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Os anticapitalistas de hoje continuam ignorando os problemas mais básicos do socialismo

A
grande ironia é que, com o colapso do modelo social-democrata e assistencialista
na Europa e na América Latina, a retórica anti-mercado e pró-socialismo está
ressurgindo com força nas manchetes dos jornais (ver aquiaquiaqui) e aparecendo cada vez mais frequentemente nas mídias sociais.

Invariavelmente,
tais pessoas acreditam firmemente que organizações financiadas pelo governo —
como o FMI (instituição criada
por Keynes
e financiada pelos impostos
pagos pelos cidadãos dos países ricos
) — são representantes da genuína
economia de mercado.

Esse
tipo de confusão conceitual não interessa a essas pessoas, pois os artigos e os
memes de internet recorrem ao típico
tom populista e a frases curtas e triviais, repletas de clichês e soluções
fáceis — e são intencionalmente construídas assim para facilmente evitar
ataques e causar mais impacto nos leigos. 

Ao
final, tudo pode ser resumido à seguinte mensagem: o socialismo funciona e é
melhor do que o capitalismo.

Embora
a maior parte dessa retórica venha da esquerda, a direita não é inocente, uma
vez que a direita parece estar majoritariamente preocupada em promover sua
própria versão de populismo, a qual aparentemente não envolve a defesa dos
mercados.  Por exemplo, “Vamos restringir
a entrada de imigrantes pobres!” não é a resposta certa para “Abaixo os lucros
abusivos!”.

Em
vez de descer a este nível tosco de argumentação ou de simplesmente dizer
“Leiam Mises!” (essa, sem dúvida, uma resposta bem mais adequada), temos de
mostrar, mais uma vez, que o socialismo — até mesmo sob o comando de líderes
políticos angelicais e genuinamente bem intencionados — é impossível e gera
consequências desastrosas.

A necessidade de haver lucros, preços e
empreendedores

O
socialismo é a propriedade coletiva (ou seja, o monopólio estatal) dos meios de
produção.  O socialismo defende a
abolição da propriedade privada dos fatores de produção (indústrias, fábricas,
maquinários, bens de capital, e trabalhadores). 
Salários e lucros são duas fatias do mesmo bolo, e o socialismo diz que
a “fatia lucro” deve ser zero.

Todos
os problemas teóricos do socialismo emanam de sua definição, e não de pontos
específicos de sua aplicação.  Os
defensores do socialismo definem “propriedade coletiva” como sendo a proibição
de um mercado privado para os fatores de produção.  Só que, sem um mercado para esses fatores de
produção, não há como haver formação de preços e salários para esses
fatores.  E, sem essa formação de preços e
salários para os fatores de produção, não há como mensurar os custos de
produção.  E aí tudo se complica.

Em
uma economia de mercado livre e desimpedido, os preços e os salários dos
fatores de produção são determinados pela sua capacidade de ajudar a produzir bens
e serviços que os consumidores querem.  Em
termos mais técnicos, os fatores de produção tendem a ganhar o valor do seu produto
marginal (“produto marginal” se refere às unidades extras produzidas quando se
aumenta em uma unidade quantidade de fatores de produção).  E, dado que cada trabalhador possui alguma
vantagem comparativa, há uma fatia do bolo para todos.

Se
eventuais mudanças tecnológicas tornam certos fatores mais produtivos, ou se a
educação e o treinamento tornam um trabalhador mais produtivo, então seus preços
ou salários serão elevados a esse novo e mais alto produto marginal (um mesmo
trabalhador ou um mesmo maquinário produzem agora mais bens).  Um empreendedor não irá contratar ou comprar
um fator de produção cujo preço seja maior do que seu produto marginal, pois
isso faria com que esse empreendedor sofresse prejuízos.

