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A moralidade da descriminalização das drogas

Somos donos do nosso corpo. A soberania do
indivíduo sobre o próprio organismo lhe dá o direito de nele introduzir
quaisquer substâncias (inclui drogas) que desejar.  Se o estado limitar esta liberdade, ele estará
se apossando indevidamente do corpo das pessoas, violando a mais sacrossanta
propriedade privada

O
jurista Lysander Spooner distingue vício de crime.  No primeiro, um homem prejudica apenas a si
próprio, ao passo que, no segundo, ele vitima o próximo.

Usar
drogas não agride outrem.  Logo, não pode
ser considerado um crime. Pode levar à ruína pessoal, mas uma pessoa não é
verdadeiramente livre sem a liberdade de errar.

Atender
à demanda do consumidor voluntário produzindo e vendendo algo que não causa
danos a terceiros não é uma agressão.  É
isso que um vendedor de drogas faz.

Afirmar
que um comerciante de ecstasy está agredindo uma pessoa que voluntariamente lhe
procura e pede o fornecimento de seu produto faz tanto sentido quanto afirmar que
a AmBev agride alcoólatras.  

Impedir
o livre comércio de drogas, por outro lado, gera guerras e leva à chacina de
inocentes.  Os mercados proibidos ou
fortemente regulamentados são infestados de ofertantes inescrupulosos e
violentos.

Empiricamente,
já deveria estar mais do que óbvio que a violência anda de mãos dadas com os
mercados que sofrem de ampla proibição estatal. 
Traficantes de drogas não são (completamente) imprudentes; eles operam
pelo dinheiro.  Para compensar o alto risco de se operar em um mercado que
foi proibido pelo estado, os retornos monetários do comércio de drogas têm de
ser astronômicos.  Por isso, o benefício de se ganhar uma fatia de mercado
no comércio de drogas é enorme.  Cada novo cliente pode significar um
lucro extra de milhares de dólares por mês. 

Consequentemente, para os traficantes, faz sentido ficar rondando portas de escola,
vendendo seus produtos para adolescentes, ou até mesmo dando amostras grátis
para novatos.  Ao passo que você nunca vê
representantes da Kellogg’s vendendo caixas avulsas de Sucrilhos para as
crianças, pois o cliente adicional não compensa o custo, para um traficante tal estratégia faz perfeito sentido.  Conquistar novos
clientes, nem que seja apenas um, é algo muito mais valioso e lucrativo para quem opera nas indústrias proibidas do
que para quem opera no setor livre. 

É
por isso que matar um rival — e com isso ganhar acesso a seus clientes — é
muito mais lucrativo nos setores proibidos. 
As disputas territoriais de gangues rivais que ocorrem atualmente nas
grandes cidades são decorrência da proibição das drogas.  Essas disputas não ocorrem, como pensam
alguns, porque o comércio de cocaína seja algo intrinsecamente
“louco” ou “insensato”.

A
repressão estatal elimina os produtores comuns, fazendo os preços dispararem. O
aumento do potencial de lucro atrai pessoas com habilidades criminosas e
dispostas a tudo para ampliar sua fatia de mercado.  

Quando
o estado ameaça prender os produtores de um determinado bem, ele acaba
alterando os incentivos de mercado, de modo que a violência passa a ser muito
mais lucrativa para essa indústria.  Consequentemente, aquelas pessoas que
têm predisposição para ser assassinas cruéis ganham um incentivo adicional com
a política de ilegalidade de certos mercados, o que permite que elas prosperem
e se tornem muito ricas em uma sociedade cujas leis antidrogas são
rigorosas. 

A
indústria impedida é então dominada por quadrilhas, e a inevitável consequência
são os conflitos armados entre os concorrentes.  A criminalidade vai se alastrando por toda a
sociedade. 

Logo,
as leis antidrogas acabam por fazer com que sociopatas possam ganhar milhões
por ano vendendo drogas — sendo que com esse dinheiro ele agora poderá comprar
armas automáticas, contratar capangas, subornar policiais e se tornar o rei das
ruas.

Com
a Lei Seca (1920 — 1933), quando a produção e a venda de bebida alcoólica
foram banidas nos EUA, homicídios dispararam.  Em 1929, a máfia de Al Capone metralhou
homens do concorrente Bugs Moran
em uma disputa por mercados de álcool em Chicago.  Hoje, é inimaginável que a Budweiser
mande explodir a Heineken.  Por outro
lado, vemos a brutalidade dos narcocartéis no México, onde há 8 mil homicídios anuais
ligados à guerra contra as drogas.

A
pobreza aumenta, tanto por culpa dos impostos que financiam o aparato
repressor, quanto pelo menor influxo de investimentos nas áreas tomadas pelo
crime organizado.


quem diga que o usuário de drogas sobrecarrega a saúde pública[1].
Tal argumento abre perigosos precedentes a autoritarismos espartanos, uma vez
que o mesmo poderia ser dito de obesos, fumantes, sedentários, promíscuos,
aposentados e trabalhadores de risco.  De
qualquer forma, é a descriminalização o que minimizaria os danos à saúde do
usuário e sua propensão ao consumo.

Proibir
ou regular causa elevação dos preços e impõe barreiras à entrada, levando os
usuários a buscar alternativas baratas no mercado clandestino.  Surgem assim drogas mais pesadas ou
adulteradas, fabricadas sem nenhum parâmetro de segurança e qualidade.  Isso explica as perigosas bebidas misturadas
vendidas durante a Lei Seca.

A
metanfetamina, chamada de “cocaína dos pobres”, é fruto da proibição da cocaína,
assim como o oxi, que é subproduto do crack (o qual, por sua vez, é subproduto
da cocaína). O “Opium Act” de 1878, por meio do qual os britânicos
regulamentaram o comércio de ópio na China, contribuiu para difundir o vício em
heroína.[2]

O
aumento de preços resultante da crescente repressão estatal não inibe o desejo
do viciado, mas exaure os recursos que ele poderia investir no próprio
tratamento. É por isso que nos EUA as mortes por overdose de drogas ilícitas
aumentaram 540% entre 1982 e 1996.[3]  Foi em 1982 que os militares e a CIA se
engajaram no combate ao tráfico.

Houve uma época em que todas
as drogas já eram liberadas
. Heroína era vendida nas farmácias da Belle
Époque como antitussígeno alternativo à morfina.  Havia tônicos e analgésicos à base de cocaína
ou ópio, mas o vício era raro.  O terror
que conhecemos hoje resulta da interferência estatal.  

Em
um mercado livre e desregulamentado os competidores desenvolveriam drogas
recreativas e medicinais cada vez mais seguras, disputariam certificados de
qualidade de empresas privadas e estariam sujeitos a processos judiciais em
caso de fraude ou defeito.  Estes selos
privados teriam credibilidade porque estariam concorrendo no mercado e
dependendo de sua reputação para sobreviver.  Uma vida perdida por conta
de um produto mal-testado pode significar sua falência. 

Quando
o estado assume o papel de regulador moral, as instituições que seriam
naturalmente responsáveis pela moralidade se enfraquecem, abrindo mão de suas funções.
 O indivíduo se torna menos zeloso e mais
dependente, sem falar no apelo do fruto proibido.  A inibição moral do consumo de drogas cabe à
família, religião, cultura, e não aos burocratas.

É
temerário delegar escolhas morais ao agente coercitivo estatal, cuja campanha
repressiva apenas aumentou o índice e a gravidade do vício. Nos estados
americanos onde vigorou a Lei Seca, o consumo de ópio era 150% maior que o dos
outros.[4] Na
Holanda, a política de “não-aplicação da lei anti-droga”s, que levou a uma
descriminalização de facto da
maconha, diminuiu a proporção de usuários jovens de 28% para 21%.[5]

Onde
houver demanda haverá alguém disposto a ofertar, o que reduz as abordagens
definitivas ao problema das drogas a apenas duas: a primeira é a de Mao Tsé-Tung, que condenou os usuários à morte (nenhum ser humano com um mínimo de
decência apoiaria tal barbárie); a segunda é a total liberação.

___________________________________

Robert
Murphy
contribuiu para este artigo.



[1] Uma das
várias vantagens da total privatização da saúde é que isso eliminaria o
problema da socialização dos custos e seu consequente risco moral

[2] Dikötter, Frank, Lars Laamann, and
Zhou Xun. Narcotic
culture: a history of drugs in China
. Chicago:
University of Chicago Press, 2004. Pág 9

[3] Substance Abuse and Mental Health
Services Administration. Dados do Drug
Abuse Warning Network (DAWN): Annual Medical Examiner Data, [1992-1997]

[4] Thornton, Mark. 1991. The
Economics of Prohibition
. University
of Utah Press. Pág 61

[5] Travis, Alan (2007).
“Cannabis use down since legal change”. London:
The Guardian (UK).
http://www.theguardian.com/society/2007/oct/26/drugsandalcohol.homeaffairs

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217 comentários em “A moralidade da descriminalização das drogas”

  1. Meu receio é quanto ao Brasil. Caso fosse liberado a comercialização no país, como este item seria taxado? Se pegarmos como exemplo o cigarro, onde a taxa de imposto são aproximadamente 80% do valor do produto, e juntarmos com isto todos os custos para se manter uma industria produtiva no país e o fato de que o Brasil faria questão de obrigar a produzir o conteúdo no país ou aplicaria ainda mais impostos sobre a importação, o máximo que veríamos era um enfraquecimento de alguns traficantes, mas certamente o tráfico ainda iria existir… Basta ver o grande aumento de tráfico de cigarros que tem ocorrido nos últimos tempos.
    As drogas seriam apenas mais um dos milhares de produtos tupiniquins de baixa qualidade e com preço elevadíssimo, brigando para concorrer com os traficantes e outros importadores.
    Rapidamente iriam culpar os concorrentes externos de produção desleal e mais um monte de bla bla bla.

  2. Concordo, não é proibindo ou retalhando que os indivíduos nao utilizarào mais drogas. E a política midiática de demonizaçao das drogas creio que mais atrapalha do que educa a sociedade.

