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Por que os intelectuais odeiam o capitalismo?

N.
do T.: o artigo a seguir foi adaptado de um discurso improvisado
feito pelo autor, daí o seu tom mais coloquial.

 

Por
que os intelectuais sistematicamente odeiam o capitalismo? Foi essa pergunta que Bertrand de Jouvenel
(1903-1987) fez a si próprio em seu artigo Os
intelectuais europeus e o capitalismo
.

Esta postura, na realidade, sempre foi uma
constante ao longo da história. Desde a Grécia antiga, os
intelectuais mais distintos — começando por Sócrates, passando por Platão e
incluindo o próprio Aristóteles — viam com receio e desconfiança tudo o que
envolvia atividades mercantis, empresariais, artesanais ou comerciais.

E, atualmente, não tenham nenhuma dúvida:
desde atores e atrizes de cinema e televisão extremamente bem remunerados até
intelectuais e escritores de renome mundial, que colocam seu labor criativo em
obras literárias — todos são completamente contrários à economia de mercado e ao
capitalismo. Eles são contra o processo
espontâneo e de interações voluntárias que ocorre de mercado. Eles querem controlar o resultado destas
interações. Eles são socialistas. Eles são de esquerda. Por que é assim?

Vocês, futuros empreendedores, têm de
entender isso e já irem se acostumando. Amanhã, quando estiverem no mercado,
gerenciando suas próprias empresas, vocês sentirão uma incompreensão diária e
contínua, um genuíno desprezo dirigido a vocês por toda a chamada intelligentsia,
a elite intelectual, aquele grupo de intelectuais que formam uma vanguarda. Todos estarão contra vocês.

“Por que razão eles agem assim?”, perguntou-se
Bertrand de Jouvenel, que em seguida pôs-se a escrever um artigo explicando as
razões pelas quais os intelectuais — no geral e salvo poucas e honrosas
exceções — são sempre contrários ao processo de cooperação social que ocorre
no mercado.

Eis as três razões básicas fornecidas por de
Jouvenel.

Primeira, o desconhecimento. Mais especificamente, o desconhecimento
teórico de como funcionam os processos de mercado. 

Como bem explicou Hayek, a ordem
social empreendedorial é a mais complexa que existe no universo. Qualquer pessoa que queira entender
minimamente como funciona o processo de mercado deve se dedicar a várias horas
de leituras diárias, e mesmo assim, do ponto de vista analítico,
conseguirá entender apenas uma ínfima parte das leis que realmente governam os
processos de interação espontânea que ocorrem no mercado.  

Este trabalho deliberado de análise para se
compreender como funciona o processo espontâneo de mercado — o qual só a
teoria econômica pode proporcionar — desgraçadamente está completamente
ausente da rotina da maior parte dos intelectuais.

Intelectuais normalmente são egocêntricos e
tendem a se dar muita importância; eles genuinamente creem que são estudiosos
profundos dos assuntos sociais. Porém, a
maioria é profundamente ignorante em relação a tudo o que diz respeito à
ciência econômica.

A segunda razão, a soberba. Mais
especificamente, a soberba do falso racionalista. 

O intelectual genuinamente acredita que é
mais culto e que sabe muito mais do que o resto de seus concidadãos, seja
porque fez vários cursos universitários ou porque se vê como uma pessoa
refinada que leu muitos livros ou porque participa de muitas conferências ou
porque já recebeu alguns prêmios. Em
suma, ele se crê uma pessoa mais inteligente e muito mais preparada do que o
restante da humanidade. Por agirem assim,
tendem a cair no pecado fatal da arrogância ou da soberba com muita facilidade.

Chegam, inclusive, ao ponto de pensar que
sabem mais do que nós mesmos sobre o que devemos fazer e como devemos
agir. Creem genuinamente que estão
legitimados a decidir o que temos de fazer. Riem dos cidadãos de ideias mais simplórias e mais práticas. É uma ofensa à sua fina sensibilidade
assistir à televisão. Abominam anúncios
comerciais. De alguma forma se
escandalizam com a falta de cultura (na concepção deles) de toda a
população. E, de seus pedestais, se
colocam a pontificar e a criticar tudo o que fazemos porque se creem moral e
intelectualmente acima de tudo e todos. 

E, no entanto, como dito, eles sabem muito
pouco sobre o mundo real. E isso é um
perigo. Por trás de cada intelectual há
um ditador em
potencial. Qualquer
descuido da sociedade e tais pessoas cairão na tentação de se arrogarem a si
próprias plenos poderes políticos para impor a toda a população seus peculiares
pontos de vista, os quais eles, os intelectuais, consideram ser os melhores, os
mais refinados e os mais cultos.

É justamente por causa desta ignorância, desta
arrogância fatal de pensar que sabem mais do que nós todos, que são mais cultos
e refinados, que não devemos estranhar o fato de que, por trás de cada grande ditador
da história, por trás de cada Hitler e Stalin, sempre houve um corte de
intelectuais aduladores que se apressaram e se esforçaram para lhes conferir
base e legitimidade do ponto de vista ideológico, cultural e filosófico.

E a terceira e extremamente importante
razão, o ressentimento e a inveja. O intelectual é geralmente uma pessoa profundamente ressentida. O intelectual se encontra em uma situação de
mercado muito incômoda: na maior parte das circunstâncias, ele percebe que o
valor de mercado que ele gera ao processo produtivo da economia é bastante
pequeno. 

Apenas pense nisso: você
estudou durante vários anos, passou vários maus bocados, teve de fazer o grande
sacrifício de emigrar para Paris, passou boa parte da sua vida pintando quadros
aos quais poucas pessoas dão valor e ainda menos pessoas se dispõem a
comprá-los. Você se torna um
ressentido. Há algo de muito podre na
sociedade capitalista quando as pessoas não valorizam como deve os seus
esforços, os seus belos quadros, os seus profundos poemas, os seus refinados
artigos e seus geniais romances. 

Mesmo aqueles intelectuais que conseguem
obter sucesso e prestígio no mercado capitalista nunca estão satisfeitos com o
que lhes pagam. O raciocínio é sempre o
mesmo: “Levando em conta tudo o que faço como intelectual, sobretudo levando em
conta toda a miséria moral que me rodeia, meu trabalho e meu esforço não são
devidamente reconhecidos e remunerados. Não posso aceitar, como intelectual de prestígio que sou, que um
ignorante, um parvo, um inculto empresário ganhe 10 ou 100 vezes mais do que eu
simplesmente por estar vendendo qualquer coisa absurda, como carne bovina,
sapatos ou barbeadores em um mercado voltado para satisfazer os desejos
artificiais das massas incultas.”

“Essa é uma sociedade injusta”, prossegue o
intelectual. “A nós intelectuais não é
pago o que valemos, ao passo que qualquer ignóbil que se dedica a produzir algo
demandado pelas massas incultas ganha 100 ou 200 vezes mais do que eu”. Ressentimento e inveja.

Segundo Bertrand de Jouvenel,

O mundo dos negócios
é, para o intelectual, um mundo de valores falsos, de motivações vis, de
recompensas injustas e mal direcionadas . . . para ele, o prejuízo é resultado
natural da dedicação a algo superior, algo que deve ser feito, ao passo que o
lucro representa apenas uma submissão às opiniões das massas.

[…]

Enquanto o homem
de negócios tem de dizer que “O cliente sempre tem razão”, nenhum intelectual
aceita este modo de pensar.

E prossegue de Jouvenel:

Dentre todos os
bens que são vendidos em busca do lucro, quantos podemos definir resolutamente
como sendo prejudiciais?  Por acaso não
são muito mais numerosas as ideias prejudiciais que nós, intelectuais,
defendemos e avançamos?

Conclusão

Somos humanos, meus caros. Se ao ressentimento e à inveja acrescentamos
a soberba e a ignorância, não há por que estranhar que a corte de homens e
mulheres do cinema, da televisão, da literatura e das universidades —
considerando as possíveis exceções — sempre atue de maneira cega, obtusa e
tendenciosa em relação ao processo empreendedorial de mercado, que seja
profundamente anticapitalista e sempre se apresente como porta-voz do
socialismo, do controle do modo de vida da população e da redistribuição de renda.

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363 comentários em “Por que os intelectuais odeiam o capitalismo?”

  1. Muito parecida a explicação dele com a do Mises. Mas é real, então não há muito o que acrescentar.

    O principal:

    “Intelectuais normalmente são egocêntricos e tendem a se dar muito importância; eles genuinamente creem que são estudiosos profundos dos assuntos sociais. Porém, a maioria é profundamente ignorante em relação a tudo o que diz respeito à ciência econômica”.

  2. Além dos artistas e intelecutias, aqui no Brasil ainda temos a figura dos religiosos, especialmente os padres, que fomentam o pensamento anticapitalista como um contraponto às suas ações e discursos de caridade e bondade para com os menos necessitados.

    Se os intelectuais se consideram acima das massas por acharem que têm um intelecto acima da média, os padres usam do mesmo artifício, só que eles substituem o argumento do intelecto por Deus.

  3. Esses vários artigos do Huerta de Soto que vem sido publicados nos últimos tempos aqui seriam, por acaso, um prenúncio de uma vinda dele à 4ª Conferência de Escola Austríaca? =P

    O livro “Capitalism and the Historians”, que contém esse artigo do Jouvenel, é excelente precisa urgentemente ser traduzido ao português.

  4. Adalberto , creio que você está se referendo aos teólogos da libertação.

    O seu erro Adalberto foi ter seguido a tendência de acreditar que os teólogos da libertação é “a voz da Igreja Católica no Brasil” (CNBB).

    A mídia esquerdista brasileira (esmagadoramente esquerdista) conseguiu durante décadas colocar os teólogos da libertação como porta vozes da Igreja Católica no Brasil. Enquanto sacerdotes tradicionais foram colocados para escanteio, figuras bizarras esquerdistas como Helder Câmara, Leonardo Boff, Frei Betto, Erwin Kräutler, José Comblin,Pedro Casaldáliga, Paulo Evaristo Arns,… e outros, pois a lista é enorme, foram e são enaltecidos pela mídia esquerdistas brasileira.

  5. O tom ficou coloquial, mas o artigo é impecável. De Soto conseguiu, em poucas palavras, definir muitíssimo bem os motivos de os intelectuais odiarem o livre mercado. E se o De Soto vier na próxima Conferência de Escola Austríaca, vai ficar lotado de gente. Terei que fazer a inscrição logo no começo pra garantir a vaga, senão corro o risco de perder.

  6. Os cidadãos intelectuais são sim ressentidos, porém a sociedade também peca, uma vez que, adaptando-se ao materialismo vigente, não valoriza de maneira adequada essas pessoas. De ignorantes estamos cheios. Viva a meritocracia!

  7. Todas as pessoas de esquerda que conheci eram completamente ignorantes aos mais básicos e fundamentos da economia. Certa vez, tentei explicar o conceito de oferta e demanda e sempre termina assim: “eu acho que sei, mas não sei, mas tenho legitimidade de invalidar.”

    Outra vez, tentei levar uma engraçadinha que tinha lido Riqueza das Nações e O Capital (muita gente acredita que toda teoria economica se encerra nesses dois livros) a explicar detalhadamente o colapso da U.R.S.S. Não sabia e ainda se saiu com a máxima (a U.R.S.S alimentou todo seu povo, teve saude de ponta e só ruiu devido ao imperialismo americano).

