O mundo não irá se tornar livre pela criação de novas leis ou por causa da renovação de leis antigas. Também não será por causa de novos líderes políticos e nem por causa do resultado de eleições. Tampouco será por causa de uma mudança no governo. O mundo irá se tornar mais livre somente em decorrência de uma mudança na atitude das pessoas em relação ao governo. Não será por causa de legislações, mas sim em decorrência de um desprezo por legislações.
A mudança genuína ocorrerá não quando o estado for reformado, mas quando ele for ignorado. Não quando os políticos forem melhores, mas quando eles forem irrelevantes.
Quando as leis criadas pelo estado não mais forem consideradas necessárias ou importantes, o estado deixará de ser respeitado. E quando ele deixar de ser respeitado, ele não mais conseguirá se impor sobre ninguém, pois sua existência deixará de ser exequível.
É assim que o mundo irá mudar.
Evidências frente à descrença
O mundo pode sim se livrar desta relíquia bárbara conhecida como ‘estado’. O estado é uma poderosa ficção cujo poder depende totalmente da crença das pessoas em sua necessidade, ou inevitabilidade. Mas a crença no estado não é insuperável. Não é intransponível. Não é algo que está contido em um microchip indestrutível inserido na mente das pessoas. Pressupor que um estado tem de existir ou que ele sempre existirá não é um fato indiscutível. O estado, assim como várias outras superstições hoje tidas como ultrajantes, deploráveis, desumanas ou ineficientes, pode perfeitamente um dia ser jogado na lata de lixo da história.
No passado, foram inúmeras as pessoas que riram da noção de que uma instituição tão velha quanto a própria humanidade, a instituição da escravidão, um dia seria ou poderia ser abolida. O senso comum que prevaleceu durante séculos, mesmo entre aquelas pessoas que já haviam percebido a repugnância moral da escravidão, era o de que a escravidão era apenas um aspecto inerente à natureza humana. Reformistas argumentavam que a melhor coisa que podia ser feita era tentar criar uma versão mais humana para a escravidão.
A escravidão era uma instituição que, por mais diabólica que fosse e por mais utópicos que parecessem aqueles que defendiam que o mundo seria melhor sem ela, estava aqui para ficar. Alguns dedicaram sucessivos esforços para tentar aprimorar a instituição da escravidão, para ensinar os senhores de engenho a serem “bons” e “mais humanos” para com seus escravos. Alguns criaram regras e costumes com o intuito de limitar os efeitos mais sórdidos da instituição. Mas a instituição em si era considerada tão inevitável quanto a escassez e a morte.
O erro fatal deste raciocínio é que a escravidão e o governo, ao contrário da escassez e da morte, são instituições criadas por humanos. Escravidão e governo são, acima de tudo, construções mentais. Suas manifestações físicas não são realidades que os humanos simplesmente encontram na natureza, mas realidades que nós mesmos criamos. E humanos só criam aquilo que antes imaginam. Uma ideia só irá se tornar uma ação caso o indivíduo atuante acredite que vale a pena levar adiante tal ideia. Para subjugar outro ser humano, ou para tolerar e permitir a subjugação de um ser humano por outro, é necessário antes que o indivíduo tenha em mente a ideia da subjugação, e que ele creia que implementá-la é preferível a ignorá-la ou condená-la. Já a escassez e a morte natural não necessitam de nenhum consentimento humano. O velho ditado sobre a morte e os impostos serem inevitáveis é somente metade verdadeiro.
Se o estado, assim como a escravidão, é o resultado das ideias de indivíduos, então ele não é inevitável. Algum dia a humanidade ainda irá olhar para trás e vislumbrar a instituição chamada estado com a mesma sensação de vergonha e estupefação que sente hoje em relação à escravidão. Como foi possível que tantas pessoas — várias delas boas pessoas — vivessem suas vidas diariamente cercadas por uma instituição tão corrupta, tão desumana, tão ignóbil, tão coerciva, tão violenta e tão aviltante? Elas realmente consideravam tal instituição necessária? Elas realmente não percebiam o quão degradante tal instituição era? Será difícil entender como tantos humanos consideravam o estado inevitável, tolerável e até mesmo bom. Assim como a escravidão se tornou uma relíquia odiada, o mesmo pode ocorrer ao estado.
Como tudo acontece
A escravidão não foi abolida por mudanças nas regras, nas leis ou nas lideranças políticas. Tais mudanças normalmente são meras consequências de mudanças na mentalidade e na crença das pessoas. Embora mudanças nas regras, nas leis ou nas lideranças políticas erroneamente recebam os créditos, elas jamais são a causa. A escravidão acabou assim que as ideias das pessoas a respeito dela foram alteradas. As pessoas passaram a acreditar que a escravidão não apenas era um mal, como também era um mal desnecessário. As pessoas começaram a ver a escravidão como algo tão maléfico, que elas se tornaram dispostas a tolerar os inevitáveis sacrifícios de curto prazo trazidos pela abolição da escravidão com o intuito de colher os frutos do aperfeiçoamento de longo prazo da condição humana.
O cálculo de custo e benefício foi alterado tão logo a noção de moralidade das pessoas sobrepujou o temor da ‘instabilidade institucional’. As desconhecidas consequências da abolição da escravidão se tornaram um risco aceitável quando comparadas aos conhecidos males da instituição, os quais haviam se tornado uma realidade inaceitável.
