A Dinamarca é, em muitos sentidos, um país invejável: sua renda per capita, ajustada pela paridade do poder de compra, é uma das maiores da Europa (e 30% maior que a espanhola), o país está em pleno emprego, a percepção da população quanto à corrupção é a mais baixa do planeta e seus cidadãos figuram em quase todos os rankings entre os mais felizes do mundo.
Não é à toa que, além da Suécia, a Dinamarca também se tornou o modelo que todos os partidos políticos mais progressistas dizem querer copiar. Até mesmo nos EUA, o atual candidato à nomeação pelo Partido Democrata, o confesso socialista Bernie Sanders, já exortou seu partido a copiar o modelo dinamarquês.
E qual o grande problema nisso tudo? É simples: se alguns sedizentes socialistas estão conclamando uma emulação do modelo dinamarquês, então certamente eles desconhecem algumas de suas características, as quais não desagradariam em nada ao mais conservador dos partidos políticos.
A maioria dos progressistas que elogia o sistema dinamarquês opta por se concentrar exclusivamente nas partes deste sistema que lhes parecem atrativas (quanto o estado fornece de serviços) e ignoram os custos necessários para manter essas partes. No entanto, basta uma rápida análise sobre três importantes aspectos do marco institucional da Dinamarca — seu mercado de trabalho, seu sistema tributário e seu sistema previdenciário — para entender como um lado (o empreendedor) mantém o outro (o parasítico).
Ato contínuo, seria interessante constatar se os socialistas continuariam apoiando o modelo dinamarquês.
Comecemos pelo mercado de trabalho: na Dinamarca, não apenas não existe salário mínimo imposto pelo governo, como também praticamente não há nenhuma indenização por demissão (nem por demissãosem justa causa). O máximo que existe é uma indenização de seis meses de salário para quem trabalhou na mesma empresa por mais de 15 anos. Mais ainda: não há leis trabalhistas que restrinjam horas extras (empregado e patrão acordam voluntariamente as horas de trabalho), o que permite que as empresas dinamarqueses operem 24 horas por dia, 365 dias por ano. E mais: o empresário não paga absolutamente nada em termos de previdência social do empregado. Tudo fica por conta do próprio empregado (que paga 8%). Eventuais negociações coletivas entre sindicatos e empresas não demoram menos do que 30 anos para a maioria dos assuntos relevantes (como estipular um salário-base para uma categoria ou as horas de trabalho semanais). Com efeito, 25% dos trabalhadores dinamarqueses não estão cobertos por nenhum acordo coletivo, sendo livres para negociar face a face com o empresário.
Em suma: a Dinamarca desfruta pleno emprego graças a um mercado de trabalho altamente liberalizado, em que os custos de contratar são baixos e os custos de demitir são quase nulos. O mercado de trabalho dinamarquês é o quinto mais desregulamentado do mundo, perdendo apenas para EUA, Hong Kong, Cingapura e Brunei.
Com relação aos impostos, a Dinamarca se caracteriza por uma tremendamente agressiva tributação sobre o consumo. Há apenas uma alíquota para o imposto sobre o consumo, o IVA (Imposto sobre Valor Agregado), e essa alíquota é de 25%. O imposto sobre a eletricidade representa quase 60% do preço final do kWh (quase o triplo do da Espanha, por exemplo). E a lista de impostos especiais é interminável: sobre produtos petrolíferos, sobre o carvão, sobre o gás natural, sobre as emissões de CO2, sobre o dióxido de
enxofre e sobre o dióxido de nitrogênio, sobre pratos e talheres de plástico, sobre pilhas e baterias, sobre a água, sobre o desperdício de água, sobre pneus, sobre bolsas de plástico, sobre automóveis, sobre o álcool, sobre o café, sobre o chá, sobre o sorvete, sobre o açúcar, sobre o tabaco, sobre os papeis de cigarro, sobre o jogo, sobre nozes e amêndoas, sobre seguros etc.
Esse modelo de tributação pesada sobre o consumo não é exatamente uma forma de “justiça social” para com os mais pobres.
Mas não pára por aí. A tributação sobre a renda, por sua vez, também não é muito solidária para com os mais pobres. Façamos uma comparação entre o Imposto de Renda de Pessoa Física da Dinamarca com o da Espanha: entre 3 mil e 19 mil euros, um dinamarquês paga 37,5% de IRPF, ao passo que um espanhol paga entre 19 e 24%. Entre 19 mil e 23 mil euros, um dinamarquês paga 43,5% de IRPF, ao passo que um espanhol paga 30%. E, a partir de 23 mil euros, um dinamarquês paga 59% de IRPF, ao passo que um espanhol paga 52%.
