Em
uma economia baseada na livre concorrência genuína, na qual não há
favorecimentos governamentais, não há subsídios, não há tarifas de importação e
não há regulamentações que visam a proteger determinadas empresas contra a
potencial concorrência de novos entrantes, um empreendedor só conseguirá
enriquecer e acumular uma grande fortuna se ele conseguir satisfazer de maneira
contínua os desejos e necessidades de seus consumidores.
Para
acumular sua fortuna, este empreendedor terá de conseguir obter uma alta taxa
de retorno sobre seus investimentos e sobre seu capital. E, para conseguir isso — e também para se
manter neste mercado à frente de sua concorrência –, ele terá de reinvestir
continuamente a maior parte de seu lucro.
Neste
mercado competitivo, há duas maneiras deste empreendedor conseguir um grande
lucro: criando produtos e serviços cada vez melhores, ou então produzindo os
mesmos produtos e serviços a custos cada vez menores. Com o tempo, no entanto, a concorrência inevitavelmente
irá imitá-lo e abocanhar sua fatia de mercado, o que fará com que os lucros
deste empreendedor sejam reduzidos.
Para
que ele volte a aumentar seus lucros, ele terá de iniciar um novo ciclo de
inovação.
Por
exemplo, para manter seus lucros, a Apple teve de, repetidas vezes, aprimorar
seus produtos e inventar vários outros.
Caso a Apple tivesse se acomodado, seus produtos — que inicialmente
eram muito lucrativos — teriam se tornado obsoletos pela concorrência, e hoje
estariam sendo vendidos com grande prejuízo.
Neste
cenário concorrencial, os altos lucros obtidos por empreendedores têm
necessariamente de ser reinvestidos nos meios de produção utilizados para
produzir estes próprios produtos nos quais são feitas as inovações — por
exemplo, os lucros da Apple são reinvestidos para aprimorar e expandir a
produção de produtos da Apple.
Desta
maneira, as fortunas empreendedoriais sob o capitalismo representam produtos
cada vez melhores e mais baratos produzidos com o capital constituído por estas
fortunas. As fortunas se originam nos
lucros e são utilizadas como capital. Em
ambos os casos, elas servem ao público consumidor. Elas também servem para pagar salários.
A
existência de fortunas sob o capitalismo beneficia a todos nós, seja na
condição de compradores de produtos, seja na condição de vendedores de
mão-de-obra.
Isto
é um arranjo moral por natureza.
Sendo
assim, o desejo de se impor uma igualdade de renda — ou, colocando mais
suavemente, o desejo de se reduzir a disparidade de renda originada desta
maneira — requer necessariamente o confisco dos lucros. Tal medida não apenas iria abortar a criação
de fortunas, como também iria suprimir todo o progresso econômico. Defensores da igualdade de renda não entendem
absolutamente nada de lucros, inovação, investimentos e capital. Eles genuinamente acreditam que riqueza é simplesmente
um amontoado de bens de consumo. Os
capitalistas, a quem eles desprezam, supostamente detêm uma grande fatia deste
amontoado de bens de consumo. Logo, uma parte
deste amontoado tem de ser confiscada e redistribuída para as massas famintas.
Como
consequência direta deste raciocínio, a imposição da igualdade de renda nada
mais é do que uma política de confisco.
O capital de uma parte da população deve ser confiscado, redistribuído e
consumido — trata-se de um caso em que comer a semente dos cereais irá matar a
todos de fome.
Proponentes
desta igualdade são deliberadamente ignorantes em economia. Eles são movidos pela
inveja e pelo ressentimento, e não percebem que estão mordendo a mão que os
alimenta. As bases de sua filosofia são
o socialismo e o comunismo. Stalin e Mao
são seus heróis. Inanição, campos de trabalho forçado,
e democídio são o
seu legado.
