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Com a explosão dos custos para a classe média, o Obamacare foi o definidor da eleição americana

A
grande plataforma de Barack Obama sempre foi a reforma do sistema de saúde
americano.  No dia 23 de março de 2010,
ele promulgou o Patient Protection and Affordable Care Act (Lei
de Proteção ao Paciente e de Assistência Acessível
), que passou a ser
popularmente conhecido como Obamacare.


quatro elementos essenciais do Obamacare que merecem ser mencionados:

1)
Os planos de saúde são legalmente obrigados a fornecer cobertura a todos os
requerentes, independentemente de seu histórico médico. 

Para
isso, foi criado um sistema parcial de “classificação comunal”
para os prêmios, o que significa que os planos de saúde passaram a estipular
seus prêmios baseando-se (majoritariamente) na geografia e na idade dos
requerentes, e não no sexo ou nas condições médicas pré-existentes.

2)
As apólices dos planos de saúde têm de atender a padrões mínimos (chamados de
“benefícios essenciais de saúde”), o que inclui não haver um
limite máximo
 para indenizações anuais ou vitalícias das empresas
seguradoras para uma apólice individual.

3)
Absolutamente todos os cidadãos dos EUA são obrigados a comprar um plano de
saúde. 

A aquisição de um plano de saúde é
obrigatória para todas as pessoas. Os mais pobres que se declararem incapazes
de arcar com as mensalidades recebem subsídios do governo federal. 

4)
Empresas com mais de 50 empregados que trabalham em tempo integral (30 horas ou
mais por semana) têm de bancar o plano de saúde deles. Caso não o façam, são
pesadamente multadas.

Ou seja, o governo Obama obrigou as pessoas a comprarem
planos de saúde e obrigou as seguradoras a conceder planos de saúde para
todos os requerentes.

O motivo dessa obrigatoriedade é que, se
todos pagassem às seguradoras e se as seguradoras aceitassem todos os
requerentes, então aqueles mais pobres que não tinham nenhum plano de saúde
poderiam agora ter acesso a um. 

Mas as consequências foram exatamente as
previstas por todos os economistas sensatos: os custos das mensalidades
explodiram.

Com o governo estipulando a cobertura
mínima que tem de ser fornecida pelos planos de saúde; obrigando todos os
cidadãos americanos a adquirir apólices homogêneas e com cobertura completa; e
obrigando os planos de saúde a aceitarem pessoas com condições médicas
pré-existentes e a cobrarem delas o mesmo prêmio que cobram de pessoas
saudáveis, que não têm nenhuma condição pré-existente, os preços da mensalidade
só poderiam ir para o alto.

Mais: com milhões de novas pessoas
repentinamente indo à procura de mais serviços médicos do que antes, e sem que
tenha havido um igual aumento na oferta de serviços (criar mais médicos, mais
hospitais, ou mais máquinas de ressonância magnética não são coisas rápidas e
desburocratizadas), os custos dos serviços de saúde também foram para a estratosfera.

Em última instância, o Obamacare foi o
evento que fez com que os eleitores independentes votassem em Donald Trump.

O
inacreditável amadorismo de Hillary Clinton

A importância do fator Obamacare é
inegável. O sistema de serviços de saúde dos EUA vivenciou uma acelerada
dissolução durante este ano eleitoral, afetando profundamente a vida de todos,
exceto dos extremamente ricos (que votaram em Hillary). E mesmo que você nada
soubesse sobre a campanha eleitoral e sobre as propostas dos candidatos, você
tinha de presumir que a questão da saúde teria grandes repercussões no
resultado eleitoral.

Hillary Clinton não apenas defendeu este
atual sistema que todos os americanos trabalhadores odeiam, como ela ainda quis
levar todo o crédito por ele: em várias entrevistas,
ela sempre fazia questão de enfatizar que o Obamacare era antes chamado do
Hillarycare, pois a ideia sempre foi dela. Na prática, era como se você
quisesse levar os créditos pelo Zika vírus. Ela se comportou de uma maneira
totalmente indiferente aos problemas criados por esse programa, o que mostra
seu inacreditável elitismo. Por outro lado, Donald Trump prometia acabar com o
odiado programa em todos os seus discursos e em todas as suas propagandas.

