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Classificar o “Relatório da Desigualdade” da Oxfam de farsa seria pouco

No
início desta semana, fomos brindados com um relatório da ONG britânica Oxfam,
afirmando, entre outras coisas, que
62 pessoas do mundo possuem a mesma riqueza que metade da população mundial

— além de outras afirmações sensacionalistas, e já rotineiras, feitas pelo
referido Instituto.

Nosso
amigo Leandro Narloch fez um bom resumo
acerca dos principais mitos e omissões da Oxfam em relação ao referido
relatório.

Com
afirmações como “o 1% mais rico possuirá mais fortuna que todo o resto da população
em 2016”, não é difícil imaginar como um cidadão médio reagiria a tal notícia: provavelmente
condenando a chamada desigualdade, sem entender ou diferenciar os diversos
fatores que contribuem para a mesma, ou sequer se perguntar se ela é algo
relevante para qualquer aspecto de sua qualidade de vida.

A
Diretora Executiva da Oxfam International,
Winnie Byanyima, chegou a afirmar que a desigualdade
econômica atrapalha o próprio crescimento econômico
. A senhora Byanyima provavelmente
tem saudade das altas taxas de crescimento que a União Soviética registrava
todos os anos…

As
sugestões da ONG são repetitivas já:

  • Taxar os ricos (essa até o PT já abraçou; give me more!);
  • Investir em sistemas universais e “gratuitos” de
    saúde e educação (Mussolini teria orgulho);
  • Buscar um objetivo global para combater isso.

Como
isso poderia dar errado? Afinal, Brasil, Venezuela e Argentina
(pré-Macri) foram um retumbante sucesso econômico na mobilidade social dos mais
pobres…

Enquanto
isso, no mundo real, estamos perto de erradicar
a pobreza mundial pela primeira vez na história da humanidade
.  Walter Williams nos recorda que a pobreza é fácil de ser
explicada
; difícil (mas não para um austríaco) é entender as causas da
prosperidade
e como o ser humano, ao agir positivamente em busca de seus
próprios objetivos, beneficia todos os outros.

Por
que punir aqueles que conseguiram fazer suas fortunas pelo trabalho de suas próprias
mãos? Como mostra este hilário
infográfico do site pop 9gag
(baseado em dados da Bloomberg), nada menos
que 73 das 100 pessoas mais ricas do mundo são “self-made billionaires” — ou
seja, somente 27 dos mais ricos do mundo assim o são porque herdaram uma
fortuna. Os demais trabalharam por conta própria para chegar onde chegaram.

Ainda
mais interessante: 36 deles eram filhos de pais que viviam na pobreza, e 18
sequer tiveram um diploma na Universidade.

Você
realmente acredita que existe uma fórmula certa para ter um “sucesso de renda”?
Para a Oxfam existe. Para todos os planejadores centrais — dos positivistas
aos comunistas, nazistas, socialistas e ambientalistas — existe sempre uma
fórmula única de acordo com a qual a sociedade deve ser desenhada.  E o melhor: tal fórmula dará certo, mesmo que
tenha que ser implantada à força. Como alguém consegue ficar sequer em dúvida
ao descobrir que todos os regimes socialistas inevitavelmente têm de ser totalitários?

Entretanto,
ainda que para um analista na tradição da Escola Austríaca as sugestões e as
conclusões da Oxfam pareçam tão economicamente
incoerentes, resolvi conversar com um economista com foco em — preparem-se — econometria. 

Troquei
alguns e-mails com Carlos Góes, mestre em Economia Internacional pela
conceituada John Hopkins University,
pesquisador-chefe do Instituto Mercado
Popular
, e analista de instituições financeiras internacionais em
Washington, DC. Apesar de tudo, ele me garante ser um fã de Hayek. Vamos ao
bate-papo:

A:
É consenso entre economistas liberais
que o estudo da Oxfam possui diversas falhas e um ar de sensacionalismo. Qual
das falhas do estudo divulgado nesta semana você considera a mais grave?

Carlos
Góes: Independentemente de economistas serem liberais, keynesianos ou
marxistas, clareza metodológica é fundamental para entender o que significam as
respostas que os dados proveem para a gente. E é preciso reconhecer as
limitações dos dados quando essas existem.


dois problemas fundamentais com os dados produzidos pela Credit Suisse que
foram utilizados pela Oxfam. 

