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O governo chinês detém 1,1 trilhão de dólares em títulos do governo americano. O que isso implica?

Nota do Editor

O artigo abaixo foi originalmente publicado em janeiro de 2017. Com os acontecimentos recentes, ele ficou ainda mais atual.

_____________________________________________________

Entra ano, sai ano, e a comoção é sempre a mesma: os
americanos estão nas mãos dos chineses.

Os alarmistas dizem: se o governo chinês quiser, ele pode destruir a
economia americana: basta ele colocar à venda todos os títulos da dívida
americana que possui (atualmente, US$ 1,1 trilhão). Uma venda maciça faria os preços
desses títulos desabarem e, consequentemente, suas taxas de juros dispararem. Isso
jogaria a economia americana em uma profunda recessão.

A questão é: por que a China faria isso?

Um leitor me enviou o seguinte trecho de um
blog
:

Em
terceiro lugar, relembro o leitor do velho ditado: “Se você deve ao banco dez mil
dólares e não tem como pagar, você está encrencado. Mas se você deve ao banco
dez milhões de dólares e não tem como pagar, o banco está encrencado”.

Bem,
meus amigos, nós americanos somos os devedores, e a China é o banco. Eles são os
maiores detentores estrangeiros de títulos da dívida do governo americano,
estando expostos a uma quantia total de US$ 1,2 trilhão. Dado que o seu PIB é
de 10 trilhões de dólares, essa quantia de títulos da dívida representa uma
fatia nada trivial de seu PIB. Em outras palavras, os chineses estão encrencados.

A pessoa que escreveu isso não entende de Banco
Central.

O velho ditado pode ser aplicado a um banco
comercial. Um banco comercial empresta dinheiro para um indivíduo. Se o indivíduo
não puder quitar o empréstimo, o banco irá se apropriar dos ativos que esse indivíduo
deu como garantia a esse empréstimo (alienação
fiduciária
). O banco poderá estar encrencado se esses ativos dados como
garantia não tiverem um valor de mercado fácil de ser determinado. Porém, se o
ativo for de fácil negociação e comercialização, então a única despesa será com
os gastos legais para se transferir este ativo ao banco. O banco não estará ameaçado
por esse calote.

Mas com um Banco Central é diferente.

O
governo da China não se importa

Comecemos pelo básico.

O Banco Central da China já comprou em torno de US$
1,1 trilhão de títulos do Tesouro americano. Para se manter atualizado dos números,
clique aqui.

Os títulos do Tesouro americano são ativos extremamente
líquidos e comercializáveis. O BC chinês pode vendê-los no mercado aberto a
qualquer momento e em qualquer quantidade. Mas é provável que ele não queira
fazer isso, não em grandes quantidades. Tal medida, como dito acima, tenderia a
elevar as taxas de juros dos títulos do Tesouro americano. Em algum ponto,
juros mais altos nos títulos do Tesouro americano poderiam levar os EUA a uma recessão.
E uma recessão irá reduzir a quantidade de produtos chineses comprados pelos
americanos.

O importante, no entanto, é o fato de que o BC chinês
detém ativos que são extremamente líquidos. Se ele não quiser mais manter esses
ativos, ele pode se livrar deles a qualquer momento. Logo, o BC chinês, ao
contrário do que diz o blogueiro acima, não está encrencado por estar em posse
de títulos do Tesouro dos EUA.

Adicionalmente, dado que as taxas de juros nos EUA estão
em suas mínimas históricas, esses títulos não pagam praticamente nada de juros.
E os diretores do BC chinês não estão nem aí. Por que eles se importariam com
isso? Não é o dinheiro deles. O BC chinês simplesmente cria renminbis eletrônicos,
utiliza esses dígitos eletrônicos criados do nada para comprar os dólares em
posse dos exportadores chineses, e então aplica esses dólares em títulos do
Tesouro americano. Não custa absolutamente nada ao BC chinês criar esse
dinheiro eletrônico para fazer tudo isso. Portanto, é basicamente irrelevante para
o BC chinês se os títulos do Tesouro americano pagam juros ou não.

E agora vem o mais importante de tudo: o BC chinês não
comprou títulos do Tesouro americano visando a auferir juros. Ele comprou dólares
apenas para manter o valor do dólar apreciado em relação ao renminbi, para que
os americanos pudessem comprar mais produtos dos exportadores chineses. E então
utilizou esses dólares para comprar títulos do Tesouro americano.

O BC chinês comprou títulos da dívida americana
simplesmente porque ele é um seguidor da doutrina keynesiana. Ele está
comprometido com uma forma específica de keynesianismo: o mercantilismo. Os burocratas
chineses que controlam o governo querem subsidiar as exportações chinesas. E eles
fazem isso ordenando o BC chinês a criar renminbis digitais para comprar os dólares
que os exportadores chineses ganharam por suas exportações. Isso mantém o dólar
apreciado em relação à moeda chinesa. E isso, por sua vez, funciona como um subsídio
para o setor exportador da economia chinesa.

Ao final, o BC chinês simplesmente utiliza esses dólares
para comprar títulos do tesouro americano.

É por isso que o BC chinês não tem nenhum problema
em manter US$ 1,1 trilhão em títulos do Tesouro americano. Ele cria dinheiro eletrônico
(renminbis) a custo zero, compra dólares e com isso subsidia seu setor
exportador, que é o mais poderoso de sua economia.

