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O brasileiro foi às ruas e gostou – mas continua sem entender nada

Após
mais de duas semanas de protestos diários nas ruas, já é possível fazer uma
análise mais acurada das motivações das pessoas envolvidas nas
manifestações. 

Até
o momento, há dois grupos envolvidos.  Um
grupo é formado por pessoas que fazem reivindicações as mais diversas e opostas
possíveis: há desde libertários pedindo redução de impostos, livre concorrência
e desregulamentações a grupos comunistas pedindo a estatização geral do
transporte público.  Há grupos que fecham
estradas pedindo a construção de viadutos, a instalação de lombadas eletrônicas
e o barateamento do sistema de transportes, e há grupos que fecham avenidas
exigindo maiores salários para professores e médicos, e mais recursos
direcionados para a saúde e a educação. 
Há estudantes universitários pedindo mais bolsas e um maior valor para
as bolsas, e há professores universitários querendo que seus salários sejam
equiparados aos dos professores das “universidades de ponta”.  Há alienados que manifestam apenas pelo
prazer de segurar um cartaz e gritar refrãos bacanas e há espertalhões que
utilizam estes alienados para aumentar o coro em prol de suas reivindicações.

A
esmagadora maioria clama pelo “fim da corrupção” e por mais e melhores serviços
públicos, o que inclui “transporte público, gratuito e de qualidade”, o que é
equivalente a um círculo triangular.  E,
até o momento, a vitória tem estado majoritariamente do lado estatista: os
governadores do Rio
Grande do Sul
(Tarso Genro, do PT) e de Goiás
(Marconi Perillo, do PSDB) acabam de anunciar o passe livre estudantil, o que
significa que os pobres agora pagarão pelo transporte de universitários.  Já o senador Renan Calheiros, ávido por
melhorar sua reputação perante a esquerda estudantil, foi ainda mais longe e aprovou em regime de
urgência a votação da proposta de passe livre estudantil para simplesmente todo
o país.  Basta o Senado aprovar e a
estrovenga estará implementada.  O PLS 248/2013 “assegura gratuidade no sistema de transporte
público coletivo local a estudantes do ensino fundamental, médio ou superior
regularmente matriculados e com frequência comprovada em instituição pública ou
privada.”

Antes
disso, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado já havia aprovado uma PEC
que classifica
o transporte como um “direito social”
.

O
outro grupo é formado por arruaceiros — que são formados por marginais
oriundos de todas as partes do país — que estão ali apenas pelo prazer de
vandalizar e destruir propriedade privada. 
O ocorrido na quarta-feira passada em Belo
Horizonte
foi sintomático: várias concessionárias de veículos foram
saqueadas, incendiadas e completamente depredadas, levando a uma perda total de
estoques.  Uma revendedora de motos foi
invadida e, não conseguindo roubar as motos, os arruaceiros optaram por
incendiá-las nas ruas.  (Veja as imagens a partir do
marco 2:00
).  Em Porto
Alegre
, além de dois prédios públicos, dois prédios residenciais, nove
agências bancárias e 21 lojas foram depredadas e saqueadas, e 20 contêineres de
lixo foram virados e incendiados.  Atos
semelhantes ocorreram nas manifestações de todas as capitais do país.

Quanto
a este segundo grupo, não há nenhuma controvérsia sobre o que deve ser
feito.  Dado que o governo existe e dado
que ele é uma instituição que detém o monopólio da violência, então sua função
precípua é utilizar esta violência para defender o indivíduo e a propriedade privada
de ataques violentos.  Logo, a polícia
deve ser completamente liberada para ministrar punição instantânea a estes
arruaceiros.  Mas isso não irá ocorrer
porque nossa Constituição socialista não considera que danos à propriedade
privada sejam crimes sequer dignos de encarceramento.  No Brasil, se você vandalizar um carro ou
destruir uma agência bancária ou uma concessionária de veículos o máximo que
irá lhe ocorrer será a prestação de serviços comunitários ou o pagamento de
algumas cestas básicas.  Já a depredação
de patrimônio público recebe uma punição mais severa e o arruaceiro de fato
pode ir para a cadeia.  Tal inversão de
valores é digna de países de mentalidade coletivista.  A devoção à inviolabilidade da pessoa e da
propriedade privada não faz parte do nosso sistema de valores.

Os motivos das manifestações

Mas
a intenção deste artigo não é se concentrar nos arruaceiros, mas sim nos motivos
que levaram as pessoas às ruas para fazer reivindicações.  E o fato é que quem acompanha nossos artigos sobre a economia
brasileira
aqui no IMB não deveria estar surpreso com as reivindicações,
mesmo com aquelas que involuntariamente clamam por mais estado.  Tudo está ocorrendo exatamente como explica a
teoria dos ciclos econômicos.


duas grandes motivações que estão levando as pessoas às ruas: uma é de cunho
econômico e a outra é de cunho emocional. 
Só que ambas são interligadas.

O
período que vai de 2007 até meados de 2011 foi mágico para a economia
brasileira.  Mesmo a recessão de 2009 —
que foi curta pelos motivos explicados aqui — não abalou em
nada a confiança do brasileiro de que o futuro finalmente havia chegado, que o
país deixaria de ser uma eterna promessa, e que o gigante finalmente estava
desperto. 

Ledo
engano.  Tudo não passava de um truque
possibilitado pela expansão artificial do crédito, algo com o qual o brasileiro
ainda não estava acostumado.  A expansão
artificial do crédito não gera prosperidade, mas sim uma enganosa aparência de
pujança.

