Você
é a favor de que pais mantenham seus filhos em cárcere privado, sem água,
comida e brinquedo, por dias a fio? Não?
Então você tem que defender a proibição
do castigo no quarto quando ele for malcriado. Colocar no quarto ou no cantinho é uma
violência similar à do sequestro.
Achou
meio exagerado? É exatamente esse o
raciocínio que justificou a Lei da Palmada, ou Lei do Menino Bernardo. Dar uma palmada é torturar; é violentar.
No
mundo real, por outro lado, palmada não é tortura e não traz danos às crianças.
Como documentado, por exemplo, por Judith Rich Harris em The
Nurture Assumption, as evidências a esse respeito em geral não
controlam variáveis básicas (ex: influência genética, cultura do meio infantil
do qual a criança participa, etc.) e descartam interpretações alternativas:
crianças são mais violentas porque apanham mais ou apanham mais porque são mais
violentas?
Quando
têm algum rigor, os resultados são fracos, e sempre do tipo: crianças que levam
palmada podem ser um pouco mais briguentas.
Mas
veja: mesmo que haja algumas consequências negativas, nem por isso se segue que
a palmada jamais deva ser usada. A necessidade de controlar a criança no
presente pode justificar um pequeno desvio de comportamento futuro. (Ou por
acaso é um dever moral deixar que os pimpolhos dominem o lar?) Esse tipo de trade-off é normal na criação dos
filhos.
Peguemos
exemplos de outras áreas. Ao levar o filho para a praia ou para uma piscina, os
pais estão conscientemente aumentando o risco de morte da criança. Mesmo assim,
julgam que a diversão daquele momento justifica o risco. Ao levar o filho para a casa da avó pra passar
a noite, os pais voluntariamente aumentam as chances de o filho morrer ou de ter
sequelas pela vida toda (ao colocá-lo num carro) para que possam desfrutar uma
noite a dois. É tão horrível assim? Não. É
natural.
Pequenos
riscos e danos fazem parte da vida, e podem ser justificados por ganhos
significativos em outras áreas. Da mesma
forma, manter a paz no presente pode justificar um microaumento da
probabilidade de que o filho arrume briga no parquinho.
A
palmada é apenas uma alternativa para coibir maus comportamentos. Não é das melhores. Depender menos dela é bom. Aliás, quanto mais palmada se dá, menos eficaz
ela se torna. Sua vantagem é ser uma
punição imediata com baixo custo e alto poder de coibir malcriação. O castigo, a conversa séria, o “tirar
brinquedos” também funcionam em diferentes contextos, mas todos exigem mais
tempo e esforço dos pais, que às vezes estão exaustos demais. Às vezes, nada
como uma boa palmada, ainda que não seja a ferramenta ideal.
Palmada
é como ter um pneu remoldado de estepe. Pior e menos seguro, mas, quando
necessário, quebra um galho; melhor com ele do que sem.
O
ideal da criação sem palmada pode até ser admirado, mas na maioria dos casos
não é realista e por isso não deveria em hipótese alguma ser obrigatório. A proibição só serve para abolir uma
ferramenta dos pais, tornando a criação dos filhos algo mais cansativo, sem dar
nada em troca. Com essas e outras neuroses
perfeccionistas que assolam a relação entre pais e filhos, dá pra entender por
que ninguém mais quer tê-los.
A
proibição depende de imaginar um mundo fantasioso da infância perfeita; trata-se
de algo similar à mentalidade que proibiu a propaganda
infantil (que, como todo mundo sabe de primeira mão, é coisa inofensiva).
Nesse sentido, a escolha da Xuxa como garota-propaganda foi perfeita: uma
eterna adolescente que vive num mundo de fantasias infantis e conta com
serviçais para toda e qualquer tarefa; e cuja filha, aos 15 anos, ainda
tem babá.
O
conteúdo da lei é só o começo dos problemas. É preciso implementar a proibição. E como é que a Justiça vai descobrir se a
palmada ainda vigora nos lares? A
princípio, é mais uma lei que não pegará.