Já o Tesouro americano também considera ótimo esse
arranjo. Por que não consideraria? O Tesouro americano não paga praticamente
nada de juros nesses títulos, e mesmo assim já recebeu US$ 1,1 trilhão em empréstimos.
Isso significa que o governo chinês está subsidiando os déficits orçamentários do
governo americano. Trata-se de um arranjo em que ambos os governos saem
ganhando.

Os burocratas que gerenciam o governo chinês determinaram
que é bom para a China vender para os estrangeiros todos os bens de valor que
produzem, desta forma reduzindo a oferta destes bens para os próprios chineses
e, com isso, privando sua população de usufruir um maior padrão de vida. Obviamente,
isso é um péssimo negócio para a maioria dos cidadãos chineses, mas um ótimo negócio
para os protegidos magnatas do setor exportador.

É também um ótimo negócio para os cidadãos americanos
que compram produtos chineses bons e baratos. O governo chinês está subsidiando
o estilo de vida dos americanos.

Enquanto isso, os cidadãos chineses, que estariam
felizes em poder consumir os bens produzidos pela indústria chinesa, acabam
sendo privados destes mesmos bens, pois a preferência é que eles sejam
exportados para os estrangeiros.

Isso é o básico do mercantilismo. Tudo de bom que um
país produz deve ser mandado para fora com subsídios do governo, deixando sua população
apenas com as sobras. Ganha o setor exportador e ganham os burocratas do
governo (que recebem “gratificações” deste setor exportador).

Tal arranjo não incomoda nem um pouco os burocratas
que comandam o BC chinês. Não é o dinheiro deles. Eles recebem salários acima
da média para criar renminbis eletrônicos a pedido do governo chinês e colocar
em movimento todo este ciclo acima descrito. Não há por que reverterem isso.

Conclusão

Mercantilistas sempre estiveram convencidos de que
ter um Banco Central subsidiando o setor exportador é algo extremamente
benéfico para uma nação, e que a reduzida quantidade de bens e serviços que
estarão disponíveis para os consumidores domésticos (tanto em decorrência de
mais produtos domésticos estarem sendo exportados quanto em decorrência de
menores importações por causa da moeda mais desvalorizada) é algo sem nenhuma
importância.

Enquanto este subsídio coercivamente extraído de uma
maioria para uma minoria não for visto como um programa de transferência de
riqueza dos mais pobres (consumidores comuns) para os mais ricos (barões do
setor exportador), todo o arranjo irá se manter.

Quando o governo de um país adota o mercantilismo,
ele o faz sabendo que praticamente ninguém compreende que aquela política
prejudica a vasta maioria dos cidadãos e beneficia apenas uma minoria que está
no setor exportador da economia. 

Portanto, por que exatamente alguém acredita que o
governo chinês e seu Banco Central teriam algum problema em manter uma montanha
de títulos do Tesouro americano é algo que nunca foi explicado. O governo dos
EUA não irá dar um calote em sua dívida que está em posse de estrangeiros. Por que
ele faria isso? Ele quer exatamente que esses estrangeiros continuem comprando
cada vez mais títulos, desta forma empurrando para baixo os juros desses títulos.
Por que matar a galinha que bota os ovos (eletrônicos) de ouro?

Aplicar a lógica do setor bancário comercial a um
Banco Central é um grande erro conceitual. Um Banco Central não está restrito aos
mesmos tipos de limitações impostas aos bancos comerciais, que visam ao lucro.
Bancos Centrais criam dinheiro do nada, e então utilizam esse dinheiro para
comprar títulos emitidos por governos.

Os governos jamais tiveram a intenção de quitar
esses títulos (“rolar a dívida” é a palavra de ordem), e os Bancos Centrais
jamais tiveram a intenção de se desfazer desses ativos, o que elevaria as taxas
de juros.

Trata-se de um gigantesco truque contábil entre um
setor do governo e outro setor do governo. A preocupação com lucros e prejuízos
nunca entrou na jogada.

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134 comentários em “O governo chinês detém 1,1 trilhão de dólares em títulos do governo americano. O que isso implica?”

  1. Economista da FGV-SP

    Discordo quanto a parte de que o cidadão chinês não ganha nada com isso.

    Graças a esse maravilhoso arranjo, o setor industrial chinês se torna cada vez mais pujante, gerando emprego para os pobres chineses que vêm do campo.

    Aprende, Brasil!

  2. Leandro,

    Caso o Trump ameace taxar importações da China, a venda dos títulos não é uma forma de ameaça ao governo americano? Não existem outras forças em jogo, além do lobby do setor exportador da China?

  3. “Se o governo chinês quiser, ele pode destruir a economia americana: basta ele colocar à venda todos os títulos da dívida americana que possui (atualmente, US$ 1,1 trilhão). Uma venda maciça faria os preços desses títulos desabarem e, consequentemente, suas taxas de juros dispararem. Isso jogaria a economia americana em uma profunda recessão.”

    Nunca pensei que este site fosse fazer sensacionalismo. No ano fiscal de 2011 o governo dos EUA teve um déficit de U$1,3 trilhões (ou seja, títulos que totalizaram o valor de U$1,3 trilhões foram despejados no mercado) e a economia americana passou longe de uma “profunda recessão” neste ano. O máximo que aconteceu foi uma desvalorização do dólar.

  4. Sem falar que os prejuízos semestrais apresentados no balanço do Banco Central são cobertos com recursos do Tesouro ou seja dos impostos coercitivamente tirados de nossos bolsos.

    Mesmo o Banco Central aplicando uma politica monetária contracionista e ele apresentar resultados negativos(Prejuízo) o Tesouro Nacional tem de cobrir tal prejuízo com dinheiro de nossos impostos.

