
Nota do Editor
O artigo a seguir foi originalmente publicado no longínquo fevereiro de 2016. Sua previsão a respeito do massacre de eventuais outsiders foi certeira, assim como sua constatação de que o establishment sempre reage a “intrusos”.
Já a previsão de que o autoritarismo estatal estava em franco recuo por causa das inovações tecnológicas foi tragicamente refutada não só pela Covid-19 como também pela parceria do estado com essas mesmas empresas de tecnologia, que passaram a censurar informações.
Fica um convite ao leitor para estipular se o artigo acertou mais do que errou em suas previsões.
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Há sempre aqueles defensores da liberdade que, ao
verem a ascensão de candidatos que representam uma ameaça à ordem política
estabelecida — como o caso de Donald Trump –, se
sintam animados, pois isso, segundo eles, representa um aberto descontentamento
com o status quo.
Mas há um problema: o poder estatal ao qual nos
opomos não é idêntico à elite governante (o establishment)
que rejeitamos. É perfeitamente possível
você derrubar o establishment e,
ainda assim, ficar com uma gigantesca máquina de exploração legalizada. Todas as agências reguladoras, todas as leis
criadas por políticos, todas as regulamentações, todas as empresas em conluio com o estado, e todos os demais poderes estatais
continuam intactos.
E com um novo problema: outra pessoa estará agora no
comando do estado. Simplesmente houve
uma troca da elite governante. E o novo establishment pode ser ainda pior do que
aquele do qual você acabou de se livrar.
Com efeito, normalmente é.
A
anatomia do establishment
O que é um establishment?
Trata-se de uma grande rede de lobistas e grupos de
interesse, que cooperem entre si e que já desenvolveram uma confortável, longa
e estável relação com o poder estatal. O
establishment inclui os grandes
bancos, as empreiteiras que conseguem contratos polpudos com o estado, os
grandes sindicatos, o funcionalismo público, as grandes indústrias protegidas
por tarifas de importação, as grandes empresas em conluio com o estado e protegidas por agências
reguladoras e, acima de todos, o judiciário, que empresta a tudo isso o manto da legalidade.
Todas essas instituições
operam em uma relação de troca de favores com os políticos, com os burocratas responsáveis
pelas regulamentações, com as famílias tradicionais da política, com os
intelectuais e jornalistas pró-estado etc.
A história é antiga. A Rússia czarista já apresentava um establishment
profundamente enraizado: a igreja, as grandes empresas, o governo e a
aristocracia — todos atuavam em conjunto por meio de uma estável e confortável
relação. A corrupção era explícita. E então, a partir de 1915, com a guerra, com
o recrutamento compulsório e com a inflação galopante, a situação se tornou intolerável. O establishment fracassou e foi
derrubado. O que surgiu em seu lugar foi
um governo de transição e, em seguida, o regime bolchevista.
A República de Weimar, na Alemanha, também tinha um establishment enraizado: grandes bancos,
governo, grandes empresas e todo o estamento burocrático trabalhavam em
conjunto. A corrupção era óbvia. E então se tornou intolerável com a hiperinflação
e com a profunda recessão econômica. As pessoas
sofrerem profundas privações e começaram a buscar respostas. Nesse ambiente, a mensagem e os discursos de
Hitler começaram a ressoar e ele passou a ser visto como um mensageiro da
verdade. Ninguém esperava os resultados.
A lista de establishments
fracassados que foram substituídos por outros ainda piores é, com efeito, bem
longa: no século XX, México, Rússia, Espanha, Itália, Cuba, Argentina, Venezuela; no século atual,
Iraque, Síria e Líbia.
A fusão entre estado e establishment fez com que vários movimentos revolucionários dessem
errado. O Leste Europeu derrubou seus establishments em 1989, mas manteve seus
estados, dando origem a economias mistas e social-democratas. A Rússia se livrou dos bolcheviques em 1990 e
colocou em seu lugar uma oligarquia autoritária. Sim, em ambos esses casos, os regimes subsequentes
eram melhores do que os anteriores. Porém,
como bem ilustram os exemplos italiano, russo, francês e alemão, isso nem
sempre ocorre. Os resultados diferem de
acordo com os planos e desígnios dos novos detentores do poder.
Revolução
boa?
O caso clássico de uma revolução tida como
bem-sucedida é a Revolução Americana. Segundo
seus apologistas, os americanos se livraram da monarquia britânica e inventaram
o conceito de liberdade. Mas será? A própria guerra pela independência criou um
novo establishment formado por políticos,
generais militares, financistas que emprestavam dinheiro para o governo, e
latifundiários influentes.
Doze anos após
a Declaração de Independência, estes grupos se uniram e formaram um novo
governo que, com o tempo, se tornou tão opressivo e restritivo quanto — em alguns quesitos, muito
mais que — aquele que os revolucionários derrubaram.
E isso ocorreu não obstante a existência de uma
cultura intelectual — bem como de normas políticas — de cunho
liberal-clássica.
Não obstante todo esse passado, vários dos atuais defensores
da liberdade se tornaram tão extasiados com a ideia de simplesmente se opor ao establishment, que acabaram perdendo o
foco do real objetivo, que é estabelecer a liberdade. É por essa razão que, em vários países,
muitos estão se deixando levar pelas mensagens de políticos sedizentes outsiders que alegam merecer seu
apoio em suas cruzadas eleitorais pelo simples fato de serem abertamente vocais
contra o establishment.
A questão é: por que isso seria positivo para a
liberdade? Tais pessoas, mesmo que
genuinamente bem intencionadas, praticamente nada podem fazer para desmantelar
o establishment e todo o poder
estatal.
Em outras ocasiões, já escrevi que não é a
classe política quem comanda as coisas. Políticos vêm e vão. A
classe política é apenas o verniz do estado; é apenas a sua face pública. Ela não é o estado propriamente dito. Quem de fato comanda o estado, quem
estipula as leis e as impinge, é a permanente estrutura burocrática que comanda
o estado, estrutura esta formada por pessoas imunes a eleições. São
estes — os burocratas, os reguladores e todas as grandes empresas em conluio com eles — que compõem o verdadeiro aparato controlador
do governo.
