Governos de todos os países do mundo querem estar no
controle da educação das crianças. Nenhum governo quer voluntariamente abrir mão
desse poder.
Pode observar: no extremo, governos abrem mão de controlar
infra-estrutura, saúde, segurança e até mesmo a própria moeda. Mas não abrem mão
do controle educacional.
Em termos estratégicos, não há nada mais precioso
que o controle da educação. Afinal, é ali que está a semente de tudo. Se toda a
propaganda governamental inculcada nas salas de aula conseguir criar raízes
dentro das crianças à medida que elas crescem e se tornam adultas, estas
crianças não serão nenhuma ameaça ao aparato estatal. Elas mesmas irão
prender os grilhões aos seus próprios tornozelos.
Pergunte a qualquer pessoa devidamente doutrinada e
surpreenda-se ao constatar como o governo foi muito bem sucedido em fazer as
pessoas verem os serviços de educação estatal como uma evidência da bondade do
estado e da preocupação de seus burocratas para com nosso bem-estar.
E é por isso que a educação autônoma e
domiciliar — a verdadeira educação — é uma enorme ameaça para
qualquer regime. É por isso que ela é combatida tão veementemente pelo
estado e seus burocratas. Se o estado perder o controle daquilo que entra
em sua mente, ele perde o segredo de sua própria sobrevivência.
As escolas públicas já fazem parte da nossa religião
cívica. Elas são a primeira evidência que as pessoas citam para mostrar como os
governos municipal, estadual e federal estão sempre nos servindo. Mas há também
um elemento psicológico: a maioria de nós entrega a elas alegremente os nossos
filhos, certos de que o governo sempre tem em mente o melhor para os nossos
interesses.
Mas será que isso realmente ocorre? Em seu livro Educação: Livre e Compulsória,
Murray Rothbard mostra que a verdadeira origem e propósito da educação pública
não é exatamente a educação da maneira como a imaginamos: o propósito único é
fazer a doutrinação de uma religião cívica, um consenso em torno da importância
do estado.
Isso explica por que a elite governamental sempre
foi contrária ao homeschooling e a um ensino privado que não
siga as normas do Ministério da Educação: não é o temor de notas baixas nos
exames educacionais que está guiando essa atitude, mas a preocupação de que
essas crianças não estejam aprendendo os valores que o estado considera
importante.
Mas criticar as escolas públicas não é o propósito
desse artigo. Existem escolas públicas decentes, assim como existem escolas
públicas horríveis. Portanto, não há razão para se fazer generalizações. Também
não há necessidade de ficar mostrando dados sobre resultados de exames
educacionais. Vamos apenas lidar com a economia envolvida na questão.
Na
ponta do lápis, somando todo o dinheiro de impostos que vai para bancar tudo o
que diz respeito à educação pública (da limpeza ao salário dos
professores, passando por material didático, laboratórios e quadras esportivas), e considerando o que realmente é entregue em termos de ensino e educação,
o desperdício é estrondoso. Neste quesito, o custo real médio de um aluno de uma escola pública — em termos de retorno e qualidade da educação — é bem maior que o de um aluno de uma
escola privada.
Isso é contrário à nossa intuição, já que as pessoas creem
que as escolas públicas são gratuitas e que as escolas privadas são caras. Mas
a partir do momento em que você leva em consideração a origem do financiamento de
ambas as instituições (impostos versus mensalidades ou doações), verá que a
alternativa privada é bem mais barata.
O custo
das escolas públicas é disseminado por toda a população, ao passo que o custo
das escolas privadas é coberto apenas pelas famílias dos estudantes que as frequentam.
Como será ilustrado abaixo, se pudéssemos abolir as escolas públicas e
todas as leis educacionais compulsórias, e se pudéssemos substituí-las por uma
educação fornecida pelo mercado, teríamos escolas melhores pela metade do
preço. E seríamos mais livres também. Além disso, seríamos uma sociedade mais
justa, já que apenas os usuários dos serviços de educação pagariam por seus
custos.
Fazendo
a transição
Mas qual o problema com esse modelo? Bem, há o
problema da transição. Existem óbvias e graves dificuldades políticas. O status quo já está amontoado de um
número significativo de “subscrições” a esse serviço, e é muito
difícil alterar essa situação.
Mas vamos imaginar como seria. Digamos que um
determinado estado da federação, que está passando por severas dificuldades orçamentárias,
decidiu que os custos da educação pública são muito caros em relação às escolas
privadas. Ato contínuo, a assembléia estadual decidiu abolir as escolas
públicas por completo e desregulamentar a legislação sobre a oferta de escolas
privadas. As prefeituras deste estado, em situação financeira igualmente
claudicante, decidiram fazer o mesmo.
A primeira coisa que deve ser notada é que isso
seria ilegal, já que a Constituição requer que cada estado forneça educação
gratuita. Sendo assim, eu não tenho idéia do que aconteceria com aquela assembléia
estadual e com as câmaras municipais. Será que seus integrantes seriam presos?
Quem sabe? Certamente eles seriam processados.
Mas digamos que, de alguma maneira, esse problema
foi contornado graças a, digamos, uma emenda especial na constituição, que
isenta certas localidades (ou o próprio estado) caso a assembléia aprove o
pedido.
Feito isso, haverá um problema com a legislação
federal e com o Ministério da Educação. Estou puramente especulando, pois eu
não conheço as leis relevantes, mas podemos supor que o Ministério da Educação
ficaria ciente do ocorrido, e haveria algum tipo de histeria nacional. Mas
digamos que miraculosamente consigamos também superar esse problema, e que o
governo federal — por se tratar de uma emergência — deixe essa localidade
seguir adiante com seu plano e também libere todas as escolas de seguirem o currículo
imposto pelo Ministério da Educação.
Haverá dois estágios para a transição. No primeiro
estágio, muitas coisas aparentemente ruins acontecerão.
Por exemplo, o que ocorrerá com as instalações
físicas dessas escolas públicas? Elas serão vendidas para os arrematadores que
pagarem o preço mais alto, sejam eles proprietários de uma nova escola,
empresários de qualquer ramo, ou meros agentes imobiliários. Isso gerará histeria.
