A
seguir, a posição das quatro principais escolas de pensamento econômico a
respeito de 17 questões econômicas fundamentais.
1) Qual é a importância econômica da
propriedade privada?
Resposta marxista: A propriedade está no
centro das mais severas desigualdades e opressões da civilização moderna. Somente por meio da regulamentação, da
transferência de renda, da redistribuição de riqueza e da propriedade comunal
pode uma sociedade alcançar a igualdade, a justiça e a dignidade humana para
todos.
Resposta keynesiana: A propriedade é um
componente importante do nosso sistema social, mas não faz sentido dizer que há
um “direito” de propriedade. A
propriedade deve estar sempre sujeita a regulamentações e até mesmo a sofrer
modificações em nome do bem comum. O
estado deve intervir para impedir abusos de poder econômico, mesmo que isso
reduza as tradicionais regalias dos proprietários.
Resposta de Chicago: A propriedade é de
importância central para a prosperidade e para o crescimento econômico. Consequentemente, é de suma importância que o
estado — ou, mais abstratamente, a lei — mantenha e, sempre que necessário,
modifique todo o conjunto de direitos de propriedade a fim de melhor alocar os
custos de transação e, com isso, promover o máximo de crescimento e eficiência
econômica. A propriedade não é algo que
surge naturalmente; ela é o produto final do sistema legal.
Resposta austríaca: A propriedade é uma
relação que surge naturalmente entre seres humanas e coisas materiais. A propriedade e os direitos do proprietário
sobre sua propriedade tornam possível o cálculo econômico, permitem uma mais
ampla e mais produtiva divisão do trabalho e, consequentemente, níveis
crescentes de prosperidade. Com efeito,
a civilização em si é inconcebível sem propriedade privada. Qualquer transgressão à propriedade resulta
em perda de liberdade e de prosperidade.
2) O que é o dinheiro e como ele surge?
Resposta marxista: O dinheiro é um
veículo para a exploração do proletariado.
O dinheiro distorce o valor real das coisas. O dinheiro não é nem necessário nem
desejável. Ele é apenas um produto
artificial arbitrário da história. O
progresso social levará a mudanças sociais revolucionárias, dentre as quais a
eliminação do dinheiro. Isto irá acabar
com a exploração e resultará em uma sociedade que tenha por objetivo a
satisfação das necessidades reais, e não os lucros financeiros privados.
Resposta keynesiana: O dinheiro é uma
criatura do estado. Instituições
monetárias sadias requerem planejamento e um banco central. Bancos centrais também podem estabilizar
mercados. Bancos centrais podem
neutralizar as flutuações cíclicas que ocorrem no setor privado expandindo mais
aceleradamente a oferta monetária durante recessões e reduzindo esta expansão
durante os períodos de crescimento econômico.
O controle estatal do dinheiro é o segredo para se bem gerenciar a
economia.
Resposta de Chicago: O dinheiro pode se
originar do escambo, mas interesses privados provavelmente não irão
aperfeiçoá-lo de modo a satisfazer as necessidades de uma economia
moderna. Uma economia tem de ter um
banco central para sustentar o setor financeiro. Esforços para se manipular a economia por
meio de constantes alterações na oferta monetária irão, na melhor das
hipóteses, fracassar; na pior, gerarão severos problemas. As autoridades monetárias não devem aumentar
a oferta monetária arbitrariamente. Elas
devem aumentá-la a uma taxa constante, e que seja correspondente à taxa de
crescimento de longo prazo da economia.
Resposta austríaca: O dinheiro sempre
surge do escambo. Em uma economia de
escambo, é extremamente raro um indivíduo conseguir encontrar uma pessoa que tenha
o desejo de trocar seus bens pela exata quantidade de bens que este indivíduo
esteja portando. Esta dificuldade de
comércio resulta no surgimento de moedas-commodities. Commodities duráveis, facilmente
reconhecíveis, portáveis e divisíveis, como o ouro e a prata, tipicamente assumem
as qualificações de ser o melhor e mais confiável tipo de dinheiro disponível. O dinheiro e as instituições relacionadas a
ele surgem como uma consequência não-premeditada do comércio e do interesse
próprio. A evolução do dinheiro e destas
instituições ocorrerá mais harmoniosamente caso seja deixada a cargo das forças
concorrenciais de mercado que os criaram.
Intervenções estatais irão resultar em inflação e produzir várias outras
distorções.
3) Qual é a origem do valor econômico de um
bem?
Resposta marxista: O valor de uma
mercadoria é igual à quantidade total de trabalho utilizada em sua produção. Se uma bicicleta possui o mesmo valor de
mercado de, digamos, 500 ovos, então podemos dizer que 1 bicicleta = 500 ovos. Em que consiste esta igualdade? Obviamente, não estamos dizendo que a
bicicleta é “igual” aos ovos; não estamos dizendo que ambos possuem
propriedades físicas semelhantes. Se examinarmos
a questão cuidadosamente, concluiremos que aquilo que ambos têm em comum é a
quantidade de trabalho utilizada em sua produção.
Resposta Historicista (não existe uma resposta
propriamente keynesiana para esta pergunta): O valor econômico é uma
questão complexa que não pode ser explicada por meio de fórmulas simples. Para entender por que as pessoas de uma
determinada sociedade valoram algumas coisas mais favoravelmente do que outras,
temos de estudar sua cultura e sua história.
Por exemplo, uma tribo indígena pode ter estimado um determinado animal
como sendo sagrado. Já os europeus
brancos, obviamente, não compartilhavam deste sistema de valores e, por isso,
chacinavam os animais. O mesmo é válido
para um bem ou serviço no mercado.
Resposta de Chicago: O valor de um bem é
determinado pela interdependência entre oferta e demanda, ou por aquilo que
pode ser chamado de interação do custo e da utilidade. Contrariamente a algumas escolas de
pensamento econômico que tentam explicar o valor com base apenas na utilidade,
a abordagem correta é aquela de Alfred Marshall, que percebeu que o valor
econômico se deve tanto às preferências subjetivas quanto às condições
tecnológicas objetivas. Para ver isso
mais claramente, considere que, se os custos de produção de um determinado bem
subirem, seu preço final neste novo equilíbrio terá de ser maior na mesma
proporção.
Resposta austríaca: Objetos físicos como
uma banana ou um automóvel não possuem um valor econômico intrínseco. Ao contrário: somente uma mente humana pode
atribuir valor a estes itens; e somente então podem os economistas classificar
estes itens como sendo bens. Um objeto
só é valioso se houver ao menos um ser humano que acredite que este objeto
poderá ajudar a satisfazer seus desejos subjetivos. Por exemplo, uma determinada raiz que cure o
câncer. Se ninguém souber deste fato,
esta raiz não terá nenhum valor econômico, e as pessoas não trocarão dinheiro
por ela. Consequentemente, o valor é
gerado pelos desejos subjetivos de um indivíduo e por suas crenças quanto às
propriedades causativas de um determinado item.
4) Qual é o método correto de se conduzir
pesquisas na ciência econômica?
Resposta marxista: Para ser científico,
temos de modificar esta tradicional abordagem economicista de ver a sociedade
como sendo nada mais do que uma coleção atomística de indivíduos egoístas. Na realidade, os seres humanos se consideram
parte de um todo social mais amplo. Uma
maneira mais proveitosa de se fazer pesquisas seria estudar os grupos complexos
com os quais as pessoas se identificam, sejam eles divididos por classe, raça
ou sexo. Tal análise iria revelar o
inegável poder dos relacionamentos na sociedade, e forneceria uma compreensão
muito melhor dos eventos econômicos do que os típicos e simplistas modelos
econômicos atuais.
Resposta keynesiana: A pergunta é
enganosa. A economia não pode realmente
ser científica no sentido convencional do termo. Na física, temos “leis” fixas que são as
mesmas para todas as sociedades e para todos os períodos de tempo. Em contraste, não existem leis fixas na
economia. O economista pode estudar um
determinado episódio histórico e concluir que, digamos, o controle dos preços
dos alugueis não alcançou seus objetivos quando foi tentado em Manhattan após a
Segunda Guerra Mundial. No entanto, isso
não significa que esta política não funcionaria na Paris da atualidade. Tudo vai depender de os governantes tomarem o
cuidado de evitar os erros do passado.
Resposta de Chicago: Assim como o
físico, o economista (se ele quiser ser científico) deve construir um modelo
preciso que forneça previsões quantitativas sobre variáveis econômicas, tais
como PIB e desemprego. Ato contínuo, o
economista deve testar estas previsões e compará-las aos dados reais coletados
pelos pesquisadores estatísticos. A todo
e qualquer momento, a melhor “teoria” — ou explicação — para um determinado
fenômeno econômico será aquele modelo que fornecer a melhor aproximação entre
previsões e dados reais coletados.
Resposta austríaca: O economista não
deve imitar o comportamento dos cientistas naturais, pois as ciências sociais
envolvem seres humanos. A ação humana é
caracterizada pelo comportamento intencional, o qual envolve o uso racional
de meios para se alcançar os fins desejados.
Os próprios temas de estudo da ciência econômica — bens de capital,
dinheiro, salários etc. — não são definidos por suas propriedades físicas ou
químicas, mas sim pelas atitudes subjetivas ou mentais dos indivíduos em relação
a estes temas. Consequentemente, o
método adequado para um economista conduzir sua pesquisa é começando com
axiomas autoevidentes — como o de que indivíduos tentam alcançar a maior
satisfação ao menor custo — e deles deduzir conclusões lógicas.
5) Qual é o motivo de existir uma taxa de
juros, e deveria ela ser regulada?
Resposta marxista: “Juros” são apenas um
eufemismo para lucros; um capitalista aufere juros quando ele gasta com
salários e matérias-primas menos do que ele ganha ao vender o produto
final. Esta mais-valia é obtida pela
exploração dos trabalhadores oprimidos que são contratados pelo
capitalista. Sob o sistema capitalista,
baseado em salários, os trabalhadores são pagos o mínimo necessário para a sua
sobrevivência, não obstante o produto total do seu trabalho exceder
substancialmente a compensação que ganham de seus patrões. Sob esse aspecto, o sistema de salários em
nada difere da escravidão tradicional, em que o senhor de engenho se apropria
do produto gerado pelo trabalho exaustivo de seus escravos, e com este fundo
“paga” a eles apenas o suficiente para possibilitar sua simples
sobrevivência. Obviamente, juros são um
componente selvagem das sociedades capitalistas, e irão desaparecer assim que o
sistema de salários for aniquilado.
Resposta keynesiana: Os juros compensam
os investidores por sua perda de liquidez.
A perda de liquidez ocorre quando eles colocam dinheiro em um
empreendimento ou o emprestam por um determinado período de tempo. A taxa de juros é o preço da liquidez. Os juros são um fenômeno monetário, e não um
fenômeno “real” (como pensavam os economistas clássicos). A economia moderna reconhece o papel das
expectativas ou daquilo que pode ser genericamente chamado de “confiança no
futuro”. Por exemplo, se a taxa de juros
salta de 5% para 10%, isso não significa que as pessoas se tornaram mais
imediatistas e mais orientadas para o consumo presente; isso pode simplesmente
ser um reflexo da uma maior ansiedade a respeito da economia. A manipulação governamental da taxa de juros
é certamente uma das várias ferramentas necessárias para suavizar as flutuações
econômicas, mas, por si só, esta medida é relativamente impotente. Se todos estão temendo uma piora da recessão,
empregadores não irão contratar mais trabalhadores ou construir mais fábricas,
não importa o quão baixa esteja a taxa de juros.
Resposta de Chicago: Juros são um
retorno sobre o capital; no equilíbrio, a taxa de juros é igual ao produto
marginal do capital. A situação é
perfeitamente análoga ao mercado de trabalho, no qual os salários são iguais ao
produto marginal do trabalho. Há vários
arranjos tecnológicos que irão gerar produtos em diferentes datas futuras, e os
consumidores têm preferências por consumir em diferentes datas futuras. Na margem, o consumo presente será preferível
ao consumo futuro, mas uma unidade extra de capital investido irá gerar um
incremento na produção (disponível no futuro) de modo a fazer com que o
consumidor seja indiferente entre consumir agora ou esperar uma unidade
adicional de tempo para consumir a oferta futura maior possibilitada pela
produtividade do capital. O governo não
deve interferir nas taxas de juros pelas mesmas razões pelas quais ele não deve
interferir nos salários.
Resposta austríaca: Juros são uma
consequência de um fato apriorístico: tudo o mais constante, o indivíduo
prefere usufruir um bem no presente a usufruir este mesmo bem no futuro. Um bem presente possui um valor maior do que
este mesmo bem no futuro. Ceteris paribus, o indivíduo prefere
consumir hoje a deixar para depois. O
preço atual de um computador pode ser $1.000, mas o preço de uma ordem de
entrega deste mesmo computador para daqui a um ano seria menor do que $1.000 —
seria, por exemplo, $900. Um
empreendedor pode investir $900 em mão-de-obra e materiais com o objetivo de
vender um produto ano que vem por $1.000; este juro implícito de $100 que ele
irá auferir se deve ao fato de que os fatores de produção “representam” hoje os
bens que serão produzidos no futuro e por isso o preço atual destes fatores (os
$900) é menor do que o preço final dos bens produzidos no futuro ($1.000). Para abrir mão de $900 agora, é natural que o
empreendedor espere receber uma soma maior do que $900 no futuro. Obviamente, o governo não tem de interferir
na taxa de juros de mercado, uma vez que ela meramente reflete o bônus
subjetivo que os indivíduos atribuem a um bem presente em relação a um bem
futuro.
