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A verdadeira doutrina defendida por Karl Marx

O
segredo para se entender o intrincado e maciço sistema de pensamento criado por
Karl Marx (1818-83) é, no fundo, bem simples: Karl Marx era um comunista
Sim, uma declaração aparentemente banal e estereotipada quando comparada
à miríade de conceitos — repletos de jargões — filosóficos, econômicos,
históricos e culturais presentes no marxismo. 
No entanto, a devoção de Marx ao comunismo era o ponto crucial de sua
teoria, muito mais fundamental e dominante do que a dialética, a luta de
classes, a teoria da mais-valia e todo o resto. 
O comunismo era o objetivo, o grande fim, o desiderato, a meta suprema
que iria fazer com que todo o sofrimento da humanidade ao longo da história houvesse
valido a pena.

A
história da humanidade é a história do sofrimento, da luta de classes, da
exploração do homem pelo homem.  Da mesma
maneira que o retorno do Messias, na teologia cristã, colocaria um fim à
história e estabeleceria um novo céu e uma nova terra, o estabelecimento do
comunismo colocaria um fim à história humana e criaria um novo paraíso de
abundância.

Façamos
uma análise dos principais pontos do comunismo marxista.  Ao contrário dos vários grupos compostos por
socialistas utópicos, e em comum a vários grupos religiosos messiânicos, Karl
Marx não fez nenhum esboço detalhando as características de seu futuro
comunismo.  Marx não se preocupou, por
exemplo, em detalhar o número de pessoas que viveriam em sua utopia, nem o formato
e a localização de suas casas, e nem o padrão de suas cidades.  Isso é compreensível; afinal, todas as
utopias que são detalhadas pormenorizadamente por seus criadores
inevitavelmente adquirem um aspecto de indelével excentricidade, o que retira
um pouco da seriedade da proposta. 

Porém,
ainda mais importante, especificar os detalhes da sociedade ideal imaginada é
um ato que remove o crucial elemento de reverência e mistério deste
supostamente inevitável mundo do futuro. 
Da mesma maneira que os atuais filmes de ficção científica perdem seu
glamour e emoção quando, na metade final, os misteriosos, poderosos e até então
invisíveis monstros se materializam em lentas e verdes criaturas em formato de
bolha, as quais já perderam sua aura misteriosa e se tornaram um lugar-comum,
as utopias detalhadamente especificadas também deixam de exercer fascínio sobre
a maioria das pessoas.

No
entanto, dentre todas as visões do comunismo já apresentadas, certas
características são claramente iguais: a propriedade privada é eliminada, o
individualismo é abolido, a individualidade é proibida, todas as propriedades
passam a ser controladas de forma coletiva, e todas as unidades individuais do
novo organismo coletivo são, de uma vaga maneira, iguais umas às outras.

Havia
um motivo para Marx se recusar a especificar como seria a etapa comunista da
humanidade em maiores detalhes: sua utopia era reconhecidamente vaga e indefinida.  De um lado, Marx pressupunha e afirmava que,
na futura sociedade comunista, os bens seriam superabundantes.  Sendo assim, obviamente, não haveria nenhuma
necessidade de se preocupar com aquele problema universal da humanidade: o fato
de que vivemos em um mundo de escassez, no qual os recursos utilizados para se
alcançar determinados fins não inexoravelmente escassos.  Porém, ao supor a ausência deste problema,
Marx simplesmente legou um enigma para suas futuras gerações de seguidores, os
quais, desde então, ainda não chegaram a um consenso em relação à seguinte
questão: afinal, o comunismo irá ele próprio gerar este mágico estado de
superabundância, ou será que temos de esperar
o capitalismo produzir esta superabundância para, só então, estabelecermos o
comunismo?

De
modo geral, os grupos marxistas resolveram este problema — não na teoria, mas
na prática — aderindo ferrenhamente a qualquer oportunidade ou arranjo
político que os permitisse conquistar ou manter seu poder.  Sendo assim, todos os partidos marxistas,
sempre que viram uma oportunidade de tomar o poder, se mostraram
invariavelmente dispostos a pular as “etapas da história” predefinidas por seu
Mestre e a exercer suas próprias e arbitrárias vontades revolucionárias.  Da mesma maneira, todas as elites marxistas
que já se encontravam encasteladas no poder tiveram o cuidado de constantemente
adiar para um futuro cada vez mais indefinido, com muito cuidado e astúcia, a
implementação do objetivo final do comunismo. 
Por isso os soviéticos, por exemplo, foram céleres em enfatizar o
trabalho duro e o gradualismo como pré-requisitos para se alcançar o estágio
supremo do comunismo, o qual teimava em jamais se concretizar.


vários outros prováveis motivos por que Marx não quis detalhar as
características do comunismo supremo — ou, mais especificamente, as etapas
necessárias para alcançá-lo.  Primeiro,
Marx não tinha nenhum interesse nos aspectos econômicos de sua utopia; a
simples pressuposição circular de que haveria uma abundância limitada já era o
bastante.  Seu principal interesse estava
nos aspectos filosóficos do comunismo. 
Segundo, para Marx, assim como para Hegel, a história necessariamente
progride de acordo com uma dialética mágica, na qual uma etapa inevitavelmente
dá origem a uma outra etapa posterior e contrária.  Na versão neo-hegeliana de Marx, a
“alienação” e o processo “dialético” gerariam a aufhebung (transcendência) e a negação de
uma etapa histórica, a qual seria substituída por uma outra etapa contrária à
anterior — mais especificamente, a negação da condição maléfica da propriedade
privada e da divisão do trabalho, e o consequente estabelecimento do comunismo,
gerariam uma sociedade em que a unidade do homem com a natureza e seu bem-estar
pleno seriam alcançados.  Exceto que,
para Marx, a “dialética” é material em vez de espiritual.

Marx
nunca publicou seus Manuscritos
Econômicos e Filosóficos de 1844
, nos quais as bases filosóficas do
marxismo foram apresentadas.  Um ensaio
em particular, “Propriedade Privada e
Comunismo
“, continha a mais completa exposição da sociedade comunista.  Um dos motivos para sua recusa em publicar estes
manuscritos foi que, nas décadas seguintes, a filosofia hegeliana já havia
saído de moda, mesmo na Alemanha, e os seguidores de Marx estavam mais
interessados nos aspectos econômicos e revolucionários do marxismo.

O comunismo puro

Outro
importante motivo por que Marx não quis publicar estes manuscritos foi
justamente a sua descrição franca e sincera da sociedade comunista no ensaio
“Propriedade Privada e Comunismo”.  Além
de apresentar um conteúdo totalmente filosófico, em vez de econômico, Marx descreveu
uma etapa horripilante — porém supostamente necessária — de como seria a
sociedade imediatamente após a
violenta e necessária revolução mundial do proletariado, e antes de o comunismo supremo ser finalmente alcançado.  Seria a sociedade da etapa de transição.  Esta sociedade pós-revolucionária de Marx —
aquela do comunismo “puro”, “cru” ou “grosseiro” — não era exatamente um tipo
de sociedade que estimularia as energias revolucionárias de seus fieis.

Mais
notavelmente, Marx reconhecidamente concordava com a descrição feita pelo francês
mutualista e anarquista Pierre-Joseph Proudhon e pelo monarquista conservador e
hegeliano Lorenz von Stein a respeito de como seria essa primeira etapa da
sociedade pós-revolucionária, a qual Marx concordou com Stein em classificar de
“comunismo grosseiro”.  Tanto Proudhon
quanto Stein eram ácidos críticos do comunismo. 
Proudhon chegou a denunciar essa ideologia como “opressão e
escravidão”.  Em particular, a descrição
de Stein, com a qual Marx concordava, era que o comunismo grosseiro se degeneraria em uma tentativa de impor o igualitarismo por meio do confisco e da expropriação
selvagem e cruel da propriedade privada, seguida de sua destruição.  Adicionalmente, as mulheres seriam
coercivamente coletivizadas, bem como toda a riqueza material.  Com efeito, a avaliação
de Marx sobre o comunismo grosseiro, a etapa da ditadura do proletariado, não
era muito romântica e era ainda mais pesada do que aquela feita por Stein:

Esse movimento que tende a opor a propriedade coletivizada
à propriedade privada se exprime de uma forma completamente animal quando contrapõe
casamento (que é, evidentemente, uma forma de propriedade
privada exclusiva) à coletivização das mulheres: quando a
mulher torna-se uma propriedade coletiva abjeta. 
Pode-se dizer que essa idéia da coletivização das mulheres contém o segredo
dessa forma de comunismo ainda grosseiro e desprovido de espírito.  Assim como a mulher deve abandonar o casamento
em prol da prostituição geral, o mesmo deve acontecer com o mundo da riqueza, o
qual deve abandonar sua relação de casamento exclusivo com a propriedade
privada para abraçar uma nova relação de prostituição geral com a coletividade.

