Em todos os países democráticos, o
debate sempre gira em torno de uma única questão: de que maneira o poder do
estado deve ser expandido.
A esquerda
tem a sua lista específica; a direita, também.
Ambas representam uma grave ameaça à única posição política que é
verdadeiramente benéfica para o mundo e seus habitantes: a liberdade.
O que é o estado? É um grupo dentro da sociedade que clama para
si o direito exclusivo de controlar a vida de todos. Para isso, ele utiliza um arranjo especial de
leis que permite a ele fazer com os outros tudo aquilo que esses outros são
corretamente proibidos de fazer: atacar a vida, a liberdade e a propriedade.
Por que uma sociedade, qualquer
sociedade, permitiria que tal quadrilha desfrutasse incontestavelmente esse
privilégio? Mais ainda: por que uma
sociedade consideraria legítimo esse privilégio?
É aqui que a ideologia entra
A
uma máquina de coerção, extorsão, encarceramento e assassinato — tudo isso em larga
escala. Sendo assim, por que tantas
pessoas clamam por sua expansão? Aliás,
por que sequer toleramos sua existência?
A própria ideia da instituição estado é tão implausível por si só, que é
necessário que ele, o estado, vista uma roupagem ideológica para que consiga apoio
popular.
Na antiguidade, os estados tinham uma
ou duas roupagens: ou eles prometiam lhe proteger contra inimigos externos ou
eles eram ordenados pelos deuses. Em
maior ou menor escala, todos os estados modernos ainda empregam essa lógica,
mas o estado democrático atual é muito mais complexo. Ele utiliza uma vasta gama de argumentos
ideológicos — espertamente divididos entre esquerda e direita — que refletem as
prioridades sociais e culturais de certos nichos grupais, ainda que todos esses
argumentos sejam contraditórios.
A esquerda quer que o estado
redistribua riqueza, estabeleça a igualdade material (e até espiritual) entre
todos, regule pesadamente toda a iniciativa privada, sustente todos os
trabalhadores, alimente e abrigue os pobres, proteja o meio ambiente, imponha a
sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho secular.
A direita, por sua vez, quer que o
estado puna os malfeitores (incluindo viciados e pessoas de outras religiões),
apóie a família, subsidie estilos de vida que ela considera corretos, dê
segurança contra inimigos externos, imponha a sua cultura e nos dê uma
identidade nacional de cunho religioso.
Como todos esses interesses
conflitantes são resolvidos? Ambos os
grupos se aglomeram, fazem conchavos e chamam o resultado de democracia. Esquerda e direita concordam em deixar
que cada uma tenha sua fatia do bolo, desde que nada seja feito para prejudicar
seus respectivos interesses. O truque é
manter o equilíbrio. Quem será o
beneficiado da vez vai depender apenas de quem estiver no comando. Desde que o revezamento de comando esteja
garantido, ambas terão seus desejos assegurados. E pronto.
Temos aí uma descrição sucinta do estado moderno. Trata-se apenas de uma disputa de poder entre
quadrilhas, cada qual visando seus próprios interesses e os de sua base de
apoio. Quem está interessado apenas em
liberdade, não apenas está sem representação como também é obrigado a sustentar
ambos os grupos. E caso você se rebele e
resolva exercer sua liberdade — isto é, parar de sustentar a quadrilha — será
condenado e encarcerado por algumas décadas, tão poderosa e ciosa de seus
interesses essa quadrilha é. Se você
fugir de um assaltante de rua, você está livre.
Se você fugir do estado, você vai preso.
Os chefes supremos dos leviatãs
atuais não necessariamente desfilam empertigados em uniformes militares. Mas os poderes dos quais eles desfrutam
fariam com que os Césares da antiguidade morressem de inveja. O estado totalitário de hoje é mais calmo e
ardiloso do que em sua infância — que começou no período entreguerras –, mas de
modo algum abandonou seu objetivo de poder supremo e indisputável.
