Diga e
pense o que quiser a respeito do chefe da Igreja Católica, e discorde de todos
os pontos que ele defende. Ainda assim é
inescapável o fato de que ele representa uma voz de genuína autoridade moral em
meio a uma cultura política totalmente pútrida e carente de genuínos
porta-vozes da verdade.
E é por
isso que é extremamente patético e repugnante ver sórdidas figuras políticas se
esmerando para aparecer ao lado do sumo pontífice em cerimônias especiais,
fazendo discursos e poses para fotos ao lado de um líder que impõe um respeito
natural, respeito este que nenhum político ou chefe de estado usufrui.
Mas não
deixa de ser divertido ver políticos, sempre tão acostumados a ser o alvo das
pompas, subitamente terem de trocar de posição e se rebaixarem ao papel de
meros coadjuvantes perante um chefe de estado que, ao contrário deles, usufrui
respeito e admiração genuínos, sem que para isso tenha de fazer promessas
assistencialistas e contar mentiras populistas.
Políticos
se submetem a esse protocolo porque sabem que o papa é um dos poucos seres
humanos da terra que não podem ser ameaçados ou coagidos por nenhum governo. O papa — bem como outros líderes religiosos
— pode não ter nenhum regimento de soldados, mas ele tem algo de fazer inveja
aos políticos, para grande desespero destes: um exército de seguidores
voluntários, que o admira por aquilo que ele é, e não por aquilo que ele
promete fazer.
Estado x religião
Se levarmos
em conta a história da longa e conturbada relação entre igreja e estado, esta
atual postura submissa de políticos e chefes de estado ao líder de uma religião
é algo extraordinário, e suas implicações merecem uma exploração mais profunda.
Historicamente,
a religião sempre representou uma ameaça aos governos porque ela compete pela
lealdade dos cidadãos. A maioria dos
políticos considera que é o estado, e não Deus, o regente supremo da terra. Eles simplesmente não toleram uma visão de
mundo — uma fé — que está em contradição com a ideia de que o poder do estado
deve ser supremo e ilimitado.
A principal
razão por que a religião é um contínuo e eterno incômodo para os líderes políticos
advém do fato de que essa instituição define a autoridade moral independentemente
do poder dos governos. Todas as outras organizações da sociedade (com a
possível exceção da família) veem o estado como a fonte suprema das sanções
éticas.
Desde a
Revolução Francesa, o estado vem querendo tomar o lugar da igreja e da religião
na tarefa de arbitrador do que é certo e do que é errado na vida privada e
cívica do indivíduo. Porém, por causa de
toda a corrupção, de toda a roubalheira, de toda a extorsão tributária, de
todas as recessões e de todas as intromissões ilimitada em nossas vidas, o
estado desperdiçou toda a autoridade moral que um dia ele reivindicou para si
próprio. Por mais que ele tenha se
esforçado, o fato é que, no final, a população ainda reconhece a igreja, a
religião e várias outras entidades privadas como as genuínas merecedoras de
atenção e respeito, ao passo que a esfera política é amplamente considerada um
paraíso apenas para os salafrários e esbanjadores.
Mesmo entre
agnósticos e ateus não-ativistas, várias figuras religiosas são admiradas por
seus feitos, palavras e atitudes. Por
exemplo, Madre Teresa de Calcutá e João Paulo II representavam carismas bem
distintos dentro da tradição cristã: ela passou sua vida servindo aos mais
pobres da humanidade com humildade e desprendimento; ele proclamou o evangelho
desde sua eminente posição no topo da hierarquia católica. No entanto, ambos foram creditados como
genuínos portadores das melhores intenções, mesmo quando provavelmente estavam
errados, e eram respeitados por verbalizarem posições íntegras e probas, ainda
que várias vezes impopulares, sobre os assuntos mais prementes da atualidade.
