O comunicado do Ipea “Produtividade na Administração Pública
Brasileira: Trajetória Recente” foi publicado em 2009, e gerou alguma revolta
na época. Bem menos do que merecia. Por algum motivo, reapareceu nas redes
sociais nestes últimos dias, gerando surpresa e compartilhamentos. Dois de seus
resultados, de fato, causam espanto: no Brasil, o setor público seria mais
produtivo do que o setor privado; e, dentro do setor público, os estados que
promoveram choques de gestão tiveram pior aumento, ou até queda, de
produtividade entre 1995 e 2006. Aos interessados, o estudo está aqui.
Alguns comentadores econômicos logo viram que tinha algo
estranho. Roraima com crescimento vertiginoso de produtividade? Estados mais
responsáveis com resultado pífio? Governo mais produtivo que empresas? Miriam
Leitão e outros, ainda em 2009, apontaram os equívocos do estudo, mas de
uma forma, digamos, discreta. Limitaram-se, em geral, a dizer que “não se
compara a produtividade do setor público com a do setor privado”. Isso é verdade
— veremos por que mais a frente –, mas não diz tudo o que precisaria ser
dito. Aproveitando o renascimento do estudo na rede, pretendo mostrar como suas
falhas e omissões são tão graves que seria mais justo qualificá-lo de embuste.
Medindo produtividade
Produtividade é o quanto se consegue produzir com
determinada quantidade de recursos. Nas palavras do estudo, que até aqui são
verdadeiras:
“De maneira geral, a produtividade reflete a relação da
produção de bens e serviços por unidade de tempo com o conjunto de fatores
engajados nessa mesma produção, como máquinas, trabalhadores, matéria prima,
entre outros.Noutras palavras, o grau de
eficiência no uso dos recursos produtivos termina sendo medido pela
produtividade […].”
Como medi-la? É uma conta que exigiria comparar coisas muito
diferentes: utilizo plástico, máquinas mão-de-obra, energia elétrica, água,
tempo; produzo um brinquedo. Outra empresa, com os mesmos insumos produz um
brinquedo diferente; outra ainda produz um banquinho de bar. E uma quarta
empresa usa insumos completamente diferente para me entregar um lanche no
delivery. O que permite comparar coisas tão diferentes são os preços, que
indicam, ademais, o quanto as pessoas valorizam os bens em questão. Se a razão
entre o preço do produto final e o preço dos insumos é superior a 1, a empresa
é produtiva, gera valor, tem lucro. Se a razão é inferior a 1, a empresa é
improdutiva, destrói valor, tem prejuízo. Quanto maior a razão entre receita e
despesa do processo de produção, mais produtiva é a empresa.
O setor público tem um grande problema na hora de medir sua
produtividade: seu produto, os bens e serviços produzidos pelo governo, não tem
preço de mercado. O estado é deficitário; precisa de impostos, dívida e criação
de moeda para se financiar. Como então, comparar sua produtividade com a do
setor privado? Se fôssemos usar o critério de criação de valor dado acima, o
estado invariavelmente apareceria como um destruidor de valor. Ainda assim,
costuma-se aceitar que os serviços prestados pelo Estado têm algum valor; e por isso a preocupação em
encontrar uma maneira de medi-lo.
Como o Ipea lida com essa dificuldade? Usando uma
metodologia aprovada pela ONU e padrão nas contas públicas: em vez de se medir
o valor do produto, isto é, seu preço de mercado, mede-se seu custo de
produção. Já que não temos receita para medir, medimos as despesas. Se um dado
serviço provido pelo estado custou X (e nisso entram salários, manutenção do
prédio, material do escritório, etc.), então ele vale X. É essa, inclusive, a
metodologia usada para calcular a participação do estado no PIB.
Mas — e aqui mora o problema — se o valor do produto
estatal é seu custo de produção, o que entraria como denominador para calcular
a produtividade? Afinal, a produtividade no mercado é preço do produto/custo. A produtividade do governo, por essa lógica
de igualar o valor do produto ao custo de produção, ficaria custo/custo. Como sair desse impasse? O
Ipea, cuja engenhosidade nunca deixa de surpreender, encontrou uma saída
criativa ao ressuscitar um princípio derivado do bom e velho marxismo: medição
da quantidade de trabalho. Em vez de contabilizar as despesas da produção, conta-se
o número de empregados. A escolha é tratada como uma opção entre várias
possibilidades:
“A medida de dimensionamento da produtividade em si depende
do enfoque prévio adotado, ou seja, a produtividade total dos fatores (capital
e trabalho), a produtividade do capital (produção por unidade de capital
investido), a produtividade do trabalho (produção por unidade de trabalho). Por
isso, a aferição da produtividade numa economia não se mostra um fenômeno
trivial […].”
