Ao redor de todo o mundo, hoje, celebra-se o dia do trabalhador. Levando-se em conta a contínua e irrefreável expansão dos governos, cujo fardo tributário recai majoritariamente sobre os assalariados, achatando seus rendimentos, a data vem se tornando a cada dia mais emblemática e importante.
No entanto, o objetivo principal da data — ao menos o seu original — é celebrar o trabalhador como sendo o responsável pelo grande padrão de vida desfrutado pelas civilizações ao redor do mundo. Mas este argumento possui várias falhas.
Nossa evolução
Por 10.000 anos, desde a antiga Suméria até a Revolução Industrial, o trabalho extenuante era o segredo da organização econômica. A agricultura era a principal atividade econômica, e se baseava totalmente na mão-de-obra física e no trabalho exaustivo. Um ser humano sem absolutamente nenhuma ferramenta ou maquinário (capital) tinha de furar um buraco no chão com seu próprio dedo e jogar ali dentro uma semente.
A mudança para o uso de gravetos e outros pedaços de pau foi um exemplo da evolução do capital.
E a mudança deste arranjo para o uso de arados de metal representou uma imensa alteração na estrutura de produção, uma alteração totalmente baseada no uso intensivo de capital.
O desenvolvimento de uma coleira de cavalo — um pedaço de capital — permitiu um enorme aumento na produtividade da agricultura. Literalmente, toda a mão-de-obra do mundo era incapaz de fazer aumentar a oferta de alimentos; porém, simples aprimoramentos no capital levaram a um substancial crescimento na produção agrícola.
Em um mundo baseado no trabalho, caçar animais era uma atividade precária, dado que animais frequentemente eram mais bem munidos de armas do que os seres humanos. Um ser humano utilizando apenas suas próprias mãos não é páreo para um búfalo; com efeito, um ser humano utilizando apenas a sua inteligência e suas próprias mãos dificilmente conseguirá capturar sequer um pequeno coelho.
O desenvolvimento das armadilhas para animais, por exemplo, foi um progresso que permitiu que presas pequenas fossem capturadas com riscos mínimos para o capturador.
O uso de lanças representou outro aprimoramento do capital, permitindo que um pequeno grupo de homens exitosamente caçasse grandes animais. E a invenção das armas de fogo permitiu que um homem pudesse matar até mesmo o maior dos animais a uma grande distância.
Em um mundo baseado inteiramente no trabalho, o comércio entre as regiões exigia que os homens levassem semanas, meses ou até mesmo anos para percorrer montanhas, áreas nevadas ou florestas inóspitas. E este trabalho excruciante gerava apenas pequenas quantidades de comércio, dado que os comerciantes — limitados pela própria força física e pela necessidade de carregar comida e conduzir um enorme grupo de animais — eram capazes de transportar, de forma segura e eficaz, apenas uma pequena quantidade de bens, frequentemente não mais do que uns 100 kg.
Já em nosso mundo baseado no uso de capital, o comércio é feito por meio de caminhões, aviões, trens e enormes navios com capacidade para várias toneladas.
Com efeito, é muito provável que, neste nosso mundo baseado no capital, ocorra em um só dia um volume de comércio muito maior do que aquele que ocorria em um ano, em uma década ou, possivelmente, até mesmo em um século inteiro antes da Renascença.
Hoje, usufruímos prazeres e magnificências que eram inimagináveis há até mesmo 100 anos. Dirigimos automóveis confiáveis, temos luz e inúmeros aparelhos elétricos em nossas casas, produzimos em massa e rapidamente, todos e quaisquer tipos de antibióticos e vacinas, temos ar condicionado, viagens aéreas, geladeiras, congeladores, televisão de tela plana, filmes sob demanda, celulares, motoristas ao toque da tela de um celular, computadores, notebooks, moradias confortáveis, comidas e roupas abundantes e de qualidade, medicina e odontologia modernas, máquina de lavar e secar, forno de microondas e por aí vai. E para não mencionar “raridades”, como rádios, toca-discos, CD players, DVD e videocassetes.
Livros que antes tinham de ser meticulosamente reproduzidos um de cada vez — com trabalho — hoje são reproduzidos aos milhares tanto por meio de fotocópias e impressoras quanto por meios puramente digitais. Com efeito, você pode ler este texto na internet por meio do seu computador, notebook, tablet, smartphone ou simplesmente por meio de papel e impressora. Você escolhe.