Não
bastasse isso, Marx reconhece
que

O comunismo grosseiro não é a transcendência da propriedade
privada, mas apenas a sua universalização; não é a derrota da ganância, mas
apenas sua generalização; não é a abolição do trabalho, mas sim sua ampliação
para todos os homens.  Destarte, a
primeira forma positiva da abolição da propriedade privada, o comunismo grosseironão é senão
uma forma na qual toda a abjeção da propriedade privada se torna explícita. […]

Os pensamentos de toda propriedade privada individual
são, pelo menos, dirigidos contra qualquer propriedade
privada mais abastada, sob a forma de inveja e desejo de reduzir
todos a um mesmo nível; destarte, essa inveja e nivelamento por baixo
constituem, de fato, a essência da competição. O comunismo vulgar é apenas o paroxismo
de tal inveja e nivelamento por baixo
, baseado em um mínimo preconcebido.

E
completa,

Eis a razão por que todos os sentimentos físicos e morais foram
substituídos pela simples alienação trazida pela sensação da posse. A essência
humana deveria mergulhar em uma pobreza absoluta para poder fazer surgir dela a
sua riqueza interior!

Em
suma, na etapa de coletivização da propriedade privada, aquelas características
que Marx considera serem as piores da propriedade privada serão
maximizadas.  Não somente isso, mas Marx
admite a veracidade da acusação dos anticomunistas de que o comunismo e a
coletivização nada mais são do que, nas palavras do próprio Marx, o paroxismo da
inveja e do desejo de reduzir todos a um mesmo nível.  Longe de levar a um florescimento da
personalidade humana, como supostamente afirma Marx, ele próprio admite que o
comunismo irá aboli-la totalmente.

Estas
incisivas ilustrações da maneira como Marx contemplava e avaliava como seria o
período imediatamente pós-revolucionário muito provavelmente explicam a extrema
reticência sobre este tópico que ele viria a demonstrar posteriormente em suas
outras obras publicadas.

Mas
se este comunismo é confessamente tão monstruoso, um regime de “degradação
infinita”, como alguém iria defendê-lo? 
Mais ainda, por que alguém iria dedicar toda sua vida, e lutar uma
revolução sangrenta, para implementá-lo? 
Neste ponto, como frequentemente ocorre nas escritas e no pensamento de
Marx, ele recorre novamente à mística da “dialética” — esta maravilhosa
palavra mágica por meio da qual um determinado sistema social inevitavelmente
produz sua negação transcendental e vitoriosa. 
Segundo Marx, a dialética explica como toda a maldade existente — a
qual, interessantemente, se materializa justamente na pós-revolucionária
ditadura do proletariado e não no capitalismo que a precedeu — irá se
transformar na mais completa e pura bondade.

O
mínimo que se pode dizer é que Marx não consegue — e nem tenta — explicar
como um sistema baseado na ganância absoluta irá se transformar em um sistema
sem nenhum resquício de ganância.  Ele
deixa tal tarefa a cargo da magia da dialética, sem aparentemente se dar conta
de que agora não há mais a suposta força-motriz da luta de classes para
impulsioná-la — a qual, mesmo sem existir, de alguma forma será capaz de
transformar a monstruosidade do comunismo grosseiro em um paraíso inerente à
etapa final do comunismo.

A dialética da destruição

Em
sua cáustica obra Crítica ao Programa de Gotha,
escrita em 1875 com o intuito de denunciar membros do Partido Social Democrata
da Alemanha que estavam sob a influência de Ferdinand Lassalle, Marx afirma:

Na fase superior da sociedade comunista, quando houver
desaparecido a subordinação escravizadora dos indivíduos à divisão do trabalho
e, com ela, o contraste entre o trabalho intelectual e o trabalho manual;
quando o trabalho não for somente um meio de vida, mas a primeira necessidade
vital; quando, com o desenvolvimento dos indivíduos em todos os seus aspectos,
crescerem também as forças produtivas e jorrarem em caudais os mananciais da
riqueza coletiva, só então será possível ultrapassar-se totalmente o estreito
horizonte do direito burguês e a sociedade poderá inscrever em suas bandeiras:
De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades.

O
que Marx está dizendo é que a característica essencial do mundo comunista não é
exatamente nenhum princípio da distribuição de bens, mas sim a erradicação da divisão do trabalho, o
que magicamente levaria ao desenvolvimento total das capacidades individuais e
a um resultante fluxo de superabundância. 
Curiosamente, em um mundo assim, o famoso slogan da última frase, ao
contrário do que se tornou arraigado no imaginário popular, passa a ser de
importância totalmente trivial.

A
absoluta miséria e o total horror da etapa suprema (e, mais ainda, da etapa que
possivelmente viria depois) do comunismo deveriam estar agora já totalmente
aparentes.  A erradicação da divisão do
trabalho iria rapidamente gerar a fome e a miséria econômica para todos.  A abolição de todas as estruturas de
interrelações humanas traria enormes privações sociais e espirituais para todos
os indivíduos.  Até mesmo o suposto
desenvolvimento “artístico” intelectual e criativo das faculdades de todos os
homens seria totalmente afetado pela proibição a todo e qualquer tipo de
especialização.  Como pode o genuíno aperfeiçoamento
intelectual ocorrer sem nenhum esforço concentrado?  Em suma, o pavoroso sofrimento econômico da
humanidade sob o comunismo seria comparável apenas à sua privação intelectual e
espiritual.

Considerando-se
a natureza e as consequências do comunismo, rotular esta horrenda distopia de ‘ideal
nobre e humanista’ é algo que pode, na mais benemérita das hipóteses, ser
considerado apenas uma piada medonha, de gosto totalmente questionável.  A noção predominante de que o comunismo
marxista é um ideal glorioso para os homens, mas que foi tragicamente pervertido
por figuras como Engels, Lênin ou Stalin, pode agora ser colocada em uma
perspectiva adequada.  Nenhum dos
horrores cometidos por Lênin, Stalin ou quaisquer outros regimes
marxistas-leninistas é equiparável à genuína monstruosidade contida no “ideal”
comunista de Marx.  Talvez a aplicação
prática mais fiel à teoria marxista tenha sido o curto regime comunista de Pol
Pot, no Camboja, o qual, ao tentar abolir por completo a divisão do trabalho,
conseguiu impingir o banimento total do uso do dinheiro — de modo que, para
receber suas ínfimas rações, a população dependia totalmente dos avarentos
donativos fornecidos pela burocracia comunista. 
Adicionalmente, o regime de Pol Pot tentou eliminar as “contradições
entre cidade e campo”, colocando em prática o objetivo de Engels de destruir as
grandes cidades e de coercivamente despovoar a capital do país, Phnom Penh, o
mais rapidamente possível.  Em poucos
anos, o grupo de Pol Pot logrou exterminar um terço da população do Camboja, o
que talvez seja um recorde em termos de genocídio.[1]

Dado
que, sob o comunismo ideal, todos os indivíduos teriam de fazer de tudo, é evidente
que muito pouco poderia ser realizado, mesmo antes da fome generalizada se
manifestar.  Para o próprio Marx, todas
as diferenças entre indivíduos eram “contradições” que deveriam ser eliminadas
pelo comunismo, de modo que, presumivelmente, a massa de indivíduos existentes
teria de ser uniforme e perfeitamente permutável.  Haveria um coletivo no qual cada indivíduo
efetuaria qualquer tarefa mesmo sem ter nenhuma especialização. 

