Crianças
pequenas tendem a se comportar de maneiras distintas de acordo com seu
sexo. Meninos pequenos são irrequietos e
se aborrecem com mais facilidade.
Meninas pequenas são mais dóceis e conseguem ficar muito tempo sentadas
de forma quieta. Ficar quieto quando se
está há muito tempo sentado não é uma característica masculina. É algo que requer disciplina e que deve ser
infundido em uma criança.
Homens
não tendem a se afiliar a igrejas tanto quanto mulheres. Creio que isso tem a ver com o requerimento
de ter de ficar sentado durante um culto.
Um culto religioso baseia-se em pregações e em ficar sentado durante um
bom tempo. E, dado que homens devem
ficar sentados em uma igreja, o sermão tem de ser bom para fazer com que homens
fiquem sentados quietos durante muito tempo.
E
fora das igrejas?
Há
algumas áreas da vida em que as mulheres têm claras vantagens sobre os
homens. Obviamente, a maior delas é na
criação de filhos.
O
surgimento de ferramentas e máquinas altamente especializadas possibilitou às
mulheres efetuarem certos tipos de trabalho que elas não eram aptas a realizar
antes do desenvolvimento destas tecnologias.
Mulheres não possuem vantagem em relação a homens no que diz respeito a
cortar lenha. Mas elas certamente são
tão bem capacitadas quanto os homens para apertar um interruptor. Homens não têm vantagem nesta área. Sendo assim, naqueles trabalhos em que
apertar botões substituiu o corte de lenha, seria ingenuidade imaginar que as mulheres
ficariam de fora desta área por muito tempo.
Capitalização e urbanização
Com
a ascensão da economia de mercado, e especialmente com o aumento dos
investimentos em máquinas e bens de capital, o mundo deixou de ser uma economia
majoritariamente rural e se transformou em uma economia baseada em grandes
conglomerados urbanos. Isso começou
ainda em 1820 na Grã-Bretanha e nos EUA.
Esta mudança marcou o advento de uma era totalmente nova na história
humana, uma era em que o crescimento econômico passou a se dar a uma taxa de aproximadamente
2% ao ano. Isso nunca havia
acontecido até então.
Quando
os homens saíram do meio rural para trabalhar nas fábricas, a educação das
crianças — mais especificamente, dos meninos — passou a ser tarefa das
esposas. Antes, os homens levavam seus
filhos para os campos para ensinar a eles o básico sobre a vida, bem como os
detalhes da agricultura. A divisão do
trabalho dentro da família era clara. As
mães ensinavam as filhas a serem esposas e mães; os homens ensinavam os filhos
a serem maridos e pais. Esta divisão do
trabalho foi a base de todas as sociedades desde o início da história escrita.
E
então, em um período de apenas 50 anos, tudo isso mudou para milhões de
pessoas. A ordem social não se ajustou
de forma rápida o bastante — ou da forma sistemática como deveria — para
permitir que os novos papeis dentro da família fossem distribuídos de uma forma
que ao menos se assemelhasse àquele padrão familiar vigente há milênios. Tradições são resilientes, não morrem
facilmente. Uma mudança cultural e
comportamental leva tempo para se impor.
No
século XIX, a educação não apenas deixou de ser um sistema dominado por homens
e voltado para os meninos, como passou a ser dominado por mulheres. Esse arranjo prepondera até os dias de hoje
no ensino básico e no ensino fundamental.
Como
isso ocorreu? Uma resposta: salários
baixos.
Mulheres
jovens e solteiras — e, em alguns casos, casadas — se mostraram dispostas a
lecionar nas escolas locais em troca de baixos salários. De meados do século XIX até os dias atuais,
as mulheres se tornaram dominantes no sistema de ensino escolar, desde a
educação básica até a oitava série.
Consequentemente, os padrões do que se entende por ‘bom ensino’ e ‘bom
aprendizado’ foram feminizados. O
sistema educacional básico passou a ser mais voltado para meninas. Essa pedagogia se tornou o padrão dominante
em todo o Ocidente. Houve uma
feminização do ensino no Ocidente.
Meninos se contorcem; meninas ficam quietas. Aí jaz a diferença básica na educação
formal. As mulheres determinam as
regras.
