“Viveram pouco para morrer bem
Morreram jovens para viver sempre.”
Este verso encontra-se na base do Obelisco do Parque do
Ibirapuera, o maior monumento de São Paulo, construído em homenagem à Revolução de 9 de julho de 1932. Ele é um mausoléu onde estão os restos mortais
dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo — o MMDC — e de mais 713
combatentes que morreram durante os conflitos. Mas o monumento não é grande o suficiente,
pois junto com estes homens, morreu o espírito de liberdade de todas as
gerações posteriores: o poder de um governo central nunca mais foi enfrentado.
Um dos objetivos dos revolucionários era a proclamação de
uma nova Constituição para o Brasil, que devolvesse ao estado de São Paulo
poderes usurpados pela ditadura de Getúlio Vargas — por isso ela também é
chamada de Revolução Constitucionalista.
Mas entre os líderes do movimento havia os separatistas, lutando pela
independência total de São Paulo.
O separatismo, que sempre foi muito forte por toda a
história de São Paulo, foi representado durante a Revolução de 1932 por
escritores como Mario de Andrade, que declarou que naquele momento “faria tudo,
daria tudo para São Paulo se separar do Brasil”, e Monteiro Lobato, que afirmou
que o constitucionalismo era apenas um disfarce para o separatismo:
Após a vitória de São Paulo, na
campanha ora empenhada, se faz mister que seus dirigentes não se deixem embalar
pelas ideias sentimentais de brasilidade, irmandade e outras sonoridades.[…]
Ou São Paulo desarma a União e arma-se a si próprio, de modo a dirigir
doravante a política nacional a seu talento e em seu proveito, ou
separa-se.[…] Trata-se de uma guerra de independência disfarçada em guerra
constitucionalista.
De fato, a história de São Paulo é repleta de levantes por
mais autonomia, o primeiro deles ocorrendo em 1641, quando o fazendeiro Amador
Bueno foi aclamado Rei de São Paulo, que pretendia se tornar independente da
Coroa Portuguesa. Os motivos dos
separatistas podiam não ser os mais nobres[1],
mas a causa separatista é sempre bem vinda, e o proeminente historiador inglês
Robert Southey (1774 – 1843) chegou a declarar que “se a aclamação (separação)
tivesse ocorrido, os paulistas seriam o povo mais formidável das
Américas.”
Depois deste, muitos outros conflitos ocorreram, nem todos
de cunho separatista, desde a Revolução Liberal de 1842, até a Greve Geral
Anarquista de 1917, mostrando uma tradição paulista de não aceitar passivamente
os desmandos do poder central. E esta
não é uma característica exclusiva de São Paulo, pois ocorreram muitas revoltas
separatistas em diversos outros estados, como a Inconfidência Mineira, a
Revolução Farroupilha, a Guerra do Contestado, a Conjuração Baiana, a Sabinada,
a Confederação do Equador, a Revolução Pernambucana, a Revolução Praieira e
muitas outras. De todos os movimentos,
apenas dois obtiveram sucesso em sua secessão: o Grito do Ipiranga, que marcou
a Independência do Brasil de Portugal, e a Guerra da Cisplatina, que separou o
Uruguai do Brasil.
Por estes dois exemplos, podemos ver que secessão não é
nenhuma panaceia. O Brasil continua sob
quase todos os aspectos pior do que Portugal, e o Uruguai não é nenhuma Suíça
— mas podemos imaginar como o Uruguai estaria se, além de todos os seus
problemas, ainda tivesse de ajudar a sustentar Brasília; e se todo o Brasil
tivesse de, além de sustentar Brasília, ainda pagar impostos para Lisboa.
Gary North apontou em controverso artigo publicado neste
site na semana passada que a Revolução Americana que separou os Estados Unidos
da Grã Bretanha prejudicou em muito a liberdade, pois quando os EUA eram parte
do império, recaia sobre os colonos um imposto de apenas 1% e eles gozavam de
um dos ambientes de maior liberdade do mundo. Porém, já no eclodir da Revolução, os
revolucionários inflacionaram a moeda, impuseram um controle de preços e, após
a Revolução, a carga tributária havia triplicado — e nunca mais parou de
subir.
Enquanto os revolucionários americanos destruíram o sistema
monetário imprimindo desenfreadamente o Continental, os revolucionários
paulistas de 9 de julho criaram uma moeda própria lastreada em ouro, o que deu
indícios de que a consolidação da secessão iria dar início a uma região
autônoma muito mais livre.
