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A saúde é um direito ou uma mercadoria?

Esse tema é motivo de muita discussão entre os médicos. Não
é atípico um colega ser apontado com desdém pelos demais por ter uma visão
“mercantilista” da medicina (ou seja, com objetivo de obter lucro).

O próprio Conselho Regional de Medicina, por meio do Código de Ética
Médica
, critica e condena essa prática: A Medicina não pode, em nenhuma
circunstância ou forma, ser exercida como comércio
.

Se a medicina não pode visar ao lucro ou ser exercida como
comércio — lembre-se de que, paradoxalmente, o médico deve ser remunerado de
forma “justa” –, então ficamos tentados a responder à pergunta do título com
um sonoro não.

Para avançar o raciocínio, é fundamental tentar encontrar
uma definição satisfatória para o que seria ‘saúde’.

Saúde é um conceito complexo e muito difícil de ser
apreendido, uma vez que possui diversas implicações legais, sociais e
econômicas. Se utilizarmos a definição
defendida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), “saúde” seria “um estado de completo bem-estar físico,
mental e social, e não apenas a ausência de doenças
“.  

Mas há um problema: ou essa definição está equivocada ou
esse tipo de situação jamais poderia ser alcançado por qualquer habitante deste
planeta. É natural do ser humano buscar esse estado maravilhoso de perfeição,
mas temos de ter em mente que ele raramente é alcançado, a não ser por poucos
momentos.

O que dizer, então, de transformar esse “estado de completo
bem-estar físico, mental e social” em um direito fundamental, garantido pelo
estado e financiado pelo dinheiro extraído à força do pagador de impostos? Pois
foi exatamente isso que a constituição de 1988 fez. Adotou essa definição de
saúde e logo abaixo decretou que ela seria um direito garantido pelo estado.  Com isso, foi criado o Sistema Único de
Saúde.

De fato, esta definição de saúde possui inúmeras críticas,
entre elas: a “medicalização” da existência e a possibilidade de abusos por
parte dos governos com o pretexto de promover “saúde”. Não é difícil, então,
entender por que a maior parte deles adota essa definição utópica.

Mas vejamos outras tentativas.

Saúde já foi descrita como “ausência de doença”, como “o
bem-funcionar de um organismo como um todo” ou ainda como “uma atividade do
organismo vivo de acordo com suas excelências específicas”. A melhor definição,
a meu ver, seria uma mistura entre “um estado físico e mental sob o qual é possível
alcançar todas as metas vitais, dadas as circunstâncias”, associada a “uma
percepção subjetiva e individual de bem-estar”, que varia enormemente entre as
pessoas.

Qualquer tentativa global de definir a saúde massacra o
indivíduo e deve ser evitada.

O termo “mercadoria” é derivado do latim e tem origem na
palavra mercatóre (mercador). Na economia política clássica,
uma mercadoria é tudo aquilo que é produzido pelo trabalho humano e pode ser
colocado no mercado para ser comercializado. O mercado, longe de ser um lugar,
é, na realidade, o processo que guia o sistema econômico baseado na divisão do
trabalho e na propriedade privada dos meios de produção.  As interações voluntárias que ocorrem no
mercado fazem surgir os preços, e a existência dos preços permite o cálculo econômico.
O cálculo econômico é a base intelectual que norteia as escolhas realizadas por
seus participantes. A estrutura de preços é um sinalizador fundamental do que
está ocorrendo a cada momento, pois reflete o conjunto de todas as interações
que lá ocorrem e informa aos produtores o que produzir, como produzir e em que
quantidade.

A alternativa a esse sistema capitalista de produção seria o
socialismo, no qual a propriedade privada é abolia e há apenas propriedade
estatal ou coletiva dos meios de produção. Neste segundo sistema, a produção é
determinada por decretos governamentais e, na ausência de preços, o sistema de
cálculo econômico se torna impossível, como foi demonstrado por Ludwig
von Mises em sua obra Socialismo
. O fato de arranjos socialistas serem inviáveis
no longo prazo
explica por que o socialismo fracassou em todos os lugares
em que foi implementado.

Em outras palavras, dizer que saúde é uma mercadoria significa simplesmente aceitar a
realidade e dizer que é possível obter serviços de saúde por meio de trocas
voluntárias dentro desse sistema complexo no qual todos agem por conta própria,
sem compulsão ou coerção.