Reforma política
Reformas políticas jamais podem produzir liberdade. Elas podem, em raras ocasiões, ampliar um pouco de liberdade para apenas algumas pessoas; porém, enquanto tal ampliação ocorrer via métodos políticos, o que realmente estará ocorrendo é uma barganha que está retirando a liberdade em algumas outras áreas. Quase sempre, haverá um fomento de longo prazo da confiança no estado. Todo o jogo político se resume a rearranjar e a reforçar a necessidade do estado.
O jogo político atrai grande atenção e, sendo assim, vários sugerem utilizá-lo como uma maneira de educar as pessoas sobre o poder da liberdade. Mas utilizar a política como ferramenta educacional somente será de alguma valia no longo prazo se tal medida também ensinar às pessoas que, no fundo, a política é um mal, e que o governo jamais pode ser uma instituição benéfica. Se a política meramente inspirar as pessoas a defender a ideia de que o estado pode melhorar as coisas, então ela não irá, no final, tornar a sociedade mais livre. É a descrença na política e no estado o que leva à liberdade.
Sempre haverá pessoas com desejo de poder, com desejo de controlar os outros. Somente quando o resto não mais acreditar que tal poder é necessário, e consequentemente não mais obedecer às ordens dos senhores de engenho, poderá a liberdade triunfar.
Mudança de foco
Humanos querem resolver problemas da maneira mais imediata e direta possível. Queremos saber onde começa o problema da restrição da liberdade. Descobrimos a fonte de maneira gradual e progressiva. Primeiro, o foco está nas pessoas — na liderança política considerada incapaz e corrupta. Isso rapidamente se generaliza para partidos políticos ou grupos, depois para políticas e leis, depois para agências e instituições, até finalmente chegar ao próprio estado.
Neste ponto parece que chegamos ao âmago do problema: o estado em si, e não as personalidades, partidos, agências ou leis sob seus auspícios. Porém, uma mudança de foco ainda mais profunda é necessária. O estado não é a raiz do problema. O real problema não é uma instituição, mas uma ideia. A ideia de que o governo é necessário. É esta ideia a culpada de todas as coisas ruins que o estado já fez.
Uma pequena mudança de foco já está ocorrendo. Algumas pessoas já percebem que não há diferenças entre partidos políticos. Outras não acreditam que políticos são seres superiores capazes de solucionar problemas criados pelo próprio estado. E já é mais comum ver instituições estatais e os incentivos distorcidos criados pelo governo sendo criticados. Isso é um progresso, mas é muito pouco. Ainda é muito raro ver a existência do próprio estado sendo criticada, e ainda mais raro é ver uma crítica à ideia de que o estado é necessário.
A crença em sua necessidade é que o concede todo poder ao estado, o qual, por definição, é repleto de maus incentivos que atraem e estimulam pessoas ruins. Dizer que pessoas, partidos ou políticas são o prob
Não existe uma forma ou arranjo de estado que seja garantidor da liberdade. A solução sempre será paz, livre mercado e voluntarismo. O anel do poder não pode ser utilizado para o bem; ele deve ser jogado no fogo antes que o bem seja utilizado como desculpa para o mal.
Mudando vidas e mudando a vida
Não quero aqui subestimar as possíveis consequências de algumas tentativas de se reformar o estado. Por meio de tais esforços, vidas podem ser mudadas. Uma decisão judicial pode salvar um indivíduo ou toda uma vizinhança de ser demolida e desapropriada pelo estado. A revogação de uma regulamentação pode mudar para melhor a vida de um empreendedor, permitindo que ele finalmente possa correr atrás de seu sonho. Tais medidas são análogas a donativos enviados para regiões que sofreram desastres naturais; elas podem genuinamente mudar vidas e oferecer um grande alívio. Elas podem mudar vidas, mas não podem mudar a vida.
Desastres sempre ocorrerão. Assim como as condições que geraram fome não são melhoradas com o alívio instantâneo da pessoa que recebe donativos, as ações estatais que destroem a liberdade não são abolidas quando determinadas ações estatais momentaneamente deixam de estorvar uma vizinhança ou de regular um determinado setor da economia. O estado sempre continuará — pois depende disso — buscando sua própria expansão, e crescerá em cima de todos os pontos fracos que encontrar, garantindo que um incontável número de vidas continue dependentes de sua existência, mas sem que as condições gerais de vida sejam fundamentalmente alteradas. Tratar a doença é uma medida nobre, mas não é o mesmo que erradicar a doença.
Mudar vidas é um trabalho nobre e gratificante. Mas para aqueles corajosos o bastante para sonhar, mudar a vida é uma bem-aventurança, e é algo que só pode ser feito por meio do enfraquecimento — e não do aperfeiçoamento — do estado.
O que fazer?
A única tática que merece ser perseguida é a do esclarecimento. O esclarecimento próprio e o dos outros, sempre de maneira contínua. Isso não significa dizer às pessoas em que acreditar ou o que fazer. Trata-se muito mais de descoberta do que de educação. Um professor, por meio do fornecimento de informações, pode ajudar um aluno a descobrir a verdade, mas o aluno tem de ter a curiosidade e a ânsia da descoberta. É o próprio descobridor quem decide se quer ou não descobrir.
Torne-se uma pessoa livre e a sua liberdade será um estímulo e um farol para outras que também querem ser mais livres. Comporte-se como uma pessoa livre e todos irão querer imitá-lo. Crie liberdade na sua própria vida, troque ideias, seja aberto e receptivo ao poder da criatividade humana. Liberte sua mente e você começará a libertar a mente dos outros — não ao dizer a eles em que acreditar, mas ao demonstrar e discutir a superioridade das ideias de liberdade.
