Voltar

Os robôs tomarão o seu emprego?

As revoluções econômicas passadas — agrícola, industrial
e digital — alteraram profundamente os padrões de trabalho até então estabelecidos,
mas não eliminaram a necessidade de utilizar mão-de-obra humana.  Já os robôs, ao reduzirem a necessidade de
utilizar não apenas as mãos humanas, mas também o cérebro humano, podem
realmente lograr tal façanha.

Porém, se a mão-de-obra humana se tornar obsoleta, o
que essa obsolescência irá significar para o tecido social e para a nossa percepção
do que somos?

A revolução da robótica não representa a primeira vez que a
humanidade tem de lidar com profundas mudanças econômicas.  Dez milênios atrás, nossos ancestrais que
viviam da prática da caça e coleta, e que nada mais faziam senão procurar
alimentos diuturnamente, descobriram a agricultura.  Antes da agricultura, pequenos grupos de Homo sapiens perambulavam pela terra à
procura de comida e abrigo.  Qualquer animal
que eles matassem ou qualquer fruta, raiz ou planta que encontrassem tinham de
ser divididas entre eles.  Isso levou ao
surgimento da mentalidade igualitária
de nossa natureza “humana”.

Com a agricultura deixamos de ser nômades e adotamos
um estilo de vida mais estacionário.  Fazer
um planejamento voltado para o longo prazo tornou-se uma prática comum, assim
como a noção de poupança e de investimento. 
Adotamos uma compreensão mais ampla e sofisticada dos direitos de
propriedade.  Passamos a acumular riqueza.  Paralelamente, os humanos desenvolveram
hierarquias, desde monarcas que protegiam a vida e a propriedade,
passando por juízes que resolviam rixas e estipulavam punições, e chegando a
sacerdotes que tinham a tarefa de garantir que haveria chuvas e a colheita
seria farta.

A agricultura e o feudalismo substituíram a caça e a
coleta, e a humanidade se adaptou.

Avancemos agora para 250 anos atrás e chegamos à
Revolução Industrial, a qual começou na Grã-Bretanha e então se espalhou para
outras partes do mundo.  A humanidade,
desde então, desenvolveu novos materiais, como o vidro e o aço; novas fontes de
energia, como a eletricidade e o petróleo; novos meios de transporte, como o
motor a vapor e o motor de combustão interna; e novas máquinas, como a máquina
de fiar e o tear mecânico.

O sistema fabril levou a um aumento da divisão do
trabalho e gerou a especialização.  Aumentou
maciçamente a produção de bens manufaturados e o comércio internacional.  O aumento da urbanização gerou melhorias
profundas nas condições sanitárias e na educação, além de despertar a consciência
política entre os cidadãos comuns, que não mais tolerariam viver sob déspotas
feudais.  O concomitante colapso no
emprego agrícola — só nos EUA, no ano de 1900, 40% da população estava
empregada no campo; hoje, apenas 1,5% — gerou alertas catastrofistas, os quais
diziam que faltaria comida para o mundo e que não haveria empregos para todos. 

No entanto, a renda real per capita mundial aumentou
de $ 3,50 por dia em 1820 para $ 33 em 2010.

A revolução agrícola e o feudalismo deram lugar ao
capitalismo, e a humanidade se adaptou.

A década de 1970 vivenciou o início da revolução digital,
a qual continua até os dias de hoje.  Os rápidos
avanços na ciência e na tecnologia aumentaram sobremaneira a velocidade e
reduziram os custos dos microprocessadores e dos computadores.  Computadores pessoais, celulares e a internet
— todos eles ferramentas de trabalho — se tornaram coisas ubíquas em nossos
lares, em nosso ambiente de trabalho e nas universidades.  Computação analógica, fotografia analógica,
cinematografia analógica, televisão analógica e rádio analógico se converteram
em tecnologias digitais.  Correios,
telex, telegramas, máquinas de escrever, telefones públicos (os “orelhões”),
fitas cassetes e VHS ou desapareceram ou estão prestes a desaparecer.

Assim como ocorreu com as revoluções agrícola e
industrial, a revolução digital também gerou grandes alterações econômicas, mas
não resultou em desemprego em massa.  Com
efeito, e não obstante uma população global ainda em crescimento, o emprego
geral continua se expandindo.  Em vez de ser substituídos pelos
computadores, os humanos passaram a fornecer a infraestrutura que dá sustentação
à computação digital.  Apenas pense em quão
frustrante seria se você não pudesse “chamar alguém” para consertar o seu
computador.

