Embora haja algumas divergências pontuais, libertários e conservadores possuem, em termos gerais, o mesmo objetivo: reduzir o tamanho do estado e sua interferência na economia e na sociedade. Conservadores e libertários moderados defendem um governo estritamente limitado à defesa dos direitos de propriedade. Libertários mais radicais querem ir além e abolir todo o governo.
Caso houvesse uma coalizão entre libertários e conservadores, haveria inevitáveis diferenças de opinião em relação aos meios e aos fins. No entanto, todas estas diferenças podem ser reduzidas à seguinte questão: quanto do governo atual você estaria disposto a abolir? Até que ponto você reverteria e encolheria o governo?
Há outras diferenças mais filosóficas. Alguns conservadores se consideram hobbesianos (tradicionalistas). Alguns libertários se consideram lockeanos (defensores dos direitos naturais). E ambos têm um quê de burkeanos (utilitaristas). Há também divergências quanto ao arcabouço político: devemos ser monarquistas, federalistas ou radicais descentralizadores?
Não obstante essas indefinições, o fato é que, uma vez definido que o objetivo principal é encolher o estado, divergências pontuais sobre o que fazer após isso podem ser perfeitamente deixadas para depois. Uma coalizão entre libertários e conservadores é essencial para a derrubada do principal inimigo da atualidade. Qual é este inimigo que libertários e conservadores têm em comum?
Trata-se justamente daquele arranjo que ascendeu vigorosamente com a derrocada do comunismo, e que representa uma ameaça tanto às liberdades individuais e econômicas quanto à família e à tradição: a social-democracia.
Não apenas a social-democracia, em todos os seus formatos e disfarces, é onipresente e já demonstrou ser mais longeva que o seu parente mais violento, o comunismo, como também os social-democratas — agora que Stalin e seus herdeiros estão fora do caminho — são implacáveis em sua avidez para a conquista do poder total.
Por serem defendidos pela “Mídia Respeitável” e por adornarem seus reais objetivos de poder absoluto em uma linguagem polida e politicamente correta, os social-democratas são inimigos traiçoeiros e lisos. Exatamente por isso eles têm de ser combatidos vigorosamente — e o maior objetivo de uma coalizão entre conservadores e libertários é colocar um freio nesta gente.
Mas apenas apontar o dedo para a social-democracia não basta. Uma coisa é reconhecer o arranjo inimigo; outra coisa, tão essencial quanto, é reconhecer os integrantes deste arranjo.
E esta é uma questão que não pode de modo algum ser deixada para depois. Ao contrário, aliás: ela deve ser abordada antes de qualquer plano de ação.
Os marxistas, que sempre dedicaram uma enorme quantidade de tempo pensando em uma estratégia para seu movimento, sempre se fizeram a seguinte pergunta: quem é o agente da mudança social?
O marxismo clássico encontrou uma resposta fácil: o proletariado. Porém, com o passar do tempo — e com a recusa do proletariado em ser este agente da mudança –, as coisas foram se tornando menos definidas, e o agente da mudança social passou por sucessivas alterações: camponeses, mulheres oprimidas, minorias, e todos os tipos de grupos vitimológicos (negros, feministas, gays, deficientes, índios, cegos, surdos, mudos etc) que aceitassem este papel.
Para nós, libertários e conservadores, a questão relevante está do outro lado da moeda: quem são os vilões que dão sustento à social-democracia? Quem são os agentes das mudanças sociais negativas? Mais ainda: quais grupos da sociedade representam as maiores ameaças para a liberdade? Basicamente, sempre foram apresentadas duas respostas: (1) as massas que vivem do assistencialismo e que, por isso, são apologistas do estado; e (2) as elites que controlam o poder.
Ainda em minha juventude, concluí que o maior perigo sempre foi a elite dominante, e pelos seguintes motivos.
Em primeiro lugar, mesmo que as massas dependentes do estado assistencialista tenham o potencial para se rebelar de forma violenta e passar a agir como se seu sustento fosse um direito inalienável (“direito”, no caso, nada mais é do que um dever impingido aos pagadores de impostos), o fato é que tais massas simplesmente não têm tempo para se dedicar à política e às peripécias e trapaças do jogo político. O cidadão pertencente a este grupo passa a maior parte do seu tempo cuidando de seus afazeres rotineiros, interagindo com seus amigos e se divertindo com a família. Apenas muito esporadicamente ele irá se interessar por política ou se engajar politicamente em uma causa.
As únicas pessoas que têm tempo para se dedicar à política são os profissionais: burocratas, políticos e grupos de interesse (como lobistas e grandes empresários) que dependem diretamente das regras estipuladas por políticos e burocratas. Dado que tais pessoas ganham muito dinheiro com o jogo político — como, por exemplo, quando conseguem subsídios e protecionismos –, elas são intensamente interessadas no assunto, e dedicam vinte e quatro horas de seus dias pensando em novas maneiras de espoliar a população em benefício próprio. Sendo assim, estes grupos de interesse sempre representarão um perigo muito maior para a nossa liberdade e propriedade do que as massas desinteressadas.
Esta foi a constatação básica dos seguidores da Escolha Pública. Os únicos outros grupos interessados em política em tempo integral são aqueles que se interessam em estudar o assunto, ideólogos como nós, um segmento nada volumoso da população. Portanto, o problema está tanto na elite que controla o aparato estatal quanto na elite cuja riqueza depende diretamente das políticas implantadas por este aparato estatal.
Um segundo ponto crucial é que a social-democracia, com seu estado fiscalmente voraz e obeso, divide a sociedade em dois grupos: a elite dominante, que necessariamente é a minoria da população, e que é sustentada pelo segundo grupo — nós, o resto da população.
Neste quesito, sempre recomendo um dos mais brilhantes ensaios já escritos sobre filosofia política: Disquisition on Government, de John C. Calhoun. Segundo Calhoun:
[O] inevitável resultado desta iníqua ação fiscal do governo será a divisão da sociedade em duas grandes classes: uma formada por aqueles que, na realidade, pagam os impostos — e, obviamente, arcam exclusivamente com o fardo de sustentar o governo –, e a outra formada por aqueles que recebem sua renda por meio do confisco da renda alheia, e que são, com efeito, sustentados pelo governo. Em poucas palavras, o resultado será a divisão da sociedade em pagadores de impostos e consumidores de impostos.
Porém, o efeito disso será que ambas as classes terão relações antagonistas no que diz respeito à ação fiscal do governo e a todas as políticas por ele criadas. Pois quanto maiores forem os impostos e os gastos governamentais, maiores serão os ganhos de um e maiores serão as perdas de outro, e vice versa. E, por conseguinte, quanto mais o governo se empenhar em uma política de aumentar impostos e gastos, mais ele será apoiado por um grupo e resistido pelo outro.
O efeito, portanto, de qualquer aumento de impostos será o de enriquecer e fortalecer um grupo [os consumidores líquidos de impostos] e empobrecer e enfraquecer o outro [os pagadores líquidos de impostos].
Logo, quanto mais inchado se torna o governo, maior e mais intenso passa a ser o conflito entre essas duas classes sociais.
No entanto, dado que uma elite minoritária é capaz de governar, tributar e explorar a maioria do público sem sofrer retaliações, isso nos leva ao principal problema da teoria política: o mistério da obediência civil.
Afinal, por que a maioria do público aceita se submeter a estes fracassados, sem oferecer resistência? Esta indagação foi respondida por três grandes teóricos políticos: Étienne de la Boétie, teórico libertário francês de meados do século XVI; David Hume e Ludwig von Mises.