O mercado não produz inovações e tecnologias porque pessoas espertas dão ordens a terceiros; o mercado produz inovações e tecnologias porque se trata de um arranjo em que há uma contínua troca de idéias, um contínuo fluxo de criação e imitação, de tentativa e erro — o maior jogo ininterrupto de trocas econômicas.
A construção de uma sociedade livre não tem de esperar que o estado se torne limitado ou ausente; com efeito, o estado só irá desaparecer após uma sociedade livre ter sido construída para substituí-lo. O fantástico poder das ideias irá destruir as bases que sustentam o estado tão logo pessoas livres começarem a viver e a respirar ideias que demonstrem a vida, a energia, o prazer, o progresso e a satisfação da liberdade.
Isso não significa que todos aqueles que querem liberdade devem fazer a mesma coisa. Demonstrar e discutir as ideias de uma sociedade livre é uma tarefa tão ampla e evolucionária que abre inúmeras portas. As diferenças intrínsecas aos seres humanos no que diz respeito às suas habilidades e interesses levam a inúmeros esforços, e o esclarecimento e o preparo permitem um amplo espaço para diferenciações.
Nossas diferenças irão se manifestar nas outras pessoas com quem trocarmos ideias, bem como nos métodos e meios que utilizarmos. A construção da sociedade livre tem de se basear na troca de ideias. Só assim a mudança poderá ser duradoura. Não se deve enganar, adular, forçar, atiçar, empurrar, subornar ou ditar ordens. Tais medidas irão, no final, levar a menos liberdade, e não a mais.
A liberdade não é inevitável, mas é possível. Um estado que não esmague a liberdade não é uma realidade possível. Enquanto o estado for considerado algo necessário, ele irá existir; e ele sempre crescerá para muito além de seus limites originalmente imaginados e desejados. Todos os estados tendem a saquear e a depredar a sociedade que o sustenta até destruí-la e destruir a si próprio; o que varia é apenas a velocidade com que isso ocorre. Mas se a crença na necessidade do estado permanecer, o estado deposto será rapidamente substituído por um estado novo, e todo o processo será reiniciado.
A única fundação sobre a qual uma sociedade pode ser construída sem entrar em colapso é a crença na possibilidade de uma vida sem políticos e burocratas nos apontando armas e ditando ordens.
Esta é uma crença que tem de se tornar popular. Argumentos consequencialistas (práticos) e deontológicos (morais) contra o estado são válidos, mas insuficientes. As pessoas sempre irão aceitar um sistema imoral e ineficiente caso acreditem que ele seja necessário. Tão logo elas descobrirem que tal sistema é desnecessário, elas irão abandoná-lo e fornecer razões práticas e morais para fazê-lo. Mas, para que isso aconteça, a crença na necessidade do estado tem de ser derrubada.
Realista e radical
Se abrirmos nossa imaginação, há ampla e abundante evidência de ordem sem o estado. Normas e instituições não-estatais produzem a maior parte do mundo que vemos ao nosso redor. Historicamente, a sociedade precede o estado, e há ampla evidência de soluções não-estatais para aqueles problemas os quais fomos ensinados que somente o estado pode resolver.
Sempre que as pessoas se tornam capazes de imaginar soluções melhores, elas imediatamente deixam de apoiar soluções inferiores (mesmo diante do desconhecido, caso elas acreditem na premissa) e deixam de proibir novas experimentações. Pessoas com uma imaginação pequena demais para visualizar um automóvel podem perfeitamente aceitar restrições à construção de estradas. No entanto, pessoas que embora sejam incapazes de visualizar a manifestação específica de um automóvel, sejam capazes de imaginar o progresso humano e as invenções capazes de surpreendê-las, serão muito mais reticentes em restringir a construção de algo que seja uma promessa desconhecida.

Aqueles que conseguem imaginar tal mundo têm a tarefa de abrir a mente de terceiros para esta mesma possibilidade. Mostrem a elas, inspirem-nas e deixem-nas intrigadas. Onde a imaginação é deficiente, também o é a liberdade.
A dissolução do estado não depende de as pessoas se tornarem melhores ou que a moralidade mude, ou que haja um próximo passo na evolução. É uma falácia crer que o governo é necessário e inevitável. Ele pode desaparecer a qualquer momento. É tudo uma questão de mudarmos nossas crenças, paradigmas e teorias a respeito do mundo. É necessário apenas que percebamos que o estado não é necessário. Eu digo “apenas” estando perfeitamente ciente de que o poder de imaginação necessário para entender a desnecessidade do estado não é pequeno. Abrir nossas mentes a esta possibilidade é o maior e mais promissor desafio intelectual e prático de nossa era.
Leia tudo sobre o assunto Anarcocapitalismo
Brilhante!
Um dos textos libertários mais inspiradores que já li.
Obrigado por disponibilizá-lo.
Fantástico! Pra começar bem o feriado! abçs
Muito bom, excelente texto.
Gostei da parte que fala sobre não impor nada a ninguem, mas a importancia de externalizarmos nossas ideias, para que haja debate e internalização do ouvinte consequentemente uma externalização renovada em seus próximos debates.
Uma semente pode mudar um pequeno grupo. Um pequeno grupo pode mudar uma nação.
Ajudar uma pessoa a aprender a pensar lhe mostrando outras formas de um mesmo objeto é o caminho.
Excelente artigo, me renovou!
Troféu de artigo do ano.
Troféu de artigo do ano. [2]
Compartilhar com os meus alunos! Imediatamente!!! Obrigada pelo brilhante texto!
Saudações, colírio para os olhos, pois o leio-o, se caso fosse um som, seria música para meus ouvidos.