Qual figura
política atual consegue exalar naturalmente o mesmo tipo de deferência e
respeito? Por acaso, o cidadão comum
possui uma profunda ternura e afeição a algum político, mesmo aquele em quem
ele votou? Pense nos líderes políticos
de hoje, tanto aqueles que ocupam cargos para os quais foram eleitos quanto
aqueles que meramente foram nomeados para funções burocráticas. Há algum cuja morte geraria uma efusão em
massa de pesar e tristeza, mesmo entre seus não-eleitores?
Esta
realidade se deve, em parte, à ideia — hoje já totalmente arraigada — de que
líderes políticos não são guiados por boas intenções, e nem muito menos por uma
genuína convicção moral de fazer o que é certo, mas sim por interesses
próprios. São os votos, as propinas e os
lobbies que azeitam as engrenagens da máquina estatal, e todos sabem
disso. Não importa se de direita, de
esquerda ou de centro: políticos são ávidos em satisfazer apenas os desejos dos
grupos de interesses que os apóiam e financiam sua eleição, e que por isso
conseguem vários privilégios protecionistas do estado.
Em
contraste, pense naquelas instituições que estão separadas do estado, como a
família, a igreja, a religião e a classe de micros e pequenos
empreendedores. Cada uma delas é uma
instituição voluntária cuja autoridade não é impingida por meio da força, mas
sim conseguida por meio do consentimento.
Nenhuma destas instituições é perfeita porque todas são formadas por
seres humanos falíveis; porém, como um todo, elas conseguem obter nosso
respeito e atenção, e exercem mais influência sobre a cultura de uma sociedade
do que o setor político e suas ramificações na mídia e nas universidades.
E é
exatamente por isso que políticos, intelectuais a soldo de políticos, artistas
e demais grupos organizados se dedicam diariamente a demonizar todas essas
classes. Só que esta tática de
demonização não é de modo algum inédita na seara da política. Durante séculos, o estado vem tentando fazer
isso com a igreja, caluniando a voz moral da religião como algo hipócrita e
potencialmente tirânico. O estado atual
assumiu funções que, para serem de fato executadas, necessitariam de atributos
que outrora eram vistos como pertencentes exclusivamente a Deus, dentre eles a
onisciência e a onipotência.
Progressistas e conservadores contra a
igreja
As posições
imutáveis e inflexíveis da igreja geram incômodos a ambos os lados do espectro
ideológico, de progressistas a conservadores.
João Paulo II, por exemplo, foi violentamente atacado pelos
neoconservadores americanos por ter se pronunciado de forma veemente contra a
invasão do Iraque. Um deles chegou a
fazer a vergonhosa insinuação de que o papa era inimigo dos EUA simplesmente
porque ele não apoiava essa campanha de agressão ao Oriente Médio. A verdade é que o pontífice jamais ignoraria
a inerente contradição entre ser pró-vida e pró-guerra, e tampouco iria
distorcer a doutrina católica da ‘guerra justa’ apenas para apoiar o ataque a
uma nação que claramente não representava perigo algum aos EUA. Os conservadores não perdoaram isso. Os eventos de 11 de setembro não mudaram as
leis morais, e o papa entendia que assassinato ainda era assassinato.
Já os
progressistas e demais adeptos do secularismo — dentre eles vários políticos
— atacam a igreja e a figura do papa sempre que seus pronunciamentos
teológicos vão contra a sua agenda. Eles
rotineiramente criticam — e de forma violenta — as posições da igreja em
relação ao aborto, à eutanásia, ao casamento gay, ao feminismo e aos métodos
contraceptivos. Eles simplesmente não
entendem que o catolicismo, como todas as religiões, possui regras que não
podem simplesmente ser descartadas para satisfazer os modismos culturais da
época. Eles veem a igreja e a religião
como um obstáculo à sociedade plenamente secular que sonham em criar — tendo o
estado como o agente desta revolução cultural.
Ambos os
espectros ideológicos não entendem que as posições da igreja e do papa são
teológicas, e não políticas. Eles não
aceitam que haja pessoas que colocam a obediência a Deus acima da obediência ao
estado. O papa é um homem a serviço de
Deus, e não um político a serviço de agendas partidárias. Sua função é manter inalterada a já
estabelecida e consagrada doutrina católica, e não atender a caprichos de
políticos. Sua missão é salvar almas e
não servir aos ditames de grupos organizados.
