À exceção dos governos de Margaret Thatcher e
Augusto Pinochet, as grandes reformas liberais e os grandes atos de
desregulamentação implantados nos séculos XX e XXI ocorreram, ironicamente, sob
governos de esquerda — ou que ao menos se declaravam como de esquerda.
Jimmy
Carter
Pouco crédito lhe é dado, mas foi Jimmy Carter quem
iniciou todo o processo de desregulamentação da economia americana. Ronald Reagan, seu sucessor, apenas deu
continuidade (o que não tira o seu mérito, ao contrário).
Por exemplo, foi Carter quem desregulamentou o
setor de transportes aéreos. Até a década de 1970, os preços das passagens
aéreas nos EUA eram controlados pelo governo, que também concedia monopólios
sobre determinadas rotas para determinadas companhias aéreas — as extintas PanAm e TWA lucraram os
tubos com essa regulamentação — e impedia a entrada de novos concorrentes.
O mercado aéreo americano era extremamente regulado
e protegido, beneficiando os grandes e mantendo de fora os pequenos.
Carter então aboliu, em 1978, a Civil Aeronautics
Board — agência reguladora que controlava todos os aspectos do mercado
aéreo americano –, permitindo, pela primeira vez, a livre concorrência no
setor. Preços passaram a ser
determinados pelo mercado — e
despencaram — e outras empresas passaram a poder ofertar seus serviços
para todas as rotas existentes.
Foi Carter também quem desregulamentou o setor de
transporte de cargas por caminhões e trens.
Carter aboliu a Interstate Commerce Commission —
agência reguladora que controlava todo o mercado de transportes de carga — e
assinou o decreto Motor Carrier,
o qual desregulamentou por completo toda a indústria de caminhões de transporte
e permitiu total liberdade de preços e de concorrência para o setor. Não foi à toa que o Teamster’s Union — poderoso sindicato dos caminhoneiros liderado
pelo famoso Jimmy Hoffa, e que usufruía um quase-monopólio do transporte de
cargas — declarou
apoio a Reagan nas eleições de 1980, tão revoltados ficaram com a perda do
quase-monopólio.
Foi Carter também quem nomeou
o juiz que quebrou o monopólio da telefônica AT&T, monopólio esse
concedido pelo governo americano ainda em 1913, pois o serviço era
considerado um “monopólio natural”. A
AT&T até então controlava todas as chamadas de longa distância.
Finalmente, foi Carter quem, em agosto de 1979,
nomeou o durão Paul
Volcker para o Fed — até hoje considerado o melhor presidente que a
instituição já teve –, que subiu a taxa básica de juros
para 20% e, com isso, conseguiu quebrar
a espinha da estagflação americana.
Todas essas medidas geraram frutos no governo
Reagan.
Agora, será que o esquerdista Carter desregulamentou
mercados, aboliu agências reguladoras, brigou com sindicatos, e nomeou o falcão
Volcker para o Fed por ideologia e convicção?
Obviamente que não.
Ele teve de fazer tudo isso justamente para evitar
um colapso econômico. À época, os EUA
viviam uma permanente estagflação — decorrente da abolição
do que restava do padrão-ouro –, de modo que abolir monopólios, permitir a
livre concorrência e gerenciar a moeda de forma mais rigorosa eram as únicas
opções viáveis. Ou ele fazia isso ou ele
entraria para a história como o presidente que deixou a economia ser destruída.
Roger
Douglas
Talvez o mais mundialmente famoso exemplo de um
governo de esquerda que teve de adotar abrangentes medidas liberais e
desregulamentar vários setores da economia seja o governo trabalhista eleito
em 1984 na Nova Zelândia.
Na década de 1980, a Nova Zelândia, que até então
fora um país rico (ao final da década de 1950 era a terceira maior renda per
capita do mundo), havia se tornado um país relativamente atrasado (a renda per
capita era igual às de Portugal e Turquia), estagnado e sem grandes
perspectivas. A economia era engessada, fechada, protegida e ineficiente. Um grave
déficit orçamentário e uma inflação
de preços em dois dígitos completavam o quadro.
E então, em meados da década de 1980, um governo de
esquerda fez o inimaginável e adotou medidas contrárias à sua ideologia:
redução de privilégios, abolição de tarifas protecionistas, abolição completa
de subsídios, redução de impostos, redução de gastos, desregulamentação de
todos os setores da economia, e, principalmente, forte redução da máquina
pública, com a abolição de vários ministérios e a demissão de vários
funcionários públicos, os quais rapidamente encontraram emprego no setor
privado.
Telecomunicações, empresas aéreas, esquemas de
irrigação, serviços de informática, gráficas governamentais, empresas de
seguro, bancos, ações, hipotecas, ferrovias, serviços de ônibus, hotéis, empresas
de navegação, serviços de assessoramento agrícola — tudo o que era estatal foi
vendido. A produtividade disparou; os custos caíram. (Veja todos os detalhes aqui).
De uma hora para outra, a Nova Zelândia se livrou de
seus parasitas e escancarou as portas da oportunidade para que produtores e
empreendedores pudessem criar riquezas e aumentar o padrão de vida de todos os
neozelandeses.
Por que um governo de esquerda fez isso? Porque estava acossado pela realidade
econômica. Não havia espaço para aventuras. O orçamento já estava dizimado, a dívida pública
estava alta, a
moeda estava se desvalorizando rapidamente e a inflação de preços já
estava em quase 17%. Não havia
alternativa senão a racionalidade.
Décadas
de 1990 e 2000
As décadas de 1990 e 2000 foram pródigas em exemplos
de governos de esquerda adotando o racionalismo econômico.
Tony
Blair
Foi sob um governo trabalhista — de Tony Blair —
que o Banco Central da Inglaterra adquiriu
independência efetiva para determinar os juros. Até então, quem determinava os juros era o
ministro da fazenda britânico (o qual, como tudo que é britânico, recebe o
pomposo nome de Chanceler do
Exchequer).
O governo trabalhista, que voltava ao poder após 19
anos de governo Conservador — e que, da última vez em que esteve no poder, na década
de 1970, levou a inflação
de preços para 25% — teve de tomar essa medida para evitar a grande
inquietação do mercado financeiro, que temia a volta das políticas inflacionistas
dos trabalhistas. Os trabalhistas
tiveram de abrir mão do poder de estipular a taxa básica de juros e delegar
este poder a um Banco Central independente.
Gerhard
Schroeder
Na Alemanha, foi o social-democrata
Gerhard Schroeder, primeiro-ministro de 1998 a 2005, que, para controlar um
crescente
déficit orçamentário e reduzir um
desemprego que chegava a 12% e que era um dos maiores da Europa (maior
até mesmo que o da França à época), adotou várias medidas que desagradaram
em cheio a sua base de apoio: chamada de Agenda 2010, Schroeder
desceu a tesoura no até então generoso estado de bem-estar alemão, fazendo
cortes em vários programas como seguro-desemprego (cuja concessão se tornou bem
mais rigorosa e a duração foi encurtada), previdência e até mesmo na
saúde.