No
nosso atual sistema monetário e bancário, quando uma pessoa ou empresa pega
empréstimo, os bancos criam dinheiro do nada (na verdade, meros dígitos
eletrônicos), emprestam este dinheiro e cobram juros sobre eles. Ou seja, todo esse processo de expansão de
crédito nada mais é do que um mecanismo que aumenta a
quantidade de dinheiro na economia
.   Esse aumento da quantidade de dinheiro na
economia faz com que, no primeiro momento, haja uma grande sensação de
prosperidade.  A renda nominal aumenta,
os investimentos aumentam, o consumo aumenta e o desemprego cai.

A
sensação vivenciada pelas pessoas durante essa fase de prosperidade artificial
é maravilhosa: a renda nominal das pessoas cresce anualmente; investidores se
animam ao ver que o valor de suas ações cresce diariamente; as indústrias de
bens de consumo conseguem vender tudo que põem no mercado e a preços
crescentes; os estoques das empresas são prontamente vendidos; apartamentos são
vendidos ainda na planta; novos empreendimentos são continuamente iniciados; carros
zero são vendidos aceleradamente; novos restaurantes e novas lojas são
inaugurados diariamente; os preços e os lucros sobem mensalmente; trabalhadores
encontram empregos a salários nominais cada vez maiores; restaurantes estão
sempre cheios e com longas listas de espera apenas para arrumarem uma mesa;
trabalhadores e seus sindicatos veem o quão desesperadoramente empresários
estão demandando seus serviços em um ambiente de pleno emprego, aumentos
salariais e (nos países mais ricos) imigração; líderes políticos se beneficiam
daquilo que parece ser uma economia excepcionalmente boa, a qual eles venderão
ao eleitorado como resultado direto de sua liderança e de suas boas políticas
econômicas; burocratas responsáveis pelo orçamento do governo ficam
impressionados ao descobrir que, a cada ano, a receita está aumentando em
cifras de dois dígitos.

Porém,
tal arranjo não pode durar.  Há uma enorme descoordenação entre o
comportamento dos consumidores e dos investidores.  Os consumidores seguem
consumindo sem a necessidade de poupar, pois a quantidade de dinheiro na
economia aumenta continuamente, o que torna desnecessária qualquer abstenção do
consumo.  E os investidores seguem aumentando seus investimentos, os quais
são totalmente financiados pela criação artificial de dinheiro virtual feita
pelos bancos e não pela poupança genuína dos cidadãos.  Tal arranjo é
completamente instável.  Trata-se apenas de uma ilusão de que todos podem
obter o que quiserem sem qualquer sacrifício prévio.

No
Brasil, os indivíduos intensificaram seu endividamento para poder consumir, na
crença de que a expansão do crédito continuaria farta e que sua renda futura
continuaria aumentando, o que facilitaria a quitação destas dívidas.  Já
as empresas embarcaram em investimentos de longo prazo estimuladas tanto pela
expansão monetária coordenada pelo Banco Central (o que fez com que os
investimentos se tornassem mais financeiramente viáveis) quanto pela
expectativa de que o aumento futuro da renda possibilitaria o consumo dos
produtos criados pelos seus investimentos. 

No
entanto, este aumento do endividamento também trouxe um aumento nos calotes, o
que deixou os bancos mais cautelosos em continuarem expandindo o crédito.  E os bancos estarem mais cautelosos significa
menor expansão da quantidade de dinheiro na economia (como mostram os gráficos deste artigo).  Consequentemente, a taxa de crescimento da
quantidade de dinheiro na economia brasileira começou a desacelerar, o que
levou a uma estagnação da renda nominal das pessoas.  Isso fez com que o modelo de crescimento
baseado na simples expansão do crédito se esgotasse.

No
entanto, os preços continuaram subindo, tanto em decorrência de toda a expansão
monetária que já havia ocorrido quanto pela súbita desvalorização da taxa de
câmbio ocorrida em 2012 e intensificada agora em 2013, o que tornou as
importações mais caras e as exportações mais atraentes.  Uma combinação entre menos importações e mais
exportações reduz a oferta de bens no mercado interno, o que gera uma pressão
nos preços destes bens.

Esse
arranjo que combina renda nominal estagnada, preços em contínua ascensão e endividamento
(e inadimplência) em alta está gerando não apenas uma enorme sensação de aperto
financeiro nos brasileiros, como também trouxe uma grande frustração a estas
pessoas.  Aquela economia que outrora
parecia invejável e rumo a um futuro auspicioso repentinamente estagnou-se,
perdeu todo o seu brilho e, agora sem essa camuflagem, explicitou toda a sua
realidade: infraestrutura caótica, serviços públicos marfinenses, inflação de
preços sempre acima da meta do Banco Central (meta esta que já é alta até mesmo
entre países em desenvolvimento), endividamento crescente, renda estagnada e
famílias cujos salários mal chegam ao final do mês.

010210-istoe.jpgUm
perfeito exemplo de como uma expansão econômica artificial mexe com o
psicológico e com o senso de realidade das pessoas nos foi fornecido por esta
capa da revista IstoÉ, de 6 de janeiro de 2010, na qual o hebdomadário dizia
que já éramos uma potência:

Segundo
a reportagem:

O Brasil está conseguindo o raro feito de extrair opiniões
quase unânimes mundo afora. São poucos, pouquíssimos, os economistas que ousam
discordar de que o País entrou em um ciclo de desenvolvimento sustentado. E
mais: são ainda mais raros aqueles que duvidam da capacidade de o Brasil se
tornar uma das maiores potências econômicas do planeta em um par de dezena de
anos.