Na
realidade, essa mudança de padrões começou a ocorrer ainda antes de ser adotada
nas escolas. Ela ocorreu primeiro na
família. Só depois ela se difundiu para
o sistema escolar. Todo o processo tem a
ver com a oferta competitiva de mão-de-obra. As fábricas costumavam utilizar a mão-de-obra
de homens ou de mulheres solteiras. Em
alguns casos, costumava-se incluir crianças.
Mas não se utilizava mulheres com filhos pequenos. Estas tinham de ficar fora do sistema fabril,
o que significava que elas agora estariam no comando da educação dos filhos
homens. Os pais desapareciam do lar
durante pelo menos 12 horas por dia. Isso representou uma fratura radical na
história da humanidade.
Os
homens começaram a ganhar proeminência no sistema educacional apenas no ensino
médio. E, não fosse a imposição de leis
e a criação de programas federais nos EUA (como a agência Equal
Opportunities Employment Commission), que viriam a ser copiados pelo
resto do mundo, os homens ainda estariam dominando o ensino universitário. Nas ciências naturais, eles ainda
dominam. Esta é uma área em que as
mulheres ainda estão excluídas pelas forças do mercado. Elas não vão para as ciências naturais, e nem
todas as lamúrias e reclamações dos progressistas podem mudar esse fato.
David Rothkopf,
presidente da Garten Rothkopf, empresa internacional especializada em estudar
tendências globais, afirmou que, dentre as aproximadamente 6.000 pessoas que
constituem a superclasse internacional, apenas 6% são mulheres. Ele diz que este é o mais importante processo
discriminatório do mundo. Quanto ao
porquê de ele existir, eu não sei. Sei
apenas o seguinte: ele de fato existe.
Pode ter algo a ver com capacidade inata. Pode ter algo a ver com o fato de que
mulheres geralmente não gostam de trabalhar para outras mulheres. Pode ter algo a ver com a incompatibilidade
entre criar filhos e ter um desempenho de alto nível em termos de gerar grandes
volumes de receita ou de fazer grandes contribuições para a mídia, para a
filosofia, e na academia em geral.
Há
algumas coisas que realmente sabemos. Há
certas áreas em que as mulheres não competem bem. Uma delas é no xadrez. Outra é em matemática de nível complexo. Mas talvez a mais óbvia da história ocidental
seja teologia. Não há uma única teóloga
digna de nota na história da Igreja.
Isso não tem nada a ver com discriminação. Qualquer mulher pode escrever um livro sobre
teologia. Beth Moore [evangelista
americana] parece escrever um livro por mês voltado para mulheres
religiosas. Mas ela não é teóloga.
A
feminização da educação ocorreu nos países protestantes. Mas mesmo no caso dos países católicos, as
freiras dominam o sistema educacional até pelo menos o ensino fundamental, e
possivelmente até o final do ensino médio.
Tudo
está relacionado à propensão de se trabalhar em troca de salários extremamente
baixos. Em regra, as famílias não estão
dispostas a pagar muito caro pela educação de seus filhos. Isso significa que as mulheres, por
normalmente estarem mais dispostas a trabalhar em troca de salários menores,
serão a mão-de-obra predominante nas escolas que não cobram mensalidades
caras. Por estarem dispostas a ofertar
serviços educacionais a preços menores, as mulheres contínua e universalmente
ganharam a batalha neste setor. É
somente para aqueles pais que estão dispostos a pagar muito caro pelo ensino de
seus filhos, que os homens se tornam dominantes na educação. É somente em escolas e universidades
extremamente caras que os homens são maioria entre os professores.
Conclusão
Com
a exceção daquelas ilhas de excelência de sempre, o sistema educacional
convencional da maioria dos países ocidentais irá ruir e perder importância. Dado que as escolas e universidades
ocidentais atuais nada mais são do que usinas de doutrinação e estupidificação,
e dado que os testes confirmam que o preparo básico das pessoas recém-formadas
está em queda livre, a retirada dos filhos do sistema educacional convencional
é uma tendência que veio para ficar. Aqueles
que resistirem a essa tendência e mantiverem seus filhos no sistema educacional
convencional estarão criando filhos que futuramente sofrerão sérias
desvantagens comparativas.
