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“Os jovens matam porque foram esquecidos pelo estado” – um mito favorito da esquerda

Enterro
de uma das vítimas do estupro coletivo em Castelo do Piauí

O
naturalista suíço Louis
Agassiz
tinha uma obsessão pelo racismo científico. Acreditava que as
etnias eram espécies humanas separadas e que misturá-las transformava os homens
em delinquentes e degenerados.

Ao
visitar o Brasil, em 1865, Agassiz deu uma olhadela pelas ruas do Rio de
Janeiro e pensou ter entendido a causa da pobreza e da criminalidade do país.
“Quem duvida dos males da mistura de raças que venha ao Brasil, pois não poderá
negar uma deterioração decorrente da amálgama de raças”, escreveu
ele
.

Agassiz
foi vítima de dois erros. O primeiro é a falácia de relação e causa. Ele
observou dois fenômenos acompanhados (mestiçagem e pobreza) e acreditou
que um era a causa do outro. Também usou suas próprias bandeiras políticas
para explicar o mundo — uma armadilha mais ou menos assim: “eu defendo X;
se algo acontece de errado no mundo, eu vou logo acreditar que é por falta de X
e que não há outra solução senão X”.

Muita
gente comete esses mesmos erros ainda hoje. De forma tão descuidada quanto o
naturalista suíço, estão usando suas bandeiras políticas — a educação pública,
a luta contra a miséria e a desigualdade — para explicar por que os
jovens cometem crimes.

Por
exemplo, quando o
ciclista foi esfaqueado na Lagoa Rodrigo de Freitas
por menores de idade, o
jornal Extra sugeriu que os garotos se tornaram assassinos porque não tinham
ido para a escola:

extra-22-de-janeiro-de-2015-sem-familia-sem-escola1.jpg


a jornalista Claudia
Colucci
, ao falar sobre o silêncio ao redor do terrível estupro
de quatro jovens
no Piauí, parece ter esclarecido o que motivou os quatro
menores envolvidos no crime:

Quem
são esses menores? Semianalfabetos, usuários de drogas, miseráveis, com
famílias desestruturadas e com histórias de loucuras, abusos e abandono.

É
o caso de perguntar: o analfabetismo e a pobreza, que atingem dezenas de
milhões de brasileiros, levam mesmo os homens jovens a raptar, torturar,
estuprar, furar os olhos, apedrejar e jogar do penhasco meninas indefesas?

É
verdade que, em muitos casos, a baixa educação e alguns fatores econômicos
acompanham a violência. Mas daí há um bom caminho para provar que um é a causa
do outro. É bem provável, por exemplo, que as centenas de piauienses que
foram ao enterro de uma das vítimas e se consternaram com o caso tinham o mesmo
perfil de escolaridade e renda dos agressores.

O
próprio Piauí contraria a tese de que a miséria causa violência. Depois do
Maranhão, é o estado mais pobre do Brasil. E um dos menos
violentos
— a taxa
de homicídios
só é menor em
São Paulo e Santa Catarina.

Agora,
imagine se multiplicássemos a população do Piauí por cinquenta e cortássemos
40% do seu território. Chegaríamos a um país como Bangladesh, onde 150 milhões
de miseráveis convivem com uma das menores taxas de homicídio do mundo – apenas
2,7 homicídios por 100 mil habitantes
, um décimo da taxa brasileira.

O
perfil de internos de prisões para menores de idade também contraria a crença
de que agressores são vítimas da miséria. Uma pesquisa
da Fundação Casa de Campinas
de 2013 mostra que, de 277 internos, 80% vêm
de famílias com casa própria, e metade têm renda superior a 2 mil reais. As
taxas de escolaridade dos menores presos eram similares às de fora da cadeia.

Se
não é a pobreza, seria então a desigualdade o motor da violência? Essa eu deixo
com o psicólogo americano Steven Pinker, autor
de um excelente compêndio sobre violência humana, o livro Os Anjos Bons da
Nossa Natureza
. Pinker aponta uma falácia de relação e causa: países
mais desiguais geralmente são mais violentos, mas isso não quer dizer que
desigualdade cause violência:

O
problema de invocar a desigualdade para explicar mudanças na violência é que,
embora ela se correlacione com a violência se compararmos estados e países, não
se correlaciona com a violência ao longo do tempo em um estado ou país,
possivelmente porque a verdadeira causa das diferenças não é a desigualdade em
si, mas características estáveis como a governança do estado ou a cultura, que
afetam tanto a desigualdade como a violência.