Em outras palavras, a humanidade se adaptou.

Tendo em mente todo este panorama, é válido dizer
que os temores de economistas, políticos e trabalhadores de que os robôs irão
destruir os empregos não apenas são exagerados, como ainda revelam um desconhecimento
da história.  A crescente robotização é propícia à criação de novos empregos.  Uma abundante criação
de empregos sempre foi, em todo lugar e em qualquer período da história, o
resultado de avanços tecnológicos que tautologicamente levaram à destruição de
trabalhos obsoletos.

Uma automação agressiva liberta o ser humano do
fardo de ter de fazer trabalhos pesados — até então essenciais — e o libera
para se aventurar em novos empreendimentos.  Isso é propício à criação de
novos empregos.

Houve uma época em que praticamente todos os seres
humanos tinham de trabalhar no campo — querendo ou não — apenas para
sobreviver. A tecnologia acabou com a necessidade de utilizar seres
humanos para fazer trabalhos agrícolas pesados, e os liberou para ir buscar
outras vocações fora do campo.  Foi assim que começou nosso processo de
enriquecimento e de melhora no padrão de vida.

A massificação do uso de robôs como mão-de-obra
permitirá que descubramos novas aptidões e novos trabalhos, os quais, no
futuro, nos deixarão atônitos ao percebermos o tanto de energia que gastamos
com trabalhos monótonos e repetitivos no passado.  Os “destruidores
de emprego” do passado — como o automóvel (que destruiu empregos no setor
de carroças), o computador (que destruiu empregos no setor de máquinas de
escrever), a luz elétrica (que destruiu empregos no setor de vela) — parecerão
ínfimos em comparação.

O automóvel, o computador, a luz elétrica, a
internet e a mecanização da agricultura tornaram várias formas de emprego
totalmente obsoletas.  Não obstante, isso não apenas não empurrou a
humanidade para a pobreza endêmica e para a “fila do pão”, como ainda
gerou a criação de maneiras totalmente novas de se ganhar a vida.  A robotização
promete uma multiplicação de tudo isso.

Sempre tenhamos isso em mente: tudo o que é poupado
no processo de produção se transforma em mais capital disponível para novas
ideias.  Se passamos a utilizar menos mão-de-obra e menos recursos em um
determinado processo produtivo, essa mão-de-obra liberada e esses recursos
poupados estarão livres para ser utilizados em outros processos de produção, em
novas ideias e em novos empreendimentos. 

Quais as consequências disso?  É simples: para que empreendedores possam
fazer grandes tentativas empreendedoriais, eles têm antes de ter capital e
mão-de-obra disponível para fazê-lo.  A robótica gera eficiências que
aumentam os lucros, e isso permitirá um enorme surto de investimentos, os quais
nos brindarão com todos os tipos de novas empresas e de avanços tecnológicos
que criarão novos tipos de empregos hoje inimagináveis.

É impossível haver empresas e empregos sem que antes
tenha havido investimentos.  E investidores cujo capital cria empresas e
empregos são atraídos por lucros.  Se os processos produtivos atuais forem
automatizados, e com isso pouparem mão-de-obra e reduzirem custos operacionais,
essa automação irá gerar lucros maciços, os quais poderão ser direcionados e
investidos nas empresas e nas ideias do futuro.

Essa realidade é frequentemente ignorada por
economistas, políticas e comentaristas.  Quase todos analisam o
crescimento econômico através do prisma da criação de empregos.  Eles
acreditam que é a criação de empregos o que gera crescimento econômico. 
Isso está exatamente ao contrário: se a criação de empregos gerasse crescimento
econômico, então a solução seria simples: abolir todos os tratores, carros,
lâmpadas, serviços bancários e a internet.  Se isso fosse feito, todos nós
teríamos de trabalhar.  Consequentemente, nossas vidas seriam muito mais
miseráveis. 

