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Podcast especial do Instituto Mises Brasil – Lobão

Estar
no centro do turbilhão de salitre e breu, para usar uma imagem do poeta inglês
William Blake, não é novidade na vida do cantor, compositor e escritor Lobão.
Mas a polêmica da vez é diferente das anteriores e tem origem na crítica
político-cultural do seu novo livro “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”.

Nas entrevistas de divulgação, Lobão foi contundente nas críticas à dominação
cultural da esquerda e no alerta para as consequências do aparelhamento
ideológico. A polêmica, que começou na imprensa, transbordou para as redes
sociais com a gritaria de sempre da minoria histérica, mas com uma reação
vigorosa de pessoas que compartilham ou descobriram que compartilhavam a visão
do artista.

Além do fato incomum de um representante do universo musical passar com um
bulldozer por cima do hype esquerdista, a perspectiva também libertária que
embasa a sua visão crítica soou completamente estranha aos suspeitos de sempre.
Pois, para escrever o livro e fundamentar a sua crítica, Lobão afirmou ter lido
dezenas de livros e artigos, alguns dos quais de autores libertários e da
Escola Austríaca publicados no site do IMB.

“Sou leitor do site, que me ajudou muito a escrever o livro e a ampliar a minha
visão de mundo. O site tem textos maravilhosos e indicações de livros
fundamentais. Você tem acesso a livros que não estão disponíveis em outro
lugar. Eu devo muito ao site do Instituto Mises”, disse Lobão nesta entrevista
ao Podcast.

A conversa abordou temas como o individualismo metodológico (“Frouxo unido
jamais será um indivíduo”), libertarianismo, estatismo, esquerdismo,
capitalismo de estado, doutrinação, cultura e política brasileira, e a
necessidade de unir todos aqueles que acreditam no livre mercado, na livre
iniciativa, na propriedade privada, na liberdade de expressão para combater o
inimigo comum e alterar o panorama atual.

“Estamos num momento histórico em que naturalmente ou
forçosamente, pela nossa boa vontade e bom senso, temos (conservadores,
liberais e libertários) que sentar e tentar um alinhamento para reformular a
situação atual. Estamos num momento muito rico e temos que ter uma visão de
ponta de lança rompedor; saber o que fazer com a bola quicando na área”.

Neste
Podcast, um Lobão como certamente vocês nunca ouviram.  

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56 comentários em “Podcast especial do Instituto Mises Brasil – Lobão”

  1. Achei que nunca veria alguém do meio artístico ir contra a maré.

    Todo esse alvoroço em cima do Lobão, acaba sendo positivo de certa forma, já que expõe ao público em geral, que em sua maioria é leigo, o que está ocorrendo no âmbito político-cultural brasileiro. Quanto mais pessoas forem alertadas disso, melhor.

  2. Célia Magalães

    Obrigada Lobão! Seu temor em relação ao crescimento do socialismo impetrado à força pelo governo PT corresponde a algo que venho sentindo também e espero que com seu manifesto um movimento de oposição se inicie de fato. Excelente entrevista!

  3. Espetacular essa entrevista. Lobão está lendo, estudando, revendo suas posições, analisando o estado de coisas… Digam-me que outra figura pública faz isso? Nenhuma. É por isso que a nossa sociedade “fossilizou-se”. A elite artística, política e intelectual parou no tempo há 50 anos. Os exemplos que existem para a sociedade são os piores possíveis.

  4. Bom saber que o Lobão lê os artigos do “Mises Brasil” e “Ordem Livre”. Alguém me falou nessa semana que o Danilo Gentili também lê esses sites e é um simpatizante do Libertarianismo. Será?

  5. Eu já desconfiava que o Lobão tivesse essa postura. Já assisti ele como apresentador, e percebi um certo teor libertário em suas colocações. Ainda bem, né?

  6. Guilherme Traldi

    Parabéns ao Instituto Mises Brasil pelo incrível feito. Aos poucos vemos um crescimento no número de leitores no portal, e principalmente, um crescimento de cabeças que estudam várias vertentes políticas e econômicas, buscando um melhor entendimento histórico e saídas para uma fuga dessa vala comum.

    Congratulações ao Bruno, Fernando, Cris e Roberto Chiocca e principalmente ao Lobão por defender uma união entre essas vertentes para que todos tenham direito à individualidade, liberdade de expressão e livre mercado.