Um
exemplo que Pinker fornece é o dos Estados Unidos: a desigualdade atingiu um
mínimo em 1968, quando a criminalidade estava no auge, e subiu entre 1990 e
2000, enquanto a violência despencou.

Outra
razão sempre citada são as famílias desestruturadas. Crescer sem o pai ou a mãe
leva os jovens ao crime? Difícil saber. Segundo
o IBGE
, em 16% das famílias brasileiras, a mãe cuida sozinha dos filhos
(famílias só com o pai e os filhos são outros 2%). Mas 0,01% dos adolescentes
comete crimes violentos (a confiar na estatística de quem é contra a redução da
maioridade penal).

O
mais provável, nesse caso, é a relação inversa: em ambientes com maior
criminalidade, é mais comum haver mães solteiras. Os filhos delas acabam
virando criminosos não por falta do pai, mas porque crescem num ambiente
criminoso.

Pinker
tem um raciocínio parecido:

Embora
filhos indesejados possam vir a cometer crimes ao crescer, é mais provável que
as mulheres em ambientes propensos ao crime tenham mais filhos indesejados do
que a indesejabilidade cause diretamente o comportamento criminoso.

A
ideia de que a ausência do estado causa todos os problemas do mundo é
sedutora. Mas na hora de estudar as origens da violência é melhor deixar
ideologias de lado.

______________________

Uma
recente manchete
da Folha de S. Paulo reproduz a denúncia que publiquei
há dois meses.  A afirmação de que adolescentes cometem menos de 1% dos
crimes violentos é falsa, baseada numa estatística que não existe.

A
reportagem foi além e descobriu dados interessantes. Em sete estados, a
participação de menores nos crimes violentos é igual ou superior a 10%. No
Ceará e no Distrito Federal, de acordo com as secretarias de segurança, os
crimes cometidos por menores de idade passam de 30% do total.

folhaa-maioridade.png

Valeria
a pena cavoucar um pouco mais os dados fornecidos pelos governos estaduais.
Esses 30% no Ceará e no Distrito Federal parecem tão falsos quanto o “menos de
1%” divulgado pelo governo Dilma.

Homens
adolescentes são mais violentos que a média da população, mas não mais
violentos que adultos jovens. Em quase toda sociedade humana, o comportamento
violento começa aos 15 anos e atinge o pico entre os 18 aos 24 anos. Seria
necessário que os menores de idade fossem uma parcela muito alta da população
para serem responsáveis por tantos crimes.

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76 comentários em ““Os jovens matam porque foram esquecidos pelo estado” – um mito favorito da esquerda”

  1. Rodrigo Pereira Herrmann

    O recente caso de estupro coletivo seguido de tentativa de homicídio, cometido por adolescentes entre 15-17 anos com a participação de um adulto no Piauí, é definitivo sobre essa questão de redução da maioridade penal.

    O resto (reincidência, condições prisionais, desigualdade econômica, maturidade biológica, etc) é sofismar.

  2. 99,9% dos pobres são trabalhadores honestos (número hiperbólico, mas não muito).

    Ao dizer que a pobreza por si só causa a criminalidade, os “progressistas” insultam a grande maioria de pobres honestos para defender uma pequeníssima minoria de pobres criminosos (com a qual se identificam).

    * * *

  3. 200 milhões de pessoas foram esquecidas pelo governo, e não estão matando….. a não ser como diz o ditado “matando um leão por dia” pra sobreviver sem saúde, educação, altos impostos, combustíveis, energia elétrica…

  4. Os 4 menores do estupro coletivo tinham acesso a educaçao, participavam de projetos sociais e eram acompanhados por assitentes sociais. Os 4 abandonaram todas as suas atividades para viver uma vida de marginalidade, isso tudo sob os olhos da indiferença das familias e das instituiçOes que os seguiam.

  5. Dois argumentos que estupram essa teoria do coitadismo:

    1) taxa de analfabetismo na década de 1920. Quantidade de crimes? Quase nula. Quando acontecia algo, era espantoso.