Aqueles que se interessam pela
liberdade têm o dever de se tornarem os dissidentes de nossa época, rejeitando
todas as demandas de estatismo que advêm tanto da esquerda quanto da
direita. Pois é só nisso que ambas estão
interessadas: no poder propiciado pelo controle do estado.
E para lograrmos êxito é necessário
desenvolver e promover um programa positivo sobre a liberdade, um programa que
seja radical, estimulante, vigoroso e genuíno, como jamais foi.
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Leia também:
A sociedade não precisa de dirigentes
Antes de escrever um artigo do tipo, é necessário saber a diferença entre Estado e estado. ;D
Carta ao leitor
Uma questão de estado
A partir desta edição VEJA passará a grafar a palavra estado com letra minúscula. Se povo, sociedade, indivíduo, pessoa, liberdade, instituições, democracia, justiça são escritas com minúscula, não há razão para escrever estado com maiúscula. Os dicionaristas aconselham o uso de capitular quando a palavra for usada na acepção de “nação politicamente organizada”, como prescreve o Aurélio. Seu rival Houaiss também assevera que estado nesse sentido se grafa com maiúscula. Vale a pena contrariá-los.
Escrever estado com inicial maiúscula, quando cidadão ou contribuinte vão assim mesmo, em minúsculas, é uma deformação típica mas não exclusivamente brasileira. Os franceses, estado-dependentes, adoradores de seu generoso cofre nacional, escrevem “État”. Os povos de língua inglesa, generalizando, esperam do estado a distribuição equânime da justiça, o respeito a contratos e à propriedade e a defesa das fronteiras. Mas não consideram uma dádiva do estado o direito à boa vida material sem esforço. Grafam “state”.
Com maiúscula, estado simboliza uma visão de mundo distorcida, de dependência do poder central, de fé cega e irracional na força superior de um ente capaz de conduzir os destinos de cada uma das pessoas. O escocês Adam Smith (1723-1790) nunca escreveu a palavra capitalismo. O inglês Thomas Hobbes (1588-1679) não utilizou a palavra estado. Ambos, porém, são associados a esses termos. Smith, autor de A Riqueza das Nações, como o primeiro pensador a explicar o funcionamento da economia capitalista. Hobbes, com seu Leviatã, como pioneiro na denúncia do estado pantagruélico. Foi, na verdade, defensor de uma instituição capaz de livrar a sociedade do estado permanente de guerra entre os indivíduos, uma “entidade soberana” – em minúsculas, recomendava Hobbes, que escrevia Lei sempre com capitular.
Grafar estado é uma pequena contribuição de VEJA para a demolição da noção disfuncional de que se pode esperar tudo de um centralismo provedor. Em inglês grafa-se “Eu” sempre em maiúscula, na entronização simbólica do indivíduo. Não o faremos. Nem vamos tirar a capitular da palavra Deus. A tentativa é refletir uma dimensão mais equilibrada da vida em sociedade, como a proposta pelo poeta francês Paul Valéry (1871-1945): “Se o estado é forte, esmaga-nos. Se é fraco, perecemos”.
Se até a revista Veja grafa “estado” com inicial minúscula, mesmo erroneamente considerando que esta instituição criminosa seja essencial para a vida em sociedade, o Instituto Mises Brasil ia grafar com maiúscula!?
Li o texto e fiquei com a dúvida: Como será a execução desse programa ? Quais serão suas ferramentas para lograrem êxito ?
Quando os Portugueses chegaram ao Brasil, eles tratavam as nacoes idigenas, como Estados, e os Chefes como Reis, com a mesma legitimacao e autoridade do Rei de Portugal, com o tempo foi-se perdendo o respeito. O autor desse artiguinho, parece ter a mesma visao sobre Estado que os marujos portugueses tinham a 500 anos atraz. Quer. para melhor criticar, desconhecer todo o desenvolvimento da Ciencia Politica nos ultimos 500 anos, em especial Weber et al. Poucos cientistas politicos, considerariam hoje a Tribo ou Nacao Indigena, como “estado”, e realmente nao interessa a grafia. Mas e’ inegavel que a tribo e’ uma estrutura social e tem sua hierarquia. So marx e Rousseau acreditavam no “comunismo primitivo” ou no bom selvagem.
