As crianças brasileiras devem estar mais frágeis do que
nunca. Por isso nossos excelsos legisladores têm se debruçado sobre um projeto
de lei que, se passado, proibirá toda e qualquer publicidade voltada às
crianças (PL 5921/2001). Parece um
pouquinho excessivo, talvez? Querendo ou não, gostando ou não do fato, ele
já está fora de nossas mãos, e depende apenas do aval de deputados. Um pequeno lobby militante se formou em torno de
uma ideia, fizeram barulho o suficiente para convencer algum deputado, e é bem
capaz que, em breve, tenhamos uma lei universal e radical que a maioria nem
sabia que seria votada. Um belo dia nos tiram o ovo com gema mole; em outro, a
sacolinha do supermercado foi banida; em outro, não existe mais propaganda
infantil. São as maravilhas da democracia à mercê do ativismo.
Mas enfim, discutamos a tal lei: deve a publicidade voltada
à criança ser proibida? Sim, dizem os representantes de ONGs como o coletivo Infância Livre de Consumismo
(ILC), um “grupo de mães ativistas”:
“A publicidade dirigida ao
público infantil é danosa porque pressiona as crianças a desejarem cada vez
mais bens de consumo, associando-os a um discurso enganoso de alegria,
felicidade e status social. Esses bens de consumo podem ser alimentícios, de
vestuário, brinquedos ou até mesmo itens para adultos anunciados para as
crianças, que tornam-se promotores de tais produtos, indicando-os aos pais.
Além de trazer sofrimento às crianças que não podem adquirir esses bens devido
à falta de recursos financeiros, essa pressão causa estresse familiar e não
pode ser devidamente elaborada pelos pequenos, cujo senso crítico ainda está em
desenvolvimento.”
Em primeiro lugar, o discurso é, no mínimo, exagerado.
Vejam: minha geração cresceu assistindo à TV entre fins dos anos 80 e meados
dos 90. Pegamos em cheio propagandas muito mais diretas e desavergonhadas que
as atuais. Propagandas que não se preocupavam, nem por um segundo, em dar a
impressão de que tinham alguma finalidade educativa ou lúdica: seu negócio era
vender, vender, vender, apelando para tudo, mesmo para a inveja e a ostentação
descaradas. Testemunhamos inclusive a propaganda mais nefasta e chantagista da história do capitalismo: nela, um
menino convencido mostrava ao espectador uma tesourinha do Mickey, enquanto se
gabava cantando o refrão “eu tenho, você
não teeem!“. Bons tempos!
Na minha classe, embora nem todos tivessem a tesourinha (era
o meu caso), todos entravam na brincadeira de cantar o slogan. Ninguém ficou
traumatizado; ninguém sofreu ou criou “estresse familiar”. E se uma criança
fizesse birra, implorasse aos pais por mais aquele presente, e se por algum
motivo os pais não quisessem satisfazê-lo, seria uma oportunidade excelente
para ensinar ao filho sobre as contrariedades da vida, sobre o valor do dinheiro,
sobre ter prioridades e paciência. Hoje em dia a situação é exatamente a mesma.
O que mudou é que muitos pais não se sentiriam à vontade para dizer esse “não”
pedagógico. E por isso precisam apelar: segundo o projeto de lei, a propaganda
infantil é “coação ou chantagem para a compra dos bens anunciados”. Mentira;
qualquer criança pode comprová-lo. A grande questão é por que alguns pais, que
inclusive cresceram expostos à publicidade e portanto lembram muito bem que ela
não os coagia, sentem a necessidade de repetir tais exageros. Voltarei ao tema mais adiante.
Diz o site do ICL que a criança pequena não sabe distinguir
o verdadeiro do falso numa propaganda.
“[O] marqueteiro, que estudou
vários anos e em geral fez curso superior, é um especialista em psicologia
infantil, estuda os hábitos, conhecendo profundamente os desejos e aspirações
de seu público-alvo. […]Do outro lado, está a criança, geralmente solitária,
indefesa e vulnerável, pois ainda não aprendeu as manhas do mundo adulto e
acredita no que lhe é dito e mostrado. A disputa é covarde.”
É verdade: a criança nem sempre distingue o verdadeiro do
falso em uma propaganda. Sei por experiência própria. E sabem como a criança
constrói o aparato crítico para discernir realidade e discurso? Com a experiência.
Quando eu era pequeno, entrou no mercado o sorvete Frutilly da Kibon. Na
propaganda, um menino mordia o picolé e dele saía um fantasminha camarada que
lhe realizava alguns desejos. Fiz questão de que meu pai comprasse o picolé
mágico na nossa próxima ida à padaria. Mais tarde, em casa, quando fui comê-lo,
decepção: nenhum fantasminha. Aí a ficha caiu: não havia fantasminha; a
propaganda mentira para mim!
Haverá melhor lição do que essa? O que aconteceria comigo se
tivesse esperado até meus dezoito anos para finalmente assistir ao comercial de
picolé?
Propaganda: parte
normal da vida
A publicidade faz e sempre fez parte da vida das crianças.
Desde pelo menos 50 anos até hoje todas as gerações cresceram em meio a intensa
publicidade de massas. Se a vida em família piorou na última década, se as
crianças estão com mais problemas psicológicos, se os pais não sabem o que
fazer, não pode ser, portanto, culpa da propaganda.
Notem que há, inclusive, alguns exemplos de propaganda que
os mesmos pais que querem banir a publicidade infantil devem achar magníficos.
Falo das campanhas insistentes e onipresentes em duas áreas específicas:
meio-ambiente e saúde. Na minha infância isso já existia, mas hoje em dia é
praticamente impossível encontrar qualquer programa, livro ou peça de teatro
infantil brasileiro que não faça propaganda ecológica ou de saúde (e pode
apostar que há diversas empresas de sabonetes que se beneficiam dos apelos
incessantes de que se lave as mãos a todo instante).
Não tenho nada contra essas mensagens. Irrita-me um pouco a
onipresença desse discurso e o tom de sermão ou alarme aos quais ele sempre vem
associado, mas, fora isso, acho que ele está essencialmente certo. Estou apenas
apontando um exemplo de propaganda na vida das crianças, às quais elas estão
sujeitas mesmo dentro da escola, mesmo no consultório do pediatra e mesmo na
relação com os pais, e que todo mundo aceita.
Por acaso a criança tem discernimento para saber se a
reciclagem do lixo realmente promove um mundo melhor, ou se ela, em muitos
casos, promove apenas a ineficiência no uso dos recursos? Alguma criança
entenderá profundamente o mecanismo da vacina? E no entanto lá está o Zé
Gotinha, personagem publicitário amado por todos.
