Democracia,
quando a tirania inicia a sua eternização
A
democracia criou praticamente todas as ditaduras do mundo. Não é de hoje que isso acontece e não é à toa
que boa parte das piores ditaduras carrega palavras derivadas de “democracia”
no nome.
Por
exemplo, a Coreia do Norte se chama República Democrática Popular da Coreia; o
Camboja na época do Pol Pot se chamava Kampuchea Democrático; a Alemanha
Oriental se chamava República Democrática da Alemanha, e p Laos se chama
República Democrática Popular Lau.
Em
suma, geralmente um país com alguma alusão à democracia no nome está muito
longe de ser um país livre.
A
palavra democracia é enganosa. Ela não nos garante a liberdade e nem a proteção
dos nossos “direitos”. Pelo contrário, é ela quem vai sepultá-las de
vez.
Não
é necessário voltar muito no tempo para perceber isso. A escolha da maioria ou
a eleição daqueles que mais obtiveram votos nunca foi o meio mais eficiente de
garantir os direitos dos indivíduos numa sociedade. Colocar nas mãos de uma população a escolha de
um governante não é muito diferente de um grupo de escravo escolher o seu
capataz.[1]
O
que acontece exatamente quando temos uma democracia? Nada mais do que a violação, agora legalizada,
ao direto à propriedade privada feita por uma maioria sobre uma minoria. Uma
parcela da população irá querer que a outra pague por seus estudos, por seus
tratamentos médicos, por sua segurança, por seus transportes, por seus subsídios,
por seu assistencialismo e assim por diante.
Como
explicou
Hans-Hermann Hoppe:
Dado que o homem é como ele é, em todas as
sociedades existem pessoas que cobiçam a propriedade de outros.[…]Quando a entrada no aparato governamental é
livre, qualquer um pode expressar abertamente seu desejo pela propriedade
alheia. O que antes era considerado imoral e era adequadamente suprimido,
agora passa a ser considerado um sentimento legítimo. Todos agora podem
cobiçar abertamente a propriedade de outros em nome da democracia; e todos
podem agir de acordo com esse desejo pela propriedade alheia, desde que ele já
tenha conseguido entrar no governo. Assim, em uma democracia, qualquer um
pode legalmente se tornar uma ameaça.Consequentemente, sob condições
democráticas, o popular — embora imoral e anti-social — desejo pela
propriedade de outro homem é sistematicamente fortalecido. Toda e
qualquer exigência passa a ser legítima, desde que seja proclamada
publicamente. Em nome da “liberdade de expressão”, todos são
livres para exigir a tomada e a consequente redistribuição da propriedade
alheia. Tudo pode ser dito e reivindicado, e tudo passa a ser de
todos. Nem mesmo o mais aparentemente seguro direito de propriedade está
isento das demandas redistributivas.Pior: em decorrência da existência de
eleições em massa, aqueles membros da sociedade com pouca ou nenhuma inibição
em relação ao confisco da propriedade de terceiros — ou seja, amorais vulgares
que possuem enorme talento em agregar uma turba de seguidores adeptos de
demandas populares moralmente desinibidas e mutuamente incompatíveis (demagogos
eficientes) — terão as maiores chances de entrar no aparato governamental e
ascender até o topo da linha de comando. Daí, uma situação ruim se torna
ainda pior.
Isso
explica o porquê de os partidos declarados de esquerda terem obtido sucesso nas
eleições. A bandeira da esquerda sempre
foi essa e os partidos que se dizem de “direita” acabam abraçando boa parte dos
programas da esquerda para conseguir votos.
A
prova disso é que não são raros os direitistas que hoje adotam as propostas de F.A. Hayek
e Milton Friedman apenas para isso.[2]
A
crise amiga
O
que acontece hoje?
Não
é um cenário muito diferente do que ocorreu após o crash de 1929 e a
consequente Grande Depressão. Crises sempre
fazem com que muitas pessoas se convençam de que políticas autoritárias,
medidas antimercado e confisco de propriedades privadas sejam a solução. As crises sempre são estranhamente prolongadas
e não seria surpreendente se fosse de propósito.
