Políticos adoram declarar publicamente que sabem qual
é o valor do salário mínimo que qualquer trabalhador no país deveria receber. Só não explicam como chegaram a esse valor e
nem muito menos por que o valor escolhido não pode ser $1 maior ou menor.
Adicionalmente, todos eles têm uma certeza:
empresários, empreendedores e capitalistas são exploradores sem coração que se
aproveitam da mão-de-obra de alguns de seus trabalhadores não lhes pagando a “quantia
justa” que seu trabalho genuinamente merece.
O que está por trás deste pensamento sobre o valor “razoável”
ou “justo” do salário mínimo é o fantasma de um pensador que há muito tempo
pensava-se que teria sido relegado à lata de lixo da história: Karl Marx
(1818-1883).
A teoria do valor-trabalho
de Marx para o valor de um trabalhador
A concepção de Marx a respeito da “escravidão salarial”
injusta que os capitalistas e empreendedores impunham a seus trabalhadores
tornou-se a premissa e o grito de guerra que resultaram nas revoluções
comunistas do século XX, com
toda a sua destruição e terror.
Marx insistia em que o “valor real” de qualquer bem
produzido era determinado pela quantidade de trabalho empregado na sua fabricação.
Se a produção de um par de sapatos consome quatro horas de trabalho, e se são
necessárias duas horas de trabalho para preparar e assar um bolo, então a “taxa
de câmbio” justa entre essas duas mercadorias deveria ser a de um par de
sapatos por dois bolos. Dessa maneira, esses dois bens seriam trocados a uma
taxa que representa quantidades comparáveis do tempo de trabalho gasto para
produzi-los.
Se o trabalho de um operário produziu, digamos, três
pares de sapatos durante uma jornada de trabalho de doze horas, então o
trabalhador tem o justo direito à propriedade dos três pares de sapatos
produzidos pelo seu trabalho, de modo que ele poderia trocá-los pelos produtos
que quisesse adquirir dos outros trabalhadores.
Contudo, insistia Marx, o capitalista que contratou o
trabalhador não lhe paga um salário igual ao valor dos três pares de sapatos
que este produziu. Isso ocorre, segundo Marx, simplesmente porque o capitalista
é o proprietário da fábrica e das máquinas (a fábrica e as máquinas são a propriedade
privada que o trabalhador utilizou para produzir esses sapatos). Logo, estando estes bens de produção em
propriedade do capitalista e não do trabalhador, o trabalhador tem de se
sujeitar às demandas do capitalista, aceitando assim entregar ao capitalista
uma fatia daquilo que sua mão-de-obra produz — caso contrário, morrerá de fome
no frio.
O empregador paga ao trabalhador um salário somente
igual a, digamos, dois pares de sapatos, desta forma “roubando” uma parte do
seu trabalho.
Assim, na concepção de Marx, o valor de mercado do
terceiro par de sapatos do qual o capitalista se apropriou a partir do trabalho
do trabalhador seria a fonte de seu lucro, ou o ganho líquido sobre os custos
de contratar o trabalhador.
Eis aí a origem da noção marxista de “renda imerecida”,
que seria a renda que não decorre de ter de trabalhar e produzir, mas simplesmente
de se ser o proprietário de um negócio privado que emprega trabalhadores que
realmente fazem todo o trabalho.
O capitalista, como você vê, não faz nada. Vive do
trabalho dos outros, enquanto fica sentado em seu escritório, com seus pés
sobre a escrivaninha, fumando um charuto (quando ainda era “politicamente
correto” fazer isso). Não é de se surpreender, diante deste raciocínio sobre o
trabalho, os salários e o lucro, que políticos e intelectuais não tenham apreço
por capitalistas e empreendedores.
Carl Menger e o
valor subjetivo das coisas
Karl Marx morreu em 1883, aos 64 anos de idade. Uma
década antes de sua morte, no início dos anos 1870, sua teoria do valor-trabalho
foi derrubada por diversos economistas. O mais importante deles foi o
economista austríaco Carl Menger (1840-1921) em seu livro de 1871, Princípios de Economia
Política.
