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“Vamos debater as causas da pobreza!”

Um
dos passatempos favoritos de sociólogos e demais intelectuais da área social é
discutir justamente um dos assuntos menos controversos de toda a área
sociológica: as causas da pobreza.

Por
que a discussão é inócua?  Simples:
porque a pobreza é a condição natural
do ser humano.  


muito pouco de complicado ou de interessante na pobreza.  A pobreza sempre foi a norma; a pobreza
sempre foi a condição natural e permanente do homem ao longo da história do
mundo. 

As
causas da pobreza são bem simples e diretas. 
Em qualquer lugar em que não haja empreendedorismo, respeito à
propriedade privada, segurança jurídica, acumulação de capital e investimento,
a pobreza será a condição predominante. 
Isole um grupo de pessoas em uma ilha, peça para que elas não tenham
nenhuma livre iniciativa, proíba a propriedade de bens escassos, e você verá
que a pobreza será a condição geral e permanente dessas pessoas.

Em
termos gerais, indivíduos em particular ou nações inteiras em geral são pobres
por uma ou mais das seguintes razões: (1) eles não podem ou não sabem produzir
muitos bens ou serviços que sejam muito apreciados por outros; (2) eles podem e
sabem produzir bens ou serviços apreciados por outros, mas são impedidos de
fazer isso; ou (3) eles voluntariamente optam por ser pobres.

O
que é realmente desafiador é discutir as causas
da riqueza
; discutir o que realmente eleva as pessoas de sua condição
natural (a pobreza) para a opulência e a fartura. 

O
verdadeiro mistério é entender por que realmente existe alguma riqueza no
mundo.  Como é que uma pequena fatia da população humana (em sua maioria
no Ocidente), por apenas um curto período da história humana (principalmente
nos séculos XIX, XX e XXI), conseguiu escapar do mesmo destino de seus
predecessores?

A ascensão

O
sistema pré-capitalista de produção era restritivo.  Sua base histórica
era a conquista militar.  Os reis vitoriosos cediam a terra conquistada
aos seus paladinos.  Esses aristocratas eram lordes no sentido literal da
palavra, uma vez que eles não dependiam de satisfazer consumidores; seu êxito
não dependia de consumidores consumindo ou se abstendo de consumir seus
produtos no mercado.

Por
outro lado, eles próprios eram os principais clientes das indústrias de
processamento, as quais, sob o sistema de guildas, eram
organizadas em um esquema corporativista (as corporações
de ofício
).  Tal esquema se opunha fervorosamente a qualquer tipo de
inovação.  Ele proibia qualquer variação e divergência dos métodos
tradicionais de produção.  Era extremamente limitado o número de pessoas
para quem havia empregos até mesmo na agricultura ou nas artes e trabalhos
manuais. 

Sob
essas condições, vários homens, para utilizar as palavras de Malthus,
descobriram que “não há vagas para eles no lauto banquete da
natureza”, e que ela, a natureza, “o ordena a dar o fora”.[1] 
Porém, alguns destes proscritos ainda assim conseguiram sobreviver e ter
filhos.  Com isso, fizeram com que o número de desamparados crescesse
desesperadoramente. 

Mas
então surgiu o capitalismo.

A
feição característica do capitalismo que o distinguiu dos métodos pré-capitalistas
de produção era o seu novo princípio de distribuição e comercialização de
mercadorias.  Surgiram as fábricas e
começou-se a produzir bens baratos para a multidão.  Todas as fábricas
primitivas foram concebidas para servir às massas, a mesma camada social que
trabalhava nas fábricas. 

Elas
serviam às massas tanto de forma direta quanto indireta: de forma direta quando
lhes supriam produtos diretamente, e de forma indireta quando exportavam seus
produtos, o que possibilitava que bens e matérias-primas estrangeiros pudessem
ser importados.  Este princípio de distribuição e comercialização de
mercadorias foi a característica inconfundível do capitalismo primitivo, assim
como é do capitalismo moderno.

O
capitalismo, em conjunto com a criatividade tecnológica, foi o que livrou o
Ocidente do fantasma da armadilha malthusiana. 
Antes da Revolução
Industrial
, as populações crescentes pressionavam inexoravelmente os meios
de subsistência.  Porém, quando as
fábricas de Manchester, na Inglaterra, começaram a atrair um volume maciço de
pobres que estavam ociosos no meio rural, e quando elas passaram a importar
trigo barato, Malthus se tornou um profeta desacreditado em sua própria
Grã-Bretanha.