Eles demonstraram que, exatamente pelo fato de a elite dominante estar em minoria, a coerção por si só não pode funcionar no longo prazo. Até mesmo na mais despótica das ditaduras, o governo irá se manter apenas se contar com o apoio da maioria da população. No longo prazo, o que é preponderante são as ideias, e não a força — e qualquer governo tem de ter legitimidade na mente do público.
Esta verdade foi perfeitamente demonstrada durante o colapso da União Soviética. Quando os tanques foram enviados para capturar Boris Yeltsin, eles foram persuadidos a apontar suas armas para o outro lado e a defender Yeltsin e o Parlamento russo. Em linhas gerais, estava claro que o governo soviético havia perdido toda a legitimidade e apoio entre a população. Para um libertário, foi particularmente fantástico assistir à morte de um estado, particularmente um estado monstruoso como a União Soviética.
Até o final, Gorbachev continuou emitindo decretos, como sempre fez, mas a diferença é que ninguém mais prestava atenção e nem dava a mínima. O antes todo poderoso Supremo Soviético (a legislatura da URSS) continuava se reunindo frequentemente, mas ninguém se dava ao trabalho de comparecer. Glorioso!
Mas ainda não resolvemos o mistério da obediência civil. Se a elite dominante está tributando, espoliando e explorando o público, por que o povo não se rebela? Por que ele tolera tudo isso? Por que ele simplesmente não retira seu consentimento?
Resposta: não se deve jamais ignorar o papel crucial dos intelectuais, a classe que molda as opiniões da sociedade. Se as massas soubessem como o estado realmente opera, elas imediatamente retirariam seu consentimento. Elas rapidamente perceberiam que o rei está nu, e que elas estão sendo espoliadas. É para evitar essa “tragédia” que os intelectuais entram em cena.
A elite dominante, seja ela os monarcas de antigamente, os comunistas de pouco tempo atrás ou os social-democratas da atualidade, necessita desesperadamente de exércitos de intelectuais que teçam apologias para o poder estatal. O estado governa por determinação divina; o estado assegura o bem comum e o bem-estar geral; o estado nos protege dos bandidos que estão sempre à espreita; o estado garante o pleno emprego; o estado ativa o multiplicador keynesiano; o estado garante a justiça social.
Como demonstrou Karl Wittfogel em sua grande obra, Oriental Despotism, nos impérios asiáticos, os intelectuais lograram êxito com a teoria de que o imperador ou o faraó era uma entidade divina. Se o soberano é Deus, poucos se atreverão a desobedecer ou a questionar suas ordens.
Podemos ver como os regentes do estado se beneficiam dessa sua aliança com os intelectuais; mas o que os intelectuais ganham com esse arranjo? Intelectuais são pessoas que acreditam que, em um livre mercado, auferem uma renda muito aquém de sua sabedoria. Para se aproveitar disso, o estado, para favorecer estes egos tipicamente hiperinflados, está disposto a oferecer aos intelectuais um nicho seguro e permanente no seio do aparato estatal; e, consequentemente, um rendimento certo e um arsenal de prestígios.
O estado está disposto a pagar a esta gente tanto para tecerem apologias ao poder estatal quanto para preencher a miríade de postos de trabalho nas universidades, na burocracia e no aparato regulatório do estado. Com efeito, o estado democrático moderno criou uma maciça superabundância de intelectuais.
Em séculos passados, as igrejas formavam a classe exclusiva de formadores de opinião da sociedade. Daí a importância para o estado e seus burocratas de formar uma aliança entre o estado e a igreja, e daí a importância para libertários da separação entre estado e igreja, o que na prática significa não permitir que o estado conceda a um grupo o monopólio da tarefa de moldar as opiniões da sociedade.
No século XX, obviamente, a igreja foi substituída, e o papel de moldar opiniões — ou, naquela adorável frase, de “fabricar o consentimento” — foi entregue a um enxame de intelectuais, acadêmicos, cientistas sociais, tecnocratas, cientistas políticos, assistentes sociais, jornalistas e a toda a mídia em geral.
Portanto, para resumir o problema: na social-democracia, as elites dominantes — políticos, burocratas e grandes empresários — se uniram aos intelectuais e à mídia, e, com o apoio e o trabalho destes, conseguiram iludir e confundir as massas, doutrinando-as com uma “falsa consciência”, como diriam os marxistas, fazendo-as aceitar passiva e alegremente seu domínio. Aquilo que em arranjos mais honestos seria visto como espoliação e exploração, na social-democracia é visto como “bem comum”, “desenvolvimentismo” e “justiça social”.
Sendo assim, o que nós, da oposição libertária e conservadora, podemos fazer a respeito?
Uma estratégia endêmica aos libertários e aos liberais clássicos é aquela que pode ser chamada de modelo hayekiano, em homenagem a F.A. Hayek. Eu chamo de “educacionismo”. Ideias, segundo este modelo, são cruciais; e ideias perpassam toda uma hierarquia, começando com os filósofos do alto escalão, de onde descem para os filósofos menos proeminentes, depois para os acadêmicos, e finalmente chegam aos jornalistas e políticos, de onde então atingem as massas.
Por essa estratégia, o que deve ser feito é converter os filósofos do alto escalão para as ideias corretas. Ato contínuo, eles irão converter os outros filósofos menos proeminentes, e daí por diante, em uma espécie de “efeito-goteira”, até que as massas inevitavelmente serão convertidas e a liberdade será finalmente alcançada.
O problema com essa estratégia do gotejamento é que ela é muito suave e refinada, dependente de mediações e persuasões serenas nos austeros corredores da intelectualidade. Essa estratégia combina bem com a personalidade de Hayek, que nunca foi exatamente um combatente intelectual agressivo.
É claro que ideias e persuasão são importantes, mas há várias falhas cruciais nesta estratégia hayekiana. Em primeiro lugar, obviamente, essa estratégia irá, na melhor das hipóteses, levar várias centenas de anos para surgir algum efeito, e muitos de nós estamos um tanto impacientes para isso.
Mas o tempo não é de modo algum o único problema. Várias pessoas já observaram os misteriosos bloqueios neste gotejamento feitos pela mídia. Por exemplo, vários cientistas sérios têm uma visão bem distinta a respeito das questões ambientalistas que hoje estão em voga; no entanto, são sempre os mesmos histéricos de esquerda que são exclusivamente citados nas reportagens da mídia.
O mesmo ocorre às enfadonhas abordagens sobre racismo, homofobia e “direitos das minorias”. Sendo assim, por que esperar que uma mídia que invariavelmente distorce as coisas para o lado politicamente correto irá repentinamente vir para o lado da razão? Já está cristalino que a mídia, principalmente a ‘mídia respeitável e influenciável’, possui e sempre terá uma forte inclinação progressista.
De modo geral, o modelo hayekiano do gotejamento ignora um ponto crucial: o fato de que — e eu espero não estar retirando seu prazer de viver — intelectuais, acadêmicos e a mídia não são exatamente motivados pela verdade. É verdade que as classes intelectuais podem fazer parte da solução, mas elas também são uma grande parte do problema. Como vimos, os intelectuais fazem parte da classe dominante, e seus interesses econômicos, bem como seus interesses em termos de prestígio, poder e admiração dependem inteiramente da continuidade do atual sistema social-democrata.
Outra estratégia é aquela comumente perseguida por vários institutos conservadores e liberais: a persuasão silenciosa feita diretamente nos corredores do poder, sem passar pela comunidade acadêmica. Tal estratégia é chamada de estratégia fabiana, e os institutos saem divulgando relatórios pedindo uma redução de 5 pontos percentuais na alíquota de importação e de 2 pontos percentuais na alíquota do imposto de renda, além de uma pequena redução das regulamentações e da burocracia.
Os defensores dessa estratégia apontam para o sucesso da sociedade fabiana, a qual, por meio de suas detalhadas pesquisas empíricas, suavemente submeteu o estado britânico a um gradual crescimento do poder socialista.