Um voo intercontinental de algumas horas substitui semanas de viagem dentro de um navio primitivo — viagem esta que apresentava enormes chances de resultar em tragédia. E mesmo um navio primitivo havia ao menos tornado possível as viagens intercontinentais, algo que era uma impossibilidade em um mundo baseado exclusivamente no trabalho humano (imagine ter de nadar todo o Oceano Atlântico!). Uma mensagem que demorava dias para ser transportada por meio de cavalos é hoje instantaneamente entregue via celulares e emails.
Por meio de um celular ou de um notebook, podemos acessar absolutamente todos os cursos do MIT. Os portais de informações são infindáveis e impressionantes. Podemos jogar jogos e nos comunicar gratuitamente com qualquer outra pessoa que tenha acesso à internet. Mesmo o simples ato de ligar a televisão nos fornece acesso imediato a várias centenas de estações. A explosão da informação disponibilizada em tempo real em nossas vidas é tão vasta e profunda que é impossível de ser acuradamente descrita.
E eis o crucial: não mais é só para uma elite; é para todos.
O que permitiu esta magnífica criação de riqueza foram investimentos em capital feitos por capitalistas, os quais geraram as mudanças tecnológicas que hoje nos permitem produzir mais com cada vez menos recursos.
O trabalho é importante, sem dúvida, mas o que realmente nos faz ricos é o capital e a tecnologia que tornam o trabalho mais produtivo.
E um ótimo exemplo de como esta acumulação de capital favorece principalmente os trabalhadores pode ser observado na própria Revolução Industrial, contrariamente a todos os clichês que você certamente já ouviu sobre aquela época. Durante a Revolução Industrial, os aluguéis cobrados sobre a terra permaneceram praticamente inalterados, o que significa que os ganhos da industrialização não foram absorvidos pelos proprietários de terra. As taxas de juros permaneceram praticamente inalteradas, o que significa que os ganhos da industrialização não foram absorvidos pelos capitalistas. Já os salários — principalmente da mão-de-obra de baixa qualidade — explodiram. Tudo em decorrência da acumulação de capital.
O capital é o que aumenta a produtividade, os salários e, consequentemente, o padrão de vida de uma sociedade. A acumulação de capital, ao tornar o trabalho humano mais eficiente e produtivo, é o que permite aumentos salariais e um maior padrão de vida para todos. Trabalhar menos, produzir mais e ter mais qualidade de vida é o resultado direto da acumulação e do uso do capital.
Prestando a devida homenagem
Somos realmente abençoados de viver nesta era. A expansão do capital nos permitiu chegar a um nível de conforto jamais sonhado até mesmo por monarcas e imperadores de alguns séculos atrás. Com efeito, vivemos hoje muito melhor que um bilionário americano há 100 anos.
É hora de repensar este incorretamente rotulado “dia do trabalhador” e prestar o devido reconhecimento e homenagem àquilo que realmente torna a nossa vida mais fácil e prazerosa: o capital.
Logo, feliz dia do capital!
_____________________________________________
Nota: as visões expressas no artigo não são necessariamente aquelas do Instituto Mises Brasil.
Parabéns pelo artigo!
Porém… alguns “ignorantes” poderão dizer:
– Ah…, mas as principais descobertas científicas, que proporcionaram e ainda proporcionam tantas tecnologias e inovações, foram financiadas e organizadas principalmente pelos governos (estados). Por exemplo: os satélites, antenas transmissoras, etc.
– Ah…, mas a mão-de-obra “escrava” e mal remunerada é que consegue proporcionar ao resto do mundo esses confortos todos, sem falar nos lucros exorbitantes dos empresários (capitalistas).
Portanto, é um assunto que se deve esclarecer com mais detalhes, para que não surja dúvidas ou especulações dos leitores novatos no assunto Livre Mercado.
Sou libertário convicto,mas eu diria feliz dia do trabalho e feliz dia do capital,pois na realidade “Marx o bufão”, inventou essa palhaçada de conflito de classes, quando na realidade o que ha é uma parceria capital e trabalho e sem essa parceria seria impossível esse extraordinário desenvolvimento e progresso da humanidade,portanto viva o dia do trabalho e do capital.