Os benefícios da
propaganda infantil
Afinal, a propaganda de produtos infantis tem algum valor? É
claro que sim. Em primeiro lugar, ela cumpre a função de toda propaganda:
informar o consumidor sobre quais produtos existem, para quê servem e
persuadi-lo a experimentá-los. Novos brinquedos e jogos dependem da propaganda
para que sejam conhecidos. Proibir a propaganda é comprometer a capacidade de
novos produtos serem lançados no mercado. Para quê investir em um novo
brinquedo se ninguém ficará sabendo de sua existência?
Alguém pode dizer que a propaganda não apenas informa, como
mexe com as aspirações do espectador. E isso é verdade. Digo mais: não fosse
por toda a dramatização em volta de brinquedos simples como bonequinhos
articulados (que nas propagandas apareciam com cenários realistas, sons, e
brincando quase que por conta própria), cairia o apelo deles para as crianças.
Mas a criança, uma vez que tenha o bonequinho, aprende a brincar com ele nas
condições reais de seu quarto ou casa, e passa a gostar muito de brinquedos que
ela só desejou originalmente porque a propaganda assim lhe inspirou. A
propaganda infantil usa uma linguagem com a qual a criança pode se relacionar:
mostra as potencialidades contidas num brinquedo e como elas podem ser
exploradas. A criança bem sabe — ou logo aprende — que, em sua casa, não
poderá fazer o mesmo exato uso dele que ela vê na propaganda, mas isso não
impede que ela se divirta.
Ninguém tinha a coleção completa de bonequinhos das
Tartarugas Ninja: as brincadeiras envolviam bonecos de várias séries incongruentes,
e de tamanhos diferentes; sem rochedos cenográficos como os das propagandas, a
cama fazia a vez de montanha; uma parte mais clara do chão, lava borbulhante.
As crianças se viram com o que têm; a fantasia do comercial serve como uma
sugestão, uma possibilidade que pode ou não nortear a brincadeira.
Outro efeito bom da publicidade infantil é que ela permite
que exista, na grande mídia, espaços destinados às crianças. Uma hora de
desenhos animados é assistida basicamente por crianças; se um canal não puder
veicular propaganda para crianças nesse horário, para quê ofertar essa hora?
Uma revista infantil deriva parte de sua renda de propagandas; sem propagandas,
menos revistas infantis serão viáveis. Em consequência, cai também o
financiamento de programação infantil, pois há menos distribuidoras e veículos
de informação dispostos a pagar para poder veicular aquele conteúdo.
Os ativistas querem beneficiar as crianças. Mas, com suas
medidas, as crianças saem perdendo; com menos opções de programas, menos horários
na TV e revistas destinadas a elas, menos brinquedos no mercado e menos meios
para descobrir que brinquedos existem e por que eles deveriam lhes interessar.
O real motivo da
campanha
Propaganda infantil não é novidade. Se as crianças e
famílias de hoje em dia passam por problemas, a culpa não é da propaganda. Ela
tem que ser um bode expiatório para alguma outra deficiência de fundo.
A meu ver, há uma mentalidade (gerada talvez em parte pela
própria ideia do estado provedor e protetor) de minimização absoluta dos
riscos, dos perigos e dos desgostos da vida que aumenta o custo (principalmente
mental) dos pais, sem trazer grandes ganhos — e talvez com perdas — para os
filhos, conforme argumenta o economista Bryan Caplan em Selfish
Reasons to Have More Kids. Hoje em dia, a preocupação e o medo de
muitos pais para com seus filhos chegaram ao nível de neurose. Se os pais
estão incapazes de dizer “não” às birras do filho pela tesourinha do Mickey da
vez, está na hora de ver bem por que isso ocorre.
Por trás dessa insegurança toda, acredito, existe a
consciência mais ou menos clara de que não se está fazendo o bastante pelo
filho. Os pais trabalham o dia inteiro e, em seu tempo livre (e todo mundo tem
algum tempo livre), não se interessam pelos filhos. Deixam o filho na frente da televisão o dia
inteiro, e depois, quando ele exige brinquedos e regalos, tenta comprar pelo
suborno a relação que não foi construída pelo amor. A criança percebe isso, e é
claro que isso a afeta. Culpar uma propaganda de TV, fenômeno insignificante da
vida infantil, pelos transtornos infantis e pelo estresse familiar chega a ser
ridículo. Arrisco até a dizer que o impulso de procurar culpados externos e
impessoais, como os publicitários todo-poderosos e o sistema capitalista, seja parte
do problema que os acomete, e não da solução.
E essa tendência acaba por distorcer a visão de mundo de
muita gente. A campanha antipublicidade infantil depende da crença de que o
mundo da produção, do consumo e da publicidade, ou seja, o mercado, é algo mau
e sujo. Confunde-se, talvez intencionalmente, consumo com consumismo. Isso é
óbvio nas citações acima.
Não há absolutamente nada de errado no consumo. Muito pelo
contrário: é consumindo que o homem se mantém vivo. Todos nós nascemos
consumindo: o leite materno, as roupas, o berço. Conforme o indivíduo cresce,
vai se tornando capaz de produzir. É maravilhoso poder fazer parte dessa enorme
rede voluntária de cooperação mútua: cada um contribui e recebe de volta de
acordo com sua capacidade de satisfazer aos desejos dos demais.
O consumismo, por outro lado, é um fenômeno psicológico: é a
crença irracional de que o próximo produto comprado trará — em geral pelo
status que ele confere a seu possuidor — a felicidade, a realização e a paz
que se procura. Isso não tem nada a ver com o livre mercado. Aliás, é notório
que hoje em dia, vivendo sob estados fortemente intervencionistas, o consumismo
seja um problema maior do que era, por exemplo, no século XIX, mesmo em países
liberais como os EUA foram.
A entrada da criança no mundo do mercado (que inclui a
responsabilidade pelos próprios atos, a capacidade de tomar alguns riscos,
planejar os próprios atos, descobrir do que realmente gosta, pensar nos outros,
manejar recursos escassos) deveria ser estimulada, e não adiada pela construção
de uma bolha artificial que cria a impressão de que o universo surge do nada
para suprir seus desejos e que, essa sim, torna-a alvo fácil do consumismo.
Quem guia esse processo, preparando e auxiliando a criança em cada etapa, e
evitando que ela faça escolhas desastrosas ou se depare com situações que
excedam sua capacidade, são os pais.
