N.
do E.: agora que os petistas foram — ao menos temporariamente — apeados do
poder e estão sentindo o “prazer” de ser governados por um grupo que eles não escolheram
e o qual não reconhecem como legítimo, há alguma chance de eles finalmente
entender como nós, libertários, nos sentimos em relação a todo e qualquer
governo eleito.
Quem
sabe, por algum milagre, eles começam a entender aquele velho problema para o
qual nós, os libertários, sempre alertamos?
Não custa tentar.
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Há várias maneiras de demonstrar que a mitologia ensinada
ao público sobre o “governo” é contraditória em si mesma.
Uma das maneiras mais simples de demonstrar isso é
perguntando: como um indivíduo adquire o direito de governar o outro?
As antigas superstições afirmavam que certas pessoas
eram especificamente escolhidas e ordenadas por um deus, ou por um grupo de
deuses, para que governassem as outras. Inúmeras lendas relatam feitos
sobrenaturais que determinavam quem tinha o direito de governar terceiros.
Felizmente, em grande medida, a humanidade superou e
transcendeu essas tolas superstições.
Porém, e infelizmente, essas antigas superstições foram
substituídas por novas superstições que conseguem a façanha de serem ainda menos racionais.
Os mitos antigos ao menos atribuíam a algum “poder
superior” a tarefa de escolher determinadas pessoas como soberanas e
governantes de todas as outras (algo que uma deidade poderia, pelo menos
teoricamente, fazer). Já as atuais
justificativas para “a autoridade governamental” afirmam a existência dessa
mesma e assombrosa façanha sem qualquer assistência sobrenatural.
Em poucas palavras — e ignorando todos os complexos
rituais e todas as convolutas racionalizações –, toda a crença moderna no
governo se apóia na noção de que meros mortais podem, mediante certos
procedimentos políticos, outorgar ou conferir a algumas pessoas vários direitos
que nenhum indivíduo sozinho possui. Em outras
palavras, o governo se mantém porque as pessoas acreditam que podem outorgar a
terceiros um direito que nem elas mesmas possuem. A inerente demência de tal noção deveria ser
óbvia.
Não há nenhum ritual ou documento por meio do qual
um grupo de pessoas possa delegar a outro grupo de pessoas um direito que
nenhum indivíduo sozinho possua. E essa
verdade, por si mesma autoevidente, desmonta qualquer possibilidade de governo
legítimo.
O cidadão comum acredita que “o governo” possui o
direito de fazer coisas que, caso fossem feitas por um indivíduo normal, o
colocariam na cadeia. A pergunta óbvia
é: Esses indivíduos que estão no governo adquiriram esses direitos como?
Por exemplo, não importa se você queira dar a este
ato o nome de “roubo” ou de “impostos”. A
questão é: esses indivíduos que estão no governo, o que eles fizeram para
adquirir o direito de confiscar a propriedade alheia pela força, propriedade
essa que foi adquirida honestamente, com o suor do próprio rosto? Nenhum eleitor possui semelhante direito de
roubar. Sendo assim, como pode um eleitor
que não possui o direito de roubar outorgar esse direito inexistente a um grupo
de políticos?
No mundo moderno, todos os estatismos são baseados
na presunção de que “as pessoas podem delegar um direito que não possuem”.
A constituição federal pretende dar ao congresso o
direito de impor tributos e de “regular” certas atividades. Mas os próprios autores da constituição não teriam
esses mesmos direitos em suas vidas privadas.
Consequentemente, tais pessoas não podem, por definição e por uma questão
de lógica, outorgar semelhante direito a nenhum grupo de pessoas.
Em termos muito simples, você não pode dar algo que não
tem.
E essa simples verdade, por si só, anula toda a justificativa
lógica e legal para a existência de um governo.
Se esses indivíduos que estão no governo podem ter apenas os mesmos
direitos daqueles que foram às urnas, então o “governo” perde exatamente esse
ingrediente que o faz ser “governo”.
