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Por que parei de perder meu tempo com política – e por que você deveria fazer o mesmo

Vários
de meus amigos votam.  Pessoas de quem
gosto muito e respeito bastante votam. 
Mas eu já desisti.

Essa
minha decisão ainda horroriza várias pessoas, mas sejamos sinceros: elas se
sentem incomodadas porque essa minha postura, na prática, menospreza e de certa
forma desmoraliza as escolhas delas.

Eu
até entendo por que essas pessoas votam. 
E realmente não as julgo e nem as desprezo por isso.  Eu mesmo já votei várias vezes em minha
vida.  Eu apenas gostaria que elas
parassem de sofrer por causa de política; apenas gostaria que, em vez de se irritarem
e brigarem por causa de discussões político-partidárias e de resultados
eleitorais, elas apenas se tornassem mais felizes.

A
política é um tipo de tormento em câmera lenta. 
E eu sinceramente não quero ver as pessoas — mais especificamente meus
amigos — sofrendo e se irritando com isso.

Sim,
estou perfeitamente ciente de que essa minha opinião parece insensata para a
maioria das pessoas, mas isso só ocorre porque minha opinião se difere
fragorosamente da opinião delas.  Por
outro lado, se essa minha opinião for a correta, então isso significa que essas
pessoas estão simplesmente perdendo tempo e energia com algo inútil — e
praticamente ninguém gosta nem mesmo de imaginar essa hipótese desagradável;
hipóteses como essa são automaticamente negadas por nossa mente.

Portanto,
se você gosta de debater e de sofrer com política, fique à vontade.  Não irei de maneira alguma tentar acabar com
esse seu prazer.  Estou apenas dizendo
que gostaria muito que pessoas boas e produtivas não despendessem boa parte de
seu tempo e de sua energia com essa atividade mentalmente exaustiva e
improdutiva — não creio que tal atitude lhes traga qualquer benefício.

Agora,
já que muitas pessoas irão contestar, vou explicar por que penso assim.

“Se não votarmos, os maus irão vencer! E aí
as coisas vão piorar ainda mais!”

Esse
é o argumento que eu mais escuto.  E a
ele sempre respondo: “As coisas já estão ruins, estão só piorando, e nenhuma
das várias eleições anteriores trouxe mudanças para melhor.”

Como
réplica a isso, sempre escuto as tradicionais “sim, mas…”.

A
verdade factual é que regimes repressivos sempre se legitimam e esmagam o povo
por meio da política.  Havia inúmeros
políticos e infindáveis eleições nas repúblicas soviéticas.  Aliás, a Constituição
da URSS
tinha alguns itens bem atraentes. 
Por exemplo:

Artigo 47: os direitos de autores,
inventores e inovadores são protegidos pelo estado.

Artigo 55: os cidadãos da URSS têm garantida
a inviolabilidade de suas casas.  Ninguém
pode, sem bases legais, entrar em uma casa contra o consentimento daqueles que
nela residem.

Artigo 56: a privacidade dos cidadãos, de
suas correspondências, de suas conversas telefônicas e de suas comunicações
telegráficas é protegida por lei.  (Só que não.)

Artigo 57: o respeito pelos direitos
individuais e a proteção dos direitos e liberdades dos cidadãos são o dever de
todos os órgãos do estado, de todas as organizações públicas e de todos os
funcionários do estado.

Obviamente,
políticos e documentos escritos por políticos não ajudaram muito o povo da
URSS.

No
entanto, a história também já mostrou que regimes
repressivos não são capazes de esmagar todas as pessoas que se recusarem a
cumprir suas ordens.  Se essas pessoas se
recusarem a obedecer, o regime irá se esfacelar, e bem rapidamente.

Portanto,
na vida real, um regime repressivo não é restringido pelos políticos que estão
em seu comando (isso, aliás, seria paradoxal); ele é restringido pela desobediência
civil.

Ao
fim e ao cabo, o real poder dos governantes terá exatamente o tamanho que a
aquiescência de seus súditos permitir. 
Se os governantes exagerarem, ou se seus súditos pararem de obedecer (no
que ajuda bastante a população não estar desarmada), o
regime se esfacela.