Igualdade
econômica imposta pela força não passa de assalto a mão armada, e termina
necessariamente em
escravidão. Imagine um
país com 200 milhões de pessoas. Se a
produção tivesse de ser igualmente dividida por esses 200 milhões de cidadão,
qualquer indivíduo que duplicasse seus esforços iria receber apenas 1/200
milionésimos a mais. E qualquer pessoa
que simplesmente parasse de produzir passaria a receber apenas 1/200
milionésimos a menos. É óbvio que,
mediante estes incentivos invertidos, as pessoas iriam parar de produzir. E, para obrigá-las a voltar a produzir, o
governo teria de impor quotas mínimas de produção sob a ameaça de severas
penalidades (como foi feito na Ucrânia e na China de Mao).
Por
estas razões, igualdade econômica imposta pela força é um objetivo
inerentemente imoral e cruel.
Dado
que as pessoas são naturalmente desiguais
em quesitos como inteligência, ambição, ambiente familiar e disposição para o
trabalho duro, elas jamais serão economicamente iguais. A igualdade econômica, vale a pena repetir,
só pode ser alcançada se for imposta pela força, na forma de roubo e
escravidão.
Portanto,
não basta apenas dizer que “igualdade econômica imposta pela força é um objetivo
inerentemente imoral e cruel.” É
necessário dizer que a igualdade econômica é um objetivo inerentemente imoral e
cruel porque só pode alcançado por meio da coerção, da violência e da
escravidão. Não há outra maneira.
Proponentes
da igualdade econômica, tanto os conscientes quanto os inconscientes, são
defensores da maldade. Seu objetivo é
maléfico. Eles devem ser implacavelmente
desmentidos ao dizerem que suas intenções são boas e nobres. É impossível haver boas intenções quando o
objetivo almejado é perverso e nocivo.
“Boas
intenções” da parte de comunistas são tão sensatas e nobres quanto “boas
intenções” da parte de assassinos e estupradores. Pelo menos, e ainda bem, nenhum apologista
alega “boas intenções” de assassinos e estupradores quando eles cometem seus
crimes. Mas “boas intenções” sempre são
alegadas por comunistas quando eles assassinam suas centenas de milhões de
vítimas.
Nesta
época amoral em que vivemos, aquilo que é perverso passou a ser visto como algo
nobre. Dizer que você ama os pobres e
quer fazer com que ricos e pobres sejam economicamente iguais é uma postura que
lhe garante o certificado de pessoa sensata e bondosa.
No
entanto, o que de fato é alcançado por qualquer programa que imponha a
espoliação dos ricos em prol dos pobres é a perpetuação da pobreza e criação de
ainda mais pobres. Alegar amor aos
pobres como justificativa para campos de trabalho forçado, inanição e chacinas
é algo que vem ocorrendo há milênios. Já
passou da hora de um basta.
O
bem para todos só é possível quando cada um cuida de sua própria vida e faz o
bem para si mesmo, por meio da produção e das trocas voluntárias. Em uma troca voluntária, o vendedor beneficia
não apenas a si próprio mas também o comprador.
E o comprador beneficia não apenas a si próprio mas também o vendedor.
A
liberdade econômica é o único arranjo capaz de eliminar a pobreza. A liberdade econômica substitui a pobreza por
uma criação contínua de riqueza. Mas a
liberdade econômica jamais eliminará a desigualdade. É impossível abolir a desigualdade, pois se
trata de uma característica inata. Cada
indivíduo nasce diferente e, ao longo da vida, aperfeiçoa aptidões
distintas. A igualdade só pode ser
alcançada por meio da violência. E seu
legado é a escravidão, a inanição e o democídio.
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Para
entender as reais causas das grandes disparidades de renda existentes no Brasil
e em outros países do mundo, recomendamos os seguintes artigos:
O estado gera as
desigualdades sociais que ele próprio alega ser o único capaz de resolver
A tragédia da inflação
brasileira – e se tivéssemos ouvido Mises?
Sobre a não neutralidade da
moeda
Igualdade de renda é o que querem todos os invejosos.
