Quando
adolescentes criminosos e assassinos são rotulados de “jovens problemáticos”
por pessoas que se identificam como sendo de esquerda, isso nos diz mais sobre
a mentalidade da própria esquerda do que sobre esses criminosos violentos
propriamente ditos.
Raramente
há alguma evidência de que os criminosos sejam meramente ‘problemáticos’, e
frequentemente abundam evidências de que eles na realidade estão apenas se
divertindo enormemente ao cometer seus atos criminosos sobre terceiros.
Por
que então essa desculpa já arraigada?
Por que rotular adolescentes criminosos de “jovens problemáticos” e
supor que maníacos homicidas são meros “doentes”?
Pelo
menos desde o século XVIII a esquerda vem se esforçando para não lidar com o
simples fato de que a maldade existe — que algumas pessoas simplesmente optam
por fazer coisas que elas sabem de antemão serem erradas. Todo o tipo de desculpa, desde pobreza até
adolescência infeliz, é utilizada pela esquerda para explicar, justificar e
isentar a maldade.
Todas
as pessoas que saíram da pobreza ou que tiveram uma infância infeliz, ou ambas,
e que se tornaram seres humanos decentes e produtivos, sem jamais praticarem
atos violentos, são ignoradas pela esquerda, que também ignora o fato de que a
maldade independe da renda e das origens, uma vez que ela também é cometida por
gente criada na riqueza e no privilégio, como reis, conquistadores e
escravocratas.
Logo,
por que a existência do mal sempre foi um conceito tão difícil para ser aceito
por muitos da esquerda? O objetivo
básico da esquerda sempre foi o de mudar as condições externas da
humanidade. Mas e se o problema for
interno? E se o verdadeiro problema for
a perversidade dos seres humanos?
Rousseau
negou esta hipótese no século XVIII e a esquerda a vem negando desde
então. Por quê? Autopreservação. Afinal, se as coisas que a esquerda quer
controlar — instituições e políticas governamentais — não são os fatores
definidores dos problemas do mundo, então qual função restaria à esquerda?
E
se fatores como a família, a cultura e as tradições exercerem mais influência
positiva do que as novas e iluminadas “soluções” governamentais que a esquerda
está constantemente inventando? E se a
busca pelas “raízes da criminalidade” não for nem minimamente tão eficaz quanto
retirar criminosos de circulação? As
estatísticas ao redor do mundo mostram que as taxas de homicídio estavam em
declínio durante as décadas em que vigoravam as velhas e tradicionais práticas
tão desdenhadas pela intelligentsia
esquerdista. Já quando as novas e
brilhantes ideias da esquerda ganharam influência, no final da década de 1960,
a criminalidade e violência urbana dispararam.
O
que houve quando ideias antiquadas sobre sexo foram substituídas, ainda na
década de 1960, pelas novas e brilhantes ideias da esquerda, as quais foram introduzidas
nas escolas sob a alcunha de “educação sexual” e que supostamente deveriam
reduzir a gravidez na adolescência e as doenças sexualmente transmissíveis? Tanto a gravidez na adolescência quanto as
doenças sexualmente transmissíveis vinham caindo havia anos. No entanto, esta tendência foi subitamente
revertida na década de 1960 e atingiu recordes históricos.
Desarmamento
Uma
das mais antigas e mais dogmáticas cruzadas da esquerda é aquela em prol do
desarmamento. Aqui, novamente, o enfoque
está nas questões externas — no caso, nas armas.
Se
as armas de fato fossem o problema, então leis de controle de armas poderiam
ser a resposta. Mas se o verdadeiro
problema são aquelas pessoas malvadas que não se importam com a vida de outras
pessoas — e nem muito menos para as leis –, então o desarmamento, na prática,
fará apenas com que pessoas decentes e cumpridoras da lei se tornem ainda mais
vulneráveis perante pessoas perversas.
Dado
que a crença no desarmamento sempre foi uma grande característica da esquerda
desde o século XVIII, em todos os países ao redor do mundo, seria de se
imaginar que, a esta altura, já haveria incontáveis evidências dando
sustentação a esta crença. No entanto,
evidências de que o desarmamento de fato reduz as taxas de criminalidade em
geral, ou as taxas de homicídio em particular, raramente são mencionadas por
defensores do controle de armas.
Simplesmente se pressupõe, de passagem, que é óbvio que leis mais
rigorosas de controle de armas irão reduzir os homicídios e a criminalidade.
No
entanto, a crua realidade não dá sustento a esta pressuposição. É por isso que são os críticos do
desarmamento que se baseiam em evidências empíricas, todas elas magnificamente
coletadas nos livros “More Guns, Less Crime“,
de John Lott, e “Guns and Violence“,
de Joyce Lee Malcolm. [Veja nossos artigos sobre
desarmamento]. Mas que
importância têm os fatos perante a visão inebriante e emotiva da esquerda?
Pobres
A
esquerda sempre se arrogou a função de protetora dos “pobres”. Esta é uma de suas principais reivindicações
morais para adquirir poder político.
Porém, qual a real veracidade desta alegação?
É
verdade que líderes de esquerda em vários países adotaram políticas
assistencialistas que permitem aos pobres viverem mais confortavelmente em sua
pobreza. Mas isso nos leva a uma questão
fundamental: quem realmente são “os pobres”?
Se
você se baseia em uma definição de pobreza inventada por burocratas, como
aquela que inclui um número de indivíduos ou de famílias abaixo de algum nível
de renda arbitrariamente estipulado pelo governo, então realmente é fácil conseguir
estatísticas sobre “os pobres”. Elas são
rotineiramente divulgadas pela mídia e gostosamente adotadas por
políticos. Mas será que tais
estatísticas têm muita relação com a realidade?
Houve
um tempo em que “pobreza” tinha um significado concreto — uma quantidade
insuficiente de comida para se manter vivo, ou roupas e abrigos incapazes de
proteger um indivíduo dos elementos da natureza. Hoje, “pobreza” significa qualquer coisa que
os burocratas do governo, que inventam os critérios estatísticos, queiram que
signifique. E eles têm todos os
incentivos para definir pobreza de uma maneira que abranja um número
suficientemente alto de pessoas, pois isso justifica mais gastos
assistencialistas e, consequentemente, mais votos e mais poder político.