6) Qual é o impacto econômico da poupança?
Resposta marxista: A vasta acumulação de
riqueza por determinadas classes e famílias cria uma oligarquia econômica que
exclui aqueles que não conseguem uma posição dentro do sistema econômico. Impostos sobre herança, impostos sobre a
renda, impostos sobre o lucro e impostos sobre dividendos são essenciais para
uma sociedade que preze a igualdade.
Afinal, rendimentos sobre volumosas contas bancárias nada mais são do
que renda imerecida, renda não oriunda do trabalho. Nenhuma sociedade pode tolerar que algumas
pessoas vivam com renda de juros ao passo que todas as outras vivam em total
dificuldade, de contracheque em contracheque, penando para sobreviver apenas
com seus magros salários mínimos.
Resposta keynesiana: Em tempos normais,
poupar não é algo economicamente nocivo; mas em um cenário de recessão, poupar
pode fazer com que a economia entre em uma espiral descendente. Poupar significa reduzir os gastos em consumo,
mas esta poupança pode não se traduzir em gastos em investimentos por causa do
pessimismo dos investidores. Isto irá
reduzir a demanda total da economia e levar ao desemprego. Uma maneira de corrigir isto é expandindo a
oferta monetária para manter as taxas de juros baixas. Tal medida irá sustentar o investimento
privado e estimular o gasto total na economia.
As autoridades fiscais e monetárias têm de implementar políticas que
desestimulem o entesouramento de dinheiro e estimulem os gastos correntes. Quanto à poupança para o ciclo da vida dos
indivíduos, é necessário ter uma rede de seguridade social que irá bancar as
pessoas quando elas estiverem mais velhas.
Resposta de Chicago: Não há
investimentos — e, consequentemente, crescimento econômico — sem
poupança. Por esta razão, o estímulo à
poupança tem de ser uma prioridade econômica.
A inflação desestimula a poupança, e é por isso que uma política
monetária que garanta preços estáveis tem de ser a prioridade de um banco
central. Estudos empíricos mostram que a
poupança ocorre ao longo do ciclo da vida dos indivíduos. Erros de cálculo podem ocorrer, e é por isso
que o governo deve incentivar a previdência privada, um sistema que é mais
eficiente do que a Previdência pública porque gera maiores retornos.
Resposta austríaca: Poupar (que
significa se abster do consumo presente) é essencial para a formação de
capital, mas não há uma proporção socialmente ótima entre consumo e poupança que
deveria predominar em uma sociedade.
Tudo vai depender da preferência temporal dos indivíduos, isto é, da
proporção em que as pessoas preferem bens presentes a bens futuros. Indivíduos podem optar por consumir em vez de
investir ou vice-versa. A intervenção
estatal tem o poder de distorcer estas escolhas, subsidiando ou tributando a
poupança ou o consumo ou ambos. Para que
prevaleça a combinação que melhor reflita as genuínas preferências dos
indivíduos, o governo não pode adotar nenhuma política com relação à poupança,
mesmo para o caso de se poupar para a velhice.
7) Qual deve ser a função e o tamanho
adequado do governo?
Resposta marxista: O mercado é uma arena
em que os poderosos interesses corporativos exploram livremente os
trabalhadores e os consumidores. O
capitalismo empobrece e aliena as massas ao mesmo tempo em que enriquece algumas
poucas elites. Ele também devasta o
ambiente e estimula a violência. Uma
sociedade genuinamente humana aboliria a propriedade privada, exceto para bens
pessoais (por exemplo, roupas e sapatos).
Arranjos comunais na produção e na distribuição de bens gerariam uma
sociedade mais justa, mais feliz e mais realizada para todos.
Resposta keynesiana: Os mercados, além
de serem incapazes de propiciar instituições fundamentais, sofrem de graves e
substanciais imperfeições no que diz respeito à produção de bens e
serviços. Por exemplo, a instabilidade
nos mercados gera crises recorrentes e leva a uma crescente desigualdade. Devemos sim deixar para o mercado a tarefa de
produzir a maior parte dos bens e serviços, mas o governo tem de ter a autoridade
arbitrária para intervir em todos os mercados e corrigir suas falhas
perceptíveis. Desta forma, o estado e o
mercado podem trabalhar em conjunto, seguindo um modelo de parceria
público-privada.
Resposta de Chicago: Os mercados
fornecem todos os bens de capital e de consumo de maneira relativamente
eficiente. No entanto, por várias razões
econômicas e políticas, as transações privadas para serviços e instituições
fundamentais, como justiça, dinheiro e defesa, não podem ser feitas pelo
mercado, que fracassaria fragorosamente nestas tarefas. Não faz nenhum sentido discutir mercados sem
antes conceder a necessidade da existência do estado. O governo tem de existir para fiscalizar e
impingir as “regras do jogo”. Sem isso,
a sociedade desanda para o caos. O governo
tem de estabelecer e impor regras básicas para a sociedade, mas sempre evitando
intervenções arbitrárias ou desestabilizadoras nos mercados.
Resposta austríaca: A ordem em uma
sociedade pode emergir das transações voluntárias entre os indivíduos. As pessoas podem voluntariamente incorrer em
transações privadas para obter qualquer coisa que valorizem, inclusive justiça
e segurança. Dado que todas as escolhas
voluntárias envolvem o julgamento subjetivo de situações futuras, cada
indivíduo tem a capacidade de saber quais bens e serviços são os mais adequados
para ele, inclusive serviços como proteção e resolução de disputas. Idealmente, o governo estaria limitado apenas
à proteção dos direitos básicos de cada cidadão; mas o governo, como o
conhecemos, protege apenas seus favoritos e viola os mais básicos direitos de
propriedade do cidadão comum. Todos os
esforços para se limitar os poderes do estado tendem a fracassar. Instituições privadas de segurança e arbitramento
são mais eficientes e morais do que suas congêneres estatais.
8) O que gera crescimento econômico?
Resposta marxista: O processo
capitalista gera crescimento econômico, mas isso é uma falácia lógica. Embora o capitalismo seja o sistema mais
produtivo, a distribuição de riqueza sob o capitalismo é completamente errada e
injusta. Classes inteiras de cidadãos
são deixadas à margem do sistema. Os
capitalistas se aproveitam dos trabalhadores pagando-lhes os salários mais
baixos possíveis em vez de o real valor de sua mão-de-obra. Portanto, o capitalismo produz os bens e os
entrega, mas para as pessoas erradas. É
urgente construirmos uma democracia dos trabalhadores, em que a produtividade
ande de mãos dadas a uma distribuição de renda mais justa.
Resposta keynesiana: A demanda gerada
pelo consumo privado não é o suficiente para gerar crescimento econômico. O gasto privado geral é frequentemente muito
baixo, muito manipulado pelas grandes empresas, e repleto de escolhas que
ignoram as prioridades sociais. Os
consumidores podem estar poupando pouco ou em excesso. Isto faz com que, muitas
vezes, déficits orçamentários do governo sejam necessários para estimular a
economia. Da mesma maneira, o gasto
privado é incapaz de ofertar bens públicos.
O gasto estatal nestas áreas é necessário para o crescimento econômico
— particularmente na educação, na infraestrutura e na pesquisa científica.
Resposta de Chicago: Uma relação
equilibrada entre demanda agregada e oferta agregada é a principal determinante
do crescimento econômico. Dado que os
mercados privados nem sempre podem fornecer tal cenário, ambientes
institucionais estáveis são necessários.
O setor público possui um papel vital em assegurar o crescimento
econômico fornecendo um arcabouço de instituições financeiras e jurídicas. Uma variedade de esforços do setor público,
como baixas taxas de juros e subsídios, podem também ter um papel
positivo. Uma quantidade muito limitada
de regulamentações também se faz necessária, mas isso não é necessariamente
verdade em todos os casos.
Resposta austríaca: A fonte do
crescimento econômico são as trocas voluntárias e mutuamente benéficas entre os
indivíduos. Dentro de uma economia
baseada em transações voluntárias, os consumidores gastam uma parte da sua
renda em bens e serviços com o intuito de satisfazer seus desejos mais
imediatos. Isto estimula a produção
corrente. Simultaneamente, os
consumidores poupam uma parte de sua renda visando a satisfazer, no futuro, seus
desejos que hoje são menos imediatos. Isto sinaliza para os empreendedores como deve
ser a estrutura produtiva voltada para o longo prazo. Esta proporção entre consumo e poupança determina
a estrutura de produção da economia, mostrando quais bens são mais demandados no
presente e quais bens devem ser produzidos para o longo prazo. Este arranjo leva ao desenvolvimento de
mercados de capitais mais sofisticados.
Contratos privados, concorrência nos mercados e instituições privadas
que possibilitam investimentos e acumulação de capital são todo o necessário
para se obter um crescimento econômico ótimo.
9) O que gera os ciclos econômicos?
Resposta marxista: A concorrência
acirrada em virtude de lucros declinantes e de uma crescente monopolização gera
crises cada vez maiores sob o capitalismo.
Os capitalistas investem em máquinas que diminuem a necessidade de
mão-de-obra com o intuito de manter o desemprego alto e os salários
baixos. A concorrência leva a taxas de
lucro declinantes e a recessões. Neste
cenário, alguns capitalistas se darão bem, aumentando sua riqueza em virtude da
aquisição barata do capital de outros capitalistas falidos, o que elevará sua
lucratividade no momento. No entanto, a
tendência inerente ao capitalismo de sempre reduzir as taxas de lucro levará a
mais desemprego e a uma outra depressão.
Resposta keynesiana: As expansões
econômicas começam em um cenário de otimismo excessivo, frequentemente
estimulado por mudanças tecnológicas, o que resulta em um frenesi
especulativo. Em seguida, uma
deficiência no gasto total gera as recessões/depressões. Quanto a poupança total excede o investimento
total, o gasto total com bens sofre uma queda.
Isto reduz a demanda pela mão-de-obra necessária para se produzir estes
bens. Consequentemente, o pessimismo
entre os investidores e empresários leva a uma demanda agregada insuficiente e
a tempos econômicos difíceis.
Resposta de Chicago: Variações na oferta
monetária fazem com que o crescimento do PIB se desvie de sua tendência geral
de longo prazo. Sem estas variações, a
economia se mantém relativamente estável.
Variações na oferta monetária geram expansões econômicas inflacionárias
e recessões. Defasagens no ajuste do
nível dos salários dentro destes ciclos fazem com que estas flutuações
econômicas gerem mudanças significativas nas taxas de desemprego.
Resposta austríaca: A expansão da oferta
monetária reduz artificialmente as taxas de juros. Isto provoca uma acentuada elevação nos
investimentos e nos gastos em
consumo. A redução artificial
dos juros faz com que os empreendedores incorram em investimentos de longo
prazo, pois estes agora se tornaram mais lucrativos, ao mesmo tempo em que
estimula os consumidores a se endividarem mais e a se tornarem mais
imediatistas, mais voltados para o consumo imediato. Disso surge uma descoordenação na
economia. A relação temporal entre
poupança e investimento, produção e consumo, torna-se desarranjada e
descompassada. Os preços sobem. A receita futura esperada pelos investidores
não se concretiza, pois nunca houve um aumento na poupança que possibilitasse uma
maior renda futura dos consumidores. Os
processos de mercado revelam que vários investimentos não apenas não são
lucrativos, como na realidade representam capital investido de maneira errônea
e insustentável. Recursos escassos foram
desperdiçados em projetos cujos retornos foram sobrestimados. Estes investimentos são então liquidados, o
que dá início à recessão.
10) Qual é a política correta para se
combater recessões?
Resposta marxista: As recessões servem
como um lembrete à sociedade de que o laissez-faire é uma política
fracassada. Com todas as recessões, as
autoridades políticas já deveriam ter aprendido que já passou da hora de o
governo domar os especuladores e regular mais severamente as corporações. Mais setores da economia têm de ficar sob
controle público, mesmo que isto signifique a estatização de todo o setor
industrial. Devemos isso às verdadeiras
vítimas dos ciclos econômicos: o proletariado.
Resposta keynesiana: Além das
tradicionais medidas de expansão fiscal e monetária, é essencial que o governo
proteja as indústrias que foram mais duramente atingidas pela recessão. O governo também deveria proteger os
trabalhadores, impedindo que eles sejam demitidos, além de fornecer benefícios
aos desempregados. Os consumidores não
devem poupar, mas sim gastar ainda mais.
Simultaneamente, as empresas deveriam pegar dinheiro emprestado a juros
zero tanto dos bancos quanto do próprio governo. Apenas com estas medidas o equilíbrio
produtivo pode ser restaurado.
Resposta de Chicago: O Banco Central
pode estimular a economia reduzindo as taxas de juros e o governo pode aumentar
a demanda agregada por meio de um aumento temporário dos gastos, mesmo que para
isso tenha de incorrer em déficits orçamentários. Assim que a economia voltar ao normal, o
Banco Central pode permitir que os juros subam e o governo pode restringir seus
gastos.