O establishment
é como Maquiavel descreveu: uma máquina estável que mantém seus desafiadores
acuados e que sempre procura fazer o sistema funcionar em benefício de si próprio. O establishment
resiste a qualquer arroubo revolucionário ou reacionário que possa causar
tumulto e, consequentemente, atrapalhar um esquema tão bem está lhe servindo.
A
fogueira das vaidades
Para entender Maquiavel, tenha em mente que sua
besta-fera foi o clérigo Savonarola, o
proto-ditador de Florença que liderou um movimento de massa formado por malucos
pietistas que praticavam a pilhagem e queimavam posses materiais acreditando
que isso seria um caminho para o céu. A Fogueira das
Vaidades, 1487, foi um dos resultados.
Este é exatamente o tipo de comportamento que os establishments se esforçam para manter
reprimido.
É o ápice da ingenuidade política e da ignorância histórica
acreditar que o populismo anti-establishment e a defesa da liberdade humana são
aliados na mesma batalha. Não são.
Veja os casos recentes do Iraque e da Líbia. A julgar pelos relatos, as massas estavam
lutando contra déspotas e fazendo de tudo para serem derrubados, com a esperança
de ter um futuro com direitos humanos e democracia. O que obtiveram foi o total oposto. Tarde demais as massas perceberam que os tão odiados establishments que compreensivelmente estavam tentando derrubar era
tudo o que havia entre elas e o reinado do terror irrestrito.
Esse é o problema com as revoluções políticas: um
grupo de pessoas lidera a revolução enquanto todos os outros apenas seguem. Se a revolução for bem-sucedida, os líderes
esperam ser recompensados. E a principal
recompensa é o controle do aparato estatal que irá assumir o lugar do establishment que foi derrubado. Faz sentido que o novo regime seja ainda mais
impiedoso, implacável, vingativo e sanguinário do que tudo o que veio
antes. Apenas pense em Cuba.
Isso, obviamente, não é um argumento em defesa do establishment. É, isso sim, um argumento contra a adoção de
uma postura anti-establishment como sendo a ideal. O ideal é a liberdade, e não a simples derrubada da estrutura das atuais
elites governamentais. Um populismo
desenfreado e irrestrito pode ser um inimigo da liberdade tão grande quanto o
domínio de uma elite governamental já enraizada.
É de extrema importância atentarmos para essa diferença. Um movimento em prol de uma liberdade
duradoura tem de pensar no longo prazo, e jamais pode se deixar encantar pela
lábia de outsiders e de partidos que prometem resultados imediatos, por mais
afinados que estejamos com as palavras proferidas por eles. O objetivo, além da derrubada do establishment, é sua substituição por
uma sociedade de direitos
humanos negativos e que funcione de acordo com padrões civilizados.
De
cima para baixo ou de baixo para cima?
Golpes políticos feitos de cima para baixo são particularmente
perigosos na atualidade. O establishment já está um tanto perdido
por causa das inovações tecnológicas. A elite
governante está gradualmente perdendo o controle das comunicações, da educação,
do desenvolvimento industrial, do planejamento civil, do consumo e de quase
todo o resto. Os modelos antigos se
tornaram antiquados e desacreditados, e os novos os estão substituindo,
organicamente, de maneira duradoura.
Um novo autocrata, seja de esquerda ou de direita,
pode colocar tudo isso em risco. Um movimento
político impulsionado pelo ressentimento pode conferir poder a uma nova forma
de controle oligárquico, resultando em uma calamidade que ninguém almejava — e
que, tão logo tenha poder, ninguém poderá controlar.
É por isso que uma postura anti-establishment, embora crucial, não será bem-sucedida caso seja adotada sem o respaldo de ideias pró-liberdade. É esta filosofia que será crucial para a vitória final. Se os adeptos do movimento não estiverem em sintonia com esta filosofia, as chances de sucesso são pequenas.
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Leia
também:
As revoluções matam seus
idealizadores
Hegel percebeu melhor do que ninguém que o Estado é a mais vasta e complexa criação da inteligência humana, a encarnação suprema da Razão.
Acima da comunidade científica, acima da "opinião pública" mais letrada que se possa imaginar está o Estado, o juiz supremo e final de todos os conhecimentos humanos.
Esse círculo vicioso não será quebrado enquanto o monopólio estatal da razão não for desmascarado.
É por esses e outros motivos que sou anarco-capitalista!
A liberdade está sendo violada há séculos.
O parque olímpico do Rio de Janeiro é o coliseu romano do século 21. O pão e circo existe até hoje. Não podemos duvidar da ignorância humana.
O socialismo já existia no império romano. É inacreditável que pessoas acreditem em Berne Sanders, Lula, Francois Holand, Maduros, Putins, Cristinas, etc. As contas do governo romano também não suportaram o socialismo.
O mundo está mudando graças à liberdade fornecida pela internet. Todos os meios de comunicação controlados pelo governo estão perdendo audiência.
Os paradigmas da liberdade estão caindo. Todos os dias mais empresas privadas estão assumindo funções do governo.
Antes de mais nada, quero parabenizar o site por dispor espaço para o contraditório.
Concordo com o artigo, porém, creio que essa estrutura corrupta, tão bem representada por todos os exemplos possíveis, é a própria alma do Capitalismo. O Capitalismo Real, oposto ao utópico Livre-Mercado, é estruturado exatamente por essa relação entre um Estado (Bancada de negócios) e as grandes corporações e interesses do chamado grande capital. Os bancos, empresas grandes e multinacionais e grupos de representantes de seus interesses tem como grande objetivo a garantia de seus lucros pela apropriação do Estado para defender os seus interesses. Vide os exemplos históricos mais prementes, a polícia organizada surgiu na Inglaterra, a Metropol, exatamente para defender os empresários dos trabalhadores em greve de ocupações de fábricas e destruição do patrimônio. O próprio surgimento do Estado moderno foi simbiótico com os agentes do mercado que necessitavam de alguma universalização da moeda, pesos e medidas. O Estado existente é uma face necessária para o Capitalismo. Um livre-Mercado como o proposto não poderia existir, nem mesmo se todas as grandes empresas parasitárias e o próprio Estado fossem extintas, pois certamente seus sucessores buscariam estabelecer outro cão de guarda oficial.