Em
vários países do mundo, não são poucas as pessoas que são consideradas pobres,
mas que, além de terem acesso a vários bens de consumo que outrora seriam
considerados luxuosos — como televisão, computador e carro –, são também
muito bem alimentadas (em alguns casos, até mesmo apresentam sobrepeso). No entanto, uma definição arbitrária de
palavras e números concede a essas pessoas livre acesso ao dinheiro dos
pagadores de impostos.
Esse
tipo de “pobreza” pode facilmente vir a se tornar um modo de vida, não apenas
para os “pobres” de hoje, mas também para seus filhos e netos.
Mesmo
quando esses indivíduos classificados como “pobres” têm o potencial de se
tornar membros produtivos da sociedade, a simples ameaça de perder os
benefícios assistencialistas caso consigam um emprego funciona como uma espécie
de “imposto implícito” sobre sua renda futura, imposto este que, em termos
relativos, seria maior do que o imposto explícito que incide sobre o aumento da
renda de um milionário.
Em
suma, as políticas assistencialistas defendidas pela esquerda tornam a pobreza
mais confortável ao mesmo tempo em que penalizam tentativas de se sair da
pobreza. Exceto para aqueles que
acreditam que algumas pessoas nascem predestinadas a serem pobres para sempre,
o fato é que a agenda da esquerda é um desserviço para os mais pobres, bem como
para toda a sociedade. Ao contrário do que
outros dizem, a enorme quantia de dinheiro desperdiçada no aparato burocrático
necessário para gerenciar todas as políticas sociais não é nem de longe o pior
problema dessa questão.
Se
o objetivo é retirar pessoas da pobreza, há vários exemplos encorajadores de
indivíduos e de grupos que lograram este feito, e nos mais diferentes países do
mundo.
Milhões
de “chineses expatriados” emigraram da China completamente destituídos e quase
sempre iletrados. E isso ocorreu ao
longo dos séculos. Independentemente de
para onde tenham ido — se para outros países do Sudeste Asiático ou para os
EUA –, eles sempre começaram lá embaixo, aceitando empregos duros, sujos e
frequentemente perigosos.
Mesmo
sendo frequentemente mal pagos, estes chineses expatriados sempre trabalhavam
duro e poupavam o pouco que recebiam.
Era uma questão cultural. Vários
deles conseguiram, com sua poupança, abrir pequenos empreendimentos
comerciais. Por trabalharem longas horas
e viverem frugalmente, eles foram capazes de transformar pequenos negócios em
empreendimentos maiores e mais prósperos.
Eles se esforçaram para dar a seus filhos a educação que eles próprios
não conseguiram obter.
Já
em 1994, os 57 milhões de chineses expatriados haviam criado praticamente a
mesma riqueza que o bilhão de pessoas que viviam na China.
Variações
deste padrão social podem ser encontradas nas histórias de judeus, armênios,
libaneses e outros emigrantes que se estabeleceram em vários países ao redor do
mundo — inicialmente pobres, foram crescendo ao longo de gerações até
atingirem a prosperidade. Raramente
recorreram ao governo, e quase sempre evitaram a política ao longo de sua
ascensão social.
Tais
grupos se concentraram em desenvolver aquilo que economistas chamam de “capital
humano” — seus talentos, habilidades, aptidões e disciplina. Seus êxitos frequentemente ocorreram em
decorrência daquela palavra que a esquerda raramente utiliza em seus círculos
refinados: “trabalho”.
Em
praticamente todos os grupos sociais e étnicos, existem indivíduos que seguem
padrões similares para ascenderem da pobreza à prosperidade. Mas o número desses indivíduos em cada grupo
faz uma grande diferença para a prosperidade ou a pobreza destes grupos como um
todo.
A
agenda da esquerda — promover a inveja e o ressentimento ao mesmo tempo em que
vocifera exigindo ter “direitos” sobre o que outras pessoas produziram — é um
padrão que tem se difundido em vários países ao redor do mundo.
Esta
agenda raramente teve êxito em retirar os pobres da pobreza. O que ela de fato logrou foi elevar a
esquerda a cargos de poder e a posições de autoexaltação — ao mesmo tempo em
que promovem políticas com resultados socialmente contraproducentes.
A arrogância
É
difícil encontrar um esquerdista que ainda não tenha inventado uma nova
“solução” para os “problemas” da sociedade.
Com frequência, tem-se a impressão de que existem mais soluções do que
problemas. A realidade, no entanto, é
que vários dos problemas de hoje são resultado das soluções de ontem.
No
cerne da visão de mundo da esquerda jaz a tácita presunção de que pessoas imbuídas
de elevados ideais e princípios morais — como os esquerdistas — sabem como
tomar decisões para outras pessoas de forma melhor e mais eficaz do que estas
próprias pessoas.
Esta
presunção arbitrária e infundada pode ser encontrada em praticamente todas as
políticas e regulamentações criadas ao longo dos anos, desde renovação urbana
até serviços de saúde. Pessoas que nunca
gerenciaram nem sequer uma pequena farmácia — muito menos um hospital — saem
por aí jubilosamente prescrevendo regras sobre como deve funcionar o sistema de
saúde, impondo arbitrariamente seus caprichos e especificidades a médicos,
hospitais, empresas farmacêuticas e planos de saúde.
Uma
das várias cruzadas internacionais empreendidas por intrometidos de esquerda é
a tentativa de limitar as horas de trabalho de pessoas de outros países —
especialmente países pobres — em empresas operadas por corporações
multinacionais. Um grupo de
monitoramento internacional se autoatribuiu a tarefa de garantir que as pessoas
na China não trabalhem mais do que as legalmente determinadas 49 horas por
semana.
Por
que grupos de monitoramento internacional, liderados por americanos e europeus
abastados, imaginam ser capazes de saber o que é melhor para pessoas que são
muito mais pobres do que eles, e que possuem muito menos opções, é um daqueles
insondáveis mistérios que permeiam a intelligentsia.
Na
condição de alguém que saiu de casa aos 17 anos de idade, sem ter se formado no
colégio, sem experiência no mercado de trabalho, e sem habilidades específicas,
passei vários anos de minha vida aprendendo da maneira mais difícil o que
realmente é a pobreza. Um dos momentos
mais felizes durante aqueles anos ocorreu durante um breve período em que
trabalhei 60 horas por semana — 40 horas entregando telegramas durante o dia e
20 horas trabalhando meio período em uma oficina de usinagem à noite.