O
poder — inclusive o poder político — sempre
corrompe, e ele sempre irá se expandir até o limite da tolerância e da
obediência de seus súditos.  É claro que
você sabe que não fui eu quem descobriu isso. 
O ex-escravo
Frederick Douglass
já havia dito isso há muito tempo:

Descubra aquilo que fará com que as pessoas
se tornem submissas, e você terá descoberto a exata quantia de injustiça e
ofensa que poderá ser imposta a elas. … Os limites dos tiranos são
determinados pela tolerância dos oprimidos.

O
pior problema da política é que ela estimula a obediência e a submissão das
massas.  Enquanto os políticos do partido
azul fingem culpar os políticos do partido vermelho, e os políticos vermelhos
fingem rivalidade com os políticos azuis, as massas se comportam bovinamente
como líderes de torcida, prendendo a respiração a cada embate público entre
esses dois times, e sempre se mantendo submissas a ambos. 

Afinal,
se seu time vencer as próximas eleições, aí sim as coisas poderão finalmente
melhorar!

Ou
seja, não apenas a política exaure a energia de nossas vidas, como ela também
torna as pessoas bem mais propensas à submissão e a seguir ordens de maneira
automática. “Não gosto do partido A que está no poder;
queria muito que o partido B estivesse no controle, aí sim eu estaria
satisfeito”.  Isso sim é realmente perigoso.

Não importa em quem você vote, o governo
sempre vencerá

Quando
as pessoas pensam no governo, elas normalmente imaginam um grupo de 600 pessoas
na capital federal tomando algumas decisões racionais.  A verdade, no entanto, é que o governo é
composto por milhões de empregados, sendo a esmagadora maioria impossível de
ser demitida.  Para piorar tudo, oceanos
de dinheiro passam pelas mãos dessas pessoas diariamente.  Esse arranjo é totalmente propício ao abuso
de poder, e sempre será.  Trata-se de um
problema estrutural, o qual não pode ser resolvido apenas “votando nas pessoas
certas”.

Foi
Jeffrey Tucker quem melhor resumiu a situação:

Não é a classe política quem comanda as
coisas.  […] Políticos vêm e vão.  A classe política é apenas o verniz do
estado; é apenas a sua face pública.  Ela
não é o estado propriamente dito.  Quem
de fato comanda o estado, quem estipula as leis e as impinge, é a permanente
estrutura burocrática que comanda o estado, estrutura esta formada por pessoas
imunes a eleições.  São estes, os
burocratas e os reguladores, que compõem o verdadeiro aparato controlador do
governo.

Ou
seja, a estrutura do governo é, por natureza, corrupta e abusiva, e continuará
assim até que a própria estrutura seja mudada. 
Meras eleições, mesmo que “as pessoas certas sejam eleitas”, não irão
alterar essa estrutura.  

A
política está sempre se esforçando para nos fazer crer que as coisas irão
melhorar… tão logo derrotemos o partido inimigo, é claro.  Só que, independentemente de nossas
esperanças, sempre vamos acabar lidando com algo chamado “governança
efetiva”.  Em outras palavras, nada irá
mudar, ainda que as faces que aparecem na televisão sejam trocadas de quatro em
quatro anos.

A política se baseia na superstição

Arraigada
na prática da política está uma superstição, qual seja: se protestarmos o
bastante, e da maneira correta, vamos conseguir o que queremos, e sem corrermos
nenhum risco.

Em
outras palavras, queremos acreditar que a política nos fornece uma solução
fácil, e que nossas reclamações têm poderes mágicos.

Ora,
se queremos que as coisas sejam diferentes, então temos de agir para torná-las diferentes. 
Só que a política aniquila essa possibilidade ao tornar as pessoas mais
passivas e ao fazê-las acreditar que meras manifestações verbais têm poderes
mágicos, e que a passividade é uma virtude.

Ou
seja: há milhões de pessoas decentes e capazes que podem perfeitamente resolver
seus próprios problemas, sem ter de recorrer a políticos; no entanto, essas
mesmas pessoas foram condicionadas a jamais agir por conta própria e a sempre
acreditar que podem conseguir o que querem — sem correr nenhum risco — apenas
se manifestando e utilizando as palavras corretas.

A
política, portanto, criou uma mentira atraente e irresistível demais para ser
ignorada: mude o mundo: sem dor, sem
esforço, sem riscos
.

Não
apenas essa promessa é uma fragorosa superstição, como ela também desestimula
as pessoas a realmente se esforçarem
para mudar o mundo à sua volta.  Por que
gastar sangue, suor e lágrimas se você pode apenas reclamar e obter os mesmos
— ou até melhores — resultados?

