A Grécia não apenas é um país quebrado, como também é uma das economias
mais pobres e menos desenvolvidas da Europa desde há décadas.
Ironicamente,
foi o país europeu que seguiu mais à risca todas as teorias defendidas pela
esquerda radical, uma vez que o estado grego caracterizou-se por ser um
dos mais intervencionistas da Europa (ocupava o 100º lugar mundial no
ranking da “facilidade de se empreender” quando começou a crise do euro) e com um dos mais elevados níveis
de gastos públicos (os gastos do governo, em porcentagem do PIB, chegaram
a 60%).
A
origem da tragédia grega, ao contrário do que argumenta a esquerda mundial, não
reside em uma suposta austeridade (que nunca houve), mas
sim em seu enorme e
insustentável setor público.
A
Grécia foi o país da União Europeia que mais aumentou o seu gasto público real
(cerca de 80% entre 1996 e 2008) e a sua divida pública (foi 400% maior que a
receita pública em 2011) desde os felizes anos da bolha de crédito.
Mas
estes grandes números, mesmo sendo relevantes, traduzem-se também em fatos
muito concretos, cuja realidade não está sendo divulgada nem pela mídia nem
pela esquerda.
A
seguir, as principais vergonhas gregas
que a esquerda europeia se nega a reconhecer. A ruína grega é uma história repletea
de mentiras, desperdícios e uma enorme hipocrisia.
1.
Mentiram sobre o déficit público
O
primeiro fato a ser mencionado é que os políticos gregos ocultaram o verdadeiro valor do
déficit público do governo durante anos.
Quando
um novo governo chegou a Atenas em 2009, deparou-se com um buraco
fiscal correspondente a 14% do PIB, sendo que os dados que haviam sido
oficialmente comunicados a Bruxelas eram de 3,7% do PIB.
De
um dia para o outro, o déficit do governo saltou de 7 bilhões para
aproximadamente 30 bilhões de euros, quase quatro vezes mais.
Este
embuste evidencia a enorme irresponsabilidade política dos diferentes governos
gregos, e mostra que seus políticos não levavam a questão orçamentária a sério.
2.
Atenas recorreu aos bancos de investimento
A
esquerda gosta de vituperar constantemente contra os mercados em geral e contra
os malvados bancos de
investimento em particular, mas se esquecem de que, na hora do aperto, sua
admirada Grécia recorreu aos financiamentos de Wall Street para ocultar
as suas desastrosas contas públicas.
O
governo anterior, presidido por Yorgos Papandreu, reconheceu que a Grécia havia
mentido sobre a real situação de suas contas públicas e sobre o real valor do
déficit orçamentário do governo para conseguir entrar no euro, oferecendo dados
falsos até 2009, valendo-se, entre outros, dos serviços da Goldman Sachs.
Com
isto, vale enfatizar que o atual presidente do Banco Central Europeu (BCE),
Mario Draghi, era o
responsável pelas operações do Goldman Sachs na Europa em 2002, quando a
Grécia iniciou as suas operações fraudulentas de engenharia financeira.
3.
O estado grego causou a falência dos bancos do país
Outra
verdade incômoda é que, no caso da Grécia, a falência dos bancos do país foi responsabilidade direta do estado
grego, e não o contrário.
O
sistema bancário do país financiou a dívida pública grega, comprando títulos do
governo, durante os anos
da bolha para financiar os enormes e suntuosos gastos dos diversos governos
que o país teve. Em decorrência disso,
os bancos gregos entraram em falência quando, em 2011, o próprio estado grego
impôs uma redução
de 50% (o chamado haircut) no
valor nominal desses títulos que estavam em posse tanto dos bancos gregos
quanto de investidores privados em toda a Europa, após acordar um segundo plano
de resgate com a Troika.
Posteriormente,
a Europa teve de injetar dinheiro extra para salvar os depósitos dos
correntistas gregos. Ou seja, os correntistas gregos foram socorridos com o dinheiro dos pagadores
de impostos europeus,
por meio da Troika, após a insolvência do governo grego ter arrastado o sistema
bancário nacional para a falência.
4.