Por
que eu estava feliz? Porque antes de
encontrar estes dois empregos eu havia gasto semanas procurando
desesperadamente qualquer emprego. Minha
escassa poupança já havia evaporado e chegado literalmente ao meu último dólar
quando finalmente encontrei o emprego de meio período à noite em uma oficina de
usinagem.
Passei
vários dias tendo de caminhar vários quilômetros da pensão em que morava no
Harlem até a oficina de usinagem, que ficava imediatamente abaixo da Ponte do
Brooklyn, e tudo para poupar este último dólar para poder comprar pão até
finalmente chegar o dia de receber meu primeiro salário.
Quando
então encontrei um emprego de período integral — entregar telegramas durante o
dia –, o salário somado dos dois empregos era mais do que tudo que eu já havia
ganhado antes. Foi só então que pude pagar
a pensão, comer e utilizar o metrô para ir ao trabalho e voltar.
Além
de tudo isso, ainda conseguia poupar um pouco para eventuais momentos difíceis. Ter me tornado capaz de fazer isso era, para
mim, o mais próximo do nirvana a que já havia chegado. Para a minha sorte, naquela época não havia
nenhum intrometido de esquerda querendo me impedir de trabalhar mais horas do
que eu gostaria.
Havia
um salário mínimo, mas, como o valor deste havia sido estipulado em 1938, e
estávamos em 1949, seu valor já havia se tornado insignificante em decorrência
da inflação. Por causa desta ausência de
um salário mínimo efetivo, o desemprego entre adolescentes negros no ano de
1949, que foi um ano de recessão, era apenas uma fração do que viria a ser até
mesmo durante os anos mais prósperos desde a década de 1960 até hoje.
À
medida que os moralmente ungidos passaram a elevar o salário mínimo, a partir
da década de 1950, o desemprego entre os adolescentes negros disparou. Hoje, já estamos tão acostumados a taxas
tragicamente altas de desemprego neste grupo, que várias pessoas não fazem a
mais mínima ideia de que as coisas nem sempre foram assim — e muito menos que
foram as políticas da esquerda intrometida que geraram tais consequências
catastróficas.
Não
sei o que teria sido de mim caso tais políticas já estivessem em efeito em 1949
e houvessem me impedido de encontrar um emprego antes de meu último dólar ser
gasto.
Minha
experiência pessoal é apenas um pequeno exemplo do que ocorre quando suas
opções são bastante limitadas. Os
prósperos intrometidos da esquerda estão constantemente promovendo políticas —
como encargos sociais e trabalhistas — que reduzem ainda mais as poucas opções
existentes para os pobres. Quando não
reduzem empregos, tais políticas afetam sobremaneira seus salários.
Parece
que simplesmente não ocorre aos intrometidos que as corporações multinacionais
estão expandindo as opções para os pobres dos países do terceiro mundo, ao
passo que as políticas defendidas pela esquerda estão reduzindo suas opções.
Os
salários pagos pelas multinacionais nos países pobres normalmente são muito
mais altos do que os salários pagos pelos empregadores locais. Ademais, a experiência que os empregados
ganham ao trabalhar em empresas modernas transforma-os em mão-de-obra mais
valiosa, e fez com que na China, por exemplo, os salários passassem a subir a
porcentagens de dois dígitos anualmente.
Nada
é mais fácil para pessoas diplomadas do que imaginar que elas sabem mais do que
os pobres sobre o que é melhor para eles próprios. Porém, como alguém certa vez disse, “um tolo
pode vestir seu casaco com mais facilidade do que se pedisse a ajuda de um
homem sábio para fazer isso por ele”.
Esta frase é lapidar:
“No cerne da visão de mundo da esquerda jaz a tácita presunção de que pessoas imbuídas de elevados ideais e princípios morais — como os esquerdistas — sabem como tomar decisões para outras pessoas de forma melhor e mais eficaz do que estas próprias pessoas.”
Vou guardá-la na minha memória.
Parabéns pela seleção do artigo, Leandro.
Excelente artigo, deveria sair publicado em algum jornal de grande circulação aqui no Brasil. Ia dar um ataque cardíaco nos esquerdopatas de plantão. Parabéns, Leandro, assunto muito pertinente, como sempre. Abraços.
Aos mais desavisados, o autor desse texto é negro e nasceu pobre. Poderia perfeitamente ser uma das “vítimas sociais” pregada pela esquerda.
Excelente artigo!
A lei do salário mínimo é a lei que proíbes os pobres de conseguirem seu primeiro emprego. Pois para os esquerdistas é preferível que o pobre fique desempregado e passando fome para que então o governo possa ajudar ele, tomando dos outros, do que ver o pobre trabalhando e ganhando seu próprio dinheiro honestamente.
Os textos traduzidos do Thomas Sowell são de uma clareza notável. Aqui no Brasil com toda esta política de aumento do salário mínimo está levando cada vez mais os pobres a ficarem a mercê do governo federal. Antes um pobre com salário poderia comprar terrenos em áreas distantes e lá conseguia construir sua casa, com esforço próprio e dos amigos e parentes aos fins de semana; ele conseguia criar seus filhos; não apenas 1 filhos mais 2,3,4,5 filhos. Ninguém na casa passava fome, todos comiam e se vestiam. Mas o governo disse que tudo aquilo era muito sofrimento e resolveu criar regras e mais regras sobre habitação e casas populares. Começou a comprar grandes áreas afastadas da cidade para criar conjuntos populares, consequência estes lugares passaram a ficar muito valorizados e caros para os pobres; proibiu a divisão dos lotes de 250 m2 para 125m2 e hoje o pobre compra apartamento da MRV de 45 m2, praticamente 1/3 da de 125m2, mas isso pode.
Mas ainda existe tanto regulamento para contratar e demitir um empregado, o trabalho para jovens também é difícil pois o empregador sempre corre o risco de ter processo trabalhista. Um jovem de 14/15/16 poderia facilmente trabalhar algumas horas em um mercado, carregando mercadorias e ajudando pessoas idosas até mesmo ganhando algum trocado o empregador apenas pagaria aquelas horas trabalhadas, mais isso para o governo é crime contra a humanidade; consequencia esses jovens se tornam presas para o tráfico de drogas.