    2) se o estado está preocupado com educação mimimi, por que não corta as despesas supérfluas, como qualquer dona de casa meia boca? Sem nem tocar no assunto de corrupção, que não vem ao caso de tão indecente.

    Não é correto dizer que o estado tira de quem produz e distribui para quem não produz. Ledo engano. Ele tira de quem produz e distribui entre seus correligionários. Dá 70,00 de bolsa esmola pra um bando de miseráveis e enche cofres na Suíça com bilhões de reais, para consumo pessoal. E ainda dá outros bilhões de presente para as ditaduras comunistas falidas.

    É tudo uma mentirada para confundir os incautos e continuar a nadar de braçada no dinheiro alheio, evitando perdas e garantindo a continuidade do aparelhamento estatal.

  6. Dissidente Brasileiro

    É a primeira vez que comento neste site mas já sou leitor assíduo do mesmo há tempos. Relacionado ao artigo publicado, gostaria de compartilhar o link abaixo:

    noticias.bol.uol.com.br/fotos/entretenimento/2015/04/23/desenhos-criativos-e-ilustracoes-fora-do-comum.htm?fotoNav=112#fotoNav=101

    Vejam como a esquerdalha é cínica e manipuladora. Observem os "argumentos" que o sujeito usa para tentar convencer os incautos. Confesso que não tenho muita paciência para lidar com essa gente!

  7. Excelente artigo. Recomendo as palestras do Steven Pinker no TED e outros livros dele: “tábula rasa” e “como a mente funciona”.

    É um autor empírico e que se alicerça na Seleção Natural para mostrar que o ser humano não é moldável como alguns tanto desejam.

    Nascemos com características de personalidade que não são reconfiguráveis pelos Engenheiros Sociais de Plantão. São característica inerentes, assim como cor da pele, olhos, altura, etc…

  8. A correlação entre criminosos e famílias desestruturadas é extremamente alta. Vá em um presídio e veja como são as famílias dos presos. Muitos foram filhos de mãe solteira, a maioria cresceu sem a presença de uma figura paterna.

    Filhos que nascem sem a presença de seus pais são MUITO MAIS propensos ao crimes. A maioria dos estupradores, por exemplo, vieram de famílias desestruturadas. E muitos sofreram violência infantil (geralmente da mãe).

    O Feminismo e o esquerdismo com seus programas sociais que destroem a família, diminuem o valor da figura paterna e incentivam à irresponsabilidade sexual tem imensa parcela da culpa pela violência na sociedade.

    Antigamente o governo não se metia em assuntos familiares. Por conta disso, a mulher era muito mais cuidadosa e responsável com aqueles com quem ela se relacionaria. Afinal, se ela engravidasse de um homem irresponsável, ela ficaria em uma situação vulnerável. Assim, era aconselhável manter-se virgem até o casamento. E isso era bom para o futuro da mulher e de sua família. Era a escolha mais sábia de uma mulher. Hoje em dia, graças ao feminismo e aos programas sociais esquerdistas que colaboram para destruição da família, mulheres irresponsáveis engravidam de cafajestes, substituem a figura paterna pelo Estado e aí a sociedade tem que aguentar as consequências.

    É necessário entender os sinais econômicos que programas esquerdistas dão. Em economia, quanto mais você subsidia alguma coisa, mais desta coisa você terá. E quanto mais se taxa, menos terá.E é isso que esses programas sociais tem feito. Têm promovido a irresponsabilidade às custas da responsabilidade.

    O número de mães jovens, de mães solteiras, de filhos que nascem sem um pai presente têm AUMENTADO consideravelmente JUNTO com tais programas sociais. Isso não é nenhuma surpresa.

    E tudo isso gera um efeito devastador para a sociedade. As maiores vítimas são os mais pobres e os negros. Sem a figura paterna, a criança tende a ter sérios problemas comportamentais, tem maiores dificuldades na escola, se suicidam mais, etc. As estatísticas sobre o assunto são alarmantes. Tanto para as meninas quanto para os meninos.

    A grande maioria dos criminosos, estupradores, etc.. vieram de famílias onde o pai não está presente. Sem a figura paterna, o garoto vai buscar seus exemplos masculinos em outros locais, como na criminalidade, por exemplo.