Ou
será que o estado vai levá-la a sério? Nesse
caso, e na ausência de Fiscais da Família visitando-nos toda semana pra
interrogar as crianças (ainda é cedo pra isso — quem sabe em 2050), a única
saída é estimular a cultura da delação. Seus vizinhos, seus parentes, seus conhecidos;
não arrume confusão com eles, ou já sabe…
Ensinamos
as crianças a recorrerem à autoridade ao primeiro sinal de conflito, como se
fosse um reflexo. Agora instaremos os
adultos a fazê-lo também. Não é a
primeira vez. Pode ter certeza de que
interessa ao estado quebrar laços de confiança entre as pessoas. Quanto mais as pessoas confiam umas nas
outras, menos o poder estatal é necessário. Já tivemos os Fiscais do Sarney,
agora podemos ressuscitá-los, não para multar comerciantes, mas para arruinar
famílias. Belo e moral!
Entre
a lei que não pega e a vigilância totalitária, minha mulher apontou uma
terceira alternativa, e essa é minha aposta. Para o grosso das pessoas, a lei não vai
pegar. A vida seguirá como sempre. O custo social da implementação é alto demais.
Mas, de vez em quando, quando um
conflito ou desavença surgir, a possibilidade de delatar a palmada
às autoridades será mais uma opção do cardápio; mais uma tática possível no
arsenal de militantes bem-intencionados ou vizinhos invejosos. Virá à tona especialmente em disputas
virulentas pela guarda dos filhos.
A
Lei do Menino Bernardo entrará, assim, no rol das leis hipócritas: aquelas que
ninguém espera que sejam seguidas, mas que continuam valendo quando convém.
Como a Lei Seca. Desastrosa se aplicada
de verdade, ela é aplicada arbitrariamente, de vez em quando. Sobrevive como um pequeno
exercício de poder para ferrar a vida de algum azarado.
Agora
não há mais escolha: ou se opera no (suposto) ideal, ou se está quebrando a lei
e pode-se perder a guarda dos filhos e até mesmo ir para a cadeia por um
período de 1 a 4 anos.
Mas
me digam, o que será pior para uma criança: levar uma palmada no bumbum ou ser
tirada à força de seus pais, dada aos cuidados da Assistência Social, ir e vir
a tribunais familiares, e ser repassada a uma nova família?
Sendo
assim, todo mundo que levou palmada na infância tem agora apenas duas opções:
apontar o dedo na cara da mãe e dizer que ela é uma criminosa e que deveria ter
sido presa, ou protestar em alto e bom som contra essa lei imbecil.
Importa lembrar que o cinto tem duas pontas. Uma (a macia) a gente reserva para a criança levada e a outra (a da fivela) para os assistentes sociais que quiserem fiscalizar a forma como os pais educam seus filhos.
Ótimo texto. Foi muito bom esse tema chegar neste site. Cada vez mais o Estado quer fazer parte das nossas vidas. Agora chega ao absurdo de indicar a melhor maneira de educar os filhos dentro do lar. Levei algumas palmadas da minha mãe. Hoje posso afirmar que foram merecidas e ajudaram na minha formação para vida adulta. O autor do texto está corretíssimo: ”A palmada é apenas uma alternativa para coibir maus comportamentos. Não é das melhores. Depender menos dela é bom.”
Ou simplificando mais ainda pra quem não entendeu o texto: “Dar palmadas ou disciplinar seu filho(a) é um assunto privado, quando o governo se intromete em tal assunto, só estará burocratizando mais ainda a sociedade. Cada vez mais a família é moldada pelas metas de engenharia social. Isso até me leva a concluir que o jeito que os políticos e intelectuais socialistas encontraram de criarem sua sociedade dos sonhos foi modificando totalmente as funções de pais e filhos em uma organização famíliar. Mas vamos ver aonde isso vai dar, eles já transformaram todo o sistema educacional e academico em panfletagem marxista-leninista, o próximo passo provavelmente será introduzir(se é que já não fizeram isso) a lógica frankfurtiana do relativismo moral as famílias.”
Eu sou contra a palmada, mas acho que muita gente vai perder o foco aqui.O importante não é se palmada faz bem ou faz mal, o importante é se o governo tem o direito de interferir tanto na vida das pessoas a ponto de impôr uma lei dessas
“Quando você perceber que, para criar seus filhos, você deve obter a permissão do Estado, então você poderá dizer, sem medo de errar, que sua nação está condenada.”