E quanto aos professores e funcionários? Todos
dispensados. Já dá até pra imaginar a choradeira.
Adicionalmente, para os pais cujos filhos estavam
nessas escolas públicas haverá o grande problema de o que fazer com as crianças
durante o dia. Também haverá, obviamente, uma lamúria maciça em relação aos
pobres, que irão descobrir que não têm qualquer outra opção escolar senão as
escolas privadas ou o próprio ensino
doméstico por conta própria (mais sobre isso abaixo).
Simultaneamente, as mensalidades das escolas privadas
iriam disparar: afinal, houve uma redução na oferta de escolas e um aumento na
demanda por ensino privado. Vários alunos que estavam nas escolas públicas serão
matriculados em escolas privadas. Maior demanda gerará maior preço.
Os mais pobres serão os mais atingidos, mas mesmo os
pais de classe média e classe alta também sofrerão, pois as mensalidades das
escolas particulares de seus filhos aumentarão.
Dito isso, tudo parece bem catastrófico, certo? De
fato.
Mas essa foi apenas a primeira etapa. Se de alguma
forma conseguirmos chegar à fase dois, algo completamente diferente irá
emergir.
Para começar, com essas escolas públicas abolidas, os
impostos sobre propriedade (IPTU), sobre automóveis (IPVA), e sobre serviços (ISS
e ICMS), que antes eram utilizados para financiar essas escolas públicas, poderão
ser substantivamente reduzidos. Vale lembrar que, hoje, quase 40% da renda das
pessoas é confiscada pelos três níveis de governo na forma de impostos. Uma
grande redução nesses impostos liberaria mais dinheiro para os indivíduos deste
estado. Não seria exagero dizer que a redução desses impostos poderia trazer —
por baixo — um aumento de pelo menos 25% na renda dessas pessoas.
Consequentemente, com esses impostos reduzidos,
haverá dinheiro extra para pagar as mensalidades escolares. Principalmente para
os mais pobres.
Em um segundo momento, com as atuais escolas privadas
lotadas, haverá uma demanda premente por novas escolas. Havendo demanda, empreendedores
de todo o país em busca de lucros irão rapidamente inundar o estado, fornecendo
escolas que irão concorrer entre si. Isso pressionará os preços das mensalidades
para baixo.
Além disso, é viável supor que igrejas e outras
instituições cívicas também conseguirão arrecadar dinheiro suficiente para
pagar pela educação dos mais pobres.
De início, é provável que as novas escolas seguirão
o modelo das escolas públicas tradicionais, com a mesma carga horária e oferecendo
as mesmas matérias. Mas, após um período de tempo, novas alternativas surgirão.
Haverá escolas fornecendo aulas durante a metade do
dia. Haverá escolas grandes, médias e pequenas. Algumas terão 40 crianças por
sala de aula, e outras terão quatro ou uma. Haverá uma expansão maciça de
tutores particulares.
Escolas sectárias de todos os tipos irão surgir.
Pequenas escolas serão abertas para atender interesses localizados: ciências,
literatura clássica, música, teatro, computadores, agricultura etc. Surgirão
escolas que permitirão apenas alunos do mesmo sexo. Se haverá ou não esportes ou
filosofia na grade curricular de uma dada escola, isso será algo deixado
unicamente para os pais decidirem.
Ademais, o já surrado modelo de “ensino básico,
fundamental e médio” não mais será o único. As turmas não serão necessariamente
agrupadas somente por idade. Algumas terão como base a capacidade e o nível de
avanço dos alunos. As mensalidades variarão de gratuitas até extremamente
caras. Empresas privadas poderiam fornecer bolsa de estudo para determinados colégios
cuja grade curricular possa formar mão-de-obra do interesse dessas empresas.
O ponto principal é que o cliente — os pais — estariam
no comando.
Simultaneamente, serviços de transporte surgiriam
para substituir o antigo sistema de ônibus escolares. As pessoas poderiam
ganhar dinheiro comprando vans e fornecendo transporte. Em todas as áreas
relacionadas à educação, oportunidades de lucro iriam abundar.
E, para aqueles que não querem colocar filhos na
escola, sempre há a internet. Hoje, há vários programas gratuitos de
aprendizagem via internet (como por exemplo a Khan Academy). Basta os pais entrarem na
internet, fazerem o download do material curricular e seguirem as instruções.
Dá trabalho e exige dedicação? É claro que sim. Mas quem disse que ter filhos é
um passeio?
Em resumo: o mercado para a educação iria operar da
mesma maneira que qualquer outro mercado — como o de alimentos, por exemplo.
Onde houver uma demanda, e obviamente as pessoas demandam educação para seus
filhos, haverá uma oferta. Existem grandes redes de supermercado, e existem
empórios e quitandas. Existem mercearias e existem armazéns sempre dispostos a
prestar seus serviços para toda essa rede. O mesmo ocorre com outros bens, e
ocorreria o mesmo com a educação.
Novamente, o consumidor é quem iria comandar. Ao fim
e ao cabo, o que iria surgir não seria totalmente previsível — o mercado nunca
é –, mas o que quer que acontecesse, seria de acordo com os desejos do público
consumidor.
Após essa segunda fase e última fase, este estado (e
suas cidades) emergiria como um dos mais desejáveis do país. As alternativas
educacionais seriam ilimitadas.
Como as escolas seriam? Parece-me óbvio que:
- O
custo da educação cairia ano após ano, com as empresas encontrando
maneiras de fornecer educação de qualidade a custos cada vez
menores. E todo o dinheiro que você gasta hoje para pagar pelas
escolas públicas por meio de impostos ficaria integralmente com você, para
gastar como achar melhor.
- A
concorrência faria com que as escolas tivessem de melhorar ano após
ano. Não dá para fazer previsões, mas é bem possível que houvesse
escolas em que as crianças não teriam de ficar mais do que 3 horas por dia
para receber uma educação muito superior à obtida hoje nas escolas
controladas pelo governo.
