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O que realmente é o fascismo

Todo mundo sabe que o termo fascista é hoje pejorativo; um adjetivo frequentemente utilizado para se descrever qualquer posição política da qual o orador não goste.  Não há ninguém no mundo atual propenso a bater no peito e dizer “Sou um fascista; considero o fascismo um grande sistema econômico e social.”

Porém, afirmo que, caso fossem honestos, a vasta maioria dos políticos, intelectuais e ativistas do mundo atual teria de dizer exatamente isto a respeito de si mesmos.

O fascismo é o sistema de governo que opera em conluio com grandes empresas (as quais são favorecidas economicamente pelo governo), que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem, nega direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos (como a liberdade de empreender em qualquer mercado que queira) e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade.

Tente imaginar algum país cujo governo não siga nenhuma destas características acima.  Tal arranjo se tornou tão corriqueiro, tão trivial, que praticamente deixou de ser notado pelas pessoas.  Praticamente ninguém conhece este sistema pelo seu verdadeiro nome.

É verdade que o fascismo não possui um aparato teórico abrangente.  Ele não possui um teórico famoso e influente como Marx.  Mas isso não faz com que ele seja um sistema político, econômico e social menos nítido e real.  O fascismo também prospera como sendo um estilo diferenciado de controle social e econômico.  E ele é hoje uma ameaça ainda maior para a civilização do que o socialismo completo.  Suas características estão tão arraigadas em nossas vidas — e já é assim há um bom tempo — que se tornaram praticamente invisíveis para nós.

E se o fascismo é invisível para nós, então ele é um assassino verdadeiramente silencioso.  Assim como um parasita suga seu hospedeiro, o fascismo impõe um estado tão enorme, pesado e violento sobre o livre mercado, que o capital e a produtividade da economia são completamente exauridos.  O estado fascista é como um vampiro que suga a vida econômica de toda uma nação, causando a morte lenta e dolorosa de uma economia que outrora foi vibrante e dinâmica.

As origens do fascismo

A última vez em que as pessoas realmente se preocuparam com o fascismo foi durante a Segunda Guerra Mundial.  Naquela época, dizia-se ser imperativo que todos lutassem contra este mal.  Os governos fascistas foram derrotados pelos aliados, mas a filosofia de governo que o fascismo representa não foi derrotada.  Imediatamente após aquela guerra mundial, uma outra guerra começou, esta agora chamada de Guerra Fria, a qual opôs o capitalismo ao comunismo.  O socialismo, já nesta época, passou a ser considerado uma forma mais branda e suave de comunismo, tolerável e até mesmo louvável, mas desde que recorresse à democracia, que é justamente o sistema que legaliza e legitima a contínua pilhagem da população.

Enquanto isso, praticamente todo o mundo havia esquecido que existem várias outras cores de socialismo, e que nem todas elas são explicitamente de esquerda.  O fascismo é uma dessas cores.

Não há dúvidas quanto às origens do fascismo.  Ele está ligado à história da política italiana pós-Primeira Guerra Mundial.  Em 1922, Benito Mussolini venceu uma eleição democrática e estabeleceu o fascismo como sua filosofia.  Mussolini havia sido membro do Partido Socialista Italiano.

Todos os maiores e mais importantes nomes do movimento fascista vieram dos socialistas.  O fascismo representava uma ameaça aos socialistas simplesmente porque era uma forma mais atraente e cativante de se aplicar no mundo real as principais teorias socialistas.  Exatamente por isso, os socialistas abandonaram seu partido, atravessaram o parlamento e se juntaram em massa aos fascistas.

Foi também por isso que o próprio Mussolini usufruiu uma ampla e extremamente favorável cobertura na imprensa durante mais de dez anos após o início de seu governo.  Ele era recorrentemente celebrado pelo The New York Times, que publicou inúmeros artigos louvando seu estilo de governo.  Ele foi louvado em coletâneas eruditas como sendo o exemplo de líder de que o mundo necessitava na era da sociedade planejada.  Matérias pomposas sobre o fanfarrão eram extremamente comuns na imprensa americana desde o final da década de 1920 até meados da década de 1930.

Qual o principal elo entre o fascismo e o socialismo?  Ambos são etapas de um continuum que visa ao controle econômico total, um continuum que começa com a intervenção no livre mercado, avança até a arregimentação dos sindicatos e dos empresários, cria leis e regulamentações cada vez mais rígidas, marcha rumo ao socialismo à medida que as intervenções econômicas vão se revelando desastrosas e, no final, termina em ditadura.

O que distingue a variedade fascista de intervencionismo é a sua recorrência à ideia de estabilidade para justificar a ampliação do poder do estado.  Sob o fascismo, grandes empresários e poderosos sindicatos se aliam entusiasticamente ao estado para obter proteção e estabilidade contra as flutuações econômicas, isto é, as expansões e contrações de determinados setores do mercado em decorrência das constantes alterações de demanda por parte dos consumidores.  A crença é a de que o poder estatal pode suplantar a soberania do consumidor e substituí-la pela soberania dos produtores e sindicalistas, mantendo ao mesmo tempo a maior produtividade gerada pela divisão do trabalho.

Os adeptos do fascismo encontraram a perfeita justificativa teórica para suas políticas na obra de John Maynard Keynes.  Keynes alegava que a instabilidade do capitalismo advinha da liberdade que o sistema garantia ao “espírito animal” dos investidores.  Ora guiados por rompantes de otimismo excessivo e ora derrubados por arroubos de pessimismo irreversível, os investidores estariam continuamente alternando entre gastos estimuladores e entesouramentos depressivos, fazendo com que a economia avançasse de maneira intermitente, apresentando uma sequência de expansões e contrações.

Keynes propôs eliminar esta instabilidade por meio de um controle estatal mais rígido sobre a economia, com o estado controlando os dois lados do mercado de capitais.  De um lado, um banco central com o poder de inflacionar a oferta monetária por meio da expansão do crédito iria determinar a oferta de capital para financiamento e estipular seu preço, e, do outro, uma ativa política fiscal e regulatória iria socializar os investimentos deste capital.

Em uma carta aberta ao presidente Franklin Delano Roosevelt, publicado no The New York Times em 31 de dezembro de 1933, Keynes aconselhava seu plano:

Na área da política doméstica, coloco em primeiro plano um grande volume de gastos sob os auspícios do governo.  Em segundo lugar, coloco a necessidade de se manter um crédito abundante e barato. … Com estas sugestões . . . posso apenas esperar com grande confiança por um resultado exitoso.  Imagine o quanto isto significaria não apenas para a prosperidade material dos Estados Unidos e de todo o mundo, mas também em termos de conforto para a mente dos homens em decorrência de uma restauração de sua fé na sensatez e no poder do governo. (John Maynard Keynes, “An Open Letter to President Roosevelt,” New York Times, December 31, 1933 in ed. Herman Krooss, Documentary History of Banking and Currency in the United States, Vol. 4 (New York: McGraw Hill, 1969), p. 2788.)

Keynes se mostrou ainda mais entusiasmado com a difusão de suas ideias na Alemanha.  No prefácio da edição alemã da Teoria Geral, publicada em 1936, Keynes escreveu:

A teoria da produção agregada, que é o que este livro tenciona oferecer, pode ser adaptada às condições de um estado totalitário com muito mais facilidade do que a teoria da produção e da distribuição sob um regime de livre concorrência e laissez-faire. (John Maynard Keynes, “Prefácio” da edição alemã de 1936 da Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, traduzido e reproduzido in James J. Martin, Revisionist Viewpoints (Colorado Springs: Ralph Myles, 1971), pp. 203?05.)

Controle estatal do dinheiro, do crédito, do sistema bancário e dos investimentos é a base exata de uma política fascista.  Historicamente, a expansão do controle estatal sob o fascismo seguiu um padrão previsível.  O endividamento e a inflação monetária pagaram pelos gastos estatais.  A resultante expansão do crédito levou a um ciclo de expansão e recessão econômica.  O colapso financeiro gerado pela recessão resultou na socialização dos investimentos e em regulamentações mais estritas sobre o sistema bancário, ambos os quais permitiram mais inflação monetária, mais expansão do crédito, mais endividamento e mais gastos.  O subsequente declínio no poder de compra do dinheiro justificou um controle de preços e salários, o qual se tornou o ponto central do controle estatal generalizado.  Em alguns casos, tudo isso aconteceu rapidamente; em outros, o processo se deu de maneira mais lenta.  Porém, em todos os casos, o fascismo sempre seguiu este caminho e sempre descambou no total planejamento centralizado.

Na Itália, local de nascimento do fascismo, a esquerda percebeu que sua agenda anticapitalista poderia ser alcançada com muito mais sucesso dentro do arcabouço de um estado autoritário e planejador.  Keynes teve um papel-chave ao fornecer uma argumentação pseudo-científica contra o laissez-faire do velho mundo e em prol de uma nova apreciação da sociedade planejada.  Keynes não era um socialista da velha guarda.  Como ele próprio admitiu na introdução da edição nazista da Teoria Geral, o nacional-socialismo era muito mais favorável às suas ideias do que uma economia de mercado.

Características

Examinando a história da ascensão do fascismo, John T. Flynn, em seu magistral livro As We Go Marching, de 1944, escreveu:

Um dos mais desconcertantes fenômenos do fascismo é a quase inacreditável colaboração entre homens da extrema-direita e da extrema-esquerda para a sua criação.  Mas a explicação para este fenômeno aparentemente contraditório jaz na seguinte questão: tanto a direita quanto a esquerda juntaram forças em sua ânsia por mais regulamentação.  As motivações, os argumentos, e as formas de expressão eram diferentes, mas todos possuíam um mesmo objetivo, a saber: o sistema econômico tinha de ser controlado em suas funções essenciais, e este controle teria de ser exercido pelos grupos produtores.