O defeito desta estratégia, no entanto, está no fato de que aquilo que funciona para aumentar o poder estatal não funciona para fazer o inverso. Afinal, os fabianos estavam estimulando as elites dominantes a aumentar seu poder, que era exatamente o que elas queriam.
Por outro lado, tentar encolher o estado vai fortemente contra sua natureza, e o resultado mais provável é que o estado acabe cooptando e ‘fabianizando’ os institutos que tentem reduzir seu poder. Esse tipo de estratégia pode, é claro, ser pessoalmente muito agradável para os membros desses institutos, e pode acabar garantindo alguns contratos lucrativos ou até mesmo alguns confortáveis empregos na máquina pública para essas pessoas.
E esse é exatamente o problema.
Portanto, além de se esforçar para converter os intelectuais para a nossa causa, a ação mais adequada a ser empreendida por uma coalizão entre conservadores e libertários tem necessariamente de ser uma estratégia baseada na confrontação, na coragem e na ousadia. Uma estratégia que gere dinamismo e entusiasmo; uma estratégia que agite as massas, que as desperte de sua letargia e que exponha as elites arrogantes que estão nos subjugando, nos controlando, nos tributando e nos espoliando.
Logo, a estratégia adequada tem de se basear naquilo que chamo de “populismo liberal”: um movimento intelectual empolgante, dinâmico, tenaz, obstinado e confrontador; um movimento que continuamente desafie e chame para o debate público os principais quadros da social-democracia, para expô-los pelo que realmente são; um movimento que desperte e inspire não apenas as massas exploradas, mas também todos os poucos quadros intelectuais da direita.
Nesta era em que as elites intelectuais são todas social-democratas e hostis a uma genuína direita, é necessário um movimento carismático e dinâmico, cujos membros tenham a habilidade de contornar a mídia e saibam se comunicar diretamente com as massas exploradas que dão sustentação ao regime.
Conclusão
Em todas as questões cruciais, os social-democratas se opõem à liberdade e à tradição, posicionando-se sempre a favor do estado interventor, regulador e controlador.
No longo prazo, social-democratas são mais perigosos do que comunistas, e não apenas porque eles são mais resistentes e protegidos, mas também porque seu programa e seu apelo retórico são muito mais insidiosos, dado que eles sabem combinar o charme das ideias socialistas com as atraentes “virtudes” da democracia, tudo cuidadosamente envolto em uma linguagem politicamente correta que promete liberdade de expressão e proteção aos credenciados membros de todos os tipos de grupos vitimológicos, aquela gente que se diz perseguida e que vive lutando por “direitos iguais” — sendo que o ‘iguais’ significa na verdade ‘superiores’.
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Por muito tempo, os social-democratas obstinadamente se recusaram a aceitar a lição libertária de que liberdades civis e econômicas são indissociáveis; porém, agora, mais maduros e experientes, eles polidamente fingem defender a existência de algum tipo de “mercado”, desde que este seja devidamente tributado, regulado e restringido por um maciço estado interventor e assistencialista.
Em suma, há pouca distinção entre os atuais social-democratas e os antigos “socialistas de mercado” da década de 1930, que alegavam ter solucionado aquele defeito fatal do socialismo apontado por Ludwig von Mises: a impossibilidade do cálculo econômico sob o socialismo, que impedia que os planejadores socialistas calculassem preços e custos, impossibilitando-os de planejar uma economia moderna e funcional.
No arsenal coletivista que dominou o cenário mundial do século XX, havia vários programas estatistas concorrentes: dentre eles, o comunismo, o fascismo, o nazismo e a social-democracia. Os nazistas e os fascistas estão mortos e enterrados; o comunismo ainda existe apenas em alguns países sem nenhuma importância. Restou somente a mais insidiosa forma de estatismo: a social-democracia.
Em meio a uma cultura capturada por ideias progressistas e programas sociais esquerdistas, somente uma coalizão entre conservadores e libertários pode frustrar os planos dos social-democratas de alcançarem uma completa e irreversível tomada do poder.

Quase impossivel não fazer um paralelo com o Brasil.
Na parte em que ele fala dos intelectuais que precisam do aparato estatal para divulgar suas idéias, lembrei no mesmo momento uma das demandas da última greve das universidades: professores ganhando R$ 17.000/mês.
Finalmente, finalmente!
Já disse isso aqui antes e vou repetir: os libertários precisam aprender que é a tradição e os valores morais que mantem o liberalismo econômico, enquanto que os conservadores precisam entender que o estado é o pior inimigo da tradição e dos valores morais( sem essa de estado-mìnimo, pois a natureza do estado é sempre aumentar de tamanho). Não sou ideólogo, nem acho que tenha capacidade para isso, mas o dia que algum intelectual conseguir não só juntar, mas mesclar libertarianismo e conservadorismo, aí então teremos a ideologia perfeita para enfrentarmos as ideologias esquerdistas de todas as matizes.
Bravo, artigo inspirador e motivador!
Ótimo artigo!
O artigo retrata perfeitamente o que acontece no Brasil, onde o assistencialismo do governo às massas, lhe garante índices notáveis de aprovação, segundo as pesquisas periódicas de opinião.Não se vislumbram movimentos no sentido de diminuir o tamanho do Estado, pelo contrário, no meu Estado, o Rio Grande do Sul em que pese o estado lamentável das finanças públicas, o governo do PT criou mais uma estatal para gerir os pedágios, criando vários cargos a serem ocupados pelos amigos do “rei”.
Haja impostos.
Um dos melhores artigos que já li no Mises!
Excelente, artigo!
Quanto às estratégias (hayekiana, fabiana e populista) não acho que sejam excludentes, mas que se complementam em certo sentido. Mais importante que a estratégia de atuação, creio, são os princípios que a guiam. Pois daí, poderemos ter uma diversidade de discursos e de formas de discurso que atingem segmentos diversos da sociedade (intelectuais, trabalhadores, empresários, políticos profissionais, etc). E se observarmos o desenvolvimento do socialismo no século XX e sua sobrevivência ao colapso do comunismo, é justamente uma diversidade guiada por um mesmo princípio que observaremos.
Seria tolice, contudo, dizer que Liberais e Conservadores são guiados pelo mesmo princípio. Acho que Rothbard toca no ponto essencial: essa divergência somente seria prioritária se apenas as filosofias conservadora e libertária estivesse em discussão, mas diante da hegemonia do socialismo temos mais o que fazer do que concorrer pelo mesmo, e raríssimo, público.
Parabéns ao IMB por esse chamado à concórdia!
Artigo irrelevante para o cenário atual nesse país, o conservadorismo aqui é estatista e autoritário (Bolsonaro e viúvas da ditadura em geral), não lembra nada o conservadorismo americano que é o que Rothbard, obviamente, está se referindo.
Eu concordo com o artigo, ao defender a união dos que querem reduzir o estado. Pensando de modo abstrato, em termos de medidas na direção liberal, há uma longa estrada a caminhar, até que as diferenças de opinião sejam de fatos relevantes, obrigando o racha dos defensores da liberdade. Assim, seria possível focar primeiro nos muitos problemas a resolver, onde todos concordam.
Porém, em casos concretos, não sei se seria efetivo. Imaginem uma discussão sobre o que fazer com a educação pública. Imaginem também que esse grupo unido tivesse a maioria necessária. Ele, inevitavelmente, se dividiria. Uns diriam que não é função do estado provê-la, outros diriam que se deveria usar vouchers, outros, talvez, iriam querer implantar algum tipo de competição entre escolas públicas, onde os alunos migrariam levando mais recursos para as melhores. A controvérsia acabaria por impedir que qualquer medida fosse tomada.