Conquanto as secessões de Brasil e Estados Unidos não tenham
representado por si sós avanços na liberdade, elas careceram de um elemento específico
que consiste na maior vantagem do separatismo: ambas formaram estados de
proporções continentais. Em uma
espetacular palestra sobre as
vantagens de estados pequenos e os perigos da centralização, Hans-Hermann
Hoppe explica que estados pequenos devem necessariamente adotar políticas de
livre mercado. Países como Andorra e
Liechtenstein não iriam sobreviver se impusessem protecionismo, ao passo que um
país com as dimensões dos EUA consegue produzir praticamente tudo internamente
e, embora fosse empobrecer demasiadamente, poderia suportar enormes barreiras
de importações. Países pequenos também
tendem a adotar menos regulamentações e impostos mais baixos, pois competem com
outros estados pelos seus súditos, e as pessoas simplesmente se mudam de
vizinhança (estado) caso este se torne opressor. Logo, a esperança para a liberdade
seria um mundo formado por milhares de Andorras, Mônacos, Liechtensteins, Hong
Kongs, Cingapuras etc.
Além dos políticos que controlam territórios gigantescos e
se tornam multibilionários por conta disso, acho que um mundo com estas
configurações seria uma desvantagem apenas para entidades desportivas e seus
campeonatos mundiais entre países. Para
a FIFA, por exemplo, organizar uma Copa do Mundo entre dezenas ou centenas de
milhares de micro-países seria talvez inviável e nada atrativo. No entanto, poderia levar um pouco mais de
“justiça”, já que faria mais sentido o Uruguai enfrentar a seleção do Rio Grande
do Sul, ou a Espanha enfrentar a seleção de Minas Gerais, do que o enorme
Brasil. Mas a própria Espanha possui
fortes movimentos separatistas, e quando sua seleção foi campeã do mundo,
diversas bandeiras das regiões que lutam por independência entraram em campo na
comemoração, erguidas pelos jogadores das específicas localidades. Nacionalistas
catalães, galegos e bascos ignoram a seleção espanhola.
Mas por que falar de futebol no meio de um texto sobre
revoluções separatistas? Não está
desviando demais do assunto? Na verdade,
não. O Brasil não passa de uma abstração
e o futebol, que antes era considerado um estrangeirismo, é um dos elementos
que compõem a identidade nacional, a qual era inexistente antes de 1930, como
nos mostra o historiador revisionista libertário Leandro Narloch em seu best
seller Guia politicamente incorreto da
história do Brasil. O samba, a feijoada,
a capoeira, o futebol, o mulato etc. foram artificialmente elevados a itens de
uma cultura brasileira. E para quê? Para ajudarem a fortalecer um governo
altamente centralizado, já que o que segura esta enorme entidade política unida
é tão somente a opinião popular. E se as
pessoas das diferentes e longínquas regiões não se identificarem culturalmente
umas com as outras, a união não tem como se manter. Destruir diferenças regionais através do
multiculturalismo também ajuda a manter um poder central no comando de um
grande território.
É realmente surpreendente o fato de os brasileiros dos
diferentes estados concordarem com a união e o comando central de Brasília. Apesar de todo autoritarismo do governo
federal, é certo que alguns estados levam suas vantagens neste arranjo
político, como mostra o
redistributivismo entre os estados; mas e
quanto aos brasileiros dos estados que só obtêm desvantagens, como eles aturam
isto? O que aconteceu com o espírito
revolucionário que foi tão presente na história? Por que continuam sendo
súditos de um presidente que sequer escolheram? Este
mapa mostra que a pessoa que ocupa a presidência atualmente foi a vitoriosa
nas eleições em apenas parte dos estados.
Eleições já são uma grande farsa que não legitimam a
autoridade de ninguém, e mesmo um vitorioso com 90% dos votos sequer foi o
escolhido pelos que votaram no outro candidato e pelos que nem votaram. Mas um mapa com esta coloração já não é
motivo suficiente para se separar a parte azul da vermelha, cada uma ficando
com seu presidente? Este vídeo mostra como a atual presidente é extremamente
rejeitada mesmo no Rio de Janeiro, estado em que ela foi a vitoriosa com 60%
dos votos:
E, logicamente, o mais sensato seria que cada um dos estados
tivesse como seu presidente o respectivo governador eleito; e, prosseguindo com
a lógica secessionista, ela só iria encontrar limites no indivíduo, como notou Ludwig von Mises. Mas se alcançássemos
um território formado por milhares de cidades-estados como vislumbrado por
Hoppe, um ambiente propício para a liberdade e o consequente progresso e
enriquecimento geral iria vigorar.
A revolta contra o poder que foi revelada durante a recente
onda de protestos parece estar generalizada, e o sentimento separatista esboça
um ressurgimento. O professor Antony Mueller traçou um paralelo da atual
presidente como uma espécie de Maria Antonieta, ao comparar os gastos
extravagantes das duas cortes. Apenas para citar um exemplo, a rainha atual
levou uma comitiva para Roma para a posse do novo Papa que ocupou 52
quartos num hotel de luxo, tudo pago pelos trabalhadores brasileiros que
são obrigados a força da bala a sustentar essa opulência. Quanto mais tempo o povo terá que suportar
tudo isso até que um governador proclame a independência de seu estado? Sustentar Brasília pra quê?