Resposta austríaca: A recessão é apenas
a revelação de que havia um conjunto de descoordenações e investimentos
errôneos e insustentáveis em toda a economia em decorrência de uma política
monetária expansionista. Trata-se de uma
etapa essencial do ciclo econômico, que irá liquidar os investimentos ruins e
liberar recursos até então imobilizados nestes investimentos, permitindo que
eles agora possam ser utilizados por outros setores da economia. Não apenas o governo não deve combater a
recessão, como deve permitir que ela siga seu curso até o fim, limpando os
investimentos ruins de toda a economia.
Políticas contracíclicas são contraproducentes e logram apenas prolongar
a recessão. Recessões futuras podem ser
impedidas por meio de uma reforma do sistema monetário, que é a real causa dos
ciclos econômicos.
11) Quão viável é o socialismo?
Resposta marxista: O socialismo não
apenas é uma opção eminentemente viável, como é para ele que a história está
inexoravelmente nos levando. Porém, o
socialismo ainda enfrenta resistências por causa da influência que o grande
capital exerce sobre os atuais sistemas políticos. Como é possível o socialismo funcionar? Assim como o planejamento em períodos de
guerra, os planejadores socialistas podem monitorar os estoques de bens e
aumentar (diminuir) os preços quando os estoques diminuírem (aumentarem), desta
forma ajustando os preços de modo a sempre deixá-los compatíveis com a demanda
dos consumidores. Os planejadores também
podem ordenar que os administradores das sucursais locais desempenhem de
maneira eficiente suas tarefas, o que fará com que a produção e a inovação fluam
continuamente. Este tipo de processo de
tentativa e erro conduzido por pessoas de boa vontade pode funcionar pelo menos
tão bem quanto o mercado, com a vantagem de não ter o custo social deste. O socialismo não é nenhuma ciência
astronáutica; ele é totalmente viável e pode funcionar melhor do que o
capitalismo.
Resposta keynesiana: O capitalismo é
produtivo, mas os capitalistas, quando deixados livres, colocam os lucros acima
das pessoas, e egoisticamente descontam os interesses dos trabalhadores e dos
consumidores. Em uma sociedade, instituições
como sindicatos, salários mínimos, leis antitruste, leis contra o trabalho
infantil, leis trabalhistas e outras estruturas legais são essenciais para se
solucionar os conflitos entre capitalistas e trabalhadores/consumidores. É essencial que o governo administre alguns
setores, como os de utilidades públicas e a educação, ao passo que empresas
privadas podem cuidar da produção de bens e serviços, desde que sob forte
regulamentação do estado. O fato de
havermos criado estas instituições mostra que aprendemos coisas boas com os
socialistas. Temos de parar de tratar o socialismo
como se fosse algum tipo de bicho-papão.
Resposta de Chicago: A experiência nos
mostra até o momento que o sistema de livre iniciativa tem sido mais produtivo
do que a maioria dos experimentos socialistas já implantados. Isto pode ser por causa da falta de
incentivos para se produzir no socialismo ou por causa da baixa qualidade do
planejamento utilizado. Um mercado
completamente desregulamentado, no entanto, também possui suas deficiências, e
é por isso que ele tem de sofrer interferências em algumas áreas. De qualquer maneira, é fútil tentar recorrer
a alguma teoria geral que nos permita dizer, aprioristicamente, que todos os
planejamentos socialistas fracassarão. A
história nos mostra que algumas formas de planejamento central funcionam muito
bem. Bancos centrais, por exemplo. Um Banco Central incorre em um tipo de
planejamento central, assim como o fazem também os juízes e os reguladores, e
de maneira muito bem sucedida — desde que pessoas competentes estejam no
comando, é claro. A desejabilidade de
uma intervenção estatal para além das funções clássicas do governo — criar e
impor regras — irá depender de quão severas são as imperfeições do mercado em
relação às imperfeições governamentais.
Resposta austríaca: A propriedade
comunal dos meios de produção (por exemplo, das fábricas) impede a existência
de mercados para bens de capital (por exemplo, máquinas). Se não há propriedade privada sobre os meios
de produção, não há um genuíno mercado entre eles. Se não há um mercado entre eles, é impossível
haver a formação de preços legítimos. Se
não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de preços. E sem esse cálculo de preços, é impossível
haver qualquer racionalidade econômica — o que significa que uma economia
planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada. Sem preços, não há cálculo de lucros e
prejuízos, e consequentemente não há como direcionar o uso de bens da capital
para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa
possível. Em contraste, a propriedade
privada sobre o capital e a liberdade de trocas resultam na formação de preços (bem
como salários e juros), os quais refletem as preferências dos consumidores e
permitem que o capital seja direcionado para as aplicações mais urgentes, ao
mesmo tempo em que o julgamento empreendedorial tem de lidar constantemente com as contínuas mudanças
nos desejos dos consumidores. O
socialismo, um sistema que na prática requer um estado totalitário, não é uma
opção viável ao capitalismo. Qualquer
passo rumo ao socialismo é um passo rumo à irracionalidade econômica.
12) Qual a relação entre economia e
ambiente?
Resposta marxista: A única solução
definitiva para o problema da poluição e da degradação ambiental é a imposição
de um severo limite sobre o desenvolvimento econômico. Somente assim a qualidade de vida pode ser
preservada. É preciso deixar bem claro
aos capitalistas que damos mais valor à qualidade de vida do que à produção e
aos ganhos materiais. E nem se trata de
uma questão exclusivamente de lucros e pessoas.
O delicado ecossistema tem de ser protegido sob todos os aspectos, desde
a mais ínfima forma de vida até o mais volumoso corpo de água — sem descuidar,
é claro, da atmosfera, que não pode receber gás carbônico. Tudo isso implica a urgente necessidade de se
controlar rigidamente o crescimento populacional.
Resposta keynesiana: A poluição é um
claro exemplo de falha de mercado.
Enquanto as grandes empresas estiverem lucrando, elas tenderão a
utilizar os recursos de maneira excessiva, impondo pesados custos ambientais
sobre todos nós. Quanto aos terrenos
mais valiosos, às florestas antigas e às espécies em risco de extinção, a
tendência é de caça e exploração predatórias, com os capitalistas se
aproveitando do que é valioso e sempre desconsiderando o interesse social da
preservação. É por isso que severas
regulamentações ambientais têm de desempenhar um papel proeminente na proteção
de terras, na preservação de espécies, no controle da poluição, na limpeza do
ar e da água e, principalmente, em policiar e punir as empresas infratoras,
deixando claro que os lucros não podem vir à custa da natureza.
Resposta de Chicago: A maioria das
questões que envolvem o ambiente pode ser resolvida por meio de incentivos de
mercado. Mas os tribunais têm de ser
transparentes ao definirem as fronteiras de cada propriedade para quando os
conflitos surgirem. Questões envolvendo
externalidades podem ser resolvidas por meio de compensações entre os
proprietários envolvidos na disputa, com o veredito sendo imposto por
arbitragem estatal. Quanto à poluição,
ela pode ser minimizada por meio de um mercado para direitos de poluição, e
estes direitos podem ser comercializados de modo que os custos da poluição
recaiam sobre os poluidores. Taxas para
o uso de terras públicas são normalmente estipuladas em níveis muito baixos, o
que acaba estimulando o uso excessivo.
Preços mais altos são o segredo para a conservação.
Resposta austríaca: Praticamente todas
as questões relacionadas ao ambiente envolvem conflitos sobre propriedade. Sempre que houver propriedade privada, os
proprietários podem resolver estes conflitos por meio da proibição e da punição
aos atos de transgressão. O incentivo
para se conservar é uma característica inerente à estrutura de incentivos
criada pelo mercado. O mesmo é válido
para o incentivo de se preservar todas as coisas de valor. A responsabilidade pelos danos à propriedade
alheia tem de ser arcado pelo indivíduo que causou o estrago. Propriedade comunal do ambiente, como existe
hoje, não é a solução. Dado que as
florestas, por exemplo, não são geridas privadamente, a meta de se conseguir
uma administração racional e “verde” sempre será enganosa. Somente quando uma terra tem dono é que este
possui vários incentivos para cuidar muito bem dela. Sua preocupação é com a
produtividade de longo prazo. Assim,
caso ele decida, por exemplo, arrendá-la para uma madeireira, ele vai permitir
a derrubada de um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar
todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a safra
do próximo ano.
13) Qual a função dos sindicatos?
Resposta marxista: Os sindicatos, como
são formados atualmente, não podem consertar os defeitos do capitalismo. É da própria natureza do capitalismo explorar
os trabalhadores. Dado que todo o
capital advém do trabalho, os capitalistas têm necessariamente de pagar aos
trabalhadores menos do que o real valor de seu trabalho. Caso contrário, os capitalistas deixariam de
existir. Os sindicatos não podem mudar
isto. A única coisa que pode mudar tudo
isto é a abolição do capitalismo e a imposição da propriedade comunal dos meios
de produção. Na medida em que os
sindicatos representam um movimento de vanguarda com o poder de fazer esta
revolução, eles devem ser defendidos e fortalecidos.
Resposta keynesiana: Sindicatos são
vitais para uma sociedade livre.
Sindicatos funcionam como se fossem um poder compensatório,
contrabalançando a influência do grande empresariado. Logo, os sindicatos são necessários para
impedir que os trabalhadores sejam explorados pelas grandes corporações. O governo deve apoiar os sindicatos criando
leis que asseguram o direito de se organizar e sindicalizar, e normalmente os
trabalhadores sempre estão em melhor situação quando há representação sindical.
Resposta de Chicago: Sindicatos são
monopolistas, mas podem servir a bons propósitos. Sua função histórica tem sido a de
contrabalançar a concentração do poder industrial. Ao mesmo tempo, um domínio sindical excessivo
também pode elevar os salários para valores acima do nível de competitividade e,
com isso, reduzir o emprego e a produção.
Os efeitos dos sindicatos variam de acordo com circunstâncias
específicas, de modo que não há base para se formar uma opinião geral quanto
aos méritos dos sindicatos. Tudo depende
das circunstâncias do tempo e do lugar.
Resposta austríaca: Sindicatos são
monopólios trabalhistas porque se beneficiam de privilégios
governamentais. Sindicatos têm como
objetivo elevar os salários para valores acima dos de livre mercado. Isto reduz as chances de emprego para
trabalhadores menos qualificados e de baixa produtividade, reduzindo a produção
geral de bens de consumo. Sindicatos
grevistas sempre recorrem à coerção — com o apoio do estado — para espoliar a
propriedade de seus patrões, impedindo que os meios de produção continuem sendo
utilizados por outros trabalhadores “fura-greves”. As lideranças sindicais são frequentemente
corruptas e se aproveitam enormemente dos próprios trabalhadores
sindicalizados, os quais sustentam compulsoriamente seus líderes. Os sindicatos também trabalham para
concentrar poder nas mãos de políticos sindicalistas. Esta concentração de poder vai contra os
interesses de uma sociedade livre.
14) Os mercados criam e sustentam
monopólios? O que fazer quanto a isso?
Resposta marxista: Se há algo que a
história do capitalismo nos mostra perfeitamente é que este sistema leva à
concentração das empresas. Com cada vez
menos empresas ditando os termos, os resultados são preços cada vez maiores e
salários cada vez menores. Sindicatos e
regulamentações antitruste já apresentaram algumas medidas bem sucedidas para
coibir esta concentração, mas nenhuma destas duas instituições foi longe o
bastante para reverter a tendência monopolística do mercado. Temos também de questionar a ideia de que a
própria concorrência deveria ser um objetivo político. Muito frequentemente, ela é socialmente
destrutiva, não passando de um slogan repetido por monopolistas para justificar
seu comportamento explorador. Uma
sociedade formada pela cooperação entre todos, uma economia genuinamente
democrática, deveria realmente ser o ideal.
Resposta keynesiana: O mercado tende a
gerar monopólios de vários tipos e tamanhos.
O governo não deve permitir que empresas exercitem seu poder de monopólio
ditando preços. Um poder monopolista
pode ser detectado por várias fórmulas matemáticas que comparam os custos de
produção com o preço do produto final, sempre de acordo com um modelo de
concorrência perfeita. Monopólios
geográficos podem não ser mais tão importantes quanto já foram, e isso se deve
aos avanços na tecnologia dos transportes.
No entanto, o que estamos enfrentando hoje é uma variedade de monopólios
possibilitados e orientados pela tecnologia, como mostra o exemplo da Microsoft
e da Apple. Por isso, os reguladores têm
de estar constantemente alertas para empresas que tentam utilizar seu poder de
mercado, se enriquecendo à custa dos consumidores. A concorrência necessita de uma rigorosa intervenção
do estado.
Resposta de Chicago: A regulação dos
monopólios gerou mais malefícios do que benefícios, pois sempre acaba
protegendo determinados concorrentes e não a concorrência em si.