Eu vejo a união mais efetiva como meio de barrar o avanço das medidas de esquerda. Diante de novas propostas estatizantes ou de restrição a direitos, seria óbvia a união pela rejeição. Mas para reformas, isso já não sei…
Entretanto, discordo do autor, pois acho que os institutos tem seu valor. Eles ajudam a criar os quadros da direita, que ele vê como fundamentais no processo. Eu conheci a causa da liberdade pelo Cato Institute. Encaminhei alguns de seus estudos que tiveram impactos em outras pessoas. Além disso, sei que eles têm diversas aparições na grande mídia americana, que dificilmente o Mises terá. Assim, ajudam a pender a balança para o nosso lado.
TEXTO IMPECÁVEL porém uma coisa: a análise dessa suposta união diz respeito ao cenário político americano e não brasileiro. Conservadores brasileiros são estatistas e não apreciam muito a ideia da liberdade. Rothbard, se estivesse no Brasil, largaria de mão uma ideia de tal união.
Na verdade conservadores até gostam da ideia de, por exemplo, ter saúde e educação pública. A direita brasileira não esta tao longe dos social-democratas assim.
Eu também achava que poderia haver uma união entre conservas e libertas. Mera ilusão. Percebi que estou no Brasil e que nossas diferenças culturais, em comparação com os americanos, são enormes. Em ultima instancia, conservadores brasileiros são lacerdistas e preferem um golpe centralizador do que uma secessão liberal. Só isso diz claramente que a natureza desse grupo e’ diferente da dos americanos.
Só pra terminar: conservadores falam de boca cheia que “o período em que o Brasil mais cresceu foi nos governos militares”, renegando totalmente o cenário dos anos 80 provocado justamente por causa de tais “grandiosidade”. Pra eles “economia é apenas fazer umas continhas e cortar gastos”. Aí fica difícil.
Agora já podem acordar, ok?
Um grande problema é que parte dos conservadores brasileiros estão sob influência do neo-conservadorismo americano, que é um movimento criado por ex-comunistas de carteirinha, pro-estado, pro-guerra, pro-democracia, consequentemente, anti-liberdade.
E outro é a completa ignorância destes sobre toda a história e filosofia libertária. E pior do que a ignorância, é basear opiniões nela, e aceitar um espantalho como sendo o libertarianismo, ao invés de ir estudar e saber do que se trata.
Com a obtusidade destes (neo) conservadores brasileiros, que chegaram ao cúmulo de apoiar um escroque como o warmonger Rick Santorum na última corrida presidencial americana, mesmo com um libertário e Old Right como o Ron Paul na corrida, fica bem difícil essa união.
Conservadorismo é tão bom quanto aquilo que se busca conservar.
Nos EUA, o paleo conservadorismo é bacana por quê o país tem tradições liberais antigas que vieram com a revolução americana.
Pelo que observo no Brasil, os conservadores aqui estão mais preocupados em proibir os filhos dos outros de tomar uma cerveja e fumar maconha do que em lutar pela liberdade individual.
Fica aqui meu desejo pra que os conservadores do Brasil usem o exemplo dos paleo e sigam a teologia cristã que eles dizem seguir, observando que Deus deu o livre arbítrio as pessoas, e não ao estado. Algo que Deus deu, apenas Deus pode legitimamente tirar.
Libertários e direitistas do Brasil inteiro, uni-vos!
Falo por mim (claro): como conservador, não gosto de mudanças radicais. Se somos todos assim, deveríamos nos unir com o intuito de diminuir o estado cada vez mais, aos poucos. Caso conseguíssemos avançar nesse sentido, em algum momento haveria um conflito: uns achariam que já está bom e outros que precisa encolher mais. Nesse momento inevitavelmente teríamos um atrito. Mas que seja só nesse momento. Não agora, por favor…
Meu exemplo vai até parecer brincadeira, mas não é: façamos como o Foro de SP, que tem esquerdistas de todos os “calibres”: paremos de brigar entre nós para chegarmos ao menos num ponto que seja melhor do que há hoje. Foi o que eles fizeram, e funcionou muito bem.
No momento em que houver motivo pra conflito – e *só* nesse momento – , ok, vamos nos xingar, estapear, e tudo o mais. Mas antes de conseguir alguma coisa, nunca! Isso é burrice!
Roberto Campos, liberal tradicional, defendia saúde, educação e seguranças públicas, além do banco central. Mas é preferível um liberal deste naipe do que 1000 Guido Mantegas.
Até que enfim um artigo nessa linha. Enquanto libertários e conservadores ficam brigando a esquerda cada vez mais aumenta seu poder e destrói a liberdade que os libertários tanto querem e a tradição que os conservadores tanto valorizam.
O Brasil está caminhando rapidamente para o totalitarismo político de esquerda, na prática, enquanto libertários e conservadores discutem teorias. Os ataques à autonomia do STF através do Congresso são constantes. O sistema de indicação de juízes para o STF através de partidos políticos é uma piada. Parece que o país-zumbi já aceitou seu destino, e o silêncio da OAB é ensurdecedor.
Modo geral, as sociedades são intrinsecamente conservadoras quando deixadas à própria espontaneidade, posto que pretendem perpetuar-se no tempo. O Estado – ou as elites diminutas que periodicamente venham a controlá-lo – é o mais eficiente veículo de corrupção de uma sociedade, pois é o único ente capaz de impor revoluções morais de forma direta e centralizada.
Veja-se a tão polêmica questão do chamado “casamento gay”, que, de tempos para cá, tornou-se cavalo de batalha de toda a esquerda ocidental: fosse a instituição do casamento deixada a cargo das organizações sociais de livre-adesão, como o era até pouco mais de cem anos atrás – quando o casamento era fundamentalmente reconhecido um sacramento religioso ministrado pela Igreja -, indivíduos que pretendessem tratar por casamento sua relação com parceiros do mesmo sexo, com múltiplos parceiros ou com travesseiros e personagens de jogos de video-game poderiam fazê-lo sem qualquer empecilho; no mesmo diapasão, não poderiam forçar qualquer outro indivíduo (ou “a sociedade”) a reconhecer tão situação como idêntica ao sacramento religioso tradicional. Se a questão fosse a distribuição de bens e obrigações jurídicas, um simples contrato civil cumpriria seu intuito. Resolvida a diatribe intestina. Encerrada a guerra civil entre os grupos de pressão. Parlamentos e cortes judiciárias estariam livres para questões mais relevantes, e o bolso do contribuinte veria reduzido o assalto.
Impende, pois, reduzir o Estado. Restaurar a sociedade. Deixar os indivíduos agirem livremente. Gregos e troianos restarão satisfeitos se confiarem na essência do humano e abrirem mão da tenebrosa concentração de poder que caracterizou a decadência da modernidade.
Acho estranho a felicidade dos camaradas. Não existe NENHUM paralelo entre a direita americana e a brasileira.
A direita americana tem a constituição americana. E a gente ? Tem o que ? Leiam a constituição do Brasil aquilo é um PEIDO!
Sendo realista e por mais louco que isso possa parecer, a única solução é fomentar e apoiar todo tipo de movimentos separatistas dentro do “nosso” território. Por mais infantis que esses movimentos tendem a ser, a maioria deles se baseia em pragmatismo econômico, tosco, porém já é alguma coisa.
A América não tem jeito mais, ACABOU. E o Brasil acabou quando essa maldita república nasceu… se for pra viajar na maionese(Bolsonaro ? Nacionalista…) então temos que ir fundo e não vender o ideal por nada.
O povo brasileiro(o povão), é extremamente conservador. O problema é a nossa classe média que odeia a classe média…
Daqui a pouco aparece o Rodrigo Constantino xingando a gente pq não votamos no PSDB hahaha…
Qualquer movimento político pequeno tem o luxo de ser radical… deixar de ser radical por causa de Olavo e Bolsonaro não é muito inteligente.