O primeiro é de ordem técnica. Ao contrário de dados sobre a renda, a grande
maioria dos países não tem dados sobre os estoques de riqueza, uma vez que o
que se taxa normalmente é a renda e não a riqueza. Esse fato limita a confiabilidade
das estatísticas sobre a riqueza.

Segundo o relatório da Credit Suisse, somente 17 países têm
estimativas completas de riqueza do setor privado (conhecidas como
“household balance sheets”). Outros 31 países têm dados parciais,
detalhando a riqueza financeira, mas não a riqueza não-financeira do setor
privado — nos EUA, a riqueza não-financeira (imóveis, maquinários etc.) é de
cerca de 1/3 da riqueza total, o que significa que ignorar a parte não
financeira é ignorar boa parte da realidade.

Para
os outros 150 países do estudo, os economistas da Credit Suisse fizeram
extrapolações — que não são inúteis, mas têm suas limitações, já que não
trazem informações completas.

O
relatório original da Credit Suisse tem vários problemas além do mencionado
acima. Entre eles:

(a)
não inclui riqueza informal (as casas nas favelas e bairros pobres brasileiros,
por exemplo, que muitas vezes valem dezenas de milhares de reais apesar de não
serem formalizados com um título estatal), riqueza esta que o economista
Hernando de Soto estima em cerca de 10 trilhões de dólares;

e
(b) não inclui riqueza implícita — como aquela prevista por sistemas de
seguridade social dos países ricos, que se fossem administrados privadamente
seriam parte de poupança dos cidadãos.

O
próprio relatório da Credit Suisse diz que o estudo sobre a riqueza global está
“em sua infância”. Na melhor das hipóteses, essas estimativas
são pouco confiáveis e devem ser tomadas com bastante cuidado.

O
segundo problema é de ordem conceitual. Eles utilizam o conceito de riqueza “líquida”
(ou seja: patrimônio menos dívidas). Segundo essa metodologia, se você tirar um real do bolso e der para seu sobrinho de
dez anos, ele vai ter uma riqueza maior do que “2 bilhões de pessoas somadas”.
Sim, seu sobrinho instantaneamente passa a ser um magnata com mais riqueza que
bilhões de pessoas juntas.

Como isso é possível? Porque a metodologia considera a
riqueza “líquida” (ou seja: patrimônio menos dívidas) das pessoas. E 2 bilhões
de pessoas, tendo dívida, têm riqueza negativa.

Alguém que se formou em Harvard,
vive num apartamento de cobertura em Nova York e ganha 100 mil dólares por ano
mas tem 250 mil dólares em dívidas estudantis é mais pobre do que um camponês
indiano que tem uma bicicleta, vive com um dólar por dia e não tem dívida.

Não importa se o cara de Harvard gasta centenas de dólares
tomando McCallahan’s 18 anos todas as vezes em que sai pra balada. Pra Oxfam, ele
é mais pobre que o camponês indiano.

Ainda segundo essa metodologia, quando você compra um
jatinho você se torna imediatamente mais pobre. Como? Você acaba de assumir uma
dívida de 25 milhões de dólares (incluindo juros) e adquiriu um patrimônio de
valor de mercado de uns 20 milhões de dólares. Logo, você está 5 milhões de
dólares mais pobre.

Para a Oxfam, quem viaja de jatinho usando financiamento é
mais pobre do que quem viaja de ônibus pagando à vista.”

Isso faz sentido pra definir quem é pobre e quem é
rico?

A:
Você acredita que o estado causa
desigualdade de renda?

O
estado pode aumentar ou reduzir a desigualdade, a depender do desenho da
política pública. No Brasil, a estrutura tributária, por ser excessivamente
prevalente em impostos sobre o consumo (que incidem desproporcionalmente sobre
os mais pobres, já que estes em geral consomem uma parte maior de sua renda),
contribui para aumentar a desigualdade. Além disso, diversas políticas
específicas beneficiam diretamente os mais ricos.