Pois morrem de inveja de quem tem algo à mais, seja inteligência, bondade, beleza, ou até recursos materiais mesmo.
Daí pra não dar na vista que morres de inveja, ao invés de dizerem que querem destruir as pessoas melhores que eles em alguma coisa usam essa desculpa de que querem igualdade.
Pois querem que todos que são melhores sejam rebaixados ao seu nível.
Só não falam de igualdade dos outros atributos, como inteligência e bondade, pois não são “transferíveis”. Mas se fossem…
Mais um ótimo texto. E os artigos recomendados no final são tão bons quanto esse.
Enquanto a elite intelectual atual não entender a diferença entre leis naturais e comportamento propositado, todos os governos do mundo irão continuar categoricamente a ignorar a livre iniciativa e o progresso individual do homem, tanto economico como social.
O verdadeiro problema não é a “desigualdade” em si mesma, mas sim a miséria. E a miséria em um país é diretamente proporcional ao grau de intervencionismo e socialismo.
A verdadeira solução não é a “distribuição” de renda e sim a criação de renda.
* * *
Talvez por isso seja esse o carater violento do movimento blackblocs?
Pelo que eu vi eles odeiam a propriedade privada, tanto é que que recomenda destruir bancos e grandes empresas..
Visitando uma página dos blackblocs no Facebook, eu me deparei com está imagem:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1423179134589675&set=a.1390585311182391.1073741829.1390435374530718&type=1&theater
Essa é a visão deles para o livre mercado. Eu acredito que esse assunto é bem amplo e merece um artigo. é preciso deixar claro, no que eles acreditam e quais as consequencias.Eles adoram dizer que são anarquia, mas tudo indica que esta anarquia irá se transforma em autoristarismo quando chegar ao poder. o ódeio pela propriedade privada deixa isso bem claro.
Por que não distribuir igualitariamente o Amor? Pq alguém pode namorar a Gisele Bundchen e eu não?!?!?
Vamos socializar a Gisele, pô!!!
Ainda por cima se casou com um agente do imperialismo internacional
Nossas riquezas estão indo embora
Ora Marcos, você tem que mudar de time. Seu time do socialismo só pode trazer miséria e desgraça a humanidade, pois a ditadura do proletariado já matou milhões de pessoas, leia sobres os crimes dos social-nacionalismo desde Hitler, Stalin, Mao tse tung, Fidel Cuba, trabalho escravo “Mais Medico ou Maus Medicos, e Guevara (galeria dos assassinos do seculo).Socialismo significa agressão. Hayek já dizia que um dia as teorias de Freud e o socialismo serão consideradas simples supertições. Queremos você no time do Libertárianismo, pois este tem como principio a não agressão, é errado agredir os não agressores. O libertárianismo não mata ninguém e ninguém mata em seu nome. Adotamos por principio as trocas voluntarias dentro de um processo chamado mercado livre. É um mercado de soma diferente de zero, onde os agentes das trocas sairão sempre ambos ganhando, isto é, as trocas criam riquezas. Estas riquezas podem ser acumuladas por quem quiser, quem não quiser pode consumir tudo. Os que querem acumular o excesso apos o consumo, geram capital, que por sua vez é investido para produzir novas riquezas e serviços, possibilitando contratações no mercado, que proporciona a melhoria de vida dos que não acumularam e precisam garantir a sua sobrevivência. O Capitalismo salvou o proletariado da fome e inanição, e faz isto até hoje. A divisão do trabalho onde cada um pode em total liberdade fazer o que faz melhor, com máxima perfeição e no menor espaço de tempo nos conduz a noção de produtividade. Afinal o capitalismo é o unico sistema onde os capitalistas são recompensados ou punidos pelo satisfação maior ou menor que os agente economico satisfazem os desejos dos bilhões de cidadãos. Desculpe-me de a Gisele Bundchen ter discriminado você e também a mim, se casando com outro. Foi uma troca voluntária e boa para os dois, os dois sairam ganhando, por isto esta troca voluntária tornou esta união possível. Porque o Neymar consegue na sua arte ganhar mais do que um professor de fisica nuclear? Ora o conjunto de pessoas participantes do mercado mostram maior interesse pelas coisas que o Neymar faz do que as coisas que o fisíco faz e assim o mercado decide a favor do Neymar, ou para uma cantora como a Lady Gaga, ou mesmo preferem o Neymar ao Papa. O capitalistas são comerciantes pacíficos onde detestam a agressão e a guerra.Quem trabalha mais deve ganhar mais. Agradeço ao Steve Jobs por se esforçar tanto e por não querer ser igual a mim. Estou satisfeito por ser desigual em relação ao Steve e agradeço a ele pela produtividade que o meu iPad me proporciona, e lamento que os socialista dos Estados Unidos tenha o feito ir produzir na China enxotado pelos altos impostos , pois imposto é roubo. O produto de meu trabalho deve pertencer a mim. Venha para cá, Marcos para o turma do bem. Um abraço.