Menger explicou que o valor de um bem não deriva da quantidade de trabalho
despendida em sua fabricação. Um homem pode gastar centenas de horas fazendo sorvetes
de lama, mas se ninguém atribuir qualquer serventia a estes sorvetes de lama —
e, portanto, não os valorizar o suficiente para pagar alguma coisa por eles –,
então tais produtos não têm nenhum valor, não obstante as centenas de horas
gastas em sua fabricação.
Assim como a beleza, o valor — como diz o velho
provérbio — está nos olhos de quem vê. O valor de um bem é subjetivo: depende
do uso e do grau de importância pessoal (subjetiva) que alguém confere a esse
bem (seja ele uma mercadoria ou um serviço).
Se o bem servir para algum fim ou propósito, então terá valor para ao
menos uma pessoa.
Bens, ao contrário do que diz a teoria marxista, não
têm valor por causa da quantidade de trabalho consumida em sua produção. Por
outro lado, uma determinada habilidade de trabalho pode ter grande valor caso
seja considerada útil (como um meio produtivo) para se alcançar um objetivo que
alguém tem em mente.
Adicionalmente, o valor de bens idênticos decresce à
medida que a quantidade delas aumenta. E
isso ocorre porque atribuímos a cada quantidade adicional de um mesmo bem à
nossa disposição um propósito menos importante do que o propósito já atribuído para
as unidades previamente adquiridas desse bem.
Por exemplo, à medida que acrescento camisas idênticas ao meu guarda-roupa, cada camisa
extra em geral terá menos importância para mim do que as mesmas camisas que
comprei anteriormente. Os economistas chamam isto de “utilidade marginal
decrescente dos bens”.
Ninguém paga por
um bem mais do que aquilo que considera que ele vale
Assim, não há um valor mínimo “objetivo” que seja
inerente ao ato de trabalhar. Um empregador contrata trabalhadores porque estes
irão ajudá-lo a produzir um produto que acredita que poderá vender a potenciais
consumidores. Na medida em que o empregador contrata trabalhadores com as mesmas habilidades específicas, cada um desses trabalhadores é alocado
para uma tarefa menos importante do que aquela para a qual o trabalhador
anterior, de mesma habilidade, foi contratado.
Como consequência, nenhum empregador pode pagar ou irá
pagar mais por algum trabalhador do que aquilo que acredita que seus serviços
valem (em termos de agregar valor às suas atividades de produção).
Sendo assim, o valor de um trabalhador depende do
tanto que o empregador acredita que o bem produzido vale para o público consumidor,
que é quem decide comprar — ou se abster de comprar — o bem que o trabalhador
ajuda a produzir.
Suponha que um empregador acredite que algumas das
pessoas de sua força de trabalho contribuem com não mais do que $ 6 por hora
para fabricar um produto que ele espera vender aos consumidores. Se o governo
lhe disser que ele tem a obrigação legal de pagar a cada um de seus
trabalhadores um salário mínimo que não pode ficar abaixo de $ 7,40 ou $ 10,10
por hora, não será nada surpreendente se ele optar por dispensar aqueles trabalhadores
que considera custarem mais do que produzem.
Adicionalmente, outros empregos que poderiam estar
disponíveis por $ 6 por hora nunca chegarão a existir.
Tudo o que um salário mínimo decretado pelo governo
consegue fazer é expulsar do mercado de trabalho aqueles trabalhadores cuja
contribuição para a fabricação de um produto é menor do que o valor que o
governo determinou que deve ser pago a eles.
Mas o que o empregador faz exatamente? No que ele contribui
para o processo de produção, para além do trabalho feito pelos empregados
contratados? Marx, conforme vimos, argumentou que o “lucro” do capitalista
seria o valor daquela fatia da produção do trabalhador que foi apropriada pelo
empregador simplesmente pelo fato de ele ser proprietário do empreendimento no
qual o trabalhador está empregado.
