de cortes que seja suficiente para atingi-las.
Dessa maneira, um mundo com controle de emissões de gás carbônico e outros planejamentos centralizados com o objetivo de evitar o aquecimento global é um mundo de preços mais altos para todos quando se trata de comida, água e qualquer necessidade básica que envolva o uso de energia. Ou seja, quase tudo.
Naturalmente, as pessoas nos países mais pobres e menos industrializados sofrerão mais. O lobby do aquecimento global gosta de alegar que as suas políticas são voltadas principalmente para os países ricos. Mas, se eles acreditam que isso irá poupar o mundo subdesenvolvido, isso só comprova que eles não entendem o funcionamento de uma economia globalizada. Esmagar a atividade econômica e o consumo no mundo desenvolvido fará apenas com que os salários e o crescimento econômico nos países em desenvolvimento sejam reduzidos.
Ainda assim, no mundo imaginário dos cientistas climáticos que ignoram as complicadas realidades da economia e das políticas públicas, simplesmente desejar que algo aconteça é o que basta para que esse algo realmente aconteça. Se apenas desejarmos, com muito ardor, que todos os nossos problemas sejam resolvidos, então é claro que aquelas boas pessoas que ocupam cargos burocráticos nos governos farão exatamente com que isso ocorra.
[1] Vale ressaltar que a tática de chamar alguém de “negacionista” é uma mera tentativa de intimidação. ‘Negacionista’ é um termo oriundo diretamente daqueles que negam a veracidade do Holocausto. Ao chamarem dissidentes de “negacionistas”, os defensores da tese do aquecimento global antropogênico estão recorrendo ao torpe truque de dizer que quem é cético quanto a políticas públicas está na mesma categoria de quem nega as atrocidades do nazismo.
Este truque retórico, por si só, revela tudo o que você precisa saber sobre o nível de manipulação incorrido pelos adeptos do planejamento climático e mostra até onde os planejadores climáticos estão dispostos a ir para concretizar seus planos, independentemente do ceticismo popular — e justificado — sobre a eficácia de suas políticas regulatórias e distributivistas.
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Nota: as visões expressas no artigo não são necessariamente aquelas do Instituto Mises Brasil.

O Clima na Terra é tão dinâmico como a economia. Tentar prever ambos no futuro e ainda propor soluções climáticas com planejamento central é incorrer nos mesmos erros dos socialistas. Podemos chamar de socialismo climático?
Parabéns pelo artigo, IMB.
O planeta está sofrendo um aumento médio e sabe-se que nós contribuímos com 97% das causas desse aumento médio de temperatura.
Sobre o Neil deGrasse Tyson (e eu inclusive) escrever Ciência em maiúsculo é pela importância dela. Hoje, um dos grande mal do Mundo é a imensa, gigantesca ignorância científica.
Sobre a influência do Homem no clima: só eliminaremos essa influência acabando com a população na Terra.
Devemos minimizar isso.
A mais bela – e fundamental – liberdade é a do pensamento.
“Quando todos pensam igual é porque ninguém está pensando.”
Parabéns pelo artigo!
Finalmente o Trump fez algo excelente: sair desse lixo de comprometimento com redução de emissões de carbono.
Praticamente todos nós dependemos dos combustíveis fósseis para termos a qualidade de vida que temos hoje. Até os países de terceiro mundo dependem do comércio com o mundo civilizado para manterem o pouco que lhes restam de riqueza.
São os ambientalistas que devem nos mostrar como que o Zé da esquina deveria aceitar uma drástica redução na sua qualidade de vida para “salvarmos o planeta”.
Várias pessoas não percebem que a poluição nada mais é do que desperdício de energia. Diminuir a sua poluição significa que você é mais eficiente com o seu consumo de energia e/ou combustível, e portanto mais competitivo no mercado. Leis imbecis, regulações e lobby de grandes empresas permitem que grandes indústrias poluam enquanto mantém suas margens de lucro.
O capitalismo radical e anárquico é a única solução para o aquecimento global, supondo que ele exista e seja um problema.
Curioso que o maior problema com esse artigo é que ele cai justamente naquilo que se propõe a criticar: estudar economia e política não faz de você um especialista em clima (ou ciência).