Dentre
os “poucos, pouquíssimos, economistas que ousam discordar de que o País entrou
em um ciclo de desenvolvimento sustentado” certamente estão os economistas
deste site, que ainda em 2010 alertavam que tudo era infundado.

É
claro que, após ter sido bombardeado por inúmeras notícias como essa durante
quase 3 anos, é natural que o brasileiro médio hoje se sinta deprimido, e até
mesmo revoltado, ao constatar que foi enganado e que a economia pujante que lhe
haviam prometido nada mais era do que um conto de fadas.  Ludwig von Mises explicou bem este componente
emocional em suas obras.  As pessoas se
acostumam a um padrão de vida crescente durante a fase da expansão econômica
artificial e, mais tarde, quando a nova realidade se impõe avassaladoramente,
elas se recusam a aceitar que tudo não havia passado de uma gostosa mentira,
pois imaginavam que aquela fase próspera realmente representava um novo e
definitivo padrão.  Os países da Europa
mediterrânea estão vivenciando o mesmo fenômeno.

Aturar
corrupção, uma infraestrutura caótica e serviços públicos moçambicanos é relativamente
fácil quando se está com a renda crescendo mais que os preços e com a
capacidade de consumo em
alta.  Porém, tão logo
esses indicadores se invertem e o endividamento teima em não cair, a depressiva
realidade se impõe e resta ao cidadão ir protestar nas ruas clamando por
medidas que arrefeçam sua situação. 
Ninguém vai às ruas protestar contra a corrupção ou para exigir
melhorias na saúde, na educação e nos demais serviços públicos quando a economia
está com bons indicadores, a capacidade de consumo está em alta e o dinheiro
chega até o final do mês.  No entanto,
basta esses indicadores piorarem, que todo o esforço de mobilização se torna
mais fácil.  Ou será que alguém acredita
que Collor caiu por causa de um Fiat Elba?

A
verdade é que o povo brasileiro queria crédito farto a juros baixos para
comprar imóveis, carros, motos, televisores e outros eletrodomésticos.  Conseguiu. 
Queria que o governo expandisse continuamente seus gastos para, dentre
outras coisas, aumentar as contratações para o setor público, que é o objetivo
de vida de vários integrantes da classe média. 
Conseguiu.  Queria que o governo
protegesse a indústria nacional e seus empregos aumentando as alíquotas de
importação de praticamente
todos os produtos estrangeiros
(chegando ao ponto de organizar operações ao
estilo da Stasi nos aeroportos, abrindo malas e confiscando até mesmo as roupas
que os brasileiros compravam no exterior). 
Conseguiu.  Aceitou que o governo
utilizasse o BNDES para conceder empréstimos subsidiados para grandes empresas,
as quais iriam se transformar em “campeãs mundiais”.  E defendeu quando o governo obrigou todas as
grandes empresas do país a produzir utilizando uma determinada porcentagem de
insumos fabricados no Brasil, o que deu a estes fabricantes a capacidade de
aumentar seus preços sem sofrer concorrência.

O
povo aprovou tudo isso, mas estranhamente não quer arcar com as consequências
destas políticas, que são o aumento da inflação e do endividamento, a
estagnação da renda, e a perpetuação da ineficiência.  E não apenas não quer arcar, como está
pedindo mais ação justamente do ente que causou tudo isso.  Trata-se de um exemplo clássico de um povo
que não sabe estabelecer uma relação de causa e efeito.

Conclusão

Como
já explicou o economista Gary
North
, a maioria dos protestos de rua tem uma mesma característica: uma
hora eles acabam.  É impossível manter
protestos maciços como estes que estamos vivenciando por um longo período de
tempo.  Ou os manifestantes se cansam e
perdem a motivação, ou as autoridades se tornam mais bem organizadas e passam a
reprimir com mais vigor.  Mas há também
uma pequena chance de as coisas irem para o lado oposto.  Logo, quando demonstrações como essa começam
a ocorrer, ou elas se enfraquecem e desaparecem ou elas se agravam e acabam
derrubando o governo.

Para
o governo, a melhor estratégia é continuar prometendo reformas.  Se o povo engolir as promessas, as
manifestações irão acabar.  Mas essa
estratégia é um tanto arriscada, pois pode ser que as manifestações ganhem
novos adeptos, se espalhem por todo o país e cheguem a um ponto em que a própria
legitimidade do governo é colocada em xeque.  Neste
ponto, como é de praxe na América Latina, pode ocorrer um golpe de estado.  O governo é derrubado e uma junta militar
assume o controle.

Uma
coisa boa que poderia advir destes protestos seria se eles solapassem a
confiança e a esperança que o povo brasileiro deposita no estado.  Se eles erodissem a santidade do governo, se
eles explicitassem a incompetência do governo e fizessem com que as pessoas
finalmente entendessem a verdadeira natureza do governo, já teriam feito algo
positivo.  Qualquer coisa que enfraqueça
a crença no estado, e que não recorra à violência, é positiva.  Se uma geração de jovens entender que não
deve depositar no governo suas esperanças de uma vida melhor, então as
manifestações terão gerado resultados positivos.  Para que isso ocorra, é essencial que grupos
pró-liberdade e pró- livre mercado se aproveitem desta oportunidade para
difundir a mensagem de que menos governo e menos burocracia geram mais
liberdade e mais prosperidade.  Isso sim
poderia gerar efeitos positivos.

Mas
não tenho muitas esperanças quanto a isso. 
No geral, estes manifestantes são impermeáveis à lógica e estão
defendendo apenas mais espoliação e mais verbas para políticos e sindicatos,
ainda que não entendam que é isso que eles estão fazendo.