Ao
passo que, aparentemente, Marx ao menos postulava capacidades intelectuais
normais até mesmo sob o comunismo, alguns marxistas posteriores sequer admitiam
essa restrição.  Para eles, a realidade
seria bem mais florida; haveria o surgimento de seres super-humanos, o que
aliviaria enormemente as dificuldades geradas pelo comunismo.  Para Karl Kautsky (1854–1938), o marxista
alemão que assumiu o manto da liderança suprema do marxismo após a morte de
Engels em 1895, sob o comunismo “um novo tipo de homem irá surgir … um
super-homem … um homem elevado”.  Leon
Trotsky divagava de modo ainda mais lírico: “O homem tornar-se-á
incomparavelmente mais forte, mais sábio, mais puro.  Seu corpo será mais harmonioso, seus
movimentos serão mais rítmicos, sua voz será mais melódica … O humano médio
será elevado ao nível de um Aristóteles, de um Goethe, de um Marx. Acima destes
cumes, novos picos surgirão.”  Se o
estágio que virá após o estágio supremo do comunismo durar tempo o bastante
para criar esta nova super-raça, será um problema para os teóricos comunistas
deste futuro decidir o que fazer quanto à “contradição” de se “permitir” que um
super-Aristóteles se eleve em relação a um Aristóteles.  Tamanha desigualdade deverá ser tolerada?

Alguns
libertários se sentem tentados pelo objetivo marxista do “definhamento e
desaparecimento do Estado” sob o comunismo, ou pelo uso da frase — tomada
emprestada dos libertários franceses pró-livre mercado Charles Comte e Charles
Dunoyer –, “um mundo no qual o governo de pessoas é substituído pela
administração de coisas”.  Há duas
enormes falhas na formulação deste ponto de vista.  Primeiro, obviamente, como o anarco-comunista
russo Mikhail Bakunin (1814–76) insistentemente demonstrou, é absurdo tentar
chegar a um arranjo de total ausência de estado por meio da absoluta
maximização do poder estatal em uma totalitária ditadura do proletariado (ou,
mais realisticamente, uma ditadura controlada por uma seleta vanguarda do
suposto proletariado).  O resultado será
somente, e inevitavelmente, o estatismo máximo e a subsequente escravidão
máxima.  Bakunin profeticamente alertou
para o fato de que uma pequena elite dominante irá novamente, após a revolução
marxista, governar a maioria:

Porém, dizem os marxistas, essa minoria será composta de
operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem
governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a
observar o mundo proletário do topo de sua autoridade estatal; não mais
representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem
duvida disso não conhece a natureza humana … Os termos “socialismo
científico” e “socialista científico”, os quais encontramos incessantemente nas
obras e nos discursos dos marxistas, são suficientes para comprovar que o
chamado ‘estado popular’ será nada mais do que um despotismo sobre as massas,
exercido por um nova e relativamente pequena aristocracia formada por falsos
“cientistas”.  Eles [os marxistas] alegam
que somente uma ditadura — comandada por eles próprios, é claro — pode trazer
liberdade ao povo; nós respondemos que uma ditadura não tem outro objetivo
senão sua própria perpetuação, e que ela não pode gerar outra coisa senão a
escravidão do povo submetido a ela.  A
liberdade pode ser criada apenas pela liberdade.[2]

De
fato, somente um crente na irracional magia negra da “dialética” pode acreditar
no contrário, ou seja, que um estado totalitário pode inevitavelmente e de
maneira virtualmente instantânea se transformar em seu oposto, e que, portanto,
a maneira de se livrar do estado é se esforçar ao máximo para maximizar seu
poder.

Mas
o problema da dialética não é o único — na verdade, não é nem o principal —
problema do comunismo marxista.  O
marxismo comunga com os anarco-comunistas um grave problema quanto à etapa
superior do comunismo puro (supondo por um momento que tal etapa possa ser
alcançada).  O ponto crucial é que, tanto
para estes anarquistas quanto para os marxistas, o comunismo ideal é um mundo
sem propriedade privada, em que todas as propriedades e recursos serão
controlados coletivamente.  Com efeito, a
principal reclamação dos anarco-comunistas em relação ao estado é que ele é
supostamente o principal garantidor da propriedade privada, e que, portanto,
para abolir a propriedade privada é necessário abolir o estado.  A verdade, obviamente, é exatamente oposta: o
estado, ao longo da história, sempre foi o principal despojador e
espoliador da propriedade privada
.  Com
a propriedade privada misteriosamente abolida, a eliminação do estado sob o
comunismo (tanto da variante marxista quanto da variante anarquista) seria
necessariamente uma mera camuflagem para um novo estado que surgiria para
controlar e tomar decisões em relação aos recursos geridos coletivamente —
exceto pelo fato de que o estado não mais seria assim chamado; ele seria
renomeado para algo como “agência estatística popular”, mas continuaria armado
precisamente com os mesmos poderes.  Será
de muito pouco consolo para as futuras vítimas, encarceradas ou assassinadas
por cometerem “atos capitalistas entre adultos em comum acordo”, que seus
opressores não mais sejam o ‘estado’ mas sim uma ‘agência estatística popular’.  O estado, sob qualquer que seja seu novo
nome, continuará com o mesmo aroma urticante.

Ademais,
como já indicado, na etapa “além do comunismo”, a etapa de coletivização
universal, de inação e de não utilização de recursos, a morte de toda a raça
humana seria a inevitável consequência.

Marx
e seus seguidores nunca demonstraram qualquer consciência em relação à vital
importância do problema da alocação de recursos escassos.  Sua visão do comunismo é que todos os
problemas econômicos desse tipo são triviais, e não requerem nem
empreendedorismo, nem um sistema de preços, e nem um genuíno cálculo econômico
— todos os problemas podem ser rapidamente solucionados pela mera
contabilidade ou por simples registros cadastrais.  A clássica insensatez em relação a esta
questão foi explicitada por Lênin, que acuradamente expressou a visão de Marx
ao declarar
que as funções de empreendedorismo e alocação de recursos “já foram simplificadas ao
máximo pelo capitalismo, que as reduziu às extraordinariamente simples
operações de fiscalização, inscrição e emissão de recibos, algo que qualquer
pessoa que saiba ler, escrever e fazer as quatro operações de aritmética pode
fazer.” 

Ludwig
von Mises, com muita ironia, comentou
que os conhecimentos econômicos dos marxistas e dos outros socialistas “não
eram maiores do que os de um garoto de recados cuja única ideia em relação ao
trabalho de um empreendedor é que ele preenche pedaços de papel com letras e
números”.

 

Este artigo foi extraído de trechos não sequenciais do livro Economic Thought Before Adam Smith — An Austrian Perspective
on the History of Economic Thought
.



[1] O povo
soviético foi poupado do cataclismo completo do comunismo quando Lênin, um
hábil pragmático, recuou das tentativas soviéticas iniciais (1918–21) de
abolir o dinheiro e ir direto para o comunismo (o qual, mais tarde, foi
rotulado de “comunismo de guerra”), e voltou à economia majoritariamente
capitalista da NEP.  Já Mao Tsé-Tung
tentou efetuar o comunismo em duas desastrosas ondas: o
Grande Salto Para a Frente, o qual tentou eliminar a propriedade privada e as
“contradições” entre cidade e campo por meio da construção de uma siderúrgica
em todas as aldeias, e a Grande Revolução Cultural Proletária, que tentou
eliminar a “contradição” entre trabalho intelectual e trabalho manual enviando
toda uma geração de estudantes para trabalhos forçados nos campos de Xinjiang.