Hoppe não é maluco, Hoppe é Hope. Separatismo é a saída. Temos movimentos no Sul, SP, Nordeste. Essa gente precisa aprender economia e libertarianismo. Isso é mil vezes mais realista do que esperar que uma legenda libertária consiga alguma coisa nessa porcaria de país.
Bom texto. Conservador e libertário tem que parar com essas briguinhas e unir suas forças contra os verdadeiros inimigos.
Apenas acrescento que o comunismo não é um inimigo sem importância. O comunismo se esconde atrás da social democracia, através do gramscismo (ou marxismo cultural, como queiram…)
Parem de militar pelo ateísmo e eu me uno a vocês, deixemos os debates apologéticos para quando a democracia estiver assegurada.
Queria lhe pedir uma coisa. Um artigo sobre o que vou escrever
Dizem por ai que uma andorinha não faz verão. Eu descordo.
Veja-se Sansão. 1 homem libertou o estado de Israel. Vejam também. 300 homens que enfrentaram um exercíto de 1 milhão.
Pois não é impossível irmãos. Nada é impossível para quem crê. Imprescindívelmente Naquele … que nos criou. Pois somente Ele pode contra nós, o resto, ele vai à nossa frente.
Abraço à todos daqui, e do povo do Mídia Sem Mascará. Editores e Leitores.
Artigo ruim. Um dos piores já publicados pelo IMB. Conservadores não são defensores da liberdade. Não dá para fazer aliança com cidadãos que são inimigos da liberdade, tanto quanto os esquerdistas. O fato de alguns conservadores defenderem uma estado menos, não é motivo para os libertários – verdadeiros defensores da liberdade – olharem de forma positiva para esse grupo. Digo isso me baseando nos conservadores americanos, nem vale a pena comentar sobre os lamentáveis e patéticos conservadores brasileiros. As olavetes são ridículas e nem percebem. Aquele site deles, o midiasemmascara, costuma publicar artigos do IMB e os leitores de lá invadem aqui para vomitar suas idéias cretinas de como a sociedade deveria ser do ponto de vista moral. Liberdade de consumir e vender drogas, liberdade de transar com pessoas do mesmo sexo, liberdade de se prostituir voluntariamente, etc., são tratados pelo conservadores como proibíveis pelo estado. Não dá para fazer aliança com esses caras, são antilibertários demais. Concordam em APENAS ALGUMAS coisas em matéria de economia, mas não é o suficiente. Libertários de verdade defendem a liberdade em sua plenitude e não se aliam com conservadores ou progressistas, pois esses dois últimos não defendem a liberdade. Nós, libertários, defendemos.
Como é divertido ver um punhado de conservadores e um punhado de libertários se debatendo entre si!
No caso do partido Liber, digo, colocá-lo em atuação, pois ele ainda não está formado oficialmente como partido politico elegível.
Conservadores não estão aptos nem a somar 2 + 2. Se todo ateu é comunista, então por que a maioria dos liberais no mundo inteiro são ateus!
Seria tão bom se “Ele”, o todo poderoso, ensinasse português…
Defendo o desempoderamento do Estado.
Estado não tem que ter empresa nem interferir na escolha de cada um.
“A esquerda deseja defender a família contra o capitalismo, Sérgio. Não deseja substituí-la.”
A idéia do marxismo cultural é sim destruir o capitalismo através da destruição da família. Pra isso existe o feminazismo, o gayzismo e o politicamente correto.
E você só mais um agente da Escola de Frankfurt, uma organizações globalista que visa destruição a família e substituí-la pelo Estado.
A instituição familiar não pode ser simplesmente substituída por um planejamento científico para criar o futuro pois o desenvolvimento inicial dos homens depende dessa. Decidir impedir que uma rede de fast-food venda refrigerantes gigantescos às crianças não é invasão da família, é uma atitude de guarda contra a terrível ameaça que o refrigerante representa à saúde infantil mundial.
Se você acha que fast-food faz mal pro teu filho, é só não comprar fast food pro teu filho. O governo não tem que proibir fast-food.
Entretanto, veja o que o capitalismo globalizado está a fazer com a instituição: Os pais, abandonando seus filhos devido ao aumento da mais-valia
Parei por aqui. Quando o cara vem com essa baboseira de mais valia, já se sabe que um marxista imbecil. A verdade é que não existe mais valia. Essa é a mais velha mentira marxista. Ocorre que uma pessoa trabalha, poupa e com esta poupança, fruto de anos de trabalho, abre um negócio, e emprega trabalhadores. Sem o capital do capitalista, o trabalhador não é nada.
Tentar convencer as massas de que o governo está aí pra ferrar elas? Passo a tocha pra alguém com mais estômago. Já fartei e cansei de ser tratado como biruta, palhaço, retardado, etc.
Acho que sou um desses intelectuais com o ego hiperinflado, sem capacidade de lidar com o mundo real. Porque o mundo real vive me dando um cac*te. Hora de achar uma teta estatal…
Me chamou a atenção particularmente a parte em que foi mencionado que a Igreja era a entidade intelectual o qual todo governo necessita.
Sou católico e sempre ouvi, em época de eleições, que a igreja não apoia nenhum partido político.
Isso me lembrou o fato de que as instituições religiosas recebem isenção fiscal do governo.
Será que existe essa relação entre isenção fiscal e neutralidade da igreja católica durante as eleições?
Não seria a isenção fiscal uma forma de fazer com que a igreja não inicie um processo de catequisação pró-liberdade (ou anti-governo)?
Excelente artigo!
É óbvio que entre libertários e conservadores existem enormes divergências. Porém, é possível um “programa mínimo” que favoreça o diálogo entre essas duas posições, mesmo no Brasil, onde uns e outros são ainda residuais, no que se refere ao debate público. Sendo assim, gostaria de dizer que o fio condutor desse diálogo não pode ser somente o encolhimento do Estado. Uma questão fundamental para os conservadores é a defesa da vida, desde a concepção. Como existem muitos libertários – religiosos ou não – que defendem essa questão, seria interessante que ela fosse agregada como elemento estruturante nesse “programa”. Por fim, não há como viabilizar uma discussão pública dessa magnitude sem organização partidária. Aqui, voltamos à questão prática: como interferir no debate público e mudar a legislação (sim, ninguém aqui prega luta armada)sem um organismo partidário?
Estou torcendo para que certas lideranças desses grupos se articulem para iniciar um processo de construção partidária. Fora disso, ficaremos batendo papo inteligente – o que é ótimo – mas seremos sempre objeto da fúria coletivista.
Um grande abraço e parabéns ao IMB, que tem um papel fundamental nesse processo.
Rodorval Ramalho.
Libertários são como anarquistas. A única diferença encontra-se na propriedade privada, os anarquistas são contra e os libertários são a favor.
Então o libertarianismo é um anarquismo com propriedade privada. Então, não é de se duvidar que tá cheio de libertário defendendo o aborto, a maconha e tudo o mais que não presta. Aonde estão as leis? Se elas existirem, então o Estado iria ficar mais forte; se elas não existirem então haveria o caos. Não é de se duvidar que os libertários sejam fantoches da esquerda, a meta deles é impossível, o homem é um ser social, ou seja, precisa viver em comunidade, e onde há comunidade, haverá regras, e onde há regras, há Estado.
A função do Estado não é ‘garantir a propriedade privada’, a função do Estado é garantir o bem à todos os cidadãos, pois as pessoas se reunem justamente para o seu bem mútuo. A propriedade privada é um dos meios que o Estado utiliza para garantir o bem do povo, mas não é o único, devem existir as leis para garantir o bom convívio, devem existir os soldados para garantir a segurança da nação, e todas as áreas que auxiliam o bem geral são passivas do Estado interfirir, pois esse é o seu objetivo. As escolas e os hospitais públicos existem justamente para garantir o bem geral do povo, elas são justas pois garantem o bem para todos os cidadãos.