  3. A Holanda é um país curioso. Depois que o ministro da justiça Ivo Opelstein regulamentou uma lei que proíbe a venda de maconha para estrangeiros no início de 2013 (felizmente, cabe aos municípios aplicá-las), o número de traficantes só aumentou, como observado em Maastricht. Pelo que pesquisei, tal fato não ocorre em Amsterdã, dado que o prefeito preferiu manter a liberação.

    Seria esta uma constatação prática de que proibir drogas simplesmente não funciona?

  4. Tenho minhas ressalvas quanto a liberação das drogas no Brasil.Nosso país sofre com a impunidade. Aqui o álcool é legal, podemos consumir no meio da rua , na frente de crianças e tudo liberado, mas quantas vítimas de trânsito por embriagues ao volante temos por ano e quantos vão parar na cadeia?

  5. O artigo é obviamente enviesado. Parece até, que legalizar drogas em tempos atuais seria uma boa coisa. Plantar coca é plenamente legal, na Bolívia do narcoíndio Evo Morales. O ópio foi plenamente legal, na China das décadas finais do século XIX e décadas iniciais do século XX; a sociedade chinesa foi arruinada e empobrecida, com tal droga legalizada. A vizinha Colômbia, menos de vinte anos atrás deu parte de seu território para as FARC administrarem e plantarem drogas à vontade, mas abandonou tal desastrosa política.
    Por sinal, no site http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=31773&cat=Artigos&vinda=S , eu escrevi há mais de dez anos, estas sentenças: “Esta nova proposta, de legalizar as drogas, vem dos mesmos que aprovaram as desastrosas leis. Todas com nobres suposições. E todas com o resultado de aumento do crime. Uma mídia cúmplice, se nega a falar alguma verdade sobre este assunto.
    Para começo de conversa, não foi por acaso que se proibiram as drogas. Vale lembrar que tanto no Brasil, como nos USA, cocaína era plenamente legal em 1910. A coca-cola em sua fórmula original, continha cocaína. Sigmund Freud era um usuário conhecido da cocaína. Cármen Miranda também.

    A cocaína e demais drogas, foram proibidas não para incentivar o consumo nos morros ou aumentar o crime. As drogas foram proibidas, com o fim de proteger a saúde física e mental da sociedade. Os recentes casos de drogados que mataram os próprios pais, bem mostram o que a droga faz em certas mentes. Fato mais comum é o consumo de drogas, por parte de menores abandonados.

    Tanto faz se as drogas são legais ou não. O efeito delas no organismo é o mesmo. Admito que há pessoas, nas quais as drogas ditas ilegais, não tem grande efeito maléfico. Na maioria dos casos, elas são um desastre.

    É fato conhecido o sucesso de drogados na política (FHC, Fernando Gabeira, etc.) e no mundo das artes (Elvis Presley, Raul Seixas,etc.). Tanto na arte como na política, deve-se fingir o que não é, não se cumprem horários, etc. Nos demais trabalhos, os drogados são um desastre total. Quando se deve cumprir horários e ser verdadeiro, o drogado é um desastre total. Caso duvide, converse com a família de um drogado e veja o seu desempenho nos estudos e trabalho.

    Além do efeito maléfico sobre a sociedade, a droga legalizada terá um efeito ainda mais maléfico sobre a política brasileira. Ora, é evidente que tendo cocaína a US$1 aqui no Brasil, e a mesma quantidade de cacaína custando US$100 nos USA, haverão pessoas fazendo tráfico internacional de drogas. Com um negócio tão lucrativo, eles vão financiar campanhas políticas, para terem acesso ao poder. Já está acontecendo. É notório o financiamento de traficantes a políticos. Em outras palavras, tão logo as drogas sejam legalizadas, os traficantes serão o único poder no Brasil. Eles simplesmente vão nos governar. O objetivo nacional número um será manter a droga sendo exportada para o exterior. Todo o resto será secundário ou esquecido. Caso duvidem disto, vejam a situação da “Farclândia” na vizinha Colômbia. Aonde estão o bem estar social, a paz ou o progresso? Toda a riqueza e o poder da Farclândia estão na mão dos traficantes. O povo vive na miséria e quem reclamar da situação, sabe que será morto de imediato. Algo similar ocorre nos morros cariocas, desde a primeira administração de Brizola (1983-1987).

    Eu concluo aqui dizendo, que esta “solução” de legalizar a droga, é apenas mais um desastre esquerdista. A legalização da droga colocará o Brasil, ainda mais nas mãos dos traficantes de drogas. Ela semeará apenas a desgraça e a miséria, como tem feito tanto na Colômbia, quanto nos morros cariocas. Legalizar as drogas irá apenas beneficiar os traficantes e seus áulicos políticos. Para todo o resto, apenas restará ainda mais desgraça.”

    Eu sei que muita gente vai duvidar, que uma vez legalizadas as drogas, o Brasil ficará (totalmente) nas mãos dos narcotraficantes. Foi exatamente o que ocorreu no Peru de Alan Garcia, lá nos anos 1980. Também na Bolívia do narcogeneral Garcia Mesa, lá nos anos 1970. Convém lembrar também do Afeganistão dos talebães, menos de 20 anos atrás. Tal e qual as FARC da Colômbia, os talibães são uma narco-guerrilha. Não acho sinceramente, que a China dos anos 1860 a 1930 ou a Bolívia de Garcia Mesa ou o Afeganistão do Mulá Omar ou qualquer outra narcocracia (governo de narcotraficantes) do passado ou atual seja um modelo de progresso, honestidade ou desenvolvimento a se seguir.

  6. Meu ponto de vista eh: quem quer consumir drogas consumira de pontos de venda legal ou ilegal, deste ponto de vista legalizar não mudaria a situação. Quem garante que se legalizada o crime diminuirá? ou que os efeitos colaterais diminuirão? Ou que não haverá o mercado negro? Quem ja teve alguem querido que eh viciado sabe que, o vicio não destrói apenas o viciado. A família sofre demais, mesmo que o viciado seja só viciado e não entre no crime.

  7. Ótimo artigo, Paulo Kogos. Foi dito tudo sobre a moralidade de descriminalizar as drogas. Pena que pessoas amorais, como por exemplo socialistas e conservadores, não conseguirão entender e compreender o fato de que PROIBIR um cidadão de usar o que quiser em seu corpo é moralmente errado.
    Nunca debato sobre o assunto “drogas” com meus amigos esquerdistas, pois eles não têm capacidade mental e honestidade intelectual para argumentos sérios. Já com meus amigos conservadores, que pelo menos têm a capacidade mental, não costumo usar argumentos morais, pois falta certo senso de moralidade para esse pessoal. No entanto, tenho conseguido relativo sucesso em convencer alguns conservadores usando puramente argumentos utilitaristas, baseados no fato de que o tráfico de drogas internacional é controlado, em sua maior parte, por crápulas comunistas do tempo da KGB. Seja na América Latina, EUA, África e Leste Europeu, os grupos criminosos todos têm ligações com organizações e pessoas da era soviética. E os conservadores sabem disso. Sabem também que boa parte do dinheiro do tráfico é usado para comprar influência midiática, políticos e financiar o movimento comunista ao redor do mundo. Isso precisa acabar e o único jeito é a total descriminalização das drogas e desregulamentação de seu comércio.

  8. O problema dos libertários é a mania de expandir os corretíssimos princípios econômicos da escola austríaca para as teorias sobre a justiça. Resultado: o mesmíssimo sonho anarquista dos socialistas.

    Oliver Wendell Holmes, Russel Kirk e Thomas Sowell poderiam ter mais espaço neste site dos libertários ungidos, afinal, Mises e Hayek não são iguais a Ron Paul e Rotbarth.

  9. Incontestável. Ninguém tem o direito de impedir-me de ingerir qualquer substância. Quem não concordo com essa afirmação, não passa de um déspota que deveria se envergonhar de tamanha barbárie.

  10. Gostei muito de ler sobre a descriminalização das drogas do ponto de vista de mercado (é muito mais inteligente e racional do que a velha discussão do “eu concordo porque é bom” e que todos deveriam ter liberdade para tudo porque isso é bonito…).
    É possível traças paralelos para outros mercados? O mesmo se aplica ao aborto (seria melhor legalizar, assim quem busca por esse procedimento não pagaria preços exorbitantes? Mas não pagar preços exorbitantes banalizaria a decisão?). E a venda de órgãos? Se fosse liberado tudo legalizado como ficaria? No Brasil prostituição não é crime mas cafetinagem é na sua opinião, como deveria ser feito neste mercado em específico? Se fosse permitido ocorreria mais ou menos exploração dos profissionais do sexo?

  11. Nossa Senhora, e vocês ainda querem chamar este site de Mises.org?! Quando foi que o Vermelho.org invadiu essa redação?

    Por acaso alguém já viu um bandido, por mais fuleiro que seja, dar um gole de cafezinho, fumar um charuto ou acender um incenso antes de assaltar alguém? Por acaso alguém tá fingindo que não conhece a parceria PT-Farc, PT-PCC, PT-Comando Vermelho, PT-Teologia da Libertação, PT-Qualquer tipo de bandidagem desde a sua fundação há mais de trinta anos, o Foro de São Paulo, a estratégia gramsciana, as fronteiras de pernas abertas daqui etc. etc?

    A única coisa certa nesse artigo foi esta:

    “A inibição moral do consumo de drogas cabe à família, religião, cultura, e não aos burocratas.”

    Algo assim já foi dito há muito tempo atrás pelo Olavo de Carvalho, quando ele explicou que o fator que deve controlar o capitalismo é a sociedade, a cultura.

    Agora me respondam uma coisa: Numa sociedade entorpecida pela cultura do funk, cultura do rap, enfim, pelo culto de embelezar e querer tornar arte toda expressão marginal, fruto de décadas de deterioração dos valores morais e estéticos, vocês realmente acham que não haverá nenhuma proliferação espontânea e em larga escala no consumo de drogas, um consumo que, por natureza se auto incentiva, transformando-se em vício, e que será muito mais incentivado por se tornar autorizado, diminuindo, ó milagre, nas favelas e, por consequência, diminuindo a criminalidade, que na cabeça do autor do artigo parece existir somente no campo de narcóticos e que não se relaciona com mais nada neste mundo? Vocês realmente acham que a civilidade e moralidade aqui reinantes da Rede Globo, da CNB do B, do comando das Forças Mal-Amadas, da Comissão da Verdade, da Folha de S.P., da Editora Primeiro de Abril, da Ancine, do Porta dos Fundos, do Jean Willys, da Beija-Flor Equatorial etc. etc., ou, inclusive, a do Sr. Paulo Kogos, se encarregará de inibir alguma coisa?