Se os políticos não têm mais direitos do que você, então
todas as suas exigências, todos os seus rituais, todas as leis que eles criaram
arbitrariamente (aquelas leis que não respeitam os direitos
naturais), e todos os tribunais que existem para impingir essas leis
injustas nada mais são do que os sintomas de uma psicose delirante.
Nada do que eles façam pode ter uma legitimidade maior
do que aquilo que você faria por conta própria.
No entanto, eles, de alguma maneira inexplicável, adquiriram direitos
que você mesmo não possui. Só que isso é uma impossibilidade prática e jurídica,
uma vez que ninguém nessa terra, nem nenhum grupo de pessoas, pode de alguma
maneira ter outorgado a eles direitos sobrehumanos, os quais nenhum indivíduo
possui.
Se você não possui determinados direitos, então você
não pode outorgar esses direitos fictícios a nenhum outro grupo. É difícil entender isso?
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Leitura complementar:
O “Contrato Social” e o consentimento do governado
O que deve ser feito para nos livrarmos da opressão estatal
Artigos sobre anarcocapitalismo
Eles estão sentindo na pele o que nós sentimos em relação a qualquer governante,eu enquanto libertário não defendo nenhum governante e nessa crise toda procuro sempre criticar que assaltem menos o meu bolso,por que se dependesse de mim eu decretaria a extinção desse dinossauro público e maléfico em nossas vidas diárias na canetada que nem Waldir Maranhão tentou fazer com o processo do impeachment.
Engraçado muitos criticam a justiça ser privatizada num futuro Ancap,mas o fantástico deu um exemplo pratico de como uma lei neste país pode ser burlada,Tadeu Schimidt com seu humor brilhante ao apresentar os gols da rodada costuma mencionar o regulamento(Fictício é claro,pura gozação)do quadro por ele apresentado e sempre que um atacante marca 3 gols ele pode pedir um música,mas eis que o craque vascaíno nenê pediu para tocarem a música por ele ter marcado 3 gols no sábado,Tadeu Schimdt novamente com sua fina ironia disse que só goleadores da primeira divisão do Brasileirão teriam direito a essa regalia citando um artigo do regulamento(Fictício)do quadro dominical que proíbe tal regalia para goleadores das demais divisões do Brasileirão,mas eis que entra em cena o casuísmo do programa ao inventar uma situação esdrúxula de que havendo 3 empates na rodada e média de gols abaixo de 1,5 por partida,os artilheiros das outras divisões poderiam pedir a música desejada para ser tocada no quadro gols da rodada do fantástico e como foi o que aconteceu na rodada deram o direito para o nenê goleador do Vasco pedir sua musica predileta ser tocada,quer dizer a globo de olho na audiência vascaína e atendendo ao apelo do jogador e da torcida vascaína atropelou o próprio regulamento(Fictício)numa demonstração clara de privilegiar o público vascaíno por bairrismo e interesses comerciais(Audiência vascaína)e isso me fez lembrar da nossa realidade,pois nossos deputados e senadores,ora por corporativismo,ora para favorecer os lobbies em troca de propinas e financiamentos de campanha agem da mesma forma criando brechas e mais brechas nas leis elaboradas e discutidas entre eles,fazendo emendas e casuísmos para favorecerem o governo,eles mesmos e seus amigos em detrimento de nós pagadores(assaltados)de impostos e criando insegurança jurídica onde ficamos a mercê de interpretações dúbias de magistrados legalistas e burocráticos apegados ou não a letra da lei,enfim prefiro a justiça privatizada e ancap onde os magistrados concorrentes,julgaram com base na técnica,bom-senso, costumes,direito natural e na equidade pois só assim eles ganharam mercado,credibilidade e respeito de todos gerando segurança e paz para todos os seus clientes,já que os conflitos humanos são a exceção e não a regra,redundâncias a parte é isso ai pessoal prefiro a Liberdade e justiça privatizada do que a tirania das leis estatais e seus tribunais lentos e sua legislação mal-feita que só beneficiam grupos de interesses ou seja a minoria em detrimento da maioria esmagadora.