    Quanto ao Danilo Gentili, estudei com ele em Sydney por um mês. Conversando sobre uma entrevista que ele forneceu ao Roberto Justus (Acho que no You Tube ainda dá pra encontrar), sugeri que ele juntasse o maior número de informações possíveis para se armar contra idiotas do quilate do Justus e defender seu direito à liberdade de expressão. Mostrei o site do Mises e um texto do Walter Williams se não me engano. Ele é totalmente anti-governo, pró mercado e defensor da liberdade e do individualismo racional. Provavelmente ele ele acessa o site do Mises sim. Ele me convidou para visitá-lo dia desses no Comedians. Certamente é mais um pro bando de loucos, rs!

  7. Adão Alves dos Santos

    Parabéns Lobão. É necessário levar mais gente do meio artístico para o lado do bem. A esquerda usou o meio artístico para disseminar o que há de pior na terra, agora é a hora de reverter tudo isso.

  8. Admiro quem tem coragem de mudar seus conceitos ao perceber que eles eram pura besteira… Acho que todos aqui já passaram um pouco por isso. Digo isso do Lobão pois me lembro de uma entrevista sua no final dos anos 90 em que ele defendia o MST… Que bom que, para alguns, chega o tempo da lucidez.

  9. Subscrevo o que disse o sempre preciso e perspicaz Pedro Sette-Câmara no twitter: “Lobão está repetindo as posições *jornalísticas* de Olavo de Carvalho vinte anos depois. Se você acha que cultura popular é vanguarda…”

    O Lobão está fazendo muito barulho e isso é sensacional, mas quem não reconhece que ele está ecoando as palavras de vinte anos atrás do Olavão ou é desonesto ou não conhece o velho filósofo.

  10. A propósito, por que é que o Mises Brasil não promove um debate amistoso entre o Olavo de Carvalho e o Hans-Hermann Hoppe, o Stephan Kinsella ou o Thomas Woods? Seria interessante para esclarecer alguns pontos. Posteriormente poderiam gravar uma entrevista no Podcast com ele e então fazer um levantamento de quais são os pontos de acordo e de desacordo.

    Já passou da hora. O Olavo de Carvalho tem seu valor, o seu poder na crítica cultural é inigualável no Brasil e ninguém oferece melhores explicações econômicas do que a equipe do Mises Brasil. Por que não se unir na atuação externa e deixar as rusgas para os bastidores? Olavo na frente cultural e Mises na frente econômica faria um bem enorme ao debate público brasileiro.

    Acho tolo ignorar o Olavão. Quem o julga com base no TO ignora que a proposta do programa é falar na linguagem do esculacho popular. Esqueçam essas besteiras propagadas pela internet sobre Pepsi e geocentrismo. São distorções tolas baseadas em interpretações equivocadas do que ele de fato disse nessa linguagem do esculacho popular.

  11. Quem já conversou pessoalmente com o Olavo sabe q ele não te interrompe para falar e explica com muita delicadeza. Até os poucos palavrões q solta é falado pausadamente e sorrindo como quem diz: olha meu personagem do TO me influenciando!

    Quem diz q “sobre o Olavo não se fala” são os esquerdistas q padecem de argumentos. Libertários e anarcocapitalistas são inteligentes e cultos e é possível um debate muito rico.

  12. Foi uma grata supresa ver o Lobão dando uma guinada de pensamento, ( talvez ele já tivesse este pensamento ) se expondo e sabendo das consequências.
    Encontrou o caminho de Damasco!

    Muito boa entrevista, o entrevistador deixou o entrevistado falar

  13. Reinaldo Mendes

    O Lobão está com a razão, é necessário uma coalisão entre libertários e conservadores.
    E não há como negar a influência do Olavo de Carvalho, principalmente quanto as denuncias quanto ao Foro de São Paulo e a estratégia de dominação cultural.

    Gosto muito dos textos do mises, acho que fazem um bom trabalho, apesar de ter minhas discordâncias também.

    Mas por favor parem de picuinhas irrelevantes com os conservadores, é momento de união, do contrário todos seremos atropelados pelo comunismo.

