O
estado, sendo essencialmente um inimigo parasita da fatia trabalhadora e
produtiva da sociedade, estimula naturalmente o comportamento parasítico de
seus membros. No entanto, há situações
— raras — em que o estado voluntariamente é obrigado a conter e até mesmo a
reverter algumas de suas depredações.
Quando
o estado voluntariamente limita seu parasitismo, as motivações desta contenção
são quase que totalmente pragmáticas. Os
franceses rotularam esse pragmatismo de raison
d’etat: quando algo é de vital importância para a sobrevivência do estado,
abandona-se a ideologia e adota-se o mais puro pragmatismo para proteger a
existência da máquina.
Ou
seja, quando o estado — por algum motivo — voluntariamente se restringe e
limita seu parasitismo sobre indivíduos produtivos, ele o faz visando ao seu
próprio interesse, e não em decorrência de algum princípio ético ou de algum
reconhecimento dos direitos desses indivíduos.
Em
épocas normais, o estado irá depredar tanto quanto a opinião pública assim o
permitir. Por isso, quando o estado
restringe suas depredações, ele o faz com o intuito de evitar uma resistência
em massa da população, e também para manter a percepção de legitimidade junto
ao público. Exemplos práticos disso
podem ser observados quando o estado anuncia a intenção de criar algum novo
imposto ou alguma nova lei, e a população protesta em massa, obrigando-o a
voltar atrás.
Políticos
ou burocratas que porventura falem sobre “liberdade” ou “princípios”, e que de
fato tomem medidas práticas para reduzir o escopo do estado, também estão
apenas tentando manter a legitimidade do estado. Suas atitudes não são expressões de uma
genuína solidariedade para com as vítimas do estado.
Todo
esse preâmbulo foi para dizer que não há necessidade de libertários íntegros e
probos entrarem no estado e se corromper, ou tentarem modificar sua estrutura
por meio do voto. Se o objetivo é fazer
o estado reverter sua marcha predatória, essas duas medidas serão praticamente
inócuas.
Por
isso, o que deve ser feito com urgência é uma alteração na percepção das
pessoas quanto à eficiência e à legitimidade do estado. Acima de tudo, as pessoas têm de ser educadas
sobre economia. Quando houver uma
mudança ideológica que eleve o potencial de resistência do púbico a medidas
econômicas insensatas e a ações invasivas do governo tanto no campo econômico
quanto no social, e que intensifique a demanda do público por mais demandas
libertárias, aí então os parasitas mais prudentes dentro do estado (ou que
querem ser eleitos para geri-lo) certamente irão tomar a dianteira e
implementar medidas que irão limitar o estado com o exato intuito de
preservá-lo e protegê-lo.
Não
há necessidade de libertários genuínos se apresentarem para preencher essa vaga
e sujarem suas mãos. E, ainda que tais
libertários sejam bem-sucedidos no processo eleitoral, iniciar uma mudança
dentro da máquina sem que a população esteja educada a esse respeito e esteja
preparada para tais mudanças resultará em um retumbante fracasso.
Reformas
liberalizantes não são feitas por “servidores públicos” dentro do estado que estão
“defendendo a liberdade”. Antes,
reformas liberalizantes são uma manobra tática do próprio estado visando à sua
auto-preservação; trata-se de um parasita que está pragmaticamente retirando um
apêndice para não provocar, de maneira contraproducente, o hospedeiro. A função dos libertários é induzir tais
reformas, fazendo com que o hospedeiro se torne cada vez mais alérgico ao seu
parasita. E isso deve ser feito por meio
de um contínuo esforço visando a uma mudança ideológica e estimulando a
resistência potencial das pessoas produtivas.
Quando isso ocorrer, os estatistas mais prudentes irão se apresentar para
conter os ímpetos daqueles estatistas imprudentes que estão dentro do
estado.
Libertários
sujando as mãos para reformar o estado não apenas é desnecessário, como também
é muito perigoso. Sempre há o risco de
serem corrompidos e, com isso, sujarem em definitivo o movimento.
Como
certa vez relatou Lew Rockwell:
Todos nós já vimos isso milhares de
vezes. Dificilmente são necessários mais do que alguns poucos meses para
que um intelectual libertário que tenha ido para o governo
“amadureça” e se dê conta de que seus ideais eram ‘muito pueris’ e
‘insuficientemente realistas’. Um político prometendo tornar o governo
mais manso e mais submisso rapidamente se torna um proeminente especialista em
criar novas maneiras de tornar o estado mais eficiente no confisco da riqueza
alheia. Tão logo este fatídico passo é tomado, não há mais limites.