[2] Bakunin, Estatismo
e Anarquia
:
 citado em Leszek Kolakowski, Main Currents of
Marxism: Its Origins, Growth and Dissolution
 (New York: Oxford
University Press, 1981), I, pp. 251?2. Ver também Abram L. Harris, Economics
and Social Reform
 (New York: Harper & Bros, 1958), pp. 149?50.

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124 comentários em “A verdadeira doutrina defendida por Karl Marx”

  1. Como alguém pode defender uma ideologia nefasta como essa?
    Sincermente, só acredito em duas hipóteses: falta de conhecimento ou patologia psiquiátrica.

  2. Yochanan Ben Efraym

    Esse cara era um doente mental e não há quem consiga me convencer do contrário.\r
    \r
    A citação de Bakunin, me fez lembrar automaticamente do “cumpanheiro”.

  3. Excelente artigo.

    Como sou engenheiro e detenho poucos conhecimentos sobre sistemas sociais e econômicos, optei pela leitura de um artigo de um marxista contra o capitalismo (Fui inspirado pelos links do próprio artigo do mises). Nada mais justo.

    Nesse artigo encontrei a seguinte afirmação:

    “… o capitalismo não pode ser descrito como uma economia dirigida a satisfazer as necessidades humanas. Os produtos da produção capitalista têm que encontrar compradores, como é óbvio, mas isto é apenas incidental relativamente ao objectivo principal de gerar lucro, de acabar com mais dinheiro do que o inicialmente investido. A produção é despoletada não pelo que os consumidores estão preparados para pagar de modo a satisfazer as suas necessidades mas sim pelo que os donos dos meios de produção calculam que conseguem vender gerando lucro. Isto é o que faz a engrenagem do capitalismo andar – ou não, ou a ritmos diversos – dependendo no nível da taxa de lucro”.

    Tem algo esquisito, não é?

    Se existem compradores (pessoas dispostas a comprar o produto), é sinal que esses produtos/serviços são necessários ao atendimento das necessidade humanas. Caso contrário, não haveriam compradores.

    Como pode existir compradores para produtos que não satisfazem suas necessidades?
    O ser humano sempre tem necessidade prioritárias.

  4. Excelente texto.
    Respondendo ao comentário do André Caniné, creio que a grande maioria das pessoas que se dizem comunistas o fazem por pura falta de informação realmente.
    Eu, que defendo as idéias austríacas sempre que entro em um debate ou qualquer discussão sobre política e economia dentro da universidade, sou, ironicamente, a única pessoa que conheço que de fato leu o Manifesto do Partido Comunista. É impressionante o número de pessoas que se diz “socialista”, mas que nunca chegou nem perto dos livros de Marx e Engels. Se você trouxer para o debate nomes como Kautsky ou Plekhanov então, vai assistir a um show de barbaridades. Também duvido que muitas mulheres “socialistas” tenham sequer ouvido falar na idéia da coletivização das mulheres.
    A América Latina em geral é realmente singular nesse sentido: O socialismo como projeto socioeconômico é propagandeado em cada eleição, mas os autores e pensadores comunistas nunca são lembrados. Nenhum candidato termina seu horário dizendo “procurem por Marx na biblioteca”. O motivo é óbvio: Qualquer pessoa sensata se assustaria lendo esses livros, seja ela defensora do livre mercado ou não.
    Não duvido que os candidatos e pensadores de partidos que se dizem comunistas estudem esses autores, mas a esmagadora maioria dos seus eleitores e apoiadores mal sabe reconhecer uma frase de Marx. Eles apenas lêem as cartilhas dos seus respectivos partidos. Muitos deles, inclusive, defendem idéias liberais sem se dar conta: São liberais e não sabem.
    Felizmente existe a Escola Austríaca, promovida por institutos como este, que a cada artigo, a cada postagem, e até nos comentários, recomenda textos de autores como Mises, Hayek e Rothbard. Aqui não há nada a esconder. Nenhum proto-ditador, nenhum uso aceitável de violência para se atingir uma utopia. Eu faço a minha parte recomendando o site para todos os meus colegas, e o resultado tem sido surpreendente.

  5. Sabe o que mais me impressiona? Na nossa sociedade quem adora Hitler, o Mussolini, o capeta, etc é um monstro, e quem adora Marx, Che Guevara, Fidel, Chaves é simplesmente uma pessoa que tem visão social do mundo?
    Visão social é o escambau, isto é autoritarismo, morte, destruição, imoraldade etc.
    Como libertário tenho que respeitar o direito de livre opinião do cara ser neo-nazista ou comunista, desde que pacificamente, mas tenho nojo das duas ideologias e espero que elas sumam.

  6. Sinceramente, por essa e outras que falo que o comunismo é ainda mais imoral que o nazismo.
    Não por números de morte,(Apesar de ter mais) pois acho que a vida humana independente da quantidade, deveria ser vista praticamente como algo “sagrado”. Mas digo que é o mais imoral, por uma única coisa, a pessoa que é comunista, se orgulha disso, e tende a ser respeitado por isso, enquanto um nazista é tratado como louco( que ele é de fato).
    Ora os comunistas são tão maléficos quanto. E é sério, respeito o direito da pessoa a expressar seu pensamento, mas eu acho que quem é marxista não pensa.

  7. Patrick de Lima Lopes

    Este trecho é, em minha opinião, genial:

    “A absoluta miséria e o total horror da etapa suprema (e, mais ainda, da etapa que possivelmente viria depois) do comunismo deveriam estar agora já totalmente aparentes. A erradicação da divisão do trabalho iria rapidamente gerar a fome e a miséria econômica para todos. A abolição de todas as estruturas de interrelações humanas traria enormes privações sociais e espirituais para todos os indivíduos. Até mesmo o suposto desenvolvimento “artístico” intelectual e criativo das faculdades de todos os homens seria totalmente afetado pela proibição a todo e qualquer tipo de especialização. Como pode o genuíno aperfeiçoamento intelectual ocorrer sem nenhum esforço concentrado? Em suma, o pavoroso sofrimento econômico da humanidade sob o comunismo seria comparável apenas à sua privação intelectual e espiritual.”

    Este trecho não apenas fala do comunismo, mas também todos os outros projetos de administração social baseados no planejamento central. Vide o The Zeitgeist Movement.

    Gostaria de entender os motivos de tamanho ódio pela divisão de trabalho. Há alguns dias, assistindo ao discurso de um pensador esquerdista, este disse as seguintes palavras:

    “Quantos artistas, escritores, filósofos e sociólogos não perdemos à sociedade por que estes precisam ser submetidos e escravizados por um modelo produtivo?!”

    Tentando elaborar uma forma plausível de refutá-lo, pensei na seguinte frase:

    “Quantas sociedades nós teríamos de perder para que estas sejam escravas das necessidades de artistas, escritores, filósofos e sociólogos que são incapazes de servir a outros com seu conhecimento?”

    Tentei ensiná-lo de que aquilo que ele valoriza não necessariamente é aquilo que a sociedade DEVE valorizar. Se o trabalho dele como artista não é valorizado pela sociedade, não há motivo para que este revolte-se contra esta por não apreciar a beleza que apenas existe nos olhos do autor.

    (Outro argumento falho que ele cometeu é o de acreditar que o diploma em artes transforma um indivíduo em um artista e o impede completamente de ser um filósofo ou engenheiro. Mas isto não é argumentativamente interessante.)

    Enfim, apenas estava tentando limpar minha mente.
    Grande artigo do Mestre Rothbard, como sempre.