- As
escolas seriam tão mais estimulantes, que as crianças poderiam
perfeitamente querer passar várias horas por dia explorando o mundo da matemática,
da história, da geografia, da literatura, da redação ou de qualquer outro
tema que tenha despertado sua imaginação.
- Dado
que não haveria nenhum Ministério da Educação impondo um determinado tipo
de currículo para todo o país, não veríamos mais as brigas amargas sobre
os conteúdos ministrados, sobre a necessidade ou não de se ensinar
religião, “sensibilidade social” e educação sexual; não haveria
problemas com a imposição estatal de “kit-gay” ou com a
aceitação ou não de professores homossexuais. Se uma escola quisesse
se especializar exclusivamente em esportes, por exemplo, caberia aos pais
decidir se querem ou não que seus filhos estudem ali. A liberdade
definiria as escolhas. Não mais haveria as centenas de controvérsias
que vemos na educação atual, completamente controlada pelos burocratas do
Ministério da Educação. Se você não gosta do que a escola do seu
filho está ensinando, você simplesmente vai atrás de outra melhor — do
mesmo jeito que vai atrás de um supermercado que tenha o que você quer.
- Haveria
dezenas de opções disponíveis para você — escolas mais severas, escolas
com disciplinas especiais, como música e cinema, escolas alternativas e
até mesmo escolas que ofereçam um ensino completo sobre o funcionamento do
livre mercado e do empreendedorismo, o que iria ajudar seu filho a obter
uma vida mais confortável quando crescesse, além de poupar seu cérebro de
infecções marxistas. Algumas escolas poderiam perfeitamente criar um
currículo personalizado baseando-se em suas expectativas e nas capacidades
de seu filho, ao passo que outras ofereceriam uma educação mais simples a
um custo menor para aqueles que precisam economizar.
E então as pessoas deste estado iriam desfrutar as
melhores escolas do país pela metade do preço das escolas públicas. E aquelas
que não têm filhos não teriam que pagar um centavo pela educação alheia. Pode
algo ser mais atraente?
Conclusão
Infelizmente — e isso não é compreendido por todos –, enquanto o governo puder tributar os cidadãos para lhes fornecer serviços
educacionais a preço marginal zero, todo um serviço educacional privado que
poderia existir jamais é criado.
Não deixa de ser irônico constatar essa contradição:
ao mesmo tempo em que o governo vigilantemente pune empresas que praticam
“concorrência predatória” (leia-se: fornecem produtos e serviços a
preços baixos), ele próprio incorre nessa prática — só que de maneira
totalmente coerciva, pois o faz com o dinheiro que confisca da população — no
serviço educacional.
Não há nada de específico na educação que nos faça
duvidar de que o mercado poderia fornecê-la. Assim como qualquer produto
ou serviço, a educação é uma combinação de terra, trabalho e capital
direcionados a um objetivo claro: a instrução de assuntos acadêmicos e
relacionados, os quais são demandados por uma classe de consumidores,
majoritariamente pais.
E então: qual estado será o primeiro a tentar essa
alternativa e nos mostrar o caminho?
boa tarde!
Concordo com muita coisa que está escrita nesse artigo. Apenas uma dúvida paira em minha cabeça…será que o governo iria reduzir a tributação no caso de não mais existirem as escolas públicas? gostaria que vocês me respondessem esse indagação.
muito obrigado e parabéns pelo excelente trabalho, leio todos os dias e todos os artigos!
Propaganda. Propaganda move o mundo. Assistimos a um jogo de futebol que acontece no Japao, de graca. So tem o custo da energia da TV. Os custos de transmissao ( satelite, equipamentos, pessoal tecnico, reporteres) e com os jogadores sao basicamente pagos com propaganda. Entao eu imaginei um sistema de ensino que fosse gratuito para quem recebe, em que os custos fossem cobertos por propagandas. Cada familia teria de fazer um cadastro com informacoes relevantes para empresas de propaganda (habitos de consumo, idade, telefones, rede social…). Estas informacoes seriam vendidas para cobrir os custos da escola.
Isso e’ apenas uma ideia, nao pesquisei sobre a viabilidade. Se alguem me ajudar, agradeco.
Algo que sempre pensei para meu filho de 4 anos é o ensino privado em casa e para interação social coloca-lo em esportes com o tempo que lhe restaria. Obviamente o ensino em casa me da a liberdade de escolher um professor com métodos que vão de acordo com meu filho. Não farei isso no Brasil, seria caro demais, meu objetivo é me mudar para o Canada ou talvez Austrália onde tem certa demanda na minha área de atuação. Sou amplamente acusado de estar “fugindo” do meu país ao invés de tentar melhora-lo. Nunca me senti na obrigatoriedade de lutar por algo que já perdi o interesse, além do mais estou na faculdade e estou sentindo na pele a censura de muitos dos meus professores, não desejo essa falta de liberdade para meu filho.
É engraçado, eu e minha família somos (estamos ) pobres, mas minha mãe trabalhando duro e sem a presença do meu pai conseguiu arcar com os custos de um colégio particular. Assim como minha mãe milhares de famílias em situações menos confortáveis conseguem pagar instituições privadas de ensino com a ideia de que lá, seus filhos teriam um melhor desenvolvimento intelectual.
Só que… Esses pais assim como minha mãe pagam. Pagam praticamente duas mensalidades (considerando apenas um filho(a) ) A da escola privada e da escola pública. Mesmo não utilizando seus serviços.
Acredito que medidas tomadas do dia para a noite mais prejudicam que ajudam. Acredito que tudo é uma questão de fazer com que as pessoas se acostumem aos novos padrões.
Um exemplo que acredito ser ideal seria o Estado desonerar aqueles que pagam entidades privadas de ensino. Já que eu não uso, não teria o pq pagar.
Mas manteria a opção pública durante um certo período talvez 10 anos. Indo diminuindo paulatinamente seus investimentos nessa área até chegar a ZERO!