A política é pré-histórica

Dediquei
boa parte da minha vida estudando nosso passado, e aprendi que o sistema de
homens governando homens data do ano 6.400 a.C. 
Já o tipo de governança que mais se assemelha à nossa começou por volta
de 5.000 a.C.  Assembléias bicamerais
(como Senado e Câmara dos Deputados) já existiam em 2.500 a.C.

Ou
seja, são coisas que já existiam naquele período de tempo que convencionalmente
rotulamos de “pré-história”.

Logo,
eis a minha pergunta: por acaso há algo mais que já existia antes das pirâmides
do Egito e que ainda governa nossas vidas hoje?

O
homem não mais tem de lavrar a terra manualmente.  Ele não mais tem de utilizar rochas para
fazer fogo.  Ele não mais tem de andar de
carroças.  Ele não mais depende da tração
animal.  Já aprendemos a escrever, a
inventar, a navegar, a percorrer em poucas horas enormes distâncias no globo, a
dirigir, a voar, a chegar à lua etc.

E,
ainda assim, essa relíquia do nosso passado mais primitivo ainda permanece.  Se há uma área da vida em que os humanos
fracassaram e em nada evoluíram, essa área é a política.

Portanto…


fiz meu ponto.  E você tem toda a
liberdade para interpretá-lo como quiser. 
Posso apenas lhe afiançar que, desde que me afastei da política, me
tornei um indivíduo mais feliz, mais produtivo, menos amargo e menos rancoroso.  E gostaria que isso também acontecesse com
você.

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119 comentários em “Por que parei de perder meu tempo com política – e por que você deveria fazer o mesmo”

  1. Bom dia! Sobre as informações da “origem” do Estado, em qual literatura posso encontrar? Antes desta organização, como era a relação homem-homem na sociedade? Podem ajudar? Grato.

  2. bom… na prática é isso… mas quando o governo está mais totalitário que de costume? o que fazer?… fechar os olhos pra roubalheira que tá acontecendo não dá… isso que eles querem

  3. Não é bem assim,

    É verdade que a tendência do governo é sempre aumentar, e para isso que os pró-mercado precisam participar da política, para frear essa tendência.

    Sempre dá para piorar, veja venezuela, parte da culpa é da própria oposição que se ausentou como forma de protesto.

    Se democracia fosse o caminho para o totalitarismo os EUA, inglaterra, Alemanha, Japão estariam fadados ao fracasso.

    Ora ai vão dizer: “Você é cego, olha os problemas econômicos deles, tudo culpa de políticas econômicas populistas”

    Verdade, mas podia está pior.

    Se a oposição saisse de cena as coisas piorariam nesses países.

    Veja os EUA, são os conservadores que estão freando as babaquices do Obama, o movimento do Tea party foi de suma importância para frear algumas medidas desse governo.

    Se no Brasil aqueles mais pró-mercado saissem de cena teriamos um maior número de representantes do PT, PSOL e outras porcarias.

    E ai sim a coisa pioraria de vez.