Como
acabou ocorrendo, toda a criatividade e inventividade que o capitalismo
desencadeou se refletiu nas estatísticas de natalidade: pessoas de classe média
que não mais necessitavam gerar famílias grandes para ter filhos que
trabalhasse e ajudassem no sustento começaram a limitar a quantidade de filhos.

Essa
combinação entre famílias menores e uma aplicação mais engenhosa da ciência à
agricultura acabou com o problema da inanição no Ocidente.  A partir daí, a pobreza deixou de ser
predominante e passou a ficar restrita a um número cada vez menor de pessoas.

Riqueza
e pobreza

A
diferença entre o Robinson Crusoé pobre e o Robinson Crusoé rico é
aparentemente simples, porém essencial: o rico dispõe de bens de
capital
.  E para ter esses bens de capital, ele teve de poupar e
investir.  

Bens
de capital são fatores de produção — no mundo atual, ferramentas, maquinários,
computadores, equipamentos de construção, tratores, escavadeiras, britadeiras,
serras elétricas, edificações, fábricas, meios de transporte e de comunicação,
minas, fazendas agrícolas, armazéns, escritórios etc. — que auxiliam os seres
humanos em suas tarefas e, consequentemente, tornam o trabalho humano mais
produtivo.

Os
bens de capital do Robinson Crusoé rico (por exemplo, uma rede e uma vara de
pescar, construídas com bens que ele demorou, digamos, 5 dias para produzir)
foram obtidos porque ele poupou (absteve-se do consumo) e, por meio de seu
trabalho, transformou os recursos que ele não havia consumido em bens de
capital.  Estes bens de capital permitiram ao Robinson Crusoé rico
produzir bens de consumo (pescar peixes e colher frutas) e com
isso seguir vivendo cada vez melhor.


o Robinson Crusoé pobre, por sua vez, não dispõe de bens de capital.  Todo
o seu trabalho é feito à mão.  Consequentemente, ele é menos produtivo e,
por produzir menos e ter menos bens à sua disposição, ele é mais pobre e seu
padrão de vida é mais baixo.

O
Robinson Crusoé rico é mais produtivo.  E, por ser mais produtivo, não
apenas ele pode descansar mais, como também pode poupar mais, o que irá lhe
permitir acumular ainda mais bens de capital e consequentemente aumentar ainda
mais a sua produtividade no futuro. 


o Robinson Crusoé pobre consome tudo o que produz. Ele não tem outra
opção.  Como ele não é produtivo, ele não pode se dar ao luxo de descansar
e poupar.  Essa ausência de poupança compromete suas chances de aumentar
seu padrão de vida no futuro.

O
mesmo raciocínio pode ser aplicado para se diferenciar uma nação rica de uma
nação pobre.

Que
diferença há entre EUA e Índia?  Será que a população indiana é mais pobre
porque trabalha menos?  Não.  Na Índia, trabalha-se até mais do que
nos EUA.  Será que um indiano — ou um egípcio ou um mexicano ou um
haitiano — possui menos conhecimento tecnológico que um americano ou um
suíço?  Não, o conhecimento está hoje disperso pelo mundo e tende a ser o
mesmo.  Com efeito, os técnicos indianos são reconhecidos como uns dos
melhores do mundo.  Então, por que há pessoas desnutridas e morrendo de
inanição em Calcutá mas não em Zurique ou em San Francisco?

A
diferença entre uma nação rica e uma nação pobre pode ser explicada
exclusivamente por um único fator: a nação rica possui uma quantia
muito maior de bens de capital do que uma nação pobre

Ao
passo que na Índia um agricultor cultiva sua terra com duas vacas e um arado,
nos EUA, um agricultor utiliza um trator e um computador.  E, com esses
bens de capital, ele é múltiplas vezes mais produtivo do que seu congênere
indiano.  O americano seria o Robinson Crusoé rico, que possui uma rede e
uma vara de pescar; o indiano seria o Robinson Crusoé pobre, que utiliza as
próprias mãos para colher alimentos.

Quando
um indivíduo tem de utilizar apenas o trabalho de suas mãos, e o produto que
ele produz é utilizado imediatamente para seu consumo final, ele é pobre. 
Quando este mesmo indivíduo passa a utilizar bens de capital, como tratores,
computadores e vários tipos de máquinas — os quais só puderam ser construídos
graças à poupança e ao subsequente investimento de outras pessoas –, ele pode
multiplicar acentuadamente sua produtividade e, consequentemente, ser muito
mais rico.