Böhm-Bawerk e a
importância da poupança para a geração de empregos
Outro economista austríaco, Eugen von Böhm-Bawerk
(1851-1914), que desenvolveu muitas das ideias que se originaram com Carl
Menger, respondeu a Marx.
Em uma importante obra em três volumes intitulada Capital and Interest
(1914), e em diversos ensaios, dos quais os mais importantes foram “Unresolved
Contradiction in the Marxian Economic System” (1896) e “Control or Economic
Law” (1914), Böhm-Bawerk perguntou: de onde vêm os empreendimentos nos
quais os trabalhadores são empregados? E de onde vêm os recursos que garantem o
pagamento dos salários dos trabalhadores?
Como a fábrica foi construída? De onde vem o capital —
as máquinas, ferramentas e equipamentos — das fábricas, com o qual os
trabalhadores contratados realizam seu trabalho para produzir os bens que
eventualmente estarão disponíveis para os consumidores comprarem?
A resposta de Böhm-Bawerk foi que alguém necessariamente
teve de poupar uma parte dos rendimentos obtidos no passado para, então,
utilizar esses recursos poupados na construção da empresa e no seu aparelhamento
com todos os bens de capital necessários, sem os quais o trabalho de qualquer
trabalhador seria consideravelmente muito menos produtivo, com muito menos
quantidades produzidas, e muito mais imperfeito em sua qualidade.
O empreendedor que inicia um empreendimento tem
necessariamente de ou ter economizado os fundos necessários para cobrir suas próprias
despesas de investimento ou ter tomado emprestado de outros que pouparam o
necessário. Alguém teve necessariamente de se sacrificar, de abrir mão do
consumo no presente para que essas economias estejam disponíveis no futuro para
financiar o empreendimento. Quando o
empreendimento for feito, ele poderá então gerar um retorno financeiro no
futuro, quando o produto houver sido fabricado e for vendido.
Um indivíduo só irá abrir mão do seu consumo no
presente se ele for suficientemente compensado com um ganho futuro que faça
valer a pena abrir mão desse consumo e prazer no presente. Poupança é sacrifício e esse sacrifício tem
de ser compensado.
É por isso que são pagos juros. Juros são o preço pago a alguém que optou por
abrir mão do consumo presente para, com isso, obter um valor maior no futuro. Juros são o preço que arbitram se os recursos
serão consumidos no presente ou investidos para o futuro. Juros são o preço que os poupadores recebem
no futuro por sacrificarem satisfações mais imediatas do presente, até que as
quantias emprestadas sejam pagas de volta.
E o tomador de empréstimo paga esses juros porque ele valoriza
mais o uso que fará do dinheiro e dos recursos que toma emprestado hoje do que todo
o juro que pagará pelo empréstimo no futuro.
Empreendedores e capitalistas poupam os
trabalhadores de terem de esperar pelos seus salários
O fato de empreendedores terem esses recursos à
disposição — sejam eles oriundos de sua própria poupança passada ou de terem
pegado emprestado a poupança de terceiros — significa que aqueles que ele
emprega não terão de esperar até que
os bens sejam produzidos e realmente vendidos para receberem seus salários pelo
trabalho que realizaram durante o período de produção.
O empregador, em outras palavras, “adianta” aos
trabalhadores o valor de seus serviços enquanto o processo de produção está em
andamento, precisamente para aliviar seus empregados de terem de esperar até
que as receitas da venda dos produtos aos consumidores sejam recebidas no
futuro.
O fato de o trabalhador não receber o “valor total”
da produção futura simplesmente reflete o fato de que é impossível o homem
trocar bens futuros por bens presentes sem que haja um desconto no valor. O
pagamento salarial representa bens presentes, ao passo que os serviços de sua
mão-de-obra representam apenas bens futuros.