Vida
e morte

A palavra “serviços de saúde” não é
simplesmente um assunto político; trata-se de um assunto crucial, algo no mesmo
nível de importância de se você terá dinheiro para pagar o aluguel ou para
colocar comida na mesa. É algo que afeta diretamente a sua vida, literalmente.

Todo mundo
envelhece. Todo mundo adoece. Todo mundo tem de ir ao médico com
certa frequência. Isso requer um sistema de serviços de saúde que seja estável.
Caso contrário, a qualidade de vida será diretamente impactada. Isso está no
mesmo nível de importância de coisas como serviços de alimentação, de vestuário
e de moradia. Se o acesso a serviços de saúde se torna instável e
não-confiável, toda a qualidade de vida se desestabiliza.

O fato de Obama, Clinton e todo o resto
da quadrilha terem se imaginado capazes de criar um sistema único de saúde para
toda a América — se utilizando de boas intenções, fita crepe, cola, leis,
decretos, imposições, toneladas de coerção estatal, e zero cooperação
bipartidária — mostra uma inacreditável arrogância. Eles pagaram por isso.

Cinco anos atrás, antes da imposição do Obamacare,
os EUA tinham um sistema imperfeito e já altamente regulado pelo governo.
Dentre outras coisas, o governo proibia que a seguradora de um estado
fornecesse serviços em outro estado [é
como se a Unimed só pudesse atuar no Rio, a Amil só em São Paulo, a Sul America
só em MG e por aí vai
], o que criava uma reserva de mercado tentadora.
Adicionalmente, as seguradoras eram obrigadas pelo governo a cobrir até mesmo
consultas de rotina. Se você fizesse algo tão simples e corriqueiro quanto um
exame de sangue — que é coberto pelos planos de saúde e pelos programas
Medicare e Medicaid –, o hospital cobrava um preço astronômico do governo ou
da seguradora. Conseqüentemente, os preços das apólices só aumentavam. (Leia todos os detalhes aqui).

Ainda assim, havia alguma previsibilidade.

Porém, após o Obamacare entrar em ação, tudo
explodiu em caos e incertezas. As experiências de cada americano variam de
acordo com as circunstâncias. Mas,
no geral, o resultado foi um desastre.

Ainda em agosto, escrevi
que o Obamacare seria o requiem do estado de bem-estar americano. Tudo deu errado desde o primeiro dia. Para
azar dos democratas, o pior do programa — acentuado encarecimento das
mensalidades, seguradoras entrando em colapso, franquias disparando — se
intensificou exatamente no ano eleitoral. Ainda na semana anterior à eleição,
veio ó anúncio de que as mensalidades subiriam novamente, entre 25% e 90% — um
fato que Trump fez questão de enfatizar em cada discurso e em cada propaganda
ao redor do país.

No meu caso, apenas alguns dias após a implantação
do programa, recebi uma notificação de que minha mensalidade subiria a níveis
hilariamente intoleráveis. Não me lembro exatamente do valor específico, mas o
aumento era tão absurdo que parecia até ter havido um erro de digitação.
Claramente, a seguradora queria que eu saísse do plano. Era mais negócio para
ela.

Consequentemente, eu me juntei a milhões de outros
americanos que imediatamente perderam os planos de saúde que até então tinham.
Encontrar um novo plano exigia navegar em um labiríntico sistema burocrático,
caracterizado por uma confusão envolta no caos. Desde então, os serviços de saúde
nunca mais foram os mesmos.