Quanto
maior a estrutura de produção — isto é, quanto maior o número de etapas
intermediárias utilizadas para a produção de um bem –, mais produtivo tende a
ser o processo de produção.  Por exemplo, se o bem de consumo a ser
produzido é o milho, você tem de preparar e cultivar a terra.  Você pode
fazer tal tarefa com um arado ou com um trator.  O trator moderno é um bem
de capital cuja produção exige um conjunto de etapas muito mais numeroso,
complexo e prolongado do que o número de etapas necessário para a produção de
um arado.  Consequentemente, para arar a terra, um trator moderno é muito
mais produtivo do que um arado.  Portanto, o processo de produção do milho
será mais produtivo caso você utilize um trator (cuja produção demandou um
processo de várias etapas) em vez de um arado (cujo processo de produção é
extremamente mais simples).

Isto
explica por que um trabalhador nos EUA ganha um salário muito maior do que um
trabalhador na Índia executando a mesma função.  O primeiro possui à sua
disposição bens de capital em maior quantidade e de maior qualidade do que o
segundo.  Logo, o primeiro produz muito mais do que o segundo em um mesmo
período de tempo.  Quem produz mais pode ganhar salários maiores.

Essa
é a característica que diferencia um país rico de um país pobre.

As
causas da riqueza

A
única maneira de se favorecer as classes trabalhadoras e os mais pobres,
portanto, é dotando-lhes de bens de capital, os quais são produzidos graças à
poupança e ao investimento de capitalistas

O
que é um capitalista?  Capitalista é todo indivíduo que poupa (que consome
menos do que poderia) e que, ao abrir mão de seu consumo, permite que recursos
escassos sejam utilizados para a criação de bens de capital.

Consequentemente,
se um determinado país pobre quer enriquecer, ele deve criar um ambiente
empreendedorial e institucional que garanta a segurança da poupança e dos
investimentos. A primeira medida que ele tem de
tomar é criar um ambiente propício ao empreendedorismo e à livre iniciativa.

A
única maneira de se sair da pobreza é fomentando a poupança, permitindo o livre
investimento da poupança em bens de capital, e estabelecendo um sistema de
respeito à propriedade privada que favoreça a criatividade empresarial e a
livre iniciativa.  O que gera riqueza para um país é poupança, acumulação
de capital, divisão do trabalho, capacidade intelectual da população (se a
população for inepta, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à
propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, segurança
jurídica, desregulamentação econômica, moeda forte, ausência de inflação,
empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico
sensato e independente etc.

Em
suma, é necessário haver um ambiente que permita que os capitalistas tenham
liberdade e segurança para investir e desfrutar os frutos de seus investimentos
(o lucro).

Um
país que persegue os capitalistas, que tolhe a livre iniciativa, que não
assegura a propriedade privada, que tributa os lucros gerados pelos
investimentos, e que cria burocracias e regulamentações sobre vários setores do
mercado é um país condenado à pobreza. 


um país que fomenta a poupança, que respeita a propriedade privada, que fornece segurança jurídica e institucional, e que
permite a liberdade empreendedorial e a acumulação de bens de capital é um país
que sairá da pobreza e em poucas gerações poderá chegar à vanguarda do
desenvolvimento econômico.

A
real solução para a pobreza não está em um sistema de redistribuição de renda
comandado pelo governo.  A solução está
no aumento da produção. O padrão de vida de um país é determinado pela abundância de bens e serviços

Quanto
maior a quantidade de bens e serviços ofertados, e quanto maior a diversidade dessa
oferta, maior será o padrão de vida da população.  Quanto maior a oferta
de alimentos, quanto maior a variedade de restaurantes e de supermercados, de
serviços de saúde e de educação, de bens como vestuário, materiais de
construção, eletroeletrônicos e livros, de pontos comerciais, de shoppings, de
cinemas etc., maior tende a ser a qualidade de vida da população.

E
só é possível aumentar essa produção se houver investimentos em bens de capital,
em maquinários e ferramentas mais eficientes. 
O empreendedor da livre iniciativa, que faz investimentos capitalistas,
é o verdadeiro herói da guerra à pobreza.

Conclusão

A
pobreza é uma indústria e, em uma democracia, é sempre possível lucrar
politicamente em cima dela.  A exigência de que o governo “tome medidas”
para acabar com a pobreza serve apenas para alimentar o crescimento de uma
burocracia que suga para si própria grande parte dos frutos da renda nacional. 
Todo e qualquer ministério, programa ou secretaria criado pelo governo tem, em
última instância, o objetivo de reduzir a pobreza.