    Não perca seu precioso tempo discutindo com completos ignorantes. Não vale a pena, eles são acomodados e se sentem mais confortáveis com teorias absurdas prontas. Eles são extremamente preguiçosos para ler e raciocinar qualquer coisa que confronte suas idéias e visões de mundo

  8. Leandro,

    Peço desculpas pelo off topic, mas é possível que você elabore ainda antes da virada do ano, um artigo sobre a atual situação econômica do Brasil, EUA e Europa, e perspectivas destas economias para o ano seguinte?

    Amplexos.

  9. “Todas as pessoas de esquerda que conheci eram completamente ignorantes aos mais básicos e fundamentos da economia.”

    Eu acho que uma das causas dos pensamentos de “esquerda” é justamente a ignorância sobre o funcionamento do mercado. Essas pessoas não sabem o básico de economia, mesmo os que são formados em economia parecem que não vivem no mundo real.
    Outro dia estava conversando com um amigo meu, que é formado em economia, ele me disse que o governo deveria aumentar os impostos sobre as empresas e reduzir os impostos sobre consumo. Não preciso nem dizer que ele defende o intervensionismo estatal.
    Eu tentei explicar a ele que empresa não paga impostos, na verdade isso é contabilidade. Quem realmente paga é o consumidor, se o imposto for sobre o produto, o trabalhador, se for encargo social, ou o acionista, se for imposto sobre lucro. Os impostos sempre vão recair sobre pessoas físicas.
    Ele não conseguiu acompanhar o raciocínio e disse que eu estava lendo as “pessoas erradas”.
    Me recomendou ler Marx, Keynes e outros que não me lembro para aprender como a economia funciona.
    A esquerda vive de emoção, quando não tem argumentos apelam para o sentimento.

  10. Ótimo artigo. Acrescentaria, tendo em vista a atual conjuntura brasileira, mais um fator: interesse pessoal. Ora, os pretensos intelectuais e artistas que apoiam as doutrinas socialistas tem muito a ganhar, tanto em termos políticos como financeiros. Basta citar como exemplo Fernando Haddad, que é professor de Ciência Política da USP e, dentre os seus livros publicados possui um chamado “Em defesa do socialismo”. Este indivíduo, por coadunar com as políticas petistas, foi indicado, dentro outros vários cargos, para ministro da educação e, posteriormente, sem nunca ter se candidatado a nenhum cargo eletivo anterior se elege prefeito de São Paulo. Vários exemplos também podem ser colhidos da equipe econômica de Dilma, todos keynesianos e socialistas da faculdade de economia da UNICAMP. No campo artísticos, segundo algumas denúncias da mídia, cantores como Maria Bethânia, Caetano Veloso e Gilberto Gil, este último ex-ministro da cultura no governo Lula, receberam verbas vultosas do erário para a realização de shows e projetos culturais. Ser intelectual e socialista é muito lucrativo no Brasil.

    Outro adendo, neste sentido, seria ao primeiro primeiro fator, desconhecimento. Muitos deles sabem, sim, que o socialismo é uma doutrina inviável e totalmente falsa, porém continuam a defende-lo por mero interesse próprio, de maneira que tentam, a todo o custo, esconder o pensamento dos seus mais bem embasados críticos ou deturpar totalmente o mesmo. Já quanto ao terceiro, ressentimento e inveja, cabe ressaltar que o intelectual transfere ao capitalismo todos os males do mundo, inclusive o fato de ser menos valorizado do que os grandes empresários, de maneira a acreditar que, se as pessoas não sabem o que é bom, deve forçá-las a ir na direção do que ele acredita que o é.

  11. Que absurdo!

    O que é que um economista sabe sobre o ser humano? Eu conversei com dezenas de importantes artistas, educadores e autores; participei de inúmeros programas de rádio e sou colega de diversos deputados e senadores. Logo, eu conheço o povo. Para um economista, o pobre é capital para fazer mais-valia.

    Nós não somos assim. Nós obtemos cargos no governo para que possamos criar uma sociedade mais justa, sem a exploração dos capitalistas. Porque apenas o estado é capaz de criar igualdade e riqueza justa, enquanto o mercado favorece uns em detrimento de outros!

    Nós acreditamos no ser humano manipulado pela mídia burguesa. Acreditamos que ele é capaz de mais que escutar um sertanejo da moda ou colocar silicone porque as mulheres da burguesia o fazem! Vocês apoiam a busca desenfreada pelo lucro, não apoiam o ser humano; e isso é uma brutalidade, como dizia um outro grande intelectual, meu professor Antônio Cândido.

    Vocês realmente acreditam que a humanidade precisa ficar assim? Um bando de gente manipulada, sem educação, que gosta e apoia as mais ridículas representações “artísticas”? Que “competição” é essa que vocês defendem se um produto de péssima qualidade consegue conquistar um povo burro e imbecilizado não por ser bom mas por ser anunciado ad absurdum?

    E outra: A rejeição do senhor Huerta de Soto por impostos exemplifica perfeitamente que sociedade ele deseja. Uma sociedade dos ricos, claramente. Diferentemente do que é defendido, o rico é contra os impostos porque não recebe os serviços sociais feitos por eles enquanto o pobre, sim. Ou seja, a taxação é boa para o pobre porque é através dela que nós fazemos justiça social, enquanto o burguês é contra porque afeta seu lucro.

    Fico pasmo com tamanha capacidade de acreditar que outras pessoas são realmente as melhores para decidir o que fazer com suas vidas, mesmo quando manipuladas pela burguesia… Intelectuais sempre foram a única proteção do povo ignorante contra o mercado.

  12. Patrick de Lima Lopes Rocha

    O que é chocante é a absurda importância que tal pensamento anti-mercado ganha através do sistema escolar.

    Basta abrir qualquer livro utilizado no ensino médio para encontrar o melhor da retórica esquerdista. Em universidades, nem se fala.

    Sinceramente, sempre que vejo alguém dizendo que educação é a solução para todos os problemas do Brasil, apenas consigo pensar que a melhor refutação para tal enunciado é uma conversa de 10 minutos com o típico universitário brasileiro sobre como o mundo funciona.

  13. Concordo com os pontos abordados. Mas em um nível de interações sociais me parece grave o marxismo cultural. Socialistas foram muito bem sucedidos na infiltração e sequestro de campos relevantes da sociedade, como as universidades e a mídia. Sendo assim, há a tendência a seguir idéias socialistas simplesmente por causa da melhor difusão e concomitante demonização das idéias contrárias. Vem a tona aqui outros dois fatores: medo e vaidade.

    Medo de questionar as idéias hegemonicas, mesmo quando estas se mostram desastrosas. Há o risco de ser preterido, perseguido ou agredido caso admitam publicamente idéias diferentes das dominantes. Um caso famoso é o do O Indivíduo e a PUC. Nem todos teriam coragem para enfrentar a raiva dos esquerdistas como eles tiveram. É muito mais fácil ficar quieto.

    A vaidade é outro ponto fundamental. Ser considerado como “intelectual progressista”, reconhecido “beautiful people”, é uma grande tentação.

  14. Uma sugestão o site: caso seja possível, seria interessante que as “versões para impressão” que saem clicando no botão logo abaixo do título viessem sem a figura que acompanha o artigo…. Afinal, embora a maior parte dessas ilustrações sejam realmente muito boas, outras (como a deste artigo, ou de outros por aí com Dilma, Krugman etc.) são apenas a foto de pessoas mais feias do que eu… haha ;P

  15. Se querem destruir um esquerdista, joguem esse artigo na cara dele. Ou chame pra um debate 1×1…

    Foi mais ou menos assim que eu fui curado… mas ninguém teve a “honra” de fazer por isso por mim. Mas no longo prazo nossos inimigos são outros.

    Quem aqui nunca foi esquerdista ? Eu nunca conheci um liberal/libertário(pelo menos na internet) que não tenha sido pelo menos um social democrata de meia tigela… sei do Rodrigo Constantino, mas perto de muita gente aqui ele não passa de um comunista na linha do Milton Friedman.

  16. Quem tiver estômago para assistir cinco minutos desse lixo vai ficar enojado. Vai lá dos 38 aos 43 minutos

    Esse cara é professor emérito da UFRJ, tem a imoralidade de defender o roubo e dizer que “a queda da URSS foi um desastre para o país”. Típico pseudo-intelectual brasileiro.

    http://www.youtube.com/watch?v=Fe4W1D0Qk8g

    Nem é bom postar isto aqui, mas é que os comentários do vídeo enaltecendo essa falácia são nojentos.

  17. Com as exceções de praxe, nossa massa de centenas de milhões de iletrados compõe :

    BRASIL = PAÍS DA INVEJA E DO RESSENTIMENTO

    BRASIL = PSEUDO-INTELECTUAIS SÃO RESPEITADOS, VIDE CAETANO OPINANDO SOBRE TUDO

    BRASIL = PAIS DO SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO E DA CARTEIRADA

    BRASIL = PAIS DE PHD EM ECONOMIA QUE CAGA-REGRA MAS LEVA BANCO E EMPRESA A FALENCIA, QUE DIRÁ O PAÍS INTEIRO EM BREVE 🙁

    BRASIL = UM PAÍS DE TODOS….OS QUE NÃO PENSAM, SÓ INVEJAM E QUEREM UMA BOQUINHA

    SAD BUT TRUE

    NÓS QUE PENSAMOS SOMOS UMA MINORIA ESMAGADORA (ISSO, MINORIA ), NUNCA, MAS NUNCA SE ESQUEÇAM DISSO, SENÃO SERÃO ESMAGADOS PELA MASSA IGNÓBIL.

  18. Rodrigo Polo Pires

    Pois è…, O socialismo possui uma filosofia. O capitalismo tambèm, então sempre haverà debate. Considerando idèias como mercadoria, os intelectuais podem vende-las à quem pagar mais! Considerando as coisas desse ponto de vista, o mundo està coalhado de intelectuais de esquerda bem sucedidos e sob esse ponto de vista temos tambèm que considerar que muitos, mas muitos mesmo, economistas são socialistas. E por que? Ressentimento e inveja? E então vem a pergunta, o mercado não valoriza intelectuais? Estamos reclamando do que então? Do ponto de vista pràtico de que adianta sabermos por que eles são socialistas? Jà sabemos, dinheiro! Vejam sò que coisa, no mercado livre hà a possibilidade de surgirem pessoas màs!!! Então pensem antes de esculhambar a doutrina cristã, pensem antes de falarem que Jesus foi um charlatão, pois vejam vocês, è inegavel, Ele poderia ter enriquecido e não o fez… “Nem sò de pão vive o homem”.

    Quero apenas fazer uma observação quanto à meritocracia. Segundo a doutrina Cristã, e isso è um horror aos ateus, ninguèm merece nada, aquilo que se obtem, vem de graça, a inteligência, os dons, o talento. Um cristão não pensa nòs merecemos, e sim, não mereciamos e mesmo assim obtivemos. A humildade è infinitamente superior e muito mais forte que o orgulho.