Alexandre
Eu tenho uma dúvida, qual a contribuição dos sindicatos na melhoria dos salários? Uma vez discuti com um colega sobre o capitalismo, defendendo que ele foi o responsável pela melhoria de nossa qualidade de vida atual e meu colega simplesmente afirmou que os salários só cresceram em virtude da ação de sindicatos. Como eu não tinha dados sobre o assunto não continuei a discussão, você tem alguma informação sobre isso?
Feliz dia do capital a todos!
Uma vez tive que ouvir de um imbecil e Professor de Economia da PUC-SP que a Humanidade antes da Revolução Industrial tinha um modo de vida mundo melhor que agora. É inacreditável onde chega o estado de ” loucura” dos comunistas.
Mas o capital só é atingido através do trabalho, não?
Salvo engano, era Ricardo quem dizia que capital não passa de “trabalho passado efetivado”.
Amigos, em que livros eu encontro documentos históricos que refutem relatos como os descritos por Engels em A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra?
Bem, dizer que o 1° de maio é uma data para “celebrar o trabalhador como sendo o responsável pelo grande padrão de vida desfrutado pelas civilizações ao redor do mundo” é um tanto quanto reducionista.
O 1° de maio presta-se a homenagear a luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho.
Muito já ouvi que o nome correto do feriado é Dia do Trabalhador.
Não se celebra o trabalho, ou o “grande padrão de vida desfrutado pelas civilizações ao redor do mundo” ou ainda o resultado do trabalho – que o autor defende ser um resultado do capital, atribuindo a compreensão de que o “nosso” progresso seja resultado exclusivo do trablho seja uma falha de compreensão contaminada de esquerdismo.
Não quero discutir quem é o pai da criança. Pouco importa quem pariu o “nosso” “grande padrão de vida”. O que me faz escrever isso tudo é o mesmo motivo que me levou a colocar aspas em “nosso” e em “grande padrão de vida”. O progresso tecnológico não se verifica assim tão bem distribuido para chama-lo de “nosso”. E não falo de sair por aí dando computadores em escolas pobres. Simplesmesnte os iPads não estão assim presentes na vida de numero considerável de pessoas para dizermo-lo “nosso”, ou ainda “nosso grande…”
Lógicamente que, direitistas que obviamente são, a desigualdade é natural para vocês. Ok, cada um tem sua linha de raciocínio. Mas justamente por vocês considerarem a desigualdade natural na sociedade, não dá para chamar de “nosso grande progresso”.
Portanto, o 1° de maio não se presta a celebrar o iPhone ou a bicicleta, mas sim aqueles que trabalham para produzi-la e que, se não lutasse, gritasse, cruzasse os braços, arriscando seus empregos, o sustento de suas familias e a propria vida – trabalhando ou lutando – tornar-se-iam escravos da produtividade do capital, da máquina, bem como da alienação.
A formação dos custos Empresariais é conhecida:
10% ou 20 % para o Lucro do empresário e 80% para os custos ou despesas, cabendo ao salário uns 20% ou 30% do total dos custos.
Destes 30% correspondentes ao salário, 15% corresponde às taxas governamentais no Brasil.
No Brasil os juros sobre a terra são especulativos diferentemente de outros países, lucra-se aproximadamente 500% a.m sobre imóveis.(Melhor Investimento)
Pelo sistema alemão de economia, o salário é causa da inflação e competitividade dos preços, já para os americanos e franceses, não.
Um exemplo: um mesmo carro é fabricado no Brasil e nos Estados Unidos, o valor do carro brasileiro é duas ou três vezes mais caro que o americano, não fica só nisso, o trabalhador americano ganha duas ou três vezes mais que o brasileiro.
Ao contrário: Feliz dia do TRABALHO.
8 fortes motivos pelos quais os capitalistas são imorais:
1) Seu trabalho possui como base a busca pelo lucro, que tem como objetivo direto a redução da qualidade do produto final, a diminuição dos salários e o aumento dos preços. Vide o lucro significar Preço de Venda – Preço de Produção. Os salários são decididos exclusivamente pela ganância dos produtores, tendo de ser reajustados pelo estado em proteção do povo.