Pecado dos pecados, flexibilizou o mercado de
trabalho e reduziu as alíquotas do imposto de renda de pessoa jurídica (de
56,8% para 38,7%) e de pessoa física (de
57% para 44,3%).
Schroeder, talvez por ter adotado tais medidas
impopulares já no final de seu mandato — janeiro de 2005, sendo que as
eleições seriam em novembro daquele ano –, não apenas não colheu os frutos de
suas reformas, como ainda foi punido pelos seus eleitores nas urnas.
Foi Angela Merkel quem colheu os louros: o
desemprego alemão caiu
de 12% para 4,5%, um dos menores da Europa.
E o orçamento
ficou equilibrado.
François
Mitterrand
Na França, as principais
privatizações do país ocorreram no governo do
socialista François Mitterrand: a Compagnie Générale d’Electricité (que se
tornou a Alcatel), o banco Paribas, o banco Société Générale e a rede de
televisão TF1.
Por que o governo socialista fez isso? Acossado por uma economia estagnada —
causada pelas políticas
intervencionistas inicialmente adotadas por Mitterrand — e por sérios
problemas financeiros, o governo tinha de conseguir receitas de algum lugar
(dado que a carga tributária já era elevada).
Bill
Clinton
No entanto, ninguém supera Bill Clinton.
Tendo feito uma campanha prometendo aumento de
gastos, reforma do sistema de saúde e mais políticas sociais — os EUA ainda
viviam os
efeitos da recessão de 1991 –, Clinton, tão logo assumiu a presidência,
enfrentou um problema semelhante ao que enfrentou Tony Blair: a desconfiança do
mercado financeiro.
Imaginando que o presidente democrata faria jus às
suas promessas de campanha, e com o Congresso controlado por Democratas ávidos
por mais gastos, inclusive com a intenção de reformar o sistema de saúde
americano, tornando-o
mais socialista, os investidores reagiram de acordo: começaram a se livrar
dos títulos do governo americano, vendendo-os em grande volume.
Consequentemente, os juros dos títulos de 10 anos saltaram
de 5,2% para 8% (uma exorbitância para os padrões americanos).
Acossado por essa perda de credibilidade — episódio
esse que ficou conhecido como a ação dos “bond vigilantes” (“justiceiros
dos títulos”) –, e com mais dificuldade para ter seus déficits financiados,
Clinton fez uma guinada surpreendente em sua política econômica: sob a
orientação de Robert Rubin
(um dos melhores secretários do Tesouro que os EUA já tiveram), Clinton passou
a demonstrar uma invejável — e até hoje inigualada — austeridade fiscal: foi
o único presidente americano desde a década de 1950 a
apresentar um orçamento com superávit nominal.
Mais ainda: para desespero de sua base de apoio,
Clinton fez uma abrangente
reforma do estado de bem-estar social, cortando benefícios e adotando quase
que integralmente uma
plataforma dos Republicanos. Dentre
outras coisas, a concessão de seguro-desemprego foi endurecida e os prazos
foram encurtados. Mães solteiras que
tinham filhos e que viviam de assistencialismo tiveram de voltar a trabalhar.
Houve uma revolta na base aliada por causa da adoção
dessas políticas, e alguns auxiliares próximos a Clinton pediram demissão e foram
à imprensa se posicionar publicamente contra a medida. Em vão.
Ainda mais famosa se tornou a frase de Clinton,
pronunciada durante o seu “Discurso
sobre o estado da União“, em 1996: “The
era of big government is over” (“A era do estado grande acabou”).
Para completar, Clinton ainda reduziu o imposto sobre
ganhos de capital, descentralizou
os limites de velocidade nas rodovias americanas (passando essa atribuição,
que até então era do governo federal, para os estados), e reduziu
o número de burocratas na Casa Branca.
Quando Clinton assumiu a presidência em janeiro de
1993, os gastos do governo equivaliam a 22,1% do PIB. Quando saiu, em janeiro de 2001, estes haviam caído
para 18,2% do PIB.
(Melhor do que Clinton, só Warren G. Harding, o
presidente cujas políticas fizeram com que a grande depressão ocorrida no ano
de 1920 terminasse tão rapidamente,
que hoje ninguém fala nada sobre ela).
Não é à toa que o economista Steve
Hanke rotulou Clinton como “o rei do
aperto fiscal“.
E a economia americana, durante os anos Clinton, apresentou
uma prosperidade invejável, crescendo
acima de 4% durante 5 anos seguidos, com o desemprego
caindo de 8% para 4% e com um número
recorde de pessoas empregadas em relação ao total da força de trabalho disponível.
Lula-Palocci
De certa forma, também temos um exemplo. Como explicado em maiores detalhes neste artigo, a
desconfiança dos mercados em relação a Lula tão logo ele assumiu a presidência
obrigou sua equipe econômica a fazer um ajuste fiscal e a adotar medidas
econômicas ortodoxas em um grau ainda maior do que teria sido exigido de um
presidente mais liberal.
O então Ministro da Fazenda Antônio Palocci montou
uma equipe econômica formada exclusivamente por técnicos, sem nenhum quadro do
PT ocupando os grandes cargos. Nomes renomados como Joaquim Levy (sim, o
próprio), Marcos Lisboa e Murilo Portugal foram pra Fazenda, ao passo que o
banqueiro Henrique Meirelles acompanhado de Alexandre Schwartsman, Ilan
Goldfajn e o durão Afonso
Beviláqua (que queria um IPCA próximo de 3%) foram para o Banco
Central.
Essa equipe econômica, justamente para restaurar a
confiança do mercado em um governo de esquerda — o dólar
havia disparado de R$ 2,50 para R$ 4, e os juros cobrados pelos
investidores em alguns títulos chegaram
a incríveis 32,5% –, teve de adotar uma política econômica extremamente
ortodoxa, baseada no cumprimento de contratos, na liberdade de preços, em uma
política fiscal austera, na elevação do superávit primário para 4,25%
do PIB (hoje é necessária muita maquiagem contábil pra se chegar a 0,5%),
e em uma política monetária dura e restritiva (a
SELIC foi elevada para 26,50%), garantida por um Banco Central com total
autonomia operacional.
Uma vez implantada essas políticas, todas elas mais
rigorosas que as do governo anterior, a confiança começou a voltar ao mercado.
Conclusão
Tendo tudo isso em mente, pode-se concluir que o
mercado financeiro — principalmente os “justiceiros dos títulos”, como aqueles
que acossaram Bill Clinton — é um poderoso instrumento para manter alguma
restrição sobre governos que ameaçam degenerar para o populismo.
Em alguns casos, a pressão sobre o governo — e o
temor deste em perder o controle da situação, vendo os juros sobre seus títulos
subirem e, com isso, tornarem o déficit extremamente caro para ser financiado
— se torna tão grande, que um chefe de governo eleito com uma plataforma de
esquerda acaba tendo de adotar medidas ainda mais ortodoxas do que aquelas que
seriam adotadas pelo seu oponente mais liberal.