Prejuízos
empreendedoriais são mais importantes do que muitos imaginam.  Prejuízos não são apenas um golpe no
resultado financeiro do empreendedor. 
Prejuízos significam que os recursos que estão sendo utilizados para
produzir algo valem mais do que esse algo que eles estão produzindo.  Ou seja, prejuízos significam que o capital
está sendo mal empregado; está sendo utilizado de maneira ineficiente.  Prejuízos, portanto, mostram que está havendo
uma destruição de riqueza.


os lucros significam o oposto.  Lucros
representam crescimento econômico e criação de riqueza.  Uma linha de produção lucrativa é aquela cujos
itens utilizados para produzir um determinado bem de consumo custam menos do
que o valor que os consumidores estão dispostos a pagar por esse bem de
consumo.

Sendo
assim, lucros e prejuízos são mais do que apenas incentivos importantes; são
mais do que uma tramóia conspiratória do sistema capitalista.  Lucros e prejuízos são a única maneira de
saber se está havendo criação de riqueza ou destruição de riqueza em alguma
linha de produção.

Sob
o socialismo, há um único proprietário para todas as linhas de produção.  E, por causa da ausência do sistema de lucros
e prejuízos, esse proprietário não tem como utilizar os fatores de produção de
maneira eficiente.  Ele não tem como
saber quais fatores de produção devem ser direcionados para quais linhas de
produção.  É impossível fazer uma
alocação eficiente.  É impossível ter um
mínimo de certeza sobre qual maquinário específico, qual ferramenta específica
ou qual fábrica específica poderiam ser utilizados para produzir algum outro
bem de maneira mais eficiente.

É
impossível saber quanto de cada produto deve ser produzido em cada etapa da cadeia
de produção.  É impossível saber quais
técnicas ou quais matérias-primas devem ser utilizadas na produção como um
todo.  É impossível saber qual a
quantidade de matérias-primas a ser utilizada. 
É impossível saber onde especificamente fazer toda essa produção. É
impossível saber seus custos operacionais ou qual processo de produção é mais
eficiente. 

Ninguém
sabe o que produzir, quanto produzir, como produzir, onde produzir.  Tem-se apenas caos econômico.

Quem
é contra a liberdade de preços e salários está, em maior ou menor grau,
defendendo a instauração desse caos econômico no sistema produtivo. 

Sem mercado, impossível saber o que ou como
produzir

O
sistema de lucros e prejuízos é o que guia e corrige empreendedores no processo
de produzir os bens que eles esperam ser demandados pelos consumidores. 

Sem
essa informação, incluindo-se aí muito especificamente os custos de produção,
os empreendedores não podem incorrer em nenhum tipo de cálculo econômico.  Sem o sistema de lucros e prejuízos, é impossível
estimar a diferença entre receitas futuras e os custos de produção necessários
para alcançar essas receitas futuras.

Consequentemente,
trabalhadores serão alocados para trabalhar em áreas nas quais não possuem
nenhuma vantagem comparativa.  Agricultores
são enviados para trabalhar em fábricas, e alfaiates são enviados para
trabalhar em
minas.  Trabalhadores
estão em linhas de produção erradas tendo de lidar com máquinas e ferramentas
que desconhecem.  A economia se torna uma
bagunça.

O
filme polonês Brunet Will Call, de 1976, satiriza situações como
essa ao longo de toda a película, mostrando bens de consumo e bens de capital
nos lugares mais improváveis.  Um
açougueiro retira um cabo de embreagem do seu congelador e o repassa ao
personagem principal, que paga fornecendo informações sobre a localização de
dois carrinhos de bebê que talvez sejam do interesse do açougueiro caso ele
venha a gerar filhos gêmeos (os carrinhos estão em uma loja de flores,
obviamente).

O
fracasso do socialismo não depende da cultura, da época ou da localização das
vítimas.  O socialismo já é falho em seu
núcleo: a propriedade “coletiva” dos meios de produção. 

Sendo
assim, não há como criar uma versão funcional e produtiva do socialismo em
lugar nenhum do mundo.  Na prática, os
problemas teóricos do socialismo geram convulsões sociais e protestos, os quais
são combatidos com rigor pelas forças policiais do estado, resultando em uma carnificina maior que a
de todas as guerras oficiais já travadas no mundo.