Por tudo isso, podemos dizer que ninguém consegue obter o
produto “saúde” pronto no mercado; a saúde em si não pode ser comercializada, uma
vez que se trata de um conceito abstrato, um bem intangível, independentemente
da definição que quisermos adotar. No entanto, é possível sim obter serviços e
produtos que vão garantir a manutenção ou
a restauração da saúde
perdida em decorrência de doenças ou externalidades.

Nesse sentido, apesar de a saúde não poder ser considerada
uma mercadoria, os serviços médicos e os serviços dos outros profissionais de
saúde são, sim, uma mercadoria, dado que podem ser — e são — fornecidos pelo
mercado, e de forma superior a qualquer tentativa do governo de fazer o mesmo.
Só faria sentido falar em ausência de comércio em uma situação em que os
serviços médicos fossem fornecidos pelo governo, em sua totalidade. Algo altamente indesejável.

Existe, no entanto, uma situação em que a saúde pode ser —
e frequentemente é — usada como mercadoria. O estado assistencialista usa o
conceito abstrato “saúde” como moeda de troca para impor suas intervenções e
controles e justificar taxas e impostos. Uma das observações mais perspicazes
de Mises foi a tendência cumulativa das intervenções estatais. O governo, em toda
a sua onisciência, julga ter percebido um problema e interfere com o objetivo
de “resolvê-lo”.  Essa intervenção do
governo gera consequências inesperadas.  Ato
contínuo, o governo decide recorrer a novas intervenções apenas para
“sanar” as consequências não previstas da intervenção anterior.  Cada nova intervenção cria dois ou três novos
problemas não previstos, os quais empurram continuamente o estado a novas intervenções
“saneadoras”.  E assim vai, cada vez mais
rumo ao socialismo.  

Nenhuma área fornece uma ilustração mais dramática deste
processo maligno do que a saúde pública. (Clique aqui para ver um
exemplo prático de como funciona essa escalada intervencionista no SUS).

A verdade é que decretar que a saúde é um direito de todos e
que é dever do estado fornecer saúde universal, gratuita e de qualidade para
todos é uma medida que não pode
alterar as leis básicas da economia. Os serviços podem ser “gratuitos”, mas os
recursos são, por definição, limitados (o socialismo vai até onde termina o dinheiro dos
outros) e a demanda é crescente. Não há milagre. O resultado disso será
racionamento e escassez, traduzidos sob a forma de filas, restrições ao
atendimento, falta de medicamentos etc. (Veja o exemplo prático aqui).

Por outro lado, quando o governo sai de cena, quando os
impostos deixam de ser recolhidos e quando cessam as regulamentações, o poder
aquisitivo dos pacientes aumenta, os custos dos profissionais
de saúde diminuem
e, assim, aumenta a concorrência entre eles, o que faz
com que os preços caiam.

Com a “caridade governamental” fora de cena, abre-se caminho
para a caridade privada.

Talvez a nossa única chance/sorte seja demonstrar que o
sistema socialista de medicina, além de imoral, também
é estratosfericamente caro e ruim. E que, além de tudo, sob a falsa promessa de
saúde universal e gratuita, esse sistema redistributivista nos conduz, como ovelhas,
ao caminho da servidão.
É crucial aceitar que a saúde possa — ou, melhor ainda, que ela deve — ser
fornecida por meio de serviços e procedimentos obtidos no mercado.

_______________________________________

Leituras
complementares e indispensáveis:

Como Mises explicaria a
realidade do SUS?
 

Como o SUS está destruindo
a saúde dos brasileiros
 

Um breve manual sobre os
sistemas de saúde – e por que é impossível ter um SUS sem fila de espera
 

Um retrato da saúde
brasileira – um desabafo de dois médicos
 

Quatro medidas para melhorar
o sistema de saúde
 

A medicina socializada e as
leis econômicas
 

A saúde é um bem, e não um
direito
 

Como realmente funciona o
sistema de saúde americano

As diferenças entre os
serviços de saúde da Alemanha e do Canadá
 

Verdades inconvenientes
sobre o sistema de saúde sueco
 

Nem todos os problemas de
saúde são seguráveis


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73 comentários em “A saúde é um direito ou uma mercadoria?”