Ao passo que o mercado financeiro estaria satisfeito
com “reformas meia-boca” adotadas por um governo mais pró-mercado, este mesmo
mercado acaba exigindo de governos com tendências populistas a adoção de
medidas ainda mais ortodoxas e liberais apenas para lhe devolver a confiança.
E dado que governos de esquerda contam, ao menos em
teoria, com o apoio de sindicatos e demais grupos sociais, acaba sendo mais
fácil para eles adotar medidas ortodoxas do que seria para um governo mais
liberal.
Estaria eu dizendo que a dupla Dilma-Barbosa seguirá
esse mesmo roteiro? Não sou tão
ingênuo. Mas uma coisa é certa: aquele
cenário favorável que Lula usufruiu quando abandonou a ortodoxia e adotou
políticas mais populistas — um dólar mundialmente
fraco, o qual permitia que expansões do crédito e aumento de gastos não se
traduzissem imediatamente em inflação de preços — não mais está
presente.
No atual cenário de dólar mundialmente forte, o
espaço para aventuras populistas do atual governo Dilma é praticamente mínimo:
qualquer medida heterodoxa e populista adotada irá imediatamente se traduzir em
desvalorização do real perante o dólar, aumento da inflação de preços e aumento
dos juros exigidos pelos investidores para financiar os títulos de longo
prazo.
(Atualmente, estes juros estão
variando entre 16,30% e 16,60%, sendo que, no auge do entusiasmo com Levy,
chegaram a estar entre
11,70% e 12,40%.)
A situação é agravada pelo fato de que o atual
governo não usufrui mais nenhuma confiança ou prestígio perante os mercados
mundiais — ao contrário do governo Lula, que, após seguir políticas econômicas
ortodoxas de 2003 a 2008, ainda tinha grade prestígio e era visto como
responsável e confiável quando
reverteu sua postura em 2009.
Ou seja, caso Nelson Barbosa queira ter algum
refresco dos “justiceiros dos títulos” — e ele precisa deles para financiar os
déficits do governo –, é bom ele começar a dançar de acordo com a música. O espaço para medidas populistas impunes
acabou.
Pode começar se inspirando em Bill Clinton.
Olá pessoal!!!
Tenho uma grande dúvida e até hoje não vi ela ser respondida ou este tema ser tratado pela Escola Austríaca:
Qual a visão da Escola Austríaca sobre a economia praticada nos países do golfo pérsico, conhecida como ‘Estado Rentista’ ou ‘Petro-islam’?!
Se alguém puder me indicar livros ou artigos sobre esse tema, agradeceria muito.
Tudo de bom!!!
Excelente artigo. Muito bom mesmo. Já havia percebido a mesma coisa.
Isso o que é descrito no artigo acontece porque é a Esquerda e não a Direita que possui o monopólio de apoio dos sindicatos e dos burocratas que querem “o bem do povo”.
Então a Esquerda desregular o mercado é muito mais fácil ser feito do que a Direita fazer.
E há também uma outro fato não dito pelo artigo:
Quando a esquerda adere a um mercado mais livre, não recebe críticas dos esquerdistas que não são comunistas.
Já quando é a direita (em nosso caso foi o social-democrata FHC que nem de direita era) que adere a um mercado mais livre, é taxada de “neo”liberal ou de estar retirando todas as “conquistas dos trabalhadores”.
O caso do Reagan e do Carter citado logo no início do artigo é um exemplo perfeito da dupla moral esquerdista. Lembro muito bem dos protestos de sindicatos contra o Reagan e quase nenhum contra o Carter, sendo que ambos aumentaram a liberdade econômica dos EUA e “retiraram direitos dos trabalhadores”.
Na minha opinião é mais fácil o governo Br se basear na Grécia, Venezuela e afins do que tomar uma medida liberal, mas a esperança é a ultima que morre..
Há também o caso de Lênin.
Mesmo sendo comunista, foi mais muito mais liberal que o Czar e desregulamentou bastante os mercados soviéticos para atrair investimentos.
“Uma vez implantada essas políticas, todas elas mais rigorosas que as do governo anterior, a confiança começou a voltar ao mercado. “
Como diriam os esquerdopatas: Mas o governo (do social-democrata) FHC era de “direita, neo-liberal, entreguista, lacaio do imperialismo, privatista, blá blá blá”.
É…quando a realidade bate a porta, não há nada “melhor” do ver os comunistas chorarem e pedirem de joelhos os “santos” investimentos aos ditos “malvados empresários”, “elite branca, paulista, fascista e reacionária”, hehehehehe!!! 😀
Viva o livre-mercado!!! \o/
Grande Leandro, boa tarde!
Ontem mesmo estava sendo travada uma discussão sobre utilizar ou não as reservas cambiais para pagar as pedaladas fiscais.
Economicamente o resultado disso é correto, posto que algumas vezes li alguns artigos e comentários onde diz que temos reservas em excesso?
Por que Clinton não conseguiu fazer sucessor? O Al Gore perdeu para o Bush em 2000. O candidato democrata até teve mais votos da população (48,4%) contra (47,9%) do Republicano, mas perdeu no Colégio Eleitoral.
Ainda assim, para um presidente que obteve um crescimento tão bom, foi uma diferença muito pequena. Aconteceu algo errado para os Democratas naquele ano?
A alguns dias acabei tomando conhecimento deste brilhante site, através do artigo O trágico legado da “Nova Matriz Econômica” – um resumo cronológico, e desde então, venho acompanhando os artigos, muito bem escritos por pessoas que conhecem e transmitem muito bem seu conhecimento. Ficam aqui o meus parabéns e um muito obrigado, pela socialização deste conhecimento.
Independente de direita ou esquerda, o governo precisa convocar o povo, ou seja, a grande massa, para o ajuste fiscal também. Por que o governo e a imprensa isenta a população, isto é, as pessoas, de suas responsabilidades?.Ex: a imprensa enfatiza a falta de creches, o governo é cobrado por tal insuficiência, contudo, as mães e pais passam por vitimas, não como legítimos responsáveis. Penso ser uma inversão total de valores. Estou certo?
Minha página: http://www.desigualdade.com
‘Foi sob um governo trabalhista — de Tony Blair — que o Banco Central da Inglaterra adquiriu independência efetiva para determinar os juros. Até então, quem determinava os juros era o ministro da fazenda britânico ‘
E que diferença isso faz sendo que no capitalismo real um país nem de banco central precisa?
Sabia que Bill Clinton,tinha sido um bom presidente,mas não tinha ideia que ele tinha sido tão bom,claro em relação a outros presidentes.
Mesmo assim não prevejo que este governo em frangalhos,tenha a racionalidade de adoptar medidas fiscais austeras,Até porque a ideologia é uma pedra no sapato para qualquer réstia de racionalidade económica.
