Quando
Hugo Chávez morreu, minha timeline
foi tomada, como de costume, por manifestações contraditórias: uns em luto,
outros em festa. Devo
admitir que minha reação estava mais para o time da celebração. Totalmente
alheio que sou à vida pessoal do homem — como cristão, contudo, espero que
encontre a paz –, para mim já passou da hora da América católica se libertar
de seus ridículos tiranos. Um líder autoritário a menos é sempre uma boa
notícia. Claro que em seu lugar virão outros. As ideias que garantiram seu
poder estão firmes e fortes.
Sendo
sinceros, no entanto, temos que reconhecer que, embora Hugo Chávez tenha sido
um líder autoritário, não foi um monstro tirânico. Perpetuou-se no poder
indefinidamente, travou uma campanha de coação pesada contra todos os seus
opositores, especialmente na mídia (campanha que culminou com as declarações de
Nicolás Maduro, às vésperas da morte do presidente, acusando a mídia de
espalhar mentiras sobre sua saúde). Fechou redes privadas de televisão, impôs
quotas enormes de produção local a todas as estações, bem como financiou essa
produção local — entre elas o hilário talk show comandado pelo
próprio Chávez. Seu governo desceu ainda a pormenores ridículos como a
restrição de horário aos Simpsons e a
proibição total de Family Guy.
Ao
mesmo tempo em que mobilizava força policial para fiscalizar lan houses e se certificar de que
ninguém estava jogando jogos violentos, a violência real no país, medida em
número de homicídios, mais do que triplicou
desde que ele assumiu o poder. Não se trata de mortes comandadas pelo poder
central, mas de um clima de absoluta anomia, ou seja, falta de lei, que permite
que bandidos e mesmo
a polícia ajam como bem entenderem, como é próprio de governos autoritários
em que o poder do estado é magnificado.
Como
eu ia dizendo, Chávez foi um presidente (e por que negar-lhe o título? Por
acaso a maioria não o elegeu?) autoritário, mas não foi um monstro. Não foi,
por exemplo, um ditador brutal como Pinochet, do Chile, cujo governo matou
cerca de 3.000 dissidentes políticos e torturou dezenas de milhares de
pessoas. Até agora, apesar da violência
endêmica da polícia venezuelana (sem conteúdo ideológico pró ou anti-governo),
não se tem notícias desse tipo de repressão direta por parte das autoridades. A
coação aos grupos de mídia e aos partidos de oposição é real, mas não chegou ao
nível da proibição direta da opinião contrária e da execução ou prisão sumárias
de quem discorda.
A crítica a Chávez: bons e maus motivos
Chávez
foi membro de uma nova esquerda que apresenta problemas à crítica mainstream. A maior parte das críticas
se refere à “falta de democracia”, à falta de liberdade de imprensa, à violação
de direitos humanos. São todas preocupações reais, mas estão longe de ser o
pior lado do regime Chávez. Essas críticas erram, em minha opinião, exatamente
no ponto em que o livro O Caminho da
Servidão, de Hayek, errou. Ele criticava os governos da social-democracia
intervencionista (e a esquerda latinoamericana é uma versão um pouco mais
contundente da variante europeia que Hayek tinha em mente) porque,
supostamente, eles levariam à supressão das liberdades civis e da democracia e
conduziriam à tirania. Passaram as décadas e sua previsão pessimista não se
concretizou.
Na
prática, é possível um regime francamente de esquerda que não viole os direitos
civis, a democracia, a liberdade de imprensa. Chávez tem notas ruins em tudo
isso; exceto, em certo sentido, na democracia: suas decisões sempre estavam
amparadas pela vontade expressa da maioria — nesse sentido, ele foi até
democrático em demasia.
Enfim, apesar das notas ruins, não foi dos piores violadores
que o mundo já conheceu. Regimes mais capitalistas em vários aspectos foram
piores nesses quesitos; é o caso novamente do Chile de Pinochet (voltarei à
comparação à frente). Para um libertário, essa constatação não traz problema algum:
as medidas da esquerda social-democrata e socialista não são ruins devido a
supostas violações de direitos civis que elas podem trazer no longo prazo. São
ruins devido à violação da liberdade individual e da consequente distorção
econômica que eles provocam no presente. E falar de economia não é falar de
números abstratos e índices arcanos do mercado financeiro, mas da qualidade de
vida de toda a população.
Economicamente,
Chávez foi um desastre. Um desastre que só não levou ao colapso completo da nação
porque foi salvo por uma dádiva dos céus: o petróleo e o aumento de seu preço
desde que o regime começou. Ainda assim, a inépcia do estado venezuelano
neutralizou boa parte dessa benesse da natureza. O mínimo que uma empresa
estatal pode fazer (e que se espera que faça) é alocar cargos de acordo com a
qualidade técnica dos funcionários, e não com a orientação ideológica deles,
que foi o que Chávez fez. A inépcia foi tamanha que a
produção de petróleo medida em barris caiu desde que Chávez assumiu, apesar
da renda com a venda deles ter aumentado.
Os
defensores de Chávez exaltam suas conquistas sociais: a diminuição da pobreza e
o aumento do alfabetismo (de
90% para 95% da população). É verdade: se se tira o dinheiro de alguns mais
produtivos — e mais, se se usa os retornos generosos do petróleo — e se dá
aos muito pobres, isso significará um aumento em sua qualidade de vida. Todo
mundo há de convir que pessoas passando um pouco menos de necessidade é, em si
mesmo, algo bom. Mas e se, para realizar essa leve melhora na qualidade de vida
da população mais pobre, o governo minar significativamente as bases que
permitiriam a melhora substancial na qualidade de vida de todos no longo prazo?