  19. Nunca fui socialista nem fascista porque aprendi desde pequeno a não tirar os brinquedos dos amiguinhos e nem deixar que pegassem os meus sem consentimento. Aprendi também que não devia bater neles, salvo para me defender, se fosse atacado.
    Esta são as lições essenciais que preparam nosso caráter e refinam o entendimento do mundo. Intelectual ou não.
    Eu divido este pessoal em deficientes cognitivos ou deficientes de caráter.
    O sujeito pode combinar ignorância e mau caráter. É um bandido tosco, normalmente acabará preso.
    O sujeito pode combinar inteligência e mau caráter. É um bandido articulado, acabará na política. Eventualmente preso.
    O sujeito pode combinar ignorância e bom caráter. É um inocente útil.
    O sujeito pode combinar inteligência e bom caráter. Jamais será um socialista ou um fascista. O legítimo empreendedor produtivo.

  20. Fui de esquerda até conhecer de perto o movimento estudantil, e perceber que eles viviam em uma realidade paralela.

    Mas embora alguns deles se encaixem nesse ressentimento e pretensão, há casos em que há muito mais que isso, acho mais que natural quem vem de círculos sociais mais humildes e possuem conhecimento e discernimento serem de esquerda, por conhecer a realidade de pessoas que ralam muito morrendo na fila do SUS… na periferia a banda toca diferente e é claro que há alguma coisa de errado. Não deixa de ser algum tipo de ressentimento, mas não é egoísta, é o melhor que se pode ver olhando de baixo.

    Hoje eu definitivamente não sou de esquerda, mas não acho que a esquerda seja simples assim.

  21. Eu conheço os dois lados, quase terminei filosofia (não quis ser professor xD) e trabalho de eletrotécnica, e tenho a dizer que faltou um outro componente psicológico.

    Uma parte deveras espinhosa nas relações humanas é a relação com os pais e o que acontece com esses intelectuais em minha opinião é que eles tiveram uma infância numa posição de vítima, os pais tinham poder e eles não. Mais tarde eles crescem com raiva dos poderes dos pais, e continuam colocando a fonte de poder deles pro lado de fora, apesar de serem adultos e responsáveis por suas respectivas bundas, e deposita em quem realmente tem grande poder, se revoltam contra empresários, contra o capitalismo e contra o sistema, mas mal sabem eles que isso é besteira da infância deles.

    E outro ponto é uma cegueira intelectual descarada que boa parte deles têm, a gente rebate cada ponto da argumentação deles, aniquila tudo, explica tudinho, para depois de 2 segundos eles repetirem o que estavam falando…

    E por fim, eu mesmo já passei por isso, quando a gente estuda a gente vê as coisas de forma grandiosa, vê o povo, imagina um milhão de coisas sobre o povo, pensa lá longe, imagina, pensa num mundo melhor, e quando volta pra realidade acha que o problema é a realidade e não a imaginação sem limite deles. haha!

  22. Socialistas são como a mente de uma criança de 4 anos quando pergunta a mãe, como são feitas as crianças, não adianta responder,a mente não está pronta para entender. Ignore um socialista, será melhor para vc.

  23. Essa associação de intelectual com esquerdista é problemática. Há intelectuais que não são desta corrente. Além disto, parece que somos, por conseqüência, anti-intelectualismo.

  24. O texto é muito bom. Só cuidado pra não transformar os 3 filósofos gregos (Platão, Sócrates e Aristóteles) em comunistas, como fazem os livros escolares (segundo alguns, até Cristo era comunista). Lembrando que naquela fase histórica se respirava corrupção em Atenas.

  25. Me parece que um pouco acima nos comentários houveram algumas confusões no que diz respeito aos ensinamentos da Igreja Católica quanto ao comunismo.

    Primeira coisa, a Igreja não está interessada em estabelecer critérios político-econômicos de eficiência, mas sim em resguardar a revelação e os princípios cristãos através de seus ensinamentos. Sendo assim, toda doutrina que se mostrar contrária aos princípios cristãos há de ser considerada como tal… a Igreja deve orientar os fiéis a não prestar assentimento a tais doutrinas, da mesma forma que deve advertir e, se necessário em casos extremos, expulsar sacerdotes que as preguem.

    Bem, para os que não sabem o comunismo já foi considerado doutrina indigna da fé católica há muito tempo em várias encíclicas papais.. basta procurar no google, vocês encontrarão as referências.. Ocorre que atualmente as crenças comunistas se transmutaram em diversas outras variantes, se misturam à influências gnósticas, à influências protestantes, dentre outras, desviando-se da doutrina ortodoxa da igreja. O que não faltam – nunca faltaram – são heresias, temos milhares delas, de diversas matizes.

    Tudo isso é censurável, é verdade, mas a Igreja deve ser cuidadosa sempre.. não deve se empenhar em calar todas as vozes dissonantes, porque de um aparente desvio pode surgir um insight positivo, pode surgir uma perspectiva nova, uma abordagem válida e interessante… por outro lado, é verdade que aquelas teorias ou posições que afrontem a fé católica e à ortodoxia do magistério devem ser rechaçadas sem dó. A dificuldade é estabelecer qual o limite do aceitável, se trata de uma questão política também.. é bastante difícil, os senhores imaginem, para o Vaticano se posicionar acerca desse tema frente aos sacerdotes dos diversos países.

  26. Hernandez Vedovatto

    Eu admito que Comunismo seja uma péssima ideia pra economia, mas o que dizer do capitalismo? Eu concordo que a intervenção governamental na economia produz bolhas e causa favorecimentos desleais a livre concorrencia, mas como acreditar que o mercado pode resolver todos os problemas?

    – Como explicar a concentração de mercado que ocorre mundo afora? Concentração que impossibilita o surgimento de novas empresas. Ex: Walmart nos EUA. Como acreditar que o mercado será piedoso com novas e pequenas empresas

    Temos intelectuais, artistas, etc., que levantam as mais diversas bandeiras. Nem só de esquerda, nem de direita. O que dizer da Fernanda Montenegro encabeiçando o protesto da lei dos royalts do petróleo? Será que ela sabe realmente o que está fazendo?? Será que ela não está agindo em causa própria?

  27. Rafael José Caruccio

    Engraçado: existe um tremendo erro neste artigo.
    “Por que os intelectuais odeiam o capitalismo?”

    Não seria mais correto “Por que “”alguns”” intelectuais odeiam o capitalismo?”

    Caso contrário não existiriam Mises, Friedman etc.

  28. Olá a todos,

    Acabei de entrar nesse site e li todo o artigo e a maior parte dos comentários. Não precisam me chamar de paraquedista, pois não tenho a mínima intenção de iniciar uma discussão ideológica com vocês. Também não quero discutir se o comunismo ou o capitalismo é o melhor. Só vim até aqui para pedir uma melhor reflexão de todos (inclusive daqueles que se dizem comunistas).
    Não sou nem comunista nem capitalista, porque percebo falhas nas duas visões. Uma é utópica e deturpada (comunismo) a outra é exploradora (capitalismo). O primeiro caso é fácil de explicar quando se rememora todos os defeitos e todas as loucuras que os socialistas fizeram no passado. Já o segundo, fica evidente na própria organização social do mundo.
    Gostaria de fazer um apelo. Por que não analisamos melhor aquilo que dizemos? Vejo muito radicalismo em certos comentários por aqui. Certo preconceito para com o comunismo, para com os intelectuais e por aí vai. Do outro lado, vejo alguns comunistas usando a retórica e o contra-ataque para se defender… Onde acham que vamos parar com isso?! Vamos ficar eternamente nessa discussão que não vai levar a lugar nenhum? Desculpem-me, mas porque não esfriamos as cabeças e tentamos achar um denominador comum?
    Sabemos que o mundo comunista seria chato, tedioso e injusto, mas também não podemos negar que a sociedade capitalista também é chata, tediosa e injusta! Mesmo que muitos de vocês não concordem com isso, não dá para negar que o simples fato de existirem pessoas sofrendo e passando fome no mundo é gritante.
    Puxa, somos seres humanos! Não existe sistema perfeito, pois nossa própria natureza é falha, mas somos capazes de aprender uns com os outros, de amar, sorrir… Por que não analisamos nossos próprios erros antes de simplesmente criticar?
    Sei que não sou perfeito, aliás, nem sequer faço parte dessa elite de intelectuais. Não nasci em berço de outro e não tenho tanto conhecimento como vocês, mas gosto de pensar que os seres humanos podem ser melhores do que são. Então por que não tentamos nos unir e buscar uma reposta juntos? E muitos aqui ainda começaram a discutir religião…
    Bom, com relação ao artigo, não discordo das posições colocadas sobre certos “intelectuais”, pois sei que muitos, realmente são movidos pela ganância. Por outro lado, o livre mercado também é movido por certa ganância. Ora, os seres humanos são voláteis por natureza. Não sejamos hipócritas, todos somos egocêntricos. Acusar os intelectuais disso, pelo simples fato de criticar, é um exercício de falsa lógica…
    Não vim aqui para criticar o capitalismo, nem para exaltar o comunismo. Acho justa a existência do livre mercado, mas considero injusto o quadro social de nossa civilização. Por isso, não precisam se preocupar, não quero parecer melhor ou saber mais do que ninguém, já que talvez eu seja o menos culto que falou por aqui.
    Se tomei muito do tempo de vocês, peço desculpas e agradeço pela paciência daqueles que leram minhas palavras. Obrigado pelo espaço e até mais.

  29. Sei que é off, mas alguém sabe dizer onde, em qual obra, Marx defende explicitamente sua crença de que o triunfo do socialismo é inevitável, como se isso obedecesse a uma espécie de lei histórica?
    Agradeço a quem puder ajudar.

  30. A quem interessar possa: a Universidade de Occidente, da Guatemala, oferece um programa de doutorado em Economia Austriaca. Eu estava passando pelo país há alguns dias e ví isso pintado num muro com a lista de cursos oferecidos pela universidade.

  31. …o texto tem a sua piada… mas tem também uma perigosa dose de meias verdades e algumas coisas um pouco dementes:

    “por trás de cada Hitler e Estaline, houve sempre uma corte de intelectuais aduladores que se apressaram e se esforçaram para lhes conferir base e legitimidade do ponto de vista ideológico, cultural e filosófico”

    Estes dois “adoravam” intelectuais… Penso que falta um pouco de… “honestidade intelectual” ao autor…

    Quanto ao facto de o texto afirmar que muitas vezes as pessoas criticam processos económicos sem saberem bem como funcionam, é verdade, mas a assumpção que se trata de uma ciência impenetrável também não é grande elogio a algo que tem pretensões a… ciência.

    De igual forma é uma desculpa muito jeitosa para que não se critique certas perversidades do sistema. Penso que o texto peca por isso mesmo, ao querer tanto provar algo a todo custo, acaba por cair na caricatura perdendo no processo direcção e profundidade.

  32. Além do que ja foi muito bem escrito a respeito desses intelectualoides esquerdistas, que diga-se de passagem tem muitos ai que nem sabe o que é a esquerda representa. Ficam tomando Whisky na sacada de Copacabana achando que esse pais uma droga e que deveria acabar a classe média. Para mim não passam de um bandode vagabundos que se julgam seres superiores.
    Vão para Cuba, Venezuela, China. ver o quanto é bom viver por lá.