off topic:
não sei se é só comigo, mas a formatação do site está mostrando uns defeitos, a parte onde tem comentários recentes, conecte-se, etc, está desalinhada com o resto da pagina
Estou usando google chrome
E por falar em site, e o fórum cadê? Acho que vocês precisam contratar um web designer melhor.Sério, isso não é tão difícil, já existem vários fóruns feitos pela internet, é só copiar o código.
Me chamem de louco, mas eu não compro nada de grandes corporações. Não encontrou outra maneira melhor de beneficiar o meu próprio país consumindo e beneficiando produtores do nosso país!Há porem, muitas marcas internacionais que, apesar de produzir no brasil, não deixa de ser estrangeira.
Me pergunto, como as pessoas podem defender marcas de países que provocam guerra e espionagem? Como ninguém pensa em estar promovendo o socialismo ditador e escravista chinês a preços e produtos baratos!
Desculpe amigo, com esse pensamento egoísta você construiu uma favela em sua cidade. Defendo o capitalismo,mas dou muito valor a quem trabalha de maneira honesta para levar comida a sua mesa. Quando você diz q o mundo é do mais forte imagino um troglodita das cavernas sem senso de humanidade e respeito. O seu mundo é o Brasil, onde vive. E comparar pessoas trabalhadoras a desigualdades de âmbito egoísta e imoral a estupradores é muita demagogia para mim.
Conscientize-se, comece a pensar em pequenas empresas, empresas heroínas e resistentes a oligopólios massacrantes. Ainda espero que as pessoas comece a ver a importância da igualdade, do trabalho.
Promova o consumo economicamente consciente e estará fazendo um bem muito maior. Notei uma certa crítica indireta ao assistencialismo do governo, saiba que isso de certa maneira traria uma circulação maior de dinheiro, aumentaria o consumo e erradicaria a pobreza. Mas como isso aconteceria, se o dinheiro fica com as grandes empresas ou vão para fora.
O Brasil precisa de consciência, na hora de comprar, de comprar e, principalmente de admirar e dar bola para quem pisa em cima de nossas cabeças.
Inspirada por uma discussão sobre Cuba, a partir de um post, fui levada a fazer uma analogia entre um Estado socialista radical e ditatorial e um lar comandado por um pai autoritário, controlador e neurótico pelo poder.
Vou versar sobre o óbvio. Já que o óbvio é desconsiderado exatamente por sua obviedade.
Imaginem um sujeito que resolva constituir uma família, baseado numa ideologia que, teoricamente, promoveria a justiça, a solidariedade, o progresso coletivo e o bem estar social.
Estabelece, em seu lar, uma norma inicial: – Nenhum de seus membros será conspurcado pelas “más” influências externas. Seus filhos permanecerão confinados à casa, diuturnamente controlados, para que não sejam contaminados por “esse mundo devasso e egoísta de seus vizinhos”.