Foi isso que Chávez fez.
O
uso político dos recursos permite que o estado atinja — com muita ineficiência
e desperdício, claro — algumas metas bem definidas: diminuir a miséria atual;
melhorar alguns índices da educação (ainda que os alunos tenham que ler “bibliografia
revolucionária“). A ineficiência do programa educacional de Chávez confirma
essa hipótese. A UNESCO sugere que custos entre US$ 50 e US$ 100 por pessoa são
razoáveis para um programa de alfabetização; o programa de alfabetização do
governo Chávez, além de fazer uma autopromoção notoriamente falsa, custou
mais de US$ 500 por pessoa. Isso é mérito? Jogando muito dinheiro, custe o
que custar, alguma coisa dá pra fazer; o resto do sistema é que rui.
Chávez
fez ruir a já precária economia venezuelana, cada vez mais dependente de um
petróleo extraído com ineficiência crescente. Destinou os retornos dessa
extração para aliviar a pobreza extrema de grande parte da população (e
conquistar seu apoio nas urnas), é verdade; mas ao mesmo tempo garantiu que a
pobreza continuará sendo um problema crônico da Venezuela por muitas décadas.
Um país com enormes reservas de petróleo convive com apagões rotineiros; com o
quarto maior rio do mundo, e enfrentando racionamento crônico de água. Impõe-se
o controle
de preços (com ameaça de prisão de infratores e nacionalização de seus
negócios) para mascarar uma inflação que oscila entre 20% e 30% ao ano (isso
porque os preços controlados entram no cálculo do índice).
Em
consequência, faltam itens básicos
nas lojas, como leite, açúcar, farinha, óleo, frango, carne; filas se formam
nas portas dos mercados. As leis são ineficientes, e o mercado informal
contrata 50% dos
trabalhadores. A participação do governo na economia não para de crescer:
não só com medidas assistencialistas, mas também com grandes obras rodoviárias,
construções de estádios e subsídios para empresas estatais. A sociedade é cada
vez mais estatizada (mais de mil empresas já passaram para as mãos do estado),
e a ineficiência do estado como gestor apenas agrava as lacunas crônicas da
infraestrutura. Empregos
secam no setor privado, sendo absorvidos pelo estado, que está, além de
tudo, cada vez mais endividado.
Enfim,
Chávez reverteu os ganhos de sua incompetente indústria estatal petrolífera em
benefícios sociais para os muito pobres. Minou, contudo, as bases da economia
venezuelana, que é o que poderia dar aos muito pobres chances de aumentarem sua
produtividade e dar fim à pobreza. Os venezuelanos pobres que louvam Chávez não
sabem que, graças a ele, permanecerão pobres por muito mais tempo. Novamente, o
contraste com o Chile de Pinochet é marcante. É um fato desconfortável, mas
real: o regime ditatorial e homicida de Pinochet provavelmente foi, no longo
prazo, mais benéfico à sua população que o regime bem menos violento e mais
democrático de Chávez.
Do
ponto de vista econômico, as medidas de Pinochet eram sensatas: controle da
inflação, equilíbrio fiscal, abertura ao comércio exterior, simplicidade e
contenção de impostos, facilidade para empreender. A herança disso se vê hoje
em dia: abrir empresas no Chile demora poucos dias, e quase toda a parte
burocrática pode ser feita pela internet. Mérito do governo? Calma lá! Se não
fosse pelo governo, abrir uma nova empresa seria um ato instantâneo e gratuito.
Podemos dizer, isso sim, que o estado chileno atrapalha menos a vida do empreendedor do que o estado venezuelano
(ou do que o brasileiro…). Por esses motivos, a Venezuela continuará a
integrar o rol das nações pobres por um bom tempo ainda, enquanto o Chile já
desponta como a nação mais rica da América do Sul. O Peru, outro país que
adotou medidas liberalizantes, e que em 2002 tinha uma taxa de pobreza superior
à da Venezuela, hoje tem taxa menor, e é o país que mais cresce no continente.
Conclusão: pouco se salva na política
É
muito fácil se deixar levar por partidarismos, e eleger Chávez como um enorme
vilão enquanto poupamos outros chefes de estado com condutas até piores, como
Pinochet, por terem tido algum mérito no que diz respeito ao ordenamento
econômico (o “mérito”, novamente, de terem atrapalhado menos); também é fácil
cair no conto de que a oposição atual a Chávez apresenta uma solução de
verdade. A posição libertária não se deixa iludir por nenhum dos lados. Ela tem
que estar acima de quaisquer partidarismos, sem exaltar e nem demonizar nenhum
governante, mostrando todas as falhas e eventuais méritos que uma administração
tenha tido. O valor de suas propostas não se confunde com o desempenho de algum
político ou partido. Chávez foi um governante muito ruim, bem pior do que a
média; o que não significa que a média seja boa. Se comparado ao que fazem na
Europa e nos EUA, levou mais a sério as premissas que eles próprios advogam e
põem em prática de forma mais tímida. Não se presta serviço algum à causa da
liberdade se, ao criticar Chávez, louvemos Lula (como fez a The Economist em um
infeliz
editorial), Obama ou Merkel.
