“Nós vencemos!”
Foi assim que o escritor e economista Andy Duncan iniciou a palestra inaugural do encontro anual da Property
& Freedom Society (PFS), realizado no mês de setembro de 2012 em
Bodrum, Turquia. Em 1912, Ludwig von
Mises lançava seu livro A Theory of Money
and Credit e, nos cem anos que se seguiram, uma batalha ideológica foi
travada e vencida por Mises e seus seguidores. Refutando todas as críticas feitas contra sua
metodologia ao mesmo tempo em que fazia críticas fulminantes e definitivas
contra outras escolas de pensamento econômico, e demonstrando o caráter
irrefutável de sua epistemologia, a Escola Austríaca se estabeleceu como a
única verdadeira ciência econômica. No
entanto, após a constatação dessa vitória, Duncan mencionou um pequeno problema:
com exceção de algumas ilhas de sanidade, como os Institutos Mises espalhados
pelo mundo, o resto da população mundial (99,99%) sofre de uma maciça síndrome de Estocolmo,
apoiando vultosas e pavorosas intervenções do estado na economia e na vida
privada, acreditando piamente naquilo que é propagado por teorias econômicas
falaciosas.
Duncan propôs uma estratégia de como os ensinamentos da
Escola Austríaca e as ideias de liberdade poderiam atingir um público maior do
que este 0,01% atual: o uso da literatura. Seu amigo Jack England escreveu o que ele
chamou de primeiro romance rothbardiano,
o Sword of Marathon, com potencial
para se transformar em um filme de Hollywood. A estratégia é inserir as ideias de Mises,
Rothbard, Hoppe etc. em histórias de ficção, atingindo assim um público que
jamais leria os livros acadêmicos destes autores. Este seria apenas um meio. E para atingirmos uma porcentagem relevante,
uma porcentagem que faça com que mudanças efetivas sejam concretizadas — e eu
diria que de 20 a 30% seria o suficiente –, temos de usar todos os meios possíveis
e imagináveis.
A reunião anual da PFS é um evento exclusivo para convidados
— e os convites, dizem, são mais disputados que o ingresso dourado da
Fantástica Fábrica de Chocolate de Willy Wonka –, e reúne as maiores mentes do
movimento pela liberdade no mundo. Além
de palestrantes como Guido Hulsmann, Jeffrey Tucker, Anthony Daniels e Thorsten Polleit, a plateia, formada por
não mais de 90 pessoas, ainda contou com gente do calibre de Michael McKay, Detlev
Schlichter, Mark
Crovelli e Helio
Beltrão. A interação com os outros
convidados acaba tendo um valor tão grande quanto as palestras. Além disso, ao final de cada dia foi realizado
um painel no qual todos os palestrantes do dia respondiam às perguntas do
público. O anfitrião Hans-Hermann
Hoppe — o maior nome da Escola Austríaca de nossos tempos e fundador e
presidente da FPS — nos brindou com sua presença em dois desses painéis. Cada vez que ele tomava a palavra, fazia
comentários precisos e pontuais, confirmando que a genialidade humana se
reflete na simplicidade. E, ao responder
a uma pergunta do público, juntamente com o professor Salerno,
ele nos presenteou com outro tipo de estratégia: a de como devemos responder às
insanidades que dominam todos os meios acadêmicos e de comunicação.
A pergunta foi originalmente feita a Salerno, e mencionava o
economista Paul Krugman e os truques a que ele recorre para explorar habilidosamente
a ignorância do homem comum em relação à teoria econômica. A dúvida era sobre como seria possível ganhar
o debate econômico dado que Krugman e outros economistas convencionais espalham
com muita facilidade ideias econômicas sem sentido porém de fácil apelo
popular. É muito difícil corrigir esta
falta de sentido perante o público comum utilizando argumentos econômicos racionais. Afinal, a mentira, a embromação e a
simplicidade possuem fácil apelo; já refutar a mentira utilizando a razão e a inteligência
é uma postura mais trabalhosa e muito difícil de cativar o público geral (minuto
34:10).