Ou seja, é justamente nas faixas de renda mais baixa que ocorrem as maiores discrepâncias na Dinamarca.
Por outro lado, no que tange ao Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, a Dinamarca apresenta um dos menores do mundo: a alíquota mais alta é de 22% (sendo que na Espanha é de 28%). No entanto, há inúmeras deduções que os empresários podem legalmente fazer. Quando se leva em conta essas deduções, a alíquota real cai para 7,5%, perante 20% na Espanha. [N. do E.: no Brasil, com IRPJ de 15% mais sobretaxa de 10% sobre o lucro, mais CSLL, mais PIS, e mais COFINS, a alíquota total chega a 34%.]
Por fim, o sistema previdenciário dinamarquês se baseia em uma pequena previdência pública complementada por um sistema previdenciário privado. A previdência pública chega a um máximo de 17% do salário médio do cidadão (o equivalente a 4 mil euros anuais na Espanha), e o cidadão só tem acesso a ela quando chegar aos 67 anos de idade e se houver contribuído por 40 anos. [N. do E.: no Brasil, esses valores são, respectivamente, 60 e 35 para os homens e 55 e 30 para as mulheres].
Todo o resto da previdência dinamarquesa advém de fundos de pensão privados (alguns de contribuição obrigatória e outros de contribuição voluntária).
Somente aquelas pessoas que comprovarem insuficiente pensão privada receberão um complemento da pensão pública, recebendo um montante que, na Espanha, seria o equivalente a 5 mil euros anuais adicionais (de modo que a previdência pública chega a um máximo de 9 mil euros anuais).
Conclusão
Tudo isso relatado acima também é a Dinamarca, mas este é um lado que os socialistas apologistas desse regime preferem ignorar. Todos eles preferem ressaltar os aspectos mais populares do sistema dinamarquês, ocultando os aspectos que realmente permitem que o lado popular funcione.
[N. do E.: como explicado neste artigo, para que uma economia que faz uso maciço de políticas assistencialistas continue crescendo, não apenas sua produtividade tem de ser muito alta, com também sua liberdade empreendedorial tem de ser a mais alta possível.
E, segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas, você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil chegam a 60% se a importação for via internet); o imposto de renda de pessoa jurídica é de 22% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para negociar); e o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. Não há uma CLT nos países nórdicos.]
Sem as liberdades empreendedoriais citadas, e sem a pesada tributação que incide também sobre a renda e o consumo dos mais pobres, o sistema dinamarquês seria de impossível sustentação.
Mas essas são características que os socialistas preferem esconder, pois não condizem com o seu modelo imaginário.
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Ótimo texto!
Posso concluir que tanto os socialistas como os do livre mercado possuem fortes argumentos para sustentar sua posição, i.é, esse modelo agregou o que há de melhor nos 2, mostrando que isso é possível.
Ou será que estou errado? O texto e os números da dinamarca indicam que não.
Abraços
Não sou socialista como estão apregoando. O que justificou o governo brasileiro a instituir FGTS, seguro-desemprego, CLT, salário minimo e outras coisas foi a enorme exploração que os trabalhadores sofreram – e continuam sofrendo demais -, os abusos, a baixa remuneração. Ou será que tudo isso foi inventado porque o governo é mau, um monstro? Eu sou a favor de desrugalamentação, de liberalismo, mas isso não funciona no Brasil.
Socialista além de mau-caráter é mal-informado…
Nem assim isto torna o modelo dinamarquês bom. Estado assistencialista, cedo ou tarde, fará a própria sociedade ruir. E só não ocorreu por lá – bem como na Escandinávia em si – devido aos baixos índices de corrupção, países pequenos (portanto mais fáceis de serem estruturados) e populações majoritariamente homogêneas. Agora pegue um Brasil da vida e adotem a mesma política: colapso.
Quando você olha a comparação com o Brasil, da uma tristeza profunda. Eu olho e penso, não tem como o Brasil dar certo.
O que difere uma empresa, aqui do Brasil, de seu governo?
Só existe corrupção no governo?
Só existe Q.I no governo?
Só existe joguinho sujo com fornecedores, etc, no governo?
Em que mundo vocês vivem?