A vida é boa quando se usa o dinheiro dos outros
Durante a bolha, a
Grécia viveu muito acima de suas posses reais, recorrendo a um prodigioso
aumento da dívida pública para poder financiar um nível insustentável de
gastos. Mais de metade da economia grega
dependia, de uma ou outra forma, do maná
estatal. Isso criou uma grande estrutura clientelista à base
de privilégios, corrupção e subsídios.
Seguem
alguns exemplos:
a)
Durante anos, e tendo um PIB per capita muito inferior ao da Espanha, o salário
mínimo grego era 50% maior que o espanhol.b)
Durante décadas, o aparelhamento estatal era a norma. Quando um partido chegava ao poder, ele loteava
cargos para correligionários e simpatizantes em troca de votos, doações e apoio
político, aumentando de forma insustentável a máquina estatal.c)
O hospital estatal Evagelismos,
um dos principais de Atenas, por exemplo, chegou a ter 45
jardineiros para cuidar de quatro
jarras de planta na sua entrada; alguns organismos públicos
contavam com 50 motoristas para cada carro; um antigo Ministro da Agricultura criou
uma repartição não-contabilizada que empregava 270 pessoas para digitalizar as fotografias das terras públicas
gregas, sem que nenhum dos contratados possuísse experiência na área de fotografia
digital, pois eram carteiros, cabeleireiros, agricultores e, em geral, filiados
ao partido.d)
O gasto em educação, saúde e políticas sociais foi de longe o que mais
aumentou até o estouro da crise da dívida, superando os 31% do PIB em
2012.e)
No que mais, a Grécia, essa grande referência da esquerda radical, era o país
da União Europeia que mais dinheiro destinava a
gastos militares antes
da crise, com uma média superior a 4% do PIB.
5.
Excesso de funcionários públicos e ineficiência
O
emprego público é, sem dúvida, um dos grandes paradigmas do desastre grego.
a)
Durante a bolha, Atenas nem sequer sabia quantos empregados tinha em sua folha
de pagamento. Os sindicatos estimavam
uns 700 mil, enquanto o governo falava de 800 mil. Porém, se somarmos os contratos temporais, a
cifra superou um milhão de
pessoas em 2007, equivalente a 10% da população e a quase 20% da força de trabalho do país.b)
Esses funcionários públicos ganhavam, em média, 1.350 euros mensais, um valor 50% maior que
o salário médio do setor privado. Mas o
relevante é que os ganhos reais dos funcionários públicos eram muito maiores:
além de receberem dois salários extras anuais, recebiam também bônus e remunerações adicionais por coisas
triviais, como chegar ao trabalho no horário certo, apresentar-se
corretamente vestido, usar o computador ou falar outros idiomas. Os guardas
florestais, por exemplo, recebiam um adicional por “trabalharem ao ar livre”.c)
Somando todos esses extras, os funcionários públicos gregos chegavam a receber,
em média, mais de 70 mil euros por ano,
enquanto os funcionários públicos alemães recebiam 55 mil euros anuais.d)
Adicionalmente, também havia uma pensão
vitalícia de 1.000 euros mensais para
as filhas solteiras de funcionários públicos falecidos, entre muitos
outros privilégios e regalias.e) A Grécia
tinha quatro vezes mais professores que
a Finlândia, o país que está entre as melhores notas nos exames de
PISA que mensuram a qualidade educativa.
No entanto, essa superabundância de professores serviu apenas para jogar
o país entre aqueles que têm os piores níveis
de ensino da Europa. Muitos gregos que enviavam seus filhos para escolas
públicas tinham de contratar professores particulares para reforço.f)
Outro dado curioso é que a saúde pública
grega era a que mais gastava com provisões e estoques, superando em muito a
média da União Europeia. Mas os gregos
não eram mais doentes que o restante da Europa. Motivo desses gastos? Um dos muitos escândalos
que foram descobertos durante os últimos anos era a tradição entre médicos e
enfermeiros de sair dos hospitais carregando todos os tipos de materiais higiênicos
e sanitários.
6.
Empresas estatais, o cúmulo do desperdício
No
entanto, além do número desproporcionado de funcionários públicos, de seus suculentos
salários e da grave ineficiência dos seus serviços, havia também a hipertrofiada estrutura estatal, que
apresentava centenas de empresas, organismos e entidades inúteis.
