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O que faz de alguém um bom economista – ou, por que acertamos nossas previsões gerais

Foi
apenas em meados de 2014, após dois trimestres consecutivos de PIB negativo,
que toda a imprensa nacional começou a falar sobre os desarranjos da economia
brasileira — àquela altura, visíveis até mesmo para os panfleteiros
político-partidários — e sobre como aqueles desequilíbrios levariam a uma
recessão no ano seguinte.

(Atualmente,
todos os economistas já falam
abertamente que o ano de 2015 será um ano perdido
.)

O
que poucos fizeram, no entanto, e este site se inclui nessa honrosa lista das
“minorias ínfimas”, foi detectar e explicar estes problemas quando a economia brasileira ainda estava
“bombando”, crescendo a 7,5% do PIB

Uma
coisa é gritar “recessão” somente após o IBGE trazer os dados negativos; outra
coisa, bem diferente, é explicar como e por que haverá uma recessão enquanto o
país ainda está vivenciando um crescimento chinês.

E
foi isso o que fizemos ainda no longínquo ano de 2010.  Enquanto a economia brasileira crescia a chineses
7,5%, este site publicou
este artigo
explicando por que aquilo tudo era insustentável e mostrando
por que a situação iria se reverter.  O
artigo abordou, inclusive, os truques contábeis que já vinham sendo praticados
desde àquela época, e que só em 2014 passaram a ser abertamente denunciados pela grande imprensa.

Um
ano depois, já no terceiro trimestre de 2011, um novo artigo foi
publicado
prevendo uma ligeira recessão para 2012.  Em termos de PIB per capita, que é o que realmente interessa, a
economia de fato ficou
estagnada em 2012
, mas o que realmente aconteceu é que a economia
brasileira foi mantida animada por novas e crescentes doses de crédito estatal,
que é um crédito totalmente imune à taxa de juros estipulada pelo Banco
Central.

Este
fenômeno do agigantamento do crédito estatal, sobre como ele traria um curto
impulso à economia e faria um grande estrago nos balancetes dos bancos estatais
foi esmiuçado neste
artigo
de 2012 e, um ano depois, neste de 2013.  Hoje, nossas previsões se confirmaram e o
próprio governo já fala abertamente em recapitalizar
a Caixa e o Banco do Brasil.

Também
em 2012 publicamos este
artigo
abordando novamente, dentre outras coisas, a situação fiscal
brasileira.  Naquela época, ainda eram
poucos os economistas que alertavam para essas “pedaladas” no orçamento do
governo.  Menor ainda era o número de
economistas que alertavam sobre como isso iria terminar.

De
novo em 2012, um novo
artigo
fazendo previsões para a economia brasileira, todas elas
concretizadas, inclusive para o setor imobiliário.

Para
completar, também em 2012, este artigo e este artigo já alertavam
para o risco de problemas no setor elétrico em decorrência do intervencionismo
populista do governo.

A
partir de 2013, todos os desarranjos previstos já estavam explícitos.  Aos nossos articulistas restou apenas fazer
uma narração em tempo real de como a vaca caminhava rumo ao brejo. 

O
esfacelamento do real foi narrado em tempo real aqui e aqui (e aqui um post-mortem).  Os principais desmandos do governo Dilma, que
iriam culminar na atual recessão econômica que vivenciamos, foram sintetizados em tempo real aqui.  Os motivos da insatisfação da população com a
situação do país, o que gerou os protestos de junho de 2013, foram explicados aqui e aqui.  Os motivos da então aparentemente baixa taxa de
desemprego foram explicados aqui e aqui

Até
mesmo a inviabilidade do pré-sal foi prevista. 
Em agosto de 2013, explicamos neste artigo que o
desinteresse de grandes empresas no primeiro leilão de um campo do pré-sal
indicava que, aos preços vigentes do petróleo, a operação era inviável.  Os atuais acontecimentos comprovam a
previsão.

Toda
a narrativa culminou com
este artigo
que traça um panorama completo da economia brasileira ao longo
da última década; com este
artigo
que sintetiza os dez principais erros do governo Dilma; com este artigo, que antecipava tudo de errado que seria feito pelo novo Ministro da Fazenda: e, finalmente, com este artigo, que faz uma narração cronológica completa das medidas desastrosas adotadas pelo governo Dilma.

De brinde, ainda em meados de 2011, produzimos este artigo prevendo que a inflação de preços, dali em diante, seria continuamente alta.

Guido Mantega

Embora
hoje Guido Mantega seja uma figura execrada e ridicularizada, houve uma época
em que ele era unanimidade.  Até mesmo os
semanários antipetistas eram abertamente simpáticos ao ministro — que nunca
enganou os articulistas deste site –, sempre lhe agraciando com uma cobertura
positiva.

A
paixão da imprensa por Guido Mantega — que sempre falava estultices sem ser
questionado e sempre fazia previsões que se comprovavam demasiadamente
otimistas sem ser cobrado por isso — foi primeiramente abordada aqui, no longínquo ano
de 2010.

