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O estado destruiu a economia brasileira e o bem-estar da população

A institucionalização das incertezas políticas e
econômicas no Brasil foi iniciada pelo governo Dilma. Tudo começou quando seu
governo, em novembro de 2012, decidiu unilateralmente revogar os
contratos de concessão das empresas de geração e transmissão de energia (os
quais terminariam entre 2014 e 2018) com o intuito de fazer novos contratos e
impor tarifas menores.

A partir daquele momento, o governo deixava claro
que não respeitava contratos.

A situação se intensificou quando o governo optou
por fazer concessões de aeroportos e poços de petróleo seguindo um modelo que tabelava o lucro permitido e impunha regulamentações esdrúxulas.  Os grandes investidores não se interessaram.

A adoção de tarifas
de importação
— as quais tornaram o Brasil o país
mais fechado do mundo
— com o intuito de incentivar alguns setores
escolhidos segundo critérios políticos não apenas não ajudou em nada, como
ainda piorou a vida de
empreendedores dependentes de insumos importados.

O aparelhamento das estatais
e o uso do BNDES para a
escolha de campeãs nacionais
(o que agravou a situação das contas do
governo) deteriorou ainda mais a confiança nas instituições.

A adoção de uma política econômica totalmente heterodoxa, sem um único histórico de êxito ao redor do mundo, comprovou que o governo era comandado por comediantes sádicos.

A leniência para com a
inflação, a maquiagem
das contas públicas e os crescentes
déficits orçamentários do governo — que geram a perspectiva de aumentos de
impostos no futuro — só fizeram piorar o ambiente de negócios no Brasil.

E tudo isso foi intensificado pela crise política
sobre a qual já é possível escrever uma enciclopédia, tamanhos seus
desdobramentos e surpresas — iniciada em 2015 e intensificada em 2016.

O fato é que, desde o final de 2012, a única certeza
que se tem no Brasil é que até mesmo o curto prazo é completamente
imprevisível. E, em 2016, tal imprevisibilidade foi levada ao paroxismo: a
destituição de uma presidente, as prisões de políticos e empreiteiros, a
condução coercitiva de um ex-presidente, a queda de vários ministros, a
ascensão de suplentes espalhafatosos
à presidência da Câmara, procuradores que adoram holofotes, integrantes do Supremo que
adoram aparecer e brigar entre si, e um Senado comandado por um réu.

Pautas e reformas econômicas que avançam sob o
comando de um deputado ou senador são interrompidas
e até mesmo revertidas
quando este é derrubado e substituído por outro,
normalmente um opositor.

Hoje, não se sabe se o atual presidente terminará o
mandato-tampão ou se será preso antes disso. Se sua equipe econômica será
mantida ou será trocada por uma mais desenvolvimentista. Para piorar, as opções
presidenciais para 2018 ou estão enroladas na Lava-Jato ou são populistas de
extrema-esquerda.

O que não falta ao Brasil, portanto, é emoção. Só
que essa emoção gera consequências trágicas sobre a economia.

Sem
luz no fim do túnel

A economia brasileira está encolhendo há 10
trimestres seguidos
. A última vez que houve algum crescimento foi no
primeiro trimestre de 2014 em relação ao primeiro trimestre de 2013.

O principal causador dessa contração econômica tem
sido a queda — aliás, queda não; desabamento — dos investimentos. É sempre importante ressaltar que os
investimentos são a variável mais importante do PIB porque são eles que indicam
a saúde atual da economia e permitem que a situação futura seja melhor.

Analisando o que houve com os investimentos em
máquinas, equipamentos, instalações industriais e comerciais, e infraestrutura
no Brasil, o quadro é desolador. Só nos últimos 4 trimestres, os investimentos encolheram nada menos que 13,5%.

O gráfico a seguir mostra que esses investimentos (formação
bruta de capital fixo) despencaram e regrediram a níveis de meados de 2009.

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Evolução
da formação bruta de capital fixo

Observe que os investimentos pararam de crescer no
segundo trimestre de 2013, muito provavelmente por causa das inquietações
trazidas pelas manifestações
de junho
daquele ano. De lá para cá, com a intensificação de todas aquelas
incertezas listadas no início do artigo, os investimentos já encolheram nada
menos que 29%.

Não há crescimento econômico sem investimentos. Não
há empregos sem investimentos.