Conheço pessoalmente um burocrata americano que havia jurado fidelidade à
filosofia libertária e, mais tarde, ajudou a implantar lei marcial no Iraque.
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Para
um artigo ainda mais completo sobre esse assunto:
O que os amantes da liberdade devem fazer?
e também:
Uma dúvida. Em 2013, o aumento das passagens de ônubis em SP de R$ 3,00 para R$ 3,20 foi visto como a gota d’água para a eclosão das manifestações. O Movimento Passe Livre (MPL) ganhou destaque na impressa nacional por defender e organizar manifestações contra o aumento.
As manifestações subitamente ganharam tamanho e começaram a ter apoio de pessoas e grupos defendendo outros temas. Depois de tantas manifestações com temas difusos, os movimentos foram aos poucos perdendo a força mesmo que relativamente pouco tenha sido conquistado.
Afinal, qual ou quais foram os motivos catalizadores da onda de protestos e o que fez com que morressem antes de grandes resultados? Já vi opiniões dizendo que a violência dos black blocs fizeram com que os movimentos se esvaziassem de pessoas menos engajadas por medo da repressão policial. Já ouvi opiniões sobre o MPL reduzir o número de manifestações após conseguir o retorno das tarifas para R$ 3,00. A grande pergunta é: por que os brasileiros não conseguem se organizar e cobrar verdadeiramente, por exemplo, uma redução de impostos?
Sinto que este pequeno artigo foi produzido como resposta ao último hangout do Kim com Rodrigo Saraiva Marinho, Rodrigo Constantino e Fabio Ostermann.
Nele, todos concordavam com o envolvimento de libertários na política e serviço público. Não apenas concordavam como incentivavam.
Gostaria perguntar ao autor do artigo se foi por esta razão que você escreveu o texto.
Ta explicado pq só tem gente fraca no governo. Os melhores se abstem
Assim fica difícil qquer país avançar
E fica BEM fácil criticar
A longo prazo = educação econômica sob princípios libertários da Escola Austríaca.
A curto prazo = greve dos empresários, tal como sugerido por Ayn Rand na Revolta de Atlas?
O que será o que pessoal do Partido Novo tem a dizer sobre isso?
Eu acho saudável que existam libertários no governo ajudando a derrubá-lo por dentro (apesar de considerar que o mais importante é a difusão das ideias).
Então quando li o título do artigo fiquei curioso para saber o que ele teria a dizer contra isso. E na verdade não tinha nada, só isso:
“Libertários sujando as mãos para reformar o estado não apenas é desnecessário, como também é muito perigoso. Sempre há o risco de serem corrompidos e, com isso, sujarem em definitivo o movimento.”
Esse é o único motivo para dizer que pessoas com tendências libertárias não devem se envolver com o governo?
Já tive discussões desse tipo no passado. Até hoje ninguém me explicou porque eu devo preferir Sarneys no governo ao invés de libertários.
É óbvio que a parte educacional é a mais importante mas sou da opinião que temos que lutar em todas as frentes possíveis.
Alguém aí acha o trabalho do Ron Paul desnecessário?
Ou acha que vamos difundir o livre mercado sem se opor ao PNE e afins?
Quantos libertários foram no congresso se manifestar?
Ficar só na formação não basta de modo algum.
Aproveitem este tempo eleitoral e busquem – e divulguem – nos seus estados candidatos que defendam o livre mercado e a redução do estado (em muitos casos as únicas opções factíveis serão de conservadores).
Peço desculpas por não me identificar.
Concordo plenamente com as ideias defendidas pelo instituto mises.
Porém vivo um dilema.
Sou servidor público. Mais especificamente diplomata.
Faz apenas 3 anos que ingressei na carreira e a aproximadamente 1 ano venho acompanhando o instituto mises.
Aqui, dentro do mre, vivemos um aparelhamento muito forte às ideologias do atual governo, principalmente no que diz respeito as relações com america latina e caribe.
Pergunto aos amigos se minha situação atual é contraditória aos ideais defendidos aqui.
Existe possibilidade de conviver com estes 2 universos? Diplomacia e libertarianismo.