    Algumas estatistícas:

    Meninas sem um pai nas suas vidas têm 2,5 vezes mais propensão a engravidarem na adolescência.
    Meninos sem um pai nas suas vidas têm 63% mais chances de fugirem de casa e 37% mais chances de utilizarem drogas;
    Meninos e meninas sem pai têm duas vezes mais chances de necessitarem de cuidados profissionais para problemas emocionais ou de comportamento.

    O pai biológico é quem menos comete violência contra a criança. Mães solteiras são as que mais cometem violência contra crianças.

    Fontes e mais estatísticas:

    https://www.youtube.com/watch?v=o1xf78EltKM
    Petrovich & Templer (1984), Groth (1979), Brieri e Smiljanich (1993)
    fatherhoodfactor.com/us-fatherless-statistics/
    thefatherlessgeneration.wordpress.com/statistics/
    http://www.youtube.com/watch?v=KMU8FidIkgM
    fatherhood.about.com/od/fathersrights/a/fatherless_children.htm
    http://www.canadiancrc.com/Fatherlessness/Fatherlessness_in_Canada.aspx
    http://www.psychologytoday.com/blog/wired-success/201106/the-decline-fatherhood-and-the-male-identity-crisis
    “The Myth of Male Power” – Warren Farrell
    Mapa da violência – Crianças e Adolescentes do Brasil , 2012

  9. Reproduzindo meu comentário em outro post, justamente sobre a afirmação de que a pobreza seja a causa da violência, e complementando o ótimo comentário do Lomoas, acima:

    Toda a sua argumentação(de que a pobreza causa a violência) é uma gigantesca falácia cum hoc ergo propter hoc – correlação não implica em causalidade. É um salto gigantesco e totalmente arbitrário selecionar EXCLUSIVAMENTE dados sobre pobreza ou desigualdade social(que são coisas inteiramente diferentes e você também não entende) e disso concluir que trata-se da causa única ou primordial da criminalidade.
    O nível de escolaridade média do brasileiro é medíocre(7,2 anos segundo o Pnud) então, estatísticas como as que você forneceu sobre a escolaridade do população carcerária não significam nada, não provam de maneira alguma uma relação de causalidade entre baixa escolaridade e criminalidade.
    Sem contar que você fala de criminalidade de uma maneira propositalmente vaga e genérica, para passar a impressão de que estamos falando de pessoas que roubam pra matar a fome, o que se encaixaria com a sua tese de pobreza como causa da criminalidade, mas certamente não é esse o caso.
    O que se trata aqui é de uma violência endêmica, do maior número absoluto de assassinatos no mundo, e qualquer relação entre a brutalidade de 50 mil assassinatos por ano e o simples desejo de satisfazer as necessidades básicas de subsistência é profundamente duvidosa e fica a seu encargo mostrar, não apenas com estatísticas convenientemente selecionadas, mas como análises sociológicas concisas que isso é um fato.
    Pra se ter uma ideia de como sua análise é incompleta e tendenciosa, consideremos os episódios de expropriação da agricultura perpetrados pelo regime comunista na China e no leste europeu, que foram certamente os exemplos mais extremos de desespero causado pela falta de condições mínimas de subsistência. Milhões de pessoas foram condenadas a morrer de fome do dia pra noite.
    Ainda assim, os episódios de brutalidade em resposta às monstruosidades cometidas pelo partido comunista foram esporádicos – há muitos relatos de pessoas que no auge do desespero comeram cadáveres de vizinhos, amigos e até familiares pra não morrer de fome. Mas estes atos extremos eram cometidos com a alma destroçada de dor, com plena ciência da natureza vil e imoral que aquilo representava, conforme vemos em tantos relatos de sobreviventes do Holodomor, por exemplo.
    Essa noção da imoralidade dos atos violentos não existe na mentalidade padrão dos criminosos das nações ocidentais. Theodore Dalrymple esteve em contato com milhares de criminosos na África, Leste Europeu, América Latina e os relatos dos seus livros são reveladores: esses criminosos claramente acreditam que são vítimas, e que seus atos são na pior das hipóteses “justiça equalizadora”.
    Então, é absolutamente evidente que uma situação assim não pode ser justificada apenas pela carência de bens materiais e que a questão dos valores morais é parte essencial dessa análise.
    E de fato, quem quer que tenha estudado as supostas relações entre criminalidade e pobreza, concluiu precisamente o contrário do que você afirma: a causa primordial da criminalidade é uma degradação moral que costuma ser mais acentuada em ambientes que COINCIDEM com a desestruturação financeira, a pobreza e a desigualdade.
    Percebe a IMENSA diferença entre a pobreza diretamente SER A CAUSA da criminalidade e ela estar PRESENTE em ambientes desestruturados que vão, com maior frequência produzir pessoas com deformidades morais como rancor, inveja, falta de responsabilidade individual, falta de empatia pelos seus semelhantes, etc?
    Existem estatísticas muito mais reveladoras do que as que você forneceu, como por exemplo o fato de que crianças criadas apenas por um dos pais tem nove vezes mais chance de cometer crimes