  4. A ideia de que o homem é o lobo do homem deve ser revisitada aqui. Vejam que em uma matilha sempre haverá o lobo-lider que coordenara as ações do grupo para conseguir alimento. Outros tentarão veementemente tomar o poder e o lobo-lider perderá seu cargo assim que se tornar mais fraco que algum dos outros. Entre os homens o mesmo ocorre, você pode acabar com o Estado, Governo, Partidos políticos mas nunca tirará da natureza humana a característica de organização em grupos com funções diferentes e hierarquicas como proprietário e adquirente. Se não for o Estado o chefe-vilão poderia ser uma indústria bélica, de alimentos ou o proprietário de grandes faixas de terra e agua que dirá o que se deve ou não fazer dentro da sua propriedade, afinal não precisamos de governo para outorgar nossa vontade a terceiros.
    O site Mises é muito bom mas bate SEMPRE na mesma tecla que o Estado é mau e devemos acabar com ele, claro que este proporciona que pessoas más (ou nao)forcem outras pessoas à submissão mas sem ele a ordem seria imposta pelo mais forte e poderoso do mesmo jeito (ou você acha que sem o Estado, os megalomaníacos não iriam abusar da segunda maior força da nossa sociedade:$), apenas não teríamos nem como cobrar pois não teriamos um orgão para, supostamente, cobrarmos segurança jurídica . Gostaria de ver aqui mais artigos que fortaleçam a ideia de individualidade política com o poder de Governo sendo descentralizado e difuso entre a população local (vocês podem falar que isso não seria possível nesse sistema mas…tem certeza disso? A economia e a política mudaram absurdamente nos últimos 300 anos e, provavelmente veremos mais mudanças, né?), diferente do que temos hoje porque da mesma forma que o monopólio de mercado é, geralmente, danoso o mesmo se dá com a política. Afinal, no monopólio, não é o mercado e o capital que são maus e deverão ser destruídos mas sim as portas para o livre mercado que deverão ser abertas, porque não falar NENHUMA VEZ aqui em abrir as portas políticas? Porque os políticos não deixarão? E a desobediência civil tanto falada aqui? E o empreendedorismo? É muito reacionário falar que é ruim, tem que acabar e ponto, nossa sociedade não funciona assim, ela se adapta. Se você ainda pensa que a solução da política é o seu fim, e não a sua abertura TOTAL para os cidadãos atingidos pelas escolhas, lembre da analogia com os lobos e da básica economia clássica, ou você acha que o monopólio do petróleo, por exemplo, deveria ser resolvido com o fim do uso de gasolina por você?

  5. Deveras interessante, mas não acho que tenha parado de perder tempo com política, simplesmente parou com o partidarismo (o que eu concordo plenamente que todos deveríamos fazer). Ao meu ver parar com a política é o mesmo que parar de respirar, não há como viver sem ser político.

    A questão é a escala de envolvimento que queremos ou devemos ter para com a sociedade em nosso entorno, quanto menos necessidade de interação com outras pessoas tivermos menor é a necessidade de usar as nossas capacidade políticas. Assim como, o uso dessas capacidades aumenta quando almejamos cargos de poder dentro de nossas próprias organizações (família, condomínio, igreja etc). Ao meu ver, a política é tácita ao homem e por isso, desde tempos remotos acabamos nos organizando em alguma forma de estrutura política.

    Assim, se você tem uma proposta de que devemos parar de sermos políticos, isso por si só já é um ato político e o deixa num paradoxo. E piora muito quando nos incumbi de fazê-lo e ainda nos preocupemos em fazer o que podemos para melhorar nosso próprio ambiente.

    Em suma, concordo que a discussão de que esse ou aquele partido/candidato é muitas vezes vazio e inútil. O fato de nossa estrutura governamental ser gigante é, sem dúvida, um fator que facilita muito as práticas corruptas. Nunca tinha parado pra pensar nas estruturas de partido como uma maneira de controle de ânimos, e por isso agradeço. Mas não acho que exista uma maneira de abnegarmos nossas capacidades políticas em detrimento de uma vida mais produtiva, pois acho que uma vida produtiva depende de políticas, acho também que nossa atual forma de governo é falha, mas qual seria uma alternativa plausível?

  6. E qual a sua opinião com relação a isso FOX? Você considera as liberdades individuais políticas uma bandeira a ser sustentada? Ou prefere se abster e deixar esse monopólio tão danoso nas mãos de poucos? Ou prefere a utópica destruição da política e que cada um, individualmente, seja feliz em um utópico admirável mundo anarco-capitalista? (lembre-se da analogia dos lobos que escrevi)

  7. Artigo interessante, porém foi escrito por um americano visando a política dos Estados Unidos. Lá realmente isso faz sentido pois os partidos na prática são todos iguais(só existem dois) e boa parte de suas liberdades ou não corre perigo ou vai ser corroída de qualquer jeito. Também a influência de ideologias de extrema esquerda ou direita é fraca ou fica apenas no discurso. Portanto, americanos pouco têm que se importar com eleições.

    No Brasil e em países de terceiro mundo é bem diferente. Olhe a Venezuela por exemplo. Se as pessoas tivessem se mobilizado para votar na oposição e denunciar Hugo Chavez hoje estariam em situação bem melhor. Se no Brasil Dilma tivesse perdido as eleições em 2010 hoje não estaríamos em crise. Em países como o Brasil as instituições políticas e econômicas são fracas e podem ser destruídas e várias gerações terem suas vidas arruinadas por causa de mudanças no cenário político. Portanto, na minha opinião é necessário ser pragmático e votar na opção que ameaçará menos a liberdade.