  1. Situação hipotética: Se um laboratório desenvolvesse um tratamento revolucionário que curasse qualquer doença existente no mundo, desde um resfriado comum até câncer em estágio terminal, mas que custasse um bilhão de dólares, nós poderíamos obrigar o governo a pagar por este tratamento para um familiar que esteja doente?

    O próprio livre mercado resolveria este problema. A princípio, a demanda por este tratamento seria bem restrita, afinal, são poucas as pessoas que teriam condições de pagar uma quantia tão grande pelo tratamento. Mas aí viria a questão: Por que o custo é tão alto? Será que é algum elemento químico de difícil obtenção, ou será que o alto custo é apenas por causa da exclusividade? Se for por causa da dificuldade de produzir os medicamentos, assim que um bilionário pagar esta quantia para o laboratório, este vai utilizar boa parte do montante recebido em pesquisa, a fim de reduzir o custo de produção e atender novos mercados. Se for só por causa da exclusividade, esta indústria pode perder o mercado em breve, pois imediatamente após o anúncio do tratamento, todas as outras empresas farmacêuticas iriam tentar fazer uma engenharia reversa. Um produto como este não é algo que se possa ignorar. Neste ritmo, não demoraria muito tempo até o tratamento ser disponibilizado para um número cada vez maior de pessoas.

    Lógico que, neste exemplo, bastaria adicionar o governo na equação, e tudo ficaria mais difícil. As regulamentações e as leis anti patente reduziriam o ritmo em que o preço cairia. Os pobres continuariam morrendo na fila do SUS.

  2. O Tesoureiro do Partido

    Sou eu ou essa mania de “bolacha na esquina não pode ser comércio” está crescendo? Eles realmente querem que todo mundo apodreça na fila de hospital, tendo de ser “internado” para ter um serviço mais rápido?

    Parece que todo mundo hoje em dia vive para dizer o que pode ou não ser vendido. O pessoal não trabalha por sacerdócio e lucro não é presente, ele ratifica os serviços bons e condenada os ruins a falir e entregar recursos escassos a quem sabe usar melhor.

  3. É lindo dizer que “todos têm direito à saúde”.

    Porém, a contrapartida dessa afirmação é que todos são obrigados a financiar a saúde de todos. E a progressão lógica é que todos devem satisfação a todos quanto a como levam suas vidas.

    * * *

  4. Matei uns 10 mosquitos suspeitos ontem com aquela raquete elétrica.

    Se a saúde é um “direito”, eu posso então processar o governo por contrair uma dessas doenças maravilhosas de país subdesenvolvido?