O
BNDES concede empréstimos a juros subsidiados e, em seu portfólio, a imensa maioria de seus beneficiários são aquelas empresas com
faturamento maior que 300 milhões de reais por ano
. Além disso, políticas
como universidades estatais financiadas por impostos funcionam como transferência de renda para os mais ricos e
ajudam a perpetuar as desigualdades
. Historicamente, não é muito difícil
ver como o governo em diversas instâncias transferiu dinheiro de pobres para
ricos. É só pensar no caso mais explícito desse comportamento, quando o
governo, em plena Grande Depressão, comprou café dos grandes agricultores e
queimou os grãos manter o preço do café alto nos mercados internacionais. Neste
caso (como nos dois anteriores), o governo estava tirando dinheiro do
contribuinte pobre e dando ele para a elite. Por outro lado, políticas
focalizadas que beneficiam diretamente os mais pobres (como o Bolsa Família),
podem ajudar a reduzir a desigualdade.

É
interessante que pessoas com diferentes ideologias concordariam com a noção de
que o governo não deveria transferir renda de pobres para ricos. Por isso, é
possível alcançar um consenso político que ajude a reduzir as desigualdades.
Para tanto, é importante que a sejam cortados subsídios de cima para baixo
(começando por aqueles que transferem dinheiro de pobres para ricos) e seja
desburocratizada a economia de baixo para cima (porque, em geral os mais ricos,
armados com exércitos de advogados e contadores, têm mais capacidade para
contornar as regulações que dificultam o empreendedorismo do que o Manuel da
Padaria e a Dona Maria, que têm um ateliê de costura).

A:  A
desigualdade de renda causada pelo processo de mercado é algo ruim? Isso afeta
a questão de incentivos em uma economia? Alguns teóricos, por exemplo, alegam
que a grande falha do socialismo seria a questão dos incentivos. 

CG:
A primeira coisa a se entender é que nem todas as desigualdades são iguais. Às
vezes, quando o ponto de partida é muito ruim, a desigualdade é simplesmente
fruto da melhoria de vida de algumas pessoas. Angus Deaton, que ganhou o Nobel
de Economia ano passado, traz um exemplo interessante em seu
livro mais recente
: imagine que, dentre 100 judeus em um campo de
concentração, dez conseguem fugir. Isso causou uma desigualdade, já que agora
alguns estão em liberdade e outros não. Mas isso não seria uma situação
inerentemente pior à situação de plena igualdade em que todos estavam no campo
de concentração? Talvez essa desigualdade inicial dê esperança para os que lá
ficaram e faça com que eles fujam.

Por
outro lado, talvez os guardas punam os que ficaram para desestimular fugas
futuras. De todo modo, não há nada óbvio em relação à desigualdade. Ela pode
ser boa ou ruim: sempre depende.

Desigualdade
é como colesterol: há uma boa e outra ruim. A boa é aquela que deriva dos
talentos, esforços e inventividade das pessoas e gera bons incentivos. Quando
alguém cria valor para os outros ela deve ser recompensada por isso — porque
isso gera dinamismo econômico, inovação e menos pobreza (pense no arquétipo do
Steve Jobs). Se ela não for recompensada, ela não vai ter incentivo pra
continuar inovando.

A
ruim é aquela de uma sociedade estamental — de comando e controle –, onde as
pessoas não enriquecem por causa de sua inventividade ou pelo valor que geram
para à sociedade, mas pelos privilégios que têm junto aos poderosos (pense no
arquétipo de Eike Batista).

Temos
de corrigir as desigualdades injustas que existem no mundo — e elas existem em
demasia. Mas para isso precisamos de análise séria. E não retóricas travestidas
de números.

A:  Um
estudo sensacionalista como esse pode gerar uma grande repercussão política.
Mises sempre defendeu que as ideias são a chave para a evolução de uma
sociedade. Como explicar para o público de forma mais simples que esse estudo
não reflete a realidade da sociedade mundial?

CG:
O primeiro passo é reconhecer que, pra imensa maioria das pessoas, desigualdade
naturalmente incomoda. Por exemplo, há evidências de experimentos em psicologia
social que mostram que crianças preferem ficar sem doces a ver a outra criança na sala
arbitrariamente ganhar uma quantidade desproporcionalmente maior de doces
.
Por isso, se as pessoas acreditarem que a elas está sendo negada a oportunidade
de conseguir vencer na vida por motivos injustos (por exemplo, por causa de
elites que compram o apoio de políticos com doações eleitorais ou que proíbem
que negros tenham acesso a boas escolas de brancos), elas vão se sentir
revoltadas. Isso é natural.