Seus
atos totalitários — como a imposição de soviéticas tarifas de importação sobre
automóveis, o aumento generalizado de todas as tarifas de importações sobre
todos os produtos importados, a imposição de políticas de conteúdo nacional, a
imposição de políticas de preços mínimos, a implantação de métodos à la Stasi de revista de passageiros em aeroportos
— foram esmiuçados, denunciados e tiveram suas consequências previstas aqui, aqui, aqui e aqui, ao mesmo tempo em
que ganhavam um passe livre de toda a imprensa.

Sua
idiótica declaração de guerra à entrada de capital estrangeiro no Brasil foi
aplaudida pela imprensa e veementemente denunciada por este site (aqui, aqui e aqui), pois sabíamos
que isso geraria uma saída de dólares, uma desvalorização da moeda e uma
consequente disparada da carestia.  Previsão
efetivada.  De 2011 até hoje, o real foi uma das moedas
que mais se desvalorizou no mundo

E
tudo isso foi feito por Mantega com a justificativa de “proteger a
indústria”.  A indústria, no entanto, foi
o setor que mais sofreu sob o seu reinado, e o motivo disso — algo totalmente
alheio ao conhecimento de Mantega — foi explicado aqui.

Foi
só no início de 2014 que a imprensa finalmente acordou e começou a jogar duro
com Guido Mantega.  Tarde demais.  Seus estragos já eram irreversíveis.

Cenário externo

Também
no front externo tivemos acertos. 

Este artigo de meados de
2009 explicava por que o tão comemorado “fim da recessão americana”,
reverberado por toda a imprensa, era uma falácia.  Um ano depois, em 2010,
todos voltaram a falar que a recessão americana, na prática, ainda não havia
acabado.


este artigo de
setembro de 2011 explicava por que o Banco Central da Suíça não iria manter sua
âncora cambial em relação ao euro por muito tempo.  Vários investidores estrangeiros e fundos de
investimento acreditaram na declaração do BC suíço de que a âncora seria
eterna.  Nós não.  Com a súbita flutuação do franco em
janeiro deste ano, vários fundos e empresas — que acreditavam piamente na
durabilidade da âncora — perderam dinheiro e quebraram.

Explicamos
também, neste artigo,
como ocorreu a recessão europeia e apresentamos os fatos que mostravam por que
ela não acabaria tão cedo.  A realidade
nos provou corretos.

Produzimos também este
artigo
que explica em detalhes como se deu a implosão do sistema financeiro
americano, naquela que talvez seja a narrativa mais completa disponível em
língua portuguesa.

E, de brinde, produzimos esta série de artigos sobre a China.

Qual o método?

Ao
se fazer análises econômicas, é imperativo deixar paixões e preferências
ideológicas de lado.  Para se ser sensato
em economia, ideologias e preferências não podem ter voz nem vez.

Nesse
sentido, foi memorável a participação
do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros no programa Entre Aspas,
da Globo News
.  “Mendonção”, que se
declarou keynesiano, se disse “depressivo” com o fato de que as políticas
keynesianas aplicadas nos EUA não estarem funcionando para recuperar a
economia. 

Segundo
ele:

Acho
Krugman um sujeito inteligente, muito preparado, mas eu…. que bebo na mesma
água que ele, keynesiana, esse negócio todo…. eu estou meio depressivo
porque era pra funcionar!  Tudo que o Banco Central fez, tudo
o que o Obama fez … [era pra ter funcionado]…

Tal
desespero é típico de quem passou a vida lendo panfletos ideológicos em vez de
estudar a ciência econômica verdadeira; é típico de quem passou a vida
estudando aquilo que governantes gostam de ouvir, e não aquilo que eles
realmente deveriam fazer.  Caso tivesse
se livrado de suas ideologias de juventude, Mendonção poderia estar vendo o
mundo com mais clareza hoje, e não estaria tão perdido assim.

É
por isso que nós do IMB sempre tentamos seguir à risca os dizeres do economista
Robert
Higgs
, uma das melhores mentes da Escola Austríaca de economia.  Segundo ele:

A habilidade mais escassa entre os
economistas (e entre aqueles que acreditam entender de questões econômicas) é o
bom senso.

Muitos economistas claramente são muito
preparados, no sentido de que são muito versados em matemática e são capazes de
lidar facilmente com modelos matemáticos e econométricos extremamente
complexos.

Mas esse tipo de habilidade técnica não
necessariamente — e é lamentável dizer que normalmente é assim — fará você
realmente entender como o mundo funciona.

Ter bom senso e bom discernimento sobre a
realidade econômica depende muito mais de uma combinação desses três fatores:

1) dominar a teoria básica do funcionamento
dos preços, ou seja, a teoria de como alterações nos incentivos e nos custos
relativos afetam as ações dos indivíduos;

2) ter um conhecimento substancial da
história econômica e do contexto institucional dentro do qual ocorreram as
ações econômicas; e

3) ter aquele autocontrole que impede que caiamos
de amores por aquilo que é meramente uma possibilidade (normalmente, um modelo
sedutor, de apelo fácil, e totalmente errado) e ignoremos aquilo que é
realmente factível.