Se depender do Deputado PTista José Guimarães (o do dólar na cueca, sempre há que se lembrar disto), teremos mais estado, como se já não tivéssemos estado grande o bastante, inflado com populismo sustentando parasitas de sindicatos, ongs, movimentos sociais e os tais mais de 400 mil cargos públicos de livre nomeação política em todas as esferas, e ao mesmo tempo o governo se sustentando desses parasitas (uma simbiose parasitária) das tetas públicas para se legitimar no poder.
Acontece que a Dilma é burra como uma toupeira e mandona como uma déspota.
Sua burrice faz com que ela não veja que não dá mais pra seguir a cartilha “progressista” de economia. E sendo a déspota do planalto ela não vai permitir que os outros façam a coisa certa.
Não é o Babosa quem decide. É a Presidenta.
Logo… não vai.
“O País precisa de mais Estado.”
Excelente artigo, para variar.
Acredito que o governo FHC poderia ser citado no texto também, afinal é social democrata e realizou diversas privatizações, a LRF e etc..
Parabéns !!
[OFF] Leandro, tem previsão pra chegada do novo site do instituto? Vi o seu vídeo apresentando ele em uma palestra e gostei do que vi.
Alguns países fazem essa guinada,
mas alguns só pioram,
vide venezuela,
e Argentina, que talvez, esteja fazendo a guinada
UM outro artigo vai em linha com esse:
aeconomianoseculo21.blogfolha.uol.com.br/2015/12/21/nelson-barbosa-sera-melhor-do-que-se-espera/
Sr. Roque, gostaria de saber a sua opinião sobre o imposto único. E por que devemos distinguir pessoa física de pessoa jurídica qto aos impostos. Sou simplista até demais, o Imposto Único pra mim é um sonho. Só de eliminar toda burocracia e vigilância, punição etc e tal (imagine não ter que declarar I.R. todo ano – acho isso o máximo da invasão/achaque/extorsão praticado por todo tipo de mequetrefe e aceito de forma natural) nota fiscal, controles e tudo mais já justifica o efeito cascata.
Qto ao Chile por que a previdencia privada aparentemente fracassou? De minha parte não considero a experiência chilena totalmente válida uma vez que foi implantada por um governo q promoveu uma ruptura pra assumir o poder e o exerceu de forma sanguinária – gostando ou não Allende ele foi eleito – por sinal o único socialista eleito pelo voto direto até então. Não sou socialista menos ainda progressista (rsrs tá na moda) mas não aceito que regras sejam quebradas, voto deve ser respeitado e impedimento é exercício da democracia – é como vejo, por isso não sei se devemos considerar as experiências ocorrida no Chile de Pinochet uma vez que foram implantadas á bala em sua maioria.
Existe uma diferença entres as esquerdas brasileiras e as esquerdas americanas ou europeias.
A esquerda de fora ainda pensa, veja a esquerda da Venezuela ou a brasileira. Tudo nesta gente é culpa dos americanos dos colonizadores europeus. Isso é de chorar. Na esquerda brasileira não sobrou lugar para a inteligência.
Leandro Roque, você é de São Paulo?
Muito obrigado por mais um artigo repleto de dados que embasarão meus argumentos pró livre mercado!
Engraçado que muitos amigos meus são de esquerda e fascistas e nem sabem, acabam pedindo um pouco mais de intervenção e que o mercado livre e sem regulamentação por parte do governo vai piorar as coisas.
Afirmam que o problema não está na agenciazinha regulamentadora, mas sim, nos burocratas que habitam esse elefante branco…..
Quando vc descobre o IMB e pertence ao funcionalismo público dá uma pontada de arrependimento, mas por outro lado, é bom que vc pode ser uma semente de idéias libertárias dentro de um ambiente Keynesiano e tentar propagar os ensinamentos austríacos!!
Vamo que Vamo!!!
Feliz Natal a todos que aqui comentam e em especial a Equipe do IMB! Mantenham a pegada porquê vcs são uns dos poucos a realmente prestarem um serviço ao público!!
Up to IMB!!
Eu também não acredito que essa dupla Dilma-Barbosa seguirá estes exemplos, acho que iremos continuar no mesmo caminho. Eles irão apenas apresentar ideias e medidas paliativas para acalmar o mercado, nada mais que isso.
Na AL, as principais reformas liberais foram feitas por governos de direita.
Diferentemente do rei Midas que quando em tudo tocava virava ouro, o PT tem o poder de tocar nas estatais e transformá-las em pó. Como se não bastasse ver a Petrobrás agonizando, os Correios também já sinalou que está no vermelho com um déficit até outubro deste ano de 1,364 bilhões. A troca de Presidente da estatal, saindo Wagner Pinheiro – PT e entrando Giovanni Queiróz do PDT, só serviu para mostrar esse quadro caótico que os Correios estão. Vale dizer ainda que, o fundo de pensão Postalis, – tem um rombo milionário de 5,6 bilhões e até o momento, essa grana não retornou integralmente para os cofres; Ora, o eis presidente Wagner Pinheiro saiu de mansinho, pegou sua malinha, foi para casa e ninguém pergunta nada para ele, porque os Correios se encontram nesta situação. Assim fica fácil qualquer zé mané ser presidente de uma estatal nesse país; basta ser afiliado do partido no poder s que tudo se resolve e pode fazer a lambança que quiser e não tem que prestar contas a ninguém por seus atos. Já o novo presidente dos Correios, senhor Giovanni Queiróz, olhou a situação que se encontra estatal e tem buscado dialogar com as bases sindicais criando um Fórum Permanente de Proposição de Melhoria de Gestão, e nem sequer ousa questionar a gestão anterior do Senhor Wagner Pinheiro. Em contrapartida, no Informativo do BOLETIM SINDICAL, foi publicado que os salários e benefícios, incluindo a previdência sejam os “vilões” responsáveis pelo déficit da empresa. Com isso, os trabalhadores seriam os responsáveis pelos péssimos resultados da empresa, enquanto a alta cúpula que tem indicação política do partido ficam ilesos das responsabilidades pela má administração. Vale citar aqui aquela música do Gaúcho da Fronteira: "Parece que a noiva é a mesma, só mudaram o penteado; entra Juca e sai Manuca e baile sempre formado".
Ocorre que a esquerda mudou de tática. Resolveu atacar pela via gramsciana.
ARTIGO EXCELENTE.
Reformas liberais ou reformas de austeridade???
goo.gl/P0ZqHK
Olhem a diferença do Miller pro Volcker: enquanto o primeiro se preocupou exclusivamente com o crescimento econômico dos EUA, o outro sedento por austeridade e notoriamente ultra-hawk(o que eu considero como uma insanidade) elevou as taxas de juros à níveis irresponsáveis -o que causou uma contração violenta no PIB.
A elevada inflação durante o período Burns/Miller se deve a uma reação natural do mercado pelo superaquecimento da economia americana em um período onde a demanda agregada estava sendo estimulada.