Flynn escreveu que a direita e a esquerda discordavam apenas quanto a quem seria este ‘grupo de produtores’.  A esquerda celebrava os trabalhadores como sendo os produtores.  Já a direita afirmava que os produtores eram os grandes grupos empresariais.  A solução política de meio-termo — a qual prossegue até hoje, e cada vez mais forte — foi cartelizar ambos.

Sob o fascismo, o governo se torna o instrumento de cartelização tanto dos trabalhadores (desde que sindicalizados) quanto dos grandes proprietários de capital.  A concorrência entre trabalhadores e entre grandes empresas é tida como algo destrutivo e sem sentido; as elites políticas determinam que os membros destes grupos têm de atuar em conjunto e agir cooperativamente, sempre sob a supervisão do governo, de modo a construírem uma poderosa nação.

Os fascistas sempre foram obcecados com a ideia de grandeza nacional.  Para eles, grandeza nacional não consiste em uma nação cujas pessoas estão se tornando mais prósperas, com um padrão de vida mais alto e de maior qualidade.  Não.  Grandeza nacional ocorre quando o estado incorre em empreendimentos grandiosos, faz obras faraônicas, sedia grandes eventos esportivos e planeja novos e dispendiosos sistemas de transporte.

Em outras palavras, grandeza nacional não é a mesma coisa que a sua grandeza ou a grandeza da sua família ou a grandeza da sua profissão ou do seu empreendimento.  Muito pelo contrário.  Você tem de ser tributado, o valor do seu dinheiro tem de ser depreciado, sua privacidade tem de ser invadida e seu bem-estar tem de ser diminuído para que este objetivo seja alcançado.  De acordo com esta visão, é o governo quem tem de nos tornar grandes.

Tragicamente, tal programa possui uma chance de sucesso político muito maior do que a do antigo socialismo.  O fascismo não estatiza a propriedade privada como faz o socialismo.  Isto significa que a economia não entra em colapso quase que imediatamente.  Tampouco o fascismo impõe a igualdade de renda.  Não se fala abertamente sobre a abolição do casamento e da família ou sobre a estatização das crianças.  A religião não é proibida.

Sob o fascismo, a sociedade como a conhecemos é deixada intacta, embora tudo seja supervisionado por um poderoso aparato estatal.  Ao passo que o socialismo tradicional defendia uma perspectiva globalista, o fascismo é explicitamente nacionalista ou regionalista.  Ele abraça e exalta a ideia de estado-nação.

Quanto à burguesia, o fascismo não busca a sua expropriação.  Em vez disso, a classe média é agradada com previdência social, educação gratuita, benefícios médicos e, é claro, com doses maciças de propaganda estatal estimulando o orgulho nacional.

O fascismo utiliza o apoio conseguido democraticamente para fazer uma arregimentação nacional e, com isso, controlar mais rigidamente a economia, impor a censura, cartelizar empresas e vários setores da economia, escolher empresas vencedoras e privilegiá-las com subsídios, repreender dissidentes e controlar a liberdade dos cidadãos.  Tudo isso exige um contínuo agigantamento do estado policial.

Sob o fascismo, a divisão entre esquerda e direita se torna amorfa.  Um partido de esquerda que defende programas socialistas não tem dificuldade alguma em se adaptar e adotar políticas fascistas.  Sua agenda política sofre alterações ínfimas, a principal delas sendo a sua maneira de fazer marketing.

O próprio Mussolini explicou seu princípio da seguinte maneira: “Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”.  Ele também disse: “O princípio básico da doutrina Fascista é sua concepção do Estado, de sua essência, de suas funções e de seus objetivos.  Para o Fascismo, o Estado é absoluto; indivíduos e grupos, relativos.”

O futuro

Não consigo imaginar qual seria hoje uma prioridade maior do que uma séria e efetiva aliança anti-fascista.  De certa maneira, ainda que muito desconcertada, uma resistência já está sendo formada.  Não se trata de uma aliança formal.  Seus integrantes sequer sabem que fazem parte dela.  Tal aliança é formada por todos aqueles que não toleram políticos e politicagens, que se recusam a obedecer leis fascistas convencionais, que querem mais descentralização, que querem menos impostos, que querem poder importar bens sem ter de pagar tarifas escorchantes, que protestam contra a inflação e seu criador, o Banco Central, que querem ter a liberdade de se associar a quem quiserem e de comprar e vender de acordo com termos que eles próprios decidirem, que querem empreender livremente, que insistem em educar seus filhos por conta própria.  Principalmente, por aqueles investidores, poupadores e empreendedores que realmente tornam possível qualquer crescimento econômico e por aqueles que resistem ao máximo a divulgar dados pessoais para o governo e para o estado policial.

Tal aliança é também formada por milhões de pequenos e independentes empreendedores que estão descobrindo que a ameaça número um à sua capacidade de servir aos outros por meio do mercado é exatamente aquela instituição que alega ser nossa maior benfeitora: o governo.

Quantas pessoas podem ser classificadas nesta categoria?  Mais do que imaginamos.  O movimento é intelectual.  É cultural.  É tecnológico.  Ele vem de todas as classes, raças, países e profissões.  Não se trata de um movimento meramente nacional; ele é genuinamente global.  Não mais podemos prever se os membros se consideram de esquerda, de direita, independentes, libertários, anarquistas ou qualquer outra denominação.  O movimento inclui pessoas tão diversas como pais adeptos do ensino domiciliar em pequenas cidades e pais em áreas urbanas cujos filhos estão encarcerados por tempo indeterminado e sem nenhuma boa razão (senão pelo fato de terem consumido substâncias não-aprovadas pelo estado).

E o que este movimento quer?  Nada mais e nada menos do que a doce liberdade.  Ele não está pedindo que a liberdade seja concedida ou dada.  Ele apenas pede a liberdade que foi prometida pela própria vida, e que existiria na ausência do estado leviatã que nos extorque, escraviza, intimida, ameaça, encarcera e mata.  Este movimento não é efêmero.  Somos diariamente rodeados de evidências que demonstram que ele está absolutamente correto em suas exigências.  A cada dia, torna-se cada vez mais óbvio que o estado não contribui em absolutamente nada para o nosso bem-estar.  Ao contrário, ele maciçamente subtrai nosso padrão de vida.

Nos anos 1930, os defensores do estado transbordavam de ideias grandiosas.  Eles possuíam teorias e programas de governo que gozavam o apoio de vários intelectuais sérios.  Eles estavam emocionados e excitados com o mundo que iriam criar.  Eles iriam abolir os ciclos econômicos, criar desenvolvimento social, construir a classe média, curar todas as doenças, implantar a seguridade universal, acabar com a escassez e fazer vários outros milagres.  O fascismo acreditava em si próprio.

Hoje o cenário é totalmente distinto.  O fascismo não possui nenhuma ideia nova, nenhum projeto grandioso — nem mesmo seus partidários realmente acreditam que podem alcançar os objetivos almejados.  O mundo criado pelo setor privado é tão mais útil e benevolente do que qualquer coisa que o estado já tenha feito, que os próprios fascistas se tornaram desmoralizados e cientes de que sua agenda não possui nenhuma base intelectual real.

É algo cada vez mais amplamente reconhecido que o estatismo não funciona e nem tem como funcionar.  O estatismo é e continua sendo a maior mentira do milênio.  O estatismo nos dá o exato oposto daquilo que promete.  Ele nos promete segurança, prosperidade e paz.  E o que ele nos dá é medo, pobreza, conflitos, guerra e morte.  Se queremos um futuro, teremos nós mesmos de construí-lo.  O estado fascista não pode nos dar nada.  Ao contrário, ele pode apenas atrapalhar.

Por outro lado, também parece óbvio que o antigo romance dos liberais clássicos com a ideia de um estado limitado já se esvaneceu.  É muito mais provável que os jovens de hoje abracem uma ideia que 50 anos atrás era tida como inimaginável: a ideia de que a sociedade está em melhor situação sem a existência de qualquer tipo de estado.

Eu diria que a ascensão da teoria anarcocapitalista foi a mais dramática mudança intelectual ocorrida em minha vida adulta.  Extinta está a ideia de que o estado pode se manter limitado exclusivamente à função de vigilante noturno, mantendo-se como uma entidade pequena que irá se limitar a apenas garantir direitos essenciais, adjudicar conflitos, e proteger a liberdade.  Esta visão é calamitosamente ingênua.  O vigia noturno é o sujeito que detém as armas, que possui o direito legal de utilizar de violência, que controla todas as movimentações das pessoas, que possui um posto de comando no alto da torre e que pode ver absolutamente tudo.  E quem vigia este vigia?  Quem limita seu poder?  Ninguém, e é exatamente por isso que ele é a fonte dos maiores males da sociedade.  Nenhuma lei, nenhuma constituição bem fundamentada, nenhuma eleição, nenhum contrato social irá limitar seu poder.

Com efeito, o vigia noturno adquiriu poderes totais.  É ele quem, como descreveu Flynn, “possui o poder de promulgar qualquer lei ou tomar qualquer medida que lhe seja mais apropriada”.  Enquanto o governo, continua Flynn, “estiver investido do poder de fazer qualquer coisa sem nenhuma limitação prática às suas ações, ele será um governo totalitário.  Ele possui o poder total”.

Este é um ponto que não mais pode ser ignorado.  O vigia noturno tem de ser removido e seus poderes têm de ser distribuídos entre toda a população, e esta tem de ser governada pelas mesmas forças que nos trazem todas as bênçãos possibilitadas pelo mundo material.