  33. Todo e qualquer questionamento é fruto de uma revolta e ou ressentimento, é essa natureza que impossibilita um ponto conforto em um pensamento social, ou no caso, uma economia injusta. O egocentrismo é fruto de um raciocínio ou personalidade marcante ou diferente de indivíduos dentro de uma sociedade, é um jeito encontrado de preservar seus pensamentos e questionamentos sem se difundir na sociedade. Talvez para os seres de dentro da sociedade os chamados pela filosofia de ”seres não pensantes” definam esse pensamento como arrogância e cinismo, mas a realidade é que esse ”ressentimento” é em sua essência um sentimento de mudança… E no que diz respeito á ignorância não se pode nunca á relacionar a palavra ”intelecto”.

  34. Acho que no quesito narcismo o pareo é duro entre Economistas x Intelectuais pq

    Economistas “normalmente são egocêntricos e tendem a se dar muito importância; eles genuinamente creem que são estudiosos profundos” do mercado ao qual aplicar seus modelos matemáticos. “Porém, a maioria é profundamente ignorante em relação a tudo o que diz respeito” às ciências humanas.

    E outra, nem todo intelectual é Marxista, assim como nem todo economista segue Mises. E quem disse que economista não é também “intelectual”? Ou será que economia virou ciência natural?

  35. Típico Filósofo

    Heloísa Helena tem sua casa “invadida” por Movimento Social periférico em Alagoas:

    ultimosegundo.ig.com.br/brasil/crimes/2014-04-13/heloisa-helena-tem-casa-invadida-em-alagoas.html

    Lamentável que alienada pelo estresse e a mágoa, a tradicional marxista não tenha reconhecido que nós como sociedade que falhamos ao não nutrir todas as necessidades constitucionais dos 4 militantes pela justiça social. Ainda mais vergonhosa é a reação fascista neoliberal e ultraconservadora do filho da ex-senadora ao tentar agredir o militante, rejeitando os direitos humanos e a discussão democrática pelas reivindicações do ativista.

    Deito-me entristecido com tal ocorrido tão lamentável.

  36. Sim, somos humanos. Todos precisamos comer, beber, de educação, de saúde. E , se você priva a outrem algo que poderia oferecer sem ter prejuízo, apenas porque essa pessoa não pode pagar por isso, você está renunciando à sua humanidade. Tornar-nos-emos humanos de fato só quando o dinheiro deixar de existir e a única regra de mercado seja a plena e total gratuidade por qualquer bem ou serviço. Oferecemos nosso trabalho ao nossos semelhantes gratuitamente, com a maior boa vontade, porque é isso que receberemos de troca. Enquanto existir a ideia de pagamento, estaremos rompidos com nossa humanidade.

  37. Caros,

    Entendo haver alguma confusão conceitual entre intelectuais e artistas no texto. Entendo a arte, tanto de representar como a de pintar, escrever, compor e cantar como provenientes de um dom, como bem explica Schoppenhauer em “Metafísica do Belo”. A ligação direta entre o sujeito e a genialidade não passa pelo racional. Vivem em seus mundos onde não cabem “os outros”. Passam longe do social e normalmente são de um egocentrismo doentio. O entendimento dos mecanismos de causa e efeito, taxas, estocástica, e a multidisciplinaridade do real, exige um tipo de entendimento além de um raciocínio lógico usado no dia a dia. Tenho mestrado em engenharia mecânica e encontrei pessoas no mundo acadêmico com essas características, se achavam o máximo por terem criado um modelo qualquer, muitas vezes sobre coisas medíocres. Enxerguei então ser esse conjunto de características, citadas no texto, na verdade medidas de auto preservação, uma vez que no fundo sabem, que o fruto do trabalho “intelectual” deles é na maior parte das vezes irrelevante.

    “Todo mundo pode pintar, mas só o gênio vende” Pablo Picasso.

  38. Que massa ein? Uma tonelada de cliches e presuncoes extremamente ofensivas – como dizer que “o intelectual se da muita importancia” – para fundamentar uma conclusao muito vulneravel (o intelectual se opoe ao capitalismo por inveja e ressentimento)… esse estereotipo do intelectual que nao entende leis de mercado – seja por ignorancia teorica, ou falta de experiencia – eh soh um cliche… e cliche por cliche, nao esquecamos do estereotipo do homem de negocios ressentido e invejoso contra o intelectual tb! Poderia fazer um texto tao presuncoso qto esse, como mesmo grau de pressuposicoes gratuitas e generalizacoes, dizendo que os pobres intelectuais sao desvalorizados desde a grecia antiga por homens de negocio raivosos, e que ateh hoje o professor eh visto como um mesquinho protetor de ideias suas, q nao eh respeitado, etc… soh pra quem quer ver como essa discussao eh burra (e o texto tb).

  39. Acho que é o contrário. Livro: A Vida para o consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, de
    Zygmunt Bauman. “A busca por prazeres individuais articulada pelas mercadorias
    oferecidas hoje em dia, uma busca guiada e a todo tempo
    redirecionada e reorientada por campanhas publicitárias sucessivas,
    fornece o único substituto aceitável – na verdade, bastante necessitado
    e bem-vindo – para a edificante solidariedade dos colegas de trabalho
    e para o ardente calor humano de cuidar e ser cuidado pelos mais
    próximos e queridos, tanto no lar como na vizinhança (BAUMAN,
    2008: 154).”
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  40. O que são intelectuais? Quem são estes ditos intelectuais que odeiam o capitalismo? Todo regime de esquerda acabou com a liberdade de expressão e assim destruiu a vida intelectual, veja como a URSS destruiu seus poetas, qualquer ser que pense com independência é um inimigo por definição do socialismo. Ao longo da história, antes do pós-modernismo, o maior crescimento intelectual veio nos períodos de bonança.

    O intelectual precisa de cultura, de conhecimento, que são difundidos através da liberdade de expressão, infelizmente é a doxa do pós-modernismo que prega o intelectual ignorante, que desconhece o passado e não tem cultura. O capitalismo não é a antítese do socialismo, todo governo socialista foi invariavelmente capitalista, ou será que eles conseguiram livrar-se do mercado e não sofrer suas conseqüências?

    É óbvio que a vida intelectual é distinta da atividade mercantil, empresarial, artesanal e comercial; mas nada impede que um mercador, empresário, artesão ou comerciante tenham uma vida intelectual. Se este homem vive em uma ilha solitário, deve preocupar-se com pesca, coleta, agricultura, conseguir água, em resumo: sobreviver, deve sanar suas necessidades biológicas. Isso também faz um pássaro, um peixe e um rato, mas se à noite o homem abrir um livro, conhecer seu passado, instruir-se e pensar, não é isso que fazem os animais. É por pensar, pela vida intelectual que o homem tornou a agricultura mais produtiva e escapou do paradigma malthusiano, este mesmo intelectual descobriu o efeito antibiótico da penicilina produzida por fungos e as pessoas não morrem mais de uma simples infecção. Ratos e peixes não melhoram a produtividade de forma racional, não usam antibióticos, não tem vida intelectual.

    Quem é o intelectual contrário à liberdade de mercado e de idéias? O intelectual de esquerda não tem qualquer papel intelectual em um regime socialista, não pode pensar, não pode discordar, não pode ter vida intelectual independente do pensamento de massa que é a característica do socialismo; mas também não se submetem ao contraditório, ao contrário, fogem, pois seu papel não é pensar, mas ser propagandista da hipocrisia que é o socialismo. Eles não prezam a vida intelectual, são apenas arautos de um sonho medíocre e moribundo. A esquerda precisa dos intelectuais ignorantes para viver, não pode deixar o intelectual de verdade sobreviver, o capitalismo não precisa temer o intelectual, pode deixa-lo livre, em paz para pensar; mas o intelectual como todos os homens e animais precisa trabalhar para sobreviver, cabe a ele que esta atividade lhe deixe tempo para a vida intelectual, pois caso contrário reduz-se ao mero animal.

    A vida intelectual não é cooperação social, que leva apenas à aceitação bovina, é a vida do desafio intelectual, do conflito de idéias; cooperação social na vida intelectual é apenas a glória da mediocridade, que nada cria de novo, que nada gera de valor. O trabalho intelectual consiste de conhecer o pensamento vigente, mas em vez de aceita-lo, deve pensar, deve combater pela razão.

    Em relação às teorias econômicas o intelectual deve saber o que há e o que não há de verdade, entender a sua falta de objetividade, entender o motivo de David Ricardo tentar coloca-la como ciência enquanto outros acham melhor deixa-la com o que restou da filosofia, a natureza de uma interação multifatorial e saber que mesmo algumas simples equações não lineares ainda não podem ter seu comportamento previsto, como Sócrates mais que saber o que se sabe deve ser consciente do que não sabe. Não adianta ler textos de economia várias horas ao dia se a dita teoria não tem bases objetivas, testáveis, falsificáveis, pois todo o palavrório pode ser apenas mais um debate para discutir o sexo dos anjos, páginas de leitura gastas na erudição da ignorância. Teoria econômica, ciência econômica, deve ser substituído pelo título verdadeiro: hipótese econômica, filosofia econômica ou até ideologia econômica. É necessário enfatizar com veemência que o marxismo coloca-se como mais uma "teoria"econômica, e sem bases objetivas diz que o comunismo é o futuro natural do mercado e dos sistemas produtivos, não é testável, falsificável, e de toda história que vimos até hoje, uma teoria improvável. A complexidade do sistema econômico não é maior que do climático, no entanto, o primeiro arvora-se nesta complexidade para não tentar qualquer aproximação objetiva, enquanto no segundo as pessoas tentam e já conseguiram melhorar o horizonte de previsibilidade. É preciso que os economistas se façam respeitar como cientistas ao usar de objetividade, ou apenas brincam de filosofias com idéias improváveis.

    O verdadeiro intelectual precisa acreditar nas suas idéias a ponto de lutar por elas no embate lógico e honesto sem falácias, e caso perca o argumento, saber abraçar a tese vencedora para crescer; não deve perder por pressão, não por bons modos, paciência ou respeito à opinião, mas por ser vencido no campo da razão. Defende suas idéias não por ser egocêntrico, mas por respeito ao próprio pensamento e razão, só assim cresce, só assim faz da verdade seu guia na vida intelectual; precisa colocar suas idéias à prova, se esconde-se, se foge do embate cognitivo, não é um intelectual.

    Os intelectuais da soberba são os mesmos sábios que Sócrates procurou para descobrir que sabiam menos que ele, e concluiu que: "tudo sei que nada sei", pois era consciente do limite de sua sapiência, e ainda hoje títulos são usados como argumento de autoridade, uma falácia para fugir do debate franco. Aos intelectuais que sabem pouco sobre o mundo real, e por isso gostam de ditaduras onde não possam ser contraditados, resta-nos desmascara-los em seu terreno de jogo, o campo das idéias, com um embate honesto de argumento e contra-argumento, sem falácias, quem tem medo de entrar nesta arena já perdeu; quem precisa usar de falácias, pois não tem bons argumentos, perdeu!

    Acho ridículo colocar ressentimento e inveja como razão do intelectual odiar o capitalismo, pois denota completa ignorância do que seja a vida intelectual, primeiro de sua natureza e inerente fragilidade, e depois do próprio paradigma econômico comunista. A vida intelectual é a idéia e sua validade como argumento, pode apoiar-se no conhecimento, mas qualquer um com um bom contra-argumento destrói a mais elaborada e erudita idéia.