  8. Este texto confirma o que venho falando há tempos: que a promiscuidade moderna faz parte de um objetivo marxista. O objetivo do marismo cultural é este: através do relativismo moral e do hedonismo destruir o casamento monogâmico e as famílias, e substituir a estrutura familiar tradicional pelo “amor livre”, “comunidade das mulheres”, etc. Alguém ainda tem dúvidas quanto a isso? Estão aí os escritos do Marx, Engels, Fourier e outros comunistas…

  9. Notei pelos comentários que a galera nao entendeu o que eu quis dizer com “coletivizar as mulheres”. Pessoal é o seguinte, nao foi sempre na historia da humanidade que mulheres tinham um homem e um homem tinha uma mulher, isso surgiu com os cristãos como forma de manutenção da propriedade privada. Em minha época, quando escrevi o texto, a mulher nao tinha direitos. Eu vivi e cresci em uma sociedade patriarcal e machista onde as mulheres sequer escolhiam o marido. Nao casavam pro amor, mas por imposiçoes de seus pais que o afziam de acordo com os interesses financeiros. Ninguém nunca leu Shakspeare, nao leram Romeu e Julieta? Quando digo que as mulheres serao “coletivizadas” quis dizer que as mulheres abandonariam esta submissão, deixariam de ser propriedade privada de seus varoes para serem livres para poder vievr todos os prazeres que o amor possa lhe proporcionar. De fato esta minha tese hj se concretizou, hj as mulheres estao livres, a maioria nao quer mais ter um dono, mas desfrutar de todos os prazeres que seus parceiros sexuais possam lhes oferecer. O que vcs preferem, estas mulheres livres e sexualmente resolvidas de hj, ou as antigas mulheres oprimidas que se tornavam propriedade privada de seus varoes devido a meros negocios monetarios de seus pais?

  10. Gostei do artigo,olavo de carvalho também faz ponderações aclaradas acerca disso,às vezes os libertários ficam rosnando contra esquerdista corriqueiros quando não é compreendido,pois trata-se de uma tarefa difícil convencer a massa que tem certa cultura,mas com lisura e astúcia ideológica a juventude poderá ser provocada,haja vista que após a velhice a coisa complica,porém é preciso paciência e afinco para com pensamento liberal porque,na bôa,conversar ou debater com marxista é de dar dor de cabeça tendo-se em vista que a alma do brasileiro pertence a Marx,e só através da educação com militantes liberais em todos os meios de entretenimento que é possíver subverter a síndrome aguda esquerdopatológica que assola o nosso Brasil.eu era um,graças a deus mesmo vindo de família humilde convenci-me de que o liberalismo prima o tangível meio para ancançar aluz que anseiamos.

  11. Noto que, embora os “marxistas” pé-de-chenelo nunca tenham ouvido falar disso, a elite marxista conhece essas coisas, agiu de caso pensado.

    Logo após a tomada da parte oriental da Alemanha pela URSS, houve uma avalanche de estupros de mulheres alemãs por soldados soviéticos. Os oficiais nada faziam para impedir isso, justamente porque sabiam que os soldados nada faziam que não estivesse de acordo com a verdadeira pregação marxista. Intelectuais, e artistas ocidentais naturalmente (e como de costume) fizeram tudo para desqualificar as denuncias desses fatos, que chegavam ao ocidente.

    Não por acaso, toda a esquerda deu apoio irrestrito Kinsey, o qual não perdia oportunidade para menosprezar de diminuir o sofrimento de mulheres e crianças estupradas. Evidentemente, toda feminista que se preza adora Kinsey, ao mesmo tempo que acusa todos os homens de serem violadores. Para que coerência, se a falta de coerência tem sido efetiva?

  12. Alguém pode indicar algum bom livro sobre maxismo estilo “Skeptic’s Annotated Bible/Quran/Book of Mormon”, onde se lê o livro sob uma ótica diferente? Por exemplo: um manifesto comunista comentado por um libertário, esclarecendo erros e mentiras parágrafo por parágrafo.

    Ou então um site estilo “Talk Origins”, onde eles listam de uma forma didática todos os argumentos contra a evolução e mostram, para cada um, um contra-argumento completo.

    Seria de enorme utilidade prática ao debater com comunossauros, e até mesmo na divulgação das ideias libertárias.

    * Quero deixar bem claro que não quero aqui entrar em questões sobre religião/evolução, os sites mencionados foram apenas exemplos.

    Outra pergunta: eu discutia com um amigo sobre quanto imposto uma pessoa comum de classe média baixa paga em impostos no Brasil. Se do dinheiro desembolsado pelo empregador, cerca de 50% chega ao empregado, e destes 50% ele paga 20% de IR, e do restante ele paga 30% em impostos sobre produtos e serviços que ele compra: no final, o trabalhador ficaria com cerca de 1/4 do que o empregador gastou, enquanto o governo ficaria com 3/4. Mas pelo que eu saiba, o “dia da liberdade” no Brasil não é em Outubro. Alguém pode me informar o que está errado com o raciocínio?

    Apesar de eu já ter perdido as esperanças no Brasil, gosto de imaginar que um dia substituirão Marx por Mises nas universidades.

    Continuem com o ótimo trabalho. John Galt teria orgulho de vocês (embora tivesse que “aniquilá-los” do mesmo jeito ;-D )

  13. Que legal,agora me fale sobre o que do pensamento libertario acha sobre a propriedade privada estar acima de todos os tipos de valores morais como direito de o proprietario de estabelecimento comercial impedir a entrada de determinado grupo no estabelecimento dele seja racial ou sexual ou de qualquer outro tipo,libertario não tem moral para criticar qualquer outra ideologia sobre pretesto de moral e etica

  14. Como supracitado nos meus escritos,não adianta ficar rosnando contra os marxistas,eles acham que todo liberal é facista,nazista,egoísta e os diabos.somente através da retórica polida pode-se trucidar esssas mentes.eu sou politicamente incorreto,no entanto é necessário paciência visto que o ódio é de propriedade privada dos marxistas e deixem qie eles sejam cães loucs pelo resto da vida,pois esses não tem mais jeito.

  15. Economicamente falando, o marxismo é lixo intelectual há tempos. Se ainda sobrevive filosoficamente, é porque adquirou aura de seita religiosa (coisa que, naturalmente, nunca é refutada). Nunca é demais ver as reais pretensões da doutrina, mostrar que apesar de ser cool posar de marxista, a ideia em si é bastante tenebrosa.

  16. Quem quiser ler coisa na mesma linha que oa rtigoa cima, que vá ao site cavaleirodotemplo.blogspot.com.br/2011/12/gritando-maldicoes-colossais-paul.html e lei artigo de dois especialistas no que o charlatão Karl marx de fato era. Leiam os dois artigos, por favor.

  17. Cuidado.

    Não conheço muito da obra de Marx, mas sei que o autor não produziu muito (como está colocado no início deste artigo) sobre como se daria a sociedade em um sistema comunista, aliás, já ouvi dizer que não produziu nada, mas ocorreram sim interpretações de outros autores sobre como Marx pensaria o sistema.

    Ou seja, não existe comunismo ou socialismo marxista.

    Marx não produziu nada sobre socialismo ou comunismo (o que “romperia com a pré-história da humanidade”), mas teve uma grande contribuição para o conhecimento do capitalismo na obra “O Capital”, desenvolvendo idéias de outros autores como Smith e Mill, analisando e sugerindo previsões. Uma obra essencial para se conhecer o capitalismo, mas que não está livre de erros consideráveis.

    Não confundam Marx com os marxistas. Marx deve ser estudado levando em consideração seu tempo, a sociedade inglesa das longas jornadas de trabalho, da fome, da super-exploração…. dos operários de fato.

  18. Leandro, vc andou comentando no blog daquela feminista, né? Acabei de ver aqui:

    escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2012/09/monogamia-rima-com-monotonia.html

    Se aquele Leandro ñ for vc, ele é libertário, observe a maneira dele se expressar. Mas ñ teve nem graça, foi uma surra. hehehe

  19. Embora o sujeito tenha feito um ótimo trabalho, aquele ali certamente não sou eu. No dia em que eu for flagrado perdendo meu tempo discutindo na internet com feminista adepta da multigamia, pode saber que eu já terei perdido qualquer paixão por qualquer coisa desse mundo. As testemunhas estarão autorizadas a me sequestrar, me imobilizar e me internar em um sanatório.