O
fato é que, com a renda estagnada, com a inflação de preços em teimosa alta, com
o endividamento e a inadimplência em níveis inauditos, e com o real se
esfacelando perante o euro e o dólar, encarecendo sobremaneira as importações
de insumos básicos e diminuindo nosso padrão de vida — exatamente como queriam
o Banco Central e o Ministério da Fazenda –, há um risco real de o caldo
entornar e a situação ficar realmente fora do controle. 

Estamos vivenciando exatamente aquilo que ocorre quando se entrega o comando da
economia a pessoas que não têm a capacidade de gerenciar nem sequer uma carroça
de pipoca.  A democracia e o apelo das massas — exatamente o arranjo que
todo mundo venera — levaram a isso.  Não
há por que reclamar e nem há o que se estranhar.

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110 comentários em “O brasileiro foi às ruas e gostou – mas continua sem entender nada”

  1. Você pagar faculdade desde os 18 anos, para ver pessoas estudando de graça e pedindo mais bolsa estudante, bolsa estágio, transporte de graça é foda demais. Especializei em design desde os 12 anos para poder pagar faculdade e to vendo que to pagando de meus concorrentes, to pagando do médico que vai me cobrar 300 a consulta, do cara que vai me regular depois e por ai vai.

  2. O artigo e muito oportuno .O que devemos ver,na verdade, e mais estado, mais gastos, mais populismos. Mais veneno no doente ,ja combalido. Nosso pais nao quer um pais capitalista pleno. Nunca. Nao quer concorrencia, nao quer livre mercado.Queremos sim e empregos publicos ou na Petrobras. Infelizmente nunca chegaremos a superar a renda de Portugal, ou Trinidad-Tobago.

  3. Leandro Torricelli

    Sempre bom ler seus artigos, Leandro!

    Eu acredito que o caldo, por mais que alivie temporariamente, tende a engrossar muito já que a paulada final ainda está para vir: o aumento no desemprego. Em meu círculo de amizades, praticamente todos (ao menos no setor privado) estão temendo uma possível demissão, já que suas empresas vêm amargando consecutivos resultados ruins e já dão sinais de “reestruturação”. Enquanto isso, nível de endividamento bate record mês após mês. E se especulações de uma “bolha imobiliária” estiverem corretas e essa estourar, temos o coquetel molotov perfeito para mais convulsões sociais.

    Infelizmente analisar tudo isso e ainda jovem, me faz querer tirar férias prolongadas (senão permanentes) de terras tupiniquins.

    Abraços!

  4. Luiz Gustavo Vianna Almas

    Olá à todos,

    Leandro, parabéns por mais este artigo. Como sempre você consegue resumir de forma genial e didática situações ou realidades um tanto complexas. Até a próxima.

  5. Apenas para comentar:
    No dia de hoje temos 94 ações em tendencia de baixa hoje e só cinco em tendência de alta.

    Para quem faz analise tecnica, o indice bovespa rompeu um suporte histórico (desde 1995 eu acho). Tem muita gente com medo no mercado financeiro. Todo mundo entrando vendido.

  6. Qual é a relação do Banco Central com a ”expansão artificial do crédito” feita pelos bancos privados? E qual é a relação dos bancos públicos nesse processo?

    Obrigado.

  7. Bom texto, mas tive a impressao que os bancos, brasileiros no caso, tem o poder de expandir credito(imprimir verdinhas). É isso mesmo? Pensei q esse poder era só do BC.

  8. Leandro, permita-me.

    Passo aqui meus comentários sobre as consequências governamentais objetivas das manifestações: (Originalmente publicadas de forma errônea no artigo de 24/06)

    ultimosegundo.ig.com.br/politica/2013-06-24/a-governadores-e-prefeitos-dilma-propoe-cinco-pactos-em-favor-do-brasil.html

    Diz-se entre os cínicos que se a esperança fosse simpatizante da razão, perder-se-iam os homens em puro desespero. A presidente compartilha da fé irracional daquilo que nos fora traduzido como os gritos das manifestações que vêm tomando ruas por duas semanas: Mais participação do estado na sociedade e menos corrupção, idéias auto-exclusivas.

    Pergunto-me se toma grande esforço cognitivo deduzir que a adição de células cancerígenas a um tecido não combaterá o tumor. Diferentemente de um setor privado, um prestador público possui nenhum interesse comercial no sucesso de suas operações. Como adendo, é também imune da mecânica no prejuízo; sua incompetência é recompensada por mais fundos públicos. O capitalista sensato optará pela construção mais ágil e barata que lhe é disponível, pois essa maximiza sua utilidade. E quanto ao responsável pela construção pública? Que incentivo esse possui(Dele ou de seu rsponsável estatal, igualmente imune da própria incompetência) de realizar tais obras? – o modelo privado não lhe dá nenhum benefício, muito pelo contrário, muito mais ganharia ao submeter-se à vontade de construtoras associadas e à decisão por obras faraônicas. Abster-me-ei de comentar o aparelhamento ideológico de tais instituições, que apenas colabora para a perpetuação do arranjo corrupto que promove o desperdício. A tragédia privada apenas prejudica seus empreendedores, a pública consiste no saque de toda a população.

    E quando tal modelo esbanjador de recursos inexistentes torna-se não uma consequência indesejada porém o próprio objetivo das obras públicas? Desde antes da Grande Depressão, incontáveis recursos escassos vêm sendo jogados fora tendo o emprego como objetivo. É uma política democraticamente conveniente e economicamente trágica. Ela promove endividamento estatal e ciclos econômicos, quando não inflação como era de costume nos tempos quando os bancos centrais podiam comprar diretamente os títulos do tesouro. Não há riqueza que seja produto do nada e o esbanjamento apenas significa uma depressão mais rigorosa no futuro com maior desperdício de recursos escassos.