Ao ponto, trouxe o Estado como organizacao social/politica mais beneficios para sua populacao que a Tribo? O Pindorama tinha coisa de <1 Milhao de Habitantes, hoje temos 190 Milhoes no Brasil. Poderiamos ter mantido a organizacao politica do Pindorama?
Para ser honesto, do ponto de vista dos suditos, eu NAO tenho certeza que a Populacao do Pindorama estivesse mais infeliz com sua forma de governo, que a Populacao do Brasil. Teriamos que quantificar a felicidade nesses sistemas, para saber.
Mas e’ MUITO pouco provavel, que a organizacao politica do Pindorama servisse para satisfazer os desejos de Justica, Seguranca, Logistica do brasileiro de hoje.
Vejo que os libertários do Instituto Mises dariam excelentes economistas mas péssimos “estadistas” (entendam como quiserem).
E infelizmente vejo que estão se tornando algo como a versão liberal dos “socialistas teóricos”. Os outros apenas DETURPAM a idéia original, apenas “nós” temos o verdadeiro conceito de liberdade, é isso?
Belo, utópico e simplesmente inaplicável. Como abrir mão de Justiça, Exército e Polícia? Não são essas as únicas instituições que teriam as MESMAS REGRAS para todos?
E no caso de uma invasão externa por uma instituição “menos liberal”?
“A esquerda quer que o estado redistribua riqueza, estabeleça a igualdade material (e até espiritual) entre todos, regule pesadamente toda a iniciativa privada, sustente todos os trabalhadores, alimente e abrigue os pobres, proteja o meio ambiente, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho secular.
A direita, por sua vez, quer que o estado puna os malfeitores (incluindo viciados e pessoas de outras religiões), apóie a família, subsidie estilos de vida que ela considera corretos, dê segurança contra inimigos externos, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho religioso.”
Gostaria de aproveitar para tirar uma dúvida quanto a isto, pois sempre que me perguntam o que é direita e o que é esquerda eu fico em dúvida.
Antes eu considerava que direita era ser a favor do capitalismo e esquerda ser a favor do socialismo. Direita era ser a favor de um estado menor e esquerda de um estado maior. Direita era ser contra o estado, e esquerda a favor.
Depois eu passei a escutar as ideias de alguns conservadores, que defendem que ser de esquerda é ser contra a moral judaico-cristã e ser de direita a favor. Esta concepção gira em torno da religião e a conclama como a base da vida em sociedade.
Depois eu vi no livro do Rothbard, Esquerda e Direita – Perspectivas para a liberdade, que ele diz que a esquerda inicialmente seria a ideologia que lutava pela liberdade, e a direita a ideologia conservadora, dos que estão a favor da velha ordem. Se eu não me engano, ele dá a entender que a tendencia era a esquerda ser a defensora do capitalismo e a direita do comunismo, mas que isso não acontece.
Rothbard diz que há uma inversão de papeis, onde a esquerda começa a defender o estado comunista e a direita se vê obrigada a fazer uma aliança com o estado, para defender parcialmente(Corporativismo = fascismo) o capitalismo, movimento este que ele chama de contra-revolução. Dai sai os termos socialismo de esquerda e socialismo de direita, pois ambas as ideologias se vêem atreladas ao estado mas que aparentemente tem objetivos distintos e contrários.
De acordo com o diagrama de Nolan, a direita seria o grupo correspondente ao 4°(considerando o eixo da liberdade econômica como sendo o eixo x e o eixo da liberdade individual com sendo o eixo y).
Mas eu pergunto, esta distinção esquerda-direita não pode ser puramente arbitraria, correto?