Isso daria tempo para que as pessoas se acostumassem. Talvez ao ver o filho do vizinho estudando em um colégio particular essa pessoa veria que com a ausência de impostos a ser pagos, tenderia a conseguir arcar com esse investimento e até sobrar uma certa quantia.
EM relação a alunos que apresentam ótimo desempenho mas não possuem condições financeiras, estes já possuem inúmeras instituições que dão bolsas integrais a eles.
Estes inclusive servem de propaganda da qualidade de ensino da instituição.
Como exemplo de uma área livre aqui no Brasil é a de Analista de Sistemas que felizmente não possui regulamentação ainda. O próprio mercado tratou de criar as certificação ‘selos de qualidade’ onde e exigência não é obrigatória, posso contratar para minha empresa um profissional de banco dados altamente qualificado (com certificação) para um projeto ultra complexo ou posso contratar um profissional mediano para coisas simples. Em falar em pobres, também existem institutos como o IOS (Instituto da Oportunidade Social) que oferecem ensino gratuito patrocinado por empresas que necessitam da mão de obra ‘especializada’ desses futuros profissionais. Na minha opinião se tivéssemos regulamentação do governo nessa área nada disso seria viável. Teríamos sim, uma grande reserva de mercado, com profissionais improdutivos e caros, consequentemente todos os projetos seriam bem mais caros.
Eu gostaria de ter exemplos no ensino fundamental, portanto, alguém conhece algum pais que possui politicas de ensino libertarias? Ou que esteja indo para esse caminho?
Escola pública nunca prestou, nem prestará, no Brasil. Se algum governador ou prefeito deste país quiser mesmo, melhorar a educação, no seu estado ou município; então que faça isto:
1- Privatize todas as escolas públicas.
2- Dê o direito aos pais de escolherem em qual escola particular, eles querem matricular seus filhos, por meio de bolsas de estudo.
O resto é só demagogia eleitoreira. Você acha que as escolas públicas funcionam gratuitamente? Enquanto nas escolas particulares, cerca de 70% dos funcionários são professores, nas escolas públicas esta percentagem não passa nem de 40%. O resto é burocracia; corrupta, incompetente e lenta. Sai mais barato e melhor, se usar dinheiro público, para pagar uma mensalidade numa escola particular, que jogar dinheiro fora em escolas ditas "públicas", mas de fato da CUT, da corrupção e da incompetência.
Em resumo. Com escolas sob o controle de marxistas, estaremos fadados a vivermos num país pobre, falido, corrupto e endividado.
Tornar um país pobre, num país rico é raridade, mas a Coréia do Sul conseguiu tal feito, graças aos governos de dois generais de 1961 a 1988. Peço a você, que veja a palestra que começa aos seis minutos e vários segundos do site https://www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A
"Eu me pergunto sempre: "Quais são as pessoas que curtem a esquerda e, em espécie, o comunismo?" Geralmente os fracassados, aqueles que nunca iriam conseguir chegar onde sonhavam sem a ajuda de uma corrente política que precisa de acólitos. Tem gente que trabalha, estuda e ganha uma fortuna no meu pais. Esses geralmente, nem querem saber de política, na verdade não tem tempo para isso. Assim como tem gente que, não importa em que sistema eles viveriam, sempre vão se constituir no lixo da sociedade: alcoólatras sonhadores, preguiçosos, ladrões, bandidos. Toda essa a última categoria é o grosso do que se chama de "turma proletária*" mas não tem nada a ver com proletariado. É, na verdade, o esgoto da sociedade, a sujeira que fede de qualquer jeito à pobreza, ao medo e à covardia." > minutoprodutivo.com/internacional/entrevista-medico-romeno-conta-como-era-viver-num-pais-socialista
O mais irônico é que esse é o melhor modelo possível para que surjam escolas exclusivamente Marxistas.
Será que os Marxistas irão defender esse arranjo?
O problema é que os assalariados não sabem o tamanho dos impostos que pagam.
Os grandes empresários, principalmente os meios de comunicação, escamoteiam as informações sobre os impostos que realmente os assalariados pagam. Obviamente para beneficiar-se das tetas do governo, através do BNDES, Bancos Estatais, propagandas e etc. Sem grandes impostos não há tetas.
Muitos impostos estão embutidos de maneira sorrateira. Atualmente, um funcionário de uma empresa de Lucro Presumido e Lucro Real, paga 8 a 11% de INSS, 27,5% – que a empresa paga e o funcionário não sabe – de INSS e outros micro impostos-, 8 a 9% de FGTS, a multa de 50% que a empresa paga ao demitir o funcionário. Que no total dá mais ou menos 50% sobre o salário. Muitos dirão que INSS e FGTS não é imposto, porque é do funcionário. Grande ilusão pelo fato que se vive no AGORA e não no futuro. Só existe o “AGORA” (é nele que se vive), o futuro ou a esperança é arma de esquerdista e do Estado para submeter as pessoas aos seu controle.
Então temos aproximadamente 50% só de INSS, FGTS, Multa 50% que o funcionário poderia fazer o que quiser, inclusive fazer uma “poupança” de sua maneira.
Continuando: A maioria dessas empresas pagam Assistência Médica, Cestas Básicas, PLR (divisão de lucros ao funcionário), e outros benefícios, que indiretamente é dinheiro do funcionário, e que ele poderia escolher se embolsava esse dinheiro ou se deixava a empresa pagar. Mas vamos desconsiderar isso.
Quando o funcionário compra alguma coisa, os impostos embutidos, seriam aproximadamente de 37% ou mais, dependendo daquilo que ele está comprando.
Com isso o Estado retém do funcionário, em impostos, uma média 87% (50% + 37%).
IMAGINEM: 87%!!!
Agora o que tem a ver com a questão acima?
Simples: Se o funcionário aceita que o Estado lhe tire 87% e fica inerte (ou só reclama), como é possível convencer o povo a tirar a educação que o Estado fornece?
Lembram-se da frase do Harry Browne?
“O Governo é bom em uma coisa. Ele sabe como quebrar as suas pernas apenas para depois lhe dar uma muleta e dizer:”veja, se não fosse pelo governo, você não seria capaz de andar!”.”