O
ponto mais importante, portanto, é mostrar que a melhor maneira para evitar que
elites políticas e econômicas cooperem para manter seus privilégios é retirando
o poder político das mãos delas — e descentralizando as decisões nas mãos da
sociedade por meio do sistema de preços. Sempre que políticos tiverem muito
poder, os ricos terão incentivos para comprá-los. E, na medida em que tivermos
uma economia descentralizada e dinâmica, as eventuais desigualdades de
resultados provavelmente não serão percebidas como injustas pela maioria da
população — pois seria a tal desigualdade “boa” mencionada
anteriormente.

Durante
toda a década de 1990 a desigualdade aumentou nos EUA, mas pouco se falava
sobre isso. Por quê? Porque a maioria das pessoas via suas vidas melhorarem:
elas tinham maior renda e consumiam mais. Elas não se sentiam injustiçadas pelo
processo político e pela falta de oportunidades econômicas.

Hoje,
como uma boa parte das pessoas viu sua renda estagnar e percebe que todos os
ganhos têm sido apropriados por uma parcela pequena da população, elas se
revoltam.

O
debate, portanto, não reside necessariamente em negar a existência de
desigualdades (em diversos países ela de fato está aumentando), mas em como
caminhar na direção de um modelo que evite desigualdades injustas.

A:
Vivemos o melhor momento da humanidade
em qualidade de vida. Porém, ONGs como a Oxfam, entre outras, tendem a projetar
uma catástrofe, agitando por uma mudança no sistema. Você acredita que o
sistema econômico geral internacional precisa mudar? E em caso positivo, para
qual direção?

CG:
Certamente vivemos numa era sensacional. As perspectivas é que testemunhemos o
fim da pobreza absoluta no decurso das nossas vidas. Além disso, a mortalidade
infantil está caindo, a expectativa de vida está aumentando e a escolaridade
média de meninos e meninas está subindo — dentre muitos outros indicadores
sociais — na imensa maioria dos países. Bilhões de pessoas saíram da pobreza
e, como o aumento na renda delas foi maior do que nos países ricos, a
desigualdade total no mundo tem caído.

Muitas
dessas mudanças se intensificaram nos últimos 40 anos, quando partes antes
remotas do mundo — como diversas partes da Índia e da China — foram
integradas à economia global. A mudança necessária é uma expansão dessa
integração para áreas que ainda estão no gérmen desse processo — como a África
Subsaariana.

Existem
diversos problemas recentes de exacerbação das desigualdades nos países
desenvolvidos — e é por isso que estudos como os da Oxfam têm tanta
repercussão. Mas, numa perspectiva global, não há dúvidas: o mundo está se
tornando mais rico, mais justo e mais igual.

(fim
da entrevista)

 

Ao
saber que não eram só os austríacos que consideravam o relatório um disparate,
fui dormir tranquilo. Afinal de contas, amanhã posso enriquecer uma criança
doando a ela apenar um dólar.

A
esquerda conseguiu seu objetivo: nunca ser um salvador da humanidade foi tão
fácil.

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45 comentários em “Classificar o “Relatório da Desigualdade” da Oxfam de farsa seria pouco”

  1. A conta que ninguém faz: quanto dá essa $ toda, dividida pela população mundial inteira? Sim, porque da forma como colocam, dá a impressão que essa distribuição equalitária resolveria todos os problemas. Pois é…não dá não. A divisão dá por volta de 225 dólares por pessoa. O que isso resolve, à médio, longo prazo? Nada. Mas as empresas deles existindo…

  2. Mauricio Amorim Gurgel

    O pior não é isso, mesmo considerando que essas pessoas são bilionárias e tal desigualdade, o que importa é a melhoria da qualidade de vida dos outros 99% nas últimas décadas.

    O Bill Gates, Steve Jobs, Mark Zuckberg e vários outros melhoraram e mudaram a vida de milhões de pessoas, geraram empregos direta e indiretamente com suas empresas.

    Quantas pessoas não ganham dinheiro graças ao fato de ter um computador particular ou que promove o seu trabalho ou vendas através do Facebook?

    Ninguém fica rico sozinho tem toda uma cadeia de acontecimentos em volta de cada empresa que surge e toma proporções mundiais.

  3. Esse relatório da OXFAM vem a calhar para aqueles que vaticinam o fim próximo do capitalismo. Suas conclusões, todavia, afrontam os fatos quando,na média, o mundo está melhor como aponta uma miríade de indicadores. A fome está regredindo, as doenças estão sendo debeladas, o nível de educação está se elevando e as mulheres estão expandindo sua participação em todos os aspectos da vida social.