  5. Trabalho em uma empresa fornecedora de produtos hospitalares aqui no Brasil. Já li muitos artigos neste sitio relacionados a regulamentações do setor de saúde como por ex: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=349. Lendo o respectivo artigo, pude observar a seguinte evidência “Aquela pequena porção da indústria que ainda permanece voltada para o lucro é regulada de modo tão extraordinariamente violento pelos governos federal, estaduais e municipais, que a maioria das decisões tomadas pelos administradores desses hospitais tem mais a ver com o cumprimento das regulamentações do que com a oferta lucrativa de serviços ao pacientes/clientes. E é o lucro, obviamente, o que possibilita que os hospitais do setor privado tenham os meios para ofertar seus serviços de saúde.”
    Sou testemunho de que esta afirmativa é a mais pura verdade. Só como exemplo, dentre todas as regulamentações já existentes a anvisa (minúsculo mesmo) em meados de 2012, elaborou uma RDC (resolução da diretoria colegiada), diretoria essa que faz jus ao nome, pois nunca saiu da escola aparentemente, chamada de RDC16, que dentre outras coisas regulamenta todo o setor de produtos médico-hospitalares. Dito isto, com esta RDC, a anvisa tem amparo legal para atuar e determinar os arranjos de várias etapas da cadeia produtiva nos nossos processos e consequentemente tudo o que pensarmos em fazer, temos que levar em conta os devaneios inúteis desta entidade. De modo que a empresa em que trabalho, criou uma área de garantia do controle de qualidade, somente para tratar de questões da anvisa. Vale ressaltar que já existia um setor de regulatória. Ou seja, para empresas já consolidadas, ok, para quem não tiver dispondo de muito $ e quiser fundar uma empresa, já era, só com estas regulamentações são diversos advogados e burocratas inúteis que a empresa terá de contratar, muitas vezes inviabilizando de cara o negócio. Isso explica o fato da empresa em que trabalho não ter muita concorrência. Deste tema, já vou falar.
    Caso a empresa não cumpra com as exigências da anvisa, esta pode retirar o selo de boas praticas de fabricação, ou vulgo BPF, invalidando a empresa de poder participar de inúmeras licitações, vendas em hospitais públicos e etc, gerando resultados muito ruins para a empresa. De outra forma a guilda da saude está completa, ou seja, para justificar as intromissões da Anvisa, os hospitais que participam de licitações exigem o certificado BPF, que por sua vez, é monopolio da anvisa. Agora então a anvisa é necessária.
    E o que isso tudo melhora na vida de nós consumidores finais, ou seja, pacientes nos hospitais e que pagamos os impostos que sustentam tudo isso? Nada, apenas teremos produtos mais caros, pois a concorrência é baixa e nenhuma garantia a mais.
    E o empresário, como fica? Por que ele não reclama e aceita tudo a ponto de colocar mais um departamento na empresa? Se já não ficou claro, ele ganha muito, pois aumenta as margens de lucro que devido a todas as regulamentações e preços proibitivos, a concorrência vai ser bem baixa. Ou seja eles tem motivos totais para apoiar a causa. Isso explica por que a maioria desses empresários são socialistas roxos.
    Isso tudo que tenho relatado e vivido na prática é só mais um exemplo de conluio empresa/estado a que tanto este site do mises já falou. Conluio este também conhecido como fascismo.
    Estas coincidências não são fáceis de perceber, ninguém ao meu redor se da conta destes esquemas.
    Eles são sutis e discretos, assim como os conluios bancos/estado. Acredite. O estado é o seu maior inimigo, não duvide, eles se metem em tudo e corrompem a todos. Alguns ganham e a população como todo perde. Muitos só vão se dar conta no dia em que o estado proibir e determinar quando as pessoas podem sair de suas casas. Todos esses arranjos são ao meu ver corruptos e inescrupulosos.
    Qual a forma de acabar com tudo isso? Para essa pergunta gosto de usar a resposta de outro participante deste site “para acabar com a corrupção, temos que acabar com aquilo que há para ser corrompido”.
    Abraço a todos.

    “O preço da liberdade é a eterna vigilância”

  6. Sei que aqui não é forum de pergunta e resposta, mas tenho uma dúvida. Se alguém puder dar uma luz agradeço.

    No libertárianismo, não existiriam patentes correto? Valeria a pena investir em pesquisa para desenvolver novos remédios ou curas(ou em qualquer pesquisa)? Afinal, com engenharia reversa poderia rapidamente descobrir do que é feito o novo remédio. Ai supomos que uma empresa X descobre uma formula melhor, mas não tem a mesma eficiência em produzir o remédio que a empresa Y. Então a empresa Y passa a lucrar em cima da pesquisa feita pela empresa X, mas sem despesas, pois não existem patentes.

    Como evitar esse problema? Se a pessoa/empresa que tem a ideia não é tão boa na execução, ela não tem direito nenhum sobre sua ideia? Tem algum artigo que aborda essa situação?

  7. Vocês, pessoal do Instituto Mises, já pensaram em abrir uma consultoria de investimentos? Vocês entendem tanto de economia, por que não vender a informação sobre possíveis cenários e previsões para a compra de ações, ativos etc?

  8. Marcio Aparecido da Silva

    Concordo em partes com o texto. O capitalismo é necessário mas ele não é uma resposta completa, falta ponderar que o capitalismo é produto da cultura ocidental e essa cultura foi construída sobre o cristianismo que é o fundamento da nossa civilização. O capitalismo só é viável com o principio da caridade voluntária das pessoas, que daria sustentabilidade ao sistema. Caridade voluntária com a busca pelo lucro forma o sistema ideal que evita crises de liquides monetária. Indo para o tema saúde. Saúde não pode ser mercadoria livre de regulação por ser essencial ao consumidor, a pessoa que consome o produto saúde não tem escolha, ela não pode optar por consumir ou não consumir. Saúde não é uma carro que você compra quando poder. A saúde não é passível de negociação, o consumidor se torna submisso ao fornecedor do serviço. É necessário haver regras que regulem esse mercado, nunca haverá livre mercado esse setor da economia.