Primeiro, gostaria de dizer que as mudanças climáticas (o nome correto para “aquecimento global”) são reais sim, são antropogênicas sim, e são um problema sério e urgente sim. Esses são fatos incontestáveis, extensivamente comprovados ao longo dos últimos anos, portanto, não há nenhum “suposto” aquecimento global e não há nenhum “lobby”. Negar isso em frente a todas as evidências e fingir que nada está acontecendo é o que se chama de “negacionismo”, ou seja, misturar um assunto sério e factível com uma discussão sobre ideologias políticas, e isto está longe de ser “cético”.
Não há nenhum problema em ser cético quanto às mudanças climáticas, aliás, é até saudável, pois a comunidade científica que trabalha de forma séria é sim muito cética, e é justamente o ceticismo que permite o avanço da ciência: o trabalho de duvidar dos estudos e das evidências até que elas se tornem sólidas e irrefutáveis. E é nesse ponto que se encontram as teorias das Mudanças Climáticas, da Gravidade e da Evolução. Simplesmente negar esses pontos é o mesmo que negar o formato esférico da Terra (e tem gente que ainda faz isso no séc. 21). Caso queira saber mais, e pra que eu não me estenda mais nesse ponto, veja esse vídeo.
Estabelecido isso, vamos ao segundo ponto: acredito haver um grande erro de interpretação quanto ao Acordo de Paris, as medidas propostas não são nem de longe “compulsórias” como diz o texto, pois trata-se apenas de um tratado internacional, ou seja, todas as medidas propostas são no máximo sugestões feitas pelos políticos que participaram do acordo. No entanto, o artigo está correto ao dizer que o Acordo nada faz para efetivamente solucionar o problema, isto inclusive é o que dizem muitos cientistas e especialistas, que dizem que ele deveria ir além. Mas isso não é motivo para deixar de participar do Acordo.
Os pontos principais do Acordo estão em estabelecer os objetivos e metas para impedir o aumento das temperaturas médias do planeta e chamar a atenção da comunidade internacional para a questão, e esta eu vejo como a sua maior virtude e a principal razão para que o Acordo de Paris seja celebrado. Pois embora as soluções propostas pelo documento em si sejam duvidosas, e como já disse não são obrigatórias (cabe a cada país signatário buscar as soluções que mais lhe convém), o simples fato de haver um esforço internacional para uma questão tão séria já é capaz de incentivar e chamar a atenção de cada empreendedor do mundo para buscar soluções inovadoras e realmente eficazes, pois a maior parte dos avanços já feitos até hoje devem-se ao livre mercado e aos esforços de milhões de cidadãos do mundo nesta questão.
Se os mesmos cientistas são incapazes de prever o tempo daqui a uma semana quiça o clima daqui a 50,100 anos!
Esse negócio de aquecimento global é a maior treta da humanidade. O nosso clima sofre variações cíclicas quer podem levar séculos, ou milênios, e nossa ciência ambiental, baseada em modelos probabilísticos, tem capacidade extremamente limitada para prever o que acontecerá em poucos dias, que dirá em vários anos. Obrigar países subdesenvolvidos a abrir mão da energia fóssil altamente disponível, e que se tornou barata nos últimos anos, para investir em energia “limpa” e cara, com vistas a objetivo tão incerto em futuro distante constitui um grande golpe mortal nessas populações. Infelizmente tenho que concordar com o Trump.
De fato, a implicação exposta por Tyson não se verifica. Adicionalmente, os tais combustíveis fósseis já estão sendo abandonados pelo mercado global por motivos alheios ao aquecimento global; isso é algo que iria acontecer de uma forma ou de outra, com ou sem a ação do governo. Na verdade, só o que falta para que isto aconteça é que uma tecnologia de bateria eficiente se consolide – e perceba, varias destas tecnologias já existem, elas só precisam se consolidar. Mas é interessante observar que quando físicos e químicos afirmam as coisas mais mirabolantes, como a teoria da relatividade ou a mecânica quantica, que parecem papo de maluco, ninguem reclama. Agora quando a afirmação científica produzida pelo mesmo método é de alguma forma inconveniente, aí já não é mais uma pesquisa cientifica com conclusões aceitas pela comunidade científica em decorrencia de sólidas evidencias. Passa a ser opinião e conspiração. É claro, os governos querem que haja aquecimento global. Logo, mesmo que ele exista, vão exagerar. E é claro, o financiamento para a maioria destas pesquisas vem do governo. Voces não esperavam que viesse da indústria automobilistica né? Voce percebe que a ideologia surpime a razão quando vê incoerencias deste tipo. O triste é perceber que a esquerda não é a única que faz isto.