Sem
o sistema de lucros e prejuízos para guiar a produção, cotas de desempenho têm
de ser impingidas.  Com essas cotas, e
mesmo naqueles casos em que os trabalhadores não mintam sobre sua produção, o
caos reina supremo.  Por exemplo, se o
governo institui uma cota de produção de parafusos, impondo um número mínimo de
parafusos a ser produzido, os trabalhadores dessa linha de produção irão
produzir vários, pequenos e inúteis parafusos. 
Já uma cota de parafusos baseada no peso estimularia os trabalhadores a
produzir parafusos massudos e totalmente inúteis — uma situação satirizada
neste desenho
da revista satírica russa Krokodil
durante a década de 1960.

Intermináveis
filas se formavam na URSS repletas de pessoas procurando por sapatos — muito
embora a produção de sapatos na URSS excedesse à dos EUA.  O problema era que todos os sapatos
produzidos ma URSS eram pequenos demais, pois a produção de sapatos era
mensurada unicamente pelo número de unidades produzidas, sem levar em consideração
o tamanho e o estilo demandados pelos consumidores. 

Não
há como escapar da lei da escassez: se o governo impõe que deve haver um grande
número de sapatos produzidos, e se os recursos disponíveis para produzir esses
sapatos não são infinitos, então cada sapato produzido tem ser pequeno; caso
contrário, não haverá material para fazer o número mínimo de sapatos
determinados pelo governo.

Essa
lei vale não apenas para sapatos, mas também para absolutamente qualquer outro
item cuja produção seja estimada por burocratas e não pelas forças de mercado
guiadas pelo sistema de lucros e prejuízos.

Nos estertores do socialismo

Alguns
casos são apenas engraçados; outros são trágicos.  Aproximadamente sete milhões de pessoas
morreram de fome na Ucrânia
apenas no biênio 1932-33
.  Os autores
d’O
Livro Negro do Comunismo
(1999) estimam em 100 milhões de pessoas o número
de mortos gerados por regimes socialistas e comunistas.  Isso é mais de 200 vezes o número de
americanos mortos na Segunda Guerra Mundial.

Mesmo
hoje, em Cuba, o salário médio é de aproximadamente US$ 20 por mês.  Na Coréia do Norte, os cidadãos são
rotineiramente capturados e publicamente executados pelo “crime” utilizar
televisões sul-coreanas contrabandeadas para o país.  E, na Venezuela, há escassez de alimentos e
remédios.

Quando
o povo se torna faminto e infeliz, é impossível o estado sobreviver caso esse
povo saiba que há pessoas em outros lugares do usufruindo uma vida muito
melhor.  Por isso, os estados comunistas
recorrem à propaganda, à desinformação e à censura para fazer com que uma já
cativa população fique ainda mais confusa e submissa.

Por
tudo isso, devo-me confessar surpreso ao ouvir clamores por socialismo em pleno
2015 — se o poderoso argumento da impossibilidade do cálculo econômico sob o
socialismo e a astronômica carnificina gerada por esse regime ainda não foram
capazes de desanimar a esquerda em suas reiteradas exortações por mais
socialismo, então nada mais o fará. 

O
socialismo é uma ideia falida e mortal, tanto na teoria quanto na prática.

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102 comentários em “Os anticapitalistas de hoje continuam ignorando os problemas mais básicos do socialismo”

  1. O artigo é bom, e nos faz relembrar que socialismo é um regime ineficiente em qualquer tempo e lugar.

    Mas, infelizmente, quem acredita no socialismo não utiliza a lógica para pensar. Desta maneira a teoria de Mises não funcionará para desacreditar o socialismo.
    A burrice dos socialistas é tão grande que estão tratando o modelo escandinavo como o novo socialismo (sim, tem muito tonto falando isso nas redes sociais). Modelo este que não tem nada de socialismo, países escandinavos adotam um regime de propriedade privada dos meios de produção e tem uma baixíssima intervenção estatal sobre esta propriedade. A redistribuição parcial da riqueza não a configura como socialista.

  2. Eu já desisti, não tem como convencer um marxista que o socialismo é um regime falido.
    A lavagem cerebral é muito forte, a retórica da vez é que deturparam Marx, que traíram os ideais socialistas.