Sua saúde, sua educação formal, seu aprendizado acadêmico, tudo será feito a domicílio por profissionais treinados nas crenças do Chefe, de forma a garantir a imunidade contra os vírus vindos do exterior.
Seus brinquedos, leituras e palavras deverão sempre obedecer aos critérios do pai, que orientará sobre a pertinência de cada uma e todas as coisas.
Conviver e interagir com a vizinhança, nem pensar! Apenas poderão brincar entre eles e dentro dos muros. Visitantes só terão acesso desde que obedeçam às regras da casa e não extrapolem ao permitido.
Tudo isso para preservar a saúde, a segurança, a integridade física e mental e os elevados ideais de seus filhos. Tudo, inclusive a vida privada de cada um, será monitorado por esse pai provedor, cuidadoso e justo.
Ao atingirem a idade de trabalhar, o farão nas empresas do pai, que designará a cada um sua função, segundo seus sábios critérios. Afinal, o incontestável progenitor sempre sabe o que é melhor para sua cria.
Os proventos desse trabalho coletivo deverão ser entregues ao pai, que os distribuirá segundo as necessidades de cada um. Assim, independente de competência ou produtividade, todos serão atendidos em suas necessidades básicas, sem que, para isso, haja um critério de mérito, mas sim de justiça social.
Sendo uma só família, todos os seus membros subalternos terão direito ao mesmo quinhão e, em caso de penúria, seja causada por que motivos for, dividirão irmãmente sua miséria.
Ao Chefe da Família caberá o maior quinhão, tendo este, como mentor e administrador da casa, direito aos melhores aposentos, à melhor alimentação, gozando ainda de todas as liberdades e privilégios negados aos seus filhos.
E deverá ser respeitado e ouvido quando, em longas conversas, mostrar à sua prole todas as vantagens do sistema vigente em sua casa, o qual favorece igualmente a todos, em contrapartida ao caos que reina na vizinhança, onde seus chefes que se apegam a princípios egoístas e gananciosos, ao mesmo tempo que não dão limites a seus filhos, que gozam de liberdade tal que os levam aos mais baixos instintos, exploram uns aos outros e vilipendiam as necessidades básicas dos desfavorecidos.
Os componentes dessa família que se mostrarem mais inteligentes, trabalhadores, ou competentes jamais deverão desfazer de seus irmãos desvalidos “pela natureza” dessas virtudes. Todos devem ser respeitados como iguais e acolhidos no seio dessa sociedade, sem atitudes elitistas e de segregação.
Influenciados por esse discurso manipulador de suas mentes, alguns filhos se dobrarão à vontade do pai e reconhecerão nele seu guia e protetor. E viverão felizes suas vidas medíocres, sem questionarem nada.
Outros se rebelarão, farão de tudo para fugir dos tentáculos paternos, mesmo correndo os piores riscos, em busca de sua liberdade de se expressar e de viver plenamente.
Talvez aqueles irmãos inteligentes, competentes e produtivos cheguem a questionar os direitos iguais dos outros acomodados, preguiçosos e estúpidos, por usufruírem das benesses que eles proporcionam com seu empenho.
Outros, talvez instados pelo discurso paterno, se convençam que eles, em sendo privilegiados, têm o dever moral de ajudar o coletivo e se orgulhar de poder faze-lo pelo bem de todos e pela paz da família.
Alguns, quem sabe, se sintam desestimulados e optem por se empenhar menos, dispensando suas habilidades e suas competências em favor de um desempenho mais medíocre, para não se sentir explorado.
Os irmãos “antiça” ( mistura de anta com bicho preguiça ) defenderão sempre o sistema, já que este os favorece, sem que eles tenham que se empenhar para garantir seu sustento e seus direitos.
Tudo bem nivelado por baixo, terá o pai um poder vitalício e inquestionável. Bom, não é? .-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Agora, algumas perguntas:
– Você gostaria de pertencer a uma “família” dessas?