A realidade é que o crescimento econômico é
resultado da produção.  Crescimento ocorre quando se produz
mais com menos.  Apenas pense nos países mais pobres e mais atrasados do
mundo.  Ali,
praticamente todo mundo trabalha muito, o dia todo e todos os dias

Já nos países mais ricos e avançados, e que adotaram as automações do passado,
as crianças são livres para usufruir sua infância, os mais velhos são mais saudáveis
e capazes de desfrutar sua aposentadoria, e os pais podem dedicar mais tempo à
criação de seus filhos.  Tudo isso se deve aos avanços tecnológicos
ocorridos ao longo de décadas e que reduziram a necessidade de trabalho
braçal.  Essa mecanização inundou o mundo com mais abundância em troca de
menos trabalho.  A robótica fará o mesmo.

E, como também mostra a história, a inovação é, em
si mesma, a criadora de novas formas de trabalho.  Se você duvida disso,
apenas pense na internet.  Vinte anos atrás, a maioria de nós praticamente
desconsiderava essa invenção; hoje, em 2016, milhões de pessoas ao redor do
globo têm um emprego que está diretamente relacionado a isso que era
irrelevante em 1995.  E milhões mais têm um emprego relacionado ao
crescimento da internet
.  Uma visita a Seattle e ao Vale do Silício
mostra bem isso.

A robotização criará vários tipos de empregos
direitos e indiretos, e a produção em abundância possibilitada pelo trabalho
mecanizado permitirá que os recursos poupados sejam direcionados e investidos
na medicina, nos sistemas de transporte e em novos conceitos empresariais,
gerando cruciais inovações.  A tecnologia de hoje, que já é
impressionante, parecerá arcaica em comparação.

Conclusão

Hoje, estamos testemunhando a alvorada da revolução robótica.  No futuro próximo, os robôs passarão por um
crescimento exponencial em termos de suas capacidades e aplicações. 

A mudança que nos espera também nos oferece um incrível
conjunto de oportunidades.  Iremos eliminar
trabalhos perigosos, sujos, insalubres e degradantes, ao mesmo tempo em que
poderemos explorar os dois terços da terra inóspitos aos seres humanos.

Os desejos do ser humano são, por definição,
ilimitados; e, enquanto o capitalismo ainda não houver encontrado uma maneira
de satisfazer todos os desejos e de curar todas as doenças — ou seja, nunca –,
sempre haverá capital buscando novas possibilidades de investimentos e
soluções. 

Com a abolição das formas mais exaustivas de
trabalho possibilitada pela automação, a genialidade do ser humano será liberada
para se concentrar em uma infinidade de desejos e necessidades ainda não
atendidos pelo mercado.  Entre as maiores enfermidades, aquele flagelo que
é o câncer será atacado por investimentos exponenciais, em conjunto com as
mentes bem-remuneradas por esses investimentos.

A solução para o nosso bem-estar passa pelo
aprofundamento da robótica.

______________________________________

Leia também:

Automação versus empregos – como ter uma carreira para a vida inteira

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

73 comentários em “Os robôs tomarão o seu emprego?”

  1. pilatesvilamadalena

    A tendência é que a automação elimine muitos postos de trabalho. A utilização intensiva de robôs como mão-de-obra permitirá que a tradicional linha de produção Fordista, com trabalhos com baixo conteúdo, monótonos e repetitivos do passado sejam eliminados causando uma redução drástica nos empregos dos mais pobres e menos educados.

  2. Igualdade é um atraso

    Igualitarismo não faz parte da natureza humana, isso é uma invenção, assim como os lixos das religiões da terra, é uma invenção onde 99% da população mundial está presa, a ideia de igualdade é um defeito da natureza humana.

  3. Maravilhoso o artigo,mais um na conta do IMB. Realmente quem não entende essa logica tem algum problema cognitivo,só não entende quem não quer ou porque não interessa.

    Falando em maquinas e enfim nesse assunto de Robos vs Humanos,seria muito interessante demonstrar a visão liberal sobre a polemica dos Robos,que um dia os robos acabarão com a humanidade e ocorrerão aquelas famosas guerras que vemos em filmes.
    Qual seria a solução para tal?
    Qual é a visão libertaria sobre isso?
    Sabemos que isso é extremamente provável que aconteça um dia,robos que desenvolvem sentimentos e inteligencia superior ou quase igual dos humanos,fica extremamente fácil de ocorrer a extinção da humanidade.

    O argumento da esquerda no próximo século não será mais igual a esse que o artigo refuta e sim que o estado tem que frear o desenvolvimento de Maquinas e Robos para supostamente ”proteger” a humanidade.Portanto devemos refutar todos os futuros e possíveis argumentos a serem criados diante a mudança de cenário,como uma defesa da liberdade!