É muito fácil afirmar que no livre mercado as pessoas terão consciência e saberão excluir do mercado as empresas que praticam esses atos. MAS QUEM FOI QUE DISSE ISSO? Como afirmar uma aberração dessas com uma populacao, aqui no brasil, que sequer sabe interpretar um texto direito?
Precisa de mais alguma explicação? Só não entende quem não quer enxergar a realidade. Ou quem ganha com a situação do jeito que está! Estranho é os ditos “políticos socialistas” só quererem copiar o lado dos programas sociais e da cobrança de impostos! E aqui no Brasil a gente sabe muito bem o como esse dinheiro é bem empregado, não é mesmo??? Pena também, que a Europa está em uma transformação social e política que vai acabar com todos esses ideiais. Essa onda de imigração (que mais parece o êxodo comandado por Moisés), onde eles não tem comida, abrigo, morrem, e querem ficar nos melhores lugares da Europa, é um prato cheio para o caos.
A melhor coisa que eu aprendi estudando liberdade, é que o governo emburrece as pessoas. Essa máquina pública foi feita para doutrinar, explorar, roubar, furtar e manipular as pessoas.
Estudar a liberdade, é a melhor forma para entender os motivos de ter sido enganado pelo governo.
Essa Dinamarca é uma anarquia perto do Brasil. Nosso país foi dominado pelos comunolárapios.
A soma de leis de trabalho flexíveis e o welfare state chama-se flexicurity. Não é liberdade total, mas pelo menos são enormes passos, certamente há muito mais liberdade contratual entre patrão e empregado lá do que aqui.
Todas as épocas e eras, tiveram suas vantagens e desvantagens, isso inclui a era do Getulio Vargas, eu vive essa época, fui oprimida, mas mesmo assim temos que ver os dois lados da moeda.
Bom dar uma olhada aqui:
https://www.facebook.com/marramvelez/videos/1137231179624231/?pnref=story
A primeira medida para dar credibilidade ao Brasil é prender todos os comunistas.
Essa gente comuno-socialista preferiu cuidar de petróleo, futebol, bancos, estradas e obras de infraestrutura, ao invés de cuidar da polícia e da saúde. Isso é um crime inafiançável. Isso matou muitas pessoas. Esses comuno-socialistas sao assassinos em massa.
Se os impostos estao sendo usados para coisas menos importantes do que salvas vidas, esses canalhas devem ser presos e quem sabe uma cadeira elétrica, nao seria o mínimo para justificar as milhares de mortes.
Esses comuno-socialistas roubaram dinheiro de pacientes de hospitais e de miseráveis que passam fome. Isso é crime !
Nossa liberdade foi roubada e nem foi para salvar vidas.
Ótimo artigo:
mises.org.pt/posts/blog/5213/
Acho que poderia até mesmo ser publicado aqui.
Obrigado.
As pessoas continuam caindo no mesmo erro que um dos maiores dissimulados da história (sim, aquele velho barbudo que nunca trabalhou), achando que é possível se chegar a um desenvolvimento social deixando a economia em segundo plano, qusando na verdade é o contrario.
E aí o artigo acertou na mosca, esses justiceiros sociais se recusam a admitir que a forte economia com estímulo ao empreendedorismo consegue manter isso.
Mas daí os progressistas tupiniquins resolveram copiar o estado assistencialista escandinavo porém esqueceram de também copiar o sistema econômico, que é oque da sustentação a esses fartos benefícios.
Na verdade oque temos é um modelo econômico diametralmente oposto ao deles, sem contar a mentalidade anti empreendedorismo e extremamente patrimônialista da sociedade brasileira.
Sempre quando eu penso nessas incoerências características do Brasil me vem a cabeça a frase do Bob Fields “Não se preocupem, o Brasil não tem o menor risco de dar certo”.
Deve-se ressaltar o fator cultural dos nórdicos, que, apesar do gosto por um estado provedor, são pessoas que crescem empreendendo e buscando meios eficientes para fazer as coisas, características essenciais aos indivíduos no mercado. Diferentemente dos brasileiros e latino-americanos, que desprezam eficiência na maioria das vezes (jeitinho não é ser eficiente; jeitinho é preguiça de fazer o que precisa ser feito) e pouco têm vontade de empreender, de criar e explorar (existem exceções, até porque recebemos influências de povos europeus reconhecidamente inovadores em técnica).