A
tendência é que a educação convencional seja substituída por aulas via
internet. Já há uma grande movimentação
no desenvolvimento de materiais de ensino online. Estes materiais didáticos são escritos
majoritariamente por homens. Mas
normalmente quem os ensina a seus filhos são as mães. Ainda assim, a tendência é que haja uma
desfeminização da educação. Dado que
tais materiais estão livres do jugo politicamente correto que vem oprimindo o
Ocidente, eles tendem a se especializar mais de acordo com os gêneros a partir
da quinta séria. Isso também irá
favorecer a desfeminização da educação voltada para os meninos. É um palpite.
Quanto
mais os materiais forem baseados no autodidatismo, menos feminizados eles
serão. As mães irão especificar os
cursos para seus filhos, e o lado digital da educação provavelmente será mais
masculino do que feminino, embora talvez isso não ocorra em nível do ensino
básico. No ensino básico, as mulheres
provavelmente ainda dominarão. No
entanto, tão logo a criança chegue ao ensino fundamental, a educação online
será mais masculina do que feminina.
A
feminização das camadas mais baixas do mercado de trabalho não acabará tão cedo. A masculinização das posições
mais prestigiadas também não acabará tão cedo.
O seu objetivo, seja como pai, seja como profissional, é fazer seus
planos de acordo com esta realidade.
Esse texto soa machista. Será que esse Gary North tem alguma coisa contra as mulheres?
Hoje tudo é ofensivo. Tudo de que você não gosta tem alguma motivação sórdida por trás. Se você espirrar e o sujeito ao seu lado não der saúde é porque ele certamente lhe discrimina e nutre um aberto preconceito por você. Logo, é justo pedir que o estado intervenha, tome dinheiro dele e repasse a você.
De resto, a Aline vai adorar este artigo:
Sobre a diferença salarial entre homens e mulheres
Gostei do artigo.
Confirma um idéia/anseio meu: promover a educação domiciliar dos meus filhos.
Achei interessante a análise da feminização da educação. Talvez isso contribua em parte para a perda da masculinidade dos homens ocidentais e a “ovelhização” de nossa sociedade.
As famílias parecem não saber mais ensinar os meninos a se tornarem homens. E isso é muito ruim, inclusive para as mulheres.
Santas Teresa de Lisieux, Catarina de Sena, Teresa D’Ávila e Hildegard de Bingen. Quatro Doutoras da Igreja. Acho que o Gary North tem que rever seu conceito sobre mulheres teólogas, ao menos no que diz respeito à Igreja Católica.
Não, não consigo vislumbrar na vida prática esse determinismo tão definido e latente entre meninos e meninas pequenos. Dificuldade de permanecer sentado é realmente inerente à crianças, pode ser que numa sala qualquer a quantidade de meninos inquietos seja superior em comparação à outra, mas em geral, a dificuldade é de ambos os sexos. Digo isso, porque sei e já o vivenciei. (Quando uma sala de crianças está uma bagunça, não se vê de modo algum essa divisão de meninos em pé bagunçando e meninas sentadas comportadas!). Dizem que o sexo masculino possui maior capacidade de concentração em uma coisa só, mas essa concentração é mais focada, mais profunda. Enquanto as mulheres fazem várias coisas ao mesmo tempo, porém o nível de concentração é mais superficial. Vi esse estudo dias atrás.
No ensino médio também nunca vi essa divisão tão exata e demarcada, haviam meninos e meninas respondões e que só viviam matando aula. Agora há uma coisa onde os meninos se diferenciavam: nas piadas! Tinham muita criatividade para inventar piadas e fazer rir! E sinceramente, depois de adultos e maduros, nunca vi também homens terem essa dificuldade fenomenal de permanecerem por 1 hora sentados numa Igreja (aliás, ficar sentado durante esse tempo na Igreja é fantasia, ali se levanta e se senta o tempo inteiro mesmo). Acredito que seja até mais dificultoso para as mulheres, haja vista a obrigação de permanecer em concentração e em silêncio, quando poderiam estar fofocando. Embora os homens sejam melhores teólogos, deve-se levar em consideração que as mulheres são proibidas de exercerem sacerdócio, isso tb deve-se levar em conta. E ademais, isso não menospreza diversos escritos de santas ao longo da história, que inclusive são material de estudo para teólogos, não?