No final, esta é a escolha que temos de fazer: o estado total ou a liberdade total.  O meio termo é insustentável no longo prazo.  Qual iremos escolher?  Se escolhermos o estado, continuaremos afundando cada vez mais, e no final iremos perder tudo aquilo que apreciamos enquanto civilização.  Se escolhermos a liberdade, poderemos aproveitar todo o notório poder da cooperação humana, o que irá nos permitir continuar criando um mundo melhor.

Na luta contra o fascismo, não há motivos para se desesperar.  Temos de continuar lutando sempre com a total confiança de que o futuro será nosso, e não deles.

O mundo deles está se desmoronando.  O nosso está apenas começando a ser construído.  O mundo deles é baseado em ideologias falidas.  O nosso é arraigado na verdade, na liberdade e na realidade.  O mundo deles pode apenas olhar para o passado e ter nostalgias daqueles dias gloriosos.  O nosso olha para frente e contempla todo o futuro que estamos construindo para nós mesmos.  O mundo deles se baseia no cadáver do estado-nação.  O nosso se baseia na energia e na criatividade de todas as pessoas do mundo, unidas em torno do grande e nobre projeto da criação de uma civilização próspera por meio da cooperação humana pacífica.

É verdade que eles possuem armas grandes e poderosas.  Mas armas grandes e poderosas nunca foram garantia de vitória em guerras.  Já nós possuímos a única arma que é genuinamente imortal: a ideia certa.  E é isso que nos levará à vitória.

Como disse Mises,

No longo prazo, até mesmo o mais tirânico dos governos, com toda a sua brutalidade e crueldade, não é páreo para um combate contra ideias.  No final, a ideologia que obtiver o apoio da maioria irá prevalecer e retirar o sustento de sob os pés do tirano.  E então os vários oprimidos irão se elevar em uma rebelião e destronar seus senhores.

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Esse artigo foi originalmente publicado em 11 de maio de 2016

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229 comentários em “O que realmente é o fascismo”

  1. mauricio barbosa

    Exatamente!Mudanças só acontecem para a melhor ou para o pior quando a maioria abraça uma causa, cabe a nós libertários conscientizar a massa oprimida e alienada que a liberdade é inegociável e que este estado policialesco e assistencialista é insustentável a longo prazo,portanto é preciso desmonta-lo gradual ou imediatamente,para o bem de todos.

  2. O Fascismo é um dos maiores enganos da história. A idéia de direita x esquerda ficou tão popular que dispensa a necessidade de pensar. Boa parte das pessoas nem disconfia das brutais semelhanças entre esquerda radical (comunismo) com a direita radical (fascismo). Parecem pólos opostos mas são irmão quase que gêmeos.\r
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    Por outro lado, a idéia de ausência de Estado assusta. Logo imagina-se o poder dos mais fortes, Somália, Congo, alguns territórios isolados no Brasil. É no medo da “terra sem lei” que o Estado se justifica para a grande parte das pessoas. A partir daí do momento que as pessoas se convencem de que ele é necessário, é só uma questão de discutir seu tamanho. Naturalmente, ele só vai crescer até entrar em algum tipo de colapso.\r
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  3. Andre Cavalcante

    Olá a todos,

    Meus comentários:

    1. Não sei se é por causa do trabalho do tradutor, mas parece que estamos lendo um artigo feito por um brasileiro em relação ao Brasil!

    2. Dúvida: qual é a diferença entre Socialismo e Comunismo? Por que o socialismo passou a ser bem visto e o comunismo não?

    3. Esta frase: “Examinando a histórica da ascensão do fascismo“, não seria; Examinando a história da ascensão do fascismo ou Examinando a histórica ascensão do fascismo?

    4. Desta frase: “O mundo deles se baseia no cadáver do estado-nação“, entendi perfeitamente o contexto, somente acho que o anarco-capitalismo, se um dia vingar, será exatamente sobre o “cadáver do estado-nação”.

    Abraços

  4. Yochanan Ben Efraym

    Shalom U’Bracha (Paz e Benção)\r
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    Este texto é simplismente magistral. Vai direto ao cerne da questão.\r
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    O agigantamento do estado está com os dias contados e isso é motivo de alegria.\r
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    Parabéns pelo belo trabalho.

  5. Houve algum país em alguma época que foi livre? (ou seja, a vontade da maioria, na maior parte do tempo é justamente ser bovinamente comandado!)
    Como se defender ideologicamente de pessoas que simplesmente ‘tem certeza’ que sem governo a maioria dos seres humanos seria formada por vagabundos e bandidos?

  6. mauricio barbosa

    Caro Lucas pergunte a elas se gostam de ler, se disserem que sim recomende este site sem mencionar rótulos do tipo anarquista, anarcocapitalista etc e tal… diga apenas que os artigos são excelentes para refletir sobre politica,economia,sociologia,enfim um banho de cultura e esclarecimentos,pois agindo assim você aguçara a curiosidade deles e caso contrário ignore-os pois(parafraseando nosso senhor Jesus Cristo)não jogueis pérolas aos porcos.

  7. “Mas armas grandes e poderosas nunca foram garantia de vitória em guerras. Já nós possuímos a única arma que é genuinamente imortal: a ideia certa. E é isso que nos levará à vitória.”

    E é isso que desmonta a sua falsa dicotomia, de que as únicas opções possíveis são “o estado total ou a liberdade total”.

    E, ironicamente, é justamente isso que responde às suas perguntas: “E quem vigia este vigia? Quem limita seu poder?”

    Um belo exemplo de solução para essa falsa dicotomia é a Suíça, onde todos os cidadãos possuem uma arma em casa. Qual governante ousaria desafiar um povo assim?

    P.S.: Se tem uma coisa que eu aprendi a odiar profundamente são essas falsas dicotomias…

  8. Keynes na edição alemã do seu “Teoria Geral” já dizia que a teoria da Produção Agregada seria muito melhor adaptável em regimes totalitários do que no livre mercado.

    Já q todo mundo lê Keynes e acreditam nessa tal produção agregada…. advinha qual a brilhante conclusão que todo mundo chega sobre a presença do estado da economia ?

  9. A bola está quicando aqui:

    “Grandeza nacional ocorre quando o estado incorre em empreendimentos grandiosos, faz obras faraônicas, sedia grandes eventos esportivos e planeja novos e dispendiosos sistemas de transporte.”

    Brasília, Copa do mundo e trem bala, respectivamente.

    “Sob o fascismo, a divisão entre esquerda e direita se torna amorfa.”

    Lula com Sarneys, Collor, Maluf, Chavez, Fidel…

    O artigo descreve o Brasil, e provavelmente outros países.

  10. Leandro,
    Se aqui no Brasil e em muitos países, tanto a Esquerda quanto a Direita defendem o Estado grande e interventor, o que seria, segundo o Mises, “Direita” na verdade?

  11. Achava que o Keynes era só um idiota, mas vendo essas citações dele, cheguei à conclusão de que o cara era um completo demente psicopata. Dizer que as “maravilhosas” (ironic) teses dele seriam melhor aplicadas sob o totalitarismo é o fim da picada…

  12. jose carlos zanforlin

    Caro Leandro:\r
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    Como sempre, excelente tradução (grato.\r
    Conversando com um colega egresso do Banco do Brasil, assegurou-me ele que hoje, no Brasil, nenhum banco “pratica” moeda fracionária, mas, sim, o limite de 12% do PL, segundo regras do último acordo da Basiléia. Refutei. Em vão. Pesquisei no “são” Google e me deparei com um artigo intitulado “Governos são bons remédios contra o risco sistêmico?” publicado em 14 de setembro de 2008.\r
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    (depositode.blogspot.com.br/2008/09/governos-so-bons-remdios-contra-o-risco.html)\r
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    em que seu autor fica a meio caminho da crítica aos que defendem o fim do sistema de moeda fracionária, ou seja, 100% de reserva sobre os depósitos á vista. Não sou economista, e neófito na leitura dos artigos do IMB. Enfim, pelo que sei bancos no mundo inteiro (e os do Brasil) trabalham com moeda fracionária, o que vc me diz? Pratica-se ou não reserva fracionária a partir de depósitos à vista no Brasil?\r
    Grato.

  13. Esse artigo veio em boa hora. Fascista é hoje um xingamento usado justamente por defendores do estado contra quem defende mais liberdade. O Brasil, nos últimos anos, aumentou o grau de intervenção estatal na vida das pessoas. Já têm uns “dois dedos” de fascismo na nossa vida, mas o que podemos fazer antes que tenha “a mão toda”? Admiro profundamente o trabalho do IMB – a EA e o libertarianismo mudaram minha vida e meu modo de encarar e pensar sobre as coisas – mas será que no Brasil um Partido Libertário não seria uma forma tão ou mais eficaz de combate ideológico? Seria uma forma de difundir mais as idéias libertárias. Já pensaram na repercussão que teria um candidato a presidente libertário dando nomes aos bois, falando as verdades que precisam ser ditas em entrevistas nos jornais, TV, revistas, rádio, etc, durante a eleição? Infelizmente sou um pouco pessimista, só acredito que o futuro será nosso se tivermos TAMBÉM outros tipos de “armas” para lutar.

  14. Mais isso é o Brasil do PT(partido dos trabalhadores); estamos caminhando para isso;
    incentivos do governo, inflação monetária, intervenção do governo na economia; protecionismo contra importados.
    O Brasil caminha firme neste caminho, teremos mais inflação, mais intervenção, mais estímulos, mais inflação, mais dinheiro na economia, mais inflação. Parece a década de 80. E para pior o PT no poder. Salve quem puder. Só Deus.

  15. Após anos na escuridão, resultado da doutrinação nas salas de aulas, cheguei a este site faz algum tempo através de uma matéria no mídia sem mascará.

    Confesso que concordo com a grande maioria dos posts, mas não consigo imaginar uma sociedade organizada sem Estado, logo, não concordo que teremos que optar entre “o estado total ou a liberdade total”. Isso não é utópico?