Apesar dele ele falou uma celebre frase “E PRESCISO CRESCER O BOLO PRA DIVIDIR” aqui é o contrario, falam que o Brasil tem que ser uma escandinavia se nem ao menos os EUA e o Japão tem condições de oferecer o Walfare state. Esse sistema só é possivel nos paises do norte da europa mais nenhum lugar do mundo. Alias a esquerda brasileira usa os paises nordicos como exemplo só que o sonho de consumo deles é Cuba. Essa que é a verdade.
Quem produz é o mercado, quem faz populismo é o estado. A Unica vez na historia que um país tentou fazer os dois foi a URSS.
Em 100 anos só produziu ak47 enquanto distribuia miseria
Fantástico!
Vale mencionar que como o governo é quem provém saúde e educação nem tudo são flores.
Não é possível marcar uma consulta antes das 9 ou depois das 16, vc não tem fácil acesso a vários exames – pela questão do preço, e todos os serviços relacionados à saúde que não são de graça são absurdamente caro (dentista, nutricionista, psicólogo, etc).
A educação tb não é completamente gratuita. Como não existem babás por aqui, vc tem que deixar o seu filho na escolinha depois do meio dia e esse serviço é pago, e eu desconheço um pai sequer que colocaria seu filho no ensino público se ele morasse no centro de Copenhagen ou algumas áreas consideradas como problemáticas.
…
Sobre corrupção? Bom! Interessante, porque as autoridades do governo responsável pelos impostos aqui na Dinamarca atualmente estão sendo investigadas por deliberadamente terem cobrado um valor dos impostos sobre terrenos maior do que seria o valor correto. Compreensível, afinal de contas, alguém tem que pagar a conta de um país onde uma minoria classe trabalhadora sustenta todo o restante!
Esses comuno-socialistas-democratas são incapazes de reconhecer os danos causados pelo governo. Acredito que seja mais por falta de ética do que por acreditar em um modelo melhor. É canalhice mesmo e interesse próprio.
Falando em Dinamarca, ela perde feio para os Estados Unidos e Austrália no retorno dos impostos. Os pagadores de impostos americanos e australianos são mais bem recompensados do que os europeus. A liberdade faz essas coisas, até em países mais livres, os serviços públicos são mais justos em relação ao que é pago.
O governo brasileiro é comuno-socialista. O PT está brigando para pagar menos juros no Fgts, só para subsidiar casas para os pobres. Ou seja, é pobre ajudando pobre. O Brasil já é um país comuno-socialista.
Nossa liberdade foi roubada !
Somália, Zimbabwe e Tonga também não tem leis de salário mínimo. Por que então não estão ricos?
Apesar da (ótima) ironia, vale aproveitar o gancho:
O que gera riqueza para um país é divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, capacidade intelectual da população (se a população for burra, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, desregulamentação econômica, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis, previsíveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.
Qual dos países supracitados tem tudo isso?
|Eu tenho uma pergunta: não existe salario mínimo, mas por acaso existe um minimo estipulado pra ser pago por hora de trabalho? oque daria no mesmo, e apesar de não ter CLT não existem legislações gerais que acabem abarcando esses direitos? se alquem souber me responde ai
Só falta o governo brasileiro abrir uma empresa estatal funerária. Hoje saiu mais uma regulamentação da ONS para os planos de saúde. É muita cara de pau dessa gente. Eles possuem os hospitais campeões em mortes, mas querem regulamentar a saúde privada.
Que democracia é essa ? Que direitos humanos são esses ? Que direitos trabalhistas são esses ? Que contribuições compulsórias são essas ? Que fundo de garantia e aposentadoria são esses ? Que liberdade contitucional é essa ?
Nosso país é um socialismo de mercado ou comunismo de mercado. Isso aqui virou um sanatório comunista.
Não é fácil aguentar comunistas falando em democracia e golpe, quando eles mesmos violam a liberdade das pessoas todos os dias e em todos os lugares.
Nós temos restrições pesadas em tudo que afeta a economia. Temos burocracia, temos alta carga tributária, temos muitos direitos trabalhistas, temos inflação alta, temos juros altos, temos muito roubo de carga, temos muitas agências reguladoras, temos muita corrupção, etc. Não tem uma brecha para produzir com competitividade. A única coisa que sobra é pagar pouco para funcionários e sonegar impostos.
Que diabo de constituição é essa ?
Bom dia,
como leigo no assunto, tenho uma dúvida.
Entendo que o lado dos altos impostos e social welfare é a crítica liberal quanto ao modelo apresentado.