Excelente texto, aceito o desafio,irei informar aos incautos, aproveitarei a oportunidade da atenção do colega e convidarei ao experimento.Vejo também que encontrarei muitos que gostam da tutela, foram nascidos,amamentados no estado-babá e educados no estado-provedor/onipotente.
É isso, retirar a venda esperando que o Sol não incomode.
Eu estou entre aqueles que acreditam que isso é uma utopia.
As pessoas só acreditam que o estado é necessário porque duvidam da capacidade psíquica de controle das suas próprias pulsões – ou não conseguem um autocontrole.
Vejam isso… É gente do MIT. O que acham?
g1.globo.com/globo-news/milenio/platb/2012/08/24/a-importancia-da-politica-para-a-economia
Os textos do IMB sobre a filosofia libertária estão entre as leituras mais belas que já vi na internet.
Parabéns!
Abraços
Troféu de artigo do ano.[3]
O artigo me fez lembrar de um professor da faculdade, por meio do qual conheci o site.
Brilhante texto!!!
Chega de políticos profissionais, não votem mais em alguém, uma hora eles desistem e quem precisa deles?
Prezado Neto
Veja o vídeo até o final e escute o que foi dito sobre as iniciativas brasileiras (nos dois últimos mandatos presidenciais).
Veja o que o teórico comenta a respeito da liberdade de mercado e da NECESSIDADE DE ESTADO. Para o douto economista, tal necessidade é imperativa para se acabar com os monopólios e gerar iguais chances para todos.
Sugiro que veja o vídeo todo antes de postar suas impressões. Tal atitude é perigosa. Muito provavelmente, foi por causa de pessoas que fazem leituras superficiais das obras, que muitos teóricos, incluindo Mises, foram incompreendidos e esquecidos, ao passo que outros, pelo mesmo processo foram elevados a deuses.
Coloquei o vídeo como uma provocação (saudável) ao texto apresentado pelo IMB. Quero poder contribuir para a causa libertária, só que seria interessante observarmos as ideias que estão a nossa volta para que não fiquemos insulados em nossos pensamentos. Devemos ler e discutir o que foi apresentado e não ficar dizendo amém para tudo. Afinal, sou LIVRE para pensar o que quiser, ou você é um funcionário da ANVISA? Ou da ANCINE, talvez?
(www.ancine.gov.br/nova-lei-da-tv-paga http://www.dci.com.br/servicos/todos-canais-brasileiros-de-tv-a-cabo-terao-producao-nacional-ate-2013,-diz-ancine-id305065.html)
Muitos comunistas que conheço são peritos em repetir, de forma sistemática, o comportamento descrito na última linha do parágrafo anterior.
Muito cuidado.
Não gosto de anarquistas, eles defendem o fim do Estado usando a corrupção e as piores leis como argumento. O Estado é a solução pra manter o país funcionando, o problema é que ele está cheio de socialistas e comunistas infiltrados (vide todos os partidos serem de esquerda). O problema não é o Estado em si, o problema são os políticos e certas leis que podem ser alteradas.
inspirador esse artigo! um verdadeiro manual de liberdade
Sérgio, como seria a escolha dessas pessoas “certas”, “sábias”, “santas”, enfim?
Isso não é possível, infelizmente.
Os libertários já começam mal pois se baseiam em um princípio auto-contraditório: a liberdade. Ora, não há liberdade total. Onde começa a liberdade de uns, acaba a de outros, e isto é FATO.
Libertarios são relativistas, e o relativismo é uma porta aberta e com bandeira de boas vindas ao granscismo. O grande problema atual é justamente a dominação cultural esquerdista e contra esta, o libertarianismo, não só é inutil como foi/é um colaborador. A maioria dos libertários defendem todo o relativismo moral defendido pela esquerda: como a defesa da liberação do aborto, casamento gay, prostituição, a banalização do sexo, etc.
O conservadorismo cristão restringe a liberdade dos indivíduos às leis de Deus. Portanto jamais permitiremos aborto, eutanásia e etc. Já os libertários eles querem afrouxar tudo. Se você não mata (exceto aborto e eutanásia) ou não rouba, tá valendo. Eles dizem que se o cara que usar drogas, pode usar, se quer abortar, pode abortar, se querem eutanásia, que tenha, se querem casamento gay, que façam e etc etc etc…
Pergunto eu então: no fim das contas, eles estão mais do nosso lado, ou do lado dos revolucionários?
Prezados,
Muitíssimo obrigada por este texto. Realmente me fez refletir,havia me esquecido o quanto o estado é desnecessário e como o poder das idéias faz-se necessário, não para tentar convencer os outros e mudá-los, mas sobretudo para mudar-se a si mesmo e fazer de si um exemplo para os outros….precioso esse texto….Obrigada novamente!!!!