Tudo é feito propositalmente pelo Estado, o povo é manco porque o Estado já quebrou suas pernas. A muleta é a “Educação Estatal”, “Segurança Estatal”, “Orientação social Estatal”, “o que pensar Estatal”, e etc.
É POR ISSO QUE A DIFICULDADE É IMENSA E O ESTADO NUNCA DEIXARÁ DE SE APROVEITAR DISSO.
Pelo menos o Trump está eliminando o Ministério da Educação de lá. Mas só isso não basta.
No link sobre o preco por aluno no ensino publico, nao achei a informacao de que custam 2 vezes mais do que no ensino privado. So vi que o custo anual por aluno seria no minimo 2.5mil. Poderia esclarecer esse dado por favor? Obrigado
Apesar de concordar que um sistema de livre mercado seria melhor e mais eficiente do que o modelo atual, minha dúvida, tanto em relação ao ensino como em relação à saúde, é em relação aos estratos mais pobres da população.
Sem condições de pagar por educação ou saúde, a alternativa pública, por pior que seja (e é realmente péssima), é para eles a melhor escolha disponível, afinal, melhor uma opção porcaria do que nenhuma opção.
Acredito que nem mesmo a redução de impostos ou a caridade sejam suficientes para superar esta barreira, já que, não necessariamente os impostos economizados por estas pessoas serão equivalentes ao valor de uma mensalidade escolar e nem há garantias de que a caridade será suficiente para atender todos.
Neste caso, como assegurar o acesso a saúde e educação a estas pessoas?
Acredito que esta pergunta seja recorrente e inclusive já tenha sido respondida em outros artigos. Se alguém puder me indicá-lo, agradeço bastante.
Desde já obrigado pelas respostas.
Acredito que no contexto do Brasil, o Governo não está interessado em ter o controle da educação. Para constatar isso, basta ver como o governo é desleixado em relação as escolas. Se realmente estivesse interessado, a educação básica não estaria largada. Se duvidar, o governo brasileiro é o mais interessado em deixar a educação a cargo exclusivamente da iniciativa privada. O problema são a constituição, os ideólogos socialistas e sociais-democratas brasileiros que jamais abririam mão disso, pois esses, sim, são quem tem interesse em deixar a educação na mão do governo para que, através do currículo nacional, seus planos de educação ideológica sejam postos em prática.
Países onde o Governo realmente está interessado em doutrinação das massas, a educação é uma prioridade, pois ela será um dos vários veículos de propaganda desse governo. O governo brasileiro não quer saber de educação. O governo quer saber de controlar Banco Central, subsidiar empreiteiras, controlar empresas públicas e qualquer outro setor econômico onde roubar seja mais lucrativo.
Se nos Estados Unidos, que é um país mais liberal do que o Brasil, seria difícil fazer uma reforma educacional no sentido de deixar exclusivamente nas mãos das pessoas, imagina por aqui, onde 90% da população possui por condicionamento mentalidades estatista, intervencionista, socialista, protecionista etc.
http://www.jb.com.br/economia/noticias/2017/02/09/wsj-peru-lidera-america-latina-em-esforco-para-abracar-a-economia-globalizada/?from_rss=esportes
http://www.valor.com.br/brasil/4861688/economia-brasileira-nao-deve-crescer-mais-que-05-neste-ano-diz-cnc
“E quanto aos professores e funcionários? Todos dispensados. Já dá até pra imaginar a choradeira.”
Foi muito bonzinho no que provavelmente iria acontecer se fechassem as escolas. Vai é ter um quebra-quebra generalizado, professores, alunos e pais de alunos saindo as ruas “manifestando” seu descontentamento e pedindo o direito a escola gratuita. Coloque ainda no meio os militontos da esquerda que viriam para ajudar e teremos a festa completa rss
O artigo traz muitas suposições…
Se isso acontecesse, a transição teria q ser bem lenta, extinguindo aos poucos. Acabar com educação pública da noite pro dia seria um caos durante um tempo dificil de estimar.
Obs. Meu comentário é mais uma suposição. 🙂
Vivemos num cativeiro sendo espoliados pelo Estado-Governo Leviatã.
O Brasil é um país fadado ao eterno fracasso alimentado por uma dominante estupidez da grande maioria do seu povo.
Estamos falidos e sem solução.
Nâo existe salvador da pátria e não existe mais esperança.
Isso aqui acabou !!!
Depois de ver comentarista reclamando de “coices” (?), estou agora esperando o meme Leitor do Mises Raiz X Leitor do Mises Nutella.
Acredito que a completa abolição do ensino público é sim benéfica, se formos analisar através da lógica de mercado. Apeas disso, a ausência de uma base de conteúdos mínima torna o ensino fornecido por cada instituiçao privada, extremamente difuso e distinto. O que eu considero preocupante, principalmente no contexto de sociedade, onde as pessoas necessitam de certas habilidades e conhecimentos para o bom convívio e o desenvolvimento da cooperação economica. Não quero, com isso, legitimar o intervencionismo estatal associado a questões ideológicas nos conteúdos programáticos, muito menos diminuir a liberdade de escolha dos pais enquanto tutores de sua prole. Só suscito esse ponto por crer na necessidade de uma grade minimamente comum a todos os cidadãos como, por exemplo, ética, matematica financeira e empreededorismo. Ademais, a escolha dessas poucas máterias básicas preconizaria a imparcialidade ideológica e a ausência de juízo de valor por parte dos corpos docentes, além de serem selecionadas de acordo com a vontade da maioria , ou seja, por cada indivíduo através de um plebiscito ou consulta pública e não por um grupos de teóricos estatais e políticos burocratas, os quais intercedem nessa realidade, alegando estar fazendo o melhor para todos, quando nunca o fazem. Pode parecer que me assemelho aos estadistas quando afirmo isso, por propor uma medida de alcance amplo, no entanto, nenhum pai ou responsável seria obrigado a seguir esse argumento, creio eu que eles o fariam por boa vontade por compactuarem com o que eu alego. Assim sendo, na minha visão essa seria um solução interessante, pois, além de, em tese, retirar a doutrinação ideológica comum ao interesse estatal, estaria uniformizando o ensino em algumas poucas grades, por conseguinte, garantindo a todos os futuros cidadãos uma maior presença criticidade, ética, tolerância e conhecimento economico na sua vida. Fatores esses que são primordiais em uma sociedade de livre mercado, porém que na situação proposta pelo artigo (que por sinal é bem coerente e conciso) estariam a julgo dos responsáveis. Obviamente, os pais teriam o livre arbítrio de adotar um modelo de ensino que lhe parecesse adequado para o seu filho, por mais que a maioria (talvez) reconhecessem a essencialidade dessas virtudes.