    É fácil ver que a maior fonte de inveja e ressentimento é direcionada à inteligência, que em sua manifestação faz com que os homens inferiores invistam todos juntos contra o frágil indivíduo que tem apenas bons argumentos, se não podem fazê-lo de frente, com medo de serem humilhados, o fazem pelas costas com todo tipo de jogo vil e sujo, tudo por medo de encarar um argumento franco e sincero. A inteligência verdadeira, assim como a habilidade do instrumentista e a inspiração do grande compositor, escritor e artista, não pode ser comprada ou vendida, é fruto do trabalho do homem, mas não é um bem de mercado, e por mais que se vendam canções e livros, não se vende a habilidade de cria-los, muito menos a criação do sublime, que não é um valor de massa nem de mercado, mas uma busca pessoal, e aqui está o paradigma ignorante que Adorno, Horkheimer e Foucault enfiam goela abaixo de capitalistas e socialistas: a cultura, a inteligência, a arte, não como valores humanos, mas valores de massa, o sujeito submetido à medíocre cooperação social que só pode usufruir destes bens como produtos, e só como produtos para consumo medíocre eles tem valor. Sejam capitalistas ou socialistas, não entendem o que é vida intelectual e que ela não faz parte do mercado, mas do indivíduo.

    O intelectual verdadeiro não procura o consenso, mas o dissenso, enquanto o mercado privilegia a cooperação social, o intelectual procura o antagonismo das idéias e deve submeter-se ao combate intelectual para validar as próprias idéias ou descarta-las; o intelectual quando perde, ganha. O homem de mercado procura a cooperação social, alimenta a mediocridade, vive dos números, da aprovação social; mas quando perde, todos perdem. Por isso ao falharem tudo que querem é um governo para cobrir suas falhas fornecendo um pára-quedas dourado. Qual homem de mercado aceita a falência como lição de vida?

  41. eu sempre vi isso na prática , nas grandes industria k trabalhei no abc e sampa, ,sempre senti uma forte ódio ao capitalismo, sobre empresario bem sucedido ,muito bullying sobre trabalhador profissional competente ,em todas as áreas , até superávit na balança comercial e duramente criticado ,
    E sempre achei sem o capitalismo o mundo jamais poderia ter 7 bilhões de ser humano ,no máximo 2 bilhões e a maioria na pobreza .

  42. Considero que, se por um lado sistemas não-capitalistas terminaram por envolver o mundo em caos (Holodomor na Ucrânia, por ex., pelo outro o capitalismo (tal qual é praticado há alguns séculos) também tem sua responsabilidade grande em pequenas e grandes desgraças ocorrentes nas sociedades, direta e indiretamente por interesses estritamente individuais ou de determinado grupo bem-sucedido que se desdobram em ações políticas internas e externas, ou mesmo mediante artifícios do mundo de capital, explicita ou ocultamente, com a finalidade de interferência social (através do cultural), política e econômica, nacional e internacionalmente. Além disso, se o sistema como é fosse um ideal, não seria pela metade capitalista, cabendo ao Estado o papel de assistente social além da medida.

    E isso, talvez porque não vivamos sob um capitalismo tal qual devia ser ou ter sido em essência outros regimes econômicos, ou não pensamos um no qual seja tão justo quanto é atraente para a grande esmagadora maioria. Por trás das paredes, sob o poder engrenante que gira e gira de um regime qualquer, sabemos, coisas acontecem e de alguma forma, penso, a responsabilidade será sempre de todo indivíduo, tal qual defendem que é o sumo do mundo de capital, é social, e visto, basicamente, um empresário e o sistema necessitar essencialmente de trabalhadores (que consomem) e vice-versa, embora eu perceba uma boa diferença nestas dimensões de dependência.

    Ha alguns exageros evidentes que vão da sistemática social de privilégios que deturpa ou talvez esteja em paralelo à lógica da meritocracia, como uma recompensa por esforço (muito embora não seja esta ensinada nem exposta de alguma forma, mas ora defendida tal qual uma ideologia por quem “chegou lá” ora rechaçada ou promovida a primeira, ainda que sob mudez, através das diferenças exorbitantes desta recompensa na qual a moeda de troca sempre foi.

    Psicologicamente, mais controversa. Se, por um lado, induz e influencia mesmo subliminarmente a massa quanto às benesses de acreditar em si mesmo e ser cooperativo, pelo outro, esquece-se de lembrá-los da competição, do detrimento de um em benefício do outro por intermédio de um trabalho de melhor qualidade e menor quantidade e maior remuneração; enquanto prega-se o inter-relacional, esquecem que ninguém chega lá só, embora apenas pouquíssimos de fato saboreiam da vida legal.

    Enfim, não quero me estender, e também não cá estou a não ser para aprender, e porque acho que devemos ser gratos ao mesmo tempo que ambiciosos, podendo correr riscos, tal qual o inteligente mas não sábio, de criar e construir e muito brevemente destruir. Penso que o capitalismo é de fato um modo de vida, que atraí e retém porque envolve as características humanas mais interativas e ativas. No entanto, como dizia meu avô, “O interessante são as pontes não para atalhos, mas para que sejam os próprios caminhos muito além do outro lado.” Pontes sendo pessoas ou onde queremos chegar, deve haver significado e sentido. Sendo o primeiro social e o segundo individual, finalmente chegamos a um consenso.

  43. Eu não resumo nem generalizo o capitalismo, tal qual o autor do artigo fez em relação aos seus “colegas” porque me parece redutivo, mas assim como eu reconheço que algumas das características criticadas em relação aos intelectuais possam ser consideradas em parte intrínsecas à toda a condição de um estudioso e de um artista e mediante as circunstâncias econômicas típicas, não devo menosprezar a influência de determinadas situações resultantes do regime econômico (e/ou do sistema em que o mesmo existe) em relação à ações prejudiciais do indivíduo ou do grupo que, à princípio, não condizem com o seu conceito, até porque o ser humano não é apenas cultural, mas visto de uma panorama social, psicológico e mesmo econômico, estão direta ou indiretamente relacionadas. Estou filosofando, mas algumas destas características são, por exemplo, objeto de estudo e de criticas, em particular, das Ciências Sociais Sociológicas.

    Quanto aos exemplos, me abstenho até porque envolve, sobretudo, uma visão de homem e sociedade particulares e não devemos impô-las, mas sabemos que exemplos existem, e não me refiro à não-ética, sendo uma ação de responsabilidade do cidadão, mas de parte, se não do conceito de Capitalismo, de um significado dado à ele no decorrer da sua prática e é isto também que reivindico, uma atenção às ironias e ao quanto podem ser destrutivas na teia social. Novamente, não confundo a capacidade corruptiva do ser humano como oriundas de um regime econômico, mas convenhamos que mediante seus excessos e extravagâncias (e não sou radical), em dado momento, torna difícil não associar suas potencialidades aumentadas nestas condições. Sou à favor do capitalismo, mas não sei dizer se de livre mercado é melhor por ignorância. Só sei e com base que como vem sendo praticado é questionável.

  44. Haroldo Andrade Mathias

    O autor do texto se fundamenta em Hayek. Primeiramente, o mercado como ordem econômica, entre outras argumentações de Hayek, foram esmagadas há tempos, por autores marxistas como Istvan Mészáros.

    Mas pior que isso, é o autor dizer dizer que não existe nada mais complexo que o processo de mercado, entretanto, reduz a um simplismo sem tamanho as relações sociais e toda gama de influências que determinam e influenciam o tal mercado. Se arrisca até mesmo em traçar conjecturas sobre o perfil das pessoas que ele rotula de intelectuais…

    Depois em uma salada de conceitos e de rótulos, ele mistura atores e personalidades bem remuneradas, intelectuais e sabe-se o que lá, em uma mesmo pacote etiquetado de socialistas (de esquerda ainda por cima !).

    O autor fala ainda da arrogância dos intelectuais, generalizando como se fosse verdade que todo intelectual é de esquerda, ou que todo socialista é intelectual. Mas ele mesmo atacando (Freud deve explicar !) tenta mostrar que os práticos defensores do liberalismo ou da ordem de mercado, são melhores e entendem mais de todas as relações socioeconômicas que controlam a vida da sociedade, a ponto de dizer que esse é o padrão que todos devem seguir…

  45. Perfeito. E para fortalecer essa tese, em 2013 pudemos assistir a deplorável cena de Marilena Chaui destilando seu ódio e seus preconceito sobre a “detestável classe média”, composta majoritariamente, à época, de pessoas que tiveram aumento de renda oriundos de programas assistenciais do próprio PT, do qual ela é fundadora.
    Agora, porque o criador se rebelaria com tamanho ódio contra sua criatura? Porque, como bem observou o sociólogo Demétrio Magnoli, a coisa mais natural do mundo são os intelectuais se voltarem contra aqueles que produzem as riquesas necessárias para sustentar o “ócio” do qual todos os intelectuais dependem para desenvolver suas consciências.
    Ou seja, intelectuais que odeias e depravam a classe média são como adolescentes que se rebelam com seus pais: não entendem suas decisões e posições diante de problemas práticos, mas, no fundo, sabem que dependem destes para continuar a viver.

  46. Sensacional. Sugiro a leitura do artigo: Ciência prova que é esquerdismo é doença.

    O Título é meio áspero, mas o conteúdo do artigo é muito científico

  47. Acho que essa questão é muito mais complexa do que parece, pois na minha opinião os intelectuais agem contra o capitalismo movidos por inveja, ou seja querer ocupar a posição do outro, vejamos um socialista ele quer destruir todos os empresários de um país e ELE QUER SE COLOCAR NO LUGAR MÁXIMO OU SEJA DE HONRA onde ele será o maior empresário daquele paíz.
    Aí vamos ver na Palavra de Deus, nos dez mandamentos diz: NÃO COBIÇARÁS AS COISAS DO PRÓXIMO, e porque que todos ou a quase total maioria dos comunistas e socialistas são ateus, coincidência? não.
    A Palavra de Deus fala que Lúcifer era um anjo de luz que caiu pois cobiçou ser igual a Deus, hoje ele se chama Diabo(adversário de Deus) e é contra tudo o que Deus planejou, Deus sempre dá livre arbitrio ao ser humano, o Diabo quer escravisá-lo, e o comunismo? Deus estabeleceu que um homem deve casar-se com uma mulher e o Diabo quer que homem case com homem e mulher com mulher, resumindo, comparando com a Palavra de Deus, podemos ver claramente quem esta por detras do comunismo é o Diabo, ou seja o pai da mentira, mentira essa que vive na boca do Lula, Dilma e PT.