Enfim, a biologia nos determina sim. Mas não somos robôs com essa conduta extremamente previsível como é mostrada no texto, outra parte se deve à cultura, o meio social. Vejo que desde o início do texto o autor ilustrou a diferença entre meninos e meninas, para depois afirmar que as mulheres estão à margem da excelência do mundo acadêmico, embora diga não saber exatamente por qual motivo exatamente isso ocorre, ao iniciar assim o texto, deixa transparecer bem mais que se deve à algo inato.
Agora vem o maior motivo da minha discordância: o senhor não leva em consideração a infiltração da ideologia de esquerda no conteúdo e na grade curricular das escolas! Esse é o principal motivo da decadência do ensino! Inclusive nos EUA, Harvard é totalmente esquerdista, foi de onde Obama saíu e é lá que está muito à vontade o abominável Mangabeira Unger (inclusive mentor de Obama). Também esse é o motivo de muitos pais retirarem seus filhos da escola para terem aulas com homens ou mulheres, (não importa!) que ensinem a história e geografia como realmente são, sem ideologias! O esquerdismo é um flagelo que se imiscuiu nas escolas, inclusive nas melhores, e se lá os homens são maioria, então estes estão contribuindo para sua degradação também.
Olá. Alguém por acaso tem informação sobre iniciativa de ensino infantil a distância que seja confiável?
2 Parabens:
Primeiro, pelo autor, em botar a cara a tapa em um assunto tao polemico. Se fosse brasileiro, já estaria numa delagacia prestando depoimento, com uma ação do Mnisterio Público nas costas. Afinal, abundam por aí “patrulheiros do politicamente correto” que não se interessam por ciência,mais especificamente evolução e antropologia, mas estão atentas contra qualquer possível preconceito. A ciencia esportiva sabe que negros tem maior concentracao de fibras especificas para correr, e brancos tem maior concentracao de fibras musculares boas para nadar. Simples genética. Mas se eu falar numa aula de natação que brancos nadam melhor que negros, o que me aconteceria?!
Segundo parabéns ao Mises Brasil pela tradução e divulgação do texto.
Só gostaria de saber mais sobre esses ” 6.000 da super classe internacional”. Não ficou claro no texto quais os parametros dessa alegada superclasse. Dinheiro, Q.I., contribuição para a humanidade, obras literarias?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk os esquerdistas choram com esse texto.
Falou tudo o que eu precisava saber e ja imaginava.
Parabéns pelo texto
A empresa Google é afiliada ao Council on Foreing Relations ( http://www.cfr.org). Está aí um exemplo da matemática (algoritmos)para estruturação do poder global.
Saindo um pouco do assunto educação, precisa-se falar que após a década de 70 as mulheres casadas, influenciadas pelos movimentos feministas, foram em massa para o mercado de trabalho, deixando a educação e criação dos seus filhos e filhas por conta de empregadas domésticas, babás, vizinhos, avós, creches, berçários… E assim é até hoje.
Além do mais, “tomaram o lugar” de muitos homens (pais de família) no mercado de trabalho, engrossando as estatísticas de desemprego, violência urbana e consumo de drogas entre adultos, jovens e crianças em todo o Ocidente.
É um assunto polêmico mas que precisa ser debatido.
Pelo menos, no meu caso, se eu paro de trabalhar também terei que abrir mão de um monte de regalias. O salário do meu marido sozinho não tem boas condições de sustentar a família toda. Aposto que várias famílias estão em situação semelhante.
Se ele recebesse um aumento substancial, eu ficaria em casa de bom grado.
Isso que eu acho legal na argumentação feminina;falam em igualdade,chama os outros de machista,reclama de um texto mais serio como esse;mais na hora dos direitos,de pagar as contas sempre sobra para o homem e todas as mulheres sonham em se casar com um cara que ganhe bem mais que ela para não precisar trabalhar fora;você mesma disse tudo.
Prezados leitores.
Há algumas coisas que realmente sabemos. Há certas áreas em que as mulheres não competem bem. Uma delas é no xadrez. Outra é em matemática de nível complexo. Mas talvez a mais óbvia da história ocidental seja teologia.
Uma justificativa, para as mulheres não competirem em nível de igualdade com homens em algumas área do conhecimento, é dada pela autora do livro: Como as mulheres pensam.
Esse livro discute as diferenças entre os cérebros dos homens e das mulheres, com ênfase na questão hormonal. Antes de prosseguir, informo: eu não tenho formação em medicina/biologia/fisiologia e nem explorei em exaustão o assunto. Devem existir opiniões contrárias. Agradeço retificações a respeito da validade dos meus comentários.