O papel dos pais
Há um elemento nessa história toda que ainda não foi
mencionado, mas que é central para resolver a questão: a criança não controla o
dinheiro da família. Por mais inexperiente que seja, e exatamente por estar
ainda em desenvolvimento, ela não tem a decisão final das compras. Esta sempre
cabe aos pais. Mesmo supondo que a propaganda seja onipotente em controlar os
desejos da criança, isso não seria desastroso; pois para que ela compre o
brinquedo ou guloseima desejados, é preciso uma escolha consciente dos pais.
Os pais têm pleno direito de educar seus filhos conforme
seus valores. Se um casal que leu este texto discorda radicalmente de tudo o
que eu falei, ainda assim tem plena liberdade de criar seu filho longe do mundo
da publicidade e do mercado, e de toda a cultura de massas. Há, aliás, uma
solução simples a seu alcance: não ter televisão em casa. Ou tê-la apenas
para assistir DVDs.
Claro que deixar o filho vendo TV o dia inteiro não é uma
boa escolha, embora seja o que aconteça em muitas casas. Em lugares mais pobres
ou nos condomínios de classe média, acredito que isso seja mitigado pela
presença de irmãos e de outras crianças da vizinhança ou do prédio, que acabam
brincando juntas, jogando bola, etc. É nos apartamentos e casas da classe média
alta para cima, em que pais superprotetores isolam seus filhos do mundo externo
mas também não lhes dão maior atenção, que mora o problema.
Taís Vinha, representante do ILC na audiência pública feita
pelos deputados, diz
que “da hora que acordam até o momento de dormir, as crianças são bombardeadas
pela publicidade do consumo”. Implícita nesta frase está a admissão, não tão
abonadora, de que há pais largando seus filhos na frente de TV “da hora que
acordam até o momento de dormir”. Se os pais se omitem, não é proibir a
propaganda e alterar a programação da TV que resolverá o problema.
As necessidades do trabalho por vezes fazem com que a
criança fique longe dos pais por várias horas diariamente. Isso não significa
que a televisão seja a única opção. É possível impor regras ou mesmo limitar o
acesso dos filhos à TV. A criança se vira. O mundo, mesmo dentro de um
apartamento, é um lugar a ser descoberto. Uns poucos brinquedos, papel para
desenho, um quintalzinho, crianças vizinhas, uma área comum de prédio, uma rua
menos movimentada, as tarefas domésticas feitas por algum adulto; tudo é campo
aberto para a curiosidade infantil.
São os pais que informam e, idealmente, formam os filhos,
dando critérios para que eles julguem, no melhor de suas habilidades, as ideias
e mensagens que o mundo lhes apresenta. Isso exige, entre outras coisas,
algumas limitações ao que a criança pode ou não fazer. Eu mesmo, que dos 3 aos
8 anos morei em apartamento e sem crianças vizinhas, cresci com regras sobre
horário de TV até o colegial e, embora protestasse, reconheço que elas me
fizeram aproveitar melhor o tempo livre. Sempre há opções. O pai que finge que
não tem opção a não ser deixar o filho na frente da TV o dia todo e quer passar
para toda a sociedade a sua responsabilidade de pai está fugindo de sua função.
Não o deixemos, e lembremos que quem paga esse pato é o filho, cujas neuroses e
o resultante consumismo não vêm de um anúncio de tesouras do Mickey, mas de
perceber que seus pais não se interessam por ele.
Não estou com isso dizendo que quem defende o fim da
publicidade infantil é mau pai. O que quis mostrar neste artigo é que essa nova
lei terá efeitos nefastos, e que o que ela visa proibir não é mau e nem
solucionará os problemas da infância, que têm raízes muito
mais profundas.
excelentes pontos, Joel!
não tenho uma linha pra discordar do seu artigo, e olha q eu adoro discordar das coisas, discordo de vários textos do Rothbard, Rockwell, Block e até do Mises.
Certa vez, qdo bem criancinha, resolvi levar meus gibis velhos da Turma da Mônica pro colégio, pra vendê-los pras outras crianças.
Eu fiz promoções do tipo leve 5 pague 4 e comecei a ganhar uma graninha, que eu queria usar pra comprar gibis novos, sorvete etc
Acontece que as diretoras do colégio proibiram essa prática, com o conhecido discurso sobre a imoralidade do lucro e do comércio.
Resultado imediato: eu fiquei mais pobre e as crianças ficaram sem os gibis.
Resultado mais profundo: nossa experiência com o mercado, com a importância do dinheiro, com a habilidade de negociar foi adiada, se não prejudicada.
Claro que o problema reside em parte na ignorância econômica; mas há também que você brilhantemente enxergou:
“A meu ver, há uma mentalidade (gerada talvez em parte pela própria ideia do estado provedor e protetor) de minimização absoluta dos riscos, dos perigos e dos desgostos da vida que aumenta o custo (principalmente mental) dos pais, sem trazer grandes ganhos — e talvez com perdas — para os filhos”
Agora me lembrei das gigantescas batalhas que eu e o meu amigo fazíamos envolvendo dinossauros, monstros, caveiras, commandos em ação, lego, ETs, soldadinhos de plástico, navios pirata, cavaleiros medievais, bichos de pelúcia e navezinhas do Star Wars; tudo misturado.
A publicidade só ajudava a saber o que existia; mas a diversão eramos nós que fazíamos.
To tentando mandar um e-mail pra esse “Infância Livre de Consumismo” mas não consigo achar o link no blog deles. Bom, alguém por la tem que ler esse artigo.
Odeio esse elitismo esquerdista, pqp…
Este artigo, além de ser impecável em termos de argumentação, ainda fez com que eu recordasse várias coisas boas de minha infância. Eu nunca tive tudo o que a propaganda mostrava na tv, nem mesmo a tesourinha do Mickey, mas isso não me fez um adulto traumatizado. Muito pelo contrário, hoje eu sei que vivemos em um mundo de escassez, e nunca caí na armadilha do consumismo, me endividando para comprar produtos que não preciso.
Não apenas no aspecto do consumismo, mas também em relação ao trato com os mais velhos, ao respeito ao próximo, nas regras de educação e convivência, percebemos que a nova geração está cada dia mais perdida. Os pais precisam aprender sobre a importância da palavra “NÃO”.
Excelente!
Me lembrou deste vídeo:
Quando eu era criança era louco de ter aquela Bic 4 cores que na época era lançamento (inicio dos anos 80) e era relativamente caro para a época…nem por isso fiquei traumatizado.