E isso foi apenas o começo. O colapso do sistema de
planos de saúde nos EUA se acelerou desde então. Havia cada vez menos opções à
medida que cada vez mais seguradoras iam à falência. Mesmo que você tivesse um
plano de saúde, era impossível saber se o médico ou hospital aceitariam aquela
sua seguradora específica, uma vez que ninguém podia obrigá-los a isso. Você
não tinha como obrigar a seguradora a realmente cobrir aquilo que, no papel, o
governo a obrigava a cobrir. As exigências das segurdoras por documentações e
comprovações só faziam crescer, e tudo com o compreensível objetivo de tentar
controlar as despesas.

Milhões de americanos repentinamente passaram a
viver em um estado de extrema ansiedade. Uma visita ao médico poderia
significar uma conta de apenas US$ 40 ou a total falência do indivíduo. Mesmo que
você não tivesse problemas de saúde, o simples temor de se tornar doente já
bastava para mantê-lo acordado à noite.

O novo sistema atingiu cada americano de classe
média exatamente onde dói mais.

Todas as pesquisas mostravam a insatisfação dos
americanos, comprovando que este era um sistema incrivelmente ruim. E Hillary
Clinton se recusava a admitir que a coisa era uma catástrofe. Tudo o que ela
sabia fazer era se congratular por ter lutado muito por sua implantação. Quanta
cegueira.

E a coisa se transformou em pura crueldade quando,
nos debates, ela desprezava todas as preocupações demonstradas pelos eleitores.
A cada debate, suas respostas sobre este assunto eram apavorantes e
impressionantemente sádicas.

A
Navalha de Ockham

E o que dizer de todas as outras questões presentes
nessa eleição americana, do globalismo à política externa, passando pelos
direitos das mulheres e o porte de armas? Invoquemos aqui o princípio da Navalha
de Ockham (em homenagem ao especialista na teoria da lógica Guilherme de Ockham).
Ela diz o seguinte: “Havendo diversas teorias, aquela que recorrer ao menor
número de suposições deve ser a escolhida”.

Com isso em mente, faz sentido adotar a seguinte
suposição para explicar o resultado dessa eleição: os americanos odeiam o
Obamacare. Nos estados decisivos (os swing states), o Obamacare
foi o fator que determinou o resultado; foi o fator que transformou eleitores
passivos em ativos; democratas em republicanos; e independentes em eleitores de
Trump.

Veja
o que ocorreu em Wisconsin
, por exemplo: um estado majoritariamente
democrata que surpreendeu a todos ao dar a vitória a Trump. As pesquisas de
boca de urna mostravam que havia algum consenso em apenas uma questão: o
Obamacare havia ido longe demais. Ao passo que apenas 17% disseram que ele era
bom (e isso em um estado historicamente democrata), nada menos que 45% disseram
que ele havia ido longe demais. Dentre esses 45%, 81% votaram em Trump. Isso,
por si só, foi o suficiente para transformar o estado do Wisconsin de democrata
em republicano, criando um ponto de virada na contagem eleitoral.

Uma
pesquisa realizada em junho de 2016
pela Kaiser Family Foundation
demonstrou o tamanho da encrenca. O número de pessoas que classificavam seu
plano de saúde como “não tão bom” ou “ruim” aumentou de 20% para 31% entre 2015
e 2016. As pessoas que classificavam como “bom” ou “excelente” diminuíram na
mesma proporção.  E isso foi em junho. De
lá para cá, os problemas só pioraram.

O
alerta de Bill Clinton

Ironicamente, foi o sempre astuto Bill Clinton quem
fez o mais proeminente
alerta sobre o Obamacare
, um mês antes da eleição:

Então,
você tem esse sistema completamente maluco, no qual, repentinamente, 25 milhões
de pessoas adquirem um plano de saúde enquanto aquelas outras pessoas que estão
se matando de trabalhar, em alguns casos 60 horas por semana, acabam vendo suas
mensalidades dobrarem e sua cobertura cortada à metade. É a coisa mais maluca
do mundo.

No dia seguinte, obviamente, ele recuou, disse que
foi mal interpretado, e seus comentários foram imediatamente enterrados.