  20. É interessante como as pessoas não leem Marx!!! E quando o fazem alteram totalmente o contexto daquilo que ele escreveu. Senão tomam emprestado de outros autores o que Marx escreveu. Será má fé?! Ignorância?! Não estou aqui para julgar, mas para esclarecer.Vou me ater a primeira parte, sobre o casamento. Primeiro: o artigo se baseia em um texto de David Riazanov, “A Doutrina Comunista do Casamento” (ver o link “avaliação”) que o autor do artigo parece não ter lido, ou apenas copiado os trechos de Marx que o interessavam, e não diretamente dos Manuscritos … de 1844 que ele cita. Mesmo assim, o que está copiado é “mais ou menos” o que está escrito nos manuscritos.Segundo: No próprio texto, que o autor se baseia para escrever o seu artigo, Riazanov esclarece que: “…Marx foi todavia forçado a criticar a doutrina dos representantes desse comunismo que ele chama ‘grosseiro, inculto e até reacionário’. Na sua luta contra a propriedade privada, esses comunistas não aboliam a propriedade privada, mas transformavam-na antes em uma propriedade privada comum.”Ou seja, na verdade, o que ao autor desse artigo chama de “comunismo puro” e associa esse comunismo grosseiro, à etapa da ditadura do proletariado, não tem nada a ver com o que Marx escreveu sobre o casamento, nem sobre a primeira etapa do “comunismo real”. Era uma crítica filosófica ao “comunismo grosseiro” que, em vez de eliminar a propriedade privada, à generalizava, tornando a propriedade privada comum (conf. http://www.marxists.org/portugues/riazanov/ano/casamento/cap02.htm“). A consequência desse “comunismo” não é senão uma expressão da propriedade privada ainda incrustada nas cabeças desses pensadores (Proundhon, Saint-Simon).Terceiro: Recorrendo ao próprio Manuscritos… lemos que Marx desmascara este tipo de comunismo, pois …”pode-se dizer que essa ideia da comunidade das mulheres revela o segredo dessa forma de comunismo ainda grosseiro e desprovido de espírito” (conf http://www.marxists.org/portugues/marx/1844/manuscritos/cap04.htm). E mais, que: “esse comunismo, que nega a personalidade do homem em todos os setores, é somente a expressão lógica da propriedade privada, que é essa negação”. Ou seja, o problema aqui é ainda a propriedade privada, que no “comunismo grosseiro” torna-se universal e comum. A comunidade assim concebida pelo “comunismo puro” … “é só uma comunidade de trabalho e de igualdade de salários pagos pelo capital comunal, pela comunidade como capitalista universal. Os dois aspectos da relação são elevados a uma suposta universalidade; o trabalho como uma situação em que todos são colocados, e o capital como a universalidade e poder admitidos na comunidade”.Quarto: em seguida a estas críticas Marx explica onde encontrar a solução, ou pelo menos determinar se somos realmente humanos: “a relação do homem com a mulher é a mais natural de ser humano com ser humano. Ela indica, por conseguinte, até que ponto o comportamento natural do homem se tornou humano, e até que ponto sua essência humana se tornou uma essência natural para ele, até que ponto sua natureza humana se tornou natureza para ele”. Neste sentido, o “comunismo puro” (ou vulgar como afirma Marx), ainda irrefletido, “é, portanto, apenas uma forma fenomenal da infâmia da propriedade privada representando-se como comunidade positiva”. Mais uma vez o problema é a propriedade privada como elemento essencial do pensamento.Quinto: O autor diz que Marx completa:”Eis a razão por que todos os sentimentos físicos e morais foram substituídos pela simples alienação trazida pela sensação da posse. A essência humana deveria mergulhar em uma pobreza absoluta para poder fazer surgir dela a sua riqueza interior!” Essa passagem para o autor do presente artigo representa “em suma, na etapa de coletivização da propriedade privada, aquelas características que Marx considera serem as piores da propriedade privada serão maximizadas.Não somente isso, mas Marx admite a veracidade da acusação dos anticomunistas de que o comunismo e a coletivização nada mais são do que, nas palavras do próprio Marx, o paroxismo da inveja e do desejo de reduzir todos a um mesmo nível”.Ou seja o autor do artigo não entendeu patavina do que Marx escreveu!!!Em um texto crítico toma essa crítica como argumentação para justificar o nivelamento por baixo pela inveja ser o “primeiro momento” da coletivização.Deixemos Marx falar: “A PROPRIEDADE PRIVADA tornou-nos tão néscios e parciais que um objeto só e nosso quando o temos, quando existe para nós como capital ou quando é diretamente comido, bebido, vestido, habitado, etc., em síntese, utilizado de alguma forma; apesar de a propriedade privada propriamente dita só conceber essas várias formas de posse como meios de vida e a vida para a qual eles servem como meios ser a vida da propriedade privada – trabalho e criação de capital.Assim, todos os sentidos físicos e intelectuais foram substituídos pela simples alienação de todos eles, pelo sentido de ter.O ser humano tinha de ser reduzido a essa pobreza absoluta a fim de poder dar à luz toda sua riqueza interior.(Sobre a categoria de ter ver Hess em Einundzwanzig Bogen. )”Com o texto completo fica claro agora? É a propriedade privada que nos torna alienados e pobres de sentidos, e pensar na sua universialização não resolve o problema(como querem os comunistas puros, e isso não tem nada a ver com a implantação do comunismo efetivamente), apenas amplia ainda mais nossa pobreza de ser..ficamos reduzidos ao ter. E qual a solução, então?Sexto:É usando o pensamento dialético que poucos sabem usar ou entender que Marx vai encontrar a solução dessa contradição (como vemos o autor do artigo para não admitir que não sabe dialética usa da falásia do desmerecimento sem argumentação, pois afirma se uma palavra mágica e um mistissimo, quem não entende aceita….).Primeiro temos uma tese que é a propriedade privada, considerada como essencia do problema, depois sua negação, a não-propriedade privada, encontrada filosoficamente pelos pensadores do comunismo vulgar, e depois a negação da negação, ou síntese, o comunismo científico ou positivo, que nega o comunismo vulgar, anulando também a tese da propriedade privada.Senão vejamos o que Marx diz: “…a anulação da propriedade privada é, pois, a emancipação completa de todos os atributos e sentidos humanos.Ela é essa emancipação porque esses atributos e sentidos tornaram-se humanos, tanto sob o ponto de vista subjetivo quanto sob o objetivo….A necessidade e a fruição, portanto, perderam seu caráter egoísta, e a natureza perdeu sua mera utilidade pelo fato de sua utilização ter-se tornado utilização humana.Sétimo: O que o autor conclui no final dessa primeira parte de seu artigo, é exatamente o que Marx quer dizer! Como esse comunismo tão monstruoso pode ser defendido? Não pode. E como deve negado? negando sua essencialidade a propriedade privada, posta como origem do seu pensamento. Abolindo a propriedade privada que o gerou, negasse tanto o “comunismo puro” quanto o poder do capital sobre o trabalho. Em outras palavras o comunismo “enquanto negação da negação” … “é a abolição positiva da propriedade privada, da auto-alienação humana e, pois, a verdadeira apropriação da natureza humana através do e para o homem. Ele é, portanto, o retorno do homem a si mesmo como um ser social, isto é, realmente humano, um regresso completo e consciente que assimila toda a riqueza da evolução precedente”.Essa conclusão o autor do artigo não chega…É uma pena.É claro que me estendi na explicação, mas como ao ler os comentários percebi que todos sem excessão se prenderam ao que o autor do artigo comentou. Inclusive o tal de Carlos Marx que parece não saber o que está escrevendo… Outros pontos deveriam ser colocados, outros erros de conceituação estão presentes no artigo. Mas é para um outro momento…AbçsAllan Kelvin