2) Tudo que não é feito pelo bem comum mas sim pela satisfação pessoal é plenamente uma brutalidade. Prioriza-se o bem-estar do ofertador do serviço em prol daquele que é beneficiado, pervertem-se valores e forma-se uma sociedade individualista. É imprescindível que, como seres humanos, todos tenhamos uma dívida eterna uns aos outros e oportunidades, riquezas e resultados sejam distribuídos de forma igualitária em prol do bem comum.
3) O Cálculo Econômico Sob o Capitalismo. Fator de essencial compreensão na qual o capitalista, movido por mera ganância, aplica seu capital naquilo que é mais demandado pelos consumidores e não aquilo que de fato é necessitado pela população. Ou seja, produz-se obras ficcionais comerciais e músicas industrialmente fabricadas com o intuito de serem vendidas às massas alienadas ao invés das obras de Paulo Freire, Karl Marx e Gramsci. Apreciam-se jogadores de futebol em detrimento dos intelectuais, estudiosos que lutam há décadas em prol do bem-estar do povo. É imprescindível que obras de pensadores sociais sejam impostas no currículo educacional em prol da conscientização classista da população sobre o estado de opressão na qual vive.
Quem teria a loucura de delegar os serviços de água(Em que a taxa de lucro elevaria ainda mais as tarifas de consumo devido à ganância capitalista), eletricidade(Sob a proteção de capitalistas vinculados ao capital internacional) e correios(Regiões mais distantes seriam desprezadas em prol das mais próximas. É um absurdo que o cidadão que mora em meio à uma cadeia de montanhas pague mais que aquele que mora ao lado da agência de entregas) ao livre mercado?
4) Capitalistas conspiram em prol da sua classe. Tais cidadãos não lutam pela tomada dos meios de produção e pela instituição de uma educação pública de qualidade voltada à preparação da classe revolucionária, o que é uma brutalidade. A raça burguesa já fora alienada por seu próprio luxo no passado e mostra-se sempre incapaz de ceder aquilo que fora construído por sua busca pelo lucro desenfreada à causa trabalhadora. Absurdo.
5) Os capitalistas exploram os trabalhadores. Todo lucro é salário não pago, como já fora provado inúmeras vezes pela LEI da exploração marxista. Há imoralidade no emprego da classe proletária nas indústrias, nos auxiliares de pipoqueiros e nos ajudantes de pedreiros. Sendo qualquer forma de trabalho onde ocorra geração de lucro ao patrão uma exploração, deduz-se que JAMAIS haverá justiça enquanto os meios de produção pertencerem aos capitalistas.
Somente quando a classe proletária tomar consciência da ausência de direito detida pelos patrões sobre a propriedade adquirida por eles no passado haverá justiça.
6) Capitalistas submetem seus trabalhadores a aceitar a inferioridade classista. Como observado brilhantemente em uma reportagem da Carta Capital a respeito da recente PEC das domésticas, defensores utópicos do livre-mercado ignoram as implicações e o desvirtuamento de valores no ato de um vender sua força de trabalho a outros. Como Kant especificara, tal ação é, por conta própria, ilegítima e anti-ética. Não é legítima de forma alguma uma sociedade de dominação onde uns servem a outros, é mera maximização das relações de poder e promoção de uma brutalidade à humanidade.
Infelizmente, devido às circunstâncias individualistas nas quais vivemos, o trabalho segue como prática recorrente em detrimento da revolução do povo e do ódio justificado da classe trabalhadora. Óbvio sinal de que os capitalistas lograram doutrinar o proletariado a aceitar sua propriedade sobre os meios de produção obtida através da alocação de capital e já se julgam inferiores aos patrões.
7) Capitalistas realizam o acúmulo de capital e assim perpetuam-se no poder. Diferentemente do trabalhador, que devido à sua falta de acesso à uma educação pública de qualidade, não possui resistência à propaganda consumista imposta pelo capital midiático; o capitalista realiza a alocação de recursos vorazmente, estando disposto a utilizar seus fundos acumulados contra qualquer investimento iniciado por um proletário e assim perpetuar o domínio de sua classe sobre os meios de produção. Diferentemente do que pregara o traidor da classe negra Thomas Sowell em seu livro “Economics Facts and Fallacies”, a mesma burguesia que lucrara com o tráfico de escravos permanece no poder até os dias de hoje, tendo eles adulterado os dados acessados pelo intelectual com o intuito de ocultar seu domínio sobre o capital mundial. Ou seja, toda a riqueza moderna ainda se deve ao comércio de escravos e ao acúmulo primitivo de capitais trazido pelo roubo das riquezas americanas e asiáticas pelos exploradores europeus. Logo, qualquer tentativa de refutar medidas que beneficiem as classes vitimadas pela ditadura do homem branco e heterossexual mostra-se mesquinha e egoísta, agindo puramente de acordo com os interesses da classe dominante reacionária.