    Children whose parents split are NINE times more likely to commit crime
    http://www.dailymail.co.uk/news/article-1326420/Children-parents-split-NINE-times-likely-commit-crime.html

    entretanto, nenhuma pessoa sensata vai fazer o que você faz, e concluir que single-parenting é a causa primária da violência.
    O mais adequado é analisar o contexto que envolve essas estatísticas, como nesse estudo muito elucidativo de Patrick F. Fagan, Ph.D:

    The Real Root Causes of Violent Crime: The Breakdown of Marriage, Family, and Community
    thf_media.s3.amazonaws.com/1995/pdf/bg1026.pdf

    Além disso, recomendo o livro do Theodore Dalrymple que explora essa mesma ligação entre a derrocada de valores fundamentais e criminalidade:

    Life at the Bottom: The Worldview That Makes the Underclass
    http://www.amazon.com/Life-Bottom-Worldview-Makes-Underclass/dp/1566635055

    e este livro excelente que mostra o impacto dos valores morais na prosperidade das sociedades:
    Culture Matters: How Values Shape Human Progress.
    http://www.amazon.com/Culture-Matters-Values-Shape-Progress/dp/0465031765

    Isso aí é a matéria prima da discussão, o mínimo que tem que estudar. Sem isso vira papo de boteco.
    Seres humanos não são gado, e fazer análises sociológicas com base UNICAMENTE em estatísticas é inaceitável.

  10. E o fato de crianças ficarem sem pai porque simplesmente ele morreu e não por abandono, nao entra nos numeros estapafúrdicos do estado. Por falecimento fiquei sem pai aos 15 anos. Minha mae que faleceu 3 anos depois assumiu o comando de casa. Nao virei criminoso. O texto é otimo.

  11. Esse trecho do texto está errado:

    “Outra razão sempre citada são as famílias desestruturadas. Crescer sem o pai ou a mãe leva os jovens ao crime? Difícil saber. Segundo o IBGE, em 16% das famílias brasileiras, a mãe cuida sozinha dos filhos (famílias só com o pai e os filhos são outros 2%). Mas 0,01% dos adolescentes comete crimes violentos (a confiar na estatística de quem é contra a redução da maioridade penal).

    O mais provável, nesse caso, é a relação inversa: em ambientes com maior criminalidade, é mais comum haver mães solteiras.”

    Há inúmeros locais (EUA,CANADÁ, SUÉCIA), onde a criminalidade é baixa mas o número de mães solteiras é alto. Já no Brasil o número de mães solteiras é menor e o ambiente tem maior criminalidade.

    Porém, em todos esses países a violência aumentou após o aumento de mães solteiras e de famílias desestruturadas.

    Portanto, as famílias desestruturadas antecedem a criminalidade. Aliás, procurem por estatísticas de Stefan Molyneux no youtube e lá vocês verão a correlação entre divórcios nos EUA e no Canada e número de crimes. Os crimes aumentam anos depois do aumento do divórcio. (Segundo a lógica do texto, os divórcios aumentariam depois do aumento do número de crimes, o que não ocorre)

  12. Dois eventos ocorrendo juntos não permitem concluir que um seja a causa do outro. O máximo que se pode afirmar é que não é impossível que um seja a causa do outro. Mas a conclusão definitiva só pode ser tirada se forem devidamente ponderadas todas as variáveis intervenientes. No caso presente, a ocorrência junta de pobreza e alto índice de criminalidade pode ser apenas a face visível de uma síndrome mais ampla: países pobres não proveem bases materiais para a manutenção de famílias estruturadas, escolas de boa qualidade, e last but not least, polícias bem equipadas. Países pobres preferem soltar presos porque não têm recursos para construir mais prisões, e por isso têm legislação criminal mais branda do que aquela de países ricos com baixa criminalidade.