Penso
que o único bom político é aquele que propõe menos estado; e ele é bom apenas
na medida em que o faz. Mesmo os melhores, como Reagan ou Thatcher, ainda estão
muito longe de ter promovido uma sociedade libertária. Se ajudaram a regredir
ou ao menos conter um pouco o avanço do estado, é um mérito que deve ser
reconhecido (mas será que ajudaram mesmo?); precisamos, contudo, de muito mais. As mudanças que propomos estão tão distantes do panorama
político atual — na verdade, de todo o panorama político de toda a história da
humanidade –, que muito pouco dele se salva. São propostas que a política
jamais conheceu, embora, ao mesmo tempo, elas se baseiem na experiência
acumulada mais sólida de cada um de nós: relações voluntárias promovem o
progresso de ambas as partes.
Não
vejo governantes e estado como bandidos, a não ser quando realmente violam a
dignidade mais básica de seus cidadãos. Acho que o estado, bem ou mal, é um
meio para se tentar garantir um mínimo de justiça e legalidade. Não sei se uma
sociedade plenamente livre do estado é possível, embora esteja convicto de que
ela deva ser tentada. Assim, Chávez
não foi um monstro, um tirano, como um Hitler ou um Stalin. Não foi nem mesmo
tão violento quanto um Pinochet ou quanto nossos ditadores militares. Foi um
presidente terrível, como tantos outros.
Claro
que sempre dá pra piorar. Imagine um chefe de estado que unisse brutalidade
maior que a de Pinochet a medidas econômicas ainda mais desastrosas que as de
Chávez. Fidel ainda vive. E mesmo ele não precisa ser demonizado. Combatamos,
com ideias e ideais, todos os inimigos da ordem pacífica e harmoniosa que o
mercado — ou seja, o processo de relações voluntárias entre indivíduos — gera e
garante; mas saibamos também que nossos grandes rivais não são essas pessoas
específicas, e sim as ideias falsas e a estúpida retórica que mantêm e
justificam esses podres poderes.
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Para
uma visão um tanto distinta, leia Ditaduras, relativismo moral
e a necessidade de métodos brutais para se atingir o socialismo
Como eu já tinha apontado aqui, durante a Era Chavista, ao contrário do que dizem, a pobreza aumentou. E não é invenção minha não. São dados do governo venezuelano. Por exemplo, segundo a ONU, durante a Era Chavista, o percentual de pessoas subnutridas na Venezuela aumentou de 16% em 1997 para 18% em 2003.
Os numeros abaixo são estatísticas do próprio Governo Venezuelano, pelo INE (Instituto Nacional de Estatísticas) da Venezuela:
Necessidades Básicas Não Satisfeitas:
Hacinamiento Crítico (Super-povoadas em condições péssimas):
1997 – 629.183
1998 – 713.226
1999 – 745.712
2000 – 765.311
2001 – 737.382
2002 – 942.043
2003 – 950.592
2004 – 941.844
2005 – 867.366
2006 – 892.330
2007 – 830.090
2008 – 777.961
2009 – 762.875
2010 – 764.488
2011 – 705.692
Viviendas Inadecuadas
1997 – 222.857
1998 – 319.385
1999 – 294.599
2000 – 286.081
2001 – 283.553
2002 – 544.816
2003 – 541.120
2004 – 528.209
2005 – 495.463
2006 – 493.914
2007 – 463.187
2008 – 455.448
2009 – 435.360
2010 – 447.018
2011 – 404.465
A população vivendo em condições inadequadas, isto é, um pouco melhor que o “hacinamiento crítico”, aumentou 81,49% de 1997 a 2011. . Ou seja, na Era Chavista, aumentou a quantidade de pessoas morando em em habitações de risco e em condições ruins (hacinamiento crítico e Viviendas Inadecuadas). Números do governo venezuelano, nada foi inventado aqui.
A erradicação do analfabetismo é outra mentira.
Veja:
Niños 7 a 12 años que no asisten a la escuela
1997 – 78.840
1998 – 88.558
1999 – 84.032
2000 – 83.618
2001 – 93.281
2002 – 105.742
2003 – 110.043
2004 – 91.034
2005 – 87.614
2006 – 68.450
2007 – 57.172
2008 – 64.468
2009 – 73.525
2010 – 56.377
2011 – 64.576
Ou seja, entre 1997 e 2011, o número de crianças de 7 a 12 que não assistem à escola diminuiu 18%. Sendo que entre 1997 e 2003, o número de crianças de 7 a 12 anos que não assistem à escola aumentou 39,5%. Novamente, não são números inventados, são números do governo venezuelano.
Este numeros vc encontra em:
http://www.ine.gov.ve/index.php?option=com_content&view=category&id=104&Itemid=45#
Ao afirmar que a Venezuela tinha democracia, o autor se perdeu um pouco nos argumentos, apesar de pessoalmente concordar com quase tudo que ele disse. A democracia pode ser usada para quaisquer meios que se queira, bons ou maus e isso só depende da própria população se deixar levar.
Quem tiver interesse, veja o que aconteceu em um mercado venezuelano alguns dias atrás:
http://www.facebook.com/photo.php?v=441047519305084
Esse texto apenas vem realçar tudo o que tenho dito. Venezuela chora por Chaves! Eu estou de luto, pois ele foi um exemplo. Claro, não foi tão exemplar como Che Guevara, mas fez algo. O que faltou foi regulamentar mais setores da economia e cortar certas parcerias com empresários gananciosos! No resto, vemos que o país estava crescendo e certamente alcançou um alto padrão! Quem não quer morar lá ou em Cuba? Todos queremos! Mas eu não vou abandonar minha nação, vou lutar para que o governo cresça cada vez mais para garantir nossa evolução!