O que o estudo não diz é que o “enfoque prévio” por ele
adotado não serve para nada. Vejam só: a grande vantagem de se trabalhar com
valores em dinheiro é que isso permite a comparação de coisas muito diferentes.
Como já mencionado, um banquinho de bar e um serviço de delivery, coisas completamente díspares, podem ser quantificadas e
comparadas por meio de seus preços. As variáveis “fatores totais” ou “capital”
são variáveis expressas em termos monetários. O “trabalho” também poderia ser
assim expresso: basta pegar o valor da remuneração dos trabalhadores. Mas o
estudo é explícito em utilizar a variável “unidade de trabalho”, o que
significará, na prática “a força de trabalho ocupada” medida pelo PNAD.
Enfoque fora de foco
Primeiro ponto: o trabalho não é o único fator produtivo: e
todo o capital físico? Por que o Ipea limitou sua análise? Só posso supor que a
exclusão foi feita porque, se não fosse, a análise seria impossível. Temos o
dado de quantos indivíduos estão empregados; mas e a conta de quantos prédios,
lâmpadas, aparelhos de ar condicionado etc. existem pelo país a fora? A escolha
pelas variáveis físicas (trabalhadores e objetos) em vez de seus valores
monetários leva a esse tipo de dificuldade. Para facilitar sua vida, então, o
Ipea preferiu se ater aos trabalhadores, à “força de trabalho ocupada”, mesmo
sabendo perfeitamente que isso já compromete largamente sua análise.
Embora usemos uma única expressão — força de trabalho —
para designar a variável, ela abarca coisas muito heterogêneas. Como comparar o
trabalho de um faxineiro ao de uma CEO? O valor da remuneração revela uma
diferença muito relevante entre eles. A mera contagem dos trabalhadores
empregados reduz ambos a unidades indiferentes. Trabalhadores com produtividade
muito diferente são igualados. Para se medir a produtividade, portanto, o
número de trabalhadores, por si só, é conceitualmente inútil (a não ser que se
definisse muito precisamente um tipo de trabalho que não admitisse variações,
como “martelar 1000 pregos em uma dia” — o que não é o caso aqui).
O número de empregados não quer dizer rigorosamente nada
para a produtividade. Se uma empresa, para produzir $ 1.000, contrata dois
funcionários ao salário $ 200 (e supondo que este seja seu único custo), ela
tem lucro de $ 600; é produtiva! Por outro lado, uma outra empresa que, para
produzir os mesmos $ 1.000 contrata um único funcionário ao salário de $ 950,
tem um lucro bem menor, de apenas $ 50. Ou seja, ela é muito menos produtiva
que a primeira. Pela conta do Ipea, contudo, ela seria considerada como duas
vezes mais produtiva.
Sigamos em frente, e vejamos a qual resultado esses dados
nos levarão. O cálculo por trás dos belos gráficos da pesquisa do Ipea é
simples. Assim se calcula produtividade do setor privado: valor de mercado dos bens e serviços / número de trabalhadores do setor
privado. Do setor público: custo das
operações do setor público / número de trabalhadores do setor público.
Agora atentem para o detalhe mais grave, um verdadeiro requinte de perversidade
dessa “metodologia”: os salários e benefícios, isto é, tudo aquilo que o
empregador desembolsa para manter o “trabalhador do setor público”, é parte do
“custo das operações do setor público”; com efeito, é sua parte mais
significativa. Ou seja: quanto maiores
forem os salários e os benefícios dos funcionários públicos, maior será a
“produtividade” do setor público.
O alarde desonesto
dos resultados
Reflita alguns segundos sobre esse resultado. Para o Ipea,
que é supostamente o instituto mais respeitável de pesquisa econômica do
Brasil, um funcionário público ganhar aumento de salário já constitui, por si
só, um aumento da produtividade do governo. No setor privado, ocorre exatamente
o contrário: se um funcionário de uma empresa ganha aumento e todo o resto fica
constante, a empresa se torna menos produtiva. Afinal, aumentou seu custo de
produção e o valor de seu produto permaneceu igual.