Investimentos — nacionais e estrangeiros — só
ocorrem quando o ambiente econômico e político do país é propício. Se o
ambiente econômico e político for seguidamente vituperado pelo estado, não há
investimento.

Empreendedores são, por definição, indivíduos que
gostam de se arriscar. Quando empreendedores talentosos de todos os cantos do
globo decidem investir em um país, eles estão correndo riscos e esperam
enriquecer em decorrência disso. No entanto, se o preço a ser pago — além dos
impostos altos e da complexa burocracia — são as incertezas políticas, as exigência
de propinas, o desrespeito a contratos, a insegurança jurídica, a moeda
instável, e os déficits orçamentários (que aumentam as incertezas
futuras
e elevam os
juros dos empréstimos
), esses empreendedores serão desestimulados e seus
vários investimentos não ocorrerão.

E aí não haverá nem crescimento econômico nem
criação de empregos. Os atuais 12
milhões de desempregados
estão vivenciando essa consequência de maneira
intensa.

Incerteza
gerada pelo regime

Essa questão da confiança, da previsibilidade e
das expectativas (positivas ou negativas) geradas por um governo é tão
essencial, que os economistas seguidores da Escola Austríaca cunharam o termo
“Incerteza Gerada pelo Regime” para explicar como o governo pode destruir
uma economia — afugentando investimentos produtivos — ao simplesmente gerar
incertezas políticas e jurídicas.

Um dos principais motores do investimento é a
confiança: poupadores, investidores e empreendedores arriscam seu capital
porque esperam obter um retorno. Mas se o estado cria um ambiente de incerteza
econômica e institucional, fazendo com que não haja nenhuma confiança de que
este possível retorno seja realmente alcançável, então os investimentos
simplesmente não ocorrem. Quem vai ser louco de se arriscar?

Quando a confiança na estabilidade e na
previsibilidade do cenário político, jurídico e institucional se esvai, os
investimentos de longo prazo desabam. E com ele vão juntos os empregos, os
salários, o bem-estar e a economia como um todo.

Para o Brasil voltar a crescer, é necessário retomar
os investimentos. E para que os investimentos voltem é necessário haver um
clima de estabilidade, confiança e flexibilidade. Mas a ‘incerteza de regime’
criada pelos políticos brasileiros não só vem destruindo a economia, como tudo
ainda aponta para a continuidade deste processo.

Conclusão

O governo não pode enriquecer as pessoas, mas pode
perfeitamente empobrecê-las. E uma das formas mais eficazes de empobrecer a
população é criando um ambiente político turbulento e instável, em conjunto com
um marco institucional imprevisível, arbitrário, repleto de intervenções,
corrupção, privilégios e protecionismos.

Necessitamos, com urgência, de novas empresas e
novos setores econômicos. Mas ambos só podem ser criados com um volume
crescente de investimentos. Só que os investimentos não só não estão crescendo,
como, pavor dos pavores, estão se contraindo. Desgraçadamente, se a roda
empreendedorial pára de girar, como já parou no Brasil, todo o nosso dinamismo
futuro entra em risco.

O crescimento econômico não é algo automático. Neste
contexto global cada vez mais incerto, é absolutamente crucial restituir um
mínimo de confiança e credibilidade na economia brasileira, tornando-a atraente
para empreendedores de todos os cantos do mundo. Caso contrário, a economia
seguirá afundando, fazendo com que inquietações civis e distúrbios violentos —
principalmente nas grandes cidades — se tornem um futuro possível.

Por tudo isso, é hora de completar o ajuste fiscal
para estancar o déficit — a aprovação da PEC do Teto é um passo
inicial nessa direção
–, e reduzir os impostos. A redução de impostos
implica necessariamente o corte de gastos e a consequente redução drástica do
estado e de sua burocracia, a qual impede o desenvolvimento
econômico e garante nababescos privilégios aos seus integrantes à custa da população que trabalha e produz.

Acima de tudo, é crucial liberalizar amplamente
nossos setores produtivos, facilitando ao máximo o empreendedorismo
(sem o qual não há empregos nem salários). Igualmente importante é acabar com a
participação do estado na economia, desestatizando estatais
e abolindo os conluios
corporativistas entre estado e grandes empresas
, que tantas desgraças
trouxeram ao país.