Em outras palavras, a maioria dos
economistas e supostos especialistas, não obstante sua clara destreza em
relação às ciências exatas, não conseguem “sentir” como realmente uma economia
funciona.  É como se eles fossem incapazes
de enxergar além das minúcias numéricas e das tecnicalidades, jamais
conseguindo apreciar como realmente ocorrem as interações econômicas no mundo
real.  Muito menos conseguem compreender
as magnitudes dos vários fatores que governam a ação humana de cada indivíduo,
seja ele um consumidor, um empreendedor ou um investidor.

Ou,
como disse o grande Frédéric Bastiat, o bom economista não é aquele que explica
o que se vê, mas sim aquele que consegue também explicar o que não se vê.  Em suas imortais palavras:

Na
esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não geram somente
um efeito, mas uma série de efeitos.  Dentre esses, só o primeiro efeito é
imediato.  Manifesta-se simultaneamente com a sua causa.  É
visível.  
Os outros só aparecem depois e não são
visíveis.  
Podemo-nos dar por felizes se conseguirmos prevê-los. 

Entre
um mau e um bom economista existe uma diferença: o primeiro se detém no
efeito que se vê; já o outro leva em conta tanto o
efeito que se vê quanto aqueles que se devem prever. 

E
essa diferença é enorme, pois o que acontece quase sempre é que, quando a
consequência imediata é favorável, as consequências posteriores são funestas e
vice-versa.  Daí se conclui que o mau economista, ao perseguir um pequeno
benefício no presente, está gerando um grande mal no futuro.  Já o
verdadeiro bom economista, ao perseguir um grande benefício no futuro, corre o
risco de provocar um pequeno mal no presente. 

De
resto, o mesmo acontece no campo da saúde e da moral.  Frequentemente,
quanto mais doce for o primeiro fruto de um hábito, tanto mais amargos serão os
outros.  Testemunham isso, por exemplo, o vício, a preguiça, a
prodigalidade.  Assim, quando um homem é atingido pelo efeito do que
se vê 
e ainda não aprendeu a discernir os efeitos que não se
veem, 
ele se entrega a hábitos maus, não somente por inclinação, mas
por uma atitude deliberada. 

Isso
explica a evolução fatalmente dolorosa da humanidade.  A humanidade se
caracteriza, em seus primórdios, pela presença da ignorância.  Logo, está
limitada às consequências imediatas de seus primeiros atos, as únicas que,
originalmente, consegue enxergar.  Só com o passar do tempo é que aprende
a levar em conta as outras consequências. 

Dois
mestres bem diferentes lhe ensinam esta lição: a experiência e a
previsão.  A experiência atua eficazmente, mas de modo brutal. 
Mostra-nos todos os efeitos de um ato, fazendo-nos senti-los: por nos
queimarmos, aprendemos que o fogo queima.  Seria bom se nos fosse possível
substituir esse rude mestre por um mais delicado: a previdência.  Por
isso, buscarei a seguir as consequências de alguns fenômenos econômicos, opondo
às que são visíveis àquelas que não se veem.

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82 comentários em “O que faz de alguém um bom economista – ou, por que acertamos nossas previsões gerais”

  1. “…é típico de quem passou a vida estudando aquilo que governantes gostam de ouvir, e não aquilo que eles realmente deveriam fazer.”

    Mas é aí que está o problema. Esse pessoal não quer saber da verdade, só quer saber de prestígio. Eles não buscam o conhecimento, buscam uma sinecura dentro do ninho estatal. Portanto, essa turma vai sempre rejeitar a EA, pois o problema deles não é a ingenuidade ou a ideologia, mas sim a mais pura má-fé.

    Lew Rockwell explica bem esse problema nessa palestra (Liberdade ou Poder? As vidas paralelas de Rothbard e Greenspan).

  2. Ótimo artigo, parabéns a todos!
    Este artigo me faz lembrar um pouco deste artigo do Fernando Chiocca, comparando a EA com jiu-jitsu.
    As evidências de que a EA é a única linha de pensamento econômico SÓLIDA e capaz de fazer previsões acertadas são esmagadoras.
    It’s happening.
    Um abraço.

  3. Muito bom artigo.

    E mais ainda, é um resumão do links. Assim, fica mais fácil fazer comentários, é só ligar este aqui! 😀

    Parabéns ao IMB e, em especial, ao articulista de economia, o Leandro Roque.

    Tenho também uma historinha. Há alguns anos tinha “previsto”, matraqueava o que li aqui sobre a bolha imobiliária no Brasil à minha irmã e ela era cética: “que é isso? não tem bolha nenhuma, é uma boa comprar um apartamento agora!”. Na última vez que conversei com ela sobre isso, a coisa de 1 mês atrás ela, já indicava o oposto: “Já viu que parece que a bolha imobiliária estourou?” – É assim…

    Abraços

  4. Leandro,o que era a correção monetária e a teoria da inflação inercial?
    A alta generalizada de preços de imóveis na cidade do Rio de Janeiro é característica de uma bolha ou de acontecimentos conjunturais?

  5. Parabéns à equipe IMB pela excelente cobertura dos eventos econômicos aqui no Brasil e no mundo.
    Como comprovação da excelência estão aí na nossa cara as consequências do que já vinham alertando.