Bom artigo. O melhor governo será aquele que se intromete menos em nossas vidas.
Hugo Chaves foi terrível em todos os sentidos. Pinochet foi horrível, mas não destruiu o país economicamente. Pelo contrario…
*Uma sugestão… Assim como Leandro fez um excelente estudo da Argentina, seria interessante o IMB fazer estudos sobre outros países da AL e depois do mundo. Me interesso bastante por história econômica dos países.
Não sou um especialista em Venezuela. Sei apenas o que leio em diversos blogs e noticiários. Entretanto, o fato das pessoas votarem (e o sufrágio ser universal) não garante um sistema democrático. É uma condição necessária, mas não suficiente. Robert Dahl, um dos mais proeminentes estudiosos da democracia, define que o sistema para ser democrático deve apresentar representação e oposição. A partir disso, ele cria diversos “indicadores” para serem monitorados no intuito de avaliar a qualidade (ou mesmo a existência) de um regime democrático.
O fato de votar, portanto, é apenas um "indicador". Ser votado é outro (“liberdade de formar ou aderir a organizações”). Não tenho as informações, mas acredito que se candidatar a qualquer coisa na Venezuela, ou mesmo constituir um partido deva ser algo extremamente difícil. No Brasil também é. Mesmo assim, um indicador importante com relação ao ato de votar seria "eleições livres e idôneas". Não são raros os relatos de coerção em redutos oposicionistas.
Outro ponto importante levantado pelo autor é a questão da informação. O autor levanta dois indicadores ("liberdade de expressão" e "garantia de acesso a fontes alternativas de informação"). Isso é interessante. Além de dispor de uma quantidade altíssima de recursos públicos para fazer propaganda do governo (o Uribe vive reclamando, e com razão, disso), o regime ainda nacionalizou todos os grandes veículos de informação. Basta verificar o "índice de liberdade de imprensa". A Venezuela ocupa, em um ranking de 177 países, a 133ª posição e foi um dos países que houve maior degradação do indicador no período 2002/2010. A coerção à imprensa livre pode ser feita de diversas formas, por vias judiciais, financeiras ou mesmo difamatórias. Tenho poucas dúvidas que o Robert Dahl não classificaria o regima chavista como democracia.
Outro fator a ser observado é a questão dos limites do poder central e garantias dos direitos individuais. Embora o Robert Dahl admita que o sistema de pesos e contrapesos possa ser ineficiente nesse sentido (ele analisou o sistema americano) e que não há meios para a construção de direitos atemporais somente pela democracia, existem outros autores que referendam essa posição. John Locke afirmava ser a propriedade (definida, por ele, como "liberdade, bens e vida") um direito inviolável do homem e que, qualquer governo que não reconhecesse esse direito seria, portanto, tirânico. As nacionalizações forçadas e as mudanças de regras para "quebrar" adversários mostram que o respeito aos bens (à propriedade privada) não é um ponto a favor do regime.
Montesquieu, por sua vez, postula a necessidade de independência entre os poderes para evitar a tirania. Nessa mesma linha, Tocqueville, olhando para a liberdade nos EUA, formula sua hipótese de que havia democracia (e essa era duradoura e provia liberdade aos cidadãos) pela existência de uma infinidade de estruturas intermediárias de poder (com conseqüente pulverização do poder central), entre as quais se destacava a imprensa livre. Ora, o fato de o Chavez recorrer, sistematicamente, a plebiscitos nada mais é do que um ardil para ignorar o parlamento e concentrar um poder tirânico nas mãos. Não preciso lembrar aqui que o "governo plebiscitário" costuma ser utilizado por ditadores (Fidel, Hitler, Stalin entre outros).
Nem mesmo o exército e o judiciário escaparam desse movimento de concentração de poder. Prova inconteste desse fato, é a constatação de que a Venezuela, hoje em dia, não é sequer um Estado de Direito. A pantomima sucessória em que o vice presidente assumiu o governo antes de ser empossado (!!!!!) mesmo estando expresso na Constituição que o presidente da Câmara dos Deputados assume na ausência do presidente eleito demonstra isso. Ora, o vice presidente não é eleito, é escolhido e assumiu antes de tomar posse!!! Podem existir ditaduras de direito ou de exceção. Democracia, sob qualquer ponto de vista, só existe do tipo "de direito", onde vigora o império da lei e não do arbítrio. Entretanto, faz sentido, se o parlamento (o legislativo) não serve mais para nada, o executivo pode fazer o que bem entender. A falta de independência entre os poderes, como previa Montesquieu, degenera em tirania e arbitrariedade.
Enfim (já ficou grande o comentário. Me desculpem), o autor, na minha opinião, está certo em falar que o regime chavista não violou (até onde se sabe, pelo menos) o direto mais básico dos cidadãos (nesse caso, o direito a vida). Entretanto, dizer que vigora um regime democrático na Venezuela somente porque há voto não me parece correto. Não existe democracia na Venezuela e isso é fruto do governo de Hugo Chavez.
O debate sobre a democracia recai sobre diferentes definições do termo.
Entendida simplesmente como poder do povo, expresso por meio do voto, o regime de Chávez foi democrático sim.
Em outro sentido, é mais democrático o país em que esse processo de decisão do povo é regulado por uma série de considerações formais e legais de forma a limitar o poder dos governantes.
Nesse segundo sentido, Chávez foi pouco democrático.