Com efeito, é por isso que é correto dizer que é o empreendedor
quem de fato “faz tudo”, pois sem sua disposição e capacidade para organizar,
financiar e dirigir o empreendimento, seus empregados não teriam trabalho e nem
receberiam salários antes que um único produto fosse fabricado e vendido.
A apreciação deste último ponto é de importância
crucial. O empreendedor não é somente o organizador da empresa e o investidor
que faz tudo acontecer; ele também é quem irá arcar com as consequências caso
não obtenha um lucro pelos seus esforços empresariais.
Empreendedores
arcam com a incerteza de planejar para o futuro
Os trabalhadores e todos os demais que fornecem ao
empreendedor os bens, serviços e recursos necessários para que todo o processo
de produção ocorra recebem seu pagamento enquanto o trabalho está sendo feito. Já o empreendedor arca com toda a incerteza sobre
se irá ganhar ou não o suficiente com a venda de seus produtos para cobrir
todas as despesas nas quais incorreu.
Ele, aliás, nem sequer sabe se conseguirá vender seu produto.
Ao pagar aos seus empregados os salários que foram
acordados por contrato, o empreendedor os alivia da incerteza a respeito de se,
no final do processo, haverá lucro, prejuízo, ou se a empresa ficará no zero a
zero.
É o empreendedor quem tem de fazer os julgamentos
especulativos e criativos sobre o que produzir e a que preços seus produtos
poderão ser vendidos. A precisão deste juízo empreendedorial em conseguir
antecipar melhor do que seus concorrentes aquilo que seus consumidores podem
querer comprar no futuro, bem como os preços que poderão pagar por esses bens,
é o que determinará o sucesso ou fracasso de seu empreendimento.
Assim, Karl Marx errou completamente ao não entender o
que determina o valor dos bens, o valor dos trabalhadores no processo de
produção, e o papel vital e essencial do empreendedor, que é realmente quem faz
com que as coisas aconteçam.
O mal decorrente
das políticas baseadas em Marx
É de pouca importância se políticos e intelectuais que
vêem trabalho, salários e empreendedores sob uma ótica de conflito de classes
estão cientes do quanto suas concepções a respeito do capitalismo e do mercado
de trabalho são implicitamente derivadas e influenciadas pelas ruminações
obsoletas de um socialista revolucionário de meados do século XIX.
O que realmente importa é que políticas econômicas
baseadas nesses equívocos marxistas a respeito da natureza e do funcionamento
da economia de livre mercado irão gerar malefícios para aquelas mesmas pessoas
a quem, supostamente, tais políticas deveriam ajudar.
E tais políticas equivocadas destruirão ainda mais os
fundamentos essenciais do sistema de livre mercado, o qual, no decorrer dos
últimos duzentos anos, deu aos homens uma liberdade pessoal e prosperidade
material jamais ocorrida em toda a história humana. São políticas que destroem
a liberdade que as pessoas possuem para trabalhar e se associarem livremente
das maneiras que considerarem mais vantajosas, e que têm o potencial de levar a
sociedade a um caminho ruinoso e conflituoso.
Leia também:
A teoria marxista da exploração não faz nenhum
sentido
O capitalista possui um papel insubstituível na
economia
A teoria marxista da exploração e a realidade
Leandro Roque gostaria de tirar uma dúvida,a União Soviética saiu de uma condição semifeudal para um pais industrial pós-segunda grande guerra e seus defensores falam que foi a guerra fria que diminuiu seu crescimento ao sofrer a diminuição de exportações e transferência de tecnologia por parte dos países capitalistas liderados pelos Eua,isso é real ou mais um mimimi de socialistas viúvos dela e quanto ao artigo mais uma vez derrubando teses sem fundamentos do sapo barbudo do Karl Marx.Um abraço e aguardo a resposta.
Vou falar sobre a minha experiencia trabalhando por um salário minimo
Eu estive lendo muitos artigos do jeffrey tucker, principalmente artigos relacionados a trabalho e capitalismo. Em um artigo ele chega a falar um pouco sobre a própria infância, o que aprendeu trabalhando na juventude e etc. Pois bem vou relatar a minha experiencia em empregos mal remunerados e que exigem esforço físico e estresse.