É a censura do politicamente correto. É o Gramscimo, o marxismo cultural.
Em tempo: eu sou totalmente contra propagandas de maquiagem de crianças. Acho um absurdo, meninas de 7 anos toda maquiada, com batom vermelho.
Acho que os libertários são incoerentes, pois ao mesmo tempo em que eles combatem a invasão do Estado nas famílias, eles apóia a invasão da publicidade, das telenovelas, dos filmes de Hollywood, etc. na vida das famílias. A invasão da TV nas famílias chega a tal ponto de se quisermos montar uma boa família, devemos viver sem televisão…Muito politicamente correto dito ali, muita inversão de valores. Depois quando estamos numa mesa de debate com libertários, eles só culpam os intelectuais pela queda dos valores (como aquele dia), isentando a televisão. Muita coisa tá errada, e se não for concertada o quanto antes, será fim da nossa civilização…Nenhuma sociedade degenerada sobreviveu na História…
Sou estudante de desenho industrial – design – e uma coisa que uma professora disse uma vez e é a mais pura verdade, não adianta quão bom e perfeito seja o seu projeto, seu produto, se não houver propaganda ninguém vai saber que ele existe e ninguém vai querer comprar.
Tomem como exemplo a Apple, durante os anos 80 e 90 a Apple começou a desenvolver produtos incríveis, especialmente para os profissionais das indústrias criativas, mas isso nunca impediu os produtos de serem usados por um usuário comum. Levou mais de 20 anos e investimentos massivos em comunicação para que a Apple fosse recebida por gente comum, como um computador pessoal confiável no mundo inteiro; não adiantava o produto ser bom, ele teve que ser anunciado de maneiras novas, e se isso não tivesse dado certo, se o consumidor tivesse recusado os powerbooks e iMacs coloridos a Apple talvez nunca criasse o iPod, iPad e iPhone; e o que a humanidade teria perdido sem eles?
Vale por último lembrar que a propaganda e a publicidade são práticas anteriores ao capitalismo, desde a Roma antiga já existiam práticas semelhantes.
Mais uma imbecilidade dos socialistas com capas de ativistas! Esse tipo de gente não tem limites. Quando criança queria ter um boneco Falcon mas nunca tive e nem por isso fiquei traumatizado. Também quando criança gostava de consumir um chocolate que tinha um modelo de cigarro e nunca fui fumante. Ganhei um revolver de espuleta e nunca utilizei uma arma de verdade. Se tem uma coisa que gosto de lembrar são as propagandas de crianças que veiculavam na minha infância e sempre me bate muita saudade. Será que essas mães que querem essa proibição nunca tiveram infância? Será que essas mães nunca gostaram de uma publicidade infantil quando crianças? Duvido. Graças a Deus não sou criança hoje pois na minha época tínhamos mais liberdade e com certeza mais felizes!Pobres crianças brasileiras!
O artigo e excelente, mas os comentários dos benevolentes, infantilistas e altruístas, vou dar duas dicas de leitura, sendo que uma é de educação financeira e as outras são de ciências sociais e políticas, fora um documentário completo do filme 1984 e uma Jam Session – O estado baba.
Jam Session – [O Estado Babá]
http://www.youtube.com/watch?v=OYFuXgcfrN0
Documentário sobre o Filme 1984 – Excelente
http://www.youtube.com/watch?v=3p8wyaXJSF0
Para aqueles que ficaram curiosos sobre o filme/livro: A REVOLUÇÃO DOS BICHOS
http://www.youtube.com/watch?v=e76rxyDYZy8
Para entender o filme: A revolução dos bichos
pt.wikipedia.org/wiki/Animal_Farm
Pai Rico Pai Pobre – [Educação Financeira]
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/447204/?pac_id=33119&gclid=CL2evq-B9bECFQcGnQodd0UA4g
Sem crianças nas propangas haverá naturalmente a substituição por propagandas de prdutos/serviços adultos. Vai tirar o que resta de infantil na mídia. Digo que é uma janela para aumentar ainda mais a erotização geral da mídia e da sociedade. De uma maneira ou de outra o tiro vai ser no pé (das famílias).
Mais alguns comentários economicos
no Discovery Kids é possivel notar q há varias propagandas de produtos femininos como cosméticos e secadores de cabelo, no intervalo dos desenhos.
Obviamente, são direcionadas pras mães das criancinhas que assistem aos desenhos juntos com ela.
Se proibirem a publicidade infantil, haverá menos oferta de desenhos. Havendo menos oferta de desenhos, haverá menos oferta deste tipo de publicidade pras mães que assistem desenho com os filhos bebês, o que prejudica também as mães.
Sem contar que tiraria das familias este momento agradável e feliz que eh a mãe vendo desenho junto com o filho enquanto se informa dos brinquedos que o filho gosta e ainda de produtos pra uso dela.
É O ESTADO DESTRUINDO A FAMILIA, A PROSPERIDADE, A PAZ E A FELICIDADE ATRAVÉS DA SUA MAIS MALIGNA E PODEROSA ARMA: O POLITICAMENTE CORRETO
O artigo foi excelente no que respeita ao direito e aos benefícios da propaganda infantil. \r
\r
Todavia, é necessário complementar a informação de que a perseguição à publicidade infantil consiste em uma estratégia formulada com grande complexidade e empenho por ong’s globalistas comprometidas com a instalação da nova ordem mundial, tais como as fundações Ford e Rockfeller, bem como também conta com o apoio massivo da ONU e do estado brasileiro. \r
\r
No Brasil, tem sido bastante ativo o Instituto Alana, sob a presidência de Ana Lúcia Vilela, a magnata do Grupo Itaú, bem como Ana Cláudia Bessa – do Instituto Criança Livre de Consumismo; Ana Maria Wilhelm, do Instituto Akatu; Gabriela Vuolo, do Instituto Alana; Mariana Ferraz, do Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor; Roseli Goffman, do Conselho Federal de Psicologia; e Ute Craemer – da Aliança pela Infância.\r
\r
O empreendimento tem três “goals”: dotar as crianças de uma mentalidade mais propícia ao advento de uma sociedade socialista, em que sja o estado quem decida quais sejam as necessidades dos cidadãos; transferir a responsabilidade da educação dos pais para o estado; e asfixiar os veículos de comunicação, especialmente os televisivos, para que passem cada vez mais a depender de financiamento estatal. \r
\r
Se não reagirmos com máxima firmeza quanto a isto, a campanha vai colar. \r
\r
Só o que deveria haver era uma regulamentação em relação a propaganda ENGANOSA infantil. Essa sim deve ser combatida.