  8. Koudi Nakano,

    Não é preciso mudar o sistema mais apenas adapta-lo. Vivemos em uma federação centralizada como uma monarquia envolta do Executivo federal. Bastaria que, enquanto federação, realmente os estados, municípios, zonas e bairros tivessem uma maior autonomia. A tecnologia pode ajudar muito com isso. Imagine poder através do celular, por exemplo, resolver as diversas questões do seu bairro, zona, grupo de interesse( família, homossexualidade, impostos) e cabendo apenas aos funcionários públicos as suas funções típicas: tornar material o que a população almeja ( não o que ele acha que almeja mas sim substancialmente o que cada grupo de interesse dispôs comprovadamente).

    Mais uma vez, esse site foca muito nas criticas e não da soluções possíveis no contexto brasileiro (aqui não é Áustria ou Suíça). Mas deixando ideologias de lado, cada indivíduo ter PODER POLÍTICO em seu celular para as questões a nível local e por grupos de interesse, cabendo aos funcionários públicos a sua concretização não é absurdo e é sim possível. Claro que se você “pedir” ao político ele não iria aceitar ( igual qualquer dono de monopólio não iria dar para os outros uma fatia do mercado por pura bondade) é necessário organização e empreendimento social para tal.

    É uma possibilidade real e possivel de aprimoramento do arcaico sistema político e mais plausível que se afastar da política, porque afinal, se ele falasse se afastar do mercado porque “ele tem falhas e gera desigualdade” eu duvido que qualquer um aqui não iria considera-lo um idiota, bem como, se afastar da política ( tão intrínseca às relações na sociedade moderna) também é imaturo, irresponsável e beneficia o totalitarismo (monopólio político).

  9. Já faz algum tempo que procuro uma alternativa para fugir da situação política instalada em nosso território, porém como poderia me livrar da repressão financeira, impostos (sonegar não nos livra de pagar impostos uma vez que estão embutidos em tudo que consumimos), étnica, midiática etc. E sinceramente gostaria de entender esse ponto: “deixar de participar do sistema o extinguirá”, como o extinguirá se o mesmo toma o fruto do meu trabalho coercitivamente, se nutre de mim sem meu consentimento e por fim pode me encarcerar ao menor sinal de desobediência civil?

  10. Há pessoas que não votariam nem no Ron Paul. Acho uma estratégia burra. A liberdade não vai cair do céu, a política é um meio, talvez o mais ingrato, mas ainda sim deve fazer parte.

    Será por isso que o Libertarian Party US não tem sucesso?

  11. Lula contra mídia golpista

    Caro Paul Rosenberg,

    Você faz bem de não participar do processo politico, pois não há como evitar o inevitável.

    O companheiro Obama, longe de ser um verdadeiro representante do povo, é um mero intermediario.

    Ele representa o inicio de um processo de transição que nos levará ao verdadeiro socialismo, previsto há 150 anos pelo maior iluminado de toda a historia da humanidade, Karl Marx.

  12. Artigo deveras interessante, porém sua mensagem é como um efeito placebo: finjo que o remédio que tomo NÃO é farinha de trigo, e espero que o câncer, que me devora por dentro, se evapore, como em um passe de mágica.

    Entendo perfeitamente o que o artigo quer dizer. Também pensava assim à muitos anos atrás. Porém dei-me conta que é EXATAMENTE isso o que os governos desejam. Exatamente, pois ao pensarmos assim, estamos legitimando um governo. Porquê? Voltando a analogia do meu primeiro parágrafo: é exatamente isso que um câncer espera da sua vítima, que o ignore. Que o deixe em paz, para que ele possa se multiplicar e se desenvolver.

    Ao fazerem isso, vocês só irão encontrar, no final, um mundo moribundo e destruído, onde nada mais nascerá e não haverá terra para se plantar o livre-mercado. Ou seja, vocês irão esperar pela morte do câncer, mas ele vai levar junto o paciente (o mundo).

    Indo direito ao ponto: porquê vocês não começam a se organizarem e encarar a política como uma coisa óbvia: a de que política nasceu e morrerá com a humanidade. Não entendo como uma simples constatação dessas não entra na mente de vocês. Mas é justamente por essa infantilidade que a humanidade vem presenciando mais de 10.000 anos de história onde a maior constante são tiranias e ditaduras governamentais. Lendo esse artigo vejo que provavelmente teremos ainda mais 10.000 anos de tiranias e ditaduras governamentais pela frente.