    Enfim,como é a visão liberal nesse assunto que a humanidade tanto teme..
    Abraços

  4. Eu concordo com vocês mas ainda tenho uma dúvida: Como se encaixariam aqueles trabalhadores menos capacitados? Haveria como eles se integrassem e ainda ganhassem mais bem-estar com a mecanização?

  5. O crescimento de utilização da robótica crescerá exponecialmente nos próximos anos. Terá impactos negativos e positivos. O lado ruim é que decrescerá os postos de trabalho. De outro lado, o homem se livrará dos trabalhos exaustivos, repetivos, monótonos perigosos, sujos, insalubres e degradantes.

  6. Sim, no futuro tudo será feito por maquinas. O homem não precisará mais explorar o próprio homem, através do capitalismo. O mundo será socialista,as maquinas ira fazer os trabalhos braçais, e o homem se preocupará apenas em ser intelectual. Vamos olhar para trás e ver como era atrasado o capitalismo.

    Isso é mais uma prova que estamos caminhando para o socialismo.

    È engraçado isso, porque são os próprio liberais que vem aqui defender o "homem braçal" quando afirmo que um intelectual é superior, quando eu defendo que o mundo será socialista existindo somente intelectuais.

    Assim, como afirmei em outro comentário, o futuro que a escola de Frankfurt imaginava, irá acontecer, quando o homem não mais explorar o próprio homem, através do capitalismo.

    Sim o socialismo está acontecendo. Its happening.
    ———————–
    Eu gostaria de lembrar que no artigo denominado: “Como garantir a perpetuação da pobreza”, eu fiz um contra argumento, porem fui censurado pelo capital. Ou seja os donos deste site, que alias não deveria ter donos, me censuraram. Este é o mal da propriedade privada.

  7. Se os robôs tomarem teu trabalho, surge alternativas como se especializar em operar e configurar estes tipos de robôs, ou se preferir você pode buscar um novo setor em crescimento. Para não esquentar a cabeça com isso, basta entender o porque é necessário estudar economia: Os desejos humanos são infinitos, mas sempre seremos limitados pela escassez dos recursos, inclusive pela falta de mão de obra. É por este motivo que em economias livres, o desemprego tende a zero.

    Eu só me pergunto se no futuro vão conseguir inventar um tipo de androide que substitua os seres humanos em todos os aspectos. É esta a preocupação que levará a sociedade a clamar para os “super heróis” estatistas a regulamentar o setor de robôs. Então eis que surge a “malvada” iniciativa privada que lutará pela autoregulamentação do setor, provando que criatura nunca derrotará criador.

  8. Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é [email protected]

  9. Se os robôs destruirem os postos de trabalho e o desemprego aumentar acentuadamente, quem compraria os produtos e serviços produzidos pelos robôs? Certamente só haverá lugar para a crescente robotização se houver demanda, e portanto mais empregos em atividades para atender os novos desejos, eliminando portanto qualquer risco à humanidade.

  10. Filósofo do Futuro

    Venho de um futuro apocalíptico em que o livre-mercado demitiu TODOS os funcionários públicos e criou uma tenebrosa ditadura do consumidor. No futuro do qual venho os artistas, professores universitários, radialistas e pensadores não têm vez. A população vive de luxos fúteis e são oprimidos pela escolha.

    No meu futuro os robôs de fato tomam todos os empregos. Aparentemente os empreendedores veem os custos (104% de encargos públicos) e riscos de ter funcionários se tornarem insuportáveis e incorrem em investimentos pesados e arriscados em maquinário. Assim como JÁ ocorreu na Argentina de Perón. É isso que o livre-mercado gera. Encarece a mão-de-obra com legislação trabalhista federal, regulações salariais e não proíbe as pessoas de cobrarem o quanto quiserem por seu trabalho. Absurdo.

    Felizmente os cientistas da Unicamp, em um último esforço heroico, congelaram o cérebro do Lula pouco antes de ter seus departamentos de economia substituídos por alguma útil.

    O mundo ainda tem esperança.

  11. “No futuro do qual venho os artistas, professores universitários, radialistas e pensadores não têm vez”
    Quem conseguir gerar valor sempre terá vez no livre-mercado, este teu futuro é muito duvidoso.