    Creio que o meu sentimento é o de muitos leitores deste site, sejam eles da Economia ou não: o sentimento de que as análises aqui são o puro bom senso, as peças se encaixam, e tudo começa a fazer sentido.

    O que não falta na área da Economia, na academia e nas páginas dos jornais, são proposições que completamente absurdas, insanas e desafiadoras de qualquer bom senso.
    Coisas como criar dinheiro a rodo, desvalorizar a moeda, gerenciar preços, regulamentar tudo, estimular o consumo desenfreado de pessoas endividadas, saquear os cidadãos mais produtivos do país, impedir pessoas de comprar de estrangeiros, gerenciar o quanto trocamos com estrangeiros, pagar gente para cavar buracos e encher novamente, enfim. A lista é longa.

    Requer um enorme exercício de auto-enganação ou falta de conhecimento econômico e raciocínio lógico básico para levar tais insanidades a sério.

    O resultado está aí: os fora-da-realidade ficaram completamente perdidos, incapazes de compreender os eventos presentes e estimar um futuro, enquanto os adeptos do bom-senso e conhecedores de teorias econômicas sólidas mostram-se corretos no que dizem e disseram.
    Consequentemente, o IMB atrai cada vez mais leitores desiludidos com o absurdo que querem dar uma chance ao bom-senso.

    Parabéns novamente, já aprendi muito por aqui e acompanho sempre as análises da realidade sempre fundadas no que faz sentido.

  6. Anarca da floresta

    O anarca retira seu chapéu.

    Só lhe resta lembrar que os sons da guerra uivam por todos os lados.
    Não há paz alguma para os ímpios, então, à carga.

  7. Muito bom ler os artigos do IMB diariamente. Vale mais do que a assinatura de todas as revistas semanais e todos os jornais impressos juntos. Esse site é uma ilha de sanidade num mar de loucuras econômicas e políticas.

    Parabéns pelo artigo e principalmente pelos outros artigos linkados ao longo do texto.

  8. Leandro, sobre este trecho “Até mesmo a inviabilidade do pré-sal foi prevista. Em agosto de 2013, explicamos neste artigo que o desinteresse de grandes empresas no primeiro leilão de um campo do pré-sal indicava que, aos preços vigentes do petróleo, a operação era inviável. Os atuais acontecimentos comprovam a previsão.”

    Baseado em que os atuais acontecimentos comprovam a previsão? O pré-sal não era inviável na época e nem é hoje (o brent de equilibrio gira em torno de 45~60 dólares, brent passou um breve periodo abaixo dos 50 dolares mas já começa a se recuperar). O Libra é apenas uma das áreas do pré-sal, que é muito maior e tem muitos mais parceiros (www.valor.com.br/empresas/3058670/testes-indicam-comercialidade-em-poco-da-bp-no-pre-sal , http://www.valor.com.br/empresas/3506666/petrobras-bate-recorde-de-producao-no-pre-sal-e-abre-novo-poco-na-area , economia.estadao.com.br/noticias/geral,bg-diz-que-dobrara-producao-de-petroleo-com-o-pre-sal,181572e)

    Agradeço desde já a resposta.

  9. Excelente artigo!

    Gosto desses artigos que linkam outros artigos resumindo as previsões que o site fez pois assim eu posso mandar pras pessoas que eu conheço apenas um link e lá está TUDO que elas precisam ler.

  10. E a grande imprensa segue sem entender nada.

    Nesse artigo (recomendado só para quem tem estômago forte e gosta de ser tratado como vaca presa no curral), o ignaro repete as mesmas baboseiras mercantilistas de sempre e diz que se o dólar chegar a R$ 3 tudo ficará lindo e maravilhoso para as indústrias, e com o bônus de que menos pessoas viajarão para o exterior (é serio).

    Só que logo em seguido, ele alerta que "estamos vivendo um período novo na análise econômica brasileira. Embora a desvalorização seja boa, na prática, as exportações não estão aumentando e as perspectivas não são boas. Pela primeira vez, uma grande desvalorização da nossa moeda não está trazendo os efeitos esperados.

    Se ao menos ele soubesse o motivo disso

    Ainda há muito trabalho a ser feito.

  11. Agradeço novamente a resposta, Leandro.

    “Ué, as duas maiores são justamente estatais chinesas, que operam com o dinheiro do governo chinês.

    Sobre a Total e a Shell terem se aventurado, não quero especular, mas é sintomático que elas tenham querido fazer parcerias com estatais chinesas, cujo dinheiro é notoriamente farto e sem grandes restrições institucionais.”

    Não entendi esse trecho: seria vantajoso para a Total e a Shell (20% cada) sofrerem prejuízos para seguir estatais chinesas (10% cada)?

    “Em 21 de maio, o barril de petróleo estava acima de US$ 100.”

    E não se vê notícia de que a Repsol tenha abandonado a área de Sagitário. Ademais, nenhuma empresa investe sem uma margem de segurança no preço do barril, não há nada que indique que o preço que viabiliza essa área é 100 dólares e que agora a Repsol está sofrendo prejuízos por continuar participando da concessão.

    “Até onde sei, o Golfo do México opera majoritariamente com sub-sal e deepwater. Se deepwater e subsal forem mais difíceis e custosos que o pré-sal — principalmente para as ultra-tecnológicas e bem capitalizadas empresas americanas –, aí realmente o mundo está de cabeça para baixo.”