    A falta de escola como causa do crime é um argumento que faria sentido 80 anos atrás, quando boa parte da população morava longe de qualquer escola, muitos cresciam analfabetos e, sem conseguir emprego, acabavam entrando para o crime. Na época atual, não há nenhuma condição mutuamente exclusiva entre escola e crime: os jovens marginais abandonam a escola porque não têm interesse em frequenta-la, já que a vida de crimes dá maiores ganhos e pouca punição. E muitos nem abandonam a escola, pois a tem como um território seu, onde podem surrar colegas e professores, vender drogas e arrigementar comparsas.

    O mesmo se aplica à profusão de mães solteiras e alto índice de crime: ambos são parte de uma síndrome mais ampla, de liquidação de valores morais, o que faz com que os homens não vejam nada de errado em abandonar suas famílias, as mulheres não vejam nada de errado em ter filhos de múltiplos homens e as crianças não vejam nada de errad em praticar crimes. No passado havia mais pobreza e menos crimes porque havia mais valores morais.

  13. Fernanda Hobstek

    O que causa a criminalidade em uma sociedade é o esquerdismo. Há alguns pais que não educam bem seus filhos,e, como consequência, os filhos nutrem uma ideologia anti-capitalista e se tornam esquerdistas, black blocs ,feministas, desrespeitando assim a propriedade privada e aumentando o numero de roubos, assaltos, vandalismo, etc…

  14. Pourran….. Brasília é a prova que a presença do estado não tem nada a ver mesmo com criminalidade juvenil. Pra falar a verdade, a minha visão de quem mora em brasília é justamente a apropriação da idéia que o estado tem que educar as pessoas que gera mais pessoas sem exemplos de pessoas boas a seguir, Afinal “esse problema é pro estado cuidar”…

  15. A minha opção filosófica pelo liberalismo econômico (e em menor escala pelo libertarianismo), adotada depois de 50 anos de vida e muitas leituras e reflexões, veio acompanhada de minha opção filosófica e religiosa pelo Espiritismo (em sua codificação estabelecida por Allan Kardec).
    Cada ser humano é um indivíduo único, pleno de potenciais inimagináveis, produto de inúmeras influências espirituais, culturais, sociais e familiares, resultantes de séculos de evolução humana. Mas todo ser humano dispõe do livre arbítrio, sendo livre para assumir diferentes alternativas durante sua vida, e é o único responsável por seus atos, perante a sociedade e a justiça divina.
    Todas as atitudes humanas podem ser explicadas e justificadas, mas isto não modifica a Lei Moral: cada ser humano é o único responsável por seus atos e suas consequências.

  16. Amarílio Adolfo da Silva de Souza

    Rothbard(e eu) acredita que a única solução(e, por sinal, mais simples e barata) para o problema da criminalidade é fazer o criminoso pagar na mesma proporção que a vítima, levando-se em conta as circunstâncias de cada caso. Ex: se você me roubou R$ 100,00 em 16/6/2015, você deverá me compensar em R$ 200,00(o dobro) mais os juros pelo tempo em que você me privou do meu dinheiro e o trauma psicológico que me causou, etc. Se você matou alguém, deverá pagar com sua própria vida. Isso pode parecer bárbaro, mas como o próprio Rothbard admitiu(e eu concordo), os bárbaros, nesse aspecto, são mais sensatos que os ditos “progressistas”. Na verdade, essa seria a única lei que eu admitiria cumprir sem reclamar: Artigo único: “Pagará, na mesma moeda, pelo mal(roubo ou assassinato) que causar”.