  9. E na questão da saúde, não existe isso de “soberania do consumidor”. O indivíduo que está doente e precisa de uma operação urgente, não tem o poder de escolher o médico/plano, tudo o que precisa é de serviços e cuidados médicos. Se um médico pratica é vigarista, até ele ser pego, quantas vidas já se perderam? A saúde tem que ser muito bem regulada, senão abre espaço para qualquer vigarista. É um setor onde o consumidor não tem poder de escolha. Ou ele recorre a um médico, ou morre….

  10. A colega demonstra coragem ao abordar esse tema que é considerado tabu mesmo entre outros médicos. A maior parte dos médicos brasileiros, apesar de ser conservadora, é extremamente defensora do estatismo na saúde. É quase uma unanimidade. Raríssimo encontrar um médico liberal clássico, libertário ou anarcocapitalista. Normalmente é visto como um mercenário, alguém que não se importa com os pobres, ou qualquer coisa do tipo.
    Quando alguém me vem com esse tipo de apelo emocional eu já logo aviso que escolhi medicina como profissão, não como caridade. Ajudar pessoas é uma consequência (bastante agradável diga-se de passagem) do meu trabalho e um grande estímulo para dar o meu melhor, mas tenho consciência de que o que eu faço é uma profissão, nada mais. Assim como a atividade de um padeiro é essencial e melhora a vida de diversas pessoas ao produzir os pães.
    E (os pães do padeiro provam) a melhor forma de distribuir um produto ou serviço não é socializar à força a cadeia produtiva, é deixar as pessoas decidirem quais são suas prioridades, o que elas querem consumir e fornecer.

  11. Marcio Aparecido da Silva

    Você propõem uma sociedade sem o estado. Sua tese é boa e estruturada em pressuposto para mim ingênuos: primeiro pressuposto pessoas são inteligentes por natureza, segundo pressuposto nos sempre sabemos o que é melhor para nós, terceiro pressuposto a busca pelo enriquecimento é virtuoso em si só. Concordo com você pessoas poderosas manipulam o estado em favor de seus interesses. Ter poder corrompe as pessoas, devemos nos precaver contra falhas de carácter moral. É preferível manter um “Estado” em estado de vigilância do que manter todos os cidadão em estado de vigilância. Estado é uma ente jurídico, não é uma pessoa, não tem sentimentos vontades nem emoção. O Estado é produto do nosso intelecto passível de correção. Não entendo temer algo que se controla. Podemos controlar o estado que é através da política. Temos que dominar a ciência da engenharia social para competirmos de igual para igual com os comunistas travestidos de capitalista liberais. Eles estão infestando o governo com suas trapaças. O estado só faz mal porque é comunista.

  12. Eu li um comentário na internet que tem tudo a ver com a saúde.

    Da mesma forma que o governo exige advertência nas embalagens dos alimentos menos saudáveis, deveria ter a seguinte advertência nas guias de impostos: “Cuidado ! O seu dinheiro pode ser roubado! “.

    É a pura verdade ! Uma advertência nas guias de impostos, advertindo que o dinheiro pode ser roubado, faz o maior sentido.

  13. Depois que nós dizemos que IMB é partidário alguns reclamam, mas isto é óbvio. Não se trata de ser "direito" ou "mercadoria", pois, a princípio, somos todos a favor do mercado e da saúde. Tal questão se remete, todavia, nos pobres: quem irá pagar esta conta? Se firma fizer caridade irá para falência. Se Estado inexistir a resposta é "dane-se os pobres". Se Estado for prestar este serviço, então este título da matéria esta incorreto, pois tal debate não seria "mercadoria vs direito", mas, sim, "quem paga a conta dos pobres"?! Consumidor também possui liberdade, logo isto é importante responder.

  14. O capitalismo mata os pobres.

    A ideia de se vender a saúde como um direito, veio porque o capitalismo explora os pobres, e isto é um fato.