8) Capitalistas GERAM os ciclos econômicos através da busca desenfreada pelo lucro. Sendo a burguesia alimentada pela exploração da mais-valia, o capitalismo torna-se cíclico. Explicarei o ciclo econômico em suas fases:
a) A burguesia exploradora inicia juntamente um ciclo econômico conspirado através do aumento conjunto da mais-valia; ocorrendo uma forte redução dos salários junto a um aumento de bens produzidos, gerando super-produção.
b) Sendo os trabalhadores também consumidores e tendo eles seus salários reduzidos na fase a), não mais poderão consumir os bens super-produzidos pelos capitalistas na primeira fase, criando déficit em suas empresas. Entretanto, a burguesia, ainda cegada pelo lucro, segue super-produzindo ferozmente crendo que tal “desaceleração” no consumo foi momentânea e especulando sobre um aumento futuro.
c) O ciclo torna-se insustentável e a mais-valia atinge níveis altíssimos, levando tudo que fora produzido a ser destruído e os capitalistas à falência. Desemprego assola o proletariado enquanto os sempre reacionários economistas austríacos pedem a redução de gastos governamentais, da legislação trabalhista e de impostos crendo estranhamente que o estado está realizando má-alocação de recursos por auxiliar os trabalhadores desesperados como no período do New Deal através de gastos estatais.
d)A burguesia, na forma de capital internacional, explora a mão-de-obra de outra nação e re-acumula capitais, dando início novamente à fase a) enquanto os apologistas da mais-valia utilizam a retórica reacionária culpando o estado e seu banco central por taxas de juros artificialmente baixas que teriam levado à crise no passado.
Obs: O fato de os salários nominais e condições de trabalho aumentarem durante os períodos de expansão em que a teoria marxista dos ciclos econômicos prega que ocorre o aumento da mais-valia(com eventual redução de salários e qualidade de trabalho) se deve à manipulação dos dados consequente da doutrinação polilógica classista, ou seja, apenas aqueles nascidos ou influenciados pela classe capitalista são capazes de compreender/aceitar tais aumentos numéricos, evidência inegável da existência da luta de classes e de lógicas irreconciliáveis no mundo.
_____________________________________________________________________________________
Conclusão:
Tendo sido o dia de hoje marcado pelo massacre de uma reunião pacífica visando apenas a prosperidade da humanidade composta por proletários chamada de Internacional Comunista, é imprescindível que nos submetamos à reflexão de qual sociedade desejamos. Será ela uma construção social espontânea na qual apenas a busca pela apreciação voluntária ao seu trabalho determine o papel do homem na divisão de trabalho ou uma sociedade científica e planejada onde uma instituição filosófica voltada ao bem comum determina como cada homem será provido de acordo com sua necessidade e com a criação do bem comum?
As história demonstrá-los-á que é de nenhum valor o mérito quando é obtido através do emprego dos mais necessitados e da saciação interesseira das necessidades físicas e emocionais de outros. Os capitalistas são, por definição, brutais; sendo assim, qualquer sociedade voltada à promoção deles será criadora do individualismo, da liberdade egoísta e da riqueza desmedida em detrimento daquela que é eterna e espiritual, como dizia Milton Santos. Se os governos socialistas fracassaram na criação do bem material, lograram felizmente na formação espiritual de milhões de guerreiros pelas causa do povo por todo o mundo. Nenhum capitalista, por mais manipulador que tenha sido, tivera tamanho êxito em criar defensores de suas causas e desejos.
Viva ao dia do trabalhador! Abaixo ao capital!
Bom dia caros defensores da liberdade!
Gostaria de pedir-lhes alguns concelhos…
A questão é qual das seguintes faculdades de economia é melhor:
Insper: Ouvi dizer que tem tendências liberais e é a que prepara melhor pra mercado financeiro.
FGV
FEA
Meus objetivos são, no longo prazo, o academicismo e no curto/médio prazo ganhar habilidades como empresário e investidor, pois é o que euro ser(claro que não no Brasil…xD).