Para mim, dizer que quem defende a liberdade econômica mas que não defenda a individual pertença à direita é uma declaração a posteriori. Esta declaração deve depender de uma a priori, a de que a direita é isso ou aquilo. Se não, o nome direita apenas se resume a posição no diagrama.
Então, eu gostaria de saber, o que é afinal direita e esquerda? Uma simples demarcação arbitraria, ou existe fundamento?
Papa Bento XVI: “O estado nada mais é do que um bando de ladrões altamente organizado”.
“Without justice – what else is the State but a great band of robbers?”, as Saint Augustine once said.
We have seen how power became divorced from right, how power opposed right and crushed it, so that the State became an instrument for destroying right – a highly organized band of robbers, capable of threatening the whole world and driving it to the edge of the abyss.
http://www.asianews.it/news-en/Pope-in-Germany:-Without-justice-the-State-is-great-band-of-robbers%E2%80%9D-22711.html
Me assusta a ironia do Papa Bento XVI. Digo isso pelo fato de que a igreja foi a instituição que mais contribuiu para manter o povo na ignorância enquanto ela e o estado se deliciava com o que roubavam do povo. É explicito a fórmula utilizada: Manter o povo fora da esfera politica, seja por repressão ou seja acorrentado na ignorância; apropiar-se de uma justificativa legitima para justificar a existência do estado e garantir que todos os participantes do estado prefiram mante-lo sob essas condições. Não é preciso ir muito longe para ver a influência da igreja no desenvolvimento de um povo, américa do sul que o diga. “O homem é o lobo do homem” então vamos nos juntar e eleger pessoas que defenderão os que têm contra os que não têm. Infelizmente o egoismo do ser humano não o permite viver em sociedade, na ausência de um poder coercitivo, sem que se tenha por traz uma ideologia muito forte. A partir disso já podemos tirar conclusões do porque que o socialismo não deu certo. Não se via trabalhadores fugirem da URSS, o que se via era intelectuais ambiciosos tentando escapar do regime. Enfim, concordo com a existência do estado e também discordo que haja alguma possibilidade de que o estado seja benéfico para a sociedade, enquanto a sociedade não for munida de conhecimento e interesse suficiente para defender seus interesses. É até concebível que haja uma simetria entre estado e sociedade desde que tenha-se uma ideologia sustentando tudo isso.
”A esquerda quer que o estado redistribua riqueza, estabeleça a igualdade material (e até espiritual) entre todos, regule pesadamente toda a iniciativa privada, sustente todos os trabalhadores, alimente e abrigue os pobres, proteja o meio ambiente, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho secular.
A direita, por sua vez, quer que o estado puna os malfeitores (incluindo viciados e pessoas de outras religiões), apóie a família, subsidie estilos de vida que ela considera corretos, dê segurança contra inimigos externos, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho religioso.”
Para mim o texto foi bem até esse ponto. Triste.
“Me assusta a ironia do Papa Bento XVI. Digo isso pelo fato de que a igreja foi a instituição que mais contribuiu para manter o povo na ignorância enquanto ela e o estado se deliciava com o que roubavam do povo.”
Estêvão, seu comentário é típico de um analfabeto mórbido em história. Acredite, você nem em sonhos conhece a história da Igreja Católica e suas monumentais contribuições civilizatórias. O mal das pessoas é falar sobre assuntos que desconhem por completo e considerar que repetir chavões imbecis é uma argumentação fulminante. A Igreja contribuiu tanto para “manter o povo na ignorância” que foi ela que instituiu o ensino público, que deu monumentais contribuições ao método científico (é só dizer isso para imediatamente a turma que sofreu lavagem cerebral acusar a Igreja de ter “perseguido Galileu, fato histórico absoluta e monstruosamente deturpado), que criou as bases da ciência econômica, que instituiu o direito de asilo, que desenvolveu a ideia de que o homem tem uma dignidade instrínseca, que criou os hospitais na Europa, que criou os orfanatos e o instituto da adoção. Amigo, faz assim: vai estudar um pouquinho e depois você se mete a falar de algum assunto.