È cansativo demais.
Eu me lembro que no primeiro dia, eu cheguei e capotei na cama,cheio de dores pelo corpo. e só fui acordar no dia seguinte faltando 30 minutos para ir para o trabalho.
Trabalhar muda toda a disciplina do corpo e da própria vida da pessoa, resta muito pouco tempo para você e para os seus projetos. Você tem que se dar muito para a empresa e em troca recebe pouco. Você se sente um pouco escravo do trabalho.
Ninguém está la porque quer.
Analisando a vida das pessoas com quem eu trabalhei, eu conclui que grande parte vem da periferia e necessita do dinheiro, porque precisa sobreviver. Muitos tem filhos, outros tem que pagar pensão, e alguns estão tentando a vida em são paulo, e a única coisa que tem, é o emprego. Ou seja é isso ou passar fome.
Sim tem um minoria de jovens como eu, que fazem o trabalho para ganhar dinheiro e gastar com um materialismo qualquer. Mas somos uma minoria e isso me levar a um fator importante: a cultura.
Nenhum deles tem se quer noção que estão sendo explorados pelo capital, lutam a tapa pelo salário minimo, são humilhados por chefes ditatoriais, e fica por isso mesmo. Esse é o jogo do capitalismo.
O neoliberal poderia dizer que se não estão contentes, podem sair a qualquer momento. Não, não podem, pois o capital primeiro destruiu a cultura deles, depois deixou eles reféns das necessidades e do trabalho. Agora vão passar uma vida inteira trabalhando e sendo humilhados, e isso é culpa de voces.
O trabalho é algo imoral, ponto.
Cabe lembrar que qualquer TRABALHADOR que não estiver satisfeito com essa posição na cadeia produtiva pode virar um EMPREENDEDOR e mudar de papel. Essa é a livre iniciativa.
A relação empregado x empregador é simbiótica.
A relação pessoa x estado é parasitária.
Por que uma teoria tão equivocada se tornou a ideologia dominante?
Se alguém ou este site sabe a resposta, me diga, por favor!
[OFF]
O Mises Brasil tem a tradução deste artigo do Mises Institute?
https://mises.org/library/interpreting-prices
Umberto Eco juxtaposes the following quotes as illustrative of the two poles of theories of interpretation:
“What does the fish remind you of?”
“Other fish.”
“And what do other fish remind you of?”
“Other fish.”
(Catch-22)
Hamlet: Do you see yonder cloud that’s almost in the shape of a camel?
Polonius: By th’ mass, and ‘tis like a camel indeed.
Hamlet: Methinks it is like a weasel.
Polonius: It is back’d like a weasel.
Hamlet: Or like a whale?
Polonius: Very like a whale.
(Hamlet)
Quem explora o trabalhador é o governo.
Enquanto o empresário paga por serviços prestados, o governo cobra pelos serviços prestados.
Além dos impostos cobrados sobre o trabalho, eles ainda confiscam a aposentadoria e fundo de garantia nos bancos públicos. Sem contar a extorção feita no imposto sindical.
Falar de economia com os políticos é a mesma coisa que mandar um bêbado dirigir uma carreta de combustível.
Artigos assim me dão ainda mais vontade de ímpeto de continuar na formação em Ciências Econômicas.
Desafio: vai explicar isso tudo pra um sindicalista.
Duvido que o idiota mude de opinião.
Lindo artigo para que se possa adquirir um pouco mais de conhecimento e, por fim,conseguir formular uma opinião para futuros debates.
Gostaria, se possível, de um esclarecimento.
Visto que, você recebe o que foi estipulado pelo Estado e pelo seu empregador, à mão de obra de países como China, Vietnã, Indonésia, entre outros. Eles produzem o que foram contratados para produzir, sendo este produto com um valor estipulado X, vendido à este valor ou mais, quem o produziu recebe um valor Y onde se tem uma diferença abrangente do valor de oferta X. Enfim, nestes países onde diz-se ter mão-de-obra escrava, isto seria decorrente de quê?