    Só existe um meio de se vencer esse câncer: se unindo à ele. Não tem outra forma. Não vai existir quimioterapia ou radioterapia que destrua o mito governo sem que se entenda o que é política. Qual o problema de libertários começarem a participar da política? Medo de assimilação? Vergonha? É natural que em conflitos alguns soldados caiam em batalha. Mas se desistiu de alguma guerra porquê se tinha medo da traição?

    Vocês libertários jamais derrotarão a instituição governo somente com a arma dos ensinamentos de economia de Mises e cia ltda. Vocês somente derrotarão o governo quando forem parte dele. Quando estiverem em seu coração: a política.

    Enfim, dei o meu recado. Não sei se as mentes mais rapidinhas (e esquentadinhas) entenderão a mensagem, mas espero que as mentes mais velhas e experientes entendam que este artigo beira a infantilidade.

    P.S.: Pelos comentários, tem alguns socialistas vibrando com esse artigo. Óbvio.

  13. Todos fazem parte da política. se “afastar” da política É uma decisão política. E uma péssima decisão política. Minha vontade é xingar o autor, mas em respeito ao pedido não farei.
    Mas um dos motivos de o brasil estar na merda é por que o povo não liga pra política, aí vem um caramujo desses e escreve isso!

  14. De forma alguma a escolha do autor do artigo ou de quem quer que seja em não votar desmoraliza ou menospreza o ato daquele que vota. É apenas uma decisão de alguém desiludido com o sistema político e só. Achar-se moralmente superior àqueles que votam, não passa de exercício de boçalidade rasteira. Na verdade, quando pessoas como o autor deliberadamente não votam, fazem um imenso favor, pois passam a bola a quem teoricamente, ao menos, está mais disposto e preparado a escolher seus representantes ou tirá-los do poder quando estes fizerem bobagem. O sistema representativo ainda é o melhor que possuímos. A internet está cheia de narcisista bocó. Facebook demais, leitura de menos.

  15. Há no texto uma série de concepções erradas, distorcidas, que em vez de marcar a coisa como um protesto, tudo que faz, é afirmar a hegemonia de um sistema político pré-histórico, garantindo a aceitação do mesmo sistema como um fato onde existe a inevitabilidade, nada pode ser mais errado.

    Apesar de negar-se a votar, pela conclusão óbvia que voto nada vale, nega o mais essencial da democracia, que é a versão mais tecnológica de governo, não o perfeito, não o definitivo, mas apenas a última versão que deve ser aperfeiçoada. Governos são pré-históricos como a roda, mas o carro a motor é sua versão moderna assim como o é a democracia, e chegou-se a ela não por influência divina, mas pelo debate, criticando e aperfeiçoando os governos. Há voto em Cuba, havia voto na URSS e na antiga Atenas o voto convivia com a escravidão, a novidade aqui não é o voto, é a liberdade de expressão, o direito de dizer o que se quer, inclusive criticar o governo.

    Mesmo em um governo onde existe sufrágio universal, a idéia que o voto legitime 51% matar os outros 49% é uma idéia estúpida, e mostra que há mais coisas em um governo além do voto; legitimar o poder do voto, mesmo negando-se a votar, é aceitar esta guerra passiva onde um lado assassina outro sem protesto. É preciso ver onde está a legitimidade do voto, uma votação pode instituir a escravidão? Pode! Se é só questão de voto, facilmente a maioria decreta a escravidão da minoria, e não adianta esta minoria de 49% ter direito a voto, votando ou negando-se a votar será escravizada. Assim, o maior erro é achar que o voto pode matar, escravizar ou calar, pois ele pode ser usado para isso, assim, é por este motivo que o voto não vale nada. E hoje no Brasil menos que nada uma vez que o processo de votação é secreto, não pode ser conferido, deve-se aceitar que um grupo fechado diga os resultados sem que o cidadão possa ter modos de conferir a legitimidade do pleito, até o voto nos foi tirado!