A maioria das pessoas é medíocre, vivendo apenas para garantir estarem vivas no dia seguinte. Não têm e nem se dão um propósito às próprias vidas. Por isso é tão fácil o establishment se manter: Ninguém está nem aí em levar uma vida de semi-escravidão.
O futuro é sombrio e sem esperanças para os amantes da liberdade.
O último parágrafo cai como uma luva para os que sentem odiozinho do PT.
Esse texto serve muito bem para a grande maioria dos “revolucionários” que interpretam a liberdade com restrições…não existe meia liberdade, ou se tem liberdade ou não…e assim como dito no texto, a troca de establishment não representa a representa
Excelente texto. É muito interessante ver o comportamento do estamento burocrático atualmente no Brasil. Todo esse estamento beneficiou-se incrivelmente com os governos petistas. No entanto, com a mera ameaça do regime ruir, praticamente todos se transformaram do dia para a noite em anti-petistas e críticos do intervencionismo. A burocracia é bastante ágil quando o assunto é a manutenção do seu poder de influência.
Pude perceber que o artigo conjuga “algum” ponto em comum com a literatura marxista, especialmente e principalmente no 18 Brumário de Luis Bonaparte. Afinal, como um títere, o sobrinho de Napoleão apenas obedecia às manipulações de uma estrutura muito maior, mais “racional” do que o estúpido sobrinho célebre.
Trouxe esta mera observação não provocar ou ironizar, mas, acima de tudo, constatar que o esfacelamento (ou quase-esfacelamento) de uma monarquia absolutista por intermédio de um repentino golpe de estado redundou tão-somente no agravamento da situação política francesa.
Compreendo sim que os catalizadores deste golpe ou daquela revolução não são os mesmos, aliás podem até ser se se levar em conta o elemento geral da insatisfação; no entanto, perceber que duas correntes ideológicas distintas possam comunhar de um mesmo ponto, ainda que ínfimo, pode ser um pequeno espectro da verdadeira realidade político-econômico-social vivida por nós.
Afinal, não seria pela contradição que encontraríamos a verdade? Ei-la.
No trecho do artigo:
“Golpes políticos feito de cima para baixo são particularmente perigosos na atualidade. O establishment já está um tanto perdido por causa das inovações tecnológicas. A elite governante está gradualmente perdendo o controle das comunicações, da educação, do desenvolvimento industrial, do planejamento civil, do consumo e de quase todo o resto. Os modelos antigos se tornaram antiquados e desacreditados, e os novos os estão substituindo, organicamente, de maneira duradoura.
Um novo autocrata, seja de esquerda ou de direita, pode colocar tudo isso em risco. Um movimento político impulsionado pelo ressentimento pode conferir poder a uma nova forma de controle oligárquico, resultando em uma calamidade que ninguém almejava — e que, tão logo tenha poder, ninguém poderá controlar.“
Permita-me discordar. Não acredito que o governo esteja perdido, sem o controle da situação. Esses itens citados estão sob domínio, só não vê quem não quer.
Recorto trecho do livro A Revolução do Niilismo, do autor Hermann Rauschning, em artigo do Olavo de Carvalho:
“"O poder e os recursos do Estado moderno tornam as revoluções civis virtualmente impossíveis… Tudo o que é possível é […] o golpe ou revolução mediante arranjo, desde cima, sob o patrocínio dos poderes constitucionais.
"Para atingir os fins revolucionários sem colocar as massas em ação, golpes que sigam a tática de inocular nas leis o impulso revolucionário, de manipular a legalidade até que ela tenha passado de um estágio de revolução mascarada para emergir como uma nova legalidade, são empreendidos a pretexto de prevenir um período de anarquia, de manter o controle dos acontecimentos, de impedir que o país seja entregue à mercê de incalculáveis elementos 'demoníacos’. Depois que a legalidade revolucionária foi instituída sem sangue, o curso dos acontecimentos fica à mercê, precisamente, desses elementos incalculáveis e demoníacos. Este método desfere um golpe muito mais paralisante na justiça e no senso de justiça do que uma revolução aberta… A revolução-mediante-arranjo termina na exaustão geral. Pois em sua artificial combinação de forças ela inclui elementos irreconciliáveis… cada um pretendendo secretamente sobrepujar o outro na primeira oportunidade" ( The Revolution of Nihilism. Warning to the West , New York, Alliance Book, 1939, pp. 10-12.)“”
Por isso os conservadores “de boa estirpe” dizem que revoluções não funcionam, que mudanças devem ser implementadas de forma prudente e negociada, não de forma explosiva e coercitiva como querem muitos esquerdistas (e alguns direitistas). Liberalismo e conservadorismo, se bem compreendidos, são complementares.
* * *
O que podemos perceber ao longo desse artigo é que o tempo passa mas a história continua se repetindo… grupos estão constantemente brigando por poder. Os grupos usam diversas ideologias, palavras mágicas para controlar seu rebanho, o IMB não muito diferente se utiliza da palavra “liberdade”. Outros grupos já usaram “democracia”, outros ja usaram a “liberdade” também. Enfim… todos querem poder, querem controlar, querem derrubar o “establishment” para colocar os seus e formar um novo “establishment”. É a briga constante pelo poder.
O nível de investimentos ficará em queda livre até o Brasil parar no tempo?
g1.globo.com/economia/noticia/2016/11/queda-forte-de-investimentos-segue-derrubando-pib-dizem-analistas.html
É uma catástrofe. O índice NÃO PARA de cair. Isso depois de suscetivas quedas mensais.