Pronto. Era o único site da Direita que eu esperava racionalidade em relação ao tema. Contudo, todos amam negar a ciência. Triste………..Assim como os esquerdistas negam que a economia planificada fracassou, os direitistas negam a existência do aquecimento global…
” Ciência só funciona, quando eu concordo com o resultado”
Boa noite:
pergunta: se o países signatários do acordo não cumprirem o combinado?
E quem vai pagar a conta?
E se ninguém assumir as despesas, vai haver imposto global?
E se as mudanças forem lentas?
E a burocracia?
Vai ser ação coordenada, cada um por si ou centralizada?
Como vão mudar a produção de larga escala para pequena escala sem que ninguém passe fome?
Quando reapoderem usem lógica e bom senso e sem apelo emocional por favor.
Obrigado!
Texto mais sério e consciente que já li sobre o assunto.Vede que o autor em nenhum momento tenta negar o aquecimento,mas apenas diz que cortar quantidades significativas que combustíveis fósseis produzirá efeito pior do que a temperatura aumentar 2 graus.Claro que concordo plenamente com isso.
E estudar economia não te faz um especialista em climatologia.
Acho curioso quando chamam um consenso científico baseado em evidências de “opinião”.
“Sabemos que Tyson é da opinião de que há aquecimento global.”
– A Teoria da Evolução é um fato.
– Isso é a sua opinião.
Papo bizarro. Opiniões não importam nada no meio científico, apenas evidência bem registradas em peer review de boa categoria.
Mais igualmente bizarro é achar que burocratas mundiais poderiam resolver um problema tão complexo. Pior ainda, colocando em risco a produtividade econômica.
Não conheço o Acordo de Paris em detalhes, mas aposto que é uma porcaria.
Boa noite:
Uma pergunta:
quando houve a transição da era a vapor para era do petróleo e elétrico, houve uma ação conjunta governamental mundial para que houvesse essa transição de uma matriz enérgica para outra?
Uma dúvida: Se eu andar com meu carro ou ônibus jogando fumaça na cara de todo mundo, isso não é uma agressão ? Isso não fere o PNA ?
Os governos tem feito exatamente isso. São ônibus públicos ou subsidiados que passam nas ruas jogando fumaça na cara de todo mundo.
Depois, o governo dá subsídios para o etanol, que troca a plantação de comida por cana de açúcar . E ainda vendem uma gasolina adulterada com etanol. Como se as pessoas fossem almoçar etanol.
Além disso, são as empresas de saneamento do governo que jogam o esgoto nos rios sem tratamento. São eles mesmos que precisam se adaptar ao mercado civilizado e começar a tratar o esgoto que eles mesmos são responsáveis. Eu nem posso contrarar uma empresa séria de tratamento de esgoto, pois o governo não deixa eu passar um duto de esgoto na rua.
Se tudo isso não fosse suficiente, o governo joga lixo na nossa cara. Eles mesmos contratam empresas de lixo para jogar lixo nos lixões, muito longe dos aterros sanitários. Teremos que reciclar o lixo na nossa casa, porque os lixões do governo contaminam tudo.
Para finalizar, esses falsos ambientabistas do governo não vivem sem um carro, não andam de bicicleta, não possuem painéis solares em casa, adoram churrasco, adoram um ar condicionado, etc. São ambientalistas pagos que só querem gastar o dinheiro dos outros.
Se o governo parasse de jogar lixo em cima de nós, já seria uma evolução gigantesca.
Enfim, só falta o governo proibir o pum.
“Curioso que o maior problema com esse artigo é que ele cai justamente naquilo que se propõe a criticar: estudar economia e política não faz de você um especialista em clima (ou ciência). ”
Então o maior problema do artigo nem existe, já que em nenhum momento o autor se propõe a fazer análises climatológicas.
Não deu na Economia agora vamos tentar no clima…essa gente não desiste!!! Que mania de querer controlar tudo.Os caras apenas se sentem plenos se controlarem os outros.E Economia também é uma Ciência e também é importante.