    Não é de qualquer valia a discussão a respeito do argumento miserável dado pelo governo federal quanto ao emprego dos médicos cubanos. Trata-se de uma possível evidência redentora dos adeptos da conspiração petista. Grupo suspeitoso cujo principal conspirador(PT) aparenta generoso em entregá-los frases suspeitas e orações mal-construídas. Deixarei o ônus de tal discussão aos competentes em fazê-la apenas. Compartilharei apenas a menção de uma proposta reconstituinte pelo governo, que possa abrir as portas à outras futuras reformas por parte de governistas que podem não atrair a simpatia do público como um vago “chamado contra a corrupção”.

    Fala-se de imediato em educação como a promessa da evolução do homem brasileiro. Entretanto, por que não se menciona o ensino? Por que palavra tão magmática e poderosa deve representar uma necessidade imediata do povo brasileiro – onde deduz-se que consiste em uma ausência tão imprescindível atualmente? Deve-se de fato formar as crianças brasileiras espiritualmente e não apenas acrescentá-las um conhecimento acadêmico? Quem entregara ao Estado o poder quase divino de determinar quais conhecimentos são capazes de “educar” um ser humano e quem lhe dera o direito de impor os mesmos aos estudantes? Quem terá tamanha onisciência para determinar quais são tais sabedorias? Já não é óbvio que o arranjo atual visa preparar almas com um claro viés esquerdista nas universidades e escolas?
    (Visitem o site do movimento “Escola Sem Partido”)

    Fala-se no fim em responsabilidade fiscal. Entretanto, que tipo de inteligência de gastos fora apresentado em toda a redação?! Anunciaram-se gastos governamentais em todos os itens e apenas neste fora glorificada a responsabilidade do Estado para com a inflação e o endividamento público. Por que nenhuma proposta concreta e apenas anúncios vagos? Tais enésimos “investimentos” anunciados pelo Estado em toda sua pauta não sairão de seu orçamento obtido pela taxação escorchante, serão provável produto de mais títulos sendo emitidos pelo tesouro.

    E como adendo, menciona-se a formação de Conselhos para que o acidente dos R$0,20 não torne a ocorrer novamente. Abre-se através disso, um aval para ainda mais “amortização” de custos em outros setores que não apenas o do transporte público. Surge uma tendência para o futuro de tomar ainda mais a funcionalidade da mecânica dos preços em setores operando como concessionários no tempo futuro. Lembrar-vos-ei que não há passe livre: Tais tarifas não sentidas advirão da taxação dos cidadãos em setores onde os impostos são menos visíveis(Como costuma ser a conta de luz na tradição tupiniquim) ou mero endividamento. Se tais conselhos obtiverem sucesso, dou-lhes minha palavra de que minha profecia será realizada.

    E por fim, lançou-se a discussão a respeito da desoneração(3 bilhões) no PIS, Cofins, ICMS e ISS nos setores de transporte. Após a enchente de “investimentos” nos itens acima, confesso que não me entusiasmou tal anúncio anacrônico(Apenas a arrecadação do ICMS em 2010 foi 9,36% do PIB). Triste é a sina daqueles que descobriram que nada surge do além e a conta sempre será entregue diretamente ou indiretamente aos pagadores de impostos.

    Finalmente, após tal longo desabafo, viso apenas deixar registrada minha visão imediata sobre aquilo que fora ouvido pelo estado das estimadas milhões de pessoas “protestando”. Os baluartes da recente manifestação orgulham-se de seu caráter multipartidário(E uns inocentemente a chamam de apartidária), entretanto, no idioma político; receio o espetáculo ser irrelevante em prol de como esse é traduzido aos ouvidos do governo. Garanto: As preces que são convenientes a esses foram ouvidas cuidadosamente. Os recentes eventos são o possível início de um novo costume nacional.

    Enfim, tenho pouco a oferecer além das divagações supra-escritas. Folhas de Outono são pioneiras de uma tendência futura à experiência democrática brasileira que apenas tendem a revelar-se no longo prazo como mais um tradicional inverno argentino na América do Sul. Como “defensores do indivíduo”, estaremos fadados a perder cada batalha que ocorrerá no país. Entretanto, após cada nevasca, resta-me a esperança de que mais uns encontrarão nossa fogueira.
    _____________________________________________________________________________________

    Leandro, confirmo que meu maior concerne em relação às manifestações é a formação de tais conselhos populares, que muito possivelmente serão uma tendência ao futuro. Sua própria constituição visa uma política de menor volatilidade nos preços oferecidos por concessionárias das prefeituras. Entretanto, receio que tais grupos(Integrados por movimentos sociais, organizações civis, sindicatos e “empresas do ramo”, como confirmado pelo prefeito Haddad há dois dias se não estou enganado;) serão tendência ao futuro em ramos que são considerados “direitos do povo”(…de outros pagarem para eles. No Sul, a placa hegemônica fora Vandalismo é lucrar sobre o direito de ir e vir, pobres sejam as bicicletas, taxis, aviões e lojas de tênis!) como alimentação(Onde os preços tendem a flutuar), expandindo tal política de controle de preços.