Salerno remeteu à estratégia de Henry Hazlitt, que utilizava
uma linguagem extremamente clara e direta, e ilustrava as ideias sem sentido
dos economistas convencionais pró-governo com exemplos do dia a dia, e assim
conseguia expô-los como a fraude que eram. E concluiu dizendo que é isso que se tenta fazer
no Instituto Mises, na PFS e em outras organizações pró- livre mercado. Ou seja, traduzir e apresentar as ideias destes
charlatães de forma simples, pois desta forma é fácil ver o quão tolas elas são
— como, por exemplo, a ideia de que pedaços de papel podem estimular a
economia. Para Salerno, o que está
faltando são mais pessoas percebendo e fazendo isso. É imprescindível difundir a educação econômica. E, no ponto em que estamos, trata-se de uma
questão de quantidade e não de qualidade.
O professor Hoppe tomou a palavra neste momento e
complementou, com a genialidade de sempre, da seguinte forma:
É muito importante que, nestas
respostas a pessoas como Krugman, não nos envolvamos em detalhes técnicos e, em vez
disso, façamos perguntas como se praticamente fossemos crianças:“Explique para mim como aumentar
o número de pedaços de papel pode fazer uma sociedade enriquecer.”“Se isso é capaz de gerar mais
riqueza, explique para mim como ainda existe pobreza no mundo.”“Todos os bancos centrais do
mundo não são capazes de imprimir a quantidade de papel que quiserem?”“Se eles fizerem isso, você acha
que a sociedade e o mundo ficariam mais ricos?”Tenho certeza de que o sujeito
não pode responder a esse tipo de pergunta. Ninguém
pode responder a esse tipo de pergunta.Mas, novamente, as pessoas
costumam ficar empacadas, respondendo aos detalhes técnicos destes argumentos em
vez de ficarem constantemente repetindo este tipo de pergunta simples e direta:
“Por favor, explique para mim como é que um pedaço de papel pode fazer uma
sociedade enriquecer.”
De fato, como relatei no artigo Ressuscitem o Orson Welles!, a insanidade
desta gente já chegou ao ponto de seu mais respeitado e renomado representante,
Paul Krugman — ganhador do prêmio Nobel de economia e colunista do The New York Times — afirmar em rede
nacional, e com a cara mais lavada do mundo, que se os governos
alocassem todos os recursos da sociedade para combater uma inexistente invasão
alienígena, a crise econômica estaria solucionada. Isso é um patente absurdo. Qualquer pessoa que tenha lido um único ensaio
de Bastiat
sabe mais economia do que o maior expoente do mainstream. Ou melhor,
qualquer pessoa com bom senso já é capaz de perceber a insanidade desta gente. O que faltou após uma declaração destas — e
elas são feitas às centenas, todos os dias, em todos os jornais, revistas,
programas de rádio e TV — foram pessoas respondendo a estas declarações
absurdas com perguntas do tipo mencionado acima: “Explique para mim como é que direcionar
todos os esforços e recursos escassos existentes para construir uma gigantesca
arma contra alienígenas que não existem pode enriquecer a sociedade”.
Vivemos realmente numa Era de Trevas no que se refere à
ciência econômica. A insanidade domina
os meios acadêmicos e de comunicação, e as consequências maléficas disso são
sentidas por todos, com o governo intervindo cada vez mais e gerando cada vez
mais pobreza — ou impedindo cada vez mais a criação de novas riquezas. Todos os dias, toneladas de ideias sem sentido
são despejadas não apenas sobre a audiência de programas de rádio e de
televisão, como também, e principalmente, sobre os leitores e espectadores de
jornais. Todos os dias, alunos de
economia são bombardeados por insanidades econômicas, jogadas sobre eles por
professores que também tiveram essas mesmas ideias jogadas sobre eles quando
eram alunos, e as aceitaram sem questionar. Acredito que a maioria dos professores e
comentaristas de economia está apenas repetindo as insanidades que ouviram no
passado, mas é inegável que existem aqueles que o fazem porque ideias que dão poder ao estado servem aos seus
interesses particulares. Mas
independentemente dos motivos, estas ideias não podem mais ser aceitas
passivamente. O tipo de reação
lógico-questionadora acima deve se seguir toda vez que alguém com bom senso
ouvir coisas sem o menor sentido. Se não puder responder pessoalmente, envie
e-mails para o meio de comunicação onde a insanidade foi exposta, telefone,
mande carta.
