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Individualismo e Coletivismo – parte I

O professor Alberto Oliva fala, na primeira parte da
aula ministrada no Summer School do IMB, sobre a diferença entre as noções de
coletividade e coletivismo.

Fala sobre a tendência brasileira em relacionar o
individualismo com o egoísmo — ignorando a definição de que individualismo é
autonomia individual — e discorre também sobre o emprego nocivo da palavra
“coletivismo”, a qual os intervencionistas exploram.

Quem tem desígnios, objetivos e tira conclusões não
é a “classe social”, mas sim seus indivíduos, que dificilmente teriam
desígnios, objetivos e conclusões homogêneos
–cenário ignorado pelos intervencionistas que atribuem ao coletivo uma
personalidade superior à do indivíduo.

O professor fala sobre como o coletivismo foi
transformado em ferramenta fundamental para a luta de classes, numa suposta
ação cooperativa. Afirma que acreditar em mentes supra-individuais é
neurologicamente impossível e tal concepção tornaria os indivíduos marionetes
do sistema, neutralizando a responsabilidade individual sobre a ação humana e,
consequentemente, a atribuição de culpa.

Atualmente, o conceito de um nível consciente
“superior” ao do indivíduo deixou de ser necessariamente referente à “classe”,
para ser substituído por “etnias”, “gênero”, “raça”, “culturas” etc.

Alberto Oliva dá exemplos do vocabulário típico
coletivista, os aspectos históricos do individualismo, fala da noção kantiana
de felicidade individual e trata o coletivismo como álibi para não assumir a
responsabilidade devida pelos próprios atos.

Confira a primeira parte de Individualismo e
Coletivismo, com o professor Alberto Oliva.

 

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7 comentários em “Individualismo e Coletivismo – parte I”

  1. Rodrigo Pereira Herrmann

    dois ótimos insights:

    1) “pra o coletivismo quem age são as classes” (como entidades ontológicas), não mais os indivíduos;

    2) “a politização do mal, ou a imanentização do mal no mundo”, não mais na alma do homem.

    very good, professor.

    imagino que ele tocará na questão de Deus, já que a perda do horizonte religioso foi crucial pra o livre desenvolvimento da sociologia e dos coletivismos (processo que começa pra valer em kant).

  2. Ótimo tema! E aqui vai uma lamentação sobre o assunto… O jornal mais lido da minha cidade “maravilhosa” está cada vez mais difícil de engolir. Assumiu de vez o papel de lobista feminista, sobretudo após o caso da menina X. Coletivismo emburrece e divide, sempre digo isso aqui em casa. Como não tenho mais 15 anos e não me preocupo mais em ser chamada de “conservadora” e afins, contesto tudo o que está relacionado a coletivismo. Não sou bem recebida, mas procuro mostrar que o coletivismo transformou todos os aspectos da nossa vida em luta política. Será que estou sendo radical demais ou apenas uma mulher sensata? Com a palavra, os ilustríssimos comentaristas…

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