    Quantas “deturpações de Marx” (entre aspas mesmo) esses bitolados ainda terão que ver, quantos mais líderes “traindo os ideais socialistas” (entre aspas também) eles terão que ver para finalmente aceitar que o socialismo falhou miseravelmente ?.

  3. O socialismo se contrapõe a características inatas. A competitividade, a ambição, a inovação, a criatividade, a liberdade, a livre iniciativa e o livre arbítrio.

  4. A utopia socialista faz com que eles se achem moralmente mais corretos e nobres, pois são os únicos que “pensam no social e nos pobres” e que o capital é opressor.

    Nada mais superficial e hipócrita que esta conclusão errônea e egoísta.

    Ainda mais quando esta conclusão é postada de um IPhone..

  5. O artigo apresentou de maneira eficaz os argumentos contra o socialismo, especialmente no que se refere ao problema do cálculo econômico. Entretanto, cabe lembrar que somente uma fração dos defensores do socialismo realmente acreditam nele. Os idiotas úteis acreditam naquilo que falam, não naquilo que veem. Logo, são imunes a argumentos racionais. Mesmo que argumentemos tudo isso com eles, o máximo que conseguiremos será ser chamados de “fascistas” por eles, por mais contraditório que isso possa ser.

    Outra fração está em busca do poder apenas. Pouco lhes importa se o socialismo irá trazer miséria para a população. Eles não possuem a capacidade de oferecer serviços ou produtos para serem consumidos voluntariamente pela população. A única maneira que eles dispõe de obter ganhos é através da expropriação de riquezas alheias. E para tanto, estas pessoas não se importarão de convencer terceiros de uma ideia que eles mesmo sabem que não irá funcionar. Para estes, a argumentação é ainda mais inútil, pois o interesse destas pessoas nunca foi de melhorar a vida da população em geral, mas apenas de melhorar a própria vida.

    As informações deste artigo, entretanto, ainda surtirão um efeito positivo se forem direcionadas a pessoas sinceras que ainda estão tentando entender o que é o socialismo. Pessoas que, apesar de estarem impregnadas com os argumentos a favor do socialismo, ainda possuem uma mentalidade sadia o suficiente para ponderar a respeito de um ponto de vista diferente sobre este assunto.

  6. Na minha interpretação socialismo NUNCA existiu. O socialismo existe na cabeça dessa esquerda caviar que NÃO tem cultura nenhuma. O exemplo esta quando precisam de um ministro para o PLANEJAMENTO vão buscar um banqueiro, por que não buscar na esquerda? Jamais devemos taxar o lucro, o empreendedorismo a inovação. As nações mais saudaveis economicamente são aquelas onde o estado deixa a iniciativa privada trabalhar, gerar riqueza. Claro nem estado minimo e nem um estado pesado. Devemos sim seguir as regras de mercado. O subsidio é um perigo por que mascara a produtividade . O mais competitivo é o que utiliza os fatores de produção mais eficiente, efetivo e eficaz.

  7. Opa, mais um artigo excelente.

    O problema é que as pessoas, não todas, obviamente, colocam a emoção frente a razão. Se o indivíduo dizer: “estamos nessa situação porque somos explorados”, o povo vai se identificar com a frase e vai querer saber das propostas que o autor de tal palavras tem a dizer, e daí pra frente é só besteiras e mais besteiras, nada de lógica. O estado babá (o welfare state) consegue dominar por causa desse pensamento.

  8. Vocês poderia falar sobre a materia que esta em varios jornais,um CEO de uma empresa Americana no começo do ano foi chamado de visionário ao praticar o socialismo dentro de sua empresa, ele foi convocado para dar entrevistas em varios programas de tv,jornais e blogs,o que esse “visionário” fez foi,igualar os salários,bom os mais experientes da empresa pediram demissão,houve um grande aumento de pedidos no começo,mas outros tantos clientes abandonaram a empresa,hoje a empresa vai de mal a pior,o CEO afirma que vai continuar com seu projeto,mesmo sendo processado pelo seu irmão que é socio da empresa.