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| “Por que você não pode dar um emprego ao meu pai?” Certamente a resposta certa seria “Porque o governo não deixa.“ |
No
entanto, não há como provar isso, ainda que se possa mostrar premissas que
evidenciem tal suspeita. A maioria da
população em si sempre é instruída a cobrar algo do governo e sempre olha para
os mais bem sucedidos com um ar de inveja achando que os bem sucedidos devem
obrigatoriamente colaborar mais com a “sociedade”.
Quando
ocorre uma crise econômica os mais pobres sempre são os mais atingidos, e, ao
ver os mais ricos menos atingidos e ainda demitindo seus empregados, a esquerda
acaba se aproveitando da situação.
Não
é difícil entender a estratégia da esquerda nessa parte. Primeiramente, em
qualquer sociedade, os mais ricos compõem uma minoria numérica por serem os
empregadores dos mais pobres, que são a maioria. Em seguida, basta gerar uma crise. Mas como
gerar?
O
estado tem uma arma e tanto para isso: o monopólio da moeda. Dado que o dinheiro representa a metade de
toda a qualquer transação econômica, qualquer manipulação do dinheiro pode
gerar crises. E, com o monopólio sobre a
moeda garantido, o governo tem o virtual controle da economia.
Vamos
supor que o governo gere uma crise de inflação: a inflação nada mais é do que uma
expansão monetária — ou seja, um aumento da quantidade de dinheiro. O governo
não pode simplesmente distribuir o dinheiro para a população, mas ele pode
colocar esse dinheiro na economia utilizando o sistema bancário — que irá
conceder empréstimos a pessoas e empresas — ou incorrendo em déficits orçamentários
que também são financiados por empréstimos bancários.
Com
esse aumento da oferta monetária, o valor de cada unidade monetária cai, e os
preços e custos sobem. Quem percebe isso
é quem oferta o bem, o empresário, o empregador, o capitalista. Ao perceberem o aumento da oferta monetária,
os empresários aumentam o preço dos produtos que ofertam para evitar a escassez
dos mesmos, e o nome dado isso é remarcação dos preços. Nessa hora o
governo acaba colocando toda a população contra os empresários, acusando-os de
“abusadores”, “ladrões” e outros adjetivos pouco elogiosos.
Isso
aconteceu no Brasil durante a gestão do presidente José Sarney com o fracassado
Plano Cruzado,
quando foram convocados os “fiscais do Sarney”. Os fiscais do Sarney (os
próprios clientes) basicamente denunciavam os aumentos “abusivos” de preços e a
Sunab (Superintendência Nacional do Abastecimento) se encarregava de multar e
fechar a lojas e ainda chamar a polícia para prender os funcionários e os
gerentes.
O
Brasil da Era Sarney em pouco diferia da Venezuela de Chávez e
Maduro, apesar de a Venezuela enfrentar uma ditadura por muito mais tempo.
Outra
forma de gerar uma crise é pela expansão de crédito para populares. Mises
observou que, com o surgimento dos bancos, surgia a expansão do crédito sem um
equivalente aumento da poupança, pois os bancos podem simplesmente criar dinheiro do nada.
Mises
afirmou que o “pai da
expansão de crédito foi o banqueiro e não a autoridade pública”, e continuou:
Hoje, entretanto, a expansão de crédito é
exclusivamente uma prática governamental. A participação dos bancos e
banqueiros privados na emissão de meios fiduciários [o dinheiro criado pelos
bancos] é subalterna e limitada a aspectos técnicos. São os governos que
comandam o funcionamento da atividade bancária; são eles que determinam as
circunstâncias de todas as operações creditícias.Enquanto os bancos privados, no mercado não
obstruído, têm a sua capacidade de expandir o crédito estritamente limitada, os
governos procuram expandir ao máximo o volume de créditos injetados na
economia. A expansão do crédito é a principal ferramenta do governo na sua luta
contra a economia de mercado. É a varinha de condão que trará a abundância de
bens de capital, que diminuirá a taxa de juros ou a abolirá de uma vez por
todas, que financiará o desperdício dos gastos públicos, que expropriará os
capitalistas, que conseguirá promover o boom permanente e tornar prósperas
todas as pessoas.