Alguns tipos de regulação contra cartéis se baseiam em
modelos falhos, incapazes de entender que algumas empresas ganham fatias de
mercado simplesmente porque seus produtos são desejados pelos
consumidores. O que cabe aos reguladores
fazer? Como disse Adam Smith, eles
deveriam impedir a conspiração empresarial, o comportamento ostensivamente
predatório de algumas empresas e, de resto, assegurar um equilíbrio que leve à
genuína concorrência. Por fim, vale
ressaltar que alguns bens são de melhor qualidade quando fornecidos por
monopólios, como justiça e defesa.
Resposta austríaca: Economistas da
escola clássica estavam corretos ao definirem um monopólio como sendo um
privilégio concedido pelo governo.
Afinal, adquirir o privilégio legal de ser um produtor defendido pelo
estado é a única maneira de se sustentar um monopólio em um mercado com total
liberdade de entrada. Quando não há este
privilégio, a precificação predatória não é uma prática que possa ser mantida
por muito tempo, e nem mesmo sua tentativa deve ser lamentada, dado que se
trata de um grande benefício para os consumidores. Comportamentos típicos de cartel sempre se
esfacelam, e quando isso não ocorre, eles servem a uma função de mercado. O termo “preços monopolistas” não possui
nenhum significado efetivo em um arranjo de mercado, pois o mercado não é uma
simples fotografia instantânea, mas sim vários processos contínuos de
mudança. Uma economia de mercado não
necessita de nenhuma política antitruste; com efeito, o estado é a própria
fonte dos monopólios e oligopólios que testemunhamos atualmente, como os setores
judiciário e de segurança, além de todo o setor de utilidades públicas.
15) E bens como ruas, estradas e educação?
Resposta marxista: Frequentemente se
afirma que a livre iniciativa é a resposta para os nossos problemas econômicos,
e que o governo não é capaz de nos ofertar bens e serviços. Mas o exemplo das escolas, das ruas e das
estradas é uma ótima contraposição a esta afirmação. As escolas públicas já educaram, com alta
qualidade, milhões de pessoas e as ruas e estradas públicas são a chave para
fazer com que a sociedade aberta seja acessível para todos. Com efeito, o sucesso destas instituições abre
as porta para as enormes possibilidades disponíveis para uma sociedade que tem
a coragem de abandonar o laissez-faire e abraçar a genuína oferta social de
todas aquelas coisas que estimamos, mas que os interesses corporativos e a
mentalidade estreita dos empresários se recusam a tornar acessíveis para todos.
Resposta keynesiana: Há alguns bens que
o mercado não pode ofertar de uma maneira que atenda às necessidades
sociais. Escolas privadas são ótimas
para aqueles que têm dinheiro, mas uma sociedade democrática tem de ofertar
educação para todos. O mesmo raciocínio
se aplica para as ruas e estradas, que fazem parte da infraestrutura pública de
uma sociedade moderna e que, por isso, não deveriam estar sujeitas às astúcias
da livre iniciativa. Mas isso não
significa que não haja espaço para reformas.
As verbas para a educação são insuficientes e os professores são mal
remunerados. As ruas e estradas estão
sujeitas a um uso excessivo, o que sempre gera congestionamentos. A solução é direcionar generosas verbas para
o sistema de transporte público. Medidas
como o compartilhamento de automóveis, mesmo que compulsória, devem ser
estimuladas.
Resposta de Chicago: Não há por que discutir se bens como ruas, estradas
e educação são necessidades essenciais; ainda assim, o mercado não irá
fornecê-los em quantidade suficiente. A
única questão pendente, portanto, se refere à administração pública. Há maneiras boas e ruins de o governo ofertar
estes serviços. A adoção de incentivos
de mercado pode aumentar a eficiência da oferta. A construção e a administração podem ser
terceirizadas. Problemas de
congestionamento podem ser resolvidos por meio de pedágios ou por outras formas
de racionamento de uso. As escolas podem
se tornar mais competitivas por meio de vouchers e outros sistemas inovadores
de licenciamento governamental voltados para suprir necessidades especiais.
Resposta austríaca: Estes são bens como
quaisquer outros — eles podem ser supridos pelo mercado e somente pelo
mercado. O estado é incapaz de construir
e manter instituições educacionais que passem no teste da racionalidade
econômica, pois sempre fará isso sem o benefício da resposta econômica dos
consumidores usuários de seus serviços.
Em vez de depender de mensalidades voluntariamente pagas pelos
consumidores — o que atestaria a qualidade dos serviços –, o estado
simplesmente coleta impostos e os gasta arbitrariamente. O mesmo é válido para as ruas e estradas:
quantas serão construídas, onde e com que qualidade são decisões que, em última
instância, serão tomadas de acordo com meras conveniências políticas. Em uma economia de mercado, a qualidade, a
quantidade e os tipos de bens e serviços correspondem às necessidades sociais. Estes bens são serviços que são estimados e
apreciados pelos consumidores, o que significa que eles serão ofertados caso
seja economicamente factível fazer isso em relação a outras prioridades
sociais.
16) Qual o papel da igualdade e da
desigualdade?
Resposta marxista: A desigualdade é uma
característica intrínseca a uma estrutura social cujo preconceito está
arraigado na longa e vergonhosa história da maneira como a sociedade ocidental
tratou as mulheres e outras minorias. O
impulso preconceituoso, enraizado no espírito da subjugação que deu origem ao
capitalismo ocidental, é uma forma de violência e, ainda assim, é parte da
corrupta infraestrutura da própria economia de mercado. Se os proprietários do capital forem deixados
livres, os grupos excluídos permanecerão perpetuamente excluídos; por isso, a
sociedade tem de agir para controlar e restringir os capitalistas. A igualdade plena continuará sendo um sonho
distante enquanto tivermos uma sociedade que trata as pessoas como bens que
podem ser comprados e vendidos, e enquanto continuarmos colocando a propriedade
privada de poucos acima do interesse comum de todos.
Resposta keynesiana: A ênfase moderna
dada à igualdade foi o grande avanço político do século passado. Não mais o sistema político e econômico
exclui a participação das mulheres e das minorias; ao contrário, as inclui como
questão de lei. Estes grupos tendem a
ser artificialmente subvalorizados pela “mão invisível” do mercado, e é por
isso que o governo tem de impor leis antidiscriminação e a favor de cotas. O estado de bem-estar social também
beneficiou a sociedade ao garantir que os benefícios gerados pela crescente
riqueza fossem redistribuídos por toda a sociedade, de modo a impedir que os
ricos se tornem mais ricos à custa dos pobres.
Já avançamos bastante, mas ainda há muito mais a ser feito.
Resposta de Chicago: É um grande erro
fazer com que a igualdade de resultados seja um objetivo político, pois
legislações igualitaristas podem destruir os incentivos para o
aprimoramento. Punir os ricos é uma
medida autodestrutiva, mesmo para os pobres que estão batalhando para se
manter. A igualdade de oportunidades, no
entanto, já é diferente. É algo que
todos merecem em decorrência de sua própria dignidade como ser humano. Por isso, uma nação deve se esforçar para ter
instituições educacionais de qualidade, instituir um limitado imposto sobre
heranças e, de resto, auxiliar a todos aqueles que, sem nenhuma culpa própria,
não possuem os meios de entrada na divisão do trabalho. Tão logo estas instituições estiverem criadas,
iremos descobrir que as forças da concorrência do mercado alcançarão os
objetivos igualitários através de meios predominantemente voluntários.
Resposta austríaca: A igualdade é um
termo que se relaciona adequadamente à matemática, e não às ciências
sociais. Os seres humanos são desiguais
em seus dotes, oportunidades, ambições e vontade de conquista. Desigual não significa inferior ou superior;
significa apenas diferente. Diferenças são a exata origem da divisão do
trabalho e, dentro de um arranjo de mercado, não levam a nenhum conflito, mas
sim à cooperação. Embora as diferenças
devam ser celebradas, proprietários de estabelecimentos têm todo o direito de
tratar as pessoas desigualmente, escolhendo quem irão contratar e quem pode e
quem não pode frequentar seu estabelecimento.
(Afinal, seria correto obrigar um negro dono de um bar a aceitar a
presença de neonazistas em seu estabelecimento?). São os proprietários que devem arcar com as
consequências de seus atos. Legisladores
não deveriam ter qualquer preocupação em tentar criar nem igualdade de
resultados e nem igualdade de oportunidades, seja entre indivíduos ou entre
grupos de indivíduos classificados de acordo com qualquer critério. O único lugar em que cabe a igualdade é na
aplicação da lei, a qual deveria tratar todos os indivíduos da mesma maneira,
sem qualquer consideração com seu gênero, cor, preferência sexual ou classe
social.
17) Quem melhor serve à sociedade?
Resposta marxista: O capitalismo serve
aos empresários e os empresários servem a si mesmos. O sistema é totalmente baseado na exploração
dos consumidores e dos trabalhadores. A
única solução para estes problemas é abolir o capitalismo e, com ele, a classe
capitalista dos empresários. Uma
sociedade genuinamente democrática ou socialista irá acabar com as tendências
exploradoras. As pessoas não mais irão
almejar o lucro privado porque os lucros privados não mais existirão. As pessoas terão melhores motivações e serão
dotados de maior espírito público sob o socialismo. Os líderes da futura sociedade socialista
promoverão o bem comum.
Resposta keynesiana: Legisladores e
especialistas em políticas públicas, sob a orientação de uma variedade de
grupos de aconselhamento, têm o interesse público em mente quando formulam e
executam suas políticas. Eles são
capazes e têm o desejo de melhorar o bem-estar da sociedade. Empresários buscam o lucro e se importam
muito pouco com o bem-estar geral do povo.
Eles servem ao interesse público apenas na medida em que obtêm lucros
nesse processo. Dados os numerosos e
severos defeitos na maneira como os mercados funcionam, líderes públicos bem
informados têm de trabalhar para aperfeiçoar o bem-estar público — um projeto
viável desde que limitemos a influência dos interesses corporativos sobre a
política.
Resposta de Chicago: Políticos buscam
seus próprios interesses, mas a competição política e o processo de políticas
públicas fazem com que eles de certa forma acabem também servindo ao
público. Empreendedores também servem ao
público de certa forma, pois é assim que obtêm lucros. A questão sobre se são os líderes cívicos ou
os empreendedores quem melhor serve ao público ainda está em aberto. Tudo depende das
circunstâncias específicas da época e do local.
A sociedade democrática já se mostrou capaz de resolver questões de
gestão social ao longo do tempo.
Resposta austríaca: Empreendedores
possuem um papel indispensável para uma sociedade. Empreendedores estão sempre alertas para as
oportunidades de lucro e estão sempre fazendo julgamentos acerca das demandas
futuras. A concorrência em relação a
estas oportunidades resulta em um sistema de lucros e prejuízos que gera preços
para a mão-de-obra e para o capital.
Esta concorrência direciona recursos para a satisfação das mais urgentes
necessidades dos consumidores. Políticos
bem-sucedidos são aqueles que possuem maior capacidade para conservar e exercer
poder político. Estes são tipicamente os
elementos mais inescrupulosos da nossa sociedade.

Paul Krugman, disse no Blog do Estadão: “a economia americana cresceu 10,9%, sim, 10,9% em 1934. O New Deal triunfante! Ou talvez não. O PIB real ainda estava cerca de 20% aquém do seu nível de 1929.” Houve realmente esse crescimento? E depois o que aconteceu? \r
blogs.estadao.com.br/paul-krugman/\r
Acho que a escola marxista e a escola keynesiana estavam em um péssimo dia.
Outro dia, debatendo com o grupo mais proeminente do brasil, o marxista, um deles propôs a seguinte pérola: Não precisa acabar com o investimento. Apenas tire 10 por cento da produção do criador de gado e entregue à população.
Grande artigo. Pretendo trazer as respostas de algum outro grupo, como o TZM.
A diferença é gritante.. como é possível que um indivíduo leia essas posições e continue sendo marxista ou keynesiano? Algum distúrbio mental?
Bem didático, uma das coisas que a gente não viu no ensino médio e deveria ter visto.
O máximo que se ouviu falar foi um tal de “neoliberalismo”, que é uma boa mistura, não sei se errônea, de keynesianismo e monetarismo… e monetarismo é uma mistura da escola austríaca e keynesianismo. Ou seja, explicar sobre o que é neoliberalismo não explica nada só confunde.
Olá, aqui está um argumento que eu recebi de um amigo contra a liberdade comercial no sistema de manipulação de recursos escassos:
O Argumento da Ilha Deserta.
Imagine que 30 pessoas, após um acidente de avião, terminaram isoladas em uma ilha deserto com recursos para sustentar apenas 15 pessoas. Qual será a atitude mais prudente para a economia destes recursos escassos: Deixar que as primeiras 15 pessoas a alcançá-los sobrevivam e todas as outras morram de fome? Ou criar uma organização central para dividir os recursos igualmente entre os habitantes para que a comunidade dure por mais tempo?
Objetivo comum: Sobreviver o mais tempo possível na espera de resgate.
Recursos: 15 unidades de suprimentos. Cada uma com a capacidade de nutrir apenas uma pessoa ou nutrir duas pela metade.
O amigo também disse o seguinte: Qual é a grande diferença entre a Terra e a Ilha Deserta se não há recursos para dar uma ótima vida a todos?