  48. Todo homem é escravo de suas próprias escolhas, sejam elas materiais ou filosóficas, tudo tem seu preço.
    O bem mais caro e precioso não pode ser comprado por capitalistas nem conquistado por intelectuais, a verdadeira liberdade é tão cara que é necessário abrir mão de tudo para consegui-la…

  49. Dentro do ponto de vista humano parece que todos tem suas razões, mas muito parciais porque não veêm a floresta mas somente as árvores que mais apreciam, sem perceberem o conjunto, e assim, as partes que apreciam ficam um tanto dicotomizadas em relação as outras partes não apreciadas. Somos muito pequenos para julgar. Qual é o Caminho? Qual é a Verdade? Temos sempre o nosso ponto de vista, que achamos irrefutável, não é mesmo? A pergunta é: Pensamos por nós mesmos? Ou somos pensados pelos esquemas estabelecidos pelos poderes econômicos, sociais, religiosos e políticos? Cada um vê o que mais gosta conforme suas tendências mais profundas e daí sai o julgamento. Então os poderes constituídos acima citados se aproveitam e fazem a festa conduzindo todas as tendências para seu próprio benefício. Sem falar que eles sabem onde nos dói o calo e porque. Assim, todos podem ser manipulados a seu bel prazer para atingir seus objetivos que nunca foram tão nobres como querem fazer parecer. Controvérsias aparecem aos montes, e eles riem de tudo isso, porque sabem que estão conduzindo muito bem o “gado”. Quando vamos perceber que somos deles o alimento? E que alimento é esse que os satisfazem? Será o prazer do poder absoluto por ser tão fácil manipular os humanos como querem e cada vez mais e engordar seus “egos”? No decorrer da história da humanidade todas as questões já foram resolvidas para bem viver, só que aprecio muito as minhas árvores para ver a floresta e além dela!! Ah! Mas como me faz bem ao “ego”!! Não é mesmo? Mesmo sabendo que só um está certo: JESUS CRISTO na pureza primitiva dos seus ensinamentos. Principalmente no Sermão da Montanha, capítulo 5 ao 7 de Mateus. Síntese da abundancia, prosperidade e felicidade de todos os seres viventes. “Faça aos outros aquilo que você gostaria que os outros lhe fizessem, nisto está a lei e os profetas. Sacou??

  50. II EXISTÊNCIA ILÓGICA

    Seres comandados por magnatas
    e amedrontados por marginais historicamente.
    Se mal aprendemos nos folguedos infantis,
    temos que reconhecer nossa inviabilidade.

    Investimentos em pesquisas, guerras…
    Onde está o apreender da criança cientista ?
    Surge, então, a mentalidade adulta :
    medíocre, psicótica, histérica.

    Ninguém recebe educação correta,
    embora crianças aprendam entre si .
    Execuções ? Nunca me ensinaram…
    Marchamos sofridamente "assim" !

    O aprender dos pequenos para mudanças
    ou – quiçá – o perpetuar da eterna insegurança.
    Sobrevivemos animalescamente no tolo saber,
    evoluindo lentamente durante os milênios.

    Falta alegria pelo individualismo.
    Casais sacrificando-se por seus filhos.
    Ah ! Tal selvageria vem a ser o mal maior.
    Trouxe a superpopulação galopante no bojo…

    http://www.grupofenix50.blogspot.com

  51. No fundo, mesmo bem sucedidos, “intelectuais”, artistas, escritores e vadios não entendem nada do Mercado, são arrogantes, soberbos e invejam desde um vendedor ambulante de frutas na feira até um comerciante de ações preferenciais na bolsa de valores NYSE… Intelectuais. Trazem a tona mais e mais Jean Jacques Rousseau, o vadio; criticava a aristocracia enquanto bajulava o hospedeiro no castelo e se livrava dos 5 filhos bastardos no orfanato.
    A história é complexa e repetitiva, mas como diria Mark Twain: de nada adianta saber ler se você só lê maus livros!
    Talvez um esforço dele, Mark, evidenciada pela liberdade de acumular conhecimento e ao mesmo tempo a sabedoria deva lhe fazer ser generoso, e a gratidão com a evolução da economia, que teve origem no arado-pesado, passou pelo urbanismo, na peste bubônica e terminou nos tipos móveis da imprensa de Gutemberg.
    Mas e os vadios?
    Hoje já podem criticar deitados no sofá, via smartphone wifi, que o papai comprou.
    Quem diria hein, Engels?

  52. Se aprofundar para quê, não é mesmo? Mas se permite este cidadão “achar”, mediante liberdade tal, dada ao autor do texto, vale ressaltar, soando tão presunçosa e apaixonadamente quanto o escopo de um intelectual que ele contribui para o estereótipo, originado muito provavelmente nas suas experiências pessoais e constituindo a base para todo este nítido preconceito, e ao que também parece, tendenciosamente para talvez ser o bode expiatório a tomar de volta toda a insatisfação com o capitalismo, crescente no mundo inteiro e na verdade relacionado especialmente a uma maior acessibilidade à informação, expectativa de vida e participação (consciência) política – um fenômeno contextualizado na história a tomar todas as sociedades, e portanto, sim, econômico, mas não maior que político-social (este termo último é poderosamente implicante, não?) -, então eu posso achar simplesmente, mas ao que me compete, sem a pretensão tamanha de estar certo ao me distanciar do rigor científico. Se aprofundar para quê…?

  53. O simples fato de a economia funcionar de forma irracional creio ser o maior motivo. Se você busca respostas certas, não gosta do terreno escorregadio que é a economia.

  54. Olá!
    Alguém saberia me dizer porquê o esquerdismo está sendo financiado no mundo todo? Vemos bilhões entrando para esta causa… Mas qual e para quem é o objetivo de tudo isso?

  55. Olha, eu inicialmente entrei neste artigo pensando que me irritaria, que ficaria furioso, que leria alguma baboseira anti-intelectual qualquer, ou um daqueles ataques de fúria liberalóide que andam dominando a internet.

    Mas não.

    Realmente, a classe intelectual é uma coisa muito misteriosa e estranha.

    Eu tradicionalmente me considero um sujeito de esquerda. Só que não consigo frequentar partidos de esquerda. Os caras lá dentro citam Marx, citam Trotsky, citam um monte de coisas que não sei como têm tempo para decorar, e projetam uma visão do mundo real que não tem nada a ver com a realidade.

    Quer dizer… são esquerda caviar. Daí não tem como o sujeito seguir junto a essa gente. É uma erudição para iludir incautos, uma erudição inútil.

    Minha teoria social, eu a escrevo todo dia, no ônibus, no serviço (talvez o fato de não ter tempo para ficar lendo e vagabundeando me tenha roubado a chance de “evoluir” em um “intelectual”, fato que considero positivo).

    Eu não sou um liberal, claro. Seria mentira para agradar ao público deste site se eu dissesse isso. Eu sou sincero neste ponto: acredito em desigualdade limitada, em sociedades com planejamento, sustentáveis, não em (totalmente) livre mercado. Sou sincero, não sou de molecagens.

    Mas a gente tem que tomar cuidado com essa intelectualidade irrealista, e com essa coisa de todo pensador achar que o mundo está podre e que ninguém presta.

    Sobre ressentimento, escrevi ainda esta semana sobre isso:

    http://www.fabiosalvador.com.br/materia-1107-Reflexao-A-rua-mais-bonita-do-mundo-e-a-raca-mais-imbecil-do-universo

    E…

    Ainda hoje…

    Escrevi sobre intelectuais!

    http://www.fabiosalvador.com.br/materia-1111-Artigos-Tipos-Tipicos-O-Intelectual-Desintelectualizado

  56. Henrique Callegari

    Olha, não me considero um intelectual, na verdade, sinto até vergonha perto da reputação de certas pessoas, mas eu discordo desse texto.
    Veja bem, primeiro, você generalizou todos os intelectuais como Socialistas, sei que foi de maneira indireta, mas o fato de não ter apresentado qualquer outro ponto de vista de um terceiro modelo econômico sem ser o socialista ou capitalista da a entender esse fato. Tenho certeza que muitos intelectuais aprovam o sistema Socialista como uma boa opção, mas sei que muitos discordam totalmente. E acho realmente que um intelectual vanguardista já viu faz muito tempo que o problema não é entre Socialismo ou Capitalismo, porque os dois sistemas deram errado. Um sistema te ilude para pensar que você é livre, mas faz de tudo para te prender a cadeia de produção e privatizar os recursos naturais que deveriam ser de direito de toda a humanidade. E o outro sistema te transforma em um ignorante sem o mínimo de liberdade.
    Sinceramente, já estou de saco cheio de estar com o pé na merda e ficar olhando as pessoas que estão afundadas até a cintura e ficar dizendo “Olha que coisa horrível, eu que não queria estar naquela situação”.
    Porque ainda existe uma discussão que começou na segunda guerra? Porque as pessoas simplesmente adoram ficar andando em círculos ao invés de andar para frente e ter ideias novas? Temos que pensar melhor a forma como nos relacionamos com nós mesmo e o que estamos fazendo com o lugar onde vivemos e pensar a melhor forma de termos uma vida minimamente humana! Porque nem o Capitalismo e muito menos o Socialismo nos deu isso. Temos que andar para frente em vez de ficar apontando o dedo e reclamando!

  57. Fernando H Ramalho

    Acredito que o título do texto está errado. Os intelectuais não são contra o capitalismo, nas realidade eles são contra o liberalismo.

  58. o Comunismo se desintegrou porque não dava a prerrogativa básica da livre escolha aos cidadãos. O Capitalismo está no mesmo caminho porque objetiva em primeiro lugar o lucro, deixando conceitos como justiça social e meio ambiente em segundo plano ou nas mãos de governos ineptos. A saída? Eu não sei, só sei que esse sistema não é auto-sustentável.

  59. Se são contra o capitalismo, então porque cobram por seus CD’s de música, livros e shows? Falsa moralidade que se resume numa palavra…. “inveja” de quem trabalhou muito, deu duro e não estudou como eles e no entanto se deram melhor na vida!

  60. O texto está certo. O problema é que os intelectuais (os verdadeiros, não os pretensos) são pouco valorizados porque o mundo é, de fato, dos idiotas. Wesley Safadão fez mais dinheiro que os últimos 10 ganhadores do Nobel de literatura somados. Como o mercado é um reflexo da maioria, a maioria de idiotas que constitui a humanidade dá dinheiro para outro punhado de idiotas disseminar sua parvoíce no mundo. Cada um tem o valor de mercado que merece – segundo o mercado, claro. Beira o impossível alguém acima da média fazer sucesso entre a média, se é que me entendem.

  61. Carolina Schmidt

    Peço licença para convidá-los para o lançamento do meu livro, em Curitiba, que será realizado no dia 21 de maio. Contrariando o modelo em que pode ser enquadrada a maioria dos escritores, sou a favor da economia livre. Anacronia é uma ficção psicodélica e psicológica, mas com fortes críticas ao sistema econômico atual, entre outros problemas, sejam explícitas ou nem tanto. Sempre leio Mises, curto e compartilho, mas não comento. Já que o assunto foi bastante pertinente, deixo o convite, que está na página do livro:

    https://www.facebook.com/livroanacronia/

  62. Os intelectuais são mais instruídos e inteligentes por isso detestam o Capitalismo que é o grande mal da humanidade. É preciso destruí-lo. O PT iniciou este projeto e por isso foi atacado por forças da direita. Um golpe da mídia + Fiesp + Judiciário + Congresso Nacional + Elite branca. Este orquestração foi concebida no primeiro dia do governo Lula pois sabiam que depois dele, pelos excelentes resultados de resgate dos mais pobres, nenhum partido conseguiria tirar o PT do poder. Através de manipulação contundente, a mídia em conjunto com forças poderosissíma formaram um conluio para através da mentira acabar com o governo do PT. Inventaram o mensalão e o petrolão, fatos que nunca existiram. Inventaram o problema economico que podemos ver com clareza não existe. Tudo criação imaginosa de mentirosos golpistas. Momento muito dificil mas iremos passar com bastante resistência pois Fascistas não passarão. Golpistas não passarão. Iremos resistir até o último bastião.