A Grande Depressão surgiu
com a expansão de crédito mais diversas outras medidas inflacionárias, e se
agravou ainda mais com diversos programas intervencionistas que dificultaram a
abertura de empresas e criação de empregos, o que, por consequência, provocou o
fechamento de diversas empresas e demissões em massa.
Intelectuais
e o controle das massas
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| Da esquerda para direita em sentido horário: Marilena Chauí, Juca Kfouri, Emir Sader e Leonardo Sakamoto. Exemplos de intelectuais a serviço de defender o estado |
Agora,
vamos a uma outra questão: como convencer a multidão de incautos e desavisados?
Vamos
pensar em um ambiente em que esse povo tenha de necessariamente ler e absorver
informações. O estado não quer que as
pessoas absorvam os valores da família e de escolas independentes, não
credenciadas pelos burocratas MEC. Logo,
a primeira coisa que ele fará é obrigar os pais a colocarem os seus filhos
crianças na escola (credenciada pelo MEC) e proibi-las de trabalhar.
A
segunda fase é escolher o material que será estudado.
Obviamente
não haverá tanta doutrinação na matemática e nas ciências naturais e exatas,
mas haverá muita nos estudos sociais e história. Os autores escolhidos serão os
que mais defendem o estado. Geralmente serão os que possuem forte influência de
Marx e seus influenciados (Lukács, Adorno, Marcuse, Gramsci etc) e mais os
iluministas franceses (principalmente Montesquieu, Rousseau, Robespierre, etc)
e influenciados (Deleuze e Foucault).
A
doutrinação nas instituições de ensino está formada, mas não é o suficiente. É
necessário espalhar na mídia: televisão, jornais, revistas, rádio, internet
etc.
Em
ditaduras declaradas, como na China de Mao, estatizar todos os veículos de
comunicação foi o suficiente, assim como na Coreia do Norte. No entanto, na América Latina, como há uma
democracia, a liberdade de faz-de-conta é necessária. É necessário formar
pessoas que formam opiniões. Consequentemente, o estado contrata os
intelectuais.
O
papel do estado é esse: formar intelectuais para disseminar opiniões favoráveis
a ele mesmo. Provar que a melhor solução para um problema que jamais existiria
sem o estado é o próprio estado. Rothbard explica:
É evidente por que o estado precisa de
intelectuais; mas não é algo tão evidente por que os intelectuais precisam do
estado. Posto de forma simples, podemos afirmar que o sustento do intelectual
no livre mercado nunca é algo garantido, pois o intelectual tem de depender dos
valores e das escolhas das massas dos seus concidadãos, e é uma característica
indelével das massas o fato de serem geralmente desinteressadas de assuntos
intelectuais.O estado, por outro lado, está disposto a
oferecer aos intelectuais um nicho seguro e permanente no seio do aparato
estatal; e, consequentemente, um rendimento certo e um arsenal de prestígios. E
os intelectuais serão generosamente recompensados pela importante função que
executam para os governantes do estado, grupo ao qual eles agora pertencem.
A
partir daí, o pensamento favorável ao estado começa a ser cada vez mais
consolidado. O estado patrocina esses intelectuais para que eles o defendam mesmo que seja da maneira mais refutável e ridícula possível.
Esses
intelectuais fazem verdadeiras apologias ao crime, defendendo aumento de
impostos, censura (para defender a “regulação da mídia” usarão de diversos
tipos de preconceito, “discurso de ódio”, “terrorismo eleitoral” etc.),
violações de propriedade (expropriação, movimentos terroristas como o Movimento
dos “Trabalhadores” Sem-Terra, etc.) e até mesmo que a população seja proibida de
garantir a própria segurança (desarmamento civil).
Eles
não hesitarão em mentir também, dizendo que as crises são solucionadas pelo
estado e que apenas ele pode prover certos bens como hospitais, escolas e
serviço judiciário.