Se “O establishment sabe resistir a arroubos revolucionários ou reacionários que possam causar tumulto” como a classe nobre de proprietários de terras da rússia czarista não pôde resistir?
Hélio e todos os leitores e membros do IMB. Olha que ABSURDO ISSO!
Se vocês passaram mau com o que o Leandro Karnal falou sobre empreendedorismo, melhor nem assistir esse vídeo aqui.
Esse sujeito é metido a achar que refuta os liberais. O mais engraçado é que ele xinga de os ”neoliberais”, diz que os Liberais são os únicos que conseguem manter uma conversa de alto nível. Ele argumenta sempre contra ”neoliberais”,
”Esses neolibereloides insistem nessa ideia de laizzes-faire e livre mercado” kkkkkkkk.
Chega até ser engraçado, da uma olhada. Ele diz que quem reclama que o estado atrapalha, é um verdadeiro fracassado.
https://www.youtube.com/watch?v=W3jvJkfXVnM
Abraço e boas risadas.
Boa Noite Austríacos,
gostaria de deixar minha contribuição para um novo modelo de Estado que vocês poderiam fazer uma matéria e colocar em discussão.
Conceito de Minarquinismo: Derivado da palavra minarquismo, caracterizado pelo Estado mínimo em função de poucas atividades econômicas como saúde, segurança, educação e justiça. Portanto, o minarquinismo é baseado essencialmente no conceito de
minarquismo, mas os minarquinistas não aceitam o Estado cuidar de atividades econômicas que poderiam ser facilmente empregados na iniciativa privada com preços baixos em função da concorrência. Portanto, os minarquinistas alegam que o Estado deve exercer suas funções apenas no quesito segurança interna, que no caso seria a Polícia Militar, Civil e Federal, e a segurança externa, que no caso seria às Forças Armadas: Exército, Marinha e Aeronáutica.
Nesse modelo de minarquinismo, algumas identidades do Estado Moderno seriam extintos como a Prefeitura e Governo Estadual. E a razão ideológica é porque não precisamos desse poder coercitivo para determinadas funções que os próprios cidadãos de algum bairro, cidade ou estado poderiam resolver.
Mas por qual razão abolir a Prefeitura?
Simples caro cidadão. A razão da existência da Prefeitura é gerenciar bairros de seu círculo territorial, para isso ele usa impostos ou melhor dizendo, uma ação coercitiva para se financiar em detrimento dos cidadãos que poderiam estar investindo em alguma atividade financeira ou econômica e assim melhorando a economia do país e agregando valor ao país. Uma dessas ações coercitivas(imposto) é conhecida pelo nome de IPTU, uma alíquota sobre o seu valor de imóvel ou tamanho do terreno dependendo de cada situação. Para exemplificar de um modo mais chamativo e alarmante, seria como se fosse o Estado coletar ano após ano, um pedaço do seu imóvel e assim financiar
cargos comissionados, burocratas e com algumas ponderações para a atividade corrupta.
Mas como se daria a gerência dos bairros e cidades?
Novamente muito simples. Mesmo com toda a estrutura estatal atualmente gerenciando os bairros e cidades, existem associações de
moradores de um bairro com objetivo de encontrar soluções para determinados problemas encontrados na localidade. O dinheiro do IPTU que iria alimentar bocas famintas da função estatal, seria agora usada em seu bairro com a sua autorização e transferência de recursos
para essa associação de moradores que ficaria a cargo de um presidente que seria cobrado pelos moradores de seus determinados bairros. Essa transferência de recursos seriam para asfaltar ruas do bairro que essa associação atua, a coleta do lixo e outras atividades.
Nesse modelo como você pode ver, o seu dinheiro não é tirado sobre o seu imóvel e sim com a sua liberdade e complacência com o dever comum de ajudar seu bairrro. Um outro motivo seria que a gerência ficaria muito mais observada pelos moradores do próprio bairro,
eliminando qualquer coerção estatal, quando houver motivos de quaisquer problemas nos bairros, os presidentes das associações seriam cobrados pelos moradores e até poderiam destituir esse presidente alegando incompetência para gerir os recursos dados dos moradores para fazer reformas no seu bairro. Um motivo não de dever comum, mas econômico, seria o cidadão ser instruído pelos próprios vizinhos
que contribuindo para a associação de asfaltar ou reformar seu bairro, estaria automaticamente valorizando seu imóvel e assim seu patrimônio aumentaria e você estaria mais rico.
O Estado não tem o poder e a moral de se apropriar de seu imóvel quando você deixa de pagar e isso o minarquinismo é a solução para esse problema que muitos brasileiros atualmente detém. Enquanto esse imposto não for abolido, você será coercitivamente um eterno inquilino do governo.
Um motivo pessoal seria que a gerência estatal é falha, mas também não concordo que o meu dinheiro fosse utilizado para fazer reformas onde meu imóvel não sofreria alterações de valorização, exemplo seria eu contribuindo morando em um bairro A, e a prefeitura fazendo reformas no bairro B.
Veja que as ruas dos bairros não seriam privatizadas, mas associadas de acordo com os moradores de seus próprios bairros.
Mas por qual razão abolir o Governo Estadual?
Simples caro cidadão. A razão da existência do Governo Estadual é gerenciar os estados, usando impostos ou melhor dizendo, uma ação coercitiva para se financiar em detrimento dos cidadãos que poderiam estar investindo em alguma atividade financeira ou econômica e
assim melhorando a economia do país e agregando valor ao país. Uma dessas ações coercitivas(imposto) é conhecida pelo nome de IPVA, uma alíquota sobre o valor de sua moto, carro, ônibus e caminhão(falta apenas taxar o velotrol, bicicleta e carrinho de bebê). Para exemplificar de um modo mais chamativo e alarmante, seria como se fosse o Estado coletar ano após ano, um pedaço do seu veículo automotivo e assim financiar cargos comissionados, burocratas e com algumas ponderações para a atividade corrupta.
Mas como se daria a gerência dos Estados?
