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Por que uma sociedade poupadora enriquece e uma sociedade consumista empobrece

João tem uma renda de $ 6.000 por mês. Não está nada mal. Com esse dinheiro, todos os meses ele
consegue tranquilamente bancar seus gastos fixos: ele paga o aluguel, o
condomínio, a conta de luz, a conta de gás, a internet e a conta de celular.

Com o que sobra, ele
decide gastar com lazer e mimos próprios. Sai para jantar com frequência, vai
ao boliche duas vezes por semana, vai a baladas todos os sábados, e ainda
extrapola o limite do cartão de crédito comprando roupas e perfumes. Ele chega
ao final do mês zerado. Gastou tudo o que recebeu e ainda tem dívidas pendentes
no cartão de crédito.

Maria trabalha em uma
empresa e tem um cargo similar ao de João. Seu salário é aproximadamente o
mesmo. Mas o padrão de gastos é completamente diferente. Ao contrário de João,
Maria, após quitar todos os seus gastos fixos, poupa o que sobrou e investe.

Ou seja, Maria
restringe seu consumo presente. Maria faz o sacrifício de gastar pouco no
presente, privando-se de vários prazeres. Isso, obviamente, significa que ela
nem sempre se permite a pequenos luxos. Ela não é da mentalidade do
“eu mereço, por isso gasto”. Muitas vezes ela tem de dizer a seus amigos e
amigas que “esta noite não poderei sair”.

Difícil e chata a vida
de Maria, não?

No curto prazo, de fato
pode parecer assim. Já no longo prazo, a história será bem diferente.

Vinte anos depois, João
se tornou vítima de suas próprias escolhas. Ele gostaria de sair do seu atual e
estafante emprego e poder se dedicar a outras coisas, mas está afundado em um
mar de dívidas. Como ele não tem reservas — pois não poupou –, praticamente
tudo o que ele recebe como salário vai diretamente para o pagamento de dívidas.
Consequentemente, ele não pode se dar ao luxo de sair deste seu emprego e mudar
sua rotina. Seus gastos fixos são hoje ainda mais altos, de modo que ele sempre
está “com a corda no pescoço”. Antigamente, ele trabalhava para ganhar
dinheiro. Hoje, ele trabalha para pagar dívidas.

Já Maria está em uma
situação completamente distinta. Com bastante dinheiro acumulado —
consequência de sua poupança e de sua restrição de gastos –, seu trabalho não
mais é uma necessidade de sobrevivência. Ela não mais precisa daquele emprego
como se fosse o único recurso para continuar viva. 

Com efeito, ela está
pensando em deixar de ser empregada e se tornar empreendedora. Ela quer investir no ramo da moda. Ela
sempre gostou de design de moda e agora está animada a dar uma guinada em sua
vida. Está decidida,
e investirá sua poupança neste novo projeto.

Seu sonho é, em alguns
anos, poder viver do seu próprio empreendimento.

A poupança, a
frugalidade, e a capacidade de pensar visando ao longo prazo foi o que ajudou
Maria. Se esse comportamento foi positivo para Maria, por que seria negativo
caso adotado por todas as pessoas de uma economia?

A
falácia de que a poupança afeta a economia

Com enorme frequência
escutamos que a poupança é a inimiga do crescimento econômico. Os economistas
keynesianos nunca se cansam de enfatizar que o que move a economia é o consumo.
Consequentemente, a política econômica correta é aquela que estimula o consumismo,
seja por meio do crédito farto e barato, seja por meio de simplesmente dar mais
dinheiro às pessoas para que elas possam gastar.

“Mais consumo significa
mais demanda, e mais demanda gera maior produção. Eis a receita para a
prosperidade!”, dizem eles.

Já a poupança — isto
é, a frugalidade e a contenção os gastos — seria a inimiga número um desta
receita mágica.

Quais os problemas com
esta visão? Vários.

Para começar, ela se
baseia na crença de que ações individuais voluntárias — as pessoas decidem poupar
mais de livre e espontânea vontade — podem ser deletérias para toda a economia. 

Na visão keynesiana, tal comportamento não é algo racional; não é um
comportamento adotado voluntariamente de acordo com as condições econômicas. Ao
contrário, trata-se de um comportamento irracional, de um “espírito
animal”.  É algo que acontece do nada. As pessoas
simplesmente param de gastar e começam a poupar
.

Sim, se várias pessoas
repentinamente decidirem parar de gastar toda a sua renda e decidirem poupar
boa parte dela com a intenção de consumir apenas no futuro, isso obviamente
terá certos efeitos sobre parte da economia, uma vez que haverá menos demanda
por certos tipos de bens e serviços. Isso é algo óbvio e nada controverso.

Mas o que isso gerará?
Essa é a questão principal. E ela nos leva ao principal problema com esta visão:
ela ignora por completo a verdadeira “função social” da poupança.