    Bom, a própria notícia da BP (preço de 60 dólares) já contraria a tese de que qualquer que seja a complexidade do pré-sal frente ao Golfo do México ela o torne mais caro que os 85 dólares da área do Golfo do México. Como você vai ver mais abaixo a BG indica preços mais altos na área da cessão onerosa girando entre 70~80 dólares, ainda abaixo que os 85 do Golfo do México.

    “A “fonte” da primeira e da terceira notícias que você postou é o governo.

    Já o segundo link é sintomático. A fonte é a BP e ela dá um valor US$ 60. Só que — atenção! –, US$60 no ano de 2009.

    Como estamos em 2015, US$ 60 de 2009 equivalem hoje a US$66. Como o barril está girando em torno de US$ 50, não é necessário ser economista para entender que, quando se desconta a inflação, a coisa ficou feia.

    Mas isso nem é o principal. A questão é: se a BP dizia, em 2009, que o pré-sal brasileiro era viável a US$ 60, por que ela não participou do leilão em 2013, quando o barril girava na casa de US$ 100?”

    Sim, e essa mesma notícia da BP já demonstra que os custos de produção do pré-sal não giram em torno dos 85 ou 100 dólares especulados. Na verdade, como eu falei, o pré-sal é formado por diversos campos, os preços variam de campo a campo. Por exemplo, nessa notícia do valor (www.valor.com.br/empresas/3800508/queda-do-brent-ameaca-petrobras) o presidente da BG no Brasil diz que nas áreas que ele tem participação o brent de equilibrio gira em torno dos 40 dólares (ele também indica que em outras regiões (da cessão onerosa) os custos já são mais altos, de 70 a 80 dólares).
    O motivo pelo qual a BP não participou, repito, só poderia especular, não tenho conhecimento suficiente para fazê-lo, mas o fato de outras empresas terem entrado nos leilões tanto de Libra quanto de outras áreas (como a Repsol em Sagitário e, como eu disse, ela não parece ter desistido da área mesmo com a queda do preço do barril) me sinalizam que o “pré-sal” (genericamente) não é inviável em si, algumas áreas seriam, outras não, como em qualquer província petrolífera. Inclusive sobre Libra, que está sendo tomado como referência não existe nenhuma indicação de que a área tenha ficado inviável.

    (Entendi que você deve ter feito uma correção monetária de 60 para 66 dólares, mas é razoável também que as empresas consigam diminuir seus custos, por exemplo: os primeiros poços do pré-sal custaram em torno de 270 milhões de dólares, hoje já estão entre 70~100 milhões. As diárias de sonda eram mais baratas antes do pré-sal, inflaram com a sua descoberta (aumento brutal da demanda) e se a atividade desaquecer acredito que há espaço para os preços voltarem a um patamar próximo ao anterior da descoberta do pré-sal. Mas sem os dados das petrolíferas e das prestadoras de serviço eu estaria apenas especulando sobre a diminuição dos custos de produção de 2009 pra cá)

    Visto isto, quais fatos recentes comprovam a inviabilidade do pré-sal (em sua maioria)?

    Agradeço desde já a resposta.

    Abraços!

  12. Brilhante artigo IMB! Definitivamente, uma fonte formidável de inspiração para os graduandos e pós-graduandos em Ciências Econômicas! Aguardo anciosamente por mais artigos dessa natureza! Muito obrigado!

  13. Agradeço novamente a resposta e a paciência em explicar os tópicos que questionei, Leandro.

    “1) Seus engenheiros e estrategistas são muito melhores e mais espertos do que os engenheiros e estrategistas da Chevron, Exxon Mobil, BHP Billiton, Statoil, British Petroleum, Suncor, Repsol etc., e perceberam uma mina de ouro que essas outras empresas não conseguiram perceber. (Esse cenário é até possível, mas, convenhamos, implausível);

    2) Seus engenheiros e estrategistas cometeram um erro de avaliação e jogaram ambas as empresas numa fria. (Esse cenário também é possível e até bem mais plausível que o primeiro, mas não creio muito nele. Uma empresa como a Shell não cometeria um erro amador);

    3) Ambas as empresas decidiram pegar carona no farto financiamento de que disporiam as estatais chinesas e também a Petrobras. Eventuais prejuízos seriam, dessa maneira, minorados, pois haveria todo esse dinheiro estatal em jogo. Melhor do que entrar na jogada sozinha e ter de arcar solitariamente com todos os custos.”

    A hipótese 1 me parece a hipótese 3, mas escrachada: os profissionais das empresas do consórcio de Libra de fato viram alguma oportunidade de ganho que outras empresas não viram ou não se interessaram: socializar eventuais prejuízos com outras empresas que não se importam em ter prejuízo. Se eventuais prejuízos seriam minorados pela participação de empresas estatais e por isso empresas privadas se associaram, todas poderiam ter tido o mesmo raciocínio. O fato é que se essas empresas se interessaram algum ganho elas esperam ter, mesmo na hipótese de que o risco foi diminuído pela participação de outras empresas. Qualquer empresa privada poderia ter o mesmo raciocínio, algo em particular levaria a Total e a Shell a enxergar (e considerar) essa oportunidade e as outras todas citadas não?