Basta
assinalar alguns exemplos para perceber o absurdo:
a)
O salário médio na rede
ferroviária estatal grega chegou a superar os 70 mil euros anuais, incluindo profissões de baixa qualificação. A
receita operacional da estatal rondava os 100 milhões de euros anuais, enquanto
os seus gastos superavam os 700 milhões.b)
“Vinte anos atrás, um próspero empresário chamado Stefanos Manos, que depois
seria nomeado Ministro das Finanças, sugeriu que, tendo em vista os gastos,
seria mais barato colocar todos os passageiros das linhas férreas gregas em táxis. Continua sendo verdade”,
como detalha Michael Lewis no seu livro: “Boomerang:
Travels in the New Third World“, no qual há detalhes dos excessos gregos
cometidos durante a bolha.c)
O orçamento do metrô de Atenas rondava os 500 milhões de euros anuais, sendo
que suas receitas com a venda de bilhetes eram de apenas 90 milhões.d)
A Grécia criou um comitê para gerir o Lago Kopais, sendo que o mesmo está seco
desde 1930.e)
Após o pacote de socorro da Troika, Atenas anunciou a eliminação ou a fusão de
75 organismos públicos, em que trabalhavam mais de 7 mil pessoas que,
anualmente, recebiam cerca de 2,7 bilhões de euros (o que dava 386 mil euros
por empregado).
7
– Aposentadorias douradas
Até
o estourar da crise, os gregos podiam se aposentar ao completarem 61 anos,
recebendo 96% do seu salário. Esse era
um dos sistemas previdenciários mais generosos (e insustentáveis) da União Europeia.
Só
que, na Grécia, existiam cerca de 600 categorias laborais que, alegando motivos
de saúde, podiam optar pela aposentadoria antecipada, a qual foi estabelecida
em 55 anos para os homens e 50 anos para as mulheres. E, entre estes últimos
beneficiados, havia todos os tipos de profissões, desde cabeleireiros até
trompetistas, flautistas, cozinheiros, massagistas e até mesmo apresentadores
de TV, entre outros.
Precisamente
por isso, os gregos usufruíam a maior expectativa de vida após a aposentadoria:
não por viverem mais anos, mas sim por se aposentarem antes. De concreto, ao passo que a média da
OCDE era de 18,5 anos de vida após a aposentadoria, os gregos desfrutavam 24
anos de plácida existência após a aposentadoria. Tudo isso sustentado por um crescente volume
de dinheiro tomado emprestado dos mercados mundiais na forma de dívida pública.
No
que mais, o controle sobre a gestão das previdências era inexistente. Durante a crise, foram detectadas milhares de famílias
que recebiam pensões muitos anos após seus titulares terem falecido ou
seguro-desemprego sem terem direito a isso.
8.
Dívida pública obscena
Como
consequência desta farra de gastos e inchamento estatal, o país financiou-se
emitindo dívida.
A
Grécia foi o país que
mais recorreu à dívida pública durante a época da bolha financeira. Consequentemente, sua fatura anual de juros,
até o segundo pacote de socorro, equivalia a 12% da receita do governo
(em 2011, antes do resgate, chegou aos 17%).
Enquanto
isso, na Alemanha, o
valor era de 6%.
9.
Podem pagar, mas não querem
O
Syriza exige agora um novo corte da dívida soberana, mesmo sabendo que o estado
grego se endividou voluntariamente para poder continuar financiando todos os
excessos acima descritos. Nenhum
político quer assumir responsabilidades.
Mesmo
que muitos digam que é impossível arrumar a Grécia, o fato é que, segundo
o próprio Banco Central Europeu, Atenas possuiu uma enorme carteira de ativos
públicos, estimada em cerca de 300
bilhões de euros, incluindo empresas, infraestruturas, ações,
participações, terras e todos os tipos de bens. No que mais, no extremo, a Grécia também pode
vender ilhas, praias, ouro e até monumentos para cumprir seus compromissos e
evitar o doloroso estigma da falência e possível saída do euro.
Mas
nem é necessário chegar tão longe: se Atenas reduzir o peso do Estado para
metade (uns 60 bilhões de euros) com a privatização das pensões, saúde e
educação, e vendesse 50% dos seus ativos estatais (outros 100 bilhões, no
mínimo), sua dívida cairia para aproximadamente 70% do PIB.