    No Brasil hoje vive-se um momento onde os mecanismos democráticos são aparelhados para destruir a própria democracia, uma vez que a democracia não é perfeita, imutável, é preciso que ela permita a crítica a si mesma, isso é importante, mas há o perigo de usarem as instituições democráticas para acabar com a própria democracia, e para evitar isso é preciso o debate, é debatendo política que o cidadão defende a democracia, calar-se é aceitar, é o cidadão franquear o seu direito de livre pensamento ao estado, e muitos o fazem, mas alguns não, pensam com liberdade, e pior, ainda falam com liberdade, criadores de confusão para os que aceitam o estado de maneira bovina. Kant em seu texto sobre o iluminismo pede que as pessoas tenham o direito de debater, mesmo que elas sejam contra o governo, o que não era permitido na época, mas elas devem ter o direito de discordar mesmo que sejam obrigadas a aceitar a lei; debater não só é importante para a manifestação do próprio indivíduo, mas o debate educa, se não há debate não há educação. Assim negar-se a votar e não debater política é a fórmula perfeita para a aceitação tácita do que quer o governo, deseduca, emburrece, fomenta a aceitação bovina. Notem como em qualquer regime ditatorial a primeira medida é cassar o direito à palavra do cidadão, aquele que proíbe-se da própria palavra apenas por deixar de lado é o mais útil gado de curral. É preciso notar que a política partidária, escolha A ou B, democratas ou republicanos, PSDB ou PT é um tipo de debate emburrecedor, pois a verdade pode não estar nem com um nem com outro, e este é o verdadeiro e bom debate que os governos tem medo, é o poder da palavra de um único cidadão que pode iniciar um fogo que destrói governos e ideologia.

    O voto nada vale, é uma tecnicalidade que pode ser usada para o bem ou o mal, mas a liberdade de expressão, o direito de discordar e manifestar-se, argumentar, esse sim vale muito!

  16. Eu fiz um caminho inverso, mas gradual. A descrença e ignorância com a politica começou muito novo, mas ultimamente tenho agido de forma pragmática em relação ao sistema politico. Eu já fui defensor do voto nulo, mas hoje eu percebo que além de não mudar nada em relação ao sistema eu acabo delegando para a minoria o poder de decidir por mim, eu enxerguei que fazia igual a avestruz.

    Eu não sou apaixonado em politica, mas ela limita a minha vida, e não adianta eu virar as costas para ela porque isso não vai diminuir em nada a sua ação sobre a minha vida, pelo contrario, quanto mais eu delegar aos outros o que eu posso fazer com a minha consciência as coisas estarão cada vez mais nas mãos dos esquerdistas e progressistas.

    Se eu penso que o ideal é um mundo sem estado, eu tenho que agir como se fosse construir uma casa e por certo terei que começar a construir pelos alicerces e ir aos poucos até concluir a obra, assim é também o estado.

    Os libertários dão pouca atenção de que os marxistas ortodoxos acreditavam na tomado do estado pela força, mas o tempo os fizeram ver que isso era muito custoso até que surgiu o Antonio Gramsci que propôs o método cultural e é por isso que estamos vivenciando o que está ai hoje em que boa parte da população, inclusive os jovens, pensam em estado o tempo todo, não tem um minimo de ideia do que seja um estado liberal, uma economia livre, etc.

    Eu não diria militância politica, mas participação nos debates políticos com ideias liberais já é um bom começo, porque se os libertários virarem as costas para a politica os socialistas irão ocupar os seus espaços e cada vez mais teremos um estado totalitário e uma economia controlada por estes governos. Prefiro um estado com um governo liberal do que um estado com um governo totalitário e opressor.

  17. Ou seja, não pense na realidade. Pense em como o mundo será próspero, bom, belo e justo na utópica sociedade libertária enquanto o PT fode com seu país.

  18. Lamento muito pela baixa resiliência do autor. Faltou ele questionar para quê continuarmos a ler artigos do Instituto Mises, não podemos fazer nada, somos impotentes.

    Ao contrário do que querem acreditar, o libertarianismo é uma ideologia política sim, porém trata somente do plano ideal, enquanto muitos desistem do lado prático.

    Mais outro artigo covarde

  19. Artigo perfeito.

    Votar é para os idiotas úteis que chancelam uma autoridade inexistente nefanda, enquanto espertos ficam bilionários usando o estado, que não é nada mais de uma máquina colossal de roubo e fraude.

  20. Emerson Luis, um Psicologo

    Concordo em parte, mas já foi comentado. Só quero fazer uma ressalva:

    “Ou seja, são coisas que já existiam naquele período de tempo que convencionalmente rotulamos de “pré-história”.”