———————————————
Gostaria de saber qual seria uma resposta austríaca para o ponto levantado por ele.
Obs: Sim, teria de haver um compromisso moral dos primeiros a alcançar os suprimentos em compartilhar com outros. Porém o melhor seria não depender da boa vontade destes.
A definição de juros da escola de Chicago me parece muito semelhante à definição Austríaca, mas creio ter lido em algum lugar que o Stiglitz considerava a teoria Bawerkiana errada e recentemente o austríaco Bob Murphy linkou um paper que ele considera herético: consultingbyrpm.com/uploads/Multiple%20Interest%20Rates%20and%20ABCT.pdf
(Neste paper ele lida com as diferentes taxas “naturais” de juros de diferentes mercadorias e propõe uma extensão do conceito de equilíbrio usado por Mises e cia.)
Questão 18 – Por que as ideias da escola austríaca não foram implantadas em nenhum lugar do mundo?
Questão 19 – Por que o liberalismo está falhando em todo lugar?
Questão 20 – O que o anarco-capitalismo pode fazer para reduzir a pobreza? Essa já foi respondida: Nada. Se existem pobres é porque eles querem ser pobres. O Estado não tem que sustentar vagabundos.
Só me ficou uma dúvida: a resposta austríaca da questão três me parece bem simplificada em relação a teoria dos bens exposta por Menger. O que quero saber é: essa simplificação é para fins didáticos ou é algum tipo de síntese alcançada por outros austríacos depois de Menger?
Quais foras as fontes usadas com referência para a elaboração das respostas? Obrigado.
O conhecimento, a cultura e, obviamente, a leitura das principais obras dos principais representantes de cada escola.
Esse foi o melhor e mais útil artigo que o IMB disponibilizou até hoje. E, o mais importante, as respostas de cada escola foram formuladas com uma boa dose de imparcialidade, o que dá mais credibilidade ao mesmo. Além disso, é didático o suficiente para qualquer leigo em economia compreender.
É surpreendente que este artigo, pelo menos na minha opinião, foi desenvolvido com a preocupação de se respeitar as diversas visões econômicas. Assim, um marxista, por mais imbecil que seja simplesmente pelo fato de ser marxista, poderia usar deste artigo para defender suas idéias. Ele chegaria ao seu interlocutor e diria: “leia isso e veja a diferença entre o que nós defendemos e o que esses porcos capitalistas pensam!!!…”. Se o interlocutor não se deixar “contagiar” pelo discurso e ler atentamente o artigo, ele pode reagir de várias formas: pode-se identificar e responder positivamente, dizendo: “sim, é verdade, vamos à luta companheiro!!!”; ou então pode rechaçar dizendo: “Em que mundo tu vive? Será que tu não percebeu que as respostas austríacas são as mais coerentes? Quer que eu desenhe? Vai tomate crú e pra fruta que partiu Carvalho!!!…”
Parabéns pelo artigo, muito completo e útil.
Pessoal eu sei que é off mas viram a “entrevista” do planejador mantega sobre iniciar um ciclo de crescimento?
Aff, ele nao aprende nunca mesmo?
g1.globo.com/economia/noticia/2012/07/brasil-esta-prestes-iniciar-novo-ciclo-de-crescimento-diz-mantega.html
No TOP10 dos artigos divulgados no IMB. E parabéns ao tradutor.
Ótimo e didático texto, simples mais não simplista.Parabéns “aos autores”.
Sugiro que os comentários e termos sobre a escola de pensamento marxista seja mais objetivo e menos pejorativo. Para acender a lampada do raciocínio do leitor não deve-se xingar a luz. Concordo com as explicações sobre o marxismo relatadas pelo “autor”.
Os artigos postados neste site/grupo sempre são de altíssima qualidade e de fácil compreensão.
Parabéns.
Fantástico artigo!
Mas fiquei mais curioso ainda sobre como seria uma economia monetária gerenciada por chicaguistas. Eles defendem uma taxa constante de expansão monetária, tipo uns 5% e sabemos que o ouro tem uma taxa de 2%, teria como esse modelo chicaguista gerar ciclos econômicos? Eles defendem taxa de juros de mercado com um BC?
Não sou especialista em história do pensamento econômico, mas na parte que faz referência aos sindicatos e a visão da escola de Chicago, fica parecendo estranho esse trecho: “Sua função histórica tem sido a de contrabalançar a concentração do poder industrial.”
Que autores da escola de chicago tinham essa visão? Friedman cansou de falar que o que protegia os trabalhadores era a concorrência e não sindicatos.
Prezado Leandro:\r
\r
Tenho alguma dificuldade em apreender o sentido das termos “agregado/a e na margem”, empregada no texto e em outros mais; há um tempinho para me explicar (com exemplos)? Lembro-me de já haver feito essa indagação.\r
A propósito, e aquele artigo, teve tempo de ler?\r
Grato.\r
jcz
Interessante notar que todas as respostas marxistas poderiam ser resumidas em: “explorar o proletariado.”
Função dos mercados? Explorar o proletariado.
Função dos juros? Explorar o proletariado.
Poupança? Explorar o proletariado.
Acho que é impossível um leitor neutro não pensar que os marxistas são uns doentes mentais, conspiracionistas ou algo do tipo. È impossível se deixar convencer pelo argumento deles sem antes desligar o próprio cérebro.
Prezado Leandro,
a resposta keynesiana à pergunta 5 (“Qual é o motivo de existir uma taxa de juros, e deveria ela ser regulada?”) tinha esse trecho:
“Se todos estão temendo uma piora da recessão, empregadores não irão contratar mais trabalhadores ou construir mais fábricas, não importa o quão baixa esteja a taxa de juros.”
Até onde eu li, eu não consegui achar nos artigos desse site uma resposta pra essa questão. A EA insiste em dizer que não adianta criar dinheiro, pois o aumento da demanda não irá criar oferta do nada. OK. Mas eu não consigo entender como, em uma situação de recessão, com consumo retraído, e portanto mais poupança, os empreendedores do lado dos primeiros estágios da produção decidirão investir suas poupanças, se eles sabem que quando seus produtos chegarem às lojas, não encontrarão demanda. A EA diz que esse é o caminho da cura da recessão, que a poupança forçada pela retração do consumo é que reiniciará o processo de produção. Essa é a réplica keynesiana, e também minha pergunta: por que os empreendedores fariam isso?
Foi esclarecedor pra mim, muito bom.
Gostei muito da análise comparativa entre as quatro visões da economia. As respostas atribuídas às correntes marxista e keynesiana estão bem formuladas e de fácil compreensão. Entretanto, as respostas da escola de Chigaco não me parecem coerentes, fundadas em certos princípios. As da escola austríaca pressupõem que o leitor ja tenha conhecimentos do fundamentos e princípios desta escola. Muitas das respostas da escola austriaca, a meu ver, teriam que aprofundar, em linguagem simples e de fácil compreensão para o leigo em economia, seus fundamentos. Afinal, o objetivo, parece-me, é divulgar e persuadir o leitor da supremacia teórica da escola austríaca. Desculpem-me, trata-se de simples opinião, para colaborar.
Infelizmente ser democrática para os capitalistas não passa de um fraseologia sem substância, algum motivo especial para a não postagem de meu comentário a não ser o fato de eu ser marxista?? Lembre-me do apoio de Friedman a ditadura de Pinochet e das frases entusiastas de Mises sobre o fascismo, como essa: ”Não se pode negar que o fascismo e movimentos semelhantes que visam o estabelecimento de ditaduras estão cheios das melhores intenções, e que sua intervenção no momento salvou a civilização européia. O mérito que o fascismo teve, deu-lhe um reconhecimento eterno na história”
Sejam mais democráticos!!!!
Conheci o site Mises Brasil há alguns meses e notei um padrão interessante: para atrair comentários idiotas, basta um artigo apresentar no título as palavras “Cuba” ou “URSS” ou “Marxismo”. \r
\r
Vejam que em outros artigos é raro aparecer um comentário de marxistas. Esse pessoal nunca se deu ao trabalho de ler um artigo de Mises ou Rothnard.\r
Logo na ultima cai a mascara “Os líderes da futura sociedade socialista promoverão o bem comum.” É de rir
Eu gostaria de saber qual a visão da escola austríaca acerca da propaganda. Ela não poderia ser um elemento que distorce a demanda?
Percebo que essa distorção, criada por uma propaganda mais eficiente que outras de outros produtos, seria somente temporária, sendo assim, não distorceria a demanda no londo prazo, só no curto. Mesmo assim, gostaria de saber o que acham a respeito disso.
Se possível, quem for responder a esse comentário, coloque a sua opinião a cerca do tamanho do estado ideal para você. Em poucas palavras, se o Estado deve existir minimante ou não deve existir, para eu ter alguma referência a cerca da opinião de quem responde.
Gostaria de saber também se há no horizonte alguma esperança para a America Latina, que ao meu ver, se tornou um territorio socialista (só tem o Chile como exceção). E também porque parece que toda a discussão a cerca da ideia de banco central e de propriedade intelectual que ocorre hoje nos EUA passa batida aqui. Nós estamos indo exatamente pelo mesmo caminho que levou os EUA a crise na qual ele se encontra hoje e a questão das patentes e do direito de cópia, para mim, é fundamental para que nosso país se desenvolva. Nenhuma das grandes nações de hoje se desenvolveu sem copiar as ideias e a tecnologia de outras mais desenvolvidas.
Esse site tem sido uma grande fonte de informação valiosa para quem procura saber como nossa sociedade realmente funciona. É triste ver tantas pessoas defendendo politicas sociais simplesmente pelo apelo social que elas carregam, sem pensar nas consequencias economicas. E é alarmante ver que isso ocorre principalmente no ensino superior. Acredito eu que, na mentalidade brasileira, ser socialista é ser politicamente correto. Só pode ser isso. Ser socialista é ter uma visão muito romantica e irreal do mundo.
Agradeço. Grande abraço.
Na questão ambiental a escola austríaca diz:
” Dado que as florestas, por exemplo, não são geridas privadamente, a meta de se conseguir uma administração racional e “verde” sempre será enganosa. Somente quando uma terra tem dono é que este possui vários incentivos para cuidar muito bem dela. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo.”
Mas por exemplo, hoje as florestas são propriedade do Estado, supondo que por um milagre o Estado decida vender essas propriedades por meio de um leilão ou algo do gênero, não teria uma grande probabilidade de donos de terras comprarem essas terras para criar gado? E sendo assim, esses desmatariam, fariam queimadas e danificariam o meio ambiente.
Não sei se consigo visualizar esse pensamento de “livre mercado” nessa questão, pois não imagino que os futuros donos das florestas seriam pessoas que ganhariam com a sua preservação ao longo prazo, acredito que os futuros donos seriam grandes fazendeiros que estariam mais interessados em derrubar tudo para conseguir mais lucros.
Alguém poderia contra-argumentar nesse ponto? Gostaria de uma visão austríaca mais experiente para ver se consigo entender.
A forma como alguns falam da biodiversidade lembra adolescentes que gostam de fazer pirraça com os pais e se sentem superiores a eles. “Meu fiho, não suje o chão”. “Ah pai, o chão é só o chão, alguém vai ter que limpar essa merda mesmo depois…”
Vejo a abordagem ambiental de algumas pessoas aqui infantilizadas, irresponsáveis. O argumento que tanto buscam, nesse caso específico, não apresentam. Não se trata de “criar leis” pra preservar o ambiente. Mas simplesmente saber que alguns tipos de práticas industriais podem, a médio ou longo prazo, trazer benefícios, em detrimento de outras. Da mesma forma que existem regras morais que regem uma sociedade, essas regras não poderiam estar implícitas também com relação ao ambiente? Vamos esquecer o “mato” e falar do lixo, por exemplo. Ninguém quer sujar a própria casa. Ninguém quer viver perto de um esgoto a céu aberto. Por que sujar o resto do mundo? Por que tratar os esgotos como “externalidades”? Por que essa postura arrogante quanto ao ambientalismo? Muito melhor seria apresentar formas de atender essa “demanda ambientalista”, inclusive tentar ver “riqueza” não apenas como meios de produção (exemplo: trânsito livre, ensino de qualidade, ar limpo etc, podem ser visto como objetivos egoístas e ao mesmo tempo benéficos para todos.)
Dizer algo como “o mato cresce de novo” é mero sarcasmo. É tão estúpido quanto dizer “comer hamburguer todo dia é bom, afinal é um alimento. Sua saúde não será afetada.”
O meio de transporte mais eficiente, barato e rápido que existe é o trem bala. Eficiente porque não polui tanto, não há o problema do engarrafamento, a quantidade de acidentes é menor, etc. Ninguém fala nesses termos. Apenas criticam. O que quero dizer é que em vez de criticar a “onda verde”, seria melhor ouvir seus pontos de vista pensar em maneiras criativas de lidar com questões ambientais “reais”. Não falo somente de “mato”.
Olá, existem algumas questões muito comentadas por outras correntes e que parece que os austríacos não responderam, e se responderam, ainda não li.