Isso,
em conjunto com um compromisso sério de equilíbrio fiscal (déficit nominal zero) e
um ambicioso plano de reformas para liberalizar a economia e baixar os
impostos, poderia reduzir ainda mais, no médio prazo, o endividamento público
em decorrência do crescimento econômico que ocorreria.
O
governo grego tem, sim, meios para pagar seus credores. Só que não quer. E tudo indica que não irá.
__________________________
Leia
também:
A verdadeira tragédia grega
foi o seu gasto público
O sonho do governo grego:
espoliar permanentemente os pagadores de impostos da União Europeia
Sair do euro não é a cura
para a Grécia – adotar uma moeda fraca só piora a situação
A Grécia ilustra 150 anos
de fracasso do socialismo na Europa
Desmascarando o mito da
austeridade europeia (de novo)
Até parece o Brasil rsrs.
Este cenário se assemelha muito ao cenário brasileiro, preocupante. Quanto mais Estado menos riqueza, esta matemática simples os esquerdistas não conseguem entender. Somente um país com livre iniciativa e livre concorrência sem interferências estatais e sem monopólios pode ser rico.
Aqui no Brasil os idiotas ao votarem no PT estão pedindo mais Estado e menos capitalismo. Incrível, mas é uma realidade, seremos uma Grécia no futuro próximo?
A Grécia perdeu-se. Que sirva de lição para outros países. Mas, ela pagará ATÉ O ÚLTIMO CENTAVO de sua dívida. Não terá ajuda de ninguém.
Quais os dados que a esquerda apresenta para afirmar que houve/há austeridade na Grécia?
Contra os fatos não existem argumentos. O problema é que, em política, para uma mente esquerdista, contra o desejo de enganar e ser enganado não existem nunca fatos concebíveis.
É um pessoal que acredita na onipotência do desejo. E quando a realidade ignorada acaba por refutar suas fantasias reagem então com outras de suas características: a incapacidade de aceitar suas próprias responsabilidades e a necessidade de inventar culpados que possam usar para se limparem de suas próprias sujeiras e irresponsabilidades.
“A culpa é dos ricos”, ” A culpa é dos credores,” ” A culpa é do capitalismo.” Assim, quanto mais erram, mais eles tendem a reforçar os próprios erros, fantasias e mecanismos de defesa contra a realidade. É um tipo de neurose coletiva que até Freud teria dificuldade de entender.
Bem parecido com o Brasil. Inclusive com as Olimpíadas, que devem ser o tiro de misericórdia aqui
Como dizia a Dama de Ferro, Margaret Tatcher, o socialismo é maravilhoso até acabar o dinheiro do próximo, e que se alguém recebe sem trabalhar, é porque alguém trabalha sem receber, simples assim.
E é isto que a PeTralhada quer instituir por aqui.
Fora os valores dos salários, pensei que estavam falando da terra brasilis!
Não há muita diferença por aqui, somente no Palácio do Planalto há 5.000 assessores, nomeados nesses últimos três governos.
Nos últimos 13 anos foram criados 100.000 cargos comissionados no governo Federal.
A falência grega é absolutamente por méritos próprios. Criaram um monstro, que agora os devora sem piedade. E quem se apresenta para salvar, o esquerdismo oportunista, o fará dando ração ao monstro!
Pelos argumentos apresentados, a culpa da falência grega não está no povo, e sim nos seus governantes. Como sempre, a corrupção nas esferas do governo foi obscurecida pelas vantagens oferecidas, e o povo acreditou. Só resta saber qual o destino a tomar: Consumir só o essencial ou negociar e continuar se endividando até que o país não tenha mais saída.
Uma dúvida: qual foi o presidente mais liberal(ou menos estatizante) do Brasil e dos Estados Unidos?
O mais preocupante é que, vendo esse desastre na Grécia, se percebe que as táticas e estratégias do esquerdismo são exatamente AS MESMAS em qualquer lugar do mundo: brutal inchaço estatal e monstruosa falta de ética e moral.