Existem vários motivos que poderiam se encaixar no contexto da abolição do governo estadual. Um desses motivos seria justamente o abordado anteriormente que seria a abolição das prefeituras e a expansão das atividades das associações de moradores excluindo o poder estatal municipal e estadual. Com os bairros sendo gerenciados de uma forma mais direta com a participação dos moradores, o governo estadual seria obsoleto em suas funções e não teria mais motivos para atuar nessa aérea. Com o livre mercado atuando em determinados setores como educação, saúde, previdência e justiça(justiça privada é perfeitamente compatível com o livre mercado), o poder de gerência do governo municipal e estadual não seria mais adequado para a sociedade minarquinista, e assim sua extinção seria certa e estaríamos nos livrando de um poder estatal e ampliando ainda mais nossas liberdades individuais.
A justiça privada seria uma gerência mais eficiente do que a pública, mas que seguiria as leis de acordo com a Constituição do mesmo jeito do que é atualmente. Todo processo atualmente você ou a outra parte paga, mesmo sendo justiça pública, portanto o que mudaria seria a gerência estatal para a privada e assim empreendedores poderiam abrir seu tribunal como qualquer atividade empresarial.
O Estado não tem o poder e a moral de se apropriar de seu patrimônio(veículos) quando você deixa de pagar e isso o minarquinismo é a solução para esse problema que muitos brasileiros atualmente detém. Enquanto esse imposto não for abolido, você poderá ter seu carro tomado pelo governo.
As estradas e autovias seria privatizadas e assim qualquer outra empresa poderia construir uma rodovia para eliminar o fluxo de veículos circulantes dessa estrada concorrente e assim a qualidade de nossas vias seriam motivo de inveja para o mundo pelo fator da concorrência. Essas empresas poderiam ser financiadas pelo pedágio, investidores na bolsa de valores, ou mesmo a construção e a gerência de uma estrada para a passagem de seus produtos ampliando rotas para seu destinatário final.
Há várias formas de se argumentar que o governo estadual assim como o municipal poderiam ser extinto, mas aguardo mais informações, colaborações e conteúdos para ampliar essa imagem da sociedade minarquinista.
O que sobraria?
O governo federal.
Como se daria a participação do governo federal na sociedade minarquinista?
Sob a minha concepção de estado no minarquinismo, o imposto de renda seria entre 1% a 3%. Sim. Sob o arranjo de apenas o governo federal cuidando de somente segurança interna e externa é perfeitamente compatível com esta carga tributária. Haveria algumas funções essenciais, mas que não resultaria em grande soma de gastos correntes, atividades como receita federal para a coletação dos impostos e um cartório para o registro das atividades empresariais, validação de casamentos e etc.
Um imposto de 3% não é grande o suficiente para impactar o ganho real dos salários de trabalhadores e das empresas. Os trabalhadores e empresas teriam a sua disposição 97% de suas rendas disponíveis para gastar no que quiser.
Existiria apenas 2 impostos, de renda e de consumo. A taxa desses impostos seria de 1% a 3%, portanto a carga tributária seria essa porcentagem.
Um imposto de 1% a 3% uma porcentagem do PIB suficiente para sustentar às Forças Armadas, polícias, receita federal e cartórios. Não há necessidade de outro valor, esse valor é estritamente compatível com o cenário de funcionalidade do governo federal cuidando de segurança interna e externa, receita federal e cartório.
Minarquinismo na minha concepção de Estado –
Governo Federal
Forças Armadas
Polícia Militar
Polícia Civil
Polícia Federal
Receita Federal
Cartório
No caso de órgãos militares competentes da prefeitura e do governo estadual, não sofreriam mais intervenções das prefeituras e dos governadores estaduais já que seriam extintos, mas obedeceriam ordens do governo federal. As estruturas das organizaççoes militares estaduais seriam divididos pelos Estados, mas cumpririam ordens do governo federal com quem irá financiá-lo diretamente sem
intermediários. A mesma aplicabilidade seria exercida nas organizações militares municipais, receita federal e nos cartórios dos
municípios.
O imposto de renda e consumo em 1% a 3% ficaria mais fácil o cálculo da carga tributária. Portanto, o PIB seria formado apenas pelos
97%(98% ou 99%). A porcentagem restante seria retirada do cálculo do PIB, porque seria apenas a função governamental que não gera
riqueza e prosperidade para ninguém.
Imagine um PIB de US$1,7 trilhões.
Carga tributária de 3% = US$51 bilhões.
O governo teria um orçamento de 51 bilhões.
Colocarei valores apenas para exemplificar:
Forças Armadas: US$30 bilhões
Policias: US$15 bilhões
Receita federal: US$3 bilhões
Cartórios: US$3 bilhões
Total: US$51 bilhões
Nesse arranjo, várias empresas tanto internacionais quanto nacionais, teriam mais capital para investir em mais produção e gerar riqueza. Teremos a menor carga tributária do mundo e o menor Estado do mundo, todas as empresas poderiam abrir capital na nossa bolsa, todas as empresas poderiam investir aqui sem nenhum custo, todas as empresas poderiam importar para o Brasil sem nenhum custo. Percebe-se que nesse cenário, o PIB cresceria talvez em 2 digitos anualmente.
Assim os orçamentos das policiais, Forças Armadas e minoritariamente da receita federal e cartório cresceria junto com o PIB.
Reflexão:
Eu posso dizer que em termos militaristas, somos os maiores defensores do militarismo, em termos liberais, posso dizer que os minarquinistas são os mais liberais do mundo(com exceção dos anarcocapitalistas) e na condição do Estado mínimo, posso dizer que o minarquinismo é o menor Estado do mundo.
Abraço
Em vista dos comentários sobre estado máximo ou mínimo ou nenhum:
O que precisamos é que TODOS queiram resolver problemas, gerenciar, criar, inovar, e não deixar que poucos carreguem nas costas os problemas como acontece em todos os lugares e épocas em que a maioria se aproveita das inovações, genialidade e desenvolvimento sem dar nada em troca, sugam como se fossem sanguessugas e depois posam de senhores, donos do mundo, não adianta propor projetos em que a minoria por preguiça, indolente, invejosa etc. Não participam deixado o ônus da responsabilidade na mãos de poucos, depois que esses poucos abusam do poder, reclamam querendo liberdade.