Por exemplo, como poderia o anarco-capitalismo funcionar, na sua essência? Para que alguém possa comercializar algum bem, ela deve ter propriedade sobre este. O que impediria que outra pessoa simplesmente roubasse, pegasse à força seu pertence? Sob essa perspectiva, o Estado é quem garante o direito de propriedade. Sem um terceiro que mostre as “regras do jogo”, ficaríamos estagnados na “lei da selva”. Não é que o Estado deva ficar interferindo e regulando cada passo da economia, mas a instituição básica da propriedade é algo que necessita de uma organização que a assegure. Não me parece que seja um direito que apareça naturalmente. Nem mesmo a vida é um “direito natural”, já que a qualquer momento pode cair em nossa cabeça. O termo mais correto seria “direito fundamental”. Vida, liberdade e propriedade, assim como qualquer outro direito menos básico, devem ser instituídos pelo homem. E o que os anarcos teriam a dizer sobre um exemplo prático, como o dos nordestinos que foram para a Amazônia e acabaram sendo quase escravizados pelos grandes proprietários? Não seria melhor que um governo limitado oferecesse a posse de pequenas terras, como aconteceu nos Estados Unidos?
Agora, um tópico mais específico: se os pais de uma criança não tiverem dinheiro algum para pagar uma escola para o filho, ele merece ficar sem nem mesmo se alfabetizar ou fazer as 4 operações? O governo não poderia estabelecer um sistema competitivo entre as escolas, através da meritocracia? Até o Milton Friedman é considerado exagerado por alguns, por propor os vouchers, mas para os austríacos, isso é estatizante, já que os vouchers vêm do governo.
Gostaria que falassem mais dos custos de transação, e se o Estado não poderia oferecer as bases legais para o sistema funcionar, e a partir daí, andar sem intervenções que possam favorecer grupos. Enfim, será que não é possível absorver mais ideias do neoinstitucionalismo e do ordoliberalismo?
E quanto ao debate HAYEK x SRAFFA? Vi dizerem que Sraffa levou a melhor… a EA debateu mais sobre isso?
LINKS>> associacaokeynesiana.wordpress.com/2012/04/24/a-origem-da-macroeconomia-e-a-critica-de-sraffa-a-hayek/
joseluisoreiro.com.br/site/link/732be2708846e10f0b770e6ba470531f8edff9e2.pdf
Ah, se eu contasse o tanto de coisa que eu também já “vi dizerem”… Tem até gente que jura que viu Elvis fazendo compras em um supermercado recentemente.
P.S.: outro dia um cidadão veio aqui e, assim como você, fingindo dúvidas, disse que havia comparado a teoria de Hayek e de Sraffa, e dizia que estava tendendo para o último. Perguntei a ele com qual parte da teoria de Hayek ele não concordava, qual parte da teoria de Sraffa ele achava superior e por que ele achava que Sraffa era melhor. Ele não respondeu e nunca mais voltou. Era apenas mais um que tentava jogar verde, pois desconhecia ambas as teorias. Esse tipo é bastante comum por aqui.
P.S.2: Sempre tenha em mente que o próprio arcabouço no qual Sraffa se baseia é conceitualmente falho.
Boa tarde amigos!
Gostaria de saber se algum dos leitores pode me indicar um artigo ou livro que tenha a interpretação austríaca da crise britânica de 1873.
Grande abraço!
Leo
O ponto “13) Qual a função dos sindicatos?”, demonstra duas coisas interessantes: é o ponto que a doutrina marxista apresenta seu maior erro (exatamente no ponto mais importante dela: por isso o marxismo não é correto) e é o ponto também em que sou CONTRA a Escola Austríaca e concordo com a Escola de Chicago. Por quê?
Porque a Escola Austríaca é contraditória: primeiro, erra em apenas considerar os sindicatos vinculados ao governo (deixando de analisar os sindicatos privados, como ocorre no sistema dos EUA, em que os sindicatos sobrevivem das contribuições privadas de seus membros e não fazem parte de qualquer forma do estado, muito menos recebem benefícios). Segundo: desconsidera que a ação dos sindicatos privados e desvinculados do governo/estado não pode ser acusada de “alterar a verdade do preço real pela mão de obra”. Assim dizendo, a Escola Austríaca nitidamente desconsidera TUDO que defende: a liberdade e as regras naturais do jogo. Ora, o sindicatos são a união dos trabalhadores e se sua atuação combativa por melhores salários irá gerar desempregos, essa atuação irá, com o tempo, se moldar em níveis sustentáveis para as duas partes da disputa (empregadores e trabalhadores).
E o erro fatal do marxismo: “Dado que todo o capital advém do trabalho, os capitalistas têm necessariamente de pagar aos trabalhadores menos do que o real valor de seu trabalho. Caso contrário, os capitalistas deixariam de existir. Os sindicatos não podem mudar isto. A única coisa que pode mudar tudo isto é a abolição do capitalismo e a imposição da propriedade comunal dos meios de produção.”
Ora, não é verdade que todo o capital advém do trabalho. O trabalho é apenas 1 dos elementos da empresa, junto com vários outros, como, p.ex., insumos, “dinheiro”, maquinários, técnicas e etc. Dentre todos eles, o dinheiro, é o mais importante, e não o trabalho, como prega o marxismo. Como esse é o fundamento mais importante para Marx defender a “ditadura do proletariado”, e por ser esse fundamento incorreto, desmorona toda a teoria marxista.
Abraços e parabéns para excelente artigo! Extremamente esclarecedor!
Boa tarde amigos,
Como era a liberdade no mercado financeiro dos EUA de 2000 para ca?
Ouvi falar que era muito liberalizado. Assim sendo, como pode, como vcs advogam, a crise de 2008 ser culpa da intervençao governo?
Abs
Leandro,
Vc fala que seja 1%, 2%, 5% ou 10% de aumento na base monetaria já é capaz de gerar ciclos, mas no caso de uma 100% moeda lastreada em ouro a qual a base monetaria se expande (1% ou 2%) de acordo com a escavação de ouro já não seria capaz de gerar tais ciclos ?
Algumas dúvidas:
1. A escola de Chicago me parece muito próxima da escola austríaca. Quais são exatamente os pontos centrais de divergência?
2. Porquê a recusa da parte dos Austríacos em ver a taxa de juros também como o “custo do dinheiro”? Não acho que essa visão seja contrastante com “preferência intertemporal”, mas sim complementar.
Estava pensando no seguinte:
No âmbito macroeconômico todos sabemos que o keynesianismo é horroroso. É só ler uns artigos sobre keynesianismo aqui no site já podemos perceber (não sou um profundo conhecedor das escolas de economia e de economia, mas esta é a minha visão atual).
Porém, na visão de um pequeno poupador/trabalhador, vivendo num mundo com farra de crédito, inflação moendo, bancos criando dinheiro do nada (as famosas reservas fracionárias). Será que o melhor para este poupador é realmente ficar na frugalidade guardando uns trocados? Ou ir na “onda” de todos e sair pegando empréstimos mas pelo menos conseguir realizar algum “sonho” (casa, carro, eletrônicos, empreendimentos)…
O pequeno poupador dificilmente consegue bons retornos em aplicações financeiras, e frequentemente vê seu dinheiro sendo comido pelas tranquinagens keynesianas..
Tirando o fato de que ao pegar empréstimos o poupador não será mais um poupador =)… pode ser que neste cenário não seja tão ruim possuir algumas dívidas (levando-se em conta que a moeda vai desvalorizar mesmo)
ps.: na minha vida pessoal estou livre de dívidas e não costumo pegar empréstimos, mas as vezes me questiono sobre minha “austeridade-econômica-pessoal”. principalmente quando vejo meu dinheiro sendo roubado diariamente
Leandro
A mudança do governo da Holanda decretando o fim do estado assistencialista e a mudança contínua dos países nórdicos para um modelo cada vez mais liberal poderá significar em um futuro próximo uma maior participação de economistas austríacos na economia Global?
Sera que realmente caiu a ficha de que o modelo de social democracia é inviável?
Eu gostaria de fazer uma pergunta aos economistas de plantão. No Brasil sabemos que o preço dos produtos são quase sempre maiores que os do mercado internacional. Segundo a teoria da Escola Austríaca de economia, quando mais o Estado se mete na economia mais caro os produtos ficam e pior a qualidade dos mesmos.
Porém analisando bem a situação brasileira, se vê que o preço elevado dos produtos não se deve apenas aos altos impostos do governo, mas também à ganância da nossa classe empresarial. Os empresários e comerciantes brasileiros querem ter uma margem de lucro exorbitante, pois o lucro que os empresários e comerciantes têm em países como os EUA e Canadá é de 10% ou no máximo 15% sobre o preço do produto. Já no Brasil os empresários e comerciantes querem ter um lucro de 100% e até 200% sobre o preço do produto.
Raciocinando de maneira sensata, o correto seria a população adotar um boicote à compra dos produtos com preço elevado (como os carros), mas sabemos que nossa população não vai fazer isso. Há ainda outro problema grave na nossa economia, que são os cartéis – onde empresas decidem colocar os produtos ao mesmo preço e no Brasil essa prática é comum.
Pensando em tudo o que eu disse, como seria possível estabelecer uma economia ao estilo da escola Austríaca de no Brasil? Se o Estado deixar de interferir, nossos comerciantes e empresários vão fazer a farra com os cartéis e com os preços exagerados, se aproveitando disso. Como deixar nossa economia livre na mão de pessoas de mal caráter como nossos empresários e comerciantes?
O que o Estado interfere é em relação a importação de produtos, pois ele dificulta a importação cobrando impostos elevados para obrigar as pessoas a comprar porcarias nacionais. Mas se ele deixasse de fazer isso as pessoas só comprariam no exterior, o que iria ocasionar a falência da nossa indústria nacional. Como proceder a uma economia livre sem quebrar nossa indústria?
@Wesley 06/01/2014 11:12:54
“Eu gostaria de fazer uma pergunta aos economistas de plantão. No Brasil sabemos que o preço dos produtos são quase sempre maiores que os do mercado internacional. Segundo a teoria da Escola Austríaca de economia, quando mais o Estado se mete na economia mais caro os produtos ficam e pior a qualidade dos mesmos.
Porém analisando bem a situação brasileira, se vê que o preço elevado dos produtos não se deve apenas aos altos impostos do governo, mas também à ganância da nossa classe empresarial. Os empresários e comerciantes brasileiros querem ter uma margem de lucro exorbitante, pois o lucro que os empresários e comerciantes têm em países como os EUA e Canadá é de 10% ou no máximo 15% sobre o preço do produto. Já no Brasil os empresários e comerciantes querem ter um lucro de 100% e até 200% sobre o preço do produto.”
Você está correto. Os empresários exigem um lucro maior diante de dois fatores que, no entanto, você desconsiderou: (1) a incerteza da economia – se tudo mudar amanhã (e as coisas de fato mudam em base diária no Brasil) o empresário tem de ter um colchão acumulado para não quebrar; (2) a concorrência reduzida – com o governo dificultando a entrada de concorrentes, fica fácil monetizar a margem de lucro.
“Raciocinando de maneira sensata, o correto seria a população adotar um boicote à compra dos produtos com preço elevado (como os carros), mas sabemos que nossa população não vai fazer isso.”
Não só a população não vai fazer isso como, na improvável hipótese que fizesse, só estaria levando a falência os empresários e mandando milhares de trabalhadores para o desemprego. Quer fazer um boicote eficiente? Pare de pagar impostos.
“Há ainda outro problema grave na nossa economia, que são os cartéis – onde empresas decidem colocar os produtos ao mesmo preço e no Brasil essa prática é comum.”
Os cartéis só ocorrem no Brasil por que a concorrência é pequena e o setor altamente regulado de forma que novos concorrentes não entram. Ou seja, mais uma coisa para a conta do governo.
“Pensando em tudo o que eu disse, como seria possível estabelecer uma economia ao estilo da escola Austríaca de no Brasil? Se o Estado deixar de interferir, nossos comerciantes e empresários vão fazer a farra com os cartéis e com os preços exagerados, se aproveitando disso.”
Você demonstra sofrer do “mal do estadismo estático”: você acha que as coisas sempre se mantém do jeito que são, ad infinitum e ignora completamente a dinâmica do mercado. Você pensa em mercado, mas respira estado.
Se o estado deixar de interferir, o que impede que concorrentes entrem no mercado atraídos pelas (segundo você mesmo) altas margens de lucro do setor? E se concorrentes entrarem, o que vai segurar o preço alto?
Você acha que um cartel se esconde em cada esquina, no entanto você precisa ver essa estória de cartelização como ela realmente é: uma fábula contada pelo estado para justificar a própria existência.
“Como deixar nossa economia livre na mão de pessoas de mal caráter como nossos empresários e comerciantes?”
Eu prefiro deixar nas mão de um empresário mal-caráter do que nas mão de um burocrata bem intencionado. Aliás, nada me assusta mais do que um burocrata bem intencionado…
“O que o Estado interfere é em relação a importação de produtos, pois ele dificulta a importação cobrando impostos elevados para obrigar as pessoas a comprar porcarias nacionais. Mas se ele deixasse de fazer isso as pessoas só comprariam no exterior, o que iria ocasionar a falência da nossa indústria nacional.”