O Obamacare foi a maior e mais ambiciosa iniciativa
doméstica de Barack Obama nestes últimos 8 anos. O programa tinha os melhores cérebros
trabalhando em sua implantação, todos os recursos, todo o poder e toda a promoção
da mídia. E ele fracassou. E destruiu a confiança das pessoas em algo que está
no cerne de suas vidas.

E essa perda de confiança se traduziu em uma
incredulidade generalizada em relação a tudo o que a candidata democrata dizia.
Se ela era incapaz de falar a verdade sobre o que realmente aconteceu com o seu
adorado programa, se ela era incapaz de ter empatia com todos os problemas que
o americano médio estava vivenciando em decorrência de um programa que ela
dedicou parte de sua vida profissional a implantar, por que o povo deveria
confiar a presidência a ela? Eis
a questão.

É fácil entender como essa dinâmica se transformou
em revolta contra uma elite dominante distante e fria, que em nada se
preocupava com as preocupações reais do americano médio. Isso comprovou verídica a narrativa de Trump.

Portanto, sim, a mídia pode continuar oferecendo
suas interpretações específicas e apócrifas sobre esta eleição. Mas uma reação mais
simples e mais humana é recorrer à Navalha de Ockham. A eleição foi um
veredicto sobre uma fracassada reforma do sistema de saúde, e um veredicto
sobre quem criou essa reforma.

O que vem agora?

Odiar um sistema ruim e punir seus defensores é fácil.
Muito mais difícil
é consertar o problema: os aspectos mais populares do programa (o acesso dos
mais pobres a planos de saúde, por meio de subsídios do governo) são também a própria
razão dos mais impopulares aspectos do programa (disparada dos custos e redução
das coberturas). Isso explica por que Trump
já recuou de sua promessa de abolir o programa
, e passou a falar apenas sobre
fazer reparos na lei existente.

E isso ocorreu apenas quatro dias após ele ter feito
da abolição do Obamacare o
ponto central de seu discurso em Michigan
, outro estado majoritariamente
democrata que lhe deu a vitória.

Os anos vindouros serão de um interminável fluxo de
propostas confusas, complexidades e distorções regulatórias. Mas os americanos
devem se fazer apenas uma simples pergunta: por que o acesso a itens como
comida, roupas, transportes, Uber, objetos para casa, seguros de carro e todos
os tipos de serviços digitais, bem como a precificação de todos esses bens e serviços,
só melhorou na última década, ao passo que os serviços de saúde só pioraram?

Por acaso há algo de estruturalmente diferente no âmbito
dos serviços de saúde, que fazem deles algo completamente diferente do resto da
economia, de modo que o governo tem de estar no comando? Não. Se você coloca um
serviço nas mãos do governo, o resultado é sempre o mesmo: escassez,
encarecimento e politicagem.

A verdade é inevitável: o único caminho para
consertar esse problema é por meio de menos governo e mais concorrência de
mercado. Sempre que você quer serviços com mais qualidade a preços menores, você
tem de ter livre concorrência e livre mercado. Não se conhece exceção a esta
regra.

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Leia também:

Quatro
medidas para melhorar o sistema de saúde
 

Como
Mises explicaria a realidade do SUS?
 

A
saúde é um bem, e não um direito
 

Como realmente funciona o
sistema de saúde americano
 

 

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90 comentários em “Com a explosão dos custos para a classe média, o Obamacare foi o definidor da eleição americana”

  1. Um ponto para reflexão: se eu me cuido (bebo pouco, não fumo, não uso outras drogas e pratico exercícios físicos regularmente) pagarei a mesma mensalidade de plano de saúde que alguém com a mesma idade, mas que bebe exageradamente, usa drogas e não se exercita.

    Isso é correto?

  2. Achei muito interessante esse artigo, sou um curioso sobre sistemas de saúde…

    Mas gostaria que os amigos me tirassem uma dúvida…

    A socialização da saúde sempre será um erro ? Será mesmo que a saúde deve ser encarada como um produto como outro qualquer ?