O que vcs acham?
Minha dúvida é relativa aos seguinte trecho do texto:
“Dado que não haveria nenhum Ministério da Educação impondo um determinado tipo de currículo para todo o país, não veríamos mais as brigas amargas sobre os conteúdos ministrados, sobre a necessidade ou não de se ensinar religião, “sensibilidade social” e educação sexual; não haveria problemas com a imposição estatal de “kit-gay” ou com a aceitação ou não de professores homossexuais. Se uma escola quisesse se especializar exclusivamente em esportes, por exemplo, caberia aos pais decidir se querem ou não que seus filhos estudem ali. A liberdade definiria as escolhas. Não mais haveria as centenas de controvérsias que vemos na educação atual, completamente controlada pelos burocratas do Ministério da Educação. Se você não gosta do que a escola do seu filho está ensinando, você simplesmente vai atrás de outra melhor — do mesmo jeito que vai atrás de um supermercado que tenha o que você quer.”
Neste caso, caso uma escola resolvesse lecionar sobre nazismo, ou seja, formar nazistas, bastaria somente não matricular seu filho lá? E claro que haveria alunos matriculados nesta escola interessados em aprender sobre nazismo e disseminá-lo. Acho que neste caso caberia uma regulação para impedir que se propagasse esse tipo de coisa. Concordam?
Pobres desse país mal conseguem se sustentar, veja aumentar renda com redução de IPVA do veículo que nem mesmo possuem. E como ficam os que não tem condições de pagar essas escolas? O brasileiro não é lá muito fã de educação e esse não seria um investimento atrativo.
Excelente hipótese. Penso muito parecido com o texto. Ainda assim eu lhe pergunto: qual seu “grau” de certeza que instituições filantrópicas e religiosas subsidiarão solidariamente a educação do pobres de verdade? Outros questionamentos podem serem feitos, mas sempre na ideia de somar com a proposta…parabéns.
Olá,
Excelente artigo. Achei inspirador.
Gostaria de saber se tal situação já e aplicada em algum lugar, vide que E.U.A que e o berço do livre mercado existem escolas públicas, assim como na Finlândia que hoje e dito como um País líder em inovação nesse seguimento. Existiria algum Estado que tenha abolido por completo o modelo tradicional ditado pelo Governo ?
Como faço para citar esse artigo em um trabalho acadêmico, já que não são informados os nomes dos autores?
Agradeço a colaboração.
Problema de matemática básica…
Seu filho tem direito de ir à escola gratuitamente.
O governo lhe oferece um ensino X que custa 2.500 reais ao ano.
Seu filho tem direito a 2.500 reais ao ano.
Se você quer pôr seu filho em um colégio particular, o governo deveria dar 2.500 reais de bolsa a ele.
Só parece lógico pra mim? O Estado ia ter esse custo de qualquer forma se seu filho frequentasse escola pública, não é privilégio nenhum, é apenas o direito convertido em dinheiro……. enfim…………. justo…….. não?
Uma simples regrinha do Escola sem Partido (poder filmar as aulas dos professores) está fazendo esse estardalhaço todo, imagine acabar com o MEC ou Ministério da Educação. Estão delirando.
Esse país está fadado a virar a Argentina ou, se exagerar, a Venezuela. Nunca sairá da mediocridade.
Em se tratando de Brasil, a redução da tributação é praticamente impossível. Se nosso sistema de educação tem como função primordial atender políticos e burocratas inúteis, uma vez que não houvesse como gastar esse montante no setor de educação, como certeza eles desviariam os recursos para gastar com burocracia no SUS ou alguma outra pasta.
A educação deve ser pública e gratuita para o desenvolvimento social do país. O custo que se fala está muito relacionado com desvios de recursos e processos licitatórios distorcidos. O país tem altíssimos impostos que inibem e limitam a participação de fornecedores de produtos e serviços a preços do mercado. Não está na escola. As instituições privadas de ensino ajudam mas não devem ser as únicas alternativas. E podem também conter os mesmos problemas de outros fornecedores fraudulentos.
Quanto à qualidade do ensino a política tem que sair e dar lugar às ciências naturais e exatas, tirar completamente as ideologias que são da competência da sociedade.
Sinceramente, 25% não paga custos de uma criança cuja renda total do núcleo familiar seja menor que R$3000,00. A mensalidade é cerca de 50% dos custos de se manter uma criança na escola, pois tem uniformes, material escolar (que hoje está ridiculamente caro) , alimentação, eventos, etc. Assumindo que a economia nos impostos seria repassada ao contribuinte, somando à possibilidade de, em algum momento, os valores caírem substancialmente, ainda é difícil de acreditar que uma pessoa que uma família com renda de 2 salários mínimos poderia sustentar uma criança na escola e ainda oferecer lazer, roupas, saúde, etc. Acho que essa intervenção deveria ser feita gradualmente com o aumento da oferta de escolas após uma possível desregulamentação e desburocratização do sistema de ensino, permitindo que escolas públicas fossem fechadas aos poucos até que sobrasse uma quantidade bem reduzida de famílias sem condições de pagar, que poderiam receber algum tipo de auxílio ou bolsa para que o ensino público pudesse ser “entregue” totalmente.