Alguns bandidos tramaram para expulsar outros bandidos e tem liberal que ficou esperançoso.
Ah má ói que gente mais ranzinza sô! Bom é ligar a TV e assistir a vida perfeita que passa nela, lá não tem essa negatividade não! É tudo melhor e com final feliz, eu memo chego da roça e bora assistir “Eta Mundo bão!”.
Pra quê esse negócio de política, economia? Ah vá! Isso eu vejo no noticiário, assim ó: “inflação acumulada é alta, e foi causada pelo aumento generalizado nos preços”. Taí ó, já sei como é a inflação no Brasil! Agora é só creditar no Teme que ele ponha a casa em órdi!
Nóis temo cultura no Brasil! Tudo por casa da tal ascenção da classe C, que o Partido dos Trabaidô ajudou. Agora nóis temo cultura de massa! Minha filha dispois que foi pra cidade com a meninada ensimesmou-se de curtir um tal de pancadão, urtimamente ela anda com o estômo enjoado, que sera hein?
Posso estar sendo muito pedante, mas o contexto do artigo é sobre um caso concreto (o estado), enquanto ele parece tentar argumentar na esfera abstrata, que a mera idéia de “dar algo que não tem” é errada. Acredito que a argumentação é equivocada, pois posso criar um cenário “libertário” em que essa argumentação se invalida (pelo menos é o que me parece):
Cenário: nenhuma pessoa em determinado território tem o direito de roubar. Se *todas* as pessoas deste território livremente aceitarem serem roubadas, desde que elas cheguem em um *acordo* sobre quem serão os ladrões, então seria delegado à esses ladrões um direito que antes ninguém possuía. Quem outorgou a eles esse “direito”? No caso, 100% das pessoas do território, livremente.
O artigo parece tentar dizer que esse conceito em si está errado, mas não há nada de errado, certo? O autor deixa bem claro que é este conceito fundalmental que ele está criticando:
“Não há nenhum ritual ou documento por meio do qual um grupo de pessoas possa delegar a outro grupo de pessoas um direito que nenhum indivíduo sozinho possua.”
“Sendo assim, como pode um eleitor que não possui o direito de roubar outorgar esse direito inexistente a um grupo de políticos?”
“Em termos muito simples, você não pode dar algo que não tem.”
No caso concreto este raciocínio leva a diversos problemas, a seção de “leitura complementar” tem bons artigos sobre eles (ex: democracia, secessão, etc). Diria até que é impossível/inviável termos no que conhecemos como “estado” e “país” um cenário como o que construí. Mas o que me incomoda é que o artigo tenta argumentar abstratamente e, no meu julgamento, falha.
Muito bom!
Ai vem o socialista e diz a “SOCIEDADE”
Vale ler o livro do Larken Rose:
http://www.amazon.com/Most-Dangerous-Superstition-Larken-Rose/dp/145075063X
Só acho que ele confundiu direito com poder. Você pode abdicar de um direito e reconhecer o de outro.
O que não pode ser dado que não se tem é algo material ou alguma limitação intelectual. Capacidade de roubar todos têm.
Acho que este tema é melhor abordado do ponto de vista ético: não é moral fazer algo através de uma instituição que também seja imoral ao indivíduo fazer.
Legitimidade não é a mesma coisa que moralidade, e ao meu entender, na legitimidade cada um lega conforme quer. É isso o que deve ser tratado. O que é moral legar?
Mesmo partindo das correntes libertárias que a minarquia é uma ilusão temporária, criadora de um Estado máximo, eu não consigo ver cenário mais palpável dentro deste século, com a ascensão do progressismo mesmo dentro dos EUA, a terra da liberdade.
Enxergo a endemia maior da questão Estado na sua mutabilidade, ou seja, na volatilidade de suas leis e de suas bases morais, conforme o gosto do momento ou daquela geração. Se a atual for mais perdulária o Estado aumenta; se for mais pragmática o Estado diminui.