    Os serviços de saúde(em todos os aspectos) são caríssimos, como que o pobre vai ter acesso ? Como fazer o pobre ter acesso aos serviços de saúde num ambiente contaminado com reserva de mercado em todos os cantos(planos de saúde, medicamentos etcs)

    Você começa consertando isso por onde ?

    Se nem o Obama com sua equipe de especialistas focados 24hrs por dia nisso não conseguiram achar uma solução…

    O que eu percebo é que o governo pensa em ajudar uma minoria e uma maioria vai pagar por isso. É melhor deixar a minoria morrer sem ter acesso aos serviços de saúde ? A desigualdade é inevitável, estamos brigando com o darwinismo social,estamos tentando intervir numa lei natural ?

    É um cobertor curto, o governo mexe de um lado e prejudica outro, se não mexe, um lado tbm vai ficar prejudicado… é muito difícil achar uma solução em que TODOS tenham acesso à saúde conforme prevê o discurso bonito da OMS.

  3. Capitalista Keynes

    O que me irrita é “pseudo liberal” falar que o Estado deveria cuidar somente de Saúde , Educação e Segurança…..mentira….para os verdadeiros liberais nem Saúde , nem Educação e nem Segurança. Estado zero…..pelo menos são verdadeiros em sua ideologia….agora esses caras de partidos políticos tipo PSDB da vida que não assumem o liberalismo para ganhar voto e mamar nas tetas do Estado são uma vergonha. Eu sou contra o liberalismo, mas respeito quem o é verdadeiramente, sem se esconder e sem ter medo de falar abertamente que o é…por isso gosto deste site.

  4. “Dica: serviços de saúde são caríssimos; serviços de saúde são pesadamente regulados pelo governo. “

    Mas você acha que não tem que existir uma certa regulação quando se trata de SAÚDE ?

    Estamos lidando com a vida das pessoas… profissionais da saúde, remédios entre outros…tudo isso não precisa ter um controle ? Você acha que o controle do mercado seria suficiente ?

    Parece muito simplista dizer que sim para essa pergunta…deixar tudo “a Deus dará”, deixar tudo livre vai solucionar as coisas.

    As coisas livres se organizam e se desorganizam também, faz parte da entropia do sistema. Estamos afinal criticando quem controla ou o controle ? E outra…é só o governo quem controla ?

  5. Na minha opinião, o fracasso do Obamacare contribuiu, mas entendo que o principal fator da derrota de Hilary foi o sistema eleitoral.

    Ela ganhou no voto popular (sistema adotado pela maioria dos países e que a maioria dos americanos consideram o mais justo, segundo pesquisas). Li ontem um texto que diz que é possível ser eleito Presidente dos EUA com 21,8% dos votos populares.

  6. Paulo Bostermann de Carvalho

    manter só as coisas “populares” como aceitar, sem cobrar “extra”, alguém com histórico prévio e manter os filhos na cobertura até os 26 anos(! já eram pra terem saídos do cordão umbilical a tempos) e tirar as coisas “Impopulares” como o mandato de obrigação não iria fazer aumentar ainda mais o preço dos planos de saúde?

    se não me engano essa restrição de linhas estaduais também existe aqui. unimed-rj é uma coisa, unimed-rs outra,etc…

  7. Republica de Curitiba

    Dúvida:

    As mensalidades dos planos de saúde para os contribuintes se mantiveram durante todo o tempo (houve regulação do governo) ou eles poderiam precificar livremente?

  8. Obama tem tudo para ser lembrado na história como um falso americano, ele foi “posto” na presidência dos EUA para destruir suas instituições e humilhar seu povo, contrariando todas as tradições daquele país.

    Obama deixou a “máquina nefasta do socilialismo” prontinha para ser posta em funcionamento… mas daí surgiu inesperadamente Trump.

    No Brasil não tivemos o mesmo destino: FHC preparou e Lula colocou para funcionar… e o pior é que ainda está a todo vapor.