Tendo isso em mente, como justificar a decisão dos
pesquisadores do Ipea de colocar em um mesmo gráfico a variação da tal medida
de produtividade do setor público e a do setor privado? A segunda mede, mal e
mal, a produtividade do setor privado por trabalhador. A primeira mede, sem
mais nem menos, o custo do funcionário público, e não o valor por ele gerado.
No processo de mercado, a tendência é que o custo do trabalhador sempre se
aproxime do valor por ele criado. No setor público não: o salário é
determinado, como bem sabemos, por negociatas e reivindicações políticas que
nada têm a ver com a oferta e demanda dos serviços ofertados pelo estado.
O que ninguém disse, por desatenção ou timidez, mas que está
absolutamente claro, é que a medida de produtividade do setor público usada
pelo Ipea é, na verdade, uma medida da ineficiência
do setor público. O governo mais produtivo, nessa definição, é aquele que gasta
proporcionalmente mais. Quanto mais benefícios, quanto mais aumentos, quanto
mais gastos desnecessários em geral, mais “produtivo”. Dá para levar a sério?
O estudo do Ipea compara apenas a trajetória da
produtividade, mostrando como a produtividade do setor público aumentou mais do
que a do setor privado. O presidente do Ipea na época, Márcio Pochmann, foi
muito além disso na divulgação dos resultados à imprensa. Citado pela Carta
Maior, afirmou que “em todos os anos pesquisados, a produtividade da
administração pública foi maior do que a registrada no setor privado. E essa
diferença foi sempre superior a 35%. […] Há muita ideologia e poucos dados
nas argumentações de que o Estado é improdutivo, e os números mostram isso.”
Explicitando as definições da pesquisa, a fala de Pochmann diria o seguinte:
“no setor privado, cada trabalhador cria $ 100 de valor; no setor público, cada
funcionário custa $ 135 aos cofres públicos. Portanto, o setor público é 35%
mais produtivo”. Agora que sabemos o que significam os cálculos de
produtividade a que Pochmann se referia, como encarar tal declaração feita à
mídia? Seria possível caracterizá-la como intelectualmente honesta?
Os problemas não param aí. A “conclusão” de que os governos
de estados que fizeram “choque de gestão” (isto é, cortaram gastos
desnecessários em suas operações, algo sempre benéfico) tiveram piores ganhos
de produtividade, longe de ser uma descoberta empírica como foi alardeado, é um
resultado trivial dado pela própria construção da variável. Ao cortar gastos, o
estado diminui a relação entre gastos e número de funcionários (supondo que seu
corte de gastos envolva relativamente pouco corte de funcionários, o que é
razoável de se supor dada a dificuldade de se demitir um funcionário público).
Não era preciso coleta de dados para concluir essa obviedade matemática.
A “produtividade” do
Ipea
Não é de hoje que o Ipea goza de pouca credibilidade. Embora
ainda haja gente séria dentro dele, há anos que sua especialidade deixou de ser
medir a realidade ou fazer previsões. É claro que um instituto austríaco como o
IMB pode — e deve — questionar a abordagem empirista que o Ipea sempre teve,
mesmo em seus melhores dias; mas essa divergência se dá no plano da discussão
científica. Pesquisadores e cientistas igualmente sérios podem ter visões
divergentes de como conduzir a ciência. O Ipea dos últimos anos, por outro
lado, abandonou a seriedade científica e tem se dedicado cada vez mais a fazer
propaganda vulgar do mais puro estatismo. Tudo com dinheiro de impostos, claro.
De um estudo como o aqui analisado, não cabe divergir; cabe desmontar e acusar
o embuste.
É notório que os gastos com esse questionável instituto, que
saem do nosso bolso, não
param de subir, chegando a mais de R$ 300 milhões anuais. Para que tanta
verba? Acho que agora, finalmente, entendemos o motivo: pela definição do
próprio Ipea, gastar mais dinheiro já é, por si só, aumento de produtividade.
Todos os que prezam a ciência econômica podem apenas torcer para que a chegada
do novo presidente, Marcelo
Neri, mude os rumos da instituição.

Por um lado esse artigo não me surpreende, esse é o tipo de honestidade que eu espero dos parasitas públicos, mas por outro lendo artigos como esse as vezes bate uma sensação de impotência: eu sei que o governo é ladrão e mentiroso, mas e daí? Seria legal algum artigo que mostrasse algo de prático que as pessoas pudessem fazer pra escapar disso tudo
Bom dia Leandro!