  17. Marcelo Simoes Nunes

    Jovens (e adultos) cometem crimes porque acham que vão melhorar de vida e se justificam moralmente, obviamente, e com muito mais desenvoltura do que ousaria um filósofo. É irritante ver pessoas incapazes de pensar corretamente tentarem atribuir um fator determinante para o crime. Ele é multifatorial e cada criminoso tem uma estruturação particular de sua personalidade criminosa. Parece piada dizer que a falta de escola leva menor ao crime no Brasil. Só um imbecil ou um gringo que nada sabe do país diria tal besteira. A escola brasileira (do PT, do PSDB, do Paulo Freire, do socialismo) mais contribui para o crime do que o evita. Isso é obvio. Não se fala do que não se conhece e um pouco de dedução não faria mal a ninguém. Seria bom falar de nossas obviedades. O brasileiro é na sua maioria honesto e não comete crime? Não. Os pobres cometem mais crimes do que os ricos? Sim. Alguns criminosos são construídos por influência ambiental? Sim. Outros têm um base genética? Sim. A maioria são uma equação de ambos os fatores (mega fatores)? Sim. Isso explica o caso de A ou B? Não. Há meio século havia infinitamente menos crime no Brasil. O que mudou? O brasileiro hoje é menos honesto? Talvez. O que mudou escancaradamente foi na natureza do crime, o aumento do chamado crime violento. E isso tem tudo a ver com a droga correndo solta, com a atitude do Estado de tolerância mil, com a instrumentalização da pobreza e da miséria pela militância esquerdista, e seus instrumentos: política de direito dos manos, desestruturação da família patriarcal, movimento feminista, movimento GLTS, multiculturalismo, relativismo social, intervencionismo estatal em todas as esferas, inclusive no direito de família etc.

  18. Nao se esquecam do principal , que e a repressão. Leis duras, prisão com separação dos criminosos por categoria, pena de morte, trabalho interno etc. funcionam e muito bem. Onde o trafico e punido com pena de morte, a questão das drogas não e de vulto. No Brasil não temos nada disso, a autoria dos crimes não e identificada e o guapo mancebo continua em liberdade ate que o processo, depois de uma década, chegue ao final. Num ambiente desse, o crime medra fácil, fácil.

  19. Criminalidade para mim só tem uma causa.

    Mecanismos de incentivo e impunidade.

    Tanto um “di menor” de 14 anos que coloca o revolver na cintura ou pega a faca da cozinha e sai para assaltar quanto um politico do alto escalão que rouba, superfatura e desvia dinheiro publico. Só cometeram esses crimes pelos mecanismos de incentivo e a impunidade.

    Ambos os criminosos (o “di menor” e o politico) sabem muito bem que dificilmente vão ser presos, são protegidos pela lei e pelo pessoal “progressista”.

    Crime no Brasil compensa.

    Esses políticos tiveram ótimas oportunidades na vida, estudaram nos melhores colégios, muitos tiveram famílias estruturadas etc… e nem por isso deixaram de cometer crimes

    A diferença apenas está na forma de cometer os crimes. Logicamente um politico não vai sair assaltando pessoas nas ruas com uma faca na mão. E o “di menor” não vai entrar dentro da maquina publica para roubar, superfaturar e desviar dinheiro publico.

    Basta olhar vários países asiáticos como Japão, Singapura etc… o índice em todos esses tipos de crimes são muito baixos. Será pq em ? será pq nesses lugares eles não dão muita corda bamba para bandidos seja os de “colarinho branco” ou “colarinho azul” ?

    Brasil cada vez se torna mais vergonhoso.
    O bandidinho assaltante e estuprador é a vitima da sociedade capitalista opressora.
    O politico corrupto e ladrão é a vitima dos capitalistas achacadores do grande capital.

  20. “Muita gente comete esses mesmos erros ainda hoje.”.

    Idiotas úteis cometem erros. E depois se dão mal.
    Psicopatas fazem essas afirmações sabendo que são falsas.

  21. Bom hoje foi aprovada a lei da maioridade penal foi aprovada hoje, espero que melhore com ela mesmo intendendo o que pode acarretar a aprovação dela. De certa forma eu sou a favor, o caso citado pelo Rodrigo pereira no inicio dos comentários lembra bem de um caso com grande maioria do envolvidos eram menores, e por isso acabam passando ilesos, e a dor da familia como fica nesse caso.

    Ótimo artigo, sempre que dá passo aqui para ver o que tem de novo. Abraços!