  9. Me gera muita surpresa uma porção de “contra-comentários” desvalorizando uma diferença de 947.333 votos à favor de Hillary. Independentemente de (1) qualquer fato relativo às características próprias do processo eleitoral americano e (2) da geografia “tão citada”, com sua correspondência sócio-econômica nos estados que foram “pintados” de azul, mencionar referência na maioria dos votos para Hillary não é um fato irrisório. Afinal, mesmo um presidente podendo ser eleito sem a necessidade de conquistar a maioria dos votos populares e mesmo criando uma estratégia para tal conquista, acredito que o texto SERIA SIM mais inteligente se o autor oferecesse sua visão SOMANDO a idéia.

    Não torci para Hillary e, sim, para o vencedor, mas adoraria saber o que professor Jeffrey teria a dizer sobre 47.9% DOS AMERICANOS QUE TAMBÉM DEPENDEM DA SAÚDE COMO OS OUTROS 47.2%. Ou: os EUA têm 47.9% de “ricos” e 47.2% de “pobres”? Esse texto olha apenas por um único prisma “tentando” dirigir a um simplismo de raciocínio e superficialismo incoerente se protegendo cortando com uma Navalha um cenário por demais complexo, ok? Só para estimular discussões e não para criar inimizades.

    Saudações

  10. Não existe sistema de saúde privado em lugar nenhum do mundo que permita uma cobertura adequada e completa a preços acessíveis aos mais pobres. É mais uma tola utopia. Aliás existe o livre mercado na indústria farmacêutica, com livre concorrência, e o que assistimos: tratamentos cada vez mais caros. Basta verificar os custos do tratamento do câncer, doenças reumáticas, que escalaram a níveis inacreditáveis e há pressionam os sistemas de saúde.

  11. Pessoal eu sei que não tem nada a ve com o assunto ,mas eu preciso de uma resposta . Tem uma empresa chamada Hinode que eu vou entrar , eu ja estudei sobre ela antes de entrar é claro pra ver se n era roubada . Eu tenho um conhecimento bem apoiado para dar crédito a empresa . Porém a pergunta é , o sistema de lucro e economico da empresa é sustentável? lembrando que a regra é tipo isso ” me faça lucrar que eu te faço lucrar ” , a empresa não é piramide por n motivos , não cabe aqui discutir isso . Só quero saber se o sistema que a empresa usa é estável e confiável . Seria até uma boa o IMB fazer um artigo a respeito de MMN (marketing de multinível ) . Eu realmente gostaria de saber a opinião de vcs . Mas por favor respondam a minha pegunta , muito obrg .

  12. Leandro, chegou a ver esse artigo do link? Claro que o período ainda é de incertezas, mas a imprensa e o mercado têm feito tantas suposições erradas sobre Trump (a da política econômica é corte de impostos combinado com elevação de gastos = inflação + alta de juros), que eu já estou começando a acreditar que vai ser tudo ao contrário

    https://mises.org/blog/why-president-trump-will-fumigate-fed

    Agora saiu algo parecido aqui tb:

    http://www.bloomberg.com/news/articles/2016-11-16/trump-allies-urge-fed-to-shrink-balance-sheet-as-debt-wall-looms

  13. O Pulha José Serra, quando ministro da saúde do verme FHC, fez o que Obama começou a fazer.

    O objetivo destes vermes é DESTRUIR o SISTEMA de SAÚDE que funciona.

    Só que aqui o rebanho popular, já mais que imbecilizado, apoiou a canalhice.

    Serra, o verme, obrigou a coberturas completas e sem discriminação.

    – Somou a isso um IMPOSTO SOBRE OS PLANOS DE SAÚDE a pretexto de custear a “saúde” publica. Ainda propos que aqueles que tivessem palnos de saúde e fossem atendidos em hospitais públicos (emergências) fossem causa de o Estado cobrar dos planos de saúde a remuneração por tal atendimento (em tabela superior da que o Estado remunera os prestadores de serviço do SUS).