  63. mauricio barbosa

    Amo-PT,explica por que as medidas econômicas de Dilma não surtiram efeitos até hoje e não adianta falar que é intriga da oposição,pois a classe média está de saco cheio de pagar impostos e mais impostos para manter este governo corrupto e incompetente,que só sabe fazer demagogia e enganar os mais humildes com essas bolsas-migalhas e bolsa-votos.
    Por isso fora petralhas,fora comunas improdutivos e sugadores do sangue alheio.

  64. Não entendi. O Capitalismo é o grande mal da humanidade? É preciso destruí-lo? O PT está sendo derrubado pela Mídia + Fiesp + Judiciário + Congresso Nacional + Elite branca? O mensalão e o petrolão nunca existiram? Não existe depressão economica no Brasil? Que mundo você vive?

  65. Veio um artista fazer um Show em um evento de minha Universidade, e ele basicamente demonstrou todas essas características escritas nesse artigo, impressionante!

  66. Além de que intelectualidade é um mero ponto de vista!

    Um exemplo é o Wagner Moura, é um grande ator, inegável que ele entenda de artes cênicas, mas agora que nível de conhecimento ele tem para discutir economia, politica e questões sociais?

    Será que ele conhece outros economistas, sociólogos e cientistas políticos além de Marx (que covenhamos, nem economista ele era)? Ou adquiriu todo conhecimento baseado em teorias de “che-guevaras de boteco”?

    Bom, só sei que minhas referências são de especialistas das áreas, nunca que vou colocar como minha referência um ator ou comediante!!

  67. Acho interessante também notar que o formato do sistema educacional pode auxiliar nesse ressentimento quanto ao capitalismo. Um intelectual geralmente é uma pessoa que sempre tirou boas notas na escola, que sempre foi recompensado pelo esforço intelectual que fazia e não, necessariamente, por gerar valor à sociedade ou classe. Assim, ele sai da escola com a plena certeza, ou pela menos espera, que, na vida, seja igualmente recompensado pelo esforço intelectual que tiver e infelizmente a vida não funciona como a escola (a escola, como é hoje, é um erro de educação tremendo).

  68. Exaltar a economia de mercado e rebaixar os intelectuais de esquerda. Uma das maiores besteiras que eu já li. Realmente o José Saramago era um homem muito ignorante.

  69. HENRIQUE NOGUEIRA DA GAMA

    OS ARTISTAS E INTELECTUAIS COMUNISTAS FESTIVOS/CAVIAR E MILIONÁRIOS DA ZONA SUL DO RIO DE JANEIRO E DOS JARDINS DE SÃO PAULO SÃO SEGUIDOS POR UMA LEGIÃO DE IDIOTAS-ÚTEIS E DÉBEIS MENTAIS DE BABAR NA GRAVATA QUE AINDA JULGAM QUE O PT É PURO, INOCENTE E VÍTIMA DE UM “GOLPE”.

    OCORRE QUE, MUITOS DESSES ARTISTAS E INTELECTUAIS COMUNISTAS

    FESTIVOS/CAVIAR E MILIONÁRIOS DA ZONA SUL DO RIO DE JANEIRO E DOS JARDINS DE SÃO PAULO RECEBERAM SUBVENÇÕES BILIONÁRIAS ATRAVÉS DA LEI ROUANET SÓ PARA APOIAREM O DESGOVERNO COMUNISTA DE DILMA E SUA GANGUE COMUNO-PETISTA.

    AGORA ESTÃO SE BORRANDO DE MEDO DE PERDER A BOCADA E IREM PARA A PRISÃO, ELES PENSAM QUE PODEM PERSUADIR O POVO COM SUA RETÓRICA ESQUERDOPATA E IMBECIL.

  70. Interessante dizer que os intelectuais vão dizer que é tudo verdade o que está neste texto! Mas não vão mudar seu jeito de ser tão facilmente! Afinal o verdadeiro sábio é aquele que vê a crítica, absorve e procura mudar…

    Para fechar devo dizer, a frase a seguir é realmente verdadeira: “A ignorância é uma bênção”

  71. Aluizio Alves FRilho

    O que aflora no artigo de Bertrand de Jouvenel é o ódio. O artigo é uma coleção de estereótipos. Li também grane parte dos que escreveram aqui. Oódio está presente nos xingamentos que utilizam. Ódio a intelectuais, ódio a professores. mentiras em série. Qual intelectual é contra o mercado? Não conheço nenhum. Há uma proposital confusão entre mercado livre e a maneira de como o mercado é manipulado. Sou democrata por excelência, e por essa razão não sou liberal. Pergunto, porque os liberais nunca se manifestaram contra a ditadura no Brasil? Porque se calaram perante a tortura? Porque a financiaram via operação bandeirante?

  72. So há três tipos de classificação para simpatizantes de ideologias da chamda esquerda:

    Tipo 1: os desprovidos de faculdades mentais;

    Tipo 2: os mal informados (para estes ainda há esperança, se não fizerem, também parte do tipo 3);

    Tipo 3: os mal intencionados.

  73. Antonio Ferrão Neto

    Se os intelectuais não ganham mal, isso significa que eles ganham bem? Significa que eles ganham mais do que deveriam ganhar? O que define o quanto um intelectual deveria ganhar, já que seus ganhos, na maioria das vezes, não são regulados pelo mercado? Pensando em termos capitalistas, eles devem ser remunerados pelo que eles produzem? Mas como medir a produtividade de um intelectual que participou da formação de centenas ou milhares de profissionais, que, por causa deste e de muitos outros intelectuais, foi possível a transformação dos seus alunos, leitores, admiradores, etc. em brilhantes e milionários empresários?

  74. CLAUDIO SEI GUERRA

    Agora eu não entendo porque uma parte do grande empresariado contratam e financiam esses mesmos artistas, pseudo-intelectuais de esquerda para fazerem suas campanhas publicitárias, tipo Fabio Porchat, Gregorio Duvidier, entre muitos outros artistas que se dizem socialistas comunistas porém sabem usufruir muito bem do capitalismo, se fosse um grande empresário não contratava esses bostas para fazer as campanhas publicitárias de minha empresa, queima o filme.

  75. Combo Liberdade Austeridade Justiça

    Ninguém sabe quando começou a ocorrer trocas voluntárias entre seres humanos e respeito a propriedade. Ninguém inventou o capitalismo. Ele só foi aperfeiçoado, expandido e respeitado.

    Por isso, podemos afirmar que o capitalismo sempre fez parte da vida humana em grupo.

  76. Uma dúvida: Os liberais não estão pavimentando o marxismo cultural com liberação de drogas e homosexualismo ?

    Um governo da Rede, PT e PSOL após uma reforma liberal não teria extrema facilidade para aumentar o marxismo cultural ?

  77. Tiago Júlio de Moraes

    Concordo, em partes, com o texto.

    Penso, que realmente, há pseudointelectuais que não conhecem fatos da vida prática das pessoas; mas creio que só é possível um ambiente propício à proliferação do socialismo, quando cai a intelectualidade das massas. O Brasil é um exemplo disso: na década de 60, tínhamos um extrato social; olhando hoje: os verdadeiros intelectuais se formam e saem do Brasil – não pela falta de reconhecimento, mas pela falta do básico (segurança, economia e educação).

    Sinceramente, como nação, precisamos ir para um quarto escuro e sozinhos, e refletir sobre nossas atitudes históricas; não dá colocar os problemas do Brasil nos portuguese! Pensar se estamos agindo corretamente, de acordo com nossos valores; se minhas escolhas têm efeitos colaterais negativos socialmente. Falta, não apenas intelectualidade ao Brasil, mas sim, sabedoria ao brasileiro.

    Concluo que, historicamente, o Brasil sempre foi um país empreendedor – desde a imigração dos povos alemão, italiano, romeno, etc – e, trabalha para desfrutar do próprio esforço. Sendo assim, o quê mudou? O intervencionismo estatal – partindo dos conflitos sociais (criados artificialmente, com a polarização) até no indivíduo (o politicamente correto). Quando um estado é maior que seu povo, inevitavelmente, teremos um regime totalitário.

  78. Já fiz artigos criticando a Constituição. No início ela dependia de cem leis ordinárias. Eu a chamei de Constituição paraplégica. Ela privilegiou os direitos individuais, comparados com os direitos sociais. Eu achava que devia privilegiar os sociais, porque eles são mais definidores da qualidade de vida das pessoas”, afirma. “Depois comecei a ver que ela é uma grande casa, arejada mentalmente, democraticamente, humanisticamente. Uma grande casa com janelas de oportunidades para todos os lados. Tem uma lógica interna, uma base de inspiração que quando a gente revela se torna marqueteiro dela. É interessante.

  79. Na realidade é culpa do capitalismo.

    A mídia no geral é esquerdista, então é melhor escrever o que o povo quer ouvir e no Brasil fica fácil já que a concentração de renda é enorme e o resto da população mal sobrevive. No geral os leitores não querem resolver os problemas, mas poder que a culpa de suas mazelas é do sistema injusto, do governo, do time que perdeu etc.

    Os intelectuais são inteligentes o bastante para entender que todos querem mudaças, mas ninguém quer mudar.

    Se você é um funcionário com salário atrasado, mal pago e reconhecido qual artigo irá querer ler?

    1- A ideia do capitalismo que explora é contra a lógica.

    2- Por que a lei auréa não representou a abolição da escravatura.

    Qual dos 2 artigos irão parar na Uol, folha, carta capital?

    Qual dos 2 você receberá algum retorno financeiro?

    Qual dos 2 pode render algum premio?

    Qual dos 2 pode fazer com que o governo libere verbas para financiar projetos culturais?

  80. Renan Marques Ramos

    No capitalismo libertário, sem cultura e moral cristã, se as massas decidem que funk vale mais que a obra de Bach, então os recursos escassos devem ser alocados para o trabalho altamente produtivo dos funkeiros, afinal, o consumidor é soberano, o valor é subjetivo e toda troca livremente acordada é mutuamente benéfica. Se o consumidor decide se drogar, o Estado não deve impedir. Se o consumidor quer pornografia, ok! Os comunistas, que são mais espertos que vocês, perceberam as falhas do liberalismo e decidiram empreender uma guerra cultural para destruir a base da civilização ocidental, com ajuda de vocês, liberais/libertários, afinal, as massas podem prescindir de intelectuais e de uma Igreja para se guiarem. O resultado é esta degradação e iniquidade reinante no ocidente. É o velho princípio da Libido Dominante de Sto. Agostinho: as maças sedentas por satisfazer suas vontades carnais se tornam escravas de seus vícios e a sociedade desmorona…

  81. Benjamin Cartwright

    OFF-Topic.

    Prezados,

    Sou um novato em Escola Austríaca, aprendendo muitas informações novas.