Seria muito bom que houvesse um fórum de discussão(ficaadica), mas como não há,espero não estar interrompendo a discussão e desde já agradeço.
Feliz dia do capital, pois foi o capitalismo que, na verdade, salvou o proletariado, da morte pela fome (inanição). A abstenção do consumo presente salva muitas vidas. Para haver consumo é necessário poupança anterior. Meus pesames aos socialista de todo o mundo que não conseguem fazer o povo produzir. Esta motivação pelo interesse proprio é ideologia da riqueza e para o bem dos seus,de seus amigos,de seus inimigos e até ajuda aqueles que voce não conhece e nunca viu e talvez nunca verá. O capitalismo felizmente é baseado na cooperação voluntária,na liberdade, na propriedade privada,na inovação constante. O capitalista padeiro da esquina estará preparando o seu pão amanhã de manhã, para o bem dele e do seu. Viva o Capitalismo, pois tenho certeza que ele me ajudou a existir.
Isso é um absurdo o que está neste texto. O 1° de maio é em homenagem aos mártires de Chicago que foram assassinados pelos capitalistas por lutarem por uma jornada de trabalho mais justa.
Nada mais do que a lembrança de um crime do capital contra os trabalhadores…
Leandro 02/05/2012 02:39:25
Cedric, o capital advém da poupança. É a abstenção do consumo o que permite a acumulação e formação de capital. Só então, quando o capital já tiver sido acumulado, é que o trabalho será utilizado para moldar o capital para os fins desejados.
Logo, é preciso ressaltar que, sem a poupança, não há capital; e sem capital, não há trabalho minimamente remunerado.
Leandro 28/07/2012 23:43:15
Prezado André, mas quem não tem renda já está, por definição, praticando poupança. Poupança não é acumular dinheiro. Poupança é abstenção do consumo. Recomendo este artigo para esclarecer melhor estes conceitos:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=487
Abraços!
Não é bem assim. Se levarmos este raciocínio até as últimas consequencias, concluiremos que os sômalis têm mais capital do que os americanos. Afinal, capital advém da poupança, poupança é a abstenção do consumo e quem não tem renda já está, por definição, praticando poupança. Enquanto os americanos consomem smartphones, os sômalis se abstêm se consumir até alimentos (afinal, eles nem tem renda, e portanto, já estão, por definição, praticando poupança). Por que a Somália não tem mais capital do que os EUA? Afinal, eles poupam mais.
Entendeu agora, porque não é bem assim.
Foi o a mão de obra humana que produziu(e ainda produz) o capital. Em outras palavras, a existência do capital deve-se a produção humana. Feliz dia do trabalhador.
Very good article. however, Capital is built by labor. Without labor, capital does not build itself! so labor day is appropriate but it should be viewed in a broader sense.
É uma verdadeira piada o que o tal sujeito filosofo escreveu aqui. Se não fosse o capital, muitos artigos que eram exclusivos de pessoas mais ricas, nunca chegariam as mãos da população menos abastada. O próprio recurso eletrônico que o imbecil escreveu tanta asneira, é um exemplo de como numa sociedade capitalista os benefícios abrangem todas as classes. Filosofo, um conselho. Procure se informa se em Cuba, Coreia do Norte, as pessoas do povo tem mais recursos que você. Encerro com o pensamento de um verdadeiro Filosofo que diagnóstica o seu estado intelectual: “A burrice é uma cicatriz”. Theodor Adorno.
“Por exemplo, se ele utilizar os recursos escassos à sua volta para construir uma rede de dormir (bem de consumo) em vez de utilizá-los para construir uma rede de pesca (bem de capital), ele está sendo consumista. Da mesma maneira, se ele sair comendo bananas, cocos e peixes em vez de poupá-los para se alimentar enquanto ele constrói uma rede de pesca, ele está sendo altamente consumista.”
Um exemplo do uso da palavra “consumismo” em sentido negativo. ESSE tipo de consumismo merece reprovação, mas não o mero consumo em si, que os esquerdistas condenam para atacar o capitalismo.