E não para por aí: tão logo o saudoso Greenspan foi nomeado, e as taxas retornaram ao patamar natural e, consequentemente, a economia voltou a crescer robustamente(como pode-se notar de 1979-1990), se recuperou da crise do início dos anos 90 e cresceu até o início dos anos 2000(crise das Dot-com), com uma nova recuperação até a crise dos Subprimes. A metodologia de Greenspan se mostrou infalível desde 1979(e passou por 3 crises).
Sonho um dia em ver Krugman, Tim Geithner, Hank Paulson na fazenda e a duplinha Bernanke & Greenspan no FED. Os EUA iriam decolar…
O Brasil não é muito diferente: apresentei ontem um pacote de estímulos econômicos elaborados pelo pessoal aqui da UNICAMP(o qual apelidamos carinhosamente de Delfimnettonomics) e fui zoado não sei porque. Infelizmente o desenvolvimentismo não é bem aceito aqui…
Saudações a todos os integrantes do IMB, em especial ao Leandro Roque e ao Fernando Ulrich, os melhores articulistas.
Tão logo que comecei meus estudos sobre a atual situação brasileira, algumas questões insistem em pairar sobre a minha janela do desentendimento.
O volume excessivo de operações compromissadas que estão sendo feitas pelo Banco Central tornar-se-ão insustentáveis no longo prazo caso o descontrole fiscal não seja sanado, ou são sustentáveis? Caso seja possível, e quem se dispor a responder este comentário tenha tempo, favor explicar o que representam exatamente estas operações, pois nunca entendi muito bem.
A simples existência perene de superávits nominais é a garantia de ter-se moeda saudável e estável em caso de câmbio flutuante?
A mudança liberal não vai acontecer. Essa gente do PT gosta de distribuir ração para o povo.
Não haverá mudança nas leis trabalhistas. Não haverá redução de impostos. Não haverá privatização da Petrobras e dos bancos públicos. Não haverá desregulamentação de mercados. Não haverá austeridade fiscal. Não haverá desburocratização e reforma tributária. Não haverá encerramento de alguns serviços públicos.Não haverá demissão de funcionários públicos. Não haverá cortes nas contribuições sindicais.
No máximo, eles irão cortar investimentos, privatizar algumas coisas na área de logística, reduzir ajustes de salários, aumentar a idade de aposentadoria, etc. Apenas ajustes paleativos serão realizados.
Esse PT é desonesto e frouxo. O PSDB pegou mais de 20 bancos quebrados e uma dúzia de estatais quebradas. Eles conseguiram dar um jeito da coisa não parar, com um custo muito alto para o país.
A economia vai quebrar, porque o fanatismo e a crença no que dá errado, é uma obseção orgulhosa dessa esquerda desenvolvimentista.
O orgulho esquerdista está destruindo o país.
Alguém quer apostar que o país vai parar no começo do ano ? Teremos uma greve atrás da outra no começo do ano que vem.
Excelente apanhado, Leandro
Artigo magistral, as usual.
Uma dúvida: o perrengue que Clinton pegou foi iniciado por Reagan ou por Bush Senior? Foi aquela estratégia de aumento de gastos militares para forçar a derrocada da URSS ou a invasão do Kwait?
O Alexandre Tombini do BCB disse que os juros irão baixar, quando as pessoas tiverem educação financeira.
Isso parece piada ! Ninguém tem educação financeira pior do que o governo.
Essas metas do tripé macro-econômico estupradas pelo Tombini, já deveriam ter causado o Fatality no presidente.
Até o Ciro Gomes, conhecido como Muriçoca do Ceará, sabe que os juros e a economia dependem da austeridade, poupança, entrada de dólares e de liberdade.
Essa turma não tem limites. É bizarro ver o Ciro Gomes mudando completamente de opinião, dizendo que o japonês gosta de pagar mais caro pelo arroz japonês por questão cultural. A questão cultural é que o governo gosta de protecionismo. Protecionismo e questão cultural é só na terra do muriçoca do Ceará.
Off-Topic:Qual a posição dos libertários no que diz respeito a aposentadoria?
Essa turma não têm competência e força para mudar alguma coisa.
Uma reforma liberal poderia mudar o país em 10 anos. Por mais que o governo ficasse sem dinheiro nos primeiros anos, em 10 anos o PIB poderia crescer mais de 70% e a população teria muito mais renda. Os impostos retomariam na mesma arrecadação de hoje, mas com uma taxa de impostos reduzida pela metade, com a população mais enriquecida, com menos inflação, etc.
Não é possível que alguém acredite em crescimento baseado em endividamento do governo e em inflação. O endividamento do governo é apenas uma tranferência de dívidas para a população. Quem paga as dívidas do governo não tem a menor garantia de que irá usar esses serviços prestados pelo governo.
O Brasil já cresceu muito em pouco tempo, mas isso foi perdido com o aumento dos impostos e com a inflação. O Brasil cresceu muito quando os impostos eram 18%. Foi um espetáculo do crescimento, mas depois que veio a constituição de 88, que travou tudo com o aumento de impostos, inflação, corrupção, lobby de empreiteiras, etc.
Enfim, só uma reforma liberal pode trazer os dólares e permitir os investimentos. Não será com trabalhador pagando conta de governo que o país vai melhorar.
Meu caro Leandro: antes de tudo, um feliz Natal a todos vocês que dão vida ao IMB.
Ao fim de tudo, excelente artigo para o momento atual, com mudança de ministro e etc.
Saúde, Paz e um 2016 o melhor possível.
jcz
Excelente artigo.
Se Dilma tivesse algum compromisso com a (verdadeira) autoridade, a sinalização seria através de Meireles, alguém de quem ela não gosta.
Trazer de volta o pai desnaturado da “Nova Matriz Econômica” sinaliza que ela está “dobrando a meta”.
Feliz Natal a todos!
Pessoal, quanto se gasta para abrir um partido político atualmente?
Partido Novo nao tem nada de novo; o Liber, ao que parece ta parado, mandei email há mais de 30dias e nao obtive qualquer resposta.
Existe uma diferença entre desenvolvimentismo e terrorismo. A dirença é que o desenvolvimentismo possui o mínimo de responsabilidade fiscal.
O Terrorismo é quando o governo faz papel de bonzinho, mas na verdade só está agravando a crise e depreciando do sistema econômico.
As maiores empreiteiras do país estão enroladas com corrupção. A Petrobras está quebrando. A Previdência está consumindo uma grande parte dos impostos. O BNDES está com 450 bilhões em dívidas bruta. As greves estão aumentando.
A questão é o terrorismo econômico. Essa Dilma não é desenvolvimentista.
Isso parece normal. Se eu morasse em Cuba, eu tentaria derrubar o sistema socialista de todas as formas. É isso que a Dilma está fazendo na economia capitalista.
Enfim, poucas pessoas perceberam que a intenção é quebrar o sistema capitalista. E ainda tem alguns tontos que acreditam que ela tenta ajudar os pobres.
“O poder é como o violino: segura-se com a esquerda [discurso populista] e toca-se com a direita [práticas funcionais].”