A
falsa oposição
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| Jair Bolsonaro e Marco Feliciano: juntos eles criaram mais esquerdistas do que todos os militantes do PT juntos. |
Quando
se estabelece o controle estatal sobre a mídia — que pode ser na base da força
bruta como na Venezuela ou em forma de agrado, como são as concessões no Brasil
–, o estado passa a criar um falsa oposição. Intelectuais que podem até atacar
o governo da situação, mas sempre de maneira caricata. E, que o ataque seja mais agressivo, ele
ainda assim defenderá uma forma de estado, e nunca muito diferente do governo
da situação.
Criar
uma oposição para fortalecer a situação não é uma ideia nova. O estado sempre consegue
se fortalecer mesmo que seja criando uma falsa oposição. Sempre surgirão pequenas aberrações que acabam
justificando, por parte do governo da situação, um meio de se fortalecer na
opinião pública.
No
caso de um governo de esquerda, como acontece no Brasil, podemos citar os
defensores do Regime Militar, que acabam servindo de propaganda negativa, já
que são claros defensores de uma suposta ditadura “de direita”, que de direita
não tinha absolutamente nada.
Em
um simples parágrafo Mises explicou
bem:
Um movimento ‘anti-qualquer-coisa’ demonstra
uma atitude puramente negativa. Não tem a menor chance de sucesso. Suas
críticas acerbas virtualmente promovem o programa que atacam. As pessoas devem
lutar por algo que desejam realizar e não simplesmente evitar um mal, por pior
que seja.
O
papel dos libertários militantes
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| Murray N. Rothbard, exemplo de libertário militante. |
O
libertário é aquele que é partidário da liberdade, ou seja, defensor do direito
natural à propriedade privada e, consequentemente, aquele que condena a sua
violação. Porém, são poucos os que participam de militâncias. Ao contrário dos
militantes de esquerda ou direita, os libertários não recorrem a agressões e
vandalismo. A preferência sempre será pela militância acadêmica, com artigos,
palestras, publicações de livros e financiamentos de projetos que podem ajudar
a fugir da agressão estatal.
Podemos
dizer que o libertário militante utiliza um meio parecido com aquele que o
estado usa, mas com diferenças cruciais.
A
primeira é que ele não usa recursos obtidos por meios criminosos. Ao passo que
o estado sempre financia os seus intelectuais com dinheiro roubado devido à sua
incapacidade de gerar riquezas, os libertários se financiam com o suor do
próprio rosto.
Outra
diferença é que o libertário tem a realidade a seu favor. Apontar falhas do
estado é facílimo, já os intelectuais do estado precisam inventar estatísticas mirabolantes,
fazer malabarismo argumentativo ou simplesmente inventar uma mentira que
servirá de desculpa. No entanto, contra
o libertário há o poderoso arsenal de marketing do estado. E esse é muito forte.
Ainda
assim, mesmo com o poderoso marketing estatal — que conta com recursos
virtualmente infinitos — jogando contra, o libertarianismo tem crescido muito.
A própria propaganda negativa por parte da massa de manobra (os famosos idiotas
úteis) tem ajudado.
O
problema é que o financiamento de atividades não ligadas à propaganda negativa
ainda faz gerar muitos estatistas. Mas é
visível que, quando a crise de um governo se torna insustentável, os próprios
libertários militantes têm se apressado em apontar as grotescas falhas que geraram
tais crises. Ainda existem os
extremo-esquerdistas que acreditam que a solução é o governo controlar tudo,
mas as fracassadas experiências de governos comunistas denunciam a sua ignorância.
Está
cada vez mais evidente para os incautos que a liberdade é a solução e que
apenas uma sociedade livre, sem o governo atrapalhando e com total respeito à
propriedade, é que gera a prosperidade e a paz. Não basta a liberdade ser um
fim. A sua defesa deve ser o meio.
[1] Claro
que me inspirei no grande anarco-individualista Lysander Spooner que escreveu:
“A man
is none the less a slave because he is allowed to choose a new master once in a
term of years.”