Escola pública nunca prestou, nem prestará, no Brasil. Se algum governador ou prefeito deste país quiser mesmo, melhorar a educação, no seu estado ou município; então que faça isto:
1- Privatize todas as escolas públicas.
2- Dê o direito aos pais de escolherem em qual escola particular, eles querem matricular seus filhos, por meio de bolsas de estudo.
O resto é só demagogia eleitoreira. Você acha que as escolas públicas funcionam gratuitamente? Enquanto nas escolas particulares, cerca de 70% dos funcionários são professores, nas escolas públicas esta percentagem não passa nem de 40%. O resto é burocracia; corrupta, incompetente e lenta. Sai mais barato e melhor, se usar dinheiro público, para pagar uma mensalidade numa escola particular, que jogar dinheiro fora em escolas ditas "públicas", mas de fato da CUT, da corrupção e da incompetência.
Não concordas? Lembra do tempo (governo Sarney) em que telefonia era monopólio estatal no Brasil? Então,menos de 30% dos brasileiros tinham telefone fixo e um telefone fixo custava o preço de um carro usado, em bom estado. Hoje, 100% da telefonia do Brasil é particular. Graças a este fato, uma linha ou um chip de telefone celular custa o preço de uma boa pizza grande e, até um gari pode ter um telefone celular no bolso.
Somente a privatização plena de todo o ensino básico e médio, junto com a privatização da esmagadora maioria do ensino superior, poderá nos dar a esperança de um futuro melhor, para o Brasil.
Em resumo. Com escolas sob o controle de marxistas, estaremos fadados a vivermos num país pobre, falido, corrupto e endividado.
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Tornar um país pobre, num país rico é raridade, mas a Coreia do Sul conseguiu tal feito, graças aos governos de dois generais de 1961 a 1988. Peço a você, que veja a palestra que começa aos seis minutos e vários segundos do site http://www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A
Grande artigo! Só acho que o processo mais fácil de privatizar escolas, passa pelo estado começar a cobrar mensalidades nas escolas e universidades públicas. Depois privatizar aos poucos, começando pelas universidades e escolas em grandes cidades – onde é mais fácil haver concorrência. Depois passaríamos a privatizar as escolas periféricas e de cidades gradativamente menores. Em localidades pequenas, pode haver dificuldade de ter um mercado concorrencial. Não precisamos começar pelo mais difícil, nem evidenciar possíveis dificuldades logo no começo do processo. Vamos comer pelas beiradas.
E é sempre bom lembrar da injustiça do sistema atual: pessoas sem filhos pagando via impostos pelo estudo de pessoas que decidiram ter filhos – às vezes, muito filhos! É um roubo totalmente injustificado!
E antes que alguém ache que estou puxando a brasa para a minha sardinha, tenho 3 filhos, todos em escola e universidades privadas…
OFF. Gostaria de ver se alguém poderia confirmar qual artigo do IMB confronta as estatísticas usadas por Karl Marx. Uma vez li aqui que os dados em que ele se baseou no museu da biblioteca britânica estavam datadas, mas não tive sucesso ao tentar reencontrar tal artigo.
ATT
Este artigo traz exatamente o tipo de argumentação que as pessoas estão proibidas de falar em público. A maioria da população considera a educação como está estruturada hoje como sendo um direito inalienável, e qualquer um que ouse questionar a validade do sistema já é automaticamente carimbado como nazista, assassino de pobres e qualquer outro adjetivo pejorativo. O sistema está certo, e se ele apresenta resultados ruins, a única solução plausível é injetar mais dinheiro nele.
Há uma solução fácil para resolver o problema da educação no Brasil.
Zerar impostos sobre computadores e telefonia/internet. Com isso o preço desses dois produtos iria despencar e os pobres teriam como estudar praticamente tudo.
Mas é claro que o governo jamais irá fazer isso especialmente com o gado exigindo educação pública e de qualidade.
“Governos de todos os países do mundo querem estar no controle da educação das crianças. Nenhum governo quer voluntariamente abrir mão desse poder.”
O Jairzão nem abre mão, nem toma a educação, impondo os valores conservadores. Deixa a Esquerda continuar tomando conta.
Eu sou contra cobrar mensalidade de instituição estatal, a não ser que isso resulte em corte de impostos e despesas. Em questão de qualidade não vai mudar nada, vai continuar funcionando igual aos Correios e os funcionários estatais estarão ainda cobertos de privilégios.
Parabéns pelo artigo, mais uma vez.
Fico lembrando de quantas vezes ouvi na escola e na Universidade que o governo tem a função de corrigir as “injustiças” criadas pelo capitalismo.
E se todos os parlamentares tivessem a condicionante de durante o exercício do mandato Ele é os seus diretos e parentes até 2° grau fizessem uso da Educação e saúde pública? Será que NÃO haveria uma considerável melhora?
FICA A DICA PARA O PRÓXIMO ARTIGO.
Há algumas coisas que não ficaram claras: Como os pobres, ou melhor, os extremamente pobres teriam condições de pagar por escolas particulares? Mesmo que o preço decaísse ,com o tempo, haveriam escolas com grande diferença de preço umas às outras, o que implicaria na diferença da qualidade do ensino. O que a longo prazo não estaria resolvendo o problema. O que impediria o governo de onerar as escolas particulares com pesados impostos, já que as escolas públicas não existem mais, e acabar privilegiando os grandes grupos empresariais de educação isentando-as de pagarem grandes impostos ? Ou pior: o governo poderia criar agências de regulação fechando o mercado da educação para apenas alguns poucos empresários numa relação de conchavo com os políticos garantido assim lucros exorbitantes como acontece em outros setores da economia hoje em dia e com uma qualidade da educação bastante relativa. O problema da educação pública ou privada hoje em dia é o aparelhamento ideológico aliada com extrema ineficiência de gastos públicos, o que pode muito bem acontecer numa empresa privada.
O pior pra quem defende isso é ter que ficar ouvindo o tempo todo:
“Mas em qual país é assim?”