Agradeço a atenção desde já, peço desculpas se não for uma questão condizente com o artigo.
“Se o trabalho de um operário produziu, digamos, três pares de sapatos durante uma jornada de trabalho de doze horas, então o trabalhador tem o justo direito à propriedade dos três pares de sapatos produzidos pelo seu trabalho, de modo que ele poderia trocá-los pelos produtos que quisesse adquirir dos outros trabalhadores.”
Se for assim, então qual é a motivação para se empreender?
O sujeito poupa seus recursos e/ou se endivida fazendo empréstimos para comprar ou alugar um galpão e máquinas, além de adquirir matéria-prima e contratar pessoas, enfrenta toda a enorme burocracia estatal e negocia com atacadistas e/ou varejistas e tenta muito gradualmente recuperar o que investiu (sem garantia).
Todo esse trabalho e ele tem que dar 100% do montante para seus empregados? E ainda por cima adiantado e sem garantia de que vai receber o montante? O empreendedor tem que trabalhar de graça? Então por que empreender?
Por que o empreendedor não merece uma recompensa por seu trabalho?
(PS: Deve ser por isso que os marxistas costumam chamar apenas os empregados, em especial os de funções braçais, de “trabalhadores” – para negar que empregadores, autônomos e profissionais intelectuais também trabalham)
* * *
Quem quiser um espaço de direita e liberal para discutir assuntos relevantes, basta acessar o bolhabrasil com br.
Inclusive o Mises é sempre indicado lá pelos participantes.
Debate entre Karl Max e professor Ebeling onde Marx perde e foge. Ou “O socialismo é apanagio da violencia e é uma supertição.
Achei ótimo o artigo. Claro que foi redigido por uma professor que se conhece pela didatica, concatenamento de ideias historicamente desenvolvido. Começa com Carl Menger perguntando ao Karl Max(Teoria do valor trabalho:(todo o trabalho produzido pelo empregado é dele, diz Max) o que ele entendia por valor. E afirmando que o valor é determinado pelos olhos de quem vê e dando exemplos valor do trabalho é subjetivo, o valor não é determinado pela quentidade de trabalho. Depois historicamente cita Eugen von Böhm-Bawerk, que pergunta:de onde vêm os empreendimentos nos quais os trabalhadores são empregados? E de onde vêm os recursos que garantem o pagamento dos salários dos trabalhadores? A resposta esta na poupança (abstinência ao consumo presente).E ai explica sobre a criação da empresa e de seu equipamento, materia prima bruta e maquinário. Tudo as custas do empregador que conseguiu a poupança para o seu arriscado empreendimento que pode dar lucro ou prejuizo no futura. Também com recurso da poupança dá um adiantamento, sàlario, para os seus empregados,afim de os mesmos não terem de aguardarem a venda do produto no futuro, para receber o salário. O empregador é o motor na produção de riquezas, providenciando a poupança e assumindo todos os riscos. Marx ao contrario despreza a colaboração do empreendedor,ao desmerecer seu trabalho que ele valoriza como zero. Mais uma vez Marx foge e perde o debato com o professor Ebeling. MAIS MISES E ZERO MARX.
Tem outro ponto importante além dos listados no artigo:
No exemplo do trabalhador que produziu 3 pares de sapatos durante a jornada, deve-se fazer a pergunta de quantos ele produziria nesse mesmo espaço de tempo caso não tivesse a disposição toda infra estrutura e maquinário disponibilizado pelo empresário/poupador… certamente sua produção seria infinitamente melhor.
Deturparam Marx!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkk.
A desculpa colossal de todos os tempos.