Durante um jantar na semana passada, um jovem amigo
libertário, estudante de Escola Austríaca, ouviu a seguinte frase: “Sem o
BNDES, o Brasil não cresceria”. Obviamente, ele quase engasgou com esta ideia
estapafúrdia, mas sua reação não parou por aí; ele teve também a “reação
hoppeana” descrita acima. Primeiro ele
comunicou à pessoa que disse isso que ela sequer possuía conhecimentos básicos
de economia, pois o que ela havia dito não fazia sentido. Mas a pessoa respondeu dizendo que era
professor de economia, com mestrado na FGV. Meu amigo então pediu mais explicações: “Quer
dizer que de 1500 até o BNDES surgir no segundo mandato Vargas, o Brasil era um
matagal gigante com algumas caravelas e alguns engenhos… e então, a partir dali,
evoluímos de pau-brasil e escambo para a prosperidade atual em um espaço de
poucas décadas graças ao BNDES. É isso?”
A resposta do professor foi exatamente a de inserir detalhes
técnicos dentro de um economês incompreensível, falando sobre indicativos
macroeconômicos e geração sustentável de empregos etc. Meu amigo insistiu nas perguntas básicas:
“Conte-me mais sobre como você matematizou as ações de milhões de mentes
humanas pra concluir que crédito obtido por meio do roubo e da fraude e
concedido centralizadamente é mais eficaz do que crédito oriundo de poupança
própria concedido de acordo com as forças do mercado”.
O professor apelou para um argumento
de autoridade e disse que quando ele tivesse um mestrado ele entenderia. Como previsto por Hoppe, ele não conseguiu
responder a estas perguntas. Ninguém pode responder esse tipo de
pergunta.
E como o professor Salerno enfatizou, precisamos de mais
pessoas fazendo exatamente isso.
Fernando, está coberto de razão. Excelente texto.
Acredito que faltou um “QUE” ou uma vírgula na frase do 5o parágrafo de baixo para cima: “Acredito que a maioria dos professores e comentaristas de economia está apenas repetindo as insanidades que ouviram no passado, mas é inegável QUE existem aqueles que o fazem porque ideias que dão poder ao estado servem aos seus interesses particulares.”
ou ainda:
“Acredito que a maioria dos professores e comentaristas de economia está apenas repetindo as insanidades que ouviram no passado, mas é inegável, existem aqueles que o fazem porque ideias que dão poder ao estado servem aos seus interesses particulares.”
Poderiam montar uma lista basica de perguntas para fazermos. Sobre leis trabalhistas, impostos, empresas estatais, parcerias publico privadas, ministerios, agencias reguladoras, banco central, meio ambiente, educaçao e saude estatal, ruas, estradas, transporte publico, drogas, armas…. Seria uma lista longa e útil.
Na mosca !!
Fernando chiocca infelizmente esta é uma tarefa longa e teremos de ter paciência até lá e olha que sofro incompreênsão da minha esposa quanto mais dos de fora,aja paciência.
Obrigado Fernando por nos trazer o que está acontecendo nas reuniões que tratam da Escola Austríaca.
Enquanto nós brasileiros continuarmos a sermos obrigados a colocar nossas crianças no que o governo chama de escola, onde é “enfiado” goela abaixo que os latifundários são terríveis, os burgueses são capetas na Terra e a única instituição que pode salvar o povo pobre e miserável é o Estado, não vejo um futuro muito próspero pela frente.
Pois é como está no artigo, nós precisamos fazer a nossa parte e repassar o conhecimento para os nossos colegas próximos.
Quando estava no ensino fundamental li um livro chamado “A árvore que dava dinheiro”. Em resumo, o livro narra a história de uma cidade, onde nasceu uma árvore que dava dinheiro. A princípio pareceu muito bom. Porém, com o tempo, o número desse tipo de árvores começou a aumentar, pois todos queriam ter uma árvore que dava dinheiro. Com isso os preços começaram a subir loucamente e passou a ser necessário sacos de dinheiro para comprar qualquer coisa.