Encontrar uma saída para a abolição dos governos estaduais e municipais tiraria grande peso do Estado nas nossas costas. Essa de secessão na minha opinião é furada porque sairíamos de um governo central para se inserir em outro. A secessão só vale a pena se todos os que votaram em um determinado lugar tivessem a ideologia que os leitores deste site e aí valia a pena defender a separação.
Um país com 1060 Deputados Estaduais, 57.931 Vereadores, 27 Governadores e 5570 Prefeitos é realmente um grande Estado. Por isso o minarquinismo é a solução que eu encontrei para justamente acabar com estes 1060 Deputados Estaduais, 57.931 Vereadores, 27 Governadores e 5570 Prefeitos. Se vocês acham que o ideal não é acabar com estes cargos e simplesmente abolir o governo federal, me desculpem vocês estão errados.
Um peso de um governo federal é de “apenas” 513 Deputados Federais e 81 Senadores.
Muito bom artigo. Entretanto, só vejo errôneo a citação de Savonarola.
Quem conhece um pouco mais de Savonarola sabe que ele citado entre os pré-reformadores cujas ideias , ao se confrontar a autoridade do Papa, começariam a abalar a hegemonia da igreja católica medieval, fato esse que culminaria na Reforma Protestante no século XVI.
Não podemos isolar o homem de seu contexto histórico. O que Savonarola fez foi algo libertador, porém era uma época de absolutismos. Obviamente, qualquer ação libertadora do julgo da Igreja Medieval que se implementada a época seguiria com o viés inevitavelmente absolutista. Não existia sequer noção de liberalismo político.
Ainda assim, como consta na própria citação deste artigo, a época de Savonarola mas parece uma protodemocracia do que uma protoditadura, pois é citado que os próprios donos entregavam os bens materiais para serem queimados na fogueira e não um confisco sem controle implementado por um regime.
Percebe-se aí uma certa legitimidade popular, porém lembrando que era em pleno século XV.
Portanto, é historicamente injusto comparar Savonarola com Hitler, Fidel ou qualquer outro ditador moderno quando o liberalismo político já é conhecido.
Aliás o século XX é único em termos de ditadura absolutista.
Em conversas do dia-a-dia, quando o assunto é economia e política, o que mais ouço é”precisamos de um governo assim ou assado”, ou “o governo deve fazer isso ou aquilo, que aí funciona”. E isso partindo de gente supostamente esclarecida.
Aqui na cidade, houve recadastramento biométrico eleitoral, e não o fiz. Por isso, fiquei impedido de votar, mas vendo o nível dos debates na TV, (nem vou entrar no restante), concluí o óbvio: não perdi coisa alguma. Mesmo assim, houve quem me criticasse com acidez por eu ter me “recusado a cumprir meu dever de cidadão”. Eu não sabia se ria ou chorava, porque ouvi isso de familiares.
A esmagadora maioria das pessoas, imclusive as que criticam as idéias de esquerda dizendo que elas são responsáveis pela atual situação do país (correto) nada deseja além de apeá-la do poder e substituí-la por algum tipo de “governo forte”. Não há uma sequer, na minha convivência, que considere o estado desnecessário. No máximo, que ele deva ser reduzido. Então, até que se mude a cabeça do dito brasileiro médio e que ele aprenda a conviver com a idéia de libetdade, muito tempo ainda deve passar.
Concordo.
Acho que hoje, em 04/2021 ficou claro que trocar o presidente não faz diferença nenhuma no Brasil. Se o Congresso, o STF, agências reguladoras, até mesmo juízes de primeiro grau, ´promotores podem derrubar qualquer decreto presidencial.
A sensação geral do povão é ou ódio mortal ao Bolsonaro (Genocida) ou que ele é um frouxo , já que nada que ele quer, passa para a frente. Pelo menos, nada positivo.
Li que ao menos 1/3 de todos os decretos deles foram anulados. Sobre o congresso, nem tem o que falar, mal aprovam algo de útil para o Brasil, só leis em benefício próprio.
O STF se tornou a própria faceta da ditadura: Prende manifestantes, prende jornalistas, censurou o Antagonista, prendeu deputado por crime de opinião, solta bandidos (venda de sentenças), etc etc.
E o congresso não investiga, não pune, não faz nada.
Mas sabemos, mesmo mudando toda a corte do STF, todo o congresso, o presidente, etc. Ainda restarão CNJ, STJ, ANVISA, ANT, etc etc e etc. Sabemos que eles atuarão dia e noite em benefício próprio e de seus subornos.
Agências estatais só servem para beneficiar quem passa naqueles concursos de 10 mil, e para justificar seus salários, os inúteis infernizam a vida do brasileiro. Só isso
“O brasil é o país do futuro, e no futuro, para sempre estará’
Acho que á única solução é a secessão, mas os movimentos separatistas estão muito fracos, e essa pandemia ainda vai se alargar por mais alguns anos, e os políticos e médicos continuarão alimentando á histéria, com o objetivo de manter a população dócil, submissa e com a mente ocupada.
OFF TOPIC
Seria interessante a formação de uma Liga da Liberdade mundial, internacional, de grande poder. Libertários com grandes recursos, e/ou grandes ideias, associados voluntariamente para definir estratégias de conscientização, divulgação, ensino, etc… do libertarianismo e da verdadeira ciência econômica. Havendo um esforço maior, coordenado, sempre privado e voluntario, para que a sabedoria, ética, moral e conhecimento da ciência libertária alcance todas as pessoas, principalmente aquelas que estão cegas pela cortina de fumaça esquerdista e pelo véu estatista. Para que a ideia da liberdade cure todas as mentes infectadas pelas falácias socialistas. Algumas das estratégias da esquerda são excelentes! Podemos usá-las da maneira certa (de forma voluntária e privada, respeitando a liberdade do outro). Sei que já existem institutos (como este) que efetuam esse trabalho mas sinto falta de um esforço conjunto internacional, global, pela difusão das ideias libertárias. Como libertários valorizamos o indivíduo, eu sei, mas nada impede que juntemos forças para que um dia, finalmente, possamos ter uma sociedade ancap. Pensei nisso porque os inimigos (escravagistas) são poderosos, organizados, pacientes e internacionais.