[1]
Uma das motivações dos separatistas foi continuar com a prática de escravizar
índios, proibida pela Bula Papal de 1640, que excomungava todos que
escravizassem índios (o que fez com que os paulistas expulsassem os jesuítas de
São Paulo). E, além disso, a Coroa
Portuguesa possuía interesses comerciais no tráfico negreiro. Mas os separatistas também objetivavam a
manutenção do livre comércio com o Paraguai, também ameaçado pela Coroa
Portuguesa.

Excelente. Porque as pessoas tem tando medo da liberdade? Alguém consegue me responder? Costumo debater com alguns esquerdistas… Eles simplesmente acham que as pessoas não tem capacidade ou educação suficiente para se manter sem ajuda da violência estatal.
O Brasil é uma federação só no nome. Tem um governo extremamente centralizado, além de contar com um absurdo sistema de 3 níveis, quando outras federações possuem apenas o governo central e os estados.
Se pelo menos tivéssemos um sistema mais próximo daquele adotado pelos EUA ao menos haveria uma proteção maior contra os desmandos do governo central.
Infelizmente já não temos mais uma discussão pública sobre descentralização há décadas.
Cadê os movimentos separatistas atuais eles estão dormindo? Me lembro os movimentos separatistas no sul que uma vez apareceram até no Globo repórter e hoje em dia?
Em tempos de alta conectividade e uso de redes de informação rápida não seria mais fácil a organização de tais movimentos?
Att
Absurdo. Uma “federação” resultaria no retorno das oligarquias ao poder, cujo mantenimento não resultara em tragédia apenas graças à “política dos governadores”, que formava uma espécie de cartel entre prefeituras e governos estaduais de forma que tivessem de atender aos almejos do governo central ao mesmo tempo que esses estabeleciam a mesma relação de forma recíproca. Uma secessão paulista, ainda pior:
E quanto aos projetos federais no Estado? Haverá o esquecimento das dívidas eternas paulistas junto à federação? E quanto a dívida histórica pelo domínio sobre o governo federal por décadas durante as repúblicas do café? E quanto à discriminação sofrida por imigrantes pela classe média nazista de São Paulo, como eliminar o preconceito fechando estímulos federais? Quem financiará projetos bilionários para alimentar as cidades que mais injustamente consomem energia do Brasil apesar de apenas deterem parte de seu território?
Sou paulista e apenas tenho a agradecer à união. Além de todo o trabalho supramencionado, lembra-lo-ei de quanto a nação precisa da força intelectual paulista e que tal sinergia fez da USP a maior universidade da América Latina – um campo fértil para a plantação das ideias de progresso, civilização e humanidade. A secessão seria antítese de tudo logrado pelo estado no passado.
E quanto ao sustento acima da média da união pelo serviço dos paulistas(Quando comparado ao Acre, Roraima e Rondônia; que geram prejuízo à união)? Deveras justo, dada à dívida histórica de seu povo para com outros estados e os objetivos da república.
Já esqueceram que Brasília empregou milhares de pais de família durante sua construção? Ô povo sem sentimento!
O pior são os argumentos contra a separação. Já ouvi gente dizendo que existem estados que não são auto-suficientes em carne, em roupas, enfim… e teriam que importar tudo, o que seria “trágico”.
É impressionante o quanto o cidadão comum falha ao entender o livre comércio, e quanto valor ele dá pra linhas imaginárias.
Já um argumento que ouvi não faz nem uma semana foi o das forças armadas. Supostamente, os estados brasileiros seriam muito pequenos pra protegerem a si mesmos com forças armadas, daí a necessidade do governo federal.
É como se não enxergassem que os estados brasileiros são maiores do que muitos países soberanos que ainda assim têm todas as características de um país moderno (pra bem ou pro mal).
E a lista continua… parece que as pessoas se forçam a acreditar que precisamos de um governo de dimensões continentais.
Mesmo países gigantes e relativamente prósperos como EUA e Canadá gozam de uma boa descentralização de poder e alto grau de soberania dos estados.
Canadá, por exemplo, sequer tem uma estrovenga soviética que é um órgão federal de educação. Cada província é responsável pela educação.
Já brasileiros querem acreditar que sem um ministério federal da educação teríamos resultados péssimos na educação! Sem o Mercadante cuidando da educação de todo o país todos nós seríamos burros!
Um exemplo sensacional dos EUA é o estado de Wyoming que prevê encarcerar criminosos federais que vierem enforçar leis federais sobre armas de fogo que o estado de Wyoming não concordar.