Logo, concluí-se que a única coisa que serve de anteparo entre uma nação que é vítima do esquerdismo e o desastre final é efetivamente uma combinação de tempo e riqueza.
O Brasil não vai se transformar numa Grécia, porque aqui podemos emitir moeda indefinidamente, como estão fazendo a Argentina e a Venezuela, e como fez o governo Sarney ao final da década de 1980. Com esta alternativa, teremos como resultado uma inflação descontrolada, desorganização da economia e perda de poder aquisitivo da população, principalmente os mais pobres que não têm mecanismos de defesa financeira.
Resta saber se o atual governo da Dilma tem condições políticas de sustentar uma inflação galopante.
Tem certeza de que não erraram e digitaram Grécia ao invés de Brasil?
IMB vocês tem algum artigo explicando o que é a bolsa de valores e pra que serve ?Eu só encontro pessoas dizendo que la é um lugar de especuladores que ora fazem o preço subir se apropriando dos direitos de outras pessoas e quando os fazem cair estão destruindo a riqueza nacional.
E a China, como tá? O que tá rolando lá, estou a bolha?
Crise chinesa afetaria mais o Brasil que a crise grega/UE, certo?
Veja como o cenário é bem parecido!
Mas ainda nos resta a persistência de mais uns 10 anos nessa “política econômica” para Chegarmos a mesma situação da Grécia.
Espero que com o fim do mandato da nossa Presidente, o povo exorcize o PT de nossas vidas de uma vez por todas.
Gente, não se preocupem pois o Bananão poderá sair em socorro da Grécia em breve; graças à estrovenga chamada de “banco dos BRICS” e o fanatismo ideológico de seus membros (que inclusive foi o real motivo de sua criação), infelizmente há boas chances disso acontecer.
Não acreditam? Então sigam os links abaixo:
ibtimes.com/greece-can-easily-get-funding-brics-bank-russia-1998515
rt.com/business/272083-russia-greece-brics-ushakov
tass.ru/en/world/806684
tass.ru/en/russia/806378
O Syriza (partido de extrema-esquerda do pilantra Tsipras) tem profundas ligações com a Rússia de Putin, graças à ideologia que ambos têm comum e a um lunático-psicótico chamado Aleksandr Dugin. Para mais informações sobre esse assunto:
bloombergview.com/articles/2015-02-03/greece-s-syriza-could-be-more-dangerous-on-russia-than-on-debt
ft.com/cms/s/0/a87747de-a713-11e4-b6bd-00144feab7de.html
anton-shekhovtsov.blogspot.com/2015/01/greek-left-wing-syriza-forms-coalition.html
anton-shekhovtsov.blogspot.com/2015/01/aleksandr-dugin-and-syriza-connection.html
De qualquer maneira vamos nos ferrar por causa de problemas que nada têm a ver conosco. Mas a lógica estatista funciona assim, não é? Ainda mais quando esta se respalda no fanatismo ideológico, aí sim é que a coisa fica feia.
Lendo esse artigo onde se demonstra que a Grécia é pra lá de estatal, eu me pergunto:
Como é que a Grécia conseguiu entrar para a zona do euro?
cmr 08/07/2015 18:08:10
Veja no Brasil; os brasileiros criticam duramente os governantes com toda a sujeira em que eles estão envolvidos, mas ouso dizer que quase todos sabem, lá no fundo, que se estivessem no poder, estariam fazendo exatamente a mesma coisa.
É claro que eles fariam. Na verdade, acho que a real revolta da população em relação à corrupção não é o fato da existência da mesma em si, mas o simples fato de não poderem tirar proveito das falcatruas. Em outras palavras, “todo mundo está ganhando algo e eu aqui não ganho nada, só levo fumo, então fico muito puto com tudo isso.” Simples assim.
Eu conheço pessoas que trabalham no centro do poder, cujo o cônjuge recebe do estado salário idêntico ou até maior, embora pise no ‘trabalho’ apenas no fim do mês para assinar folha de ponto. Grécia de hoje, Brasil de amanhã.
Só passei para lembrar que a Grécia inventou a Democracia.
No Brasil é comum puxa saquismo com gente que trabalha pro estado. Certas classes são elevadas ao Olimpo pela mídia e politicos. Os professores são um exemplo.