A
promessa de eliminação da pobreza tendo o estado como agente solucionador é
apenas um discurso puramente ideológico: não há nenhum mecanismo prático para
lograr esse feito, a não ser a utilização daqueles meios que já foram criados
pela própria expansão do capitalismo.  Ou seja: a ação direta do governo
servirá apenas para acrescentar mais um elemento parasitário ao arranjo
econômico, aumentando os custos de uma burocracia cada vez mais paralisante,
intrusa e contraproducente.

Em
uma economia de mercado, acabar com a pobreza é algo quase que inevitável. 
Bastaria que o governo permitisse a progressiva acumulação de capital por parte
dos empreendedores capitalistas.  O resultado seria de tal grandeza que
até o trabalho mais mal remunerado geraria renda mais do que suficiente para a
subsistência.

Mas,
infelizmente, esse é um debate que a maioria dos intelectuais, por motivos
ideológicos, se recusa a fazer.


[1] Thomas R. Malthus, An Essay
on the Principle of Population
 (Ensaio sobre a População), 2nd ed. (London, 1803), p. 531.

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152 comentários em ““Vamos debater as causas da pobreza!””

  1. Excelente artigo. Esses conceitos explicam porque é tão difícil tirar o Brasil da situação da pobreza, pois o estado aumenta anualmente com mais tributação e mais inflação, fazendo com que a capacidade de acumulação de bens de capital seja abalada.

    A quantidade de regulamentações e burocracia fazem com que as pessoas sequer consigam abrir negócios rapidamente, além de causar falências e dificuldade de competição com as empresas já estabelecidas que em alguns setores cartelizam o mercado.

    É realmente uma pena que não vemos uma luz no fim do túnel. Devemos lutar para disseminar as ideias libertárias para que possamos ter um futuro mais próspero.

  2. ‘Em qualquer lugar em que não haja empreendedorismo, respeito à propriedade privada, segurança jurídica, acumulação de capital e investimento, a pobreza será a condição predominante. ‘

    Beleza, mas acho que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia também contam. Não como uma utilidade em si, mas como potencial para algo de útil pros outros

  3. Beleza. Faltou só falar que os recursos minerais não são renováveis e, portanto, finitos, se não houver, uma economia no uso deles, acabarão. Além disso, a Terra tem uma carga e, se não houver um controle populacional, se se incentivar os humanos a se reproduzirem como coelhos, como vem se fazendo nos meios conservadores, chegará um dia em que entrará em colapso. Não falo em termos ecologistas bobos ou marxistas. Sou a favor do capitalismo. Mas, essas questões são lógicas e precisam se pensar nelas, antes que isso não seja mais possível.

  4. Ora se mais pessoas tivessem esse entendimento na hora de votar, será que mudaria algo??

    Não!

    Por que as pessoas querem mesmo é ganhar sem trabalhar, logo é muito dificil crescer com democracia.

    E democracia não irá acabar de modo pacífico.

    Logo não há solução por vias políticas

    Ou acabamos com o governo ou os problemas econômicos que hoje debatemos serão debatidos por nossos netos

  5. O único discurso que caberia à um politico que quisesse REALMENTE acabar com a pobreza em TEMPO RECORDE seria algo do tipo:

    “Se for eleito vou parar de criar pobreza, vou acabar com o salário minimo,
    vou acabar com o FGSTS, vou acabar com o décimo terceiro, vou acabar com o
    direito à férias remuneradas, vou acabar com a indenização por demissão sem
    justa causa, vou acabar com o auxílio desemprego, vou diminuir os impostos
    para que os capitalistas possam ter mais lucro e poderem investir mais!”.

    Mas, para serem eleitos, os políticos precisam dos votos dos ignorantes.

  6. Acho que esse tipo de conhecimento deveria ser universal. Nunca vi ninguém debater seriamente a ideia de se ensinar teoria economia (e história econômica, dada por economistas) na escola, para todas as crianças.

    Toda a minha geração (~30 anos) aprendeu de professores de história/geografia que a revolução industrial inaugurou trabalho infantil e exploratório, que a CLT protege os direitos dos trabalhadores e tantas outras coisas que não fazem o menor sentido econômico e, portanto, simplesmente não são verdade.