A história é bem infantil, porém acho que ela mostra bem o fato de que ter muito dinheiro de papel na economia não vai deixar todos mais ricos e melhores.
Ah, não lembro bem, mas acho que o livro faz também uma crítica as pessoas que queriam muito ganhar dinheiro e passa a ideia que dinheiro não traz felicidade, além de outras bobagens.
Absurdo.
E o professor do garoto estava corretíssimo: Sem o BNDES concedendo crédito a diversos setores estratégicos do mercado, ainda estaríamos morando no mato. Um banco estatal, que opera apenas através da vontade governamental, é muitas vezes superior a um banco privado, que busca apenas investir quando os investimentos disponíveis mostram-se racionais e solventes. Um banco privado também não assumiria riscos porque odeia o lucro, prefere prender o capital consigo durante crises. Se não fosse, por exemplo, pelo aumento da alavancagem da Caixa Econômica(Que está em 28 vezes, mais que o dobro do banco com a segunda maior alavancagem), o Brasil estaria em uma crise financeira agora mesmo.
Não entendo grande parte das críticas à brilhante ideia da invasão alienígena. Garanto para vocês que os recursos que seriam utilizados para criar os canhões de raio laser seriam apenas aqueles recursos que estão ociosos, não consumidos pelo mercado; sendo assim, não ocorreria aumento de preços de tais recursos escassos em questão. Sim, agora um austríaco dirá que eu estarei enviando péssimos sinais à economia, pois aqueles recursos excedentes estavam alocados incorretamente para começar. Mas eu pergunto: Quem liga? O importante é gerar empregos. Querem apenas sentar e esperar o reequilíbrio dos mercados?
Pasmo fico, data venia, por que é um escândalo tão grande aumentar o número de papel na economia?
O prof. Iorio em uma das suas aulas sobre a Crise dada no Youtube deixou isso bem claro, existe uma hierarquia entre a Moral no caso ele falou da Igreja que era a guardiã da moral do ocidente. A moral religiosa está acima das praticas economicas pois são em último nível guiadas por ela.
O que aconteceu foi que de tanto a Igreja e a sua verdade serem relativisadas (principalemtne a partir do Concílio Vaticano II) acabou que a verdade passou a ter que ser exercida por níveis que são hiearquicamente menores a ela.
Por isso, somente pelas práticas economicas será impossível reestabelecer a verdadeira prática economica e absoluta prevista pela EA. Impossível, é por isso que aberrações como a desse garoto que disse que sem o BNDES o Brasil não teria crescimento ouvimos outras tantas absurdidades como a do Lula que salvou o país, como a do socialismo que é a salvação para todos os nossos problemas.
Mas o homem é ainda impetuoso, por isso sou admirador do trabalho do Instuto Mises brasil, leio todos os seus artigos e gostaria de contribuir de outras formas por exemplo comprando livros e participando de cursos presenciais que fossem ministrados aqui no RJ.
Nos fazemos o melhor que podemos, sempre com a convicção de o que foi feito era o melhor a ter sido feito.
Att
Pior do que sentar e esperar o equilíbrio dos mercados é deitar e esperar que a ação dos governos vá resolver a questão do emprego, bem como qualquer outra. Até porque nos mercados livres quem se “sentar” vai se dar mal, pois o que move os mercados é ação (e não inação). Gostaria imensamente de saber como usar recursos escassos para peoduzir armas contra uma invasão alienígena iria resolver os pronlemas. E gostaria também de saber tim-tim por tim-tim o que o BNDES fez para beneficiar os cidadãos (e não pseudo empresários qie vivem em seus corredores para tomar recursos subsidiados).
Quanto à questão moral é fundamental que não deixe de ser discutida, nem aqui nem em qualquer outro site ou aula sobre economia, porque onde a moral é desdenhada, a exonomia ee a política apodrecem.
É engraçado fazer isso, eles sempre dão respostas do tipo “se você não entende o efeito multiplicador não vale nem a pena eu te explicar”.