    O Banco Central por ser uma repartição federal tem repasses orçamentários assegurados no Orçamento geral da União,mas além destes recursos se ele apresentar prejuízos no balanço patrimonial no semestre, o Tesouro Nacional tem de cobrir este prejuízo no mês seguinte ou seja Julho e Janeiro respectivamente.

    Enfim o Banco Central só emite base monetária para cumprir seu papel de monopolista emissor de papel-moeda quando a política monetária for expansionista,agora para suas operações é vedado tal prática,ou seja nós pagadores de impostos é quem tem de arcar com essas despesas,somos nós quem arcamos com tudo e como sempre é o pagador de impostos o ferrado da história…

  5. Leandro, uma situação curiosa é que desde 2014 a moeda Chinesa vem se desvalorizando fortemente porém a partir de 2015 o BC Chinês começou a liquidar quantias bastante consideráveis de títulos do tesouro americano, porém ainda assim a moeda deles continua caindo forte (apesar de após o inicio do ano ter dado um valorizada).

    Porque está havendo está desvalorização absurda da moeda chinesa mesmo com a China liquidando fortemente títulos do Governo Americano?

  6. Off topic

    Estava perambulando pelo Youtube quando acho esse vídeo e a partir de 4m32seg ele comenta sobre o imperador Mansa Musa, que reinou em Mali entre 1280 e 1337 e que o mesmo pode ser a pessoa mais rica que já existiu. O cara tinha tanto ouro acumulado que quando fez sua peregrinação à Meca, causou uma crise financeira pagando pelo que comprava e distribuindo parte da sua riqueza aos pobres.

    Seria mais um ponto para a TACE? Já fizeram um artigo sobre, aqui no site?

  7. Desculpe a pergunta leiga, mas poderia me explicar o trecho abaixo?

    “Uma venda maciça faria os preços desses títulos desabarem e, consequentemente, suas taxas de juros dispararem. Isso jogaria a economia americana em uma profunda recessão.”

    Preço do título se refere ao valor que as pessoas poderiam comprar? E porque a taxa de juros dispara quando o preço do título dispara?

    Obrigado!

  8. Henrique Zucatelli

    Peraí que deu bug agora aqui na minha cabeça.

    Caríssimo Leandro, há anos eu leio incansavelmente que o yuan não é fraco, pelo contrário, é uma moeda forte e que vem se valorizando com o tempo. Daí esse artigo praticamente desmonta tudo e explica que o governo chinês mantém sua moeda desvalorizada em relação ao dólar (e as demais) comprando títulos americanos.

    Quero saber onde me perdi, pois eu estava até agora pregando nos montes que o modelo econômico chinês era pautado em moeda forte, ao contrário do que meus amigos da FIESP repetem há anos (arrumei até briga ao defender esse ponto).

  9. Creio que a principal atuação de Trump no campo internacional será o enfrentamento comercial com a China. Foi muito sintomático que uma das primeiras iniciativas de Trump após eleito tenha sido telefonar para a presidente de Taiwan, até hoje uma “província rebelde” para Pequim, uma ação diplomática bastante surpreendente. Após décadas de isolamento, a China está lentamente ampliando sua interferência internacional, usufruindo de um regime híbrido onde o Estado controla praticamente toda a atividade econômica, sem livre competição, e gerando uma concorrência desleal no comércio internacional. Esse arranjo financeiro entre EUA e China descrito no artigo, até o momento pretensamente conveniente para ambos, agora parece colocado em cheque pelos EUA.

  10. Felipe Lange S. B. S.

    Por que um aumento nos juros poderia gerar uma recessão na economia dos EUA? O aumento hoje deles na taxa está sendo (bem) gradual. Até quando os caras do governo americano vão ficar adiando a bomba-relógio da próxima crise americana?

  11. Os chineses são uns otários! Eles trocam a sua produção por títulos que não rendem nada! Tais títulos só servem para serem usados com o intuito de impedir que a moeda deles, o yuan, fique forte, o que é estupidez misturado com masoquismo. Mas não nos incomodemos, logo logo o Peter Navarro, autor do famigerado death by China, vai resolver isso. Já que os chineses não querem fazer bem a si mesmo, Donald Trump o fará! Vai lá Trump, derrube o dólar e barre os produtos chineses na alfândega. Faça a Apple e a Ford produzirem seus iPhone e carros nos EUA, isso elevará a inflação e os juros. Com os juros altos os bancos depositarão bilhões no FED e cada dólar que o FED der de juros para os bancos,será um dólar a menos no teu orçamento que é sustentado por otários do mundo todo.

  12. Leandro, um conhecido meu (keynesiano até morrer) veio com o argumento de que as exportações chinesas medidas em renminbis despencaram porque os preços dos produtos chineses caíram e por causa da desaceleração do comércio internacional. A primeira parte me pareceu bem nonsense, já a segunda faz sentido. Também afirmou que as exportações medidas em dólares despencariam de qualquer maneira por causa da desvalorização da moeda chinesa e que esse não seria um indicador acurado para estabelecer uma relação entre desvalorização cambial e queda nas exportações.

  13. Poderiam me explicar melhor como realmente funciona o BC e os titulos publicos? Realmente sempre tive muita dificuldade de entender.

    Uma delas é:

    1)Porque seria tao seguro hoje investir em titulos publicos no Brasil se a qualquer momento numa democracia como a nossa um governo novo pode da noite pro dia dar calote?