    Depois fiz faculdade de Economia e me dei conta disso, mas quando compartilho esse tipo de texto ou tento explicar em discussões a resposta que sempre recebo é que “essa é a visão de um economista (e portanto, incompleta)”, acaba sendo inócuo mesmo com pessoas inteligentes e bem informadas, mas sem formação econômica.

    Economia é uma ciência como outra qualquer, como matemática, física, biologia. Porque uma pessoa precisa entender leis da ótica, características de cada reino animal, tipos de vegetação, mas não precisa entender o que faz um país mais rico??

  7. Muito bom o artigo. E digo, só deem tempo aos indianos para eles fazerem a poupança deles, logicamente sem um governo sangue-suga, e vamos ver um país riquíssimo. Conheci alguns indianos há um tempo atrás e eles são muito competentes e não tem nenhuma preguiça.

  8. O artigo é excelente, mas chega a ser desesperador ter de discorrer sobre um tema tão básico, a geração de riquezas, assunto que deveria ser tratado no ensino fundamental, ou mesmo tardiamente na faculdade, tema da aula:
    “Como deixar de ser um pobre assalariado, perseguido pelo imposto e arrasado pela inflação e ter alguma independência financeira”
    Os pássaros ensinam seus filhotes a voar, os gatos ensinam seus filhotes, os animais ensinam seus filhotes o básico para ter sucesso, mas os humanos não ensinam ses filhos a pensar.

  9. Ótimo texto que fez com que eu entenda mais sobre esse assunto do que as aulas dr sociologia da escola,recomendo o vídeo why 1% of history have 99% of the wealth do canal learn liberty

  10. Amigos, este é um excelente artigo! Fácil, direto e sem complicações!

    Mas gostaria que me ajudassem com uma ou mais indicações bibliográficas, caso conheçam.

    Preciso de alguma obra que trabalhe de maneira mais específica a ideia inicial desse artigo, de que a humanidade, de forma geral, sempre viveu em um clima de hostilidade, pobreza e escassez de produtos e serviços. Alguém conhece alguma obra que me indique? Uma vez ouvi o José Monir Nasser comentar algo sobre isso, mas não sei se ele chegou e escrever. Se alguém conhecer algum livro, artigo ou link que trabalhe essa informação de maneira mais específica, agradecerei bastante!

    Saudações a todos!

  11. Gostei muito do texto, a parte sobre a natureza da humanidade ser a pobreza faz todo o sentido. Mas talvez por me faltar algum conhecimento vejo com ressalva dar toda liberdade aos capitalistas pois no texto está bem explicado e aparecem como pessoas inocentes e boas, mas na prática o que vejo é que muitos acabam fazendo lobby no congresso, financiam políticos para defenderem seus próprios interesses e formam cartéis em seus mercados, tudo isso indo de contra-mão da promessa de diminuição da pobreza pois numa dessa por exemplo, acabam influindo no desmatamento da amazônia que afeta a todos direta ou indiretamente. Me parece que no Brasil políticos e capitalistas são as mesmas pessoas e deveriam andar separadas. Acredito que me falte mais informação sobre o assunto, quem puder me esclarecer alguma coisa fico agradecido.

  12. “A única maneira de se favorecer as classes trabalhadoras e os mais pobres, portanto, é dotando-lhes de bens de capital, os quais são produzidos graças à poupança e ao investimento de capitalistas.”

    Correto, mas acrescento: não adianta somente fornecer bens de capital à pobres. Deve-se, ao mesmo tempo, escolher entre esses pobres, os que mereçam esses bens de capital. Nenhum pobre ascende à um patamar de riqueza se, no fundo, o mesmo não deseja sair da sua própria pobreza. E digo, sem medo de errar: o mundo está transbordando de gente que idolatra a pobreza, seja de maneira consciente ou até mesmo inconsciente.

    Por isso que o que mais eu vejo são empresários/empreendedores reclamando que não encontram pessoal qualificado. Entendo eles, pois eu faço parte deste grupo. Na maioria das vezes encontramos pessoas que querem somente o emprego. Já quem quer o trabalho está se tornando figura rara. Os primeiros são os maiores sabotadores dentro de uma empresa. Os segundos são os maiores empreendedores.

  13. Sensacional, curti muito o site. Essa questão de poupar serve até mesmo pessoalmente. Com este artigo vocês me fizeram ver que eu estou consumindo mais do que o necessário e isso afeta no meu bolso. Terei que colocar as rédias no consumo lá em casa, para, um futuro próximo, sair da miséria, mesmo trabalhando.