Li recentemente que no Chile uma mineradora estatal (“CODELCO”) comprou uma mineradora privada e se tornou a maior mineradora de cobre do mundo. O Chile estatizou este segmento? abs
Compartilho da sensação de impotência do Neto. Qualquer pessoa séria, versada ou não em economia, só pode sentir-se dessa forma. Mas no sistema em que nos encontramos, ter uma atitude mais combativa é muito mal-visto… Realmente, além de desmontarmos a mentira e tentarmos fazer isso de uma maneira que as pessoas comuns compreendam, temos muito pouco a fazer.
Acho que uma das grandes virtudes dos austríacos é desmistificar a economia: qualquer pessoa que saiba as quatro operações básicas da aritmética entende de economia sob o prisma austríaco. Todos esse poder de simplificação para pessoas comuns é que deve ser usado ao desmontar mentiras como a do relatório do Ipea. A economia passa a ser coisa trivial, e não coisa para especialista. Quando um bom número de pessoas comuns puderem enxergar o mesmo que os austríacos enxergam com facilidade, o fiel da balança vai começar a pender para o outro lado. Amplificar o que o IMB faz é o que de melhor temos a fazer…
Parabéns pelo artigo.
[ironic] O estudo esta certo. Os serviços públicos são mais produtivos e atentem melhor a população, por este motivo, a Coreia do Norte e Cuba são estes paraísos. [/ironic]
O melhor modo de melhorar o IPEA é extingui-lo.
Caros editores do site: cometi uma inconsistência ortográfica grave no artigo. Em alguns lugares escrevi “Pochmann”, e em outras “Pochman”. O correto é “Pochmann” com dois N. Se alguém puder corrigir essa falha, será bem-vindo!
Neto e outros desanimados com a onipresença do estatismo em nosso meio. Do meu ponto de vista, vivemos em tempos muito animadores; sou bastante otimista! Dá pra imaginar um Instituto Mises Brasil nos anos 90? Nem em sonho!
A mensagem da liberdade está chegando cada vez mais longe. Outro dia chamaram um membro do IMB para discutir Banco Central em Brasília!
Qual a grande vantagem da Escola Austríaca e da defesa do livre mercado? Ela dialoga com as pessoas. 99% dos artigos de economia convencional, mesmo aqueles voltados ao grande público, já toma como premissa um milhão de conceitos e relações macroeconômica e busca argumentar com base nelas. Nunca há o trabalho de construção delas na frente do leitor a partir de realidades palpáveis, ao alcance de todos; mesmo porque em muitos casos, se houvesse, ficaria patente a fraqueza conceitual por trás de todo o edifício. Os austríacos não têm medo de construir seus conceitos e suas afirmações causais na frente do leitor. E esse respeito para com o leigo faz toda a diferença.
Acho que Gary North mostra isso bem neste artigo: lewrockwell.com/north/north1190.html
Não entendo como a mídia, ao divulgar esse tipo de pesquisa, não divulga também a forma como foi feito os cálculos.
Prezada equipe do IMB,
Boa tarde.
Aproveito este texto para fazer um comentário sobre os dois grandes problemas do Brasil:
O primeiro grande problema do Brasil é e sempre foi o estado grande e regulador.
É fácil perceber isso se você ler qualquer livro de história do Brasil depois de ler os textos do site.
Lendo os textos do IMB você tem vontade de morrer de raiva de tanta coisa errada que é feita em nome de uma suposta e útopica justiça social, das supostas maravilhas do “incrível” planejamento central.
A classe dirigente brasileira varia entre o marxismo e o positivismo, com resultados desastrosos amplamente conhecidos.
O segundo grande problema do Brasil é que a mentalidade estatista prevalece até mesmo o setor privado brasileiro.
As empresas brasileiras são geridas com métodos estatais ou como se fossem um feudo familiar, nada de liberalismo dentro delas.
Esta segunda questão é mais dificil de ser visualizada, até em virtude do primeiro grande problema do Brasil, já citado anteriormente.
Atribue-se ao Mercado as falhas do estado, mas ninguém se preocupa em saber como funciona efetivamente uma economia de mercado.
Não é possivel você progredir profissionalmente e economicamente, de forma consistente e relevante no Brasil, sem a ajuda do estado.