Esta função social da
poupança, e sua importância para o desenvolvimento das economias, foi destacada
pelo economista austríaco Eugen von Böhm-Bawerk, que escreveu em 1910:

Aquilo
que todos conhecem como “poupança” tem, como consequência imediata, um lado
negativo: o não-consumo de uma fatia de nossa renda. Ou, em termos aplicáveis à
sociedade que utiliza o dinheiro, o não-gasto de uma porção do dinheiro
recebido anualmente.

Este
aspecto negativo da poupança é o mais imediatamente evidente em nosso dia a dia
e, com efeito, é o único que as pessoas imaginam existir. São muito poucas as
pessoas que realmente param para pensar no destino subsequente das somas de
dinheiro poupado; elas apenas imaginam que o dinheiro ficou parado dentro de
uma conta bancária.

Mas
é exatamente aqui que começa a parte positiva do processo da poupança, o qual
irá se completar muito longe do campo de visão do poupador — cujas ações,
entretanto, foram as que deram o impulso a toda a atividade que virá a seguir.

O
banco irá recorrer a essa poupança de seus depositantes e irá emprestá-la para
empreendedores de várias maneiras: empréstimos para a construção civil,
empréstimos para a abertura de pontos comerciais, empréstimos para a ampliação
de instalações industriais, empréstimos para a construção de fábricas,
empréstimos para a contratação de mão-de-obra, empréstimos para capital de giro
etc.

Desta
maneira, a poupança de uns foi direcionada para o financiamento de atividades
produtivas, as quais, sem esta ajuda, não poderiam ter êxito. No
mínimo, não alcançariam a mesma eficiência.

Essa é a primeira
consequência positiva da poupança: se ela não existisse, não haveria depósitos
nos bancos e, consequentemente, não haveria crédito nem para o consumo e nem
para o investimento.

Em suma, sem a poupança
não há investimento, e sem investimento os países não cresceriam.

(Quanto menos
poupadora é uma sociedade, mais o governo tenta remediar essa situação
expandindo ele próprio o crédito, por meio da simples criação de moeda. As
consequências são a inflação
de preços
e os ciclos
econômicos
).

No entanto, vários
oferecem resistência a esta ideia de que é necessário poupar. Ao próprio
Böhm-Bawerk os contrários à poupança diziam que, se todos os indivíduos
decidissem poupar 25% de sua renda ao mesmo tempo, isso iria restringir a
demanda por bens de consumo, levando a economia a uma forte recessão.

E haveria recessão não
somente porque cairia a demanda por bens de consumo, mas também porque a
demanda por bens de capital (aqueles utilizados para produzir bens de consumo,
como máquinas e ferramentas) iria igualmente cair. Afinal, quem iria comprar
uma máquina que fabrica sapatos se ninguém quer comprar sapatos, já que todos
decidiram poupar mais? Consequentemente, quem investiria na produção de
máquinas?

A esta acusação Böhm-Bawerk
respondeu de maneira magistral:

Nesta
premissa — de que a poupança significa necessariamente uma redução na demanda
por bens de consumo — está faltando uma única, porém muito importante,
palavra: ‘presente’. 

Para começar, o homem
que poupa reduz a sua demanda por bens de consumo presentes, mas de maneira
alguma ele reduz seu desejo geral por bens que lhe deem prazer. A “abstinência”
gerada pela poupança não é uma abstinência absoluta, ou seja, ela não gera uma
renúncia definitiva a todo e qualquer bem de consumo. Ele continua consumindo
bens básicos no presente. Mas abrirá mão do consumo, no presente, de bens mais
luxuosos. Mas tal renúncia não é definitiva. Ela é apenas uma postergação.

O motivo principal
daqueles que poupam é precisamente preparar-se para o consumo futuro; ter meios
com os quais suprir suas demandas futuras ou as de seus herdeiros. 

Isso significa, nada
mais nada menos, que eles desejam garantir que terão controle sobre os meios
que permitirão a satisfação de seus desejos futuros, isto é, sobre o consumo de
bens em um período futuro.

Em outras palavras,
aqueles que poupam reduzem sua demanda por bens de consumo no presente
justamente para poderem aumentar proporcionalmente sua demanda por bens de
consumo no futuro.

Ou seja, a poupança é a
restrição do consumo presente visando a um aumento do consumo futuro.

O
consumismo e a lição de Crusoé

A diferença entre o
Robinson Crusoé pobre e o Robinson Crusoé rico é que o rico dispõe de bens
de capital. E para ter esses bens de capital, ele teve de poupar e
investir.  

Os bens de capital do
Robinson Crusoé rico (por exemplo, uma rede e uma vara de pescar, construídas
com bens que ele demorou, digamos, 5 dias para produzir) foram obtidos porque
ele poupou (absteve-se do consumo) e, por meio de seu trabalho, transformou os
recursos que ele não havia consumido em bens de capital. Estes bens de
capital permitiram ao Robinson Crusoé rico produzir bens de consumo (pescar
peixes e colher frutas) e com isso seguir vivendo cada vez melhor.

Já o Robinson Crusoé
pobre é aquele que não poupa. Consequentemente, ele não dispõe de bens de
capital. Logo, todo o seu trabalho é feito à mão. Por isso, ele é
menos produtivo. E, por produzir menos e ter menos bens à sua disposição, ele é
mais pobre e seu padrão de vida é mais baixo.