    Quem for fã de séries como The Walking Dead, filmes como Resident Evil, ou jogos como The Last of Us terá um prato cheio de realidade, como, aliás, a tem na Cracolândia.

  12. "Somos donos do nosso corpo":
    Não somos donos do nosso corpo, nós "SOMOS corpo e Alma". Este argumento implica em dizer que somos objetos e podemos comercializar desde crianças, jovens até idosos, podemos nos ferir sem atingir a nossa dignidade de seres humanos.

    "Usar drogas não agride outrem":
    O vício atinge as famílias e por consequência a sociedade. Basta ver o sofrimento das crianças filhas de pais viciados, o sofrimento de dos pais, irmãos, amigos; isto é fato! basta participar uma única vez de um encontro da Pastoral da sobriedade da Igreja Católica esta afirmação se esvai.

    "Em um mercado livre e desregulamentado os competidores desenvolveriam drogas recreativas e medicinais cada vez mais seguras": todos sabemos que a maioria das pessoas iniciam pelas drogas menos potentes só que quando o organismo não reage mais a ela a contento o individuo busca drogas mais poderosas. Drogas recreativas!!! Não se brinca com veneno! Não podemos nos tornar uma sociedade hedonista que busca somente o prazer, acredito que o trabalho dos Austríacos é no sentido contrário em que a pessoa seja levada a maior responsabilidade perante a vida. Como podemos nos dizer Austríacos e defender algo que fere a liberdade individual do um ser humano (Quantos dependentes querem deixar o vício mas estão escravos dele e não conseguem sair). Por isso sito São João Paulo II.

    São João Paulo II, na encíclica Centesimus Annus, esclarece:

    "Voltando agora à questão inicial, pode-se porventura dizer que, após a falência do comunismo, o sistema social vencedor é o capitalismo e que para ele se devem encaminhar os esforços dos Países que procuram reconstruir as suas economias e a sua sociedade? É, porventura, este o modelo que se deve propor aos Países do Terceiro Mundo, que procuram a estrada do verdadeiro progresso econômico e civil?"

    "A resposta apresenta-se obviamente complexa. Se por 'capitalismo' se indica um sistema econômico que reconhece o papel fundamental e positivo da empresa, do mercado, da propriedade privada e da consequente responsabilidade pelos meios de produção, da livre criatividade humana no setor da economia, a resposta é certamente positiva, embora talvez fosse mais apropriado falar de 'economia de empresa', ou de 'economia de mercado', ou simplesmente de 'economia livre'. Mas se por 'capitalismo' se entende um sistema onde a liberdade no setor da economia não está enquadrada num sólido contexto jurídico que a coloque ao serviço da liberdade humana integral e a considere como uma particular dimensão desta liberdade, cujo centro seja ético e religioso, então a resposta é sem dúvida negativa."

  13. [I]Somos donos do nosso corpo.[/I]

    A frase acima tras em si uma contradição. Se alguem é dono de seu próprio corpo é porque esse alguem é outra entidade que não seu próprio corpo. Só faz sentido se esse alguem se julga um ente espiritual (ou uma consiência) apartada de sua contraparte material. Um ateu não pode proferir essa frase sem ter que admitir que possui outra natureza diversa da visível e palpável

    A soberania do indivíduo sobre o próprio organismo lhe dá o direito de nele introduzir quaisquer substâncias (inclui drogas) que desejar.

    Mais uma vez encontra-se implícita nesta frase a dualidade do ser humano. Mas ao ser humano não é dado o direito de dispor de suas partes nem de atentar contra sua vida ou contra sua segurança, assim como não é dado o direito de cometer esses mesmos atos contra outrem. Ocorre que aí não se trata de violações ao direito de propriedade, mas sim contra a vida humana, mesmo que seja a própria. Quem diz tal heresia valora sua vida como a dos animais.

    [i]Se o estado limitar esta liberdade, ele estará se apossando indevidamente do corpo das pessoas, violando a mais sacrossanta propriedade privada [/I]

    Como foi dito acima: Não se trata de direito de propriedade, mesmo que “reflexiva”, onde o agente e o sujeito da propriedade confundem-se num só. Trata-se, sim, da defesa da vida humana, terreno onde é aceitável a interferencia estatal.

  14. Só alguns conceitos, pois usamos a palavra liberdade como sinônimo de livre-arbítrio, só que elas não são sinônimos.

    li.ber.da.de:sf (lat libertate) 1 Estado de pessoa livre e isenta de restrição externa ou coação física ou moral. 2 Poder de exercer livremente a sua vontade.

    Livre-arbítrio ou livre-alvedrio são expressões que denotam a vontade livre de escolha, as decisões livres.

    Ou seja uma pessoa tem o livre-arbítrio de usar drogas (escolha), mas a partir do momento que ela o escraviza ela perda sua liberdade (estado), independente de sua vontade (livre-arbítrio) ela não pode deixar de consumir pois está presa ao vício e não livre. Os vícios escravizam as pessoas já as virtudes as deixam livres.

  15. Acredito que é inevitável que dentro de algumas décadas as drogas estarão liberadas na maior parte do mundo livre (ao menos algumas delas).

    O mundo entrou na “guerra às drogas” e foi derrotado. Tenho a impressão de que cada vez mais pessoas enxergam isto.

    É claro que é inútil falar de forma prática sobre uma possível legalização das drogas no Brasil. A liberação, é óbvio, não irá começar aqui.

    Quando as drogas (sendo a maconha a primeira delas) forem largamente legalizadas nos EUA, aí sim mudanças irão começar em outros países.

    Para os conservadores: a liberação das drogas traria problemas?
    Resposta: com certeza. Mas os defensores da legalização acreditam que estes problemas são muito (mas muito) menores que os efeitos negativos da proibição.

  16. O seu artigo resume bem o que você disse em vídeo, Paulo Kogos!

    Pessoal, por recomendação, vejam a série de vídeos que ele fez sobre isso no YouTube, só pesquisarem pelo canal “Paulo Kogos”.

  17. É preciso quebrar alguns mitos, vi aqui ainda tem gente achando que o indivíduo que usa alguma substância fica dominado por ela, se torna um criminoso ou um zumbi. Não se esqueçam que até vocês usam remédios. Cocaína, heroína, morfina e anfetamias são usados em hospitais e para determinados tratamentos e não me parecem se preocupar com esse uso. Muito provavelmente vocês conhecem usuários mas que, obviamente sabendo de sua opinião não lhe falarão nada.
    Se a questão é o vício fica complicado, praticamente qualquer coisa, comer, trabalhar, ingerir açucar, café, tudo pode viciar alguém. Eu particularmente tenho dificuldade de definir o que seria um vício, afinal em última instância você que decide, pode ser uma decisão díficil ou não, mas é uma decisão.

    Sou usuário esporadico de maconha, já usei algumas vezes cocaina, lsd e dmt e não tenho uma vontade incontrolavel por nada disso, não mais do que eu tenho por uma boa macarronada. Cocaína por exemplo usei algumas vezes e nem gostei de seu efeito, de forma que não chego perto nem se me pagarem, não sei como isso se diferenciaria de uma comida que eu não gosto. Acho que a questão do vício é muito mais de pessoas que tenham essa pré-disposição e daí pode se viciar em qualquer coisa, e qualquer coisa é viciante, mas aí o vício em si que é o problema e não o que/em que a pessoa se viciou.

    No mais perfeito artigo apenas gostaria de expor meu ponto/experiência, nem por isso sou um zumbi, na verdade sou considerado uma pessoa produtiva, tenho meu trabalho, me sustento e não agridiria de forma alguma um inocente. Não espero menos do que ataques em resposta a esse comentário, mas pode ter certeza que existem muitas pessoas por aí nessa mesma situação (honestas, trabalhadoras e que não aparentam usar nada), mas a nós não é interessante se expor dessa maneira justamente pela reação que receberei das pessoas.

  18. Luis Gustavo Schuck

    Concordo em muito com a liberação, porém em alguns casos acho que a violência pode aumentar.

    Por exemplo ao dirigir um carro um usuário pode estar com sentidos comprometidos e causar danos a terceiros.

    Isto ocorre hoje com o álcool e este é livre…

    Mas concordo principalmente com a profissionalização do fornecedor. É melhor consumir uma “porcaria” de qualidade do que qualquer coisa…

    Só não gosto de pensar em um filho em um ambiente onde a coisa é livre, pode acabar facilitando o acesso… Enfim pode ser um pensamento conservador, mas quando se trata de pessoas que pensamos em preservar (filhos especialmente) a coisa complica um pouco.. Eu acho que este é o grande debate de hoje (que deveria ser feito).

  19. O uso de drogas não implica que o usuário torne-se necessariamente um viciado incontrolável. A grande maioria da humanidade já experimentou bebidas alcoólicas mas apenas uma minoria torna-se alcoólatra, muito mais em função de aspectos pessoais do que do álcool em si. O álcool é a droga mais devastadora de nossa sociedade, causando dependência, alteração de personalidade, violência doméstica, acidentes de trabalho, degradação física e intelectual. Mas seria um contra-senso defender a proibição do álcool (apesar de muitas correntes religiosas o proibirem), como bem ilustrado pela experiência da Lei Seca nos Estados Unidos.

    Todas (insisto: todas) as sociedades humanas usaram drogas. Os Incas, os Maias, os indígenas amazônicos, os árabes, os chineses, o vinho está presente em toda a Bíblia.