  9. Perfeita observação do articulista:

    “No Brasil, se você vandalizar um carro ou destruir uma agência bancária ou uma concessionária de veículos o máximo que irá lhe ocorrer será a prestação de serviços comunitários ou o pagamento de algumas cestas básicas. Já a depredação de patrimônio público recebe uma punição mais severa e o arruaceiro de fato pode ir para a cadeia. Tal inversão de valores é digna de países de mentalidade coletivista. A devoção à inviolabilidade da pessoa e da propriedade privada não faz parte do nosso sistema de valores.”

    Já estamo sem um regime social-comunista há muito tempo, e estamos ainda discutindo se eles estão vindo de foice ou martelo.

    Att

  10. Getúlio Malveira

    Primorosa análise, Leandro, que muito acrescenta a nossa compreensão dos atuais acontecimentos.

    Contudo, sou ainda mais pessimista que você no que tange aos efeitos políticos dessas manifestações e a participação dos libertários nas mesmas. Por mais que as manifestações sirvam para deslegitimar o governo representativo, elas não servirão para deslegitimar a figura do estado. Muito pelo contrário: se há algum grande embate político no momento este é entre a democracia representativa e a democracia direta. Se já é suficientemente ruim sermos governados por alguns indivíduos incompetentes, muito pior será o sermos pelo grito das ruas; se nossa constituição é ruim, espere pra ver a que virá; se nosso governo é autoritário, espere pelo próximo…

    Nada obriga a história a se repetir, mas nada a obriga a inovar sempre. E, desde a Roma de César até a República de Weimar, ou aos últimos dias do império na Rússia, não houve grito do povo que não anunciasse a tirania.

    No melhor dos casos, as pessoas se contentarão com promessas de reforma que nunca virão… no pior, alguma coisa virá e não será mais liberdade individual.

  11. ” Ou será que alguém acredita que Collor caiu por causa de um Fiat Elba?”

    Mudando um pouco de assunto do excelente artigo do Leandro Roque, afinal por que o Collor caiu? Até hoje não entendi como não fizeram com o Lula ou a Dilma o que fizeram com ele.

    Artigos do Mises quanto a isso?

    Att

  12. O artigo e’ interessante de colocar uma visao sobre essas manifestacoes na estagnacao da renda e aumento dos indices de preco decorrentes dessas politicas populistas dos ultimos anos.
    Mas sera que explica mesmo todos esses protestos?
    Nas ultimas decadas nao teve varios momentos com renda estagnada e inflacao com os mesmos servicos degradantes?A populacao saiu as ruas?
    Aqui na minha cidade,80Km de Belo Horizonte,houve duas manifestacoes,quem estava nas ruas eram empresarios,juizes,promotores,uma classe media alta ,poderia se dizer que uma classe alta financeiramente.
    Nao tem mais coisas para serem observadas alem da visao do artigo?

  13. Marcelo Werlang de Assis

    Leandro, minhas congratulações pela publicação de mais um formidável texto seu!

    É sempre um prazer ler os seus artigos e os seus comentários!

    Encontrei aqui um pequeno problema: “ou elas se enfraquecem e desaparecem ou elas se agravam a acabam derrubando o governo.” Ali no trecho se agravam a acabam, creio que o “a” deva ser substituído por um “e” (se agravam e acabam).

    De fato, como o internauta já apontou, esta citação é perfeita:

    No Brasil, se você vandalizar um carro ou destruir uma agência bancária ou uma concessionária de veículos o máximo que irá lhe ocorrer será a prestação de serviços comunitários ou o pagamento de algumas cestas básicas. Já a depredação de patrimônio público recebe uma punição mais severa e o arruaceiro de fato pode ir para a cadeia. Tal inversão de valores é digna de países de mentalidade coletivista. A devoção à inviolabilidade da pessoa e da propriedade privada não faz parte do nosso sistema de valores.

    Forte abraço, Leandro!

  14. Excelente artigo, Leandro!

    Espero que as pessoas se cansem logo e resolvam PENSAR em como resolver os problemas ao invés de
    ficarem pedindo soluções ao papai governo como se fossem criancinhas fazendo pirraça.

  15. Fora do Tópico:

    Comissão aprova criar vagão exclusivo para as mulheres em SP

    www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/06/1302226-comissao-aprova-criar-vagao-exclusivo-para-as-mulheres-em-sp.shtml

    * * *

  16. Pior do que os pedidos dos manifestantes desiludidos e valentes poderá ser a reação governamental às manifestações: há o risco de colocar o país em rota de cubanização. Hasta la vista!

  17. “E o fato é que quem acompanha nossos artigos sobre a economia brasileira aqui no IMB não deveria estar surpreso com as reivindicações, mesmo com aquelas que involuntariamente clamam por mais estado. Tudo está ocorrendo exatamente como explica a teoria dos ciclos econômicos.”

    Acertou em cheio, caro Leandro. A Verdade Liberta.

    Este artigo deveria ser publicada em inglês, espanhol e francês … e até em norte-coreano e chinês, para o mundo todo via internet.

    Abraços.

  18. Me arrependi amargamente de ter lido o excelente artigo. a ignorância é uma benção em vários casos pois mantinha a esperança. Ou, para mim, agora, era uma benção…

    Parabéns, não conhecia os seus artigos e me tornarei leitor assíduo, aniquilando, de vez, a benção da ignorância para surgir a inquietude do saber!!!

  19. Parabéns Leandro! Tenho aprendido bastante e tenho compartilhado meus conhecimentos no meu blog visaopanoramica.net . Recentemente escrevi um artigo sobre este assunto com uma impressão semelhante. Como meu público não é tão especializado, tento passar alguns fundamentos da Escola Austríaca de uma forma quase didática. O interessante é que sempre tive um certo preconceito com a Escola Austríaca. Certamente por sempre tentar fugir de extremismos. Até que um dia recebi um link de um internauta indicando um artigo do Mises. A medida em que lia, era como se tivesse encontrado a teoria para intuições que eu já tinha. Hoje fico admirado como a ignorância no meio econômico pode resistir aos argumentos da Escola Austríaca.