– Você considera correta a atitude desse pai que, para preservar seus filhos das mazelas do mundo, os condene à mediocridade, sequestre suas liberdades e decida tudo por eles?
– Você é solidário aos seus irmãos “antiças” e acha justo dividir irmãmente o produto de seus esforços com eles?
Se vc respondeu sim às 3 questões, vc é um autêntico socialista radical ( ou comunista, como quiser ). E se não for um esquerdista de carteirinha, talvez seja apenas aquele irmão “antiça”.
Esse texto parte do pressuposto que no capitalismo existe um conceito chamado concorrência perfeita… Onde todos podem entrar no mercado e obter sua fatia. Bem, esse tipo de concorrência não existe. Existe uma tendência do sistema a formar monopólios, que criam barreiras para a entrada de novas firmas, mesmo que estas entrem, os monopólios podem comprá-las (ex: hoje é muito dificil ver bebida engarrafada que não seja da coca: del valle, schweppes, crystal… e outra, porque o Brasil não possui fábrica de carros, se já é capaz de fabricar aviões??). Segundo, essas ideias consideram que o crescimento econômico deve ser infinito. Porque sempre há inovação, sempre tem gente querendo mais lucro.. É uma ideia absurda: não há como crescer infinitamente num planeta finito. Terceiro, na formação de monopólio, a liberdade do consumidor é restringida, tanto em produtos quanto em preço. Quarto, já é provado que quanto maior a desigualdade social maior os problemas que se desencadeiam tanto social quanto economicamente (isso afeta pobres, ricos e classe média). A estrutura institucional do nosso país ainda por cima permite muitos abusos do setor privado, as empreiteiras que o digam…A igualdade de renda realmente é dificil, se não impossível, mas esse argumento é fajuto quando até os empresários mais arrojados e políticos mais malandros sabem que a sociedade tem que ser equilibrada pra não irromper em crises.
Sobre o artigo “A igualdade de renda é moralmente indefensável e seu legado é humanamente trágico”, só faltou o autor falar uma coisa: que esses lucros excelentes obtidos pelos empresários, só são dessa forma porque os mesmo pagam salários indignos aos seus funcionários. É como o salário das pessoas que terabalham em telemarketing para grandes empresas bem sucedidas: ganham salários péssimos e trabalham bastante. Então, que tipo de benefícios eles recebem dessa forma econômica tão entusiasticamente enaltecida pelo autor? E devo esclarecer que não sou anarquista, e que tenho uma forte repulsa pelo comunismo ou pelo socialismo mediocre e metiroso, porque sei dos campos de trabalho forçado na China, do desrespeito à vida e da banalização da morte em nome da manutenção do sistema comunista, da destruição da cultura refinada e da religiosidade etc. Mas, o capitalismo tem igualmente massacrado pessoas devido ao excesso de lucros dos empresários e dos consequentes péssimos salários pagos à mão-de-obra contratada, tem criado guerras em nome dos lucros obtidos com a venda de armas, tem destruido o meio ambiente devido ao consumismo irrefreável etc. Isso não é verdade? Os povos e culturas tradicionais que não pertencem ao mundo globalizado – e, portanto nem ao socialismo e nem ao capitalismo – têm suas próprias configurações culturais, sociais e econômicas e vivem coerentemente, com boa organização social, boa distribuição material, apresentam ótima cooperação e uma excelente qualidade de vida. Lhes faz falta o capitalismo? O comunismo? O socialismo? Ou o anarquismo? As teorias econômicas e políticas servem apaenas para defender interesses daqueles que as criaram. Ou não?
Certamente os dois lados dessa discussão tem suas razões de ser. O deboche e desrespeito, de ambos os lados, só servem para perpetuar a desinformação. Os livros das prateleiras são maiores que os artigos que lemos por aqui pq eles abordam os assuntos que tratam com certa profundidade. Nos espaços que estão disponíveis aqui, e na internet em geral, raramente consegue-se aprofundar uma questão o suficiente para não haver margem de discussão.