    Enfim, o objetivo do CANALHA era francamente de dominação ideológica, já que o OBJETIVO era o de arruinar a saude privada e jogar mais bovinos no sistema público e COM ISSO REINVINDICAR MAIS IMPOSTOS PARA A SAÚDE sob apoio da massa lançada nos abatedouros do SUS. Afinal, o preço dos planos de saúde dispararam e SOBRETUDO os PEQUENOS PLANOS foram arruinados pelos custos que lhes foram impostos pelo CRÁPULA asqueroso bolchevique.

    Tudo parece ser efetivamente uma estratégia da esquerda mundial para ESCRAVIZAÇÃO de populações por parte da HIERARQUIA ESTATAL.

    Escravidão é estar SUBMETIDO Á VONTADE ALHEIA.

    – Muitos acham que é trabalhar de graça, apenas, mas isso é apenas uma consequencia da escravidão ou uma opção dos senhores. Afinal obrigar alguém a trabalhar por um gorda remuneração implica em escravizar. Afinal o escravo não tem a OPÇÃO de RECUSAR a ORDEM. Portanto está submetido à vontade alheia.

    Ou seja, o ESCRAVO não possui disponível TODAS AS OPÇÕES NATURAIS, MAS APENAS AS OPÇÕES que o SENHOR lhe DISPONIBILIZA.

    Logo, ESCRAVIZAR é CONTROLAR AS OPÇÕES DISPONÍVEIS para o, então, ESCRAVO.

    ESCRAVO É AQUELE QUE NÃO PODE NEGAR-SE A UMA RELAÇÃO COM O SEU SENHOR, ESTANDO ASSIM SUJEITO À VONTADE ALHEIA.

    Resumo:

    ESCRAVIDÃO É RELAÇÃO FORÇADA!

    Nos velhos tempos o ESCRAVO possuia como ÚNICO BEM a sua integridade física. Portanto os SENHORES AMEAÇAVAM a SUA INTEGRIDADE FÍSICA.

    A neo escravidão se dá por AMEAÇAS AO BEM ESTAR dos INDIVÍDUOS:

    Ou trabalham para custear os governantes (neo-senhores) ou estes os impede de manterem seu bem estar tomando-lhes as PROPRIEDADES e o DIREITO de TRABALHAR E MANTER os GANHOS COM SEU TRABALHO, juntamente ameaçando-os de PRISÃO, CASO NÃO TRABALHEM PARA O GAUDIO dos GOVERNATES. Somente no caso de reagirem À EXPROPRIAÇÃO ESTATAL PODEM SER ASSASSINADOS PELOS AGENTES do ESTADO.

    COnclusão resumida:

    ESCRAVIZAR É CONTROLAR AS OPÇÕES DISPONÍVEIS, NÃO PERMITINDO AO INDIVÍDUO TODAS AS OPÇÕES NATURAIS, SEM QUE NENHUM ACORDO ESPONTÂNEO NESTE SENTIDO TENHA SIDO FIRMADO ENTRE AS PARTES.

    O Senhor nunca permite a opção de o escravo RECUSAR a RELAÇÃO, então forçada, COM ELE. A opção de não aceitar a proposta e não sofrer nenhum DANO CAUSADO PELA AÇÃO do pretenso SENHOR, NÃO ESTA DISPONÍVEL.

    Um empregador faz a proposta oferecendo um beneficio ao indivíduo em troca do que de deseja e este SÓ a aceita caso perceba que esta aumentará o seu bem estar ou diminuirá seu sofrimento:

    A RELAÇÃO neste caso SÓ SE CONCRETIZA porque AMBOS VISLUMBRAM BENEFÍCIO em tal relação ESPONTÂNEA. Podendo esta naose cncetiar e NADA MUDAR no ESTADO ATUAL DE AMBOS. A relação se dá em BUSCA de BENEFICIO DE AMBAS AS PARTES.