    No meu ponto de vista, seres humanos, em regra, tendem a ser cooperativos, no entanto, algumas condutas negativas são instintivas, e, sem o Estado elas certamente irão se sobrepor ao cooperativismo, analogicamente, seria como ter uma família de lobos no meio de uma sociedade de ovelhas, as ovelhas mesmo em maior quantidade jamais conseguirão matar os lobos que as subjugarão e escravizando-as e dominando toda a sociedade para fazer dela o que bem entender.

    Alguém concorda? Alguém discorda?

    Att

    p.s. – em regras as matérias são excelente.

  16. Já percebi que os comentários dos artigos de caráter ideológico bombam mais que os de cunho técnico. Ou seja, os fins ideológicos da “(1)liberdade-(2)propriedade-(3)paz” não estão justificando os seus meios técnicos em prol do bom entendimento. Explico depois conforme a resposta.

    Atc,

  17. Tá tudo errado. As pessoas estão confundindo o anarquismo com falta de concenso democrático ou com egoísmo.\r
    \r
    O que o anarquismo diz é que cada sociedade, cada comunidade, cada povo deve ter o direito de se autodeterminar, ou seja, de dizer o que é direito e o que não é direito bem como fazer suas próprias regulamentações.\r
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    Uma comunidade, sociedade, nunca será maior que uma cidade ou uma pequena região de cidades. Um estado do tamanho do brasil nunca será uma comunidade ou uma sociedade.\r
    \r
    Para comprovar isto basta analisarmos como é constituído o Brasil. Pessoas que moram no Rio de Janeiro elegem um político que vai para Brasília fazer uma lei que define o direito (e pior, faz a espoliação do povo) tanto para uma comunidade no Rio Grande do Sul quanto para quem mora no Rio Grande do Norte.\r
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    Imaginem se um morador de Santana do Livramento (fronteira com o Uruguai em que a cidade de Rivera é contínua a cidade brasileira) consegue compreender porque alguém que mora a 2.000km de distância manda ele fazer ou deixar de fazer algo e isto é tido como democrático. \r
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    E isto não tem nada de parecido com a definição de anarquia. Agora imaginem se cada comunidade (uma cidade ou um grupo de cidades) possa definir o que é direito e como deve regulamentar a vida em sociedade. E regulamentar não significa escrever leis e códigos de leis. Significa que a definição de DIREITO é definida pela sociedade por meio de seus costumes. Como elas serão aplicadas e como serão resolvidos conflitos que surjam será determinado por cada sociedade. E isto vale tanto para a anarquia comunista quanto para a anarquia capitalista.\r
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    Deve ser direito de cada sociedade se autodeterminar, de declarar a sua independência. Obrigar uma comunidade a fazer parte do teu estado e depois dizer que isto é democracia é como estuprar uma guria e dizer que são um casal por isto.\r
    \r
    Qualquer pessoa que tenha morado em uma zona rural ou uma pequena comunidade afastada de grandes centros tem a certeza que as regras de convívio social são definidas por seus vizinhos. Os conflitos são, em geral, resolvidos nas comunidades. O estado gigante do Brasil é uma imposição de força de pessoas que não habitam as comunidades mas detém o poder de força sobre o resto do país.\r
    \r
    Se cada comunidade se autogovernasse não haveria mensalão, não haveria tráfico de drogas (nao quer dizer que nao haveria comércio delas) não haveria absolutamente nenhum crime que não fosse de agressão a propriedade privada, integridade física ou a liberdade.\r
    \r
    Deveriamos sempre ser julgados e absolvidos ou condenados por nossos vizinhos que diriam se estou ou não de acordo com o direito de cada lugar e não por leis que só dizem interesse a políticos e lobistas que fazem a espoliação de todos sob o domínio do estado.

  18. Prof. PADilla UFRGS Sports Law

    A omissão, sob certos aspectos, é conivência e até mesmo cumplicidade. Sempre recordam da Alemanha hitlerista, como exemplo do risco da manipulação coletiva provocar catástrofes. Contudo, os fascistas aprenderam a fazer as mudanças homeopaticamente. Hoje, de fato vivemos sob um fascismo não percebido porque implantado devagar, enquanto as pessoas se acostumavam a cada mudança. \r
    Michel Foucault salienta que o maior poder é tanto maior quando menos for percebido! Porque, se está disfarçado, não desencadeará esforço contra ele\r
    \r
    O fascismo é o sistema de governo que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem, nega direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade; impõe um estado tão enorme e pesado sobre o livre mercado, que o capital e a produtividade da economia são exauridos. O estado fascista é como um vampiro que suga a vida econômica de toda uma nação, causando morte lenta e dolorosa. A divisão entre esquerda e direita se torna amorfa porque o partido de esquerda, que defende programas socialistas, não tem dificuldade alguma em se adaptar e adotar políticas fascistas. Sua agenda política sofre alterações ínfimas, a principal delas na sua maneira de fazer marketing.\r
    A quem interessa a acultura da superficialidade QUE ESCONDE O FASCISMO?\r
    Vamos ACORDAR do torpor?\r
    O caminho para fora desse buraco negro no qual os sociopatolobistas nos colocaram é: dar às pessoas decentes opção de boas escolhas. \r
    O primeiro passo é conhecer os outros: Os sociopalobistas, esses psicopatas que nos manipulam e controlam a sociedade. Saber que eles existem, e ter uma pequena noção de como eles funcionam, como agem. Sugestão? http://www.padilla.adv.br/etica/psico/\r
    O segundo passo, é conhecer a nós mesmos. Os juízos de valor que nós fazemos INCONSCIEMENTE são usados pelos sociopatas para nos manipular. Entenda que nosso cérebros é o empilhamento de três. A parte racional é a mais moderna. Contudo, quando as partes mais primitivas são ligadas, o raciocínio desliga! Sugestão? Comece por entender isso: http://www.padilla.adv.br/processo/pensamento \r
    O terceiro passo é vencer os outros, isto é, os psicopatas em nossa volta manipulando e, pela mídia e internet, controlando a sociedade. Ao sabermos como eles funcionam, e como agem, não é difícil os identificar, mesmo a distância. Até por trocas de e-mail, porque a forma como interagem na linguagem possui sutis, porém, identificáveis diferenças. Ao perceber que alguém está sendo manipulado, ACORDE e não seja conivente. Você pode, com simples sugestões positivas, anular a influência de um psicopata. Saiba que as pessoas agem com base em intenções positivas. Você só precisa ser gentil (polido, educado) para não comprometer o rapport, e simplesmente, conversando, indicar à vítima que ela tem outras escolhas, melhores. Não se assuste, com a prática você vai poder fazer coisas incríveis! Se um psicopata pode fazer muitidões agirem maldosamente, com muito mais facilidade uma pessoa bem intencionada e gentil pode ACORDAR outra de um processo de manipulação. Sugestão: http://www.padilla.adv.br/processo/pensamento/etica/\r
    O quarto passo é vencer a si mesmo. Isso é o mais difícil, pois exige fazer um ESFORÇO consciente para passarmos a perceber a existência da base operacional do pensando, o inconsciente, e vencê-lo, retomando a rédea da nossa vida. Ao não nos deixar sermos dominados pelo inconsciente, acabou o reinado da manipulação. Sugestão? http://www.padilla.adv.br/processo/comunicacao/\r
    Isso, é o Acordar que eu venho falando, aos amigos, desde o ano passado.\r
    Aprendemos no TAO TE KING:\r
    Quem conhece os outros é inteligente.\r
    Quem conhece a si mesmo é iluminado.\r
    Quem vence os outros é forte.\r
    Quem vence a si mesmo é invencível.\r
    Tao Te King, 33 \r
    A vivência da metafilosofia das artes marciais fomenta o ACORDAR. Por isto, os sociopatolobistas, que são nada bobos, impunham barreiras e preconceitos a sua difusão. O Egocentrismo é uma tendência inata dos que sobreviveram, está ligada à autopreservação. Sem o egocentrismo teríamos sucumbido nos milhões de anos anteriores à tecnologia que, em certo aspecto, decorre dele. Contudo, deve se harmonizar com o altruísmo e, se desenvolvidos juntos, SHIBUMI! Contudo, dai o caráter sublime da cultura mística, em especial a oriental, baseada na dualidade: A negação do Ego é o maior dos exercícios que as metafilosofias zen acentuam. Para se tornar um exímio lutador, é preciso negar o ego: http://www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais/\r

  19. Mais um artigo genial do Lew Rockwell.

    Tendo em vista o problema exposto por Mises de que uma economia totalmente planificada é impossível, podemos dizer que os regimes comunistas do século passado e de hoje (URSS, Iugoslávia, Cuba, China, etc..) são faces diferentes do fascismo?

  20. concordo em grande parte com o artigo, mas de que maneira a ausência absoluta de estado poderia impedir práticas como o assassinato de índios, moradores de rua e outras “castas” que não podem pagar por segurança particular?

  21. “[Mussolini] era recorrentemente celebrado pelo The New York Times, que publicou inúmeros artigos louvando seu estilo de governo. Ele foi louvado em coletâneas eruditas como sendo o exemplo de líder de que o mundo necessitava na era da sociedade planejada. Matérias pomposas sobre o fanfarrão eram extremamente comuns na imprensa americana desde o final da década de 1920 até meados da década de 1930.”

    Mudando apenas a data, e mudando a “imprensa americana” por “imprensa mundial”, é como se esse trecho estivesse descrevendo o Obama.

  22. Foi bem até que começou a teorizar sobre o Anarcocapitalismo. Teoria tão boba, tão inocente e tão utópica quando o Comunismo. As contradições começam lá pelo parágrafo 40 – Por outro lado… – e vão até o fim. Quer dizer então que o Estado Liberal (vigia noturno) não pode ser regulado e controlado por ninguém? Mas em compensação o povo pode se unir e derrubar os seus opressores e instalar um anarcocapitalismo?