Isso é uma falácia Non Sequitur. Não decorre a falência da indústria nacional da concorrência com as importações. De fato, só tivemos fabricantes de computadores no Brasil depois que a importação foi liberada.
“Como proceder a uma economia livre sem quebrar nossa indústria?”
Do mesmo jeito que Hong Kong, Cingapura, Taiwan, Coreia do Sul, EUA, alguns países da Europa, Japão, etc fazem.
O Livre Mercado não é o inimigo… se abolirmos os impostos de importação de tudo que é bem industrializado do dia para a noite, magicamente, nossa indústria quebraria porque não tem como sobreviver com a quantidade absurda de regulações e burocracias que o estado exige. Não porque não faça um produto tão bom quanto… Se você acha que isso é motivo suficiente para manter impostos de importação, tem algo seriamente equivocado com o seu pensamento lógico.
As únicas com posições realmente lógicas são a EA e a EC, as outras duas parecem mais com religiões. Não sei se estarei violando alguma regra do site mas gostaria de compartilhar com os presentes a curiosa visão “política” da minha cidadezinha, aí vai:
No município de Santa Quitéria-CE, durante a época das eleições, boa parte da população fica num verdadeiro alvoroço de “discussões políticas”, sei que esse tipo de rivalidades entre eleitores é típico em cidadezinhas por todo o país, eu mesmo já presenciei “debates políticos” entre cidadãos comuns fosse em reuniões de bairro ou em butecos(:D), mas sempre achei as disputas em Santa Quitéria muito mais divertidas que em outras cidades e municípios, pois aqui a maior parte da população trabalha numa fábrica de calçados ou é autônoma/comerciante, o que os torna acredito eu, mas mente aberta(e um pouco vazia demais de entendimento econômico, como todo brasileiro renda média claro). A alguns meses eu venho me perguntando, e se algum libertário ou um grupo deles viesse numa cidadezinha como essa ensinar(em palestras ou algo assim) e distribuir livros de autores da escola austríaca? O ideal seria distribuir os livros para os comerciantes donos de “mercantil”(é assim que chamam os super mercados e mercadinhos de varejo por aqui), isso porque recentemente, “Agamenom” o maior comerciante da cidade candidatou-se a prefeitura, isso após uns trocentos anos de comando das famílias herdeiras do coronelismo. Penso que isso poderia aumentar ainda que só localmente o pensamento liberal nessa região, embora é claro que seja difícil demais ensinar coisas como praxeologia num município atualmente governado por um socialista convicto(prefeito Fabiano Lobo).
É curioso como em apenas um ano de mandato esse prefeito que foi tão aclamado pela comunistada da cidade(basicamente professores, claro), demitiu inúmeros professores e fechou inúmeras escolas públicas, devido as péssimas condições em que se encontravam, sob a alegação que está poupando custos em sua gestão. Ele mesmo considera como sendo uma medida impoplar, mas é curioso também que isso obviamente afetou todo o comércio do município. A, e só mais uma coisa, para não dizerem que sou só mais um jeca falando dos causos da sua cidadezinha no meio do nada da caatinga, nosso município possui a quinta maior mina de Uranio 235 do planeta(que já deveria ter sido vendida para uma empresa do canadá) e a economia local com problemas LOL
Muito Bom o Texto, somente queria informar que acho que uma pergunta está errado em virtude da reposta: 7) Qual deve ser a função e o tamanho adequado do governo? vejam que todas as respostas são sobre o Mercado e não o Governo
[]s
Vou dar só uma noção de um debate que tive recentemente com um anarcocapitalista:
[…]
Eu entendo a diferença entre monopolio livre e protegido, até pq isso nao é nada complicado a ponto de alguem nao entender, e ambos eu nao desejo, nao beneficia nem o mercado nem o consumidor.
E a netscape tb era gratuito para pessoa fisica, e nao foi legitimo, a microsoft praticou venda casada, ela obrigou as empresas de PCs a nao instalarem netscape, apenas o IE, ou entao a microsoft nao forneceria o windows, isso é crime, prejudica a concorrencia e o consumidor, e eles foram julgados e condenados.
E vc nao me respondeu: teria algo no anarquismo pra me impedir de ter o monopolio de um setor seja por venda casada, seja por dumping, ou por força bruta? Teria algo pra me impedir de fazer dumping, veda casada ou usar da força bruta? SIM OU NAO??
Anteriormente eu já havia dito que eficiência não prejudica concorrência de maneira alguma”
E eu não disse o contrário, vc foge do assunto. O q eu disse é Praticar venda casada, dumping, ou mesmo matar concorrentes prejudica a concorrência, isso qualquer criança sabe.
” A Microsoft não obrigou ninguém a comprar o seu produto”
Obrigou a NÃO INSTALAR O NATSCAPE, ou se recusaria a vender o produto dele pro comerciante q não fizesse isso. Isso é crime e prejudica a livre concorrência.
“Não, mas se as outras empresas se sentissem afetadas(e não seriam poucas nesse sistema) você poderia ser boicotado no mundo todo”
Coisa q não acontece, a microsoft praticou isso e não foi boicotada. Todos descobriram q ela proibiu seus revendedores a NÃO FORNECER o netscape e mesmo assim continuou sendo o sistema operacional mais vendido.
Se isso ocorre mesmo com leis q tentam impedir pq vc acha q sem lei nenhuma impedindo isso não iria acontecer? Ingenuidade extrema. O mercado é uma guerra, ninguem é bonzinho, isso q estou falando já de algo pouco provavel, pois numa anarquia as empresas nem se preocuparia em fazer dumping, elas eliminariam a concorrência na bala mesma, como nas favelas do RJ, e vc vê alguem boicotando a boca de fumo? rs…
“(imagina ter que pagar no mínimo um processo por cada empresa que se sentisse no direito?)”
Q processo? Numa anarquia não há estado, logo não há judiciário, não há processo, ninguem é obrigado a responder processo nenhum. Está aí sua contradição, agora vc apela pro estado. E de fato é o q acontece, não tem como não haver estado, as pessoas se organizam e criam um, pois não há poder vago, se não houver poder q regulamente a sociedade as pessoas ficam à merce do mais forte e suas injustiças, então se juntam para ter força e combater as injustiças, e isso é um estado. Foi por terra seu anarquismo quando vc descobriu q precisaria processar alguem.
Se com as leis as empresas manipulam assim o mercado pra vender mais caro pro consumidor, vc achar q sem lei nenhuma pra impedir esses crimes eles vão ser bonzinhos e só vão competir com qualidade e preço, me desculpe, mas é o mesmo q acreditar em papai noel, vc não faz idéia de como é a concorrência empresarial. ´é cartel fazendo o preço mais alto, é venda casada fazendo preço mais alto, é propina pra recusar o concorrente mais barato etc etc etc… Isso tudo acontece e vc não sabia. Por isso o anarquismo não vai dar certo, como disseram, seria um mad max.?
Se um dia ninguem mais quiser roubar ninguem, ou levar qualquer vantagem desonesta sobre os outros, aí sim o anarquismo seria perfeito. Vc acredita q todo ser humano é bonzinho? Não? Então precisamos nos unir pra impedir q sejamos agredidos e injustiçados por grupos de bandidos? Parabéns, vc acaba de inventar o estado.?
Como assim eu fugi do assunto? Uma empresa que precisa de muleta estatal pra não perder espaço pra outra não merece qualquer perdão”
E aí está mudando de assunto, pq não falei nada disso, nunca disse q empresa precisa de muleta pra não perder espaço rs… Não deve ter muleta do estado mesmo. rs..
“E qualquer criança deveria ser ensinada que toda medida intervencionista do estado sobre o mercado é também uma medida para regular mais e mais a própria população com leis inúteis”
E tornar as crianças alienadas e escravas do poder econômico?
As crianças devem ser ensinadas a pensas e escolher o q é melhor, e não repetir frases feitas como essas sem raciocinar se é melhor ou pior, simples mente como um dogma. Se uma empresa se aproveita de ter um monopólio em uma região e pratica preços abusivos com lucros absurdos, vc quer isso? A maioria não quer, então eu escolho q o estado não permita isso. Se uma empresa pratica venda casada, o q me prejudica na escolha e na concorrência, eu quero q o estado proíba. Vc repete um dogma, e não é assim, tem q analisar, crimes tem q ser impedidos pelo estado. Vc nem raciocina e já diz q é um rouba, isso é coisa de fanático irracional, vc tem q analisar cada cada caso, sem preguiça de pensar, e não dar a mesma resposta decorada pra tudo. Se vc vai no cinema e só pode entrar com a pipoca vendida peo cinema isso te prejudica, pq eles praticam preços abusivos, quero a liberdade de escolher a pipoca mais barata, portanto é certo o estado não permitir essa prática de venda casada. ANALISE antes de responder uma frase decorada, leis do estado não são roubos por definição, as leis podem nos favorecer ou nos prejudicar, ANALISE e conclua.
“Me diga que crime ela cometeu? “
De novo? rsrs… VENDA CASADA, ele só venderia o windows para revendedores se esses apenas instalasse o IE e proibiu q instalasse o netscape, e aí o revendedor e o consumidor PERDEU O DIREITO DE ESCOLHER prejudicando a legitimidade do mercado. Ou seja, se vc quisesse dar a opção de netscape para os seus clientes, pra diversificar as vendas, a MICROSOFT NÃO DEIXAVA, ela não te venderia mais o windows caso vc instalasse o netscape para clientes, e quem perde com isso? A concorrente netscape perde pq não pode vender por uma imposição da microsoft tirando o direito de escolha, o revendedor q não pode diversificar o serviço, o consumidor q não podia mais escolher o netscape caso preferisse, e só quem ganhou foi a microsoft q ficou mais rica tirando o direito de escolha do consumidor e eliminou uma concorrência podendo assim cobrar mais caro.
“A Microsoft agiu como uma empresa num livre mercado deve agir”
E, a empresa tem q ganhar o máximo possível, só q quem perde é o mercado e o consumidor. Vc quer isso? Se vc é o dono da microsoft sim, se não é então vc ta gostando de ser violentado. Pq só o monopólio da microsoft ganha, mais ninguem.
“Não se trata de se ser bonzinho ou não”
Vc ta supondo q todo mundo é bonzinho, q ninguem rouba ninguem, ninguem suborna ninguem, ninguem espiona ninguem, ninguem pirateia ninguem etc.. E quem tenta impedir esses crimes? O estado! Vc acha q se o estado permitir tudo isso ninguem vai fazer rs.. É ingenuidade extrema pois já acontece com o estado tentando impedir rs.. Seria como pensar q se o estado tirasse as leis de transito ninguem iria passar do limite de velocidade ou passar em farol vermelho, simplesmente ilógico.
“o livre mercado é espontâneo, não depende de governantes e sindicatos controladores para existir.”
E quem disse q precisa? rs;… Vc não entende, pessoas COMETEM CRIMES e se os crimes não forem punidos vão cometer mais ainda. O estado deve intervir pra impedir OS CRIMES dos mais poderosos contra a população, como impor um único produto à força, isso na história já aconteceu tanto, hj não existe pq o ESTADO NÃO PERMITE.
“É de uma ingenuidade sem tamanho achar que a anarquia será o caos porque existem pessoas malvadas aos bilhões pelo mundo”
Ahh, claro, é q todo mundo é bonzinho, não precisa ter lei nenhuma q todo mundo vai ser bonzinho rs… Eu sou um ingênuo de não saber q não existem criminosos no mundo rs…
“Você acredita que uma sociedade sem estado não e possível,”
Sim, é possível, já houve, e era um caos, se matava por tudo. Estude a história da humanidade.
“só que ela possivelmente traria mais espontaneidade a sociedade”
Sim, e espontaneamente as pessoas iriam cometer muito mais crimes pq não haveriam quem a punisse, e tudo seria resolvido na bala entre as pessoas, como acontece em locais onde o estado é ausente para reprimir o crime.
“como a não coerção do monopólio estatal.”
É, seria a coerção muito pior de um monopólio privado sem lei, onde se mataria quem se atrevesse a concorrer. Como já aconteceu muito na história. Mas eu sou ingênuo, ninguem mais no mundo faria isso rs… Pra q lei impedindo assassinato?
“E guerras seriam praticamente inviáveis num mundo de livre-troca.”
Vc não conhece mesmo a história da humanidade. Sempre houve guerras mesmo antes de haver estado.
” Derrepente as pessoas começarão a matar umas as outras sem nenhum motivo… “
Não, pelos motivos de sempre, por dinheiro, inveja, raiva etc… Mas eu sou ingênuo, isso não acontece, vamos soltar todos os presos! rsrs.. PRa q prender? rs… Não precisamos de estado prendendo assassinos rs..
“quando ele regula a iniciativa privada, está obrigando Multinacionais como a mIcrosoft a mudarem as formas de estratégia competitiva no mercado.”
ótimo, nós consumidores saímos ganhando, agora graças a essa intervenção do estado podemos escolher livremente o melhor e mais barato produto, coisa q a microsft por força nos impedia.
Mas se vc gosta de ser roubado, ok, dê doações pra microsoft, eu quero um mercado competitivo sem pessoas impondo por força política e financeira algum produto, como fez a microsoft.