Um abraço à todos
Também acredito que o que move o mundo são ideais. A batalha é no campo das ideias. Os políticos são apenas um reflexo, uma consequências daquilo que ronda o cognitivo popular.
O ser humano é intrinsecamente imperfeito.
Propagar boas ideias e sua aplicação pode ajudar a melhorar o que for possível.
* * *
Concordo com o texto.
Libertários, deixem mais vagas nos concursos para nós.
Assim, por exemplo, quando meu chefe decidir que deve ser aplicada uma multa a um cidadão, é bom saber que jamais um libertário ocupando seu cargo poderia deixar de aplicar essa multa.
Afinal, com a multa arrecadada, poderemos ter, por exemplo, um belo aumento no contracheque.
Excelente texto. São os valores comuns e uma ética firme que fundamenta a sociedade. É um reconhecimento do que já diziam os conservadores Russel Kirk e Thomas Sowell.
Essa questão mostra o quanto alguns libertários viajam na maionese.
Ora, se existe uma variedade de países, desde a Coreia do Norte até Cingapura, então existe meios de caminhar em direção a esquerda ou a direita.
Mas, para esses cegos libertários, não. É impossível! Todos vão sempre pra extrema esquerda.
Por mais que existam exemplos e mais exemplos de administrações mais esquerdistas, depois mais liberais, depois mais esquerdistas… esses libertários não conseguem enxergar a realidade, ficam presos no seu raciocínio puro e errado.
Tomem vergonha e filiem-se ao partido novo ou ao liber e façam acontecer.
Saudações liberais!
Estou a cada dia mais cético com o Brasil, acho que a liberdade será cada vez menor e ataques a propriedade maiores e mais frequentes.
Na melhor das hipóteses fica do jeito que está, mas acho que o mais provável é socialismo ou guerra civil.
Obrigado.
“Antes, reformas liberalizantes são uma manobra tática do próprio estado visando à sua auto-preservação;”
– O problema é que não temos como saber quanto tempo um Estado pode durar sem reformas liberalizantes.
Exemplo: Cuba e Coréia do Norte são ditaduras comunistas há longa data e o “parasita” se mantém, enquanto o “hospedeiro” sofre há décadas.
– Na China de Mao o “hospedeiro” teve que morrer de fome (literalmente), antes de qualquer reforma. Não é risco muito grande atuar apenas no longo prazo?
E é por isso que este pensamento filosófico nunca ganhará força a ponto de se tornar majoritário. Ou seja, vocês estão condenados a serem governados pela pior espécie de gente.
Esse texto é a essência de tudo que eu discordo no movimento liberal. É muito cômodo dizer “o estado é mau” e simplesmente ignorá-lo – e, com ele, todo o processo político.
O problema é que fazer isso significa equalizar coisas completamente diferentes. Significa aceitar que viver sob o estado modelo Coréia do Norte é o mesmo que sob o modelo Austrália ou Suíça.
Legal, vamos ficar brincando de Bitcoin enquanto o PT transforma isto aqui na Venezuela. A preocupação máxima do autor, no entanto, é de que quem se envolva com política “suje em definitivo o movimento”…
Eu por exemplo já estou com quase 40 anos. A 17 trabalho no serviço público com TI. Tenho dois filhos. Neste ano conheci o Mises. Sou o caçula de cinco irmãos. Meu pai só teve até a antiga segunda série primária. Minha mãe até a quarta-série. Fomos criados em um ambiente onde a honestidade era lema. Honestidade ao extremo. Se pegou dinheiro emprestado pague. Seja quanto for ou com quem for, banco ou pessoa física. Morávamos em uma cidade do interior de Minas Gerais. Os exemplos dele ficaram muito marcados. Meu pai era comprador/vendedor de gado. Tinha uma pequena fazenda. Desde os seus sete anos trabalhava com o pai (meu avô) em lavouras ou cuidando dos animais. A poupança era sua forma de capitalizar. No fim da década de 60, eu nem nascido era, mas já casado com minha mãe e com quatro filhos, empreendeu em um frigorífico. Segundo minha mãe e meu irmão mais velho o negócio foi muito bem. Enviava carne de gado para a Bahia entre outras regiões de MG. Até os “sócios” o roubarem e sumirem do mapa. Se achamos que hoje a justiça e a polícia não funciona imagina naquele tempo. Foi um tombo muito feio. Vendeu todas as