    Não é assim que funciona. Mesmo que o preço despenque e toda a operação se torne inviável, nenhuma petrolífera vai simplesmente abandonar tudo e sair de cena, pois isso agravaria ainda mais a situação. Há vários fatores técnicos que devem ser considerados. No curto prazo (e faz apenas sete meses de preços do petróleo em queda), alterações no preço não afetam a produção. Quando se começa a extrair petróleo, o produtor está literalmente ao sabor do vento, da engenharia e da pressão da extração. O tempo de duração de cada um desses poços não é muito longo. Logo, não há motivos para se interromper o processo de produção, por maior que seja a queda do preço. O racional é continuar extraindo na esperança de que o preço volte ao “normal”.”

    Pensei nessa hipótese, acho que está descrita até em um artigo aqui do site, mas a conta já chegou lá nos EUA, com redução na atividade das sondas (www.rigzone.com/news/oil_gas/a/137018/Oil_Surges_8_As_US_Rig_Count_Plunges_Shorts_Cover?rss=true), você acredita que ela está apenas demorando pra chegar nas empresas que operam no pré-sal?

    “”Bom, a própria notícia da BP (preço de 60 dólares) já contraria a tese de que qualquer que seja a complexidade do pré-sal frente ao Golfo do México ela o torne mais caro que os 85 dólares da área do Golfo do México. Como você vai ver mais abaixo a BG indica preços mais altos na área da cessão onerosa girando entre 70~80 dólares, ainda abaixo que os 85 do Golfo do México.”

    Não entendi.”

    Você argumentou que os custos de produção no México são de 85 dólares e é uma região menos complexa operacionalmente (e portanto mais barata) que o pré-sal brasileiro. Mas eu mostrei pelo menos uma fonte que afirma que afirma que seu custo de produção nas áreas que ela avalia no pré-sal está entre 40~80 dólares, mais baratos que os custos que você citou do golfo do México.

    “É só especulação. Não explicou por que Libra, com o barril a US$ 100, foi recusada. Sobre a Repsol em Sagitário, repito o que respondi ali em cima: “Mesmo que o preço despenque e toda a operação se torne inviável, nenhuma petrolífera vai simplesmente abandonar tudo e sair de cena, pois isso agravaria ainda mais a situação…””

    Não tenho como explicar o motivo de cada empresa daquela ter recusado participar do consórcio de Libra, mas também não posso ignorar que empresas se interessaram pelo campo e que outras áreas do pré-sal também estão avaliadas com brents de equilibrio inferiores aos 50 dólares.

    “De novo, pela quianta vez: se quando o barril estava acima de US$ 100 nenhuma grande quis participar, por que agora que o barril está em US$ 50 você afirma que continua viável? Se nem acima de US$ 100 ele atraiu as grandes…”

    Já argumentei lá acima: desconsiderando as estatais, a Total e a Shell tiveram interesse no campo. Mesmo que o raciocínio seja de que elas pensem em socializar os eventuais prejuízos com empresas estatais elas estão esperando algum lucro desse empreendimento.

    “Pela última vez (e não irei mais repetir): aumento da produção, nos EUA, de petróleo retirado do xisto; aumento da produção, no Canadá, de petróleo de areias betuminosas, anúncio da petrolífera saudita de que estava abandonando sua política de proteção de preços e que passaria a se concentrar apenas em proteger sua fatia de mercado (lembrando que, na Arábia Saudita, o custo de extração gira em torno de míseros US$ 7, o que significa que o barril pode chegar a US$10 e eles ainda terão lucro); aumento da produção no Iraque, aumento da produção na Rússia, aumento generalizado da produção nos EUA, e tudo isso combinado a uma queda global na demanda. Esse aumento geral na oferta em conjunto com uma queda na demanda fez com que o preço do barril de petróleo desabasse 50%.

    Perante tamanha oferta, e oriunda das mais variadas e mais baratas fontes, o pré-sal se torna economicamente caro e (muito) arriscado. (A menos, é claro, que ocorra alguma calamidade e as atuais fontes de petróleo fiquem inutilizadas).”

    Entendi a situação de agora, realmente é um empreendimento caro e de risco, mas re-argumento: áreas do pré-sal (que já citei da reportagem da BG) não tem brents de equilibrio tão altos. Outros já não são viáveis.(mesmo com a recuperação do preço o brent ainda ronda os 60 dólares)
    Já entendi seu ponto, Leandro, agradeço pela paciência no debate. Apesar de não concordar com a afirmação genérica de que o pré-sal como um todo é um empreendimento inviável, concordo que muitas das regiões ofertadas são áreas inviáveis ou de risco. Num futuro talvez próximo veremos se ele é realmente inviável, como um todo.

    Agradeço pela discussão.

  14. economia.estadao.com.br/noticias/geral,inundada-de-dinheiro-suica-vai-entrar-em-recessao-imp-,1631303

    Estou estudando economia por conta própria e ontem eu li essa reportagem:
    economia.estadao.com.br/noticias/geral,inundada-de-dinheiro-suica-vai-entrar-em-recessao-imp-,1631303

    O que falar sobre isso ?
    A Suiça pode entrar numa recessão por ter uma moeda valorizada ?