A princípio, a simples existência desse site divulgando suas idéias já contradiria esse artigo, que é profundamente bem escrito, riquíssimo, mas com uma carga exacerbada de utopia. Entretanto, embora utópico demais, acrescenta muito a quem o leu, e que jamais cogitou alijar de si mesmo não e presença do Estado, mas sim a simples idéia da necessidade da existência do Estado. Os indivíduos não são apenas idéias, mas sim engrenagens genéticas, com todos os comprometimentos fisiológicos, neurológicos e principalmente hormonais (muito oscilantes, por sinal), que os tornam completamente diferentes entre si, e por isso mesmo sujeitos a reagir diferentemente, ter anseios e inquietações diferentes a respeito do mundo, e até mesmo idéias e comportamentos imprevisíveis. Somados a isso há também a herança cultural, o meio em que vivem e interagem, e até a temperatura da cidade ou do país onde moram, bem como seu estado de saúde e tipo de alimentação. Essa pluralidade já torna o artigo completamente impossível de se tornar realidade numa sociedade. E vendo por esse prisma, o artigo extrapola a utopia e passa a ser devaneio, pois, repito, fisiológicamente falando, é completamente, absolutamente impossível de se tornar realidade, mesmo daqui a milênios. A idéia de a sociedade algum dia extinguir a idéia da mínima necessidade da presença do Estado é um devaneio, a menos que estejamos falando sobre outra raça que não seja a humana. Porém, a sociedade sem a intervenção do Estado em algumas áreas fundamentais, principalmente a da iniciativa privada, ou das decisões pessoais sobre aborto e eutanásia por exemplo, é menos fictícia e seria ideal. Utopias tem sido discutidas há décadas, e percorrem sempre um caminho circular, permanecendo mais no campo filosófico do que no sociológico ou antropológico, voltando à estaca zero e recomeçando dali. Utopias não influem diretamente na mudança social, mas tem um peso indireto, o emocional, que é imprescindível para manter o sonho e a eterna esperança de um mundo melhor ou de um mundo ideal, e isso é um importantíssimo mecanismo de defesa individual e coletiva, que impede a estagnação total da sociedade, pois esse mecanismo joga para longe a depressão. O libertarismo não combina com utopias como a desse artigo que a meu ver ultrapassou o exagero e o mínimo de racionalidade cognitiva, que auxilie ou acrescente algo prático (que fique claro que eu disse prático)agora ou num futuro distante que seja, a não ser que a natureza desse grupo mudasse para o campo unicamente de meditação e contemplação da natureza e do cosmo, sem alterar a engrenagem social, ou por outro lado, que ele adotasse a foice e o martelo como logomarca, o que definitivamente seria um contraponto total à escola austríaca. Bem, essa é a minha opinião, após ler o artigo , que, repito, é enriquecedor filosoficamente. Como sempre, valeu muito ter lido os debates entre os comentaristas, pois agregaram valor cultural e histórico ao artigo, além do nos levar à reflexão sobre idéias que nos parecem óbvias, por serem inerentes à sociedade desde sempre, mas que nem por isso são isentas de uma certa letalidade para com cada um de nós indivíduos. E essa reflexão reforça mais uma vez a noção de que mudanças sociais só são possíveis a partir do conhecimento, reflexão e da visão crítica, mas acima de tudo a partir do auto-conhecimento, desprendimento e auto-crítica individual e coletiva, que são os verdadeiros pontos de partida para mudanças efetivamente viáveis. Eu agradeço a todos vocês.
O texto é muito bom. Leitura fácil para quem não imagina a vida sem estado. Talvez seja uma ponta para o leitor iniciante que tem curiosidade em puxá-la e ver o final ou começo da linha.
Quem descobriu a filosofia libertária atualmente são pessoas moldadas numa arquitetura estatal. Interessante como esse fio foi puxado por cada um pela primeira vez.
Mudando de assunto. Tenho uma opinião que o termo ''anarco'' causa repulsa no ouvinte desentendido da condição plena de liberdade. Os motivos não é o caso deste meu comentário. Observando a reação alheia, percebi que é uma palavra que soa excludente e em nada mostra a profundidade escondida por muitas camadas na sociedade estatista. É apenas uma palavra! Correto. Porém importante aprimorarmos técnicas para desviar o olhar para a superfície e depois nas profundezas do conceito. A meu ver está se fazendo o contrario disso.
Quem é familiarizado com a expressão ''anarco'' obviamente conhece a densidade do significado. Muitos pensarão que é propaganda, marketing, e sei lá mais o quê. E estão corretos. Entretanto não vejo mal nenhum utilizar essa ferramenta. E não me refiro também a maquiar procedimento. Este site não deixa de ser um instrumento de divulgação. Se quisermos uma vida livre de qualquer tipo de coerção, são necessárias muitas maneiras para tal objetivo. A picada da vacina dói, mas ao sabermos que trará proteção suportarmos o efeito dolorido. Se fosse divulgada e massificada ''a dor'' ao invés do beneficio, a aceitação voluntária não alcançasse êxito. Foi uma metáfora para dizer que ''a dor'' nem sempre é física. Ela vem de muitos caminhos e jeitos. Inclusive com o espanto ao ouvir uma simples palavra.
“O mundo não irá se tornar livre pela criação de novas leis ou por causa da renovação de leis antigas. Também não será por causa de novos líderes políticos e nem por causa do resultado de eleições. Tampouco será por causa de uma mudança no governo. O mundo irá se tornar mais livre somente em decorrência de uma mudança na atitude das pessoas em relação ao governo. Não será por causa de legislações, mas sim em decorrência de um desprezo por legislações.
A mudança genuína ocorrerá não quando o estado for reformado, mas quando ele for ignorado. Não quando os políticos forem melhores, mas quando eles forem irrelevantes.
Quando as leis criadas pelo estado não mais forem consideradas necessárias ou importantes, o estado deixará de ser respeitado. E quando ele deixar de ser respeitado, ele não mais conseguirá se impor sobre ninguém, pois sua existência deixará de ser exequível.”
Esse artigo merece ser republicado.
Texto excelente, porém faço um adendo, eu diria que o Leviatã Estatista nas mãos dos políticos em determinados casos opera os atos criminosos que comete com a plena aprovação da própria população desse país, no fim das contas, tudo depende da vontade que ele tem de se livrar do seu tirano.