Coloquei minha provocação ali no texto porque, embora muitos (eu mesmo) sejam partidários da democracia entendida da segunda maneira, o comum é justificá-lo fazendo recurso ao mero “poder do povo” ou “vontade da maioria”, que na verdade sustentam a primeira definição. Pois não nos enganemos: a maioria não está nem aí para as regras formais de exercício do poder, para a rotatividade dos governantes, etc. Assim, a democracia da segunda definição é MENOS representativa da vontade da maioria do que a primeira.
Assim, achei que cabia a provocação.
Muito bom artigo,
gostaria de uma análise austríaca similar sobre o governo Pinochet (erros e acertos), e também sobre a Tatcher no Reino Unido. Tem algum artigo no site?
Eu não entendi a comparação entre Chavez e Pinochet,foram épocas distintas, um cenário polítio totalmente diferente.
Havia uma guerra civil, uma tentativa de mudança de regime por grupos guerrilheiros e terroristas como em toda a AL praticamente. Inclusive todos esses regimes justificaram a definição clássica de ditadura em tempos de crise, a ação foi legitima. Todo mundo sabe disso.
Também é claro não sou especialista em AL como por exemplo o é a Graça Salgueiro que denúnciou várias arbitrariedades, como o caso do opositor Alejandro Peña Esclusa.
Utilizando esse argumento até o regime militar brasileiro foi pior que o Chavez em termos de violência, que matou em torno de 400 enquanto Chávez não matou nenhum, pelo menos oficialmente é claro.
Realmente nem no quesito violência o regime de Chávez e o pós-Chavez pode ser justificado ainda.
O espaço concedido para analisar a Chavez poderia diferenciar-se um pouco da mídia “adestrada” e analisar os que invadiram a Bósnia, o Afganistão, o Iraque, a Líbia, o sanguinário regime de israel contra a Palestina e agora praticam a chassina na Síria, os que montaram a farsa das torres gêmeas, do assassinato do Kenedy. Ora, ser libertário, ser racionalista é não se informar na CNN, Fox e na mídia oficial. Desculpem, mas comecei a ler e logo parei, parecia que estava a ler a mesma mídia que informa que o Irã tem bombas atômicas!
Sinceramente, o texto sobre a Venezuela de Chávez escrito pelo Flávio Morgenstern foi mais a fundo:
http://www.implicante.org/artigos/licoes-de-hugo-chavez-ao-brasil/
Gostei do final: ”Claro que sempre dá pra piorar. Imagine um chefe de estado que unisse brutalidade maior que a de Pinochet a medidas econômicas ainda mais desastrosas que as de Chávez.”
Devemos, sim, lutar por uma sociedade mais livre. Mas, mesmo assim, tentar melhorar a qualidade de quem está lá… Não adianta dizer: ”Pra quê tirar Renan Calheiros se outro bandido vai tomar o lugar?”. Em parte, é verdade. Mas há bandidos piores que outros, embora todos sejam ruins.
Portanto, não adianta EM NADA deixar um Calheiros, Collor ou Feliciano no poder, sabendo que somente são as pessoas que mudarão, ao invés do sistema. Porém, há àqueles que governam mais e menos; que estragam mais e menos.
Se Fidel não precisa ser demonizado, sorte do demônio. No Brasil, entre os julgadores do mensalão um era advogado do réu José Dirceu. Advogado e juiz simultanemente. Também Levandowsky é sentinela da “lei” que protege a urna eletrônica, comprovadamente falha nos quesitos de segurança e já burlada. Em ação contestatória quanto à segurança da urna, o mesmo juiz, além de não julgar o mérito sob alegação de que existe lei protetora, multou pesadamente o titular da ação. Nem no tempo do AI 5 da ditadura militar se viu tal coisa. Se já não estamos no totalitarismo esquerdopata, não sei mais o que é totalitarismo. O resultado da ideologia esquerdopata é visível nas notícias e comentários tendenciosos da midia que torce propositalmente os eventos de revolução de 1964, transformando guerrilheiros armados em coitadinhos e heróis da “democracia” financiada por Cuba. Enquanto os “intelectuais” suavizam a intenção, o demônio não perde tempo na estratégia.
Este homem tirou 5 milhões do analfabetismo e da pobreza extrema. Protegeu sua indústria contra o imperialismo e utilizou seu petróleo para promover reformas sociais na Venezuela. Hugo Chávez foi um líder inesquecível e o resistiu com seu bolivarianismo em uma América Latina que cada vez mais sucumbe ao neoliberalismo e à globalização. Tudo isso, feito sob a luz da democracia. É um feito inimaginável.
Entretanto, há uma sempre presente velha elite reacionária ou simplesmente apaixonada por denegrir os ídolos dos pobres para perverter seu legado. Chávez estava ciente e a enfrentou com toda força, vencendo-a; diferentemente de outros governantes que outrora falharam para tal elite(Como os últimos presidentes do Paraguai e Honduras). Há quem diga que o fechamento de 9 canais de mídia venezuelanos foi um ato autoritário, porém a recente experiência da Austrália com a tragédia da liberdade de expressão demonstra como é essencial limitar a mídia devido ao seu poder de alienar o povo.
Hugo pouco se importou com as farpas mandadas a ele durante o governo Bush e também não se vendeu ao “imperialismo manso” de Obama, típico da falsa esquerda burguesa dos EUA. Foi um homem de ferro. Sua ajuda ao governo cubano serve de demonstração que apesar de a Venezuela ter sido sua principal atenção, Chávez sabia da importância histórica da velha ilha socialista.
Peço aos cultos que aqui se encontram para refletir sobre a boa herança chavista. Legado esse que nem mesmo o maior “cientista” reacionário é capaz de negar, independente dos absurdos e fórmulas mágicas que invente.