Com estado grande, intervencionista e
ultra-regulador, lobbies, grupos de interesse, propinas e subornos empresariais
sempre serão a regra. Não há como reduzir a corrupção e os privilégios sem se
reduzir o estado.

Para a economia voltar a crescer, os políticos e o estado brasileiro terão de encolher.

Todo o nosso futuro depende disso. Ou então podemos
ir fazer companhia à Venezuela.

 

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108 comentários em “O estado destruiu a economia brasileira e o bem-estar da população”

  1. O texto aponta corretamente as causas e os problemas, já as soluções apresentadas são completamente fantasiosas. O máximo que podemos esperar é a aprovação da PEC, uma tímida reforma da previdência e a contenção temporária de alguns gastos.

    Não há menor possibilidade de redução da burocracia, de privatização de todas as estatais e abertura econômica.

    ALÔOO! Estamos no Brasil!

  2. Repito aqui o que disse ontem sobre os presidenciáveis de 2018:

    Serra já era (felizmente). Aécio e Alckmin serão colhidos pela Lava Jato. Caiado (em quem eu votaria) não tem penetração política nenhuma. Todos esses são carta fora do baralho.

    Sobrarão Bolsonaro e Ciro Gomes. Mas Bolsonaro não tem nenhum traquejo em economia e levará baile nos debates. Além disso, será impiedosamente bombardeado pela mídia. E toda esquerda, capitaneada pelo PT, estará com Ciro.

    Se não for Ciro, será o próprio Lula o candidato, que voltará espumando de raiva e disposto a explodir tudo (e, se concorrer, ele ganha).

    Protejam-se.

    P.S.: chamem-me de louco, mas perante estas opções, uma reeleição de Michel Temer seria até uma bênção…

  3. Caro Leandro,

    O tom desse artigo me lembrou aquela cena do Titanic na qual o navio está afundando e os músicos se despedem. Como as mudanças que você e os outros articulistas do IMB não vão acontecer digo-lhe: foi um prazer aprender com vocês.

    Ciao!

  4. Dos 512 deputados mais de 300 tem processo na justiça. Três presidentes (República, Câmara, Senado) caíram em pouco mais de 4 meses. Quem é louco de investir e gerar empregos nesse cenário?

  5. E vai continuar destruindo enquanto nosso povo se contentar com paizinhos , enquanto quiserem colinho e papinha na boca. Nossas leis trabalhistas, tributárias e sistema previdenciário foi criado para somente grandes empresas e estatais. Algo bem típico do fascismo, onde o estado está acima do indivíduo.

    Esse conjunto de leis acaba com pequenos empreendedores e trabalhadores autônomos. Inibe o surgimento de novos negócios e das pessoas serem donas de si mesmo. O mais interessante é que as pessoas gostam dessas coleiras. No fim das contas somos quase comunistas .

  6. Saída via aeroporto internacional

    “Para a economia voltar a crescer, os políticos e o estado brasileiro terão de encolher.”

    No Brasil existem dois pensamentos políticos predominantes:

    Os esquerdistas que acham que o estado brasileiro é pequeno e que ele deveria intervir, regular e tributar ainda mais, e os direitistas que aceitam que o tamanho do estado permaneça exatamente como está, desde que não haja corrupção e que os serviços públicos sejam bons.

    Infelizmente a ideia de reduzir o estado é algo inconcebível na cabeça deste povo simplório.

  7. OFF

    Edital da Ancine vai investir um total de R$ 10 milhões na criação de games no Brasil

    Link;adrenaline.uol.com.br/2016/12/06/47144/edital-da-ancine-vai-investir-um-total-de-r-10-milhoes-na-criacao-de-games-no-brasil/

    É sério isso? ¬¬

    Algum outro país faz isso [com o dinheiro do coitado do pagador de impostos]?

  8. Parabéns à toda equipe do IMB e parabéns Leandro.

    “Para a economia voltar a crescer, os políticos e o estado brasileiro terão de encolher.”

    Grande conclusão, mas uma pena como ela é encarada de maneira fantasiosa em nosso país.

  9. ESTADO

    “ruim com ele, pior sem ele.

    É ele que me oferece emprego com altos salários e estabilidade, me trás conforto econômico e bem estar.

    Esse pessoal do IMB enlouqueceu ?