Mas observem que nenhuma desses anglo-saxões era de extrema esquerda.
***
Leandro,
Continuo apostando na regra:
“De onde menos se espera algo, dali é que não virá nada mesmo.”
A explicação para a aparente contradição é simples: sempre que o povo se vê acossado por uma situação financeira ruim, ele tende a seguir o canto daqueles que fazem promessas mirabolantes – ou seja, o canto dos esquerdistas – e coloca-os no governo.
Uma vez no governo, os esquerdistas constatam que realmente não dá pé, e que se insistirem vão naufragar junto com o país. Sem outra alternativa, eles tomam medidas sensatas de redução de gastos públicos, esperando uma melhora na economia que os permita retomar a agenda socialista. Às vezes essa melhora só chega quando o mandato deles já terminou, e quem colhe os frutos é o governo conservador que o sucede (caso dos exemplos citados no artigo). Outras vezes, infelizmente, a situação melhora ainda durante o governo de esquerda, o que permite uma mudança de rumo (caso Lula-Dilma).
Apenas um povo ciente das vantagens de um governo que preza a racionalidade econômica coloca no poder os liberais, mesmo sem ouvir promessas mirabolantes. O povo brasileiro ainda está longe desse estágio.
Eu prefiro me manter ao lado de Edward Aloysius Murphy na questão do Sr. Nélson Barbosa:
1º) Ele (Barbosa) não vai decidir nada (e mesmo que pudesse decidir, não faria diferença);
2º) Barbosa foi um dos responsáveis pelas tais “pedaladas fiscais” e uma das causas de pedido de impeachment da atual presidente. Não é irônico que Rousseff decida colocar seu próprio algoz no cargo de Ministro da Fazenda?
3º) A “agenda econômica” adotada pelo governo de Dilma Rousseff visa somente e tão somente atender a “revolução” (que para conhecedores do assunto, é a palavra chave para oficialização do roubo), ou seja, propiciar fartos recursos ao ditos “movimentos sociais” e lavar dinheiro para a “causa revolucionária”, através de quaisquer meios. Acho desnecessário indicar que o BNDES tornou-se uma das principais ferramentas para se atingir esses objetivos;
4º) Se aparecer algum “economista” pior que Barbosa nas trincheiras petistas, certamente será indicado para ocupar o cargo caso Barbosa mostre-se muito “competente” e ao mesmo tempo “conservador”;
5º) Não existe nenhuma indicação que Barbosa fará o certo: cortar gastos e afrouxar as rédeas aplicadas ao livre-mercado. Muito pelo contrário, toda a estratégia está sendo montada já prevendo-se aumento e criação de novos impostos (CPMF), conforme ficou claro no orçamento aprovado pelo “congresso”;
Enfim, como teorizou o grande Murphy: Se existe a menor possibilidade do Sr. Barbosa fazer merda, certamente ele FARÁ merda, pois está sendo pago para isso.
Muito bom esse artigo! Essa prática – de governos de esquerda adotarem políticas econômicas de direita – é conhecida no mundo político pelo nome de “triangulação”.
Lamento apenas o fato de o artigo não haver mencionado os exemplos de triangulação mais importantes da história: a) a NEP, de Lênin; b) a abertura econômica implantada por Deng Xiaoping, na China; e c) o Doi-Moi, processo de reformas econômicas ao estilo chinês que foi aplicado no Vietnã a partir de 1986.
Eu não entendi uma coisa, se o Jimmy Carter fez várias reformas liberais e teve uma das melhores gestões sobre o Fed, porque raios ele não conseguiu se reeleger e ainda ficou marcado como um dos piores presidentes dos EUA?
É fácil para um partido de esquerda fazer tais coisas. Eles possuem o establishment midiático e intelectual, os idiotas-úteis nas universidades, os políticos em locais estratégicos e o apoio de quase todos os sindicatos.
Só precisam usar um pouquinho a cabeça mesmo e largar a ideologia de lado.
Onde estão os exportacionistas ?
Quem achou que a economia iria crescer através das exportações com a desvalorização do real, acabou quebrando a cara.
Tá e daí? Até o assassino Lênin fez algumas reformas liberais (leia sobre o NEP)… E daí? Deixou de ser comuna?
Creio que a dupla Dilma-Barbosa está mais para jogar o Brasil numa Argentina (kirchnerista) ou quiçá numa Venezuela que fazer reformas pró-mercado.
A esquerda-desenvolvimentista latino americana é muito mas muito pior que a esquerda nos USA, Europa ou na Oceania. (apenas lembrando que a esquerda nesse lugares aqui no Brasil seria considerado de direita)
Para completar o excelente artigo do Leandro, ele deveria falar que na Americana Latina nem sempre as coisas seguem a logica. Pois na Argentina parece que vai ser o governo mais liberal do Macri que vai fazer as reformas necessárias e não o governo populista da Cristina.
Temos que levar em consideração tb que o ranço intervencionista da Dilma é fora do comum. Acho muito difícil ela abrir mão desse lado negro da força, mesmo que ela não volte com uma nova matriz economia 2.0.
Eu acho que o Brasil nesses 3 próximos anos de governo do PT, vai ficar travado sem fazer nada, pois por questões ideológicas não vão querer fazer reformas liberalizantes mas vão sofrer forte retaliações caso decidam retomar uma agenda heterodoxa.
Leandro viu esse artigo do Valor Econômico, escrito pelo economista chefe na AL da S&P?:
http://www.valor.com.br/opiniao/4371392/desequilibrios-da-economia-pedem-medidas-inovadoras
“Desequilíbrios da economia pedem medidas inovadoras
Por Joaquín Cottani
O Brasil enfrenta uma situação fiscal de emergência agravada por uma recessão ampla e profunda. Se as autoridades não encontrarem uma solução rápida e eficaz para ambos os problemas, isso resultará em um crack financeiro que incluirá uma maxidesvalorização da moeda local acompanhada de aceleração da inflação e queda no produto interno bruto semelhante àquela ocorrida na Argentina em 2002. Felizmente, prevenir tal acontecimento é relativamente fácil se as medidas adequadas forem tomadas.
A emergência fiscal do Brasil tem como reflexo o crescimento da dívida bruta total do setor público, que ultrapassou os 55% do PIB em abril de 2013, chegando a 66% em setembro deste ano e caminhando para atingir 70% ou mais até o final do próximo ano. O Ministério da Fazenda, da mesma forma que muitos analistas do setor privado, enfatiza a melhora do resultado fiscal primário, sem, no entanto, advertir que tão importante como este para se determinar a dinâmica da dívida pública (e muito mais fácil de se reduzir) é, em realidade, o seu custo financeiro, que hoje absorve quase 9% do PIB. Ainda, ignorando-se as perdas incorridas neste ano pelo Banco Central do Brasil (BCB) na venda de swaps cambiais, os juros líquidos somam 7% do PIB. E, dado que a dívida líquida (diferentemente da bruta) não chega a 35% do PIB, o custo financeiro anual implícito é de 20%.