Para estas
pessoas, a não-subserviência do papa a nenhum governo e a nenhuma agenda
ideológica é o pecado imperdoável do líder religioso.
O estado jamais poderá substituir a
religião
Uma
evidência explícita de que estas pessoas têm o estado como religião e fazem
dele sua profissão de fé é que o mesmo julgamento rigoroso que elas direcionam ao
papa e às instituições religiosas não é aplicado ao estado.
O estado se
comprovou um fracasso em fornecer resultados minimamente satisfatórios para
qualquer pessoa tenha um comprometimento espiritual a uma genuína fé. Sua seguridade social não apenas não foi
capaz de fornecer uma segurança real, como também se mostrou uma péssima
substituta para as obrigações familiares; seu assistencialismo não elevou de
forma definitiva o padrão de vida das pessoas; os conflitos de classe criados pelo
estado — entre pagadores de impostos e consumidores de impostos — estão cada
vez mais exacerbados; e suas tentativas de gerenciar a economia geraram apenas
estagnação e desilusão.
E,
principalmente: quando mensurado por padrões mínimos de moralidade, o estado é
reprovado já em sua própria natureza.
Ele é o maior dos ladrões, o maior dos corruptores, o maior dos
corruptos, o maior dos espoliadores, a mais coercitiva das instituições, o mais
notório fraudador e falsificador de dinheiro, e o mais insolente dos
mentirosos. E, em cada um destes crimes,
o estado conta com toda uma classe de intelectuais ávida para defendê-lo,
justificá-lo e dizer que não há nada de errado nessas medidas — os mesmos
intelectuais que condenam a igreja por estar em descompasso com as “demandas da
modernidade”.
O estado é
um erro em suas mais fundamentais e conspícuas formas, enquanto que a igreja e
outras organizações baseadas no consentimento e na liberdade de escolha jamais
chegaram perto do tipo de fracasso que diariamente é exibido pelo estado. Políticos e burocratas nunca estiveram tão
impopulares perante o povo, um fato que a grande mídia tenta minimizar ao dizer
que a insatisfação é apenas pontual e corrigível. E, no entanto, quando olhamos para todas as
sociedades do planeta, constatamos que o estado nunca teve tantos poderes sobre
nossas vidas como tem atualmente — poderes que a igreja jamais presumiu ter,
mesmo em seu ápice.
Como pode o
estado manter este seu maciço e espantoso poder mesmo em meio à mais ampla e
disseminada percepção de sua falência moral?
A resposta está na força: o estado aliciou a população por meio de
ardilosos esquemas confiscatórios e implantou um cuidadoso arranjo de
concessões e benefícios a grupos de interesse.
Tal arranjo é eficaz, mas é totalmente instável. E não há nenhuma grande figura política que
não saiba disso. Estou certo de que não
há um dia em que eles não se preocupem com o futuro da instituição ao qual
juraram dedicar suas vidas.
Toda a
efusão de bajulação, respeito involuntário e até mesmo inveja que os políticos
direcionam ao papa possui significados muito mais profundos do que aparentam à
primeira vista. Se você quer ver o
formato da ordem social do futuro, olhe para os homens e mulheres de fé e
coragem — prelados, empreendedores, pais, mães, intelectuais autônomos e
filantropos. É para eles, e não para a classe
corrupta de parasitas, que a história está se voltando em busca de uma genuína
liderança que mereça confiança.
Até lá,
reconfortemo-nos com o fato de que todos estes políticos sabem que jamais
receberão o mesmo tipo de adulação sincera que o povo direciona ao
pontífice.
Lembrando que a Igreja (Católica) também não é tão inocente assim, principalmente com a venda de indulgências e a “santa” inquisição.
youtu.be/XmC4gUY53DE
Diga-se, de passagem, que a época em que a igreja católica se perdeu foi justamente quando ela era o estado
“usufrui respeito e admiração genuínos, sem que para isso tenha de fazer promessas assistencialistas e contar mentiras populistas.”