Tendemos a considerar normal tudo aquilo que existe desde que nascemos e estranho tudo o que surge depois dos +/- 30 anos, incluindo conceitos. A luta para maximizar a liberdade (e o senso de responsabilidade pessoal também) é conceitual, uma luta por corações e mentes.
* * *
Estado é roubo. O Brasil afundou.
Estado não é grupo político. Estado é uma máquina. É uma organizacao administrativa. Uma estrutura burocrática.
O artigo esta baseado crença exacerbada no Homem e na Humanidade… a direita nao quer impor sua religiao, de onde tirou isso? há dezenas de vias, ora, a Moral é sim, fruto dos costumes e tem seu alicerce na religiao, mas nao necessariamente, é contra o secularismo, isso vai depender de nação para nação…, ora, esquece que foi uma reforma CONSERVADORA protestante, que trouxe o secularismo de fato, e a separação da Igreja e o Estado?
a esquerda tambem nao quer ajudar os pobres, acabar com a pobreza, etc etc, o texto é fraco por ter FÉ CEGA nas narrativas o que da margem para esquerdistas repetirem a velha frase ‘nao deu certo por causa de alguem ou alguma coisa…’ ao inves de reconhecer que nao deu certo porque nao é certo… quando o autor escreve isso, ‘o socialismo fracassou’, simplesmente esta dando uma nova chance para eles tentarem de novo;
Vejam que trecho interessante:
“… o estado democrático atual é muito mais complexo. Ele utiliza uma vasta gama de argumentos ideológicos — espertamente divididos entre esquerda e direita — que refletem as prioridades sociais e culturais de certos nichos grupais, ainda que todos esses argumentos sejam contraditórios.
A esquerda quer que o estado redistribua riqueza, estabeleça a igualdade material (e até espiritual) entre todos, regule pesadamente toda a iniciativa privada, sustente todos os trabalhadores, alimente e abrigue os pobres, proteja o meio ambiente, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho secular.
A direita, por sua vez, quer que o estado puna os malfeitores (incluindo viciados e pessoas de outras religiões), apóie a família, subsidie estilos de vida que ela considera corretos, dê segurança contra inimigos externos, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho religioso.
Como todos esses interesses conflitantes são resolvidos? Ambos os grupos se aglomeram, fazem conchavos e chamam o resultado de democracia. Esquerda e direita concordam em deixar que cada uma tenha sua fatia do bolo, desde que nada seja feito para prejudicar seus respectivos interesses. O truque é manter o equilíbrio. Quem será o beneficiado da vez vai depender apenas de quem estiver no comando. Desde que o revezamento de comando esteja garantido, ambas terão seus desejos assegurados. E pronto.
Temos aí uma descrição sucinta do estado moderno. Trata-se apenas de uma disputa de poder entre quadrilhas, cada qual visando seus próprios interesses e os de sua base de apoio. Quem está interessado apenas em liberdade, não apenas está sem representação como também é obrigado a sustentar ambos os grupos. E caso você se rebele e resolva exercer sua liberdade — isto é, parar de sustentar a quadrilha — será condenado e encarcerado por algumas décadas, tão poderosa e ciosa de seus interesses essa quadrilha é..
Está aí a (quase) definição da política brasileira. A diferença é que no Brasil nem 1% dos políticos querem ser “de direita”, talvez por medo, rabo preso, conveniências do momento. Aí o outro lado reina com a tranquilidade do discurso politicamente correto e suas retóricas.
Por outro lado, enquanto o povo é majoritariamente conservador, não há um partido que assim seja denominado.
Prezados,
A falência do Estado-nação é bem sabida. Vide os exemplos recentes da Síria e da Venezuela. Mas, e as Cidades-estado? No passado distante, Atenas e Esparta. Os feudos e ducados medievais. A Singapura da atualidade.
Poderia ser uma alternativa? O fortalecimento de Cidades-estado como substituto de Estado nação?
Então os grupos indígenas primitivos antes da colonização eram de alguma forma um "estado"?