Na real é o seguinte:
Os banqueiros de um modo geral querem ter o controle de uma nação através do sistema financeiro, para o Estado ser dependente. e quanto mais empréstimo mais eles tem o poder da inflação.
No caso da Grécia ocorreu o inverso eles ficaram sem lastro, e perderam o poder.
No Brasil ocorreu isto também lembram quando o governo financiou os bancos.
é um jogo danado que sugam uma nação, além obviamente seu povo com juros altos e deficiência de serviços à altura.
Políticos não são patrões, mas como tal ditam as leis.
Triste. como disse a Pintora Tarcila do amaral cuidado com o voto eles que estabelecem os impostos.
valeu
Sobre este trecho:
“a) O salário médio na rede ferroviária estatal grega chegou a superar os 70 mil euros anuais, incluindo profissões de baixa qualificação. A receita operacional da estatal rondava os 100 milhões de euros anuais, enquanto os seus gastos superavam os 700 milhões.”
Eu conheci Atenas. Precisei usar o bonde e o metrô mais de uma vez. Quando, na primeira vez, pedi informação sobre como comprava o ticket para o bonde, já que na plataforma que ficava na rua não tinha nada, uma mulher me explicou que o ticket era comprado na estação de metro. Logo em seguida, me disse para eu não me preocupar com isso, porque ninguém fiscalizava o ticket. Esta foi apenas a primeira vez que ouvi isso. Quando cheguei na estação e pedi para alguém me dizer sobre as máquinas de ticket, mais de uma pessoa não quis me ajudar, alegando que eu não precisava. No metro não havia catracas e, no tempo todo que estive lá, embora eu sempre comprasse os tickets, ninguém realmente pediu qualquer um. Exceto quando usei o metro para chegar até o aeroporto. Antes da estação do aeroporto, quando o vagão já estava bastante vazio, apareceu uma fiscal pedindo o ticket.
Só para tentar ilustrar sobre a receita. Eu acredito mesmo em boa parte das coisas que foram escritas aqui. Farmácias, por exemplo, você não consegue achar nenhuma aberta após as duas da tarde. E muitos outros comércios também. Só abriam depois das 10 e as 14 horas já estavam fechados. Mesmo alguns comércios relacionados à turismo fechavam cedo.
Estou vendo que os gregos se esforçaram bastante para irem à falência.
Então eu acho que eles merecem colher os frutos dos seus esforços.
União Europeia, globalização, governo mundial único é tudo Estado, e todos liberais sabem que o problema é o Estado.
Então União Europeia nada mais é que um governo europeu único ditando regras e regulações de mercado. É contra o livre comércio, diferente do pensamento da maioria que vê estes governos como um avanço de ideias neo liberais, na verdade é um governo central único ditando regras e enriquecendo meia dúzia de banqueiros e capitalistas em detrimento de um comércio livre. É um tiro no pé do capitalismo de livre mercado. Depois ainda será um prato cheio para que esquerdistas critiquem o capitalismo liberal como se isto fosse exemplo de capitalismo de livre mercado. Em um capitalismo de livre mercado não precisa de Estado, este é o ponto. o próprio mercado se auto regula sem interferências estatais. Ainda estou esperando o liberalismo vingar, enquanto isto teremos a velha discussão Socialismo X Capitalismo, pois a interferência estatal vai acabar prejudicando mais cedo ou mais tarde o capitalismo e os Socialistas não irão pensar duas vezes e criticar o capitalismo. E ai nunca veremos o fim do Socialismo.
O que pode ter pior que um governo, um Estado? Um governo mundial único, o dia que isto acontecer não teríamos para onde correr.
Então eu quero que a União Europeia, e demais governos únicos se danem, eu defendo o livre comércio sem regulações estatais e interferências estatais. Então eu torço contra governos únicos.
heheheh…já estive umas 3 vezes em Roma nestes ultimos 6 anos…. eu também comprava os tickets para a validação na maquina dentro do onibus….mas era raro ver um italiano pagar onibus publico lá…entravam e saiam sem validar, sem o motorista cobrar….ou seja, uma casa da mãe joana…eu ficava pensando com meus botôes : quem paga essa conta ?….. um romano me disse que a empresa que controla o transporte publico em Roma se chama ATAC, um gestor publica da prefeitura de Roma ….hehhhe….como se sabe a Italia também passa por alguma dificuldades relativamente a seus gastos publicos…..