  20. Leandro,

    Na sua opinião, a TACE pode pode ser uma ferramenta importante para a orientação do empreendedor?

    Já vi muita gente falando de seu uso para o investidor, mas nunca tive a oportunidade de ver alguma discussão centrada na figura do empreendedor (não como protagonista do processo econômico, mas como consumidor da teoria enquanto ferramenta de planejamento e tomada de decisão).

    Um abraço!

  21. O pior é perceber como não conseguimos aprender com os erros. Parece que o único setor da sociedade que consegue se reinventar para manter os privilégios é a classe política.

    Consegue manter as mesmas promessas de sempre, por piores que sejam os resultados, e o apoio é sempre constante. A realidade poder teimar em mostrar as mentiras, mas a população prefere continuar sendo enganada. Todo o progresso tecnológico não conseguiu atacar esse fantasma. Pior, parece que ele está cada vez mais forte.

  22. Parabéns pelo artigo, Leandro! Excelente! Faço coro aos pedidos do livro sobre economia brasileira! Mais um material para estudar pra ANPEC… rsrs

  23. Prezado Leandro,

    Excelente texto. Eu até complementaria com o seguinte: Se o povo nas ruas deseja menos corrupção – Então que defendam menos Estado e menos políticos.

  24. Senhores, vejam esse texto, parece quem em Santiago no Chile o livre comércio não deu certo, é isso mesmo?

    “No início dos anos 90, um sistema de mercado aberto foi criado, com rotas disponíveis a venda; isto resultou em melhorias em termos de freqüência e cobertura. Entretanto, isto levou a um crescimento descontrolado na frota de ônibus, o que por sua vez, causou maiores engarrafamentos, poluição e tempos de viagem mais longos.

    Em 2000, o sistema de transporte estava sendo operado por mais de 3.000 micro negócios (com uma média de 2 ônibus cada), consistindo de donos de ônibus organizados em associações. Mais de 7.000 estavam em circulação, cobrindo 323 rotas de transporte.

    Estas companhias, quer eram informais e ineficientes, tem agido com "recrutadores". Donos de ônibus contratam motoristas, mantém seus veículos, e coletam suas receitas diárias através da venda de tarifas.

    Nenhuma economia de escala pode ser alcançada operando desta maneira.

    As leis de emprego são frequentemente quebradas; além do mais algumas das reclamações mais comuns relatam motoristas de ônibus sendo empregados de maneira casual, sem seguro social, e com a expectativa de trabalhar horas excessivas. Uma proporção significante dos salários dos motoristas está diretamente ligada à receita da tarifa, então existe uma competição ferrenha e até mesmo "rachas" para "capturar" passageiros. Esta situação é similar a "guerra del centavo" que ocorreu em Bogotá, Colômbia anteriormente a implementação do sistema Transmilênio.

    Embora a legislação requer equipamento de bilhetagem eletrônica ou uma pessoa para relaizar essa função, na realidade é o motorista doônibus que recolhe as tarifas. Consequentemente, os motoristas são vítimas de assaltos (ocasionalmente fatais), o que criou um medo alarmante de crimes entre os passageiros.

    Este é o cenário antes das mudanças no sistema de transporte público em Santiago de Chile. Originalmente chamado de PTUS (Plano de Transporte Urbano de Santiago), este programa é atualmente conhecido como Transantiago.”

    http://www.sistemaredes.org.br/oficial/artigos.asp?codConteudo=303

  25. Henrique Lourenco

    Fantástico artigo, foi direto para minha página do Facebook. Espero que os iludidos leiam e percebam que há muita realidade por detrás das sombras da caverna.

  26. Ótimo artigo.

    No dia-a-dia vejo pessoas a falar deste ou daquele político corrupto e….blá,blá,blá…..,sequer percebem que nossa sociedade é tão corrupta quanto…

    “Não existem almoços grátis!”
    Pura verdade.

    Assim como acontece mundo afora aqui não é diferente.Cidadãos se corromperam ao “dinheiro fácil”.
    Fartaram-se com Carros,casas,peitos de silicone,tv’s e todo o tipo de quinquilharias…tudo com dinheiro emprestado…

    Pessoas de minha convivência sempre regurgitam o que ouvem por aí: o problema é EDUCAÇÃO! Papo mais furado!

    Os principais pontos são : CRISE MORAL aguda e CRISE DE PERCEPÇÃO mais aguda ainda!

    Por isso se vê o esforço,principalmente das mídias “convencionais” em destruir a base familiar,pois ela é a base fundamental de uma sociedade sadia.Assim vai para o ralo juntamente com ela a base moral.

    Sem base familiar = sem base moral.Se não há valores sólidos moldando o caráter das pessoas de tal sociedade >>>> CRISE DE PERCEPÇÃO.

    Não me lembro se foi aqui,mas li em algum lugar:
    Escola não educa ninguém.Quem educa é a família.A escola instrui.
    100% verdade.

    Houve um caso anos atrás de um juiz que “torrou” à queima roupa um segurança de um supermercado porque não quis deixá-lo entrar no estabelecimento pois já estava fechado.

    Não me canso de citar este caso.

    Por Deus! Isto é ou não é crise moral?É ou não é crise de percepção?
    Por Deus! Este show de horrores é um problema de escola?De universidades?De diplomas?