    Como bem ilustrado no artigo, a guerra contra as drogas foi perdida, só gerou violência e corrupção. Depois de anos de combate feroz, o consumo não se reduziu, novas drogas sintéticas surgiram, e as cadeias estão cada vez mais cheias de traficantes. Os Estados Unidos têm 2,3 milhões de presidiários, e uma grande proporção por crimes associados a tráfico de drogas. Imaginem o impacto destas prisões na sociedade e nas famílias: praticamente todos os negros e hispânicos pobres nos Estados Unidos têm algum parente na cadeia. O Brasil já tem 550 mil encarcerados (além de 170 mil condenados em prisão domiciliar), nas condições que conhecemos.

    Colocar um jovem por anos na cadeia porque vendeu alguns quilos de maconha é de uma completa estupidez, além de um contra-senso econômico. Uma vida praticamente perdida, uma família desestruturada, e um custo altíssimo para a sociedade na manutenção (precária) deste preso. Um traficante que participa de uma organização criminosa e assassina deve ser preso por toda a vida, mas ele só existe porque seu negócio é altamente lucrativo.

  20. O problema dos conservadores que eles pensam que todo usuário de drogas ilícitas são viciados que estão definhando na droga.
    Seria a mesma coisa dizer que usuários de drogas licitas são todos viciados e alcoólatras que estão definhando na bebida.

  21. Do ponto de vista da moralidade eu acredito que as drogas sejam uma verdadeira abominação – no entanto, concordo plenamente com o que foi dito no texto: A inibição moral do consumo de drogas cabe à família, religião, cultura, e não aos burocratas.
    Só que, pra que exista a mais remota possibilidade de combate moral do uso de drogas através das instituições fundamentais(família, igreja, comunidade local) é preciso que o Estado ao descriminalizar as drogas não se torne um arauto do seu uso irrestrito. Considerando especificamente a realidade da América do Sul, onde os principais cartéis de drogas são aliados das organizações de esquerda, eu não consigo vislumbrar um cenário onde o governo não venha a fazer precisamente isso: assumir o controle da propaganda pró-drogas após a descriminalização.
    Além disso, existe um outro fator muito contundente: a existência de uma estrovenga chama SUS.
    Eu não consigo pensar um minuto sequer em descriminalização de drogas sem antes imaginar o que fazer com a pressão que o aumento do consumo de drogas irá gerar sobre um sistema que já é falido por natureza – me parece evidente que, a partir do momento em que as drogas forem descriminalizadas, seus efeitos vão se tornar parte do planejamento estatal de saúde publica, e CERTAMENTE vamos acabar pagando via impostos por seringas, pipes, seda pra baseados, e claro, por droga em si, porque os viciados em sua abstinência serão pacientes com direito a um tratamento adequado e doses periódicas de drogas, o que o governo não terá dificuldade em justificar, alegando que essas pessoas se tornariam um problema social caso ficassem sem o objeto do seu vício.
    Em suma, eu concordo com o cerne do texto: a guerra as drogas é um erro, e um erro que custa caro, em dinheiro e em vidas humanas – porém, não me parece prudente descriminalizar sem antes tratar de algumas questões adjacentes pra evitar que os resultados sejam piores do que o problema que se quer resolver.

  22. Eu acho, que o governo quando pegar drogas apreendidas deveria “doar” para os drogados.
    Caso resolvido!
    Eles se matariam de tanto consumir drogas, prejuízo pros traficantes em dobro, porque criaria um “concorrente” impossível de se competir.
    Mas, tem interesses muito mais sombrios do que o “bem estar” do drogado e a segurança da sociedade…

  23. “Se o estado limitar esta liberdade, ele estará se apossando indevidamente do corpo das pessoas, violando a mais sacrossanta propriedade privada.”

    Se eu for atropelado e morto por um cidadão que estiver dirigindo sob o efeitos de drogas, ele não estará se apossando da minha “sacrossanta propriedade privada”? Será que a liberdade desse cidadão está acima do meu direito à vida?

    Se o cidadão deseja usar qualquer tipo de droga, sendo lícita ou não, essa é uma opção dele, pois ele tem total direito sobre seu próprio corpo, mas e esse ato resultar em danos para outras pessoas? Não estou falando somente das drogas ilícitas, falo do álcool também.

  24. Não entendo esta justificativa para proibir as drogas, exposta por vários comentários aqui, de que um drogado poderia cometer crimes ou atropelar alguém caso esteja sob efeito de drogas. A mim parece evidente que caso isto aconteça, ele estará cometendo um crime e deverá ser punido por isto! Em qualquer país civilizado, dirigir sob efeito de álcool implica em punições severas, mesmo que não ocorra algum acidente, e caso ocorra algum acidente, a presença de drogas no sangue do motorista é um agravante para o delito, e não um atenuante!
    Qualquer pessoa que dirigir um automóvel, ou que cometa algum delito, sob efeito de drogas, tem que ser severamente punido! Mas isto não pode ser justificativa para proibir alguém de usar drogas dentro de sua residência, ou em uma festa com amigos, ou em um show de rock.
    Legalizar as drogas não implica que as pessoas possam utilizá-las em qualquer ambiente ou situação. O cigarro é permitido, mas não se pode fumar em ambientes fechados pois isto causa prejuízos a terceiros.

  25. Para um laboratório farmacêutico liberar uma droga “do bem”, ou seja, um remédio que faz bem à saúde, ele vai precisar de no mínimo uns dez anos de testes exaustivos, primeiro em cobaias, depois em seres humanos voluntários, até ficar provado que essa droga não faz mal à saúde ou que pelo menos seus efeitos colaterais sejam compensados pelo benefício que ela vai trazer e ela possa finalmente ser colocada à venda. Relação custo/benefício sacou?
    Pois bem. Eu agora sou a favor da liberação das drogas. Com um porém: se um laboratório qualquer quiser lançar no mercado uma droga “recreativa”, essa droga terá que passar pelos mesmos testes que um novo remédio tem que passar até que fique provado que ela não faz mal à saúde ou que seus benefícios (que benefícios?) superem os danos causados.
    E aí como é que fica?

  26. Ser “A favor da descriminalização das drogas” significa ser alguém que aceita a autoridade do estado para regular o que pode e o que não pode ser utilizado por um cidadão qualquer. Eu sou contra a “descriminalização das drogas” simplesmente porquê acredito que quem quer consumir deve consumir independentemente da opinião do estado.

    Qualquer um que entre nessa discussão de ser “contra ou a favor da descriminalização das drogas” está simplesmente fortalecendo e corroborando a intromissão estatal. É uma discussão extremamente imbecil.

  27. Rogério Amaral Silva

    Vocês aparentemente são exatamente o oposto do marxismo coletivista; liberalismo individualista puro.
    Como disse, são “aparentemente”, por quanto na verdade, as revoluções liberais pós-idade média propiciaram as revoluções animadas pelo marxismo. Portanto, um é conseqüência do outro no curso da trágica revolução mundial de destruição da ordem legítima.
    Mas, o mais interessante, é ver como o liberalismo, libertarianismo (ou o nome que se de à ideologia fundada na supremacia da vontade individual) converge com a forma mais intelectual e menos cruenta do marxismo: o gramscismo e a sua revolução cultural. Em nome da mesma liberdade individual sem freios; liberais promovem a agenda gramscista: aborto, divórcio, homossexualismo, promiscuidade e também o uso das drogas, esta última sendo promovida com os mais falaciosos argumentos.
    O cúmulo do absurdo é comparar um copo de cerveja, cachaça (ou a bebida alcoólica que seja) com um baseado de maconha. E outra, será que os traficantes estarão dispostos a entrar na legalidade, pagando justos salários? Não vou nem entrar no mérito dos impostos, pois sei que vocês argumentarão contra a alta carga tributária, mas o que é mais fácil: gerir um negócio com mão-de-obra desqualificada e, pior, escrava (ou vocês acham que as drogas não escravizam?) e um mercado consumidor formados por pessoas que venderiam até o que não possuem para sustentar o vício ou gerir uma empresa sob as regras das leis de mercado respeitando até mesmo o concorrente e com um mercado consumidor que, ainda que não racionalizem totalmente seus gastos, tornando-se escravos do consumismo capitalista; não podem ter o seu ímpeto consumista ser comparado ao vício de um toxicômano?
    Meus caros, o ser humano não é dono de si; se não, não haveria os loucos, esquizofrênicos, alcoólatras… Quanto mais o ser humano afirmou a sua autossuficiência, mais se tornou escravo de fatores externos à sua individualidade.
    Liberar os uso das drogas, mesmo que apenas a maconha, é abrir fábricas de esquizofrênicos, como disse um psiquiatra (https://sites.google.com/site/jornalpimentasnews/maconha-e-abrir-fabrica-de-esquizofrenicos-diz-psiquiatra citando notícia do UOL, que está fora do ar).
    O ser humano só irar resolver os problemas da humanidade, quando negar a sua autossufiência e a soberania de sua vontade. Os mesmo jovens que justificam o uso das drogas por absoluta falta de opção recreativa ou reflexiva negada pela sociedade, são os mesmos que não querem contribuir com a própria sociedade a oferecer razão de viver para os homens e mulheres desta mesma sociedade. Preferem ficar na “lombra” de um “baseado”, e que se dane a sociedade, ela é que tem a responsabilidade de servi-los com algo de bom. Se o vício das drogas se universalizassem, faltariam até mesmo pessoas disciplinadas pela sanidade e sobriedade para poder produzir a maldita droga. É como o homossexualismo: se toda a humanidade caísse nesse vício horroroso, a humanidade estaria fardada à extinção.