Felicitações pelo brilhante artigo!
Barbaridade – matou a cobra e mostrou a cobra!
Acabaram de adotar um novo deus no panteão – KALOTHEUS
Merecidamente terão que ir às calendas gregas e que paguem caro por serem pródigos inveterados.
De modo similar, milhares de brasileiros néscios e incautos igualmente já experimentam algo do gênero. O preço da canalhice e do cinismo é escorchante e justo.
Alguém pode me explicar por que a Forbes defende as irresponsabilidade grega?
http://www.forbes.com/sites/johntharvey/2015/07/07/five-reasons-greeks-were-right/
https://www.youtube.com/watch?v=P84tN0z4jqM
Alguém pode me dizer o que é um país desenvolvido. Faço esta pergunta porque sempre vejo na imprensa que a Grécia é o primeiro país desenvolvido a dar calote. E na boa, eu não vejo Portugal, Espanha, Itália e a Grécia como países desenvolvidos.
Essa é uma estratégia perfeita para destruir a economia de um país, e pior é que o povo (os beneficiados) ainda fica do lado do ladrão.
Se o governo Grego reduziu em 50% o valor dos títulos públicos, a sua dívida pública também precisa ser escalonada? O Governador de São Paulo que apoia Dilma e quer se candidatar a Presidente da República, aumentou os tributos, inclusive da energia elétrica para pagar a conta do FMI, isentando os demais estados do devido aumento?
Por que nenhum político brasileiro quer a auditoria na dívida pública?
A cidade de São Paulo tem diversos títulos de sua dívida com valores reduzidos para negociação…
O Estado de São Paulo vive numa intervenção Federal velada, basta ver o fluxo de migrantes da sua região.
A VERDADE SOBRE A DÍVIDA GREGA É QUE OS PRÓPRIOS CREDORES A CRIARAM SEGUNDO UMA AUDITORA BRASILEIRA
https://www.youtube.com/watch?v=UNMGVLb1VSE
Trecho do artigo “Os inacreditáveis talentos gregos“, de Luiz Felipe Lampreia: “Há 50 motoristas para cada carro oficial e 1.763 pessoas protegem as águas do Lago Kopais, embora tenha secado em 1930.”
“a culpa não é do tsipras. nem do varoufakis.“, por Rui Albuquerque.
O Estado é insano com as pessoas que devem pagar impostos, não há patrão somente contratantes de serviço e sem fiscalização.
Estou lendo esse artigo hj, 1 ano depois de postado.
Descobri esse site através de um blog de um economista. Acessei e gostei muito. Quanto mais eu leio e estudo mais eu percebo que me encontro no lado negro da força….rsrs
Faço parte de uma categoria que no meu entendimento hj derruba o Brasil: Funcionário Público!
Minha função é ferrar com os contribuintes e pagadores de impostos. Sou fiscal de tributos. Mas não me enquadro no perfil que só fica mamando nas tetas do governo…ralo bastante…mas será que isso é bom? Pq qto mais eu trabalho mais eu acabo tirando dos contribuintes e passando para o Estado fazer suas falcatruas.
Acredito que se o Brasil não mudar o cenário pode entrar no caminho parecido com o da Grécia. Acabar com gastos públicos, cortar mordomias, vantagens desproporcionais é o único caminho viável.
Não serei hipócrita de defender aumento de salário para minha categoria. Fui enganado pelo Petismo, que inflou a máquina pública, oferecendo altos salários que me fizeram desanimar de empreender e estudar para concurso. Hj eu percebo isso.
Valeu!
Informações muito pertinentes até hoje, 3 anos depois da estopim da crise. Estou buscando informações pra um trabalho na faculdade e queria saber as fotos desse artigo. Você teria como me passar?
Não precisa ser especialista em economia pra entender que as tais reformas gregas necessárias para sanar as contas públicas não interessam á classe política grega.
Hoje jul/2019 os comentaristas de política no facebook estão cortando os pulsos pela vitória de uma agremiação conservadora na Grécia.
Dizem eles: Estão matando a democracia!