“Entregue” seu filho para que o Estado doutrine e volte só a noite para casa apenas para repousar, quanto aos pais só cabe a obrigação de dar uma cama e abrigo para que no próximo dia volte para as garras do Leviatã, e mais nada heim!
Convenhamos, libertários, os brasileiros não têm maturidade para educar seus filhos! Somente o Estado, por meio de seus membros bem treinados, estudados, cultos e aprovados em rigorosas etapas sabem o que é melhor para as suas crianças. Quando as famílias entregarem seus filhos ao Estado teremos uma evolução nacional sem precedentes. Uma evolução que só foi alcançada por países ultra desenvolvidos como Cuba, Coréia do Norte e antiga URSS. Se você for a Cuba, por exemplo, poderá ter o imenso prazer de pegar um taxi dirigido por um médico, isso não é incrível? Vejam o alto nível de educação!
Meio relacionado ao assunto da ‘palmada’:
Hoje ao almoçar, folheando o jornaleco Zero Hora, aqui em Porto Alegre, me deparo com uma notícia:
O congresso aprovou, sob uma saraivada de palmas, uma nova lei que permite ao Estado se apropriar da propriedade privada se nessa propriedade for comprovado trabalho escravo. O congresso ainda vai ter de definir o que é ‘trabalho escravo’…
Definitivamente o Brasil está ficando um local perigoso de se morar. E o maior perigo não vem de bandidos e traficantes, mas de Brasília.
Essa lei é um bom complemento à Lei Maria da Penha.
* * *
Sou do tempo que dar uma palmada ensinava muita coisa. Nao morri e nem tao pouco cresci revoltada com os meus pais, muito pelo contrario havia respeito amor e carnho.Na minha casa quem manda sou eu, se tiver de dar uma palmada eu vou dar se algum vizinho me denunciar otimo falarei para o meu filho bate nele por que em mim ele nao vai bate.Ninguem do juizado de menores e nem tao pouco do Conselho tutelar bateu na minha porta para saber se os meus filhos estavam se alimentando, estudando, vestidos e calcados. Quem banca os meus filhos sou eu e nao a Xuxa.E melhor levar uma palmada hoje do que amanha eu ter que ir no Bangu 1 levar maca para ele… Eu nao posso dar palmada mais o homem da lei pode bater com cacete dar tiro e jogar na vala… A crianca pode bater no adulto e o adulto nao pode bater na crianca..Se voce chama a atencao de uma crianca na rua ela manda voce toma no…nao quero saber respondo processo mais se tiver de dar uma palmada eu dou quem pariu foi eu…Nao botei filho no mundo para apanhar da policia…
O site precisa de um artigo sobre uma excrescência ainda maior do que essa que foi recentemente sancionada pelo congresso. Trata-se da PEC do trabalho “escravo” que ameaça desapropriar sem indenização os donos de propriedades onde forem encontrados indícios de trabalho escravo.
Hoje em dia, o trabalho escravo é definido de forma tão ampla e subjetiva que qualquer empregador, por mais que ele siga nossa jurássica CLT, está correndo risco de desapropriação. Já não basta ter que pagar indenizações abusivas, ainda está correndo o risco de perder absolutamente tudo.
A única coisa que não é definida como trabalho escravo pela máfia estatal é trabalhar 5 meses ao ano para o governo.
É importante diferenciar e desmistificar a palmada dos pais que amam e querem o melhor para o filho, daquele ataque de violência desmedida contra a criança. Muitos pais simplesmente não tem capacidade para educar. O único recurso deles é a surra. Por falta de cultura, a palavra de sabedoria, o conselho, a conversa, e outras situações que poderiam evitar a palmada são ignoradas. Pais relapsos que convergem neuras batendo nos filhos são diferentes dos demais que utiliza a palmada como ultimo recurso. E mesmo utilizando-a sentem profunda dor interior. A criança tem muito mais recursos psicológicos para enfrentar situações frustrantes do que o adulto. Quem no passado levou palmada e hoje é um cidadão integro? Talvez muitos nem lembrem que um dia apanhou da mãe ou do pai. O Estado não tem moral para colocar todos os pais com historias de vida diferentes do mesmo lado esquerdo que estão os imbecis.