“Um homem não é menos escravo só porque pode
escolher um novo mestre a cada mandato.” em tradução livre.
Lysander
Spooner; No Treason: The Constitution of No Authority (Boston, 1867), p. 24
[2] Hayek e
Friedman na verdade sempre foram social-democratas. O próprio Mises chamou
ambos e toda a Sociedade Mont Pelerin de “um bando de socialistas”. (Ver aqui em artigo e aqui em vídeo).




Ontem mesmo tive uma discussão que vai exatamente nesta linha, exceto que muito menos elaborado que este artigo. Parabens, Luciano Takaki.
Eu gostaria de comentar à respeito da “falsa oposição”, especialmente do exemplo do Dep. Jair Bolsonaro. Não tenho o intuito de defender politico algum, mas fui tomado de surpresa quando o vi utilizado como fomentador do estadismo. Mais ainda porquê hoje o considero um dos poucos a ocupar cargos eletivos que possui ideais próximos ao do libertarianismo. Minha perplexidade está na seguinte dúvida “será que estou sendo ludibriado e apoiando o inimigo?”
Entendo quando diz que só ele já criou mais esquerdistas do que qualquer militante de esquerda. As situações polêmicas, seus posicionamentos, suas frases são um prato cheio para quem quiser, ao descontextualizar, fortalecer a imagem de nêmesis e e de “é contra isso que a iluminada esquerda luta”.
Mas me parece desesperançoso ver que não existe sequer o menor sinal de oposição atualmente e que estamos sendo conduzidos da maneira que o estado bem entende. Gostaria que, se possível, elaborasse um pouco mais a questão da falsa oposição. Ou o melhor, o que ou quem, a seu ver representa alguma oposição. Pergunto isso dentro da esfera institucional, dentro dos cargos eletivos, pois acredito que ao discutirmos, elaborarmos e estudarmos as idéias do libertarianismo, somos nós a verdadeira oposição – pequena ainda e com um trabalho homérico pela frente.
Um Abraço,
Helder Campos
” (…) o estado passa a criar um falsa oposição. Intelectuais que podem até atacar o governo da situação, mas sempre de maneira caricata.”
Pode-se entender sobre isso que o Bolsonaro é cria do governo do PT? Não entendi ao certo…
Há uma falha gritante neste artigo: incluir Juca “boquinha” Kfouri entre os chamados “intelectuais de esquerda”, mesmo pelos padrões vigaristas peculiares à expressão. A ignorância e a argumentação tosca de Kfouri são escandalosamente evidentes mesmo para as pessoas mais humildes e iletradas. JF tem flagrante desvantagem em meio a seus pares de ideologia: costuma liderar programas e debates esportivos, em que trata, principalmente, de futebol, assunto altamente popular e que desperta polêmicas apaixonadas. Sobre esse tema, aliás, suas únicas falas com alguma credibilidade não passam de morder as canelas da CBF. E isso meus cachorros fazem melhor, sem ter sequer passado perto de um jardim-de-infância.
4 vendidos ao estado.
Chaui: “Eu ODEIO a classe média”
Obs.: É funcionaria pública e pertence a classe média (alta).
Emir Sader: “A burguesia é uma classe privada que tira suas vantagens através do Estado”
Obs.: Já recebeu 274 mil da tv Brasil
Juca Kfouri: “tão legítimo como protestar contra o governo é a falta de senso do ridículo de quem bate panelas de barriga cheia”
Obs.: Petista de carteirinha
Sakamoto: “O que define uma mulher não é o que ela tem ou teve entre as pernas”
Obs.: Sua ong recebeu mais de 1 milhão de reais do governo
Ainda podemos acrescentar nesta lista a aberração Cynara Menezes
Cynara: “uai, cuba tem eleição e fidel é chamado de ditador” “Eleitores sexualmente satisfeitos votam na esquerda”
Obs. Ex carta capital e seu blog recebe dinheiro publico
Você percebe quando a situação tá ruim quando Sakamoto é considerado um intelectual.