  14. Apesar de muitos que são a favor do sistema de lucro falarem interminavelmente sobre seus padrões “éticos” com relação a suas práticas, a história nos mostrou que a prioridade em lucrar é na verdade uma doença que não só está envenenando nossos bem-estar pessoal/social e padrões de vida, como também o meio-ambiente, o qual nos proporciona praticamente todas nossas necessidades enquanto espécie, antes que venham falar não sou ambientalista, também não sou socialista e nem capitalista liberal, apenas gosto de observar todos os lados…rs.

    Entretanto, antes de começarmos com as conseqüências negativas resultantes dessa “mentalidade”, vamos considerar o que muitos pensam ser o lado bom da prioridade em lucrar….o “incentivo”. De acordo com a teoria, a necessidade de lucro fornece à
    pessoa/organização a motivação para trabalhar novas ideias/produtos que venderiam no mercado. Em outras palavras, supõe-se que se uma pessoa não for motivada pela necessidade de sobreviver por meio do lucro, haveria pouco progresso social.

    Em primeiro lugar, as maiores contribuições à sociedade não vieram de
    corporações buscando lucro. Nikola Tesla não inventou a corrente elétrica alternada
    porque queria fazer fortuna. Louis Pasteur, Charles Darwin, os irmãos Wright,
    Albert Einstein e Isaac Newton não fizeram suas massivas contribuições à
    sociedade por interesse material.

    Embora seja verdade que invenções e métodos úteis vêm da motivação para ganho pessoal, o objetivo por trás dessas criações normalmente não é humano ou social, já que o interesse próprio e a sobrevivência são as reais motivações.

    O interesse no lucro quase sempre precede as questões humanas, e um simples olhar sobre os conservantes causadores de câncer em nossos alimentos, a obsolescência planejada em praticamente tudo que é fabricado, juntamente com um serviço de saúde que cobra $300 por uma mera pílula antibiótica, nos mostra que o “incentivo baseado no lucro” é na verdade prejudicial, pois seu real incentivo não está em contribuir para a sociedade de um modo significativo, mas apenas para exigir riqueza pela contribuição de todas as formas possíveis.

    O lucro é na realidade um falso incentivo. Os problemas de nossa sociedade baseada em dinheiro só serão resolvidos quando for lucrativo resolvê-los, esta é a principal causa da pobreza. Pode ter certeza a pobreza é lucrativa para muitos, ainda.

    Abraços.

  15. “”Felipe 22/10/2014 00:06:47

    Dorival,

    Não é só bolsa família, pessoas querem sempre que o estado de mais transportes, saúde, educação, emprego, seguro desemprego, crédito barato, e etc, etc, etc…

    Se a maioria não quisesse de fato depender do estado não estaríamos onde estamos

    É só lembrar qual era mesmo o motivo dos protestos do ano passado””

    Felipe e Dorival realmente o brasileiro (grande maioria) quer bolsa família,mais saúde,transporte,educação,seguro desemprego,crédito barato. Enfim benesses e mais benesses vindas do governo.

    Mas ! A solução ou cura para tal situação pode vir de uma arrecadação de impostos cada vez mais anêmica,difícil e instável.

    Veja noticia;veja.abril.com.br/noticia/economia/receita-adia-divulgacao-de-dados-da-arrecadacao-para-depois-das-eleicoes

    Imagine se o Brasil passar anos e anos com uma arrecadação de impostos decepcionante e raquítica isto seria uma baita pedrada na cultura e mentalidade de que o governo tem sempre dinheiro sobrando para tudo.
    Brasileiro sempre pensa que o governo tem dinheiro para tudo. Podem até não acreditar que Deus pode fazer todas as coisas mas, acreditam que o governo pode fazer o que quiser, dinheiro nunca vai faltar.
    Darei pulos de alegria no dia que ouvir que cortarem na carne o programa bolsa família por falta de recursos.

  16. Boa noite.

    Interessante, porém ainda continuo com algumas dúvidas e desconfianças sobre livre economia.

    1° se uma industria ou ramo de serviços é focada no aumento do lucro, e não poderá mais reduzir custos com mão de obra ou cobrar mais do cliente, a saída é investir em automação (tecnologia). Assim podem produzir mais bens e serviços com menos colaboradores, já que com automação só se utilizará 10% (ou menos) da mão de obra anterior, o que o resto fará?