Um bom exemplo dessa possível discussão (se não haver deboche e sarcasmo, pq daí já “tacou o foda-se”, e ai, foda-se):
O escritor “Cansado da mediocridade” diz: “Guerras? Até onde se sabe, quem faz guerras são governos. E contra outros governos. Da mesma maneira, quem permite destruição de florestas é o proprietário delas, o governo.”
Os aviões da Luftwaffe, por exemplo, precisavam de insumos produzidos por grandes empresas americanas para voar. Você pode dizer, claro: mas a empresa não tem nada que ver com isso. Mas fica muito fácil então. As empresas fazem parte da sociedade, têm seu papel na forma como ela se desenvolve assim como os governos, assim como os cidadãos.
Outra frase aberta para debate, e sem mediocridade.
O governo é proprietário das florestas? Inclusive daquelas que estão nas propriedades do, digamos, Grupo André Maggi? E se o governo não fiscalizar as florestas dentro da propriedade do Grupo, tudo bem o Grupo botá-las abaixo? E se o governo fiscalizar e o Grupo já as tiver cortado? O governo pode, digamos, surrupiar a mesma área de floresta cortada em área produtiva?
O que me cansa nessas discussões são desqualificações do debate do gênero: isso é socialismo! Isso é comunismo! E, do outro lado, isso é capitalismo! Isso é mercado!
Putz grila! Falta criatividade, falta inovação. Não, não quero “voltar”, pq ninguém volta. Mas querer imaginar que mundo viveremos daqui a cinquenta anos, e nesse mundo não ter nada além de capitalismo, socialismo ou comunismo… isso sim é mediocridade.
Capitalismo nos trouxe uma série de soluções e inovações. Mas não resolveu todos os problemas do mundo. Sites como esse me parecem bons locais para discutirmos isso, formas de resolver estes problemas, mas apenas se tivermos criatividade e capacidade de inovação e, talvez acima de tudo, respeito pelo outro.
Certamente economia não é um tema que domino e a utilização de muitas palavras as vezes é necessário, exatamente por esse desconhecimento. Então, no meu caso você está certo, precisei usar várias palavras, pois de fato desconheço muitos “termos fundamentais” da economia. Que bom que outro leitor me corrigiu para que, então, pudéssemos de fato dialogar a partir de uma base comum.
A confusão de termos, ou diferença na acepção de termos, quando a conversa é travada com pessoas que não sabemos exatamente quem são, qual seu ‘background’, é “comum”. E é um pouco por isso que a cordialidade é importante. Pq as vezes a discordância não está na forma como duas pessoas interpretam um fato, mas na forma como elas comunicam essa interpretação para outras. Se todos os diálogos pararem por uma confusão de termos, não vamos muito longe.
Respondendo sua pergunta, acho que isso acontece com muitas outras palavras, e se formos nos preocupar em apontar “você não sabe!” ao invés de explicar “isso que você está dizendo chamamos de outra coisa, não o termo que você usou”, perdemos muito tempo discutindo coisas que talvez não merecessem tanta energia.
Em relação a utilização da linguagem – e de outras formas de expressão – como meio para dominação, isso é difícil contrariar, vide Foucault, Bordieu e outros.
Você não poderia ter deixado claro sua intenção no início? Pq pareceu que você quis apenas ser sarcástico, quando na verdade sua intenção era discutir algo.
Lendo este artigo me lembrei de um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo, escrito por Allan Kardec em 1864.
Desigualdade das riquezas
8. A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente
se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira
questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos
todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem
igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes
para conservar. É, aliás, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e
insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco
tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que,
supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o
resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem
para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido
desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os
homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a
concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade
suficiente, de acordo com as necessidades.
Esta fase grosseira do socialismo está mais pra Anarquia ..
“Desta maneira, as fortunas empreendedoriais sob o capitalismo representam produtos cada vez melhores e mais baratos produzidos com o capital constituído por estas fortunas. As fortunas se originam nos lucros e são utilizadas como capital. Em ambos os casos, elas servem ao público consumidor. Elas também servem para pagar salários.”