    Eu tenho lido em vários artigos do IMB, sobre a esquerdopatia presente nos jornais New York Times, Washington Post, El País etc… e em redes como CNN e BBC.

    Eu conheço apenas a Fox News, que faz um jornalismo sem esquerdopatias.

    Peço indicações de jornais americanos e europeus que sejam mais alinhados às ideias conservadoras e da Escola Austríaca.

    Grato!

  82. Mais um excelente artigo do Instituto Mises. Cada vez que eu visito o site aprendo alguma coisa. “Por que os intelectuais odeiam o capitalismo?” Ora, porque são medíocres e incompetentes. Fizeram as escolhas erradas na vida e não reconhecem isso: ao invés, culpam a sociedade pelo seu próprio fracasso. Tem também a nossa “herança cartorial”, que tudo na vida tem que ter um diploma/carimbo/certificado. Aí o cidadão faz uma faculdade e pensa que está feito na vida…quando muito profissional com curso técnico está muito bem e obrigado, ganhando seu dinheiro, pagando suas contas e prosperando. É preciso acabar tanto com a obsessão pelo diplocam quanto com a cultura da “vitimização”: se alguém vence na vida o mérito é todo dele (“self-made man”), mas se fracassa A CULPA É DA SOCIEDADE CAPITALISTA? Bizarro.

  83. Os intelectuais vivem em uma bolha dissociada da realidade querendo impor o que pensa em nossas vidas. É por isso que jamais acreditarei em palavras promanadas desses “intelectuais”.

  84. Li esse texto e pensei no quanto parece está falando de certas pessoas de direita. Sabe aquelas pessoas extremamente ressentidas com o sucesso pessoal e financeiro de algum progressista no mercado? Aquelas pessoas ultraconservadoras maçantes que culpam o estado por tudo e ficam babando de raiva do sucesso de alguém que age e não fica o tempo inteiro reclamando do estado, das circunstâncias ou de terceiros?

    Outro caso é do aluno incompetente que não estuda pra prova do ENEM direito, se fode porque é um incompetente vitimista e depois diz que não passou por causa da doutrinação esquerdista. Enquanto isso seus colegas que estão cagando pra doutrinação passam no seu curso favorito com notas altíssimas e se tornam médicos, advogados, professores, engenheiros, psicólogos e acadêmicos realizados e de sucesso. Os primeiros, quando não acordam pra vida e param de reclamar, se tornam um bando de fracassados ressentidos que passam o tempo todo poluindo a internet com seu chorume.

  85. Por mais esdrúxula que seja a idéia, podemos supor que um “intelectual”, por tudo o que estudou e pensa que sabe, caia nessa armadilha de se achar o “dono da cocada”. Mas isso não explica uma Gleisi Hoffmann, uma Maria do Rosário e muitos outros néscios que se julgam “sábios” sem ler sequer a cartilha do partido.

  86. Engraçado… Por que economistas desprezam tanto os administradores?

    Como dito no artigo: “Este trabalho deliberado de análise para se compreender como funciona o processo espontâneo de mercado — o qual só a teoria econômica pode proporcionar — …”

    São os administradores, como eu, quem lidam no dia a dia de uma empresa, e não os economistas. Estes costumam ficar sentados numa mesa teorizando taxas, juros, reação dos mercados, gráficos, planilhas, etc. enquanto aqueles tocam de fato as empresas e indústrias, vendendo, negociando, cobrando, inovando, conseguindo créditos, organizando todos os departamentos, fazendo pesquisas de mercado, cuidando do financeiro, da contabilidade, do RH, do marketing, etc.

    Portanto, ninguém melhor que um administrador para conhecer, de fato, o mercado.

  87. “a maioria é profundamente ignorante em relação a tudo o que diz respeito à ciência econômica”

    “O intelectual genuinamente acredita que é mais culto e que sabe muito mais do que o resto de seus concidadãos”

    “Na maior parte das circunstâncias, ele percebe que o valor de mercado que ele gera ao processo produtivo da economia é bastante pequeno. ”

    Depois desses pequenos fragmentos retirados do texto so posso fazer um comentário: PARABÉNS!!!

    negociosdolu.com.br

  88. O resumo de muitos arrogantes doutores em ciências sociais que só aparecem de vez em quando na Globo com a alcunha de especialista em alguma reportagem.”Este especialista afirma que…etc etc”

  89. Geison Felipe Costa da Silva

    Uma coisa é certa, quando o ocidente abandou o intelectualismo, a cultura, a ordem, a beleza e os ideais humano foi a queda de Roma e caímos na idade média. Todo esse movimento acontecendo novamente, só me faz lembrar disso e talvez pensar que estamos entrando em uma nova idade de trevas.

  90. A censura estatal foi substituída pelos homens ricos do poder.

    George Orwell: "O grau de liberdade de imprensa…tecnicamente, há uma grande liberdade, mas o fato é que a maior parte da imprensa é de propriedade de algumas pessoas que agem de forma muito parecida com a de uma censura estatal. A Imprensa “britânica” é extremamente centralizada, e a maior parte dela é de propriedade de homens ricos que têm todos os motivos para ser desonestos sobre certos temas importantes…”

  91. Delnard Helge Fleury

    Façam todos uma experiencia,desmontem uma máquina qualquer,e imaginem o processo produtivo das partes que compõem o produto,as terceirizações,a composição dos preços,a formação de profissionais,o emprego,a linha de montagem,… bom,as ciencias sociais são apenas um minimo componente,alheio à matriz de sustento da economia,e os quadros politicos de governo são péssimamente organizados para as empresas ; estão aí para seu auto sustento,e para atrapalhar;por sua incapacidade de compreender a complexidade dos processos, atrapalham a hierarquia das competencias!

  92. Jardel Augusto Brugnola

    Não sou intelectual, também não sou gênio, e menos ainda alguém que possa apresentar algo muito significativo para os humanóides, mas uma coisa eu tenho para vocês: vão todos catar coquinhos, porque ‘cultura’ e fezes tem o mesmo conteúdo, já o capitalismo é uma saída para os mais ‘iteligentes’, porque quem é inteligente ‘deve’ por obrigação ganhar dinheiro!!!

  93. Gostei do artigo. Concordo com tudo. Mas fico com vontade de perguntar:

    1) Quem saberia dizer o nome de alguma boulangerie que atendesse a burguesia dos tempos de Marcel Proust?

    2) Ou então o nome de um fabricante de carroças na Rússia de Leon Tolstoi?

    3) Ou o nome de uma cutelaria nos tempos de Honoré de Balzac?

    4) ou o nome do comerciante de mármore que atendia o Lorenzo Bernini?

    Rembrandt morreu na miséria, no entanto é o nome dele que nos vem à memória sobre aquele período da vida holandesa.

    Todos os comerciantes são importantes. Mas quem fica para a história?

  94. Intelectualidade não cria em mim, qualidades como coragem e força física. Fica só no campo mental e me atrapalha. Se eu aposto na ignorancia eu ainda vou mais longe na vida, mesmo sendo um individuo contraditório.

    Mas o problema da democracia no terceiro mundo é o que o Senado nunca vai deixar o Bolsonaro governar. Os proprios EUA não deixam os países mais fracos se fortalecerem, só eles podem ser fortes. O armamentismo civil só existe em democracias de primeiro mundo, mas no terceiro mundo será barrado pelo Senado. Se tivesse uma ditadura militar no Brasil que garantisse o armamentismo civil sem muitas restrições o Brasil iria se aproximar mais de um Irã, com os EUA atacando, conflitos nucleares etc Democracia não significa garantir direitos.

  95. Reginaldo Ribeiro Oliveira

    Vendo Bill Gates, Steve Jobs, Silvio Santos, Mark Zuckerberg, Samuel Klein e outros que não terminaram ou nem sequer fizeram faculdade, penso no ódio que os intelectuais têm dos empreendedores.

    Intelectual precisa dizer um monte de besteira como a (pseudo)filósofa Marilena Chauí, que acredita que o caminho do combate da desigualdade social é o fim da classe média.

    Ou seja, combater a desigualdade social e não a pobreza da sociedade, tornando todos pobres e “felizes”. Tanto que se isso fosse verdade, não faria sentido os cubanos abandonarem sua paradisíaca ilha no Caribe.

    Sem dizer que artistas estão mais preocupados com o dinheiro que podem receber do governo, ao invés de expressar sua arte, servindo de mero instrumento dos governos socialistas para controlar as massas.

  96. Até onde sei, o capitalismo como o entendemos, é posterior ao século XVI. Gostaria de saber as referências para as afirmações inferidas a Sócrates, Platão e Aristóteles, pois nunca lí nos escritos de Platão e Aristóteles nada que corroborasse estas afirmações.

    Creio que as críticas apresentadas são aceitáveis se tiradas da esfera absoluta: “todos os intelectuais com raríssimas exceções”. Também é preciso definir corretamente o termo intelectual, pois colocar Platão e Aristóteles no mesmo saco com Anita, Marcelo D2 , Mozart, Michelangelo, Brad Pit, Machado de Assis, Henry Bugalho, Marilena Chauí, Pedro Bial é um pouco de forçação de barra.

    A atividade intelectual é inata ao ser humano e é o que o define como tal. O próprio capitalismo com certeza foi primeiro pensado intelectualmente antes de existir, o mesmo valendo para suas vertentes evolutivas, a menos que o escritor seja adepto de Max e ache que só existe a praxis.

    Existem intelectuais que são contra o capitalismo? Com certeza, como existem professores, bombeiros, médicos e bancários e mais uma enorme quantidade de pessoas, que sentem-se mal remuneradas nas suas atividades. Da mesma forma, em todas estas profissões você encontrará pessoas a favor do capitalismo.

    Toda generalização já nasce errada e não deixa de estar errada pela importância de quem a faz.

  97. JAMILE VIANA CLEZAR

    Agradeço pelo site.

    Caem as “escamas” de nossos olhos, ao ter acesso à essa visão econômica tão crucial e presente em nossas vidas.

    Caro Carlos, não sei se é ignorância, preguiça ou descrédito, o que faz as pessoas não acessarem os links que acompanham os artigos, ou talvez, a ânsia de refutá–los.

  98. Um intelectual ressentido com o sucesso dos capitalistas é o Senhor Olavo de Carvalho, que vociferou contra o proprietário da HAVAN (www.youtube.com/watch?v=_aDhNr_Zd4M).

  99. Ótimo texto! Em tempo, eu tinha um amigo de adolescência que hoje é professor comunista daqueles extremamente virulentos, tem o maior nariz em pé por causa da formação, titulação e da condição de professor dele (e isso desde antes de começar a fazer cursinho), se acha a autoridade suprema, indiscutível e inquestionável do saber, odeia qualquer método/modelo educativo diferente, monopoliza o direito de dar opiniões, nega cinicamente o fato do sistema escolar e universitário do Brasil estar aparelhado para o comunismo, a existência de doutrinação comunista nas escolas e universidades, e nega até a existência do próprio perigo comunista, entre outros pontos mais que estão descritos aí no texto, e sabem o absurdo que esse patife já disse a respeito dos intelectuais? Que “os intelectuais tem mais é que causar desconforto, constrangimento e saias-justas nos outros”. Esse traste inútil pode ter a formação e a titulação que for que ele não vale nada e é um tremendo mau caráter.

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