A pesquisa do IPEA é só mais um exemplo numa longa lista de aberrações intelectuais que a classe “pensante” brasileira produz.
Não é de surpreender que a Escola Austríaca e a Filosofia Libertária sejam rejeitadas pela classe “pensante” brasileira.
A tarefa do IMB é mesmo gigantesca e muito meritória.
Abraços
Uma dúvida: no texto é dito que a produtividade do setor privado é medida pela razão entre o preço do bem/serviço e o custo desse bem/serviço. Mas se duas empresas produzem o mesmo produto e têm o mesmo custo, e uma delas vende a um preço maior (para ter uma margem de lucro maior), então ela é mais produtiva?
E os burocratas acreditam nas suas próprias mentiras:
“Dilma deve sancionar na semana que vem MP que cria a Segurobras: economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/08/25/dilma-deve-sancionar-na-semana-que-vem-mp-que-cria-a-segurobras.jhtm”
Mais uma “brás”.
Estamos tentando abrir uma empresa de compra e venda de cereais a granel,que vai direto da fazenda do produtor para a industria,mas o burocrata fiscal do estado do Paraná afirma que esta atividade só pode existir se o cerealista tiver um armazém caso contrario não pode comprar e vender direto.Tem que comprar;levar até armazém;descarregar;provavelmente ligar pra ele e pedir se agora pode carregar e então seguir até o destino final.Diz que esta atividade é considerada de risco..(pode ser que a soja exploda).Parece mentira mas é a verdade.O risco é por que eles não tem fiscalização e então quem atua neste ramo é um potencial sonegador de ICMS ;ou seja :é culpado até provar o contrario..este é o nosso setor publico.inimigo da livre iniciativa.O CNPJ da empresa já saiu mas ele não quer dar a I.E,portanto não podemos atuar no Paraná.que tem um programa chamado Paraná Competitivo..Me ajuda aí..este governador é um brincalhão.
Não só no Brasil, mas a administração pública é um problema de gestão em todo mundo, infelizmente são poucos os economistas que se interessam em estuda-la. O que se faz erroneamente é querer comparar a administração pública com o mercado, aí surgem aberrações como essas. O que devem existir são comparações entre as próprias administrações públicas de diferentes países.
A ONU “aprovou” um método de cálculo para produtividade? Até levaria a sério se não fosse um orgão criado por sugestão de Stálin.
Meus amados,os esquerdopatas tem a mentira na medula óssea,e detêm todos os meios de articulação política inclusive a mídia,bancos e mega corporações anti-concorrência.por isso seria necessário que libertários arregaçasse as mangas e partisse para o campo político,outrossim utilizar-se de de métodos ideológico para incutir a juventude,mas para isso seria preciso que os libertários aprendesse a mentir e infiltrar-se em vários setores de entretenimento,assim como o esquerdopatas fazem.
Sou servidor publico empregado em empresa de economia mista e concordo plenamente com o artigo.
Ainda não entendi o calculo de produtividade usado no artigo, pois produtividade não é a razão da quantidade de bens produzidos pela quantidade de bens utilizados ? ou seja quanto mais vc produzir com uma quantidade estavel de bens utilizavel melhor ! \r
\r
Agora como podemos explicar produtividade com a razão do valor final dos produtos pelo custo de produção ? pelo meu entendimento so poderemos comparar empresas com produtos identicos ? seria isso ? \r
\r
Art. 3o Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:\r
I. construir uma sociedade livre, justa e solidária;\r
II. garantir o desenvolvimento nacional;\r
III. erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais
Vocês tem uma visão muito preconceituosa sobre o setor público. Em um aspecto ele é mais produtivo. Vou provar. Pagamos uma quantidade insana de impostos, recebemos serviços públicos pífios, vemos políticos desviando dinheiro público constantemente e somos controlados em inúmeros aspectos de nossas vidas por um bando de burocratas. Ainda assim grande parte dos brasileiros apóia políticas esquerdistas que servem para dar ainda mais poder a este estado. Qual empresa poderia oferecer um serviço tão ruim e ainda assim contar com o apoio dos consumidores?
O governo é extramente eficiente na produção de otários.
rodutividade para os capitalistas é o que gera lucro. Um hospital produtivo (que: atende rápido, de forma eficiente e humana, e que não tem desperdício de trabalho humano nem de recursos financeiros) é muito mais útil que uma fabrica de bolas produtiva… pouco importa se o lucro do fabricante é grande ou não desde que ele fabrique o suficiente para abastecer o mercado.