Obviamente, os EUA estão faz tempo centralizando o governo, concentrando poder no governo federal, e cada vez menos os estados são soberanos (o governo federal até ignora a legalização de maconha medicinal nos estados e manda gangsters federais prenderem pessoas doentes que fazem esse tipo de tratamento). E… olha o lixo que o país está se tornando com essas medidas.
Descentralização é o caminho. Centralização apenas aumenta os conflitos na sociedade e dá poder à políticos, burocratas, legisladores e corporações que os controlam.
Também vejo no separatismo o caminho mais curto para mais liberdade. Vários dos vícios que existem nos Estados grandes ficam inviabilizados em contextos menores.
Mas também precisamos ressaltar que só o separatismo não ajuda nada se não vier acompanhado de valores que favoreçam a liberdade. Um regime autoritário continua sendo autoritário. A América espanhola, que não conseguiu se manter unida, é um exemplo clássico. Mas, mesmo aí, podemos ver algumas esperanças, como é o caso do Chile. E, no caso dos EUA, com todas as suas imperfeições, foi um país continental que acabou representando a maior expressão de uma sociedade livre.
Territórios pequenos também facilitam alguns tipos de exploração. Um grupo que é muito influente apenas em uma região ganha com o separatismo, pois tem menos barreiras para aumentar seu poder. O nacionalismo e os papos de soberania viram explicações aceitas para a expansão da violência contra a população local.
Em um ambiente cultural propício, também acredito que territórios menores têm o poder político mais restrito. É também mais fácil influenciar um grupo menor de pessoas do que tentar ter algum tipo de influência em um continente. Infelizmente, ao contrário dos marxistas, não temos respostas fáceis para os problemas.
Outro fator importante é a limitação de armas. Se um grupo não pode ter armas, não tem como ele se defender do governo central.
Nem ao futebol eu vejo problemas como o autor ver. Quem gosta mesmo de futebol, gosta mais do clube de coração do que da Seleção. Até seria benéfico para o futebol paulista, pois o campeão estadual teria vaga assegurada na libertadores. Campeonato estadual viraria nacional.
Contudo não seria só vantagem para os paulistas. A indústria paulista teria que concorrer com os importados no resto do Brasil. No meu estado mesmo, boa parte dos produtos são produzidos em SP. Seria um mercado que SP perderia, pois teria que competir igualmente com o resto do mundo. Portanto, se de um lado SP ganharia por não ter que pagar impostos para sustentar outros estados, do outro lado, perderia um mercado que hoje tem sido praticamente exclusivo. Ou seja SP é não tão prejudicado nesse atual arranjo como se pensa. Se realmente fosse, não tenho dúvidas, já teria operado a secessão.
excelente texto!
corrobora a brilhante constatação de Hans Hoppe!
INDEPENDENCIA DE SÃO PAULO JÁ!
Ah. Então não sou o único que pensa assim.
De fato, a centralização do poder nas mãos do governo federal é a ruína deste país. Acho que não defenderia o separatismo, mas defendo a diminuição drástica dos poderes do governo federal. Autonomia para os estados e municípios! Cada estado e município precisa ter o poder para legislar sobre questões como desarmamento, ‘casamento’ gay, impostos, direito penal, etc.
Enquanto isso o capitalismo de compadre….
Câmbio mudou de patamar e não deve se desvalorizar mais, afirma Pimentel Segundo informações da Agência Estado, atual taxa de câmbio parece ser confortável aos empresários
http://www.infomoney.com.br/mercados/cambio/noticia/2859250/cambio-mudou-patamar-nao-deve-desvalorizar-mais-afirma-pimentel
Toda a riqueza produzida pela cidade deveria ficar, em primeiro lugar, na cidade, depois uma parte, em segundo lugar, ficaria com o estado e, finalmente, os estados dariam as migalhas para a união.
Londrina, minha cidade, que poderia ser mais rica e progressista do que já é, quando sofreu com inundações alguns anos atrás, teve que pedir ajuda à união, e até hoje, pelo que tenho acompanhado pela mídia local, não veio!
Curitiba é a capital, mas tratando-se de Londrina ter tido um sistema de transporte urbano inspirado nos coletivos curitibanos, com seus tubinhos, ligeirinhos e articulados – que aliás é muito bom – acabou desprezada ao longo de sua história pelos sucessivos governadores paranaenses.
E se fosse, numa remota hipótese, para São Paulo separar do resto da união, digo que a maioria dos londrinenses desejariam ser o Sul desse estado separado. Todo o Norte paranaense.
Sobre o projeto do plebiscito da Dilma:
É como se Maria Antonieta perguntasse a “les gens furieux”, diante de seu palácio, se eles gostariam de comer seus batons no café da manhã para matar a fome na falta de pão!