A esquerda só consegue estragar tudo; é a para de elefante da humanidade.
Leia isso:
“É difícil encontrar um esquerdista que ainda não tenha inventado uma nova “solução” para os “problemas” da sociedade. Com frequência, tem-se a impressão de que existem mais soluções do que problemas. A realidade, no entanto, é que vários dos problemas de hoje são resultado das soluções de ontem.”
Depois entre no site:
votenaweb.com.br e de uma olhada nos projetos de lei. Você percebe claramente a máxima de “Criar dificuldades para vender facilidades”.
Estão agora, por exemplo, criando uma lei para flexibilizar a contratação de domésticas, sendo que a poucos meses atrás eles fizeram leis para dificultar a contratação desse tipo de serviço.
Aplaudo de pé. Thomas Sowell é o cara!!
Sintetizou vários pontos polêmicos em um único artigo, desvelando as várias frentes de estragos causados pela mentalidade esquerdista.
Ótimo texto!
“Esta presunção arbitrária e infundada pode ser encontrada em praticamente todas as políticas e regulamentações criadas ao longo dos anos, desde renovação urbana até serviços de saúde. Pessoas que nunca gerenciaram nem sequer uma pequena farmácia — muito menos um hospital — saem por aí jubilosamente prescrevendo regras sobre como deve funcionar o sistema de saúde, impondo arbitrariamente seus caprichos e especificidades a médicos, hospitais, empresas farmacêuticas e planos de saúde.”
Parágrafo sensacional!
Conseguiu resumir de forma muito boa a presunção de incompetentes que querem gerenciar a vida de todo mundo: querem determinar os preços, querem determinar a demanda e a oferta, querem determinar quem pode oferecer e o que não podem demandar, querem controlar a propriedade alheia e a liberdade de associação das pessoas.
Como quase todo texto do Sowell, dá vontade de aplaudir após a leitura. Essa tradução é uma boa pra difundir essas idéias por aqui.
Outra coisa que irrita na esquerda é a mania que eles têm de se proclamarem DEFENSORES DA LIBERDADE.
Eles querem controlar todo aspecto da sociedade, mas porque querem estender regulamentações estatais de casamento pra homossexuais e querem permitir o comércio de maconha altamente regulada e taxada pelo estado, se acham os grandes liberais e reclamam de quem quer controlar suas vidas (nesse ponto geralmente se referem a religiosos questionando a sexualidade deles)
Ah, e tem a mania de esquerdista de chamar seus inimigos de FASCISTAS. O que é incrivelmente ridículo.
O mesmo sujeito que quer Tutto nello Stato, niente al di fuori dello Stato, nulla contro lo Stato está chamando os outros de fascistas. Imagine quanto esquerdista bateria palmas pra literatura fascista se não tivessem lido as capas dos livros.
Outra da esquerda é a idolatria de genocidas totalitários da humanidade, com assassinatos na casa das dezenas, centenas de milhões. Que ainda piora quando esse tipo de gente finge (só pode ser fingimento) estar ultrajada com mortes (geralmente em número drasticamente menor que a dos ídolos da esquerda) em regimes de ditadura “de direita”; ou seja de ditaduras com as quais eles não concordavam.
E a esquerda que justifica crimes, afaga assassino, é contra punição, culpa a desigualdade e a falta de oportunidades, etc, etc… e que sobretudo chama de “reacionário” e “extrema-direita” aqueles que defendem punições severas pra criminosos.
No entanto, basta o crime ser de homofobia ou estupro, e de repente a esquerda que quase quer adotar assassinos começa a soltar fogo do nariz de indignação com o horror desses crimes.
A esquerda é uma grande compilação de teorias idiotas, interpretações errôneas do mundo, rebeldia adolescente, argumentos emocionais sem muita consideração pela lógica, e, claro, como colocado no texto, de políticas práticas desastrosas que corroem a sociedade e prejudica logo os mais vulneráveis.
A esquerda é, sobretudo, uma fórmula incrível pra controlar idiotas e conseguir mais poder sobre toda a sociedade, como a realidade mostra.
Dos melhores artigos que li por aqui em 2013.
Eu sou fã do Thomas Sowell! Suas entrevistas, bem como seus artigos, são de uma clareza incontestável. Seria muito bom que voltassem a divulgá-lo mais na mídia brasileira.
Eu particularmente queria saber a opinião dele sobre as “cotas sociais” nas universidades.
Esse texto é magnífico. Calaria a boca de qualquer esquerdista defensor dos pobres e oprimidos se eles tivessem um pingo de vergonha na cara.
Uma verdadeira lição de moral e humildade a todos que se acham os iluminados.
Excelente artigo… Um tapa na cara de idiotas úteis.
Aê Thomas Sowel! Como sempre muito foda! É isso aí meu! Sou fã desse negão (negão = grande negro – antes que os vitimistas venham aqui me acusar)!
Tem uma par de vídeos bons dele no youtube.
O que vcs se negam a ver é o grande avanço que o nosso país tem alcançado nos últimos anos. A esquerda levantou o Brasil e alçou IDH a níveis recordes! Lamento ver tantas críticas a uma ideologia que tem liberto pessoas das garras do capitalismo e seus efeitos degradantes. A história e a sociologia já comprovaram que o capitalismo puro só serviu para explorar e sujeitar pessoas às mais intensas atrocidades por causa do lucro!
A apologia libertária ao uso de armas tb é algo que não podemos tolerar. Penso que até mesmo os policiais devam ser proibidos de usar armas para evitar episódios como o dessa semana. Tudo o que a sociedade precisa agora é de um estado forte e de políticas que visem ampliar a governabilidade por meio de mais políticos e leis. E o que eu vejo é que a esquerda está honestamente lutando pela uma sociedade mais igual e justa, enquanto que a direita se afunda em escândalos de propina e corporativismo, tanto criticado justamento pelos da direita!
Arrogante e presunçoso o autor do texto. Fácil dividir a humanidade entre os ‘bonzinhos’ e os ‘malvados’ e se colocar do lado dos ‘bons’. Uma auto-proclamada superioridade moral que chega a ser nojenta. Cada indvíduo tem sua própria história e razões tanto para ser um.’bandido’ quanto para ser um ‘cidadão de bem’. O autor cria os mesmo estereótipos que as pessoas que ele critica criam, ele apenas tem uma opinião diferente sobre eles. Mas as pessoas não são esterótipos, felizmente.