O Robinson Crusoé rico
é mais produtivo. E, por ser mais produtivo, não apenas ele pode
descansar mais, como também pode poupar mais, o que irá lhe permitir acumular
ainda mais bens de capital e consequentemente aumentar ainda mais a sua
produtividade no futuro. 

Já o Robinson Crusoé
pobre consome tudo o que produz. Ele não tem outra opção. Como ele não é
produtivo, ele não pode se dar ao luxo de descansar e poupar. Essa
ausência de poupança compromete suas chances de aumentar seu padrão de vida no
futuro.

Por isso, sociedades
ultra-consumistas são necessariamente sociedades de subsistência. Uma tribo
africana consome 100% de sua produção (renda). Como não consegue poupar, não
consegue acumular capital. Sem capital acumulado, não consegue aumentar sua
produtividade. Sem aumento de produtividade, não sai da pobreza. Nada é mais
anti-capitalista que uma sociedade ultra-consumista.

Capitalismo
é, acima de tudo, poupança

Não há dúvidas de que o consumo é o propósito
supremo de toda atividade humana de caráter produtivo. As pessoas trabalham e produzem
para poder consumir; e é assim em todo e qualquer arranjo econômico, tanto em
sociedades capitalistas quanto em sociedades não-capitalistas.

Ninguém quer dedicar esforços e recursos para
fabricar algo que não será utilizado no futuro.

Mas a característica distintiva do capitalismo é que
ele direciona a poupança dos cidadãos para investimentos produtivos. Em outras
palavras, ele transforma poupança em capital.

Aqueles que crêem que o capitalismo se sustenta
sobre o consumismo desconhecem a própria raiz da palavra
“capitalismo”. Capitalismo advém de capital. Capitalismo é acumulação
de capital
. E capital é aquela fatia do nosso patrimônio que aumenta a
nossa riqueza futura. Capital é toda a riqueza acumulada — que pertence a
empresas ou a indivíduos — e que é utilizada para o propósito de se auferir
receitas e lucros futuros.

Capital, em suma, é aquilo que cria riqueza futura
para nós mesmos e para o resto da sociedade.

Para acumular capital é necessário poupar.
E para poupar é necessário restringir o consumo.

Sendo assim, qual o sentido de dizer que um arranjo cuja
própria existência depende da virtude da poupança e do não-consumo só pode
sobreviver e prosperar quando se consome maciçamente?

O capitalismo não depende do consumo, mas sim da
poupança. Uma sociedade que consome 100% da sua renda será uma sociedade anti-capitalista.
Não haveria um único bem de capital existente: não haveria moradias, não
haveria fábricas, não haveria infraestruturas, não haveria meios de transporte,
não haveria maquinários, não haveria escritórios e imóveis comerciais, não
haveria laboratórios, não haveria cientistas, não haveria arquitetos, não
haveria universidades, não haveria nada.

Simplesmente, todos os indivíduos estariam
permanentemente ocupados produzindo bens de consumo básicos — comidas e vestes
— e não dedicariam nem um segundo para a produção de bens de capital, que são
investimentos de longo prazo que geram bens futuros. Por definição, se uma
sociedade consome 100% da sua renda, ela não produz nenhum outro bem que não
seja de consumo imediato.

É a poupança, é o não desejo de consumir tudo o que
se pode, o que nos permite direcionar nossos esforços para satisfazer não os
nossos desejos mais imediatos, mas sim nossas necessidades futuras: com a
poupança, produzimos bens de capital que irão, por sua vez, fabricar os bens de
consumo de que podemos necessitar no futuro.

Mas
como saber o que produzir?

A objeção final torna-se óbvia: dado que temos de
poupar agora para consumir mais no futuro, como serão os investimentos?

Ou seja, mesmo se houver uma maior demanda futura
por bens de consumo, como os empreendedores irão saber quais tipos de investimentos
em capital deverão fazer?  E quais tipos de bens, e em quais quantidades,
devem planejar ofertar no mercado em preparação para esta maior demanda futura?

A resposta de Böhm-Bawerk foi mostrar que a produção
é sempre voltada para o futuro — um
processo no qual se utiliza meios produtivos hoje com o intuito de se ter bens
de consumo para serem vendidos amanhã. 

O exato propósito da concorrência empreendedorial é
testar constantemente o mercado, de modo a antecipar da melhor maneira as
demandas do consumidor, corrigir as existentes e perceber as que estão
mudando. 

Empreendedorismo é, acima de tudo, a arte de saber antecipar corretamente
as demandas dos consumidores e direcionar os recursos presentes de modo a
fabricar bens que atenderão aos desejos dos consumidores no futuro. Não é
fácil. É uma arte dominada por muito poucos. E estes poucos que a dominam irão auferir
grandes lucros.

A concorrência, portanto, é o método de mercado que
faz com que a oferta seja sempre correspondente às demandas dos
consumidores.  E se erros forem cometidos — e eles serão –, os prejuízos
resultantes deste prognóstico errôneo funcionam como estímulo para que se faça
ajustes apropriados na estrutura de produção, ou para que se realoque
mão-de-obra e recursos para outras linhas de produção.