    2° tenho visto isso acontecer ao meu redor, as pessoas estão procurando saídas como migrar para novos mercados de produtos e serviços, só que estes já estão escassos mesmo quando pioneiros devido a automação. Cito por exemplo a área de segurança, onde atuo, por causa do desemprego, tem havido um aumento de furtos e roubos, mas no entanto, as vagas para profissionais da área tem diminuído devido adesão dos clientes aos sistemas eletrônicos. Não seria justo criar mecanismos de proteção social para a população, já que os avanços que permitiram aquisição e implantação dos sistemas autômatos, foram fruto do trabalho destas pessoas?

  17. É impressionante como a ideia de que a pobreza é algo artificial se espalha fácil. Basta pensar por 5 minutos para saber que isso é falso. No entanto, uma maioria esmagadora da população ainda leva isso a sério. E pior, vota pensando nisso, o que acaba levando a eleição de pessoas comprometidas com essa visão equivocada.

    É uma questão seríssima, e de difícil solução.

  18. A minha maior duvida para a não intervenção do Estado em países como o Brasil é a enorme desigualdade social e concentração de renda que começou já lá em 1500. Na minha visão para o livre mercado dar certo aqui, primeiramente teria que diminuir a concentração de renda, se fosse todo mundo mais ou menos igual o liberalismo levaria todos para uma situação melhor. Mas em uma sociedade que a maioria da população não tem como poupar para adquirir seus próprios bens de capitais, e mesmo as que tem um pouco mais de capacidade não tem um esprito empreendedor, não conseguem romper a inercia e arriscar algo, poucas exceções são observada. Isso diminui a eficacia da concorrência já que há poucos com potencial para isso, e a tendencia da concentração de renda não seria eliminada ou diminuída com livre mercado puro gerando conflitos sociais.

  19. Emerson Luis, um Psicologo

    Esquerdistas amam debater metas em vez de métodos (p/ex, “acabar com a pobreza” em vez de “COMO acabar com a pobreza”) e monopolizar as virtudes.

    * * *

  20. Acho que o senador Randolfe Rodrigues(PSOL) deveria ler esse artigo,depois do seu pronunciamento de hoje,creio que ele não sabe a diferença de probreza e criar condições em que a população consiga um desenvolvimento humano melhor,do que apenas tentar criar mecanismo onde o objetivo maior é, taxar quem tem mais…em seu discurso ele disse que sua visão não é Marxista,porém ele usou o metódo de que 2% da população tem uma renda maior à 1 milhão e essas pessoas deveriam ser taxadas ao invés do governo criar as medidas provisórias que prejudicasse ao mais pobres e leis trabalhistas.
    E outro senador que mereceria ler mais é o Senador Valdir Raupp(PMDB),disse que o Brasil nunca cresceu tanto quanto na gestão do presidente Lula e agora da presidente Dilma,disse que as pessoas estão menos pobres e cerca de 40 milhões saíram da pura miséria,agora pasme,palavras dele” Daqui uns meses a economia volta ao seu trilho”…Se eu não tivesse lido alguns artigos aqui na EA em particular do Leandro Roque,acharia que ele conhece muito de economia.
    Vendo essas pessoas falarem,o senso comum é o imperativo que vem daqueles lados.

  21. Excelente artigo. Tive a possibilidade de ver essa realidade quando visitei Angola em 2006, depois de mais de 30 anos de haver saído do país, que passou para um regime comunista após a independência. Foi um abrir de olhos para mim, verificar como o empreendedorismo da população fez ressurgir os mecanismos de trocas num mercado onde todos eram vendedores e compradores, à margem dos circuitos de comercialização organizados pelo estado. A maior feira a céu aberto do mundo, na época, o chamado mercado Roque Santeiro, era um formigueiro de gente comprando e vendendo, mostrando que quem tem espírito empreendedor vai atrás e não fica parado à espera das benesses do poder público. Nas ruas, em cada ponto havia gente vendendo, de tudo, desde o pãozinho até para choques de carro e pneus! Foi revelador para mim, que tive uma formação básica de economista eivada de pesada carga marxista na universidade, constatar que a força que propulsiona a economia é a livre iniciativa e não um estado centralizador.

  22. “Bastaria que o governo permitisse a progressiva acumulação de capital por parte dos empreendedores capitalistas. O resultado seria de tal grandeza que até o trabalho mais mal remunerado geraria renda mais do que suficiente para a subsistência.”

    E ignora-se a prova empírica, na sua cara, em que as algumas das pessoas mais ricas do mundo (Walmart,zara,Gap) são exatamente as que mais se utilizam de trabalho escravo.