Artigo excelente. Ótima escolha, IMB.
O artigo é bom. Só discordo da parte onde ele diz que os negros americanos tinham mais oportunidades de emprego até os anos 50 do que hj. Talvez no Norte dos EUA, sim. Aliás, no Norte, muitos negros prosperaram. Mas no Sul, com as Leis Jim Crows? Para se ter uma idéia da situação dos negros no Sul dos EUA, Jesse Owens, o heroi olímpico de 1936, na sua biografia lançada em 70, disse que na Alemanha de Hitler, pelo menos ele não tinha de sentar-se atrás no ônibus… Ou seja, os Ku Klux Klan eram mais racistas que os nazistas.
Ele fala que os imigrantes quase sempre evitam a política. Não é o caso dos Libaneses quem tem uma história de interesse pela política.
Também fui pobre e graças a Deus meus pais nunca receberam bolsa-miséria.
“um tolo pode vestir seu casaco com mais facilidade do que se pedisse a ajuda de um homem sábio para fazer isso por ele”.
O Brasil tá vestido (coberto) com vários casacos desde que foi descoberto.
Grato pela referencia a esse grande pensador:
Falhas da ideologia esquerdista – Thomas Sowell.
Em tempo,
Tem gente que confundiu paciência com tolerância. O que pouco demonstrou foi tolerância.
Abraços.
Essa defesa apaixonada de criminosos sinaliza uma identificação com eles.
Os esquerdistas gostam tanto dos pobres e da igualdade que querem fazer a maioria das pessoas ficar igualmente pobre.
Ressalva: sobrepeso e obesidade não indicam necessariamente boa situação econômica. Uma pessoa pode ter excesso de peso por só poder consumir alimentos de má qualidade.
* * *
“Cada indvíduo tem sua própria história e razões tanto para ser um.’bandido’ quanto para ser um ‘cidadão de bem’.”
Se é assim, então vamos relativizar o “crime” se sonegação fiscal. Que tal? No lugar de punições, deixemos que os professores em sala de aula convençam os alunos da importância de pagar impostos. Se a esquerda acredita mesmo nessa lorota não há porque punir a sonegação, afinal cada um tem suas razões para sonegar.
O texto é ótimo e vou citá-lo nas minhas próximas conversas sobre o assunto.
Porém tem um erro grave neste trecho:
“…O que houve quando ideias antiquadas sobre sexo foram substituídas, ainda na década de 1960, pelas novas e brilhantes ideias da esquerda, … sob a alcunha de “educação sexual”…”
“…Tanto a gravidez na adolescência quanto as doenças sexualmente transmissíveis …atingiu recordes históricos…”
Isso é uma falácia. A causa disso é a NÃO CONSCIENTIZAÇÃO quanto a educação sexual, e não o contrário.
Rubens, seu raciocínio não faz sentido. Ora, se foi justamente na década de 1960 que começaram a ensinar educação sexual aos jovens e aos adolescentes, como você pode dizer que foi a partir daí que a conscientização sobre o sexo diminuiu? Isso é contraditório.
“…Antigamente o sexo era basicamente feito entre marido e mulher após o casamento. …”
Sim… claro, vovô era muito fiel. SQN
Já ouviu falar das histórias de que o rapaz adolescente tinha que provar pro pai que era “macho” “homem”? SABE ONDE ISSO ERA FEITO?
Ou vai dizer que os vovôs casavam virgens? 😀
O que já nos admoestara o próprio Deus Jesus Cristo:
“Que tua mão esquerda não saiba o que faz a direita”
A Esquerda é INVEJOSA, É MAU!
“… logo x era comum na sociedade….”
Então, foi o que disse, devem ser invenções modernas. Deve ser coisa do século 21. Aliás, pra que criar uma lei pra um problema já que vc diz que ele não existia ou era pouco comum.
“… regras morais mais rígidas/pessoas …”
TÁ… AHÃM… acho que o vovô conseguiu convencer alguém.
“… As provas e casos de abuso sexual de professores a menores são invenções,…”
Sacerdotes também, deve ser tudo invenção.
“…Todos os métodos de proteção evitam a gravidez e as DST’s….”
Sim, evitam, o que é diferente de impedir. Assim como casamento não impede adultério nem DST.
“…Falar sobre sexo abertamente com jovens …”
Eu estou imaginando a tua adolescência, talvez um Anoniminho inocente, que não sabia pra que que servia o piu-piu, e ficou horrorizado quando viu que ele crescia e cuspia.
É isso. Simplesmente o que de mais completo li sobre política social.
Gente, este artigo é fantástico. Tem que ser publicado num jornal de grande circulação urgente. Esquerdopatia pira!
Esse caso dos chineses me faz lembrar os chineses aqui de São Paulo. Trabalham de domingo a domingo no centro e sem nunca reclamar, ou exigir privilégios. Futuramente seus filhos ingressarão na escola e passaram a obter melhores empregos, tudo isso graças aoas esforços do seus pais.
E enquanto isso, algumas minorias, ficam sentadas em casa vivendo do trabalho alheio e se fazendo de vitima do sistema.
“E se a busca pelas “raízes da criminalidade” não for nem minimamente tão eficaz quanto retirar criminosos de circulação?”.
Sim, mas não seria muito mais racional impedir o surgimento de bandidos do que depois gastar milhões de reais em contratação de policiais e construção de prisões? Ou será que alguém já nasce “mau”?
“””
Sim, mas não seria muito mais racional impedir o surgimento de bandidos do que depois gastar milhões de reais em contratação de policiais e construção de prisões? Ou será que alguém já nasce “mau”?
“””
Sim! como ninguém pensou nisso antes!!!???
É só “impedir o surgimento de bandidos” que todos os crimes irão acabar para sempre!!!
É simplesmente GENIAL!!!
Você deve ser o maior gênio de todos os tempos!!!
Agora conte-nos, como “impedir o surgimento de bandidos”?
Estou muito curioso para aprender isso!!!
E após implementarmos o seu método para “impedir o surgimento de bandidos” vamos lhe dar
o prêmio nobel da paz suprema!!!