Quando deixado funcionando livremente, o mercado
exitosamente garante que as demandas tenderão a igualar a oferta, e que os
horizontes temporais dos investimentos serão compatíveis com a poupança
disponível necessária para manter e expandir a estrutura do capital no longo
prazo.

E qualquer tentativa de manipular esse arranjo —
por exemplo, por meio da redução artificial das taxas de juros — inevitavelmente gerará
ciclos econômicos
.

Conclusão

A poupança é vital para que exista um futuro melhor.
É ela que deve ser estimulada, e não o consumismo, o endividamento, o crédito
subsidiado ou o controle de preços.

Poupar sempre é bom. Se o fazemos, isso significa
que somos mais pacientes e, consequentemente, podemos gerar processos de
produção mais completos, de maior duração, e com mais etapas intermediárias.
Sem a poupança, jamais teria sido possível o surgimento de tratores, máquinas
ceifadoras, escavadeiras e, acima de tudo, nenhuma das inovações tecnológicas
que hoje estão revolucionando a maneira como nos comunicamos, como WhatsApp, Facebook,
Twitter, Skype, Gmail, Instagram, SnapChat etc.

Todas estas criações foram possíveis porque alguém,
em algum momento, decidiu poupar, e esta poupança foi direcionada para o
investimento.

______________________________________

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88 comentários em “Por que uma sociedade poupadora enriquece e uma sociedade consumista empobrece”

  1. Ué, mas se as pessoas não consumirem, para que investir e criar um sistema de produção em massa? O certo não seria um equilibrio entre consumo e poupança?

  2. Questão Filosófica:

    E se Maria morrer antes de aproveitar seu dinheiro poupado ?

    João viveu o agora, aproveitou o presente, pq o futuro é uma promessa.

    Questão de Economia:

    Poupar para deixar o dinheiro no banco…mas o banco vai consumir meu dinheiro, certo ?

    então eu poupo, mas alguém consome. Isso é o capetalismo.

    Empreendedores estão a todo momento buscando formas de fazer VOCÊ(consumidor) NÃO POUPAR o seu dinheiro…

    Enfim…eu entendo a importância da poupança, mas o Deus Chronos é implacável

  3. A história é um pouco forçada, João pode ser um bon vivant, mas também não ser acomodado, pode ser um bom funcionário e crescer na carreira, pode até mesmo um dia pegar uma herança ou vender um carro e com mais um financiamento montar uma empresa. Já Maria parece ser uma pão dura que terá medo de gasta o dinheiro que acumulou na vida inteira, fora que provavelmente morrera fustrada, enquanto joão não.

  4. Boa tarde. O dinheiro poupado pelas pessoas, em muitos casos, está sendo usado pelo governo (através dos títulos públicos). Isto não reduz o benefício para a sociedade que a poupança deveria proporcionar?

  5. Ótimo texto. O irônico é que boa parte das pessoas que criticam o consumismo crescente no Brasil não entende que a causa foi justamente a política econômica do governo, que estimulou o endividamento da população para consumo de supérfluos.

  6. No Brasil, país pobre, a taxa de poupança é de míseros 14% do PIB. Já a China tem mais de 40% do PIB em poupança sustentando suas altas taxas de investimento.

    A desgraça aqui, novamente, pela falta de poupança, é fruto do roubo institucionalizado pelo governo que drena nada mais, nada menos que 35,42% do PIB em tributação.

    Se não fosse a evasão fiscal (sonegação), o aparato estatal brasileiro estaria sugando o equivalente a malditos 46% do PIB.

  7. Capitalista Keynes

    Concordo…até porque ninguém poupa e gasta a poupança ao mesmo tempo……nunca haverá consumo zero. Assim, há vários consumos futuros em D , D+1 ,D +2, etc. Não sei se me entendem. Por exemplo : Uma pessoa guarda dinheiro durante 2 anos dinheiro para trocar de carro. Um dia depois ou até mesmo no mesmo dia, outras pessoas que pouparam também, estão usando esses recursos. É um fluxo.

  8. Bruno Feliciano

    Pessoal, qual a opinião de vocês sobre a velocidade nas marginais e afins?

    Eu sei que é estranho e nada disso tem haver com o IMB, mas como o IMB é frequentado por pessoas inteligentes e de senso crítico, gostaria de ver o que vocês acham.

    Velocidade não causa acidente pra min, se fosse assim as estradas de SP que tem limite a 120, mataria muito mais do que as de 80. E não é isso que vemos..

    Abraços

  9. Não há poupança no Brasil, simplesmente porque a população brasileira está entre a cruz e a espada. De um lado a carga tributária que compromete 41% do orçamento das famílias (segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT); do outro está o endividamento das famílias com o sistema financeiro, num total de 25% do orçamento familiar (segundo o BACEN).

    Logo temos 66% de comprometimento da renda das famílias! Os 34% restantes são para elas despenderem com gastos de manutenção diária e sobrevivência. Não há espaço para criarem poupança.