O que mais me espanta é que o “Ministério da Propaganda” esquerdista conseguiu de tal moda manipular as pessoas que muitos acreditam cegamente no que é dito pelos Governos e seus asseclas como se fosse um dogma, uma espécie de religião onde aqueles que são contra esses dogmas passam a ser considerados hereges.
Mas as minhas dúvidas sobre o aquecimento global causado pelo homem são simples:
1) Se o aquecimento global é causado 97% (como afirmaram aqui) pelo homem, porque em períodos anteriores como a idade média verificamos temperaturas superiores às atuais mesmo a emissão de CO2 na atmosfera pelo homem ser pífia (hoje ela ainda é pífia, mas antes era mais pífia ainda)?
2) Se o homem é quem causa o aquecimento global, porque nos últimos 20 anos a temperatura média da terra tem estado estável?
3) Como o homem pode ser responsável pelo aquecimento global se ele é responsável por apenas 6% de toda a emissão de CO2 na atmosfera?
4) Como ignorar a influência dos oceanos (2/3 do planeta) e a intensidade da atividade solar (que é quem traz o calor para a terra) no aquecimento/resfriamento da terra e creditar tudo na conta da SUPOSTA influência do homem no clima da terra?
E tem cara de pau que ainda tem a ousadia de dizer que quem questiona o aquecimento global causado pelo homem é contra a ciência…
Por isso que eu digo, o ambientalismo deixou de ser uma questão cientifica há muito tempo, hoje não passa de uma questão politica muito utilizado para aumentar o controle estatal e o poder dos asseclas do Estado.
1) Então concordamos que não se deve dar ouvidos a terroristas (de nenhum dos lados). Melhor ouvir cientistas sérios, melhor ainda olhar os dados nós mesmos.
2) //data.giss.nasa.gov/gistemp/graphs/
Dados da NASA.
3) As plantas usam o carbono da atmosfera basicamente para produzir celulose, que é o seu “esqueleto” básico. A quantidade absorvida não aumenta aleatóriamente, já que depende do ciclo de crescimento das plantas e da energia disponível (separar CO2 em carbono e oxigênio exige energia, que no caso das plantas vem da luz solar). Ou seja, não é porque tem mais CO2 na atmosfera que todas as plantas vão absorver mais. Plantas de crescimento rápido se beneficiam mais de concentrações maiores, mas no caso de plantações, p.ex., quanto a planta é colhida e utilizada o carbono volta para a atmosfera, reiniciando o ciclo.
A forma de armazenar carbono a longo prazo seria em árvores de vida longa, que existem em florestas. Como vc que não é retórico nem dogmático já decretou que não se pode falar em desmatamento, a resposta fica prejudicada.
Ponto ótimo de absorção de CO2 significa o quê? Se é a concentração onde o crescimento é maior, isso traz vantagens econômicas e de produtividade para plantações, mas é indiferente para a atmosfera, porque a planta é colhida e o carbono liberado. Ciclo, lembra-se ?
4) Mesmo link do ítem 2, clique em “Annual Mean Temperature Change for Land and for Ocean ”
A procura que vc sugeriu trouxe três teses de mestrado sobre o clima no Brasil, não sobre o Oceano Pacífico, e não encontrei nenhuma explicação sobre o tal “indice de oscilação decadal”
4b) Dependendo do seu entendimento de “comprovação científica”, realmente pode-se dizer que comprovação não há, e talvez nunca haja. A ciência trabalha com hipóteses que são testadas e podem ser refutadas ou não. Já vc exige “provas definitivas” para que alguém diga que o aquecimento existe, mas se dá o direito de afirmar o oposto sem apresentar “provas definitivas” disso.
“E mais um questionamento que eu faria, na verdade só para ver qual é a desculpa dos ecoterroristas dessa vez, minha dúvida é qual foi a causa dos aumentos de temperatura que se verificaram na idade média, o chamado “periodo quente medieval”.”
Em primeiro lugar, xingar quem discorda de vc de “ecoterrorista”, “ecomilitante”, “ecochato”, não é argumento nenhum. Pelo contrário, mostra falta de argumentos e desespero.