Foi a morte de um líder.
Prezado Joel Pinheiro:
Supondo sincero seu pedido de informações sobre outras fontes de informação, eis, abaixo, algumas delas. Você constará que umas e outras são muito “engajadas” à política do país de onde provêm, mas servem de parâmetro de confronto e contrapeso ao o que sai na mídia amestrada.
Desde já agradeço outras fontes de informação, de coração aberto, sem sarcasmo!
jcz
http://www.atimes.com/atimes/Global_Economy/KF06Dj03.html
futurefastforward.com/
blogs.rediff.com/mkbhadrakumar/
http://www.counterpunch.com/
http://www.globalresearch.ca/
mat-rodina.blogspot.com.br/
theeconomiccollapseblog.com/
http://www.veteranstoday.com/
http://www.ng.ru/
http://www.rg.ru/
http://www.vz.ru/
gazetarussa.com.br/
americanfreepress.net/
Não importa se Chávez era democrata ou não. Ele era coercivo: havia impostos, havia sujeição pela força, e isto já é um mal em si, algo imoral. Acredito que a imoralidade traga punições utilitárias, então não é novidade que o aspecto utilitário de sua presença tenha sido ruim para os que estão sujeitos a ele, para desgraça e surpresa de estatistas preocupados com isso. Mas, me pergunto, é relevante saber se Chávez foi ou não democrático?
Democracia é simplesmente a execução da coerção dirigida – pelo menos em último caso – pelo punhado majoritário de pessoas, assim como teocracia é a coerção dirigida pelos líderes religiosos, a oligocracia é dirigida por um punhado minoritário, a autocracia é pelo grupo no poder ( seja “raça” ou “classe” ). Debater os termos desta coerção significa fugir do embate ao, e até contribuir com, o grande mal que é a sua própria existência.
Seja qual for o modus operandi da agressão, jamais se conseguirá desvinculá-la de sua própria natureza imoral. Enquanto houver essa “legitimata” da coerção, pouco diferença no seu fim vai trazer selecionar o grupo que tem o seu controle.
Para mim, esse foi o artigo que mais destoou da natureza, pureza, da robustez de ideias e da solidez de raciocínio que caracterizam este grande site. Não sei se estou exagerando, mas é minha opinião. O IMB não pode jamais ceder em uma vírgula da convicção dos valores que o fazem tão nobre. Não que ele o tenha feito, mas artigos assim acendem, pelo menos em mim, uma luz de perigo; somado a alguns comentários. Acho que foi mais a linguagem que o autor usou que me incomodou, me pareceu meio “vejista”, não sei, como que fazendo média.
Me decepcionou muito a atribuição de um caráter “não tão violador” a Chávez pelo fato de ele ter sido, segundo o autor, democrático. Acaso a democracia não é ,como tentei dizer, em si violadora?
Nossas ideias são outras, nossas palavras são outras, nossa visão é diferente. A nobreza de nosso combate está em acertar o real inimigo, o fruto da coerção, a cracia. Tanto é que em qualquer debate de ideias o estatismo se vê sem argumentos frente à defesa da liberdade.
Nunca concordei com a ética de Rothbard, mas o princípio que ele alegou utilizar ao desenvolvê-la é correto, o princípio da não-agressão (se ele foi exitoso em aplicar este princípio em toda sua ética é outra história). Podemos ser contra o estado, não importa se concordamos ou não com a ética rothbardiana. Somos livres para repudiar a violação do real soberano, do estado primordial, presente em cada um. Somos livres para, indenpendente de ser anarcocapitalista – leia-se “rothbardiano” – ou não; sermos, pelo repúdio à coerção, defensores firmes da Acracia, da ausência de coerção, do não-uso de força agressora, da soberania do indivíduo.
Espero que nossa proposta de liberdade seja plena e, por isso, louvavelmente ácrata.
Os agentes da CIA mataram Hugo Chaves!!! Não bastou financiar uma mera blogueira com o intuito de afundar todo um regime!
Interessante, desde pequeno eu nunca concordei com votação por exemplo (uma ferramenta dita democrática) na escola tinha votação pra alguma coisa eu já sabia que ia perder e ficava puto com esse sistema e todfo mundo dizia não.. mas foi votação e a maioria ganhou. Se a maioria votar pela sua cabeça, e aí e justo? Não! Mas é democrático.
Muito irônico. Assim como quando a Dilma (e o Lula) venceu e se tornou presidente, foi justo? Ela vai guiar o Brasil numa economia de mercado irá acabar com o tamanho do governo, instituir o verdadeiro federalismo, não é claro que não, mas é democrático!
No geral, um texto muito bom, mas fico muito triste quando leio aqui ataques e dúvidas lançados contra Hayek, Reagan ou Thatcher. Sinceramente não entendo onde se quer chegar quando os primeiros que acusamos são justamente os que nos estão mais próximos. É como se estivéssemos alimentando a ideia de que o libertarianismo é radicalmente diferente do liberalismo clássico ou contemporâneo.