    Gostaria de saber a opinião de vocês em relação a essa matéria

    obrigado

  15. Essa é a diferença de uma análise que se sustenta em premissas racionais, principalmente, a mais racional de todas as premissas: a liberdade

    Se sustentar em premissas que buscam um mundo colorido, cheio de unicórnios vomitando arco-íris é mais fácil e é um discurso sedutor.

    Mas não funciona!

  16. Prezados,

    parabéns ao site e todos os autores que têm mostrado ao longo dos anos como a economia realmente funciona. Obviamente, nem tudo é previsível, pois vivemos em um mundo complexo, mas algumas propriedades são intrínsecas do sistema, em algum momento ocorre a massa crítica.

    Por último, mas não menos importante, poderia enviar ao meu e-mail os próximos números da megasena?

    Agradeço desde já.

  17. Eu só tenho a agradecer! Os artigos são muito esclarecedores e tenho aprendido bastante. Parabéns a toda equipe, Hélio, Prof. Ubiratan Iorio, Leandro, Bruno, aos demais, e também aos comentaristas (inclusive os chatos, hehehe). Muito obrigado a todos vocês e por favor continuem!

    PS: Sou um homem das cavernas digital, hehehe, e faço votos de que encontrem logo uma editora parceira para publicarem mais livros, inclusive os de natureza política, histórica e cultural, como os do Erik von Kuehnelt-Leddihn.

  18. O Leandro tem razão ao dizer que uma empresa que esteja produzindo petróleo no pré sal não sairá correndo. Nos campos em produção os custos já foram incorridos. A produção está na fase amena da colheita, portanto, é continuar bombando.

  19. Senhores, eu perdi alguma coisa?

    O IMB já está divulgando seu portfólio para a sociedade, circúlos acadêmcos e, quiçá, autoridades? Se for isto, surpresas à parte, está certo e é assim mesmo que tem que ser. Oportunismo é fundamental, principalmente se a intenção for entrar na área pública.

    [Só não contem com total apoio – desta bancada que vos fala – a essa prentensão. O presente “portfólio” coloca holofotes justamente sobre os articulistas do IMB, que são os de nossa mais elevada estima. A causa é nobre sim, mas não é completamente do nosso interesse. Que a presidência da República nem tome conhecimento dele]

    Só resta dizer que o presente artigo – bem como todos os trabalhos que o acompanham e que têm sido desenvolvidos até aqui – é simplesmente devastador. Parabéns a todos e muito obrigada!

    Grande abraço!

  20. Pelo amor a vida humana, porque não está nas disciplinas curriculares (Ensino Médio) aulas sobre Economia. Talvez, ao conhecer, o caminho do peixe até a mesa do almoço, o valor, o esforço do trabalho e o preço das ‘coisas’ tornariam o nosso dia a dia repleto de respeito entre cada um de nós. Acredito que aprender economia, vivencia a cidadania. Eficiência, eficácia, precaução, etc… uso racional da água. Obrigado, parabéns ao site e a todos os autores.

  21. Equipe IMB,

    Parabéns pela qualidade e regularidade do trabalho!
    Venho seguindo o site há alguns meses, e não raro tenho surpresas positivas sobre assuntos interessantes e explicados de maneira bem didática por aqui. Gosto muito de como vocês abordam a economia brasileira especialmente, sempre ilustrando e traduzindo conceitos teóricos para uma realidade prática que vivenciamos (e sofremos) por aqui.

    Apesar de ter estudado administração de empresas, com razoável cobertura de matérias de economia em uma faculdade considerada de ponta (pelo menos na concepção do nosso mercado de trabalho), tenho a humildade de reconhecer que infelizmente, foi para dizer o mínimo, vaga a cobertura sobre a teoria austríaca que tive acesso naquela época, e vejo que isto fez falta.

    Não por acaso, quando descobri o site, demorei a associar o que aqui é discutido ao tema de uma singela aula de final de semestre onde a discussão (rapidamente) foi sobre os distintos pontos de vista sobre a crise de 29. (quisera eu ter descoberto o vídeo de rap Keynes vs. Hayek naquela época)

    Outra coisa que venho percebendo é que quanto mais me aprofundo nos ensinamentos aqui transmitidos, mais me incomoda a leitura do noticiário de mídia tradicional, que acaba quase sempre indo para uma mesmice de argumentos keynesianos e mercantilistas.

    Engraçado como antes eu realmente não tinha esta percepção. Uma belo choque de realidade ocorreu, pelo menos em meu caso.

    Tenho duas pequenas dúvidas, por ainda não dominar plenamente a TACE.
    Certa vez comentei com um amigo meu que mora nos EUA, formado em MBA no MIT, sobre os preceitos da teoria austríaca e como eu estava gostando de assimilá-los, e ele tentou desqualificá-la sob dois ângulos:

    – é uma teoria antiga, pouco disseminada (acho uma crítica pobre e pouco construtiva. o fato de ser “antiga” também é péssimo argumento, pois não é a data que ilustra a qualidade do que é dito – mas, enfim,..nem de me dei ao trabalho de tentar refutar esta parte)

    – e a segunda, um pouco mais pertinente, é que ele diz que os austríacos sempre alarmam para a questão da inflação, no entanto, com toda a injeção de liquidez e juros artificialmente baixos nos EUA, desde 2008 (Quantitative Easings,etc) ele pergunta porque não há inflação da forma como os austríacos imaginariam que deveria ocorrer, nos EUA. (ou pelo menos, não ainda?)