  22. Muito bem colocada sua afirmação Rodrigo, muitos desses jovens se tornam reincidente no crime, e existe leis, são para serem respeitadas e não cometer nem o primeiro crime!

  23. Boa noite a todos… essa é minha primeira mensagem que posto neste site, apesar de lê-lo com frequência. Fiquei intrigado com os posts e com o conteúdo da matéria. Vários citaram o Mapa da Violência, então resolvi baixar e olhar com mesmo próprios olhos. Notei algo interessante sobre os dados de homicídio – Brasil, que é o que realmente importam, ai temos (ano/taxa por 100.000) em três pontos no tempo de 10 em 10 anos:1992 – 9,7%; 2002 – 19,06%; 2012 – 20,7%. assim, comento, entendendo que no período 1992/2002 aos quais não correspondem a governos esquerdistas, portanto as políticas assistencialistas/populistas eram precárias, a taxa de homicídio foi acrescida em 10 pontos percentuais (1992 – 9,7%; 2002 – 19,06%) e no período 2002/2012 esquerdista/populista – Lula/Dilma (2002 – 19,06%; 2012 – 20,7%) ser acrescida em UM ponto percentual, não parece contraditório, ou mesmo, paradoxal que, em alguns comentários, avoque-se o aumento da criminalidade/mortes violentas nesse período?. Pelos dados, se olharmos com bons olhos, não poderíamos até dizer que, em se comparando com os dez anos anteriores, esta última decena não gozou de relativa estabilidade? Assim, pergunto: como creditar às políticas populistas/assistencialistas do governo de plantão, ao feminismo, aos sei lá como se chama, movimento GLS/GLBT, o aumento da criminalidade? Essas afirmações não parecem corresponder a realidade? A criminalidade não seria um problema mais complexo de ser analisado?… Abraços, Chico.

  24. Higor Vinícius Pegado

    Fenômeno determinista de causa e efeito é um tanto quanto obtuso para tentar explicar a complexidade dos eventos na humanidade, ainda que faça sentido num universo reduzido, da menor parte para o macro, que sob sua junção se dá o problema, pois a soma das partes se torna maior que o todo, ou ele próprio.

    Sendo assim, o que explica o fato de a criminalidade ser maior nos bairros periféricos, das cidades periféricas, dos estados periféricos, das regiões periféricas no Brasil? O que explica o fato de países como a Noruega terem menor índice de violência? Mencionar os Estados Unidos na década de 90 é desonestidade, porque, se bem me lembro, não foi a época em que o Will Smith se mudou para Bel-Air? E as gangues de Nova Iorque?

    Destarte, o que podemos avaliar são as possibilidades. Elas são muito maiores quando não se supera o estágio primitivo de satisfazer os desejos primeiros do homem, como a fome – como menciona Karl Marx. Sem educação, não tem olhar, muito menos crítico; nem desenvolvimento cognitivo para se ter uma pré-compreensão de sociedade, formando indivíduos pré-convencionais, de acordo com Jurgen Habermas, violentos e sem comunicação, colhendo as graves consequências no “mundo da vida”, desdobramentos das relações sociais.

    E, sem tem algo realmente bonito e perverso (belo), é a natureza. Não importa a condição financeira, ela não determina caráter, e sim, aumenta POSSIBILIDADES.

  25. Tenho um ponto de vista mais lombrosiano sobre essa questão da violência. Pessoas com predomínio parassimpático, com frequência cardíaca menor e menos adrenalina no sistema nervoso central são mais propensas à desobediência, são mais rebeldes e, portanto, propensas ao crime. Aqueles que não se inclinam ao crime procuram adrenalina nos esportes radicais, trabalhando como bombeiro, ou policial. Existem experimentos que comprovam isso. A pobreza, a baixa educação e o ressentimento em relação aos mais bem sucedidos são o fermento da criminalidade.

  26. Prezados,

    A PEC sobre a redução da maioridade penal para 16 anos está PARADA no Senado Federal.

    Está na hora de fazer andar isso aí. Lugar de bandido é na cadeia!

  27. Na campanha, Bolsonaro veio com a questão de redução de maioridade penal. Ainda não vai englobar todos os crimes, mas já é um avanço.

    Esse discurso de que falta de educação causa criminalidade é puro elitismo de acadêmicos que se acham superiores em relação ao resto da sociedade.

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