    Ele deve ter confundido “pré-história” com “Antiguidade”. A “pré-história” é chamada de “PRÉ-história” justamente porque não há registros históricos do que teria ocorrido, diferente da Antiguidade, que têm registros escassos e falhos, mas têm.

    Por isso os esquerdistas de vários tipos descrevem a pré-história como uma “Era de Ouro”, na qual todos viviam em harmonia porque não havia propriedade privada [Marx] e as sociedades primitivas eram governadas pelas mulheres [feministas], até que alguém cercou uma parcela de terra e disse que era dele, dando início à sociedade corrompedora [Rousseau]… Como não há meio de provar ou refutar o que aconteceu, podem afirmar que era um paraíso socialista, assim como será quando o “progresso histórico” nos levar de volta a ele.

    * * *

  21. “'Em 2014, nós vivemos a eleição mais suja da história’, diz Villa
    Em uma conversa com Joice Hasselmann, o historiador e colunista de VEJA Marco Antonio Villa comenta o cenário eleitoral permeado por reviravoltas e denúncias, a vitória de Dilma Rousseff e o saldo da disputa mais acirrada desde a redemocratização do país. O novo livro de Villa, "Um País Partido", será lançado segunda-feira na Livraria Cultura, em São Paulo.”
    veja.abril.com.br/multimidia/video/em-2014-nos-vivemos-a-eleicao-mais-suja-da-historia-diz-villa
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    O historiador Marco Antônio Villa está lançando o livro: Um país partido: A eleição mais suja da historia. A intenção do autor é que as futuras gerações conheçam sobre o momento histórico atual. Também lançará livro falando da Era Collor.

    Minha opinião sobre o Artigo:”Por que parei de perder meu tempo com política – e por que você deveria fazer o mesmo”. Vou dar uma resposta histórica. Daqui algumas décadas as futuras gerações saberão que por causa de muitos que resolverão “parar de se preocupar com a politica e ser feliz”, o país passou por os piores momentos de opressão,infelicidade,miséria e sofrimento de sua história.
    Quem viver verá !

  22. concordo plenamente com o que foi dito no fundo directamente ou indirectamente o mundo tem todos os problemas que conhecemos pq somos todos cumplices.
    o mundo acaba por ser como um grafico de um activo financeiro mostra todas as somas e subtraçoes desse mesmo activo independentemente da (ir)racionalidade que demonstra.
    existe uma minoria que controla uma maioria e se um dia a maioria soubesse o que a minoria sabe ela perdia toda a razao de existir.
    o poder esta nas maos de quem a maioria acha que tem o poder e dai nasce a solidariadade e a submissao a esse mesmo poder.
    eu costumo dizer que no fundo a nossa especie é de direita e se numa sociedade moderna ha medidas sociais que se dizem de esquerda no fundo elas tambem sao de direita elas so surgem pq toda a comunidade sai beneficiada pelos vistos e como a ligaçoes sociais dos bufalos se o grupo tiver a a meaça de predadores os machos sao super unidos caso contrario travam guerras entre eles
    dito isto continuo a achar a nossa especie muito governada pelo cerebelo o que me entristece pq temos tecnologia mais que suficiente para sermos mais solidarios a nivel mundial em vez de nos comportarmos como bufalos, so em que me vez das cornadas temos misseis guiados por gps
    ASSIM SENDO SO HA UMA SOLUÇAO, UM METEORITO EM ROTA DE COLISAO COM A TERRA EM QUE SEJA NECESSARIO UM ESFORÇO CONJUNTO PARA O DESTRUIR CASO CONTRARIO SERIAMOS OS PROXIMOS DINOSSAUROS. PQ HA MUITA GENTE QUE ACHA (OU IGNORA ) QUE O SISTEMA SOLAR É IMUTAVEL .
    TIRANDO ESTE FACTO VAI HAVER SEMPRE PESSOAS MAIS ASTUTAS E COM PERFIL DE LIDERS PARA GOVERNAR OS MENOS INFORMADOS E A LEI DA SELVA VAI CONTINUAR A PREVALECER.
    EU SO QUERO SABER O SUFICIENTE PARA TER UMA FATIA DO BOLO
    PARABENS PELO SITE

  23. Facil abandonar a política quando se recebe um salário beeeem dormindo. Quem é privilegiado vai pensar assim como vc. Ou um pobre desesperançado.

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