Do lado socialista, qual seria a crítica exatamente? A falta de intervenção do estado na economia? A suposta falta de direitos trabalhistas? Isto é o pregado por eles?
Para mim nenhum país é 100% capitalista, tem que haver uma pequena intervenção do estado exatamente para ter equilíbrio e evitar abusos. Ao mesmo tempo, uma presença muito forte do estado deixa as pessoas sem escolha, como é o caso do péssimo serviços dos correios em que o governo tende a manter esse monopólio.
Se o mercado desregulamentado garante o pleno emprego na Dinamarca, por que isso não ocorre nos EUA também, já que foi mencionado que lá é mais desregulamentado ainda ?
Quanto aos países nórdicos não terem nenhuma garantia quanto a perda de emprego, as coisas não funcionam bem assim. Na Noruega, por exemplo, a união estabelece 8 meses de salário para engenheiros demitidos. Além disso, eh necessário q a empresa justifique o motivo da demissão junto ao governo. Osso duro de roer por aquelas bandas…
Essa distribuição de renda vai até quando acabar o dinheiro.
Esses socialistas não querem que o país seja como a Dinamarca. Isso é discurso de assaltante de trabalhador.
Eles querem ser uma Cuba, onde não há a mínima liberdade. Até pra tomar sorvete do governo tem fila. Eu nunca vi socialista defendendo a liberdade do trabalhador. É sempre a mesma canalhice sindical.
Essa social democracia também é bizzara. Eles tentam regular o incontrolável. Como o cidadão não é o único responsável pela sua própria vida, a liberdade é violada na maior cara de pau.
Não sou anarquista radical, mas tá dificil de acreditar até em estado mínimo.
“Socialista” é quase um termo pejorativo para você, não se pode chamar assim pessoas que apenas desejam que seu país adote boas políticas sociais. (se discorda, favor googlar “socialismo”)
Gostei de ler os dados levantados na ultima parte do texto, espero que tenha fonte, é interessante analisar toda a estrutura da política econômica dinamarquesa e expor esses dados e daí fazer uma projeção de como seriam esse mesmo sistema no Brasil por exemplo (Nos EUA não tenho nem dúvida que daria certo se as pessoas não fossem tão reacionárias, basta ver o exemplo do Canadá)
É curioso como você diz que os “socialistas” ignoram tudo isso como se já não estivessemos mais falando da Dinamarca e sim de Cuba, rsrs..
Enfim, foi uma boa leitura.
Apenas uma correção:
Em suma: a Dinamarca desfruta pleno emprego graças a um mercado de trabalho altamente liberalizado, em que os custos de contratar são baixos e os custos de demitir são quase nulos. O mercado de trabalho dinamarquês é o quarto mais desregulamentado do mundo, perdendo apenas para EUA, Hong Kong, Cingapura e Brunei.
Citaram quatro países, então a Dinamarca seria o QUINTO, certo?
Instituto Mises Brasil, vc escreve no texto:
“Eventuais negociações coletivas entre sindicatos e empresas não demoram menos do que 30 anos para a maioria dos assuntos relevantes”.
Não são 30 horas ou dias?
“Tudo isso relatado acima também é a Dinamarca, mas este é um lado que os socialistas apologistas desse regime preferem ignorar. Todos eles preferem ressaltar os aspectos mais populares do sistema dinamarquês, ocultando os aspectos que realmente permitem que o lado popular funcione.“
Seleção tendenciosa dos fatos é com os socialistas mesmo!
* * *
Na Dinamarca, o salário ‘mínimo’, se assim podemos designá-lo, é negociado em acordos coletivos entre sindicatos, sim os temidos e diabrosos S I N D I C A T O S, e empresários. Até porquê essa ideia de que a ‘livre’ negociação entre indivíduo e empresa, tento em vista a gritante diferença de poder de barganha entre as partes, parece nãos se sustentar na realidade. O poder do indivíduo para negociação só aumenta a ponto de ter efeito pleno e não precário na negociação, nesse caso, porque ele se associa, e se associa livremente, pois na Dinamarca adesão aos sindicatos e aos fundos de desemprego associados à eles não são obrigatórios. Sim, existe negociação direta, não é proibido, imagino que principalmente, mas não somente, em casos de serviços excepcionalíssimos, que podem ser prestados apenas por certos indivíduos com habilidades únicas, certos artistas, profissionais altamente especializados, intelectuais; nesses o poder de barganha talvez esteja suficientemente respaldado em suas individualidades, pela própria natureza única de seus trabalhos.