propriedades que tinha, terras hoje onde é cidade, gado, dinheiro em poupança para cumprir compromissos com fornecedores. A única coisa que ficou: uma fazenda de 29 alqueires com um bananal. Tudo isto para manter o nome íntegro. Sempre me falava “nome é tudo”. Meus irmãos mais velhos até então com 8 e 6 anos respectivamente, foram trabalhar com ele vendendo bananas e maças. Até hoje meu irmão, já com mais de 50 anos, hoje empresário ( um verdadeiro empreendedor ) comenta desta época. Em determinado momento neste período ele foi questionado pelo meu pai “você quer trabalhar para mim ou para você”. Ele disse “Para mim pai”. Desse dia em diante ele começou a se virar. Porém o recomeço e a criação da família foram depois disso muito árduos para meu pai. Mas prosseguiu do começo. Poupança, compra e venda de gado, comissão de venda de fazendas. Até que em 1979 já tinha umas 300 cabeças de gado, mais algumas poupanças. Querendo melhores condições de vida para os filhos ouviu um apelo de uma tia para irmos para Brasília que dizia que era “um pedacinho do Céu”. Brasília realmente era uma ilha da fantasia. Cidade organizada, megalomaníaca em seus monumentos. Típico de estadistas. Quanto dinheiro suado não foi enterrado por estas terras. Brasília era o sonho comunista/estadista por natureza. Hoje entendo o deslumbre e o marketing feito da cidade pelo governo da época. Escolas e saúde gratuitas de qualidade e realmente eram de qualidade até o final da década de 70. Este canto da sereia atraiu meu pai, pois naquela época na pequena cidade onde morávamos, contava apenas com escola municipal. O restante eram particulares e muito caras.
Em Brasília, meu irmão só completou até o segundo grau. Sempre trabalhou muito (foi contínuo, lavador de automóvel, vendedor de carro e por fim empresário do próprio negócio), aproveitou oportunidades dadas, juntou-se com quem era honesto e mentalidade empreendedora. Meu pai nunca pediu socorro a políticos, muito menos ele.
Quanto a mim, minha mãe (ah mães sempre elas ou algumas delas) não permitiu que eu trabalhasse cedo. Tinha que estudar, “fazer faculdade”. Fui estudar. E na escola pública (hoje compreendo), fui influenciado pela ideologia dos direitos iguais, marxismo, esquerdismo, etc. Ia fazer passeata na época do “Fora Color”, por conta do aumento de tarifa. Claro sem ele saber. Achava meu pai “um bobo”, com cabeça conservadora, bla, bla, bla. Fui o início geração “dos direitos” após ditadura militar. O Estado tinha que proporcionar tudo e de qualidade. Ricos, para mim eram sinônimos de opressores (nesse ponto a Teologia da Libertação, muito em voga em algumas paróquias Católicas colaborou muito). Me lembro até hoje das famigeradas “Campanhas da Fraternidade” e seus temas sobre drogas e a liberdade, riqueza e socialização, índios, etc. Tudo quanto é assunto menos sobre a Fé Católica. Mas isto é outro assunto. Só comentei, para mostrar como somos moldados por filosofias de época. Depois de formado recebi conselhos que o melhor caminho em Brasília seria o famigerado concurso público. Trabalharei na iniciativa privada dos 18 aos 22, pois tive que pagar os meus estudos. Nesta época meu pai estava doente e veio a falecer. Depois na primeira oportunidade, pois até os meus colegas da iniciativa privada falavam que era bem melhor, fui fazer o concurso público. E aqui estou até hoje. Na primeira fase dei todo o meu gás, me profissionalizei como Analista de Sistemas. Porém com o passar do tempo parece que o serviço público tira sua criatividade, com imensas e pesadas estruturas, burocracia para todo lado e você vai ficando embotado, sem capacidade de inovação. Hoje é como estou me sentindo. Conhecer o instituo Mises este ano foi um choque de realidade. Como gostaria de ter meus 20 anos novamente com a energia daquela época, mas com valores totalmente opostos. Hoje vejo quão virtuosos foram meu pai e meu irmão. Meu pai, pela honestidade, pelo comedimento, valor ao trabalho, poupador. Meu irmão pelo empreendedorismo, virtude da fortaleza, perseverança e munificência. Virtudes que um empreendedor deve ter. O admiro muito.