  10. Renato Arcon Gaio

    Como sempre Leandro e seus ótimos artigos explicativos para os leigos, tenho uma dúvida, como não foi colocado link de pesquisa na afirmação, gostaria de saber quando ocorreu o fato Desgraçadamente, se a roda empreendedorial pára de girar, como já parou no Brasil, todo o nosso dinamismo futuro entra em risco, seria na ditadura onde o governo da Dilma se igualou ?

    Abraços

  11. Leandro, parabéns por mais um belo artigo. Me permita por favor um questionamento: Para reduzir o estado, alem de privatizações e regulação, será necessário reduzir o numero de funcionários públicos, como isso poderia ser feito sem alterar a clausula pétrea que institui o direito adquirido e que só pode ser alterado com uma constituinte? Como saímos desse imbróglio?

  12. Qual o drama? É só embarcar em um ciclo hiperinflacionário que tudo se arranja:

    -Corroer o salário do funcionalismo e diminuir os gastos do governo não será politicamente traumatizante;

    -Corroer a dívida interna e trazê-la para patamares mais baixos;

    -Corroer o valor do salário mínimo e do geral poupando diminuindo os gastos com previdência;

    -Corroer a relação de amor platônico que o brasileiro tem com o estado;

    Depois que as coisas se rearranjarem faz um currency board com as reservas em dólar para estabilizar a moeda de novo. Nem adianta comentar de quebra de confiança, pois já não existe nenhuma.

  13. Penso que será muito positivo se o Brasil entrar em colapso. As pessoas precisam entender na marra o que ocorre quando a população coloca seu padrão de vida nas mãos de políticos e burocratas. Quando não tiver mais o que comer, a população finalmente entenderá que não é o governo que cria riquezas. O pior é que os argentinos já entraram em colapso e não aprenderam a lição. Aposto que os venezuelanos votarão em outro crápula assim que puderem fazer isso. Essa mentalidade que o governo cria riquezas e tem que dar tudo a população é uma praga e que prevalece nos latino americanos. Penso que nem mesmo passando fome o brasileiro vai deixar de acreditar que é o governo que dá comida ao povo.

  14. Leandro: sua análise está de mãos dadas com a crônica-síntese desses últimos 4 anos. O pior que poderia acontecer agora, como arremedo de equacionamento é a "acomodação". O grau de crise em que se encontram os ditos três poderes, independentes e harmônicos já não comporta mais acomodação. 2018 não preconiza nenhum líder, e da acomodação sairá mais do mesmo. O que quero dizer…está nas entrelinhas não escritas, meu caro. A leitura do seu sintético, certeiro e, por que não dizer, letal artigo poderia intitular-se "acomodação jamais". Mas o título que você escolheu aponta claramente a causa de tudo isso, e as linhas gerais de solução postas numa resposta ao Baroni indicam que a acomodação é impossível.

    Saúde e paz.

  15. Juliano Roberto de Oliveira

    Leandro, suas aulas são brilhantes. Como seria bom seria se tivéssemos professores de economia nas universidades que dominassem com maestria a ciência econômica como você e outros autores deste Instituto.

  16. Os economistas alarmistas destruíram a economia brasileira quando tornaram crime as pedaladas fiscais. Isso gerou instabilidade no mercado, pois artimanhas contábeis é o cerni da cultura de sucesso dos gurus do investimento. Não há mais investimento no Brasil, pois é crime.

  17. Parabéns, Leandro Roque!

    Verdade! “Para a economia voltar a crescer, os políticos e o estado brasileiro terão de encolher.”

    Essa situação é similar nos EUA também!

    Espero que o PEC 241 seria ajudar a economia do Brasil crescer em breve. Eu ouvi que o propósito pra aquele é limitar gastos baseado na inflação.

  18. Leandro, como você responde a crítica dos heterodoxos de que nível de confiança é apenas trololó, pois o que faz o empresário investir mesmo é a expectativa de demanda pelo seu produto/serviço.

  19. O Lula culpa a lava jato pela recessao. Existem inumeros argumentos contra isso.

    O que eu quero dizer e’ que os politicos conseguiram inverter em mim o sentido da caridade. Eu penso em fazer caridade, doar para alguma instituicao que de desconto no imposto devido, para evitar que o dinheiro va para a conta de politicos. Eu quero dizer que se eu doar, vai ser mais com raiva dos politicos do que com amor a precisa.