  21. realizações do comunismo pelo mundo
    1)estupro de 5.000.000 de mulheres
    2)assassinato de 100.000.000 de pessoas
    3)destruição da natureza,destruição da liberdade religiosa,política,de imprensa e econômica
    4)hipocrisia os comunistas dizem uma coisa e fazem outra
    depois de tudo isso porque tantas pessoas ainda defendem o comunismo?sabemos que justiça social é a redução e/ou eliminação das desigualdades sociais mediante políticas ativas e sérias por parte do governo como redução da taxa de juro,redução do imposto de renda e afins,aumento do salário mínimo,aumento do comércio entre as nações e corte de gastos,mas é isso que vemos na prática no brasil hoje?as taxas de juros brasileiras são uma das mais altas do mundo(7.5% ao ano)o imposto de renda brasileiro é um dos maiores do mundo(27.5%)a economia brasileira cresce à 2.5% ao ano,cadê a justiça social que os comunistas do pt pregam?o que acontece é que os comunistas usam uma bandeira justa e séria(justiça social)para chegarem ao poder e uma vez lá;não querem sair(vide o caso de cuba e da china),os comunistas por debaixo dos panos ajudaram os nazistas durante a segunda guerra mundial(1939-1945-o pacto nazi-soviético de 1939 durou até 22/06/1941 quando adolf hitler invadiu a rússia;diga-se de passagem que os comunistas armaram e ajudaram os nazistas,de onde você acha que veio todo o poderio militar-bélico dos nazistas?os comunistas deram combustíveis(petróleo e gasolina)aos nazistas,deram munições,deram armas,deram minérios e metais para os nazistas fabricarem munições e armas como tanques de guerras,aviões,navios,vale ressaltar que comunismo e nazismo são 2 merdas e 2 porcarias e são igualmentes desprezíveis e reprováveis)comunismo é uma coisa justiça social é outra,não esqueça,que apesar dos comunistas falarem tanto de justiça social ela(a justiça social)não tem nada a ver com o comunismo,quero esclarecer aqui algumas coisa;quando falei que os comunistas estupraram 5.000.000 de mulheres isso são os livros de história sério escrito por historiadores sérios afirmam(como vocês sabem a maioria dos historiadores são comunistas e omitem/escondem os crimes do comunismo)mas para ser o mais imparcial possível vá ler o livro negro do comunismo escrito por comunistas franceses que falam que desde a época da revolução russa(1917)até os nossos dias milhões de mulheres foram violentadas pelos comunistas em todas as guerras e conflitos que os comunistas se meteram e esse mesmo livro diz que foram mortos 100.000.000 de pessoas pelos regimes comunistas espalhados pelo mundo e pelos comunistas;em relação a destruição da natureza;da religião,da política e da liberdade de imprensa e econômica é simples em países comunistas como china,cuba a natureza foi explorada selvagemente e predatoriamente(vale ressaltar que a china; que é comunista,é um dos maiores poluidores do meio ambiente no mundo;vale lembrar o caso do mar de aral que foi drenado totalmente pelos comunistas soviéticos na década de 1930 num dos casos mais assombrosos de destruição ambiental)na china e em cuba a religião é proibida,não existe pluripartidarismo(base de toda e qualquer democracia)e só existe um único partido nesses países que é o partido comunista,todos os outros partidos políticos foram extintos e/ou proibidos;a imprensa não é livre nesses países comunistas(é controlada pelo governo e não pode criticar o governo e só tem permissão para noticiar o que o governo permite)a propriedade privada é abolida e você não pode ter riquezas;e para acabar e finalizar aqui as minhas palavras vou explicar o que quis dizer quando disse que comunista é hipócrita,hipocrisia é definido de prática diferente de teoria e/ou discurso,é eu dizer não roube e eu roubar,muito bem;george bernard shaw;diretor de teatro comunista;disse certa vez que queria acabar com os pobres e não queria acabar com a pobreza;é aquela coisa os comunistas se utilizam dessa bandeira da justiça social mas não estão nem ai com os pobres e necessitados(quero dar um ultimo exemplo;a maioria da classe artística(modelos e atores)são comunistas e você não vê esse povo que é artista ajudar nimguém;se a bem da verdade esse povo artista é riquissímo)tenhamos cuidado amigos com o comunismo pois este para chegar ao poder em escala global pretende legalizar casamento gay,legalizar aborto,legalizar drogas,prostituição,estupros,criminalidade,você pode até está pensando que isso é um exagero meu mais é a mais pura verdade o sonho dos comunistas é destruir as bases espirituais e morais da população para assim poderem fazer uma lavagem cerebral comunista completa à nível mundial

  22. Vocês acreditam que tem marxista que ainda teima e ainda diz que o comunismo grosseiro não seria a fase “pós-revolucionária” e que o Marx estaria fazendo uma crítica aos “comunistas vulgares” (afinal, o termo “vulgar” é no sentido perjorativo)?

  23. Depois de durante toda minha vida ficar escutando de um lado o discurso dos conservadores de direita que louvam o lado “bom” do capitalismo e veem a pobreza, miséria e injustiça gerada por este sistema como um mal necessário ou apenas um efeito colateral e depois do outro lado o discurso dos comunistas de que somente o fim do capitalismo geraria a igualdade e acabaria com as desigualdades sociais refleti durante muito tempo sobre alguns detalhes:

    1. Por que na teoria, leiam com atenção quando eu digo agora em letras garrafais, NA TEORIA, pronto acho que assim evita alguns contratempos. Os defensores do sistema capitalista são geralmente os conservadores (ou simpatizantes para aqueles que não são ricos e vivem a base do financiamento, com a corda sempre ali, na jugular) que apoiam os valores morais e religiosos e etc., mas ao mesmo tempo são os que acumulam fortunas em detrimento da miséria alheia, ora bolas há uma controvérsia aqui!! Vamos fazer um baile beneficente no melhor clube da cidade, uma festa regada a bons vinhos e whiskies, boa comida e boas mulheres para arrecadar dinheiro para ajudar os pobres…que coisa não!?!

    2. Por que o sistema comunista defendido pelos esquerdistas que prega o fim da desigualdade social e um mundo mais justo onde o homem seria julgado igualmente em qualquer situação em uma balança com apenas um peso e uma medida, é justamente o sistema que defende coisas como aborto, ativismo gay, prostituição coletiva de mulheres e ateísmo entre outras coisificas mais…seria realmente necessário passar por estas barbarias para se chegar ao paraíso da bonança prometido pelo capitalismo??? Eu continuo, me apegando ao ponto do ateísmo, neste ponto já inviabiliza o comunismo uma vez que ele teria que bater de frente com as estruturas religiosas e com o pensamento conservador, nocaute técnico do capitalismo sobre o comunismo, ponto.

    Conclusão: A algum tempo atrás li um estudo sobre quem realmente manda no mundo, aquelas coisas de pirâmide, NOM, governo global e etc., onde um historiador explicou algo que para mim fez muito sentido. Para ele o capitalismo de hoje seria o antecessor de um sistema futuro ainda mais opressor, terrível, segundo ele inevitável e que estaria em fase final de implementação.

    Sendo assim o capitalismo seria uma “tese”, e seu oposto seria o comunismo a “antítese”, estes dois sistemas lutaria até que aparentemente o fracasso do capitalismo sinalizaria para um possível sucesso do comunismo, dai proliferação atual de tantos governos de esquerdas no mundo atual. Mas, como permitir que um sistema que defende a prostituição coletiva de mulheres, o roubo de nossas casas e propriedades, o fim do casamento, da religião…enfim, como permitir que um sistema destes seja implantando ainda que lá na frente o mundo se torne justo e igualitário?, impossível, é um preço muito alto e do mal não tem como surgir o bom, uma lógica simples. Neste ponto, surgiria uma “Síntese”, resultado do eterno confronto capitalismo (tese) X comunismo (antítese) = Síntese (novo capitalismo). A síntese seria a evolução do capitalismo transformando o mundo em um país único com um único presidente e o união europeia já é parte deste processo.