  28. Ainda sou defensor do direito de cada um escolher o melhor para si desde que não prejudique aos seus em sua volta. Mas, gostaria de ajudar um pouco nesta excelente discussão. A imagem que acompanha o título do artigo pode nos ajudar muito neste respeito. Sem dúvida, poderíamos (se não o for) considerarmos as duas como sendo o contraste entre Brasil (proibida) e Holanda (liberada). Como primeiro exemplo, vou citar os portos. São liberados nos dois, mas há uma imensa diferença, se utilizarmos, também, imagens dos portos nestes países. Segundo exemplo; o cigarro é liberado e, também, super taxado tornando-o caro. Logo, criou um comercio paralelo, que gera milhões para os contrabandistas, são nocivos para a saúde do usuários (agrotóxicos e etc), e que custa muito para que o governo fiscalize. Logo, sem entrar muito a fundo no assunto, além de não acabar com uso do cigarro criou mais uma indústria do crime.
    Desta forma, não consigo encontrar exemplos de sucesso na liberação do uso que possam ser usados para aqueles de nós que a defendem. Ou seja, no Brasil não dá. Alguns pontos de reflexão:
    – Suponhamos que a venda fosse em uma farmácia ou um ponto autorizado. Ou o tráfico organizado se apropriaria do ponto, ou mais mortes na luta por espaço.
    – Se houverem taxas altas, ainda sim haveria a busca por produtos mais baratos.
    – Se houver o controle mínimo de qualidade, o que o encarece, ainda haveria busca por produto de qualidade inferior mais barato.
    – Inicialmente com a liberação mais pessoas teriam acesso. Se algumas delas, mesmo que pequena em percentual, precisasse de ajuda média ou psicológica não a teriam.
    – Imagine uma demanda razoável pelo produto, sem condições para todos comprarem, ou teríamos um grande aumento nos “pequenos assaltos”, por exemplo, ou teríamos mais um bolsa “drugs” e etc.
    Citei alguns exemplos apenas para afirmar meu ponto de vista que no Brasil e da forma com é e etc. NÃO TEM CONDIÇÕES DE ACONTECER SEM DANOS PARA A SOCIEDADE. Um abraço a todos!

  29. Uma coisa estranha que noto nos comentários da maioria dos conservadores sobre este artigo é que, para eles, utilizar drogas = ser viciado, quando isso está distante da verdade. A utilização esporádica de drogas para fins recreativos e sociais raramente leva à dependência, basta ver pelo fato de que a maioria das pessoas, apesar de beberem socialmente, não é alcóolatra. Em sociedades antigas é amplamente documentado o uso de drogas em rituais sociais e religiosos, seja na forma de folha de coca, maconha ou mescalina (entre sociedades indígenas), do qat e do ópio (entre as civilizações do Oriente), e bebidas alcóolicas fermentadas e cogumelos (Europa). Assim, podemos concluir que, durante um período esmagador de tempo, usar drogas não só não era crime, como também fazia parte dos costumes sociais das pessoas, de sua religião, de suas famílias e de suas amizades. E nem por isso temos notícias de muitos casos de vício nas sociedades antigas; muito pelo contrário, foi com o advento da proibição que a droga se afastou de sua função social original – de causar prazer em ocasiões especiais – para passar a ser uma forma de fuga da realidade e demonstração de rebeldia, tornando-se bem mais potente para cumprir esses papéis. Por isso as drogas antigas eram bem mais leves que as atuais drogas sintéticas, farmacologicamente alteradas. Logo, não se pode dizer que a droga em si seja ruim. Até porque a maior parte dos remédios tem os mesmos princípios ativos delas, só que em quantidades diferentes. O que é ruim é o vício, a dependência – mas dependência tem muito mais a ver com famílias desestruturadas, falta de perspectivas e baixa autoestima do que com liberação ou não liberação de drogas. De fato, uma pessoa que fica viciada em maconha, por exemplo – que é uma droga que não causa dependência química, só psicológica – poderia facilmente ficar viciada em computador, sexo ou comida (lembram-se dos comedores compulsivos?) mesmo se a droga fosse tirada. E, antes que alguém venha me xingar, não uso e nunca usarei drogas – nem legais nem ilegais. Não gosto de coisas que alterem meu raciocínio, que possam me levar a magoar os outros e cometer erros. Mas conheço vários usuários esporádicos que não são viciados, usam por diversão, e alguns deles inclusive já suspenderam o uso quando notaram alteração significativa de comportamento. Sinceramente, acho que usar drogas é uma perda de tempo e que o risco não vale a pena, mas, como um amigo meu me disse: “Eu sou vegetariano. Você gosta de comer carne. Eu não como nada com glúten, açúcar refinado ou lactose. Você come de tudo. Eu fumo maconha. Você não fuma. Nada que alguém faz é 100% saudável.”. E eu concordo com ele. E, de verdade, acho que seu estilo de vida é até mais saudável que o meu. E aí, será que deveriam me proibir de comer carne e comida industrializada em prol da minha saúde?

  30. Vou encerrar minha participação, mas pense sobre isso. A experiência pessoal é irrelevante e pode ser descartada, o que importa é a experiência geral… O que é a experiencia geral se voce ignorar as experiências individuais que a formam?

    O que quis expor pois me parece que muitos ainda crêem, é que QUALQUER usuário de alguma droga automaticamente é uma pessoa improdutiva na sociedade, viciada e que coloca a droga como sua prioridade, o que não é verdade. Dificilmente pessoas assim se expôe, justamente porquê é mais cômodo manter as aparencias, as pessoas que em sua maioria irão se expor são as que realmente tem problemas e abusam, e são as mais expostas em mídias, fazem mais ‘barulho’. Então a dúvida é, qual será a quantidade de pessoas que usam e não tem problemas com drogas?

  31. Algumas notícias sobre os efeitos das drogas “inofensivas”:

    Usuário de crack mata estudante universitária em Luziânia

    De acordo com testemunhas, o suspeito do crime, Francisco Wellington Freire, estaria sob o efeito do entorpecente e tentou matar o pai, sem sucesso. Francisco então teria saído de casa e atingido, com um facão, a primeira pessoa que encontrou.

    A vítima, Vitória Maria Veloso Casimiro, 18 anos, aguarda a van para levá-la à faculdade, quando recebeu um golpe de facão na região superior do abdômen. A jovem chegou a ser socorrida e encaminhada para o Hospital Regional de Luziânia, mas não resistiu ao ferimento.

    Sob efeito do crack, homem mata mãe

    O venda e o consumo liberado dessas drogas não viola o PNA?

  32. Caraca… Eu realmente tentei ler todos os comentários, mas minha mente ficou em loop quando vi o argumento de que havia menos violência no início do século passado porque as drogas eram liberadas. Ok, o argumento não foi bem assim, mas a conclusão foi.

    Sério, este foi um dos piores argumentos que eu já me deparei e estou decepcionado de vê-lo aqui.

    O sujeito parte do pressuposto de que se no século passado as drogas eram liberadas e havia menos violência e menos tráfico, então a legalização (ou a desregulamentação, que seja) além de não aumentar os índices, também os diminuiria.

    Preciso repetir de trás pra frente pra que fique óbvio o erro?

    Quem leva isso a sério não se atenta pra densidade demográfica dos grandes centros, pro sentido das migrações em massa e principalmente… principalmente… pro fato de que tem mais de 100 anos desde então e que nos últimos 100 anos a sociedade mudou completamente. Preciso trazer dados de que os índices de violência são proporcionalmente escandalosos nas capitais lotadas? Preciso dizer que são nesses centros que os traficantes se ajuntam? Preciso dizer que no interior, onde o Estado também proíbe e também senta a borracha, há menos problemas do gênero?

    Dane-se se vai melhorar ou piorar… mas comparar os tempos atuais com o passado e querer tirar conclusões sérias é piada! É como dizer que os carros em 1930 eram mais seguros porque haviam menos acidentes fatais. Ou pior, que o governo obrigar os fabricantes a colocar airbag e abs causará mais mortes porque na Europa do século passado morriam menos pessoas que hoje com airbag. Fato “curioso”: haviam muito menos carros e carros muito mais lentos em 1930. E lamento informar que no passado o Estado regulava muito mais quem dirigia: Apenas homens ricos ou homens empregados de ricos.

    Longe de defender a intervenção, estou apenas mostrando como o argumento é fraco.
    E dizer que cada um é responsável por si é ser tão utópico quanto um socialista. Não, as pessoas comuns infelizmente não projetam as consequências. Se perderem o emprego e forem parar na rua, se venderem a mãe e não conseguirem se manter, inevitavelmente, irão apelar pra criminalidade. E aí eu vou ter que pagar 10 pro Estado (que detém o poder de polícia) investir 3 e não resolver o problema. E ainda, como sempre haverá um Estado e como sempre haverão benefícios estatais, meu pouco dinheiro vai parar em clínicas superfaturadas mantidas pelo Estado que ajudam, mas não resolvem.

  33. A solução, ao meu ver é educação… ha-ha-ha Não aquela financiada, padronizada, integralizada e manipulada pelo Estado.
    Educação familiar que é coisa rara e que o Estado insiste em destruir.
    Por pior que seja a cabeça do homem médio (e isso é uma premissa de esquerda, mas verdadeira), a moralidade, o medo do “lá fora”, a religião, os bons costumes, as aparências, a lei, a polícia… tudo isso prega contra o consumo de drogas e contra a associação com pessoas de má índole como traficantes (premissa minha mesmo, mas sem objeções, espero).
    Coincidentemente, meus filhos terão educação integral com professores marxistas defensores do relativismo moral que prega que se ele quiser usar drogas, deve ter sua vontade respeitada sem interferência paternal, religiosa, policial e etc. Pois a interferência familiar é pior que todas as consequências ditas mínimas do uso de drogas.

    Desculpem-me, mas se quiserem resolver os problemas, me ajudem a manter meu filho em casa sem que o Estado puna por não mandá-lo para ser instruído e educado por marxistas. Isso sim seria interessante! Legalizar as drogas é um tiro no escuro por enquanto.

    Agora a moda é falar mal de escola conteudista. Bem que eu queria uma escola assim, se existisse. Eu pagaria pra ensinar conteúdo mesmo! Se fosse pra ensinar bobagem, eu ensinava em casa, sem nenhuma pedagogia. Na pior das hipóteses, ele teria uma educação intermediária, mas crítica e liberal. Não uma educação porca, deficiente e marxista: bancada por mim pelo dobro, mas de graça e que eu não iria querer nem se me pagassem.