Bela do foto do Rotibardo.
Bom, ao meu ver finalmente temos oposição (aqui no RS pelo menos)
Alías, podiam entrevistar novamente o Marcel Van Hattem agora que ele se elegeu.
Vocês tem que entender que políticos como Bolsonaro não são muito inteligentes. Eles até tem boas intenções. Agora falar que existe direita no Brasil é ingenuidade ou má intenção. Não existe isso aqui, mesmo que alguém se intitule de direita, quando você olha as suas propostas, percebe que não existe nada de direita ali. Precisamos sim de uma direita inteligente no Brasil, mas hoje vemos pouquíssimos exemplos, fora que quase nenhum consegue se eleger. Um destes exemplos que posso citar é Marcel van Hattem. Pelo que vi parece ser a direita que precisamos. Precisamos de políticos realmente inteligentes, do contrário, a esquerda vai prevalecer.
A falsa oposição no Brasil é representada pela dupla PSDB/FHC
Estou feliz em ver o aumento de pessoas com pensamento político nos comentários do Mises. Antes só se via por aqui libertários “fanáticos”, que não pareciam conseguir trazer pro mundo real passos pra implementação do ideal libertário. Tinha que ser o “vai ou racha”, o “tudo ou nada”, embora algumas idéias equivocadas (por exemplo, a idéia de que o crescimento do estado é uma coisa natural, e não provocada artificialmente pelos 60 ou mais anos de trabalho da esquerda, que ocupou espaços e lutou praticamente sozinha a guerra cultural) ainda persistam em alguns artigos, pelo menos vejo um pouco mais de variedade nos comentários.
O Brasil merece ser privatizado. A questão é como fazer isso com o menor custo possível.
Essa é fácil. Res derelicta é a resposta. Para fazer a coisa a custo zero, o estado simplesmente cai fora e quem estiver mais perto se apropria. Fim.
O texto é muito interessante.
De se lamentar os pseudos intelectuais citados. No máximo essa gente são '' idiotas uteis'' ao sistema esquerdista.
Alguns socialistas brasileiros com pouco mais de calibre intelectual:
Márcia Tiburi.
Mario Sergio Cortela.
Vladimir Saflate.
Luiz Fernando Verissimo.
Se depender do ativismo libertário o país esta condenado a ser uma nova Venezuela.
A coisa é bem simples.
O que é ruim para o PT e para as suas linhas auxiliares e bom para a liberdade.
Se o Bolsonaro causa danos ao projeto bolivariano, pouco importa seu viés estatista.
Eu apoio qualquer um que seja contra o PT, o resto se resolve com o tempo.
Vladimir Saflate.
Luiz Fernando Verissimo.
Só pode ter fumado pedra esse anônimo, o Luiz Fernando Verissimo é um dos maiores paspalhões ao qual já foi concedido uma coluna de jornal. O cara simplesmente não tem noção de nada.
E a Rede Globo? Qual o papel dela nessa brincadeira toda?
O que seriam esses “projetos que podem ajudar a fugir da agressão estatal”? Eu juro que não faço por mal, mas só consigo imaginar coisas debochadas como um túnel subterrâneo que leve a algum outro lugar, ou uma fórmula que torne a pessoa invisível para a Receita Federal,…
Mas fora minha ignorância, o artigo é ótimo. Excelentes os pontos abordados, parabéns!
Abraços!
Há algo contra o qual os libertários e a direita jamais podem lutar: a esquerda sempre teve os melhores pensadores e intelectuais. À direita resta a raiva.
Boa dia a todos!
Leio os artigos daqui do site faz um tempinho, mas não estou totalmente a par de tudo, já que há muita coisa para se entender/compreender ainda. Até comecei a fazer a leitura da “Ética da liberdade”.
Enfim, venho procurado respostas para uma duvida e não estou a encontrando. Caso tenha algum artigo ou comentário sobre, me enviem caso possivel.