  14. Notícia fantástica! Ao contrário da esmagadora maioria dos artistas, que são esquerdistas, o Gentilli e o Lobão estão do lado direito da História. E que continuem influenciando a juventude.

  15. Parabéns Lobão e IMB!

    Sou fã do Lobão há pelo menos uns 20 anos. Acompanhei boa parte de sua carreira sempre com muita admiração e respeito. É bacana saber que eu e um de meus ídolos somos, de certa forma, sócios da mesma “biblioteca” e compartilhamos interesses por estes grandes autores e assuntos que o IMB nos disponibiliza.

    Grande abraço, grande lobo!
    Fabiano

  16. É uma pena que nem liberais nem conservadores queiram participar de um debate entre si. Dá para perceber isso pelo silêncio sepulcral diante das sugestões dos leitores. Um pouco menos talvez por parte do Mises, pois me lembro que, diante de uma intervenção do Olavo na seção de comentários a um artigo que eu não me recordo agora, o Fernando chamou-o para um debate, convite este gentilmente recusado por Olavo, alegando falta de tempo.

    O fato é que ambos estão ainda brincando de arrebanhar discípulos na internet, sem se preocupar em sair para colocar suas idéias em prática por conta própria, ou mesmo observar os fenômenos que estão acontecendo debaixo dos seus narizes, e emprestar suas idéias para legitimar ou dar sustentação teórica aos mesmos.

    Ninguém (principalmente os conservadores) está conversando, por exemplo, com os cristãos evangélicos, reconhecidos como a única força de oposição real e que oferece algum perigo aos poderosos de turno, por isso mesmo ferrenhamente combatida na mídia e na política.

    Ninguém (principalmente os liberais) enxerga na atuação de policiais e bombeiros tidos como milicianos em locais de baixa renda, os princípios da auto defesa presentes há milênios na humanidade. Preferiram deixar o senso comum julgar e condenar a atuação destas pessoas, sem oferecer nenhum contraponto teórico ao caso.

    Policiais e bombeiros merecem saber que há um embasamento teórico e praxeológico no que estão fazendo, merecem saber disso para fugir da criminalidade a qual muitos se encontram, muitas vezes por não ver uma forma legítima para continuar seu trabalho.

    Milhões de pessoas que vivem sob influência de policiais e bombeiros merecem saber que podem viver em um local seguro e próspero, e que não precisam esperar por esta segurança e prosperidade de braços cruzados, por meio da boa vontade de seus governantes. Elas merecem saber que podem financiar serviços de segurança, e que podem contar com os liberais para lhes mostrar que só assim se constrói verdadeira segurança e prosperidade.

    Ninguém conversa com a mídia, ninguém está na escola (com exceção da caravana da liberdade),ninguém está em lugar nenhum!

    Lobão, Salve-nos!!!

  17. Pessoal,

    O Mises.orb.br já esta fazendo barulho mesmo, mesmo que sútil, o chargista oficial do Pravda brasileiro o Chico fez uma caricatura no lobão:

    Enquanto isso na MPB…

    oglobo.globo.com/ (no canto direito inferior da tela0

    A charge só esta na versão impressa do jornal.

    Comprei (o que fiz muito erradamente, como Olavo diz não comprem essas m..rdas!) por causa do aumento do número de licenças para comprar armas no brasil, a cada duas horas no brasil alguém está adquirindo de forma legal armas (enquanto provalvemente a cada dois minutos alguém compra uma ilegalmente).

    A reportagem é um desabafo dos movimentos desarmamentistas como não poderia deixar de ser.

    O resto do jornal nao presta é claro, propaganda da ONU estão entre as “notícias”.

    Vamos seguir o conselho mais que profilático do Olavo: Não comprem essas m..rdas!

  18. Dalton C. Rocha

    Pois é. Na vizinha Argentina, as esquerdas fizeram os seguintes passos, nos últimos anos:
    1- Começaram a chamar para prestar contas, militares supostamente torturadores.
    2- Mandaram para a cadeia, militares que supostamente torturaram.
    3- Confiscaram empresas, inclusive a enorme YPF.
    ****************
    Eu tenho é nojo de supostos defensores do capitalismo, que exigem apurações dos “crimes da ditadura” e mantém um silêncio sepucral dos desmandos de políticos e de ditadores comunistas.

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