  9. Pode deixar, já achei aqui:

    epocanegocios.globo.com/Informacao/Dilemas/noticia/2015/08/descontentes-funcionarios-de-ceo-que-aumentou-salario-minimo-de-empresa-para-r-18-mil-se-demitem.html

  10. “Esse tipo de confusão conceitual não interessa a essas pessoas, pois os artigos e os memes de internet recorrem ao típico tom populista e a frases curtas e triviais, repletas de clichês e soluções fáceis — e são intencionalmente construídas assim para facilmente evitar ataques e causar mais impacto nos leigos.”

    Não vejo problema em usar tons populista, frases curtas e triviais para convencer o cidadão comum. Aliás, esses tons populistas, frases curtas e triviais também podem ser usados para ensinar esses mesmos cidadãos comuns sobre o que é o livre mercado.

    Por exemplo: Muitos aqui já devem ter visto os famosos desenhos que os esquerdistas utilizam para representar o empresário: geralmente é um homem gordo, fumando charuto e explorando os seus funcionários.

    Essa imagem dos empreendedores podem ser usadas para representar a classe mais detestavel de todas: A CLASSE POLÍTICA.

    Também pode-se usar as manifestações como a que está programada para 16 de agosto, em mostrar a população em geral do porque se condenar os impostos e taxas.

    Um empreendedor, um empresário, um comerciante, podem imprimir folhetos e cartilhas em tons populistas, explicando para a população de como eles podem manter com os próprios recursos escolas, hospitais, cursos profissionalizantes, etc etc etc sem a interferência e intromissão dos partidos politicos e da classe politica.

    Se a própria classe empreendedora não começar a fazer isso, é certo que as ideias esquerdistas continuaram enganando muitos.

    Quem topa criar um empreendimento no sentido de incentivar a classe empreendedora a fazer isso?

  11. Concordo que o socialismo é ruim e tudo o mais.

    Entretanto, tenho uma pergunta sobre o livre mercado.

    Caso um projeto seja necessário, porém não lucrativo, como seria seu desenvolvimento em uma sociedade puramente libertária?

    Pego por exemplo o sistema de ônibus aqui da região. É bem escasso e ruim, entretanto tem famílias que dependem exclusivamente deste meio de transporte. Nesse gancho vou no transporte escolar, sem o qual muitas crianças não iriam a escola (interior é assim), orfanatos, escolas para quem não tiver dinheiro, etc…

    São atividades nada lucrativas…como essas dificuldades seriam superadas?

  12. Esse “ignorando” só vale se, no caso, estivermos falando dos idiotas úteis, esses estudantes que vão pra tomar borrachada da PM, alguns artistas (principalmente americanos, pois a maioria dos artistas brasileiros vivem de verbas públicas), etc. Os esquerdistas beneficiários, os que recebem riqueza e poder por defenderem o socialismo, estes sabem que o que defendem não passa de uma estratégia.

  13. Socialismo é a ignorância completa em economia e na Lei de mercado. E é o caminho mais rápido e eficiente para o colapso financeiro de uma Nação só os idiotas úteis da esquerda não sabem disto.

  14. Gostaria acrescentar mais uma coisa sobre a paradoxia nesta ideia socialista:
    Na minha juventude foi marxista e comunista 150%. Então li Marx, Lenin, Mao, etc. Em sua obra Marx declara literalmente o socialismo uma uma fase de “DITATURA DO PROLETARIADO”. Como pode ser algo social ser uma ditadura?????? E assim tem várias anomalias lógicas no pensamento de Marx. De Lenin nem falar.

  15. Não sou socialista nem defendo o neoliberalismo, mas a minha dúvida é a seguinte:

    Um estado mínimo deixaria não deixaria o poder econômico na mão de empresas e corporações que visam o lucro em primeiro lugar para se manter no mercado?

    Onde entra o elemento humano na questão?

    Um sistema em que normalmente seriam herdadas propriedades e oportunidades condizentes com a classe social em que você nascer, onde uma pessoa nascida pobre tem que trabalhar 100 vezes mais que alguém nascido afortunado, para chegar à mesma posição?

    Não consigo ver respostas nem no socialismo nem no liberalismo para a igualdade social, gostaria da opinião de vocês.

    Obrigado.