    Ué, e por que o povo então, através do meios democráticos (cito apenas Imprensa e Ministério Público), não pode regular e fiscalizar o vigia noturno?

    PNA funcionou muito bem entre Hitler e Stalin, ou não? PNA não é pacto de não agressão, pois isso não existe, mas sim PROMESSA de não agressão do mais forte ao mais fraco. Promessa que dura enquanto o mais forte quiser ou enquanto não precisar quebra-la.

    Fico com Mises e o Estado Liberal mínimo, e refuto todos os demais que desvirtuaram a sua ideia e propagam essa boba utopia de anarcocapitalismo, que leva em sua construção teórica apenas valores econômicos e sua ciência, ignorando todos os demais fatores sociais e as demais ciências políticas, sociais e humanas.

    Em breve dirão:
    “Sabe o que é um Libertário anarcocapitalista? Alguém que lê Mises”.
    “Sabe o que é um Liberal conservador? Alguém que lê Mises e entende”.

  23. Excelente artigo, muito bem escrito e fundamentado, a contextualização histórica e embasamento teórico pertinentes. Faço aqui apenas uma observação como socióloga, ao citar Marx, que fique claro para os leitores, que ele não se considerava “marxista” o que deixou escrito de próprio punho. As ideias de Marx foram amplamente utilizadas e até distorcidas pelos que queriam impor suas ideologias (comunismo, socialismo, fascismo e o próprio marxismo)ao mundo e às pessoas. O fato de achar toda a discussão atual é a prova cabal que estamos andando em círculos e sem sair do lugar no tempo e espaço, e como diz o autor, ou tomamos o poder de decisão e unidos mudamos nosso “entorno” ou os “estados-nações” farão por nós; quantos são mesmo? G8? G20?

  24. Em suma, nós vivemos sob um estado fascista há muito tempo. E ninguém percebe, muito contrário, a maioria acha bom e clama por mais fascismo. E ainda achamos que somos “livres”.

  25. A razão de ser do Estado é moderar a assimetria nas interações sociais. No entanto o que ocorre é que qualquer Estado impõe assimetria de forma coerciva e direcional, independente do ritual democrático. Hoje vivemos de fato de forma muito parecida com o absolutismo de 350 anos atrás. O trabalho deste Instituto é muito útil por possibilitar o entendimento do qual pode emergir ação positiva e efetiva.

  26. Achei brilhante o artigo exceto o final, no qual fala na ausência total do estado. Um mundo sem estado infelizmente nem todos iram cooperar para o bem estar geral, alguns vão se agrupar pra prosperar enquanto outros pra subjulgar e explorar os grupos mais fracos.

  27. E o conluio entre estado e iniciativa privada antes do fascismo??? Ninguem aqui leu bastiat e sua oposiçao ao governo???? Nao podemos alimentar o mito de que o sec xix foi o sec do liberalismo, sabemos q isso é falso. No mais, irretocavel. Só mais uma consideraçao sobre os comentarios acima: como é difícil pra cabeça de gente q foi doutrinada a vida toda entender a diferença de estado e governo! De anarquia e anomia!

  28. “Um dos mais desconcertantes fenômenos do fascismo é a quase inacreditável colaboração entre homens da extrema-direita e da extrema-esquerda para a sua criação. Mas a explicação para este fenômeno aparentemente contraditório jaz na seguinte questão: tanto a direita quanto a esquerda juntaram forças em sua ânsia por mais regulamentação. As motivações, os argumentos, e as formas de expressão eram diferentes, mas todos possuíam um mesmo objetivo, a saber: o sistema econômico tinha de ser controlado em suas funções essenciais, e este controle teria de ser exercido pelos grupos produtores.”
    Eu sou meio leigo, mas não seria esquerda intervenção estatal e direita liberdade econômica? Ou estou confundindo? Se alguém conseguir me explicar, por favor hahahaha

  29. Fiquei com uma duvida na parte final do texto quando o autor cita Mises:

    ”No final, a ideologia que obtiver o apoio da maioria irá prevalecer e retirar o sustento de sob os pés do tirano.”

    Quando Mises fala: ”o apoio da maioria”; é um ideal de democracia?

    Agradeço quem tirar minha duvida. obrigado.

  30. Não vejo como “Não mais podemos prever se os membros se consideram de esquerda, [SIC]”um esquerdista, pode considerar ruim o papel do Estado. Não vejo como equilibrar num mesmo nível, DIREITA e ESQUERDA.

  31. marco bittencourt

    Interessante artigo porque nos dá uma métrica para avaliarmos não só as duas ditaduras brasileiras da época republicana, bem como qualquer outro período político, como o presente. Nessa métrica, não me resta dúvida – como sempre imaginei – que a ditadura militar de 1964 foi fascista. O que me intriga é a análise, seguindo a “espinha dorsal” do texto, que posso fazer sobre a ditadura do Estado Novo. De fato, uma ditadura economica requer uma ditadura política. Mas uma ditadura política nem sempre acarreta uma ditadura econômica.

  32. Queria entender por que algumas pessoas e em alguns espectros políticos insistem em jogar o fascismo pra direita.

    O fascismo tem muito mais características totalitárias e centralizadoras de poder estatal que caracterizam na esquerda política. De verdade fascismo, comunismo e nazismo são irmãos, o que os diferenciam são os motivos, mas os meios são os mesmo e assim como os porquês.

    Seguindo uma lógica de política econômica, quanto maior o estado, mais de esquerda, quanto menor o estado, mais de direita – motivo pelo qual anarco capitalistas são considerados de extrema direita.

    O fascismo TALVEZ possa ser colocado na direita no aspecto social político, pelo modo como impõe a ideia de nacionalismo totalitário, porém, essa característica também é visível no comunismo, nazismo, integralismo etc.

    Logo a visão político econômica é a mais sensata para analisar com objetivos coerentes a posição política – até por que muito das decisões econômicas atingem toda a sociedade.

  33. O Brasil vive em um regime fascista desde Getúlio Vargas.

    Os “intelectuais brasileiros” não percebem isso porque acha que fascismo é tudo aquilo que eles não gostam.

  34. Meu caro amigo dono desta pagina,com a qual me deparei por pura sorte, quero lhe agradecer por compartilhar sabias palavras e ideias com o restante da população que ainda clama pelo saber. meus sinceros parabéns. nossa luta contra os tiranos travestidos de salvadores ainda esta longe do fim mas é bom saber que não somos luzes isoladas na escuridão.
    Agora vamos a opinião:
    Há apenas um tipo de pessoa que apoia esses regimes estadista, sejam os pseudos intelectuais, sindicalistas, criminosos,beneficiários de bolsas de ajuda, alguns funcionários públicos, ONGs, movimentos sociais, políticos etc… todos estas classes citadas se resumem em um único tipo de pessoa: o vagabundo sanguessuga que não tem um pingo de vergonha na cara em viver a custa do trabalho de seus semelhantes e de usurpar os direitos que deveriam ser de quem produz a riqueza do pais seja empreendendo ou trabalhando.

  35. Não se justifica a ausência de governo, a ausência de regras e normas provocaria o aparecimento de gangues anárquica que se instalaram pela força ou até mesmo por milícias pagas e assim os menos organizados e menos endinheirados se tornariam escravos daqueles…na minha opinião está crônica é o anarquismo…e não se esqueçam, a liberdade de um termina onde começa a liberdade do outro…direitos e deveres fazem parte de qualquer grupo, pequeno ou grande…

  36. A exposição da tese está na minha visão muito bem fundamentada. Apenas cede a uma fragilidade de concepção: enquanto persistirem fronteiras para aprisionar cidadãos jamais alcançaremos a verdadeira liberdade. Um novo capitalismo precisa emergir – com caráter colaborativo e com preceitos claros de preservação ambiental e das liberdades individuais, onde fronteiras não mais serão aceitas, pois os mais sagrados direitos que devem ser assegurados as pessoas humanas são o de ir e vir, o de pensar e se expressar, de empreender, sem a tutela do estado nação. O condomínio é global, não restrito a fronteiras pseudo jurídicas. Vistos, passaportes, leis contra ou a favor de imigrantes ou emigrantes, que barbaridade é essa. O mundo pertence a todos que queiram colaborar com o progresso da humanidade. Vamos lá, que idiotice é essa de bandeiras, símbolos nacionais e etc… Que culto a imbecilidade é esse? Tenho orgulho de ser quem sou, não de uma tarja que nos define como brasileiro, sueco, chinês, somos um povo único e aqueles que desejam coisas boas, precisam colaborar para a evolução. Todos têm um papel a exercer, não é o Estado nação que vai responder ao que a humanidade precisa. Não estamos uns contra os outros, devemos estar a favor de preservar a biosfera. Sobre esse tema que precisamos urgentemente se debruçar. Todos os modelos postos estão ultrapassados. O colaborativo, tenham certeza, deverá assumir o papel de destaque. Ideologia não atende ao bem estar da humanidade, solidariedade e empreendedorismo sim. Acumulação de bens não responde a necessária evolução, pense nisso! Estamos esgotando a capacidade do planeta, porém a maioria continua acreditando que a solução passa pela acumulação de bens que equivicadamente conceituam de riquezas, ledo engano. Nossa espécie não atingirá o ápice enquanto continuar vivendo dessa forma primitiva. Cada um de nós individualmente somos uma ponte para os que se sucederão. Como ponte precisamos construir legados que permitiram aos novos habitantes atingirem objetivos maiores. Nosso planeta é a maior riqueza e para usufruí-lo não precisamos ser o proprietário, mas um respeitoso inquilino. Dividimos esse espaço com bilhões de outros seres vivos, quem nos disse que a propriedade nos pertence. Então use com respeito, viva tua existência sem prejudicar aqueles que virão em teu lugar. Não te preocupes com os teus filhos, pois se preservares o planeta o futuro deles é dos filhos desses estará garantido. Todos precisamos continuar trabalhando, criando, educando nossos descendentes, isso é natural. Liberdade aprenda e construa o verdadeiro significado dessa palavra. Poderia escrever um livro aqui, mas quero mesmo é provocar uma reflexão. Chegada a hora de desacelerar, de cultuar o conhecimento e a contemplação dessa maravilha que é o bioma abrigado no Planeta Terra – a tua casa, a nossa morada, a nossa grande mãe e nanernidade. Obrigado a todos, Marcelo