Por exemplo, o pessoal dos países da antiga cortina de ferro quando quiseram que suas vontades prevalecessem mesmo, se esforçaram ao máximo para enxotar os Ceausescus e Milosevics que tanto os atormentavam de suas combalidas nações ou simplesmente botaram o “pau na mesa” e obrigaram políticos esquerdistas a abolir o sistema “de forma amigável” (Janos Kadar, Gorbachov, Sindicato Polonês Solidariedade…), enfim, quando uma população realmente quer, ela dá fim ao sofrimento, mesmo que pene que nem um porco para isso. Agora, será que o cubano, o venezuelano ou o norte-coreano sentem tanta vontade assim de se livrar de seus opressores? O comunismo da Alemanha Oriental parecia bem mais inquebrantável que o cubano e ainda sim, a população deu um basta nisso, idem ao Camboja, que tinha rédeas até mais pesadas que a dinastia dos Kim’s na Coreia do Norte.
Idem aos movimentos de secessionismo/fusão de países, vejamos: O Kosovar era um povo tão desacreditado com sua autonomia quanto é um Basco ou um cidadão do Sul do Brasil, porém, ele deixou de apenas falar e conseguiu de fato sua independência. Da mesma forma que um turco, um armento, um azeri, um palestino, um israelense, um iraniano e tantos outros povos vivem choramingando que se aquela região continuasse sobre a batuta otomana com um esquema semelhante ao que foi feito nos Estados Unidos ou o federalismo suíço (sim, por incrível que pareça, essas pessoas existem), muitos problemas relacionados a Jerusalém, Palestinos, Artsakh, quebra do estado da Somália, etc não dariam tanta dor de cabeça a região, mas não toma a iniciativa que está sendo tomada por alguns países da África Oriental (Ruanda, Quênia, Congo, Uganda, Tanzania e Burundi) de fazer uma federação nesses termos em breve.
Enfim, há momentos que um único tirano simplesmente quer impor seu socialismo na marra nos estados, porém, a durabilidade/abolição desses, depende mais da VONTADE do povo em fazer isso do que com a própria impraticabilidade do sistema (A União Soviética de fato faliu em 1991, porém, na medida que as reformas de liberdade de expressão foram implantada na época com as Glasnot/Perestroika, a população obrigou que os burocratas assumissem que o experimento socialista de quase um século havia dado errado, sem precisar dar tiros pra isso).
Existe exemplo de algum território que aboliu o estado ??
Sem o estado quem vai ditar as regras ?
PIB 2021: 8.7 trilhoes reecas
Impostômetro 2.6 trilhoes de reecas
Como o governo toma, mas soma no cálculo do PIB oficial os impostos tomados, o PIB real (o que o cidadão produziu) foi 6.1 trilhos de reecas somente.
Sem levar em consideração o déficit, então o governo arrecadou (tomou) e gastou 42 por cento do PIB.
Mas como o cálculo do PIB oficial é inchado, oficialmente se diz que a carga tributária é de somente 33 por cento do PIB.
E somados o déficit nas contas públicas, que chegaram a 14 por cento do PIB, pode-se dizer que os gastos do governo chegavam a 46 por cento do PIB real.
Um estado gigantesco.
Mas o governo oficialmente tenta passar que o gasto é de somente 33 por cento do PIB. E vai começar o gov do “L” gastando o rodo.
Podemos começar a olhar para um horizonte exemplo Pelé é o Brasil que daria certo!
Em minhas divagações eu sempre imaginei que o que contribuiria, de fato, para a mudança do status do estado para um ente meramente corrupto e parasitário seria uma espécie de revolução cultural, que é basicamente o que o texto afirma, mas de uma forma muito mais acurada e assertiva e com pontos sob os quais eu ainda não havia pensado. Fico feliz em observar em mim esta percepção de que não será através do estado que a mudança irá vir, mas sim através das pessoas que começarão a observar o quão nocivo e ruim é o estado na vida delas. Mas, ao mesmo tempo, não consigo ser tão otimista. Isso ocorre porque não podemos negar o poder de influência do estado em relação à mente das pessoas, com todo seu aparato educacional que realiza uma lavagem cerebral nos cérebros, principalmente os cérebros jovens, cérebros estes que não são apresentados aos ideais de liberdade e voluntarismo, apenas são expostos as ideias estadistas. Penso que devemos iniciar a mudança através das nossas crianças, considerando que é muito difícil (mas não impossível) a mudança em pessoas com idade mais avançada. Precisamos expor as crianças, adolescentes e jovens em geral a liberdade, aos livros, aos debates e afins. Enfim, em suma, um ótimo texto que deveria ser levado a todos os seres pensantes dessa terra.
Nesse vídeo de 2004, Olavo de Carvalho participou do Programa Tribuna Independente, da Rede Vida. Vendo o programa, eu concluo: Olavo de Carvalho tentava tankar o Brasil desde os anos 1970. No mesmo ano, criaria o programa televisivo Mídia sem Máscara, junto com o economista José Monir Nasser. José Monir Nasser faleceu em 2013.
Olavo foi para os EUA em meados de 2006 e morreu em janeiro de 2022, sem ainda conseguir tankar. Intelectuais como Roberto Campos e Paulo Francis também tentaram tankar o Brasil.
Quem irá conseguir tankar o Brasil?
economia.uol.com.br/noticias/redacao/2023/01/04/alckmin-assume-ministerio-industria-comercio.htm
Acendendo as caldeiras da impressão monetária. Preparados pra surfar na onda e depois nova ressaca?