Eu só não consigo entender porque fazer propaganda para as crianças se não são elas capazes de avaliar se aquele produto é conveniente, adequado ou acessível ao padrão de renda familiar. Se quem desembolsa para adquirir os “objetos de desejo” das crianças são os adultos, penso que eles é que devem ser convencidos a realizar a compra. \r
Mas na prática, o que ocorre é: Vamos convencer a criança de que ela necessita intensamente do produto X, que se não o possuir será inferior aos amiguinhos que o possuem, e dessa forma ela vai buzinar na cabeça dos pais até eles comprarem. Mais ou menos isso.\r
Talvez o autor do texto não tenha levado em conta os seguintes aspectos:\r
Nos anos 60 não havia transmissão de TV durante o dia todo. Ela iniciava ao fim da tarde e se encerrava às 22 horas. Ou seja, as crianças não ficavam expostas a essa enxurrada de publicidade.\r
Naquela época, o som dos anúncios tinha o mesmo volume que a programação. (Ah, ninguém reparou que os comerciais falam bem mais alto??? Será que é pra chamar a atenção e ninguém se distrair?)\r
Naquela época havia muito menos produtos alimentícios industrializados e as famílias ainda encaravam as guloseimas como algo supérfluo a ser consumido ocasionalmente. Atualmente ocorre o fenômeno muito bem abordado por Jamie Olivier, no qual as famílias em diversas gerações já não sabem preparar nenhum alimento natural, só consomem alimentos prontos industrializados. E em consequência toranm-se obesos, doentes e morrem jovens.\r
Tá bom de parar com essa conversinha de que regulamentar a publicidade é cercear a liberdade de expressão. Sem essa publicidade insinuante, sedutora e indecente, as crianças terão chance de brincar, de se alimentar e de tornarem-se adultos menos consumistas e mais críticos. (Aí que mora o perigo!)\r
\r
Faltou citar que há outra razão pra proibir a publicidade infantil: reduzir as receitas publicitárias dos veículos de comunicação e fazer com que eles se tornem cada vez mais dependentes das verbas oriundas dos anúncios das empresas estatais forçando-os a serem “chapa branca”!
Algumas presunções relativas à capacidade de discernimento das crianças são absolutamente arbitrárias e infundadas: por que a escolha por uma criança de determinado brinquedo é menos racional ou legítima do que para um adulto seja um carro novo, um celular de última hora ou um vestido da moda?
Quantos adultos efetuam compras por critérios exclusivamente racionais?
Escolher faz parte de um aprendizado, e os pais têm o dever de ensinar às crianças que mesmo os seus desejos devem ser contrapostos por outros fatores, tais como as disponibilidades financeiras.
E quem disse que as crianças que brincam sem brinquedos modernos se divertem mais do que as outras? uma criança cubana se diverte mais e é mais feliz do que uma americana, ou mesmo de uma brasileira? Convença-me aquele que se achar capaz…
O autor do artigo parece desconhecer a situação de outros países quando o assunto é publicidade diretamente dirigida ao público infantil.
Sugiro que ele busque se informar como a Suécia, Portugal, Canadá, Inglaterra, França, Itália (para citar apenas alguns países) tratam o assunto, ao tempo em que perceberá que o Brasil não tem regulação nenhuma.
O próprio poder público tem se manifestado a respeito, principalmente no que se refere a problemas de saúde.
A propaganda, hoje, é muito mais que um simples reclame, um informativo. Ela é sofisticada, tanto nos métodos, na liguagem, quanto nos objetivos.
Toda criança, perante a Lei, é considerada incapaz. E não é à toa. Se ela não é geradora de renda e se não tem responsabilidade dos seus atos, por que o assédio do publicitário?
A criança não dintingue marca de produto.
Ela pode até brincar com a publicidade, mas a publiciade jamais brinca com ela.
A criança deve ser protegida de todo e qualquer dispositivo que lhe provoque os desejos, pois não sabe distinguir necessidade de sedução.
A criança não é uma miniatura de adulto.
A criança deve ser protegida para a liberdade de fazer aquilo que lhe é mais importante: brincar.
Gostei muito do texto, principalmente por ele lembrar o önus da liberdade, assumir os custos das escolhas. Não quero que ninguem faca as minhas escolhas por mim, se for para errar, errarei por minha decisao, nao por conta de um almofadinha de brasilia. Aos pais, sejam PAIS de seus filhos e nao delegem esta funcao ao estado.
Em breve esse tema será irrelevante!
Will the Internet Kill the Television Ad?
E eu já praticamente matei a TV.. e chego a morrer de pena quem ainda não substituiu a TV pela internet, não só como fonte de informação, isso nem se fala, mas como fonte de entreterimento.
Torrent = todos os filmes, séries e programas que você quiser, a hora que você quiser, e sem reclames!
Eu ainda assisto uns programas de variedades na TV, mas pq sou bobo mesmo. E só.
A onipresença da mídia não causaria tantos estragos como declaram os pais insatisfeitos, se estes fossem mais presentes na vida dos filhos! Infelizmente o papel educativo que lhes cabe é antes entregue a tv, que passa a ser para a criança, a boa companheira de todas as horas…
As vezes é difícil dedicar tempo aos filhos porque o trabalho não permite, mas como disse um colega, se esta é nossa condição, é preciso pensar então, se queremos tê-los e sacrificá-los desta forma.
Penso que o segredo está na educação, nessa base sólida que nasce da relação entre pais e filhos, na brincadeira despretenciosa do dia-a-dia, quando sorriem, choram, andam , conversam , contam piadas, cantam músicas bobas. Está no sim e também no não ou no depois, quem sabe? Quando no seio familiar são cultivados princípios e regras, os filhos são preparados para serem mais fortes e a terem uma visão crítica mais apurada, dificilmente serão engoldados pelo consumismo!
Não defendo aqui a indústria publicitária, absolutamente! não somos ingenuos e sabemos que para este grande filão do capitalismo tudo gira em torno do sucesso comercial, e nesse contexto a criança é apenas um consumidor em potencial.
Estamos mesmo diante de duas feridas latentes, de um lado o abuso das propagandas e do outro a incapacidade das familias de efetivamente educarem seus filhos. E agora? vamos acabar com os comerciais infantis e tudo vai se resolver como um toque mágico!!?