Bem, nem todos os criminosos nasceram maus. Há muitos estudiosos que demonstram que a maioria dos criminosos sofreram/presenciaram violência na infância, logo nos primeiros anos de vida.
Muitos dos criminosos sofreram violência de uma mulher na infância. Por todo o mundo, mulheres são as que mais praticam violência infantil.No caso de estupradores, por exemplo, a maioria deles sofreu abuso sexual de uma mulher adulta. Feministas e esquerdistas no geral tentam censurar esse conhecimento.
A maioria dessas mulheres que praticam violência contra as crianças são mães solteiras. Filhos de mães solteiras e sem um pai presente têm 16 vezes mais chances de entrar na vida do crime. São a maioria dos estupradores, pessoas na cadeia, criminosos em geral.
A esquerda tem colaborado cada vez mais que famílias se desestruturem e que a violência aumente. Um exemplo é o bolsa família, que incentiva que mulheres pobres e miseráveis fiquem grávidas e sejam abandonadas por seus maridos para poder receber o benefício estatal. O assistencialismo substitui a presença do pai. O filho da mãe solteira e pobre, sem um referencial masculino, procura seus referenciais masculinos na vida do crime.
Os negros geralmente são as principais vítimas desse esquema podre da esquerda. Muitos deles crescem sem a presença de um pai ou uma família bem estruturada graças às políticas esquerdistas, e acabam entrando na vida do crime.
Dãã ninguém escolhe ser bom ou mal.
As ideias das pessoas são moldadas pelo seu meio.
Não é coincidência que a maioria dos presidiários são pobres.
São jovens excluídos da sociedade, onde ninguém lhe oferece uma oportunidade de emprego e estudo, enquanto playboys babacas esfregam a mesada do papai na cara deles.
Não é a toa que eles violam a lei, suas ações são apenas fruto da sua revolta.
Mas claro que tudo isso é difícil para os "liberais" reconhecerem, é mais fácil culpa os criminosos pelo seu caráter.
“Logo, por que a existência do mal sempre foi um conceito tão difícil para ser aceito por muitos da esquerda? O objetivo básico da esquerda sempre foi o de mudar as condições externas da humanidade. Mas e se o problema for interno? E se o verdadeiro problema for a perversidade dos seres humanos?”
Bom, o pior é isso, o problema é interno mesmo. O ser humano carrega traços de violência, agressividade, individualismo dentro e si, são os nossos traços fardos. Em oposição, racionalidade, discernimento, cooperação, nossos traços fortes. Daria para enumerar muitos traços fortes e fardos, mas parto do pressuposto que a consciência está evoluindo, livrando se de traços fardos e desenvolvendo traços fortes. Portanto parto de um pressuposto que a consciência carrega dentro de si um princípio evolutivo. A maldade e bondade está inserido nesse conceito. Tenho minhas bases para isso, não estou só divagando não.
O parágrafo “pelo menos desde o século XVIII a esquerda vem se esforçando para não lidar com o simples fato de que a maldade existe — que algumas pessoas simplesmente optam por fazer coisas que elas sabem de antemão serem erradas. Todo o tipo de desculpa, desde pobreza até adolescência infeliz, é utilizada pela esquerda para explicar, justificar e isentar a maldade” mostra uma verdade incompleta do assunto.
Ao meu ver a esquerda não está justificando ou isentando a maldade, ela está o reescrevendo.
Sobre o trecho: “Já em 1994, os 57 milhões de chineses expatriados haviam criado praticamente a mesma riqueza que o bilhão de pessoas que viviam na China.” Alguém sabe a fonte desses dados? Me interessei bastante neles.
Vejo um problema no inicio da sua argumentação. Deu à entender que o “mal” é algo com que algumas pessoas nascem, e que não existem fatores sociais. Além de reduzir a questão, que nem entre os estudiosos têm consenso,alimenta argumentos pró pena de morte.
As Três Leis para o fim da Bandidagem: (lei da robótica adaptada)
1- Nenhum bandido pode ferir alguém da sociedade, nem permitir que sofra, por inação, qualquer dano.
2- Um bandido tem que obedecer às ordens que lhe forem dadas pela sociedade, a menos que contradigam a primeira lei.
3- A obrigação de cada bandido é preservar a própria existência, desde que não entre em conflito com a primeira ou a segunda lei.
pronto.. expliquei como acabar com a bandidagem, mau ou bom. 😉
Seus textos são surpreendentes, parabéns!
Entretanto, vi uma reportagem do Pragmatismo Político e não tenho ideia de como fundamentar a oposição ao texto.
Reportagem: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/02/onde-esta-o-estado.html
Esse relativismo moral está presente na psicanalise, voces tem que lembrar que a psicanalise é um resultado da escola de frunkfurt, que é marxista.
O argumento da psicologia(ciencia marxista), para criticar o porte de arma, é ter tornado uma patologia, comportamentos defensivos.
Ou seja, no relativismo moral do esquerdista, quem se defende é doente mental, e quem ataca é ousado, certo, sano, correto ou vítima da sociedade.
A defesa, é uma caracteristica considerada sabia na antiguidade, em SUN TZU, na era feudal no japão com os samurais(HAGAKURE), ate mesmo no cristianismo num ponto de vista mais filosofico(me diga com quem andas e direi quem tu és).
O marxismo cultural, incluindo a psicanalise, visou transformar todo comportamento defensivo em doença mental.
Não acreditam na psicologia e na psiquiatria, ambas foram desenvolvidas por Freud e escola de frunkfurt, mesmo que a psiquiatria ja existisse antes disso, evoluiu junto com o marxismo.
Eu nasci e cresci em uma familia pobre, sem pai, e com mais 4 irmaos. Nao comemoravamos o Natal, pois a minha mae nao tinha dinheiro p presentes, jantares e decoracao, mas a desculpa dela era ser contra essa data comercial. Encapavamos os livros e cadernos com papel de pao. Obviamente estudei em escola publica a minha vida toda. Quando adolescente, conheci traficantes de porte pequeno estudando comigo, e comecei a fazer parte do circulo de amizade deles, e comecei a usar drogas leves a algumas pesadas. A minha familia, evangelica e tradicional, estava bem preocupada.