    2)

    “Os títulos do Tesouro americano são ativos extremamente líquidos e comercializáveis”

    O que voce qer dizer com a liquidez e comercializavel no sentido que posso vender os papeis de titulo americano para meu vizinho do edificio?

    3)

    “O BC chinês pode vendê-los no mercado aberto a qualquer momento e em qualquer quantidade. Mas é provável que ele não queira fazer isso, não em grandes quantidades. Tal medida, como dito acima, tenderia a elevar as taxas de juros dos títulos do Tesouro americano.”

    Nao entendo a logica do porque elevaria os juros? É como se o governo Americano estivesse tendo a possibilidade de recuperar os titulos vendidos?

    4) “Adicionalmente, dado que as taxas de juros nos EUA estão em suas mínimas históricas, esses títulos não pagam praticamente nada de juros.”

    Nao pagam porque os Estados unidos, nao precisam mais pedir emprestimos no exterior, correto esta logica?

    5) Os titulos americanos nao sao pre-fixados?

  14. To tentando virar Liberal mas tá difícil…Vamos lá:

    Sou um adepto do Ciro Gomes, ví aquele video dele que diz sobre EA, ai procurei e pesquisei sobre EA e vim parar aqui, inclusive já li uns artigos. De fato vocês tem razão em alguns pontos mas vivem fora da Realidade, me parece que a prática não parece funcionar assim, mostrarei mais abaixo.

    Como estou em busca da verdade e da lógica, quero aprender mais sobre EA pra ver se me convence, até aqui uma coisa ou outra pude concordar, outras achei completamente fora da realidade…Até esse história de imposto é roubo que fica nessa semantica ai, vocês preferem que varias outras imoralidades ocorram em detrimento da extinção da imoralidade do imposto. Ou seja, abolir o imposto é excluir uma imoralidade, mas dane-se as outras imoralidades que serão criadas com a extinção do imposto.. Até falta de coerência isso!

    Ao mesmo tempo, o PT destruiu o Brasil, cometeu erros e acertos, foi um vexame sua robalheira e hoje esta no fracasso pleno. Mas impossível defender aquele golpe, um impeachment por crime de responsabilidade, aonde ta escrito que crime de responsabilidade da impeachment? Nenhum lugar, convenhamos que aquilo foi político, tinha outros motivos e base legais pra tirar o PT, mas usaram justamente a que caracteriza um golpe parlamentar.

    Não esta tipificado na lei que crime de responsabilidade é base pra impeachment…

    Sobre as Privatizações, de fato elas tem que ocorrer, o brasil precisa ser mais livre. O problema é quando se ignora a realidade mundial, por exemplo privatizar a Petrobras.. Vem um gringo aqui, pega o nosso petróleo e manda toda grana, capital e recursos pra fora. E a gente concede a ele sem ganhar nada! Porque a empresa não vale nada, o governo nem consegue usar o dinheiro pra alguma coisa, se fosse pro bolso nas pessoas eu até entenderia, mas isso nunca iria acontecer..

    Lei trabalhista: vocês ignoram que aqueles analfabetos laa do nordeste são explorados, o capitalismo cresceu explorando colonias e indíos, em todo país em que o capitalismo deu certo, no passado teve uma grande exploração de colonias. Como um nortista que mal sabe ler e escrever vai admistrar o seu dinheiro? Vai conseguir escapar da exploração? Ele é muito ingenuo! No máximo a lei trabalhista tinha que ser legislada pelo estado e não pela União, mas revogar a CLT é loucura, acho que sim deve ser mais flexível, mas pera ai no Brasil não da assim…

    Campeões nacionais: A coreia do sul seguiu esse modelo que o Ciro Gomes prega, o japão também nos anos 90.. E viraram um puta país… Não param de crescer! Eai?

    Singapura e Hong Kong: Sua localização é favorável mas podem pesquisar, ninguém quer morar lá. Primeiro porque liberdade individual quase não se tem, segundo que os preços lá são exorbitantes; Casas, carros e afins custam muito caro, lá só é bom pra fazer negócio. Inclusive esses países tiveram financiamentos públicos de imóveis, nem sei porque vocês defendem tanto esses países onde o governo atuou bastante na economia…

    Escandinavos: É eles são livres, mas não por CAUSA DO e sim APESAR DO.

    A mistura livre mercado, cultura, localização e Welfare State, transforam os escandinavos aonde estão!

    Até hoje não param de crescer, décadas de welfare e sucesso!!

    Realidade Atual:

    Macri na Argentina já se mostrou o fracasso, até agora a inflação não para de subir e inclusive o seu Macri já trocou de ministro, ele mesmo percebeu que esse história de milagre liberal não se da jeito, principalmente quando se viveu anos de populismo….

    Colombia o presidente negociou com as FARC, verdadeira vergonha para um ser de direita, o país não mudou muito com o seu governo..

    Peru a liberdade monetária até que funcionou, mas não mudou muito. Continua mais um paísinho da america latina…

    Irlanda continua na crise, ninguém quer ir pra lá!!!! Sua taxa de imigração é muito pequena, é um país sem welfare e que tem pratícado austeridade, mas não sai do buraco!!! O pacote de socorro aos bancos ajudou muito, vocês acham que tem que deixar os bancos quebrarem, são doidos?kkkk, se não fosse isso eles estariam muito pior hoje, graças a essas medidas intervencionistas que aliviou a Irlanda, inclusive sua lenta recuperação foi graças a isso, ainda esta mergulhada na crise mas tem dado uma respirada já…

    Alemanha e EUA prestes a entrar em crise, a Neoliberal Angela Merkel afundou a alemanha, ela sabe que ja ja vai estourar a bomba quero ver qual vai ser o argumento pra justificar essa crise em um país livre.