A justificativa da autora pelo menor interesse das mulheres em ciências naturais (matemática, física, . . .), por exemplo, estaria correlacionado com a produção do hormônio oxitocina.
Esse hormônio é produzido em maior quantidade nas mulheres do que em homens. Conforme a autora, esse hormônio causa intenso prazer nas mulheres (se minha memória não falha, a autora afirma que é somente menos prazeroso que um orgasmo).
Logo, surge a pergunta: sob quais circunstâncias o cérebro feminino produz oxitocina? Conforme a autora, uma forma é através do convívio social. Assim, as mulheres têm maior inclinação para profissões e atividades que envolvem interação com pessoas (enfermagem, psicologia, educação, . . .).
Ela também comenta o caso das adolescentes (+- 15 anos). Muitas adolescentes nessa idade têm intensas atividades sociais, não ao acaso. Nesse período da vida da mulher, a produção de oxitocina é intensificada nas interações sociais, por isso a maior preferência por essas atividades (bate-papo, conversas ao telefone, mensagens, . . .).
Outra forma de produção da oxitocina é através do consumo de chocolate. Não é ao acaso que mulheres têm maior preferência pelo consumo de chocolate do que os homens. E se a autora estiver correta, elas têm ótimas razões para tal.
Outro apontamento interessante da autora é a relação das mulheres, crianças/bebês e oxitocina. Mulheres em período fértil entram numa espécie de frenesi ao verem bebês (todos nós já observamos isso. Todas querem tocar/carregar/cheirar o bebê). Isso seria uma forma de preservação da prole, uma recompensa biológica (produção de oxitocina) pelos cuidados prestados aos bebês.
Por outro lado, homens têm uma postura neutra, pois não recebem a recompensa biológica (produção de oxitocina). Já as mulheres que estão na menopausa tendem a ter comportamento semelhantes aos dos homens, devido às mudanças hormonais características da menopausa (menor/ausência de produção de oxitocina).
Então, por causa da oxitocina, a autora afirma que as mulheres têm menor preferência por atividades que exigem muitas horas em isolamento (sem convívio social). Por exemplo, o próprio IMB: tanto os autores dos artigos como a seção de comentários são predominados por homens, pois o estudo através da internet exige horas de leitura em solidão, um ônus biológico severo para as mulheres.
Em resumo, o argumento é: as mulheres são capazes de compreender os ensinamentos de forma igual ao homem, entretanto elas são estimuladas a tipos específicos de atividades por causa da questão hormonal.
O livro, como um todo, é interessante tanto para homens quanto mulheres [parto do pressuposto que seu conteúdo é verdadeiro]. Ela também discute a questão da produção de estrogênio, testosterona (sim, mulheres também o produzem), oxitocina e outros hormônios durantes as diferentes fases da vida das mulheres (infância, adolescência, período fértil e menopausa). Inclusive dentro do ciclo menstrual, onde as variações hormonais são significativas e têm seus efeitos.
Não entendi sobre a suposta ligação de ensino doutrinário a mulheres ou a “feminização” do ensino.
E na minha opinião, o problema não reside aí, acho até que homens são mais doutrinários quando ensinam que mulheres, sejam uma ideologia, religião etc.
Onde o Gary North publica os seus textos originais? Acho o cara extraordinário.
Aparentemente há a concomitância de 2 linhas argumentativas:
1ª: Urbanização -> Ganhos de produtividade dos setores produtivos -> Homens nos setores mais produtivos e mulheres começando ocupar setores de menor remuneração (educação).
2ª: Homens e mulheres aprendem diferentemente e ensinam diferentemente -> reversão do estilo de ensino mais apropriado aos homens para o mais apropriado às mulheres a partir do fato econômico advindo da urbanização.
O restante são exemplos de que os homens ocupam mais posições entre os extremos e de que as mulheres ocupam mais as posições medianas (inclusive não menciona o fato de que os homens ocupam mais os 2 extremos: tanto em Nobeis como em Presídios, para exemplificação).
Bom, a mim não ficou completamente claro se a redução do nível educacional decorre majoritariamente da alteração havida na estrutura produtiva em que anteriormente alguns dos mais produtivos ocupavam as áreas de educação E/OU se a deterioração do ensino decorre da feminilização da educação.