Na verdade a propaganda não é a culpada, isso é pura lorota politicamente correta. O que existe hoje em dia, são pais e mães bundões e sem autoridade que fazem todas as vontades dos filhos. Na minha época (não faz muitos anos atrás tenho 23), se pedisse alguma coisa para meus pais fora natal e olhe lá, a unica coisa que ganhava era uma bela cintada no traseiro he he he.
Só existe um culpado por incentivar os pais a serem tão negligentes. Chama-se ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente.
Olhem aí, mais um passo dado:\r
\r
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,comissao-aprova-fim-de-brinde-em-lanche-,923004,0.htm
Você acha que nossa sociedade melhorou daquela época para cá? Será que você está cego?
Sou um profissional da publicidade e concordo com o artigo, aliás, tenho a adicionar. A publicidade brasileira pode ser considerada uma das MELHORES DO MUNDO, isto porque é feita de forma bastante ética, criativa e sempre passando por cima de leis toscas do governo regulando (na verdade, é uma espécie de censura) o setor. As maiores agências do país, juntas, criaram o CONAR http://www.conar.org.br/, conselho nacional de autoregulação publicitária, onde o próprio setor se autoregula, utilizando normas baseada na ética e, infelizmente, na legislação. Hoje, não é o governo que proibiria a veiculação do comercial da tesoura, nem ao menos o CONAR, sim a própria direção da agência barraria o comercial ainda em seu roteiro. Caso passasse, sim a própria CONAR iria interceder. Isto porque, apesar dos argumentos do autor do artigo, consideramos esta espécie de comercial desnecessária, sujeita demais à críticas. Nos dias de hoje, em que a publicidade se volta mais ao criativo, bonito e chamativo, e não aquela coisa “selvagem” do passado, aquele comercial jamais passaria eu tendo o poder de decisão se ele seria veiculado ou não, porque acredito que é um comercial SEM SAL, não criativo, não cumpre sua função de anunciar os benefícios, vantagens e qualidade de um produto/serviço, além de que eu achar que no pensamento atual das pessoas, mais queimaria a marca do que ajudaria a vender mais tesourinhas. Respeito MUITO o CONAR, apesar de serem as agências gigantescas que praticamente decidema autoregulação, não acho ruim as normas, porque sempre tem um argumento ético para a existência. Exceto, infelizmente, publicidade de cigarros, por exemplo, onde é proibida a veiculação em qualquer veículo de massa, ou seja, TV, Rádio, Revista, Jornais, Outdoors, MUB (Mobiliários Urbanos), deixando a publicidade do cigarro reestrita ao ponto de venda.
Infelizmente o mundo é fútil, cheio de pessoas sem nada na cabeça, que compram tudo que não precisam e botam a culpa na televisão/internet/whatever
Ou seja, com as pessoas burras a propaganda é o vilão, mas com as pessoas inteligentes a propaganda não é o vilão, mas é inútil, porque as pessoas inteligentes nunca comprariam nada por impulso, por causa de propaganda
Um dos graves efeitos da busca desenfreada de proveito econômico, sem respeitar as limitações éticas e jurídicas, efeito já amplamente comprovado no Brasil e em muitos outros países, é o envolvimento das crianças nas mensagens publicitárias e promocionais, para estimular a venda de produtos e serviços, acarretando muitas consequências negativas, entre as quais o sério prejuízo à saúde de crianças e adolescentes. Com efeito, já foi registrado o aumento muito significativo da obesidade, gravemente prejudicial ao desenvolvimento físico e à integração social da criança, em decorrência do grande consumo de produtos sabidamente danosos por sua natureza e composição. Visando, antes de tudo, a ampliação dos negócios, esses produtos são apresentados de modo a seduzir as crianças, sem qualquer advertência quanto aos possíveis efeitos negativos do consumo e, muitas vezes, ocultando ou disfarçando esses efeitos.
A publicidade e as promoções desempenham um papel de grande importância nesse processo de envolvimento e sedução das crianças, razão pela qual devem ser objeto de expressa e rigorosa regulamentação legal. Com efeito, muitas vezes as mensagens publicitárias e as promoções, revestidas de imagens bonitas e atraentes, estimulando a busca desenfreada de delícias para o paladar ou de atividades recreativas mas danosas, ou ainda provocando a competição entre crianças e adolescentes na obtenção dessas armadilhas, são o ponto de partida para a degradação física e a deterioração do processo educativo. E quando se denuncia o malefício dessas mensagens e se fala na necessidade da implantação de regras legais limitadoras vem logo uma reação vigorosa do mundo dos negócios, aí incluídas as empresas vendedoras de bens e serviços e as que cuidam da publicidade e divulgação, alegando que tais limitações iriam ofender a liberdade de expressão, que é direito fundamental garantido pela Constituição. Haveria realmente essa ofensa? Essas mensagens estão efetivamente enquadradas no direito à liberdade de expressão?
Precisamente a esse respeito, tem excepcional importância uma decisão recente da Corte Constitucional da Colômbia, que já está sendo objeto de atenta consideração em outros países e que vem sendo referida como importante marco da jurisprudência internacional. Tendo em conta os gravíssimos danos decorrentes do uso de produtos que têm por base o tabaco, o Legislativo colombiano aprovou legislação regulamentadora, estabelecendo severas limitações à publicidade e às promoções, diretas ou indiretas, ostensivas ou disfarçadas, de tais produtos. Em magistral e muito bem fundamentada decisão, considerando os aspectos teóricos, os tratados de Direitos Humanos assim como as disposições jurídicas relativas ao comércio internacional e também os princípios e as normas constitucionais, a Corte Constitucional da Colômbia concluiu pela legalidade das restrições regulamentadoras. Na fundamentação dessa importante decisão, a Corte Constitucional ressaltou que a publicidade e a promoção de produtos como o tabaco e outros que possam ser prejudiciais à pessoa humana e à sociedade está vinculada à liberdade de comércio e não à liberdade de expressão. Com efeito, essas mensagens não transmitem ou defendem ideias e convicções, mas apenas propõem o uso ou o consumo de produtos, bens ou serviços. Nada a ver com o direito à liberdade de expressão.
Por tudo isso, e em defesa das crianças e dos adolescentes, é juridicamente possível e socialmente recomendável uma legislação regulamentadora da publicidade e das promoções, o que, entre outros efeitos, contribuiria para evitar o aumento da obesidade infantil e de outros males que já estão evidentes na sociedade brasileira.