Muita mentira nesse texto. Cadê produtos com preços baratos? Cadê os salários altos? A realidade é a mais-valia. Pagam muito pouco por nossa força de trabalho e ganha-se muito com ela.
Das duas uma: ou não estamos no capitalismo ou esse texto é uma falácia.
“A realidade é a mais-valia. Pagam muito pouco por nossa força de trabalho e ganha-se muito com ela.”
Você certamente é uma pessoa que traz muito retorno a sua empresa, mas seu chefe simplesmente está se aproveitando disso e pagando uma miséria, correto? Então você certamente não terá nenhum problema para encontrar outros chefes que irão disputar sua “mais-valia”, esse site deve ter ajudar.
Caso não consiga nada melhor, então o problema é outro, e aqui você encontrará o meio de ganhar mais.
Caso você ainda considere o sistema injusto por que ele não reconhece caracteristicas nobres e ocultas que você tem, então esse livro é para você.
Bom texto. Faltou dizer que a desigualdade não pode ser eliminada, mas a pobreza absoluta, sim! E o capitalismo é o melhor caminho conhecido!
“Em uma economia baseada na livre concorrência genuína, na qual não há favorecimentos governamentais, não há subsídios, não há tarifas de importação e não há regulamentações que visam a proteger determinadas empresas contra a potencial concorrência de novos entrantes” – Aí você acorda do sonho e encontra o Coelhinho da Páscoa.
Texto extremamente superficial.
Opiniões preconceituosas apresentadas como leis da natureza.
Inserção de questões de funcionamento da economia de forma simplista, sem contextualizações espaciais ou temporais.
“As fortunas se originam nos lucros”?? Não podem ser originadas de outras formas, como, por exemplo, com base em lucros exagerados possibilitados pelo pagamento de baixíssimos salários aos empregados?
Na minha opinião não é possível discutir esse assunto sem falar do problema da exploração da mão-de-obra, tema que o autor sequer cita.
Não é problema nenhum um empreendedor ou uma empresa ter lucros. Mas como se faz quando esse empreendedor ou empresa passa a explorar além dos limites os seus trabalhadores?
O autor realmente acredita que as grandes fortunas do mundo foram construídas a partir do lucro de empresas que garantiam boas condições de trabalhos e justos salários a seus funcionários?
Será que o autor não reconhece que diversas das grandes fortunas do mundo, que permanecem protegidas até hoje, foram construídas em épocas em que a escravidão era permitida? Ou seja, com base em trabalho escravo?
Não sou partidário de regimes socialistas, e sim, reconheço a importância da livre iniciativa.
Reconheço que os seres humanos são diferentes entre si e têm objetivos diversos em suas vidas e seus trabalhos podem refletir isso.
Reconheço que a igualdade de renda é um conceito utópico pois os seres humanos não possuem habilidades e aspirações iguais entre si.
Mas acredito também que para vivermos em um mundo justo onde a liberdade seja um direito de todos, precisamos criar regras. Regras que garantam condições de trabalho, de convivência, etc. Pois, precisamos sempre lembrar, não estamos “pensando no mundo em que queremos viver” a partir do zero. Precisamos construir esse mundo no qual queremos viver a partir do que já existe hoje. A partir dos contextos históricos, espaciais, culturais e temporais que existem hoje.
Assim como me entristece ver pessoas tão cegamente deslumbradas com os conceitos utópicos socialistas, também me desanima na mesma medida perceber pessoas tão ferozmente defensoras de regimes ultra-liberais que não prezam pelo respeito e pela garantia de direitos iguais e, principalmente, pela garantia de liberdade e de “boa convivência” entre todos os seres humanos.
Nem lá, nem cá. Eu fico no meio-termo, tentando encontrar o ponto de equilíbrio.
Igualdade ou morte, por Hélio Schwartsman.