Existe outro fato que o texto trata marginalmente:
Baseado em minha experiência pessoal, os homens de maior cultura possuem parte dessas características “femininas” descritas no texto, ou seja, a capacidade de disciplina e ausência de inquietude quando estão estudando e pesquisando.
Seguindo a linha de raciocínio do autor:
Uma educação que prioriza o estilo feminino de ensinar conduzirá a uma educação mais apropriadas às mulheres que aos homens, de forma que, se há uma relação causal entre a ocupação das posições extremas superiores em decorrência de anos de estudos, os homens ocuparão cada vez menos as posições no extremo superior dos setores.
Isso, segundo o autor, seria “anti-natural”, uma vez que os homens possuem habilidades inatas superiores (em alguns setores) às mulheres.
Logo, entendo que o objetivo do autor não é ser machista, mas exatamente alertar aos pais sobre as diferenças entre homens e mulheres para que eles tomem providências quanto ao ensino fornecido aos filhos, para que tal ensino seja mais adequado ao gênero da criança. Além disso, aparentemente o texto alerta que como não houve providências prévias nessa diferenciação, que as mulheres superocuparão (em contraposição às distribuições naturais de dotação inata de competências) as posições no extremo superior caso a educação permaneça no perfil atual.
Pontos de discordância:
Com relação à ocupação de mais posições nos extremos superiores, eu não concordo que tenha havido alteração significativa de tal estrutura em decorrência da feminilização do ensino, justamente pelo fato de que alguns dos homens mais cultos que conheço possuirem exatamente as características supostamente femininas de ausência de inquietude perante os estudos e de disciplina.
Não chega a ser um ponto de discordância mas: é possível sim que as posições medianas sejam ocupadas mais por mulheres do que por homens com a unicidade do tipo de ensino, pois homens e mulheres que antes tinham uma educação mais adequada ao seu gênero masculino agora terão educação mais adequada ao gênero feminino caso nada seja feito (isso considerando o fato de que, para a ocupação dos postos mais altos faz-se necessária uma boa dose de habilidades inatas ditas “femininas”).
Obs: As tais habilidades inatas “femininas” soam muito similares ao padrão cultural oriental, by the way. É fato notório que alguns dos orientais, grosso modo, são mais disciplinados que alguns dos ocidentais justamente por uma diferença cultural, aprendida e estimulada no convívio social.
Minha conclusão:
Vejo as recomendações finais do autor como verdadeiras, mas não concordo que tenha havido significativo descolamento entre a distribuição entre homens e mulheres de capacidades inatas E a distribuição a ocupação percentual em ocupações nas posições mais extremadas. Concordo, porém, que o referido descolamento poderia, em tese, ter ocorrido entre as ocupações médias. Nesse sentido, o texto possui lacunas importantes que podem sim dar margem ao entendimento de que o texto soa machista(o que também é opção de foro íntimo do autor, ele que arque com as consequências de sua opção não coercitiva). Mas certamente o texto tem mais a acrescentar do que a recriminar.
Sobre a questão do declínio no sistema educacional, concordo parcialmente com o OC:
Em Thinkers of the New Left (1985), onde examina os principais expoentes de uma escola de pensamento que ainda é a mais influente na esquerda hoje em dia, Roger Scruton observa que nenhum deles jamais deu o menor sinal de querer responder às críticas feitas à teoria marxista por Max Weber, Werner Sombart, F. W. Maitland, Raymond Aron, W. H. Mattlock, Böhm-Bawerk, Popper, Hayek ou von Mises.
(…)
Enquanto os anticomunistas de todos os matizes não cessam de analisar e refutar o marxismo, escrevendo milhares de livros a respeito, os marxistas fogem sistematicamente ao debate. Quando não se contentam em baixar sobre os adversários a mais pesada cortina de silêncio, dedicam-se a difamá-los pelas costas, inventando a respeito as histórias mais escabrosas, tratando-os como criminosos, colocando-os em "listas de inimigos" e cumprindo à risca a regra de Lênin: não discutir com o contestador, mas destrui-lo politicamente, socialmente e, se possível, fisicamente.
Que maior prova se poderia exigir de que essas pessoas, que se atribuem o monopólio de todas as virtudes, são as mais perversas, malignas e desprezíveis que já infestaram a profissão intelectual?