    “A população vive de luxos fúteis e são oprimidos pela escolha.”
    A população é oprimida por falta de escolha, o contrário não é opressão, mas sim liberdade, eu me admiro com a inversão de valores esquerdopata, ela é tão forte que faz as pessoas confundirem antônimos.

    “No meu futuro os robôs de fato tomam todos os empregos.”
    Todos os empregos? Então a “burguesia” também virou robô, levando em conta que empregar também é um emprego.

    “É isso que o livre-mercado gera. Encarece a mão-de-obra com legislação trabalhista federal, regulações salariais e não proíbe as pessoas de cobrarem o quanto quiserem por seu trabalho.”
    Livre mercado não possui legislação trabalhista federal, está confundindo liberdade e opressão de novo.

    “congelaram o cérebro do Lula pouco antes de ter seus departamentos de economia substituídos por alguma útil. “
    Hahahah estes economistas escolheram o cérebro errado

    “O mundo ainda tem esperança.”
    Que venha economistas que não sejam keynesianos!

  12. Seria bom usar votação eletrônica para substituir o congresso nacional e as assembléias.

    A tecnologia ainda vai substituir a democracia representativa.

    Ainda falta ter mais confiança nos softwares de impressão digital e assinatura eletrônica, além do ipv6 para reservar um ip por propriedade. Isso deve trazer mais confiança na votação eletrônica.

  13. Impressionante os comentários dizendo que a automação gera desemprego eternamente.

    Por favor, analisem a história e leiam o artigo (e outros indicados) antes de fazer esses comentários sem pé nem cabeça.

    Não falo do Capital Imoral, Filósofo e do Universitário. Esses sabemos que são fakes irônicos.

  14. Gostaria de entender uma coisa, muitos pessoas mais velhas costumam dizer que em epócas passadas, como no governo militar, era possível um para um pai de família encher 2, 3 carrinhos de supermercados sem problemas. Enquanto hoje, se um pai de família encher 1 carrinho de supermercado passará sufoco na hora do caixa ( o que é verdade, pois sou pai de família).

    Minha pergunta é, se a tendência do capitalismo é uma maior produtividade (não nego isso) porque a vida está ficando mais cara? porque antigamente era mais fácil sustentar uma familia grande (lembrando que antigamente a mulher não trabalhava e as familias eram cheias de filhos, enquanto hoje a mulher trabalha e o casal tem 1 ou 2 filhos).

  15. Anonimo Consistente e sem Superficialidades

    O fato é que vai faltar emprego. De tanto robo, os mais pobres serão marginalizados com condições de vida cada vez mais degradantes. Será o pior dos cenários, principalmente nos países que ainda mantém um alto índice de natalidade. Se hoje, a taxa de desemprego em algumas localidades do mundo ultrapassa 15%, imagine em um futuro com excesso de robótica.

  16. Anônimo Consistente e sem Superficialidades

    Caro Auxiliar, obrigado pelas suas considerações. A base realizada em textos fast-food sem conexão com a realidade é um retrato triste dos nossos dias. Teoria que não se conecta com a história e a realidade presente tem o nome mais apropriado: poesia. Imagino a dificuldade de entendimento quando nossa educação não tenha sido das melhores e tivemos restrito acesso à livros em nossa adolescência, fase em que nosso cérebro está em plena construção de conexões.Fica bastante difícil depois para que tenhamos um entendimento mais amplo dos fatos. Os dados são evidentes em toda cadeia mundial: dos países ricos aos mais pobres o desemprego será acentuado nos próximos anos. Joseph Stlitz – perdõe-me, como você nunca ouviu falar tenho que apresentá-lo, ganhador do Nobel de economia -, através de levantamento do indíce de natalidade versus produtividade, vislumbra que o número de desemprego mundial nos próximos 40 anos atingirá 35%. Segundo ele, isto se deve à robotização da economia. Juntamente com mais 50 economistas de vários países, o estudo apresenta em termos “factors Intregwet” as estatíscas desde 1947 apresentando cada país segmentado por ramo de atividade mostrando a tendência da redução de postos de trabalho e incremento acentuado de desemprego. Outro estudo, da Universidade Columbia, encomendado pelo governo americano, conclue a mesma coisa que o trabalho conduzido por Stlitz. De posse deste estudo, o governo americano já concebe um plano para minimizar o problema. Não te indico os estudos pois imagino que você terá muita dificuldade de entendimento. Se você preferir posso indicar-lhe alguns textos básicos de economia e sociologia para que você seja iniciado na área.