  37. Há uma questão de essencialidade em relação ao tamanho do Estado(brasileiro). Deve ser levado em conta que, aspectos fascistas são facilmente observados hoje nas meta-corporações(banqueiros e dirigentes do setor especulativo financeiro americano),como por exemplo a variação do cambio em relacao a uma outra moeda(de um outro país cuja moeda não seja o dólar),essa variacao de interesse contrario, pode sofrer sanções drásticas e extremas de acordo com a ideologia desenvolvida por cada pais( ex: Coreia do norte/ Coreia do sul). Sabemos das influências econômicas no mercado capitalista exercido por essas corporações,isso é um fato,porém o livre mercado poderá ter um aspecto positivo mais justo,levando em consideracao no caso do Brasil, a defesa não só de um fluxo montante geral externo (meta-capitalistas,EUA),que muitas das vezes é beneficiado pela ideologia do liberalismo economico,através de privatizações, mas tambem auxiliando pequenos investidores,de “menores equipes” que aliás são de categoria quase geral no Brasil, esse seria o equilíbrio primordial a ser investigado internamente por apreciadores de uma boa política, a meu ver a principal dosagem do tamanho do Estado hoje em relação ao interesse do desenvolvimento interno, deve considerar essa ideologia de liberalismo econômico, desde que, tenhamos como priori o beneficiamento interno,(exatamente como é vinculada as ações do mercado pelo ponto de vista das meta-corporacoes) e a defesa social em primeira instância dos desfavorecidos, mesmo ante a ambientes tecnológicos e intelectuais superiores.

  38. A tributação (Saúde, Educação, Segurança, aposentadoria, trabalhista e outros) deve ser desvinculada (+ou – 50%) do preço do produto ou serviço, empresas devem ser totalmente isentas de tributação, seja qual for o tributo.

    Na verdade quem paga o tributo é o consumidor, sendo assim, a tributação deverá ser recolhida e administrada somente pelo consumidor, no momento do consumo ou em datas estipuladas.

    Libertar o povo e separar os poderes: econômico, militar, político, religioso.

    A tributação deve ser desvinculada do preço do produto ou serviço, empresas e governo serão retirados da administração e pagamento dos tributos.

    Os tributos (Saúde, Educação, Segurança, Trabalhista e outros) devem ser administrados e pagos de acordo com a capacidade dos consumidores, empresas serão isentas. Libertar o povo da Corrupção e Tirania.

  39. pilatesvilamadalena

    E pensar que o fascista Mussolini foi incensado durante anos pela imprensa internacional. Até o The New York Times publicou muitos artigos louvando o governo italiano conduzido por Mussolini. Os artigos diziam que ele era o exemplo de líder necessário ao mundo e que esta liderança é que levaria o mundo ao progresso e prosperidade.

  40. A Palavra “FASCISMO” esta tão banalizado pela esquerda que esses dias meu sobrinho pequeno começou a repetir do nada, talvez escutou do professor ou viu na televisão.

  41. Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é [email protected]

  42. Pilates-Perdizes

    Quem pensa em acabar com os políticos padece de analfabetismo político. É utopia pensar que vingará uma democracia direta. Isto não existe. O que é importante é que a sociedade seja ativa: escolha muito bem seus representantes e, o mais difícil, acompanhe o trabalho deles. Nossa sociedade é de uma passividade atroz. É fácil resmungar pelos cantos e não fazer nada.

  43. Mas não foi Mises que elogiou o fascismo?

    Quer dizer, no livro ‘Liberalismo’, ele havia fala: “Não se pode negar que o fascismo e movimentos semelhantes, visando o estabelecimento de ditaduras são cheios de boas intenções e que sua intervenção, para o momento, salvou civilização europeia. O mérito que o fascismo ganhou, assim, por si só viverá eternamente na história. Mas apesar de sua política trouxe salvação para o momento, não é do tipo que podia prometer o sucesso contínuo. O Fascismo foi uma emergência improvisada. Para visualizá-lo como algo mais seria um erro fatal”.

    Segundo informação ainda da Wikipedia, o biógrafo de Mises, Jörg Guido Hülsmann, chama a crítica de que Mises justificou o fascismo de “absurda”, apontando para o resto da citação na qual ele chamou o fascismo de perigoso e o descreve como um “erro fatal” classificando-o como um “improviso de emergência” contra a crescente ameaça do comunismo e o socialismo como exemplificado pelos bolcheviques na Rússia.

    Poderiam esclarecer, por favor?

  44. Aproveitando o artigo pra puxar o assunto dos monopólios, eu tenho pesquisado sobre o caso das “sete irmãs do petróleo”, e toda fonte que vejo diz que o monopólio deles foi criado pela ausencia de regulamentação, e foi justamente a intervenção estatal que acabou com isso. Ai eu gostaria de saber se realmente foi isso o que aconteçeu.

  45. pilates-vila-romana

    Mussolini e Hitler foram muito elogiados durante anos pela imprensa internacional. Hitler foi o homem do ano pelo The New York Times em 1939. Este veículo publicou muitos artigos louvando os governos de Mussolini e Hitler. As reportagens diziam que eles eram o exemplo de líderes necessários ao mundo e que esta liderança é que levaria o mundo ao progresso e prosperidade.

  46. O maior obstáculo ao anarcocapitalismo é o medo que as pessoas têm da liberdade. Preferem entregar o seu destino nas mãos do estado protetor. Basta olhar os números no Brasil, a maoir parte dos jovens preferem abrir mão de uma carreira no setor privado por um cargo no setor público. A idade média dos servidores que ingressou no serviço público na última década esta entre 18 e 30 anos. No nosso país o prognóstico para o crescimento do anarcocapitalismo é reservado.

  47. O fascismo está impregnado na nossa sociedade de forma invisivel e silenciosa. O fascismo se impõe através de um estado paquiderme sobre a sociedade, sobre o livre mercado, detonando a economia. Podemos dizer que é um quadro vivido pelo Brasil nos últimos anos. De uma economia vibrante e dinâmica passamos para uma economia estagnada, de um estado que interfere em todos os detalhes de nossa existência, de um estado gigante, que quer a todos servir.

  48. O fascismo nos impõe um estado agigantado, pesado e que violenta o livre mercado. O Capital no fascismo se esgota com impactos profundos na produtividade e nos investimentos. Acaba com a economia. É um cenário bastante parecido com o que vivemos nos últimos tempos. O Estado foi sugado e surripiado que hoje encontra-se moribundo. Podemos dizer que vivemos nos últimos anos em um Estado fascista?

  49. Liberal solidário

    O fascistas são os conservadores em tempos de crise.

    Aqui no Brasil temos o Bolsonaro, apoiado pelo Olavo de Carvalho.

    Nos EUA há o Trump, apoio pelos conservadores.

    Hitler chegou ao poder com financiamento de grande empresários conservadores, se aliou aos monarquistas alemães em defesa dos valores nacionais.

    Por iss, nós libertários, devemos tomar posição em oposição ao conservadorismo, tradicionalismo, direitismo. Somos progressistas.

  50. Excelente texto a respeito do Fascismo. Muito realista, factual e didático. Agora, o desvio final para a conclusão de que o Anarcocapitalismo trará o paraíso na terra com os homens abraçados trabalhando todos juntos em prol do bem da humanidade prescindindo de um sistema comum que regule seus vis instintos me lembra que utopia não tem lado… A esquerda carrega a premissa equivocada do homem naturalmente bom. Vejo que a extrema-direita (anarcocapitalistas) também.

  51. Rogério Borborema Santos (Pró-Monarquia Constitucional)

    Crescemos escutando que o fascismo “é de direita”…, mas, a direita não defende a ditadura do proletariado e o estado como provedor de emprego, bens de consumo e da igualdade sem mérito, portanto, resumindo, é o fim de prosa manipuladora de esquerdistas sociopatas deste artigo!

    O fascismo é sim de esquerda!

    Vídeo: https://youtu.be/jxAwL52D75g

  52. O texto explica o que é o fascismo em termos de estado. Mas, e quando é referido a uma pessoa? Pois temos visto com frequência nos últimos semestres, por causa da crise política no Brasil, pessoas dizerem: fulano é fascista! O que quer dizer, então, dizer que uma pessoa é fascista?

  53. O marxismo é a semente de todo o mal encarnado inicialmente nos genocidas Lênin e Stalin, que deram o tom aos 70 anos de URSS, e que pulverizaram as liberdades e confiscaram vidas e propriedades.

    O socialismo, hoje travestido em social-democracia e em vigor na maioria das democracias ocidentais, conserva o gigantismo de Estado exercido na URSS alimentado pela retórica populista de “políticas sociais” e economicamente estabelecido por um sistema fascista.

  54. Isto é ridículo. Atribuir todos os males do mundo ao estado e prometer o paraíso em nome do sector privado, esquecendo os abusos que os privados também cometem todos os dias. Se o estado desaparecesse, se fosse possível uma sociedade sem estado, o que está longe de ser provado, os privados mais poderosos simplesmente substituiam-se ao estado, criando uma ditadura do empresariado de tipo soviético, em que empresários e ricos em geral substituiam os comissário politicos. O que vocês pretendem é um fascismo plutocrático.