O conselho de que se deve primeiro baixar a inflação e depois reduzir os juros não ajuda a estabilizar a economia
É intuitivamente óbvio que um país que aspira ter uma inflação anual de 4,5% não pode e nem deve gerar um custo nominal tão alto para a sua dívida pública, já que, ainda que a economia cresça a uma taxa potencial anual de 2%-3% e o tipo de câmbio real seja estável, o superávit fiscal primário necessário para que a dívida líquida não cresça de forma insustentável é de 4% do PIB, que é um nível tão alto que não é crível que o governo atual ou qualquer outro que o suceda futuramente consiga atingi-lo. E ainda que semelhante esforço fiscal fosse factível durante algum tempo, fazê-lo implicaria sobrecarregar a economia com impostos ainda mais altos e distorcivos que os atuais para beneficiar a quem investe em títulos públicos em detrimento de quem investe em capital de risco.
O BCB concorda que se a economia brasileira crescesse de acordo com seu nível potencial e a inflação fosse baixa e houvesse estabilidade cambial, não seria necessário que a taxa Selic fosse de 14,25% ao ano, em cujo caso o BCB estaria disposto a baixá-la. No entanto, ele não o faz por temor de que a inflação se espiralize ao desaparecer a âncora nominal representada por uma expectativa de inflação menor que a observada. Este temor, no entanto, é infundado.
O erro de diagnóstico consiste em crer que se a taxa de inflação aumentar será difícil que logo abaixe, quando, na verdade, é que para que a inflação diminua de forma sustentável, esta primeiramente deve aumentar. Em outras palavras, o conselho de que se deve primeiramente baixar a inflação e logo em seguida (e apenas gradualmente) reduzir a taxa de juros não ajuda a estabilizar a economia por uma razão muito simples. A taxa real em níveis altos atrasa a recuperação da economia e agrava a dinâmica da dívida, o que faz com que as expectativas de inflação se mantenham altas, apesar da recessão e do desemprego, ante a possibilidade (cuja probabilidade cresce com o tempo) de que a dívida pública diminua em termos reais mediante um salto brusco e inesperado da taxa de inflação.
Tal salto ocorreria se – como foi o caso e em circunstâncias parecidas dentro e fora do Brasil -, ao não se mediar uma solução definitiva para o problema de insustentabilidade fiscal, produzisse uma corrida cambial contra os ativos líquidos em moeda local, que, no Brasil, equivalem a quatro vezes as reservas internacionais. Se pensamos que, como as coisas estão, um cenário como este é praticamente inevitável a médio prazo e a única forma de evitar sua ocorrência é, agora, atuar de forma preventiva.
?
Consciente disso, o governo central vem se esforçando para conter a redução do superávit primário, assim que este caiu quase 2% do PIB em 2013 para -0.6% em 2014. No entanto, apesar das medidas de ajuste introduzidas desde o começo deste ano, o déficit atual se mantém igual ou maior em razão da recessão. Em contraste, imaginemos o que aconteceria se o BCB se afastasse temporariamente de seu mandato anti-inflacionário e implementasse um plano baseado em três pilares: (a) suspensão imediata da venda de swaps e outros instrumentos de proteção cambial; (b) redução da taxa Selic de 14,25% para 7,25% ao ano; e (c) conversão em reservas de liquidez mínimas remuneradas à taxa inferior àquela do mercado parte do estoque de ‘repos’ que hoje fazem os bancos com o BCB.
A primeira vantagem importante de tais medidas é que estas não requerem aprovação legislativa já que são decisões autônomas do BCB. A segunda vantagem importante é que permitem acabar com o problema da insustentabilidade fiscal de forma rápida e efetiva, permitindo a rápida recuperação da economia. As análises empíricas que meu colega Elijah Oliveros-Rosen e eu temos realizado mostram que, se estas medidas forem implementadas no começo do próximo ano, o déficit fiscal cairia de 9,5% a 2,5% do PIB durante o curso de dois anos, incluindo um superávit primário de 1%.
E quanto à inflação, esta subiria temporariamente como consequência da depreciação adicional do tipo de câmbio que haveria em razão da taxa de juros e da decisão do BCB de não intervenção vendendo swaps. Mas, uma vez absorvido o efeito inicial da depreciação, a inflação começaria a diminuir, convergindo para a meta de 4,5% sempre e quando variáveis nominais como o gasto público primário e o salário médio se ajustarem menos que a inflação durante algum tempo, o que é esperado. E, o que é mais importante, a redução da inflação se tornaria sustentável a tempo, já que economia haveria começado a se expandir graças à maior competitividade externa, ao menor custo do capital e ao desaparecimento do espectro de uma dívida pública de crescimento persistente.
Joaquín A. Cottani é economista-Chefe para a América Latina da Standard & Poor Ratings Services.”
E o Collor? Também não foi dos piores… Privatizou diversas empresas públicas, fechou dezenas delas e vários cabides de emprego, realizou uma certa abertura econômica do país… Pena que ele não resistiu à tentação e “meteu a mão onde não foi chamado” e teve de sair pela porta dos fundos do governo. Mas as medidas que ele tomou não foram de todo ruins.
www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/03/1603843-analise-desvalorizacao-do-real-ante-o-dolar-faz-parte-da-solucao-para-a-crise.shtml
Se desvalorizar o real ainda mais, a economia volta a crescer, disseram eles…..
Data da notícia: Março de 2015. Vai ver ainda não deu tempo de colhermos os resultados…rs
”Sem qualquer debate com o Parlamento e a sociedade civil, o presidente argentino Mauricio Macri investiu esforços na desconstrução da regulação democrática da comunicação no país, que garantia pluralidade e diversidade na mídia.”
http://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/lei-de-meios-argentina-sofre-desmonte-autoritario-com-governo-macri
”Regulação democrática da comunicação”
Ou seja, o governo decidir o que pode e o que não pode ser transmitido é a liberdade, o justo, o certo, o moral e o que garante a pluralidade; já retirar barreiras para que novos veículos de comunicação surjam é antidemocrático, autoritário, imoral e prejudicial a diversidade.
A Carta Capital realmente é um antro de cretinos que não mereciam sequer respirar o ar que respiram.