Galerinha, vejam se minha lógica faz sentido, mas os recentes acontecimentos me parecem ser o canto do cisne para a esquerda bananense, a extremização da mesma me cheira a puro desespero, vejam:
– Lula venceu a eleição (isso descartando-se a possibilidade de fraude) com uma margem muito apertada mesmo com a mídia em massa à seu favor e com o TSE praticamente o empossando antes da eleição, o que mostra que ele não tem mais nem de perto o apoio popular que tinha nos anos 2000, o que leva ao segundo ponto;
-A esquerda repete a palavra “democracia” a cada três frases e promete picanha e dinheiro ilimitado para os pobres numa patética e desesperada tentativa de conseguir algum apoio, o que por enquanto pode ter funcionado porém essas coisas não serão entregues, o que vai criar ainda mais problemas pro molusco e sua turminha;
– “Autoridades” (STF por exemplo) que antes eram tratadas com respeito quase religioso hoje são brutalmente xingadas e ninguém mais as leva à sério, viraram motivo de escárnio e nojo por parte do grosso da população;
– A lamentável tentativa dos mesmos de calar opositores no grito e na voz de prisão apenas demonstra que eles já perderam totalmente o controle da situação, e não vai funcionar, na era da internet isso pode muito bem ser muito mais um tiro no pé que qualquer outra coisa;
Aliás, é impressão minha ou desde que o fiasco da Rússia na Ucrânia se tornou aparente e inegável para todos o discurso da esquerda vem se tornando mais agressivo também? Será que o choque de realidade de que a Vodkalândia não é nem de longe a potência irrefreável que se propagandeava por aí deixou os vermelhinhos com as calças arriadas e com medo de acabarem sem aliados internacionais que os possam proteger?
Enfim, o que vocês acham?
“Já o povo da classe média está revoltadinho com a vitória do Lula, mas não sabe o que fazer (além de falar bobagem na internet) porque não sabe raciocinar fora do pensamento estatista, e fica com esses delírios de “golpe dentro da lei”. Entre aceitar o PT ou deixar de se ver como um cidadão de bem respeitador da lei, eles preferem a primeira opção.”
Ah, é mesmo? Ficou revoltadinho? Pode ter certeza que foi justamente esse canalha dissimulado do cidadão emergente caloteiro e consumista que ajudou a colocar o cachaceiro no poder, pois então, deixa eu te falar uma coisinha meu doce, isso de que o cidadão da classe média brasileiro é de direita não passa de pura ilusão! Ele é tão liberal na economia quanto é um deputadinho do centrão, esse muda de ideologia política como quem troca de cueca! Só tá preocupado com o próprio bolso! A partir do momento que o “PresidentÊ Mulla!” prometeu cancelar vendas de estatais, aumentar o número de concursos públicos, estender assistencialismo/subsídios para a classe média baixa (aquela coisa de “salário mínimo pra MEI” que o Andrade, um analfabeto funcional em economia quer criar por exemplo), tirar gente do Serasa como já tinha proposto o Cangaciro, fazer com que bancos perdoem dívidas dessa gente para voltarem a consumir e se endividar em sequência e claro, a famigerada frase da “picanha na mesa todo dia”, o tal do “trabalhador de classe média oprimido pelo governo, aka Bolsonarista ferrenho” cortou até o dedo para imitar o Nine! Esquece essa gente! São o reais culpados pela volta dele, simplesmente porque esse pessoal NÃO TEM IDEOLOGIA! Mas sim um preço!
“Por último, porque vc acha que a Rússia de Putin tem algo a ver com a esquerda? Putin defende todas as pautas dos “conservadores de direita” brasiileiros: nacionalismo, intimidade com a igreja, discurso moralista e defesa dos “bons costumes”, a favor do livre mercado no discurso mas intervencionista e populista na prática, etc. Basta ver como ele é odiado por toda a comunidade “progressista” e “intelectual” da Europa e dos EUA.”
Você por acaso sabe como funciona a geopolítica? Pode até ser que o “Vlatko” seja alinhado aos neocons em algumas questões (de fato, nisso você tem razão, não é a toa que se dava tão bem com o Bush filho), mas o próprio é o típico russo saudoso de quando a União Soviética “dominava” o mundo e desafiava os Estados Unidos, aliás, ele vive contando histórias de quando seu avô servia comida pro Stalin de uma forma bem “leitosa”, não é necessariamente do comunismo que ele e qualquer russo médio sentem falta, mas sim do poder que essa nação supostamente tinha lá atrás.
Dito isso, geopolítica na verdade é o símbolo do que é a instituição Estado. “Bem contra o mal?” “Polícia do mundo?” Bobagem! Geopolítica é o típico duelo dos maiores governos do mundo para ver quem tem o maior botãozinho de armas, quem tem o monopólio estatal irrestrito da violência, de invadir países pacíficos que nunca lhes fizeram nada, com pretextos estúpidos como se fosse cantor sertanejo comparando tamanho de salame.
Indo ao cerne principal de sua questão, o comunista até esperneia sobre as pautas sociais do Putin e da Rússia hoje, mas ele os apoia em guerras geopolíticas contra os Estados Unidos, simplesmente por causa da máxima “o inimigo do meu inimigo, é meu amigo”, até porque, a China é um filho torto que eles jamais irão assumir pelos motivos que já expliquei lá em cima, então logo, é mais do que natural que a Rússia seja pra esses, um bastião, um alicerce do comunismo clássico, ainda que o careca com cara de sonso cague pra esse tipo de “time de futebol ideológico” e apenas queira defender a posição de “país dominante” que ele acha que a Rússia ainda tem. A Rússia de hoje em dia é como era a Inglaterra lá no início do século XX e durante a primeira guerra, um estado agressivo, inchado e decadente que não aceita que outras economias sejam mais pujantes que a sua, estes eram amigáveis a Alemanha, a partir do momento que esta começou a superar os balanços econômicos, da mesma forma de que por agora, a Rússia é uma “aliada” a China, mas a partir do momento que eles engatarem a segunda marcha, tratarão os chineses com o mesmo desprezo de que tratam um americano.