Achei que o respeitavel articulista falou a mesma coisa que o Lula e Mercadante, Dilma Fidel, e Morales diriam do Sr. Chaves. O libertarianismo defende principios sem fazer concessão de qualquer forma. O primeiro é o principio da não agressão que diz ” é ilegítimo praticar agressão contra não agressores. Outra ideia diz que o liberalismo não mata ninguém, e ninguem mata em seu nome.Trocas só voluntárias. Uso da força só se for para se defender. Eu nunca assinei nenhum contrato social permitindo autorizaçao de tributação então pago obrigatóriamente, e sou preso se não pagar. O individuo é dono do seu corpo e o fruto de seu trabalho ele deve usar em beneficio proprio. O interesse proprio é uma força mais dinamica e motivadora que o altruismo. O egoismo promove o bem geral. Nunca esquecer da maravilha do mercado totalmente livre. Então se êle adquiriu e acumulou bens deveria ter liberdade de usa-los sem nenhuma interferencia.O individuo para ser creativo precisa ter liberdade e ter a propriedade do que ganhou com o seu trabalho. O articulista Sr. Joel não sei o que ele pensa que é pior um governo que toma o que o individuo adquiriu com seu trabalho com muitos anos de luta, ou que manda prender alguem por não respeitar algum tipo de tabelamento, ou praticou coerção moral, usando milicias populares e deixando que a policia maltrate seus inimigos, desapropriando bens que você comprou, ou seja humilhação, desrespeitos aos direitos humanos OU aqueles que mataram seus oponentes numa contra-revoluçao,não por ódio mas para libertarem seus paises da servidão: Pinochet. Os governos vivem de proibições e proibições sempre favorece alguem. Drogas: a batalha perdida. Este mêdo que você sente, por não poder falar, este receio intimo, sufocar os jornais e revista, prendendo juizes no cumprimento de seus deveres, censurando a mídia, intervindo nas taxas de juros, com mercado controlado,determinando preço, tudo isto é uma agressão moral e psicologica brutal. Rir quando a alma chora, para apoiar sem titubiar os donos do poder.Tudo isto o Sr Chaves fez, não podemos ser politicamente corretos, nestes casos, pois houve sofrimento grande e nunca devemos passar a mão na cabeça de tiranos. Usou e abusou do dinheiro do povo, pois nunca é bom esquecer que tudo que o governo tem veio do povo coercitivamente. Não devemos fazer concessões, houve grandes assassinos do seculo, com Lenin, Stalin, Mao tse tung,Fidel Castro, Che Guevara, Pinochet.Fiquei muito contente quando ele morreu, pois ditador bom é debaixo da terra. Falar bem dele acho que nunca irei falar. Nosso dever e lutar para a liberdade,a democracia o Sr. Chaves usou para sufocar a liberdade. A midia brasileira apoia sempre, o governo da Republica Socialista do Brasil. Este artigo na minha opinião úm mau exemplo para o IMB, e faz o jogo dos inimigos da Liberdade.
Antes de Hugo Chávez, a Venezuela só era conhecida por suas garotinhas que ganhavam títulos de Miss Mundo. Com o camarada Chávez, aquele país deixou de ser piada e hoje figura como uma das mais respeitáveis e exemplares nações na conquista de direitos sociais básicos. O Brasil e toda a América Latina tem muito o que aprender com o legado daquele líder irretocável.
Venezuela no último lugar do ranking mundial da liberdade econômica
Desculpe tirar um pouco do foco, mas a ascensão de governos de esquerda “bolivarianos” se deve primeiramente a incompetência da direita em dar resposta as necessidades da população.
A esquerda tomou o poder no continente não tanto por mérito seu e sim por que a direita não fez um bom trabalho quando estava no poder.
Criticar e denunciar os males do socialismo é correto, mas e dai.
Qual é a proposta de desenvolvimento econômico(e humano) da direita para o continente sul americano?
Se coloquem no lugar de um eleitor-cidadão sul americano, qual é o projeto da direita para ele ascender socialmente (que é o que lhe interessa)?
Ficar falando de economia é importante mas não basta, e diga se ate parece que é este o papel deixado para os liberais ficar apenas falando de economia enquanto os socialistas falam de tudo, facilitando muito a retórica socialista.
Outro ponto e a divisão da direita, enquanto a esquerda é unida pela “causa” a direita se divide em meio a caprichos pessoais permitindo que a esquerda ocupe espaços.
Sem ter uma visão sociológica completa da sociedade e consequentemente um projeto de tomada de poder prático e claro a direita vai desaparecer do continente deixando o na mão de tiranos.
Leitor assido do site IMB, não saberia como seria um plano da tomada do poder.?? O libertarianismo não é de direita ou de esquerda. É uma filosofia para frente e para cima. Então a primeira coisa a fazer é conscientizar que o socialismo é uma roubada, no rol dos palavrões. Um governo socialista só com o uso da força. Ele é inconsistente sem condições de fazer calculo economico, não consegue vitalizar o auto interesse,os laços de fraternidade do socialismo é trabalhar o minimo, fingir que trabalha e no fim receber um salario maximo que com o tempo transforma em salário minimo. Um cartaz colocado no protesto contra a yoani sanches custava 2/3 do salario do operario cubano. A partir dai é só calar a boca pois é um sistema que usar força para fazer o individuo, sabendo que quem não trabalha não come,e cumprir as metas nacionais que nunca são cumpridas. Dai em diante é só censura, reeducação dos inadaptados, e matança:é só pesquisar quantos milhões o estado socialista ja matou. Então o socialismo é um mal e nunca pode ser democratico, porque tira a liberdade criativa. 1) desconstruir a palavra. 2) Depois começar tirar as proibições, isto é aumentando a liberdade. O produto do trabalho acumulado pertence ao individuo,3) a propriedade privada será sagrada. A liberdede total levara ao, 4) mercado ideal que é o voluntario, totalmente desimpedido. O incentivo do 5)auto interesse é muitas vezes mais forte que os laços da fraternidade ou da religião, na promoção, não intencional do bem geral. Então liberdade + propriedade privada + mercado livre e desimpedido +6)supressão da força = rapido e progressiva criação de riquezas que benifícia toda a humanidade. Sabendo que os homens são desiguais e sempre serão desiguais atualmente e no futuro. Mesmo cinco irmãos da mesma familia serão sempre desiguais. A igualdade economica, intelectual,social nunca existira por que o ser humano, isto é cada individuo é uma raridade que nunca existiu antes e nunca existira no futuro, é um DNA unico. Quando nós matamos uma pessôa estamos destruindo uma raridade. É uma justificativa para o não matar. 7)Deveriamos convidar os formadores de opinião a se envolver com a filosofia do IMB. O IMB deveria usar a inteligencia do iluminado Leandro e do radical Chioca para nos dar as dicas de como nos tornar Ativista da Liberdade. Chega de Estado!!!!! Estatismo nunca mais.