    Quantos e quantos Brasileiros, tem que carregar cimento nas costas no sol forte por 8 horas e logo depois descansar rapidamente, comer rapidamente, para no dia seguinte fazer a mesma coisa? Cade os médicos nesta horas? Quantas Brasileiras tem que ficar por mais de 9 horas em pé em frente a alguma loja, ou aguentar pressão psicológica, ofensas, sem ter o devido cuidado psicológico ou médico?
    Veja que na essencial trabalhar esta matando a todos um pouco de cada vez.

    A vida passa muito longe dos escritórios confortáveis, fazendo trabalhos que exige somente um esforço intelectual, todos os outros 99 trabalhos de esforço físico, destrói o ser humano.

    Nestas horas faz todo sentido, afirmar que o trabalho mata. Porque de Fato mata.

    #menostrabalhoMaisfilosofia
    #filosofiaparatodos

  15. Se alguém puder me responder seriamente eu fico grato, faz pouco tempo que conheci esse maravilhoso mundo do livre mercado, mas tenho serias duvidas em relação a algumas consequências sobre a remoção das regulamentações (principalmente no caso da saúde) caso algum dia venha-mos ser de fato uma economia livre, sem nenhum tipo de interferência estatal. Primeiro: Sem as regulamentações para a industria farmacêutica, como iriamos ter confiança nas drogas que fossem lançadas? pois sem um conjunto de diretrizes que obrigam que os testes sejam longos e cheios de procedimentos para garantir 100% de certeza de sua eficacia isso não poderia trazer serios problemas? e se uma industria farmacêutica com pressa de se obter lucros a curto prazo, fizesse testes superficiais e lançasse a droga? quem iria impedi-lá de fazer isso? que iria assegurar que esse medicamento não causaria algum efeito colateral? que não se lembra do caso de um remédio chamado TADILOMINA? Outro exemplo: O trabalho da ANVISA em checar a qualidade das carnes? ou o Ministério da saudê em checar a qualidade das vacinas que tomamos em quanto crianças? E caso haja uma epidemia como essa do Zika virus ou Deus me livre e guarde de uma nova peste bubônica ou o Ebola? Quem iria arcar com os custos de erradicar uma dessas doenças? pois quem não pudesse pagar pelo tratamento iria ficar a esmo por ai? voltando a infectar aqueles que já tenham sido curados? e as gravidas que vivem nas favelas de Pernambuco? (onde é registrado mais casos de bebes com microcefalia) elas não tem dinheiro para pagar por saneamento básico ou serviços médicos, a renda per capta de muitas delas não ultrapassam 500 reais, iriamos isola-lás e deixa-las sofrer com seus bebes com cérebros pequenos e fazer vista grossa caso aparecessem mais casos com outras gravidas pobres? e se ninguem quisesse se voluntariar para ajuda-lás? isso é isso a ponta do iceberg sobre as minhas duvidas, sei que o serviço de saude estatal está sendo uma M.E.R.D.A, e o estado em sí tambem, mas será que não prevalece essa frase: “melhor pouco do que nada”? pensem nessas questões que eu citei ao inves de apenas ficarem repetindo: “Mas a culpa e do estado que impede elas de ajuntarem riquezas” ou “o capitalismo em sí conseguiria resolver esses problemas de maneira natural” com alguns pseu-intelectuais aqui no site. Grato

  16. Esse é apenas mais um capítulo da gritaria “eu tenho direito a tudo, tá na constituição!!”.

    No rol de tantas outras merdas que essa cultura esquerdista incutiu…

  17. merabe Monice Pereira Bichara

    Bom dia,

    Gostaria de saber a opinião de vocês a respeito do bloqueio do WhatsApp. Vocês concordam ou discordam com a liminar do juiz? E como solucionar?

  18. As Leis do negócio farmacêutico com a doença.

    Algumas pessoas podem achar que a indústria farmacêutica não pode ser tão ruim assim. Infelizmente, ela é mais do que imaginamos. Felizmente porém, é muito fácil para todo mundo entender por que esta indústria tem um efeito tão negativo sobre milhões de vidas humanas.