  16. Funcionario publico

    Esses partidos políticos do Brasil, na grande maioria, vem com algum “S” em sua sigla, como socialismo, socialista, social… Será que é tudo a mesma coisa ou tem algum diferente?

  17. Mas fica um pouco confuso para mim que acompanho o mercado de uma forma geral, e pensando sempre no ESTADO DE BEM ESTAR SOCIAL, que para mim é o que importa, e qual seria a diferença entre Cuba e os países que se dizem capitalistas, como Brasil, alemanha, EUA. Cuba aparentemente por dados estatísticos, tem uma saúde exemplar, com índices de países de “1° mundo”, não há violência, não passam fome. O que Cuba precisaria mudar na “economia” o que precisam mais? Talvez uma fábrica da Ferrari? da Monblanc? Desenvolver um novo processador? e para que?
    O mercado serve para algo, mas a necessidade humano é suprida com bem menos, óbvio que se uma nação quiser disputar poder militar, mercado com terceiros você precisa ter esse mercado que foi dito no artigo. Só acho que países como o Brasil, tem uma máquina pública gigante, e o setor privado simplesmente com acordo de comadre com o Estado para roubar o povo. Mas essa guerra de Capitalismo versus Socialismo é bobagem, tudo depende do que sociedade precisa. Venho todos os dias as mises, e não sei se já existe algum artigo avaliando Cuba ou se tem em mente fazer algum. Acho que seria muito importante uma avaliação feita pelo mises, já que o que há em todas as fontes é muito controverso.

    Obrigado a todos,
    josé

  18. Olá, gostaria de saber qual a diferença entre Propriedade Coletiva e Monopólio Estatal.

    Pelo que eu entendo, as duas coisas estão totalmente relacionadas, mas não são a mesma coisa.
    O Comunismo (tudo ser de todos) é impossível por não ter um sistema de preços, mas o Socialismo (planejamento central, em que o único proprietário de tudo é o Estado) é possível, só que não funciona.

    Gostaria que me explicassem melhor isso.

    Obrigado.

  19. Mas engraçado… países com excelentes sistemas de saúde possuem proporcionalmente mais servidores públicos que o Brasil, cujo número é de 60 servidores por mil habitantes. A Alemanha tem mais que o dobro disso, 142 para mil. A diferença para a Finlândia é ainda mais abismal: 251 para mil, mais que o quádruplo.

    Mais engraçado ainda… os países que mais foram bem sucedidos em universalizar um padrão de vida confortável à sua população o fizeram por meio de muita intervenção estatal. Os liberais exaltam o quanto as medidas de desburocratização e adoção de livre mercado foram efetivas na China para diminuir substancialmente a pobreza. Mas "se esquecem" que o aumento do PIB e da produtividade foi acompanhado de um aumento proporcional dos gastos públicos, necessários para levar direitos básicos como água encanada às pessoas.

    Cingapura, exaltada como um exemplo de liberdade econômica, tem o Estado como um mediador do processo de justiça social. Foi o governo que construiu os conjuntos habitacionais que tiraram a população carente das favelas. Projetos científicos recebem farto financiamento público. Como Cingapura é um território minúsculo, e como tal carente de recursos naturais, obras faraônicas se fazem necessárias para importar itens básicos como água, da Malásia. Quem paga por isso? O governo.

    A Suécia, exemplo de sociedade igualitária, foi fundada sob a filosofia de Gunnar Myrdal, Prêmio Nobel de Economia em 1974, que defendia que o capitalismo é necessário para gerar os recursos, mas esses recursos devem ser usados para universalizar direitos básicos como saúde e educação, caso contrário o sistema se torna autodestrutivo. É o que a Suécia demonstrou na prática. Lá ninguém reclama da alta carga tributária, pois os cidadãos sabem que terão professores, médicos e juízes quando precisarem deles.

    Os fatos são inegáveis: os melhores países do mundo para se viver fornecem serviços públicos de qualidade e gratuitos e têm um Estado atuante. "Stateless society" é algo que nunca alguém viu dar certo. Se os liberais sonham com um paraíso onde as empresas poderão fazer o que querem e que isso terá como consequência natural o fornecimento de serviços a todos por meio da concorrência, que garantiria o aumento da qualidade e a queda dos preços, recomendo que assistam ao documentário "A Corporação" (2003), o maior libelo contra o capitalismo sem rédeas.