    Segundo ele associar o comunismo (que geraria o fim da desigualdade social e um mundo mais justo), com causas perdidas como o fim do casamento, a defesa de direitos para grupos minoritários como gays e pedófilos, guerra contra a igreja., nada mais é do que um engodo, criado e introduzido nas diretrizes do comunismo por Karl Max para tornar o comunismo um sistema inviável, e consequentemente qualquer outro sistema seria melhor do que esta aberração, até mesmo uma evolução do capitalismo (associado estrategicamente aos valores morais tradicionais, a igreja, a luta contra o aborto, contra casamento gay e etc), assim surgiria o novo capitalismo disfarçado de único caminho viável aumentando ainda mais as desigualdades sociais e as injustiças do mundo, gerando cada vez pessoas mais ricas e poderosas e em quantidade menor em detrimento de uma maioria cada vez mais injustiçada, ponto. Claro que estas informações não estão registradas nos velhos livros de história escritos por aqueles que detém o poder, por que derrotado não escrevem história, a história sempre foi escrita pelos vencedores.

    Vejo a situação da seguinte forma, em um tabuleiro de Xadrez (q seria o mundo), as peças são manipuladas pelos donos da situação (os poderosos que estão por trás tanto das ideias capitalistas como das comunistas e tem como objetivo apenas preservar a situação deles, bilionários e trilionários), e no tabuleiro as peças como Karl Max, presidente Obama, você que esta lendo, todos os apaixonados cada um defendendo sua pseudo ideologia e o mundo continuará sempre esta droga. Logo, cuidado para não encontrar com um truta querendo seu relógio, seu carrão de R$ 90.000,00 (financiado é claro) ou sua carteira na rua pq vc e sua ideologia não serão mais nada daqui a 30 anos, e neste ponto você continua defendendo q o capitalismo dá a oportunidade para os melhores vencerem, a grosso modo e usando o que tem, o truta que te pegará é vencedor no sistema capitalista.

    Para mim fez muito sentido, quem estiver vivo daqui a 30 ou 50 anos venham dizer que eram só conspirações teóricas encontradas na internet…rs! Termino aqui.

  24. Leandro, teria como você copiar e colar por aqui (na seção de comentários ou, quem sabe, no próprio texto do artigo, como uma nota adicional) o comentário que fez na discussão no facebook ontem a respeito desse texto? Acho que é um esclarecimento importante demais para ficar perdido nos comentários de uma rede social, principalmente se for considerado que este texto do Rothbard tem um potencial enorme para atrair marxistas que cheguem ao site de paraquedas…

  25. Ele é muito claro: esse “comunismo grosseiro”, “vulgar” ou “irrefletido”, é grosseiro, vulgar e irrefletido. É a primeira reação óbvia à exploração ditada pela propriedade privada, mas não compreende a propriedade privada, e portanto não consegue propor a sua abolição:

    “não é senão uma forma onde se manifesta a abjeção da propriedade privada que quer afirmar-se ela própria como maneira de ser social positivo”, isto é, o que há de grosseiro, vulgar e irrefletido nele é que ainda se encontra preso ao fetiche da propriedade privada.

    É Marx criticando outros “socialistas” (e você pode encontrar facilmente os nomes deles nesse texto: Proudhon, Fourier, Saint-Simon ….). Não é Marx propondo grosserias, vulgaridades, irreflexões, coletivização das mulheres, inveja, cupidez, negação da personalidade, nada disso.

  26. E continuando a minha resposta:

    “não é senão uma forma onde se manifesta a abjeção da propriedade privada que quer afirmar-se ela própria como maneira de ser social positivo”.

    Pensando em Marx como advogado e não pesquisador (ele tentava produzir efeitos, não esclarecer) o sentido desse trecho é evidente: Atribui à propriedade privada o mal que os próprios socialistas planejam fazer. Ora, isso é o pão diário dos socialistas, todo mal que eles praticam eles atribuem a outros, e muitas vezes fazem isso com antecedência.
    Na verdade, o marxismo inteiro é, acima de tudo, uma técnica de engenharia social que visa incitar ao mal e atribuir a outros, que não os reais praticantes, os males praticados. O genocídio não é um desvio, faz parte do objetivo, planejado desde o início.

  27. Cara, vocês simplesmente fazem uma salada enorme com uma desonestidade intelectual impressionante mas nem quero entrar nesse mérito. O que eu proponho então, é ver um texto que se proponha a criticar Henry George. Grato.

  28. Sendo judeu, Marx odiava os judeus. Tudo que ele pregou e continua a pregar através de seus “imbecis uteis” seguidores , nada mais é do que a propagação de uma religião do mal, baseada em imoralidade e deturpação dos valores morais e princípios imutáveis do reino.

    Karl Marx é a besta do anticristo.

  29. O momento que vivemos hoje, não cabe mais seguir essas ideologias falidas, uma que esse “filósofos” viveram a trocentos anos atrás, Mark foi um lunático sustentado pela mulher, que infectou o munto com essas bestialidades comunistas prejudicando milhões de pessoas, o Brasil mesmo ta essa bosta por culpa dele, VAMO ACORDA GENTE NÃO TEMOS QUE SEGUIR MARK OU Vygotsky ETC, TEMOS QUE FAZER NOSSA PRÓPRIA CONCEPÇÃO EDUCACIONAL PAZES DE PRIMEIRO MUNDO NÃO DAO ATENÇÃO NESSAS COISA FALIDAS E ULTRAPASSADAS PELO TEMPO, ESTAMOS NA ERA DIGITAL.

  30. Poucas são as pessoas de conhecimento aprofundado nesse tema que realmente podem expressar uma opinião mais clara e concisa.

    Aqui, só vejo “semi-alienados” que se recusam em fazer algumas pesquisas rápidas e ler materiais “um pouco” mais confiáveis, menos paixão e mais crítica galera.

  31. Aos Marxistas, deveriam ganhar muitas carroças, mas não para guiar e sim puxar!!! O cara tem de ser um imbecil para seguir o que esse comunista misógino pregava. Ele devia estar era acostumado a ver prostituição na própria casa e achar aquilo normal.

  32. Bom dia,

    O marxismo faz parte da história social , ou seja , criada por seres humanos, significa transitoriedade, é o que acontece com o comunismo, socialismo, etc.

  33. Considerei este artigo oficial do site dessa “escola liberal”, o “Mises Brasil”, como bem honesto, sensato, imparcial/objetivo/realista e pouco tendencioso/populista (ao contrário dos sujeitos dirigentes do MBL e da seita olavista).

    Primeiro, o seu sagaz autor expõe precisamente e EXATAMENTE as etapas de concretização do comunismo marxista, presentes nas próprias obras de Marx.

    Depois, demonstra e prova que o seu ideal da “abolição da divisão de trabalho e das classes sociais” é JUSTAMENTE o que impede a superabundância produtiva de capital pela “ação coletivista” voluntária e individual de cada um, a partir do lema comunista “de cada qual segundo as suas capacidades, para cada qual segundo as suas necessidades”.

    É, aparentemente, um artigo especializado/técnico…

    A única maneira de realmente invalidar, como prática, completamente uma teoria, é usando dela mesma contra ela mesma, ou seja, mostrando que além dela ser autocontraditoria/hipócrita em suas ideias pregadas/defendidas, é também ilógica na prática/uso delas, pois ela mesma cria os seus próprios obstáculos e paradigmas de concretização e realização.

    Em tempos de tanto obscurantismo político e intelectual, artigos como este, são como uma luz de conhecimento nas trevas da ignorância, que, embora, para alguns, possa não ser da luminária (lâmpada, lanterna, vela, etc.) desejada, são, pelo menos, claros, brilhantes e nítidos, iluminando racionalmente o discernimento e o julgamento da sociedade que procura informação verdadeira e conhecimento fatídico.

    Parabéns, Mises Brasil!

    thehellshitjournalbr.wordpress.com

  34. Alexandre Furtado Montes

    Prezados Senhores

    Primeira pergunta é sobre o Foro de São Paulo: o que é, o que acham, qual o nível de ameaça que representa?

    Segunda pergunta: tive o cuidado de olhar o estatuto de vários dos partidos de esquerda do Brasil, todos filiados ao foro de São Paulo. Todos eles têm com meta a implantaçao de um tal de “socialismo democrático” no Brasil. O que acham disso?

    Att

    Alexandre Furtado Montes

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