  34. Kogos, eis a resposta que um colega meu – super católico – me mandou para o seu texto:

    Catecismo da Igreja Católica http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s2cap2_2196-2557_po.html

    n. 2211. A comunidade política tem o dever de honrar a família, de a assistir e de nomeadamente lhe garantir:
    – a Liberdade de fundar um lar, ter filhos e educá-Los de acordo com as suas próprias convicções morais e religiosas;
    – a protecção da estabilidade do vínculo conjugal e da instituição familiar;
    – a liberdade de professar a sua fé, de a transmitir, de educar nela os seus filhos, com os meios e as instituições necessárias;
    – o direito à propriedade privada, a liberdade de iniciativa, de obter um trabalho, uma habitação e o direito de emigrar;
    – consoante as instituições dos países, o direito aos cuidados médicos e à assistência aos idosos, bem como ao abono de família;
    – a protecção da segurança e da salubridade, sobretudo no que respeita a perigos como a droga, a pornografia, o alcoolismo. etc.;
    – a liberdade de formar associações com outras famílias e de ter assim representação junto das autoridades civis (9. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 46: AAS 74 (1982) 137-138).
    n. 2291. O uso de drogas causa gravíssimos danos à saúde e à vida humana. A não ser por prescrições estritamente terapêuticas, o seu uso é uma falta grave. A produção clandestina e o tráfico de drogas são práticas escandalosas, e constituem uma cooperação directa, pois incitam a práticas gravemente contrárias à lei moral.

  35. Pegando um gancho no comentário acima, e fazendo um apanhado do que foi dito na área, eu gostaria de fazer um resumo geral das premissas que sustentam a tese da liberação das drogas

    1) Drogas tradicionalmente vendidas em farmácias foram proibidas criando um mercado negro semelhante ao criado pela Lei Seca
    Existem falhas nessa proposição. Não se tem notícia de em nenhum momento ter havido uma guerra na disputa pelo mercado de xaropes de ópio ou balas de cocaína. Depois ninguém se perguntou por que tais medicamentos foram proibidos em primeiro lugar. Esse tema foi abordado em artigo publicado neste site http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=383. Infelizmente o artigo só diz que o governo proibiu o seu uso, mas não oferece as explicações necessárias para a tomada dessa decisão, nem a partir de quando ela foi tomada. Inclusive, a busca por aqueles remédios proibidos (que jamais fizeram falta, diga-se de passagem) diferencia-se da demanda por outras drogas de uso meramente "recreativo". Aliás, existe alguma relação entre o consumo de drops de cocaína para dor de dente e cheirar cocaína numa rave, além da compulsão causada pelos efeitos "secundários" da droga? Sem se falar que o consumo continuado desse remédio fatalmente faria cair os dentes da gurizada.

  36. 2) Os traficantes jamais terão como competir com empresários normais, em um mercado legal de drogas
    Ainda não vi nenhum argumento que comprove essa tese além da sugestão da leitura deste artigo: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=440. Nele lê-se o seguinte:
    No Carnaval de 2008, faltou consumidor na “boca” da Mangueira (zona norte). Para se capitalizar, traficantes roubaram um caminhão de cerveja e avisaram os donos das biroscas da redondeza de que só podiam vender as deles quando acabassem as do “patrão”.
    Três fenômenos explicam o fato de parte da classe média do Rio ter deixado de “subir o morro” para obter drogas: o aumento da violência, com incursões policiais mais frequentes e traficantes mais truculentos; o aumento do uso de drogas sintéticas, como o ecstasy; e o tráfico operado pela própria classe média, com opção de pedir por telefone a entrega da droga.

    Conclusão: Traficantes de classe média surgidos em decorrência da violência e da repressão policial competem com traficantes do morro. Perfeito. Então vamos acabar com a guerra às drogas, a polícia para de subir o morro para matar inocentes, os traficantes ficam pobres e desarmados e vamos viver felizes para sempre. É muito wishfullthinking! Até parece que toda a cadeia de produção, distribuição e venda de drogas ilícitas resume-se à sua venda nos morros e "bocas-de-fumo. Isso é somente a ponta do iceberg. Depois, esse argumento se baseia na premissa de que no dia seguinte à legalização das drogas eu poderei ir a uma farmácia comprar meu papelote de cocaína ou minhas pedrinhas de crack e ir no boteco comprar meu "Holliwood Verde". Como se houvesse um monte de produtores honestos de maconha prontos para colocar seu produto no mercado e a indústria farmacêutica já tivesse todo um pool de drogas seguras esperando somente a sua legalização para serem vendidas. Não. Quem possui todo esse aparato logístico são os cartéis já existentes. E para eles abrirem empresas de fachada para atuarem no mercado legal é só um pulo. E ainda. Quem disse que neste cenário drogas clandestinas, ditas "sujas", deixariam de ser vendidas nos morros? Quem disse que drogas ilegais, de baixo custo e de péssima qualidade, deixariam de ser vendidas à população mais pobre, especialmente nos próprios morros? Quem disse que o Playboy iria perder seus fornecedores e seus clientes? Voces por acaso combinaram com ele? Lembremo-nos que sem a repressão policial, os custos tendem a cair e o consumo a aumentar e só o aparato repressor do estado pode evitar essa situação. Em um cenário possível os morros se transformariam em verdadeiras cracolândias e os progressistas e bleedinghearts estariam a clamar pela intervenção do estado para impedir esse descalabro. Ou voces acham que algum empreendedor idôneo ia se arriscar a abrir seu ponto de venda em um local tradicionalmente dominado pelo tráfico? Mas isso tudo é futurologia. A ciência mais inexata de todas.

  37. 3)A guerra contra as drogas está vencida
    Acho muito apressado esse decreto. Se pensarmos na guerra de um exército brancaleônico, mal armado, mal treinado, pobre, dispondo de um orçamento infinitamente inferior ao do inimigo, com um poder de fogo infinitamente inferior ao do inimigo, morrendo em uma proporção de pelo menos 200 para 1 (alguém pode me dizer o número de traficantes mortos ano passado?) e sem ter o menor respaldo da sociedade; podemos sim falar em guerra perdida. Porém, ocorre que quem diz isso na verdade não está é nem um pouco interessado que ela seja travada. Aqui, a "direita" libertária, que não quer financiar o aparato de segurança do estado sob a acusação de violar o direito humano básico de destruir o próprio corpo, se une à esquerda progressista que tem verdadeiro horror de punir criminosos e grasna um mantra como os patos na fazenda dos bichos: Drogas são um problema de saúde pública, não de polícia!
    E enquanto drogas e armas pesadas entram livremente no país, medidas simples e eficazes como bombardeio de pistas clandestinas e a lei do abate há muito deixaram de ser aplicadas. Implantaram-se dezenas de UPPs nos morros do Rio, mas o tráfico continua livre, leve e solto e praticando tiro-ao-alvo nos policiais dessas unidades. Quem assistiu pela TV a fuga cinematográfica dos bandidos do morro do Alemão? Eu assisti. E me perguntava o tempo todo: Como é que não prendem esse pessoal??? E hoje o secretário de segurança do Rio soltou esse desabafo: "Hoje policial é babá de bandido" (oglobo.globo.com/rio/beltrame-hoje-policial-baba-de-bandido-15419516). Guerra contra as drogas? Me conte outra.
    No mesmo artigo mencionado acima também se lê:
    As drogas continuam nominalmente proibidas, porém o estado passa a fazer “corpo mole” para o tráfico, liberando-o na prática e desviando o efetivo policial para combater crimes reais, como assaltos, sequestros e a investigação de homicídios.
    Nesse cenário, embora tudo continuasse legalmente proibido, não haveria repressão ao plantio, cultivo, distribuição e consumo. O que ocorreria?

    Ocorreria não. É exatamente isso que ocorre.
    Uma das probabilidades é que as organizações criminosas já estabelecidas, poderosas e ricas, iriam impedir o surgimento de novos produtores.
    A mera liberação vai mudar essa situação? Como eu já disse antes: para essas organizações partirem para a legalidade requer um esforço mínimo. E eu aposto que elas desejam muito se livrar do peso de operar ilegalmente no mercado. Não que eles (os grandes traficantes) sejam pessoas morais, mas simplesmente porque os custos exigidos para legalizar o dinheiro obtido com o tráfico superam em muito possíveis impostos e custos que o mercado legal lhes exigiria
    Como elas operam um empreendimento à margem da lei, os novos produtores que seriam atacados não poderiam recorrer aos tribunais para fazer valer seus “direitos”.
    Ahammm… pra quem mesmo que esses empreendedores iam ter que recorrer heim? Ah sim! Ao estado!

  38. Para finalizar, eu havia lançado a seguinte questão: “Se para homologar um remédio -eu disse um remédio, algo para curar uma doença, um laboratório farmacêutico tem que cumprir uma série de exigências e testes exaustivos para provar que esse remédio é inócuo para a saúde; como poderão ser homologadas drogas psicotrópicas comprovadamente danosas ao organismo?”
    A resposta veio sob a forma de um ótimo artigo escrito pelo Rodrigo Constantino (www.mises.org.br/Article.aspx?id=356). Mas ele responde em parte a questão. Aliás a existência de uma instituição fascista não invalida a existência de protocolos de segurança. Todo mundo se lembra do trauma da talidomida e a liberação da produção de drogas comprovadamente danosas à saúde será um duplo homicídio. O primeiro direto, pois se estará liberando a venda de venenos de ação lenta e letal para pura recreação. E o segundo tiro se dirigirá contra a pesquisa de novos medicamentos, que ou deixará de ser praticada, pois não será mais exequível exigir os mesmos testes para medicamentos enquanto outras drogas serão vendidas sem a mesma cautela, ou transformará os possíveis usuários em cobaias, eliminando a segurança no uso de qualquer remédio novo que venha surgir no mercado. Mas isso tudo é exercício de futurologia. E uma última palavra para quem acredita que toda violência emana do estado. Para que exista "Estado de Direito", é preciso que antes exista algum estado.

  39. Wolmar não desiste mesmo, vou apenas comentar alguns comentários que você fez acima:

    "Ou voces acham que algum empreendedor idôneo ia se arriscar a abrir seu ponto de venda em um local tradicionalmente dominado pelo tráfico? "

    Meu deus, se as drogas estão ilegais então acabou o tráfico, o perigo será apenas o que todo o comerciante passa em lugares mais periféricos.