Pelos seus frutos os conhecereis: noticias.terra.com.br/mundo/europa/,477a68fadb402410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html
Na verdade, o Estado está a serviço do cidadão, como de costume. Essa lei é um pouco difícil de aplicar, mas com o tempo será aplicada tranquilamente. Desse modo, o Estado, sabiamente, desencorajará o nascimento de mais pessoas, o que fará, automaticamente, crescer a riqueza mundial, num mundo menos habitado, mas mais rico. Ou seja, não haverá tanta confusão e fome como ocorre hoje. É preciso entender a lei como forma de controle social.
essa lei não tem apoio popular,dificilmente alguém vai denunciar alguém por dar um tapa no seu filho,essa lei vai ser mais uma que vai pegar,essa lei vai servir apenas para gerar mais um jeitinho brasileiro no meio jurídico
Esta lei é uma invasão, fere o direito dos pais de educar os filhos de acordo com sua cultura, religião e da melhor maneira que conseguir. Uma palmada, pelo motivo certo, normalmente faz mais bem do que mal à criança. O texto do link abaixo fala sobre isso:
http://www.pensopinando.com/2014/06/lei-da-palmada.html
O Pondé, apesar de ter defendido a absurda ação estatal na educação, analisou bem essa mais nova tirania estatal:
Para muitos pais (muitos mesmo) a palmada não é o último recurso, ela é o primeiro porque é o único recurso. Estou falando dos milhões de país semi-analfabetos e os de baixa cultura que, mesmo se quisessem substituir a palmada pelo diálogo não saberiam como fazê-lo porque não tem o conhecimento necessário para isso.
Nossos congressistas produzem uma lei que até seria viável se todas as famílias fossem de classe média com pais capases de ler, entender e aplicar nocoes de psicologia infantil. A família media do Brasil real é bem diferente desse perfil. São milhões de mães solteiras, casamentos em crise, filhos criados em ambientes carentes ou miseráveis, país de baixa cultura ou sem nenhum interesse em psicologia infantil. Nessa família do Brasil real, se tirarmos o recurso da palmada não haverá substituição por nenhum outro recurso. É melhor usar o recurso disciplinador da palmada, mesmo que questionável do que recurso nenhum.
Há dois pontos fundamentais que gostaria de explorar. Primeiro: a lei não apenas condena a palmada como qualquer forma de “humilhação” da criança. Ou seja, colocar seu filho de castigo está fora de questão, já que humilhação é um termo pra lá de vago. Em uma sociedade que cria crianças cada vez menos disciplinadas essa lei é a pá de cal na possibilidade de reversão do processo. Muita gente vai ficar com MEDO de punir seus filhos por comportamentos inapropriados. A criação dos filhos vai piorar ainda mais. Teremos gerações cada vez mais mimadas e agressivas, sem controle algum.
Segundo: embora eu também seja contrário a palmada, estou convencido que retirar o potencial de punição é extremamente maléfico. Uma coisa é você querer EVITAR a palmada; outra bem diferente é ser OBRIGADO a abrir mão dela. Seu filho saberá que você está de mãos atadas, que não importa o quão perigoso ou violento será o comportamento dele: você JAMAIS poderá passar de punições levíssimas e da conversa.
É fato incontroverso que a sanção é parte necessária para o funcionamento de regras fundamentais de conduta. O código penal está aí para isso. As indenizações também. Talvez algumas pessoas simplesmente façam a coisa certa porque acreditam nelas, mas certamente não todas. É completamente impossível conceber uma sociedade em que o medo da punição não tenha alguma importância.
Ou seja, retirar a possibilidade de castigo físico tem um efeito psicológico muito pior do que não utilizá-lo na prática. Equivale a colocar a criança como o rei da casa, que pode fazer o que quiser, tendo autoridade sobre seus pais. Uma inversão completa e absoluta.