Respondendo, nenhum cientista nega que o clima na Terra sempre sofreu variações, por várias causas. No momento, cientistas sérios estão discutindo a hipótese de que a ação do homem esteja contribuindo para a atual tendência de aquecimento, em maior ou menor grau. Enquanto isso, outras pessoas, que por exclusão não são cientistas sérios, estão berrando xingamentos e atacando espantalhos para defender suas crenças – falo crenças no mau sentido.
Encerrando, gostaria de ver algum link que corrobore suas afirmações, porque “já foi provado que…” e “isto é verdade, pesquise no google…” não são propriamente argumentos. Por curiosidade, os sites que vc tem lido tem dados primários ou também tem apenas uma “autoridade” afirmando “isto é assim e pronto, já foi provado.” ?
O número de analfabetos funcionais que apareceram (e vão aparecer) aqui criticando algo que o autor não escreveu só me convence cada vez mais que mais de 70% da população brasileira tem analfabetismo funcional.
Sobre essa conversa de mudança climática (engraçado que era “aquecimento global”) antropogênica eu penso como mais uma agenda estatal para o estado controlar mais a vida das pessoas, como já acontece em alguns lugares da Europa (como exemplo taxação de carros conforme a idade avança). Eu já fui um ambientalista-maoísta (doutrinado na mídia e escola), vivia com medo e remodel e hoje eu tenho um profundo desprezo por essa ideologia eco-fascista. Aqui no Instituto há uma série de artigos sobre esse assunto.
1) Acho que um dos grupos que eu mais tenho medo são dos cientistas, as únicas ciências séria para mim são Física/Química/Matemática, o resto não passa de masturbação ideológica utilizada por essa turma “progressista”. E digo isso porque é exatamente o que eu vejo nas universidades brasileiras, na mídia, enfim em qualquer lugar.
2) Sim, e esses dados da nassa não são dados de satélites, que é o que eu me referi quando falei no item 2. Se analisar os dados de satélites que começaram a ser captados após 1970 verá que há grandes divergências entre um e outro.
O grande problema é que qualquer coisa que possa indicar que a tese politicamente correta não corresponde com a realidade é completamente abafada e ridicularizada, como é feito com qualquer pessoa de qualquer área que é contra qualquer coisa politicamente correta.
3) As absorvem CO2 e liberam oxigênio, mas para o sistema entrar em equilíbrio então o número de agentes que absorvem o CO2 (e emitem oxigênio) deverá ser igual ao número de agentes que absorvem o oxigênio e emitem CO2.
E tu que gostas tanto dos estudos dos “especialistas” por acaso faz essa afirmação com base em pura retórica ou existe comprovação cientifica de que temos uma estabilidade entre os agentes emissores de CO2 e os agentes emissores de oxigênio?
4) Pelo que estou vendo dos dados da NASA, esses que foram utilizados se referem a temperatura na superfície dos oceanos e não são medidos por satélites (talvez porque isso reforce a tese politicamente correta), eu estou me referindo a temperatura verifica no fundo dos oceanos onde correm as correntes marinhas.
4b) Curioso como de repente tudo que se vê na TV e todas as medidas e discursos dos burocratas viram fantasia e nós temos “cientistas” estudando teses que absolutamente não se houve falar nada. Eles só falam em controlar a emissão de CO2 porque isso está causando o aquecimento global e vem gente dizer que se estuda também outras causas do aquecimento global, faça-me o favor.
Mas é compreensível esta atitude dos “cientistas”, pois a causa do aquecimento global ser natural (e o resfriamento também) não gera dividendos políticos nem beneficia grandes empresas que tem interesse em toda a fortuna de dinheiro dos contribuintes que é despejado nessa baboseira.
Mas isso não é novo, na década de 70 essa mesma turma que hoje esbraveja do aquecimento global causado pelo homem dizia que depois de 30 anos (aproximadamente no final do milênio) as reservas de petróleo já estariam praticamente acabadas.
O Al-Gore disse que o nível do mar subiria absurdamente nos próximos anos e mesmo assim comprou sua mansão na beira do mar na California pela bagatela de 9 milhões de dólares em Montecito (California)? Quem em sã consciência compraria uma casa na beira do mar sabendo que daqui a alguns anos os oceanos iriam engolir a terra?
Mas enfim, a prova cabal de que os ecomilitantes estão errados vai ser quando a terra entrar novamente em um ciclo de resfriamento como aproximadamente entre 1.500 até 1.880.