Porém forjar estes valores a quem já tem 40 anos é muito difícil. Como tenho dois filhos, não posso ser insano, pedir exoneração e sair me arriscando pelo mundo. Muitos poderão pensar que é covardia. Mas vou começar aos poucos. Talvez fazendo cursos de empreendedorismo do SENAC. Dizem que tem um muito bom. Mas, finalizando, neste mundo, hoje temos que lutar pelas idéias para que as próximas gerações sejam diferentes. Meu irmão já deu o exemplo e mentalidade a seus filhos. Aos meus darei as ideias. Apesar de achar que o sistema educacional público ou particular não ajudará nada a eles a serem empreendedores e libertários. Meu pai com certeza teve partipação no forjamento do caráter do meu irmão, comigo ele tentou, só que as idéias estatistas e sua ideologia (através dos diversos meios) me influenciaram fortemente.
Acho valido libertários, liberais e conservadores entrarem no meio politico, pois os comunistas, socialistas e sociais democratas fizeram o mesmo e monopolizaram e aparelharam toda maquina estatal.
É muito bom ter uma concorrência das virtudes, das ideias e da filosia dentro do estado. Aqui no Brasil é impressionante a hegemonia “vermelha” nas entranhas estatais.
Acho bonitinho os anarcocapitalistas dizerem que o imposto e o estado deve ser abolido. Mas esqueça isso não vai acontecer tão cedo.
A principal meta para esse pais agora, seria evitar a rota bolivariana e fazer reformas mais de pró-mercado, como Colômbia, Peru, Chile (há mais tempo) e até mesmo o Paraguai estão fazendo. Esses países estão longe de ser “libertários” ou coisa do tipo, mas pelo menos não estão na rota bolivariana.
Enquanto os anarcocapitalistas estão discutindo se é certo entrar ou não no estado. Os partidos “vermelhos” estão querendo implantar a reforma politica para implantação do “socialismo democrático” indo a largo passos de uma Venezuela, e depois disso vai ser difícil voltar atras.
Esse artigo me decepcionou, pois já que os libertários não podem mudar pela política, e a educação é realizada pelo estado, creio que não existe maneira dessa filosofia dar certo. Talvez apenas pela luta armada. Mas se os libertarios não tiverem força nem pra entrar na politica, quem dirá numa luta armada.
ou seja, todos esses textos bonitinhos serão apenas sonhos para sempre
Como barrar o aumento da intervenção estatal sem nenhum libertário no Parlamento? Como diminuir ou mesmo extinguir o estado sem nenhum libertário no governo?
Só para citar um exemplo:imagine se o evangélicos pensassem como o autor do texto (“os evangélicos não precisam de uma bancada”) e não houvesse nenhum membro evangélico no Parlamento. A PL-122 já teria sido aprovada e as censura já teria sido implantada…. Só para citar um exemplo.
Daqui a pouco vão dizer que libertário tem que votar em branco…
é este tipo de pensamento que garantirá que nada vai mudar.
Boa parte dos libertários trata o Estado como uma criatura com consciência própria ou um fenômeno social irrefreável.
Portanto solução alguma é apresentada já que a existência de um Estado é um fato.
Este argumento é tão ridículo que se os libertários vão se corromper isto significa que não há solução e que o ideal libertário não passa de uma crença.
A impressão é que é impossível que alguém atue dentro do Estado para diminuí-lo por convicção.
Mudar a percepção da sociedade é importante, mas quanto aos estadistas? Sugere um comunista ditador? É claro que faz diferença quem está no poder.
Este artigo foi muito covarde. A melhor forma de mudar o Estado é por dentro. Encha ele de marxistas e passaremos a vida inteira nos queixando.
Esse cara acha que o Estado em algum momento se preocupou em respeitar a opinião pública.
É preciso atuar nos dois âmbitos, cultura e poder.
Li o artigo e alguns ótimos comentários. Surgiu uma duvida: o autentico libertário, no caso do Brasil, sempre apertará na urna eletrônica a tecla ”nulo”?
E o Ron Paul? Ou professor Iorio? Ou aquele lá que perdeu o emprego por causa da aluna feminista/comunista da UERJ?
Discordo do Autor
Creio que muitos são a favor de um estado minimo, mas ainda sim um estado, como tal, não vejo incoerencia em participar do mesmo para tornar-lo no padrão que se almeja, um anarquista sim ao meu ver pela logica jamais poderia participar….