No mais, o salário, assim como os termos contratuais na Dinamarca são estabelecidos por um sistema de barganha coletiva. Como alguém disse acima, parece ser um híbrido de duas coisas, algo que parece funcionar por lá. Posso estar equivocado, corrijam-me se for o caso.
http://www.wageindicator.org/main/salary/minimum-wage/denmark#header1
top!
Quase arrisco dizer que os sistemas não são nem bons nem ruins,o problema é na sua aplicação e exequibilidade.Os atores ,participantes, “sócios”(muitos =sociedade), e executores é que vão determinar o sucesso ou não.
Mas o que se pode afirmar é que a falta de liberdade tira do ser humano o seu maior atributo, a CRIATIVIDADE,fator determinante de progresso e geração de riquezas; sem falar na MERITOCRACIA ,o que mais se esforça,estuda,trabalha tem diferença do vagaba,petista,socialista que se atira nas cordas e só quer mamar.
Todos os dias ao inicio do período recebemos um
” CHEQUE DE 24 HORAS”
para gastarmos,aplicarmos como bem entendermos, uns assim,outros assado,e os que bem aplicarem terão resultados diferentes.” Uns em atividades produtivas,estudos,pesquisas. outros na rede deitados eternamente em berço esplendido, reivindicando “direitos sociais” entre um ronco e outro.
Num sistema, o vagaba preguiçoso não tem vez,e no outro pode pode viver as custas do suor alheio.
Acho então que fica claro que um é injusto, a MERITOCRACIA é fundamental,plasma bons exemplos,estimula a geração de riquezas;o todo ,o conjunto dos sócios se beneficia.Olhe as ruas de Cuba, modelo dos socialistas,as condições sociais do povo, e compare por ex com a dos Estados Unidos.
O cubano foge e arrisca a vida para ir viver nos Estados Unidos.
Alguém conhece algum americano se mudando para Cuba?
Fogem de um sistema HORRORÍVEL para ir a outro que é melhor, óbvio.
Se um lugar é muito bom, não precisa proibir as pessoas de irem embora para outro.
A imprensa mundial, que tem tetas nos governos socialistas, o professorado,pensa uniformemente a favor do esquerdismo e da castração da liberdade, pois sé usada como FERRAMENTA DE DOMINAÇÃO, mentindo como faz agora contra TRUMP. Aqui no Brasil, estamos vendo que quase toda a roubalheira deriva para despezas eleitorais,publicidade mentirosa menter no poder os criminosos da facção do Foro de S Paulo, compra de pesquisas e suborno através de bolsas e benefícios, políticos EXTORQUINDO dinheiro de grandes empresas para continuarem no poder.Matando, e talvez até derrubando avião ,fazendo o diabo se preciso for.
Só há dois tipos de socialista/esquerdista:
– Intelectualmente desonesto
– burro de dar dó
Qual a vantagem de ser ter um irpj baixo, se qndo receber a participação dos lucros vai ser boa parte comido pela IRPF?
Entendi, mas a pergunta no caso foi sobre a Dinamarca, o texto fala sobre o irpj ser um dos menores do mundo.
a minha dúvida eh, qual a vantagem do irpj ser um dos menores se qndo se ao receber os dividendos mais de 50% vai ser comido pelo IRPF?
Porque no texto o autor fala como uma vantagem se ter um irpj baixo, mas não consigo ver pelos investidores q vantagem eh essa, se depois dos dividendos o IRPF vai ser incidido.
Amigo, esse tipo de coisa deveria ser muito bem analisada antes de ser postada. Com 6 anos de empresa vc já ganha uns seis meses de salario em uma demissão. Os sindicatos são extremamente fortes e garantem o nivel minimo de negociação coletiva. A tributação sobre o consumo pode ser alta mas carros são tributados em 180% por exemplo, o que afeta os mais ricos. Adicionalmente, as pessoas aqui são obrigadas a trabalhar para ter acesso a alguns seguros (ser obrigado a trabalhar não é bem neoliberal). Outra coisa que o artigo obviamente não tem nenhum interesse en mencionar eh a noção escandinava de público onde todos contribuem para todos. Esse sentimento não é criado pelo neoliberalismo nem pela cultura capitalista. E outra a fraca hierarquia nas empresas onde todos são tratados de maneira mais igual com maior nível de confiança.