O trabalho é muito importante, econômica e psicologicamente. Mas ele precisa produzir algum tipo de valor, material ou imaterial. Se alguém cavar um grande buraco e depois enterrá-lo, sem qualquer utilidade, não vai beneficiar ninguém e ninguém lhe pagará por isso. E o sujeito vai ficar frustrado por ter feito algo sem sentido, a não ser que seu objetivo tenha sido fazer exercício físico ou algo assim.
Capital é recurso poupado para ser investido em produtividade. Nada impede um empregado de acumular capital e depois investi-lo de alguma forma. E o capitalista tem muito trabalho para administrar seu capital, então também pode ser chamado de “trabalhador”.
É muito diferente do sistema de castas da Índia ou do sistema medieval e da Antiguidade, onde cada pessoa é/era obrigada a efetuar um único tipo de trabalho. Portanto, as “classes sociais” de Marx simplesmente não existem.
* * *
Feliz dia do Trabalho Produtivo e Feliz dia do Capital.
Para que haja maquinário industrial, eletrodomésticos, transporte eficiente, entre outros, foi necessário empenhar trabalho intelectual e braçal.
O capital sozinho não se cria, até por que sem demanda para tal, como poderia? O ser humano ou novas etapas de determinados processos que visem atender uma necessidade final do próprio ser humano,tem que estar envolvido de alguma forma para a criação do capital.
Então se há demanda, e a mesma está em constante evolução, deverá haver contínuo esforço intelectual para projetar e, braçal para colocar em prática.
Acaba a demanda, acaba a necessidade de se ter o capital que seria utilizado para atendê-la, etão o capital de nada serviria.
Falando em dia do trabalho, o que acham dessa notícia?
dinheiropublico.blogfolha.uol.com.br/2014/05/01/6-milhoes-nao-encontram-emprego-e-62-milhoes-nem-procuram-entenda-o-mercado-de-trabalho/
“Os desempregados são apenas 4% das pessoas em idade de trabalhar, ou 6% dos que procuram emprego.”
Duvido que seja só essa porcentagem nos dois casos…
“É a abstenção do consumo o que permite a acumulação e formação de capital.”
Como uma criança deixando de comer um pacote de Fandangos permite a acumulação e formação de capital? Passando fome?
É o investimento que permite a formação e acumulação de capital. Isto é o básico da teoria econômica.
Funciona assim: o empresário, interessado em expandir sua produção, deixa de investir temporariamente na produção para desviar recursos às empresas que extraem coisas da natureza e as transformam em máquinas. Quando o governo investe numa empresa ele a permite adquirir recursos das empresas que produzem bens de produção sem que seja necessário desviar recursos da produção.
Leandro, corrija-me se eu estiver errado.
O autor do texto refere-se ao termo capital como recursos físicos, palpáveis (máquinas, equipamentos, eletrodomésticos, etc).
Foi este o sentido de capital que tentei expressar no comentário acima.
Não entendi quando você fala sobre acumulação de capital (financeiro) dentro do contexto deste artigo.
“Como uma criança deixando de comer um pacote de Fandangos permite a acumulação e formação de capital? Passando fome?”
Quando eu digo que os textos quase sempre são excelentes, mas os comentários – quase sempre – são péssimos, vocês não acreditam…
Sou paciente psiquiátrico e ontem, durante conversa com meu médico, ele me disse que os laboratórios patrocinam determinados estudos que beneficiam medicamentos que estes laboratórios produzem.
Sendo assim, não queiram vocês que as empresas sejam santas e que o capitalismo é santo. É sim o melhor arranjo atual, porém vocês esquecem que existem empresas manipulando consumidores e doenças, tem muito jogo sujo aí, infelizmente existe cura para TOC, para vários problemas de saúde geral, porém os interesses financeiros estão acima da ética da vida. Isso o capitalismo também não consegue corrigir, lamentavelmente.
Lula tem chance contra Bolsonaro em 2022?
Artigo muito didático. Muito bom.
Feliz Dia do Capital!
E quando a pessoa quer ser capitalista e não consegue? Aí ele torna-se multidão.
Segundo este blog, funcionários públicos são “parasitas” pois “recebem sem produzir”, pois bem, segundo essa lógica quem vive de herança ou ganha dinheiro com especulação no mercado financeiro é ainda mais parasita, pois ganhou/ganha dinheiro sem ter que produzir nada em troca. Ainda assim não vejo artigos por aqui criticando tais problemas, na verdade pelo contrário, aí eu pergunto, vocês são contra a parasitagem ou não?