Bauducco é condenada por promoção voltada a crianças
quarta-feira, 15/5/2013
O TJ/SP considerou abusiva a promoção “É hora de Shrek!” realizada pela empresa Pandurata, detentora da marca Bauducco, em que era preciso comprar cinco produtos da linha “Gulosos” e juntar mais R$ 5 para comprar um relógio com personagens do filme Shrek. Segundo a decisão, que condenou a empresa ao pagamento de indenização no valor de 300 mil pelos danos causados à sociedade, este é um caso de venda casada, prática proibida por lei no Brasil.
O caso foi denunciado em 2007 pelo Instituto Alana ao MP/SP, que propôs uma ação civil pública em face da Pandurata. A ação foi julgada improcedente pela 41ª vara Cível do Foro Central da comarca da Capital.
O MP, então, recorreu da decisão, sob a alegação de que “por se tratar de campanha e publicidade direcionadas para crianças, deveriam ter sido respeitadas as normas protetivas desse público”. Afirmou também que a ré agiu de forma abusiva, aproveitando-se da “inexperiência e da ingenuidade das crianças para impor a aquisição de seu produto para que elas adquirissem a coleção de 4 relógios de pulso”.
O juiz Ramon Mateo Junior, relator, considerou tais argumentos procedentes e deu provimento à apelação. Para ele, “esse tipo de campanha publicitária, embora comumente utilizada, deve ser considerada abusiva e não normal. É preciso mudar a mentalidade de que aquilo que é corriqueiro é normal”.
A decisão determinou que a empresa ainda deixe de promover venda casada e de anunciar para crianças, com multa fixada em R$ 50 mil em caso de descumprimento.
Processo: 0342384-90.2009.8.26.0000
Ninguém entendeu minha crítica.
Eu não sou contra a publicidade infantil. Por exemplo, abaixo, um comercial dos anos 1980:
Este tipo de publicidade infantil é saudável e natural, pois mostra realmente o que as crianças mais gostam de fazer: Brincar.
Já este tipo de publicidade infantil deve ser proibido sim.
Embora o texto esteja correto, não abordou o que considero de longe a pior ameaça nisso tudo. As restrições cada vez maiores a propaganda privada tornam a mídia dependente dos anunciantes públicos.
Agora mesmo vemos o SBT censurar Paulo Eduardo Martins e Rachel Sheherazade por causa de uma descarada ameaça do governo em cortar verbas publicitárias caso a emissora permitisse opiniões contrárias a ele. Se é assim hoje em dia, imaginem então com as restrições a publicidade.
Hoje cortam propagandas infantis. Amanhã de bebidas alcoólicas. Depois de amanhã são as “junk food”. Depois talvez de automóveis, com pretexto de estimular o uso de transporte público. E quem vai sobrar? Petrobras, BNDES, Banco do Brasil, Governo Federal, etc…. Basta uma ameaça para impedir qualquer crítica. Nem a Globo e a Veja teriam possibilidade de resistir ao assédio.
Ou seja, nada mais é do que o controle econômico da mídia.
Até acredito que haja gente que realmente defenda essa restrição por convicções pessoais. Mas no final servirão àqueles que sabem dessas consequências e querem exatamente esse controle.
Joel excelente artigo, parabéns. Concordo com você, os pais é que decidem o que os filhos vêem ou não e que essa inversão de valores dentro de um lar é culpa sim dos pais por não saber dizer não. Mas alguns comentários acima é de uma bestialidade absurda, julgar famílias tradicionas como as melhores. Falácia gigante, sou filha de mãe solteira, não tenho traumas por ter recebido muitos nãos em minha vida, tenho educação e respeito por qualquer ser vivo, e família é também mãe e mãe, pai e pai, pai e mãe, mãe, pai, irmãos, amigos, animais. A essência da estrutura familiar que é a educação, respeito e o amor essa sim está perdida, não por uma propaganda.
Eu não sou a favor que se proíba a propaganda infantil, entretanto o próprio autor do texto admitiu que ela tem sim efeitos nocivos. Por isso é importantíssimo o controle dos pais. Só acho engraçado vocês atribuírem tudo de mau que acontece no mundo ao “estado”. Parece as feministas falando do patriarcado haha. Libertários, tsc, tsc.
Olá Joel boa noite!
Texto antigo este, que tomei conhecimento semana passada ao ver uma pessoa do fb compartilhando.
Gostaria de dizer que foi um dos piores textos que já li sobre o assunto, não só pelo balanço geral das ideias como pelos comentários aqui expostos, incluindo um monte de gente que só repetiu o que vc disse e não acrescentou argumento algum.
Eu realmente não entendo o problema que muitos aqui tem com as regulações do Estado sobre diversos pontos da vida em sociedade. Sério mesmo. GRAÇAS A MIM, que tomei a decisão de sair desse país de quinta, com classe média achando que é a corte, moro na Europa, e a maioria dos países aqui segue princípios do velho Estado de Bem Estar Social. Garantindo assim bolsa gravidez, bolsa ficar em casa com os filhos por 2 anos, bolsa tese de mestrado, bolsa phd, bolsa burn out, bolsa pro asilados da síria, etc. E por óbvio uma sociedade menos desigual e com níveis de criminalidade baixíssimos. Mas que sobrevive da venda de serviços e tecnoligia.
Só que no Brasil qualquer coisa que desvie para uma proteção do Estado ao cidadão, é visto como esquerdismo, como golpe comunista e que possui como objetivo único tolher as liberdades individuais de um cidadão. Me poupe né? É esse tipo de pensamento que impede o Brasil de avançar.
Projetos como a PL 5921/2001 visam apenas ratificar um Estado que se preocupa com políticas sociais, proteção da infância. Na Suécia, por exemplo, as bebidas só podem ser compradas em agências estatais. Absurdo? Socialismo? Não meu caro, IDH 0,898, 12 anos de estudos, sendo 9 compulsórios, merenda grátis e qualidade de ensino.
E que argumentozinho pífio esse seu de “eu cresci vendo o mickey e estou vivo”. Típico de quem não tem nada melhor para falar e usa experiência pessoal como argumento.
Talvez você já tenha visto, talvez não tenha visto, mas recomendo os documentários “Muito além do peso” e “Criança: a alma do negócio”. Será que é tão difícil entender que a publicidade infantil vai além de só querer um unicórnio mágico ou uma barbie que viu na TV? De uma criança ficar contrariadinha? Isso independe de publicidade, uma criança aprende a lidar com o não em diversas outras situações.