  17. Trabalho Online

    Muito legal esse artigo. De fato as mudanças na sociedade, o aumento da tecnologia, pode causar uma preocupação quanto a faltar empregos e a substituição de trabalhadores por máquinas é um avanço inevitável, e também necessário. Mas a modernidade também traz novas oportunidades para quem as procura, para quem busca trabalhar de outras formas e fazer algo diferente. O que não muda e creio que nunca mudará é o fato de que o sucesso está ligado ao trabalho, e o trabalho precisa vir primeiro, e quanto maior o crescimento da nossa população também será maior a demanda para atender nossas necessidades, gerando novas formas de trabalho. Eu amo meu trabalho, e é um trabalho que não existia há alguns anos atrás e totalmente dependente da modernidade criada pela tecnologia humana, como o computador. Meu trabalho não existiria sem essa moderna tecnologia.

  18. Como explicou outro artigo do mesmo autor, o livre mercado destrói empregos ruins para poder criar empregos melhores.

    Observação: O senso de propriedade privada não é algo inventado e inteiramente aprendido culturalmente, é uma tendência biológica que faz parte da nossa infraestrutura genética.

    * * *

  19. achei interessante que o texto nao respondeu a pergunta principal:

    Já os robôs, ao reduzirem a necessidade de utilizar não apenas as mãos humanas, mas também o cérebro humano, podem realmente lograr tal façanha

    Se os srs gostam de exercicios filosoficos e nao dados concretos (quem disse que o numero de empregos gerados pela robotizacao ira compensar os empregos retirados? por ex, cade os numeros?)

    me respondam entao ao seguinte exercicio:

    E quando desenvolverem robos que conseguem fazer de maneira mais eficiente e mais barata atividades mundanas que atualmente tomamos como certas? Se vcs deixaren a imaginacao fluir, voces podem ver que praticamente 100% das funcoes atualmente podem ser subsituidas por robos. Podemos ter ate robos que desenvolvem robos. Robos que consertam robos. Faxinar, cozinhar, dirigir, servir e outras profissoes mundanas vao ser varridas rapidamente. Mas mesmo aquelas que dizem ser “complexas” podem ser substituidas por robos. Mesmo que vc nao consiga efetivamente substituir com 100%, se vc substituir 90% das profissoes, eh um numero cavalar. Se desses 90%, 10% sejam necessarios para programar novos robos, ainda temos 80% de empregos que viraram pó.

    ou seja, pela 1a vez A MENTE humana pode ser desnecessaria. Isso eh oq eh completamente diferente das outras revolucoes.

    e ai, como fica a divisao do trabalho? a desigualdade? teremos donos de robos que geram todo a capital do mundo e a maior parte da populacao sem poder entrar nesse mercado (vai la desenvolver um robo sem educacao para isso, vai)

    Claro que isso deve demorar um certo tempo. MAs ja comecamos a ver pequenos efeitos disso acontecem, como a alta taxa de desemprego que vivemos. E, pelo menos para os empregos mundanos, a revolucao vai ser RAPIDA.

    Se forem me responder, por favor sem esse papo que “novos empregos surgirao”, sem mostrar um misero dado. Quero evidencias concretas que de alguma maneira a sociedade se reequilibrara.

  20. Muito se fala sobre substituir o trabalho humano por robôs, algumas matérias mostram inclusive as profissões que mais correm esse risco como essa: porque.uol.com.br/qual-a-chance-de-um-robo-roubar-o-seu-emprego/

    Mas me vieram algumas dúvidas. Qual seria o custo energético dessa substituição? Imaginando que todos os profissionais venham a ser substituídos por robôs acredito que grandes quantidades de energia serão necessárias, logo me parece que o aumento no consumo de energia vai aumentar muito. Acredito que o trabalho humano tenha um consumo de energia menor. Será que essa substituição é realmente viável?

  21. Eu ganho tenho 35 anos e ganho 1.200,00/mês, tenho certeza que com a robotização, terei tempo livre para ser o próximo Stephen Hawking.