Mohamed Attcka Todomundo, Lopes, Felipe Lange, Pobre Paulista.
Agradeço a vocês todos pelos comentários e pela rica discussão. Coisas assim são raras no mundo e no dia-a-dia, mas incrivelmente comuns aqui neste site.
Espero que vocês possam, algum dia, ver este meu agradecimento. Ficaria muito feliz.
Margaret Thatcher não seria um bom contra-exemplo ao ponto do texto?
Olá a todos. Estou precisando de uma ajudinha aqui, alguém se habilita?
Estou no último semestre de pedagogia, e em algum momento deste curso um professor me orientou a "escolher" uma linha de pensamento, isto para que as minhas reflexões não ficassem tão dispersas e fragmentadas.
Leigo como sou, fiz o que pude. Consultei diversos autores, li inúmeros artigos, mas no final das contas acabei ficando mais confuso do que quando iniciei. No entanto a minha empreitada não foi de toda ruim, pois aprendi bastante.
Neste aprendizado percebi que o mundo é mais doutrinário e dogmático do que eu pensava ser. E por esta razão não consegui tomar partido (no sentido amplo da palavra) ideológico nenhum.
Mas para minha sorte, e que sorte!, deparei-me com o ideal libertário. Este que valoriza a singularidade em prol do coletivismo (e não o inverso), se não entendi errado.
Pois bem, indo direto ao ponto, eu gostaria de sugestões de quais seriam as primeiras leituras que eu devo fazer para entender o contexto libertário, tendo em vista que não tenho conhecimento nenhum sobre o assunto.
Aproveitando o ensejo, peço desculpas por estar postando no lugar errado, mas é que o site não tem um departamento que facilita o acesso a pesquisadores, curiosos, simpatizantes, pessoas que não saem do armário, iniciantes e afins dos ideais libertários.
Ah! quanto ao texto acima, por motivos óbvios, não tenho o que falar. Um forte abraço a todos e obrigado pelo espaço.
A História demonstra que SEMPRE que um grupo se omite, muitas vezes com essa mesmíssima justificativa de “não sujar as mãos”, o grupo concorrente deita e rola, ficando com o poder todo para si e expandindo sua influência pela sociedade.
Um exemplo recente? A Venezuela, na eleição em que os oposicionistas se recusaram a participar.
Mas aqui vemos de novo a mesma idéia. Deixar o poder político todo para o adversário. E fazer o que? Convencer a população a um levante espontâneo contra o estado? Realmente alguém acredita que isso vai acontecer? Todas as opções que não envolvam a participação no estado são irreais. Se os libertários não descerem do pedestal de idéias e tentarem pensar em meios realistas de ao menos parar o cerceamento a liberdade, o futuro será ainda mais tenebroso do que o presente.
Ademais, o autor trata libertários como se fossem todos ancaps, o que é falso. Vejo muitos ancaps radicais tratando o liberalismo como se fosse sinônimo de ausência de estado, ignorando completamente os liberais clássicos e minarquistas. Não vejo problema de alguém que defende a existência de estado fazer parte do aparato desse estado.
Acho que incentivar libertários a participar da politica é um dos melhores meios pra como o autor do artigo diz “uma alteração na percepção das pessoas quanto à eficiência e à legitimidade do estado.”
Quer dizer, uma pessoa normal que nunca viu nada sobre o liberalismo, vai confiar muito mais em um politico confiável e eficiente que fala sobre o liberalismo, do que em um cara de um site obscuro na internet, que não pode mostrar na pratica (só pode dar exemplos de outros países, e as pessoas mais humildes tratam outros países como coisas alienígenas) como fazer isso dar certo.
Claro que não podemos nos deitar na facilidade de só apertar um botão por eleição, e não ter ideias pra espalhar mais a liberdade, como muitos libertários que só sabem discutir eleição
Acho que uma boa estrategia para os libertários é de criarem candidatos com propostas específicas (Zé do Taxi, João do Onibus, etc.), afinal as pessoas se identificam muito mais com candidatos que tem alguma relação com a vida deles, e acreditam muito mais no sucesso de alguem que não quer mudar todo o estado brasileiro de uma hora pra outra, ou que fala de coisas que pouca gente conhece
Ainda bem que o Macri não leu esta porcaria de artigo, e está fazendo um bem para a Argentina, diminuindo o poder do Estado e devolvendo aos argentinos a sua liberdade individual.