É questão de saúde pública, e só tendo uma visão de curto prazo mesmo para defender a livre existência deste tipo de publicidade. É tão difícil mesmo entender que +crianças obesas/diabéticas = + gastos com sus -> +impostos recolhidos do seu salário. É, meu caro, do seu e de todos esses apoiadores desta livre existência de mercado. Quer que desenhe? Muitos pais que se rendem à publicidade infantil não provém de situações boas, muitos mal mal sabem escrever ou ler, pouquíssimos tem esse equílibro emocional para lidar com os filhos e na real, muitos ali não tem condições mentais de planejar uma família, foram engravidando e assim vindo crianças. Não sei se você acompanha os levantamentos, mas muitas famílias são chefiadas por mulheres apenas, se não elas para levar dinheiro para casa, quem mais? Elas precisam trabalhar o dia todo. Não sei em que mundo você vive, mas esta é uma realidade de nosso país, não interessa o quanto você reclame aqui, o planejamento familiar e a consciência do que pode ser uma família no Brasil ainda são ideias rasas, diria quase inexistentes.
Aliás, você coloca os pais como responsáveis pela educação dos filhos, mas quer que a criança escolha seu próprio brinquedo. Eu não vejo problema algum que os pais também escolham os brinquedos para os filhos. Por que de repente a criança deve ter esse poder de escolha? Seu argumento está falho, afinal é parcial. A publicidade é elástica meu caro, não vai ser esse projeto de lei que vai acabar com a venda de brinquedos. Eles vão se reinventar, acredite. Pare de dar chiliques, a publicidade não é só na TV, esses dias mesmo circulava um anúncio de uma escova progressiva para crianças. Sem contar os inúmeros lanchinhos e comidas com apelo para criança. Na minha escola, até entraram para divulgar um tour pela disney quando eu era menina. Na boa, reduzir publicidade infantil é no mínimo ingênuo de sua parte, o que não acredito ser o caso mas sim uma tentativa péssima de desqualificar o argumento da representante do MILC.
Por fim, gostaria de dizer que o Instituto Alana e o MILC estão quase conseguindo seu objetivo, o que me alegra bastante, visto que seu texto, de 2012, está quase sendo derrotado pelo barulho de um “grupo de mães ativistas”.
Essas sim, fazendo seu papel de mães além desse bate-boca pela internet.
Passar bem meu caro, espero que reflita na próxima vez que vir seu contra-cheque, pense no quanto mais poderá ser descontado do seu salário se continuar disseminando esse tipo de ideia idiota.
Nossa… Como opinar sobre esse texto??
Em primeiro lugar: o seu machismo é extremamente perturbador ao se referir ao grupo coletivo Infância Livre de Consumismo (ILC) como um “grupo de mães ativistas” (isso mesmo, com essas aspas asquerosas!)
Em que, eu lhe pergunto, o fato de serem mães diminui a autenticidade ou até mesmo competência do grupo, como acredito você deu a entender ao colocar a frase assim? Se fossem pais ativistas será que você falaria da mesma forma?
Independente de serem mães, mulheres, homens, engenheiras, médicos ou o que for, são pessoas lutando pelo que acreditam. Você tentar diminuir um grupo só por que pensa diferente do seu – e apelando para esse machismo velado- é sinceramente triste.
Especialmente por que, em suas palavras: “As crianças brasileiras devem estar mais frágeis do que nunca”, então é sim muito louvável um grupo que se proponha a preservá-las, uma vez que elas ainda não tem discernimento de fazê-lo sozinhas.
Logo após, no que eu achei que fosse um texto sério, ao invés de apresentar fontes ou dados, você me vem com essa opinião esdrúxula: “Na minha classe, embora nem todos tivessem a tesourinha (era o meu caso), todos entravam na brincadeira de cantar o slogan. Ninguém ficou traumatizado; ninguém sofreu ou criou “estresse familiar”.
Então o que você está dizendo é que, com toda certeza, você conheceu a fundo todas as crianças da classe para saber exatamente quais foram os traumas que elas carregam no seu íntimo e como era a relação familiar de cada. A sua classe, também, deve ser uma amostra 100% representativa do Brasil inteiro, e se (na sua visão!) ninguém lá teve nenhum problema, então nenhuma criança no mundo nunca sofreu com isso. Aham…
O que, na verdade, você quis dizer é: se eu não tive nenhum problema com isso, ninguém vai ter.
(Lembrando que você não teve nenhum problema até onde seu auto conhecimento te permitiu entender, que, eu assumo, não deve ser muito.)
Nesse seu artigo de opinião travestido de jornalismo, falta dados, falta fontes, mas falta principalmente falta de empatia. Em outras palavras: olhar além do seu próprio umbigo.
Não comentei sobre as outras barbáries certamente presentes no texto por que meu amor próprio não me deixou continuar lendo.
Repense. Saia da sua bolha. O mundo é muito maior do que as suas percepções individuais. Estude!!!
Att;
Crianças não tem renda. Tem desejo pelo consumo que pode ser direcionado e despertado pela propaganda, mas não tem capacidade para pagar pelo consumo. Toda a propaganda do período consistia em despertar o desejo pelo consumo em crianças para que as mesmas recorressem aos pais para custear os mesmos. Crianças, com personalidades em formação devem receber educação básica, inclusive financeira, para depois se tornar consumidoras.
Bastaria que a publicidade fosse direcionada aos pais, não acha? Afinal, quem são os compradores do produto? É nociva a publicidade direcionada aos menores e tem uma infinidade de estudos fora do Brasil que comprovam isso. Tanta coisa para defender e você …, rs. Whatever
“A informação de que a perseguição à publicidade infantil consiste em uma estratégia formulada com grande complexidade e empenho por ong’s globalistas comprometidas com a instalação da nova ordem mundial.
O empreendimento tem três objetivos:
dotar as crianças de uma mentalidade mais propícia ao advento de uma sociedade socialista, em que sja o estado quem decida quais sejam as necessidades dos cidadãos; transferir a responsabilidade da educação dos pais para o estado;
e asfixiar os veículos de comunicação, especialmente os televisivos, para que passem cada vez mais a depender de financiamento estatal.”
Essa foi a melhor matéria que já vi a respeito do assunto. Parece que essas ideias saíra da minha cabeça. Concordo com tudo que disse. E digo mais. Esses ativistas são movidos a hipocrisia. Hoje as crianças “obrigam” seus pais a lhe darem smartphone e lá elas assistem tudo. E o que mudou? nada. Nos, da geração de 80 e 90 estamos aqui. Ninguém ficou doente ou virou bandido por causa das propagandas infantis não. Isso é querer culpar as propagandas pela má criação dos pais.