    No tempo do meu avô,ele mesmo diz,não se tinha esta quantidade de universidades nem escolas e sequer tinham UM CENTÉSIMO dos problemas que atravessamos hoje!

    Obrigado Leandro pelo excelente artigo.

  27. Alexandre Conte

    Olá Leandro,

    Estou de pleno acordo com seu artigo, mas gostaria de salientar, e de pedir para você analisar o seguinte conteúdo.

    À economia mundial é controlada á muito tempo por uma unica família no mundo À FAMÍLIA ROTHSCHILD, foram eles quem introduziram os bancos centrais, as políticas de expansão monetária, e de certo modo á oposição de sistemas de governo ( capitalismo versus socialismo ). Gostaria de ver um artigo seu á respeito desse tema. Quando os EUA estavam em formação, quando gente como Carnigie, Vanderbilt, J.P.Morgan, entre outros se empenharam para trazer desenvolvimento e investiram na construção, ainda que na época precária, de uma sociedade livre os Rothschild se empenharam em destruí-la, pois é mais fácil controlar um governante do que controlar um empreendedor.

    ATT.

    Alexandre Conte

  28. Brasileiro puro

    Vou então explicar ao povo brasileiro como funciona.

    Ação-Reação-Solução. É aqui onde queriam chegar. Tomar o Brasil de vez, torná-lo um país como Cuba e Venezuela.

    Como? Constituinte. Mudança da lei. Eles nunca mais sairão do poder se forem aprovados. E o povo? Escravidão “eterna”.

    Precisavam do Povo empolgado, com “sede” de mudança. Conseguiram. Todos caíram num belo jogo. Eu sempre falei em casa. Agente ainda vai ver, qual foi o objetivo do PT de começar estas manifestações. Tai … Constituinte. Estão preparando o golpe.

    Se querem ainda que o Brasil seja livre, lutem contra a Constituinte, e a saída do PT imediatamente. Chamem pelas forças armadas porque todos os bandidos estão no poder. Vamos pras ruas chamar as forças armadas agora mesmo.

    Constituinte é a morte do Brasil. Eternamente.

    Divulguem, espalhem. Se ainda alguma coisa na sua vida vale à pena. Divulguem. Acordem. Pois talvez “não der para voltar para trás”. O meu Deus, mostra sua compaixão por nós. Envergonha essa corja que está no poder. Derruba eles. E nos proteja de todo mal. Que seja feita a tua vontade.

  29. Leandro, penso que foi neste site que vi que a constituição argentina era muito parecida com a constituição americana. Mas eu procurei, e a constituição argentina de 1826 nem reconhece propriedade privada (“Artigo 2 – Nunca haverá a propriedade de uma pessoa ou de uma família.” – Constituição Argentina de 1826).
    Não se importa de me fornecer mais informações acerca deste assunto, ou indicar uma referência onde possa ficar esclarecido?

  30. Página 13 do livro “Let Freedom Ring”, no tema “Imitations unsuccessful”: library.mises.org/books/Leonard%20E%20Read/Let%20Freedom%20Reign%20-%20Digital%20Book.pdf

    ou então:
    procure na página 1 de “www.libertyfund.org/downloads/AW13DigitalCatalog.pdf”, no tema “Liberal Thought In Argentina, 1837–1940”.

    Pensei que tinha visto aqui algo sobre a Constituição Argentina. No entanto, já descobri que a constituição liberal que é referida como a próxima à Americana, é a de 1853.
    Obrigado na mesma.

  31. Leandro, saindo do tema do artigo, rolou um debate sobre aumento de crédito imobiliário no Brasil e ciclos econômicos no facebook. Alguns diziam que uma bolha vai estourar em torno de 2015, outros duvidam. “Austríacos estão sempre falando em crise, por isso não são levados à sério. Uma hora acerta mesmo”.

    Minhas perguntas são: Em que fase do ciclo o Brasil está? Vai acontecer mesmo um estouro na bolha imobiliária brasileira? Como saber identificar bem as fases dos ciclos econômicos?

    Obrigado!

  32. Boa tarde,

    Me surgiu uma dúvida ao ler o seu artigo. Se o dinheiro emprestado pelos bancos (dígitos eletrônicos) na verdade são mera fantasia pois não há um real aumento de riqueza.. porque os bancos deixam de emprestar dinheiro após um período de inadimplência se o dinheiro na verdade nem existe?

    Parabéns pelo artigo.

    Abraço!

  33. exame.abril.com.br/mundo/noticias/formula-matematica-previu-atual-onda-de-protestos-ha-um-ano

    Interessante essa análise mostrando que quando o preço da comida aumenta ocorrem as crises.

    Claro que bastaria os governos reduzirem os controles da agricultura, e da economia em geral, para que possamos produzir mais comida.
    Pois como sempre nos países com maior liberdade econômica não houveram crises:
    http://www.heritage.org/index/ranking

  34. Leandro uma dúvida sobre a situação da expansão monetária do FED no pós-crise de 2008. Como vc já bem explicou, como a injeção de dinheiro ocorreu em bancos privados, não houve inflação, por motivos que vc já explicou tbm.

    Então pergunto: nos EUA e na UE não existem bancos estilo CEF, BB e BNDES? Imagino que se isso exista, os governos não poderiam ter imitado o Brasil e se utilizar deles para expandir a oferta?

  35. Qual a diferença entre os bancos públicos daqui e da UE que permite que lá eles não sejam utilizados para fins sórdidos que nem no Brasil? Supondo um cenário que nem o brasileiro com juros altos.

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