Espero ter ajudado com o que vejo na prática e que difere bastante da visão viesada apresentada aqui.
Parece que vocês previram o futuro repostando isso.
Acabei de ver um documentário na globo news falando sobre a educação dinamarquesa e como ela é boa pq é estatal etc… Mas sequer citam que la não existem metade dos “direitos” trabalhistas que tem aqui, só atrasam o Brasil
Como brasileiro ou é burro ou é funcionario publico, nao consegue entender que não existe décimo terceiro, a menos que o estado faça congelamento de preços, o que causaria um desastre. Não consegue entender que não existe 1 mês de férias remuneradas, não tem como surgir dinheiro pro empresário pagar suas férias, você que recebe menos o ano todo por conta disso. Meu sonho é que destruíssemos a CLT
Todo empreendedor no Brasil é um potencial suicida.
Tem algo errado, pago praticamente o mesmo imposto que a Dinamarca.
Como que é o 4º mais desregulamentado se está atrás de 4 países?
Ótimo texto, só um adendo. No texto, podemos ler:
“O mercado de trabalho dinamarquês é o quarto mais desregulamentado do mundo, perdendo apenas para EUA, Hong Kong, Cingapura e Brunei.”
Se ele perde para quatro países, então ele é o quinto mais desregulamento do mundo e não o quarto.
Como ficaria extenso, meu comentário sobre um país vizinho à Dinamarca (a Suécia) está neste link:
Existe "Socialismo Escandinavo"?- o caso sueco inter-ceptor.blogspot.com/2017/07/existe-socialismo-escandinavo-o-caso.html?spref=tw
Os comentários são ótimos e enriquecedores assim como o texto. Mises Brasil!
Existe uma série de questões culturais envolvidas no estabelecimento de alguns pontos do trabalhismo dinamarquês. Eu fico imaginando, no Brasil, acordos diretos entre o nosso progressista patronato e os trabalhadores.
Se aqui no Brasil os custos trabalhistas diminuíssem, mesmo assim tenho sérias dúvidas se tais custos fossem, mesmo que parcialmente, repassados aos funcionários. Vejo muita gente falando “Ah, ao invés de pagar 1000,00 para meu funcionário e 1000,00 de imposto para o governo, eu preferia pagar 2000,00 para o funcionário, e assim ter um trabalhador motivado”. Muito bonito, mas na prática, na hora H, a ganância fala mais alto.
Com relação ao tema proposto, gostaria de fazer algumas observações propositivas. Primeiro, o modelo dinamarquês é muito adequado a realidade sócio-econômica específica daquele país. Dificilmente daria certo em outros países, especialmente se considerarmos países de economia com desenvolvimento tardio como a brasileira. Apesar disso, algumas peculiaridades são extremamente interessantes.
Este modelo, onde as relações de trabalho são altamente flexíveis, favorece o fortalecimento de um tipo de sindicato bem mais interessante e complexo, que demanda uma atuação efetiva para que os trabalhadores sejam beneficiados em negociações coletivas. O texto omite informações importantes quanto ao tema sindicalismo da Dinamarca. Por exemplo, 80% dos trabalhadores dinamarqueses são sindicalizados. Existem apenas três centrais sindicais, atuando áreas diferentes. À LO, maior delas, possuiu 1 milhão de trabalhadores filiados, ou seja, um quinto da população da Dinamarca. Eles representam todos os tipos de trabalhador, inclusive os informais.
Enfim, o artigo não deixa claro como o modelo Dinamarquês longe de demonizar os sindicatos ou defender a sua extinção, utiliza a sua interveniência na construção de pactos sociais entre o capital e o trabalho, que permitem o progresso da sociedade como um todo.
O que mais me assusta é que, mesmo a Dinamarca sendo um bom exemplo que até mesmo políticos da maior nação Capitalista do planeta ansejam em aplicar ao menos parte do que funciona lá, vejo um texto aqui extremamente parcial que, mesmo comparando com o Brasil que tem taxas de impostos mais altas do que a própria Dinamarca (no caso das PJs), ainda sim conseguem ir contra o que a Dinamarca faz simplesmente porque ela é mais socialista do que capitalista.
Me pergunto quantos anos os países (principalmente o Brasil) vai bater a cabeça no muro até entender que as coisas não são 8 ou 80. Pode-se, muito bem, pegar boas ideias que já funcionam e aplicar no país, independente de que lado veio.