Não reconheço essa lei ilegítima e se um dia tiver filhos não a obedecerei. Não abro mão do potencial de punir fisicamente caso seja necessário. Não vou me submeter a curso ou consultas com algum ideólogo boçal. Se algum dia um filho meu reclamar por seus “direitos”, levo ele em algum orfanato público e mostro o que vai acontecer caso me denuncie. Pensando bem, a perspectiva de ser criado pelo governo pode ser uma ameaça muito pior do que uma palmada.
No momento estou tão indignada, contrariada com essas leis babacas que esses políticos desgraçados estão fazendo para nos enganar, gastando nosso dinheiro, fingindo fazer alguma coisa. É kit gay, e cota p isso, cota para aquilo. Agora querem dizer aos pais como educarem seus filhos, como se pudesses dar algum tipo de exemplo, essa escória!!! Agora melhorar a educação desse pais quase não se fala… Claro!!! É preciso pegar o dinheiro e gastar com estrutura, contratar professores… Não!!! Eles
preferem uma sociedade burra, hipócrita, e o dinheiro só tem um caminho… O bolso deles!!!!! Estou enojada e casa vez mais simpatizante de Bolsonario!!! Se meu filho precisar de umas boas palmadas darei quantas vezes for necessário!
Lógica dos militantes sociais: Não dê palmadas no seu filho( limitando sua liberdade), legaliza o aborto ( para a sua liberdade de escolha). Afinal, quando o estado vai parar de fingir que se importa conosco e assumir que tem agenda e interesses próprios? Quero acreditar que, no futuro, o estado seja obsoleto.
Concordo com o que se refere à hipocrisia presente na lei. Leis como essa servem apenas para coibir e não para educar. Ou seja, entram em um eterno paradoxo, onde você evitará ao máximo bater em seus filhos pelo puro medo de ser punido por isso e não porque enxerga na palmada um método fraco e preguiçoso de educar. Não imagino que o autor desse texto seja um Pedagogo. Nenhum, eu repito, nenhum método educativo é a favor da agressão. Castigos, punições, estes sim são frequentemente visto em muitos deles, inclusive em métodos “clássicos”, como o Behaviorismo, mas é fato que a agressão não tem qualquer função educativa. Falo do que sei: tenho uma filha. E não é uma filha calminha, quietinha e totalmente compreensiva, como em um mundo de sonhos e fantasia onde tudo é lindo e perfeito. É uma filha bagunceira, enérgica e extremamente geniosa, mas eu nunca bato nela e evito ao máximo aumentar o tom da minha fala com ela. Isso é difícil? É. E como é. Mas é para isso mesmo que existe a educação: mediar os saberes. Nós não podemos nos ilhar do resto do mundo, pensando que somos os detentores de todo e qualquer conhecimento. Eu converso a todo tempo com o meu marido, converso com minha mãe, amigos e profissionais da área de psicologia e educação. Eu busco entender o por quê e para quê a educação que estou dando a minha filha será importante daqui a alguns anos. Eu apanhei quando pequena, uma ou outra vez, até surra séria com cinto e chinela de couro eu já levei, mas hoje vejo o quanto isso foi inútil. Era uma punição momentânea, algo que me deixava “com o couro quente” e com um arrependimento ardente sobre a pele, mas que em questão de pouco tempo se tornava banal, sem qualquer sentido pra mim, senão o de que se eu fizesse tal coisa voltaria a apanhar. A lei da ação e reação é um fato, e é por isso mesmo que eu não posso privar a minha filha de viver, simplesmente porque tenho medo de que um dia ela seja agredida, física ou verbalmente, por um coleguinha na escola. Muito me surpreende um blog liberalista dizer que o mundo é um lugar infeliz e perigoso com o qual temos que tomar todo o cuidado para não nos “perdermos”. Como disse no início, concordo com a mediocridade presente nessa lei, especialmente pela garota propaganda ser uma das pessoas mais inúteis desse país, mas a educação é algo difícil. Difícil de vivenciar, difícil de compreender, mas nada impossível. Desafios são recorrentes e só reforçam a necessidade de nos dedicar para conseguirmos bons resultados. Pensem nisso. 🙂
A Xuxa, como Supernanny do Congresso, é o fim da picada.