    Um escravocrata não propõe, ele AMEÇA de CAUSAR UM DANO ao indivíduo CASO ESTE SE RECUSE A OBEDECER.

    Neste caso a RELAÇÃO SÓ É ACEITA pelo indivíduo PORQUE NÃO DESEJA que a AÇÃO ALHEIA LHE PIORE AS CONDIÇÕES ATUAIS. Pois que a OPÇÃO NATURAL de RECUSAR e MANTER SEU ESTADO ATUAL NÃO ESTA DISPONÍVEL, mesmo que NENHUM CO PRÉVINSTE SENTIDO SE TENHA ESTABELECIDO ESPONTANEAMENTE.

    Ou seja, na ESCRAVIDÃO o ESCRAVO OBEDECE PARA NÃO SOFRER um DANO MAIOR do QUE AQUELE QUE LHE É EXIGIDO PELO SENHOR.

    Numa RELAÇÃO LIVRE o INDIVÍDUO OBEDECE para OBTER UM BEBEFÍCIO que o CONTRATANTE LHE OFERECE.

    Eis a DIFERENçA ENTRE RELAÇÕES FORÇADAS e ESPONTÂNEAS!!!

  14. Tudo em que o governo se mete dá errado!Assim sendo,a melhor forma de acabar com a praga das drogas,seria a legalização.Com o governo burocrata taxando e regulamentando o uso das drogas,com certeza bastaria alguns anos para a sociedade se ver livre dessa praga que assola nossas famílias.

  15. Social democracy é a escola mais promissora, na minha opinião. Liberalismo/Neo-liberalismo, socialismo, ou Libertarismo já se mostrou inviável e “missleading”. 3 pilares são essenciais em uma sociedade: Crescimento econômico, sustentabilidade e balanço social. Os três são conectados. Existem grupos que focam geralmente em um dos 3, porém, o social-democrata acredita que é necessário o balanço entre os três, pois eles são profundamente conectados e dependentes um do outro. Mais informações: https://www.youtube.com/watch?v=s_9Kix4tFzk

  16. Pessoal eu sei que não tem nada a ve com o assunto ,mas eu preciso de uma resposta . Tem uma empresa chamada Hinode que eu vou entrar , eu ja estudei sobre ela antes de entrar é claro pra ver se n era roubada . Eu tenho um conhecimento bem apoiado para dar crédito a empresa . Porém a pergunta é , o sistema de lucro e economico da empresa é sustentável? lembrando que a regra é tipo isso ” me faça lucrar que eu te faço lucrar ” , a empresa não é piramide por n motivos , não cabe aqui discutir isso . Só quero saber se o sistema que a empresa usa é estável e confiável . Seria até uma boa o IMB fazer um artigo a respeito de MMN (marketing de multinível ) . Eu realmente gostaria de saber a opinião de vcs . Mas por favor respondam a minha pegunta , muito obrg .

  17. O Obamacare demonstrou de novo que tentar controlar a vida das pessoas só piora a situação, não importando as supostas boas intenções.

    * * *

  18. Obama criou um plano de saude por US$ 20,00 mensais para os mais pobres ter acesso a tudo na saúde, algo que antes não tinham morrendo na porta do hospital.

  19. Acabou a liberdade individual quando ocorreu de um presidente obrigar a cada um a pagar um plano de saúde.

    O estado deveria ser capaz de fazer apenas 4 coisas.

    dar educação

    dar saúde

    dar segurança

    e prover meios para fiscalizar e permitir a concorrencia entre os mercados.

    E ainda permitir que exista acesso a educação, saúde e segurança por meio privado.

    Eu não tenho plano de saúde, de certa forma por opção, conheço meu histórico de saúde. Vou pagar para mim mensalidades astronomicas de plano de saúde e só me consultar uma vez por ano (talvez), então quando quero um atendimento pago um médico particular.

    o trabalhador americano pensaria isso também, mas foi obrigado a pagar plano de saúde.

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