  23. Todos concordam com os principios estudados, com algumas variaveis. Acrescentaria analise do meio ambiente, suas limitações. Muito importante o tema EDUCAÇÃO , base de toda a teoria. MISERIA E TRABALHO SÃO, EM PRINCIPIO, ANTAGONICOS. Pessoas educadas, ensinadas, treinadas, certamente terão sucesso na luta contra a miseria, num tempo curto. A falta da educação determinará a permanencia do status quo. Uma tribo isolada permanece como foi a muitos anos, pode perecer a qualquer tempo pela limitação de informações disponiveis, para sua proteção.

  24. O problema não é ter pobres ou ter ricos.

    O problema é a distancia entre os pobres e os ricos.

    Quando uma pequena parcela se destaca ao topo da pirâmide seja qual for o motivo e conforme descemos a diferença é gigantesca gera um sentimento de injustiça, mesmo que irracional, ainda mais em um país em que nem todos tem o mesmo acesso a informação, seja também qual for o motivo.

    Ai vem o estado com a alternativa (mesmo que seja falsa, insustentável, etc).

    Em um país tão desigual, partir para um regime mais libertário, diminuindo o estado, livre comercio, não aumentaria a desigualdade ?

  25. Pessoal, não entendo absolutamente nada disso, mas gostaria de saber o seguinte: se um pedreiro é mais produtivo que um político, por que este é rico e aquele não? Entendi a lógica enquanto nação, mas enquanto indivíduos, fiquei com essa ignorância. Esclareçam, por favor. Ajudarão no meu curso. Grata.

  26. Se esse artigo fosse colocado para todo estudante da 9º ano antes de começar o ano letivo de “sociologia”, talvez os rumos de nossos jovens “militantes” fossem bem outros…

  27. Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é [email protected]

  28. Henrique Zucatelli

    Bom dia IBM!

    Esse final de semana aproveitei que não teve nenhuma nova postagem, e estava no MI dos EUA, e pelo pouco que li, percebi que algo muito sério está acontecendo por lá: o progressismo tomou conta do país.

    Tanto os liberals como os conservatives estão completamente progressistas, e conseguiram diluir a base de libertários de tal modo que se tornou algo quase que irreversível através da política.

    O que pode acontecer com os EUA continuando nessa onda intervencionista?

  29. As causas da pobreza brasileira são históricas. Começamos nossa vida no ano de 1500 sendo explorados por Portugal de uma maneira avassaladora.
    Até a chegada de D. João ao Brasil, era proibido que fossem estabelecidas qualquer forma de indústria no Brasil. O reino portugues detinha todo o monopólio de nos sugar.

  30. Alexandra Moraes

    As causas da pobreza brasileira tem um cardápio variado. O principal ponto que mais contribui para a pobreza é a existência de uma maioria ignorante, com precária educação formal.
    A riqueza de uma País não encontra-se nos recursos naturais de um país. Encontra-se em um povo que possua boa educação formal e acesso ao conhecimento.

  31. Em suma,o estado é o causador da pobreza,ponto final!Assim se amas os pobres,lute para que o anarcocapitalismo ou até mesmo o minarquismo se estabeleçam na face da terra.É provável que em um estado mínimo onde haja liberdade plena de mercado,por um motivo ou outro existam pobres,mas é mais provável ainda que não faltará gente de bem para socorrer esses infelizes que porventura possam existir em uma sociedade anarcocapitalista.Na ausência de um estado para fazer socialismo,iriam abundar igrejas e ongs para fazer filantropia.E como-diferente do que alguns falsários dizem -o povo tem inclinação para fazer o bem ao próximo,não iria faltar doadores para essas igrejas e ongs.Mas o certo é que a quase totalidade das pessoas iria adquirir seus próprios bens e serviços às custas do próprio esforço e trabalho.

  32. Sou capitalista libertário quase fanático, mas todas vez que leio um artigo com a seguinte afirmação fico com a pulga atrás da orelha:

    “porque a pobreza é a condição natural do ser humano.”

    Estou sempre estou reavaliando minhas convicções para não ficar cego em relação a algo (assim como ocorre com esquerdosos, por exemplo) e esse tipo de afirmação me faz suspeitar se não existe alguma “pegadinha” na teoria austríaca.
    É só uma pulga atrás da orelha… se achar algum argumento (ou alguém tiver para debater), compartilho com vcs.

    Abç,
    AHR

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