Considero que tal artigo tem muita qualidade. Entretanto vejo uma uma medida destas, extremamente brusca, pode causar serio problemas, principalmente como o próprio autor disse, prejudicial aos pobres. É importante observar o estado atual no qual o país encontra-se, em uma metrópole pode até dar certo tal modelo, conquanto os impostos sejam reduzidos, todavia numa abrangência estadual muita gente ficaria sem opção de estudo, vez que em municípios distantes de grandes cidades não haveria mercado. Portanto, concluo que o texto possui uma boa crítica, mas a alternativa apresentada em grande parte do artigo não seria viável para o Brasil.
Só vejo aqui no instituto Mises ,seja em artigos ou nos comentários,referência a homeschooling nunca li nada sobre unschooling.
Homeschooling é levar a escola para dentro de casa.
Unschooling tem a ver com a natureza humana,tem a ver com uma visão libertária e por isso acho estranho não ter maiores discussões sobre esse tema aqui.
Que tal privatizar todas as escolas e depois por meio de voucher pagar para aqueles que sla somando sua renda mensal não ultrapasse os 6k !? O estado, poderia construir(por meio da iniciativa privada) escolas e vender para empresários posteriormente. dessa forma não haveria “superlotação” e você teria em uma única escola dinheiro público e privado entrando e isso não seria “depender do estado ” pelo menos não totalmente.
Tratar a educação como “bem de consumo” leva a “degradação” do sistema de ensino, afirma ONU
As sociedades precisam ser "muito, muito cuidadosas" para evitar que a crescente participação de atores não-estatais no sistema de ensino transforme a educação em um "bem de consumo", afirma Marcos Antoninis, diretor da Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura. A fala aconteceu durante o lançamento do último Relatório de Monitoramento Global da Educação (GEM) 2021-22 e foi relatada neste texto (disponível aqui em inglês) do site Times Higher Education.
Segundo ele, a má relação entre a iniciativa privada e governos poderia levar a uma "degradação" do "conceito de educação". O relatório destaca a importância de entender todos os atores do sistema de ensino, como as instituições envolvidas, alunos e professores, como parte de um sistema único que deve atuar em defesa da educação universal. "Padrões, informações, incentivos e prestação de contas devem ajudar os governos a proteger, respeitar e cumprir o direito à educação de todos", afirma o relatório.
Segundo ele, a má relação entre a iniciativa privada e governos poderia levar a uma "degradação" do "conceito de educação". O relatório destaca a importância de entender todos os atores do sistema de ensino, como as instituições envolvidas, alunos e professores, como parte de um sistema único que deve atuar em defesa da educação universal. "Padrões, informações, incentivos e prestação de contas devem ajudar os governos a proteger, respeitar e cumprir o direito à educação de todos", afirma o relatório.
Intitulado Who chooses? Who loses? (Quem escolhe? Quem perde?), o documento aborda a relação, muitas vezes conflituosa, entre a defesa da educação universal de qualidade e a transformação do sistema de ensino em um produto comerciável devido à interferência descontrolada da iniciativa privada.
No lançamento, o diretor levantou preocupações sobre como a educação está sendo cada vez mais tratada em termos comercializáveis. "Cada vez mais, sob pressão dos provedores que não são estatais, a educação está sendo empacotada como um bem de consumo e a linguagem que está sendo usada para isso leva as pessoas a pensarem nessa direção", afirmou.
Equilíbrio entre o setor privado e o público
A partir dos dados obtidos, o diretor destacou que cerca de um terço dos estudantes do mundo estão matriculados em instituições de ensino particulares. Um dos problemas dessa grande participação das iniciativas privadas no setor é que muitos países em desenvolvimento tentam suprir a demanda crescente por formação em nível superior através do estímulo à criação de instituições pagas, o que pode afastar as camadas mais pobres da educação especializada e acentuar uma série de desigualdades.
De acordo com o relatório, "a educação com financiamento público não precisa ser fornecida publicamente, mas a disparidade nos processos educacionais, nos resultados dos alunos e nas condições de trabalho dos professores deve ser abordada" na hora de estruturar o sistema de educação. Os governos devem priorizar a "eficiência e inovação" mais do que "segredos comerciais", além de manter um processo de política pública de educação transparente e íntegro.
"Os provedores não estatais tendem a reservar o acesso para aqueles que podem pagar. Em certos contextos, alguns podem tentar aumentar o acesso para aqueles que foram excluídos. Mas, em ambos os casos, existe o risco de segregação no sistema de ensino superior", afirma o relatório. No lançamento, o diretor destacou que o problema não está relacionado a quem fornece o ensino superior, mas como as políticas de regulamentação do acesso à educação universal são construídas.
"Há cada vez mais um sentimento de que se trata de competir, superar os outros e, portanto, você investe para melhorar suas próprias chances pessoais no mercado de trabalho e na vida", afirma. Esse movimento pode levar a uma degradação da "compreensão e do conceito de educação".
Falta de diversidade no sistema de ensino
O relatório também destaca a falta de diversidade e alta segregação no acesso ao sistema de educação superior em países, como Brasil, Argentina, Chile e México. Segundo o documento, ao abrir espaço para a entrada do setor privado no sistema de educação, os governos precisam garantir meios de "proteger os mais desfavorecidos", evitando abusos contra esses estudantes e garantir a qualidade do ensino em ambos modelos público e privado.
"No Brasil, as autoridades concorrenciais vêm lutando contra a concentração de mercado", destaca o relatório. "Nos Estados Unidos, 7 das 10 maiores empresas de educação com fins lucrativos foram consideradas culpadas de práticas comerciais enganosas, incluindo recrutamento predatório e estratégias de marketing", completa.
No lançamento, o diretor também destacou o importante papel da regulamentação das políticas educacionais como uma das ferramentas mais importantes para equilibrar e garantir a equidade, a qualidade e um bom convívio entre a educação pública e privada de cada país. A íntegra do relatório pode ser encontrada neste link (disponível aqui).
http://www.estudarfora.org.br/tratar-a-educacao-como-bem-de-consumo-leva-a-degradacao-do-sistema-de-ensino-afirma-onu/