Mas a logica capitalista não vai lhes deixar entender…
A incompetência do órgão estatal IPEA não deveria espantar ninguém. Tal instituto, há muito, já se tornou motivo de chacota entre todos os economistas minimamente sensatos e não-subservientes ao governo.
Sua última trapalhada é apenas o corolário de como funciona uma empresa que vive de dinheiro de impostos, que opera fora de um arranjo de livre concorrência, que não tem de se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos e que, por tudo isso, não tem obrigação nenhuma de ser eficaz e sensata.
O instituto e seus burocratas são sustentados por nós, pagadores de impostos. Porém, somos acionistas sem direito a voto. Nossa obrigação é apenas continuar sustentando incompetentes.
Fosse o IPEA uma empresa privada operando em regime de livre concorrência, sem qualquer proteção ou privilégio concedido pelo governo, esse erro abalaria irreversivelmente sua reputação. Dificilmente ela recuperaria a credibilidade. A falência seria seu destino mais provável. No entanto, como somos nós quem compulsoriamente sustenta essa empresa, tudo irá continuar como está.
Este artigo, publicado em 2012, ficou ainda mais atual.
“A esquerda se perpetua no poder justamente porque soube mostrar uma invejável capacidade de mentir, de se organizar, de falar com a emoção e de desconstruir a imagem de seus oponentes. Sendo assim, qualquer opositor que por milagre chegar ao poder pela via política, mas não tiver nenhum respaldo ideológico, não durará nem um mandato.”
Boa tarde!
Com todo respeito ao articulista, seu artigo padece de contradições insuperáveis:
1) Acho interessante que reclame que igualar todos os trabalhadores, como se não houvesse diferenças individuais, “é inútil”, mas use como premissa ganhos homogêneos de trabalhadores privados. De fato, com uma margem de lucro menor, um sujeito que produz pagando 950 a um funcionário é mais produtivo do que outro que produz o mesmo empregando mais dois ou mais funcionários que, juntos, recebam os mesmos 950. Agora, considerados os dados alarmantes de pejotização e informalidade geral (uma realidade há mais de uma década, embora hoje agravada), formas fraudes trabalhistas falsamente justificadas sob o argumento de que a folha de pagamento é muito onerosa, o que se nota é que o articulista cala sobre a dignidade desses trabalhadores, que recebem remunerações aviltantes. É o bom e velho nivelar por baixo: o melhor jeito de corrigir as disparidades entre salários públicos e privados é “pejotizar” o funcionalismo. Aliás, qualquer um que conheça o setor público sabe que o grosso dos servidores é mal remunerado. Além disso, sempre a premissa falsa de que o lucro é um conceito adaptável à prestação de serviços públicos diretamente pelo Estado. E, por fim, sempre a premissa falsa de que o preço, por ser (questionavelmente) o melhor parâmetro para comparar a produtividade de diferentes, autoriza generalizações que ignoram fatores determinantes de diferenciação, notadamente em termos de falhas de mercado, práticas anticoncorrenciais etc.
2) Não vejo problema em incluir as remunerações nos custos para calcular a produtividade, não há aí “perversidade” alguma, especialmente porque, se o parâmetro for comparar com a razão da produtividade privada, os salários pagos também estão inclusos no preço dos bens vendidos. Em outras palavras, quanto maior forem os salários, maior deverá ser o repasse desse custo aos preços. Se o produtor é limitado pela demanda por aquilo que oferece, o Estado é limitado por uma legislação orçamentária sólida e bastante detalhada.
3) “No setor público não: o salário é determinado, como bem sabemos, por negociatas e reivindicações políticas que nada têm a ver com a oferta e demanda dos serviços ofertados pelo estado.” – de que negociatas se fala? Há dados para respaldar isso? Para que categorias? Há categorias quantitativamente relevantes em que os aumentos recentes de salários não fizeram mais do que corrigir a inflação? Se sim, onde? Os superssalários de alguns cargos, ou o funcionalismo geral? Esse tipo de argumento é o bom e velho “jogar pra plateia”.
4) Tudo bem, sejamos produtivos: como o articulista sugere calcular a produtividade do setor público, se reconhece que é complicado precificá-la, mas discorda do IPEA, instituição que reputa mal-intencionada?