Mentira de Político: “Vai ter escola pro seu filho”;
Mentira do Papa: “Vai ter vida eterna no paraíso pra você”.
A “mentira populista” do papa é muito maior e mais fantasiosa que a dos políticos.
posso dizer q eu era muito contrario a igreja. Muito por n concordar com algumas de suas ideias. Mas ao conhecer a etica libertaria fica impossivel nao admirar um processo voluntario como eh hoje o de se juntar a um grupo religioso.
Quanto mais leio estes tipos de artigo, mais tolerante fico em relacao a qualquer idei contraria a minha q nao use de força. Mais admiro as diferenças entre as ideias de cada pessoa, e menos em achar minha moral absoluta e correta a todos.
Nao pretendo com isso me ‘converter’ a nenhum destes grupos q repudiava, mas os respeito cada vez mais
O melhor texto que já li a respeito. É impressionante que basta olhar pela ótica correta que as coisas ficam claras e cristalinas.
Muito bom artigo;
Os artigos que envolvem estado e religião são muito bons. Realmente foi interessante ver as nossas figuras políticas que são a maioria odiadas pela população tentando tirar uma espécie de “casquinha” do Papa. Quantas figuras gostariam de desfilar em carro aberto entre a população. A maioria seria vaiada, apedrejada, talvez algo pior.
O papa esteve nas ruas e o povo parou para vê-lo, que inveja Dona Dilma. Este senhor de branco com apenas um aceno de mão um sorriso consegue levar as pessoas ao choro, elas se jogam apenas para tocar no carro onde estava este homem.
A Igreja criou os hospitais, as universidades, a caridade; os orfanatos; o direito internacional; o respeito pelos direitos humanos; o respeito pelos povos.
A igreja construiu a civilização ocidental, como um bando de tribos bárbaras conseguiram dominar o mundo, a religião cristã, a Igreja Católica Apostólica Romana conseguiu dar sentido, coesão a essas tribos; essas tribos criaram países, a França, A Inglaterra; Portugal; Espanha, a Itália é a filha primeira.
Parabéns a religião cristã pilar da sociedade, parabéns a Igreja Católica, apanha tanto e continua acolhendo a todos
Respeito é a palavra chave, palavra que os políticos ignoram, postura que políticos sao incapazes de angariar. Consegue imaginar Lula e camarilha impondo respeito, sendo éticos?
Tenho minhas dúvidas quanto a ICAR ou algum outro grupo religioso ser um contraponto ao Estado, pois muitas questões que são combatidos pelos religiosos, como Células-Tronco e aborto, contam pontos na eleição.
No discurso que a Dilma fez durante a visita do papa, ela mencionou o terrível perigo das ideologias que pregam a diminuição do poder do estado. Nisto eu concordo com ela, é um perigo enorme para marxistas como ela, ainda que seja benéfico para o restante da população, que gasta seu tempo com atividades produtivas, como por exemplo, trabalhar. Espero que o papa consiga entender o perigo do marxismo e possa combate-lo, pelo menos o marxismo que se manifesta na igreja católica, que é a teologia da libertação.
Artigo excepcional. Saiu no mises .org??
Recomendo a todos os livros abaixo:
A igreja Católica construtura da civilização – Thomas Wood
igreja-civilizacao.blogspot.com.br
A vitória da razão – Rodney Star
http://www.4shared.com/office/WGa9TRVZ/a_vitria_da_razo_-_rodney_star.html
Com estes livros as idéias que a maioria tem contra a Igreja irão desaparecer, principalmente no ensino médio e nas universidades onde todo o discurso é dominado por professores contrários a Igreja, nas faculdades de humanas(História, filosofia, ciências sociais) é até covardia, o pobre do aluno não pode nem ao menos expor o seu contra ponto ao discurso comunista do professor, politicamente engajado.
Excelente texto… Um dos melhores texto que já li por aqui. Rockwell e Paul juntos não podia sair outra coisa.