  55. Comecei gostando muito do artigo, mas depois achei que partiu para o exagero. Para nos convencer de que Nenhum Estado é melhor que Estado Mínimo, seria legal que o autor se desse ao trabalho para dizer como isso ia funcionar. Como garantir a segurança e evitar a exploração? Nascer em um bom berço é metade do caminho… Como fariam os que nascem na miséria? Ou o autor não acredita que todos nascidos na mesma nação deveriam ter oportunidades MINIMAS iguais. … Se é cada um por si, para que a definição de fronteiras e nação? Achei o discurso meio bomba para espalhar dúvidas, mas não traz nenhuma resposta consistente. Quem propõe uma nova solução tem que mostrar como ela funciona, se não é como vender cotas no céu. As vezes penso que o problema está na qualidade do homem. qualquer sistema político funcionaria se o homem fosse essencialmente bom, o que não acontece. Então, como garantir limites, sem limite algum?

  56. Desculpem-me os intelectuais de plantão, mas de todas essas opiniões a que eu considero mais coerente é a última “anônimo” de 02/06/2017. Todas essas teorias de livre mercado, socialismo, capitalismo etc. etc. etc nunca funcionaram e nem funcionarão plenamente enquanto o ser humano se colocar no direito de achar que tem superioridade sobre seu semelhante (não considere aqui aspecto religioso). Portanto, penso que a maioria das teorias socioeconômicas existentes, entre elas a que mais teria proximidade com uma tentativa de igualdade real entre os meios de produção, e com eles os que de fato produzem, os trabalhadores, e o grande capital (não sou especialista, posso estar equivocado), funcionariam, umas mais justas outras mais injustas, mas se o ser humano tivesse mais o senso de igualdade, fraternidade e liberdade. Pensando nisso, embora eu tenha uma tendência socialista (não exatamente comunista), penso que o capitalismo e até a teoria libertária seriam uma solução para que a ascensão social alcançasse os mais pobres e, consequentemente, diminuísse a distância entre ricos e pobres. O único problema de tudo isso é que estamos falando de homens, seres humanos que têm a tendência de olhar para seu próprio umbigo. Entendem por que nenhuma teoria socioeconômica será capaz de resolver o problema das gritantes desigualdades sociais? Isso só ocorrerá se o homem entender que ele não está sozinho no mundo, ele precisa do outro, inclusive para enriquecer; e é aí que entra a necessidade de uma legislação que controle até certo ponto (veja bem: até certo ponto) a relação trabalho-capital: exatamente porque a história nos mostra que em qualquer sociedade onde não há controle (por meio da legislação), a tendência é que o lado mais forte se sobressaia. É isso.

  57. No Brasil,

    1) Prender bandidos é fascismo.

    2) Legítima defesa é fascismo.

    3) Votar com a maioria é fascismo.

    4) Ser contra o narcotráfico é fascismo.

    5) Querer que as crianças aprendam matemática e português nas escolas é fascismo.

    Nem na Itália ou Alemanha dos anos 30 houve tantos fascistas.

  58. Fascismo possui numerosas características. Destaco:

    – ditadura e autoritarismo

    – moralismo e controle da vida privada

    – intolerância com a pluralidade religiosa

    – racismo e xenofobia

    – militarismo e armamentismo

    – elminação dos adversários políticos

    no Brasil, o termo fascismo pode ser corretamente substituído por Bolsonaro

  59. “fascistas não passarão!”

    Durante anos, este é um dos bordões favoritos da esquerda, visando aqueles à direita. Agora mais do que nunca.

    Este rótulo baseia-se na ideia de que o fascismo é um fenômeno da direita. A esquerda diz que é, então deve ser verdade…

    Mas eles estão corretos?

    Para responder a esta questão, temos que perguntar o que o fascismo realmente significa: qual é a sua ideologia ? De onde esse nome vem mesmo?

    Estas não são questões fáceis de responder. Conhecemos o nome do filósofo do capitalismo: Adam Smith. Conhecemos o nome do filósofo do marxismo: Karl Marx. Mas quem é o filósofo do fascismo?

    Sim, exatamente. Você não sabe. Não se sinta mal. Quase ninguém sabe. Isso não é porque ele não existe, mas porque os historiadores, a maioria dos quais estão na esquerda, tiveram que apagar-lo da história para evitar confrontar as crenças reais do fascismo. Então, deixe-me apresentá-lo a você. O nome dele é Giovanni Gentile.

    Nascido em 1875, ele foi um dos filósofos mais influentes do mundo na primeira metade do século XX. Gentile acreditava que havia dois tipos de democracia “diametralmente opostos”. Uma é a democracia liberal, como a dos Estados Unidos, que Gentile rejeita como individualista – muito centrada na liberdade e nos direitos pessoais – e, portanto, egoísta. O outro, diz Gentile, é a “verdadeira democracia”, em que os indivíduos voluntariamente se subordinam ao estado.

    Como seu mentor filosófico, Karl Marx, Gentile queria criar uma comunidade que se assemelhe à família, uma comunidade onde estamos “todos juntos”. É fácil ver a atração dessa idéia. Na verdade, continua a ser um tema retórico comum da esquerda.

    Por exemplo, na convenção de 1984 do Partido Democrata, o governador de Nova York, Mario Cuomo, comparou a América com uma família extensa onde, por meio do governo, as pessoas se cuidam umas das outras.

    Nada mudou. Trinta anos depois, um slogan da convenção do Partido Democrata de 2012 foi: “O governo é a única coisa a que todos pertencemos”. Eles também poderiam ter citado Gentile.

    Agora, lembre-se, Gentile era um homem da esquerda. Ele era um socialista comprometido. Para ele, o fascismo é uma forma de socialismo – de fato, é a forma mais viável. Enquanto o socialismo de Marx mobiliza as pessoas com base na classe, o fascismo mobiliza as pessoas atraindo a sua identidade nacional e sua classe. Os fascistas são socialistas com identidade nacional. Os fascistas alemães na década de 1930 eram chamados nazistas – basicamente uma contração do termo “socialista nacional”.

    Para Gentile, toda ação privada deve ser orientada para servir a sociedade; não há distinção entre o interesse privado e o interesse público: os dois são idênticos. E quem é o braço administrativo da sociedade? Não é outro senão o estado. Conseqüentemente, submeter-se à sociedade é submeter-se ao estado – não apenas em questões econômicas, mas em todos os assuntos. Como tudo é político, o estado começa a dizer a todos como pensar e o que fazer.

  60. Este Instituto liberal usa a LÓGICA como ferramenta para elaborar as suas teorias, previsões, artigos, discussões, etc. Imagino que não seja a ferramenta mais adequada.

    O marxismo usa a DIALÉTICA MATERIALISTA (TESE + ANTÍTESE=SÍNTESE) como ferramenta para elaborar as suas teorias, previsões, artigos, etc.

    A lógica, para apresentar a realidade do mundo, usada no Instituto, é o “se X, então Y” . (muitos opositores também)

    Entretanto, a forma com que um liberal ver e pensa X para chegar até o Y é apenas um PRODUTO do MEIO no qual o liberal viveu! O próprio axioma do Mises, “o homem age”, pressupondo o livre-arbítrio e subjetividade, é “errado”: o homem age racionalmente para satisfazer os seus desejos, porém, tudo que ele tem como “desejo” é um produto do meio (que existe para ser moldado por alguém, que nem no behaviorismo) Então, em vez de apresentar a realidade do mundo, a lógica só apresenta a realidade do mundo segundo os interesses, moldados pelo meio, do articulista

    *A “lógica” desse parágrafo só serve para descrever a dialética pois seria uma contradição acusar a lógica mas usar a lógica para fundamentar a acusação (não acham?) e os marxistas defendem que é uma evidência científica (e se não fosse, como não é ,por ser extremamente reducionista; continuariam defendendo mesmo assim)

    *Sobre o artigo, imagino que o fascismo não possui esse mesmo DNA, o da dialética-materialista, do marxismo)

    Agora, essa ideia marxista não é uma faca de dois gumes? Não pode ser usada contra os próprios marxistas, afinal, eles também são “produtos” de seus respectivos meios!

    A “imoralidade” do “mais valia ” também é um produto do meio dos, assim como a imoralidade do “imposto é roubo”

    Então, ser marxista é apenas escolher o lado mais numeroso ou, de alguma forma, o mais vantajoso (quem suportará a “autoridade moral marxista” será um “clero” de intelectuais privilegiados)

  61. Entenda bem , disse ausência total! Isso é totalmente utópico , o caminho não é esse,

    Um estado pequeno e forte, ok! Temos vários exemplos que dão certo. Ausência total??? É pior que comunista tentando defender o sistema que existiu

    e não deu certo, ausência total não passa de uma conversa estéril

  62. “…cujos filhos estão encarcerados por tempo indeterminado e sem nenhuma boa razão (senão pelo fato de terem consumido substâncias não-aprovadas pelo estado).”

    Este trecho me faz pensar que se trata de usuários de drogas. Bem, quanto a liberação das drogas sou contra.

    E tb sou contra o aborto, que não foi dito no texto mas faço questão de citar minha posição.