    Não se trata de drogas individuais ou empresas individuais. É sobre os princípios, as leis da indústria farmacêutica no "negócio com a doença". As mais importantes destas leis podem ser resumidas da seguinte forma:

    A indústria farmacêutica não é uma "indústria da saúde", mas um "investimento de negócio", que prospera com a continuação e expansão das doenças.A indústria farmacêutica fatura mais de 500 bilhões de dólares em lucros a cada ano, mas apenas enquanto a doença existir como seus mercados.A indústria farmacêutica construiu e mantêm o maior negócio de fraudes na história da humanidade: ela promete saúde para milhões de pessoas, mas em vez disto oferece serviços de saúde, a indústria farmacêutica oferece cada vez mais doenças (através de suas vacinas e "medicamentos"), porque as doenças são a base econômica para a existência do seu investimento neste negócio.A fim de proteger seus mercados de (doença/investimento) de bilhões de dólares como doenças cardiovasculares, câncer, AIDS e outras doenças chamadas crônicas, a indústria farmacêutica faz de tudo para manter estas doenças e proibindo a divulgação de qualquer cura.A "mercadoria" bilionária da indústria farmacêutica são as drogas sintéticas que são patenteadas, a fim de garantir grandes lucros com taxas sobre suas patentes. Somente moléculas sintéticas recentemente inventadas podem ser patenteadas, o que explica a taxa de toxicidade e morte em pessoas que tomam estes medicamentos.Ao construir este "negócio com a doença" ao longo do século passado, a indústria farmacêutica já arrecadou tanto dinheiro com esta fraude organizada que se tornou uma das maiores e mais rentáveis indústrias do nosso planeta atualmente.A indústria farmacêutica investe estrategicamente alguns bilhões dos lucros de seu negócio global fraudulento para se infiltrar em todos os setores da sociedade e influenciar a opinião pública ao redor do globo.Para cobrir a dimensão genocida de seus negócios fraudulentos, a indústria farmacêutica está gastando o dobro da quantidade de dinheiro que gasta em pesquisa, a fim de manipular a opinião pública e encobrir o seu "negócio com a doença", difundindo a falsa promessa de drogas saudáveis.Vitaminas, micronutrientes e outras abordagens naturais da saúde são os arqui-inimigos da indústria farmacêutica, porque eles não são patenteáveis. Ainda mais importante, eles efetivamente ajudam a prevenir e controlar as doenças, porque corrigem o mau funcionamento de milhões de células em nosso corpo que são a principal causa das doenças. Meia dúzia de prêmios Nobel foram concedidos para as descobertas científicas em pesquisas sobre vitamina, mesmo assim todo este conhecimento foi proibido de ser aplicado na medicina em favor dos negócios de vários bilhões de dólares de investimento com os medicamentos patenteados que não curam.Cada país deve decidir se quer manter um sistema de saúde orientado a indústria farmacêutica fraudulenta baseado na expansão das doenças ou se quer desenvolver um novo sistema de saúde com base na cura eficaz da doença de forma natural, objetivando prevenir e finalmente erradicar as doenças.

    O negócio da fraude farmacêutica, obviamente não é um negócio que cresceu naturalmente. Desde o seu início há cerca de um século atrás, foi projetado, construído e alimentado como uma gigantesca fraude organizada sobre a saúde e a vida de cada homem e mulher neste planeta.

    Os arquitetos inescrupulosos desta maior fraude na história da humanidade estão listados abaixo. Estas partes interessadas do cartel de drogas e seus fantoches na medicina, mídia e política, governos, estão ativos até hoje e são responsáveis por mais mortes do que todas as guerras da humanidade no seu conjunto.

    Mas claro, os neoliberais jamais mostrarão o quanto seu livre mercado é cruel. Tão pouco postarão meu comentário, porque eu não “agrego” a discussão com minha verdade cruel.

  19. Uma dúvida:

    Como ficaria o investimento em pesquisas para desenvolvimento remédios/tratamento de doenças de incidência pela iniciativa privada? Penso que o investimento em tratamento/curas para tais doenças seria pouco interessante(talvez inviável) economicamente, dado que haveria poucos casos da doença e assim pouco mercado consumidor para aquele medicamento/tratamento.

    Não estou defendendo o modelo de pesquisa pública, pois a solução estatal é confiscar o dinheiro de toda a sociedade para tal investimento. Fazer com que todos subsidiem essas pesquisas.

    Como ficaria uma possível solução para essa questão pelo mercado?

    Obs: pergunto isso pois tenho um amigo que recentemente descobriu um tipo de câncer raríssimo.

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