    Fonte:odeiocaviar.blogspot.com.br/2014/10/estado-minimo-onde-foi-que-isso-deu.html?m=1

  20. Rodrigo Pinheiro

    O grande problema atualmente é que o socialismo tem se tornando popular, e a unica forma de resolver este problema é apresentar o captalismo de uma forma simples, más desmistificando a ideia de que ele só gera problemas, quando falo que sou contra o socialismo as pessoas geralmente ficam assustadas, mas quando eu defendo os meus pontos dificilmente as pessoas permanecem discordando

  21. A China só se safou depois de ser capitalista como o Ocidente no mercado, senão morreria de fome.
    Veja o exemplo do fajuto e obsoleto marxismo na favela-esgoto a ceu aberto Cuba, com quase 60 anos de comunismo!
    Na Venezuela, a nova vítima, os cidadãos se arrebentam por comida!
    O comunismo é excelente só para quem são os donos da Mafia, caso PT!

  22. Sobre “o cálculo econômico sob o socialismo”, eu tenho minhas dúvidas se a moeda e o sistema de preços são a única forma (sequer a melhor forma), já que é totalmente possível fazer cálculo econômico utilizando-se um índice de escassez relativo (não absoluto, como o preço), sendo que a entrada mais escassa limitará a produção (ver "Economic Calculation controversy: unravelling of a myth" por Robin Cox).

    Sobre a “carnificina”, inegável que aconteceu. No entanto, acredito que pessoas que voluntariamente queiram construir comunas por aí não precisariam de um líder eleito ou algo revolucionário.

  23. O psiquiatra Lylle Rossiter comprovou com sérios argumentos que o comunista é um psicopata, o regime é uma farsa, não sendo difícil ver o resultado na prática de como são bitolados e apegados apenas a suas ideias histéricas do “Politicamente Correto”.
    Para começar, os comunistas para caluniarem seus desafetos, fazem qualquer coisa se valendo do “TODOS OS MEIOS JUSTIFICAM OS FINS”, e chamando os outros do que eles mesmos são.
    São velhas estratégias comunistas para tentar confundir o adversário, bastando
    lembrar do Maluf quando era adversário do PT, super atacado como corrupto e agora “gente de casa”!
    Idem os casos de Collor, Sarney, Renan…
    Os comunistas, para se manterem no poder, fazem qualquer tipo de acordo, inclusive são aliados da bandidagem, de traficantes de drogas, as quais apoiam que sejam liberadas para alienar o povo!
    O falsário e psicopata PT sobrevive da “ética-moral” chamada OPORTUNISMO e apenas temos de reconhecer que, como falsários que são, são ótimos corretores de venda de ilusões!
    Dá impressão que comunismo é um castigo do Senhor Deus pela apostasia à sua Igreja, e em caso de O rejeitar, Satã toma conta e o resultado é o caos, que cada vez mais se implanta!

  24. Ricardo Assumpção

    Uma coisa que acho interessante é o costume dos socialistas brasileiros em exaltar as virtudes do socialismo enquanto eles não tem sequer um único exemplo de socialismo bem sucedido para usar como referência, principalmente agora que a realidade decadente e completamente falida da saúde e educação cubanas vieram a tona e a falsa propaganda castrista não consegue mais esconder a verdade de que a educação estagnou nos anos 80, e que a saúde é muito pior que no Brasil. Porém quando questionados sobre esses fracassados exemplos eles imediatamente exclamam…” O que aconteceu na URRS não foi socialismo, foi stalinismo..o que aconteceu na China não foi socialismo, foi maoismo…o que aconteceu na Venezuela não foi socialismo, foi chavismo…o que aconteceu em Cuba não foi socialismo, foi castrismo!” Então eu arremato dizendo que se por um milagre o tragédia um dia a Luciana Genro for presidente do Brasil e resolver cumprir a promessa de implantar um regime socialista aqui as futuras gerações de socialistas dirão…”o que aconteceu no Brasil não foi socialismo, foi genrismo!”

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