    O texto é muito bom e já estou compartilhando

  63. O texto ia muito bem. Era completamente didático. Detonava totalmente o fascismo. Ia até compartilhá-lo. Poderia abrir os olhos de muita gente para o status quo fascista em que vivemos. Infelizmente o final ancap estragou tudo. Destruiu a credibilidade de todo o argumento. Não posso mais compartilhá-lo. Que pena…

  64. Então você já estava com uma opinião formada sobre o fascismo e somente queria um artigo com um selo IMB de pra divulgar uma falácia de autoridade? (na sua mente, já que não se importa com conteúdo)

    Primeiro se fosse um libertário de verdade não seria minarquista, só existe um libertarianismo e ele é radical e Rothbardiano, assim como o autor Lew Rockwell. Segundo esse é exatamente o tipo de intelectualismo que Mises e toda a EA rejeita, o gatekeeper inteligensia que o IMB virou, da mesma forma que o Cato. Terceiro libertarianismo no seu zeitgeist era algo herético e existia ainda o espírito contrarian que rejeitava narrativas numa linha Rayndana, libertina mas polêmica. Atualmente ser contra cultura é ser nuzista reaça. Mas ainda existem dissidentes conosco na Alt-Right que mantemos à tradição /pol/ estilo fodasse que faz o trabalho de minarquista democrático Neo-trotskista. Vou em vão tentar postar esse comment pois vai contra a Pravda do IMB que vai censurar minha opinião baseada no Radical Capitalist que escreveu White, Right and Libertarian com prefácio feito por Hoppe em papel e caneta. Estou a toa mesmo, talvez algum estag mobral que não sabe escrever fascismo se radicalise um pouco.

    Por que o Fascismo é um caminho à ordem libertária superior à democracia?

    Primeiro vou dar um resumo do que é Fascismo. Presta atenção estag gamba.

    Antes de nos aprofundarmos nesse tópico, caberia a nós fazer algo novo, como realmente definir o fascismo. Você pode notar que aqueles que frequentemente apelam para o fascismo como o epítome do mal nunca se incomodam em definir exatamente o que é. Dito isto, o significado do fascismo não é definitivamente claro, no entanto, pode-se fazer várias observações gerais que ajudam a esclarecer e aproximar sua natureza.

    A seguinte descrição do fascismo encontrada no Smash Cultural Marxism realiza essa tarefa no seguinte:

    "O fascismo é baseado na livre iniciativa – mas com restrições (a principal restrição é: "A atividade econômica em questão é boa para nossa nação / povo?"). Além disso, um homem de negócios pode se tornar rico em um país fascista, e o governo não faz objeções a isso (isso contrasta com o comunismo). O fascismo também encoraja a propriedade privada (novamente, em contraste com o comunismo, onde a propriedade privada não é permitida).

    Em suma, o fascismo basicamente diz aos empresários: "Vá em frente e comece um negócio, ganhe muito dinheiro, seja bem-sucedido, mas não produza nenhum produto ou serviço que prejudique nossa nação e o povo de nosso país … e trate de trabalhadores justo e pagar-lhes um salário digno. Se você não seguir essas regras, nós vamos acabar com você. No que diz respeito ao setor bancário, a usura não é permitida sob o fascismo. O governo controla rigidamente todos os aspectos da política monetária, incluindo os termos de empréstimo. O governo emite / imprime dinheiro e empresta juros livres, conforme necessário, para aumentar a economia e servir os cidadãos."

    Princípios Econômicos do Fascismo

    Do acima exposto, parece claro que os governos fascistas são favoráveis aos sistemas de mercado e à propriedade privada. Isso é consistente com os princípios libertários. Os governos fascistas também se opõem ao Sistema Bancário Central, como evidenciado pelo fato de que eles emitem moeda diretamente, em vez de emprestá-lo à existência do Banco Central. Isso pode não ser tão ideal quanto o "Padrão Ouro" ou eliminar todas as leis de curso legal e permitir que o dinheiro seja desenvolvido e produzido de forma privada, no entanto, é um grande passo na direção certa.

    É claro que o Estado que tem poder para proibir a indústria arbitrariamente determinada a "não interessar a nação" ou a regular as taxas de juros por meio de leis de usura não é libertário, mas não estou afirmando que o fascismo é perfeito. Na verdade, tais leis e proibições existem hoje, portanto, ao comparar o Estado atual ao fascismo, essa área em particular deve ser considerada uma lavagem. Lembre-se, o propósito deste artigo é argumentar que o fascismo é um passo na direção libertária . É não pretendia dizer que o fascismo é a propriamente libertário.

    O Marxismo Cultural Venceu: No Totalitarismo a Cultura pode se Salvar da Democracia Liberal

    O Smash Cultural Marxism continua sua descrição do fascismo no seguinte

    :"O acima é o aspecto econômico do fascismo. Há também um aspecto cultural / social no fascismo. Sob o fascismo, o governo desempenha um papel fundamental no monitoramento: cinema, teatro, arte, literatura, música, educação, etc., a fim de manter um alto padrão moral, manter as coisas limpas e respeitáveis, promover um forte sentimento de patriotismo e honra e prevenir a disseminação de sujeira depravada que corrompe a sociedade.

    …… Também, sob o fascismo, se uma pessoa não gosta dessas coisas, ele / ela pode deixar o país. Compare isso com o comunismo, onde, se você não gosta dessas coisas, é melhor ficar de boca fechada. E, claro, não há opção de sair do país. Você vai se inscrever ou ser enviado para um campo de reeducação, onde sofrerá lavagem cerebral para aceitar o sistema comunista. E se você ainda resistir, você provavelmente será morto. Mais uma vez, não há saída. Envie ou sofra as conseqüências.

    Além disso, o fascismo mantém as mulheres em alta consideração. As mulheres são portadoras de nova vida. Espera-se que elas sejam educadas. As mulheres são encorajadas a perseguir seus interesses e ter uma carreira, mas apenas se uma carreira não interferir nas necessidades da família; a família vem em primeiro lugar, sempre. As mulheres são encorajadas a serem fortes e femininas. Consistente com essas idéias, a arte fascista muitas vezes retrata as mulheres como heróicas e até como deusas.

    Em suma, o fascismo é uma forma de governo e sistema social que serve autenticamente os interesses do povo e da nação como um todo. A palavra "fascismo" vem da palavra italiana "fascio" que significa "o grupo" ou mais especificamente, "em consideração ao grupo". O fascismo está enraizado na noção de que as pessoas devem permanecer fiéis a dois conceitos mentais ao longo da vida:

    1 ) as necessidades do indivíduo (eles mesmos) e,

    2) as necessidades do grupo (sua nação) … sempre avaliando como suas ações individuais afetam o grupo.

    Continuando essa linha de pensamento, sob o fascismo, todas as pessoas de sua etnia são consideradas a maior família daquela pessoa. Assim, uma nação fascista é vista como uma família gigante de vários milhões de pessoas. Portanto, assim como não se deve fazer nada para ferir seu irmão ou irmã em sua família imediata, sob o fascismo não se deve fazer nada que possa prejudicar a nação / grupo (ou seja, a família maior). Esta é a essência do fascismo – uma forte consideração do grupo equilibrado com o individualismo.

  65. Sergio da Costa Furlan

    Excelente artigo. Compartilhei no Facebook e no Tweeter para esclarecer meus contatos uma vez que poucos brasileiros sabem o que é fascismo.

    Curiosamente, no Brasil, os maiores fascistas são aqueles que acusam o atual governo de fascistas

  66. Trecho sobre a social-democracia como o novo ”socialismo”, que no lugar da ”luta de classes” advoga uma ”democracia de harmonia de classes”. De outro artigo do site.

    ”Mas há diferenças.

    Ao passo que, para os socialistas clássicos, o objetivo era a estatização dos meios de produção, a erradicação da classe capitalista, e a tomada de poder pelo proletariado, os social-democratas entenderam ser muito melhor um arranjo em que o estado mantém os capitalistas e uma truncada economia de mercado sob total controle, regulando, tributando, restringindo e submetendo todos os empreendedores às ordens do estado.

    O objetivo social-democrata não é necessariamente a “guerra de classes”, mas sim um tipo de “harmonia de classes”, na qual os capitalistas e o mercado são forçados a trabalhar arduamente para o bem da “sociedade” e do parasítico aparato estatal. Os social-democratas, muito mais espertos que os socialistas, entenderam que têm muito mais a ganhar caso permitam que os capitalistas continuem produzindo e gerando riquezas, ficando os social-democratas com a tarefa de confiscar uma fatia dessa riqueza e redistribuí-la para suas bases.

    Politicamente, os socialistas clássicos queriam uma ditadura do partido único, com todos os dissidentes sendo enviados para os gulags. Já os social-democratas preferem uma ditadura “branda” — aquilo que Herbert Marcuse, em outro contexto, rotulou de “tolerância repressiva” —, com um sistema bipartidário em que ambos os partidos concordam em relação a todas as questões fundamentais, discordando apenas polidamente acerca de detalhes triviais — ‘a carga tributária deve ser de 37% ou de 36,2%?’.”

    Descreveu o Brasil desde 1985 em diante.

  67. todos os comentários aqui só mostra o quanto a maioria e estupida…

    um artigo escrito durante o governo PT, a maioria dos fatos descreve o PT em seu governo, inclusive foram escritos durante seu tempo de governo, e o povo grita vergonhosamente para o atual governo de que esse é o tal governo fascista.

    o fascismo não é, e nunca será a extrema direita, o fascismo é a extrema esquerda (comunismo) disfarçada para que seja melhor aceita (o texto acima mostra isso), porém eles vivem muito bem uma de suas ideias para a sobrevivência, acuse os daquilo que você é!

  68. Fascismo em resumo:

    – preservação da propriedade privada

    – intensa regulação da atividade econômica

    – dirigismo econômico via agências reguladoras

    – corporativismo via legislação e/ou subsídios

    – assistencialismo para a classe trabalhadora

    – taxação de lucros e poupanças

    – trocas de favores entre empresários e políticos

    – estatizações em setores considerados estratégicos

    E por fim, o que todos acham que seja o tal fascismo:

    – censura seletiva de pessoas ou um grupo de pessoas

    É o retrato perfeito do sistema BR e esquerda brasileira.

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