Intervenção do estado na facilitação da destruição das famílias, a gente vê por aqui. O ideal comunista é atomizar o indivíduo mesmo, para controlá-lo mais facilmente… Só aqui na banânia que atriz de pornochanchada com infante vira defensora de direitos das crianças no congresso. Absurdo para dizer o mínimo.
Como é que fica o principio basico libertário da não agressão ? Não se aplica às relações adulto / criança ? Então se não é universal tem de ser abandonado como principio básico !
Bom, eu em particular reprovo castigos físicos para crianças, pois fui criada por meus pais com o ideal de que uma criança é nada menos que um pequeno adulto, alguém perfeitamente racional com quem se deve lidar através do diálogo lógico, que expõe que há consequências para todos os nossos atos. Meus pais acreditavam tanto nessa questão de escolha infantil que, apesar de serem muito religiosos, nunca me levaram para a igreja até que lhes pedi, interessada pelo seu exemplo, para conhecê-la, e mais tarde me converti também. E, por acreditar que a liberdade deve ser um valor prezado acima de tudo, pretendo agir de uma forma próxima a deles. No entanto, acho que cada um deve ter o direito de decidir como quer educar seus filhos – inclusive sou muito a favor da educação doméstica – e o Estado não tem nada que se meter em nossos lares. Aliás, li dois textos daqui do site e acho que sempre tive opiniões libertárias, eu e boa parte da minha família, embora não soubéssemos: Somos a favor tanto da liberdade econômica quanto da liberdade civil para todos. No entanto, tenho dúvidas sobre como funcionaria o mundo sem um Estado; há exemplos de civilizações tecnologicamente avançadas onde isso já ocorreu? E há uma teoria clara que explique como uma sociedade tão estatizada quanto a nossa poderia fazer essa transição sem colapsar?
Agressão não se justifica em nenhum sentido… eu fui criado sem levar nenhum tapa do meu pai. minha esposa idem.
não sou a favor do governo interferir nas famílias, mas sou completamente contra a agressão em crianças. e os libertários que são a favor de dar palmadas em seus filhos parecem esquecer do PNA nessa hora… rsrs
oglobo.globo.com/sociedade/dilma-sanciona-lei-da-palmada-com-um-unico-veto-1-13044867
a lei foi aprovada
Palmada é uma coisa cárcere privado, espancamento é outra.
E o que o estado faz para a nossa proteçao contra adolecentes rebeldes,criancas batendo em pais, crianças batendo em professores? Ser professor é a pior profissao hoje. Antes eram chamados de mestre. Hoje é chamado de profi.
Cada vez mais o estado é contra a família. Quem sabe é isso que eles querem, casal sem filhos. Eu hoje não teria mais filhos.
Sem apoio nao dá. É uma nação sendo ensinada a dedurar os outros. Os adolencentes vão mandar na nação que os adultos só vâo poder o olhar. Crianças sem respeito por ninguem. É só passear na rua que a gente ver as crianças sem saber aceitar um não
Quem apanha são os pais.
Em que medida um tapa é dado?
A forma como ele é dado, o contexto, tudo isso deverá ser considerado.
O que a lei deve penalizar é a situação em que o responsável pela criança, seja mãe ou o pai ultrapasse os limites do razoável.
NÃO acho isso uma maneira de TENTAR controlar como e quando você deve corrigir o seu filho, sei que para muitos que no caso sabem como educar seus filhos, isso não irá fazer muita diferença, mas para outras que dou como sinônimo “mente fechada”? SEM COMENTÁRIOS!!!!
Ok, vocês dizem que não se traumatizaram com tapas e palmadas, que isso só ajudou.
Mas e se EU disser que me traumatizei só com as ameaças? E se eu disser que não podia nem mesmo chorar quando estava triste? E se disser que rezava e chorava pela volta de minha mãe do trabalho e pela interferência dela nas posturas arcaicas dos meus avós, que preferiam sempre me oprimir ao invés de me escutar?
E se eu quase nunca fui agredida, mas o pouco que fui já era o suficiente para me esconder debaixo da cama enquanto carregavam cintos para perto de mim?