Esquerdistas gostam de ridicularizar “pobres de direita” dizendo que são “capitalistas sem capital”, “oprimidos que defendem seus próprios opressores”, etc.
Primeiro erro: para eles, todo mundo que não é “rico” (multimilionário ou mesmo bilionário) é “pobre”;
Segundo erro: não sabem o que realmente é “capital” (e não querem saber), pensam que somente “ricos” são ou podem ser “capitalistas”;
Terceiro erro: não entendem (e não querem entender) que o que impede os “pobres” de terem ou usarem capital (o que não requer ser “rico”) é o próprio Estado;
Quarto erro: pregam a “igualdade” e dizem se importar com os “pobres”, mas na verdade se consideram superiores aos “pobres” e donos deles: “Eu [Ser Superior] estou tentando lhe salvar do capitalismo malvadão e lhe levar ao paraíso socialista, mas você [Ser Inferior, ingrato e irracional], me trai tomando o lado dos “capitalistas”? Como ousa?”
* * *
====Olá, Sadib!
Uma coisa que aprendemos é que os esquerdistas não estão nem ai com pobres (se eles pudessem ficar separados por uma vidraça melhor), o que eles querem é defender suas minorias de estimação LGBTXYZ, e afins.
====Só queria ver a cara de nádegas de um boçal pertencente a uma das siglas em questão ao descobrir que na França do início dos anos 1980 muitos gays abandonaram aquele país por recearem as políticas socialistas do então presidente François Mitterand, que, era esquerda século XX, muito bem o oposto do atual Emmanuel Macron (ou Lacron), que falta apenas defender que crianças do prezinho possam mudar de sexo amanhã se assim o desejarem.
O que os motiva é um ressentimento acumulado, querem ferrar os que consideram ricos pois eles se deram bem com o capitalismo (no fundo os esquedistas não tiveram competência para ser bem sucedidos dentro das regras).
====Isto ou sentimento de culpa por terem tido a sorte de serem bem-sucedidos provindos de famílias prósperas. Quem na atualidade não se choca (pessoas sensatas, claro) com o discurso vitimista do Fiuk, que alega passar necessidades, vivendo como um nababo no Rio de Janeiro, enquanto talvez uma parcela mesmo daqui do blog não tenha, se tanto, um terço do que o homem arrependido por ter nascido com um pênis adquiriria como herança patrimonial. E sim, os canhotos querem lascar ricos, mas aqueles que não alçam estandartes rubros, pois nenhum deles teceria um til contra os artistas globais (os idolatram, na verdade) ou ao especulador George Soros, por exemplo.
Faça o capital trabalhar para vc…
A grande maioria nao entendeu isso
Como alguém que recebe salário mínimo por mês pode driblar uma prática dos bancos(que é não emprestar dinheiro para pobres ou quando conceder que se empreste muito pouco)e conseguir um capital considerável para poder empreender para talvez melhorar sua renda?
Interessante, mas para as pessoas que vivem com um salário mínimo a realidade é bem diferente.
Um belo resumo do pensamento de mises!
Não há outra forma de entendermos os benefícios do capitalismo senão com a descrição dessa evolução da qualidade de vida.
O bem-estar do ser humano é o objetivo último ao qual todos nós devemos se enclinar e seguir. Não é isso mesmo a razão da existência da Constituição?!; tudo previsto nela é em busca desse objetivo, logo o ordenamento jurídico por inteiro….
Eterno Mises!!!!
Hoje, meu pai me perguntou: “Por que tu está adestrando o branquinho (meu cachorro) com comida (ossos de galinha do almoço)??
Minha resposta: da mesma maneira que o senhor trabalha em troca de dinheiro, ele faz o que eu quero em troca de alimento. Para nós, dinheiro é estímulo, para ele é alimento; nós precisamos de dinheiro para sobreviver, ele de alimento.
Extrai- se dessa verdade que dinheiro é estímulo para trabalho (aqui, refuto o papel do Estado em nos entregar tudo de bandeja) e trabalho gera riqueza.
Esse estímulo é fundamental para a sociedade. Não há um fenômeno melhor para nos proporcionar isso do que o Capitalismo.
Mais um vez a natureza nos ensinando!
Deus é a verdade e esta nada mais é do que a própria natureza. Natureza é a verdade em forma física.