    "Acho muito apressado esse decreto. Se pensarmos na guerra de um exército brancaleônico, mal armado, mal treinado, pobre"

    O que me diz da policia americana então? Você mostra novamente que desconhece sobre o assunto. O problema da guerra não é os traficantes em si, esses morrem ou são presos o tempo todo. O problema é a existência de uma demanda para as drogas, que será uma mina de ouro para quem quiser participar. E quanto mais a policia combater as drogas, mais caras elas se tornarão, mais lucrativo e mais gente participará do jogo. É uma guerra sem fim.

    "Uma das probabilidades é que as organizações criminosas já estabelecidas, poderosas e ricas, iriam impedir o surgimento de novos produtores."

    Cacete, você vive em outro mundo. Me diz o que aconteceu com o fim da lei seca nos EUA? As máfias impediram o surgimentos das grandes empresas cervejeiras? Me diz apenas um setor legal em que criminosos ofertam esse produto? ou algum empresário que ameace seus clientes? Não existe, para de viajar. Com a legalização haverá empresários e não bandidos.

    "como poderão ser homologadas drogas psicotrópicas comprovadamente danosas ao organismo?"

    Você ainda não entendeu que isso é problema do consumidor. A única coisa que pode-se dizer é que, se legal, os consumidores poderão exigir drogas menos danosos. E quem iria fiscalizar? Agências privadas.

    Cara abra sua mente e para de repetir baboseiras de pessoas imorais que defendem uma instituição corrupta e agressiva.

  40. “Uma das probabilidades é que as organizações criminosas já estabelecidas, poderosas e ricas, iriam impedir o surgimento de novos produtores.”

    Cacete, você vive em outro mundo. Me diz o que aconteceu com o fim da lei seca nos EUA? As máfias impediram o surgimentos das grandes empresas cervejeiras? Me diz apenas um setor legal em que criminosos ofertam esse produto? ou algum empresário que ameace seus clientes? Não existe, para de viajar. Com a legalização haverá empresários e não bandidos.

    Ve se le direito antes de esculachar. Não fui eu quem disse a frase entre aspas. Ela faz parte do artigo mencionado. E com a legalização os bandidos é que virarão empresários. Cerveja e whisky sempre foram produzidas por pessoas honestas. A lei seca tirou-as da legalidade. A revogação dela devolveu-as ao mundo legal. Com as drogas é isso que acontece? Algum cervejeiro produz cocaína? A Souza Cruz produz cigarros de maconha? Quem é que voce acha que será legalizado? Quem é que voce acha que vai vender coca legal na farmácia?

    Você ainda não entendeu que isso é problema do consumidor. A única coisa que pode-se dizer é que, se legal, os consumidores poderão exigir drogas menos danosos. E quem iria fiscalizar? Agências privadas.

    Ah sim, legal. Só me diz a quem o consumidor vai exigir drogas menos danosas? As agencias privadas de regulação? Depois sou eu que vivo em Marte

  41. Quando existe uma proibição estatal, o objetivo principal desta, nunca é atingido. É sempre o efeito contrário que acontece, ou seja, nesse caso, maior consumo, maior violência e mais viciados propensos a overdose.

  42. ‘Para os moradores e comerciantes da região, o programa não alterou em nada a presença de viciados e traficantes na região. O vendedor Robério Aguiar, de 32 anos, que trabalha em uma loja de instalações próxima ao “fluxo”, avaliou que o projeto só "enxugou gelo". "A cada dia só aumenta o número de drogados. Não adiantou nada. Os clientes, quando aparecem, entram aqui com cara de que saíram de uma zona de guerra"’

    veja.abril.com.br/noticia/brasil/hoteis-da-cracolandia-o-retrato-de-um-programa-que-nao-deu-certo

  43. Particularmente penso que liberar as drogas é um retrocesso em nome da liberdade.

    Explico.

    Tenho que a liberdade só faz sentido se usada para promoção do bem, individual ou coletivo. Significa dizer que quem dela faz uso para o mal, para causar prejuízo a si ou a outrem, desvirtua o fim para o qual se destina. Por óbvio, o uso de tais drogas nada contribui para a saúde do usuário, além de seus reflexos sociais negativos que a todos afetam.

    Em outras palavras, a liberdade não deve servir de meio para se alcançar um fim danoso.

    Ilustro.

    É o que ocorre com uma arma de fogo. O objeto em si é moralmente neutro, pode ser usado para a legítima defesa e também para o cometimento de crimes. Em ambos os casos os sujeitos usarão de suas liberdades, tanto para o bem quanto para o mal.

    Ora, ninguém condenaria um indivíduo por usá-la na primeira hipótese, mas todos serão contrários ao seu uso na segunda situação. Por quê?

    A liberdade por si só não é o único alicerce que nos mantém. Precisamos de freios, contrapesos, limites, restrições, ordem, disciplina, etc para que a vida em sociedade seja possível. E precisamos que alguém exerça a função de controle. Aqui entra a figura do Estado sim, ainda que desejavelmente mínimo. Imaginar que o Estado se ausente de todas as questões é invocar o caos, jogar dados com a inimaginável gama de convicções individuais, crendo que, desse verdadeiro enxame de ideologias, surja um perfeito senso comum que estabeleça paz e harmonia entre todos. Utopia. Nem que houvesse um país habitado exclusivamente por libertários isso daria certo.

    Com isso, reafirmo a necessidade de se refutar a descriminalização e a liberação das drogas. É sensato melhorar as condições de convivência. Não vejo o descaracterizar um crime de seu caráter delituoso como um progresso. Olho no sentido inverso: educar na prevenção, reprimir o consumo, combater o tráfico com energia, majorar penas, apertar o cerco.

    Liberar é jogar a toalha, assumir uma postura derrotista frente a um problema que merece ser tratado com vistas para o bem, seja do usuário, seja da coletividade. Não regridam em nome da liberdade.

  44. Intrigante é o libertário que julga moral e louvável fumar maconha feito um completo perdedor, só porque isso é produto de sua liberdade. Equivale a dizer: “vejam, vou saltar desse precipício, sou livre como uma pomba bêbada!”

    Intrigante também é o desdobramento do raciocínio libertário que imputa às drogas o êxito de músicos, artistas, etc, como se esses elementos em si fossem capazes de produzir coisa benéfica. Ora, quem é virtuoso: a droga ou o sujeito criativo? Resta provarem que foi a droga o fator determinante da criação.

    Surra mesmo leva aquele que se deixa nivelar por baixo, abraçando por tabela bandeiras notadamente esquerdistas, destrutivas, e que julga isso lindo por causa da “liberdade”. Não troco minha alma por esta liberdade-zumbi.

    No mais, encerro, se ser conservador é defender os bons costumes e rejeitar os absurdos que afrontam a moral cristã, então serei até o fim, com orgulho e altivez.

  45. Intrigante é o libertário que julga moral e louvável fumar maconha feito um completo perdedor, só porque isso é produto de sua liberdade. Equivale a dizer: “vejam, vou saltar desse precipício, sou livre como uma pomba bêbada!”

    Não creio que todo libertário pense assim. A única moralidade que interessa à quase totalidade dos libertários é a observância ao princípio da não agressão. Se este é observado, os julgamentos morais posteriores são irrelevantes. Em outros termos, fumar maconha, em si, é moralmente irrelevante.
    Já fumei maconha no passado, hoje não a consumo mais, não porque falte oferta, mas porque eu não aprecio mais a “onda” como antes. Mas isso sou eu, não posso falar por ninguém mais. E não procurei drogas mais fortes também.

    E sim, não devemos proteger ninguém de suas más escolhas. Se o usuário de drogas estiver numa viagem tão louca que se julgue transmutado em uma penosa, que tente alçar vôo e desafie a gravidade. Será uma morte idiota, decerto; infeliz para aqueles que gostam desse sujeito, mas para todo o resto será uma bela piada.

    Intrigante também é o desdobramento do raciocínio libertário que imputa às drogas o êxito de músicos, artistas, etc, como se esses elementos em si fossem capazes de produzir coisa benéfica. Ora, quem é virtuoso: a droga ou o sujeito criativo? Resta provarem que foi a droga o fator determinante da criação.

    Faça menos generalidades, por favor. Falei apenas para esqueçer as obras daqueles artistas, dado que muitas de suas obras foram, sim, efetuadas sobre efeitos de entorpecentes. Foram a causa necessária e suficiente para tanto? Eu não sei, nem ninguém pode afirmar com absoluta certeza que elas em nada contribuíram. O que se pode afirmar, com absoluta certeza, é que foi uma mescla do talento individual e da liberdade que tiveram para externar tal talento, seja com o auxílio de entorpecentes ou não. Ser livre para praticar qualquer conduta não implica, necessariamente, que tal conduta ocorrerá. Fica a critério do indivíduo decidir se vai ou não consumir, mas roubar-lhe a possibilidade de escolha é de uma violência atroz.

    Surra mesmo leva aquele que se deixa nivelar por baixo, abraçando por tabela bandeiras notadamente esquerdistas, destrutivas, e que julga isso lindo por causa da “liberdade”. Não troco minha alma por esta liberdade-zumbi.

    Você certamente deixou transparecer sua visão. Agora ao invés de ver a quantidade de possíveis drogados no futuro, a destruírem suas vidas por conta dessa liberdade que você condena (o que, a longo prazo, se retirada a proibição, será muito menor do que é hoje) porquê não contabiliza, com afinco, a enorme pilha de cadáveres que se perderam (e serão perdidos) pela arrogância de uns insistirem em dizer o que é melhor para os outros e os matarem caso tenham a temeridade de discordar?

    Outro ponto: você está confundindo a igualdade acerca de UM ponto, com a subscrição integral de uma pessoa a uma ideologia. Se é “esquerdista” querer a liberação completa das drogas, disso não decorre que, tal qual um esquerdista, eu advogue a destruição da propriedade privada, saia por aí dizendo que a religião é o ópio do povo, ou que brade, a plenos pulmões, acerca da exploração do proletariado. Não é porquê um dos fins que persigo seja também desejado por um esquerdista, que eu seja um marxista-trotskista-leninista bufando com foice numa mão e martelo na outra.

    Um outro ponto que, sinto, precisa ser abordado é que ninguém ignora que o uso é deletério para o corpo humano. As consequências são, objetivamente, destrutivas. Mas, como somos donos do nosso próprio corpo, muitos de nós preferem agir irracionalmente, preferindo o prazer da “onda” a uma sobrevida conseguida pela abstinência do consumo de tais substâncias.