  20. Entro numa crise extrema de pessimismo…

    “Acima de tudo, é crucial liberalizar amplamente nossos setores produtivos, facilitando ao máximo o empreendedorismo (sem o qual não há empregos nem salários). Igualmente importante é acabar com a participação do estado na economia, desestatizando estatais e abolindo os conluios corporativistas entre estado e grandes empresas, que tantas desgraças trouxeram ao país.

    Com estado grande, intervencionista e ultra-regulador, lobbies, grupos de interesse, propinas e subornos empresariais sempre serão a regra. Não há como reduzir a corrupção e os privilégios sem se reduzir o estado.

    Para a economia voltar a crescer, os políticos e o estado brasileiro terão de encolher.

    Todo o nosso futuro depende disso. Ou então podemos ir fazer companhia à Venezuela.”

    Qual a chance disso acontecer?

    E ainda lembro que o atual presidente não teve coragem nem de acabar com o Ministério da Cultura. Acabar, não, ele ainda seria fundido com o MEC. Muito frouxo esse Temer, não que eu esperasse algo melhor dele.

  21. Leandro,

    Concordo com a teoria apresentada no seu texto.

    Contudo, hoje trabalho numa empresa centenária de origem holandesa que está fazendo grandes investimentos aqui no Brasil.

    Como é possível haver tanto desinteresse por se investir aqui (que nem vc afirma no texto) quando ainda existem empresas que tem a coragem de não só manter-se ativamente no Brasil, mas como expandir? Por que algumas (repito, algumas) empresas parecem conseguir ignorar a sua teoria e se dar bem por aqui?

    P.S.: Até onde eu saiba não é uma empresa com relações corporativistas, nem com reserva de mercado artificializada por regulação.

  22. Olá Leandro,

    Você não acha que a intenção é expulsar (repelir) os empresários do Brasil ?

    Essa lista traz o imposto sobre empresas em 159 países.

    O Brasil está na posição 16 de maior tributação sobre empresas. Nós estamos quase no topo da tributação sobre empresas.

    pt.tradingeconomics.com/country-list/corporate-tax-rate

    Será que alguém ainda acha que vale à pena produzir no Brasil ?

    Eu acho que quem produz aqui Brasil só tem interesse no mercado interno.

  23. Esses políticos destruíram a economia de sacanagem, eles sabem como se faz as coisas de modo eficaz, olha aí, privatizaram a tornozeleira dos presos:

    g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/preso-no-rj-podera-comprar-tornozeleira-eletronica.ghtml

    Destaque para:

    “A lei foi aprovada por quase todos parlamentares, exceto a bancada do Psol. Os socialistas argumentavam que a medida beneficiaria os presos ricos e prejudicaria os pobres.”

    Eita gente com tara por ferrar quem tem mais dinheiro.

  24. Em relação à PEC 241, nem mesmo na Grécia, que foi massacrada pela austeridade imposta pela UE, foi cogitada uma proposta legislativa que congele os gastos públicos por 20 anos. E tal medida aqui será colocada no texto constitucional…

    Gostaria de abordar aqui, como causa da crise e do desajuste das contas do governo, o vertiginoso aumentos dos juros ocorrido nos últimos anos. Tudo para enriquecer uma classe de parasitas que ganha sem trabalhar e sob o pretexto de combater a inflação. Ora, tal aumento da taxa de juros, além de não arrefecer a inflação, foi totalmente desnecessário. A inflação no Brasil, como se pode perceber pelos números do IBGE, foi causada majoritariamente pelo fim da administração de preços por parte do governo federal e pelo encarecimento dos alimentos. Nada disso precisava ocorrer caso o governo continuasse com sua política de contenção de preços, como o da gasolina e da energia elétrica. Já no caso do encarecimento dos alimentos, deveria ter sido feita – há muito tempo, aliás – uma profunda reforma agrária que priorizasse o regime de agriculta familiar, mudança que ceifaria o poder dos latifundiários de reajustar os preços dos alimentos em um momento de crise.

    Quanto o governo está pagando de juros? Até quando o brasileiro tem que trabalhar para enriquecer essa classe parasitária?

    Abraços.

  25. Felipe Lange S. B. S.

    Mais um excelente artigo Leandro.

    É como o Dâniel Fraga já disse, todos esses políticos amam a constituição e a tratam como intocável e a bíblia estatal é a raiz de todos os problemas no Brasil.