Bem,
Caso determinado governo de determinada nação passe a desregulamentar sobre diversas areas, “liberando” o contrato de propriedade privada e por ai vai (apenas suponha que isso aconteça e ponto). Como seria a divisão, isto é, como seria a “distribuição” (- não sei se é esse o termo, mas creio que entenderam) de áreas que possuem uma mata, floresta ou algo relacionado ou meio ambiente (vamos supor a floresta Amazonica). O que impediria que uma ou várias empresas passasse a desmatar tal area para obtenção de recursos? Existe empresas privadas de controle e proteção ao meio ambiente? Se sim, o que eles poderiam fazer para proteger e/ou evitar desmatamentos/queimada/caça de areas que deveriam ser preservadas sendo que a propriedade não seriam deles?
Minha duvida basicamente é essa, como seria a distribuição de terras para futuros proprietarios? Tais como uma rua, quem diria que tal avenida será de meu controle e não sua ou dele?
Agradeceria se alguém pudesse me esclarecer isso.
Tirando isso, parabéns pelo site. Ele fez um “boom” em minha alma.
“A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.”
Saudações!
“Um movimento ‘anti-qualquer-coisa’ demonstra uma atitude puramente negativa”
As manifestacoes atuais entao sao negativas?
Boa noite,
A frase de Lysander Spooner precisa ecoar nos quatro cantos do facebook, twitter, instagram, 9gag e afins!
Quando penso que estou entendendo as coisas, leio coisas novas que me mostram o tamanho da minha ignorância e como nós indivíduos estamos perdidos. Na prática parece não haver esperança, pois todos os partidos do Brasil são de esquerda, todos querem aumentar o poder do Estado, todos acabam tirando nossa liberdade, todos amam criar leis que destroem os bons valores. E quando imaginamos que um político é de oposição, mesmo ele acaba sendo usado pelo sistema.
Sempre tive um pé atrás em relação ao sistema democrático e cada vez percebo mais suas armadilhas. Mas aqui vai uma pergunta:
1) EXISTE ALGUM SISTEMA DE GOVERNO HUMANO VIÁVEL?
2) TEREMOS DE ESPERAR O GOVERNO DIVINO A SER INSTITUÍDO POR CRISTO?
Liberais e conservadores não têm muito tempo para ativismo, eles precisam trabalhar.
Os esquerdistas podem ser militantes profissionais (muitas vezes com financiamento público).
* * *
Para aqueles libertários que debocham de quem vota:
"Se o estado nos concede uma escolha periódica de um soberano, por mais limitada que esta escolha possa ser, certamente não pode ser considerado imoral fazer uso dessa escolha limitada para tentar reduzir ou se livrar do poder do estado."
(Murray Rothbard, ética da liberdade, cap.24)
“Iluministas franceses” – Todos os conceitos que hoje temos de governos liberais foram dados por pensadores liberais, e esses países liberais estão indo muito bem, mas isso nem é o pior, mas o fato do escritor desconhecer sobre o movimento em si, alegando inclusive que Robespierre foi um iluminista, não sabia que o IMB estava contratando semi – analfabetos
oi, passando aqui para parabenizar vocês pelo site, muito esclarecedor.
e comentando aqui sobre a figura Bolsonaro, sem querer desrespeitar que apoia o que ele diz ou defende. eu até concordo com algumas coisas que ele diz, de fato, mas acho seu modo de articulação é grosseiro, apelativo, tendendo pro espetáculo – provavelmente por isso que é sempre reeleito, brasileiro aprecia esse tipo de expressão. seus tópicos são limitadíssimos.
quanto ao mérito de ser um dos poucos politícos ficha-limpa, é como disse Montaigne, é ,muito fácil um homem se parecer honroso quando todos os seus contemporâneos sao corruptos (não me lembro as palavras exatas), se pensarmos bem, ser ficha-limpa é o mínimo que podemos esperar dum político; um dever.
parabens mais uma vez pelo site, vou recomendá-lo ao máximo de gente que conseguir. sites como esse que informam e não deformam as coisas como todo o resto de nossos meios de comunicação só tem benefícios a oferecer á população
Eu quase que cai nessa conversa de “liberal”… mas ainda bem que eu li tudo.