“o que é só uma desculpa para aumentar a carga tributária sobre toda a sociedade”
rsrs.. Frase feita! rsrs… Viu, vc repete dogmas, nem sabe se tem relação com a questão, não analisa, nunca defendi aumentar imposto, estou defendendo PROIBIR CRIMES como venda casada e imposição de produtos. Eu penso por mim mesmo, escolho o q beneficia, vc repete um dogma e já diz q leis são ruins sem nem analisar o q a lei diz. Uma lei pra aumentar imposto sou contra, uma lei pra proibir imposição de produto me impedindo de escolher sou a favor, EU DECIDO, vc só repete uma ideologia pronta sem analisar.
“novas empresas do porte da Microsoft surgiriam em pouco tempo e todo o sistema de consumo seria barateado ao máximo”
kkkkk Q ingenuidade. simplesmente a microsft iria explodir qualquer tentativa de alguma concorrente aparecer se não for crime, seja na bala ou na imposição de produtos ao revendedor. Isso sempre aconteceu na história da humanidade. Ela fez isso.
Resumindo, sua ingenuidade te cega, vc não analisa os fatos, só repete um dogma.
Se vc trabalhasse no meio saberia q sem as leis a maior empresa iria derrubbar todas as menores pela força, pois tentam e temos q apelar ra lei pra não impedirem de nós menores vendermos nossos produtos mais baratos e melhores.
E se o estado, a quem eu iria recorrer caso uma grande proibisse um cliente meu de comprar meu produto como fazem? rs… Eu tenho q recorrer à lei pra manter o mercado justo para o consumidor poder comprar o mais barato, pq as poderosas querem impor o mais caro a todos. Vc não conhece a realidade, vive uma ilusão.?
[…]
Tenho duas perguntas:
1 – Este texto é produção original do IMB ou é tradução de algum outro Instituto Mises da rede global? Sendo tradução, peço encarecidamente que coloquem o link na resposta.
2 – Quais são as referências bibliográficas? Eu ficarei mais seguro em utilizar como material didático e divulgar, caso o texto esteja referenciado (a exemplo de diversos outros publicados por aqui). Da forma como está colocado no sítio, há margem para digam que existe interpretação indevida de cada “escola”.
Agradeço desde já.
Achei a de Chicago a mais sensata de todas. Acho a contribuição da escola austríaca fantásticas, mas em termos de bens comuns eu acredito que eles falham, será que as praças públicas, calçadas e coisas simples e de baixo investimento poderiam ser privadas? Será que algum empresário investiria numa praça pública com um guartinha cuidando dela sento que ninguém pagaria pra sentar num banco e ler seu normal nem por 10 centavos? Eu sou liberal mas tem coisas que os Austríacos parecem ser muito radicais.
Bem, eu tiro pelas pracinhas aqui perto da minha casa. Vivem bem cuidadas, só o fato de “pagar” um funcionário para tomar de conta da pracinha já não valeria a pena pq elas não dão de gasto 800 reais preço do salário de quem iria tomar conta delas. O investimento é muito baixo e se fosse um empresário a tomar conta, o retorno seria mais baixo ainda. Por isso que eu acho que tem coisas que entram em bens comuns que não devem ser privadas, não é nem por serem “moralmente erradas” as privatizações, mas sim pq eu acho que não se encaixam bem nas regras de mercado. Seria como vender oxigênio, que já é muito abundante.
O que a Escola Austríaca diz sobre as “falhas de mercado”? Elas existem, ou não? Para esta escola, o custo marginal é sempre igual à utilidade marginal?
Alguém poderia me dizer a explicação do porque a idéia marxista nesse exemplo está errado, estive estudando bohm bawerk e gostaria de ver os conceitos de crítica sendo postos nisto- “O valor de uma mercadoria é igual à quantidade total de trabalho utilizada em sua produção. Se uma bicicleta possui o mesmo valor de mercado de, digamos, 500 ovos, então podemos dizer que 1 bicicleta = 500 ovos.”
Estou fazendo uma série de animações educativas e esse artigo ficaria legal nela. Será que o pessoal do IMB poderia me ajudar com as referências bibliográficas que eu não encontrar?
Agradeço desde já.
Ps: os créditos de conteúdo eu apontarei para o texto em tela
A piada Keynesiana se reduz a isso: “Isto irá reduzir a demanda total da economia e levar ao desemprego. Uma maneira de corrigir isto é expandindo a oferta monetária para manter as taxas de juros baixas.”
Ou seja, nem oferta x demanda os caras entendem (ou precisaram para criar as mais pífias teorias de tudo).
Ludwig von Mises, um dos principais expoentes da Escola Austríaca de Economia, diz em seu livro Ação Humana (p.359 – WEB) que os ciclos econômicos – recessão após expansão – ocorre em “uma economia na qual a quota de capital investido per capita está diminuindo”. E o desinvestimento de capital é resultado do excesso de produção ou de definições econômicas equivocadas adotadas pelo Estado.
7) Qual deve ser a função e o tamanho adequado do governo?
Se o governo é sempre muito dispendioso, burocratizado, cheio de hierarquias, instâncias, é lento, perdulário, é foco de corrupção e outros vícios, então esse governo deveria realizar apenas as funções indelegáveis. Isto é, aquelas funções que forem incompatíveis com o exercício privado.
E mesmo atividades aparentemente incompatíveis com o exercício privado, em alguns casos podem ser realizadas pelos particulares. (Um exemplo foi quando a Prefeitura de Belo Horizonte, nos anos 1960, autorizava mediante contrato, que advogados particulares cobrassem sua Dívida Ativa)
Olá!
Gostaria de saber de uma forma geral como é o funcionamento do Sistema Econômico na Escola Austríaca.
Obrigada.
BESTA VORAZ .
O benefício social da POUPANÇA é muito superior ao benefício privado do CONSUMO .
Exatamente por isso que a poupança NUNCA deve ser TAXADA com impostos diretos pessoais progressivos injustos imorais aberrantes e indignos .
"" IRS is THEFT "" = O imposto sobre o trabalho e a poupança é ROUBO .
Só a besta voraz estatista consegue destruir o incentivo certo e seguro , ao trabalho , à produção , à produtividade , à inovação , à poupança , e ao investimento , através da PILHAGEM desenfreada dos IMPOSTOS .
Só os impostos LIVRES são justos e dignos .
Só não vê quem não quer .
PENSE BEM … pensar ainda não PAGA IMPOSTO .
SOU CHICAGUISTA!!
Agora há um porém, o próprio Milton Friedman sustenta o fim do FED ao fim de sua obra. Então não, segundo os chicaguistas não deve existir um Banco Central. Grande artigo.
Estas definições chicaguistas estão meio estranhas e parciais. Alguém como David Friedman discordaria de várias delas.
A escola de economia de Chicago é tudo, menos capitalista e liberal de verdade. Os caras parecem que precisam do Estado por alguma falta de paternalidade. Eles ainda estão com um ranço intervencionista. Mas o que falar de pessoas que consideram a existência de um banco central…
Olá. Alguém sabe quem é o autor? E o link para o artigo original, em inglês?
Paulos Guedes e Joaquim Levy. Não precisa dizer mais nada sobre chicaguistas tupiniquins. Querem impostos a todo custo para bancar a renda mínima. Essa é a “direita” no poder. E viva o anarcopaitalismo com a venda anárquica de cursos pela internet, o mercado que mais cresce no Brasil. Quem sabe esse povo analfabeto não aprende alguma coisa que preste fora da “escola”.
Qual seria a posição das várias escolas a respeito de se carregar dinheiro nas nádegas?
Marxismo é religião se posando de teoria econômica.
Lendo os comentários aqui desde o início e rindo muito… Leandro em 2012 já chegava chutando o balde kk
Hoje já tá mais comedido, deve ser a idade avançando 😀
Artigo primoroso, pessoal da EA além de entender do que funciona, entende também do que não funciona. Haha.
“O dinheiro sempre surge do escambo”
essa questao ja foi derrubada pelos estudos mais recentes arquelogicos e traduçoes de textos antigos. o dinheiro surgiu dos templos e palacios e o mercado nao tinha grande relevancia no mundo antigo.
Confesso que estou extremamente desapontado com o Guedes. O cara é uma aberração até pra um chicaguista.
1 – O que ele privatizou? Ao invés de agir de forma rápida e sem alarde midiático, AINDA EM 2019, o pavão quis bater de frente com os parasitas do Congresso sobre questões que não eram de urgência. Tinha que ter privatizado tudo o mais rápido possível primeiro, pra depois ir para outros assuntos da mesma forma. Resolver primeiro o que está ao seu alcance pra depois negociar com os outros poderes.
2 – O que ele cortou? O Guedes parece não ter a mínima vontade de cortar gasto nenhum, desde o começo. Tudo o que ele fez até agora foi ter aprovado uma reforma da previdência meia-boca, ter privatizado algumas coisas, elevar impostos e desvalorizar a moeda. Corte de gastos? Vamos pegar leve pra não sabotarem mais o governo.
3 – Desvalorização da moeda. No início, achava fielmente que Guedes estava usando o artifício da moeda desvalorizada pra vender as reservas e abater a dívida (como a Rússia fez nos anos 90). E isso se reforçou no final do ano, quando a dívida caiu quase 20%. Mas veio o Covidão, um cenário ideal pra fazer isso, e nada. Ou seja, ele entregou uma moeda lixo porque realmente acredita que uma moeda fraca é a solução pra algum problema. Não aprendeu absolutamente nada com o Temer.
4 – E a cereja pra completar a m*rda, a CPMF. Esse imposto é um leviatã que irá destruir a economia em pouco tempo. Irá começar com 0,5% e terminar como uma transação de Bitcoin. Burocratas perceberão que agora há uma nova fonte pra sugarem e elevarão os gastos até onde não puderem mais. Pra ter noção do que ele está defendendo, NEM OS MAIORES PARASITAS NACIONAIS QUEREM ISSO.
E isso porque ele se diz “liberal”. Não quero nem imaginar o que ele faria se fosse um Mantega.
Off-topic:
Senhores, bom dia. Qual é a opinião de vocês em relação ao novo sistema de pagamento Pix no que tange à segurança da informação? Algumas pessoas tem dito que isso poderá ser usado para o estado vigiar mais de perto as transações financeiras dos indivíduos, identificando mais facilmente sonegação de impostos.
Como defensores da liberdade que os usuários desse site são, achei que seria o melhor lugar para perguntar.
Adeus Bovespa, o último que sair apague a luz.
http://www.sunoresearch.com.br/noticias/dividendos-certamente-tributados-paulo-guedes/
[OFF]
Pessoal, vocês com certeza já cruzaram com aquele papo patético de que a Inflaçãolândia (aka Venezuela) está do jeito que está por culpa dos malvados Americanos “neoliberais” e suas sanções, pois bem, eu nunca entendi direito como funciona essa questão de sanções, mas pelo que pesquisei as ditas são miradas contra o Maduro e seus amigos, bem como a PDVSA e outras estatais, não impedem de nenhuma forma que o resto da população faça qualquer coisa mesmo em dólares e de forma alguma chega sequer perto de explicar a autêntica catástrofe que se vê por lá.
Eu entendi certo?
Obrigado!
Pessoal, lendo uns comentários me surgiu uma dúvida, qual seja, a escola austríaca é defensora da democracia ou não?
Eu me julgo um defensor do livre mercado e da democracia, talvez seja alguma carencia minha de conceitos, mas creio que ambas sejam compatíveis.
Além disso, tenho na cabeça que tudo que não seja democrático é necessariamente autoritário, logo, contra os principios de liberdade. Isso também seria verdade?
Eu estava lendo o artigo, e lembrei que esse site já criticou bastante o modo como o PIB é calculado.
Mas como nos mensuraríamos a riqueza de um país se não o PIB?
É verdade que exista alguma ligação entre o pensamento libertario e o cristianismo?
Tenho visto libertarios como o Constantino defendendo tanto a igreja e apontando a cristofobia que fiquei na dúvida se tem ou nao alguma relação.
Se alguem nesse forum souber responder eu agradeço
Na verdade queria fazer uma pergunta. Sou filiado ao Partido Novo e muitos conhecidos etstudam a Escola Austríaca. Posso compartilhar esse texto com esses amigos?
Apesar de o texto colocar alguns “chavões” que beira o senso comum sobre o marxismo, eu o indicaria. Porém, devido às afirmações simplistas, eu indicaria como uma primeira abordagem, como uma espécie de cartilha. Sem falar de alguns erro de português , como por exemplo, utilizar letra minúscula para iniciar a palavra Estado.
Pessoal, qual a resposta ideal seria para o desequilíbrio de oportunidades entre raças/renda.
Exemplo: Pensando no contexto púbico sempre fui contra cotas raciais, mas sou a favor de cotas por renda, além de ser mais objetivo e fácil identificar quem realmente precisa, eu acho mais justo.
Já no contexto privado, pegando a Magazine Luiza como exemplo acho que eles podem fazer o que bem entenderem já que é privado.
Já olhando exclusivamente para o Brasil, qual seria a melhor alternativa libertária pra tentar igualar as oportunidades?
Desigualdade social NÃO é um problema! Será que nunca vão entender isso?
Me parece que a Escola Austríaca é a que mais “menos-Estado”.