    O estudo comete, ainda, o mesmo erro de Thomas Pyketti ao usar o conceito de riqueza líquida para provar o crescimento da concentração de riqueza no mundo e preconiza, também,a mesma terapêutica para eliminar a desigualdade: expropriar aqueles que têm mais.

    Todos os países ou sistemas econômicos que tentaram acabar com a desigualdade tudo que conseguiram foi acabar com a liberdade. Vide a antiga União Soviética, Cuba, Coreia do Norte e outros países socialistas.

  4. Além de tudo que foi dito no artigo deve-se considerar que quantidade monetária não é medida de riqueza e nem mesmo de valor (apenas indiretamente via trocas).

    Como ilustração mais fácil para rebater o sensacionalismo do estudo é só imaginar que essas 62 pessoas não estão comendo mais comida em quantidade total do que a metade da população, não estão consumindo mais transporte (de trasporte escolar até mesmo viagens de avião) do que a metade da população e por aí vai.

  5. Mateus Bernardino

    A parte boa do artigo foi a necessidade de entrevistar o Carlos Goés pra obter um desencargo de consciência :).

    Em todo caso, o trecho em que se faz alusão ao colesterol me traz um sentimento bastante particular:

    “{3} Ao expor esta ideia apenas não fazemos mais do que direcionar a atenção dos estudiosos para causas que eles frequentemente marginalizam. Gostaria de relembrar no entanto que, embora rejeite copiosamente grande parte destes diagnósticos que associariam as desigualdades a todos os males sociais, e acredite que a existência de diferenças de renda não seja a priori um problema, e que a igualdade material não seja um objetivo moralmente defensável, economicamente realizável ou politicamente desejável; penso que assim como acontece com o colesterol em nossa massa corpórea ou, dito de outra forma, a gordura que acumulamos em nosso corpo, é possível que existam boas e más diferenças de renda.”

    https://mateusbernardino.wordpress.com/2014/08/10/o-governo-e-o-mais-negligenciado-motor-de-desigualdades/

  6. Esses estudos que manipulam as estatísticas apesar de serem flagrantemente mentirosos para pessoas com inteligência e que buscam a verdade ainda assim alcançarão seu objetivo.

    O objetivo desse estudo é:
    Convencer a maior parte da população de que o capitalismo é mal e só o estado os salvará, garantindo assim apoio ao estatismo.

    Por que o objetivo será alcançado:
    Porque a maioria das pessoas não está disposta a perder tempo analisando se a informação que chegou à elas é verdadeira ou falsa, já que elas são burras demais para não caírem feito patinhos na falácia da autoridade. E para essas pessoa uma ONG britânica continuará correta MESMO APÓS elas ouvirem argumentos racionais provando que ela está errada. A maioria das pessoas seguem sua própria emoção e não sua própria razão.

    Por isso quando vejo alguém sofrendo por causa do estatismo eu não fico com pena eu fico neutro.
    Pois não há como eu saber se ele contribuiu para o próprio sofrimento ao seguir as próprias emoções e com isso apoiar o estatismo. Sendo que o mais provável é que ele tenha contribuído para o estatismo contribuindo assim para o próprio sofrimento.
    E o pior é que esses infelizes além de contribuírem para o próprio sofrimento contribuem para tornar a minha vida mais difícil.

  7. As escolhas ruins que alguém toma na vida, é culpa do capitalismo.

    Está é minha conclusão após trabalhar alguns meses ao lado de pessoas mais pobres economicamente e intelectualmente. A vida de um pobre trabalhador gira em torno de gastar energia no emprego, e logo depois de alguma forma tentar compensar esse tempo que foi roubado pelo capitalismo. Muitos caminham para as drogas ou bebidas alcoólicas em busca dessa compensação rápida (pois lembre-se novamente o capitalismo roubou cerca de 9 ou 10 horas do tempo do homem médio).

    Ao fim de um mês, eu me via com 700 reais na mão, resultado do capital. Como sou intelectualmente superior, logo não cai na armadilha do capitalismo, e resolvi colocar em teste o sistema capitalista. Será mesmo que um pobre, pode se tornar rico se trabalhar muito? A resposta é não.