Um conservador não quer reduzir o tamanho do Estado justamente por reduzir, ele quer reduzir o tamanho do Estado quando esse Estado faz coisas que não é pra ele fazer, como é o caso de cobrar altos impostos e ao mesmo tempo dar bolsa família. O Estado não pode beneficiar uma classe em detrimento da outra, é impossível fazer o bem através do mal; um Estado que faz o mal está agindo de forma contrária à sua essência, ao motivo dele existir.
Conservadores e libertários não são amigos, e nunca serão, pois, enquanto um é movido pela verdade e pela razão das coisas existirem, a outra é movida pela vontade masturbatória de enfraquecer por enfraquecer.
O brasileiro é conservador apenas na esfera cultural! Em economia, o brasileiro é muito esquerdista. Adoramos o “Pai” Estado! Teríamos que modificar a cultura nacional nesse aspecto. Modelos estrangeiros não devem e não podem ser aplicados ao Brasil. Temos que descobrir um “modelo brasileiro”!
Todos os impérios cairam:
Romano, Egípcio, Babilônico, etc etc etc. Cairam para o bem da humanidade.
Mas o melhor estar por vir. Querem um império tirânico mundial (Nova Ordem Mundial).
Taí uma das coisas mais importantes que vou lutar e pagar para ver. A queda do império mundial. A mais tenho certeza que vou fazer parte para a derrubada deste império.
Tenho certeza que este império entrara em colapso e tropeçara na sua própria perna.
E eu … estarei assistindo isto de uma montanha comendo um sanduíche.
Ateistas falando em liberdade, vivendo e aceitando o que o mundo dá … Sendo mais escravos que qualquer denominação …
Um dos piores artigos do Mises. O autor mais parece um fã de Karl Marx e do Manifesto Comunista. Mais uma prova que até mesmo entre os liberais o excesso e o radicalismo podem estar presentes para desvirtuar bons princípios e distorcer boas maneiras de se enxergar a realidade.
Perfeitos e irretocáveis seus argumentos, Julio. Uma porretada bem dada, cheia de substância e tutano. Irretorquível. Aprendi muito com sua linha de raciocínio clara, didática e autoexplicativa. "Psionante"…
Resposta aos comentários sobre o aborto:
Parece que vocês nunca aprenderam história; são Tomás e santo Agostinho (dois campeões da Igreja) eram favoráveis ao aborto. Segundo o aquinata, só haveria aborto pecaminoso quando o feto tivesse alma humana o que só aconteceria depois de o feto ter uma forma humana reconhecível. Para o Doutor Angélico, como vocês católicos chamam, a chegada da alma ao corpo só ocorre no 40º dia de gravidez para os homens, e para as mulheres no 60º dia. A posição de Aquino sobre o assunto foi aceita pela igreja no Concílio de Viena, em 1312. Foi apenas no século XIX, mais precisamente em 1869, que o papa Pio IX (depois de acordo com o imperador francês Napoleão III) declarou que o aborto constitui um pecado em qualquer situação e em qualquer momento que se realize. Além disso, onde vocês pensam que quem faz o aborto deve estar. Na cadeia não vai ser, porque, se já existem mais de um milhão de mulheres abortando no Brasil, então o aborto já está legalizado há muito tempo, como em todos os países do Ocidente. O que vocês vão falar. Que esses países foram dominados por satanás e o apocalipse está começando? de todo modo, sou contra o aborto, por, além de já existirem métodos anticoncepcionais práticos (como a pílula do dia seguinte), o processo é um pouco dramático. Mas sou a favor da descriminalização do aborto, porque se uma mulher se descuida, não vejo porque ela seria obrigada a cuidar de um filho que ela nem sequer quis e, na maioria das vezes, não tem condições de criar. Mas, também de todo o modo, se alguém quer que o filho nasça, que crie o santo pirralho. Além disso, se vocês católicos e ateus crentes (ou outras religiões) querem que o aborto seja proibido, então que proíbam entre seus crentes, e não entre um estado laico (isso é coisa de muçulmano).
PS: Façam o possível para responder o meu comentário, mas, por favor, tenham respeito com quem vos fala (correção: vos escreve) e tragam argumentos convincentes.
Nossa! Olhem só que incrível: um artigo no IMB com mais de 200 comentários só sobre aborto! Seria um ótimo lugar pra continuar a discussão, não? =D
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=241
Este é o artigo mais genial que li nos últimos anos. Inspirador e motivante!
Parabéns
Não ia rolar um bate-papo entre o Olavo de Carvalho e o Fernando Chiocca? Me lembro de terem combinado isso em um artigo de 2011.
Interessante. Troque-se alguns termos e esse texto do Rothbard se converte num texto de extrema-esquerda. É por isso que a extrema-direita (e os “austríacos” inseridos nisso) e a extrema-esquerda são tão parecidos: maniqueístas: a luta do bem contra o mal, de como são perseguidos, de como sempre tem uma classe que representa o Mal e como eles são os representantes do Bem, e de que toda ação só pode ser tomada através da força (enfim, seus “populismos”).
A centro-direita e a centro-esquerda são dois segmentos que visam, ao menos, dialogar e construir uma sociedade democrática. Reconhecem que as pessoas não são “bem” ou “mal” absolutos, e que há diferença entre as pessoas e os comportamentos que elas adotam, e justamente por isso sabem da possibilidade do esclarecimento e do avanço gradual da sociedade, buscando respeitar o espaço e o tempo do indivíduo. Obviamente isso não ocorre com perfeição (malgrado a sede de perfeição das extrema-esquerda e extrema-direita, dum Paraíso na Terra nem para agora e nem para amanhã, e sim para ontem, tamanha sua fúria e, portanto, urgência), mas os homens só agem com o que têm a mão e de acordo com os limites oferecidos pelo seu contexto histórico.
Respondendo ao oneide teixeira:
Essa metáfora da explosão do prédio você devia falar a um terrorista. Além disso, se por costumes e cultura você estiver falando da chamada “tradição judaico-cristã”, pra mim você chegará ao cúmulo da discussão.
Respondendo ao Fabio MS:
Numa reportagem da revista Veja, datada de 28 de janeiro de 2009, especialistas estimaram que o número de abortos, no Brasil, chegue a um milhão. Além disso, o cenário teria sido bem pior na década de 80, quando os abortos clandestinos podem ter chegado a 4 milhões por ano. A redução desse número se deveria ao aperfeiçoamento dos métodos anticoncepcionais e à disseminação no país de políticas de planejamento familiar.
Agora, os números desse ano e se os abortos foram voluntários ou involuntários eu não sei, mas estou aberto à novas colocações (desde que sejam confiáveis).
Respondendo ao Fabio MS
Se você não acredita nos números, não é problema meu. Não vou ficar influenciando alguém a confiar numa coisa. Além disso, pouco me importa se você acredita em Deus (seja ele qual for). Além disso, se os especialistas estão errados, então por que você não apresenta o verdadeiro número de abortos praticados aqui no Brasil? Se você não acredita nos números, então reclame com a Veja, com quem faz as estatísticas, ou até com o Janer Cristaldo (que, importante frisar, foi do blog dele que tirei essa pesquisa). Eu só coloquei isso há alguns dias para entrar na discussão sobre o aborto (propagada por comentários que prefiro não comentar). Se alguns de vocês estão insatisfeitos com o que eu escrevo, então por que não pedem para o site excluir tudo o que eu escrevi?
Abraço.