“Fidel ainda vive. E mesmo ele não precisa ser demonizado.”
O texto veio cheio de perfumarias, tentando atenuar esse governo tirano do caudilho chávez e no final o autor termina com essa frase. Pelo amor… O IMB deveria censurar isso. Sinceramente. É uma pouca vergonha.
Engraçado…um homem que alçou seu país à condição de desenvolvido é cassado até na velhice(Pinochet), inclusive por gerações que não sofreram suas torturas mas gozam de seus feitos econômicos benéficos. Um ignorante corrupto violador dos direitos individuais que leva seu país à ruína é ovacionado pela população em seu velório.
Essa “fartura de democracia” é falácia petralha. Sem o contra-peso de um núcleo inviolável de direitos individuais, a democracia se transforma em “ditadura da maioria” ( ou fica mais com essa cara, pois a democracia empre é uma ditadura da maioria) , e o Estado se agigante perante os indivíduos. exatamente como ocorreu na Venezuela.
Esse artigo está tentando dar nó em pingo dágua, passando um pó de arroz na cara póstuma de um caudilho violador dos direitos individuais, agigantador do Estado, corrupto que condenou seu país a anos de miséria passados e por vir. Reprovado.
“Como eu ia dizendo, Chávez foi um presidente (e por que negar-lhe o título? Por acaso a maioria não o elegeu?) autoritário, mas não foi um monstro.”
Quanto aos parênteses levantados, responda-se: pela mesma razão que Adolf Hitler, elevado ao poder total por mecanismos regulares do governo parlamentar, consta nos livros de história não como chanceler do Reich, mas como ditador feroz.
Se formos aguardar a eliminação física massiva de adversários e o desfile ostensivo de tanques e mísseis em avenidas para caracterizar regimes de força, ficaremos a ver navios assim que Cuba e Coréia do Norte conhecerem o fim de seus ciclos atuais. Tais configurações políticas eram características do século XX e foram há muito superadas por novas e mais eficientes tecnologias de controle social – tecnologias que, ao invés de temerem a era da informação, tiram proveito desta para sua máxima eficiência.
Eis o primeiro ponto que me preocupa no artigo. O segundo é o aparente (corrija-me, Joel, por favor, se minha leitura é equivocada) esvaziamento da defesa de valores e princípios não-utilitários em prol de uma vinculação exclusiva da avaliação do ambiente político à liberdade econômica.
Sim, eu compreendo perfeitamente que a liberdade econômica, quando bem entendida, e a liberdade individual guardam entre si uma quase sinonímia. Já defendi essa visão em outras oportunidades. Mas é necessário um grande esforço, ao assim se posicionar, para não reforçar a ilusão de que uma simples abertura comercial ou desburocratização para empreendimentos econômicos produz, de per si, um ambiente de liberdade política. A China não mais nos permite admiti-lo. Se insistirmos nisto, ainda andaremos de mãos dadas com a New Left frankfurtiana.
Minha terceira e final crítica à linha adotada, retomando o trecho que destaco ao abrir o comentário, é a escolha por “não demonizar” figuras públicas que, por deliberado intento, criam, propagam e mantêm infernos na Terra. Ora, sou católico e compreendo perfeitamente a louvável pretensão de combater o pecado, não o pecador, mas idéias não agem, não têm conduta, não produzem resultados per se. Para combater uma conduta, é necessário, sim, expor seus agentes. A imoralidade de uma idéia é manifesta na incoerência e na odiosidade de seus condutores, dos responsáveis por sua materialização, dos responsáveis pelas escolhas desastrosas, nos mandantes dos assassinatos em massa e dos regimes de terror psicológico (sendo este último, sim, o caso venezuelano). As conseqüências do chavismo sobre a Venezuela são monstruosas e se perpetuarão por muito, e a figura abominável de seu criador, um militar de reiterados golpismos (desde suas tentativas frustradas de golpes à velha moda gorillesca do século passado até as revoluções dentro de sua própria revolução, solapando as leis por si mesmo erigidas) e vida privada caracterizadora de suas falácias teóricas precisa, sim, ser desconstruída.
A quem poder responder sobre economia e estrategia de governo na Venezuela.
A produção de petróleo na Venezuela é praticamente constante há anos(mais de uma década), sera porquê é apenas ineficiente o seu parque industrial extrativista? ou é também uma forma de buscar um aumento de preço de uma commoditie pela escassez. Buscando assim ter esse produto tão procurado por mais tempo, preservando as reservas atuais. Consequentemente esse Governo pode esta buscando nesta politica, a “estabilidade” e como resultado o continuísmo do próprio?