  22. Nesta abordagem geral, como pontos de aprofundamento da questão pergunta-se:

    1 – Estamos falando da obsolescência do trabalho do homem? Em que níveis?

    2- Estamos falando sobre profundas mudanças no mercado – consumo?

    3 – Estamos falando sobre uma dramática redução populacional e de uma solução para os problemas ecológicos?

    4 – Estamos falando de uma renda mínima universal para os “obsoletos” trabalhadores – consumidores humanos ?

    5 – Estamos falando de um futuro governo técnico mundial – unificando os blocos econômicos – comandado por robôs?

    Eis que , com estas reflexões, pode-se notar que estamos falando de algo muito maior do que a simples torca de

    trabalhadores humanos por robôs.

    ????? ???? ????

  23. “Igualdade é um atraso 10/05/2016 15:41

    Igualitarismo não faz parte da natureza humana, isso é uma invenção, assim como os lixos das religiões da terra, é uma invenção onde 99% da população mundial está presa, a ideia de igualdade é um defeito da natureza humana.”

    Não entendi exatamente o ponto de seu entendimento que o fez comparar igualitarismo com religião, quando são coisas completamente opostas; o tão fato de ser uma invenção não basta, seja porque, a depender do critério, tudo esteja contido no conceito (até mesmo a própria natureza humana); seja porque nem toda invenção é necessariamente má (a regra é até o contrário); seja porque a religião (enquanto forma de relacionamento com o Divino), a depender do critério, sequer seria uma invenção.

    Ademais, sua afirmação não faz sentido prático na medida em que, por exemplo, o ramo tido por “protestante” (não gosto muito do termo, haveria melhores) da religião Cristã se caracteriza justamente pelo individualismo na experiência (pessoal, não coletiva) com o Divino (ou seja, a uma se reconhece Deus como superior e soberano, não como igual; e, a duas, se reconhece a importância de cada indivíduo como única, como filho, portanto, não igualitária aos demais).

    Generalizar as religiões não é outra coisa senão as igualar todas entre elas, ou seja, sua conduta (de igualitarismo quanto ao que não compreende) é exatamente a mesma que está a criticar.

    Por oportuno, acaso perceba a religião como algo que te prende, não que te liberta, tenho que, de fato, você não entendeu nada sobre isto.

    Por fim, e finalmente chego ao que queria pontuar, perceba que você está confundindo o valor moral igualdade com a ideologia bestificante igualitarismo.

    Explico: a ideologia do igualitarismo é mesmo torpe e imoral, contudo, a ideia de igualdade não é um defeito da natureza humana, ao contrário, é uma de suas maiores virtudes. Percebo que o valor liberdade, que tanto se preza neste ambiente, não é outra coisa senão o próprio desdobramento natural do valor igualdade. Acredito que, moralmente, não basta eu ser livre, tenho que considerar os demais iguais e também os entender como igualmente livres; não bastaria eu ser livre e então escravizar os demais (que é o que mais ocorre em nossa sociedade, justamente porque não temos, enquanto povo e via de regra, respeito pelos demais, isto é, não os consideramos como iguais).

    O raciocínio é: se não quero que ninguém fique cagando regras sobre minha cabeça, então também devo fazer o mesmo e não importunar ninguém com minhas próprias regras. A liberdade não é um valor que serve apenas para mim, serve também ao outro numa relação igualitária; do contrário, seria imoral, posso escravizar o outro, desde que eu seja livre; posso criar regras sobre o outro, desde que eu não seja obrigado a obedecê-las; posso criar regras aos montes que subjuguem a alguns da sociedade, enquanto outros seguem “de boas”; todos os exemplos que mencionei são a prática diária em nossa sociedade, em nosso país e, principalmente, por intermédio do estado (justamente aquele que tem por princípio fundador a igualdade entre todos) que nos governa em todas as suas manifestações.

    E, porque? porque nos entendemos livres, mas não iguais, por isto temos, enquanto povo, a tendência de tentar escravizar o próximo; a consequência óbvia é que então todos nos damos mal, pois o próximo faz o mesmo com a gente.

    Acaso entendêssemos que os demais são iguais a nós e merecem o mesmo respeito, então pararíamos de tentar roubá-los, por meio do estado (impostos tomas e então sua destinação); não apenas lutaríamos (até mesmo sonegando) contra os impostos que nos espoliam, mas também contra os impostos que espoliam os demais (de forma direta, eu digo).