Desculpem-me se exagerei, não tanto quanto Marat, l’ami du peuple, mas o artigo do Fernando está ótimo. Parabéns. Principalmente pelos elogiosos sons captados durante o pronunciamento da Dilma mostrados no vídeo. Ressonância sonora total com Londrina.
Abraços.
Cadê os gaúchos, tchê!?
Tá na hora de todo mundo se separar…
Na boa, considerando a situação atual, não vejo a mínima possibilidade de isso acontecer nos próximos 100 anos… (a não ser que as condições mudem, é claro!)
Concordo com o autor.Se o Rio de Janeiro fosse independente, seria um Estado que controlaria suas fronteiras contra a invasão de indesejáveis com pouca cultura e saúde que se alojariam em favelas. Controlaria a entrada do tráfico de armas e drogas que entra por São Paulo . Seria um estado pequeno,mas com alto grau de cultura (é o Estado da Federação com maior número de alfabetizados e melhor percentual de pessoas com nível superior)Além disso ,o Rio tem uma cultura de contestação à autoridade que seria um saudável freio à eleitos como o rinoceronte Cacareco e outras animálias como Tiririca.Finalmente ,tem uma agricultura produzida por pequenas e médias propriedades que tornaria o Estado autossficiente em vários ítens alimentares , sem criar um poderoso e perigoso lobby agrário.Para terminar ,não desperdiçaria divisas na compra de petróleo ,que é a ruína de muitas nações carentes de recursos enérgicos,visto que o Estado é autossuficiente em petróleo.De fato ,a secessão é muito interessante para os cariocas.
Caro Chiocca, o problema é que todo movimento revolucionário tem em si aquele elemento negativo de destruir a ordem vigente, para que do caos e da destruição emerja enfim algo de bom… É essa a ideia por trás de todas as revoluções. Não importa se é separatista ou unificadora, é nesse contexto de destruição que o príncipe de Maquiavel encontra seu habitat.
Quando penso em revolucionários, penso em Giuseppe Garibaldi enquanto esteve aqui no sul do Brasil o revolucionário aderiu ao movimento separatista do RS e ao voltar para Itália, aderiu novamente à causa reunificadora da Itália…
Parece contraditório, mas o que o revolucionário de qualquer época quer é subverter a ordem e destruí-la, fazer o mau e para que do mau, da destruição, nasça uma nova ordem melhor e ideal, desde que os príncipes revolucionários se tornem os detentores do poder.
Sabem quem foi o primeiro revolucionário, esquerdista radical?
“O primeiro radical da história humana, o qual se rebelou contra a classe dominante e fez uma rebelião tão eficaz que pelo menos ganhou seu próprio reino — Lúcifer".
Saul Alinski no livro Rules of Radicals…
Muito bom esse texto e conveniente para o dia de hoje. Seria um sonho ver Minas se separar do resto do Brasil.
Eu já lí o Guia politicamente incorreto da história do Brasil do Leandro Narloch. Ele é muito bom. Quem não leu ainda, leia.
Vejo que muita gente ainda tem esse orgulho e ‘estereotipagem’ regional, não que seja contra isso, mas não consigo ver generalização de paulista, mineiro, nordentino, carioca.
Nunca tive o menor orgulho do pais em que nasci, nem do estado ou cidade, conheço pessoas interessantes em diferentes ‘regiões’ e nunca dei bola pra isso. Mas se desse sentimento surgisse qualquer tipo de fragmentação estatal eu apoio!
Não sei se eu vou falar uma estupidez, mesmo porque não sei se as leis eleitorais do país permitem isso, mas vamos lá:
Não seria interessante criar um partido (também odeio a ideia, mas acredito que nesse momento poderia ser necessário) ou movimento só para levantar as ideias de livre mercado em determinado estado?
Por exemplo: “Partido do Estado do Rio de Janeiro”; “Partido pelo Estado de São Paulo”, “Partido Mineiro”,… Esses movimentos e partidos defendendo a liberdade econômica nos estados poderiam mostrar com mais facilidade para a população que crescimento econômico só mesmo com a livre iniciativa.
Os partidos deverão defender o livre mercado e ao mesmo tempo mostrar com a centralização vindo de Brasilia só empobrece o país.
Já passou da hora de o Estado de São Paulo lutar por, pelo menos, uma forte automomia em relação ao resto do país, para que não tenhamos a obrigação de sustentar regiões e municípios parasitas que só sobrevivem de verbas distribuidas de Brasília, graças a impostos abusivos. Fico imaginando o quanto o estado paulista seria rico se a maior parte do dinheiro sugado daqui ficasse aqui mesmo benificiando esta população que é uma das mais criativas e trabalhadoras.