    Não é de hoje que ocorre uma instabilidade política, isso na verdade acontece desde o golpe republicano de 1889. Para deixar claro que não sou monarquista (sou libertário), só que é fato que a instabilidade política e econômica voltaram nessa época.

    O único que se salva é o Meirelles, o resto não presta e não está disposto a fazer uma reforma econômica de desregulamentação e desestatização e diminuição de impostos, muito menos uma política monetária para garantir poder de compra do real. O negócio é proteger os companheiros, as corporações, os sindicatos e essa cambada vagabunda que ajuda a perpetuar esse sistema.

  26. A princípio, eu gostei do artigo por ser bastante didático e bater na tecla fundamental de como os investimentos do setor privado são importantes. Mas em virtude do forte negativismo que se desaguou em virtude dele, eu sou obrigada a rever os meus conceitos e classificá-lo como altamente nocivo à sociedade. E exijo sua imediata remoção.

    É muito importante esclarecer que a PEC do teto não é a solução, e sim apenas ‘um passo inicial nessa direção’. Justamente por isso, é altamente recomendado apontar e/ou apoiar os próximos passos a serem dados. Junto com PEC do teto, está também para ser aprovada a reforma da Previdência, que é outra “encrenca” difícil de passar.

    Fora isso, o Movimento Brasil Eficiente tem um projeto de simplificação dos impostos, que visa reduzir a burocracia. Tem um projeto, do senador Jorge Viana, para reduzir o número de deputados e de senadores. E devem ter muitas destas coisas (e certamente poderiam haver muito mais) assim que precisam ir pra frente, mas que ninguém está vendo por estar preocupado unicamente em ver que há poucas chances de mudanças num curto horizonte de tempo.

    Tudo é uma questão de foco.

  27. Cacete, cara!!!!

    Que aula!

    Caro Leandro, muito obrigado! Você já pensou em montar um curso naquele Udemy ou qualquer coisa assim? É claro que os artigos são fantásticos mas acho que vc conquistaria um público até maior e ainda poderia ganhar um dinheiro por este incrível trabalho! Abraço

  28. João de Alexandria

    Leandro,

    Seu texto é um primor de concisão. Perfeito.

    Só faço um reparo. Nossos políticos não tem de encolher. Eles tem de crescer, ficarem adultos e alguns atores teriam de se agigantar ao ponto de virarem verdadeiros estadistas ao ponto de perceberem que se matarem a galinha não vai ter ovo pra ninguém !!

  29. Temos uma Constituição cheia de direitos, mas quase nenhuma aplicabilidade. Ninguém percebeu que nada é de graça, tudo tem seu custo. Mas graças à esquerda brasileira, temos um Estado encharcado de funcionários públicos, muita ineficiência, que exige uma alta carga tributária para financiar seu funcionamento e que se move muito lentamente por conta do emaranhado de leis e atos normativos (burocracia pura!) sem muita utilidade prática.

    Quando enxergarmos esse estado, perceberemos que trilhamos esse caminho: hospitais que se parecem matadouros; saúde pública em caos; corrupção endêmica; VIOLÊNCIA sem limites; invasões de terra que não produzem riqueza; educação de PÉSSIMA qualidade; subempregos; etc.

  30. JOSE F F OLIVEIRA [Dede de Tony Oliveira]

    Brilhante nas suas ideias como sempre.Uma lógica belíssima.Grato pela CONSTRUÇÃO DE UMA ” HISTÓRIA DO PENSAMENTO ECONÔMICO ” dos nossos dias , em consonância total a ESCOLA AUSTRÍACA.

  31. Após ter lido o artigo sobre a crise de 1929 e a Grande Depressão e os primeiro sete parágrafos deste artigo visualizei quatro bases para gerar-se uma crise econômica:

    Crise econômica = aumento de impostos + aumento de tarifas + diminuição do juros básico + déficit orçamentário.

  32. Os políticos tem o prazer em deixar o pais miserável. Corrupção em todas as instâncias, desde o descobrimento do Brasil o povo vive nesta situação de tristeza, vergonha e baixa estima.

    Como pode haver tanto X9 no governo, traidores da pátria. Um pais sem educação, segurança, saúde, emprego, etc.

    A escravidão ainda continua !

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