    Acaso entendêssemos que a igualdade é um valor fundamental, então teríamos respeito pelo próximo e não manteríamos com o mesmo, e vice-versa, relações que não de voluntariedade, nunca de coerção, nunca de agressividade.

    Agora, coisa completamente divesa é desrespeitar o próximo sob o argumento da igualdade, quando isto é justamente o oposto, ainda que o nome que se queira utilizar para isto seja o mentiroso e distorcido termo “igualitarismo”; mas a distorção do uso dos termos da linguagem é prática comum na esquerda, vide feminismo, capitalismo (prefiro livre mercado), ações afirmativas etc etc e etc… então, por vezes, soa estranho o uso da linguagem e sua compreensão… também por isto somos comumente enganados.

    Abraços.

  24. “Carlos 30/09/2019 04:48

    Nesta abordagem geral, como pontos de aprofundamento da questão pergunta-se:

    1 – Estamos falando da obsolescência do trabalho do homem? Em que níveis?”

    Para algumas atividades sim; para outras, ainda não; para todas, talvez nunca. Mas, acaso ocorresse, seria ruim? de modo algum, muito pelo contrário, significaria que não teríamos mais que trabalhar, tudo seria infinito e, portanto, gratuito.

    “2- Estamos falando sobre profundas mudanças no mercado – consumo?”

    O assunto tem maior relação com o processo para suprir a demanda (substituição do homem por máquinas em alguns processos produtivos) do que com a demanda em si (consumo); mas, de qualquer modo, você esperava que o futuro fosse apenas uma repetição infindável do passado? que nunca haveria qualquer mudança? acho que a não mudança é que é exceção.

    “3 – Estamos falando sobre uma dramática redução populacional e de uma solução para os problemas ecológicos?”

    Acho que não; pelo contrário; se a velocidade de criação de riqueza for maior que a velocidade de procriação de humanos, a riqueza per capita continuará aumentando, então qual é exatamente o problema? gostaria de ficar rico sozinho?

    No tocante à redução populacional como solução para os problemas ecológicos, você defende mesmo isto ou sua frase apenas é dúbia? você vê a humanidade como um problema para a criação Divina e não como a própria criação Divina? enfim, faça o que quiser da sua vida, mas, por favor, não me inclua em seus planos acaso venha a obter a manopla de Thanos.

    “4 – Estamos falando de uma renda mínima universal para os “obsoletos” trabalhadores – consumidores humanos ?”

    Se você quiser me dar uma renda vitalícia eu até agradeço; mas, espero que você não tenha planos de, por intermédio do estado, me forçar a dar uma renda aos outros; gostaria de continuar sendo livre para ajudar aos demais, acaso eu possa e na medida em que eu possa e preferindo saber quem estou ajudando e no quê especificamente estou ajudando.

    A solução que você propõe “talvez” passe em me forçar a fazer isto, mesmo quando eu não queira, prejudicando quem eu amo para ajudar quem eu não conheço, mesmo quando eu não possa, em uma medida (alíquota) que talvez seja desproporcional, a quem talvez não mereça, e, ainda mais estranho, ficando alguém, um político, com a fama de ser uma boa pessoa ao roubar de quem trabalha para dar a quem não trabalha… enfim, espero que não seja disto que estejamos falando, senão prefiro mudar de assunto.

    “5 – Estamos falando de um futuro governo técnico mundial – unificando os blocos econômicos – comandado por robôs?”

    Se por trás de todo grande homem, sempre existe uma grande mulher; então por trás de todo futuro governo técnico, sempre haverá um ditador e seu grupo se dando muito bem; se for mundial, tanto pior.

    “Eis que , com estas reflexões, pode-se notar que estamos falando de algo muito maior do que a simples torca de

    trabalhadores humanos por robôs.”

    Sim; e acho que todos que vieram ao site sabiam disto; se fosse apenas troca, pura e simples, de humanos por robôs não haveria qualquer preocupação, pois não sei como são produzidas a maioria das coisas que consumo (não sei em que grau são, ou não, utilizados humanos e robôs; e, para dizer a verdade, não me importo muito; apenas consumo; não me leve a mal, sou apenas distraído, pois, quando eu consumo, estou pensando mais na minha necessidade, do que com a necessidade do próximo).

Rolar para cima