    É uma escolha “idiota”? Se por idiota vamos definir uma pessoa que não consiga ligar causa a consequência, então NÃO. Tal pessoa liga os pontos, sabe que de A decorrerá B. Mas mesmo assim, opta pela conduta que maltrata o corpo, mas satisfaz o espírito. Não é diferente, na essência, de um devoto da Opus Dei, que usa o cilício, danificando o corpo, em busca da purificação d’alma.

    Abraços libertários,

    Carlos.

  46. A proibição das drogas é economicamente prejudicial e moralmente reprovável, pois não se pode obrigar as pessoas a serem virtuosas, não se pode impor a outros uma concepção de virtude se não estiverem prejudicando a terceiros e é arbitrário proibir algumas drogas e não outras.

    Porém, poderá ser muito complexo desmontar todo o aparato socioeconômico construído em torno dessa proibição.

    * * *

  47. Eu entendo algumas bases da ideologia libertária e acho interessantes o bastante pra nesse cenário político brasileiro atual oferecer o meu voto e até fazer campanhas pelo mesmo, mas!… Eu não gosto da ideia de seguir cegamente um ideal que se assemelha a qualquer outro seja ele: de esquerda, direita como se fossem religiões daquele tipo “siga o grupo, não questione além das respostas dadas e perguntas dadas e seja como nós ou será automaticamente como eles”.

    Qualquer artigo científico aceitável se baseia em “teoria, aplicação, efeito e prática” (ou algo parecido com isso) então é certo dizer que ” E=MC²(forma resumida) sendo usada para calibrar o seu GPS (apenas um dos milhares de exemplos) equaliza os cronômetros internos do gadget GPS e os Satélites em órbita e torna a navegação mais precisa pois sem essa teoria aplicada a margem de erro do seu gadget GPS seria de até 10 quilômetros por dia (meio NERD mas foi a forma mais simplória de um exemplo de aplicação prática para o que vem a seguir…). Eu sei que por um breve momento dentro de sua cabeça você deve ter imaginado que física teórica e sociologia são como um alienígena de 8 braços e uma pedra de sal ambos a galáxias de distância (eu iria usar a Teoria da Relatividade e a Mecânica quântica como exemplo mas vamos evitar mais nerdice) e quase que imaginando seus pensamentos você deve ter pensado “nada a ver uma coisa com outra”, pois bem, em relação a ideia que a liberação de qualquer substância atualmente considerada droga no brasil sendo utilizada para diminuir os índices de criminalidade e homicídios (entre diversas outros benefícios) ocausionaria o desmantelamento das organizações milionárias ilegais com suas administrações sanguinárias à margem da lei teria como se constata na PRÁTICA…” essa é o ponto que queria chegar: o funcionamento prático de uma atitude sociológica não precede a mesma lógica de uma equação matemática porque as sentenças e fórmulas utilizadas na matemática não tem tantas variáveis quanto cada ser humano em individual dentro da equação de “aplicação prática” de uma atitude como essa no meio humano.

    O que pretendo dizer é que sendo extremamente realista só se conseguiria alcançar TALVEZ! um ideal libertário, de direita, de esquerda e etc se todas as pessoas fossem aniquiladas e criadas apenas sobre este ponto de vista ideológico dentro de um local completamente inabitado o suficiente para se criar uma nova lei e uma nova sociedade.

    Sabendo que isso seria um crime (além de ser completamente insano mas seguindo a realidade atual) fica completamente utópico afirmar que o resultado de uma ação sociológica como “a liberação das drogas” no Brasil teria como a obtenção de um convívio harmonioso geral e melhor para a nação.

    Voltando a ser realista: então para se chegar ao mais próximo do real resultado dessa afirmação de “liberar as drogas no Brasil” seria interessante avaliar as variáveis da sentença que sera: a legislação vigente sobre aspectos de pós consumo e comércio individual perante toda a cultura comportamental em individual e em grupo do brasileiro e seus hábitos.

    A gente tem dentro da legislação fatores que transformaram um “drogado/viciado” em um “problema de saúde pública” e não mais um “problema de segurança pública” como era há alguns anos atrás (vide bem os deveres do Estado em relação a direitos PÚBLICOS! em ambos problemas citados).
    A legislação também abre diversas brechas em alívio de pena em casos de “distúrbios psicológicos” e adivinha o que qualquer droga faz mesmo que momentaneamente?
    O sistema carcerário brasileiro é uma instituição falida porque não consegue recuperar o detento e nem mesmo mantê-lo preso por culpa de incrementações horrendas na constituição em relação aos “direitos humanos” e outros fatores.
    Eu citaria uma livro inteiro de exemplos mas vamos a outro ponto tão terrível quanto:

    A cultura comportamental do brasileiro individual, em grupo e todos os seus hábitos. Eu me refiro a esmagadora maioria então não se sinta ofendido, apenas veja o resultado das últimas eleições, o nível de conhecimento sobre política ou a maioria dos seus vizinhos e até amigos (se você faz parte da maioria não precisa se envergonhar).
    Esse aspecto também levaria muito tempo para detalhar sobre uma suposta “liberação de drogas no Brasil” mas fica também fácil você entender mais ou menos o que é ligando a TV e vendo como a massa se comporta em lugares de culturas do sul, sudeste, nordeste, centro oeste e norte do Brasil ou apenas fique observando os determinados grupos que se formam em sua escola ou até mesmo no seu bairro pra se chegar a conclusão de como o brasileiro em maior número se comporta em grupo. Agora imagine qualquer substância ilegal sendo liberada aqui no Brasil e me diga que você e a sua família não será afetada fisicamente com isso que eu te digo: You know nothing Jhon Snow!

    Então só finalizando: Eu sou a favor da liberação das drogas no Brasil, mas dentro de uma realidade mais ligada a falta de estrutura legislativa e punitiva ligada ao comportamento comum típico da massa eu não acho que este é o momento certo para se fazer isso. É necessário preparar o terreno para se plantar e não semear insistentemente sobre um terreno infértil.

    Ficou brutalmente enorme… devaguei e duvido que alguém leia…

  48. Amarilio Adolfo da Silva de Souza

    A liberação das drogas, assim como a de outros setores dominados pelo estado, pouparia muitos recursos e esforços das pessoas. Menos regras e mais produtividade também.

  49. Aqui se defende a liberdade de expressão, portanto,
    CARÍSSIMOS:
    Conclamo a todos que viram a OAB RJ escolher qual ideologia pode ser elogiada no Brasil, que assinem petição pública pedindo a punição por improbidade administrativa e por crime de prevaricação dos advogados do conselho da OAB RJ, no caso do discurso do Bolsonaro. A petição está aqui: “Pela punição por improbidade administrativa e por prevaricação dos subscritores de petições contra Bolsonaro em razão do voto no Impeachment na Câmara” Link da petição aqui: http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR90502

  50. Direitista que ainda possue Cérebro.

    Querem se drogar? Seus bostas, façam isso a vontade, ver essa droga destruindo vcs é sempre divertido.

  51. Dieta Dukan Passo a Passo

    Acredito que não deva ser liberada a comercialização, regulamentação e taxação sobre entorpecentes, esta atitude não irá reduzir a produção e consumo.

  52. MiguelParisotto

    Ótimoa artigo!

    Creio que se fosse para haver alguma proibição deveria ser somente daquelas que realmente possuem efeitos extremamente danosos e viciantes, como o crack ou cocaina. Mas machonha, LSD, e outras, deveria ser liberado.

    Poderia haver, no entando, alguma regulamentação quanto idade mínima para consumo. Ou algum controle parecido com os remedios tarja preta, em que seria necessária a liberação de um médico para o uso. Enfim.. Qualquer alternativa é melhor do que essa guerra contra as drogas.

    Outro efeito, é que a polícia pararia de perder energia e tempo caçando traficantes e os criems decorrentes do tráfico, e concentraria-se em capturar criminosos e combater outros crimes.

    Os traficantes, com sua agressividade e talento para os negócios, se tornariam ótimos empreendedores, e todos sairiam ganhando.

  53. MiguelParisotto

    Poderia surgir um problema na legalização total no Brasil (por exemplo) se o resto do mundo não seguisse.

    O tráfico internacional continuaria extremamente lucrativo. Com a legalização o país se tornaria um centro de exportação de droga. Por pressão de outros países o Brasil passaria a reprimir o tráfico internacional, e ai a guerra recomeçaria….

    Seria interessante estudar o caso dos estados americanos que legalizaram a maconha.

  54. Quem escreveu o artigo deve achar também que deve-se permitir vender qualquer outra coisa livremente, incluindo bombas nucleares, cianeto, serviços de incentivo ao suicídio, etc….

  55. muriel medeiros

    todo o artigo parte de um pressuposto inexistente: O consumo de droga em um país desregulamentado é igual a liberdade individual;

    a um erro claro nisso, que é:

    quando um ser humano escolhe usar algo viciante e a consequência natural é o vicio, ele acabou de trocar a sua liberdade pela escravidão ao vicio;

    portante não ha liberdade alguma nesta escolha e sim uma escravidão por algum alucinogênio, com isso fica evidente que o artigo torna se falso pela sua premissa.

    É como Thomas de Aquino nos alertou, trazendo aquilo que ele aprendeu em Aristóteles: um pequeno erro na premissa do pensamento, torna se um grande erro no fim.

    toda e quaisquer liberação de drogas é um erro, como supracitado é sempre o direito que damos a um ser humano de trocar sua real liberdade por uma escravidão, poderia entrar aqui na questão econômica, onde podemos perceber outro erro grotesco: temos um sistema público de saúde e a liberação de drogas que causam problemas de saúde sempre cobram a conta, portanto investir em policia ainda é mais econômico do que investir em um tratamento para um viciado que parou de trabalhar em função do vicio (algo comum com os usuários) tornando um exercito de escravos dependentes do dinheiro público, vale ressaltar que a liberação de drogas sempre aumenta a criminalidade e consumo exemplo fácil disso é o Uruguai.

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