    Os EUA a gente já sabe, BUSH e Obama já explica. O TRUMP agora pra cagar de vez!

    Sobre o CHILE:

    Vocês chamam o chile de milagre economico do neoliberalismo, mas os fatos provam que lá não ocorreu nenhum milagre…

    Pelo seguinte:

    Quando da vitória do golpe de estado de Pinochet, em 1973, o Chile adotou imediatamente um plano de ação chamado de O Ladrilho, que fora preparado pelo candidato da direita, derrotado por Salvador Allende, com o auxílio de um grupo de economistas, chamados pela imprensa internacional da época de “os Chicago Boys”, provenientes da Universidade de Chicago. Este documento continha os fundamentos do que, depois, viria a ser chamado de neoliberalismo.

    Os defensores do neoliberalismo apelidaram esse período de “milagre chileno”. Mas as estatísticas frias mostram números pouco milagrosos: durante o regime de Pinochet, entre 1972 e 1987, o PNB per capita do Chile caiu 6,4% em dólares constantes, caindo de US$ 3.600 em 1973 para 3.170 em 1993 (dólares constantes). Apenas cinco países da América Latina tiveram, em termos de PNB per capita, um desempenho pior que o do Chile durante a ditadura Pinochet (1974-1989).

    Quando ocorreu a democratização, em 1990, 38,6% da população chilena se encontrava abaixo da linha de pobreza. Pinochet privatizou a previdência social, e até 2004 39% da população – quase a metade dos chilenos – não dispunha de nenhum tipo de seguridade social.

    Inclusive o Chile tem estatais viu!!

    Noruega TAMBÉM!

    E a presidente atual do chile, é uma democrata. E nada de ruim aconteceu com o país, estão la firme e forte com ela!

    Gostaria de uma resposta inteligente e educada, já percebi o nível aqui, tenho muito o que aprender!

    Obrigado

  15. Leandro,parabéns pelo trabalho no IMB e pela atenção dada aos leitores do site!

    Minha questão é a seguinte: Claro que não é um bom negócio o BC chinês inundar o mercado mundial com títulos americanos – isto mataria todo o arranjo e prejudicaria a compra dos produtos chineses pelos americanos, algo que ambos os lados não querem.

    Mas – como escreveu Peter Schiff em artigo sobre o precipício fiscal americano, se não me engano – caso a taxa de juros americana volte para seu patamar histórico – em torno de 5% – o custo para manter a dívida consumiria uma parte absurda do orçamento. Restaria ao governo 3 alternativas: 1- aumento brutal nos impostos;2- impressão maciça de dinheiro;3- calote.

    Isso que coloquei acima, é possível de ocorrer e, consequentemente, desmoronar esse arranjo?

    Segunda questão: Como você faz para responder essa montanha de perguntas? Você dorme?hahaha

    Parabéns mais uma vez e obrigado!

  16. O problema sempre foi a escravocracia.

    Qual é a isenção das pessoas quando votam numa eleição ?

    O interesses das pessoas nas eleições é obter vantagens.

    Não existe isso de democracia. O nome correto é escravocracia.

    A grande maioria dos eleitores são aproveitadores querendo levar vantagem nas eleições.

  17. Leandro

    Trabalho a algum tempo no setor sucroalcooleiro no interior de são paulo, e o setor não anda muito bem, por motivos que não vem ao caso agora.

    Porém uma das exceções neste setor é a COFCO Agri, que é controlada pela estatal chinesa COFCO, que tem usinas no mundo inteiro.

    Hoje as usinas da COFCO não param de investir em equipamentos, salários, renovação da industria e até comprar outras usinas para aumentar a produção (que hoje vai 100% para a china).

    A minha dúvida é, esse mecanismo do Banco Central de gerar renminbis a custo zero poderiam ser usados para custiar estes investimentos nestas empresas fora da China ??? Isso de alguma forma impacta na inflação Chinesa ou do próprio Brasil ??

  18. Leandro,

    Tu acha positivo a decisão do BACEN de também começar a remunerar reservas em excesso dos bancos e, assim, diminuir o uso das compromissadas?

    Obrigado antecipadamente pela resposta.

  19. Tá eu entendi, mas não foi respondido sobre o Chile.

    Vou repetir um trecho:

    ”Quando ocorreu a democratização, em 1990, 38,6% da população chilena se encontrava abaixo da linha de pobreza. Pinochet privatizou a previdência social, e até 2004 39% da população – quase a metade dos chilenos – não dispunha de nenhum tipo de seguridade social”

    Ou seja, depois de muitos anos de chicago boys ainda sim os numeros continuavam demonstrando.

    E poxa, a liberdade economica só da efeito depois de 30 anos? Enquanto isso a população sofre de forma dura?

    Pensei que fosse melhor a ideia de vocês…

    E mais: Mas este Chile, que foi o primeiro da região latino-americana a cumprir as metas do milénio na diminuição da pobreza, que passou de 50 por cento, em 1987, para apenas 18,3 por cento em 2003, é também um dos mais desiguais do mundo. No Índice de Desenvolvimento Humano ocupa o 37.º lugar. Mas na lista dos países com maior desigualdade na distribuição dos rendimentos fica em 80.º lugar. Entre os vizinhos, por exemplo, está atrás do Brasil, Paraguai e Colômbia. E o seu desempenho era até há três anos pior do que alguns países africanos muito pobres como a Zâmbia, Nigéria ou o Mala.