Pergunta clássica.
Com o que ocorreu em Brasília hoje (Domingo – 08/jan/23), podemos dizer que há uma ruptura em curso no Brasil? Quando cito ruptura, digo no sentido de não respeitar as autoridades (obviamente condenando atos de vandalismo e agressões a jornalistas e policiais que estavam fazendo a segurança).
Infelizmente, vejo o Nine regozijando-se com o ocorrido de ontem e para surpresa de zero pessoas, os progressistas já declaram todo liberal/conservador como bolsonarista radical em potencial…
Ou seja, quando o governo não é eleito por eles, os mesmos querem ter o direito de falar e criticar o governo todos os dias, mas quando entra um governo eleito por eles, aí não querem ouvir críticas da oposição e nem receber o mesmo tratamento que davam a quem discordavam.
E detalhe: esse pessoal reclamava do governo do Bozo até nos status por qualquer motivo e agora com o Mula dando vários motivos de crítica (até envolvimento com milícias que essas pessoas criticavam), estão silenciados.
====É praticamente a descrição da porção progressista de minha família. Retornando à minha cidade-natal, não tardou em bater-me a nostalgia de parentes que possuo em Balneário Camboriú, cuja ideologia é liberal/conservadora. Conforme comentei há dias, nos sentimos todos mal vendo a tragédia do dia 1o na TV; aqui, minha família paterna é, doendo o coração, progressista. A composição é de antibolsonaristas ferrenhos a gay woke.
Principal problema desses argumentos é que nenhuma idéia, ideologia ou sistema “morre”. Ele é só substituído. Isso até QUASE foi abordado pelo artigo, só que não.
Sim, tem muita coisa que dá pra privatizar, mas nem tudo. E embora muito libertário faz bico quando alguém traz o problema de rodovias privadas, eu tenho pontos melhores:
1 – Como que pode haver um sistema de tribunal com aplicação da lei que sejam privados?
2 – Como se lidam com problemas de larga escala geográfica?
3 – Como que uma polícia privada garante segurança de locais com índices altos de criminosos (pessoas mal-intencionadas)?
4 – Como que fica a jurisdição por território?
1 – Essa pergunta parte do pressuposto de “competição de livre mercado de tribunais”. O problema maior aqui é como que digamos alguém que tenta trazer uma pessoa à justiça que se torna fugitiva? Digamos um empregado roubou um equipamento da empresa e fugiu com ele. Toda a “resolução” a esse problema é posterior à condenação (caso legal no tribunal), antes disso você fica no “inocente até que se prove culpado” apesar da acusação. E se o acusado está sob o contrato de outro tribunal privado que permite o que ele fez? Roubo é fácil de entender, mas o exemplo pode ser algo mais complexo (como um “direito de repouso por doença” no qual o empregador contesta como “ausência não justificável ao posto de trabalho”). Mas reitero: o problema maior é trazer pro tribunal, via policiais ou similar. E isso trás também o problema do ponto 4.
2 – Dois vilarejos não muito distantes podem ter definições diferentes do que poderia ser permitido de poluentes expelídos por indústrias, mas a geografia do local pode causar com que ventos de repente soprem a poluição de um vilarejo noutro, fazendo com que os habitantes adoeçam. Como que se resolve? Ambos os vilarejos não são obrigados a aceitar as leis do outro; eles podem estar separados juridicamente já por falta de concordância da leis do outro.
3 – Digamos que hajam pessoas que optem pelo roubo de outrem em uma determinada cidade grande, e a polícia seja por caráter privado. Estudos indicam que locais com mais roubos tendem a ser locais onde a população é mais pobre (ou mais precisamente, coeficiente de gini), e se eles são mais pobres ele não vão ter recursos para ter acesso à polícia, enquanto que locais mais ricos terão acesso. Você há de considerar este aspecto porque ele vai existir em qualquer transição de “governo” (neste caso pela ausência deste), porque desigualdade econômica vai existir sempre, e não é como se um ideal libertário fosse ocorrer da noite pro dia.
4 – Se é parar termos livre escolha de quem vai assegurar nossas leis via contrato, isso acarretaria numa sessão de jurisdição por tais grupos pra níveis pessoais imediatamente (cada casa ou ao menos condomínio vai ter seu tribunal de escolha e o vizinho pode ter outro diferente), que pode depois coalescer por grupos maiores (ou supra-grupos) que regem áreas maiores posteriormente, via acordos, com subdivisões dentro delas. Ou não? E se isso progredir para áreas ainda maiores, não reinventaríamos os Estados Unidos, ao menos como foi criado originalmente?
Fora estes pontos todos, também trago algo que veio ao escrever isso: Acho que o maior problema do estado crescer em poder desenfreadamente é porque existe imposto de renda. Isso já ocorreu inúmeras vezes na história: um estado pequeno e libertário (minárquico) nasce, ele progride e cresce economicamente, o estado cresce via impostos junto com ele, e depois começa a se corromper por ganância de dinheiro e poder. Isso ocorre porque o crescimento econômico trás junto um crescimento de tributação por causa do imposto de renda. Se imposto de renda não existisse, o crescimento econômico teria pouquíssimo efeito no estado. Você ainda pode ter outros impostos, porém.