Mas um fato mudou a minha vida quando eu tinha 17 anos, em 1995. A minha mae teve que se mudar para outro estado por motivo familiar, e o meu irmao, 13 anos mais velho, que estudou em escola tecnica publica, abriu uma empresa de manutencao de computadores, que comecou a crescer muito na epoca, pois nao havia muita competicao. Eu fui trabalhar p ele. mas eu nao sabia nem ligar e desligar um computador, mas aprendi rapidamente no trabalho muitas coisas. Logo comecei a usar internet, a conhecer pessoas online que me ajudaram a arrumar entrevistas de trabalho e moradia na capital. Em 1999 eu ja estava trabalhando para o maior provedor de internet da America latina no setor de atendimento tecnico. Depois de 4 anos trabalhando la, houve um programa de demissão voluntaria, e com o dinheiro de banco de horas e FGTS, resolvi me mudar para Londres, onde vivo ate hoje, ha mais de quinze anos (nao conhecia ninguem aqui e tao pouco falava ingles). Hoje sou cidada Britanica, e tenho todos os direitos de um britanico nascido aqui, incluindo usar os beneficios sociais se eu precisar, que sao muitos comparando com o Brasil. O governo daqui ajuda com moradia, dinheiro mensal, transporte e entrevistas de emprego (Provavelmente muitos desses beneficios foram conquistos pela esquerda). Arma aqui eh restritamente proibida. Quando eu me mudei p ca, nem os policiais carregavam armas. Mas com o terrorismo, os policiais agora andam armados. A criminalidade aqui esta aumentando entre os jovens nos ultimos anos, mas de acordo com estudos, a austeridade, que comecou em 2008 (o governo teve que dar bilhoes para salvar os bancos, com isso o social sofreu cortes) ajudou a criar uma geracao de jovens violentos. Jovens esses que cresceu sem estrutura, passando a maior parte do tempo nas ruas, criando gangs. Antes da austeridade, jovens de classe baixa tinham programa social integral com atividades e educacao, e também havia mais policiais nas ruas. Alguns estudos apontam que a pobreza, os cortes sociais, a falta de oportunidade e a falta de patrulha policial geraram o aumento na violencia. Nos paises de primeiro mundo, a forma mais efetiva de acabar com a violencia nunca foi armar a populacao, e sim com educacao e oportunidades desde criança para as classes baixas.
A minha vida teria tomado um rumo totalmente diferente se eu nao tivesse essa oportunidade de trabalhar com o meu irmao. Talvez eu teria virado uma viciada, praticado crimes, engravidasse jovem, e tantas outras outcomes se eu tivesse continuado naquele caminho. Estou num caminho diferente não por meritocracia, mas por sorte, e dessa sorte eu aproveitei as oportunidades que surgiram, e fiz escolhas que achei que eram certas.
Sim, no caso do meu irmao foi meritocracia, apesar que ele teve a oportunidade de estudar de graca no interior, o que hoje muitos nao tem.
Querer generalizar que todos tem oportunidades de sair da miseria ‘e delusional. Vai falar isso para milhoes vivendo abaixo da linha da pobreza que apenas tem instrucao para trabalhar em sub empregos como domestica, catador de lixo, etc. Para aquelas pessoas que nao tem agua tratada, que dividi um quarto com mais de 5 pessoas, que vivem com medo de bandido e da policia, e onde apenas podem contar com os traficantes para se protegerem.
Apesar de eu ser de esquerda por uma questao de igualdade e justica social, eu nao demonizo a direita, pois eu acho que em qualquer governo, o poder nao deveria apenas ficar nas maos de uma ideologia, deveria ser ciclico. Enquanto a esquerda ‘e fundamental para trazer mais igualdade e progresso social e conquistar direitos sociais, a direita ‘e fundamental para manter a economia e os empresarios felizes e lucrando, gerando assim mais empregos (mesmo que muito desses empregos sejam "escravos", e mesmo que a consequencia dessa ideologia ‘e o aumento da desigualdade social.
O brasileiro gosta de ostentação. A classe media tem quer ter uma empregada diariamente para limpar, lavar e cozinhar, e os burgueses não aceitam pagar um salario justo ou que a empregada tenham direitos. Na Gra-Bretanha 'e diferente – Não existe essa cultura de ostentação, os parceiros, mesmo trabalhando fora, dividem as tarefas da casa e de cuidar de filhos. Talvez eles contratem um "cleaner" uma fez por semana, mas esses "cleaners" são autonomos. Eles cobram uns 50 reais por hora ou mais, e escolhem quando e para quem querem trabalhar. Eles tem vários clientes. Muitos desses cleaners são brasileiros, poloneses, portugueses, etc, trabalhando aqui para mandar dinheiro de volta p pais de origem. 'E uma cultura diferente. A cultura social do Brasil 'e podre, onde a classe media olha para os pobres com desdem.
http://www.independent.co.uk/news/uk/home-news/london-murders-crime-knife-shootings-poverty-austerity-young-people-a8287006.html
http://www.politics.co.uk/comment-analysis/2018/03/14/the-knife-crime-epidemic-is-a-result-of-austerity
http://www.manchester.ac.uk/discover/news/young-people-criminals/
http://www.barnardos.org.uk/what_we_do/policy_research_unit/research_and_publications/youth_justice_crime_research.htm
Eu me acho sortuda de morar num pais que no geral oferece oportunidades para todos e ajuda quem precisa (hoje bem menos por causa da austeridade).
A minha mentalidade mudou muito tambem. De evangelica, com uma visao super estreita do mundo onde apenasse limitava dentro das palavras de um livro de fantasias, comecei a entender o movimento feminista e gay, que sao fortes aqui. Aborto ‘e liberado, pois o direito e’ baseado na ciencia e nao em crenca.
Apesar que o governo atual ‘e conservador, a partir de 2020, educacao sobre sexo, ideologia de generos e direitos LGBT vao fazer parte do curriculo escolar das criancas. Nao sera compulsorio, os pais terao a opcao de tirar as criancas dessas classes.
Hoje sou fotografa autonoma. Conheci pessoas maravilhosas em Londres que me ajudaram a chegar onde estou. Gasto o meu dinheiro viajando pelo mundo. Infelizmente nunca fiz um curso universitario, mas a minha experiencia de conhecer varias culturas diferentes (sempre viajo sozinha) me ensinaram coisas que eu nunca iria aprender em universidade nenhuma.