Apesar que essa turma é tão cara de pau que com certeza, como eu disse no comentário anterior, vão apagar toda a história e começar a dizer que na verdade o CO2 causa o resfriamento global e isso é um problema, e obviamente esse problema será resolvido por burocratas que vão expandir a intervenção e o controle estatal bem como os “cientistas” que vão realizar o planejamento cientifico do clima com base em sofisticadas equações que serão alimentadas por inúmeros dados (obviamente, dados estes sempre enviesados).
Essa turminha não conseguiu fazer o planejamento cientifico da economia, agora querem fazer o planejamento cientifico do clima.
Eu acho irreais alguns comentários. Me lembram muito pessoas que dizem que o homem nunca pisou na Lua, que Evolução é “apenas uma teoria”, que vacinas causam autismo, que homeopatia funciona, etc.
É consenso científico que fumar aumenta sua propensão a câncer e a várias outras doenças*.
Sim, existiram vários cientistas que tentaram questionar a validade deste consenso.
Sim, governos usaram este consenso para aumentarem suas interferências na nossa vida.
Mas duvido que algum leitor aqui incentivaria seu filho a fumar…
Eu já acho que se negar a ver as consequências do intensivo uso de combustíveis fósseis nas mudanças climáticas, é uma atitude semelhante a pessoas exigindo welfare intensivo ao custo de uma maior dívida pública. Ambos estão rifando o futuro dos seus filhos, ao mesmo tempo em que se negam a enxergar isto…
*Apesar do Olavão jurar que cigarros não causam malefícios.
conteúdo de alto qualidade parabéns.
Boa noite:
Pergunta: Alguém sabe quais são as propostas dos ditos governos, ecologistas, cientistas para resolução da dita mudança climática? Se alguém disser mudança de estilo de vida, paradigmas, padrão de consumo, planejamento global e afins, sugiro que não fale nada, porque essas coisa não se resolvem o problema e só pioram a situação levando o colapso da civilização global.
e caso respondam sejam lógicos e diretos, sem apelos emocionais sim.
Agradeço pela atenção
Alguém com conhecimento em climatologia consegue me explicar como se obtém matematicamente a chamada “temperatura global”? do ponto de vista metodológico, sobretudo na forma de obtenção e tratamento dos dados, quais mudanças ocorreram década a década (creio que a metodologia usada hoje é muito diferente da que era usada em 1960, que, por sua vez, deve ser bem diferente da usada no final do século XIX, por exemplo)
Estudar economia não faz de você um especialista em clima.
Gosto de ler os comentários.
Embora na maior parte só me causem um profundo tédio, só vêm de encontro ao que eu penso e digo sempre:
Este país é a terra abençoada dos especialistas de orelha de livro.
Somos 200 milhões de técnicos de futebol.
Na época do impeachment, éramos 200 milhões de juristas, e neste momento, junho de 2017, somos 200 milhões de especialistas em contas eleitorais por causa do julgamento da chapa Dilma-Temer.
Fomos 200 milhões de especialistas aeronáuticos no acidente da Chapecoense.
E neste momento temos aqui uma boa leva de especialistas em clima…
Em Belo Horizonte, sensação térmica foi de – 5ºC (cinco graus negativos). Pela primeira vez na história.
http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2017/07/03/interna_gerais,880892/bh-tem-o-dia-mais-frio-do-ano-e-sensacao-termica-fica-abaixo-de-zero.shtml
Aquecimento global à toda.
“Mas o que exatamente a “Ciência” (Tyson escreve com maiúscula por algum motivo insondável) tem a ver com acordos políticos?”
Discordo de que o motivo seja insondável, é bem evidente…
* * *
Nevasca recorde no Chile e frio intenso (e com neve) no Brasil. É o aquecimento global em ação!
internacional.estadao.com.br/noticias/geral,neve-rara-em-santiago-provoca-cortes-de-energia-e-acidente-fatal,70001891785
brasil.estadao.com.br/noticias/geral,massa-polar-pode-fazer-nevar-no-brasil-esta-semana,70001892516
ambientalismo é um discurso que impede os países subdesenvolvidos de produzirem e mantem o status quo dos países desenvolvidos
Pessoal vou tentar reacender esse debate que é um dos mais prazerosos de ver aqui no Instituto. O que vocês acham desse vídeo do Nerdologia sobre o aquecimento global?