Interessante este artigo do Ricardo Amorim, do Manhattan Connection, falando sobre o peso do Estado.
Parece que estamos entrando, finalmente, no mainstream.
ricamconsultoria.com.br/news/artigos/artigo-do-economista-e-apresentador-do-manhattan-connection-para-a-revista-isto-e-sobre-o-bolsa-brasil
Sou totalmente a favor da independência de todos os estados brasileiros e a consequente extinção do Brasil como instituição. Em seguida, todos os municípios conquistariam a sua independência e consequentemente todos os estados (já separados do Brasil) também seriam extintos. E por fim seriam extintas as prefeituras de todos os municípios independentes.
O mesmo poderia ser replicado a todos os países concomitantemente.
Tomara que eu esteja vivo para testemunhar essa façanha da sociedade.
Creio que o modelo grego cidade-estado seria uma boa opção.
Interessante observar a União Européia que rejeitou um governo centralizado. A união no entanto é composta relativamente de pequenos estados. Poderia ser menores.
Na linha de “cidades-estado => maior liberdade”, acredito que a seguinte palestra interessará aos leitores desse site:
Parece bom demais pra ser verdade.
O monoteísmo que herdamos da tradição judaico-cristã seria um simulacro do poder centralizador
Esse simulacro de um poder centralizador, atuou apenas no campo moral ou lógico etc. Não foram esses países (que herdaram essa tradição) que tiveram mais sucesso na preservação das liberdades individuais e do conceito de propriedade indiviual?
Lembrem que nos países comunistas as primeiras providencias foram acabar com o poder religioso.
Os paulistas precisam de Brasília pelos mesmo motivos que os peixes precisam de bicicletas.
PELA INDEPENDÊNCIA DE SÃO PAULO !!!
Notícia quentissima do alertatotal. Chupa essa forças armadas. Querem tomar o Brasil. Brasileiros se preparem para a guerra.
A Inteligência Militar já avalia se é mesmo verdadeira a informação que circula no Facebook sobre o desembarque de venezuelanos segunda-feira à noite, no Mato Grosso do Sul.
Eis o relato resumido que rola pelas redes sociais:
"Ao fazer conexão no aeroporto de Campo Grande por volta das 20 horas , me deparei com esse mostrengo da força aérea Venezuela em pleno aeroporto brasileiro descarregando muita bagagem, até ai tudo bem, entrei no saguão pra pegar o voo pra SP e me deparo com mais de 200 venezuelanos com caras de terrorista acompanhados de uns 6 soldados fardados”.
"Pois bem, de repente de minha janela observo estes que aparentavam mais alta patente e maldade saindo por uma porta especial , e se dirigindo pra o seu avião venezuelano , achei muito estranho e uma aeromoça me disse que outros mais haviam partido em outro voo pra local desconhecido”.
"Essa foi a ultima foto , eles chegando no avião cargueiro , agora pra onde foram eles e pra onde foram os outros nos voos domésticos e por quê?"
Cadê as Forças Armadas. Vamos entrar em guerra? Pode creeeeerrrr
Olha quem é o PT.
Divulguem inclusive pras Forças Armadas.
Quanta bobagem! Alguns paulistas acham que o Estado de São Paulo é a Califórnia e a cidade é Nova Iorque! Não há nenhuma justificativa étnica, cultural, religiosa ou econômica para uma “independência” de São Paulo, que aliás é muito dependente dos insumos de outros Estados: petróleo, minério de ferro e energia. O mundo hoje é o de estados supranacionais, não de microestados.
“Além dos políticos que controlam territórios gigantescos e se tornam multibilionários por conta disso,…” realmente com essa divisao ficaria muito mais dificil esses politicos locais controlarem a populacao local( coisa que ja fazem hoje), dando a presidencia, sabe um principado, ou reinado, condado a um representante das oligarquias local, apos a formacao de cidade estado a la grecia antiga, as coisas melhorariam muito, como por exemplo no Maranhao, na Bahia, Rio Grande do Norte, entre outros, logicamente eles com o tempo perderiam o poder, pois deixariam de se submeter a um governo central e dariam toda atencao aos conterraneos na busca de um capitalismo livre, sem a maquina central sugando “todos” os recursos.
Sarney e Collor implementariam ditaduras em seus respectivos Estados de Certo.
Se não me engano Alagoas e Maranhão neh?!
Ou pelo menos tentariam…
Forças Armadas (MENSAGEM ATUALIZADA) – POR FAVOR DIVULGUEM (INTERNET, EMAIL, FORUNS, COMENTARIOS, IMPRESSOES, ETC). Uma resposta sincera para todas as forças armadas e “salvadores” em geral.
E a história sempre se repete.