    Aforando a poupança que restou ao país (14% do PIB), segundo o BACEN, o tempo de endividamento médio das famílias é de sete anos. já o tempo de endividamento médio das empresas é de cinco anos. Ou seja, não se pode esperar reação da economia, nem pelo lado do consumo nem pelo lado do investimento. Do lado do governo o que se tem é dívida exponencial sem solução à vista. Logo não há, no horizonte de curto e médio prazos, solução de continuidade para a crise econômica que se instalou no país.

    O abismo é histórico.

    Não há poupança interna para alavancar os investimentos de que precisamos. Só para suprir a carência de infraestrutura do país, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), seria necessário um aporte de um trilhão de reais.

    Estamos totalmente dependentes do investimento estrangeiro direto. E como esse investimento não passa, anualmente, dos

    US$70,0 bilhões, podemos dizer, sem margem de erro, que o país vai patinar pelos próximos dez ou vinte anos.

  10. Resultado Primário do Governo Central – 2011 a 2015 – (em % do PIB):

    DISCRIMINAÇÃO………………….2011…….2012……..2013……..2014……..2015……2016

    (+) Receita total………………………22,6%….22,1%….22,2%…..21,5%……21,1%……21,0%

    (-) Transf. a Estados e Municípios….3,7%……3,6%……..3,4%…….3,5%…….3,5%……3,6%

    ————————————————————————————————————–

    (=) Receita Líquida………………..18,9%…..18,5%……18,8%……18,0%…….17,6%….17,4%

    (-) Despesa total…………………..16,7%…..16,9%……17,3%……18,3%…….19,5%….19,8%

    ————————————————————————————————————–

    (=) Resultado primário……………..2,2%……1,6%……..1,5%……-0,3%……..-1,9%….-2,4%

    Fonte: Tesouro Nacional

    As receitas do governo são decrescentes, enquanto as despesas se tornam explosivamente crescentes. Esse é o resultado desastroso de uma máquina estatal gigantesca e intervencionista.

  11. Uma sugestão: Tragam dados para os textos. Tentem embasar tanto quanto possível seus textos em evidencias empíricas. É uma sugestão de um leitor que deseja boa sorte ao site.

  12. Mas será que é do interesse do empresariado em sofrer um arrefecimento no consumo daquilo que eles ofertam? Obviamente para empresários incipientes com um capital relativamente pequeno é vantajoso, pois a viabilidade, ao menos financeira, para prosseguir e expandir seu negócio é maior. Ademais, o seu custo marginal ainda que decresecente até certo ponto possui um limite inferior ao limite do CMD de uma grande empresa, de modo que seus custos com a produção são maiores, então o preço no mercado de uma unidade desse bem será maior, logo o consumo será menor, o que já é previsto tendo em vista as condições de produção (me corrijam se eu disse lorota). No entanto, para aqueles que já possuem uma certa estabilidade econômica, por desfrutar de auxílios estatais ou por operar em economia de escala, o que os possibilita ofertar bens a um custo menor, uma redução contínua do consumo, motivada por um aumento da poupança não lhe é conveniente a curto prazo, pois o crédito privado oriundo indiretamente da poupança, no tempo presente, pode ser adquirido através de empréstimos subsidiados de bancos públicos. Em síntese, a poupança de fato beneficia a todos os tipos empreendedores no futuro/longo prazo, todavia as empresas que funcionam em economia de escala, no tempo presente, preferem estimular o consumo crescente de seus produtos, por meio de inovação, propaganda, pois sabem que estão asseguradas pelo crédito público para expandir seu negócio ou salvaram-se da falência. O consumidor, portanto, é impelido a torrar sua renda com o consumo initerrupto e voraz de bens, o que beneficia as grandes empresas, alia-se a isso às ações estatais na economia que maculam e desestimulam a poupança individual e obtém-se o atual cenário de muitos países, dentre eles o Brasil.

    O que acham?

  13. Giovana Depicoli

    Texto genial, estava justamente debatendo contra as ideias Keynesianas de consumo hoje com minhas amigas e futuras economistas, esse texto veio a calhar hoje, muito bom!!!

  14. Meus caros,

    Gosto bastante dos artigos do IMB e porque até defendo o liberalismo clássico. O artigo é interessante, mas gostaria de fazer um reparo sobre este trecho do texto que considero um embuste:

    Por isso, sociedades ultra-consumistas são necessariamente sociedades de subsistência. Uma tribo africana consome 100% de sua produção (renda). Como não consegue poupar, não consegue acumular capital.

    Primeiro, penso que rotular uma tribo africana como consumista é um argumento fraco e falacioso, porque o consumista não é a tribo Africana, Asiática, americana ou europeia, mas sim são as pessoas, na medida em que, são as pessoas que poupam, consomem e comercializam e não as tribos ou países (como o artigo cita o exemplo de Robinson Crusoé ). Pessoas e somente pessoas são consumistas.