Não há lógica em amar o novo papa. Agora as pessoas voluntariamente começaram a amar o novo papa, porque alguem lá no vaticano elegeu ele como papa, e isso já um grande motivo para o mundo do dia para noite começar a amar ele e respeitá-lo e ouvir tudo que ele diz. Cara isso é muito bizarro.
Parece até época medieval a onde todos querem beijar os pés do novo rei, porque? Porque disseram que ele é o novo rei…
Que artigo magnífico! No nível de seus autores!
É impressão minha ou o Temer tá chorando na foto ?
Tarde demais, vai pro inferno! rsrsrs…
“Mesmo entre agnósticos e ateus não-ativistas, várias figuras religiosas são admiradas por seus feitos, palavras e atitudes. Por exemplo, Madre Teresa de Calcutá e João Paulo II …”
… Hipollyte Léon Denizard Rivail, Francisco Cândido Xavier, Divaldo Franco, Laercio Fonseca, …
Que artigo brilhante!
Este texto deveria ser lido todos os dias nos próximos 100 anos em todas as escolas do Brasil.
Excelente artigo. Teóricos conservadores como Voegelin e Guenon já apontaram ostensivamente em seus estudos como a divisão social de poderes, caracterizada pela independência de uma classe sacerdotal em relação ao Estado, caracteriza os períodos mais harmoniosos das sociedades humanas. Em sentido contrário, no exato momento em que uns buscam concentrar poderes pela deposição de outros, é aí que começam os períodos de desestruturação, totalitarismo e barbárie.
Queira-se ou não, seguindo Coulanges e as observações pragmaticistas de Leo Strauss, agrupamentos humanos sem uma perspectiva de transcendência acabam por imanentizar suas perspectivas na figura do Estado e de seus líderes políticos. Como em tudo o mais, deixar a causa final da existência mesma dos grupamentos humanos a cargo do Estado é pedir pela [ora mais lenta, ora mais célere] ruína da convivência entre os homens, da cultura e da civilização.
Mas, parece que esse Papa defende o aumento do papel do estado e das políticas de redistribuição forçada, ou a dilma está mentindo?
E os fanáticos muçulmanos? que almejam sempre tomar o estado e implementar o estado religioso? E os filhos que são forçados pelos pais a seguirem determinadas religiões?
A Madre Teresa de Calcutá não é tão unanime assim:
Sobre o novo papa:
Liberalismo e Catolicismo são incompatíveis:
angueth.blogspot.com.br/2010/02/catolicismo-e-liberalismo.html
A igreja foi também estado a maior parte de sua história, tanto que vários papas foram eleitos por reis da Europa medieval querendo reafirmar seu poder. Ela sempre esteve ao lado do estado. O dia em que o estado for extinto a igreja perderá grande parte de seu poder.
Artigo de um nivel excelente. Tenho apenas um possivel erro a apontar mas que não irá destruir todo o raciocionio e objetivo do artigo.
“Qual figura política atual consegue exalar naturalmente o mesmo tipo de deferência e respeito? Por acaso, o cidadão comum possui uma profunda ternura e afeição a algum político, mesmo aquele em quem ele votou? Pense nos líderes políticos de hoje, tanto aqueles que ocupam cargos para os quais foram eleitos quanto aqueles que meramente foram nomeados para funções burocráticas. Há algum cuja morte geraria uma efusão em massa de pesar e tristeza, mesmo entre seus não-eleitores?”
Penso que aqui foram um pouco infelizes. Temos o exemplo de uma figura política cuja morte gerará “uma efusão em massa de pesar e tristeza, mesmo entre seus não-eleitores”, Nelson Mandela.
Paulo;
O dia que o estado foi extinto a igreja perderá o seu grande poder. Que piada é esta; basta verificar a história; quando acabou o império romano do ocidente, o único poder que ficou para ajudar e guiar as pessoas foi a Igreja Católica. Quando a Itália estava se unificando a população da cidade de Roma não queria esta unificação, eles eram romanos e não italianos.