Na Dinamarca, eu entendo que é um país que mantém um Estado muito forte, com tributações pesadas para as pessoas, mas, mesmo assim, não se distancia do que o Estados Unidos faz em relação ao empresariado, beneficiando-os com alíquotas mais baixas e isenções, e também com negociações livres entre os (parte dos) empregados.
Não consigo entender o porquê isso seria ruim para nós. Já temos um Estado forte, porém ineficaz. Se eu tivesse um Estado realmente funcional que arrumasse todas as estradas por onde ando com o meu carro, por exemplo, eu não me importaria nem um pouco de pagar mais imposto. Hoje eu pago o governo e pago o pedágio, que dá exatamente na mesma.
Nós vivemos em um país, hoje, que se passa de socialista, mas, no fim, é mais capitalista do que os demais. O problema é que o dinheiro não gira aqui (como acontece nos Estados Unidos). Você paga o Estado, que paga dívida pública para agentes externos. Você paga o Estado, mas para ter Educação de qualidade. Você paga o Estado, mas paga para ter consultas médicas de qualidade, e assim por diante…
A Dinamarca é um exemplo de Estado forte que funciona. Aqui, é um exemplo de Estado forte que NÃO funciona. Simples assim.
“..vejo um texto aqui extremamente parcial que, mesmo comparando com o Brasil que tem taxas de impostos mais altas do que a própria Dinamarca (no caso das PJs), ainda sim conseguem ir contra o que a Dinamarca faz simplesmente porque ela é mais socialista do que capitalista. ”
Já eu vejo que você não leu o texto, além de ser um desonesto intelectual.
30 minutos. Não pode ser 30 anos.
Ótimo texto, IMB.
No 7o parágrafo o correto parece ser "Assistência Social".
O CAPITALISMO continua sendo o sistema econômico mais eficiente e conhecido para alocação de recursos. O fato de este sistema ter se transformado no CAPITALISMO LAISSEZ-FAIRE e no LIBERALISMO, (leia-se CAPITALISMO SELVAGEM) atuante nos EUA e imposto pelo imperialismo americano através do FMI e do World Bank aos países subdesenvolvidos (como o BRASIL), é outro tema amplamente analisado por centenas de autores preocupados com tremendo aumento da pobreza no planeta, da desigualdade social e econômica.
Percebo também que vocês (assim como a grande maioria da população brasileira) não fazem distinção entre COMUNISMO e SOCIALISMO. É uma confusão propositadamente criada e difundida pelos EUA na época da Guerra Fria.
O 1º foi o sistema praticado na Rússia e seus satélites e o 2º é o sistema (SOCIALISMO DEMOCRÁTICO) que transformou a Holanda, Suécia e os países nórdicos nas sociedades mais evoluídas (em todos os sentidos) do planeta.
Impossível uma sociedade sobreviver sem as “convenções sociais”, e isso inclui a presença do Estado no dia-a-dia das pessoas. É utopia pensar que, sem cobrança de tributos, a vida seria melhor. Como? – O problema (é perceptível), é a gestão pública, que trata o dinheiro público como se fosse privado e mais, nós, brasileiros, não fomos “catequizados” a participar dos debates de interesse público no foro apropriado para tal, fomos ensinados a acreditar que, aquela ou aquele eleito (seja lá para qual cadeira for), estariam nos representando, seriam a nossa voz, lutariam pela justiça social. Na minha humilde opinião, não se deve “tachar” a “taxa” como vilã, mas, os que as administram. Os prejuízos sociais causados pela má administração do dinheiro público e a falta de fiscalização por parte dos poderes, inclusive da própria população, permite aos que estão no topo da cadeia se banharem. Percebo, também, que hoje a conscientização popular sobre o que é dever do Estado e direito do cidadão, está preocupando não só a classe política, mas, também, aqueles que vinham, à décadas, surrupiando o dinheiro público. Que fique claro: Não sou a favor do “aparelhamento” do Estado. Abraço a todos
Lembro também um detalhe fundamental: quem decide onde a maior parte dos impostos são gastos é a Kommune, ou seja, as comunidades. O rei da dinamarca não manda p nenhuma e o parlamento vive a pão e água, sem poder de impor entusiasmos morais de políticos sobre a sociedade.
Somente isso permite que o modelo dinamarquês vingue: uma espécie de quimera entre social-democrata conservadorismo comunitarista – consuetudinário e subsidiariedade valem mais que o governo e leis nacionais.