Ou então ela pode simplesmente seguir o caminho da Argentina e Venezuela e ignorar o mercado, se afundando ainda mais na lama, ao mesmo tempo em que adota medidas autoritárias para controlar o fluxo de informação e abafar as leis e as instituições. É exatamente o que ela vai fazer se sentir que pode se safar com essa. Nossa única esperança é que ela tenha medo de perder o cargo se fizer isso. E vai depender de vários fatores, como as manifestações populares, o comportamento da imprensa e a pressão da elite empresarial brasileira. Sinceramente, nem espero que melhore. Basta não piorar muito que já tá de bom tamanho
Existem esquerdas e existem “esquerdas”. A esquerda brasileira é aquela má intencionada, burra, que não quer enxergar e não sabe administrar. É uma esquerda que se identifica com Fidel e os sonhos comunistas. Já a “esquerda” americana é simplesmente “mais a esquerda” que os Republicanos. Ambos partidos acreditam no livre mercado, na concorrência, no trabalho e direito individuais e à propriedade; a grande diferença é que os Democratas querem gastar mais com programas sociais para ajudar os menos favorecidos. Mas lá a competição é rei; aqui o partido de plantão é rei, independente de ideologia…
Leandro,
Vc realmente acredita numa guinada “liberal” da dupla Dilma-Barbosa ??? rsss
“Bancos públicos avaliam expansão do crédito
Para reativar economia, BNDES, BB e Caixa podem usar quase R$ 50 bi de devolução das 'pedaladas' fiscais”
No mais, essa medida do governo não seria inflacionista e totalmente contraria a uma politica de controle de inflação ?
Eu gostaria de saber que medidas seriam importantes para tirarmos o país desta situação. Um esboço de plano de governo.
Eu gosto da livre concorrência, o problema é que o neoliberalismo não…
exame.abril.com.br/economia/noticias/veja-em-um-diagrama-como-37-bancos-se-tornaram-4-em-20-anos
Pra que procurar? A situação é simples: 37 bancos viraram 4. Vai dizer que a culpa é de quem? Do governo? O governo proibiu a criação de bancos? O governo proibiu que bancos de fora entrassem nos EUA? O governo ”obrigou” algum banco a comprar outro branco? E ai ?
E não é que o governo de esquerda, com um Ministro da Fazenda de esquerda, anunciou hoje medidas fiscais que atacam os privilégios dos funças, suspendem contratações, congelam gastos e até mesmo colocam restrições nos gastos dos governos estaduais?
A aprovação depende do Congresso, é verdade, mas, mais uma vez, um artigo do IMB acertou na mosca. Dificilmente um governo de direita faria isso.
http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/4774063/conheca-novas-medidas-fiscais-anunciadas-pelo-governo
Dando continuidade ao que disse acima:
Demissão de servidores é estudada pelo governo, afirma Nelson Barbosa
http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/4800508/demissao-servidores-estudada-pelo-governo-afirma-nelson-barbosa
Texto excelente.
Brasil tinha que copiar ao máximo o que foi feito na Nova Zelândia. Tudo aquilo que ele poderia fazer sem precisar do Congresso e do STF, como cortar o próprio salário, fechar secretarias e agências reguladoras, não está sendo feito. Mais do que isso, é o povo que tem que clamar por isso. Se não existe uma cultura de liberdade econômica, de nada adianta. No Peru as conhecidas reformas do Fujimori foram pedidas pelo povo.
Hoje estamos tendo um fenômeno parecido, só que no México. O presidente abertamente socialista e que apoia ditaduras, simplesmente congelou contratações do funcionalismo, fechou dez ministérios e ainda vai tirar bônus natalino dos seus burocratas (além de ter reduzido o próprio salário). Ele já disse que não pretende adotar pacotes de socorro como os feitos no governo americano, pois “isso não ajuda os mais pobres”. Além disso, ele abertamente defende uma moeda forte. Talvez ele esteja fazendo tudo isso pelo traumático ano de 2019, que foi quando a economia mexicana retraiu graças às suas inúmeras trapalhadas e intervenções. E nesse ano ele fez outras, como querer construir uma ferroviária estatal bilionária e um aeroporto no meio do nada.
Aqui no Brasil, por enquanto os melhores trabalhos foram coisas como as concessões do Tarcísio, digitalização de serviços (como a velheira da carteira de trabalho) e a Lei de Liberdade Econômica. A redução das tarifas dos bens de capital não adiantou nada pois logo o câmbio desvalorizado aboliu os efeitos dessa redução.
Esse pânico que houve com a eleição do Bill Clinton estaria acontecendo agora no começo do governo Biden? Por enquanto o dólar continua forte…
Realmente um fenômeno curioso de presidentes de esquerda fazerem reformas pró-mercado em países desenvolvidos.
No México, o atual presidente tem tomado algumas posturas bastante austeras, a começar em fechar dez ministérios. Veremos como estará o México no meio de 2022. Como lá não existe reeleição, então não sei se fará alguma diferença política. Atualmente o país está entre os que menos gastaram “para combater o coronavírus”.
No Equador, o atual presidente Lenín Moreno (que era vice do Rafael Correa) começou a cortar algumas despesas.
Na parte monetária, o Evo Morales atrelou o boliviano ao dólar americano. Desde então, a inflação só tem caído, para níveis civilizados para um país mais bagunçado que o Brasil.
Engraçado que, recentemente, o governador de Nova Iorque revogou os lockdowns.
Será que agora, fosse o Haddad presidente, o Doria nunca teria imposto lockdown?
Daqui alguns anos, o artigo poderá receber atualizações… Andrés Manuel Lopez Obrador, apesar de seu desastre em políticas estatizantes (inclusive na Pemex), foi um dos governos que menos gastaram no mundo nesses últimos três anos, inclusive em 2020 (quando entregou um superávit primário de 0,1 %, com o PIB mexicano despencando forte), fechando dez ministérios.
No Peru, houve a presidência de Ollanta Humala, ocorrida entre 2011 e 2016. Esquerdista, ganhou da Keiko Fujimori por pouco. Apavorou muitos investidores. Apesar disso, foi pragmático no governo. Houve até algumas pequenas reformas do lado da oferta.
“No entanto, ninguém supera Bill Clinton.
Tendo feito uma campanha prometendo aumento de gastos, reforma do sistema de saúde e mais políticas sociais — os EUA ainda viviam os efeitos da recessão de 1991 —, Clinton, tão logo assumiu a presidência, enfrentou um problema semelhante ao que enfrentou Tony Blair: a desconfiança do mercado financeiro.
Imaginando que o presidente democrata faria jus às suas promessas de campanha, e com o Congresso controlado por Democratas ávidos por mais gastos, inclusive com a intenção de reformar o sistema de saúde americano, tornando-o mais socialista, os investidores reagiram de acordo: começaram a se livrar dos títulos do governo americano, vendendo-os em grande volume.
Consequentemente, os juros dos títulos de 10 anos saltaram de 5,2% para 8% (uma exorbitância para os padrões americanos).
Acossado por essa perda de credibilidade — episódio esse que ficou conhecido como a ação dos “bond vigilantes” (“justiceiros dos títulos”) —, e com mais dificuldade para ter seus déficits financiados, Clinton fez uma guinada surpreendente em sua política econômica: sob a orientação de Robert Rubin (um dos melhores secretários do Tesouro que os EUA já tiveram), Clinton passou a demonstrar uma invejável — e até hoje inigualada — austeridade fiscal: foi o único presidente americano desde a década de 1950 a apresentar um orçamento com superávit nominal.”
Sabendo que o Joe Biden é muito pior do que o Bill Clinton em política econômica, por que a sua eleição nos EUA não criou pânico no mercado financeiro americano?