    Como THOMAS SOWELL DIZ: não é através da Raça, etnia, países, religião e outros rótulos, que se devem recair o sucesso ou insucesso, mais sim as pessoas;

    Segungo, em África existem também pessoas que poupam, acumulam capital e estão em melhores situação que outras pessoas. E como na Europa, América e Ásia, também existem que não poupam através do consumismo absoluto.

    Então acho que este argumento é bastante fraco e falacioso.

    ESTE é o meu humilde reparo, de um estudante do liberalismo clássico austríaco.

    Os melhores Cumprimentos.

  15. A doutrinação esquerdista fez com que a maioria das pessoas acreditasse que o capitalismo gera consumismo e depende dele. Quem estimula o consumismo é o governo via crédito artificial, emissão de moeda e por outros meios!

    O hábito de poupar não gera recessão porque em uma cultura de mentalidade poupadora os indivíduos não param de consumir indefinidamente e nem absolutamente, não poupam nem consomem de forma igual e nem ao mesmo tempo.

    * * *

  16. Luiz Fanchin Jr

    Ha controvérsia. Nem sempre a poupança trás riqueza. Na minha profissão conheci pessoas tão pobres que só possuem dinheiro, amealhados através a poupança.

    “Um hoteleiro devia ao comerciante 100 reais. Este tinha um débito para como o fornecedor também de 100 reais, o fornecedor devia ao caminhoneiro igualmente de 100 e este também devia ao hoteleiro 100 reais e a divida não era paga pois nenhum tinha os 100 reais. Certo dia um viajante reservou quarto no hotel e pagou adiantado 100 reais. O hoteleiro logo pagou o comerciante, que recebendo 100 reais quitou a sua divida com o fornecedor, este também pagou o caminhoneiro que prontamente pagou o hoteleiro. O viajante tendo resolvido o seu negócio desistiu do quarto reservado e teve de volta os seus 100 reais. Conclusão: o giro dos 100 reais quitou todas as dívidas.”

  17. A ilustração é de finalização óbvia. Um radical, epicurista, versus uma moderada (afinal, também se divertia. Gastava).

    Tudo certo. O articulista queria passar um ensinamento sobre o valor de poupar. Passou. Agora, o que não me entra na caixola é a relação de confronto entre Intervencionistas e Epicuristas. Nada a ver.

    Por outro lado, se Maria fosse apresentada como radical, nada gastando, sua Sociedade, se assim também procedesse, entraria em colapso econômico/financeiro pois a falta de circulação de dinheiro é, em segunda instância, motivador inquestionável para estabelecimento de crises.

    Cedo, Maria estaria desempregada com mais um montão de trabalhadores econômicos que passariam a gastar suas reservas, agora não mais retroalimentadas.

    Moderação é a chave. A compulsão por consumo e a avareza são inimigas do indivíduo e da Sociedade, por extensão.

    Igualmente notável é o fato de que, subliminarmente, o texto confronta Capitalismo x Comunismo.

    É um erro pensar que o consumo empobrece. Ele é uma peça de toda engrenagem. O consumo movimenta a produção, lubrificante social.

    Por exemplo: a corrupção minou do Brasil, em vinte anos, mais de dois trilhões de reais. A maior parte desse dinheiro encontra-se em paraísos fiscais, cofres residenciais, wallets, cliptocoins e tudo, além de bancar os prazeres dos infratores, parado. Não gera trabalho, pesquisas, nada. Convenhamos, é um valor que, em circulação, levantaria qualquer país do mundo, com exceção dos EUA que brincam de PIB up.

    Tudo acima, considerado a grosso modo.

  18. Sou novo aqui e não sou economista

    Partindo desse pressuposto, se o crédito ao consumo de bens perecíveis, (como parcelar o supermercado) e em uma situação mais extrema restringindo o crédito ao consumo de bens duráveis (como carros e casas). Sobrando (ou desviando) todo o credito para os investimentos e obrigando as pessoas a consumirem apenas após pouparem o dinheiro.

    Qual o possível efeito disso?

    Seria uma medida anti liberal é anti keynesiana, correto? Mas factível?

    Agradeço esclarecimentos

  19. Sou como a Maria e garanto que, além da saúde no bolso, poupar aumenta ainda a saúde mental. A tranquilidade que a segurança de uma reserva nos traz não tem preço. Aliás, tem preço (muito valor).

    Parabéns pelo texto.

  20. Alexandre Schmitt

    Ouvi dizer que maior poupança gera queda nos juros no mercado interbancário. Poderiam me dizer se tal citação é verdadeira? E o motivo?

  21. Se a gente pudesse voltar no tempo e fazer a Dilma ler esse texto centenas de vezes, talvez hoje não teríamos uma taxa de desemprego tão grande.

  22. Conheci o site recentemente e estou passeando pelos artigos.

    Quando li: capitalismo é, acima de tudo, poupança…

    Minha cabeça explodiu.

    Sério, vontade de colocar aquele gif do carinha de óculos explodindo a mente rsrs

    Parabéns pelo artigo!