    Esses gráficos comprovam tudo o que eu estou falando sobre o Chile: É DISSO QUE ESTOU FALANDO!

    voyager1.net/economia/o-mito-do-milagre-economico-da-ditadura-militar/

    Esse artigo me parece refutar o artigo de vocês sobre o Chile:

    https://www.motorideologico.com/single-post/2016/12/27/Chile-e-o-experimento-liberal

    E la tem Salário Minimo, estatal e um monte de coisa que vocês repudiam. A Austrália também, até altos impostos(furtunas), desarmamento e politica de salario minimo….

    Já viram os preços dos imóveis e dos carros em Singapura? Porque defendem tanto aquele lugar onde houve financiamento estatal de imóveis? Onde o preço de um carro é astronomico… Só foi essa minha duvida, como esta no meu nick, estou aprendendo a EA…. Ainda sim estou com Ciro Gomes mas espero mudar de ideia e lerei os outros artigos… Calma pessoal!

    Sobre o resto da Argentina e afins, já entendi a posição de vocês. Ok, vamos seguir adiante?

    São duvidas minhas, quero ver o que vocês tem a dizer sobre essas coisas, só quero olhar o outro lado da moeda, por exemplo no caso do Chile ai, não consigo me convencer que houve milagre economico por parte de uma economia livre e do laizes-faire.

    Abraços

  20. A China tem 1,3 bi de habitantes, mas não tem 1,3 bi de consumidores. As condições de vida na china não boas. Os salários chineses são baixos e a distribuição das pessoas economicamente ativas é desforme. A população camponesa é enorme e eles tem economia de subsistência, ou seja, compram pouco ou nada. Para que a China foque em seu mercado interno será necessário um aumento do poder aquisitivo da população. O que não poderá vir da aumento de salários, pois ai, adeus preços competitivos. A solução para isto demanda tempo e muito tempo. Com o estouro da bolha em 2008 a China não sofreu consequências? É bom para a China “quebrar” os EUA pensando que o seu mercado interno vai suprir a produção que tem? A China não vai se desfazer de seus bonds e pronto. Sem terrorismo. O arranjo no comércio internacional virá como sempre veio e a toda tentativa de mudança no curto prazo, uma inviabilidade.

  21. Mas não seria desejo do governo chinês justamente começar a vender esses títulos americanos para gerar uma recessão nos EUA como represália a guerra comercial de Trump e assim impedir que a proposta do presidente americano de retorno das empresas ocorra fazendo que com isso os EUA continue dependente das importações chinesas?

    Ou na pior das hipóteses arrastar os EUA para o buraco junto com a China que teria muitos problemas com esse protecionismo e guerra comercial proposto pelo Trump?

  22. pedro frederico caldas

    Dois pontos: 1) Vi argumentos que os pobres chineses é que sofrem com o arranjo. De onde tiraram isso? Nos últimos 30 anos a China tem ficado cada vez mais rica, em termos absolutos, como o povo chinês também. Tiraram 600 milhões de pessoas de uma vida quase miserável. Ou seja, o arranjo em nada tem prejudicado o povo e a China como um todo. 2) O teseouro americano não é obrigado a comprar títulos detidos pela China na hora que a China resolver vendê-los, obriga-se apenas a resgatá-los no vencimento. Como esse 1.1 trilhão não vence de vez, o tesouro americano pode absorvê-lo paulatinamente, sem nenhuma tragédia. Por outro lado, a China pode vender esses títulos no mercado aberto, mas, se tentar vender de vez ou em grandes porporções, vai ter grande prejuízo porque o preço de venda vai cair, ou seja, vai vender com deságio, tanto maior quanto maior seja o volume jogado no mercado.

  23. Estou acompanhando este site a pouco tempo e não intendo absolutamente nada de economia, ficaria agradecido caso alguém pudesse me esclarecer como a compra de dólares pelo BC Chines mantem o valor do dólar “apreciado” em relação ao renminbi. Como funciona esse processo?

  24. Leandro Roque que tal esse artigo Keynesiano,pois só analisa um lado da questão e omitindo o outro lado…Enfim gostaria de saber sua opinião sobre esse artigo fantasioso.

    A Crise Chinesa.

    Sabemos que o problema da maioria das economias é o nível de endividamento. Enquanto esse problema não for equacionado, as economias não crescerão num ritmo suficiente para criar novos empregos. Até agora a China era considerada uma ilha de exceção. Entretanto, algumas notícias revelam um quadro um pouco preocupante. Os jornais noticiam uma crise de crédito, mas, aparentemente há um equivoco. Necessário entender que os chineses resolvem o problema da moeda de uma forma diferente das economias ocidentais. Os jornais capitalistas não entendem que um bom partido comunista não acredita em fiat money – dinheiro pela fé. Dinheiro tem que ter um certo lastro.

    Sabemos apenas que, para sair da crise, as economias européias e a americana trabalham em conjunto para aumentar o nível de moeda em circulação e atender a demanda por novos créditos. Aumentar o dinheiro em circulação é bom para o mercado financeiro, mas é uma forma indireta de repassar renda para esse setor. A pressa para sanar a crise tem um preço – a inflação. Os chineses tem consciência dessa solução,mas controlam a moeda sem impedir outras formas de financiamento da produção. Uma boa parte do circulante é lastreado com projetos produtivos.