PS: Se eu estiver enganado em minhas ideias, ou já houver algo assim como estou falando aqui, peço desculpas.
Nada de novo na história da humanidade.
Tendo influência suficiente os governantes aprovam o que você quiser independente da forma de governo. Até dívidas milionárias serão perdoadas.
Mas as coisas já estão mudando com a China injetando grana nos meios de comunicação, infraestrutura, agronegócio etc. Logo seremos colônia dela.
Mudando de assunto, vocês sabem o que está por trás da recente considerável queda no preço das principais criptomoedas? É apenas uma correção? Pergunto pois alguns teorizam que as restrições impostas pelo governo turco sobre o pagamento em cripto são responsáveis por isso, tese que me faz pouco sentido.
Para mim tanto faz, criptos são voláteis assim desde sempre, são ótimas oportunidades para comprar mais barato.
Alguém aqui estaria afim de um debate?
Bom, então é melhor tirar o Bolsonaro pois ele está prejudicando mais que ajudando com esse discursinho frouxo de anti-stablishment.
Esse site é anti estado mas como governo sempre existiu no caso do Brasil desde o século XIX vem piorando após o golpe da república contra a monarquia . Entendo que governo só atrapalha mas sempre existirá então a solução para o Brasil é monarquia parlamentarista como era no Império do Brasil!
dollinho vai a 5.32.
com aumento de impostos( medida restritiva da oferta de bens e serviços) no meio de uma economia que já está parada, a previsão é que o dólar aumente mais.
daqui a pouco estimulam a economia com mais dinheiro e os alimentos terão mais aumentos.
e com a economia parando ainda mais com os caminhoneiros, já podem esperar as medidas normais do ciclo tmm:
mais restrição da oferta de bens e serviços, e mais aumento da oferta monetaria. dólar deve aumentar bem mais ainda.
Se alguém puder me elucidar uma dúvida.
Vocês acham que uma recessão/depressão igual de 2015 pode sair dessa crise institucional?
Ou seria aquela recessão mais um fenômeno monetário, de ciclo?
Boa tarde. Acompanho este Instituto há alguns anos, mas não devemos admitir que o governo liberal de Paulo Guedes não foi bem sucedido na economia?
Hoje, mais do que nunca, ficou claríssimo que contra o establishment não se brinca. Presenciamos ao vivo.
Artigo presciente.
recuou , dançou.
[]www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/09/no-planalto-caminhoneiros-recebidos-por-bolsonaro-dizem-que-so-destravam-vias-se-pauta-anti-stf-avancar.shtml[/llink]
bolsonaro já perdeu a maioria do eleitorado, por não defender moeda forte. isso num prazo de uma ano ora reeleição, é perdela.
já o Lula, apesar de não ter feito nada pra ter moeda forte, na sorte ele acabou tendo , e mesmo que o pessoal não lembre que no segundo mandato dele que começou a diminuição das medidas que seguraram a moeda forte, ele pode se gabar que no gov dele teve moeda mais forte que o do Bolsonaro.
assim o povo com sua memória curta o coloca no pareo pra eleição.,mesmo sabendo que ele defende medidas que enfraquecem a moeda.
Acho que vou ficar um pouco fora do cenário político, pois nem dá mais para falar nada, quase todos os libertarios se tornaram defensores de políticos, lol.
constituicaolibertadora.com.br/integra/
Como previsto pelo Peter Turguniev, essa manifestação da centro-esquerda foi um desastre. Pior é o Raphaël Lima ter ido à essa manifestação (ele falou que tem apoio popular pelo impeachment do Bolsonaro; só se for dos progressistas do Leblon), que envolveu gente da Força Sindical, PSDB, MBL, PCdoB e de toda a centro-esquerda (o PT não foi porque eles possuem outra estratégia; vejam esse vídeo do Amoêdo… olha a bandeira da Força Sindical). É uma vergonha o LIVRES ter entrado nessa também. Por aqui já mancharam o nome do liberalismo. Já parei de acompanhar o Ideias Radicais, por desgosto. Alguns vídeos são bons, mas se perdeu no foco e acabou se guiando por palpites errados e um curso que parece coaching. Às vezes lembra o pessoal left-lib que tem nojo do Trump. Análise política tem o Ancap.SU e a econômica há os mestres como o Leandro Roque e os artigos do IMB.
Estão desesperados. Ano que vem já é eleição e eles precisam dar um jeito de tirar o Bolsonaro e disputar com o Lula, porque eles correm o risco de perder a relevância (inclusive o NOVO).
Lembrando que “terceira-via” nunca ganhou eleição presidencial no Brasil.
Vantagens da Monarquia sobre a República
http://www.youtube.com/watch?v=bKbrBw5I9UM
O establishment nem disfarça mais. Pelo visto, ele nunca se sentiu tão ameaçado:
Para reverter suspensão, Telegram vai ter que excluir post de Bolsonaro que ataca urnas eletrônicas, pagar multas e indicar representação oficial no país
Gostaria de ver algum artigo sobre os países sul-americanos, desenvolvimento e liberdade.
Andei lendo um pouco sobre o Uruguai e o Peru
O peru por exemplo tem o mesmo grau de liberdade econômica do uruguai
http://www.theglobaleconomy.com/rankings/economic_freedom/South-America/
O peru tem uma inflação bem mais baixa que o Uruguai nos últimos 10 anos.