    Alem da alienação do capital que suga o seu tempo, e te obriga a gastar o pouco que tem em coisas banais que compensam rapidamente como drogas, consumismo, comida e etc. O capitalismo tem outra faceta ruim para os mais pobres: Ele impossibilita, que alguém com salario minimo, se torne um investidor ou empreendedor de forma legalizada. Isso mesmo, não existe nenhum investimento que caiba na carteira de um pobre trabalhador, não existe investimento de 200 reais por exemplo.

    Mas você pode argumentar que existe o Flavio Augusto, que era pobre e se tornou rico através do capitalismo…(novamente o capitalismo está mentindo para você):Flavio Augusto sempre foi classe média, teve a oportunidade de ter um curso pago pelos pais, aprendeu rapidamente a arte da mentira capitalista (conhecida como vendas) e se saiu muito bem neste sistema podre, veja a legião de alienados que ele carrega. Este é o poder do capitalismo, ele não está na essência, mas na arte de influenciar.

    Para o homem comum, resta apenas o consumismo e a alienação (agradeça a Flavio Augusto). Assim eu chego a conclusão, que as escolhas ruins que alguém pobre faz, não pode ser culpa dele indivíduo, mas sim do capitalismo, pois este mesmo capitalismo o alienou e tirou suas oportunidades de crescer.

    O capitalismo roubou o seu tempo e te deixou sem um norte na vida.

  8. A questão é saber se estes bilionários tem tanta produtividade que justifique seus rendimentos.
    Quando que o Mises vai fazer um texto especificamente sobre o petrolão e o nosso capitalismo de compadrio.
    Marcelo Odebrecht é uma “vitima do sistema” ou um agente da corrupção.
    Que liberais são estes que amam um subsídio (Gerdau).

  9. O capitalismo é a forma que a sociedade encontrou de se organizar economicamente, não foi imposto, ele originou-se de um processo natural. O que realmente é nefasto é o governo e suas esferas interferirem no ambiente de negócios das pessoas, empresas etc, criando artificialismos e bloqueando a entrada de mais pessoas/empresas em certos mercados, o que diminui muito a qualidade dos produtos e eleva os preços, enfim, quem perde são os mais pobres. Políticas públicas atrapalham o desenvolvimento.

    Vou contar um caso que tenho observado de perto: o pessoal mais novo, da classe economicamente mais baixa e dos subúrbios, perdeu o espírito trabalhador e aguerrido dos avós; só querem saber de festas, drogas e curtição, isso tudo porque acreditam que o Estado proverá para eles no futuro uma renda mínima, uma saúde básica, uma aposentadoria, então eles não pensam em empreender, em inovar, em entrar no mercado de trabalho e fazer as coisas diferente. Quero dizer, quem cria este ambiente nefasto são as políticas públicas, supostamente com a crença que podem resolver os problemas sociais.

    Não há saída, ou o pobre trabalha ou ficará em situação pior. Trabalho sempre existirá, o que falta é um ambiente propício para se trabalhar, inovar, livre dos grilhões do Estado e suas exigências insanas. Capitalismo não tem nada a ver com pobreza, capitalismo na realidade é solução para pobreza, quem atrapalha é o próprio Estado e seus grupos de interesses, seja ele federal, estadual ou municipal.

    Eu vejo com muita preocupação isso, principalmente nos guetos das cidades, quando volto do serviço o ônibus passa por diversos bairros, e posso observar todo dia uma turba desocupada, o dia todo bebendo e vadiando, meninas de 16 anos grávidas, muitas vezes vivem drogadas postando no facebook fotos de maconha e de amigos presos; e houve incentivos para que se tornassem assim; o Estado os fez acreditar na ideia que serão remediados com renda mínima, transferência de renda, aposentadoria básica, parasitismo…. A situação é preocupante, o futuro é sombrio, pensem bem, se vocês considerarem que mais gente assim fará parte da maioria não haverá pagador de impostos que aguente bancar esse fardo. Por isso eu sempre dou o conselho de se preparar para o futuro, guardando dinheiro e cuidando da saúde, não haverá aposentadoria digna em alguns anos, nem saúde básica haverá, é um prognóstico ruim, mas essa situação é insustentável, o povo deve aprender a cuidar individualmente de si, sem esperar nada de governos. Isso tem que ser abordado nas escolas e nas periferias.

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