Penso que os empresários já governam e por isso está essa merda. Tráfico de influência, propina de cartéis de construtoras, Presença dos interesses dos latifundiários em detrimento da maioria. O caso Samarco está aí pra dizer como é um país governado para os interesses de grandes empresários. Essa lógica do empregador bonzinho que dá emprego para de fazer sentido quando uma empresa se torna muito poderosa, porque essa empresa terá poder suficiente para manipular a opinião pública e comprar pessoas influentes. Se isso já acontece hoje com Estado, imagina sem.
Li os dois textos. Realmente faz bastante sentido. Seria interessante implementar esse modelo de forma piloto em alguma população. Li também sobre os tribunais privados. Realmente, hoje já se torna bem popular a figura do mediador, o que nada mais é do que uma espécie de tribunal privado que aparentemente já funciona bem.
O Estado capitaliza o poder política e depois faz um leilão de capital com quem pagar mais, e pra isso vale tráfico de interesses, enriquecimento ilícito e financiamento de ideologias. Contudo, o Estado mínimo me preocupa no sentido de quanto poder as empresas podem adquirir através do monopólio. Uma única empresa que fornece água por exemplo, poderia impor suas vontades e seus preços, não comparecendo a julgamento e ignorar a opinião pública, e mesmo assim, todos terão que comprar água, pois é um bem essencial. Isso até que aparece alguém com os recursos necessários pra fazer frente a essa empresa, mas pode ser que esse concorrente nunca apareça.
Acho bem legal e apoio as organizações comunitárias, essas organizações poderiam enfrentar os interesses de uma empresa injusta, mas não sei se seria suficiente.
De qualquer forma esse liberalismo que é defendido aqui deve acontecer de uma forma ou outra, acredito que a tecnologia nos levará até isso. À medida que a tecnologia provoca uma disruptura, ultrapassando leis e burocracias do Estado, se consolidando, é mais um passo para o liberdade econômica pura, como o caso do Uber, por exemplo, que por sua utilidade tem vencido a burocracia de Estado.
Haverá um tempo que teremos tantos aplicativos, tantas start-ups que o Estado se tornará obsoleto por si só. O que me preocupa nesse cenário, é o monopólio e o quanto de poder essas empresas podem acumular.
Outro aspecto que gostaria de abordar é o fato de nem todas as pessoas estão no mesmo patamar de igualdade para competir. Algo precisa ser feito para que todos tenham as mesmas oportunidades. Se não for o Estado, alguém vai ter que fazer.
Existe ainda um fator preocupante que são os bancos. A força deles é muito grande, principalmente por financiar estados inteiros. O fim do Estado nos libertaria dos bancos? Porque não faz sentido pra mim o bancos terem tanto poder. Eles nos garantem os “recursos do futuro” através de empréstimos e nos devolvem quase nada nos investimentos. O capitalismo incentiva o uso desse “dinheiro do futuro” o que não é ruim, porque é esse dinheiro do futuro que paga o trabalhador, mas está havendo um abuso disso.
Pra mim parece difícil deixar a economia totalmente livre, porque isso poderia levar a um consumismo ainda maior, “dinheiro do futuro” em forma de empréstimos não é riqueza verdadeira, entraríamos numa situação que exista mais dinheiro do que efetivamente exista de recursos no planeta, se já nao vivemos isso. Claro que esse segmento pode ser transformado totalmente através da tecnologia, é o caso das moedas virtuais.
O Base do Capitalismo é o crescimento constante do consumo, aonde vamos parar com isso? O Liberalismo aparentemente funcionaria como uma revolução de ideias e de princípios, mas se tivermos muitas pessoas desonestas como faria?
Poderíamos incluir uma regulação mínima, mas aí abririamos espaço para o suborno novamente.
Sou iniciante e por isso tenho uma dúvida.
“Um indivíduo só irá abrir mão do seu consumo no presente se ele for suficientemente compensado com um ganho futuro que faça valer a pena abrir mão desse consumo e prazer no presente. Poupança é sacrifício e esse sacrifício tem de ser compensado.”
Juros e lucros podem ser considerados a mesma coisa?
Parabéns pelo artigo, texto claro e recado dado.