Me tornei perfeccionista. Se era “preguiçosa” como diziam, se era “chorona” e “dramática”, tentava compensar sendo “inteligente”. Mas até essa “inteligência” levou todos a me desprezarem, porque automaticamente me tornava “convencida”.
Confesso ter me tornado rebelde, mas simplesmente porque tinha aprendido que se alguém prefere falar você deve obrigar essa pessoa a te escutar. E quando a culpa vinha, me sentia como um monstro, mas também como uma simples espectadora assistindo a tediosa vida desse monstro que pensava o mesmo que eu, mas o qual não podia controlar. Eu era tão errada quanto eles, mas não aceitava tanto meus erros como eles.
Ainda assim, isso não é nada comparado com o que outras pessoas passaram. Muitos hoje só falam com o pai ou a mãe com a ajuda de psicólogos. Já ouviram sobre terapia familiar?
É engraçado como só a criança pode receber um tapa. Adultos não percebem quão grande é a força deles comparados à fragilidade da criança. Aquele que bate no homem ou na mulher deve ser punido (até porque é covarde aquele que bate na segunda, não?). A mulher que bate no cachorro deve receber o mesmo em troca, ou até mesmo morrer. Mas na criança é uma simples medida educativa.
Quando era pequena, todos meus colegas recebiam palmadas. E isso melhorou o comportamento deles? não, continuam sendo crianças mimadas até hoje. Piorou? Também não. Se acostumaram. São tão indiferentes à isso que farão o mesmo com seus filhos, assim como vocês.
Eu cresci mais e conheci pessoas que sofreram a violência por parte da família e até hoje choram sempre quando falam sobre o assunto.
Mas isso não importa, porque parece que quase ninguém nesse mundo consegue entender um indivíduo como um indivíduo, tudo é baseado em vocês.
“Eu sofri” “Mas eu não”
Claro que a maioria apanhou quando criança e não morreu, mas e as crianças que passam de simplesmente palmadas, e os pais hoje que sofrem ainda psicologicamente por terem sofrido quando crianças. Podem sim ser a minoria más eles não contam? Se não percebem além da Lei da Palmada ela é chamada de Lei do Menino Bernardo. A questão não é a palmada más onde ela pode levar, hoje em dias as pessoas não tem a capacidade psicológica de criarem seus filhos como antigamente, eles mal nascem e já são jogadas em latas de lixo, são vendidas, são levadas para troca de favores e, espancadas talvez até a morte. Se acompanham casos sabem que o mundo está virado e essa é uma lei que visa ajudar as pessoas mais importantes, as nossas crianças que vocês podem não conhecer mas tem muitas que passam por situações inacreditáveis. Vocês não estão preocupados com as crianças, estão preocupados com o “Estado que invade a vida das pessoas”. Por favor.
Vi esses dias um blog interessante falando sobre essa interferência estatal. Mas mais interessante, é a imagem falando das diferenças entre o trabalho. Trabalho infantil.
[link=vozesdoverbo.blogspot.com.br/2010/08/lei-das-palmadas.html#.VBnUs5RdWSo[link=]
Só no Brasil frouxo de Bundas Moles, não tem palmada para crianças!
Acho que muitos libertários aqui não entendem o que é PNA, nem toda a violência fisica eh uma violação ao PNA.
A partir do momento em que um lutador de UFC assina um contrato para receber 10000 reais para lutar 1 hora num ringue ele automaticamente abre mão do seu “direito de não ser agredido”.”Aa, mas o único motivo dele poder se defender é porque o outro lutador violou o PNA também.”
Ok, ok. Supondo que o mesmo lutador ganhasse esses mesmos 10000 reais para só apanhar, ele voluntariamente se deixa apanhar de um grupo de pessoas.Como de fato ele é livre para escolher, não é uma “violação” ao PNA, ele se absteve desse direito.
Agora suponhamos que ao invés de ganhar 10000 por mês em dinheiro, ele ganhasse em comida, casa, estudo e demais necessidades. A maneira como recebe recursos muda alguma coisa?Obviamente que não.