Não consigo desassociar essa história de uma ideologia ambientalista. Eles geram medo, preocupação e culpa ao divulgarem que o homem é o responsável em alterar o clima, e depois querem que a solução para o suposto problema seja feita por burocratas. Está cheio de canais científicos divulgando isso em todo o YouTube.
Gostaria muito de um dia poder moderar um debate sobre esse tema em meu canal no YouTube.
Aparentemente sou a única pessoa de biológicas que abomina essa ideologia. Seria muito bom se o Ricardo Felício e o Luiz Carlos Molion aderissem ao austro-libertarianismo, aí o estrago sobre a ideologia ambientalista seria maior ainda.
Seria interessante que o arrogante Neil DeGrasse Tyson respondesse à seguinte pergunta: é verdade que, às 08:35 da manhã de 21 de agosto de 2028, vai cair uma chuva de 20mm na cidade de São Paulo, com a duração de 40 minutos?
renovamidia.com.br/cofundador-do-greenpeace-denuncia-farsa-do-aquecimento-global/
Carl Sagan, Arthur Clarke e Robert Heilbroner eram três dos acadêmicos que apoiaram as falsas questões ambientais. Clarke chegou ao cúmulo do absurdo de defender a fusão fria ou energia de ponto zero como solução aos supostos problemas do ambiente.
Primeiramente é preciso ter ciência que Mudança Climática é um fenômeno natural que ocorre desde a formação da Atmosfera terrestre. Exemplo disso são os chamados Períodos Glaciares e Interglaciares como o que estamos vivendo hoje. Esses fenômenos duram milhares de anos.
Em escala menor também temos a Oscilação Decadal do Pacífico (Pacific Decadal Oscillation – dá um Google ai), fenômeno ainda pouco conhecido do público geral que ocorre em períodos frequentemente de 20-25 anos onde ora o Sol aquece mais as águas do Oceano Pacífico ora aquece menos. Em períodos de Oscilação Positiva é mais frequente o fenômeno do El Niño. Em períodos de Oscilação Negativa é mais frequente o fenômeno do La Niña.
É fácil perceber que o fenômeno climático tem como principal insumo energético o Sol e que ele [o fenômeno climático] se organiza do todo para as partes.
Nas últimas décadas ganhou força o discurso das mudanças climáticas antrópicas [causadas pelo homem] amplamente alicerçada nos relatórios do Painel de discussões sobre o Clima da ONU (IPCC) que atesta o chamado aquecimento global. Aqui se impõe analisar dois princípios geográficos importantes para questionar tais resultados.
Primeiramente o princípio da distribuição dos fenômenos no espaço. Conforme pode-se constatar nos estudos do IPCC a maioria das estações climáticas utilizadas nos estudos estão localizadas em cidades. Sabidamente as cidades tem registrado temperaturas mais elevadas que o seu entorno por fatores óbvios como as áreas construídas.
O segundo princípio geográfico é o da extensão dos fenômenos no espaço. Sabemos que o homem altera o clima nas escalas micro e local. Mas nas escalas regional, zonal e global tal poder é extremamente discutível uma vez que os principais dinamizadores do clima da Terra são o Sol e os Oceanos [e suas repercussões como os ventos, massas de ar e etc).
É indiscutível o fato que estamos degradando a qualidade ambiental do planeta, principalmente a qualidade do ar e da água, nossos insumos energéticos. Precisamos inovar em produção e mudar para hábitos mais sustentáveis, sem dúvidas. Mas é preciso ter mais cuidado antes de politizar o assunto.
Como diz o título Estudar o clima não faz de você um especialista em economia e política e vice-versa.
“Plástico oceânico está criando novas comunidades de vida em alto-mar”
Isso muda bastante o paradigma científico.
O oceano é algo pouco conhecido mesmo nos dias atuais. Antes não se pensava na possibilidade de formação de ecossistemas em alto-mar. Hoje é sabido que comunidades inteiras se formam até em embarcações, tanto as que estão em funcionamento quanto as que naufragaram.
Há um livro que fala até que a Floresta Amazônica na verdade foi cultivada por índios americanos.