PS: Até agora não vi ninguém fazendo objeções ao que eu escrevi sobre a proibição moral do aborto ter sido apenas no século XIX.
Respondendo ao Ezequiel Augusto.
“Além disso, pouco me importa se você acredita em Deus (seja ele qual for). Além disso, se os especialistas estão errados, então por que você não apresenta o verdadeiro número de abortos praticados aqui no Brasil?”
1. Eu acredito em Deus, mas no meu comentário não falei que acreditava. Só fiz uma observação acerca de uma situação curiosa.
2. Tem certeza que você leu o que eu escrevi? Vou resumir: não existem estatísticas confiáveis sobre aborto no Brasil. Só isso. Sequer discuti o seu “irrefutável” comentário anterior.
3. Primeiro, a sua fonte dos números era a Veja. Agora é o Janer Cristaldo. Assim fica difícil. Defina-se. Pensando bem, tanto faz. Não vai fazer diferença, já que o artigo do Janer Cristaldo se baseou na mesma reportagem daquela revista.
“PS: Até agora não vi ninguém fazendo objeções ao que eu escrevi sobre a proibição moral do aborto ter sido apenas no século XIX.”
Pô, legal cara. Parabéns. Você é demais. Não pretendia falar nada a respeito, mas já que você fez menção, seria uma pena se… http://www.presbiteros.com.br/site/e-verdade-que-a-igreja-catolica-nem-sempre-condenou-o-aborto/
e, em especial,este trecho do link http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20090711_aborto-procurato_po.html : “A Igreja afirmou, desde o século I, a malícia moral de todo o aborto provocado. E esta doutrina não mudou. Continua invariável. O aborto directo, isto é, querido como fim ou como meio, é gravemente contrário à lei moral: «Não matarás o embrião por meio do aborto, nem farás que morra o recém-nascido» (Didaké 2, 2; cf. Epistola Pseudo Barnabae 19. 5; Epistola a Diogneto 5, 6: Tertuliano, Apologeticum, 9, 8)”
Pronto, alguém fez uma objeção ao “estudo” que você retirou da superinteressante.
A propósito, fala sério, você gosta mesmo é de encarar o que as revistas escrevem como verdades inabaláveis, não? Primeiro apresenta um número altamente duvidoso, baseado no “achismo”, tirado de uma reportagem da Veja. Depois, porque você leu uma reportagem na superinteressante, acha que a posição atual da ICAR em relação ao aborto começou, assim, num estalar de dedos, no século XIX.
Grande abraço.
Na realidade, eu li muito bem o que você escreveu e já digo mais:
Nos primórdios da Igreja existia uma forte tradição em favor do livre arbítrio e outra conservadora que era contra, todavia, nenhuma delas podia ser considerada totalmente oficial.
Uma doutrina cristã desenvolvida nos primórdios da Igreja, é a teoria da “hominalização tardia”, ou seja, o momento em que a alma anima o corpo. Emprestada dos gregos, esta teoria afirma que a alma humana só animava o feto por volta do terceiro mês de gravidez, antes disso, qualquer forma de vida existente não era considerada humana.
Esta ideia afirmava que o embrião era habitado primeiramente por uma alma vegetal, depois animal, e só quando estava suficientemente formado é que a alma humana habitava o corpo (ver, Pe São Tomás de Aquino, summa Theologiae).
Segundo Christine Gudorf (Body, Sex and Pleasure: Reconstructing Christian Sexual Ethics – Pilgrim Press, 1995) a perspectiva pastoral considera que “o momento em que a alma animava o corpo ocorria somente quando a mãe podia sentir o primeiro movimento do feto, normalmente durante o quinto mês. Antes disso, o feto não era considerado uma pessoa humana. Esta é a razão porque a Igreja Católica Romana não batizava fetos de abortos espontâneos ou crianças que morrem ao nascer.
Teólogos católicos latino-americanos concluíram que “Ao que tudo indica, os textos dos primórdios da Igreja que condenam o aborto se referem a prática realizada quando o feto já estava completamente formado” (Problemática religiosa de la mujer que aborta, Universidade Externado de Colômbia, 1994).
A ideia de “etapa hominal” persistiu ao longo da tradição católica. Um forte exemplo é de São Tomás de Aquino, o mais célebre teólogo da idade média, também defendia esse ponto de vista.
O Padre Karl Rahner, a quem consideram ser o primeiro teólogo católico do século XX, também defendia e acreditava na ideia de “hominalização tardia”, descrevendo isso em seu livro Dokumente der Paulusgesellschaft, de 1962.
No século XV, o santo arcebispo de Florença, Antoninus, dedicou-se ao estudo do aborto. Segundo ele, o aborto realizado no início da gravidez para salvar a vida da mãe não era pecado. Na época, isso era comum, ao ponto de, o Vaticano não fazer nenhuma crítica ou censura. Mais tarde, Antoninus foi canonizado.
Se quer saber mais sobre isso, recomendo ler (com muita atenção) o texto “Aborto: pró-vida ou pró-escolha?” do site O Canto da Filosofia.
PS 1: Espero encerrar de vez essa discussão pois, além de não saber o limite de comentários deste site, nós dois temos coisas mais importantes para fazer além disso.
PS 2: Se você quer que o aborto seja proibido, então faça isso com seus crentes. Não pretenda que toda a sociedade participe disso.
Desculpe, mas nós conservadores temos consciencia de nossos valores. Voces, ja desrraigados de religiao e privados de valores morais, nao tem comohaver nem dialogo.
Nós não vamos nos unir com quem defende aborto.
Essa é uma guerra de VALORES e vocês estão mais perto deles do que nós.
Olavette.
Libertários moderados e conservadores possuem grandes pontos de convergência. Algumas vezes ambos chegam a ser complementares. No entanto, percebo que existem radicais que ingenuamente seguem todos os preceitos básicos dos esquerdistas, divergindo apenas na defesa do “livre mercado”. Não sabem que sem tradições duradouras, religião e estrutura familiar sólida a liberdade jamais poderá subsistir. Obviamente serão engolidos, pois as bandeiras que defendem são todas favoráveis aos objetivos esquerdistas.
Por outro lado, vejo alguns conservadores (creio que por falta de conhecimento) elegendo o estado como guardião da moral e da família. Não entendem que estas instituições limitam o estado e se este tiver o controle as irá desvirtuar. Portanto, creio que tanto os libertários que adora chamar os outros de “olavetes” e os conservadores que vivem bradando contra a “ganância do mercado” devem formar nichos separados, enquanto a grande maioria tenta se entender.
Mas mesmo esses radicais podem ser bem úteis, pois além de fazerem muito barulho dão a reforçam a impressão do povão de que o “mainstream” é razoável e moderado. Nada mal em um país em que qualquer um que se diga direitista é imediatamente taxado de radical ou fundamentalista.
Fernando Chiocca 02/08/2010 18:34:26
“Creio sem qualquer sombra de dúvida que um feto é uma vida humana merecedora de proteção legal, e que o direito à vida é a base de qualquer sociedade moral”.
Este é um grande erro e inconsitência dos que são contra o aborto.
Eles teriam punir alguém que crava uma faca no peito de um recém nascido ou envenena e mata um homem inocente da mesma maneira que puniriam uma mulher que tome a pílula do dia seguinte.
Considerar que células se dividindo, que uma mórula, que um embrião, é a mesma coisa que um indivíduo vivo e independente, não faz o menor sentido e pode levar a posturas absurdas. Só porque um espermatozóide entrou num óvulo, isso não quer dizer que o resultado imediato é um ser humano. Pode vir a ser um ser humano, mas não o é ainda, e pode nunca vir a ser pelas mais diversas razões.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=241
Texto de Adolfo Sachsida: Será que os liberais se odeiam?