"E em toda a terra de Israel nem um ferreiro se achava, porque os filisteus tinham dito: Para que os hebreus não façam espada nem lança (…). E sucedeu que, no dia da
peleja, não se achou nem espada nem lança na mão de todo o povo que estava com Saul e com Jônatas"
(1Samuel 13:19; 22).
Quem disse que o comunismo estava quase acabado estava muito enganado. Fazendo cara de cão sem dono, entraram no poder (Diretas já?!). Aprovaram todas as leis possíveis contra o nosso povo. Leis torpes, escrupulentas, genocidas, e imorais contra toda uma nação, modificando a história e introduzindo-as nas escolas. Isso tudo tem que ser desfeito. Planejam nossa destruição em pleno terrítório nacional (www.midiasemmascara.org/mediawatch/noticiasfaltantes/foro-de-sao-paulo/14173-as-farc-ja-tem-representante-legal-no-brasil.html). Eleição 2014 é faixada. Temos que tirá-los a força.
Vocês, serão desmoralizados, até que não tenha condições para uma hora de guerra (sem armamento, mantimento, e etc). Como sabem não
ganharam a próxima eleição sem luta, terão que apelar (Aviões de guerra venezuelano despejam centenas de guerrilheiros no Brasil ( http://www.militar.com.br/blog25424-Avi%C3%A3o-Mil-
Venezuelano-Despeja-Guerrilheiros-Campo-Grande-MS ). A passeio mesmo? Nada calada da noite? Quem dorme aqui é o povo, ou vocês que se acomodaram? (Lança mísseis é
apreendido pela PM em uma casa em Apucarana – jornaldopovoparana.com/lanca-misseis-e-apreendido-pela-pm-em-uma-casa-em-apucarana/ ). “Bagagem?” … “Passeio?
Tenho certeza que estão no meio das manifestações, prontos para a luta armada”. Continuam achando mesmo que eles teram misericórdias de vocês, que interromperam o
objetivo deles de 1964? Eles vão mandar vocês pro AR. Eles já estão atacando (Rodovida do Xisto em Araucária é explodida por mais um míssil … MAIS UMMMM!- http://www.youtube.com/watch?v=B8wmKaOgoOM ).
Investiguem políticos, ONGS, partidos políticos, emissoras de rádio, tv, e sites de notícias (Prisão perpétua para a escória). Diretas já foi criada por ele e para eles.
Façam alguma coisa. Se não querem fazer isso pelo País, façam por quem vocês amam. Seus entes queridos. Pela vossa família. Pelos seus filhos … Pelas nossas crianças. Saibam que não se agradará à todos. Mas no final todos teremos consciência de dever cumprido. Pelo Amor do Nosso Senhor, vos imploramos, vos suplicamos, nos ajudem. MEU DEUSSSSSSSSSSSSSS FAÇA ELES OUVIREM. Pois não teremos mais uma segunda chance…
Que o Senhor nos ajuda. Em nome do seu filho, o Cristo.
“Uma andorinha só não faz verão. Elas faz todas as estações acontecerem.” Abraços e que Deus nos abençoe … e proteja.
Anônimo, é isso que eu estou falando: Isso tudo só foi permitido devido as leis centralizadoras de Brasília com as tais concessões de canais para esses oligarcas. Então repito o que eu disse no meu outro comentário: “devido ao sistema centralizador da politica brasileira.”
Só pode dar concessão a canais de televisão e rádios o poder centralizador de Brasília.
Anônimo, pelo menos umas cinco décadas (no mínimo) o brasileiro foi alvo de infestação doutrinal esquerdista. A internet assim como pode ser usada para propagar o esquerdismo, pode ser usada também para propagar o não esquerdismo. E eu particularmente acho isso ótimo, já que décadas atrás era só os esquerdismo que praticamente era divulgado.
Viva a cultura paulista
Acho que a divisão do território brasileiro pode ser um fator que trará mais chances de liberdade se comparado ao jugo de brasília. Certamente é uma chance que se tem de diminuir o tamanho do governo ao trazer um ambiente mais “concorrencial” entre os países resultantes da separação.
Porém, não podemos esquecer, que mesmo que os sentimentos separatistas estaduais possam trazer resultados benéficos a causa da liberdade, eles não estão em comunhão com a filosofia da liberdade.
Os movimentos separatistas não têm nada a reclamar do estatismo, extorsão e agressão orquestrados pela filosofia coletivista. Não é uma característica de movimentos de reforma da estrutura governamental, obviamente, o repúdio à própria existência do governo. No caso dos separatismos estaduais, eles nem ao menos incorporam a diminuição da interferência em sua causa.