A Igreja Católica sempre este em conflito com o estado; veja o que fez o rei da França Felipe; ele prendeu o Papa; Napoleão prendeu o Papa. Onde a Igreja era forte as pessoas tinham liberdade para lutar contra o estado, contra os impostos, contra os desmandos dos governantes; você poderia conversar com o seu pároco e este falava com o bispo;
Hoje no Brasil quando a Igreja se alinha ao estado que a população fica a mercê do estado; o estado não detesta a concorrência.
Prezada equipe IMB
Bom dia.
Mais um bom texto do IMB.
É fato público e notório que o Cristianismo, seja na vertente católica ou na vertente protestante, bem como o Judaísmo, foram responsável por moldar o que de melhor a cultura ocidental produziu.
Qualquer livro de história, filosofia, ciência politíca e direito, com um mínimo de honestidade intelectual vai comprovar isso de forma fácil.
Fora do Cristianismo e Judaísmo o que nos vimos foi violência e mentira.
Saudações
Erik
Incrível mesmo é ler neste artigo que a deferência política que os governantes prestam ao Papa é motivo de glorificação da igreja. A verdade nua e crua, goste-se disto ou não, é que para muitos dos governantes, principalmente num país sincrético como o nosso, uma foto ao lado do sumo pontífice renderá milhares de votos nas próximas eleições. Aqui no Brasil, qualquer político velhaco sabe que depende do “status quo” da simbiose entre estado e igreja.
Muitos acham ruim a quantidade de paraquedistas que apareceram falando asneiras. Eu acho ótimo. Mostra que o IMB está atingindo novos públicos. E estes paraquedistas não poderiam ter aterrissado em lugar melhor para aprenderem e deixarem as asneiras de lado 🙂
Será que pulei? Acho que não!
“Se você quer ver o formato da ordem social do futuro, olhe para os homens e mulheres de fé e coragem — prelados, empreendedores, pais, mães, intelectuais autônomos e filantropos. É para eles, e não para a classe corrupta de parasitas, que a história está se voltando em busca de uma genuína liderança que mereça confiança.”
Qual seria o formato de ordem social do futuro? Certamente, pelo exposto, uma baseada na ordenação hierarquizada, com comando(top)e controle(down). Através de uma instituição composta por pessoas corajosas de fé e do prelado, que seriam os empoderados naturais. Mas afinal, qual fé? A sua, a minha (falta), a do papa? Ah, querem uma teocracia! É isto?
Seria um “não ao estado como religião oficial” e um sim ao “estado com uma religião oficial”! Irônico, não é?
Para mim, não existe essa tal de “liderança genuína que mereça confiança”. Toda liderança política se faz por coerção através do medo, da ignorância dos fatos, do inimigo imaginário e telogicamente da salvação do pecado. Assim nenhuma liderança deve ser imunizada da desconfiança e do ceticismo. Se não for assim, abandonaremos a democracia como caminho para a humanidade.
Mas, é sempre bom lembrar Ludwig von Mises, quando ele admite um certo otimismo do liberalismo:
“O liberalismo é racionalista. Sustenta que é possível convencer a imensa maioria de que os seus próprios interesses, corretamente entendidos, serão mais bem atendidos pela cooperação pacífica no quadro da sociedade do que pela luta intestina e pela desintegração social. Tem plena confiança na razão humana. Pode ser que esse otimismo
seja infundado e que os liberais estejam errados. Se for assim, o futuro da humanidade é desesperador.”
Agora, sobre o prelado ser imune à corrupção dos parasitas, sejamos realistas:
oglobo.globo.com/mundo/prelado-mais-2-homens-sao-presos-em-investigacao-sobre-banco-do-vaticano-8840405
É só falar em Religião e os ateistas que comentam neste site piram. Será que estes imbecis nunca ouviram falar em Thomas Woods?
Uma pergunta a estes ateus: o que um regime ou cultura ateísta produziu de bom para o mundo além de uma pilha de cadáveres?