A ascensão da escória marxista ao primeiro plano da vida nacional foi e é a causa principal ou única da destruição da cultura superior e do sistema educacional no Brasil.
O autor apenas se esqueceu de dizer que não há mais homens – entenda-se, virilidade – há algumas gerações.
Certa vez, num grupo de amigos, perguntei quem é que mandava na casa deles. Resposta unânime: a Mãe!
Culpados? Os nossos bisavôs, provavelmente. As bisavós apenas tomaram um lugar que estava ficando vago.
Mas o culpado mesmo, o culpado de verdade, de verdade mesmo… O culpado é o conforto e o bem-estar. Quer dizer, a preguiça. Usando Gary, o macho preferiu apertar interruptor. “Para que me levantar da “poltrona do papai” para mudar o canal?”
É o que meu sábio dentista sempre dizia: “O progresso é uma faca de dois legumes”.
E já que colocamos legumes no assunto, o açúcar também deve ter participação nessa transformação, pois o açúcar torna indolente.
As mulheres são mais inteligentes que os homens até os 16 anos, a inteligência é igual até os 21 anos e depois os homens superam as mulheres, segundo uma pesquisa. Talvez seja essa a razão para que as meninas sejam melhores que os meninos no ensino fundamental, os dois sejam mais ou menos iguais no ensino médio e na faculdade e depois os homens as superem em campos mais especializados.
Concordo parcialmente com o texto, mas geralmente meus melhores professores foram mulheres, até por conta dessa habilidade comunicativa, parecem transmitir melhor o assunto.
Outra coisa, todos estão palpitando que o ensino online superará, ou já superou, o ensino em cursos presenciais. Acredito que essa previsão se realizará apenas parcialmente, uma vez que os cursos presenciais são mais específicos, mais personalizados, pode-se tirar qualquer tipo de dúvida, até as mais loucas, muito rapidamente. Pode-se conduzir a aula para temas mais particulares. Por exemplo, nesses vídeos da Khan Academy o cara simplesmente joga o assunto, nivela por baixo, já que é algo para todos, para milhões de pessoas. Já uma turma com 20 pessoas e um professor pós-doc com licenciatura é muito mais produtiva.
Fernando
No Brasil é proibido não freqüentar uma escola submetida ao MEC. Isso não foi sempre assim, é uma invenção relativamente recente. Primeiramente na URSS e depois na Alemanha nazista, o ensino em casa foi proibido. Isso mostra a motiviação original dessa medida.
Nos EUA existem estudos comparativos entre a média dos estudantes que se formam estudando em escolas regulares e a média dos estudantes que obtém seus diplomas estudando em casa. A diferença é muito significativa em favor desses últimos. Para aqueles pais que podem pagar uma escola muito boa e muito cara, provavelmente seus filhos terão mais sucesso estudando nessas escolas. Mas para uma multidão de cidadãos médios que não tem grana suficiente para isso, o ensino em casa é superior ao ensino nas escolas.
Acredito que o texto apresente parte da realidade “gender-social”, porem, o que nao foi expresso e que, o que falta para as mulheres e a oportunidade de exercer seus conhecimentos como os machos. Nao adianta voce ter a faca na mao e nao ter a oportunidade de cortar o queijo. Nao acredito que existe diferenca entre homens e mulheres at all, nem mesmo quando se trata de disciplinar e ensinar suas criancas. Uma perda de tempo ler esse artigo o qual me surpreendeu bastante vindo do site do Misses. Meu esposo e eu somos grandes advocaters do Misses e ja patrocinamos eventos do Misses em various Estados aqui dos EUA.
O keynesianismo também promove a feminização da sociedade e a desvalorização do homem, pois estimula o consumismo e menospreza a produtividade.
* * *
O Problema da feminização da sociedade é muito maior.
Os homens possuem níveis de testosterona e de espermatozóides cada vez menores (diz-se que, uma pessoa do sexo masculino dos dias atuais possui a metade do que possuía um homem da década de 1950).
Obtive esta informação no documentário “Assault on the male”.
Segundo algumas opiniões, estas taxas decrescentes seriam ocasionadas por ações propositais e teriam relação com um plano de redução populacional global. É afirmado que tal plano poderia estar ligado às pedras-guia da geórgia.
Alguém possui informações fiáveis sobre o assunto?