  23. Do artigo:

    “O banco irá recorrer a essa poupança de seus depositantes e irá emprestá-la para empreendedores de várias maneiras: empréstimos para a construção civil, empréstimos para a abertura de pontos comerciais, empréstimos para a ampliação de instalações industriais, empréstimos para a construção de fábricas, empréstimos para a contratação de mão-de-obra, empréstimos para capital de giro etc.” (Bohm-Bawerk)

    Porém, os bancos não fazem isso atualmente, eles simplesmente criam dinheiro do nada:

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

    (O sistema bancário brasileiro e os seus detalhes quase nunca mencionados)

    “Sendo assim, a realidade é que, para todas as operações de concessão de crédito, os bancos criam dinheiro eletrônico do nada e emprestam este dinheiro para pessoas, empresas e governos (federal, estaduais e municipais), em um processo que veremos mais abaixo. Dado que tais depósitos bancários assim criados não vieram da poupança, podemos dizer que está havendo a criação de crédito bancário (e não de crédito real). É importante frisar isso: no atual sistema bancário, todo o crédito é bancário. Trata-se de dígitos eletrônicos que são criados pelos bancos e acrescidos às contas dos tomadores de empréstimos. Nenhum dinheiro está sendo removido de uma conta para outra. Está havendo apenas a criação de dígitos eletrônicos” (artigo do Leandro)

    Então, eu concordo com o artigo no sentido de que, sim, o sistema bancário na era do Bohm-Bawerk era mais “honesto”

    Mas o autor, para explicar o “porquê de uma sociedade poupadora enriquecer e uma sociedade consumista empobrecer”, ele não deveria levar em consideração, antes, que o “significado utilitário” da poupança atualmente não é a mesma da era de Bohm-Bawerk já que o “significado utilitário” atual é aquele que consta no artigo do Leandro que eu supracitei? Ou seja, o autor não estaria utilizando conceitos que eram válidos no contexto do início do século 20 e aplicando no século 21, sendo que o funcionamento das coisas é bem diferente?

    No fim, eu posso resumir tudo:

    Qual é a função da poupança atualmente e como ela enriquece uma sociedade ?(ou, como uma sociedade pode empobrecer se não poupar?)

    Aliás, eu falei que o sistema da era do Bohm-Bawerk era mais “honesto”, já que, segundo o Leandro nos “comentários” daquele próprio artigo dele que eu supracitei (eu irei repostar mais abaixo):

    ” Justamente pelo fato de os bancos poderem criar dinheiro do nada, sem que outras pessoas (os poupadores) tenham de abrir mão de uma idêntica quantia de dinheiro, tudo o que essa expansão de crédito faz é aumentar a quantidade de dinheiro na economia e gerar inflação de preços.”

    Mas será que os efeitos da inflação no contexto atual (do artigo do Leandro supracitado) são os mesmos efeitos do contexto antigo?

    Ora, antigamente e num sentido amplo, os investimentos eram, teoricamente, oriundos da poupança e se tínhamos inflação, tínhamos uma depreciação da poupança e, consequentemente, uma depreciação no investimento. A inflação, dentre outras coisas, seria ruim por causa da destruição da poupança.

    Entretanto,hoje, se uma pessoa quer investir, ela simplesmente consome crédito e o banco, simplesmente, cria dinheiro do nada. Não foi por causa da poupança. Citando o Leandro para o contrariar: (do mesmo comentário daquele artigo que eu supracitei)

    “Por exemplo, suponha que você é um incorporador e queira construir um prédio. Ato contínuo, você vai a um banco e pede um empréstimo. O banco, por conseguinte, irá criar eletronicamente este dinheiro e depositá-lo na sua conta. Agora, você tem mais poder de compra. Você poderá comprar tijolos, cimento, argamassa, vergalhões, azulejos, encanamentos, pias, vasos sanitários etc.”

    Mas, assim como o construtor do prédio consumiu crédito para construir o seu prédio, o fabricante de tijolos pode fazer o mesmo para produzir tijolos, o fabricante de cimento para produzir cimento, o de argamassa para produzir argamassa e assim. Sendo assim, os investimentos desses agentes não precisa vir da poupança. Além disso, se o agente poupou, aquele depósito veio da criação de crédito.

    Se a inflação ataca a poupança e se os investimentos não oriundos da poupança, então, a inflação não ataca os investimentos por essa lógica.

    Portanto, como fica a inflação? Imagino que, por uma outra lógica, se os preços sobem acima do poder de compra dos agentes, a demanda é afetada

    Utilizando o exemplo do prédio:

    O construtor do prédio deixa, de consumir os tijolos, o cimento, a argamassa etc porque os preços aumentaram muito, por exemplo. Se ele contraiu crédito para construir a empreitada, ficou endividado (dependendo, teve que fechar ou diminuir a produção)

    O produtor de tijolos deixa de consumir carvão, alguns produtos químicos e argila especial porque os preços aumentaram muito, por exemplo. Se ele contraiu crédito para produzir, ficou endividado.(dependendo, teve que fechar ou diminuir a produção)