Peru na média de 3%, Uruguai uns 8% nos últimos 10 anos
tradingeconomics.com/peru/inflation-cpi
tradingeconomics.com/uruguay/inflation-cpi
A carga tributária é menor no Peru. No Uruguai, esse percentual é de 24%, no Peru, de 17%
[link]www.bbc.com/portuguese/lg/noticias/2009/05/090519_cepal_mc_ac[/link
No entanto, o idh é absurdamente pior no Peru do que no Uruguai
http://www.br.undp.org/content/brazil/pt/home/idh0/rankings/idh-global.html
Era pro Peru ser muito mais desenvolvido. Mas fato é que mesmo com mais inflação, maior carga tributária e um grau de liberdade econômico bem mais ou menos é equivalente ao do Peru, o Uruguai
Bruno Souza, devem ter cortado sua internet aí pra tu não ver mais notícias, ou então você deve somar informar nos grupos do telegram que os bots do zero à esquerda dois alimenta.
A ex mulher do bolsonaro comprou cerca de 15 imóveis num período de 12 anos que foi casada com ele. Muitas das vezes em dinheiro vivo, claro, super comum você comprar casa todo ano e com dinheiro vivo. Tudo nos conformes. E tudo valendo mais de 5 milhões de reais.
Ah , ela também foi do gabinete do Mito quando ele era um probo deputado trabalhador.
Onyx recebeu dinheiro da JBS. Mas isso só é crime se for um inimigo do bolsonaro que fizer. Amigo tá perdoado.
Aliás, você disse que ninguém da lista tá lotado no governo. O onyx é ministro do trabalho!
Ninguém postou isso nos seus grupos do Telegram? Que surpresa!
Salles foi condenado por crime antes de ser indicado por bolsonaro, mas mesmo assim o bolsonaro indicou.
A justiça depois absolveu. Mas a absolvição só é errada quando se tira barbudos da cadeia. Quando é cara limpa e amiguinho tá ok, talkey.
Luís Miranda é inimigo pois desfraldou negligência e potenciais crimes. Histórias mal explicadas que não foram devidamente investigadas por conta da pf aparelhada que muda de diretor toda semana.
Isso só pra falar de quem vc citou.
Mas é isso, muita gente aí recebendo agrado e apoio do bolsonaro, revendendo emendas com dinheiro público mas que não tem problema. Quando é corrupissao de amigo eu defendo, só não pode corrupção de quem melhora a vida do pobre. Esse dai a gente manda pra cadeia.
“A República de Weimar, na Alemanha, também tinha um establishment enraizado: grandes bancos, governo, grandes empresas e todo o estamento burocrático trabalhavam em conjunto. A corrupção era óbvia. E então se tornou intolerável com a hiperinflação e com a profunda recessão econômica. As pessoas sofrerem profundas privações e começaram a buscar respostas. Nesse ambiente, a mensagem e os discursos de Hitler começaram a ressoar e ele passou a ser visto como um mensageiro da verdade. Ninguém esperava os resultados.”
Depois da hiperinflação, houve a estabilização em 1924. Então a economia voltou a funcionar bem. Agora, para essa situação para a ascensão de Hitler, o que houve então?
“Golpes políticos feitos de cima para baixo são particularmente perigosos na atualidade. O establishment já está um tanto perdido por causa das inovações tecnológicas. A elite governante está gradualmente perdendo o controle das comunicações, da educação, do desenvolvimento industrial, do planejamento civil, do consumo e de quase todo o resto. Os modelos antigos se tornaram antiquados e desacreditados, e os novos os estão substituindo, organicamente, de maneira duradoura.”
A previsão não está errada. Que o estado cresceu durante a pandemia, isso é óbvio e aconteceria de qualquer forma, porque é um processo natural da estrutura (embora tenha crescido rápido até demais). Agora veja como eles estão desesperados, não sabem mais o que fazer. Bloqueiam o Telegram achando que isso vai mudar a cabeça das pessoas sobre Bolsonaro, entre tantas outras coisas. Se o Bolsonaro tivesse sido eleito em 1989, ele teria sido derrubado há muito tempo.
A ditadura do Judiciário fecha o cerco:
Telegram apaga publicação de Bolsonaro após determinação do TSE
Detalhe: Alexandre de Moraes será o presidente do TSE. Ele é cria de Geraldo Alckmin. Foi secretário de segurança de Alckmin. Alckmin será vice de Lula.
E agora Moraes diz que vai mandar prender qualquer um que questionar a lisura das eleições de outubro.
Mas lembrem-se: ditador é o Bozo, nunca se esqueçam.
Ao fazer um financiamento imobiliário vc paga ao final 5 vezes o valor tomado. Ao financiar um carro vc paga por 3 ao final. Ao fazer um crediário vc paga 2 a 3 vezes o valor do eletrodoméstico. Ao deixar de quitar a fatura do cartão de crédito vc corre o risco entrar numa bola de neve. Sua esposa tem que trabalhar e deixar seus filhos na creche dos governos, porque ela junto com os filhos crescidos vão ser mais uns para pedirem empréstimos, terem crediários e cartões de crédito e financiar veículos. Pagando metade de sua renda em tributos vc tem “direitos” como férias de 30 dias (vc não trabalha sábados e domingos mas eles contam sábados e domingos como férias, talvez por isso o um terço de férias?). Ao fazer um consiguinado vc é estorquido…se quiser antecipar parcelas a vencer vc tem que ir na agência física. Se vc usa transporte público vc antecipa valores ao proprietário do transporte. Vc paga seus tributos em dia e fica feliz. Vc tem uma vida normal. Vc não usa lenha, nem energia solar, não tem poço de água na sua casa e nem armazena água da chuva. Vc compra carne, leite e ovos mesmo a preços exorbitantes. Vc andando na rua pode ser abordado por policiais sem sequer saber o motivo e então vc decide lutar por liberdade, enfrentar o estabelecimento, enfrentar os oligarcas e os monopólios…Qual vai ser a sua estratégia? Vc vai na sua igreja pagar o seu dízimo? Vai bombar as suas redes sociais? Vc vai abrir uma cerveja Heinkel? Vc vai se tornar menos materialista e mais espiritual? Vai sair dirigindo a sua moto sem capacete?