A Igreja Católica construiu a civilização ocidental. Criou coisas boas ao mundo como hospitais, universidades, asilos, etc…
A Idade Média, ao contrário do que o politicamente correto diz, não foi a Era das Trevas. Foi a época em que a Civilização Cristã foi grandiosa em sua arquitetura, filosofia, ciência e literatura. Se alguém aqui precisa de óculos e pode ler e escrever usando óculos, saiba que seu óculos existe porque católicos medievais, como os franciscanos Robert Grosseteste e Roger Bacon, desenvolveram a optica.
Feitos da Igreja:
– Orfanatos;
– Escolas;
– Universidades;
– Hospitais;
– Preservação dos clássicos da Antiguidade;
– Contribuições para a filosofia, especialmente com Santo Agostinho e São Tomás;
– Invenção da escrita cursiva, que facilitou a comunicação;
– Humanização da justiça, resultando na concepção de direitos humanos;
– Valorização da vida, com o combate ao aborto, infanticídio, suicídio, muito comuns na Antiguidade;
– Grandes físicos, como Nicolau Copérnico e outros, eram católicos e recebiam incentivos da Igreja;
– Incentivo às artes, literatura, pintura e arquitetura;
– Desenvolvimento da óptica por Robert Grosseteste e Roger Bacon no século XIII.
– Desenvolvimento da Genética: o monge agostiniano, Gregor MendelMENDEL é considerado o Pai da Genética;
E o mais importante, o assunto que interessa a este site (mas os ateuzinhos que comentam neste site não sabem):
– O desenvolvimento do conceito de Empreendedorismo e Eficiência Dinâmica pelo sacerdote franciscano São Bernardino de Siena;
– Desenvolvimento da Ciência Econômica pelos jesuítas e escolásticos espanhóis.
O que o ateísmo fez pelo mundo? Só os 100 milhões de mortos nos regimes ateístas.
A nova do papa é que ele apoia a guerra às drogas… nenhuma novidade, mais um papa estatista em vários sentidos.
Claro, pois o normal e esperado era que ele fosse à tribuna e dissesse: "Apoio a venda de cocaína na porta das escolas e de crack nas padarias".
P.S.: sou totalmente a favor da descriminação das drogas, mas tenho o discernimento de saber que tal postura não pode ser defendida por determinadas pessoas proeminentes.
P.S.2: sou agnóstico.
Texto ótimo. Sem as grandes religiões estaríamos muito mais a mercê do estado. As religiões servem como anteparo às pressões estatais. Sua organização permite um poder de reação que os indivíduos não teriam isoladamente.
Não é por nada que o governo petista ao mesmo tempo que tenta se aproximar da Igreja Católica e de grupos evangélicos para desfrutar de sua legitimidade os odeia genuinamente. Os grupos religiosos tem sido o maior empecilho a agenda esquerdista no Brasil, barrando temas como aborto, gayzismo e liberação das drogas. Lembrando que a política de drogas dos socialistas é completamente diferente dos libertários. Ela implica em onerar quem não utiliza drogas para criar uma rede estatal de tratamento aos usuários, que aumentarão em muito com a liberalização. Ou seja, haverá necessariamente um aumento do estado para atender a essa nova “função”. O vício será individual, mas suas consequências serão coletivas.
Estado laico é uma grande fábula, um conto de fadas escrito para enganar trouxas. O governante sempre irá impor suas crenças, ainda que seja da religião ateísta, mas toda essa confusão e desconstrução das religiões cristãs é importante para que as pessoas confiem cegamente no estado e façam tudo o que sejam ordenadas.
Não existe maior arma do que a culpa moral e quando vc torna o povo “culpado” ele cumprirá qualquer lei, ainda que aparentemente absurda, por causa de sua consciência inflamada pela ausência de cristianismo. Essa é a razão pela qual o governo incentiva a propagação de doutrinas hinduistas, budistas e pagãs ( inclusive em canais infantis como Gloob), jogando para o canto qualquer ensino cristão, pois este é um perigo para o estado. O cristianismo destruiu o império romano e nós estatistas não queremos que isso ocorra, afinal o cristianismo sempre será exclusivo e, ainda, nunca passivo.