    O produtor de cimento deixa de consumir carvão, alguns outros produtos químicos e calcário não por causa, agora, dos preços dos ingredientes do cimento que estão altos, mas, sim porque as vendas, que eram para os produtores de prédios que estão sofrendo com a inflação, desabaram. Se ele contraiu crédito para produzir, ficou endividado.(dependendo, teve que fechar ou diminuir a produção)

    O produtor de canos deixa de consumir o plástico, os solventes e os metais porque os preços aumentaram muito. Se, agora, o dinheiro que ele utilizou veio da poupança e não do crédito, como nos anteriores, então ele não ficou endividado mas ficou sem dinheiro e, num arranjo ainda mais inflacionário do que o anterior, dificilmente ele conseguirá juntar, novamente, o dinheiro necessário para retomar a produção de canos (já que, no exemplo, ele não gosta de usar crédito e, dependendo, teve que fechar ou diminuir a produção)

    Quando que os atores acima voltam a produzir como antes? Quando pagarem as dívidas (os primeiros) ou quando tiverem uma reserva adequada (o último mais conservador que eu citei)

    Conclusão

    O advento do artigo do Leandro parece que altera a lógica daqueles artigos que vivem falando da poupança e, para antecipar, o advento daquele artigo sobre os impactos da tecnologia do dinheiro digital, se causar uma mudança drástica de tudo, também irá alterar a lógica de outros artigos.

    ***

    Comentário do Leandro: (2013)

    Artigo:O sistema bancário brasileiro e seus detalhes quase nunca mencionados

    ARTHUR

    Prezados,

    uma dúvida teórica. Após a leitura desse artigo surge uma pergunta: vale a teoria clássica ou keynesiana? A poupança gera o investimento ou o investimento gera a poupança?

    É necessário uma poupança prévia para gerar o investimento ou o crédito viabiliza o investimento que por sua vez se desdobra em poupança ex-post?

    Obrigado!!

    LEANDRO

    A teoria clássica continua sendo a verdadeira. O problema, no entanto, é que o atual arranjo monetário e financeiro obnubilou as coisas. No arranjo atual, os bancos criam dinheiro do nada e, com isso, geram poder de compra e capacidade de investimento para pessoas e empresas.

    Por exemplo, suponha que você é um incorporador e queira construir um prédio. Ato contínuo, você vai a um banco e pede um empréstimo. O banco, por conseguinte, irá criar eletronicamente este dinheiro e depositá-lo na sua conta. Agora, você tem mais poder de compra. Você poderá comprar tijolos, cimento, argamassa, vergalhões, azulejos, encanamentos, pias, vasos sanitários etc.

    Mas não foi a criação deste dinheiro o que possibilitou a existência de todos esses materiais. E isso tem de ficar claro: a expansão do crédito, por si só, não possibilita nenhum investimento. Criar dinheiro não faz com que tijolos, cimento, argamassa, vergalhões, azulejos, encanamentos, pias, vasos sanitários surjam do nada. Essas coisas só existem porque alguém produziu estes bens. E para que estes bens pudessem ser produzidos, outras pessoas tiveram de poupar (se abster do consumo) e, assim, liberar os recursos necessários para a produção destes bens.

    Justamente pelo fato de os bancos poderem criar dinheiro do nada, sem que outras pessoas (os poupadores) tenham de abrir mão de uma idêntica quantia de dinheiro, tudo o que essa expansão de crédito faz é aumentar a quantidade de dinheiro na economia e gerar inflação de preços.

    Em suma: no final, é a poupança quem de fato permite os investimentos

    ——-

  24. Não entendi uma coisa, no artigo dá a entender que consumir significa “destruir” riqueza, mas por exemplo, se eu poupar 50% do meu salário ele vai ficar lá no banco para financiar investimentos. Por outro lado seu eu comprar um carro de R$ 500.000,00, isso não significa que haverá meio milhão a menos de poupança, pois esse meu gasto se torna poupança de quem me vendeu o produto e no fim ele novamente estará no sistema bancário financiando investimentos. Na verdade eu vejo que a falta de educação financeira e o estímulo ao consumismo acaba acentuando a desigualdade.

  25. Os comentários poderiam ser respondidos… porque às vezes são dúvida.

    Interessante o estilo da Maria.

    Mas…o que ela poupou, considerando estar no Brasil rendeu-lhe quanto?

    Sinceramente, poupar no Brasil para se construir uma casa, ou adquirir um carro à vista sem os alvoroçados juros nacionais, com o custo de SOBREVIVÊNCIA elevadíssimo me faz um prognóstico muito ruim: terei meu carro em quase 10 anos e minha casa nunca sairá do travesseiro…

    É sério, vc com essa renda de 6k, ao pagar todas as despesas fixas ( cel, mercado, transporte, Internet, LUXO DO NETFLIX-UAU!!!, escola pra 2 filhos, plano de saúde mais conta de todos) terminará o mês devendo, aguardando pelo 13°…

    Eu queria muito que um economista comentasse isso.

    Sabe como se consegue o descanso com as crianças no fds? Tendo uma renda extra, caso contrário, c tá lascado.

    Só um desabafo…

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