Mas ‘e com uma tristeza enorme que vejo o meu pais natal sofrer um retrocesso enorme com o novo presidente. Ele vai levar o pais para o caminho oposto ao progresso e a de primeiro mundo. Com sua ignorancia e com a sua agenda evangelica, ele vai levar o pais de volta para decadas atras.
Você parece triste com a eleição de Jair Bolsonaro. Sério, Vicky? O Fernando Haddad seria melhor opção para o Brasil?
Quanto mais eu leio os artigos deste site e pesquiso sobre economia e etc, mais me vem a certeza de que o sistema educacional deste país está completamente podre. Eu faço faculdade de Ciência da Computação, e uma das disciplinas chama-se “Desafios sociais contemporâneos”, só o nome já pode causar náuseas, mas dá pra piorar, o professor é um esquerdista ferrenho, daqueles que quando algo ruim acontece joga os dados pra decidir se coloca a culpa nos banqueiros, no liberalismo econômico ou no imperialismo americano, isso quando não joga nos três ao mesmo tempo, mas quando algo bom acontece, o responsável é sempre o estado, em 100% dos casos. O cara chegou ao absurdo de afirmar que a pobreza no Brasil é culpa do “Neoliberalismo” (Sim, ele afirmava na cara dura que o Brasil é pobre por ser “demasiadamente livre” economicamente), que permitir que as pessoas possuam armas em casa é uma ameaça à democracia, que reduzir o estado e significa dar mais poder “prus banqueru”, o que é uma ameaça à democracia (como se um estado grande, gordo, lento e burro, lotado de burocratas autoritários e inúteis fosse algo extremamente democrático). Porém, dá pra piorar ainda mais, ele defende que a internet (principalmente redes socias e app’s de mensagens instantâneas) ser regulamentados, pois a internet sem regulação (Lê-se censura) do estado a internet é “Terra de ninguém”, e isto, novamente, é uma ameaça à democracia. O grande ponto é que na cabeça dos esquerdistas qualquer coisa, por mais imoral ou horrível que seja, se justifica se for “em nome da democracia”, o que mostra o quão pesadamente doutrinados os jovens deste país estão sendo.
Enfim… é rir pra não chorar.
Para a minha sorte a esmagadora maioria da minha turma tem mentalidade mais liberal, e ninguém caiu no papo dele, passávamos a maior parte do tempo zoando o que ele falava pelas costas dele.
Mais importante que o próprio texto são os comentários (só leio artigos que admitem comentários) que demonstram a existência de pessoas conscientes que escolheram não ser usadas como massa de manobra.
Parabéns! pelo texto lúcido e realista. A esquerda encarna e protege a própria concepção do mal existencialista de forma hipócrita e dissimulada.
Curioso como a “maldade” surge sobremaneira entre os mais pobres e com menos escolaridade. Veja a porcentagem de criminosos pobres em comparação com a de classe média por exemplo… Será mesmo que a condição externa não tem nada a ver com o crime?
O problema com a esquerda é que ela diz resolver os problemas do mundo e acaba piorado as coisas.
Thomas Sowell é o cara,o verdeiro orgulho do povo negro. Enquanto muito de nossos irmãos negros ficam se vitimizando ele e outros negros notáveis arregaçam as mangas e vão a luta.
Vejamos; a hora é de mudança nos conceitos de economia; menos poder aos bancos; estado e políticos; e mais investimento em matérias que façam a economia girar produzir riquezas; cursos de engenharia; etc…
Filosofia é bom só para quem está empregado na área; mas gera riqueza.
Vejam países que investiram em conhecimento; por exemplo os Tigres Asiáticos; Coréia do Sul.
Nós investimos em esquerdismo; greves ; passeatas; filosofia; Etc…
Estes temas são acadêmicos apenas; é mais do nada; são utópicos; devem existir sim; mas não como política de Estado.
Eu nao conheço todo o mundo para comentar sobre o mundo. Mas o Brasil eu conheço bem e tenho para mim que este país caminha a passos largos para um colapso completo. Cada dia mais, o setores dentro do Brasil exaltam a pobreza economia e principalmente a pobreza de espírito enquanto baluartes de mérito. Seja pobre para ser alguém que mereça algum respeito – apesar de este respeito de mentira e apenas da boca para fora.
E as pessoas, neste cenário, se aceitam e se permitem e se conformam. Abrem mão completamente de serem protagonistas de seu próprio bem estar e mudança de realidade. Este conformismo atenta contra a nossa evolução enquanto espécie e nos leva no caminho a involução.
Programas como SUS, Bolsa Família entre outros, que em algum momento da história representava algum sentido de lógica, na medida em que buscavam minorar consequências extremas e negativas, hoje, passaram a serem políticas permanentes de assistência, que deseducam, que desestimulam, que encabrestaram, reduzem a autonomia e que matam pessoas. E as pessoas passaram a gostar disso… Analogamente eu comparo ao achar que usar craque ou cocaína dá prazer… Que prazer reles hein?
Se os políticos são reflexo do povo… Eu não sei realmente em que arranjo este cenário poderia ser evitado. A coisa toda so tende a piorar. A política do cinismo não poderia levar a outro lugar que não ao colapso.
No livro História da Riqueza das Nações de Leo Hubbermann, este cita que história sem economia sãos contos de fadas e economia sem história é muito fria. Além de conciliar muito bem história com economia, o Dr. Thomas Sowell o faz embasado em análises brilhantes de diversas partes do mundo. Neste artigo ele fala dos chineses que saíram da Pátria Natal e foram muito bem sucedidos. O mesmo ocorreu com os Italianos no Brasil, meu pai Silvio Bertolini, cuja memória seja abençoada, escreveu em seu livro "O soldador de Penicos", que nossos antepassados vieram para o Brasil trabalhar por um salário que os ex-escravos achavam muito miserável. Meu pais soldava penicos com 7 anos de idade. Meu vô Attilio Carregou pedras em carrinho de mão na abertura da estrada de Serra Negra a Socorro.Eu trabalho desde os 10 de idade comecei como office boy.
A política é repleta de psicopatas, o poder em si, e no caso da esquerda na sua maioria.
Olá! Muito interessante as colocações do autor. Você tem a fonte? É material de livro(s), ou alguma entrevista ou fala de seminário?
Quero saber mais sobre o assunto
Perfeito!