    Agradeço se puderem me ilustrar com alguns bons pontos para endereçar este segundo tópico

    Um abraço
    Marcos

  22. Parabéns equipe IMB!

    Acompanho o site há mais ou menos 2 anos, era um total leigo em economia/política mas graças ao trabalho de vocês e a escola Austríaca já posso ver o mundo com outros olhos hoje.

    Muito sucesso a todos em 2015.

  23. Conhecem o mito de Cassandra? Ela foi amaldiçoada com o poder de prever o futuro.

    Era uma maldição porque ninguém acreditava nela. Tentou avisar os troianos da destruição de sua cidade, mas foi considerada louca, até ser tarde demais.

    Podemos imaginar como Cassandra se sentia.

    * * *

  24. Desculpe o comentário nesse post, é meio off-topic
    Comecei recentemente meus estudos sobre economia, tenho muita dificuldade em entender a divisão das escolas, quais estão relacionadas, a relação por exemplo da escola Austríaca, liberalismo, neoliberalismo e termos afins e o que cada escola prega, tem algum artigo ou livro no site que explique esses termos? Porque quando estou lendo alguns artigos as vezes me deparo com estes termos e referencias que acabam dificultando a interpretação plena do artigo.

    Qual a opinião da escola Austríaca sobre os monetaristas e Milton Friedman?

    Existe diferença entre libertario e liberal? Ou são termos semelhantes? Ou algum deles nem existe?

    O que é carestia? Vejo o termo em diversos artigos e já tentei entender mas tenho muuuita dificuldade? Algum artigo recomendado.

    Praxeologia foi um termo criado por Mises correto? Sendo a economia uma das áreas da praxeologia certo? Alguma outra escola utiliza este termo?

    Se puderem sanar essas dúvidas ficarei muito grato.

    Abraços

  25. gostaria da saber porque a economia dos eua esta tao bem? isto era previsto?

    e no caso da petrobras, se o pressal eh inviavel, a empresa vai ter q sofrer um resgate, nao ?

  26. “Foi apenas em meados de 2014, após dois trimestres consecutivos de PIB negativo, que toda a imprensa nacional começou a falar sobre os desarranjos da economia brasileira”

    Gostaria apenas de alertar sobre o termo “PIB negativo”. O termo correto seria “Crescimento do PIB negativo”, pois PIB seria uma quantidade.

    No mais, excelente artigo.

  27. Sou estudante da área de finanças e me sinto privilegiado por ter lido esse artigo. Gostaria que a maioria dos estudantes das áreas de economia, contabilidade e finanças pudessem lê-lo. Certamente aconteceria com eles o que aconteceu comigo. A possibilidade de criar um novo, eficiente e sólido molde para a geração de resultados mais positivos em prol de uma sociedade mais justa. A partir desse artigo, “o economista disse ou os economistas disseram” não soam mais no pejorativo pois há esperança.

  28. Amarilio Adolfo da Silva de Souza

    O Brasil merece todo o sofrimento que está passando e muito mais! Se tivesse escolhido diminuir a opressão estatal em prol da liberdade, talvez não estivesse na crise econômica que está passando. IMPOSTO ZERO JÁ.

  29. Alguns especialistas dizem que a elevação da taxa dos juros se deu devido à imposição dos credores e rentistas.

    Estes querem mais dinheiro e pressionam O GOVERNO com a elevação da taxa de juros junto ao Banco central que é controlado pelo FMI e bancos credores norte-americanos.

    O fim do governo PT foi decretado quando as estatais fornecedores de crédito começaram a disputar mercado com os rentistas.

    O FMI representado por partidos de direita elevam a tributação da energia, diminuem salários, aposentadorias, direitos trabalhistas e civis.

    A única política trabalhista no Brasil contemporâneo foi a migração para Estados do Sudeste, principalmente S. Paulo que arrecada a metade da receita do governo Federal.

    Diante deste quadro resta ao PT o papel de bode expiatório, fora a corrupção.

    A auditoria da dívida pública nunca foi realizada no Brasil por quê?

    Vamos tentar a auditoria na dívida pública e apontar quem realmente deve e por quê?

  30. Leandro,

    Parabéns pelas análises!

    Sempre tão óbvias, mas é preciso estar disposto a pensar diferente para entendê-las; e agir a tempo. Para compreender o que tem nesse site é necessário predisposição para tal, desvincular de idéias impregnadas na sociedade, presente na maioria das cabeças inebriadas pelas falácias populistas.

    Burro é aquele que não vê e nem acerta o alvo. Inteligente é aquele que vê e acerta o alvo. SÁBIO é aquele que acerta o alvo que ninguém viu.

    E o IMB acertou muito antes de aparecer!

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