    A inflação é uma consequência de uma solução apressada para a crise que surgiu, em parte, por causa de uma moeda sem controle e sem lastro. Assim, as autoridades monetárias injetam dinheiro na economia fingindo que os preços estão sob controle. Os governos permitem fazer isso dentro de certos limites para tirar proveitos políticos. Infelizmente, quando o milagre é grande se desconfia do santo! O que não se deve é enganar todo o povo todo tempo. Entretanto, as autoridades monetárias iludem os credores e trabalhadores com dinheiro novo que, que à medida que tempo passa, vale menos.

    Aparentemente, os chineses têm controlado a inflação de forma invejável. Lá, o ritmo de crescimento já foi muito alto e ainda continua, porém menos intenso. Apesar disso, a inflação é de apenas 2,5 por cento ao ano.

    Atualmente os jornais do ocidente afirmam que falta de dinheiro na praça, mas os produtores podem recorrer aos bancos e obter letras de crédito. Estas podem ser negociadas com descontos, embora bastante elevados. A emissão desses papéis é comum e funciona como se fosse um moeda paralela. Entretanto, a imprensa, com um sentimento de schandefreude, interpreta isso como se fosse um jeitinho pra fugir das regras.

    O governo chinês se interessa pelo emprego e a produção e pune severamente os agiotas e aproveitadores ocasionais. Entretanto, as autoridades não regulam para assumir os riscos dos negócios legítimos, isso faz parte do contrato entre as partes. Eles não precisam de cartórios para garantir a integridade dos negócios. O produto garante o crédito independente da honestidade das partes.

    Na realidade não falta liquidez na economia chinesa, contrário do que o Jornal Wall Street vem noticiando. A quantidade de dinheiro, relativa ao PIB, circulando na China é um dos mais altos do mundo. Dados do Fundo Monetário Internacional mostram que o dinheiro representa 180 por cento do valor do PIB anual. Isto é, a China usa muito mais dinheiro, para atender as necessidades de trocas, do que as economias ocidentais. Por exemplo, países como Suécia e Suíça usam menos de 40 por cento. Entretanto, na China uma boa parte do dinheiro tem garantias reais na produção. E para completar a estabilidade do sistema, a dívida pública chinesa é uma das mais baixas do mundo.

    Será que nas economias avançadas o dinheiro é mais eficiente, ou os chineses são menos dependente de uma moeda sem lastro, que se multiplica automaticamente na contabilidade dos bancos? Aparentemente, uma crise econômica na China provocada por endividamento extremo como aconteceu nos Estados Unidos seria mais suave e bem mais difícil de acontecer.

    Aqui e em outras economias a única garantia para o dinheiro é a promessa do governo de que todas transações devem ser pagas com o numerário oficial. Lá, o governo também garante, mas vai mais longe e diz – mostre o projeto que emprestamos o dinheiro; aqui fazemos o contrario – pegue o dinheiro e uso como quiser. Aqui, os bancos fazem de tudo para saber se as partes são honestas e esquecem de que se a economia não vai bem, muitos se tornam inadimplentes.

    Ora, não podemos ter estabilidade quando a moeda corre trás de mercadorias que não existe ou existe muito pouco. Aqui quando não existe mercadoria dizem que é falta de crédito, e as autoridades respondem imprimindo mais dinheiro. Na China a preocupação é com a falta de mercadorias.

    Mesmo que não haja crise de endividamento na China, as companhias brasileiras, que antes se sentiam confortáveis exportando pra lá, precisam modificar os planos de longo prazo para contemplar mudanças nos ciclos de negócios e evitar os riscos de negócios naquela economia. Por outro lado, os investidores e portadores de ações de companhias como a Vale e outras mais, que exportam para aquele mercado, também devem ficar atentos às mudanças e os riscos desses papeis. A economia chinesa já é tão grande que mesma que não haja uma crise financeira, qualquer diminuição na atividade econômica afeta o valor das ações por aqui.

    Boa Sorte!

    Prof. Metafix

  25. Exatamente Leandro,o tal não falou nada com nada e o mesmo escreve tais aberrações recomendando investimentos na Bolsa de Valores,enfim esses keynesianos ficam sempre tentando tapar o sol com a peneira.

  26. Foi muito texto e comentário até chegar aqui mas tenho q dar meus 2 cents, isso da China com títulos tio-sam me lembra um pouco o desenho do Pink e o Cérebro! E, também, se lembrarmos da história da humanidade veremos que nós humanos nem sempre fazemos coisas só por serem racionais né?? Tendo dito isso:

    Pq não seria possível esse ciclo todo ser apenas uma estratégia de longo prazo dos chineses para dali a adiante, em um fatal golpe, tomar a dianteira do mundo? E poder se esbaldar naquele papinho de “sou o megatron dono da festa e vcs dançarão conforme minha música”.

    Explico: tu, china, junta uns 10 trilhões de $$ e despeja tudo no mercado, mesmo cortando da própria carne (lembra outros asiáticos na 2ª guerra?) fazendo ao mesmo tempo os EUA se lascarem AND pegando esse $$ da venda dos títulos e se armando até os dentes? Pq não pode ser isso? Hein?

  27. Apesar de todo esse mercantilismo, a miséria diminuiu significativamente no mundo, imaginem se houvesse mais liberdade econômica!

  28. Tesoureiro Ignorante

    Da fonte citada pelo artigo (ticdata.treasury.gov/Publish/mfh.txt), nota-se que o Brasil é o quarto na lista de detentores de títulos americanos. São cerca de 256 bilhões de dólares.

    Esse montante faz parte da tal reserva cambial brasileira?