Viva o estado!
Fiquei surpreso com a grande quantidade de posts nos comentários, muitos deles verdadeiras aulas de História sobre Teologia, e diante disto nem pude mencionar com mais detalhes minha opinião.
Como eu disse antes, sou cético com relação a ICAR e qualquer outro grupo religioso ser um oposto ao Estado, ou até mesmo de ser uma instituição mais inofensiva que o Estado.
É compreensível que qualquer instituição religiosa seja movida pela vontade de quem a segue, afinal todos tem o direito de seguir sua crença ou dogma, pois é um problema de cada um. Os motivos são secundários.
O que eu não concordo, é que tal dogma ou crença seja imposto a outros, por meio de coerção social (de um indivíduo ou de seus serviços), imposição através do Estado (no qual seus líderes se candidatam a cargos e os seguidores pressionam o Estado para que aprovem ou desaprovem algo que vai contra o dogma), e por meio de políticas públicas ou econômicas (Teologia da Libertação manda lembranças.)
Me entristece ver q muitos ainda atacam a adesão voluntaria a grupos religiosos com tanto fervor quanto atacam o estado em que a adesao nem pode ser questionada.
Por outro lado tambem entristece ver que tem tantos ‘conservadores ditadores’ em nome da religiao, para mim moralmente iguais aos governantes atuais com a unica briga de quais habitos devem ser impostos.
Ressalto que sou completamente a favor dos direitos de cada um crer ou achar melhor o q for ou descriminar os pensamentos contrarios. Mas ai a apoiarem o poder estatal quando as regras impostas coincidem com o desejo individual, me parece hipocrita neste caso atacar outras rehrad impostas com o argumento libertario.
Eh isso Gabriel, estou alinhado com o seu comentario sensato, li todos os outros, e parabenizo-lhe!
Bela entrevista do papa para a Tv Globo agora no fantástico! É isso que vcs precisam entender, largar mão da idolatria pelo lucro e pelo dinheiro e pensar nos pobres, naqueles que estão sendo explorados, passando fome, etc! Ele disse que há muito desemprego de jovens na europa, ou seja, há um desejo de empresários gananciosos explorar jovens inexperientes que pouco podem produzir! Espero que ele sirva de exemplo!
Resumindo, eu paguei para o velhinho vir passear aqui…
“O estado jamais poderá substituir a religião”
cuidado o contrário é perfeitamente possível e garanto seria pior ainda
—
Jornada consumiu ao menos R$ 109 mi em recursos públicos
O gasto público com a Jornada Mundial da Juventude alcançou R$ 109 milhões, de acordo com as informações prestadas até agora pelos governos federal, estadual e municipal.
A União foi a que, até agora, divulgou o maior dispêndio para o evento católico: R$ 57 milhões na segurança da Jornada e do papa Francisco.
www1.folha.uol.com.br/poder/2013/07/1318739-jornada-consumiu-ao-menos-r-109-mi-em-recursos-publicos.shtml
Onde está o Típico Filósofo que não comentou esse artigo???
* * *
Gostaria de saber o que os autores do texto pensam a respeito de autoridade religiosas “respeitáveis”, como Papa Alexandre VI. Além de corrupto, era assassino.
Religião só a cristã (católica, ortodoxa ou protestante).
E como mostra a realidade, por adesão voluntária e isso (obrigar, coagir) não está em pauta em nenhuma igreja, seja no Brasil ou qualquer outro país (salvo o Vaticano, felizmente é o menor Estado do mundo).
Dito isto bom artigo, o Estado é o problema a ser combatido para libertação do país.
“Quando mensurado por padrões mínimos de moralidade, o estado é reprovado já em sua própria natureza. Ele é o maior dos ladrões, o maior dos corruptores, o maior dos corruptos, o maior dos espoliadores, a mais coercitiva das instituições, o mais notório fraudador e falsificador de dinheiro e o mais insolente dos mentirosos.”