Antes que me chamem de comunista, keynesiano ou algo assim, afirmo aqui que adoro este site e todos os artigos, e afirmo ainda que não sou Economista. Sou empresário autônomo e a favor da LIBERDADE!
Segue abaixo uma crítica construtiva, em forma de respostas, ao artigo em questão:
"Tenho certeza de que o sujeito não pode responder a esse tipo de pergunta. Ninguém pode responder a esse tipo de pergunta."
Tem certeza? Então segue abaixo as respostas de um semi-leigo em Economia:
“Explique para mim como aumentar o número de pedaços de papel pode fazer uma sociedade enriquecer.”
R: "Pedaços de papel" (papel moeda) já existem há séculos em todo o globo. São as políticas econômicas que ditarão seu bom uso e se uma sociedade poderá ou não enriquecer. Isso dependerá de ‘n’ fatores, tais como: produção de capital, capacitação de mão-de-obra, empregabilidade, controle da inflação, distribuição de renda, entre outros tantos fatores.
“Se isso é capaz de gerar mais riqueza, explique para mim como ainda existe pobreza no mundo.”
R: Somente o aumento da emissão de papel moeda não é capaz de gerar riqueza, como explicado na pergunta anterior. Portanto a pobreza é fruto de má administração política-econômica.
“Todos os bancos centrais do mundo não são capazes de imprimir a quantidade de papel que quiserem?”
R: Há regras, leis e regulamentações quanto à emissão de moeda por parte dos Bancos Centrais. Qualquer estudante de Economia sabe disso.
“Se eles fizerem isso, você acha que a sociedade e o mundo ficariam mais ricos?”
R: Não, eles não fazem isso conforme respondido na pergunta anterior. Portanto eu não posso achar nada para o que você pergunta.
Bom… Acho que devem elaborar perguntas mais “fortes” e melhor elaboradas, não acham.
Esclarecendo a questão da moral que eu me referi. Disse aquilo em relação a liberação de tudo, legalizar drogas, casamento homossexual, prostituição e outras coisas. Isso gera uma reação contrária na maioria dos conservadores, que concordam com praticamente tudo que é assunto econômico da escola austríaca, daí criando uma divisão dentro do já pequeno grupo pró-mercado.
A moral para mim é fundamental, sou cristão e conservador e exatamente por isso que digo que liberar drogas, mesmo do ponto de vista de apenas tirar o governo da jogada é no mínimo polêmico, pois para muitas pessoas drogas não são um simples item econômico, assim como outros casos similares.
Frequentemente vejo essa idéia de literatura libertária ser ventilada, junto a da criação de vídeos humorísticos. Seria excelente, sem sombra de dúvidas. Mas creio que para a EA e outras iniciativas bombarem de vez no Brasil, só passando na Globo.
Sou outro que gostaria de ver uma lista básica de perguntas. E alguns exemplos de desconstrução das falácias estatistas pelo método socrático.
Para variar, vocês facistinhas estão com birra pra cima do governo, afinal vocês não estão mais nele. Pois engulam a realidade goela abaixo: Nós podemos emitir moeda o quanto quisermos, afinal nós não devemos para nós mesmos. Vamos continuar emitindo moeda para acabar com a pobreza do brasil. Esta é a única maneira de conseguir este objetivo, pois os empresários só querem saber de embolsar os lucros às custas do trabalho suado dos pobres trabalhadores brasileiros. Nós sim estamos criando riqueza para esse nosso país maravilhoso!
Piada sem graça desse típico esquerdopata.Ora nos anos 80 e meados dos 90 sofremos com a politica monetária esquizofrênica do governo brasileiro e ai,bastaria voltar naquele tempo para sermos ricos e felizes,vocês jovens não fazem idéia do quanto éramos felizes naquele tempo,”Tempo bom não volta mais”.Engula essa seu mané.
Um dos pilares do desenvolvimento econômico é o cambio fixo desvalorizado. Mas vcs austriacos acham isso coisa do capeta. O fato é que o Brasil não pode abrir mão disso.
Se botar o Mantega pra assistir uma palestra dessas, ele sai em cinco minutos, de ambulância, com uma concussão cerebral.