    Como essa posição é usada pelo governo brasileiro em sua política de exportações?

    Há algum artigo que analise a situação chinesa frente ao arrefecimento do QE nos EUA?

    Desde já, obrigado.

  29. Leandro, poderia me tirar uma dúvida, por favor?

    Neste texto o autor fala que “O BC chinês comprou títulos da dívida americana simplesmente porque ele é um seguidor da doutrina keynesiana. Ele está comprometido com uma forma específica de keynesianismo: o mercantilismo. Os burocratas chineses que controlam o governo querem subsidiar as exportações chinesas. E eles fazem isso ordenando o BC chinês a criar renminbis digitais para comprar os dólares que os exportadores chineses ganharam por suas exportações. Isso mantém o dólar apreciado em relação à moeda chinesa. E isso, por sua vez, funciona como um subsídio para o setor exportador da economia chinesa”.

    No entanto, em um comentário no dia 27/08/15, no seguinte artigo: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2175, você escreveu que: Não há moeda fraca na China. O iuane ora se valorizava perante o dólar; ora ficava estável. Foi só nos últimos 6 meses que, pela primeira vez em 2 décadas, o iuane se desvalorizou um pouco em relação ao dólar. Mas da década de 1990 até meados de 2014, o iuane só se valorizou perante o dólar. Sempre.

    Essa aparente contradição é pelo intervalo temporal? Ou seja, até 2015 o BC chinês deixou o iune se valorizar constantemente e, desde então, o mantém artificialmente desvalorizado, a fim de favorecer as exportações? Se sim, o que levou a essa mudança de postura?

    Desde já, obrigado!

  30. Há muitos indícios sobre um crise mundial próxima: o banco alemão quebrando, as taxas de juros negativas, a subidas do ouro e do bitcoin, o sistema financeiro chinês a beira do colapso, o Trump impondo barreiras de importação…

    A minha dúvida é se há alguma previsão pra quando essa crise pode realmente acontecer e se há como o Brasil se beneficiar disso, visto que parece que agora que começamos uma recuperação econômica, se o país entra novamente em outra crise, as consequências serão duríssimas.

    Além disso, com essa nossa possível recuperação econômica, ano passado comecei a investir em fundos de ações, preciso ficar alarmado? rs

  31. Leandro, ou alguém com conhecimento que possa esclarecer, muito se fala sobre aumento da dívida americana e sobre aumento dos gastos no governo Trump.

    Fala-se que a administração Trump está gastando para segurar o crescimento econômico até a eleição.

    Mas quando olhamos o gráfico de endividamento americano, o que mostra é que em % do PIB a dívida americana, que vinha crescendo bastante na administração OBAMA, deu uma estagnada na gestão Trump:

    fred.stlouisfed.org/series/GFDEGDQ188S

    Qual a verdade nisso?

    Trump está mesmo endividando desproporcionalmente os EUA para buscar a reeleição?

  32. “mas é porque o PIB aumentou bem.”

    Esse aumento do PIB tem relação com o aumento da dívida?

    Olhando o gráfico de endividamento dá uma parece ter havido um arrefecimento em relação governo Obama. Veja que o o PIB já vinha crescendo no governo Obama, mas a dívida crescia numa velocidade maior.

    A dúvida é em relação ao fato de Trump está gastando para se reeleger, mantendo um crescimento artificial.

  33. Tenho apenas uma questão que me deixou bem intrigada. Como assim o Banco Chinês está emitindo yuans eletrônicos? Eles já possuem uma criptomoeda? Pode explicar isso?

  34. brasil deveria copiar a china na parte econômica , investir em tecnologia , dar incentivos para abrir fabricas com prioridade na área de tecnologia .

  35. O artigo é muito interessante, no entanto, há uma falha por afirmação sem fundamento. Refere-se a uma suposta transferência de renda dos consumidores comuns para os mais ricos. A China é o país que mais investe em infra-estrutura, em todas as áreas, inclusive a residencial. O gigantesco investimento em infraestrutura, com a modernização das cidades, com estradas de qualidade, com vias férreas, bem como no quase absurdo desenvolvimento da indústria, fica na China para proveito de todos os chineses. Esse complexo de infraestrutura garante à China uma vantagem competitiva inigualável e mesmo que os produtos exportados sejam considerados pelo ocidente como “a preço vil”, o que ocorre é a evidência solar da produtividade Chinesa. Mesmo a “preço vil” os chineses obtém muito lucro e isso se manifesta na pujança do seu crescimento interno. A China passou a perna nos até então poderosos do mundo. Agora é correr atrás. Sigam o líder!

  36. Vou fazer um esboço de raciocínio: a China consegue produzir bens para o mundo inteiro! É como se a China fosse o burro de carga e o restante do mundo fosse o dono. O dono só precisa dar comida e matéria-prima para produzir os bens (dólares os quais serão usados para comprar comida e matéria-prima) para o burro que o burro produzirá tudo que o dono necessita (celulares, roupas, carros, etc). O mundo só não pode deixar que o burro produza a sua própria comida ou matéria-prima senão o dólar deixa de ser o intermediário e, assim, os preços dos bens produzidos pelo burro sairão do controle do dono (e o burro começará a consumir tudo que ele produz, caso a China não for capaz de produzir para o mundo inteiro)

    “Ele (BC chinês) está comprometido com uma forma específica de keynesianismo: o mercantilismo.”

    “Existe um lobby do setor exportador da China”

    Isso tem que ser para sempre. MADE IN CHINA baratinho tem que ser para sempre

    Estou errado?

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