Por que não lutamos, ao menos pelo momento, por um tamanho definido do Estado, buscando aristocraticamente incutir no meio intelectual um panorama de estabelecimento de um tamanho máximo para o mesmo. Agora finalmente temos algumas referências que puderam sair do exílio e estão ganhando notoriedade, podemos traçar uma linha firme de pensamento para ser encaminhada ao congresso.
Mais especificamente, atrelo esse pensamento ao Direito Natural associado a algumas concessões culturalmente risíveis que não poderemos mudar em menos de 30 anos. Falo da segurança pública, da saúde e da educação.
Sei que não há como dourar a pílula em muitos aspectos, mas a liberdade além de um direito, como aspecto cultural não pode mais fugir da doutrina. E para doutrinar um povo que recebeu décadas de marteladas socialistas pregando direitos positivos, é imprescindível que esta parcela crescente de libertários estabeleça um ponto pacífico para que possamos prosseguir.
Pena que o IMB não possui os comentários no disquss. Seria bem mais dinâmico.
Os Governantes do Brasil vive de ficção, geralmente leram muito lixo marxista em suas adolescências, e por isso são assim adultos ou velhos débeis mentais, se tivessem entendido aquele lixo, iriam parceber que é tudo ficção, pois transformar o estado em um paraíso que só existe na mente desses psicopatas, é loucura, loucura, loucura… Os apartidários continuam certos, criticam todos os governos e não tem esperança em nenhum. Ter esperança nesses governos, e voltar a ser criança é voltar a acreditar em papai noel. O Brasil só irá mudar, quando todos serem apartidários, aí ninguém tem esperança, aí sim vão colocar o Brasil nos eixos.
E decepcionante ver liberais/libertários com esperança nos políticos atuais do Brasil em mudança, esses caras não vão mudar o seu país, deixem de serem crianças e parem de terem ilusões, quando destruírem o socialismo do voto obrigatório, destruir todos os partidos, colocar um modelo de democracia moderna, e contruir novos partidos, no máximo quat partidos, o Brasil se torna país de 1º mundo.
Enquanto tiver esse lixo de governo no Brasil, a economia não irá crescer
Por isso vou repetir sempre:
Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.
Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.
Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.
Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:
Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.
Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.
Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.
Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.
Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.
Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.
Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.
É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.
Para os interessados meu email NOVO é [email protected]
Esquerdistas nunca vão entender o que sentem os libertários porque eles não são contra agressão e roubo. Eles só são contra agressão e roubo que não estão ajudando a empurrar a agenda esquerdista.
O estado brasileiro é um estrume composto por lixo ideológico, solidários pagos, militantes pagos, jumentos, assaltantes, canalhas, lobistas, parasitas e todo tipo de verme.
Parabéns aos sonegadores de impostos !
O governo possui um programa espacial.
Ê a bolsa astronauta !
A míopia muitas vezes transfoma-se em verdadeira cegueira. O Brasil precisa de um exército de oftalmologistas para aumentar a lucidez do povo. O PT foi alijado do poder por forças da direita que não conseguiam conviver com o sucesso do governo do Lula e Dilma. Só não vê quem não quer. Aliás, no seu caso não é porque você não quer ver. É que você está cego e surdo. Existe um tapume colado aos seus olhos.
“como um indivíduo adquire o direito de governar o outro?”
Governa porque ele recebeu esse poder dos seres humanos e o governo dado para ele para que gerenciasse e cuidasse de suas atribuições. Foi o meio encontrado pelo ser humano primitivo e as civilizações do passado para se defender dos invasores, da violência.
O estado deve ser totalmente aparelhado por intelectuais partidários e simpatizantes, de modo a garantir a continuidade da longa marcha gramsciana da conquista das instituições culturais e sociais do país. Está foi uma estratégia utilizada nos últimos anos no Brasil. Ainda bem que o projeto deu errado e os pertencentes à esta seita foram colocados fora do poder.
Excelente texto.
Triste pensar que não teremos mais artigos com a foto da Dilma…
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