Os movimentos separatistas apenas não estão satisfeitos com o arranjo estatal vigente. Eles pretendem trocá-lo por sua própria opressão. Não há diferença entre a ficção da brasilidade e a ficção da “paulistanismo”, “gauchismo”, “mineirismo” e todos os outros contos de ficção inventados para reforçar a base de sustentação do estado que é a ideia de filiação forçada, seja à mentira que é o Brasil, ou a mentira que é São Paulo, Minas e todos os estados do país.
Portanto, meus amigos, esse separatismo deve ser apenas visto como um mal menor. Um mal menor como uma democracia sobre o despotismo. Como o keynesianismo sobre o marxismo. Como todas as outras repugnâncias que se sobressaem apenas por existir uma repugnância maior ainda.
É um mal menor. E mal menores nós não amamos. Somos apenas espectadores da luta entre tiranias, não agentes. Temos nossa própria causa, e essa sim, não é tirana.
Contra a esquerda SIM! A favor da direota NÂO!
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Só uma correção: o vídeo mostrado no artigo não é no Rio de Janeiro, mas sim em Brasília.
O direito de auto determinação dos povos é um dos direitos universais, base das Nações Unidas e da sociedade ocidental contemporânea. Ele só não é respeitado por países autoritários como Rússia e China. Querer desqualificar um movimento por auto-determinação como xenofóbico, ou qualquer bobagem, é um crime grave, se não do direito nacional, com certeza do direito internacional. É por isso que houveram plebiscitos em Quebec, na Escócia, e que o Reino Unido concedeu independência à Irlanda após um plebiscito vitorioso. Semana passada, 100 mil saíram às ruas pedindo a independência da Catalúnia, e não houve nenhuma condenação acusando-os de serem xenofóbicos. É um direito deles, assim como é um direito fundamental nosso paulista, previsto pela ONU e pelo direito internacional. E qual motivo temos para pedir isso? Não é apenas a vitória do PT e da Dilma. Esta é a gota d’água. O motivo é vivermos em uma república em que a democracia não é plena, se é que podemos chama-la disto. E não é plena em detrimento dos paulistas, mais do que de todos. O voto de um rondonense ou roraimense vale mais de 10 vezes o nosso na eleição de deputados federais, e mais de 100 vezes na eleição de senadores. O voto de cidadãos de qualquer outro estado vale mais que o nosso, dos paulistas. Então o congresso nacional não nos representa justamente. E com isso as leis por eles criadas não nos representam justamente. E por esses dois últimos, o dinheiro proveniente dos nossos impostos não revertem em sua maioria para nós, mas sim para outros povos que segundo o estado brasileiro são politicamente mais importantes. Nos últimos 12 anos, e pelos próximos 4 anos, nossos presidentes não foram os escolhidos por nós. Os ministros do Supremo Tribunal Federal foram em sua maioria escolhidos por presidentes que não foram escolhidos por nós. Ou seja, no nível federal, somos governados há muito tempo por 3 poderes que não foram escolhidos por nós. Estes três poderes nos desfavorecem em prol de outros povos que o Brasil considera mais importantes. Eu digo basta. São Paulo independente! E vocês que nos negam o direito internacionalmente reconhecido de plebiscito para tanto, chauvinistas que são, não mais nos calaram!
Concordo 100% com o artigo, mas como temos que transigir com a realidade política acho que isso aqui já seria um passo enorme para melhorar as coisas:
www1.folha.uol.com.br/opiniao/2013/08/1326593-plinio-castrucci-cidadania-um-problema-de-aritmetica.shtml
Redistribuir as cadeiras do congresso, na proporcao das populações, e ainda de quebra diminuir o número de deputados.
Bom, em determinadas épocas não dá pra analisar os levantes separatistas com os preconceitos atuais. Do século XVII é bem pouco provável que a intenção daqueles tempos seja parecida com a do século XX ou deste século.
Argumentar a favor do separatismo não se sustenta. A princípio me parece demagogia eleitoral baseada e questões de alteridade incompatíveis com o liberalismo.
A redistribuição de recursos ocorre em todas as esferas estatais de todos os estados, não importando os seus respectivos tamanhos ou jurisdições. Se temos uma carga tributária exagerada (e temos) ou desequilíbrio exagerado nesse ou naquele quesito administrativo é outra questão e apontar o separatismo como solução é casuísta e simplório ao ignorar as vantagens objetivas de se engajar no processo contrário, o de se pertencer a estados cada vez maiores geograficamente, criando condições unificadas e simplificadas de regras de mercado e legais, por exemplo.
Pela primeira vez me decepcionei com este site que, em geral, apresenta conteúdo de altíssima qualidade. de toda forma, viva a liberdade de expressão…
Pessoal, um tema fora desse artigo.
Há algum artigo nesse site ou em outro que tenha uma visão crítica sobre a revolução constitucionalista de 1932 ocorrida em São Paulo ?