Entre a criança e o adulto firmasse um contrato não verbal. Enquanto o pai oferece casa, comida e recursos, o filho oferece obediência e cooperação.Enquanto as “obrigações” dos pais são alocar recursos e criar a criança segundo seus próprios valores morais a criança tem como obrigação obedecer.Enquanto os direitos da criança são os recursos acima citados, os do pai incluem o poder de decisão e o poder de usar todos os meios necessários para cria-la. Perceba que esse acordo é voluntario, a criança aceita essas condições ao viver em familia, quem automaticamente se absteve da proteção do PNA foi a propria criança.
A criança está voluntariamente nessa situação, caso ela não goste das punições e queira acabar com essa troca mútua, pode simplesmente fugir de casa, mas é fato de que 99% das crianças nem sequer pensa nessa possibilidade, então
Sou totalmente contrário a qualquer punição física contra crianças. Eu vejo assunto da seguinte forma: se é crime você bater em adultos, é crime você bater em criança.
Quando você descriminaliza a violência para certas classes, você está sendo comunista; pois você aí você concede ao adulto um direito de classe, o direito de ser violento.
O assunto é delicado no sentido de que, se descriminaliza-se a palmada, você pode descriminalizar agressões físicas mais sérias a crianças. A criança deve ser protegida dos pais pelo próprio código penal, que criminaliza a lesão corporal, leve media e alta. O código penal tem que valer para o tratamento dos pais para com os filhos.
São direitos individuais, TODOS devem ser protegido contra agressões físicas. Quem abre uma exceção para os pais estará sendo socialista, concedendo um direito de classe.
Para se criar filho,é necessário, praticamente, um conhecimento PROFISSIONAL, é necessário preparo. A falta de preparo resulta em pais que não orientam os filhos corretamente, e leva os filhos a comportamentos prejudiciais. Ainda essa falta de preparo leva esses pais despreparados a corrigir sua própria deficiência em orienta, aplicando agressões físicas ou sanções aos filhos, dos quais esse pais negligenciaram-lhes a devida orientação. Castigos físicos são apelos de pais despreparados.
Criar filhos não é, definitivamente, para qualquer um, porém qualquer um, facilmente, tem filhos; e quem paga são as crianças. Me parece muito injusto.
Acho importante, pelo menos, garantir que a integridade física de uma criança seja protegida pelo código penal. Não acho correto, nem mesmo no Estado Mínimo, deixar a disciplina infantil ao bel prazer de pais despreparados. Para mim esse é o tipo de liberdade CONTRÁRIA ao princípio da direita. Pois a liberdade de uns não devem restringir a liberdade de outros, nesse caso, a liberdade dos pais não deve restringir a liberdade dos filhos.
visto que agressão contra os filhos é uma questão cultural como formar de “educar” entre aspas, os filhos, eu tenho uma pergunta para vocês que defendem com unhas e dentes que essa é uma lei desnecessária, vocês realmente respeitam os pais de vocês ou sentem medo deles ? sabe, minha mãe era extremamente abusiva, ela me espancava sem motivo algum, chegando ate a bater minha cabeça na parede ou ate jogar facas em min, e isso realmente refletiu na minha idade adulta, em vários aspectos, comportamento, tentativas de suicídio, e principalmente trauma, essa lei teria feito total diferença para min, assim como eu sei que faria para muitas outras pessoas, os pais deveriam ser um símbolo de amor, um pilar na sua vida, uma inspiração, não alguém agressivo que desconte a raiva em uma inocente criança/adolescente, é essa mensagem que vocês querem passar para os seus filhos ?.
Pessoal.
Sob o ponto de vista libertário, o que vocês acham sobre a lei 1360/21 , conhecida como “Lei Henri Borel” que prevê maior punição contra violência doméstica e familiar contra a criança ou adolescente ? Não pode criar uma nova polêmica como a lei do feminicídio 13.104/2015 ?
http://www.camara.leg.br/noticias/774074-projeto-cria-lei-henry-para-coibir-violencia-contra-criancas-e-adolescentes/
jovempan.com.br/programas/jornal-da-manha/deputada-afirma-que-lei-henry-borel-busca-nao-so-punir-mas-prevenir-violencia-contra-criancas.html
noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2022/05/04/pai-de-henry-borel-agradece-camara-por-lei-contra-violencia-infantil.htm