Prezados
“… E espero nao esta retirando seu prazer de viver…” belo artigo e li os comentarios e infelizmente venho concluir que tem algo de errado com a cabeca das pessoas… Percebo que sao todos instruidos, mas tem algo errado, muito errado, a frase de alerta do autor diz tudo, eh um resumo de que provavelmente nos cabe quando nos tornamos percebedores de como realmente funciona o sistema, quando jovem lia historia do Egito antigo, Roma e outras civilizacoes e nao entendia como um minoria dominava uma maioria… E vejo que passados seculos as coisas funcionam exatamente do mesmo jeito, guardada as proporcoes e os novos instrumentos… depois dessa entendo como por que se quer controlar a internet.
mas isso é óbvio!!
vamos aos pontos discordantes:
1)Aborto: em sociedades em que o aborto e casamento gay já foram legalizados ou são proibidos – tanto faz!
Conservadores – se já é legal, o fato de alguns libertários defenderem o aborto não vai mudar o número de embriões/fetos que são abortados anualmente – isso é parte da grade social-democrata de um modo geral. E libertários – numa sociedade em que o aborto é proibido – os conservadores não iam fazer nada além de não mexer nisso – se vcs não se importam com fetos/embriões, então continuem não se importando mas defendendo o livre-mercado – dpois do livre-mercado, vcs podem romper e discutir essa parte!
2) Casamento gay: – Se já for legal – sinto muito caros conservadores, mas não tem volta. Os gays já tão casados e voltar atrás é simplesmente antipragmático. Ngm no partido conservador Canadense sequer cogita isso. Enquanto que na Austrália a esquerda nem cita o assunto com medo de perder votos. E libertários – o que caralhos um casamento significa? Se é pela renda do viúvo-viúva então tira essa cobra amarela que tu não é libertário, tu é muleque! Pensão de viuvo-viuva é uma das maiores vagabundagens sustentadas pelos impostos. Quem quiser que arranje um plano privado pra isso (olha nosso livre-mercado agindo).
3) Drogas – esse é um ponto mais conturbado. Mas vamos ao óbvio – convencer a população a médio prazo, não rola. Apenas não rola. Então fica o padrão Não às drogas! Mas com o trato de tentar estabilizar o orçamento de combate (pra não fazer um desastroso “guerra às drogas”
Isso mostra um fator: o Direito Natural tem uma tênue linha com o Direito Consuetudinário. Ou seja: a menos que um burocrata tenha imposto a lei sobre aborto ou casamento gay, ambas são consequências naturais dos costumes na sociedade – e isso é uma questão que pode ser discutida culturalmente DEPOIS que os sociais-democratas-demônios-keynesianos estiverem liquidados e vistos como teoria do passado.
Ah, claro que no Brasil estamos fudidos…temos que apelar pro mais animalesco instinto de direita que resta na população – nisso os libertários teriam que ceder – só com discurso anti-aborto, porrada-em-bandido, anti-droga e quase religioso-deiteaquiqueeuvoulheusar!-machista é que conseguiríamos ALGUMA chance de diminuir o estado. O melhor que os libertários poderiam fazer no Brasil é pescar jovens estudantes de mente aberta ainda em processo de esquerdopatização por parte dos professores gramscianos e fazê-los militantes fervorosos do Livre-mercado.
Eu sei que libertários tem mto mais medo de um ditador maluco do que umas proibiçõezinhas mas com mercado melhor. Então dá pra adiar o casamento gay, puxar seu beck escondido e usar a pílula né – sem fecundação sem aborto. É melhor do que um Stalin…
Nos países desenvolvidos, os sociais-democratas podem ser o inimigo comum dos liberais e dos conservadores.
Mas no Brasil praticamente não existem conservadores ou direita e existem movimentos esquerdistas piores (como o PT), aqui a socialdemocracia é um mal menor.
* * *
Afff, que besteira, os sociais-democratas defendem muito mais as liberdades individuais e até mesmo de mercado que muitos direitistas conservadores, o ícone da direita brasileira Jair Bolsonaro falou que gostaria de fuzilar o social-democrata FHC por privatizar a Vale..e aí?
As bolsas que o PT implementou e já são 20 milhões distribuídas, melhora a vida de quem não quer produzir, mas atrapalha muito a vida dos brasileiros produtivos, pois não sobra dinheiro para os investimentos para infraestrutura que beneficiariam todos.
Liberais e conservadores de todas as tendências são como os esquerdistas do passado: só se unem no cemitério, na cadeia ou no exílio.
Um conservador não é um libertário. Um conservador valoriza a liberdade (liberdade individual); um libertário presta culto a ela como se fosse uma divindade. O único valor político que o libertário reconhece é a liberdade. O libertário é o utopista da direita. A utopia da esquerda é um governo que inclui tudo. A utopia do libertário é um governo que não existe – ou quase isso. A esquerda crê que as pessoas são anjos corrompidos pelo capitalismo. O libertário crê que as pessoas são anjos corrompidos pelo Estado. O conservador crê que os seres humanos são imperfeitos – daí, são corruptíveis. (Don Feder)
Sempre revigorante reler texto de Rothbard.
Conservadores e libertários: uni-vos!
Fica demonstrado que a social democracia é uma forma sofisticada de socialismo. Algo como um comunismo em cima do muro. A única maneira de superar esta trama, é aumentar as liberdades individuais permitindo que cada indivíduo assuma a responsabilidade por seus atos sem a presença de um tutor; que invariavelmente aplica suas próprias vontades sobre os tutelados. Em 89 na Alemanha, em uma autobhan, vi em um trecho em obras umas placas de limite de velocidade, só que estavam pintadas em cinza e branco ao invés de vermelho e branco. Porguntei porque, e a resposta foi que aquela placa mostrava a velocidade sugerida como ideal para aquele trecho. Era lícito passar por ali em velocidade maior, mas a hipotese de um acidente com velocidade superior àquela sugestão, significaria uma agravante em um tribunal, a responsabilidade era do condutor. Com o passar do tempo percebi algumas coisas importantes: 1- Os veículos passavam pelo trecho em velocidade compativel, mesmo quando um pouco maiores do que a sugerida. 2- Quando se dá a possibilidade de escolha, o cidadão assume uma posição mais consciente. 3- Este fenômeno observado pode acontecer em qualquer lugar do mundo em que o cidadão seja tratado como alguem que sabe pensar e tomar decisões. 4- Já conversei com muitas pessoas que disseram abertamente que ultrapassam limites porque se sentem tratadas como idiotas, que não sabem tomar decisões. 5- Eu mesmo já me senti rebelde e transgredi, por me sentir tolhido em minha autonomia de decisão. Hoje em dia tento seguir os limites ´para não ter que pagar multas e ter meu direito de dirigir negado, mas continuo pensando que em muitos locais limites são impostos para gerar recursos e me acostumarem a obedecer sem reclamar. O mesmo acontece quando vou votar, (por vontade própria) e me vem o pensamento que adolescentes e analfabetos altamente influenciáveis podem mudar o meu destino e o de minha família. Uma máquina insidiosa e cruel de triturar o cidadão sob a égide de regras baseadas em “fatos científicos ” ou “imperativos morais” definidos pelo grande irmão. Precisamos lutar incansavelmente pela nossa liberdade e assumir a responsabilidade por isto. Não somos autômatos.
Quando ouvir “sociais-democratas”, me lembrei do MBL, não sei porque. Creio que nunca esses dois grupos tiveram tão separados. O problema é que os Libertários querem uma utopia, um estado quase inexistente, mas não com o decorrer do tempo, mas rapidamente. Enfim, antes eu achava que os dois grupos poderia se unir, mas hoje, tenho a certeza que não, tendem a se separar ainda mais.