Oziel,
Sugerir, você pode. Você é livre para externar as suas ideias. Podes ter certeza que boa parte (se não todos) os representantes do Instituto são anarco-capitalistas, e, por causa disso mesmo, eles não cerceiam a tua liberdade de expressão por aqui.
O que não dá é justamente fazer o contrário da filosofia. Quando um liberal fica contra a criminalização das drogas (ou seja, contra o discurso conservador), o faz por uma questão de princípios. Se ele, mesmo no primeiro momento, ficasse a favor, mesmo que para fazer força contra um objetivo comum (questionável isso, não?!), estaria indo contra o princípio basilar de atuação, e abrindo as portas, de novo, para a aceitação da coerção, necessariamente via estado.
O que o conservador erra, ao meu ver, é impor o seu princípio moral. Também sou contra as drogas, por princípio moral, pois seu uso degrada o ser (minha visão), mas não posso ser contra o usuário ou mesmo o vendedor, e a única forma de fazer valer essa minha visão de sociedade sobre todos seria pelo uso do estado, justamente aquilo que se busca destruir.
Aplicando, então, a sugestão do artigo, questiono: como podemos diminuir o estado, dando cada vez mais poder a ele de dizer o que é certo e o que é errado em nossa vida privada?
Abraços
Lembrei-me de um professor que tive no 1° semestre de Economia Política… Um típico keynesiano que não conhecia Mises, louvava Keynes, defendia intervenções estatais e elogiava o BNDES. Na mosca!
Uma aula de Olavo de Carvalho de como se desmascara as falácias de um keynesiano, mesmo que tenha Ph.D. em “economia”:
Neste artigo, Olavo diz porque Keynes fez do capitalismo o regime mais confortável para a Esquerda:
http://www.olavodecarvalho.org/semana/palmas.htm
Aqui, Luca Borroni-Biancastelli, Ph.D. em ciência keynesiania, faz uma crítica “irrefutável” (digna de quem se apoia apenas em títulos acadêmicos) a um “ignorante” em economia como Olavo e a todos aqueles que não rezam na cartilha deles:
epoca.globo.com/edic/20001023/minhavez.htm
Na tréplica, o Ph.D. Luca Borroni-Biancastelli é posto em seu devido lugar com a ótima argumentação (como sempre) de Olavo:
http://www.olavodecarvalho.org/textos/borronicas.htm
Prezado “Anônimo”,
Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. O que postei de Olavo criticando um arrogante keynesiano é perfeitamente válido como aula, não obstante o fato de ele ter certas discordâncias com os austríacos, da mesma forma que este site não ignora o pensamento de Hayek (que teve um embate histórico contra Keynes nos anos 30), apesar de ele ter alguns desvios socialistas.
É preciso separar as coisas. Do contrário vira mera antipatia pessoal ou argumento ad hominem.
Palavras de Lorio:
“A pobreza é fruto da não-observância de alguns dos itens que citei acima. Se um país quiser criar riqueza, ele tem de obedecer a todos estes requisitos. Se, por outro lado, o país quiser continuar pobre, basta ele desrespeitar apenas alguns destes requisitos. Ser pobre é fácil. Enriquecer é que dá trabalho.”
Dentro de um Sistema individualista e conpetitivo voce tem toda a razão, mas tambem tenho perguntas faceis para voce…
1. Dentro de um sistema de livre-Mercado, a pobreza diminuiria? ou sisplesmente a riqueza iria para as mãos dos poupadores e emprendedores, que na visão Austriaca, são os merecedores? Estou me referindo a estrutura social economica de nossa sociedade hoje…1%Rico/99%Pobre
2. Não seria um problema se apenas um ou alguns paises adotassem o livre-mercado?pois com certeza teria um desequilibrio com os outros, no caso da divisão do trabalho.
3. Me explique como colocando o lucro em primeiro lugar seria bom para criação de riqueza?
Espero que postem o meu comentário desta vez…
abs.
Algum membro veterano do IMB disponível hoje em Porto Alegre?
Esse evento: is.gd/uxJ99n seria uma excelente oportunidade para um debate nos moldes proposto nesse artigo. E eu adoraria assistir de camarote. 🙂